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 The Dream

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kyaa.ximenes
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MensagemAssunto: Re: The Dream    Qua Mar 28, 2012 4:36 pm



Clara

Quando eu estava na cozinha, ficava olhando pela janelinha da porta para procurar por ele. Quando eu estava lá fora, ficava olhando freneticamente para todos os lados, em busca dele. Mas ninguém apareceu.
É completamente frustrante.
Já passa da hora do almoço e ele não apareceu nem uma vez. Nem ele, nem algum outro integrante da banda. Isso piora meu mau-humor em trezentos por cento e eu não consigo controlar. Na minha hora do almoço, eu cortava a carne do meu prato com tanta fúria que ela estava até gritando. O chef chegou a me repreender, disse que sua comida não era para ser comida com tanta selvageria. Ele levou para o lado pessoal, faça-me o favor.
Tudo o que eu precisava era conversar com Mia. De alguma forma, falar com ela me deixa leve. Fora que ela entenderia minha completa aflição pela ausência de Bill, Tom ou qualquer outro. Embora quisesse realmente ver Bill. Eu estava tão animada com a possibilidade de poder vê-lo novamente, nem que fosse para lhe pedir desculpas. Ah, é, eu devo mais desculpas a ele, devo sim.
Como eu fui uma burra desengonçada! Ele definitivamente vai querer passar longe de mim. Eu agiria do mesmo jeito.
Abaixei meu olhar em direção a minha bandeja, algumas batidas fortes na minha cabeça com ela e eu apagaria. Para sempre, espero. Talvez eu não tenha tanta força, o chef já está um pouco arisco comigo, quem sabe ele não queira vingar a carne que eu não comi apropriadamente? É possível.
- Tudo bem? – a ruiva perguntou, aproximando-se de mim e afastando os sentimentos suicidas de minha mente.
- Sim, claro – murmurei. – E você? – perguntei só por educação.
- Não muito – respondeu. – Jane faltou, então estou tentando substituí-la e fazer meu trabalho aqui no restaurante, ao mesmo tempo. Ela sempre faz essas coisas – resmungou cruzando os braços. – E eu tenho um pequeno problema com elevadores, devo dizer, não gosto de lugares fechados... Maldita Jane.
- Desculpe, não sei quem é Jane – falei um pouco envergonhada. Eu raramente sei o nome de alguém, sou péssima com isso.
- Ah, é a loira, pernas compridas... Que dizem que está dormindo com o chef...
- Se eu não sabia antes, agora muito menos.
- Tudo bem, normal. Você chegou agora e, quando ela não falta, está entregando comida nos quartos, então... A propósito, acho que nunca me apresentei. Sou Kathleen. Kate.
- Clara.
- Eu sei. Nosso discreto e também adorado chefe berrou seu nome quando você esbarrou naquele cara no restaurante.
- Argh, tremenda bola fora.
- Nem tanto. Nosso chefinho parece que já esqueceu, aquele cara pareceu não se importar...
- Você acha? – perguntei com meus olhos brilhando só de pensar nessa possibilidade.
- Bem, sim.
- Kathleen, mas um para entregar lá em cima – o cara com o chapéu engraçado falou apontando para um carrinho perfeitamente arrumado.
- Pelo amor de Deus. Quando a Jane voltar, eu a mato – rapidamente seu olhar se iluminou, uma ideia passou por sua cabeça. – Quer trocar comigo? É que eu passei a manhã inteira subindo e descendo, odeio elevadores e...
- Hm, tá, tudo bem.
- Maravilha – deu um pulo. – Muito, muito obrigada!
- Por nada.
Pareceu-me uma troca muito boa.
Diferente de Kate, eu não tenho claustrofobia e não tenho problema nenhum em dar uma voltinha pelos corredores. Sair um pouquinho da cozinha e me livrar por algum tempo do meu supervisor. É, pode ser realmente bom.
Aproximei-me do carrinho, mas agora eram dois. Perguntei ao rapaz qual que eu deveria levar e ele respondeu qualquer um. Olhei os papeizinhos com os números dos quartos e escolhi qual que me faria demorar mais. O de maior número foi minha escolha. Quanto mais alto, mais demorado será para descer. Um bom plano, eu diria.
Comecei a empurrar o carrinho em direção ao grande elevador de serviço. Eu poderia até procurar por Mia, bater um papo, contar a ela minhas frustrações. O plano está ficando cada vez melhor.

