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 Skin - Epílogo.

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Danielle K
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MensagemAssunto: Re: Skin - Epílogo.   Ter Jul 10, 2012 9:28 pm

Que FDP!Georg vai lá e quebra a cara dele!
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Pâmela.O.d.S
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MensagemAssunto: Re: Skin - Epílogo.   Ter Jul 10, 2012 11:28 pm

Danielle K escreveu:
Que FDP!Georg vai lá e quebra a cara dele!

HÁ! Eu sabia tava bom demais pra ser verdade...
contiue
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kiinha kaulitz
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MensagemAssunto: Re: Skin - Epílogo.   Qua Jul 11, 2012 11:58 am

Shocked Shocked não acredito que ele fez isso com ela! Eu imaginei qualquer coisa,menos que isso iria acontecer. Até eu caí nessa de que ele realmente gostava dela O.O
Sério, estou muito chocada! Coitada dela mano )):

CONTINUA
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Missy Bardot
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MensagemAssunto: Re: Skin - Epílogo.   Qua Jul 11, 2012 12:19 pm

Nossa Shocked to tão chocada quanto ela...que FDP!!!
Putz que dó dela hein,tomara que o Georg quebre a cara dele,to revoltadaaaaaaaa bravo

Muito boa a fic...continua Wink
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D'Julia kaulitz
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MensagemAssunto: Re: Skin - Epílogo.   Qua Jul 11, 2012 2:03 pm

Leitora nova cheers to amanda a fic guria ;D


Pâmela.O.d.S escreveu:
Danielle K escreveu:
Que FDP!Georg vai lá e quebra a cara dele!

HÁ! Eu sabia tava bom demais pra ser verdade...
contiue

to muito revoltada com voce Tom bravo

continua *-*
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Heloisa Lima

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MensagemAssunto: Re: Skin - Epílogo.   Dom Jul 15, 2012 7:11 pm

Tom seu safado ! Só queria uma noite com ela !
O Georg deveria cortar (vocês sabem bem o que) pra ele nunca mais fazer isso com nenhuma outra garota ! E quebrar a carinha linda dele !
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MensagemAssunto: Re: Skin - Epílogo.   Dom Jul 15, 2012 10:26 pm

Heloisa Lima escreveu:
Tom seu safado ! Só queria uma noite com ela !
O Georg deveria cortar (vocês sabem bem o que) pra ele nunca mais fazer isso com nenhuma outra garota ! E quebrar a carinha linda dele !

hahaha tambem acho u.u
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Marla!TH
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MensagemAssunto: Re: Skin - Epílogo.   Ter Jul 17, 2012 10:38 am

Danielle K escreveu:
Que FDP!Georg vai lá e quebra a cara dele!
que safado.
continua
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Anne Lander
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MensagemAssunto: Re: Skin - Epílogo.   Qui Jul 19, 2012 9:29 am

Bom dia meninas <3 Como vão?

Obrigado pelos comentários!
Seja bem-vinda D'Julia kaulitz, espero que curta a continuação :3

Bom, Georg não vai descobrir por hora, e vocês vão descobrir o por que lendo este e os próximos capítulos. Mas saibam que quando ele descobrir, a casa vai cair!

Por hora, boa leitura study

________________________________________

Música: Frozen.


O que me restava a fazer era deixar aquele local imediatamente, eu realmente não queria passar mais nenhum segundo ali.

Menos mal eu ter vindo ao automóvel do Georg, mesmo sabendo que possivelmente Georg já deveria estar em casa, era arriscado chamá-lo para vir me buscar, por que eu não estou em estado nenhum para dirigir. No momento, eu não quero nem tocar nesse assunto. E por mais que Georg ainda fosse psicólogo, acima de tudo ele é meu irmão, e Tom ainda continua sendo amigo dele, mesmo ele sem saber que Tom não presta nenhum fio de cabelo existente nele, eles ainda são amigos e quem sou eu para estragar esta amizade?

Passei pela recepção, escondendo toda a decepção e vontade de chorar por de trás de um belo sorriso, recebendo tantos outros sinceros em troca, e se ao menos eles soubessem o que eu passei, não estariam tão felizes a me ver. Eu não quero me arrepender, eu fiz sim, mas eu estava confiando em todas as palavras que ele me dizia, nas atitudes e nos sorrisos. Eu pensei que agora era para valer, eu ia conhecer alguém sério e compromissado com a vida, mas ele era apenas um garoto imaturo em busca de aventuras como todos.

Pedi meu carro ao manobrista e logo ele estava em minhas mãos, o percurso não demorava mais que meia hora, devido ao trânsito matinal nas ruas, já deveria se passar das 10 horas, eu nem me preocupei em verificar as horas, mas julgo ser este o horário.

O que eu mais desejava no momento, é deitar em minha cama e ali ficar, mergulhada em meus pensamentos. Acho que é mais difícil quando você verdadeiramente ama a pessoa, e ela simplesmente te usa para satisfazer seus desejos. Eu já estava pronta para dizer que eu o amava, e até expressei isso em uma mensagem de celular, mas ele simplesmente ignorou. Ele me usou!

