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 Skin - Epílogo.

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Missy Bardot
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MensagemAssunto: Re: Skin - Epílogo.   Qua Set 19, 2012 9:54 am

CARACA yaya
esse capítulo foi como uma gota d'água pra quem vagou no deserto...quero mais haha

anciosa pro próximo
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MensagemAssunto: Re: Skin - Epílogo.   Qua Set 19, 2012 3:17 pm

Missy Bardot escreveu:
CARACA yaya
esse capítulo foi como uma gota d'água pra quem vagou no deserto...quero mais haha

anciosa pro próximo

O.O continue
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sam.sousa

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MensagemAssunto: Re: Skin - Epílogo.   Qua Set 19, 2012 8:14 pm

aaaa muito bomm....proximo cao será que a nina vai encobrir o Tom de novo ou o Georg viu tudo e não tem pra onde fugir....vou morrer até o proximo cap chegar!!!!
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Danielle K
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MensagemAssunto: Re: Skin - Epílogo.   Qua Set 19, 2012 10:56 pm

O GG descobriu!
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MensagemAssunto: Re: Skin - Epílogo.   Qui Set 20, 2012 12:15 am

Não sei o que dizer '-'
Tom Tom Tom... Mais bipolar que tu nessa fic só eu mesmo viu Razz
Eita agora o caldo vai engrossar KKKKK Será que o Georg descobriu?
Hm.. e se ele pegou na cena que tu narrou.. meu Deus ...
continuaaaaaa moça
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MensagemAssunto: Re: Skin - Epílogo.   Qui Set 20, 2012 11:44 pm

Missy Bardot escreveu:
CARACA yaya
esse capítulo foi como uma gota d'água pra quem vagou no deserto...quero mais haha
simples assim!!!

nem comento enquanto não chegar o próximo... vou guardar os argumentos! UAHEUAHEUAHEUAHEUHAE mein gott to super curiosa O__________O
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MensagemAssunto: Re: Skin - Epílogo.   Sab Set 22, 2012 9:54 pm

Pâmela.O.d.S escreveu:
Não sei o que dizer '-'
Tom Tom Tom... Mais bipolar que tu nessa fic só eu mesmo viu Razz
Eita agora o caldo vai engrossar KKKKK Será que o Georg descobriu?
Hm.. e se ele pegou na cena que tu narrou.. meu Deus ...
continuaaaaaa moça

+1
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Anne Lander
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MensagemAssunto: Re: Skin - Epílogo.   Sab Set 22, 2012 11:53 pm

Oi gente <3
Muito obrigado pelos comentários, amo vocês.

Eu não ia postar hoje, por que fui a igreja prestigiar o congresso que minha amiga organizou, adorei, amei mesmo, sai de lá me sentindo ótima e então decidi que nesse clima bom, deixar o capítulo para vocês terminarem seu sábado lendo tranquilamente, então, desejo tudo de bom para vocês, viu? Só o fato de vocês estarem aqui, lendo, para mim já é tudo.

E também, como vocês podem perceber, voltei as origens com o Anne Lander, quem lê minhas histórias desde sempre, se lembra que eu sempre assinei com esse nome <3

Ah, eu estou com uma fanfiction nova no fórum, já leram? Aproveite que ainda está no primeiro capítulo! O nome dela é Teenager, se lerem, deixe um comentário.

Bom, vamos ao capítulo, como eu disse, finalmente é algo que vocês queriam que acontecesse. Na verdade, esse é um dos meus capítulos preferidos.

Boa leitura study

______________________________________

Música: Circle the drain.


Passei mais três dias de observação no hospital para receber alta. Porém a mesma não era definitiva, eu ainda teria que passar mais três dias de recuperação, principalmente, por que eu estava mais enjoada do que o normal com algumas dores frequentes.

Meus pais estavam trabalhando, então eu cogitei em chamar ou Georg ou Tom para virem me buscar, mas um estava trabalhando e o outro não atendia o celular, pensei até em Gustav, mas ele também estava ocupado, droga. A minha última e única salvação, era Bill.

E lá estávamos nós, em meio ao trânsito de uma quinta-feira. Eu estava bem, aproveitando a companhia e os sorrisos de Bill, até que eu cai na maldita tentação de perguntar onde Tom estava, já que ele estava de férias do curso de música que ele fazia, trabalhando só a noite, a tarde ele não fazia nada a não ser dormir.

Desde ontem ele sumiu com umas garotas, deve estar com elas.

Foi o que ele me responder. Claro, depois ele jorrou diversas palavras, que não era para eu dar nenhuma chance ao Tom, por que ele não ia se tornar responsável nunca, então, eu silenciei. Fazendo-me arrepender a cada segundo por eu não ter escolhido aquele que prestativo que mesmo em meio ao expediente de trabalho, me levava para casa em meio a uma semana cansativa.

Bill estava sozinho, Clara desinteressou dele, estava até namorando, o que o fez tomar um belo fora, quando ele a chamou para sair, e ali, no fundo da minha imaginação fértil, eu cogitei a ideia de dar uma chance a ele.

