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 Skin - Epílogo.

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Anne Lander
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MensagemAssunto: Re: Skin - Epílogo.   Seg Set 10, 2012 8:44 am

Olá :B
Tudo bem com vocês?

Danielle, eu a-m-o essa música, mas eu até esqueci de encaixá-la em algum capítulo. A trilha sonora da história fica sendo cada música que eu posto no capítulo, mas a música que me inspirou mesmo é Skin, da Rihanna, essa música é extremamente sexy.

Obrigado pelos comentários, estou amando a recepção de vocês para com a história. Bom, deixa eu explicar algo para vocês, é essencial que vocês leiam. Eu criei esta história com o intuito dela ser completamente voltada com fundo sensual e sexual, mas ela acabou tomando rumos completamente opostos, e parte tornou-se sensual/sexual e o que predominou? O romantismo, ou seja, de agora até o fim da história é isto que vai predominar, mas eu sei que vocês vão gostar, por que quando duas pessoas se apegam e se apaixonam de verdade, o que resta? Amor. Pois é, mas será que ele será forte o suficiente para quebrar as barreiras do orgulho e da dor?

Boa leitura study

_______________________________________


Música: With love



– Shiii, vem, vem comigo – ele falou, tocando sua testa na minha, após um novo beijo.

Eu não o respondi, ele tomou minha mão direita a sua, enquanto coma direita eu apanhava a minha carteira e começamos a caminhar para a saída do banheiro, calçada vazia, até mais alguns passos e nos viramos em um beco, onde ele apontou que o carro dele estava. Ele se recostou no capô do carro, me puxando para um abraço, em seguida.

– Vamos para onde? – questionei, acarinhando seu rosto.

– Ser felizes – respondeu.

Enquanto ele abria a porta do seu carro, dei a meia volta e entrei juntamente a ele.

*


A viagem do barzinho até o hotel foi animada, conversávamos sobre diversas coisas, riamos e dentre semáforos e trânsitos, nós trocávamos beijos.

Logo nós chegamos ao hotel onde estivemos juntos algumas vezes, e pelo horário ele estava completamente vazio, até por que não é época de férias, já que é nessas épocas que os hotéis ficam cheios.

Tom cumprimentou alguns funcionários que já o conhecia, devido a ele ser o filho do dono. E deu as mãos para mim, assim caminhamos até o que me parecia ser a área de lazer do hotel. Vendo-o de fora, você nunca pensaria que aquele local teria uma enorme piscina do jeito que ele tem.

Havia escadas frontais que iam de dentro da piscina para fora, com um corrimão. As colunas do teto revelavam o teto de vidro que havia por cima da piscina, maravilhosa por sinal, havia várias estrelas no céu, a iluminação do local era fraquinha, fazendo as mesmas ressaltarem.

A piscina era enorme, havia escadas frontais que saiam de dentro da piscina para fora, com um corrimão prateado. Com a iluminação fraca, dava para perceber os detalhes dos vitrais e principalmente do teto com um material que de alguma forma conseguia refletir as cores da água da piscina sobre o mesmo, criando um efeito tão tranquilizante. Do teto a piscina, havia colunas com detalhes dourados transmitindo elegância ao local, combinando com os tons bege, azul e prateado que se fazia presente no ambiente. No lado direito, havia uma enorme porta, e pelo sinal, mais uma piscina externa. E ambas, estavam completamente vazias, o que era até um desperdício...

Nós paramos em frente à piscina, aliás, ele parou e eu o fiz, afinal, todas minhas ações, essa noite, dependiam das dele. Eu estava sendo levada por ele, e aquilo estava sendo surpreendente, era como se ele fosse outra pessoa! E eu estava me divertindo como nunca, talvez ele tivesse voltado a enxergar sem aquela mascada do orgulho em si. Eu até suspeitei o que iria fazer, mas não quis acreditar, quando eu me virei para encará-lo ele já estava sem jaqueta, camisa se aprontando para tirar as calças.

– TOM! – gritei – O que você está fazendo?! – perguntei pasma com o que ele estava fazendo.

– Estou me preparando para pular nessa piscina com você – falou sínico.

– Eu?! Eu não tenho outra roupa para voltar para casa – respondi. Eu até adoraria cair na piscina com ele, o tempo estava quente, não havia hóspedes além de nós dois usufruindo a mesma... Mas como eu voltaria para casa? Essa era a minha maior preocupação.

– Quem disse que eu te deixarei ir tão cedo? – ele falou, dando uma piscadela.

Logo entendi.

– Estou me sentindo uma adolescente que vai aprontar – falei, rindo do meu próprio pensamento.

– Nunca é tarde para nos divertimos – ele falou, enquanto deslizava o zíper do meu vestido.

– Nunca é tarde para aparecer um doido em minha vida – zombei, sentindo suas mãos impulsionarem as alças do vestido para baixo.

Ele não respondeu, naturalmente, o vestido desprendeu de meu corpo e parou no chão. Terminei de retirá-lo e tirei meus saltos, mesmo assim, eu ainda relutava em entrar na piscina, vendo-o dar um mergulho gracioso na mesma.

Enquanto eu retirava meus saltos com cuidado, vi Tom dar um mergulho na piscina, jorrando água para cima de mim. Sentei-me a borda da piscina, vendo-o nadar graciosamente. Naquele instante, eu senti uma vontade enorme de sorrir, e o fiz. Eu não posso ficar me martirizando, ouvindo as vozes que diziam que amanhã ele pode não estar comigo como hoje. Eu sei que isso pode acontecer, mas agora ele está comigo, eu tenho que parar de pensar no amanhã, no futuro... Nessas coisas bobas e tenho que aproveitar o futuro. Talvez meu defeito seja esse, planejar demais e não cumprir nenhum desses planos.

Talvez essa minha história com o Tom fosse ainda maior do que eu poderia pensar a duas semanas atrás, talvez no final de tudo que ainda passaríamos juntos, ficaríamos juntos ou não. Mas se for à última alternativa, eu quero poder me lembrar de dias como este. Noite repleta de loucuras e beijos roubados.

– Vem – chamou ele, assim que retornou a superfície.

– Estou bem aqui te observando – falei sorrindo.

– Se você não vem por bem, vai vir por mal! – brincou, gargalhando alto, chegando até onde eu estava.

Antes mesmo que eu pudesse fugir, ele me pegou no colo, com uma tremenda força, me fazendo sentir à água fria em meu corpo. O choque térmico me fez ficar mais agarrada em seus braços.

– Viu, está tranquila a água... – sussurrou em meu ouvido.

– Mas está fria – reclamei.

– Fica aqui comigo – falou me aconchegando mais em seus braços – Isso – sussurrou, quando eu me ajustei em si.

De alguma forma, ali eu me senti protegida.

