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 My diary for you.

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MensagemAssunto: My diary for you.    Seg Out 17, 2011 1:44 pm

' Olá, bom, eu resolvi querer postar uma fanfic aqui do Tokio Hotel, primeira fic aqui *-*, mas agora cabe à vocês opinarem.

• • •

Nome: My diary for you.
Autora: Bruna.
Classificação: Livre.
Gênero: Drama - Mistério.
Personagens:
Bill Kaulitz.
Tom Kaulitz.
Merry.
Foster.
E, citações dos nomes de Gustav Schäfer e Georg Listing.
Número de capítulos:14.
Terminada: Sim.
Sinopse: Uma trama entre os irmãos Kaulitz que se baseia em mistério. Tom Kaulitz agora vive com uma mulher já de idade avançada chamada Merry, que não passa de ser sua empregada, e este, necessita dela para exatamente tudo, ela e Foster, serão os responsáveis por um feliz ou triste final, o fato ao jogo é que, Tom precisa desprender-se do irreal e deixar aquilo que mais ama para trás.
"Aqui estou eu, sentado e refletindo. Meus olhos repousam aos seus todas as noites, e eu lhe procuro em um infinito vazio. Por de trás de todas as coisas, o seu nome se esconde, e não adianta. Eu quero ouvi-lo claramente."

• • •


E então, devo postar?
scratch


Última edição por Bruu. em Ter Out 18, 2011 6:03 pm, editado 5 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: My diary for you.    Seg Out 17, 2011 1:57 pm

Posta sim

_______________________


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MensagemAssunto: Re: My diary for you.    Seg Out 17, 2011 2:00 pm

Posta Liebe,e rapido! lol!
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MensagemAssunto: Re: My diary for you.    Seg Out 17, 2011 2:14 pm

posta (:
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MensagemAssunto: Re: My diary for you.    Seg Out 17, 2011 3:31 pm

Posta *.*
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MensagemAssunto: Re: My diary for you.    Seg Out 17, 2011 4:14 pm

Posta ^^
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MensagemAssunto: Fanfic: My diary for you.   Seg Out 17, 2011 5:07 pm

Ŧ My diary for you.

Primeiro capítulo.
A consulta.


– Está frio lá fora, o céu se torna escuro e eu temo a noite negra que virá pela frente.
– Ótimo – sorriu o doutor – E então como se sente?
– Bem – respondi de maneira indesejada após responder tantas questões anteriormente.
– A sessão está encerrada – despediu-me o doutor Foster levantando-se de sua poltrona e fazendo algumas anotações em minha ficha médica – Nos veremos na próxima semana, Senhor Kaulitz.
Retirei-me da sala pensativamente, Merry me esperava no corredor enquanto eu me aproximara em pleno devaneio de pensamentos.
– Como foi? – ela perguntou-me sorrindo quando se levantou de uma cadeira de espera ao meio de tantas outras.
– Como sempre, Merry – respondi enquanto ela caminhava no corredor da clinica ao meu lado. – Como sempre.
Saímos da residência Foster que eu tanto odiava a ir e então á longos passos entre ruas isoladas chegamos á nossa humilde casa, o jardim á frente me custava um sorriso sempre que chegara e olhara para ele. O céu estava cada vez mais escuro e a neblina nos forçou a entrar em casa.
– Tome esses remédios – disse Merry oferecendo-me alguns comprimidos e um copo de água. Aceitei os remédios e os tomei em sensação obrigatória ao me sentar á cadeira da pequena mesa, o porquê de eu precisar ir ao doutor Foster e o porquê da necessidade de tomar remédios eram questões que todos os dias eu próprio me perguntava.
– Com o passar do tempo, não irá mais precisar se consultar com o doutor – Merry disse-me interrompendo meus pensamentos e era como se ela acabasse de ler o que eu estava pensando.
– Espero que seja logo – respondi á minha doce empregada que sorriu – Espero que seja.
Enquanto permanecia em domínios de dificuldades para interpretar os acontecimentos e as causas médicas, fiquei a observar Merry que arrumava cuidadosamente a cozinha e como sempre ordeira estava agora vestida de um avental comprido e de tons claros, ela ficava a limpar e a cozinhar, e nisso eu só ficava a olhá-la.
– Gostaria de alguns pãezinhos? – ela ofereceu-me ao perceber que mostrara interesse quando mexera na forma de pães. – Você precisa se alimentar, Senhor.
Olhei para a forma que como de costume sempre me servira bons pedaços de massa e fiquei a olhá-los por longos minutos, de alguma forma os pães caseiros de Merry me enojaram e eu os recusei. Isso foi absolutamente estranho, porque sempre adorara os suprimentos feitos por minha empregada, mas de certo eu não estava com fome.
– Pode comê-los mais tarde – Merry disse-me ao meu sinal de recuso e então voltou-se ao forno guardando a forma de pães. – Talvez seja o remédio, ás vezes ele tira a fome rapidamente.
– O que diria de nunca sentir fome? – perguntei-lhe e Merry ficou ali parada á minha frente como se pensasse em uma resposta.
– Quando sentir, os pães estarão ao forno – ela dissera-me com um largo sorriso e voltou ao seu trabalho, limpando e de maneira ordeira organizando as coisas na cozinha.
Então ainda sentado e impaciente para executar algo fiquei a pensar enquanto as leves gotas caiam sobre o telhado, era a grande tempestade que chegara. Levantei-me subitamente e entrei-me em meu quarto, as camas de lençóis brancos me convidavam á dormir e as cortinas das janelas transpareciam como véus ao meu olhar. A chuva não tardou á chegar. Deitei-me á cama e peguei-me desprevenido por sonhos e pensamentos que me atordoavam a mente, eu estava a cair e a cair cada vez mais, em minhas visões o mundo já não era mais o mesmo, tudo ao meu redor mudava completamente.
– Sua mente passa por experiências não convincentes á minha presença – Bill disse-me tocando o ombro e tirando-me de um estranho sonho perdido. Eu o olhei perplexo e ele sentou-se á cama ao meu lado.
– Onde esteve? – perguntei-lhe em uma curiosidade profunda que me dominou como se eu tivesse dormido horas embora meu novo e repentino devaneio tivesse durado segundos.
– Eu sempre estive aqui – respondeu-me Bill olhando-me de maneira minuciosa. – Vejo que não está bem, meu irmão.
– Fui ao doutor hoje – disse-lhe tornando a expressão cansativa. – Eu estou bem.
– Suas consultas com o doutor Foster nunca são agradáveis, posso ver isso em seus olhos – Bill disse sorrindo e eu o olhei atordoado.
– São desagradáveis porque eu não preciso de um psicólogo – respondi-lhe e então voltei-me o olhar para a janela onde a chuva escorria sobre o vidro. – Merry insiste que eu me consulte por algum motivo, ela deve achar que eu tenho algum problema psicológico.
– Já pensou na possibilidade? – Bill perguntou erguendo uma de suas sobrancelhas e me causando desconfiança em suas palavras.
– Não – respondi o olhando. – Eu sou saudável, fisicamente e psicologicamente, não preciso de remédios diariamente e nem necessito de conselhos médicos dados por este especialista.
Bill levantou-se da cama e fitou seu olhar á janela, e em seguida molhou os lábios e prosseguiu. – Nunca saberemos o que temos se não avaliarmos o que dizem – disse ele fechando ainda mais a cortina que fornecia á imagem. – Durma Tom, geralmente após uma grande chuva, o céu se abre limpo.

Ŧ


E aqui está o primeiro capítulo, após comentários, postarei os próximos, é claro, se quiserem, Liebes.
Rolling Eyes



Última edição por Bruu. em Seg Out 17, 2011 5:21 pm, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: My diary for you.    Seg Out 17, 2011 5:18 pm

continua.. sim.
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MensagemAssunto: Re: My diary for you.    Seg Out 17, 2011 5:31 pm

Ŧ My diary for you.

Segundo capítulo.
Rosas brancas.