Agradeci eternamente por chegar a casa, e simplesmente ela estar vazia. Assim eu poderia apreciar mais dos meus futuros momentos melancólicos sem dar muita explicação, coisa que eu odeio e simplesmente não quero fazer agora com ninguém.

Durante o percurso, eu senti minha cabeça começar a latejar de dor. E por esse motivo eu caminhei até a cozinha, primeiro, a procura de um comprimido entre as caixas do pequeno armário de remédios algum para dor. Fitei a cafeteira e logo pus uma xícara que se encontrava na mesa ali e preparei um.

Sentei-me a mesa, bebericando do conteúdo da xícara, apreciando o gosto amargo do café. Sentada, eu retirei meus sapatos e estiquei as pernas na cadeira oposta, aliviando um pouco da dor causada pelos saltos. Respirei fundo, tentando não me lembrar do ocorrido, mas a voz dele tão despreocupada e debochada ainda estava fixa em meus ouvidos como se ele ficasse repetindo várias vezes às palavras que ele disse.

– Nina, você não acreditou que eu realmente gostava de você, não é?

Fitei a xícara vazia, enquanto brincava com a ponta do dedo envolta da borda do mesmo, e assim, eu me levantei depositando a xícara vazia sobre a pia, sentindo o piso gélido sobre meus pés desnudos. Suspirei novamente, passando próxima a mesa para apanhar os saltos e assim me dirigir ao meu quarto.

Fechei a porta atrás de mim, e comecei a me despir. Cheguei ao banheiro, capturei meu roupão branco, e comecei a preparar minha banheira, deixando-a encher enquanto eu preparava as roupas nas quais eu vestiria após o banho, e assim retornei para encher a água com sais de banho e entre outros odores feitos especialmente para amenizar o estresse, nos quais eu sempre convivia, e que hoje, estavam ainda piores.

Isso por que ainda é sábado. E eu dei sorte, pois não trabalho hoje, posso amargar o dia inteiro e não irei prejudicar ninguém, e nem meus pequenos animaizinhos.

Retirei o roupão e assim adentrei a banheira. Calmamente, eu fui me arrastando para debaixo da água, mas eu não tinha pensamentos suicidas, eu apenas queria aquilo de alguma forma, e assim senti meu corpo coberto pela água, e logo, a procura de ar, eu me ergui novamente, respirando rapidamente.

Aquilo era uma deliciosa tortura, e eu não me importava em repetir diversas vezes, mas no momento, eu só queria ficar ali fitando o azulejo branco com o pensamento vazio e entorpecido por lembranças amargas assim como o gosto que prevalecia em meus lábios.

*


O sol estava fraquinho, mas já era suficiente para me fazer ficar deitada em uma toalha próxima a piscina.

No fundo, eu só queria mesmo era debulhar em lágrimas nos braços do meu irmão, desabafando minha em palavras, tudo aquilo que eu estava sentindo, mas além de eu não querer contar para evitar confusões e separações repentinas, ele não havia chego ainda.

– Nininha, que saudades – ouvi a voz dele ecoar no ar. E por um momento, eu pensei que alguém do além, leu meus pensamentos e direcionou meu irmão para a porta.

Eu me virei, o vendo chegar todo pomposo, ostentando um sorriso nos lábios e abrindo os braços para que eu fosse até eles, e eu o fiz, ficando por um bom tempo ali, naqueles acolhedores braços protetor do meu irmão, aquele que há um tempo me alertou dos amigos dele, e eu ao menos o ouvi, e agora estava com as palavras e as lágrimas engasgadas em minha garganta, a ponto de que elas me devorassem se eu não as pusesse para fora, mas era melhor eu me contentar em guardar isto para mim mesma, por enquanto.

Quando ele me soltou, me observou detalhadamente, e quando eu vi teu sorriso esplêndido esvaecer-se de seus lábios, eu tive a certeza de que o instinto de irmão dele apontou algo em meus olhos inchados pelo choro recente. E quando eu notei isto, senti uma pontada em meu peito, e agora o que eu faria?

– Hey, aconteceu alguma coisa com você? – ele pôs uma mecha do meu cabelo úmido para trás da minha orelha.

– Eu estou bem, amor, não se preocupe – era nítido o tom embargado da minha voz. Uma pena que caísse sobre mim, e eu despencava em lágrimas.

– Tens certeza? – questionou novamente, acarinhando meus braços.

– Sim, é só um mal estar – respondi disfarçando com convicção na minha voz.

– Você não é assim, mas quando você quiser contar, eu vou estar a ouvidos, você é tudo para mim, e vê-te triste, me deixa assim também – ele disse calmo, me fazendo arrepender-me a cada fio de cabelo meu por não confiar este momento a ele.

– Eu sei, obrigado Georg, eu te amo muito – eu disse, fazendo-o sorrir, ele me abraçou forte novamente.

– Eu também, e muito – ele finalizou depositando um beijo em minha testa, em sinal de carinho e confiança – Eu vou tomar um banho e descansar, qualquer coisa, não hesite em me acordar!