Escondi o papel no bolso do meu avental e comecei a procurar pelo quarto.
Olhando para os dois lados do corredor, eu continuava minha busca incansável. Certo, certo, é mentira. Eu estava com os cotovelos apoiados no corrimão do carrinho, mandando uma mensagem para o celular de Mia. Perguntei em que andar ela estava. Quase que na mesma hora ela me respondeu, no entanto não disse em que andar se encontrava, apenas disse que estava sem tempo para bater papo, mas precisa urgente falar comigo no final do expediente.
Guardei meu celular no bolso e olhei o número na porta mais próxima. Já havia passado o quarto. Recuei mais alguns passos.
- É aqui – murmurei, esticando-me para bater na porta. Ouvi um grito por trás da porta. – Hm, gente doida.
- Oi – a porta se abriu. – Graças a Deus, chegou a comid...
- AH! – berrei, interrompendo-o.
- AHH! O que houve? – Bill estava com uma cara assustada, mais branca do que o de costume, aposto. Sua mão depositada sob o peito e os olhos fixos em mim.
- N-nada, nada – balancei a cabeça freneticamente. – Deixe-me entrar, tenho que deixar... er, você sabe, a comida aí.
- Ah, certo, desculpe – falou saindo do caminho. – Clara, não é?
- É, é – falei, deixando o carrinho perto de uma mesa ao lado de uma janela. De costas, sem ter coragem de olhar para ele, continuei a falar. – Aposto que você não esquecerá meu nome, nunca mais. Óbvio! – resmunguei. – Depois da bandejada que eu te dei e do grito que soltei na sua cara... Hm, não é para menos – revirei os olhos, bufando, morrendo de raiva. Virei-me para sair, mas ele começou a falar e eu, claro, queria muito ouvir o que ele tinha a dizer, nem que fossem xingamentos contra a minha pessoa.
- Bem, essa “bandejada” – riscou as aspas no ar – não foi nada demais – soltei uma risada amarga. – De verdade. E, bem, eu estava meio sonolento, seu grito me despertou. A propósito, pode me passar a xícara de café?
- Maravilha, para algo eu tenho que servir – falei, pegando a maldita xícara de café. – Aqui está.
Como se tudo o que eu fiz não fosse o bastante, aprontei uma a mais.
Sem querer, virei-me de forma brusca e despejei todo o café em Bill. Soltei um grito de horror e de desespero. O rapaz, obviamente, ficou apavorado, entretanto, não soltou nenhum gritinho agudo como eu.
Sempre tenho que fazer alguma coisa idiota na frente dele, sempre. E o pior, a calça dele é branca, vai manchar. Eu acho. Café mancha?
Bill correu na direção do banheiro e eu fui atrás dele. Puxei uma toalha e comecei a tentar limpar o local. Ele me lançou uma olhada torta e eu franzi o cenho, balançando a cabeça. Afinal, o que eu estava fazendo de errado agora?
- Ah, meu Deus, desculpe, desculpe! – berrei depressa. Largando a toalha e afastando minhas mãos da calça dele.
Meu Deus, sim. Eu estava com a mão nas calças do Bill. Mais que isso eu estava esfregando o seu...
- T-tudo bem – falou, um pouco envergonhado. Suas bochechas corando.
- Por que eu só faço bobagem? – perguntei em um berro.
- Bill? – ouvimos uma voz vinda do quarto. – A porta estava aberta e acho que ouvi gritos... O que está havendo? Aliás, onde está você?
- Aqui, Tom, estou no banheiro – Bill berrou pegando a toalha que eu deixei cair no chão. Se eu já não tivesse feito burradas o suficiente, teria mandado Bill se calar.
- Tom? Meu Deus, tem como piorar? – perguntei, apertando os olhos de nervosismo.
- Você está pelado? Porque estou entrando... – Tom falou. Sua voz ainda mais perto.
- Foi uma pergunta retórica – murmurei olhando para o teto, como se estivesse conversando com Deus.
- Você nem sabe o que acabou de acont... – Tom se interrompeu, olhando para mim, eu olhei para Bill que por sua vez estava ainda mais vermelho. – Oh, porque não me avisou que estava ocupado?
- Não estou – resmungou, olhando de forma aborrecida para o irmão. – Sujei minha calça...
- Eu sujei a calça dele – franzi os lábios, com um pouco de apreensão.
- Ponto estratégico, hein? – lançou-me uma piscadela e logo voltou a olhar para a calça do irmão. – Boa mira.
- Não seja idiota.
- E-eu... hm, desculpe, eu nem sei o que dizer – sibilei. – Eu vou ser demitida – murmurei olhando meus pés.
- Tudo bem, não se preocupe – Bill me tranquilizou. – Ninguém precisa ficar sabendo que isso aconteceu. Não é mesmo, Tom?
- Hãn? Ah, claro, claro. Pagando bem, que mal tem? – perguntou dando de ombros e estendendo a mão para mim. Eu arregalei meus olhos, quase os fazendo saltar das órbitas. No entanto, Bill parou de tentar limpar sua calça e olhou para Tom. – Ai, é brincadeira.
- Então, se ficamos acertados assim... Sabe... Essa reunião no banheiro está muito legal, mas eu tenho que voltar lá para baixo, ok?
- Tchau – Tom respondeu com um sorriso engraçado, seus olhos se apertando.
- Tchauzinho e desculpe pela calça.
- Sem problemas...
- Tchau.
- Até depois, Clara. – eu quase desmaiei quando o ouvi dizer meu nome novamente. Contudo, fui forte e esperei para desabar no corredor.
Os gêmeos que praticamente reinam minha vida estavam ali, juntos, me achando uma idiota e estavam fazendo isso juntos. Tenho plena certeza de que foi aquela ligação de gêmeos que eles têm. Tipo, o Bill mandou um sinal para Tom avisando que tinha uma desastrada na área e que eu havia atacado ele com uma xícara de café e o Tom simplesmente apareceu em socorro ao irmão para salvá-lo da maníaca do café. Ah, que merda.
Não importa o que aconteça, não serei eu quem voltará para buscar esse carrinho no quarto deles. Não mesmo.



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Ai gente, obrigadaaaaaa pelos comentários.
E obrigada pela paciência também KKKKK
Vocês verão como as coisas só ficam melhores e melhores; e vocês serão recompensadas HAHAH
Beeeeijos
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MensagemAssunto: Re: The Dream    Qua Mar 28, 2012 7:19 pm

Eita... Me vi nessa menina, sou desastrada do mesmo jeito!
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk'
Quase morri ao imaginar a cena! Laughing
Continuem meninas!
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MensagemAssunto: Re: The Dream    Qua Mar 28, 2012 11:50 pm

A CLARA
PEGOU
NA
BILLACONDA

OusdhUAHSDOUIahsdouAHSDOUahsdouiHDOUIahsouidHSODIUHa
eu quero mais eu quero mais *-*
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MensagemAssunto: Re: The Dream    Qui Mar 29, 2012 2:22 pm

Sara escreveu:
A CLARA
PEGOU
NA
BILLACONDA

OusdhUAHSDOUIahsdouAHSDOUahsdouiHDOUIahsouidHSODIUHa
eu quero mais eu quero mais *-*
ela é espertinha, tão pensando o que??? HAHAHHAHAHAHAHA Twisted Evil
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MensagemAssunto: Re: The Dream    Qui Mar 29, 2012 9:08 pm

Citação :
Os gêmeos que praticamente reinam minha vida estavam ali, juntos, me achando uma idiota e estavam fazendo isso juntos. Tenho plena certeza de que foi aquela ligação de gêmeos que eles têm. Tipo, o Bill mandou um sinal para Tom avisando que tinha uma desastrada na área e que eu havia atacado ele com uma xícara de café e o Tom simplesmente apareceu em socorro ao irmão para salvá-lo da maníaca do café. Ah, que merda.
GOTT, COMO EU RI KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK Puts, que guria desesperada! Tanta coisa vai pensar, e ela vai pensar logo na Kaulitz's connection contra ela? x)
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MensagemAssunto: Re: The Dream    Qui Mar 29, 2012 9:20 pm

Que mira que a Clara tem hein Razz
E como sempre o Tom entrando em cena para a trapalhar o momento dos dois sozinhos x.x o Tom tem uma facilidade pra isso kkkkk
Quero ver ela contando isso pra Mia kkkkkk
continueeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeem
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MensagemAssunto: Re: The Dream    Dom Abr 08, 2012 7:36 pm

Estou louca por essa fic...
Ri demais nesse último capítulo.
HAHAHA' Continuem logo meninas. Very Happy
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MensagemAssunto: Re: The Dream    Dom Abr 08, 2012 9:20 pm

lol! continua super divertida
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MensagemAssunto: Re: The Dream    Dom Abr 15, 2012 4:06 pm