Abri meus olhos de visão turva e sentei-me á cama como se ainda estivesse á acordar, meus dedos passaram-se em minha face suada e então encorajei-me á levantar totalmente, olhei janela adentro e o sol estava á invadir os campos verdes, a manhã chegara e com ela, um novo dia.
Encontrei Merry sentada á mesa á minha espera, a saudei um bom dia em forma de um breve sorriso e ela voltou-me o mesmo e então serviu-me a refeição.
– Pães? – perguntei-lhe quando sentei-me á cadeira e ela depositara a forma á mesa – Merry, seus pães não estão me agradando como de costume.
– Me desculpe, Senhor, mas não temos mais nada – ela respondeu de maneira grotesca e fiquei ali apenas á encarar o café da manhã – Tom, você precisa comer algo, há dias não se alimenta.
– Deveria estar preocupada em como produzir refeições melhores e não ficar á contar quantos dias deixo de comer – respondi rudemente e então minha face se tornou vermelha rapidamente – Onde está o Bill?
Merry fez uma pausa e levantou-se da mesa ficando á contemplar o dia através da janela – Ele deve ter saído – respondeu ela e então fechei-me a mão batendo sobre a mesa.
– Onde ele foi? – perguntei quase como um grito rude e Merry de costas para mim e de olhos atentos ao jardim ficou a gaguejar, expressando medo.
– Eu não sei – respondeu ela enquanto sua única visão era a janela – Eu lamento, mas eu não sei onde ele está.
Levantei-me nervoso e bati a porta quando saira de casa, pude ainda ouvir o choro de Merry, pude ouvi-la ao choro profundo, e como se algo houvesse mudado aquela sensação de raiva desapareceu, eu havia sido rude com ela, o motivo, ele entrara em minha lista de coisas que eu próprio não sabia, mas isso fazia parte de mim, eu era dominado nessas horas e derramava lagrimas que não gostaria de enxugar por culpa. Fique ali á frente e com a cabeça encostada na porta de casa, os momentos de repreensão própria eram graves e como deduziram antes, eu tinha muita alteração no humor.
– Rosas? – perguntou Bill com uma enorme cesta em mãos, e dentro dela haviam muitos arranjos de flores, e entre elas muitas rosas brancas de nosso próprio jardim. – Gostaria de colher algumas rosas, junto a mim?
Voltei-me o olhar sobre ele, Bill estava a sorrir e estava convidativo sobre mim, então deixei á porta e segui seus passos entre os caminhos de terra que davam abertura aos arbustos de rosas de nosso jardim.
– Sabes o que faz com as rosas após tirá-las de seu canteiro? – ele perguntou-me colhendo algumas rosas do pequeno arbusto que nós próprios plantamos.
– Eu não sei – respondi á ele e Bill sorriu tirando os espinhos daquelas flores de pétalas tão delicadas.
– Ás vezes é preciso tira-lhe a proteção para não machucarem aqueles que querem a tocar – disse-me olhando seriamente e voltou-se o olhar para a janela onde Merry estava debruçada nos observando. – Ás vezes golpeamos e ferimos como espinhos, mas sempre há pétalas suficientes para as desculpas.
Sorri quase como se levasse uma lição em tão poucas palavras, então deixei-o no jardim e á longos passos entrei novamente em casa, abracei Merry pedindo-lhe repetidas vezes desculpas e ela chorou em meu ombro.
– Está na hora de seus remédios – ela lembrou-se ao olhar para o relógio após parar de me abraçar, agora sua face estava pálida e em seus olhos, eu poderia ver a preocupação que ela havia de ter comigo, eu sabia que todas as suas exigências eram para o meu bem, mas era-se difícil de aceitar isto.
– Tomarei meus remédios e logo em seguida, iremos almoçar juntos – disse-lhe e apontei para Bill que estava á janela. – Todos nós.
Merry preparou a refeição de modo á três e a serviu em seguida, o aroma culinário me enchera de gula após medicamentos de péssimo gosto e Bill pareceu faminto diante do prato que recebera e assim agradeceu á Merry que não lhe retornou tal resposta.
– Bill disse-lhe; obrigada – disse á Merry após ela sentar-se á mesa.
– Não precisa agradecer – respondeu ela olhando para os lados e sorrindo estranhamente.
Então começamos a degustar a refeição, mas meu irmão mal tocara no prato e o fato de Merry ter-lhe servido pouca comida me chamara atenção.
– Coloque mais comida em seu prato – disse á Bill que maneou a cabeça com um gesto negativo. – Ora, Bill, sirva-se e coma, parece-me que está com fome.
Merry olhou-me assustada ao ver-me insistir para que meu irmão comesse e então ela própria aumentou a quantidade de comida ao prato dele, sorriu e voltou-se para sua própria refeição.
– Estou sem fome – disse Bill ao olhar-me seriamente e então após uma pausa olhou para o prato como fizera muitas vezes antes – A comida de Merry me agrada, mas meu corpo a rejeita, na verdade, ele está a rejeitar todos os tipos de alimento.

Ŧ


Segundinho :}
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Milena Kaulitz
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MensagemAssunto: Re: My diary for you.    Seg Out 17, 2011 5:39 pm

Continua Liebe.
Cara,o Tom?Com problemas psicologicos? affraid
Dessa vez eu realmente me surpreendi,porque na maioria das fanfics o Tom é O Cara,e ja nessa nao é assim. Surprised
O Bill morreu,né? gn
Menina,tu ta caprichando! aplausos
Posta logo o proximo capitulo!!! yaya


Última edição por Milena Kaulitz em Seg Out 17, 2011 5:54 pm, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: My diary for you.    Seg Out 17, 2011 5:50 pm

Ŧ My diary for you.

Terceiro capítulo.
Compondo.


A refeição fora ótima e Bill acabou por não comer absolutamente nada, isso fez Merry achar que gastara comida e isso lhe aborreceu porque ela sempre gostara de economizar, não importa o que fosse. Não demorou muito para a empregada ordeira começar seu trabalho novamente, retirando os pratos da mesa e os lavando em seguida. Enquanto isso, preferi ficar um tempo no quarto, onde Bill estava á ler deitado em sua cama, ao lado da minha.
– O que está lendo? – perguntei-lhe tirando-o de sua aventura ao meio de páginas, ele nada me respondeu então perguntei-lhe novamente – Bill, o que está lendo?
– Desculpe-me – disse ele fechando o livro – Eu não poderia lhe responder antes de acabar a leitura.
– O que está lendo?
– Você quer dizer, o que eu estava lendo, pois já acabei – Bill respondeu-me e então me mostrou a capa do livro de muitas páginas. – É um livro sobre comportamento humano.
– Interresante – consegui dizer ao notar estranheza em seu próprio comportamento – E para que servirá isso?
– Quero fazer uma música – disse ele depositando sobre as mãos, papel e lápis – Sabe, como nos velhos tempos que eu me sentara junto á você e começávamos a cantar.
Risos de meus lábios invadiram o quarto, e logo em seguida houve um silêncio entre nós, já que ele não achara nada engraçado. – Em que um livro lhe ajudaria? – perguntei-lhe sem ofender.
– É preciso pesquisar antes de impor algo sobre o assunto – Bill respondeu-me de maneira sábia, então ao me persuadir sentei-me ao seu lado na cama enquanto ele parecia buscar algum tipo de inspiração.
– Não me recordo quando foi a ultima vez em que fizemos isso – disse-lhe como se recordasse do passado, de um passado longe e esquecido.
– Sentes saudades? – perguntou-me e então o olhei seriamente como se naquele dia não houvesse risos tão recentes.
– Lembro-me de você, Georg Listing, Gustav Schäfer, e de mim próprio em um grande palco – recordei enquanto esfregava as mãos e entrelaçava meus próprios dedos. – Lembro brevemente disso, e me pergunto, como foi que tudo acabou?
– Algumas coisas são eternas, mas a maioria acabam e temos-nos que aceitar isso – disse-me Bill tocando em minhas mãos aflitas. – Uma canção nos faria bem, quero compor.
Sorri e então fiquei a observá-lo, embora não estivesse concentrado em uma nova canção fiquei a pensar no passado, fiquei a relembrar de bons e velhos momentos, e só agora me dera conta de que o tempo havia passado, na verdade, o tempo correra de forma imprevisível levando com ele lembranças e desejos, sonhos e realidades esquecidas, o relógio não me esperou.
– Penso que já temos uma canção – disse Bill ao escrever e a apagar varias vezes na folha ao seu colo e como se já houvesse terminado de escrever, sugeriu a minha leitura.