– Tudo bem – eu disse dando de ombros.

Ele entrou, e como sempre, compreendeu-me. Eu aposto que ele tem mil e uma histórias para contar sobre a viagem, afinal, ele é meu irmão, atrapalhado, divertido e talentoso como sempre foi, sempre tem histórias boas para contar, mas neste momento, eu só queria me resolver, e finalizar esta história de uma vez por todas.

Assim que eu o vi subindo as escadas, eu também o fiz em direção ao meu quarto, fitei meu celular sobre a cama, e quando vi, eu já estava discando os números do celular dele.

– Você de novo, segunda vez hoje... O que você quer?

________________________________________

Bom, é isso.
Qualquer dúvida ou crítica, é só comentar abaixo <3
Beijinhos.
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MensagemAssunto: Re: Skin - Epílogo.   Qui Jul 19, 2012 11:13 am

doce to viciada nessa fic garotaaaa...
Coitada,estou com pena dela,que triste isso!

Continua,quero ver o que ela vai falar ao Tom...
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MensagemAssunto: Re: Skin - Epílogo.   Qui Jul 19, 2012 4:40 pm

Esse Tom realmente merece sofrer e muito !!!
Uma palavra traduz ele: C-A-N-A-L-H-A
quase que caí em lágrimas pela Nina, rs

CONTINUA *-*
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MensagemAssunto: Re: Skin - Epílogo.   Qui Jul 19, 2012 6:08 pm


Citação :
Uma palavra traduz ele: C-A-N-A-L-H-A

Sem mais! Mas acho que a Nina agiu certo, não contando AGORA pro Ge. Ela não pensou só nela né ^^
Também faria aquela terapia da Nina na banheira se tivesse uma Razz É bem relaxante.
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MensagemAssunto: Re: Skin - Epílogo.   Qui Jul 19, 2012 8:11 pm

Posta logo!Se ela bater no Tom eu ajudo!
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MensagemAssunto: Re: Skin - Epílogo.   Qui Jul 19, 2012 10:15 pm

Missy Bardot escreveu:
doce to viciada nessa fic garotaaaa...
Coitada,estou com pena dela,que triste isso!

Continua,quero ver o que ela vai falar ao Tom...

to adorando a continuação da fic aplausos

continua *-*
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MensagemAssunto: Re: Skin - Epílogo.   Ter Jul 24, 2012 9:34 am

Bom dia meninas <3

Obrigado pelos comentários! Ainda bem que vocês estão gostando, isso me alegra muuuuuito! Na minha escrita, falta poucos capítulos para acabar ): Mas aqui ainda tem muuuuita água para rolar!


* No capítulo contém violência.
* A imagem-capa foi substituída por outra, eu não sei o que houve, mas não consegui editar, então tive que substituir de última hora.
* Roupa da Nina no capítulo, clique aqui.


Boa leitura study

_______________________________________

Música: Somebody that I used to know (Glee Version).





– Estou seriamente pensando em contar a Georg, o que você fez comigo – eu ameacei.

Sério? – ele riu maldoso.

– Não Tom, eu estou brincando, lógico que eu vou! Ele acabou de chegar de viagem.

Conte, mas se você aparecer morta ou ferida, eu espero que não fique arrependida depois – ele praticamente cuspiu ao telefone ao dizer tais palavras ameaçadoras.

– Tom! – eu gritei assustada.

Por que você não para de frescura e vem me ver de novo no hotel? Vamos nos divertir!

– Eu não posso, não já basta o que você me fez?

Você vem AGORA! – impôs.

Eu desliguei, temendo sua voz ameaçadora de novo, e dessa vez eu não conseguia ao menos chorar, eu estava assustada pelo tom de voz ameaçador que ele usou comigo, e apenas me deitei na cama, onde por vezes me peguei sonhando com ele, e que agora, eu não sonharia, eu teria pesadelos.

Do mesmo jeito que eu estava, eu adormeci.

*

O dia até que foi tranquilo para o que eu calculei mentalmente que seria, quando eu acordei, meus pais já estavam em casa, e saímos para almoçar fora e finalmente Georg nos encheu de histórias sobre a viagem e passamos uma tarde tranquila juntos.

E mais para a noite, nós todos fomos ao cinema, assistir um filme qualquer, e após o mesmo, meus pais me propuseram ir para a casa dos meus tios com eles ou ficar só em casa, já que Georg já havia avisado que não ficaria em casa por esta noite e que sairia com Helena para matar as saudades.

Eu preferi ficar em casa, o que foi uma péssima ideia. Assim que eu cheguei e Georg se foi, e eu estava à mercê de qualquer um que chegasse ali e me abordasse, e eu juro, poderia ser qualquer pessoa, qualquer ladrão, mas de qualquer forma, não poderia ser ele, aquele miserável.

E dessa vez, a pessoa do além que leu meus pensamentos quando eu pedi pela presença do meu irmão, não leu meus pensamentos, e se leu, fez tudo ao contrário, lá estava ele, encostado em seu carro, com um cigarro entre os dedos e um sorriso debochado no rosto.

