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 Fuck School FF+18 [ On: Capítulo 29 ]

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Meris
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MensagemAssunto: Re: Fuck School FF+18 [ On: Capítulo 29 ]   Seg Fev 04, 2013 7:43 pm

Comunicado:
Realmente achei que não daria para escrever outro capítulo, entretanto me bateu ontem uma enorme inspiração é escrevi todo capítulo 17 e bem eu gostei do resultado. Posso até postar o capítulo 17 antes do carnaval - vulgo minha viagem - mas preciso dos incentivos das minhas amoras e do apoio sempre né. Vou começar a revisar agora o capítulço, talvez poste talvez não depende da minha felicidade e do apoio de todas.
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MensagemAssunto: Re: Fuck School FF+18 [ On: Capítulo 29 ]   Dom Fev 10, 2013 1:14 pm

capitulo bem grande adorei ,CONTINUA Very Happy
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Steph MADA
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MensagemAssunto: Re: Fuck School FF+18 [ On: Capítulo 29 ]   Dom Fev 10, 2013 2:31 pm

Continua.
Tá tenso o negócio...
Eu estava quase dando de graça a arma para ele e ainda pagando para sair dali''
haha
Isso, Bill tá lascado!
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Ilana
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MensagemAssunto: Re: Fuck School FF+18 [ On: Capítulo 29 ]   Sex Fev 15, 2013 7:53 pm

GENTE, que foda!!
Cara, por favor prossiga logo, nem sei direito o que dizer, to de boca aberta kkkkkkkkk

Desculpe-me a demora, é que eu ando meio atolada :c
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MensagemAssunto: Re: Fuck School FF+18 [ On: Capítulo 29 ]   Qui Fev 21, 2013 8:40 pm

Brigado pelo apoio incondicional de sempre meninas, espero mesmo que estejam gostando. Lembrem-se qualquer erro ou problema me avisem. Sem tempo mesmo, passando agora apenas para postar o capítulo porque sumi. Bem Vinda Isabelle_483

.Capítulo 17.




Nos últimos tempos parece que todo mundo têm se dedicado em ferrar com a minha vida. O primeiro da lista é meu insuportável professor de Biologia, seguido pela minha ex-amiga Ludmila, minha família, o governo e por último os meus queridos colegas da escola. Pelo menos consegui me livrar do meu segurança, voltando a ter o direito de ir e vir sozinha por onde quero, ou algo parecido com isso.

Cheguei cedo naquela segunda-feira na escola, primeiro dia após a detenção. Não sei como pude sentir falta de tanta gente filha da puta, um brinde a mim. Sorri sozinha na rua depois de olhar o muro grafitado da entrada do colégio. Nada como um baseado depois de uma festa e uns sprays sobrando no carro do seu melhor amigo, não me lembro direito como fizemos juntos aquela obra de arte. Enquanto me dirigia até o jardim, sabia que por minha culpa e do Leandro todos os alunos iriam ouvir um interminável sermão da diretora sobre disciplina e todo resto do insuportável discurso decorado. Quer saber? Foda-se. Naquele momento eu achava impossível ficar mais ferrada do que já estava, devia ter dado mais valor para tudo. Bem vou deixar a bomba para o fim, ansiosa? Vai fazer sexo que passa, fica a dica.

Naqueles dias, antes da detenção, minha mãe começará a se preocupar de verdade com minha vida acadêmica, ficava no meu pé exigindo resultados e eu nem lembrava há quantos anos não fazia tarefa. Na época a condição para eu ter uma vida social era manter todas médias altas e cumprir todas as tarefas. Agora? Dona Beatriz está mais preocupada em saber quando poderá marca de fazer as unhas no salão. Aquele surto repentino da minha mãe havia assustado a todos em casa, com certeza ela devia estar participando de algum concurso sobre a mãe mais zelosa do país. Não consigo pensar em outro motivo para ter a feito deixar suas reuniões beneficentes por reuniões escolares.

Esse ano no Goethe nada anda seguindo seu fluxo natural. Desde quinta-feira da semana anterior eu estava suspensa, por conta ter batido em Ludmila durante o intervalo da aula de sábado, mas já garanto, ela não apanhou o quanto merecia. O pior mesmo foi ela indo depois à minha casa tentar se desculpar pelo seu ato, jurou ter feito aquilo apenas visando o meu bem estar, sei bem o quanto ela se preocupa comigo. Eu até cai no papo de boa moça dela. Então, na quarta-feira da semana anterior a minha suspensão, vi a mesma se amassando com o nosso "amado" professor de Biologia no estacionamento. Sim, Ludmila Motz e Georg Listing estão juntos e a desgraçada deu para ele - além da vagina dela - todas as fotos do dia do laboratório. Além de ferrar temporariamente com minha vida e acabar com meu tão bem elaborado plano, eu ainda tive que beijar aquela boca asquerosa. Como sempre a tapada aqui se f***. Já ta virando rotina ver Juliana Winble se dando mal. Viu só? Esse colégio não é mais o mesmo, não se preocupe, logo recoloco cada um em seu devido lugar.