Responda.


“Suas maneiras não são próprias;
Sua mente está tão confusa como a de um velho
Em conflito com o mundo, o desgaste lhe fez mal
As questões lhe abordam todo o tempo
Em que irá acreditar á partir de hoje?
Olhe em sua volta, talvez não seja real o que lhe mostram
Olhe e me responda (2x)

Refrão:
Ao seu lado estarei, então não tenha medo
Olhe em sua volta, talvez não seja real o que mostram
Acredite em mim, isso não é verdadeiro,
Acorde deste pesadelo pela alma
Em que irá acreditar á partir de hoje?
Olhe e me responda (2x)
Talvez a dor lhe desperte um dia
Mas digo-lhe antes, seu comportamento
E suas maneiras não são próprias,
Ao seu lado estarei, então não tenha medo
Olhe em sua volta, talvez não seja real o que mostram
Acorde deste pesadelo pela alma

Olhe e me responda (2x)

(Refrão)
Em que irá acreditar á partir de hoje? (3x)
Não minta, não fuja
Só acredite e mim e me responda
Olhe e me responda (2x)
Responda-me para despertar”.

(Criação do autor)


Depositei a folha de papel sobre o criado mudo e sorri para Bill que esperava que eu dissesse algo sobre sua canção produzida em tão poucos minutos. – Agradável, se não for formidável – elogiei a letra musical e então voltei o olhar sobre o papel novamente e fiquei a pensar, fiquei ali em devaneio como se a musica tomasse-me novamente o gosto.
– Fico feliz que tenha gostado – disse Bill levantando-se da cama a fim de olhar como estava o tempo lá fora, janela adentro.
– Fico mais feliz ainda em saber que, apesar do tempo, você continua a se expressar com sentimentos – disse-lhe e então Bill sorriu ao erguer a cortina que guardava um belo dia.

Ŧ


Hum, será mesmo que o Bill morreu? E o Tom tem problemas? É melhor acompanhar a historia para descobrir a verdade, haha. E então, Liebe, dessa vez eu tentei fazer uma fic diferente, mostrando outro lado do Tom, mas é claro preservando realmente quem ele é, eu adoro ler as fics em que o Tom é o cara *-*, mas não fiz nenhuma assim (ainda) . E de verdade, obrigado por estar lendo.
:*-*:
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MensagemAssunto: Re: My diary for you.    Seg Out 17, 2011 6:16 pm

Liebe,to quase chorando! Sad
Tao profunda a musica! doce
Continua Liebe,vc ta indo muuuito bem! aplausos
Esperando o proximo capitulo! =D
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MensagemAssunto: Re: My diary for you.    Seg Out 17, 2011 6:23 pm

Ŧ My diary for you.

Quarto capítulo.
Olhe e me responda.


Fiquei horas a ler e a tentar interpretar a canção criada por Bill, embora as palavras fossem simples, eram de alguma forma similar á um enigma. Eu não cheguei a nenhuma conclusão diante de letras descritas, mas cheguei a conclusão que um novo dia estava á minha frente, então levantei-me súbito de minha cama e em apenas um passo já estara na cozinha, nossa casa pequena apenas de quatro cômodos resumidos em cozinha, dois quarto, um meu e de Bill, e o outro de Merry que modesta parte dela, era pequeno e também havia um banheiro. Os cômodos nos proporcionavam grande locomoção, apesar de pequenos.
– Bom dia – cumprimentou-me Merry ao ver-me sorrir após uma grande noite de sono – Como dormiu?
– Bem – respondi á ela que retornou-me um sorriso e então como se faltasse algo ao meu redor, olhei á minha volta sentindo falta daquele que mais me fazia companhia – Bill já saiu?
– Creio que sim – Merry respondeu-me desviando-me o olhar como se não quisesse falar de meu irmão. – Kaulitz, não se preocupe com Bill. Tome seus remédios e se delicie com seu café da manhã, terei de sair hoje.
– Para onde irá? – perguntei curioso após sentar-me á mesa com um copo de água em mãos para tomar os medicamentos como de costume.
– Visitarei o doutor Foster, mas irei sozinha desta vez – disse-me friamente. – Suas consultas são apenas semanalmente, não irá ao doutor agora.
Olhei-a por um tempo enquanto forçava os comprimidos ao corpo, então como se isso não me importasse voltei ao sorriso: – Espero que não demore, talvez Bill possa precisar de alguma tarefa sua – disse-lhe e Merry seguiu para seu quarto como se precisasse fazer algo.
Após o café acrescentado de pães caseiros, senti-me á mercê de algo, estava me sentindo confinado em casa, apesar de poucos dias que não saira para longe, eu precisava visitar novos lugares e conhecer o que chamam de novidades, a melhor companhia talvez não fosse Merry e sim meu irmão que independente do tempo, eu iria esperá-lo.
Ele como de costume não tardou á chegar, e por minha vontade saímos. Bill estava a carregar em suas mãos papel e lápis como se fosse escrever algo, e eu fiquei a me perguntar o porquê de querer compor novamente, já que há tantos anos as palavras certas me faltam á mente.
– A música me faz bem – disse-me Bill como se respondesse meus pensamentos questionados. – Não ocorre o mesmo com você?
– Costumava ocorrer – respondi – mas, não ocorre á muito tempo.
Bill ocultou sua expressão e nos sentamos embaixo de uma grande árvore que estava localizada perto de nossa humilde casa, á vontade ele encostou suas costas no tronco e ficou ali rabiscando a folha á procura de ideias, em busca de inspiração, como sempre fazia. Eu prendi o olhar á frente, onde havia um pequeno parque, fiquei a observar o local por alguns minutos e não demorei a reconhecê-lo, o parque de Leipzig, onde era costumeiro eu e meu irmão passarmos dias inteiros á brincar.
– Lembra-te deste parque? – perguntei a Bill que me olhou sorrindo.
– Mamãe sempre nos trazia aqui – lembrou ele e um brilho lhe invadiu o olhar. – Lembro-me que você nunca queria ir embora desse pequeno parque, você nunca a obedecera.
Sorri com as lembranças e então um sentimento de saudades fez-me sujeito á me emocionar, as imagens de quando éramos crianças, as brincadeiras, nossa família, tudo veio á tona.
– É uma pena que ele não seja eterno – disse Bill tirando-me de pensamentos passados e então após ele apontar para um grupo de pessoas que se aproximavam do parque, assustei-me diante da situação. – Eles irão destruir o parque para construir outra coisa em seu lugar.
Mais parecia um grupo de construtores, se ao caso não fosse, a meu ver eles se aproximavam do pequeno parque com máquinas e esboços desenhados para a nova construção.
– Não podem fazer isso – disse á Bill como se estivesse desesperado. – Não podem levar nossas lembranças.
– Eles podem e o farão, como eu disse, o parque não é eterno – respondeu ele e então levantei-me de perto da árvore e me dirigi á frente do parque onde Bill impedira que eu dissesse algo e fez-me sair da frente das máquinas que estavam sendo preparadas para a destruição. – Não pode fazer nada, Tom.
Se eu gritasse talvez não ouvissem por conta do barulho maquinário já feito, se eu me jogasse á frente, iria ser destruído como os balanços e escorregadores ali enferrujados. Bill tinha razão, eu não poderia fazer nada.
– Vamos continuar á andar enquanto eu busco inspirações para as canções – disse-me meu irmão que estara incomodado em ficar naquele lugar.
– Poderia escrever sobre lembranças, sobre passados longes – sugeri após a raiva repentina passar-se sobre mim.
– É uma boa ideia – disse Bill parando ao meio de uma longa rua sem fim. – Podemos escrever esta canção juntos.
– Não tenho jeito para isso – respondi á ele ainda concentrado no parque que agora já estava quase ao chão. – Canções não me alegram como antes, e lembranças, não são como antes.
Bill continuou a andar, e meus olhos ficaram a olhar para trás fitando o parque que me alegrara tanto em ver neste dia, embora me alegrasse um pouco antes, agora o parque não existira mais.
– Talvez eu deva compor sozinho, já que a primeira canção, eu próprio a criei – Bill disse-me como se o único assunto presente fosse suas músicas e letras criadas.
– Como preferir – respondi – sabes que não tenho tanto interresse nisto, infelizmente não tenho mais.
– Eu o entendo – Bill respondeu-me compreensivelmente desistindo da ideia de compor naquele dia e continuamos a caminhar naquela rua sem fim. Ao observar as ruas, os locais e a paisagem, percebi que muita coisa havia mudado, era como se estivéssemos em outra época, havia coisas novas por todos os cantos, as novidades chamara de coisas, pois as palavras certas faltaram em minha boca, eu estava entusiasmado ao lado de meu irmão que agia com naturalidade.
– São meus olhos, ou tudo mudou? – perguntei á ele que sorriu levemente como se minha pergunta fosse de algum modo engraçada.
– Tudo muda – respondeu Bill correndo seu olhar para todos os lados como se observasse o seu redor. – Lembre-se disso, tudo muda.
– Você não mudou – disse-lhe voltando um sorriso.
– Talvez esteja cego – Bill respondeu-me e isso soou de maneira peculiar, e como se entendesse mudou sua expressão. – Olhe para suas mãos, o que vê?
– Vejo mãos comuns e jovens – respondi á ele enquanto minhas mãos estavam diante de meus olhos. – Vejo que os anos não me afetaram.
– Olhe atentamente – disse-me Bill tocando em minhas mãos e então elas pareceram mudar, pareceram enrugar como as mãos de um velho e assustei-me ao olhar para meu irmão. – Olhe e me responda.
– Não – eu respondi perplexo e Bill se tornou forte á minha frente tocando em minhas mãos que pareciam ter mudado de forma, ele então tocou minha face e senti-me leve como se tirasse um fardo que carregara á muito tempo.
– Acredite em mim, isso não é verdadeiro,
Acorde deste pesadelo pela alma
Em que irá acreditar á partir de hoje?
Olhe e me responda
Talvez a dor lhe desperte um dia
Mas digo-lhe antes, seu comportamento
E suas maneiras não são próprias,
Ao seu lado estarei, então não tenha medo
Olhe em sua volta, talvez não seja real o que mostram
Acorde deste pesadelo pela alma,
Olhe e me responda.
Ele cantou para mim, sua voz ecoou em meus ouvidos como um canto doce, mas ao mesmo tempo amargo, e como se despedisse beijou-me as mãos e caminhou ao longo daquela rua sem fim, pude vê-lo longe até desaparecer entre a nevoa e notei-me que minha pele voltara ao normal.