– Vai entrar no meu carro ou eu vou ter que ir te puxar pelos cabelos? – ameaçou.

– Eu não tenho medo de você – falei, cruzando os braços – Vem aqui se você é homem de verdade! Ameaçar é fácil, tem testemunhas aqui. Quer mesmo que Georg fique sabendo? Você pode ser alto, mas ele ainda é mais forte que você. Eu sou a irmã dele, ele acreditará mais em mim do que em você, então sai daqui e me deixe em paz, por favor.

Ele observou ao redor, e caminhou até eu. E inesperadamente, ele me beijou. E não como ontem, e não como nos outros dias. Foi um beijo calmo, quase acreditei que fosse verdade que ele sentisse algo por mim, que não fosse somente atração.

– Viu, você é boba, acredita em qualquer coisa – falou doce – Vem comigo, eu prometo que te trato com carinho.

E a boba foi.

No carro, eu mandei uma mensagem de celular para meus pais, alertando que eu possivelmente não dormiria em casa também. E então o silêncio prevaleceu, até o então momento que ele perguntou se eu gostaria de ouvir alguma música, eu disse que sim, para que pelo menos aquele inquietante silêncio se acabasse.

Eu confesso que a música era tão animada, que a letra ficou em minha mente e por diversas vezes, eu me peguei cantando-a, para tentar distrair meu pensamento. Por que eu estava aqui? Por que eu não entrei em casa e tranquei a porta? O máximo que ele poderia fazer seria forçar a maçaneta, ele não seria imbecil de quebrar os vidros.

Mas agora eu estou aqui, com a única ponta de esperança de que aquela noite tivesse um final feliz.

E dentre alguns minutos, numa rua repleta de comércios, eu avistei um restaurante, quase uma lanchonete, onde muitos casais e amigos se divertiam ao som de alguma música que tocava dentro do estabelecimento, ele parecia ser descontraído e pela fome que eu sentia, eu tive que pedir para que ele parasse ali, nem que fosse para que eu comesse no carro.

Então paramos, Tom estacionou o carro a uma distância considerável do local, mas caminhamos rapidamente até o mesmo, estando abraçados. E a cada carícia, uma nova chama se acendia em mim. Fazendo-me esquecer das palavras rudes e da noite fantasiosa que tivemos... Como uma pobre iludida.

Assim que entramos, cumprimentamos algumas pessoas que vieram falar conosco e assim sentamos no balcão, bom, ele no banco e eu... Literalmente, no balcão, pois não havia mais cadeiras livres e até umas garotas faziam o mesmo descaradamente, não vi problemas.

Pedimos duas cervejas e fritas. Enquanto esperávamos ser servidos, trocamos deliciosos beijos ao som da música que tocava ao fundo e fazia algumas pessoas dançar na pequena pista de dança improvisada no estabelecimento.

Seus lábios chocavam com os meus em pequenos movimentos, contrapondo com o gélido toque de seu piercing que brilhava em seus belos e provocativos lábios. Suas mãos postas em meus quadris pareciam que ele queria provar a alguém que eu era só dele. E os meus singelos toques em sua nuca, só diziam... Quero carinho.

Interrompi o beijo, em vista que iniciara uma música na qual eu gostava muito de dançar quando ela tocava nas festas em que eu estava presente. E também tendo em vista várias outras garotas fazendo o mesmo em cima de mesas, nos carros e até na bancada, me senti mais estimulada a fazê-lo.

Subi na bancada, surpreendendo Tom com o movimento inesperado, fiz o primeiro movimento, brincando com meus cabelos, jogando-os para trás, pondo-os para frente do meu rosto, descendo devagar, subindo novamente, provocando-o com sorrisos e olhares.

Logo, a cerveja chegou bem geladinha para refrescar todo o calor que estava presente ali. Beberiquei um pouco, logo voltando a movimentar-me, brincando e provocando seu delírio, assistindo seu sorriso perverso, contemplando, do alto, teu corpo relaxado em busca do meu.

E ali, que eu tive a plena certeza que a brincadeira começou. Éramos como cão e gato, caçávamos e éramos caçados, e tudo, em busca de algo que nem sabíamos o que queríamos, mas estávamos envolvidos num laço invisível, que poderia a qualquer momento arrebentar, mas nenhum de nós faziam questão de soltá-lo.

Ao fim da brincadeira, gargalhamos e nos beijamos novamente.

– Tem cigarro? – perguntei, vendo seus olhos arregalarem – Qual é... Eu fumo sabia?

– Não parece – ele comentou se demonstrando sério, erguendo a sobrancelha.

– Georg fuma – acrescentei, repetindo o mesmo movimento com a sobrancelha.

– Hm – murmurou, cedendo. Ele logo retirou um do bolso e me deu.

– Isqueiro? – questionei, ele retirou o mesmo do bolso e acendeu para mim, que logo dei a primeira tragada.

*

Aos beijos e abraços frenéticos a porta do quarto do hotel, Tom abriu a porta, entrando primeiro, depois seguido de mim.