Mas eu ainda tinha que por um ponto final no relacionamento com o Tom, antes de pensar em outro, principalmente, se esse outro for o irmão gêmeo.

Se Georg me ouvisse, ele diria você está projetando tudo que você queria no Tom, no Bill. Cuidado para não magoá-los, principalmente, por que, mesmo que eles sejam irmãos, não deixam de serem pessoas e pessoas possuem personalidades diferentes.

Eu sei, até por que conviver numa família de médicos, é clichê se deparar situações parecidas com esta. Minha mãe já foi enfermeira, agora se dedica a, somada a sua profissão anterior, cuidar de idosos. Carlos é neurocirurgião, Georg psicólogo e eu veterinária. Essa família é doida! Mas eu a amo. Tenho dois pais, um irmão adorado e uma mãe carinhosa. Acho que eu deveria dar mais atenção a isto, do que decair num amor sem futuro.

– Chegamos! – Bill falou empolgado, quebrando o gelo.

Era até engraçado falar que ficamos mais de dez minutos sem falar um com o outro, somos tão falantes! Bill é apaixonado por mim, e eu pelo irmão dele, que é um ser completamente indeciso e complexo. Isso já não é tão engraçado de pensar, é assustador.

Gentil, Bill me levou até meu quarto, que estava minimamente arrumado, me auxiliando a deitar e me cobrindo, em seguida. A empregada que estava em casa, além dos afazeres, tomou a responsabilidade de atender-me quando eu precisasse. Algo que não tinha muita necessidade. Afinal, eu estava em recuperação, não morta.

– Obrigado Bill – agradeci com um sorriso no rosto, ele apenas me abraçou e se despediu com um aceno, e assim se foi.

E o silêncio predominou novamente.

Eu tinha que ficar na cama, o que eu poderia fazer? Rodeei meus olhos sobre o quarto, e lembrei que eu tinha um livro novo sobre a mesinha ao lado da cama, apanhei-o e comecei a ler.

*

Não deu nem 10 minutos que eu havia começado a ler e eu comecei a ouvir vozes e alguns gritos vindos por parte de uma voz feminina.

Havia se passado alguns minutos desde que eu comecei a ler o livro, estava me sentindo entretida na história, aproveitando o silêncio acolhedor, até que aquele mesmo silêncio foi quebrado por vozes mais altas e alguns gritos vindos por parte de uma voz feminina.

Eu me assustei com tudo aquilo, será que estávamos sendo assaltados? Eu não conseguia levantar da cama, eu estava me sentindo um pouco fraca pelo susto, principalmente, por que as vozes estavam ficando mais próximas. E eu as reconhecia tão bem quanto eu deveria.

Era ele.

Eu estava paralisada de medo, flashes daquela fatídica noite em que ele me feriu,

– Cheguei Nininha – falou visivelmente bêbado.

– Dona Nina eu tentei evitar que ele entrasse! – a mulher tentou se explicar visivelmente assustada. Claro, ela não devia saber quem ele era e muito menos em estado alterado do jeito que ele se encontrava.

– Pode deixar, é amigo do Georg – falei tentando demonstrar firmeza em minhas palavras, para que ela acreditasse e me deixasse a sós com ele. Claro, nesse estado, eu preferiria que Georg estivesse aqui para me proteger, mas como ele não está, então eu vou ter que arcar com as consequências de arrastar um relacionamento sem futuro. Atrapalhada e um pouco assustada, ela saiu tropeçando em seus próprios pés, deixando nós dois a sós.

– E minha namorada também – ele falou cambaleando até mim. Minha reação foi única, me encolher o máximo que eu podia como se aquilo de alguma forma me protegeria do que poderia vir.

– Onde? Por aqui ela não está – aquelas palavras saíram de forma inconveniente, eu não queria que ele se aproximasse, mas eu o provoquei.

– Aqui – ele apontou pra mim, ele aproximou, abaixou e pegou em meu queixo com força – Bem... Aqui – falou pausadamente.

Ali, próximos, eu pude sentir o cheiro horrível de álcool vindo do seu hálito somado ao cigarro, e de alguma forma, aquilo estava me enojando. Ele estava bêbado, possesso e me machucando cada vez mais, por reflexo, eu sacudi violentamente, me preparando para socá-lo se ele avançasse mais.

– Muita ousadia da sua parte, vir aqui na minha casa, no meu quarto, fazer o que eu não sei que você quer fazer, não é? – falei, erguendo a sobrancelha, usando o que me restava de coragem para confrontá-lo.

Eu levantei da cama, levada pela adrenalina, e caminhei em sua direção, ele foi dando passos para trás, cambaleando até que bateu com as costas na parede.

– Medo de mulher? – falei. Péssima ideia.

Inesperadamente, ele me beijou. De modo extremamente violento e evasivo. Logo ele me empurrou com força a modo que eu caísse no chão sentindo o peso do meu corpo machucar-me.