Não vou mentir para mim mesma, beijar Georg Listing não foi tão mal. Nossas línguas se entenderam tão rapidamente, os lábios dele foram tão macios ao pousarem com fúria sobre os meus, a cabeça dele não girava igual a boneco de posto de gasolina e no momento que aquele arrepio forte percorreu todo meu corpo, assumo: Morri de desejo de dar naquele mesmo instante. Jesus, olha só as besteiras que estou falando. O dia mal começou e eu já estava precisando de uma boa dose de vodka. Mulheres como eu não podem perder seu tempo invejando mulheres como Ludmila Motz. No fundo desses dois se merecem em número, gênero e grau, nem merecem ser flexionados.

Naquele primeiro dia após a detenção, acabei chegando cedo e sentando sozinha no meu costumeiro banco do jardim, não demorou muito e Georg passou a alguns metros na minha frente. Ele estava como sempre concentrado ouvindo sua música, não notando a presença de nenhum aluno que ainda perdia o seu tempo para tentar o cumprimentar. Não sei qual é desse professor de ás vezes se achar o rei do colégio. Sem notar, comecei a encarar as mãos dele e lembrar aquele dia no laboratório, da sensação daquelas mãos grandes me apertando e segurando meu corpo com tanta destreza. Outro erro no meu professor: O desgraçado tem uma pegada monstro. A língua dele então se...

_Bom dia flor do dia – Afirmou Ceci como sempre felicíssima me despertando de meus devaneios. Sorri depois de abraçá-la tentando não demonstrar meu susto momentâneo. – É tão bom te ter de volta.

_É bom estar de volta. Como foram os dias aqui sem mim? – Perguntei enquanto minha amiga sentava ao meu lado. Aos poucos a escola ia ficando cada vez mais cheia. Cheia de gente inútil. É tanta hipocrisia, é tanta gente vazia, tanto assunto inútil, que ando com preguiça de conhecer pessoas.

_Muito normal, até chegando a ser tedioso. Todos já se acostumaram a seus barracos memoráveis e confusões.

_Brigado pela parte que me toca. Falou com o Tom? – Perguntei enquanto minha amiga se sentava ao meu lado naquele gelado banco, finalmente o calor estava chegando. Primavera é a melhor época do ano para ficar no clube tomando sol e vendo os homens se exercitando, sem contar as festas ao ar livre. Só de pensar já me sinto eufórica novamente.

_Não tive coragem. Harry acha melhor eu não falar, ele falou que se o Tom quiser vai se aproximar. Acho que ele está certo, amoré – Respondeu Ceci tentando parecer convincente. Nem ela estava acreditando na teoria do seu amigo virtual, mas de alguma forma queria me fazer acreditar. Bufei antes de revirar os olhos, ás vezes é mais fácil convencer uma porta de fazer algo do que a Ceci. Sabe, minha amiga é sempre cheia de esperanças sobre tudo, ás vezes prefiro ser como eu e ter um coração vazio do que ser como ela e ter um coração lotado sempre de falsas esperanças sobre tudo.

_Quando você vai parar de conversar com alguém só pela internet? Como pode dar valor para as palavras de alguém que nem conhece pessoalmente? Ceci, já pensou que esse Harry pode ser um professor depravado? Ou pior uma daquelas lésbicas do dark side? Você vai esperar até se apaixonar para finalmente exigir o conhecer ao vivo? Eu ainda acho que ele é dessa escola e não do Hamburgo, se não como ele não teria acesso à sala de bate-papo fechada dos alunos da nossa escola, como entraria sem a matrícula e a senha que apenas a secretária disponibiliza para cada aluno do Goethe? Caralho, você me conhece há anos! – Afirmei tentando parecer aborrecida, mesmo não estando nem um pouco. Minhas amigas não podem dar mais atenção às palavras de um desconhecido ás minhas.

_Credo Jú. Ele é apenas um menino normal, gente boa. Já te falei: Ele é do Hamburgo. Já chequei à lista de alunos daquele colégio, existe realmente um Harry Clark no terceiro ano. Harry usa o login de um amigo dele que estuda aqui. Porque você cisma em sempre desconfiar dele? Confie um pouco mais no menino. Tenta dar um voto de confiança para meu amigo, pode ser? – Pediu Ceci realmente chateada. Nós últimos tempos qualquer comentário desagradável, sobre o príncipe encantado do colégio Hamburgo é o suficiente para deixá-la magoada. Não sei por que ás vezes ainda toco no assunto. Na verdade sempre quero ter certeza que ela não esta sendo atraída para uma armadilha ou se apaixonando por alguém que nunca viu nem em foto. A extrema ingenuidade da minha amiga, a faz se enganar sempre com qualquer um de jeito doce e falar manso.

_Que amigo é esse? Ele sempre evita falar. Dúvido que um menino como Harry Clark exista. Ele é educado, preocupado com você, amigo leal, sincero, gentil, inteligente, carinhoso e nada intrometido. No mínimo é um grande mentiroso, feio ou gay. Não podemos esquecer as meninas do dark side como opção. Não pode existir homem como ele...

_Por que você acha tanto que ele mente para mim? – Perguntou Ceci irritada interrompendo minha fala. Percebeu? Ninguém tem o direito de falar do príncipe. Pelo menos estávamos somente as duas ali, ninguém mais havia ainda chegado, assim nós possibilitando de conversar francamente uma com a outra. Ceci é minha irmã, por isso digo para ela quando algo nela me incomoda. Não fico espalhando para nossas amigas, essa atitude eu teria caso não fossémos tão unidas. Igual, não vejo problema em comentar os erros da Bruna com a Amanda ou Cecília.