Largamos tudo ao redor do quarto, indo em direção à cama. Já deitados, trocamos longos beijos.

– Você promete que vai ficar comigo amanhã? – pedi, acarinhando seu rosto com cuidado.

– Prometo – ele respondeu rápido, indo logo mordiscar meu pescoço.

– Sério? – quis confirmação.

– Aham – ele respondeu apressado, e foi ali que eu percebi que ele não queria nada mais do que sexo.

– Não Tom, eu não quero hoje – tentei empurrá-lo de cima de mim, mas a sua força era maior, foi um ato completamente falho.

– Não quer o que? – ele questionou, segurando-me pelos pulsos, aumentando o tom de voz.

– Não estou a fim de transar – falei com a voz falha, o medo dominando-me.

– E VOCÊ PENSA QUE EU ESTOU AQUI PARA QUE? – gritou, me assustando, ele levantou-se, me levando junto, com violência. Meus pulsos deveriam estar marcados tamanha força.

– Pensei que você realmente gostava de estar comigo, que você ia mudar. Mas não, me enganei, FUI BOBA COMO SEMPRE – me exaltei, tentando, falha, estapear suas costas, já que o mesmo virou-se para mim.

– Como teu irmão – ele falou, se virando, dando um sorriso perverso.

– Olha como fala dele – ameacei.

– Olhar o que mesmo, vadia? – senti a tua mão bater forte em meu rosto.

Respirei fundo por um instante, tentando não acreditar no que eu havia acabado de presenciar, fechei os olhos sentindo o gosto de sangue e a sensação do mesmo escorrer de meus lábios, fora uma força tão grande que conseguira me machucar.

– Tom! – exclamei, puxando-o pela camiseta.

– Vai ceder ou não? – ameaçou novamente, vindo em minha direção, me afastei, acabando por cair sobre a cama.

– Não quero Tom! – eu tentei me desvencilhar de seus braços, mas eles foram mais fortes por segundos, logo eu consegui sair, mas ele me prensou na parede com força, usando da tua voz ameaçadora.

– Você não vai!

– ME DEIXA EM PAZ TOM – ele me bateu novamente, em seguida, me jogando em direção ao chão.

Eu quis revidar, mas ele era mais forte que eu, e eu só deixei que tudo aquilo acabasse logo.

– Para Tom, por favor... – clamei estendida no chão, sentindo cada ponta do meu corpo doer.

Ele parou, caminhando em direção à porta.

– Fica ai com o seu purismo que eu vou procurar outra vadia que cede mais rápido do que você, beijos Listing – ele abriu a porta, e antes de sair completou - E você sabe o que vai acontecer se você contar sobre o que eu fiz para alguém, não é?

Assenti.

Eu esperei que ele trancasse a porta, para que eu pudesse liberar mais lágrimas. Por dentro, algo me remoia como uma dor muito forte era uma miscelânea de arrependimento com um ódio muito grande.

A dor estava forte, as pancadas foram muito violentas, eu sentia que partes do meu corpo poderiam estar feridas, e outras doíam muito. E fora a dor, tanto física como emocional, que me manterão ali, no chão.

*


Eu não sei por quanto tempo eu permaneci imóvel no chão, mas ali permaneci até que as lágrimas secassem em meu rosto ferido e a dor diminuísse o que fora um pouco impossível.

As lágrimas, secas e carregadas por uma coloração preta, vinda de uma maquiagem bem feita para o que seria um passeio com final feliz, e que lágrimas a desmoronam no fim, acabando com a mesma.

Mas eu precisava tomar uma atitude, e ela, seria agora. Eu não poderia ficar deitada ali para sempre esperando que alguém viesse me salvar, naquele momento, era eu, apenas... Eu.

Ergui-me com extremo cuidado, gemendo a cada tentativa, pois a dor ficava mais forte quando forçava meu corpo, mas eu aguentei, e assim, consegui sentar-me a borda da cama, onde suspirei sentindo cada parte do meu corpo gritar.

Retirei minha blusa e minha calça, assim, de roupas íntimas fui ao espelho, com certa dificuldade, observar os ferimentos. Roxos e mais roxos, o sangue seco sobre meus lábios... Decidi tomar um banho para limpar parte daquilo.

As marcas sairiam com o tempo, e eu teria que ter trabalho para escondê-las de todos, mas as marcas sentimentais permaneceriam.

O que me dói mais é saber que ele é assim, e mesmo assim, continuar amando-o.

*

Após várias tentativas de dormir, eu simplesmente desisti da ideia, e me sentei a poltrona de frente com a varanda. Já estava amanhecendo, eu não consegui sair dali, e tratei de curtir minha dor observando o amanhecer de um céu cinzento, até que então, eu decidi ir embora andando, em seguida.

É... Já estava na hora de partir.

_______________________________________

Bom já sabem, qualquer dúvida ou critica, comente abaixo.
Eu sei que violência não é legal, mas Tom vai pagar pelos seus erros assim como todos os homens que fazem isto por ai deveriam pagar.

Até mais!