Protegida de si próprio.

Não esperei mais nenhum segundo para entrelaçar nossos lábios em um beijo apaixonado. Toquei em seus ombros, subindo vagarosamente as mãos pela nuca, acarinhando com cuidado, sentindo seus lábios tocarem os meus com cuidado, provando cada momento, cada segundo, enquanto suas mãos seguravam firmes em minha cintura, trazendo-me para mais perto.

Quando nós separamos, em tempos de que eu o conheço, o vi sorrir. Mas de uma maneira sem igual, um sorriso sincero, meigo e aquilo me fez corar, foi ai que senti seus lábios se juntarem aos meus novamente.


*

Ficamos mais algum tempo juntos na piscina, papeando e dando alguns mergulhos, trocando beijos e jogando água um do outro até que decidimos subir para o quarto, pois estava ficando muito frio ficar na área de lazer, enquanto havia um quarto quentinho nos esperando.

E agora, estávamos em seu quarto, após corremos pelo hotel, espalhando água nos corredores devido a nossas roupas molhadas, logo estávamos em seu quarto, tomando um banho quente e nos enrolando em toalhas do hotel, por sorte, ele sempre deixa roupas dele aqui, então já calculei em pegar suas camisas e usá-las para dormir.

Após o banho, eu mandei mensagem para Alejandro, dizendo, resumidamente, que eu estava bem, só havia encontrado uma pessoa especial e que eu voltaria a falar com ele assim que eu pudesse. Eu também não poderia deixá-lo assim, sem respostas.

Comecei a cutucar nas roupas do Tom, enquanto ele permanecia no banho, apanhei uma camiseta estampada qualquer e uma boxer, creio que ele não se importaria, pelo menos para passar a noite, já que minhas roupas estão completamente molhadas, inclusive o vestido.

– Eu não sabia que a minha versão feminina é bem sexy, hein? – comentou saindo do banheiro com uma toalha ao redor da cintura, me observando deitada na cama.

– Espero que não se importe, minhas roupas estão todas molhadas – falei preocupada com o que ele acharia, afinal, e eu estava usando roupas dele.

– Claro que eu não me importo, mas adoraria ver-te sem roupa – ele deu uma piscadela, engatinhando sobre mim em cima da cama.

– Safado – falei, beijando-o.

E fizemos amor.


*

Logo, pedimos o serviço de quarto e Tom pediu que levassem nossas roupas para a lavanderia.

O restante da noite fora completamente do modo ao qual eu esperava. Jantamos de forma a fazer uma pequena guerra de comida, depois ouvimos música juntos, tomamos café, fumando alguns cigarros, fizemos amor e vencido pelo cansaço, adormecemos.

Não antes de brindar aquela noite com uma bela taça de vinho.

_______________________________________

Lembram do tal hotel que eu postei o link com as fotos? Então, lá tem a foto da piscina, se eu não a detalhei com riqueza nos detalhes, aqui o link.

Só avisando que o próximo capítulo vai deixar vocês, momentaneamente, de boca aberta.

Bom, até mais.
Beijinhos. Wink
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Missy Bardot
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MensagemAssunto: Re: Skin - Epílogo.   Seg Set 10, 2012 9:16 am

Ahhh que momento fofo!!! Isso foi simplismente romântico I love you
Só que ainda estou desconfiada do Tom...aguardo o próximo capítulo study
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MensagemAssunto: Re: Skin - Epílogo.   Seg Set 10, 2012 10:12 am

OMG, eu preciso da continuação o mais rápido possível. Cada cap. eu me espanto cada vez mais.. Preciso desse novo Tom pra mim também,tem como? UISHAUISAH

amei a parte da piscina 666 rs
Continua liebe *-*
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sam.sousa

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MensagemAssunto: Re: Skin - Epílogo.   Seg Set 10, 2012 6:45 pm

ameiii continua logoo!!!!to adorando essa fic
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Danielle K
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MensagemAssunto: Re: Skin - Epílogo.   Seg Set 10, 2012 10:13 pm

Isso lembra um pouco 50 tons de cinza!sexy
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Patty Back
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MensagemAssunto: Re: Skin - Epílogo.   Ter Set 11, 2012 12:23 am

Eeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeita, esses 3 capítulos me atingiram como um carro em alta velocidade! UAEHUAHEAUHE to tentando absorver tudo aqui, pera...
Pelo jeito todas nós temos beeem mais cautela que a senhorita Nina hein, hahah poxa, nem sei como colocar em palavras tudo que pensei ao ler esses capítulos yaya
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MensagemAssunto: Re: Skin - Epílogo.   Ter Set 11, 2012 10:47 am

Continuaaaaaa
estou amando essa fic!!!!
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D'Julia kaulitz
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MensagemAssunto: Re: Skin - Epílogo.   Ter Set 11, 2012 7:34 pm

Patty Back escreveu:
Eeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeita, esses 3 capítulos me atingiram como um carro em alta velocidade! UAEHUAHEAUHE to tentando absorver tudo aqui, pera...
Pelo jeito todas nós temos beeem mais cautela que a senhorita Nina hein, hahah poxa, nem sei como colocar em palavras tudo que pensei ao ler esses capítulos yaya

eu gostei desse novo Tom Very Happy

eu acho que ele pode mesmo estar gostando dela, e so vai se dar conta beeeem depois quando perde-la ou nao neh kkkkk ou pode ser que ele so esteja se aproveitando dela, como sempre....

mais enfim continue que agora ta cada vez melhor *o*
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Pâmela.O.d.S
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MensagemAssunto: Re: Skin - Epílogo.   Ter Set 11, 2012 9:18 pm

kiinha kaulitz escreveu:
OMG, eu preciso da continuação o mais rápido possível. Cada cap. eu me espanto cada vez mais.. Preciso desse novo Tom pra mim também,tem como? UISHAUISAH

amei a parte da piscina 666 rs
Continua liebe *-*

Cara, eu tou chocada sabe KKKKKKKK Nem sei o que pensar porque eu A-M-E-I MESMO esse cap.
É incrivel como tu descreve tudo MUITO BEM E DETALHADO. AMO TUA ESCRITA GURIA.
É aquelas escritas que são curtas mas dizem tudo \o/ adoro.
Tou com receio quanto aos dois. Porque a Nina me parece vingativa, bom ela é né.
Acho que os dois vão me surpreender.
AAAAAAAAAAAAAAAH TO TÃO TRISTE QUE ESSA FIC É CURTA :/
continue
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Anne Lander
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MensagemAssunto: Re: Skin - Epílogo.   Qui Set 13, 2012 10:28 am

Olá :3
Tudo bem? Espero que sim.
Obrigado pelos comentários amores <3

Vou tentar responder vocês agora <3

Missy Bardot, o Tom não é santo e disso sabemos e você verá nesse capítulo, ele ama ela, mas não quer admitir, sente-se inseguro.

kiinha kaulitz, e quem não gostou da parte da piscina que se atire no tietê! -n

sam.sousa, obrigado sam <3 Espero que continue gostando!