Ŧ


Como a fic já está terminada, quanto antes eu postar ela inteira melhor *--* , então, postando os capítulos aqui Liebe, até você enjoar!
huahua
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MensagemAssunto: Re: My diary for you.    Seg Out 17, 2011 6:55 pm

Ah,agora eu chorei,juro,de verdade! bua
Tao emocionante,tao lindo que ate parece real. I love you
Continua Liebe! doce
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MensagemAssunto: Re: My diary for you.    Seg Out 17, 2011 7:02 pm

Ŧ My diary for you.

Quinto capitulo.
Raiva.


– Senhor Kaulitz, acorde – ouvi Merry chamar-me de um sonho profundo e agonizante, ela ajudou-me a levantar e olhei em minha volta, percebi que não se tratava de um sonho e sim de minha própria realidade, eu havia dormido ali em uma das calçadas daquela rua sem fim, havia passado a noite á espera de um novo dia, mas ele não chegara como eu imaginara.
– Que loucura lhe passou á mente? – Merry perguntou-me após ver-me perplexo pelo local onde estávamos. – Tom, porque dormiu fora de casa?
– Eu não sei – consegui dizer após salivas secas descerem por minha garganta e minha mente se deliberar em pensamentos. – Eu não sei.
Merry mantinha sua expressão preocupada sobre mim enquanto me ajudava a caminhar sobre o novo dia, a leve brisa da manhã ainda me despertava de talvez outro de meus devaneios. Minha empregada parecia aborrecida por minhas ações e eu parecia estar perdido em uma rua estreita com portões negros, era-se como se não houvesse saída, e agora eu me perguntara, onde estaria meu irmão.
Ao caminho pensamentos bons e ruins invadiram minha mente enquanto meus olhos cansados tentavam reconhecer á sua volta, me surpreendi e parei-me os passos quando meu olhos encontraram o parque de Leipzig, o parque estava como antes, a sua destruição eu havia visto com meus próprios olhos e já não acreditara que ele estava á minha frente, perfeitamente como anos atrás.
– Isso é falso – disse á mim mesmo como se meus pensamentos falassem alto. – Não é possível.
– Do que está falando? – Merry interrompeu-me e então olhei para ela como uma pessoa desesperada.
– Destruíram o parque – disse-lhe – mas, ele ainda está aqui, não é possível, eu o vi ser destruído, Bill estava comigo.
– Você está falando daquele parque? – perguntou Merry olhando para o pequeno cerco infantil. – Tom, ele nunca foi destruído, veja, ele está ali.
– Ontem pessoas vieram para destruí-lo, e o fizeram, fizeram rápido e com máquinas, Merry, lembro-me disso, foi ontem – disse como um afobado em palavras repetidas e minha empregada ficou a me olhar como se sentisse pena. – Eu juro, Bill me impediu antes que eu dirigi-se uma palavra de protesto á eles, acredite em mim, foi real.
Merry não disse nada e continuou á caminhar, sua expressão continuava costumeira, e eu a segui por aquela longa rua, como uma criança segue sua mãe quando sente medo. Não demoramos a chegar em casa, e ela me oferecera alguns remédios e me deste um casaco.
– Lamento, sei que não gosta nem um pouco disto – Merry disse abrindo a porta. – Mas precisa urgentemente de uma consulta com o doutor Foster.
Saímos de casa, um táxi nos esperara á frente de nossa residência e parecia-me que o mundo estara de pernas para o ar, era como se nada mais fizesse sentido, talvez eu próprio não me reconhecesse.
– Como soube onde eu estava? – perguntei á Merry que ainda se acomodava dentro do carro.
– Um vizinho contou-me que você estava estranho e disse-me que dormira na calçada da rua – disse-me Merry passando as mãos sobre minha face. – Tom, a cada dia você me preocupa mais, precisa se recuperar logo porque haverá uma hora que nossos corações não irão agüentar tal mentira.
Suas palavras eram-me estranha e o que ela dissera não me respondera de forma alguma, ás vezes Merry parecera-me á meus olhos como uma mulher misteriosa e indolente sobre os meus próprios sentimentos. Agora, um tanto vazio, eu me sentia estranho como se algo crescesse dentro de mim, a sensação retornou quando chegamos á clinica Foster, em seus corredores Merry ajudou-me á enfrentá-los e como sempre fui recebido pelo doutor á sua mesa, ele era um homem alto e de grande fronte, parecia-me também mais velho do que antes.
– Sejam bem vindos – estendeu a mão á mim e a Merry, apenas ela o cumprimentou e então sentei-me á poltrona á frente de sua mesa.
– Doutor, Tom precisa de um consulta – Merry disse e como se estivesse preocupada sentou-se a outra poltrona ao meu lado e ficou a me fitar.
– Vejo que não está bem – disse-me o doutor ao me olhar e reparar em meu rosto. – Me diga, o que está sentindo?
– Raiva – respondi e meus dedos começaram a se retorcer. –, mas é por estar aqui, odeio este lugar o quanto odeio seu rosto!
Merry levantou-se se afastando assustada, ela nunca me havia me visto tão nervoso e sombrio como estara agora dentro da sala, o doutor não mostrou reação e então continuou á seriedade aos meus olhos.
– Não tenha medo Merry – disse ele e minha empregada novamente se sentou á poltrona. – É normal esse tipo de reação em pacientes como ele, mas suspeito que Kaulitz esteja com problemas mais graves.
– Eu não tenho problema algum! – gritei levantando-me e batendo furiosamente com as mãos fechadas em sua mesa derrubando alguns objetos e os quebrando no chão. – Não tenho!
– Pare Tom, por favor – Merry implorava-me quase como um choro e então como se fosse me impedir de continuar á bater na mesa tocou em minhas mãos e eu a empurrei a fazendo cair ao chão, meu rosto ao vê-la tentando se levantar se tornou grave e de repente á minha volta tudo começou á fraquejar e uma luz bruxuleante surgiu-me diante dos olhos, não demorou muito para o escuro dominar-me.
– Isso vai acalmá-lo – disse o doutor após aplicar-me uma injeção enquanto eu estara distraído diante de Merry. Isso foi a única coisa que eu consegui ouvi-lo dizer até meus ouvidos ficarem surdos.