Última edição por annebk. em Ter Jul 24, 2012 9:40 am, editado 1 vez(es) (Razão : Eu esqueci de desejar boa leitura.)
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MensagemAssunto: Re: Skin - Epílogo.   Ter Jul 24, 2012 11:09 am

C A R A C A...
sensacional esse capítulo,essa fic tá pegando fogo.E o Tom é um canalha,nossa que raiva dele,espero que pague mesmo pelo que fez pra Nina,mulher é boba mesmo...

continua :zoiudo:
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MensagemAssunto: Re: Skin - Epílogo.   Ter Jul 24, 2012 1:11 pm

Eu vou dar uma tijolada nessa garota!Pow deu pro Tom depois de tudo!
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MensagemAssunto: Re: Skin - Epílogo.   Ter Jul 24, 2012 1:23 pm

Nossa que SACANA
continua
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MensagemAssunto: Re: Skin - Epílogo.   Ter Jul 24, 2012 2:41 pm

Fiquei meia paralisada lendo esse capitulo, nunca pensei o Tom dessa forma, lhe dou os parabéns você escreve muito bem, era como se eu tivesse dentro do quarto vendo tudo. Esperando o próximo capitulo *0000*
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D'Julia kaulitz
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MensagemAssunto: Re: Skin - Epílogo.   Ter Jul 24, 2012 3:02 pm

Missy Bardot escreveu:
C A R A C A...
sensacional esse capítulo,essa fic tá pegando fogo.E o Tom é um canalha,nossa que raiva dele,espero que pague mesmo pelo que fez pra Nina,mulher é boba mesmo...

continua :zoiudo:

concordo com a Danielle K....

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MensagemAssunto: Re: Skin - Epílogo.   Ter Jul 24, 2012 4:30 pm

D'Julia kaulitz escreveu:
Missy Bardot escreveu:
C A R A C A...
sensacional esse capítulo,essa fic tá pegando fogo.E o Tom é um canalha,nossa que raiva dele,espero que pague mesmo pelo que fez pra Nina,mulher é boba mesmo...

continua :zoiudo:

concordo com a Danielle K....

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Estou abismada demais... '-'
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MensagemAssunto: Re: Skin - Epílogo.   Qui Jul 26, 2012 1:32 pm

kiinha kaulitz escreveu:
D'Julia kaulitz escreveu:
Missy Bardot escreveu:
C A R A C A...
sensacional esse capítulo,essa fic tá pegando fogo.E o Tom é um canalha,nossa que raiva dele,espero que pague mesmo pelo que fez pra Nina,mulher é boba mesmo...

continua :zoiudo:

concordo com a Danielle K....

continua Smile

Estou abismada demais... '-'

sem mais '-'
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MensagemAssunto: Re: Skin - Epílogo.   Ter Jul 31, 2012 2:06 pm

Tem mulher que é jumenta mesmo!Continua
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MensagemAssunto: Re: Skin - Epílogo.   Qua Ago 01, 2012 10:01 am

Olá!

Obrigado pelos comentários garotas <3

A Nina vai ser burra por um tempo até ela não aguentar mais, vocês vão ver que a história vai chegar no limite de custar a vida de alguém! ~mistérios~

Bom, sem muitas delongas, boa leitura! study

* Roupa da Nina no capítulo, clique aqui.

_______________________________

Música: Revolver.


Havia se passado um dia inteiro, desde o fatídico dia.

Desde então, eu não consigo me aquietar, meu corpo inteiro dói, e ao menos eu não posso reclamar, pois uma suspeita sequer, Georg poderia fazer algo que eu não gostaria. E eu não saberia do destino dele, e com certeza, por mim, ele faria uma loucura, e digo assim, com toda convicção, pois por ele, eu sei, eu daria a minha vida.

Hoje, eu havia tirado uma folga da clínica, assim, emendando o final de semana com mais alguns dias em casa, com a desculpa dos ferimentos serem de um acidente ocasional. O que eu ainda nem noticiei para as pessoas desta casa, pois todos iriam me cercar de carinhos e cuidados, e por hora eu não estava preparada para falar, sem que lágrimas se formassem em meus olhos.

Hora do almoço se aproximando, e há uma hora, Georg me ligou informando que iria trazer os garotos para um almoço, e que se eu poderia fazê-lo, já que o mesmo não estaria presente para isto e seus dotes culinários não chegavam nem aos pés dos meus, e que ele me recompensaria com um bom pote de sorvete e muito chocolate, que são completamente os meus pontos fracos, então eu decidi que iria caprichar.

Eu sei... Eu sei que Tom estará presente, e desde então, vai ser a primeira vez que Georg me vê, depois deste acontecimento, será um embate, pois será a primeira vez que ele, Tom, me vê também, após os ferimentos que ele provocou em mim, mas as explicações já estão na ponta da língua, e assim que eles chegarem, eu irei me retirar, evitando ter que ficar próximo dele, agora, eu queria é o máximo de distância possível dele.