Danielle K, caramba não sabia x) Eu quero tanto ler esse livro, é bom?

Patty, para você ver como é o amor, deixaram eles bobos.

Marla!TH, espero que continue gostando <3

D'Julia kaulitz, é como eu tinha dito, ele ama ela, mas não quer admitir, ele quer deixar o orgulho ultrapassar o sentimento de amor que ele sente por ela, e isso só piora as coisas, não é?

Pâmela.O.d.S, que bom que gostou <3 Ah, eu tento fazer o meu melhor sempre x) eu não tenho talento suficiente para escrever grandes histórias, na verdade essa era bem curtinha mesmo, depois que eu terminei, eu confesso que me arrependi de não ter deixado ela maior, mas eu não ia deletar igual eu fiz com outras, e continuei.


Bom, todas respondidas? Se eu deixei de responder alguém, por favor, me avise, eu ODEIO deixar alguém "para trás".

Boa leitura study


_______________________________

Música: Take Care


E sim, continuamos a nos encontrar, quase sempre, como antes. Não houve pedido de perdão ou uma conversa sincera, nós apenas estávamos nos encontrando, e o acordo era, às escondidas e sem compromisso, mas o problema era que eu já o amo e apesar disto, não desisti dele. Era como se algo me dissesse para esperar e ficar ao seu lado, por que algum dia nós estaríamos juntos em um compromisso oficial.

Eu tinha a plena certeza que ele saia com outras pessoas, todo dia ele me buscava do trabalho e íamos jantar, mas havia dias que ele dizia que não viria, passávamos finais de semana sem nos ver, e isso, nós carregamos a dois longos meses. Como nós não tínhamos ninguém em comum, que apoiasse nosso relacionamento incomum, então, optei por ficar somente na desconfiança, até por que ela doía menos do que se eu realmente soubesse.

Hoje teria uma comemoração no hotel, Tom afirmou-me que não teria conhecidos e muito menos o Bill, o que me convenceu a ir. Fazia uma semana que não nos víamos, apenas trocamos algumas mensagens. Então, tentei escolher a melhor roupa, o melhor sapato e maquiagem para ele.

Depois de um relaxante banho de banheira e uma sessão de creme hidratante, pus o vestido vermelho sem alças*, com uma parte do decote a mostra e babados na ponta. Saltos pretos, típicos Louboutin**.

Rapidamente, eu estava pronta para sair. Ao contrário das outras garotas, eu não levava muito tempo para me arrumar. Antes de começar, eu sempre calculo o tempo que terei em cada etapa como passar o hidratante, fazer o penteado, passar maquiagem, por as roupas – devidamente pré-escolhidas – e finalizo com os sapatos e um bom perfume. Com muita prática, eu consegui.

Tom já havia combinado de ir me buscar, e para que Georg não desconfiasse, tínhamos nosso ponto de encontro e desculpas a ser usadas.

Desci as escadas devagar, avistando Georg ajustar as malas sobre a sala, ele ia viajar com a família de Helena para Berlim, seria a primeira experiência familiar dele com Helena, e bem, apesar de passar alguns dias sem meu querido, eu sempre achei a ideia maravilhosa, principalmente para depois desses seis meses de namoro – exatos cinco que conheço Tom -, ele pensa em pedir ela em noivado.

Eu sou completamente de acordo, ela é uma boa moça, ia fazer ele muito feliz! E bem, apesar do meu relacionamento ioiô, do tipo vai e vem, eu estava me sentindo bem, mas claro, tudo seria mais perfeito se Tom mudasse, se fosse mais carinhoso, atencioso e assumisse nosso relacionamento para todos... Mas bem, melhor um pássaro na mão, do que dois voando, e lá vou eu, encontrar com ele.

– Aonde você vai tão bonita? – questionou surpreso, pedindo com as mãos que eu desse uma voltinha para ele analisar-me.

– Com meus amigos a uma festa – respondi, dando uma voltinha.

– Quer que eu te leve?

– Não precisa, amor. Clara está me esperando – vi Georg espiar pela janela – Na casa dela – a duas quadras.

– Tudo bem, se cuide!

– Se cuide você – gargalhei – E boa viagem, maninho – abracei-o com força – Eu te amo muito.

– Também, eu te amo muito, muito, muito – falou, apertando mais o abraço, me deixando sem ar.

– Até – falei, dando a uma acenada, e segui.

Três casas, primeira esquina, e lá estava ele, já reconhecia aquele veículo de longe, o dono dentro do mesmo e tudo que o envolvia. Fui até a porta, abri-a e entrei, selamos o cumprimento com um beijo e assim fomos.

*

A festa estava até animada, havia muitas garotas divertidas e bem humoradas, me divertia bastante com elas, quando Tom fugia da minha vista, deixando bem claro que ele não estava só se divertindo com seus amigos, possivelmente, estava com outra garota.

Por vezes eu tentava não me incomodar e somente me divertir, mas eu não conseguia. Eu tinha que revirar os olhos em direção aos cantos do lugar e quando eu não o via, meu coração apertava. E se ele estivesse no banheiro com outra garota, do mesmo modo que ele já esteve comigo?!

Então, eu tomei uma atitude. Ergui-me da mesa onde eu estava com as garotas, pedindo licença, em seguida, eu ajustei meus cabelos, jogando-os para trás. Dei algumas voltas pelo salão, até que finalmente, eu o encontrei.

E lá estava ele, como eu desconfiava desde sempre, com uma garota. A conversa parecia estar boa, entre abraços mais íntimos e beijos, do jeitinho que ele fazia comigo. Se aquilo era ciúme, claro, e eu sempre admiti isso a mim mesma, mesmo assim, eu nunca deixei claro para ele, até por que, ele nunca me retornava este mesmo sentimento.

Eu não ia me jogar ao primeiro cara que eu visse, seria fácil demais, talvez, eu poderia me jogar ao som da música como eu sempre fazia em noites em que estávamos a sós entre drinks e brincadeiras. Ele sempre gosta, era quase que um ponto fraco dele, eu pensei em pedir uma música ao DJ, mas logo avistei uma pessoa que nem minha sombra poderia ver, Bill.

Tom disse que ninguém conhecido estaria lá, mas claro, o lugar é dos pais dele! Como eu pude dar essa mancada?