Ŧ


Hehê, pode chorar Liebe, o quanto quiser. Espero que esteja gostando da fic, em um site que postei, não gostaram muito... D:, e obrigado novamente.
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MensagemAssunto: Re: My diary for you.    Seg Out 17, 2011 7:12 pm

Alguem me empresta um balde?
é q se eu chorar mais eu vou alagar a minha casa! bua1
Ah,to com o coracao na mao! triste
O Tomzinho desse jeito,tadinho! Crying or Very sad
E quem disse que a fanfic nao é boa?
Nao é so boa,é OTIMA! =D
Continua Liebe!
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MensagemAssunto: Re: My diary for you.    Seg Out 17, 2011 7:41 pm

Ŧ My diary for you.

Sexto capítulo.
Doente.


Acordei-me cansado, meus olhos não se conformavam á luz que pairava sobre mim, meu corpo estava dormente e minha mente confusa, doía-me por dentro como se estivesse sendo ferido por uma lâmina afiada, tudo á minha volta era estranho, e eu próprio me sentia estranho diante de tudo.
– Fico feliz que tenha acordado – ouvi alguém a dizer e então forcei-me á vista a fim de reconhecer aquela voz que tanto me chamara em sonhos. – Levante-se, eu estou aqui.
Meu corpo não me obedecera e então seu rosto se aproximou de mim, sua face pálida sorria e seus olhos profundos traziam lágrimas de esperança, forçando-me o braço, levantei-o e toquei em seu rosto frio que lia meus olhos enquanto meus pensamentos estavam direcionados á ele.
– Abandonou-me naquela rua – disse á ele após minhas mãos doloridas voltarem aos lençóis que meu corpo prendia-se. – Porque fizeste isso?
– Nunca te abandonei – Bill respondeu-me tornando sua expressão leve e simpática, então sorriu – Foi ali que lhe servi de travesseiro e cobertor enquanto dormia.
Molhei-me os lábios e fechei os olhos enquanto pensava nisto, e como se uma sensação boa me invadisse, escorreu-me lágrimas de minha fronte enrugada, via-me novamente velho e triste, via-me como talvez fosse na realidade.
– Olhe e me responda – Bill pedira-me ao percorrer os olhos ao local, estávamos em um hospital e eu em um cama, em um quarto onde paredes brancas se prendiam a luz que radiavam o neutro, percebi que a loucura me invadira a mente, percebi que estava doente.
– Quero sair daqui – disse á Bill que não me retornou tal resposta e ficou a fitar-me por minutos e quando a porta do quarto se movera, ele saiu á pequenos passos, despediu-se de mim depositando uma rosa branca em minha mão que lhe tocara o rosto.
– Tom! – exclamou Merry ao entrar pela porta, ela se aproximou de minha cama feliz e entusiasmada e tocou em minhas mãos sem se ferir com a rosa cujos espinhos eram fortes e espessos.
– Cuidado – avisei-a e então ela me olhou perplexa. – Não está vendo a rosa? Seus espinhos podem lhe machucar.
– Que rosa? – perguntou-me e Foster entrou ao quarto, ele continuava com seu ar de comando costumeiro e ao mesmo tempo sábio, sentou-se e ficou a fitar-me como sempre fazera em suas consultas.
– A rosa que Bill me dera – disse á Merry que trocou olhares rápidos com Foster que com um gesto de mãos pediu para ela prosseguir.
– Linda rosa – disse ela estranhamente e seu tom de voz pareceu mudar e fraquejar. – Bill sempre está com você?
– Sim, sempre que possível – respondi perplexo deixando a rosa cair ao chão. –; que tipo de conversa é essa, Merry? Não o viu saindo daqui agora á pouco?
– Claro que vi – Merry gaguejou e logo em seguida sua alegria que a me ver deixou transparecer havia desaparecido, ela mudara rapidamente e sempre olhara para Foster que permanecia calado ao canto do quarto.
– Não se preocupe Merry – disse o doutor levantando-se e abrindo a porta. – Deixe-o descansar, irei aplicar outra dose á ele e vamos esperar a sua recuperação.
Merry despediu-se de mim e ambos saíram do quarto, então fiquei ali atordoado em pensamentos, o que seria a minha recuperação? Uma questão um tanto perturbadora para a minha mente que se mantinha ocupada em tantas outras coisas. Enquanto eu insistia em pensamentos e recordações, uma bela moça interrompeu-me de frustrações, ela entrara no quarto do hospital com muitos aparelhos e maletas que pareciam transportar medicamentos entre outros acessórios médicos.
– O que irá fazer? – perguntei-lhe curioso ao vê-la preparar substâncias estranhas com os medicamentos que trouxera.
– Ela não irá fazer nada – respondeu-me Foster ao entrar novamente no quarto. – Ginger é apenas a enfermeira, Senhor Kaulitz, e eu sou seu médico.
A moça se retirou e Foster pareceu-me mais rude do que antes, seus olhos eram escuros e não me passavam segurança alguma, isso era totalmente incompreendido por ele e Merry que tentavam fazer-me recuperar de algo que eu mesmo não sabia.
– Irei aplicar-lhe alguns medicamentos – disse o doutor depositando as substâncias preparadas pela enfermeira em cima de uma mesa que havia no quarto. – Só peço que isso lhe conforte.
– Não enquanto eu duvidar sobre o qual motivo estou aqui – respondi á ele enquanto meu rosto permanecia observando o teto do hospital. – Talvez eu esteja doente, e não será um psicólogo que irá executar algo.
– Psicólogo e seu médico particular, se me permite – disse Foster se aproximando com os medicamentos e então os tomei em sensação obrigatória como sempre fazera em todos os dias de minha vida. – Você ainda não está pronto para descobrir o que têm e mesmo que descobrisse novamente, sua reação seria a mesma que anteriormente e o nosso trabalho estaria perdido.
– Está louco? – perguntei-lhe após ingerir medicamentos como um enfermo. – Como assim, se descobrisse novamente? Eu nunca soube o que me ausenta de ser saudável.
– Tudo ao seu tempo – respondeu Foster. – Agora sabe que precisa descansar porque a todo o momento está a acordar.
– Antes me diga, onde Merry foi? – perguntei-lhe e ele ficou há um tempo á pensar como se procurasse uma resposta.
– Ela foi para casa, só voltará em horários de visita e enquanto ao seu irmão, acho que ele não costuma respeitar horários – disse-me e virou as costas se retirando do quarto.
Peguei-me surpreso por nossa conversa que não me esclareceu absolutamente nada, Foster era oculto e suas expressões eram cegas diante de meus olhos que não conseguiam interpretá-lo, era como se ele movesse coisas e dissesse á mim tudo e eu não entendesse nada, de algum modo diferente do que pensara antes, ele não era tão ruim, parecia que estava á me ajudar.
– Talvez ele esteja – disse-me Bill como se reaparecesse de repente, assustei-me ao vê-lo e então ele sorriu. – Deveria se assustar se eu não estivesse aqui.
– Tem razão – disse-lhe – mas, de alguma forma estou á me assustar por tudo.
– Não tenha medo – ele respondeu sorrindo enquanto recolhia as pétalas da rosa que estavam caídas no chão. – Eu a trouxe com espinhos, deveria ter tirado-os.
– Desculpe-me por ela estar ao chão – disse constrangido olhando para Bill que juntou todas as pétalas e reconstruiu a flor fazendo-me surpreso. – Como fez isso?
– Como chegou á esta cama de hospital? – perguntou-me como se o assunto fosse desviado ou como se quisesse realizar mais um de seus enigmas.
– Eu não sei – respondi e meu irmão riu.
– É a mesma resposta, eu não sei como posso fazer isso com a rosa – respondeu-me ele. – Só sei que faço como você tem total certeza que está doente agora em um cama.
– Talvez seja – respondi enquanto entrava em outro devaneio. – Talvez, meu caro irmão.