_Porque você mente para ele. Você falou que seu nome é Mônica e estava no terceiro ano, não existe nenhuma Mônica no terceiro ano dessa escola. Se você mente para ele, qual o problema dele em mentir para você? Nenhum né. Ceci eu te amo, me dou melhor com você do que com minhas irmãs. Só quero ter certeza que nenhum otário vai se aproveitar de você ou te magoar, tão difícil de entender? Cabeça dura! – Afirmei em seguida fiquei a encarando fazendo bico de pato o que fez nós duas rirmos antes nós abraçarmos. Pronto tudo estava resolvido.

Não seria um amigo virtual a ameaçar nossa tão forte amizade. Tem duas pessoas nessa escola que vale a pena proteger: Cecília e o Leandro. Não imagino um dia da minha vida sem os dois por perto.

_Eu confio nele! – Afirmou ela meio receosa enquanto ainda me abraçava, com certeza tinha medo da minha reação. Acabei optando por fazer apenas um afago no novo cabelo castanho dela. Prefiro ano passado quando nós éramos as duas loiras gostosas da escola, agora nós viramos a loira e a de castanho claro, entretanto apenas isso mudou entre nós duas.

As outras semanas se seguiram calmas, pelo menos na minha vida. Ceci se declarou para Tom, porém nada saiu como planejado. Bill e Andreas tiveram umas semanas agitadas depois da quase prisão dos dois no lado oriental, não entendo qual é o problema dos lesados em comprar drogas com os traficantes desse lado da cidade. Prefiro pagar mais caro, há correr o risco de dormir uma noite na cadeia ou nunca mais acordar. A mãe do Andreas, Dona Melissa, resolveu todo problema jurídico e limpou a ficha dos dois, fazendo como se legalmente nada tivesse ocorrido. Como o padrasto, do Bill, é um músico todo envolvido com a imprensa, manteve tudo longe dos meios midiáticos. Para isso ocorrer perfeito, Bill precisou pedir ajuda dos pais da Mandy que estão finalmente na cidade.

Então mesmo a mochila do Bill estando com 6 kilos de cocaína, nada ocorreu. No final até foi bom toda á confusão, naquele final de semana todo mundo cheirou adoidado, na festa na casa de campo do pai do Leandro perto de Munique. Minhas melhores amigas resolveram ficar na cidade: Ceci não recebeu autorização, e nunca desobedeceria à mãe dela. Bruna simplesmente não quis ir. Amanda estava mais preocupada em aproveitar o fato de seus pais estarem em casa.

No final fomos eu e todos os meninos no carro da mãe do Andreas. Tom foi com um amigo dele, do Hamburgo de trem. Amigo esse que acabei não conhecendo por um desencontro. O menino ficou tão drogado que acabou no hospital. Esse povo fraco! Não sei nem porque se droga vai dar apenas trabalho para todo mundo. Espero nunca precisar fazer um amigo meu perder uma festa apenas para tomar conta de mim, ninguém merece perder diversão por conta de amigos desajuizados. Prefiro depender o quanto menos dos outros.

Não sou nada ligada a datas, só lembro-me de aniversários por causa da agenda do celular, mas tem uma que com certeza ficará para sempre na minha mente. Impossível esquecer 23 de abril, o dia em que minha vida começou a desmoronar e tomar um rumo totalmente diferente, pelo menos até agora. Aquele estava sendo um dia normal, até eu chegar a minha casa e deparar com metade do departamento policial da cidade.

_Mãe o que esses homens estão fazendo aqui? – Perguntei fechando a porta de entrada, nenhum empregado havia aparecido para desempenhar aquela função. Um fato totalmente raro. Nunca antes eu tinha percebido o quão pesada era aquela porta, até um ladrão se machucaria se tentasse arrombar.

_Eles estão confiscando tudo, temporariamente! – Afirmou minha mãe tentando não se mostrar apavorada. Meu pai estava mais ao fundo furioso gritando algo no seu celular. Meus irmãos? Como sempre nenhum sinal deles naquele momento um tanto crítico.

Então percebi diversos policiais colocando objetos em caixas e as lacrando, entretanto ninguém tirava as caixas de dentro de casa, estavam todas agrupadas na escadaria e nas salas de convivência suspensas entre os andares. Não haviam empacotado nada da sala e do primeiro andar, mas naquele ritmo não demorariam muito. Eu olhava tudo ao meu redor e não entendia nada, afinal aquilo seria uma espécie de mudança? Com certeza não, se não teríamos lindos imigrantes mexicanos ao invés de policiais e minhas irmãs estariam em casa aproveitando a vista.

_Confiscando o que, mãe? – Perguntei tão confusa com a situação que não entendia o real significado das palavras confiscar e policiais tinham se juntadas.

_Nossos bens, tudo nosso agora é de governo, pelo menos até os advogados resolverem esse mal entendido. Seus irmãos já vieram aqui e foram embora, você precisa arranjar um lugar para ficar um tempo. Eu e seu pai iremos para Frankfurt na sede da empresa de aviação da família para...