– Até parece que eu tenho medo de alguma coisa, principalmente mulher – gargalhou maléfico.

– MAS QUE PORRA É ESSA? – gritou alguém da porta. A voz era tão alterada que eu nem supunha quem era.

Quando me virei, vi que era Georg, visivelmente alterado.

– HEIN EU ESTOU ESPERANDO TOM – Georg caminhou em passos largos até Tom, puxou-o pela gola da camiseta do mesmo – ME EXPLIQUE O QUE É ISSO?

Os dois ficaram se encarando, era visível o ódio entre os dois. Tom alterado pela bebida, Georg por mim.

Eu respirei fundo, reunindo tudo o que me restava de forças para separá-los, eu adoraria ver Georg batendo nele, mas nesse momento, eu só quero separá-los, para que meu irmão pudesse me abraçar e me proteger e que nunca mais, nunca mais ele voltasse.

Eu me levantei, fui até eles e facilmente separei-os, principalmente por que Georg veio para meu lado, eu apenas tive que ser o mais forte que eu conseguia para não desabar no chão por fraqueza.

– Conte para ele Nina, vai – encorajou Tom.

– Quer mesmo que eu conte para ele quantas vezes você me bateu? Quantas vezes você me abandonou naquela merda de hotel depois de ter me enchido de carinhos e promessas? Que foi você quem me drogou? Das ameaças que você sempre faz? – falei, tentando barrar Georg.

– Você aceitava! – ele tentou argumentar, mas aquilo só estava deixando Georg ainda mais enfurecido.

– Aceitava por você me iludiu! Por que eu era apaixonada! Você é um idiota Tom. Eu evitei esse tempo todo do Georg saber, mas agora ele já sabe e você também sabe das consequências! Eu tentei evitá-las, mas você é um idiota! – e não teve forças que fizesse Georg parar.

– Filho da... – Georg falou, completando a frase com um belo soco na cara do Tom. Então eles se emboscaram numa briga e apesar dos meus gritos, eles só pararam quando eu gritei o mais alto que eu podia, quando os ensurdecendo.

Ficamos segundos, os três parados. Tom e Georg estavam visivelmente machucados pela briga e eu estava desgastada por tudo. Eu acabei de sair do hospital e vejo que tenho que voltar muito em breve. Eu já não estava me sentindo muito bem antes, agora então... Eu estou sentindo que posso desabar a qualquer momento.

Tom foi o primeiro a tomar iniciativa. Encarou Georg, depois eu e se foi. Pudemos ouvir o barulho do seu carro arrancando pela rua, do jeito que ele estava, poderia até sofrer um acidente.

Mas minha maior preocupação vinha agora.

Eu sabia que ele ia querer explicações.

E eu as daria.

– Agora, eu quero que você me conte tudo.

Eu percebi que eu mexeria no meu passado, e de alguma forma, aquilo fazia parte de mim, parte da minha história, por mais doloroso que seja, mas ele teria que saber.

Fraca como sempre, eu desabei.

______________________________________

E agora? Como Georg vai reagir quando souber de toda a história?

Beijos.
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MensagemAssunto: Re: Skin - Epílogo.   Dom Set 23, 2012 12:58 am

oooo mein gott!!! continua logo pq agora as coisas tão esquentando!!!bem feito pro Tom pra parar de ser idiota e tomara que a nina fique com o Bill e o tom perceba o tanto que foi idiota de ter perdido a nina!!!
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MensagemAssunto: Re: Skin - Epílogo.   Dom Set 23, 2012 8:40 pm

AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH Shocked
meu coração está palpitando! posta o próximo capítulo, PLEASE!
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MensagemAssunto: Re: Skin - Epílogo.   Dom Set 23, 2012 9:55 pm

Continua
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MensagemAssunto: Re: Skin - Epílogo.   Dom Set 23, 2012 10:53 pm

sam.sousa escreveu:
oooo mein gott!!! continua logo pq agora as coisas tão esquentando!!!bem feito pro Tom pra parar de ser idiota e tomara que a nina fique com o Bill e o tom perceba o tanto que foi idiota de ter perdido a nina!!!
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Missy Bardot
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MensagemAssunto: Re: Skin - Epílogo.   Seg Set 24, 2012 8:18 am

Ah o círculo tá se fechando cara....que capítulo massa,o Tom mereceu essas porradas do Georg.
Mas, e agora Nina?
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MensagemAssunto: Re: Skin - Epílogo.   Ter Set 25, 2012 9:39 am

Heloisa Lima escreveu:
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH Shocked
meu coração está palpitando! posta o próximo capítulo, PLEASE!

Meu,você não sabe o quanto eu esperei por este capítulo. Apesar de não tê-lo imaginado dessa maneira, ficou até melhor com esse enredo todo.
Consegui imaginar perfeitamente bem a situação dos 3 naquele momento! e adorei que Georg deu uns socos no Tom,idiota U_U

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MensagemAssunto: Re: Skin - Epílogo.   Ter Set 25, 2012 10:10 pm

kiinha kaulitz escreveu:
Heloisa Lima escreveu:
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH Shocked
meu coração está palpitando! posta o próximo capítulo, PLEASE!