Ŧ


Aai, obrigada pelo "Ótima", é bom saber que está gostando, e nos próximos capítulos, por favor, me convide para nadar na sua casa Milena! Haha, (:
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MensagemAssunto: Re: My diary for you.    Seg Out 17, 2011 7:50 pm

Ŧ My diary for you.

Sétimo capítulo.
Lembranças.


O dia não passara e as correntes de ar não correram por nuvens. Eu estava entediado por estar deitado sobre uma cama sem poder me mover, estava cansado de todas as coisas que me aconteciam sem respostas, eu me via como um caderno branco sem linhas para poderem registrar algo.
– Uma nova canção – sugeriu Bill ao olhar-me discretamente. – Eu ainda não consegui escrever outra e preciso disto, é como se fosse meu alimento.
– Não terei outra opção ao não ser escutá-la – disse á Bill que como se concordasse começou á entrar em pensamentos e de princípio começou a gerar sons com alguns objetos de dentro do quarto, isso me fizera sorrir porque os sons me alegraram, me fizeram bem.
“As pétalas lembram-me seu rosto
Seu sorriso faz-me ficar por medo e lembranças,
Mas a hora está chegando,
Rápido como um raio e forte como um furacão,
Cada vez mais perto
Deixei-me ir antes do gelo cobri-lhes a face
Solte minha mão em um ultimo suspiro

Refrão:
Por favor, deixei-me ir antes do gelo cobri-lhes a face
Sabes que ainda respiro por você
Mas não pode viver por mim,
A verdade não tarda á chegar, ela é pontual
Rápida como um raio e forte como um furacão,
Esparrame as pétalas que lhe foram jogadas ao chão
E depois as colha em lágrimas

As montanhas de gelo se amontoam longe
Mas logo estarão perto o bastante
Rápidas como um raio e forte como um furacão
Deixei-me ir antes do gelo cobri-lhes a face
Sabes que ainda respiro por você,
Sua alma é minha em cada suspiro
Somos um em cada canto, mas separai-me de mim
Solte minha mão e deixei-me ir

Rápido como um raio e forte como um furacão (2x)

(Refrão)
Sou sua verdade, sua mentira e sua fantasia
Sou apenas a ilusão de um pesadelo
Deixei-me ir antes de morres-te por mim”.
(Criação do autor)

Bill calou-se após sua melodia contemplar-me a mente e então de cabeça baixa chorei, a fronte mergulho-se em lágrimas salgadas e senti-me em um vasto oceano á naufragar, o corpo já não doía como antes, mas agora meu coração tomava a dor de todos os meus órgãos, meu coração chorava desesperadamente e eu já não agüentara tamanha dor.
– Porque choras? – Bill perguntou-me se aproximando e limpando-me as lágrimas que me cobriam totalmente a face.
– Sua voz – comecei. –; está longe, longe como se não existisse, em um lugar distante ela ecoa, e quando chega aos meus ouvidos, está fraca como um grito rouco, ela está morta.
Bill afastou-se e desapareceu aos meus olhos, á minha frente havia uma névoa de uma noite fria e escura, senti o vento bater-me sobre a face rígida e fechei os olhos.

Flash Back: Ano de 2049 Tom Kaulitz (Tendo flash back neste ano)


– Lamento – o médico dissera aos familiares e acompanhantes. – Ele não suportou a cirurgia.
– Está morto? – perguntou Merry ao choro e o médico lhe abraçou fortemente apanhando-a em seus braços cuja roupa estava manchada de sangue.
– Ele não está morto! – gritei ao meio de um longo desespero e meus olhos esbugalharam e o nervoso me tomou o corpo. – Não está morto!
– Acalme-se – disse o médico afastando Merry e tocando-me os braços e então eu o pressionei contra a parede apertando-lhe o pescoço.
– Diga o que fez com ele – disse ao médico que continuava á depender de mim para a sua própria sobrevivência, bastava aperta-lhe mais á garganta e estaria feito. – Diga, o que fez com ele? Diga agora!
– Fizemos tudo que podíamos – respondeu ele e seus olhos imploraram aos meus para que o soltasse, e dessa forma minhas mãos tomaram espaço o soltando, logo ao pedir desculpas muitas pessoas se aproximaram, funcionários e médicos estavam ao meu redor para que se caso eu atacasse novamente alguém no hospital, tomassem providências me impedindo.
– Vá para a sua casa – disse-me o médico que eu agredira. – Vá e tenha boas lembranças.

Fim do Flash Back.


Ŧ


Sétimo! ^^
=D
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MensagemAssunto: Re: My diary for you.    Seg Out 17, 2011 7:58 pm

Aaaaaaaaaaaaaaaah,o Tom vai ficar internado?!?!?!?! affraid
Ki maldade com meu bebezinho! *OO* kkkkkkkkkk
Minha mae ta falando que eu que to louca por estar chorando sem parar! Sad
Nossa,menina,voce consegue tocar no fundo da alma com suas palavras! aplausos
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MensagemAssunto: Re: My diary for you.    Seg Out 17, 2011 8:04 pm

NAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAO! bua
O Bill nao pode ter morrido! Oo
Quem fez essa maldade??? No
Tadinho do Tom! Crying or Very sad
Bruu. como voce faz isso comigo menina??? gn
Se eu descobrir quem mato o Bill,eu mato tambem e ainda bebo o sangue! dead
Continua Liebe,ja arranjei mais um balde pra chorar! bua1
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MensagemAssunto: Re: My diary for you.    Seg Out 17, 2011 8:08 pm

Ŧ My diary for you.

Oitavo capítulo.
Pétalas sobre a mesa.


Após tantos questionamentos de próprio cheguei á conclusão que estara louco, minha mente era repleta de lembranças e recordações sem sentidos, tudo á minha volta se movia ao contrário do que eu acreditara que era. Agora, deitado á espreita em uma cama de hospital esperava por respostas, independentes do que iriam me responder, eu precisava saber e entender o que próprio me questionava.
– Hora de seus remédios – disse Merry entrando ao quarto, ela carregara uma bandeja, nela havia uma pequena tigela com sopa e ao lado alguns comprimidos e água.
– Esse cheiro não é tão bom – disse á Merry que sorriu e depositou a bandeja ao meu lado onde havia uma pequena mesinha.
– Mas, você precisa de refeições com este cheiro – disse Merry remexendo a sopa e dando-a em minha boca. – Não é uma delicia?
– Não é tão ruim – respondi e recebi outra colher de sopa. – Mas o cheiro é péssimo.
– Sopa de brócolis – Merry riu e limpou-me a boca com um guardanapo, ela sabia que eu odiara brócolis e após a minha expressão insatisfeita, restou-lhe rir.
– Não me ofereça mais esta sopa – enojei e então recebi vários comprimidos de doses exatas e radicalizadas.
– Você já tomou o suficiente da sopa – disse Merry. – Seus novos remédios são fortes, não pode os tomar sem se alimentar primeiro.
– Gostaria de saber o porquê – disse olhando para Merry após tomar os medicamentos e a água. – As coisas estão estranhas, um dia estou em casa, no outro estou no hospital, vejo-me doente e recordo-me de outras coisas, a naturalidade de meu irmão não existe e na verdade, eu não sei o que tenho.
– Desculpe-me – Merry disse passando a mão sobre a minha fronte. – Não posso lhe dizer, não podemos falhar novamente.
– Falhar? – perguntei-lhe quando sua voz fraquejou e seus olhos apagaram o brilho que trouxera de manhã. – Falhar com o que?
– Eu não irei dizer-lhe novamente, não posso fazê-lo perder mais tempo, não quero que tudo retorne.
Merry olhava-me de maneira triste e isso fez-me sentir-me pior do que já estara, suas mãos continuavam em minha fronte enquanto seus dedos tremiam sobre minha testa.
– Não irá falhar – disse á ela em um suspiro e fechei os olhos como se estivesse com sono. Á minha frente Bill apareceu, vestido de branco e sorrindo, entre seus dedos ele trazia uma rosa branca, como aquela que colhera em nosso jardim, esta estava sem espinhos e ele estava a sorrir, seus olhos estavam a encontrar com os meus enquanto a eu tive a sensação de que nossas faces estavam sendo brisadas.