_Mãe, eu não estou entendendo nada. Porque o governo está confiscando todos nossos bens? Por que eles fariam isso? Você já ligou para os Müller? Isso não pode vazar na mídia, se não vai haver uma baixa no valor das empresas, ninguém quer uma desvalorização na bolsa de valores! – Afirmei tentando me manter equilibrada e entender o ocorrido. Se minha mãe estava em pânico, eu precisava manter a cabeça no lugar, já que meu pai berrava ao telefone e todos meus irmãos haviam fugido do problema, belos exemplos em?

_Finalmente uma filha com a cabeça no lugar. Pelo menos um filho descente você meu deu Beatriz. Beatriz aproveita que você adora ficar pendurada no telefone e ligue para os pais da Amanda, os Müller. Explique toda a situação e deixe claro o nosso desejo de manter essa bomba o maior tempo possível longe do conhecimento público. Liga também para aquela sua amiga, amante do dono de cinco emissoras de televisão, a faça garantir o segredo. Garanta o sigilo nacional e internacional sobre isso. – Mandou meu pai como se sua mulher fosse apenas mais um de seus empregados. Minha mãe pegou seu celular e logo sumiu das nossas vistas.

_Pai, o que aconteceu exatamente? Que história é essa da viagem para Frankfurt? Como assim preciso achar um lugar para ficar? O que o governo está fazendo no meu quarto? – Perguntei cruzando meus braços e exigindo uma boa explicação. Explicação essa que apenas ele poderia me dar já que minha mãe estava quase entrando em pânico, até parecia que alguém havia sido sequestrado ou algo do tipo. Bem algo realmente foi sequestrado, o meu dinheiro.

_Não sei como, mas alguém levou na policia federal uns documentos sobre umas translações da empresa, então o governo resolveu aprender todos os bens da família enquanto as investigações não terminam. Eu e sua mãe estamos indo para Frankfurt resolver os problemas, enquanto isso você precisa arrumar um lugar para ficar, certo? – Perguntou ele arqueando bem os olhos e me fazendo compreender tudo. Com certeza os documentos são fraudulentos de alguma forma, mas meu pai não podia me explicar nada naquele momento com aquele monte de policiais a nossa volta, qualquer palavra ali pode ser usada contra nossa família em um futuro julgamento. Seja lá como toda essa confusão ainda irá acabar– Os Busselini emprestaram um dos jatinhos deles para nossa viagem, já que todos os nossos foram apreendidos.

_Desculpem moça, mas sua mochila fica com a gente! – Afirmou um policial nada educado tirando minha mochila das minhas costas e atrapalhando totalmente minha conversa com meu pai. É o que digo: Não adianta em nada reclamar que a vida é injusta ou que o mundo é cruel; sempre vão existir essas pessoas que tem a própria felicidade baseada na desgraça dos outros.

_CARALHO, AGORA NÃO POSSO PEGAR NADA? POSSO FICAR COM ESSA ROUPA PELO MENOS? SERÁ QUE PELO MENOS TENHO DIREITO A LEVAR UMAS DUAS CALCINHAS COMIGO? – Gritei na cara do policial atrevido nem ligando se seria pressa por desacato à autoridade ou estava acabando com os bons modos tão característicos dos Winble. Foda-se meu pai, pelo que tudo indica ele roubou o governo, ninguém naquele local estava com moral para me exigir bons modos. Pode acreditar minha falta de paciência e educação sujaram muito menos o nome da família do que a corrupção dos negócios familiares, com certeza logo algo vazará para mídia, ai sim a família toda estará ferrada.

_Não, elas são propriedades do governo, eu autorizo você a ficar com essa roupa apesar dela ser propriedade do governo também, entretanto atentado ao pudor é crime! – Afirmou àquele policial totalmente sarcástico, qual era dele, por acaso é primo de Georg Listing? Claro que não, pelo menos era o que dizia o bordado do uniforme do mesmo. O nome do policial atrevido: Joseph Ringwald, outro nome que não esquecerei tão rápido. Com certeza ele ainda vai sofrer quando tudo se resolver.

_DESEJO MUITO QUE VOCÊ TOME GOSTOSO NO MEIO DO SEU CÚ. NINGUEM MEXE COM JULIANA WINBLE. TUDO QUE VAI VOLTA. MORRA COM UM VIBRADOR ENFIADO NA BUNDA, OTÁRIO. – Berrei antes de bater com força a porta de entrada e mostrar meus dois dedos do meio para Joseph Ringwald. Não sei como, mas ele não veio atrás de mim para me prender por desacato a autoridade, se não eu estaria mofado na cadeia já que meus pais não tem mais dinheiro para pagar nem ao menos um café.

Sai andando furiosa pelo jardim que conduz até a entrada da casa, diferente de quando cheguei não havia mais nenhum segurança no portão principal para liberar ou não a entrada das pessoas, por conta disso tive de abrir sozinha o imenso portão. Porque motivo minha mãe gosta tanto de portas pesadas? O portão da entrada é tão pesado que consegui apenas o empurrar, passando assim pelo meio da fresta aberta com muito esforço.