Pois bem, eu fui ao banheiro para pensar no que eu poderia fazer. Não demorei nem cinco minutos por lá, de fato, Bill era meu melhor amigo, meu companheiro de trabalho, um ser extremamente carinhoso e dedicado a profissão em que futuramente irá atuar e ao meu lado ainda, trocamos muitas experiências juntos, e foi ali, em meus cinco minutos de divagação, recheando Bill de elogios mentais, que eu percebi o quão idiota eu era, ele, o garoto das sombras pretas e do sorriso meigo, por quem eu verdadeiramente deveria ter me apaixonado.

Sai do banheiro, pensei em dirigir-me ao Tom e dizer que eu estava indo embora, mas se ele estivesse com aquela garota, eu preferiria ir embora sem comunicar, mas bem, avistei-o, estava só, bebericando algum drink.

Baixei a cabeça e fui. Eu estava chateada, eu vim para acompanhá-lo, e ele me deixa com algumas garotas e enquanto ele fisgava a conquista da noite, eu sei que não há sentimento em nosso relacionamento por parte dele, além da breve declaração de que ele sente minha falta que nunca mais vi outra igual, ele poderia ter pelo menos um pingo de respeito comigo.

– Aconteceu algo? – ele questionou se demonstrando preocupado, possivelmente, vendo minha feição entristecida.

– Não, eu só não estou me sentindo bem, acho que vou pra casa – respondi fazendo uma careta.

– Quer que eu te leve? – questionou, puxando-me para ele, num abraço delicado.

– Não precisa, eu chamo um táxi – respondi, dando de ombros.

Nós nos despedimos com um beijo, logo, eu estava em meio às pessoas, seguindo pelo corredor e saindo do local. Quando cheguei a portaria, ouvi passos como se alguém estivesse correndo e instantaneamente, eu me virei, era o Bill, justamente a última pessoa com quem eu adoraria ver agora.

– Nina, eu não esperava te encontrar aqui! – falou, após me cumprimentar.

– Vim acompanhar seu irmão.

Apesar de tudo, de o Bill poder entregar meu relacionamento ao meu irmão, eu poderia confiá-lo tudo.

– Vocês estão saindo? – ele perguntou incrédulo.

– Sim, há meses – respondi fria.

– E por que esse desânimo ao me responder?

– Talvez por que fora meses torturantes – forcei um sorriso.

– Eu não estou entendendo... – falou, coçando a cabeça em sinal de confusão – Bem, quer que eu te leve para casa? No caminho você me conta tudo em detalhes.

– Se não for incomodo – falei.

– Claro que não, vamos?

Nós caminhamos até o estacionamento, e ali, eu comecei a contar, em detalhes, do primeiro momento a qual eu me encontrei com o Tom, até os dias de hoje, expressando meus sentimentos, sentido meus olhos lacrimejarem e vendo no Bill, o suporte que eu precisava, já que até então, eu não havia desabafado nada, nenhum pingo dessa história a ninguém e suportá-la sozinha, não era bom e nem saudável.

Lembro-me de pararmos na Starbucks, ele sabia o quanto eu amava tal e continuamos o percurso para casa, Bill era uma pessoa incrível, ouvia e falava também, ok, mais falava do que ouvia, mas ele era um amor de pessoa, e a cada segundo mais que se passava, eu tentava vê-lo com outros olhos, mas seria injusto aos meus sentimentos não correspondidos. Eles ainda viviam em mim, e de certa forma, negar algo a si próprio, é ainda mais doloroso.

E então surgiu algo, um sentimento estranho, que eu não podia dividir com ele e nem com ninguém, era como se eu me sentisse dividida.

Finalmente, depois de alguns minutos no trânsito, chegamos a minha casa, não havia ninguém, convidei-o para entrar, decidi levar-lo até meu quarto, e não com segundas intenções, mas como meu melhor amigo, sentaria em minha cama e terminaríamos a nossa conversa bebericando o restante de nossas bebidas.

Ele sentou-se a cama, enquanto eu retirava os sapatos que apertavam meus pés, e finalizava a história.

– Bom, foi assim que eu cheguei até você, ou melhor, você chegou até mim – dei de ombros.

Ele continuava sentado e eu em pé observando-o, ele parecia pensativo, muito pensativo, aliás.

Então inesperadamente ele voltou a falar.

– Nina, eu me sinto muito, muito mal por isto. Tom é um ótimo irmão, convivemos juntos, temos uma ótima convivência, ele é uma pessoa incrível apesar de tudo, mas maltratar-te desta forma, foi o limite de tudo. Ele não deveria ter feito isto, parece como se ele quisesse competir comigo... – eu o interrompi.

– Competir? – questionei confusa.

– Ele sabia que eu gosto de você. Que eu realmente gosto de você – de fato, eu não conseguia acreditar na situação, mas ele continuou – E fez isto de forma a me machucar! Por que ele te tem da mesma forma como eu adoraria ter-te e não, eu nunca iria levantar a mão a você como ele, eu ia te amar dar-te carinho e amor. Mas você já está entregue a ele, completamente entregue a ele.

Não é possível isso, de certa forma, eu não queria admitir que aquilo fosse verdade. Não era recíproco e eu não queria machucá-lo, e se fosse mentira? E se ele estivesse me iludindo com palavras como Tom?

Fiz algo também completamente inesperado.

– É disso que você gosta? – retirei meu vestido e forma rápida e prática, deixando meu corpo à mostra, de roupas íntimas – Do meu corpo? Todos são assim! Seu irmão é assim! Começam com palavras delicadas de amor e logo apenas só querem me possuir e nada mais. Eu tenho sentimentos!

Ele se levantou, caminhou até mim, puxou o vestido delicadamente sentido a cima, fez-me erguer os braços, enquanto ele puxava o zíper para cima, ele pôs-me o vestido.

– Você me conquistou não pelo seu corpo, e sim, por você, pela mulher maravilhosa que há dentro de você. Seu sorriso, seu olhar, seu jeito de cuidar dos animais, de bater o pé quando há algo errado, de rir de tudo que eu falo ou de coisas mais bobas ainda, como a cor do seu esmalte...

Então, ele me amava, e assumia isso sem joguinhos, sem palavras sedutoras, sem caras e bocas, apenas palavras verdadeiras.

O jeito que ele falava, era completamente conquistar e tentador a quem está emocionalmente afetada por um amor anterior, e ele era de fato apaixonante!

Quando eu menos esperei, seus lábios tocaram nos meus, num beijo completamente romântico, leve. Daquele tipo de beijo que você nunca mais quer soltar da pessoa, ele era completamente gentil em seus gestos, suas mãos pousadas me minha cintura, não ultrapassavam desse local, demonstrando seu total respeito comigo.

E aquilo era raro de se encontrar, e lindo.

Delicadamente, ele quebrou o beijo, se afastando de mim, apenas segurando nossas mãos. Era quase que impossível conter um sorriso, eu, simplesmente não conseguia não sorrir, parte de mim estava feliz, e a outra parte, dominante, dizia que aquilo era confuso demais.