Meu,você não sabe o quanto eu esperei por este capítulo. Apesar de não tê-lo imaginado dessa maneira, ficou até melhor com esse enredo todo.
Consegui imaginar perfeitamente bem a situação dos 3 naquele momento! e adorei que Georg deu uns socos no Tom,idiota U_U

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yeaaaap. O que foi esse capitulo '-' CONTINUAAA MULHER
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MensagemAssunto: Re: Skin - Epílogo.   Qua Set 26, 2012 10:31 am

Olá, princesas <3

Muito obrigado pelos comentários! :3

Bom, vamos lá? Eu gosto desse capítulo, por que é quase uma retrospectiva sobre a história até aqui, espero que gostem. E é a QUARTA E ÚLTIMA parte da fanfiction, agora é tudo ou nada. O capítulo não teve uma narrativa toda, assim, ela conta a Georg como se fosse uma "retrospectiva emocional" das coisas que ela passou com Tom.

Boa leitura study

_______________________________________

Fase IV (Final) - Someday, I will understand.

(Algum dia, eu entenderei)

Música: Part of me.


– Nina, acorda.

Abri meus olhos sentindo uma forte dor de cabeça se apoderar de mim. Abracei Georg, que estava comigo nos braços, no chão, de onde eu deveria ter caído.

– Você está bem? – questionou acarinhando meu rosto.

– Com dor de cabeça – respondi com a voz rouca. Realmente, minha cabeça doía muito, somada a minha barriga.

Ele não respondeu do jeito que eu estava, ele me ergueu e me pôs na cama, me cobriu e sumiu. Eu fechei meus olhos e tentei adormecer na cama, mas logo ele retornou com remédio para dor de cabeça, ficou ali até que eu adormecesse, quando eu fechei meus olhos e me aconcheguei no travesseiro, ele disse:

– Quando você estiver melhor e quiser me contar, eu ouvirei. Mas o que quer que seja, eu nunca mais vou deixar que ele se aproxime de você. Vê-lo te maltratando daquela forma, foi como se ele arrancasse um pedaço de mim – ele fez uma pequena pausa, deu-me um beijo, fechou as cortinas e concluiu – Durma bem, eu te amo.

– Eu te amo – falei, abrindo os olhos, ele sorriu e saiu do quarto fechando a porta atrás de si.

Confortavelmente, eu adormeci.

*

– Georg? – chamei, batendo na porta de seu quarto.

– Estou aqui – respondeu, saindo do banheiro.

Dia seguinte, faltando poucos minutos para o almoço, de banho tomado e cabeça fresca, pois é agora é o momento de mexer com o passado.

Eu não queria fazer isto agora, eu queria poder ter algum tempo a mais para organizar cronologicamente tudo em minha mente. Eram quase ou cinco meses e nesse meio tempo, aconteceram tantas e tantas coisas que, agora, por mais dolorosas ou felizes – como o episódio da piscina -, eu teria que relembrar e, de certa forma, reviver tudo.

– Você está pronta para contar? – ele questionou, enquanto secava os cabelos com uma toalha.

Apenas assenti.

Ele largou a toalha de lado, me entregou um pente e se sentou a cama. Eu me sentei atrás dele, posicionada para pentear seus cabelos, como eu sempre fazia. Já citei que tenho inveja dos cabelos dele? Se não, bom, eu tenho. Desde sempre!

– A começar, pelo primeiro momento em que o vi – comecei a história.

Eu sabia que aquilo poderia demorar, talvez uma hora ou um pouco mais. Eu não iria resumir, talvez, ou melhor, apenas as partes que interessam a mim, como, todas as vezes que fomos para a cama – ou qualquer lugar, como o banheiro. Eu e Georg sempre conversávamos sobre sexo; mas eu penso no quão seria estranho detalhar tais a ele. Afinal, Tom era seu melhor amigo.

Eu não tenho certeza de como tudo começou; talvez a convivência com ele. Os pequenos encontros, jantares, as saídas, os passeios; era fácil eu me apaixonar. E eu tinha a plena certeza que ele estava apaixonado por mim também, mas no dia seguinte a que nós estivemos no hotel, ele se transformou. E aquilo que eu sentia, transfigurou-se para algo aproximado do medo. Eu tinha medo que ele fizesse alguma loucura, e que, principalmente, você fizesse algo. Eu me sentiria mal por separa-los. Por isso, Georg, eu quero que você saiba que eu só escondi isso, por que eu tinha medo de ser culpada por ter separado vocês.

E realmente eu me sentia assim. Ele é tudo para mim, ele sempre foi meu eterno herói. Aquele que me protegia quando ninguém mais se oferecia para isto; aquele que, me abraçou quando nossos pais se separaram; aquele que apesar das brigas constantes, sempre esteve ao meu lado para tudo, absolutamente tudo. Nada nesse mundo pode se comparar ao que eu sinto por ele, nada.