Quando cheguei à rua fui perceber a falta do meu celular, ele havia ficado dentro da mochila. Continuei andando enquanto pensava nas minhas possibilidades. Não dava para ir para casa da Amanda e estragar com todo clima familiar, logo descartei a mansão do Tarzan. Por estar sem celular, o Leandro não conseguiria me ajudar a entrar escondido na casa dele. O pai do Leandro tem diversas desavenças financeiras com meu pai, minha entrada é proibida naquela casa, meu pai devia ter roubado dele também. Sendo assim não dava para entrar na mansão Alves. Comecei a andar pelo condomínio para ver quem poderia me dar abrigo, mas logo resolvi sair, era mais fácil conseguir abrigo no centro, talvez uma loja? Quem sabe, já comprei tanto com minhas irmãs e mãe. Era só o que faltava uma Winble dormindo na rua.

Andar até o centro é uma longa caminhada, então por volta das 19h cheguei onde queria. Não dava para ficar na casa da Ceci, ela tinha saído mais cedo da escola para seu insuportável encontro com seu pai, do qual ela sempre volta magoada. Eu nem sabia a onde a Bruna morava para ir até a casa dela, e ir caminhando até o lado oriental não era mais uma opção àquela hora da noite. Para onde meus irmãos tinham ido? Eu preferia nem pensar, porque já estava extremamente brava com eles, é nessas horas difíceis que a família deve permanecer unida e não quando é para sair nas capas das revistas. Foda-se eles também, só pensam na herança que talvez nem tenham mais. Não me pergunte como, mas quando me dei por mim estava parada na frente do prédio dele, nem me pergunte como sei onde ele mora. Disse o sobrenome do mesmo ao porteiro e fiquei esperando naquele quente Hall enquanto ele descia, eu ainda estava com as roupas da escola.

_O que você esta fazendo aqui? – Perguntou ele assustado com a situação assim que saiu do elevador. O porteiro se retirou para poder nós dar um pouco mais de privacidade. Funcionários são fieis até o momento em que pagamos suas contas. Belos empregados leais de 20 anos os que tinham na minha casa, nem ajudarão no empacotamento evitando assim de quebrar algo.

_Preciso dormir na sua casa – Afirmei.

_O QUE? – Perguntou Gustav ainda mais assustado. Nunca me imaginei tendo que pedir abrigo à família Shafër. Eles são apenas donos da segunda maior construtora do país, já que a primeira era da minha família. Até quando não vou ter mais nada além do meu uniforme?



Continuo? E agora como vai fica a vida da Jú? Próximo capítulo com o sumido mais sexy do mundo: Gustav.


Última edição por Meris em Seg Fev 25, 2013 2:35 am, editado 2 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Fuck School FF+18 [ On: Capítulo 29 ]   Dom Fev 24, 2013 7:40 pm

EU SABIA!!! Eu sabia que ela tinha gostado, mas é orgulhosa demais para admitir!! QUEM não iria gostar de um beijo daqueles do Hagen?
Enfim... Mas porque a casa do Gustav? Essa eu quero ver!!

Também estou ansiosa para o capítulo do Bill, quero ver o que aconteceu!!
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MensagemAssunto: Re: Fuck School FF+18 [ On: Capítulo 29 ]   Sab Mar 02, 2013 7:04 pm

Ilana escreveu:
EU SABIA!!! Eu sabia que ela tinha gostado, mas é orgulhosa demais para admitir!! QUEM não iria gostar de um beijo daqueles do Hagen?
Enfim... Mas porque a casa do Gustav? Essa eu quero ver!!

Também estou ansiosa para o capítulo do Bill, quero ver o que aconteceu!!
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MensagemAssunto: Re: Fuck School FF+18 [ On: Capítulo 29 ]   Sab Mar 02, 2013 9:34 pm

continua!
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MensagemAssunto: Re: Fuck School FF+18 [ On: Capítulo 29 ]   Sab Mar 16, 2013 6:47 pm

Não vou dar uma de morta, pq parece que bastante leitoras morreram da fanfic. To mal agora, mas deixa para lá. Brigado amoras que sempre me incentivam, comentários de vocês é sempre muito bom, ouvindo os pedidos vou adiantar o próximo capítulo do Bill, mas preciso antes postar outros capítulos. Não revisei muitas vezes esse capítulo, qualquer erro me avisem em? Contando sempre com sua colaboração, agora vamos ler.

.Capítulo 18.




É tão estranha à capacidade da vida de alterar completamente o rumo com apenas um simples gesto, pessoas entram e saem sem percebemos na maior parte das vezes. Nunca entendi o motivo para o qual Juliana Winble não simpatizava comigo, talvez seja por conta de ambos sermos donos de um temperamento muito forte. Acho muito difícil um dia eu ser capaz de entender o motivo pelo qual a fez pedir asilo na minha casa na noite amena de 23 de abril. De alguma forma, totalmente incompressível, a presença de Jú havia mudado para melhor a rotina da minha família, sem perceber a paz e a serenidade adentrou com força na vida de todos os Shäfer, até mesmo o grosso do meu pai mudou. Sim, Senhor Shäfer é um homem muito chato, grosso, rigoroso, perfeccionista, insatisfeito, prepotente, sem paciência, antipático, ignorante, teimoso, arrogante, folgada e outros inúmeros defeitos, mas é perda de papel ficar escrevendo todos.