– Bill, eu sei que você é uma pessoa incrível, e nunca vou me esquecer desse beijo, mas... – ele me interrompeu.

– Eu sei, eu só queria lembrar-me desse momento – eu o abracei.

Por que raios eu não me apaixonei por ele?

Então, tudo ocorreu melhor do que eu imaginava. Bill aceitou me fazer companhia, afinal, eu estava sozinha, e não que esse fosse um motivo para eu me desesperar, mas não poderia dispensar sua companhia.

Inicialmente, ficamos conversando sobre pequenas coisas do passado, logo, ligamos o rádio e pra que? Ficamos o tempo inteiro cantando e dançando, ele colocava meus lenços e chapéus em tom de brincadeira, enquanto eu roubava sua jaqueta e lenço, e assim nos divertimos, depois fomos a cozinha, onde preparei nosso jantar, e nos alimentamos, para assim, depois da agitação, irmos ver algum filme na televisão, e logo, adormecemos.

Diverti-me muito com ele, comprovando que ele era meu segundo irmão.

Já não podia viver sem.


*


* Eu simplesmente odeio a expressão “tomara-que-caia”.

** Louboutin, aquela grife de sapatos com a sola vermelha, adoro.

Obs: Tem dois links com a palavra vestido, são duas fotos do mesmo vestido, em outros ângulos, cliquem para verificá-los.

_______________________________

Então, gostaram? Ok, não foi tão chocante assim. E calma, o romance dos dois mal começou e já terminou. Eu até pensei em trabalhar mais, mas o foco é NinaxTom, Bill fora só uma distração, mas a infelicidade amorosa dele acabará logo, logo.

Falta 11 capítulos para acabar. Sendo que um deles é dividido em 2 partes e ainda tem o epílogo. Ainda tem história pela frente e no próximo, vai ser CHOCANTE mesmo. Para torturar vocês só um pouquinho, segue abaixo um trecho do capítulo...

"[...]

A diversão continuou.

E aos poucos, eu fui sentindo que exagerei.

Reclamei ao Tom, que eu não estava me sentindo bem, ele um pouco mais sóbrio que eu, ele levou-me ao seu carro nos braços, sentando no mesmo, apoiando minha cabeça sobre seu colo, assim, me mantive deitada por alguns segundos, sentindo sua mão acariciar meu cabelo.

[...]

E agora, a vida dela estava por um fio."


E agora? O que vocês acham que vai acontecer para a Nina ficar entre a vida e a morte?
Beijos.
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MensagemAssunto: Re: Skin - Epílogo.   Qui Set 13, 2012 11:58 am

~le momento de lágrimas~

Por que diabos a Nina não se apaixonou pelo Bil?² u.u
É horrível se sentir como Nina se sente, em relação ao Tom. Da mesma forma que achamos ela tonta de continuar com ele, também a acho forte por conseguir segurar essa barra,acho que no lugar dela, já haveria desistido á séculos.
Bill nessa fic é o tipo de garoto que todas querem, porém nunca dão valor e isso é trágico :/ espero que ele consiga alguem durante a fic *-*

Tive que escrever esse texto, esse capitulo foi perfeito,simplesmente Smile

- E quanto ao próximo - Ainda preciso dizer que estou L.OU.C.A para que ele apareça? u.u

Poise, trate de continuar, já! u.u UISHUIAH <3
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MensagemAssunto: Re: Skin - Epílogo.   Qui Set 13, 2012 12:55 pm

Não contive minhas emoções, a Nina tem muito de mim e parece que você fez uma fic sobre mim porque alguns momentos descritos ali aconteceram exatamente comigo.
Todo mundo tem um "Bill" apaixonado que não o correspondemos...

Ela se humilha muito pro Tom,ele já sacou que ela tá caidinha por ele.
Fiquei preocupada com o trechinho torturador do próximo capítulo,continua que to anciosa já haha study
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MensagemAssunto: Re: Skin - Epílogo.   Qui Set 13, 2012 10:51 pm

aaa que lindo ela podia pelo menos ter algo com Bill e o tom quebraria a cara ia ser bem feito mas ....continua logoo muito anciosa pra saber o que vai ser do futuro deles 3 pq quero mto saber o que vai acontecer com o meu bb bill lindoo!!!
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MensagemAssunto: Re: Skin - Epílogo.   Qui Set 13, 2012 11:24 pm

sam.sousa escreveu:
aaa que lindo ela podia pelo menos ter algo com Bill e o tom quebraria a cara ia ser bem feito mas ....continua logoo muito anciosa pra saber o que vai ser do futuro deles 3 pq quero mto saber o que vai acontecer com o meu bb bill lindoo!!!
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MensagemAssunto: Re: Skin - Epílogo.   Sex Set 14, 2012 1:25 am

kiinha kaulitz escreveu:
~le momento de lágrimas~

Por que diabos a Nina não se apaixonou pelo Bil?² u.u
É horrível se sentir como Nina se sente, em relação ao Tom. Da mesma forma que achamos ela tonta de continuar com ele, também a acho forte por conseguir segurar essa barra,acho que no lugar dela, já haveria desistido á séculos.
Bill nessa fic é o tipo de garoto que todas querem, porém nunca dão valor e isso é trágico :/ espero que ele consiga alguem durante a fic *-*

Tive que escrever esse texto, esse capitulo foi perfeito,simplesmente Smile

- E quanto ao próximo - Ainda preciso dizer que estou L.OU.C.A para que ele apareça? u.u

Poise, trate de continuar, já! u.u UISHUIAH <3

Poh a kiinha ja disse tudo por mim então Razz
É realmente frustante a relação em que os dois se encontram - Tom e Nina-, mas eu tou sentido que daqui a pouco o Georg vai entrar nessa e ai eu nao faço a míima ideia dessa reviravolta toda '-' Pobre Bill. O pior de tudo é que isso é uma realidade. É uma grande realidade e triste. As pessoas são masoquistas nao conseguem escolher o melhor pra elas proprias. Ate porque elas sao levadas pelos sentimentos.. Hm me confundi com minha propria teoria enfim. Continua rapidexxx moça
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MensagemAssunto: Re: Skin - Epílogo.   Sab Set 15, 2012 6:54 pm

Olá :B

Obrigado pelos comentários, vocês são umas fofas!

Realmente, é difícil, mas eu garanto a vocês que o Bill vai encontrar seu porto seguro logo, logo!

E eu finalmente decidi dias melhores para as postagens, então será todas as quartas e sábados. Se eu não postar nesse dia, será por três motivos: das três uma, ou internet está lenta demais ou estou sem e se eu estiver ocupada com os trabalhos do técnico. Eu estou no último módulo, estou abarrotada de trabalhos para fazer! Ufa.