E depois, Georg, você não tenha a mínima noção o quanto doeu. Eu pensei que tudo ficaria bem, sabe? Que aquelas ligações fosse apenas um devaneio dele. Lembro-me de até você ter questionado se eu estava bem, claro que eu não estava. Eu devia ter te contado ali, evitado tudo, mas eu fui ingênua. Mas depois de algumas horas de diversão, paramos no hotel novamente, e, ao recusa-lo, ele levantou a mão para mim. Eu sabia que não tinha as mínimas condições de me defender, e deixei que ele continuasse. Doeu, muito. Física e emocional. Doeu mais, por que em meio a ameaças, eu continuei; eu me virei sozinha, cada dor, cada marca... Eu nunca pensei que isso poderia acontecer em minha vida. Mas aconteceu, e definitivamente, não desejo que ninguém sinta isso. Depois na maior cara de pau ele veio aqui com você e eu tive que mentir.

Cada vez que as memórias me faziam chorar, eu o abraçava forte. Eu sei que acabou, mas eu tinha que deixa-lo a par de tudo. E aquilo era um enorme sacrifício que eu tinha que fazer.

Diversas vezes ele questionou se eu queria parar, mas eu limpava as lágrimas e continuava a contar. A atividade que eu mais gostava de fazer – pentear seus cabelos – fora pausada há tempos, ele ficou abraçado a mim.

Depois, eu me irritei com tudo. E desejei me vingar. Com tudo aquilo do casamento, eu aproveitei e deixei a minha marca. E assim, ele nunca mais me procurou, mas eu tenho raiva daquela pessoa que inventou a palavra destino. E eu o encontrei. Eu te digo, meu irmão, aquele dia, ou melhor, noite, foi a melhor que eu já tive com ele. Eu nunca me diverti tanto e me senti amada, entende? E não falando do nosso amor fraternal, por que você vai ser sempre o homem da minha vida, mas... Você entende? E dali em diante, nós nos encontrávamos sempre, jantares, passeios, conversas bobas... E sempre no dia seguinte ele não estava lá. Eu já havia me acostumado com tudo.

E eu tinha mesmo. Talvez por que eu não poderia exigir nada mais dele do que poucas horas de conversa e sexo ocasional no hotel. Mas não dava para omitir que todas as vezes que nos encontrávamos, havia sentimento, talvez só eu o sentisse, mas acontecia; disso eu tinha certeza, e por causa disso que eu mantinha ao seu lado na esperança de que um dia pudéssemos ficar juntos.

Mas eu devia ter previsto que, ao omitir meu relacionamento com ele, já era um mau sinal. Mas eu estava muito apegada a ele, para fazê-lo ir embora. E veio a notícia do Bill, aliás, uma declaração. Eu me senti tão péssima, ele me ama! E eu ao menos sinto o mesmo, ele é tão bom, ao contrário do irmão, nós nos beijamos, foi perfeito. Mas não se passou disso, ele me respeitou e eu respeitei seus sentimentos, última coisa que eu queria, era iludi-lo.

E magoá-lo, assim como Tom fez comigo.

E depois, o que antecedeu a tudo, as drogas, malditas. Eu não sabia que ele era assim, viciado. Ele sempre aparentou estar bem; devia ter percebido. Mas em meio a tudo, eu me afundei também, e onde fui parar? Hospital. E bem, Georg, lembra de quando você entrou no quarto, e falamos sobre uma festa surpresa? Então, estávamos falando sobre esconder isto de você. Ele queria continuar, mas eu não queria continuar sem que você soubesse, e bom, depois você sabe, ele entrou no meu quarto, discutimos, ele estava alterado e eu havia acabado de sair do hospital... E você descobriu.

E ali, ele estava a par de tudo.

Sem mentiras, sem desculpas, sem medo, sem aflições. A verdade que estava encoberta por panos, agora estava nua e crua.

E claro, eu estava em prantos.

– E você sofrendo nas mãos daquele canalha, enquanto eu estava morrendo de amores com a Helena, droga, você não sabe o quanto me dói saber disso! Eu queria ter evitado, eu sempre te protegi de tudo, e não sabia que o canalha estava ao meu lado, se dizendo meu amigo ainda! – ele falou imediatamente, me abraçando – E pior de tudo, você saiu dessa com o coração partido.

– Ainda bem que eu tenho você. A dor não fica tão grande – falei, soluçando, ele me abraçou mais forte, acarinhando meus braços.

Não sei por quanto tempo ficamos ali, mas eu estava me sentindo segura após ter liberado todo esse peso de mim. Agora tudo iria mudar, minha vida iria mudar, e eu estaria disposta a isto.

Eu tinha que seguir em frente sem ele, e eu o faria.

Ele me ajudou a limpar as lágrimas, e disse que tudo iria ficar bem, e que não era para eu esconder mais nada dele, e assim, passamos o restante do dia, juntinhos, vendo filme, brincando, sendo o que sempre fomos.

