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 Hate That I Love You

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Milena Kaulitz
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MensagemAssunto: Re: Hate That I Love You   Seg Nov 28, 2011 1:12 pm

Capitulo 14

Não ousei sair de casa mais ontem, passei o dia ajudando minha tia com tarefas de casa para me distrair. Quando o serviço de casa havia acabado, eu ia para o meu novo quarto arrumar minhas coisas de forma mais organizada ou para estudar alguns livros que eu havia pedido a minha tia, para poder ter alguma ideia do que eu aprenderia a partir da semana que vem.

Mas hoje o dia, apesar de um dia de inverno insistia em permanecer bonito. E minha tia insistiu para que eu desce uma volta depois do almoço.

-Huuum, não sei, eu posso ficar aqui mesmo, não queria sair. - falei.

-Mas você vai ficar em casa sozinha, eu tenho um curso que eu faço durante as férias hoje, não posso faltar, a escola exige.

-Eu vou ficar bem tia, não se preocupe.

Uma hora depois minha tia havia saído com o carro, um Peugeot 206 preto. Eu não queria fuçar na arrumação da casa enquanto ela não estava, então fiquei no sofá assisistindo tv até onde aguentava. Não aguentei por muito tempo. Decidi pegar os patins e sair para a rua. Talvez eu tivesse mais sorte e não encontraria o tal carro novamente.
Sai já com meus patins calçados e fui mesmo pela calçada, dessa vez na direção contraria a que eu havia andado ontem a tarde. Coloquei novamente meus fones, que dificilmente queriam funcionar, a musica desligava assim que eu dava o play.

-Mas que droga, eu carreguei hoje essa merda, que sac...

Uma freiada brusca me desligou do fone e me fez olhar em choque para frente, o carro preto havia parado a centímetros de mim no meio da rua, eu nem percebi que havia me afastado tanto da calçada. Tudo que eu conseguia ouvir era o som do meu peito pulando e sentir minhas pernas tremendo. Mas a única coisa que vi foi o reflexo dos meus olhos pequenos arregalados no vidro escuro. Ele não buzinou, não fez nada. Foi a coisa mais estranha que senti, sendo encarada por um vidro escuro, porque ele concerteza atrás dele olhava pra mim.
Um carro logo atrás dele buzinou me assustando também, não tanto quanto a segundos atrás, e ele então buzinou para mim. Eu corri para calçada indo para trás da árvore e esperei ele se afastar.

Mas não consegui tirar os olhos dele agora e não corri para longe. O carro quando chegou no final da rua retornou e começou a voltar.

-Ham? Mas que merda, eu tenho que sair daqui.

Entrei por um beco que ficava entre as casas da rua para tentar sair do outro lado. Eu não fazia ideia por onde ele estava indo, porque concerteza havia me visto correndo. Eu contornei a rua por trás fazendo meus patins voarem. Por sorte na lateral de quase todas as casas haviam esse pequenos becos cheios de plantas e latas de lixo, consegui chegar em casa mais rápido do que conseguiria vindo pela rua.
Entrei em casa e me joguei no sofá morta de cansaço. Quando dei por mim, estava sorrindo, e sentindo o prazer da perseguição.

-Como um coelho sendo caçado por uma raposa.

Será que ele havia retornado o carro por minha causa? Será que lembrava de mim de ontem? Será que é um sequestrador? Meu Deus, será mesmo um homem? Eu não sabia.

Ainda mais curiosa fui até a janela ver se via algo na rua. Foi quando olhei para a esquina e vi o carro vindo la em baixo prestes a dobrar a mesma. Eu não me contive, tinha de ir atrás já que agora eu poderia vê lo melhor e me esconder. Foi o que eu fiz, ainda com os patins nos pés corri para a tal esquina onde o carro havia acabado de dobrar. Mas eu tinha de correr muito, ele já estava no final quando eu cheguei.
Quando fui me aproximando o carro estava parado em um cruzamento onde tinha um certo movimento. Me escondi atrás da árvore até o carro começar a andar novamente. Ele dobrou novamente uma rua depois do cruzamento, mas logo foi diminuindo a velocidade. Quando percebi isso esperei para ver que direção ele tomaria, então pudi correr atrás. Ele havia entrado em um jardim de alguma casa.
Me aproximei, e conforme chegava mais perto, tudo me parecia bem familiar. Quando finalmente me aproximei de uma parede de tijolos um pouco antes da entrada eu tive um choque e me senti completamente perdida. Aquele lugar era mais do que familiar pra mim, apesar de nunca ter estado la.