Mia

Com as mãos, afastei os galhos de um pequeno arbusto na saída lateral do Hotel, para poder espiar a entrada principal. Na verdade, eu queria checar se o caminho estava livre, se Henry e Ucker não estavam ali para nos buscar, feito dois cães de guarda.
- Caminho livre... – sussurrei para Clara que estava posicionada logo atrás de mim, tentando enxergar algo pelos meus ombros.
Após checar mais uma vez que não havia nada suspeito, saímos correndo como se estivéssemos fugindo da polícia. Corremos até chegar perto da estação de trem, onde diminuímos a velocidade pra não causar suspeitas.
Tomei à frente, indo comprar as passagens enquanto Clara permanecia à minha sombra. Ela estava evidentemente curiosa, provavelmente querendo me arrastar pra um canto pra eu contar logo a “novidade” que eu dissera ter.
Contudo, eu não estava diferente... Ela também comentou que algo aconteceu, e eu não sabia se contava primeiro o que tinha pra dizer ou se esperava que ela contasse antes.
Eu estava com um riso debochado brotando nos lábios quando a mulher detrás do balcão chamou minha atenção, balançando os pequenos papéis na mão tentando fazer-me perceber que deveria pegá-los logo e dar lugar na fila que se estendia atrás de mim.
Sorrindo amarelo e com os papéis na mão, puxei Clara pelo braço, arrastando-a grudada ao meu braço como se ela fosse um escudo. Só consegui relaxar depois de devidamente acomodada no trem.
Clara não parava de me olhar, mas não era um olhar normal, era uma mistura de curiosidade e satisfação; ela nem sequer piscava, somente mantinha as pálpebras bem abertas e os olhos afiados em minha direção.
- Para de me encarar desse jeito. – Resmunguei, me remexendo no assento.
Como resposta, ela simplesmente arqueou a sobrancelha direita, intensificando ainda mais o contato visual.
Desviei o rosto, olhando a paisagem além da janela do trem, tentando focar meus pensamentos. Entretanto, meu plano falhou, pois assim que descuidei por breves segundos de meus pensamentos, a imagem de Tom bem à minha frente surgiu como um furacão em minhas lembranças, seu sorriso me tirando o ar pela milionésima vez desde. Respirei fundo, virando-me novamente na direção de minha amiga, tentando enumerar os acontecimentos de modo que a história ficasse fácil de ser contada, e quem sabe conseguir sufocar o crescente incômodo na boca do estômago.
- O que aconteceu? – Indagou, inclinando-se preocupada na minha direção; provavelmente ela percebera meu escudo contra àquelas lembranças ruindo. Eu não conseguiria esconder aquilo de mim mesma por muito tempo mesmo... Suspirei resignada.
- Ehm... – murmurei, sem conseguir passar para as palavras toda a cena projetada em minha cabeça.
- Você ta me preocupando... – Clara comentou, segurando em minha mão rapidamente, antes de eu recuar.
- Sem contato físico, ok?! – lembrei-a de minha regra, fazendo-a deixar escapar uma gargalhada pelo meu tom amargo.
Clara escorou-se em seu banco, pendendo a cabeça para o lado enquanto mexia seu pé ritmadamente.
- Já que não vai contar, me deixa dizer o que aconteceu comigo primeiro? – levantou os olhos à minha direção e indagou com os olhos brilhando.
- Não, por favor! Eu preciso desabafar primeiro, senão não vou agüentar segurar o que tenho e absorver o que você quer dizer... – choraminguei.
- Mas eu to morrendo de curiosidade, e você não desembucha! Está esperando o quê?! – fitou-me severamente, quase como se me sacudisse pelos ombros.
- É que é meio que um segredo... Não quero contar aqui, com pessoas ao redor. – Argumentei. Minha vontade era de falar logo, mas o sigilo vinha em primeiro plano.
Clara sorriu com escárnio.
- Estamos conversando em português! Não passou pela sua cabecinha que estamos na Alemanha? Que ninguém aqui está sequer entendendo o que estamos conversando nesse exato momento?! – Cruzou os braços enquanto seus olhos rolavam por suas órbitas.
Num ato automático olhei ao redor, marcando cada rosto que minha vista alcançava, como se com um olhar eu pudesse descobrir o que cada um deles estava pensando, se podiam nos entender ou se ao menos estavam curiosos pelas duas estrangeiras acomodadas num cantinho do vagão.
Dei de ombros, e quando ia começar a detalhar-lhe o que acontecera, senti um solavanco abaixo de meus pés. Havíamos chegado à estação mais próxima de “nossa” casa.
Com um riso cético, pulei do banco e pus-me a andar, indo na direção da saída do trem.