Então, o capítulo é pequeno mesmo, mas boa leitura study

____________________________________

Música: Addicted


– Cocaína, Ecstasy, LSD... – falou Zac, remexendo em suas caixas - Você já experimentou alguma?

– Eu? – questionei – Não, claro que não, só cigarro mesmo.

– Ih, fraquinha – brincou Tom – Toma – apanhou o vidrinho de comprimidos e me deu – Não vicia, vai – insistiu.

Apesar de tudo, ainda continuávamos nos encontrando, hoje, decidirmos ir a uma rave com alguns amigos - desconhecidos até agora - do Tom, e pelo que eu pude perceber apesar deles serem extremamente divertidos, não pareciam ser boas influências, principalmente, depois da quantidade enorme de drogas que eu vi.

Senti-me tentada a experimentar, e mesmo contra todos os meus princípios, todos os meus ensinamentos e visão da vida até hoje, ingeri alguns comprimidos. A reação não era imediata, então continuamos nos divertindo dentre bebidas alcoólicas, danças de tropeçar-nos próprios pés e risadas mais altas do que o normal.

O local era abandonado, e por isto, ocupado por jovens em busca de diversão livre de regras com música alta e muitas cores, a parte externa era completamente barrosa, havia chovido a semana inteira, todo mundo que entrava ou saia, estava com marcas da lama, o que era motivo de piada, até que todos decidirmos ir para fora.

Era dia ainda, talvez umas 16hrs. A festa estava acontecendo desde o dia anterior, muita música alta, muitas pessoas se divertindo, algumas desmaiadas no chão de cansaço, outras até dormindo, mas incrivelmente, estava tudo indo tão bem, acho que o ecstasy já está se fazendo efeito.

Estava tudo tão divertido e enlouquecedor, a música que tocava era tão viciante e eu a adorava, We found Love, até poderia descrever minha história com Tom, mas naquele instante, eu estava tão absorta do mundo, me concentrando apenas nas sensações do conjunto comprimidos, cigarro e cerveja, que eu até me esqueci de quem era Tom.

Perdi a conta de quantas vezes eu rodei, cai, pulei em cima das pessoas, eu senti que estava sendo puxado por desconhecidos, Tom me pegou no colo me protegendo deles, enquanto a única coisa que eu queria e fazia, era me divertir sem noção das coisas ao meu redor.


*

A diversão continuou.

E aos poucos, eu fui sentindo que exagerei.

Reclamei ao Tom, que eu não estava me sentindo bem, ele um pouco mais sóbrio que eu, ele levou-me ao seu carro nos braços, sentando no mesmo, apoiando minha cabeça sobre seu colo, assim, me mantive deitada por alguns segundos, sentindo sua mão acariciar meu cabelo.

Pensei que algum tempo deitada me traria conforto, mas tudo pareceu piorar. Subitamente, eu me levantei saindo do carro, um enjoo muito forte apoderou-se de mim, e despejei no chão, tudo aquilo que meu estomago rejeitou.

Cada pedacinho de mim gritava em pleno desespero, o que antes parecia aparentemente divertido, agora era constrangedor e extremamente dolorido, uma sensação horrível num misto de dor e enjoos continuadamente.

Tom estava próximo, não reclamou do vômito, parecia até preocupado. Ele acendeu um cigarro, eu tentei pegar de suas mãos, mas ele não me deu, desvencilhou dos meus braços e com a pequena tontura, cai no concreto, arranhando minhas pernas, reclamei de dor, ele observou, mas eram arranhões superficiais, de dentro do carro, ele retirou uma garrafinha de água, bebi-a toda tamanha sede.

Ele continuou parado, fumando seu cigarro despreocupadamente, enquanto eu continuava sentada, sentindo todo meu corpo dormente. Arrependendo-me de cada comprimido ingerido, de cada cigarro tragado e de cada cerveja ou qualquer coisa alcoólica que eu tomei. Meu estômago estava vazio, passei o dia dormindo, e logo que acordei sai com o Tom, só pode ser isto...

Eu tentei me levantar sem apoio, comumente, eu faria isto sem cair ou me machucar, mas no simples ato, eu cai, Tom veio me socorrer, a queda foi brusca demais, eu não conseguia ao menos abrir os olhos, ele me chamava, e eu não conseguia responder, mas o ouvia, distante, mas o ouvia, tentei dizer que estava tudo bem, mas não estava, logo meu corpo pesou sobre o dele.

E ali, eu perdi os sentidos.

*

Tom viu-se perdido, o que faria? Nina desmaiou!

Ele estava em pleno desespero, não sabia o que faria e a cada vez que fitava o corpo da moça desmaiado em seus braços, seu coração se apertava, ele que a incentivou a tudo aquilo, queria trazê-la para seu mundo proibido, mas ela não aguentou, o corpo dela é frágil para essas coisas, ela já se sente mal tragando cigarro, quanto mais comprimidos seguidos de comprimidos?

Mas ao menos poderia ligar para o irmão dela, comunicando sobre o ocorrido, mas ele descobria o grau do relacionamento dos dois e principalmente, que ele continua se drogando como antes.

Mas se ele dissesse que ele estava pelas redondezas e ele viu-a desmaiada? Havia outros bares e boates ao redor, ele poderia dizer que a viu no chão quando saia para fumar.

Alô

– Georg, eu estava num bar, e agora, que fui fumar, vi a Nina, desmaiada na rua.

Tem certeza que é ela?

– Bom, a não ser que tenha uma cópia dela caia na minha frente, com as mesmas tatuagens, a mesma mecha loira do lado esquerdo do cabelo...

Onde ela está? Chamou a ambulância? Oh meu Deus...

Durante o curto espaço de tempo dentre a ambulância chegar junto de Georg e as tentativas falhas de acordar Nina, Tom se desesperou e inexperiente, ele tinha medo que ela perdesse a vida por causa de uma bobagem que ele poderia ter evitado.

E agora, a vida dela estava por um fio.

____________________________________

Obs.: Eu a-m-o essa música que escolhi para o capítulo. Na verdade, seria We found love, da Rihanna, mas como "spoiler", ele será título do próximo capítulo. Eu conheci essa música através desse vídeo que é do meu casal favorito de Glee, alguém assiste? A música é da Kelly Clarkson.

E agora?
Não vou dar "spoiler" para vocês hoje :3 /má

Beijos <3
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MensagemAssunto: Re: Skin - Epílogo.   Sab Set 15, 2012 7:47 pm

OMFG!!!! Você descreveu perfeitamente bem todos os sentidos e ações/reações da Nina neste capitulo liebe, cada cap. novo eu me apaixono um pouco mais por essa fic <3
Tom canalha até na hora de assumir a culpa, que coisa mais feia esse rapaz está fazendo hein u.u
Espero que Nina fique bem #OREMOS.