-Oh meu Deus. - Coloquei a mão na boca querendo tossir de nervoso. É o estúdio, o estúdio do Tokio Hotel. Meu Deus a casa é a duas ruas da minha.

Eu não conseguia parar de tremer, eu tentava acompanhar o carro que ainda contornava o jardim até a entrada mas meu corpo se inclinava para frente querendo cair no chão.
Até que ele parou, e a minha respiração parou junto, ele desceu do carro, mas ainda era difícil saber quem era, ele estava completamente diferente do que eu esperava ver.

-Tom?

Havia tirado os dreds do cabelo e agora usava tranças. Estava todo encazacado com uma espécie de gorro - boné e um lenço cinzas na cabeça. Ele só ficou do lado de fora o tempo de parar para acender o cigarro e entrar fechando a porta.

Eu levei um tempo até conseguir sair do transe, olhei a minha volta e descolei finalmente minhas mãos da boca. Vim o caminho todo com minhas pernas tremendo, pensando na possibilidade daquilo ser real. Era absurdo imaginar que ele foi a primeira pessoa depois da minha tia a me "receber" aqui.

-Idiota, sua idiota, Rafa é o Cadilac dele, o Cadilac. Não..não, mas isso não é possivel.

Continuava vindo feito uma loca pela rua falando sozinha e gesticulando com as mãos.
Eu pensava em tantas coisas ao mesmo tempo, flashs de tantas coisas que eu ja tinha feito por e com essa banda veio na minha cabeça.
Mas os problemas da minha vida haviam me deixado mais na realidade do que na fantasia, eu fui apaixonada pelo Tom quanto tinha 14, 15 anos, isso não podia entrar na minha vida novamente.


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Continua??? =)
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MensagemAssunto: Re: Hate That I Love You   Seg Dez 05, 2011 12:39 pm

Capitulo 15

Minha tia chegou em casa um pouco tarde. Eram quase 7 da noite. Me encontrou na janela curiosa olhando todo o movimento da rua.

-E ai, deu um passeio hoje?

-Ha sim, segui seu conselho, fui dar uma volta de patins.

-E o cara estranho? Voltou a ter perturbar? - Eu engasguei sem saber o que dizer.

-Haa..não..não. Ééé, foi tranquilo, graças a Deus.

-

Fiquei horas olhando pela janela, mas já passava das 10 da noite e nada do carro passar. Vi algumas vezes o mesmo garoto idiota de ontem, o da bicicleta, que quase levou minha cabeça junto enquanto passava.

Fui dormi com a minha descoberta martelando minha cabeça. Olhando para o teto, as vezes me levantava e olhava pela janela. Foi difícil dormir.
Na manha seguinte já no café minha tia disse que precisava fazer algumas compras pra casa, já que eu havia chegado e havia pouca coisa para duas pessoas.

-E eu quero que você vá comigo. Que você veja o que você gosta de comer, e nós compramos.

-Ha tia, não vejo mesmo necessidade, a senhora pode comprar qualquer coisa.

Ela insistiu e então depois do almoço fomos. Fui olhando pela janela o caminho todo. Meu Deus, até na auto estrada eu procurava pelo Cadilac. No supermercado minha tia foi tão atenciosa comigo. Comprou iogurtes, biscoitos, torradas, bolos, tudo para me agradar. Eu ia empurrando o carinho sem prestar muita atenção, enquanto ela ia me perguntando se eu gostava e jogava no carinho, mas ela parecia se divertir. Ela era tão legal, e parecia estar gostando mesmo da minha companhia.

Quando chegamos em casa, fui correndo ajuda la a guardar as coisas pra depois poder sair com os patins.

-Nossa calma, tudo isso pra ir passear?

-Ha é, hum, ta um dia lindo, é raro né?

Quando sai fui direto em direção a rua do estúdio, olhando sempre pra trás, todo carro escuro que passava mesmo que longe me assustava. Quando cheguei na rua, fui patinando mais devagar. Olhei para a casa mas o carro não estava la, só havia outros carros parados no gramado do outro lado.

-Ai caramba? O que eu faço? Espero? Esperar pra que? O que eu vou fazer se ele aparecer aqui de repente?