- Então, agora você pode jorrar palavras, que eu não agüento mais esperar! – Clara disse enquanto caminhávamos pela estradinha estreita e cercada por arvoredos.
Aquela área da cidade mais parecia a entrada para uma chácara, era calma e poucas casas rodeavam o local. Só sabíamos de sua existência pois os meninos haviam nos mostrado a vizinhança, dizendo que morar perto de lugares mais inabitados “favorecia nos negócios”, devido a baixa no tráfego e conseqüentemente, na polícia, como Clara e eu deduzimos.
Senti um empurrão tão forte que me projetou para o lado, quase me fazendo cair. Virei a cabeça e me deparei com Clara a centímetros de mim, estralando os dedos no meu rosto.
- CONTA LOGO SENÃO VOCÊ NÃO CHEGA VIVA EM CASA! – gritou a plenos pulmões, me deixando estática por alguns milésimos de segundo.
Ao invés de responder, eu continuei andando; senti que ela vinha logo atrás, impaciente.
- Eu... O Tom... Ele estava no quarto quando eu cheguei pra fazer a limpeza... – chutei uma pedra qualquer pela rua, observando seu destino.
Andei mais alguns passos, contudo logo parei ao me dar conta de que estava andando sozinha. Girei meu corpo de uma vez, reparando na boca escancarada de minha amiga.
- Ele estava me esperando... Bem, pelo menos foi o que ele deu a entender... – continuei, sem esperança de obter uma resposta. – Ele...
- Como assim “te esperando”? – Clara interrompeu-me bruscamente.
Gemi de desespero. A simples lembrança daquele encontro me deixava aflita.
- Vamos andando, sim?! – sugeri.
Clara acercou-se de mim, e antes que ela me alcançasse totalmente, voltei a caminhar.
- Assim que eu entrei, ele disse alguma coisa como “Pensei que não viria”, não lembro direito... Eu fiquei tão assustada! Nervosa, assustada, tudo ao mesmo tempo... Não sabia o que fazer, não era pra ele estar lá... – minhas mãos estavam trêmulas; na verdade meu corpo inteiro estava. – Clara? – chamei-a, estranhando seu silêncio abrupto.
Seus olhos brilhavam, como se ela tivesse descoberto alguma coisa; quase podia ver a lâmpada acessa acima de sua cabeça.
- Então foi por isso que ele entrou tão agitado no quarto do Bill... – comentou com um sorriso estranho nos lábios.
Balancei a cabeça, concordando.
Arregalei os olhos, fitando-a surpresa.
- Espera ai... Agitado? Quarto? Bill? – gaguejei, incrédula.
- Sim, sim! Era isso que eu queria contar... Eu tive que levar comida pro quarto dele, mas eu não sabia que era dele! Eu queria te encontrar, estava sentindo tanto tédio... Mas ai quando eu percebi o homem que abriu a porta na qual eu bati era ele, em carne... caham... Em pele e osso! - Clara falou tão rápido que eu mal compreendi.
- E...? – incitei-a a continuar, porém ela olhava-me como se quem devesse continuar fosse eu.
Ambas estávamos agitadas e abobadas ao mesmo tempo, nenhuma conseguia falar coisa com coisa e terminar um relato. Teria de ser assim, frase por frase.
- Eu e ele meio que brigamos... Não lembro direito, parece uma memória tão distante na minha mente! – resmunguei. – Eu sei que o fiz sair do quarto pra poder fazer meu trabalho... Apesar de que deve ter ficado uma nojeira! Eu não conseguia me concentrar, e ao mesmo tempo me recriminava por tê-lo expulsado do próprio quarto de hotel! – Agitava as mãos no ar, como se o ato dissipasse um pouco do meu nervosismo.
- Não acredito que você fez isso! – Clara fitou-me incrédula, porém magicamente ela começou a rir sem parar no segundo seguinte.
- O que foi?! – perguntei ansiosa.
- Você ai preocupada por ter expulsado Tom Kaulitz do próprio quarto, e eu aqui com mais uma anotação na lista negra de Bill Kaulitz! – seu riso intensificou-se do mesmo modo que minha curiosidade.
- E o que você fez dessa vez? A bandeja na testa dele já não tinha sido suficiente? – sufoquei uma gargalhada. Daria tudo para ter presenciado essa cena.
Clara contorceu os lábios, agora em sinal de nervosismo.
- Eu... Derramei café nas... Nas... Naquela parte dele, sabe?! – confessou.
Minha primeira reação foi arregalar os olhos e sentir vergonha alheia por minha amiga, porém, ao imaginar a cena, a gargalhada não pôde ser sufocada.
- Isso, vai rindo! Vai rindo! – bufou. – Pelo menos ele não pareceu furioso,o que me deixa mais tranqüila... Só que depois de tudo que aconteceu eu não tenho mais cara pra aparecer na frente dele! – riu amarga.
Franzi o cenho, imaginando coisas.
- Depois de “tudo que aconteceu”? Como assim? Rolou pegação? – Me diverti mais ainda ao ver a face de minha amiga atingir a tonalidade de vermelho mais elevada que eu já havia visto na vida. Não sabia se era de raiva ou vergonha, mas se tratando de Clara, só podia ser raiva.
- Você vai ver a “pegação” quando eu enfiar essas palavras sua garganta a baixo! – vociferou, correndo em minha direção.
- Calma, Calma!!! – tentei segurar seus braços antes que me atingissem, porém eu estava quase sem forças devido ao riso.
Clara se acalmou, adquirindo um olhar de desprezo. Eu sabia que ela estava formulando uma resposta para minha provocação, isso ficava evidente em seus traços.
Antes que ela pudesse sugerir qualquer absurdo, contanto, eu mesma segredei-lhe o que ocorreu na verdade.
- Quando eu saí, meu coração quase pulou pela boca, porque ele estava lá, me esperando do lado de fora! – Arrepiei-me com a lembrança de sua figura sentada no chão, segurando os joelhos com os braços fechados em volta, e a cabeça escorada na parede ao lado do quarto que Georg estava.
Clara arregalou tanto os olhos que eles pareciam querer voar das órbitas a qualquer momento.
- Ele estava?! – sua pergunta saiu com um grito agudo.
- Sim... Quando me viu saindo, levantou do chão e veio na minha direção, com uma cara meio brava, mas divertida ao mesmo tempo... Imaginei que minha cara estivesse bizarra e cansada... Mas ele não parecia estar reparando nisso... Ele passou por mim, me olhando de cima a baixo... E entrou no quarto, deixando a porta aberta...
- Como assim?! – Clara me interrompeu.
Bufando, tentei relatar com mais detalhes:
- Ele deixou aberta do tipo... Pra eu ver o que ele iria fazer e...
- E o que ele fez?! – sua voz saiu esganiçada, retorcida pela ansiedade.
- Se você me deixasse terminar... – fuzilei-a com o olhar. Ao invés de uma resposta verbal, apenas recebi um incentivo com um meneio de cabeça. Suspirei antes de continuar; - Ele entrou com os braços cruzados e olhar superior, revistou cada canto, inspecionando meu trabalho! – Mostrei minha indignação com aquele ato com uma cara de desprezo, tentando regular minha respiração para conseguir continuar; - Ele sumiu no banheiro, e eu fiquei lá, escorada no batente da porta esperando ele retornar... Dali a pouco ele apareceu, elogiando meu trabalho com o sorriso mais cínico que eu já vi na vida! – Minha vontade era de gritar só de lembrar sua pose prepotente.
Quando menos esperei, Clara começou a rir e bater palmas, como se o que eu havia contado fosse algo engraçado.
- Desculpa sister... – encolheu-se com meu olhar enraivecido em sua direção, mas eu ainda podia ver os cantos de seus lábios repuxados e trêmulos. – Mas isso deve ter sido muito engraçado – secou as lágrimas provocadas pelo riso com a ponta dos dedos.
- Não, não foi. – Resmunguei desanimada; - Depois disso, ele ainda ficou me olhando com aquele jeito sedutor dele, achando que surtiria algum efeito em mim! Ledo engano! Empinei o nariz e dei-lhe as costas! Empurrei aquela tralha cheia de lençóis sujos em direção ao elevador de serviço. A última visão que tive dele foi antes das portas se fecharem... Ele estava escorado no batente da porta dele, olhando diretamente pra mim, com aquele riso de escárnio nos lábios... Argh! Mas que raiva! – Soquei a palma de minha mão repetidas vezes, buscando manter o controle. Era incrível como aquele homem podia causar tantos sentimentos controversos em mim.