Meu prato preferido e que agradava a todos, era filé de frango grelhado com relish de milho e tomate-cereja, como prato principal, e o Strudel de cereja e maçã, como sobremesa. Todos aqui em casa amavam quando eu assumia a cozinha para prepará-los. Quando eu estudei na França, eu fiz algumas aulas de culinária para passar o tempo, e assim preparar pratos deliciosos para meus amados.

Não demorava muito, mas eu gostava de fazer com estremo trato, e assim que eu finalizasse, eu levaria um prato para meu quarto, de onde eu só sairia quando somente Georg estivesse em casa, eu não quero estar presente, quando Tom estiver.

É até estranho o fato de estarmos na mesma casa depois de tudo que houve. É como, ter um inimigo dentro de sua própria residência. Sentir-se completamente aprisionada.

*

E lá estava eu, completamente relaxada, não sem pensar que daqui a duas horas meu inimigo, como eu denominei, estaria presente, e sim, curtindo de alguma forma a minha solidão, por que é como dizem, antes só, do que mal acompanhada e sem me gabar, mas nestas circunstâncias, após tudo que eu vivi, eu prefiro a solidão, a aquilo tudo novamente.

O amor dele é tão incerto quanto o tempo. Pode chover por alguns dias, pode fazer sol, mas sempre, será assim, incerto.

A blusa caída sobre meu ombro estava incomodando, mas não quanto o que eu viria agora... Mas foi ali, quando vozes invadiram a casa, e eu percebi que, ou eles haviam chegado antes do esperado ou então a atrasada ali era eu. Ao fixar os olhos no relógio ao corredor, verifiquei que todos estavam mesmos eram adiantados, e não eu.

Respirei profundamente, agora seria a hora das verdades e dos encontros. O teatro estava fixado em minha mente, depois de tanto martelar as palavras certas, eu já até havia decorado o texto, como em uma novela dramática ou uma peça da Broadway.

– Nina, eu cheguei! – avisou Georg, e pelo tom de voz, ele estava se aproximando, e os passos a mais, o seguiam.

– Adiantadinhos hein? – falei com a mão na cintura, vendo os quatro chegarem à cozinha.

– Não tem nenhum problema, não é? – perguntou Bill, se aproximando para me cumprimentar, carinhoso e doce como sempre, ao contrário do irmão, por que cargas d’água eu não me apaixonei por ele? Seria bem mais fácil... Ou não, Clara o ama.

– Não, nenhum problema meus queridos – fiz uma pausa, pois os abraços de Georg sempre me deixam sem ar, devido à força usada, e a dor que por consequência de um dia atrás causou - Eu só queria deixar tudo pronto antes de vocês chegarem, mas como vocês não cumpriram, de castigo vão ter que esperar até tudo ficar pronto – falei, cumprimentando um por um.

Tom foi o último e eu praticamente evitei contatos com ele. Para quem estava de fora, não percebeu nada, mas eu nem se quer toquei nele. E assim seria por um longo e bom tempo.

A expressão confusa dele, quase me fez sorrir, mas eu não estava de brincadeira com ele. Tudo que ele me fez até agora não é engraçado ou fofo, é abusivo e imbecil.

– Nina, o que aconteceu com você? Toda ferida! – questionou Georg, quando avistou os curativos e alguns roxos. Aquilo acelerou meu coração de uma forma que com certeza faria minhas bochechas ficarem rubras, e aquilo de alguma forma fez a resposta praticamente saltar da minha boca.

– Cai na rua ontem, por isso peguei uma folga! – expliquei tão rápido quanto a pergunta dele havia saído de seus lábios, como eu disse, a desculpa estava na ponta da língua.

– Sério? Por que não me falou antes? Eu teria cuidado de você, e eu pensando que você está bem, mas onde foi? Como?

Georg desabafava sua preocupação fraternal para comigo, mas tudo que eu ouvia eram os meus gritos e o desespero, assistindo as feições de Tom, que assistia tudo cauteloso, como se, se eu contasse, ele estivesse pronto para se armar contra mim, e criar ali, uma intriga.

– Não se preocupe, maninho, eu estou bem. Fui ao médico, fiz curativos e estou administrando um remédio para dor, mas nada demais – respondi, tento o completo autocontrole.

Por dentro, eu só queria que ele soubesse de toda a verdade.

– Quer que eu continue? – se ofereceu, apontando para as panelas e legumes que ainda precisavam ser higienizados e picados.

– Não precisa! Eu estou bem! – insisti, esboçando um sorriso.

Com certeza, Georg não sentiu firmeza nas minhas palavras, nem eu mesma senti isto, eu só espero que ele não desconfie de nada, não hoje, não nunca. Tom me deixará em paz, e tudo voltará ao normal, pelo menos era o que eu achava...

– Eu vou com os meninos para a piscina, qualquer coisa, é só você me chamar! Não hesite em fazer isto – ele se aproximou, dando-me um forte abraço, eu sentia a completa confiança nele, mas como esta história teria um ponto final imediato, era melhor eu deixar isto guardado a sete chaves comigo mesma.

– Tudo bem – as palavras praticamente foram obrigadas a sair.