Continue!!!
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MensagemAssunto: Re: Skin - Epílogo.   Sab Set 15, 2012 8:33 pm

kiinha kaulitz escreveu:
OMFG!!!! Você descreveu perfeitamente bem todos os sentidos e ações/reações da Nina neste capitulo liebe, cada cap. novo eu me apaixono um pouco mais por essa fic <3
Tom canalha até na hora de assumir a culpa, que coisa mais feia esse rapaz está fazendo hein u.u
Espero que Nina fique bem #OREMOS.

Continue!!!

Meu Deus. Tudo o que eu consigo pensar é em palavrões pra xingar o Tom. Irresponsável. Criança, muleque! Parei. Mas fiquei revoltada.
Georg não deixe-se ser enganado pelo Tom. Siiga seus instintos.
Continua
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MensagemAssunto: Re: Skin - Epílogo.   Dom Set 16, 2012 12:49 pm

nossa que emocionante....amei a historia ta cada vez mas interessante ....tadinha da nina...aff esse tom hein....
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MensagemAssunto: Re: Skin - Epílogo.   Dom Set 16, 2012 4:25 pm

Nossa, amei.
Foi como se estivesse vendo na minha frente, até meu coração apertou.
Sinceramente, a fic está indo muito bem. E esse capítulo, foi
perfeitamente bem descrito, o que ela sentia as ações e reações dela e
do Tom.
E o Tom, como eu suspeitava, a fez sofrer e o pior com risco de morte. Tom seu idiota

Acho que estou me apegando a fic. Aliás, estou viciada! study




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MensagemAssunto: Re: Skin - Epílogo.   Dom Set 16, 2012 4:55 pm

O.O Tom seu loko quer matar a guria ?????seu irresponsavel u.u

continue que agora ta muito interessante Very Happy
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MensagemAssunto: Re: Skin - Epílogo.   Dom Set 16, 2012 8:45 pm

Desculpem o atraso,mas gente eu continuo querendo dar uma tijolada na Nina.Pow dispensar o Bill é sacanagem!
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MensagemAssunto: Re: Skin - Epílogo.   Seg Set 17, 2012 8:39 am

Pâmela.O.d.S escreveu:
kiinha kaulitz escreveu:
OMFG!!!! Você descreveu perfeitamente bem todos os sentidos e ações/reações da Nina neste capitulo liebe, cada cap. novo eu me apaixono um pouco mais por essa fic <3
Tom canalha até na hora de assumir a culpa, que coisa mais feia esse rapaz está fazendo hein u.u
Espero que Nina fique bem #OREMOS.

Continue!!!

Meu Deus. Tudo o que eu consigo pensar é em palavrões pra xingar o Tom. Irresponsável. Criança, muleque! Parei. Mas fiquei revoltada.
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Continua
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MensagemAssunto: Re: Skin - Epílogo.   Qua Set 19, 2012 1:06 am

Vômito? Por que será que toda vez que vejo a palavra vômito numa história eu tenho certeza que a pessoa tava grávida? UAHEUHEUHE Mas se a Nina tava grávida, perdeu a criança depois de tanta droga ingerida G____G
Ooooh man, esse Tom é um inútil mesmo! Não é capaz de ligar pra uma ambulância? Por favor né -.-'
E não sei como a Nina não largou mão dele ainda, apesar de que acho que ela já percebeu que ele não gosta nada de verdade dela... Antes eu tinha minhas dúvidas, mas depois dessa pequena narração da perspectiva dele eu tive certeza... Pois, que tipo de pessoa gosta da outra e nem se preocupa se ela ta morrendo de vomitar? .-------.
Eita, dessa vez eu me empolguei pra falar hein auehuaehuaheuhe
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MensagemAssunto: Re: Skin - Epílogo.   Qua Set 19, 2012 9:36 am

Olá queridas! :3

Obrigado pelos comentários king

Bom, como vocês sabem, o nyah! está com uma bendita nova regra que no sentido literal da palavra tenta incitar a nós autoras de fanfictions de bandas a escrever originais por que supostamente eles receberam uma regra superior que os proíbe de postar tais histórias, então como eu havia dito no meu twitter, vou voltar as minhas origens, creio que poucas aqui se lembra de como e onde eu comecei a escrever, bom, quem não sabe, foi no fórum, o primeiro e depois vim para cá, bom continuarei aqui e num blog, mas eu prefiro mil vezes aqui, eu só quero ter certeza que vocês leram as minhas novas histórias. Hoje mesmo vou postar uma, ela se chama Teenager.

Patty, calma, ela ainda não está grávida scratch Foi só as drogas que não lhe fizeram bem, pois bem vamos a leitura?

Um EDIT básico: Todos os sentimentos e ações na Nina no capítulo anterior foi baseado no clipe de We found love! Eu assisti e re-assisti várias vezes até conseguir o resultado, como vocês devem ter visto, ela vomita, desmaia etc. Coisas que acontece com a Nina!

Se eu deixei de responder alguém, repergunte, por que eu não vi a pergunta mesmo, me desculpe, qualquer coisa me questione no twitter, estou lá! @backtoher

Obs.: Ah e outra coisa, lembram-se do prólogo? Então, antes do capítulo 18, quando eles começam a se encontrar sempre, cenas parecidas acontecem. Eu esqueci de avisar mesmo, desculpem! Ah e boa leitura! study

____________________________________

Música: We found love.


Meus olhos se mantinham fechados, eu queria abri-los, mas sentia meio sonolenta, enquanto o maldito bip, bip, bip estava ao fundo, me irritando lenta e torturante.

Uma leve corrente elétrica percorreu meu corpo, fazendo com que eu mexesse minhas mãos de forma desajeitada, e a possível consequência daquilo foi o que eu ouvi, ao fundo, bem ao fundo, uma voz extremamente conhecida, aquela mesma voz, chamando pelo meu nome. Diversas cenas passaram em minha mente, desde as brincadeiras, as brigas e inclusive do dia mais doloroso da minha vida...

Quando eu me despedi dele para passar aqueles malditos cinco anos na França.

Georg.

Subitamente, eu abri meus olhos como quem acorda de um longo e torturante pesadelo. Mas eu não estava tendo um, eu estava vivenciando um pesadelo.

– Você acordou! – ele falou em tom de comemoração.

– A-a-cho que sim – embolei nas palavras e ainda por cima minha voz saiu completamente falha, eu devo ter ficado muito tempo adormecida, como sempre acontecia pelas manhãs.

– Não se esforce – ele falou carinhoso, acarinhando meus cabelos.