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Cá está! haha espero que gostem e desculpem pela demora :/
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MensagemAssunto: Re: The Dream    Dom Abr 22, 2012 1:39 pm

Nem sumi,né?x_x *corre*
De qualquer forma...
Nhaaw...
O que posso dizer se não...continua?*---*
kk
Nhaaw...me pergunto o que os meninos vão fazer com os TH quando descobrirem O.o
E por onde anda o Gust?x_x
Bem...xD
Continue u.ú
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Pâmela.O.d.S
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MensagemAssunto: Re: The Dream    Dom Abr 22, 2012 9:15 pm

Eu nao sei o que dizer pra esse cap
só reclamar pela demora Razz
Ah a amizade dessas duas me surpreende *-*
Tom todo metido querendo avaliar o trabalho da Mia ainda
Alias AMEEI A CAPA DO CAPITULO <3333333333333333333333333333333333
continuem
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MensagemAssunto: Re: The Dream    Ter Abr 24, 2012 7:36 pm

Amei, simplesmente. Very Happy
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MensagemAssunto: Re: The Dream    Qua Abr 25, 2012 6:18 pm

Pâmela.O.d.S escreveu:

Ah a amizade dessas duas me surpreende *-*
Tom todo metido querendo avaliar o trabalho da Mia ainda
Alias AMEEI A CAPA DO CAPITULO <3333333333333333333333333333333333
continuem

Também não sei o que dizer...*----*
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MensagemAssunto: Re: The Dream    Sex Abr 27, 2012 12:06 am

AHAM, nao surtiu nenhum efeito né? xD
só vai ovular pro resto da vida HAHA xD
quero o proooooximo *-*
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MensagemAssunto: Re: The Dream    Dom Maio 13, 2012 10:00 pm

um passarinho me contou que a Kya vai postar logo logo.... UAHEUAHEUAHEUHAEUHAE3 xD
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MensagemAssunto: Re: The Dream    Qua Maio 16, 2012 7:54 pm