Flash Back.


– Gosto de rosas brancas – disse-me ele enquanto estava deitado em sua cama de hospital, ele estara á tampo tempo ali que mal poderia reconhecer uma cama comum de uma cama de enfermos.
– Eu sempre irei trazê-las para você – disse-lhe com os olhos úmidos e logo depositei rosas ao vaso que estara em seu quarto, as rosas eram brancas, as preferidas de meu irmão e também as minhas.
– Irá colhê-las quando a primavera invadir os campos e o sol nascer por de trás das nuvens? – perguntou ele, sua voz fraquejava como a de um velho rouco e pálido e tive a impressão de que ele era um velho de mãos e rosto enrugados. Suas mãos tremiam e á tudo eu lhe respondia lhe mostrando atenção devida.
– Sempre irei colhê-las para você – respondi e Bill sorriu com dificuldade, seu sorriso era opaco e sem vida, era algo ruim para prende-lhes os olhos, causara sofrimento e dor para quem o visse naquela situação.
– Prometa-me que irá – disse Bill ofegante enquanto suas mãos apertavam-me as minhas fortemente e seus pés agitavam os lençóis brancos da cama. – Prometa-me que irá, por favor.
– Eu prometo – disse-lhe olhando em seus olhos e minhas mãos tornaram-se vermelhas, ele apertava-as fortemente causando-me dor, mas nada poderia lhe dizer ao meio de seu sofrimento, ele agora parecia lutar conta algo que vinha em sua direção, ele lutava contra seu próprio destino.
– Queres que as velhas rosas murchas e sem cor sejam jogadas fora? – perguntei á ele tentando-o fazer se concentrar em um assunto. – Elas estão velhas e feias e suas pétalas estão caindo.
– Não – disse-me roucamente e seus olhos se direcionaram para o vaso onde havia novas e velhas rosas de próprio gosto. – Deixe-as até a ultima pétala cair sobre a mesa.
Ficou ali contemplando o vaso e olhando suavemente para as pétalas que caiam, elas estavam amareladas e sem vida, outras estavam quase cinzas, seus olhos contemplavam tamanha tristeza e talvez para ele, beleza.
– E quando a ultima pétala cair, será o fim – finalizou e seus olhos fecharam. O sono o dominou.

Fim do flash Back.

Ŧ


' D:, Eu sei... É triste, mas não se desespere, muitas coisas ainda irão acontecer, e... Acho que precisará de mais baldes.
bua1 ²
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MensagemAssunto: Re: My diary for you.    Seg Out 17, 2011 8:14 pm

Ŧ My diary for you.

Nono capítulo.
Relembrando.


Um novo dia me despertara a curiosidade de meus pés, eu estara tanto tempo deitado que meu corpo era obrigado á quebrar regras para se satisfazer. Ao quarto levantei-me e fiquei a andar pelo pequeno local, o quarto de hospital era pequeno visto do ângulo que eu estara á ver, meus olhos percorriam o quarto e minhas mãos tateavam alguns objetos que encontrara, eu estava sozinho e isso poderia ser vantagem para alguém que busca por respostas.
– O que pensa que está fazendo? – Foster perguntou ao entrar no quarto, eu me assustei diante dele e nada respondi, ele então se aproximou me levando até a cama onde deitei-me novamente insatisfeito.
– Não agüento mais isso – disse á ele e Foster tornou sua expressão séria olhando-me estranhamente.
– Sua ansiedade sempre o atrapalha, meu bom senhor – disse o doutor. – Quando tiver permissão, saberá de tudo e poderá fazer tudo, mas por enquanto, respeite as normas.
– Normas? – perguntei á ele sendo um tanto cínico e Foster não respondeu-me. – Como se sentiria se estivesse á dias em uma cama de hospital e não soubesse o motivo? Como se sentiria se coisas estranhas passasse por sua mente e você não conseguisse decifrá-las?
Houve um silêncio entre nós e Foster pareceu pensar e perecer a conversa e como se estivesse em plenos pensamentos fez-se perguntas a si mesmo em tom baixo e voltou-se para mim.
– Está aqui no hospital á exatamente três dias, está em tratamento á cinco anos e lhe pergunto, o que passa em sua mente? – Foster perguntou-me e naquele momento o mundo parou e um filme pareceu passar diante de meus olhos.

Flash Back.


Estava frio e minhas mãos tremiam, elas seguravam garrafas de bebidas e eu estara á frente da clínica Foster, meu corpo cambaleava para os lados e minha visão estava turva naquela noite triste e insolente. Merry aproximou-se de mim enquanto tentara me apoiar ao chão, pois agora me encontrara ao piso e tentava-me levantar.
– Você tem que para de beber! – gritou ela desesperadamente ajudando-me á levantar e então apoiando-me ao seu braço direito levou-me para dentro da clínica deixando as garrafas e outros pertences de próprio ao chão.
Os corredores estavam longos e infinitos, ela corria ao meu lado enquanto tudo se passava lento á minha frente, eu poderia ouvir Merry á gritar e a chorar, mas não poderia vê-la perfeitamente, minha vista estava á misturar dimensões.
– Foster – disse ela mais calma quando chegou á porta do doutor que nos esperava. – Por favor, eu lhe imploro ajude-me.
– Acalme-se Merry, eu farei o possível – Foster disse á ela olhando-me e como se fosse empurrado por meus próprio pés entrei na sala do doutor que ajudou-me á sentar e Merry tristemente sentou-se ao meu lado em um poltrona.
– Diga-me, é o mesmo problema novamente? – Foster perguntou se sentando á sua mesa e ficando de frente para nós e Merry concordou maneando a cabeça lentamente. – Suponho que passaremos por uma série de exames e teremos de trabalhar nisto.
– Sim – Merry disse e suas mãos se juntaram á minha enquanto minha cabeça repousava na poltrona macia. – Eu farei de tudo para ajudá-lo, só quero vê-lo bem e talvez feliz.
– Só espero que não aconteça o mesmo novamente – disse Foster olhando para Merry. – Sei que Tom é a única coisa que você tem, mas precisa ser uma atriz agora se quiser ajudá-lo, da primeira vez em que tentamos recuperá-lo da perda, você falhou, pois contou á ele e isso o fez deprimir e tudo o que tínhamos feito foi perdido, ou seja, dois anos perdidos, e agora iremos recomeçar, Tom não irá se lembrar desta conversa por isso estamos aqui á conversar na frente dele.
– Não irá acontecer novamente, prometo – Merry disse tristemente e como se relembrasse algo abaixou a cabeça. – Eu lamento por ter falhado, nisto o fiz perder tempo e dois anos da vida de Tom, dois anos foram manipulados sem resultados e no fim eu estraguei tudo, eu o amava e não poderia fingir que o entendia, mas agora, doutor, irei sacrificar tudo para vê-lo recuperado.
– Muito bem – sorriu Foster levantando-se. – Amanhã o traga aqui quando o efeito do álcool já estiver passado, e o mantenha á distancia de bebidas, e não se esqueça, Bill está entre nós, acredite e o compreenda para o bem de todos.

No outro dia.

O dia se fechara acima de todos, o vento e a brisa trazia lembranças más e boas, as árvores abrigavam ninhos de pássaros e suas penas caiam se misturando á folhas. Enquanto a natureza se fazia por completa, eu estara ao completo temor, desde manhã estara á clínica Foster onde uma série de perguntas e indagações eram-me realizadas.
– Está frio lá fora, o céu se torna escuro e eu temo a noite negra que virá pela frente.
– Ótimo – sorriu o doutor. – E então como se sente?
– Bem – respondi de maneira indesejada após responder tantas questões anteriormente.
– A sessão está encerrada – despediu-me o doutor Foster levantando-se de sua poltrona e fazendo algumas anotações em minha ficha médica. – Nos veremos na próxima semana, Senhor Kaulitz.
Retirei-me da sala pensativamente, Merry me esperava no corredor enquanto eu me aproximara em pleno devaneio de pensamentos.