Foi ali que eu me deparei com o local tão alvo, que meus olhos chegaram a lacrimejar. Senti o aparelho preso em meu dedo, o soro e o aparelho me auxiliando a respirar, eu não conseguia me lembrar dos motivos que me levaram a estar ali, no hospital, e mesmo Georg, somente me observando, eu decidi perguntar.

– O que aconteceu? – minha voz saiu normalmente.

– Tom me ligou dizendo que você estava desmaiada na rua. Nina, você se droga desde quando?

E ali, as coisas começaram a ficarem mais claras.

– Não... – eu silenciei, eu cogitei a ideia de contar sobre Tom, mas eu não estava em condições de ficar dialogando sobre uma história longa que eu tenho com o Tom e que me levou a esse fim quase trágico. Eu não pensei em mais nada a não ser, continuar encobrindo tudo – Foi minha primeira experiência – fiz menção de tentar sentar, Georg pousou o braço esquerdo em meu ombro e com o direito em minha cintura, ajudando-me a sentar apesar dos aparelhos me incomodarem – E obvio, não deu muito certo – conclui.

– Você estava em coma alcoólico e com principio de overdose – ele falou, ainda acarinhando meus cabelos – Nunca mais faça isso, por favor – ele continuou – Foi uma semana muito torturante para todos, até os gêmeos vieram te ver.

– Sério? – questionei. Bom, Bill, já declarou apaixonado por mim, mas eu deixei bem claro que apenas seriamos amigos, então ele veio por carinho e consideração, Tom, ele me levou a tudo isso, deve ter se sentido culpado, e bem, eu espero que ele se toque de que ele precisa mudar, por que ele tinha contato com aquilo desde sempre, e veja, eu fiquei sabendo disto, da pior forma.

– Tom teve o mesmo problema que você há dois anos – falou, arrastando a poltrona alva ao meu lado. As informações de Georg eram cada vez mais surpreendentes.

– Mas ele ficou bem? – questionei, tentando não demonstrar tanto espanto, mas eu realmente estava.

– Não tenho certeza, ainda acho que ele se envolve com essas coisas por ai, ele tem se afastado um pouco do grupo – falou se mostrando decepcionado.

– Eu não tenho tanta certeza. Depois, ele melhorou o humor, mas mesmo assim, eu ainda acho que ele se envolve com isso. Ele tem se afastado do grupo, até Bill anda um pouco preocupado, ele deve saber de algo – falou se mostrando decepcionado.

Suspirei, eu não tentaria arrancar mais nada do Georg, senão ele desconfiaria, e essa seria a última coisa que eu queria nesse momento.

E claro, um dos motivos de ele ter se distanciado do grupo, é nosso relacionamento. Nós nos encontrávamos sempre, e quando não nos encontrávamos, eu já não sabia o que ele fazia, e provavelmente, ele se encontra com aquelas pessoas da rave.

– Você está com fome? – questionou, por fim, mudando o assunto.

– Um pouco, também estou há uma semana sem comer nada sólido, pode pedir para trazer algo? – questionei, passando a mão sobre minha barriga.

– Vou pedir e aproveitar para comunicar que você acordou – ele falou.

– Você esteve o tempo todo comigo? – questionei, sorrindo.

– Claro – ele respondeu.

– Obrigado meu amor, vem aqui me abraçar – apesar dos fios e dos aparelhos, eu o abracei. Sensação melhor não há! Sentia-me extremamente protegida, ele era meu herói, meu protetor, meu irmão.


*


– Oi – ouvi-o dizer, tímido.

– Vem, entre – chamei com as mãos.

– Georg disse que você acordou – ele caminhou até onde eu estava, sentando logo na cadeira em que Georg estava anteriormente.

– Pois é – falei, observando-o.

Há dez minutos, haviam retirado o soro e os outros aparelhos, agora eu estava em observação, apesar da semana em coma induzido, meu organismo ainda precisava se acostumar e devido ao soro e alguns medicamentos, eu ainda me sentia moleza e tontura com frequência.

Inesperadamente, Tom ergueu-se. Observou-me por alguns segundos, e se aproximou, selando um beijo em meus lábios. Ele não deve ter sentindo o mais bom gosto, afinal, eu havia acabado de tomar um remédio com um gosto simplesmente amargo, mas mesmo assim, beijá-lo, era a melhor coisa que eu poderia fazer em sua presença.

Ele tocou em meu queixo, enquanto eu ao menos conseguia me mover para tocar em seu braço. Logo, ele se abaixou mais, assim, eu o abracei durante o beijo, calmo, tranquilo e gentil que ele estava se esforçando para dar.

Ao fim, sorrimos. Ele sentou-se novamente, tomando minhas mãos na sua, aquecendo-as.

– Eu me sinto muito mal por tudo que eu te fiz passar, eu não tinha a mínima noção que você ia ficar em coma – ele falou, acarinhando a minha mão – E é como dizem, nós só damos valor quando perdermos, não é? - concordei – E ainda bem que você está se recuperando – finalizou.

– Não se preocupe – falei calma, eu estava feliz por ele ter se preocupado, pelo menos uma vez – Agora eu só preciso de mais alguns dias aqui e já posso voltar a minha vida – suspirei.

– E a nós – ele falou.

– Eu preciso de tempo – falei – Se formos para continuar assim, eu não quero que seja escondido mais. Você não sabe o quanto dói esconder isso de Georg.

– Esconder o que? – Georg entrou, assustando-nos.

Foi instantâneo, Tom soltou das minhas mãos e ambos olhamos espantados para ele. Eu tive que inventar algo de imediato antes que ele questionasse novamente e passasse a desconfiar de nós dois, não era o momento para que ele soubesse de tudo.

– Sobre a festa surpresa que íamos fazer ano que vem pra você – falei, rezando para que ele acreditasse naquilo, Tom concordou com a cabeça.

– Mas já? – questionou, arrastando a outra poltrona.

Ai céus.

– Ué – Tom falou – Quanto mais cedo melhor.

____________________________________


Vamos a um trecho do próximo capítulo? O próximo capítulo sim, será extremamente forte! Preparem-se!

[...]

– Medo de mulher? – falei. Péssima ideia.

Inesperadamente, ele me beijou. De modo extremamente violento e evasivo. Logo ele me empurrou com força a modo que eu caísse no chão sentindo o peso do meu corpo machucar-me.

– Até parece que eu tenho medo de alguma coisa, principalmente mulher – gargalhou maléfico.

– MAS QUE PORRA É ESSA? – gritou alguém da porta. A voz era tão alterada que eu nem supunha quem era.

Quando me virei, vi que era Georg, visivelmente alterado.

[...]


Será que o Georg finalmente descobriu? gn

Até mais, beijos.


Última edição por annebk. em Qua Set 19, 2012 9:39 am, editado 1 vez(es) (Razão : Esclarecimentos.)
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