Clara

Estou infeliz.
Estou muito infeliz e não há Kaulitz que me faça ficar bem.
Perdi meu celular. Pensei que tivesse guardado em minha bolsa depois do trabalho, mas não estava lá. Quando cheguei ao hotel, hoje mais cedo, tentei refazer meus passos, nada me ocorreu. Eu simplesmente não sei onde o deixei. Talvez eu até o tenha deixado em casa, estava tão dispersa ontem que não sei de mais nada.
Não terei como falar com Mia enquanto estivermos trabalhando. Uma tragédia grega, eu diria. Definitivamente não há meios de eu me comunicar com minha amiga durante o expediente. Agora sim, nada pode me distrair. A não ser Kathleen.
- Você está... desanimada – comentou comigo, hoje cedo.
- Perdi meu celular – resmunguei.
- Ah, pensei ter te visto mexendo nele ontem. Não foi?
- Não faço ideia. Não me lembro da última vez que mexi nele...
- Mas, ah, pode comprar outro.
- Você não entende, lá estão todos os números mais importantes da minha vida!
- Por exemplo...?
- Dos meus melhores amig... – me interrompi. Afinal, se fossem tão amigos meus, eu teria pelo menos me despedido. Não teria? Mandado uma mensagem, como tantas que mando para Mia por dia, ou sei lá. – Ah, esquece.
Foi a partir daí que me pus a pensar.
Por que nunca liguei para eles? Nenhum deles? Nem mesmo para a única pessoa que realmente foi relevante para mim enquanto eu, infelizmente, morava em Brasília. Não quis me prender a minha vida no Brasil. Mas agora estou curiosa... Eles sentiram minha falta? Já sabem que eu fugi? Como será que reagiram? E meus pais?
Embora tenha sido tremendamente ruim pensar nisso, ideias do gênero não me ocorreram mais durante o resto da manhã. Até porque cada minuto que se passava era um minuto mais perto de ir embora e tudo o que eu queria era voltar para casa, segura de que não acertaria mais ninguém com bandejas. Apenas chegar em casa, me esconder debaixo das cobertas e dormir.
- Aquela é a Jane – Kate murmurou quando passou por mim, me fazendo prestar mais atenção no local ao meu redor. – A vaca – completou.
- Ah, sim, já havia visto ela por aí. Porém, nunca soube que o nome dela é Jane.
- Ah... Você ainda não me parece bem. Ainda por causa do celular?
- Não. Acho que estou cansada e um pouco enjoada.
- Espero que não esteja grávida, seria um problema manter o emprego, te demitiriam assim que vissem a barriguinha saliente – soltei uma risada.
- Grávida?! Não, garanto que não. Só se for do espírito santo, minha filha – ela riu comigo.
- Clara! – alguém berrou atrás de nós.
- Hãn? – berrei em resposta a quem havia me chamado. Era o chef, abanando a mão para mim.
- Pode vir aqui?! – fez sinal, apontando para o cara de chapéu engraçado, mas sem nem mesmo olhar para o cara.
- Ah, sim, desculpe.
- Arrume sua bandeja aí – o rapaz resmungou, desviei o olhar de seu chapéu e olhei indignada para os pratos espalhados pelo enorme balcão. – Anda, é só ver o pedido de cada mesa e colocar aí.
- Mas esse é o seu trabalho... Eu largo a bandeja, você põe os pedidos nela e eu volto lá fora para servir!
- É mas... o movimento... está muito maior... do que o normal... – falou enquanto mexia em outros pratos vazios, entregando-os para o chef.
- Mas que diabo – resmunguei, puxando a bandeja para mais perto. – Eu deveria ganhar mais por isso.
- É só uma vez, seus braços não cairão por isso... E fale baixo, se o chef te escutar, quem fica sem braços sou eu.
- Argh – larguei o bloco para anotar os pedidos e a caneta em cima do balcão, fazendo um barulho alto.
Sou uma garota legal. Comecei a fazer o trabalho dele. Olhando do balcão ao papelzinho do pedido, eu fui me organizando. Logo Jane apareceu perto do mesmo balcão e puxou umas travessas fartas para seu carrinho. Perdi-me em pensamentos quase aterrorizantes quando olhei o carrinho. Não foi a melhor experiência da minha vida e espero nunca mais repeti-la. Voltei minha atenção ao papel em minha mão.
- Clara – ouvi a voz de Kate me chamar, acredito que lá do outro balcão. Seu tom de voz estava esquisito.
- Hm? – murmurei, tirando os olhos do papel e voltando a me concentrar nos pratos a minha frente, procurando o certo. – Estou arrumando, estou arrumando. Não precisa chamar minha atenção – antecipei-me.
- Não, não é isso... É que... – ela parou na metade da frase, sua voz parecia mais perto.
- O que? – perguntei esticando meu braço para alcançar o prato com salmão.
- É melhor... Clara...
- Estou apenas... deixe-me só... Merda – sibilei ao ver que estava tudo errado.
- Eu cuido disso, é que tem uma visita para você – Kate se apressou, pegando o pedido de minha mão. Fiquei levemente assustada com seu ato, mas rapidamente me recompus.
- Ah, deve ser minha sister, a Mia, sabe, eu já falei dela...
- Só se sua sister tiver dois metros de altura e um pênis entre as pernas...
- Quê? – Kate não falou nada, apenas fez um movimento rápido com a cabeça.
- Clara – ouvi aquela voz, antes que eu pudesse me virar para a figura parada atrás de nós. Pela terceira vez, levei um susto ao vê-lo. Estou consciente de que pulei ao ouvir meu nome naquela voz aveludada. – Espero não estar atrapalhando... Se bem que, acho que estou atrapalhando – Bill conclui.
- Ahn – Kathleen depositou uma cotovelada em minhas costelas. – AI!
- Fala alguma coisa – murmurou.
- Oi – contemple a coisa mais inteligente que consegui falar ao me virar e me deparar com seus olhos estudando-me.
- Oi! – um sorriso preencheu sua face.
- O que faz aqui? – perguntei, tentando não ser rude. Sem sucesso, prossegui. – Se quer ser servido, seu lugar é lá fora – apontei para a porta atrás dele.
- Não, não, na verdade... Não – completou de forma pouco conclusiva.
Fiquei ali, no meio da cozinha, encarando Bill. Eu não faço a mínima ideia a respeito do que o trouxe aqui e não sei o que dizer. Como sempre, fui pega de surpresa. Eu o fitei por breves segundos e logo desviei o olhar, nervosa, para os pés dele. Bill também me encarava, eu podia sentir seu olhar sob mim, praticamente imóvel.
Percebendo que todos estavam parando de fazer seus serviços por conta da presença maquiada, escovada e impecável no meio da cozinha, fiz sinal para que ele me seguisse.
Como já foi provado que toda vez que estou perto de Bill eu faço besteira, tomei cuidado para não cometer mais nenhuma falha. Evitei, de todas as maneiras, passar por perto de bandejas carregadas de pratos e encolhi-me sempre que avistava uma xícara.
Chegamos à área de serviço. Sem falar nada, Bill agradeceu-me com o olhar, como se eu tivesse salvado sua vida tirando-o de lá. Ainda esperando ele dizer alguma coisa, o vi puxando a gola de sua camisa escura, levando-a até seu nariz.
- Acha que estou cheirando a fritura? – perguntou, cheirando novamente, franzindo o cenho de forma engraçada e dramática. Aproximei-me um passo, mas desisti, não vou cheirar a camisa dele também, já basta o que aconteceu com a calça. – Será?
- Não sei. Você não ficou ali mais do que três minutos, não é possível... – resmunguei.
- Bem – ele respirou fundo, inclinando-se para mim. – Está com a razão.
- É, estou... O-o que te traz aqui? – perguntei gaguejando. Cruzei os braços, forçando uma barreira imaginária entre nós.
- Ah, sim – piscou várias vezes, mexendo nos bolsos. – Tom disse que mais clichê que café nas calças é acidentalmente esquecer o celular no q... – não deixei que ele terminasse a frase.
- Estava no seu quarto? – perguntei rapidamente, pegando meu aparelho da mão de Bill. – Não o deixei lá de propósito se é o que está insinuando!
- Não, não! – berrou rapidamente. – Não foi o que eu quis dizer... Er, Tom falou como uma piada, ele é assim, você viu ontem... Mas... É que eu apenas não acertei no tom de voz, estou um pouc...
- Hm? – empertiguei-me, esperando que ele continuasse, mas ele não o fez. Olhei Bill de cima a baixo.
- Nada, bobagem... Mas você entendeu o que...
- Entendi. Tom de voz... Piada... Hm – estreitei os olhos para ele.
- Ah, legal... Desculpe.
- Não, já basta eu para me desculpar aqui – bufei, abaixando o olhar para a tela do meu celular.
- Ok, não me desculpo se você parar de se desculpar...
- Isso está ficando um tanto ridículo, não acha?
- Não – resmungou.
- Tá, tanto faz...
- Ótimo. Como você disse ontem... Se ficamos acertados assim, eu tenho que ir – começou, puxando mais uma vez a gola da camisa para perto do nariz. – Tem certeza em relação ao cheiro? É que tenho que sair do hotel...
- Sair?! – questionei com um tom de voz muito mais agudo do que o desejado. – Er, digo, vai sair do hotel? – minha voz tremeu.
- Sim... Não, não vou sair... Quero dizer, vou sair apenas para dar uma entrevista...
- Ah...
- Estarei de volta mais tarde... Bem, eu e os outros três também – soltou uma risada fraca.
- Espero – murmurei.
- Como disse?
- Hãn?! E-eu não disse coisa alguma.
- Oh, pensei... Nada. Tenho que ir – falou rapidamente, virando-se para a porta.
- Bill...
- Sim? – girou seu corpo em minha direção. Bati as mãos nos bolsos do meu avental.
- Hm, nada, eu ia pedir um autógrafo, mas não tenho caneta... nem papel... Acho que deixei no balcão e... deixa para lá.
- Então – sorriu de forma simpática. – Eu vou indo, tchau.
- Tchau.
Puxei meu celular. Manterei Mia informada em tempo real.



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Nossa, Patty.. tá cheio de passarinho fofoqueiro por ae .-.
KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKk
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COMENTEM
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MensagemAssunto: Re: The Dream    Qui Maio 17, 2012 9:14 am

Aaah eu adoro esses doidos. O jeito meio abobado que eles ficam um com o outro Razz
Que bom que ele devolveu o celular né, magina se ia perder uma chance dessas - te conheço Bill-
Agora a Mia vai pirar tambem \o/ haha
continuem
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MensagemAssunto: Re: The Dream    Dom Maio 20, 2012 1:52 pm

Ok, é claro que encontrar o Bill na cozinha com ELE indo atrás de você é uma coisa absolutamente inesperada e fofa, mas por que, diga-me, POOOOOR QUEEEE eu só consigo imaginar a careta de nojinho e dúvida dele cheirando a blusa e achando que tá exalando cheirinho de gordura? OH GOD, WHY KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
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MensagemAssunto: Re: The Dream    Ter Maio 29, 2012 11:25 pm

jemt, eu pude ver claramente a carinha do Bill pensando: "será que eu to fedendo a fritura" HAHAHA
que perfeito *-*
próximo capítulo, please!
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MensagemAssunto: Re: The Dream    Ter Jun 05, 2012 11:33 pm

Pô, cheguei! Quero mais história agora! HAHAHA

Caramba, vocês escrevem muito bem, parabéns :3

Continuem agora! u_u
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MensagemAssunto: Re: The Dream    Sex Jul 13, 2012 12:59 am