Assim que todos saíram, eu retomei as minhas atividades, tentando acelerar mais o tempo, eu não queria ficar ali, eu queria sair. Fazer compras, talvez. Eu estava precisando de roupas novas mesmo. Eu não queria ficar no meu quarto, ali eu me sentiria bem, e se ele aparecesse por lá? Eu não conseguiria me controlar e iria fazer uma enorme besteira! E não me entregaria a ele, mas com certeza, chamaria Georg e tudo viraria do jeito que eu não quero que vire!

*

– Você fez muito bem em não ter contado nada – senti sua presença tão próxima, que me arrepiei por inteiro, e não por excitação e sim por medo.

– Se afaste – pedi quase em súplica, mantendo a calma a medida do possível.

– A uma noite atrás, talvez duas, você não estava pedindo isto – ele falou ainda próximo a mim, perigosamente, diria.

– É por que até então, eu não sabia a porcaria de homem que você é! – exaltei, empurrando-o, ele se afastou, dando seu melhor sorriso sínico.

– Você deveria desconfiar de um cara como eu, ficar muito tempo como uma garota como você – falou, cruzando os braços, de uma forma completamente relaxada e provocativa.

– Garota como eu? – questionei voltando as atenções para os alimentos a minha frente.

– Aparentemente, fácil – falou seco.

– Pois é, e você descobriu isto quando eu demorei a ceder, não é? – falei, me virando, trazendo em mãos uma faca extremamente afiada.

– Aconteceu logo, e foi bem gostoso – falou, tentando ser provocativo e sínico, mas o seu olhar pairava sobre a faca em minhas mãos - E eu adoraria ter aquela noite novamente.

– Talvez se você fosse aquela pessoa que se fantasiou para mim, teria muito mais e muitas outras melhores – brinquei, passando o dedo sobre a faca de o modo a não me ferir, somente para tomar do sabor do conteúdo ali repousado, era de pequenas maçãs picadas, um sabor doce, diria.

– Por que você não me encontra no hotel hoje? – convidou.

– E depois de tudo que você fez? Nem em estado de loucura suprema – respondi, voltando as atenções para as frutas a minha frente.

– Ah, vadia – disse ele, vindo a minha direção, mas meu reflexo foi rápido, vir-me-ei com a faca em punhos novamente, um passo a mais e eu estaria condenada a um assassinato.

– Vadia é aquela que está na esquina, te esperando. Mais respeito comigo, por que assim você não vai conseguir nada e vai piorar as coisas. E nem vem com o seu papo machista para cima de mim, um grito só, e Georg estará aqui na cozinha para me defender.

– Vai, seja covarde, chame o irmãozinho! – falou dando três passos pra trás, se distanciando da faca - Nina, eu nunca te deixarei em paz! Seja minha novamente, ai, eu pensarei no teu caso.

– Não, nunca! Saia daqui, vai, vai! – expulsei-o com o pano de prato que estava repousado em meus ombros – Chegue perto de mim novamente, que eu não hesitarei em matar-te, garoto imbecil! – exasperei.

Ele gargalhou gostoso, e saiu.

*

É, ele nunca me deixaria em paz até que eu desse outra noite para ele como a primeira e única, e ali, estava a minha oportunidade de planejar algo para que ele pudesse me deixar em paz o mais breve possível! E a vida parecia não colaborar comigo para nada nesses meus planos.

E não só queria fazê-lo se afastar, mas como queria fazê-lo sentir tudo que eu senti quando ele me torturou. Uma profunda dor, numa miscelânea de desespero, vergonha, aflição, somados a uma vontade enorme de chorar! Eu tinha que mexer com os sentimentos dele, isso é se ele tivesse algum.

Nunca, eu pensei que alguém pudesse despertar esse meu lado mais maléfico, e ali estava ele, aparentemente inocente, a sorrisos com a pessoa que eu mais amava, e completamente impossibilitado de ler a minha mente e se deparar com mil e uma ideias de como me vingar dele, sem ao menos adivinhar que a vida me daria isto de bandeja.


My love should be illegal.

Real deal, baby.

Eu tinha esse desejo, eu o iria fazer implorar por tudo que ele me fez. Eu sofri nas mãos dele, mas agora é a vez dele pedir pela minha pele.

_______________________________

Meninas, vocês não sabem o quanto eu estou feliz com os seus elogios! Espero que os próximos capítulos correspondam ao que vocês estão elogiando, eu os fiz com muuuuito carinho. Na minha escrita, eu estou escrevendo o último capítulo! ): Pois é... Está sendo triste para mim, pois me apeguei muito a história da Nina, a ela mesma como se ela fosse uma irmã imaginária minha, sabe? É esquisito explicar.
Bom, até mais!

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MensagemAssunto: Re: Skin - Epílogo.   Qua Ago 01, 2012 12:51 pm

Lindo capítulo...bem intenso eu diria.
tô curiosa pra saber o que a Nina vai aprontar,o Tom tem que pagar pelo que fez isso é fato.
Continua liebe study
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MensagemAssunto: Re: Skin - Epílogo.   Hoje à(s) 9:11 am

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Skin - Epílogo.
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