– Nina ligação para você – Carlos disse me entregando o telefone, eu estava no meu quarto vendo filme com Georg.

– Alô

Nina, é o Bill.

– Oi Bill, tudo bem?

Nem tudo.

– O que houve?

Eu preciso que você venha ver o Tom. Ele precisa de te ver, ele vai ser internado na clínica de reabilitação e quer falar com você antes, por favor, Nina, venha.

– Eu vou tentar Bill.

Venha.

– Eu vou, me busca?

Sim, eu já vou sair.

– Ok, beijos.

Beijos.

Suspirei.

– O que aconteceu? – Georg questionou.

– Tom vai ser internado e quer me ver.

_______________________________________

E agora? Será que finalmente o Tom está se recuperando? Será que finalmente, eles podem sossegar e seguirem com as suas vidas? O que vocês acham que vai acontecer no encontro dos dois? Até sábado meninas!

buchecha
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MensagemAssunto: Re: Skin - Epílogo.   Qua Set 26, 2012 10:49 am

Até sábado??? bua estarei anciosa...
Cara,deve ter sido duro pra ela contar pro Gê afinal,ele e Tom são amigos.Sinceramente não sei se o certo é ela ir vê-lo,ela sempre faz as vontades dele,sempre corre Tom faz o que quer e ela volta como um cachorrinho tenho dó e raiva dela por isso kkkkk #desabafo

Sua fic tá demais liebe...leitora fiel study
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MensagemAssunto: Re: Skin - Epílogo.   Qua Set 26, 2012 12:50 pm

nossa sabado vai demorar tanto pra chegar que triste...essa fic é muito boa amo ler ela!!!
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D'Julia kaulitz
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MensagemAssunto: Re: Skin - Epílogo.   Qua Set 26, 2012 2:34 pm

aaaaaaaahhhhh daqui um tempinho ja acaba ??? nããããããooooo

eu acho que o Tom ta se tocando de uma vez, no que ele fez a ela e no que ele realmente sente.... ainda mais com o bill praticamente implorando pra ela ir ve-lo..

continua liebe *-*
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Pâmela.O.d.S
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MensagemAssunto: Re: Skin - Epílogo.   Qua Set 26, 2012 10:12 pm

Ahh adoro esse Georg super fraternal *-* Fica tão bem pra ele HAHA
Quem derá todo mundo tivesse um irmão super companheiro assim ^^
O pior de tudo, além dessa dor fisica e sentimental: ela ainda ama ele '-'
Deus por que fazereis os corações tão burros? :p
Só acredito que ele melhorou se ele falar que vai se internar por conta propria na frente dela u.u
Esse amor covarde dos dois ai ai...
continueeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee ><
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Danielle K
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MensagemAssunto: Re: Skin - Epílogo.   Qua Set 26, 2012 11:10 pm

Pena que está no fim!
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MensagemAssunto: Re: Skin - Epílogo.   Sex Set 28, 2012 9:13 am

Pâmela.O.d.S escreveu:
Ahh adoro esse Georg super fraternal *-* Fica tão bem pra ele HAHA
Quem derá todo mundo tivesse um irmão super companheiro assim ^^
O pior de tudo, além dessa dor fisica e sentimental: ela ainda ama ele '-'
Deus por que fazereis os corações tão burros? :p
Só acredito que ele melhorou se ele falar que vai se internar por conta propria na frente dela u.u
Esse amor covarde dos dois ai ai...
continueeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee ><

Acho que vou custar muito á acreditar que o Tom irá mudar e que ele está arrependido.
Também acho que se fosse a Nina, mandava ele pra PQP e não ia vê-lo.. Folgado,depois de tudo ele ACHA que tem permissão de pedir que ela vá até lá? U_U #REVOLTS.
SUIAHSUIAHSAI
Enfim,aguardarei ansiosa para sabado (:

Continue liebe *-*
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Anne Lander
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MensagemAssunto: Re: Skin - Epílogo.   Sab Set 29, 2012 7:15 pm

Olá princesas :3
Tudo bem?

Obrigado pelos comentários! Esse capítulo é de partir o coração, mas é para o bem dele, não é?

Boa leitura study

Obs.: Não é Rehab da Amy Winehouse, e sim da Rihanna, minha música top preferida dela.

_________________________________

Música: Rehab.


De imediato, eu me assustei com tal pedido, mas logo, eu vi no mesmo, a oportunidade que eu procuraria para desfazer, de vez, o laço que nos une. Se, aparentemente, ele decidiu se internar, então é um claro sinal que ele quer mudar de vida, e o primeiro passo, será este.

Eu pedi a Georg, que não fosse comigo por que eu tinha que fazer isto sozinha, afinal, eu ia vê-lo em sua casa, com os pais dele presente, e com certeza, eles já devem saber da história. E todos saberem da mesma, seria consequência de tudo.

Rapidamente, enquanto conversava com Georg, pus uma blusa rosada com detalhes brancos, saia preta de cintura alta e saltos rosados. Ele ainda ressaltou que eu estava muito arrumada para quem só iria finalizar uma relação.