Mia


O tempo começou a passar tão rápido que eu mal conseguia percebê-lo; Finalmente aquela mescla de ansiedade e vergonha estava cedendo, e agora eu era preenchida pela confiança e diversão.
Clara me contara sobre seu episódio com Bill, há dois dias, e a única coisa que eu fiz foi parabenizá-la por seu bom desempenho com o dito cujo. Ela riu, dizendo que ele era muito simpático, cheio de assuntos... Eufemismo para tagarela, mas essa última parte eu resolvi ocultar; não achei necessário, pela primeira vez, tirar sarro de algo relacionado a Bill.
Algo curioso acontecera comigo. Há dois dias eu estava executando meu serviço, limpando mais um quarto dos muitos que estavam na minha lista, quando me deparo com o último membro da banda, o único que faltava para completar o Tokio Hotel. Lembrei-me daquilo com um sorriso no rosto. Quem diria que o mais quieto e de aparência mais fechada do grupo fosse o primeiro a ser gentil comigo, a me tratar como uma conhecida. Nunca imaginara ser pelo menos conhecida de Gustav Schäfer, mas aquilo era mais maravilhoso do que eu jamais cogitara ser.
Gustav, uma pessoa divertida, educada, de poucas palavras, mas que ao mesmo tempo possui o vocabulário mais vasto do mundo. Esse era ele.
Clara e eu estávamos nos arrumando para ir ao show do Tokio Hotel. Aquele mesmo concerto que vimos anunciado no cartaz alguns dias atrás, o qual nunca pensamos que poderíamos ir, afinal era um show fechado, e provavelmente os ingressos já deveriam estar esgotados. Foi nessa parte que Gustav entrou, convidando-me para ir vê-lo; bem... Não fora bem um convite. A verdade é que eu cheguei a comentar com ele minha condição de fã da banda, só que infelizmente nunca tive a oportunidade de ir a algum show deles. Gustav pensou por alguns instantes, e logo após perguntou se eu não gostaria de ir ao primeiro. Eu ficara eufórica, pulando e sorrindo, agradecendo sem parar, o que garantiu boas risadas da parte dele. Depois, claro que eu disse que não iria sem minha amiga, por isso ele comentou que o convite estendia-se a ela. Na hora eu mal pude acreditar, contudo, depois de um repertório de “Eu estou falando sério”, “Seria legal que você fosse” e “Você merece, por ser uma ótima fã”, foi impossível recusar.
- Mia, acorda! – Clara estalava os dedos freneticamente em minha face, como quem desperta outra pessoa de um transe.
Tentei concentrar-me em minha amiga, olhando-a de cima a baixo. Clara estava pronta, e muito, muito linda.
Sem respondê-la, dirigi minha atenção ao espelho, mirando-me com admiração, pois, tenho que admitir, eu também estava incrivelmente bonita.
Fui pega de surpresa com o puxão que recebi no braço direito. Clara me arrastava para fora do quarto, visivelmente impaciente.
- Você fica no mundo da lua e nós nos atrasamos pro show, e isso não é legal... – resmungou, lançando-me um olhar de esguelha.
- Não sei por que a pressa, se vamos ficar nos fundos mesmo. – Repliquei.
Meu comentário deixou-a vermelha, do que parecia ser indignação.
- O quê?! Mas... Por quê?! – choramingou.
Clara sabia muito bem o motivo de eu querer que ficássemos nos fundos. Na verdade eu não queria correr o risco de que Tom me visse; eu ainda estava morrendo de vergonha da maneira a qual o tratei, e também com raiva pela maneira que ele me tratara.
Contudo, isso não mudava o fato de que ele continuaria sendo o guitarrista da minha banda favorita, o que lhe rendia alguns pontos de vantagem.
Clara percebeu pelo meu olhar a resposta, por isso parou de insistir. Enquanto isso, foi correndo chamar Henry para levar-nos. Ele ficara preocupado e um pouco nervoso quando chegamos em casa com a notícia, então imediatamente impôs-se, dizendo que nos levaria e buscaria, mesmo com nossos protestos de que aquilo era desnecessário. Essa era a parte que eu mais odiava em ter de morar com Henry e sua turma: eles nos tratavam como crianças. Felizmente Clara e eu poderíamos procurar nossa própria casa em pouco tempo, assim que tivéssemos um pouco mais de dinheiro. Esse fato me deixava mais tranqüila, e até um pouco confiante.
Pouco tempo depois minha amiga retornou. Olhei para sua mão que rebocava Henry, que por sinal não tinha uma feição muito contente.
O problema era dele. Feliz ou não, teria de nos levar, já que prometera.
- Hummm... Você tá tão bonito! – elogiei-o, na esperança de ele não perceber meu falso sorriso.
Não que ele não estivesse bonito, porque, tenho de admitir, Henry possuía uma beleza que derreteria qualquer mulher um pouco mais sensível. O problema era ele em si, e essa obsessão por Clara. Isso deixava a situação um pouco constrangedora, e seu comportamento o deixava menos bonito.
- Não tanto quanto vocês duas. – Brindou-nos com seu melhor sorriso.
Curvei os lábios, como se tivesse gostado do elogio.
- Vamos, por favor! – Clara implorou. Achei graça de seu comportamento desesperado; na verdade eu nem sabia por que ela estava tão ansiosa, afinal já havia feito muito mais do que apenas trocar palavras com o vocalista da banda; e quando falo isso me refiro ao fato de tê-lo acertado na cabeça com uma bandeja e inclusive ter colocado em risco as próximas gerações Kaulitz com café quente.