Diferente da escola, onde Juliana age como uma rainha comandando a todos seus servos, em casa ela sofre uma transformação total e vira uma pessoa muito mais divertida e de fácil convivência. Não demorou muito para mudar todos meus pensamentos e opinião sobre a Winble, incrível o poder da mesma em seduzir, encantar e fascinar a todos com tanta facilidade. Nos primeiros dias até achei ser falsidade da parte dela toda aquela mudança, entretanto o tempo foi passando e nada se alterou. Então logo percebi pela primeira vez na vida que estava realmente conhecendo a verdadeira Juliana Winble. Jú é simplesmente uma menina doce de opinião forte, gentil, preocupada, engraçada e bem humorada. Entretanto se transforma sempre que chegávamos à escola, pois no Goethe ela é a rainha, a mulher forte, sem pudores, arrependimentos, nasceu para brilhar e comandar.

_Ele chegou – Disse minha mãe na cozinha e eu mal havia entrado em casa, nem tinha fechado a porta da sala. Se tivéssemos um cachorro, ele e minha mãe iriam competir pela capacidade de localizar as pessoas em cada ambiente e a de detectar quando alguém entra no apartamento. Minha mãe é tão instintiva e atenta. Deve até parecer que moramos em um apartamento minúsculo, o que com certeza não é o caso.

Fechei a porta, de imediato meus narizes foram invadidos pelo enorme cheiro de bolo. É muito bom ter uma mãe realmente preocupada com o bem estar de seus filhos, diferente da maioria das mães que conheço, elas estão na maioria das vezes mais ocupadas cuidando de seus jantares beneficentes em prol das famintas crianças africanas. Tipo qual a lógica em querer educar o filho dos outros quando você não consegue nem educar os seus? Somente as madames da cidade possuem o dom de ver uma lógica nisso.

_Filho, nós estamos na cozinha! – Afirmou minha mãe como se esse fato já não fosse o óbvio. Em seguida senti minha irmã abraçar meus joelhos e começar a chamar meu nome como um disco arranhado. A peguei no colo e ela abraçou firme meu pescoço antes de largá-lo, era final da tarde e eu tinha acabado de chegar da minha aula de bateria, ainda tínhamos uns minutos de paz até meu pai chegar da empresa.

_Bolo, Gustav! Bolo, Gustav – Repetia a pequena Sarah enquanto se inclinava para frente apontando a porta encostada da cozinha, mostrando nitidamente que queria ser posta no chão e assim eu obedeci ao seu desejo. Ela correu, com força abriu a porta, na cozinha Juliana e minha mãe conversavam e riam sobre algum assunto.

_Como foi à aula? – Perguntou minha mãe enquanto eu colocava a chave do meu carro no chaveiro – A gente fez bolo de...

_Banana! – Afirmou Sarah abrindo bem a boca e os olhos enquanto pronunciava com orgulho aquela nova palavra, com certeza se sentindo muito orgulhosa de si mesma. Sorri abobado, é impressionante o poder dessa menina sobre mim, me faz lembrar muito a Amanda.

Sete anos antes quando minha mãe me comunicou sobre a gravidez, assumo que não achei uma boa ideia. Minha mãe estava prestes a finalmente se separar de meu pai, então com o nascimento da minha irmã as coisas mudaram um pouco em casa, mesmo não parecendo meu pai se tornou um homem mais compreensível e sociável. Ele passou a ajudar e a valorizar mais sua esposa após todos notarmos os problemas de Sarah com o aprendizado. A idade avançada de minha mãe somada com o fato do bebê ter nascido pré-maturo, acabou gerando complicações na hora do parto. Minha irmã nasceu com pequenos problemas neurológicos que a prejudicam na hora de seu aprendizado, por enquanto os problemas não são tão graves já que ela tem ainda apenas 6 anos.

_Aprendeu certo meu amor. Tem bolo de banana e umas comidinhas compradas na padaria pela Juliana e a Sarah. Vai querer café ou cappuccino, meu filho?

_Cappuccino. Vou deixar antes minha mochila no meu quarto e já volto para ajudar– Respondi e em seguida sai da cozinha.

No meu lar não temos empregados o dia todo a nossa disposição, tornando assim o ambiente muito mais familiar e aconchegante. Uma diarista vem todos os dias para limpar tudo enquanto estamos na escola. O resto dos afazeres domésticos tais como pagar as contas, ir ao supermercado, deixar as roupas na lavanderia, fazer a comida e gerenciar tudo fica sobre a responsabilidade da minha mãe. Dona Camila sempre considerou impossível a ideia de pagar a outras pessoas para educarem seus filhos e organizar o nosso lar. Um tipo único de mulher que troca chás com as amigas por reuniões escolares, e gasta o tempo ajudando os filhos ao invés de planejar festas beneficentes. Minha velha é assim por conta de ter nascido no interior, apenas depois do casamento ela foi apresentada a esse novo e deslumbrante mundo, mas apesar disso não mudou seu jeito único de garota modesta de agir, mantendo dentro se si aquela tradição rigorosa das mulheres nortistas.