– Cala a boca Georg – mostrei a língua – Vou deixar ele arrependido – dei uma piscadela.

*

– Tom? – chamei, batendo na porta de seu quarto, que estava entreaberta.

Era a primeira vez que eu pisava no quarto dele. Todas as vezes que nos encontramos fora no hotel; então eu nunca tive a oportunidade de conhecer este lugar. Tenho em mente que o quarto de uma pessoa conta muito sobre ela, e o do Tom era assim como eu imaginei. Tinha muito dele em cada pedaço daquele lugar. Até o cheiro dele.

– Está aberto, pode entrar – ele falou. Pelo tom de voz, ele parecia estar triste, o que de certa forma, partiu meu coração.

Eu entrei, fechando a porta atrás de mim, então eu o vi saindo do que parecia ser o seu closet segurando uma mala. Ele estava visivelmente cansado e triste.

– Hei, Bill me disse que você vai para a clínica – eu comecei, entrando mais no espaço.

– Sente – ele apontou para a poltrona a frente da cama, eu me sentei e ele sentou-se a beira da cama – Sim, Nina. Eu vou para a clínica. Eu tenho que tomar uma decisão, não posso mais machucar as pessoas ao meu redor. De novo? Já passei por isso antes e continuei sendo estúpido, e tudo pareceu piorar quando eu te conheci – ele esticou para entrelaçar as minhas, transmitindo mais confiança em suas palavras – Eu estou aqui, sem máscaras, sem mentiras, sem qualquer outra coisa que pudesse impedir de eu ser sincero contigo. Eu te amo, Nina, eu te amo tanto, você não tem noção. E eu tenho a plena certeza de que eu não sou merecedor de nada que venha de você, eu só queria mesmo, é saber se você me perdoa por tudo que eu te fiz.

Eu fiz uma pequena pausa antes de respondê-lo. Eu queria pensar nas palavras certas para iniciar, sem que meus olhos se enchessem de lágrimas, principalmente por que ele disse que me amava, e aquilo para mim, era tudo que eu não precisava ouvir.

Talvez se ele tivesse dito isso antes; tudo estaria diferenciado agora. Mas acima de tudo, ele precisava ouvir minhas palavras agora, por que, ele não está bem e isso fica perceptivo quando você passou meses com uma pessoa corada, alegre, sorridente, feliz da vida, e agora você a vê triste, pálida... Quase que sem vida. Como se tivessem tirado aquele brilho que só ele tinha.

– Se eu te disser que não doeu; eu estaria mentindo. Por que doeu. Principalmente, por que eu realmente te amo, e nunca eu tive medo de dizer isto, e talvez, na esperança de que você se aproximasse de mim e pudéssemos ter algo mais do que encontros e sexo – fiz uma pequena pausa, acarinhando sua mão. Vi os seus olhos se encherem de lágrimas, então encurtei a pausa que fora feita para que justamente eu não chorasse – E apesar de tudo isso, eu vou sempre te perdoar. Você tem que começar a parar de ver a vida apenas com os seus olhos. Aproveite essa fase, e torne-se uma pessoa melhor, por eu sei que dentro dessa casca de egoísmo e orgulho, tem uma pessoa divertida, agradável e carinhosa, por que eu já a vi e tenho certeza de que se você deixar isso se transparecer, tudo vai mudar.

Ele não me respondeu, ele apenas soltou de minhas mãos, e parou para pensar, estava tentando de alguma forma evitar as lágrimas que podiam vir.

– Você vai me visitar? – ele perguntou.

– Claro que sim! Eu só preciso saber dos dias e do horário – respondi acarinhando seu rosto, facilmente um beijo se iniciou.

Eu me vi entregue a ele novamente, só que, este beijo, ele não era como os outros. Nele continua um ar que eu não conseguia captar, um toque de amor misturado à futura despedida que viria a seguir. Nós dois sabíamos disto, mas de alguma forma, gostaríamos de evitar que esse momento chegasse, mas ele chegou.

E doeu.

– Tom, vinte minutos! – Simone gritou.

Nós nos olhamos.

– Olha, eu nem sei como dizer isto, mas todo esse relacionamento, bagunçou a minha vida. E, eu justamente vim aproveitar este momento, para dar um ponto final nessa história – doeu falar, doeu muito.

A minha vontade ali era de abraçá-lo forte, de beijá-lo como se não houvesse o amanhã, disser que tudo ficaria bem, que eu o apoiaria em tudo que ele precisasse e que eu estaria ao lado dele no começo dessa renovação em sua vida, mas eu não podia. A vida não era assim tão fácil, a bagunça que eu tinha que arrumar, não era pequeno e de longe pouca. E eu não ia conseguir fazer com ele ali, e também eu não conseguiria fazer sem ele, justamente aquele que fez da minha vida uma bagunça.

Eu o amava. E aquilo era maior do que nós. Não era de longe comparado ao meu amor fraternal por Georg, são amores diferentes, mas era incontrolável.