Eu, particularmente, não estava sentindo a emoção que uma fã deveria sentir... Aquilo parecia tão errado pra mim, meu comportamento parecia tão seco, sem ansiedade... Mas eu tentava fingir, senão Clara viria com perguntas e frases acusativas, e a última coisa que eu desejava ouvir era minha amiga apontando algo de errado em mim.
Quando menos percebi, já estávamos dentro do carro, ganhando as ruas de Berlim até o lugar onde seria o show.
Incrível como era fácil para mim, simplesmente ligar o botão “ausente” e acabar me desligando do mundo, podendo ser até seqüestrada sem nem ao menos perceber. Eu merecia palmas.
Colei o rosto na janela do carro, observando maravilhada as luzes sob o efeito da velocidade do automóvel... Parecia que o mundo estava girando à nossa volta, e uma sensação gostosa tomou conta de mim.
Não muito tempo depois, avistei uma aglomeração de pessoas defronte a uma construção não muito grande, porém, também não muito pequena. Ao aproximarmos, percebi que eram fãs da banda, e que finalmente havíamos chegado ao nosso destino.
Concentrei-me e esperei o nervosismo tomar conta de mim. Nada. Frustrada, percebi que a única coisa que eu conseguia sentir era ansiedade, e ainda não era uma ansiedade emocionante, daquelas que te tira o sono e a fome; era apenas um leve incômodo no estômago, aquilo que você sente quando se lembra de algo não muito relevante.
Leves batidas na janela me fizeram afastar a cabeça do vidro; apertei os olhos para ver melhor através da superfície fumeada, deparando-me com Clara do outro lado.
- Você não está muito bem, está? – ouvi a voz grossa de Henry perguntando-me. Olhei para ele, assentindo com um meneio de cabeça. – Percebi... Você está muito quieta, e desculpe, mas isso não é do seu feitio. Você e Clara estão sempre conversando, e hoje mal se olharam... – fitou-me como se aquele comentário carregasse alguma mensagem subliminar. Logo que percebi o que era, tratei de esclarecer as coisas:
- Não tem nada de errado entre nós duas. Eu que estou no mundo da lua hoje, mas pode ficar tranqüilo, nós duas continuamos inseparáveis. – Dirigi-lhe um sorriso confiante, antes de abrir a porta e sair do carro.
Com uma buzinada completamente desnecessária, Henry saiu dali, deixando-nos finalmente livres.

A fila estava enorme, mas eu não me importava com isso. Se alguma fã quisesse passar na minha frente eu até deixaria.
Felizmente não esperamos muito tempo, pois por volta de meia hora depois os portões foram abertos. Para minha total surpresa, os fãs entravam de uma maneira quase que civilizada; completamente diferente da carnificina que eu sempre idealizara, ou seja, cabeças voando, cabelos sendo arrancados, pessoas se agarrando às da frente para conseguirem tomar seus lugares, como se o fim do mundo estivesse atrás delas... Tudo é possível quando se tem uma imaginação bem fértil.
Bem, obviamente houve alguns empurrões, mas estes eram por conta de algumas fãs mais jovens que estavam completamente empolgadas com o fato de verem os garotos do Tokio Hotel num concerto meio que exclusivo.
Por conta desses fãs, eu e Clara acabamos nos separando. Não conseguia encontrá-la com o olhar, pois havia muita gente. Bem, ela sabia que eu ficaria no fundo, então poderia encontrá-la lá atrás, levando em conta que as outras pessoas estariam se espremendo na direção do palco.
Entreguei meu ingresso para o segurança, que destacou um pedaço e me devolveu a maior parte do papel. Com um sorriso, passei por ele, finalmente entrando naquele salão amplo e muito, muito bonito.
Andei mais para o lado e fixei-me num canto qualquer; tenho que admitir que mesmo dali eu possuía uma visão perfeita do palco, pois a distância parecia ser muito pequena.
Depois de um tempo comecei a ficar ansiosa. Fiquei feliz por finalmente ter adquirido tal sentimento; o friozinho na barriga pela espera chegava a ser gostoso, e não me agradaria muito passar minha primeira experiência num show sem essa sensação.
Olhei assustada para o lado ao sentir um puxão no braço.
- Tá louca?! – Gritei automaticamente antes de perceber que era Clara.
- Felizmente te encontrei! – suspirou sem se importar com meu insulto. – Eu quase cometi um assassinato amiga! Uma loira saiu me empurrando pra outra direção, e outras garotas se enfiando na minha frente... Argh! Como eu queria ter uma arma naquela hora! Não sobrariam miolos sobre miolos! – sorriu com um brilho maléfico no olhar.
Eu nem me impressionava mais com a personalidade um tanto vingativa de minha amiga. Pelo contrário, achava até engraçada sua maneira homicida de ver as coisas. No geral era a mesma da minha, a diferença consistia no fato de eu aparentar ser mais controlada.
- O importante é que estamos aqui. – Comentei, arqueando os lábios.
Minha amiga olhou-me de esguelha, como quem suspeita de algo.
- Claro... Claro... – suspirou.
- AH! Deixa disso! – Passei meu braço por seus ombros, puxando-a num abraço forçado. – Vamos nos divertir! – Balancei-a até deixá-la irritada.
Clara soltou-se de meu abraço desengonçado, fitando-me de uma maneira manhosa.
- Seria bem mais divertido se estivéssemos mais perto... – Choramingou.
Rolei os olhos. Estava demorando pra ela começar com esse discurso. Contudo, resolvi parar de bancar a amiga chata e privativa.
- Se quiser ir, pode ir... Se você se espremer um pouco, garanto que fica bem pertinho do palco. – Incentivei-a.
- Não. Vou ficar aqui contigo, prometemos curtir nosso primeiro show juntas, e é exatamente isso que vamos fazer.
Sorri com gratidão e companheirismo para ela. Era mágico poder cumprir uma promessa, e mais mágica ainda fora a condição que nos ajudara a chegar até ali para realizar tal promessa.
Começamos a comentar sobre as roupas e sobre o comportamento das outras pessoas ali no local. Algumas fãs chegavam a ser bizarras, e isso nos ajudava a afugentar a ansiedade.
Quase nem percebi quando as luzes se apagaram; só percebi que o espetáculo estava para começar, pois senti minha mão sendo esmagada pelo aperto cada vez mais forte de Clara.
Com o coração aumentando consideravelmente de ritmo, fui embalada pelos sons dos instrumentos tocando simultaneamente, formando uma melodia que era inconfundivelmente daquela banda.
Com o coração feliz e emocionado, vivi aquele sonho que agora era real; sentindo na pele as sensações indescritíveis de ser uma fã assistindo sua banda favorita tocar.

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AUHEUAHEUHEUHAUAHE não sei com que cara eu apareci aqui, mas ok... desculpem MESMO pela demora, mas todos no fundo entendem que o fórum em si está desmotivado de visitas (infelizmente). Bem, se ainda houver alguém, um corajoso que seja, estaremos aqui pra continuar isso, espero xD
Beijos galera... E agora eu corro! ahha correr
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MensagemAssunto: Re: The Dream    Sex Jul 13, 2012 7:48 pm

Oh donas sumidas apareceram com a fic o/
Todo essa repressão da Mia era por causa do Tom será?
Henry tentando bancar o compreensivo.. aham me engana que eu gosto.
continuuem moças
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MensagemAssunto: Re: The Dream    Sex Jul 13, 2012 10:22 pm

Definitivamente, uma sensação indescritível assistir um show <3

Eu pensei que vocês nunca mais iam postar! Ainda bem que voltaram :3
Continuem!
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MensagemAssunto: Re: The Dream    Hoje à(s) 9:04 am

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