Fim do flash Back.


Ŧ


Nono capítulo, e não se esqueçam, quem está lendo, se houver qualquer erro, ortográfico ou de concordância, me avisem, obrigado (:
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MensagemAssunto: Re: My diary for you.    Seg Out 17, 2011 8:22 pm

Amanha eu acho que nem vou pra escola,meus olhos estão ficando ja inchados! bua
Acho mais conveniente eu pegar uma piscina pra poder chorar dentro! Crying or Very sad
Ai,o Billzinho esta meio que dizendo adeus ao Tom,eu chorei pra caramba,ou melhor dizendo,eu estou chorando pra caramba! bua1
Continua Liebe,continua! Acho que meu coracão ainda aguenta! não
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MensagemAssunto: Re: My diary for you.    Seg Out 17, 2011 8:28 pm

Ŧ My diary for you.

Décimo capítulo.
A cirurgia.


– Tom – Foster chamou-me quando meus olhos abriram e tornei-me inquieto, eu estava zonzo e então perplexo o olhei. – Que horas são?
– Exatamente a mesma hora – respondeu ele fitando-me e como se acabasse de sair de um sono impaciente fiquei ali a forçar a mente, parecia-me que eu ficara horas á pensar quando na verdade apenas alguns minutos haviam passado.
– Não me reconheço – disse á Foster o tirando de sua observação. – Estou me sentindo mal por dentro, confuso e sem rumo.
– Disse-me que estava a passar coisas estranhas por sua mente – relembrou Foster como se mudasse de assunto –, diga-me, o que passa?
– É como lembranças do passado – respondi –; é como se eu me recordasse de algumas coisas que ocorreram á muito e á pouco tempo, mas tudo não passa de um quebra cabeça, são como lembranças que se misturam e não estão na ordem certa, eu ainda não consigo entendê-las.
– Em que ano estamos? – Foster perguntou-me e isso soou-me de maneira estranha, voltei o olhar á ele e fique a fita-lo.
– O que isso tem a ver com o que estou falando? – perguntei-lhe perplexo.
– Apenas responda – disse ele. – Apenas me responda, em que ano estamos?
Fiquei a pensar, uma pergunta simples fez-me parar em meio de pensamentos, talvez se ele houvesse perguntado algum cálculo matemático eu soubesse responder com mais agilidade, mas perguntar-me em que ano estávamos me causou dificuldade.
– E então – disse Foster –, lembra-se?
– Na verdade eu não sei que dia é hoje, não sei o ano, não sei nada – respondi de cabeça baixa e como se tivesse perdido a noção de tudo comecei a sentir-me deprimido.
– Talvez já seja a hora de saber a verdade, se é que já não sabe – disse Foster e então levantou-se e saiu do quarto, e eu fiquei ali como um enfermo distante da vida, ainda de cabeça baixa tentava procurar um caminho para uma fuga, tentava procurar uma solução e então entendi que a solução era não ter solução.
– Tudo se resolve – ouvi uma voz genuína a dizer, levantei-me a cabeça e á procura de alguém fiquei a observar o quarto. – Não precisas ver-me, apenas ouça.
– Bill? – perguntei a mim mesmo ou talvez estivesse falando com a voz. – Bill, é você?
– Não reconheces seu próprio irmão? – ouvi-o perguntar. – Lembra-se de mim?

Flash Back.


Era outubro de 2044, estávamos no hospital de nossa cidade natal, eu e Merry esperávamos ansiosamente por noticias, Bill passaria por uma cirurgia perigosa para retirar um câncer maligno e isso nos causava medo e angustia, apesar da tecnologia que garantia um bom resultado, alguns cânceres nesta época, avançada, não eram difíceis de serem curados.
– Poderá vê-lo antes da cirurgia, se desejar – disse-me uma das enfermeiras que acompanharia todo o processo de extração. – Se quiser vê-lo Senhor Kaulitz, siga-me.
– Diga á ele que estou a orar – disse Merry apertando-me contra o peito e voltando-se á cadeira de espera. Despedi-me dela e segui para a sala onde Bill estara, a enfermeira deixou-me á sós com meu irmão e ao meio de um desespero profundo, só consegui ajoelhar-me ao lado de sua cama. Seu corpo pálido deitado sobre lençóis brancos me causavam medo, seus braços recebiam soro e em seu rosto muitos aparelhos o faziam sobreviver.
– Levante-se para eu ver seu rosto – disse ele roucamente enquanto forçava o olhar. – Deixe-me vê-lo, talvez, pela ultima vez.
– Não diga isso – disse-lhe quando levantei o olhar e nossos olhos se encontraram. – Não diga que é a ultima vez.
– E se for? – perguntou-me ele enquanto seus olhos lagrimejavam. – E se agora for o momento?
– Não é agora – disse-lhe e aproximei-me dele, toquei sua pele fria e fiquei a acariciar suas mãos. – Não pode ser agora.
– Eu posso sentir – disse ele molhando os lábios secos e voltando-se o olhar para mim. – Posso sentir que agora iremos nos separar.
– Bill, pare, por favor – pedi-lhe –; irá passar por uma cirurgia, logo estará bem e iremos voltar para casa.
– Não minta para mim – disse-me como se estivesse nervoso e sua voz se tornou grave. – O que tenho, não há cura, ele me coroe por dentro, mata-me aos poucos, ele está me levando.
– Ouça-me – pedi-lhe novamente com os olhos marejados de plena dor. – Irá fazer a cirurgia para extrair o câncer, depois disto iremos para casa, poderemos ficar em nosso jardim compondo músicas e contemplando o mundo.
– Isso me deixaria feliz – respondeu-me. – Mas, meu irmão, entenda que as pétalas caem rápido – olhou para o vaso ao lado e seus olhos molharam – Caem rápido e magoam as sementes, elas murcham e perdem a beleza, levam consigo talvez tristeza, mas no meu caso, eu o levarei. Para sempre.
– Não – disse molhando os lábios e apertando-lhe mais as mãos. – Bill, pare com isso, não irá levar nada, você irá continuar aqui conosco, eu, Merry, nossos amigos e familiares, todos oramos por você.
– Pedidos não irão atrasar minha hora – disse-me. – Deixei-me ir, eu imploro, iremos nos separar agora, mas sabes que na verdade sempre estaremos juntos.
– Não, Bill – disse-lhe e as lágrimas não se conteram e caíram sobre minha face. – Você prometeu para mim, lembra-se? Nós prometemos um para o outro, prometemos que iríamos morrer juntos, iríamos pular do prédio mais alto juntos, não quebre sua promessa.
– Eu lamento – disse-me fechando os olhos. – Eu a quebrarei, mas me perdoe e assim poderei ir em paz.
– Não – disse-lhe e o desespero tomou-me conta. – Eu nunca o deixarei ir, nunca!
Minhas mãos tremiam e o frio me contia por dentro, seu rosto ali me fazia temer, me fazia querer morrer, fazia-me triste e quando a porta de seu quarto abriu-se e os médicos entraram senti-me pior, prestes ao fim, olhei-o e seus lábios tremeram, ele começou a cantar baixinho, como se não tivesse forças para erguer o tom de voz:

“Tu és tudo
O que eu sou
E tudo o que corre nas minhas veias...”
(In Die Nacht – Tokio Hotel)

Fraco e longe, distante como se não estivesse ali á minha frente. Joguei-me ao chão enquanto sua voz me alimentara, segurei sua mão que escorregara entre os lençóis pálidos, segurei-a forte como uma criança que não quer se desprender de algo, nisto os médicos foram obrigados a tirar-me á força de dentro do quarto enquanto eu gritara e chamara por meu irmão. A ultima coisa em que vi, foram eles se preparando para a cirurgia e lágrimas entre meus olhos.

Ŧ


Nossa, Milena, me desculpa por fazê-la chorar, :P

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MensagemAssunto: Re: My diary for you.    Seg Out 17, 2011 8:36 pm

omg, estou amando a sua fic, você escrever muito bem.. continue.
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MensagemAssunto: Re: My diary for you.    Hoje à(s) 9:07 am

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