– Totalmente ao contrário do que eu queria – ele retirou uma caixinha dos bolsos da calça – Eu ia te pedir em noivado.

De fato, já não tinha volta. Dei vazão para que as lágrimas fluíssem em meu rosto, eu estava completamente confusa. Confusa, essa era a palavra que definiria toda essa história, confusa.

– Mas... Pode ficar. Lembre-se de mim – ele empurrou a caixinha para mim, minhas mãos tremiam, eu ao menos conseguia mover-me. Ele então pegou minha mão direita, abriu-a delicadamente e pôs a caixinha, fechando – Eu sei, eu fantasiei demais. É que, quando eu estivesse lá, sozinho, em meio a terapias e sessões sem as pessoas que eu realmente amo, eu queria lembrar que aqui fora eu tenho... Teria uma noiva, e quando eu saísse de lá, construiríamos uma vida juntos.

Podem arranjar um buraco, pois agora, eu sinto como se eu fosse a pior pessoa do mundo recusando-o e recusando aquele pedido tão lindo.

– Apenas lembre-se de que se você estiver curado, nós poderemos construir a nossa vida juntos. Eu vou guardar com muito carinho e nunca vou me esquecer de você, mas pense em você primeiro, cuide da sua saúde. Todos aqui fora vamos torcer por você.

– Até o Georg? – questionou, esboçando um sorriso.

– Inclusive ele – respondi, segurando em sua mão.

E então a despedida veio naturalmente.

Tom se levantou, eu fiz o mesmo, largando a caixinha e minha bolsa na poltrona. Então nós nos abraçamos forte, eu nunca mais queria sair daquele aconchego, era quentinho e perfumado, era um abraço único. E droga, eu estava ligada a ele de uma forma tão intensa, e quebrar essa ligação, não iria me fazer bem, eu sabia que não. Mas era um sacrifício a ser feito, aliás, minha vida está repleta deles.

E eu me pergunto, quando eu vou ser feliz?

Beijamos romanticamente. E logo, tornou-se um desesperado beijo de despedida. Eu não queria que ele fosse, queria ficar ali para sempre com ele, mas ele tinha que ir. Talvez, ele melhor, nós poderíamos ter mais e mais abraços e beijos semelhantes a estes.

E a dor poderia acabar.

– Você me promete uma coisa? – eu perguntei, quando nos soltamos, ele assentiu – Que você ficará bem logo?

– Sim, pelo bem de todos – ele gargalhou, nos abraçamos em meio a beijos.

Ele me deu alguns lencinhos para que eu pudesse enxugar as lágrimas, e assim, eu o ajudei rapidamente a finalizar as malas. Logo, após a última chamada de alerta para ele, nós dois descemos.

Assim que descemos fomos para a sala. Eu pude ver o quando Simone estava triste pelo filho, não deve ser fácil. Mas ela tem que ter em mente que será melhor para ele, pelo menos um mês ele tem que ficar, o programa é de três. Ele abraçou a mãe carinhosamente e se despediu do padrasto, enquanto Bill e eu esperava-o próximo a porta.

E assim fomos. Bill me levaria em casa e, em seguida, o irmão para a clínica.

*

O caminho foi rápido e silencioso, logo já estávamos em minha casa. Gritei Georg assim que eu cheguei, ele logo saiu.

Era a primeira vez desde então, que os dois se veriam. E mantendo anos de amizade, eles cumprimentaram com um forte abraço, Tom rapidamente disse o que ia fazer e pediu perdão, eu ainda ressaltei que eu o havia perdoado e que agora ele iria se tornar uma boa pessoa assim como ele deveria ter sido o tempo todo. E depois veio a despedida definitiva.

Eu sei que eu o veria, mas não como antes. Agora seriam visitas controladas, com data e horário, sem lanches, jantares, sem cigarros ou lençóis amarrotados, apenas um quarto alvo e frio.

– Tom, fica bem – eu disse, antes que ele se fosse, ele apenas assentiu e acenou adentrando o carro. Acenamos e o carro se perdeu em meio aos outros.

_________________________________

Gostaram?

A vida vai presentear o coração dos dois, agora com o quê? Vocês são capazes de adivinhar? :3
Até quarta meninas!

xx


Última edição por Anne Lander em Seg Out 01, 2012 9:12 am, editado 1 vez(es) (Razão : Faltou o link da música.)
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MensagemAssunto: Re: Skin - Epílogo.   Sab Set 29, 2012 9:42 pm

esse historia ficou linda muito emocionante!!!! os dias até quarta passarão muito lentos pq a ansiedade ta muito grande, ta de parabéns sua historia ta maravilhosa pena que ta acabando!!! Sad
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MensagemAssunto: Re: Skin - Epílogo.   Sab Set 29, 2012 9:47 pm

Essa história aqui sim,poderia virar livro.
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MensagemAssunto: Re: Skin - Epílogo.   Hoje à(s) 4:15 pm

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