Quase nunca encontro com a diarista, então não acho tempo para explicá-la como deve arrumar meu quarto, sendo assim ela apenas aspira ao chão e não mexe na enorme bagunça do local. Luca é outro enorme bagunceiro, porém graça aos seis empregados que moram na casa dele o quarto dele vive arrumado. Prefiro 24h por dia minha mãe por perto do que empregados, aliás, prefiro muito mais minha vida à confusão deturpada da vida do meu melhor amigo.

_Meu Deus, por isso não entrei aqui antes! – Afirmou Jú totalmente espantada enquanto estava parada no batente da porta. Se eu não tivesse a notado chegar, com certeza levaria um enorme susto, me assusto com muita facilidade. – Isso aqui está parecendo um esconderijo nuclear bombardeado, como você encontra o que quer nessa bagunça?

_Já me acostumei – Respondi enquanto chutava umas roupas para o lado, abrindo espaço para ela poder entrar no local sem ter que desviar ou pular nada. – Não repare nas cuecas largadas.
_ Estou acostumada a cuecas masculinas. Nada melhor que uma boa cueca boxer para dormir a noite – Concluiu Jú deixando nítida sua filosofia de vida, algumas características não se alteraram em nada apesar da mudança.

Tirando Amanda, Sarah e Dona Camila Shäfer, mas nenhuma outra mulher havia entrado no meu esconderijo. Minhas namoradas e garotas de uma noite? Gasto boa parte da grana da minha mesada em motéis ou hotéis, se bem que meu carro ás vezes também já me ajudou muito. Outra desvantagem de minha mãe estar sempre cuidando da família: Nunca dá para comer uma menina em casa, sendo assim não preciso arrumar meu quarto. Depois de ontem não sei exatamente como está meus sentimentos ou o status do Facebook.

_Ainda com o Victor Hugo? – Perguntei não me importando de ficar me intrometendo na vida dela. A Juliana está a três semanas morando na minha casa, não acho que tenha problema saber do atual homem dela, ela sabe já até que costumo dormir nu.

_É eu dei para ele. Dei no clube, no dia em que a Ceci salvou o menino na piscina e você os ajudou a sair da água. O problema do Victor Hugo é o pinto muito pequeno e fino, não posso manter uma relação com um homem desses, não acha? – Sussurrou ela para evitar de outra pessoa ouvir. Aquela atitude dela de sussurrar para evitar decepcionar minha família, me fez rir mais do que as palavras ditas. Nunca pensaria um dia ver Juliana Winble preocupada em não decepcionar alguém, muito menos um membro da família Shäfer. O mundo gira e muda muito rapidamente.

_Não sofro desse problema! – Afirmei orgulhoso, me achando o único pinto no mundo. Porém, não vou ser hipócrita e dizer que mando mal entre quatro paredes, pois na cama eu esculacho na sala ou no quarto.

_Eu sei – Disse ela sentada na cadeira giratória e a girando de leve de um lado para o outro. Impressionante a facilidade dela em se familiarizar com a minha casa. Juliana estava dormindo num dos quartos de hóspedes do andar de cima, ficando tranquila no andar superior e se livrando de ouvir as discussões noturnas entre meus pais, pouca sorte a dela, né?

_Sabe? – Perguntei arqueando de propósito a sobrancelha direita, fingindo não entender.

_Você pode até ser um loser na escola, mas de tapado não tem nada. Do meu grupo mais próximo de amigas, você não deve ter dormido com no máximo umas seis. As meninas amam contar tudo uma para outro, a Amanda fica encabulada quando as outras meninas elogiam de sua atuação na cama. Hilário. Ela gosta de você.

_Gosta como? – Perguntei dando uma de desentendido novamente, entretanto me arrependi ao receber de imediato um enorme olhar de reprovação vindo de Juliana.

_Você me entendeu, Gustav Shäfer – Bufou ela mostrando nitidamente não estar interessada em manter aquela conversa. Desde a festa na casa de Amanda, nós dois não estávamos nem ao menos conversando. Eu havia vacilado e precisava me desculpar, entretanto meu ego sempre costuma falar mais alto do que qualquer outra coisa dentro de mim.

_ Seus folgados, acham que estão vivendo numa casa mágica onde a mesa vai ser colocada sozinha? – Perguntou minha mãe parada na porta segurando Sarah no colo. Minha irmã estava com um bico fazendo movimento negativo com a cabeça, tal mãe tal filha. Ainda bem que temos 11 anos de diferença, se não era bem capaz dela querer controlar minhas saídas noturnas também.

_Não é uma casa mágica, seu bostinha! – Afirmou minha pequena irmã e de imediato levou um tapa leve na sua boca vindo da mão da minha mãe. Sarah sempre volta carregada de um novo e péssimo vocabulário, após ouvir escondidas umas conversas de Juliana ao celular.

_Sarah, não é assim que se fala com seu irmão. Mais uma palavra dessas e você não vai comer bolo de banana – Disse Camila, minha mãe, repreendendo Sarah e logo saindo do meu quarto e indo a caminho do seu no final do corredor.