Eu ainda não sabia o porque eu estava ali, esperando ele aparecer. Quando dei por mim já estava sentada no meio fio da calçada batendo de nervoso as mãos nos patins.
Mais ou menos uns 40 minutos depois o carro dele apareceu dobrando a esquina, eu comecei a tremer e abaixei a cabeça fingindo estar arrumando os patins. Mas eu não conseguia me mexer direito, meus músculos estavão duros feito pedra. A situação só piorou quando ele em vez de entrar para o jardim parou o carro bem na minha frente. Eu estava tão nervosa que de repente tomei coragem e olhei para cima. Ele abriu o vidro e olhou pra mim. Estava de óculos escuros e uma bandana na cabeça.

-Foi você que eu quase atropelei outro dia? - Falou em ingles.

Minha língua travou, como eu iria responder, em Alemão? Inglês?

-Sim, eu acho. - Falei em ingles.

-Me desculpe eu... - Quando eu olhei em seus olhos,ele nao conseguiu terminar a frase.Ele me olhava de uma forma tao profunda que eu ate me esquecia de respirar.

-Rafaela?!?!?! - Ele disse.Nao Tom,eu sou o Papai Noel atrasado!

-Oi Tom - disse seca - você iria dizer o que?

-O que do que? - Ele ficou confuso.

-Voce comecou a falar e nao terminou.

-Eu ia lhe pedir desculpas por quase ter lhe atropelado ontem,mas quando voltei com o carro você não estava mais.

-Eu fugi. - Meu Deus eu soltei isso? Idiota.

-Se esconder de mim não é uma boa idea. - Ele falou rindo.

-Desculpa eu não quis dizer, fugi, quer dizer eu corri, eu..eu, não me escondi, eu só continuei correndo de patins como eu estava fazendo.

-Você fugiu de mim.

-Huum é, você queria me pedir desculpas né? Hum ok, esta desculpado. É só isso?

-Calma!Só estou sendo educado, o que você não foi outro dia, me chamando de idiota.

-O que? Você me assustou. E ainda não parava de buzinar em uma rua que não tinha por onde eu desviar. - Isso estava virando uma discussao.

-Eu pedi desculpas não foi?

-Sim, eu já desculpei. - Falei rispidamente.Nem eu sabia porque estava agindo dessa maneira.

Eu não estava acreditando no que estava acontecendo, ele ali falando comigo. Parecia tão fácil, foi tão fácil ter uma conversa com ele, que eu estava até um pouco assustada.

-Até mais então.

Eu não respondi, ele deu ré no carro e entrou para o estúdio. Alem de ter sido fácil, não suspirei tanto.
Eu não olhei muito. Ele antes de entrar no estúdio, deu uma olhada rápida pra mim ainda sentada no meio fio e entrou. Depois me levantei e voltei pra casa.
Já na calçada de casa, o mesmo garoto do outro dia passou correndo de bicicleta pedindo licença pra mim. Eu me assustei.

-Hey, idiota, passa por cima da próxima. Mas que droga, gente mau educada.

Entrei em casa e minha tia cozinhava o jantar.

-Nossa, você demorou hein.

-Ha desculpa, eu me distrai com a musica do meu mp3.

-Escuta, você nao era amiga daqueles meninos do Tokio Hotel?

Merda, isso la era assunto pra se começar agora?

-Ha sim,mas isso foi a anos atras tia.

-Então, o estúdio deles é aqui perto. Acho que na rua de trás, todo mundo sabe, porque fica cheio de meninas pelas redondezas. Acho que eles estão gravando um CD novo, por isso vivem ai por esses dias.

-Ha eu fiquei sabendo, mas não me entusiasma muito.

-E você já conheceu alguém por ai? Alguma amiga, ou garoto?

-Garoto? Ha sim, tem um mau educado que vive andando de bicicleta por ai.

-Haaa, deve ser o Peter. Ele é filho da Anne, ele mora a duas casas daqui.

-Hum ta. - Falei sem dar muita importância, nem merecia muito.

Eu não tirava minha cabeça dele. A forma como tudo aconteceu, do medo que eu senti do nosso reencontro, quando ele me assustou naquela pequena rua ainda estava aqui dentro. Não sei explicar. Sabe quando você se assusta com algo, e se lembra depois do susto sua respiração acelera? Mas ele não vai me assustar mais. Ele não me intimidava mais, geralmente era eu quem fazia isso. Ele não me conhece mais.Se ele espera reencontrar a antiga Rafaela,nao vai achar,pois ela ja morreu.

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Gostaram??? =)
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