Sem dizermos mais nada eu e Juliana fomos ajeitar tudo na mesa de jantar. Como ela não queria falar, não era eu que perguntaria novamente sobre a Amanda, na verdade estava com medo dela me exigir uma atitude. Bruna nós últimos dias andava também enchendo minha paciência para ir falar com Mandy, mas ela parecia sempre estar acompanhada do insuportável do namorado dela ou das amigas.
Outros dias se passaram e então o Goethe resolveu sair totalmente dos eixos. Jú não imaginava ter de passar por outra reviravolta tão dramática em sua vida em tão pouco tempo. Quando minha mãe nos deixou na escola naquela mãe, Jú estava radiante até me ajudou a deixar Sarah na sala.

Na noite anterior o pai dela tinha ligado para casa, conversou um pouco com meu pai. Senhor Shäfer apenas fingiu estar preocupada com a recuperação das empresas da família Winble, para construtora da minha família é muito lucrativo o fato da construtora Winble estar fechada. Não me importo nem um pouco com os negócios da família, se depender só de mim não irei fazer questão nenhuma de seguir os passos do meu pai e de meus tios. Nos últimos dias a felicidade extrema de Artur Shäfer, por conta dos novos negócios da empresa, anda sendo irritante, parece que conta tudo entusiasmado apenas para deixar Juliana incomodada. Mario Winble ligou e explicou para Jú uns assuntos, deixou avisado também que logo ligaria com melhores notícias, tudo vai se solucionar antes de vazar na mídia pelo visto.

Nessa última madrugada quando eu e ela estávamos fumando juntos, com os pés dentro da piscina, não fiquei feliz em saber que logo poderemos perder nossa hóspede, meus pais até pagaram a mensalidade da escola dela desse mês. Gosto muito o nosso costume acordar durante madruga para fumar uns cigarros a beira da piscina, beber e ficar conversando, antes de nos livrarmos de nossos rastros e irmos dormir.

Naquela sexta-feira eu passei o primeiro intervalo inteiro estudando para aula de bateria no teatro, entretanto quando cheguei à sala logo notei todos conversando com muito entusiasmo. Esse ano eu tive muita sorte, fui escolhido para ficar na melhor sala do terceiro ano, todos do 3ºF conversam sem falsidades e se dão bem de verdade, não importa a onde você sente sempre acabará tendo conversas divertidas e relaxantes.

_Nicholas, o que houve? – Perguntei depois de sentar na última cadeira da fileira do meio, meu lugar naquele dia.

_Você não ouviu a discussão? – Perguntou Bárbara virando para trás. Na sexta-feira temos umas três aulas de geografia e sou péssimo nessa matéria, gosto de sentar perto da Bárbara porque ela é quase um Atlas ambulante.

Neguei com a cabeça, pedindo mentalmente para Juliana não estar metida nessa confusão, pois se estivesse estava ferrada. Pela primeira vez na história do Goethe, os Winble parecem perder seu poder sobre tudo e todos.

_ A Isadora Sanches e a Ludmila Motz se juntaram para humilhar a Winble. – Disse Bárbara respondendo sua própria pergunta, mas já me acostumei com esse costume dela em falar consigo e não dar tempo a ninguém de falar.

_O que a Juliana fez? – Perguntei já preocupado e antes da Bárbara abrir a boca novamente. Não adiantaria eu tentar ameaçar a diretora, a família Shäfer não tem quase poder nenhum na escola muito menos na sociedade alemã, pelo menos não o meu lado da família.

_Ela simplesmente começou a chorar.

_O que? – Perguntei assustado, meus olhos se arregalaram de imediato e me inclinei para frente não acreditando no que tinha ouvido. A partir dali comecei a entender o motivo de tantos sussurros e todos os olhares surpresos enquanto conversavam. Nenhum aluno do Goethe um dia pensará em ver a Juliana chorando, esse sim era um assunto a ser comentado ainda por muito tempo.

_Não acreditei quando vi aquela cena, cara. Tipo a femme fatale da Winble chorando, perdi até a vontade de bater uma no meu quarto hoje à noite pensando nela! – Afirmou Nicholas desiludido. Se aquilo tivesse acontecido umas semanas antes eu riria da cara do meu colega de classe, entretanto naquele momento fiquei extremamente preocupado. Sério, porque tem tanta gente otária no meu colégio? Todo mundo sabe dos problemas da família Winble, porque fazer isso agora? Não se bate no inimigo quando ele está ferido.

_O Kaulitz ficou muito irritado quando chegou e ouviu as besteiras ditas pela namorada dele, acho que dessa vez eles terminam. Aleluia, Bill na pista – Disse Bárbara sorrindo de orelha a orelha, mais uma para entrar no fã clube das apaixonadas por Bill Kaulitz. Sério o que esse escroto tem demais?

_O Bill Kaulitz que morra com um vibrador enfiado no cú. Estou pouco me ferrando para ele – Desabafei sendo extremamente grosso com a Bárbara, sem motivo aparente para ela. Bill Kaulitz me tira do sério com uma facilidade – O que aconteceu depois?

_ Porque está preocupado com a Winble? Quantas vezes você já comeu ela? Ela dorme no seu quarto?

_Sério Nicholas ás vezes você me enoja. Isso que dá fumar maconha todo dia há 7 anos, uma hora você vai parar de pensar de tanta falta de neurônio.

_Não ouve ele, Shäfer – Disse Bárbara depois de perceber meu nível de raiva subindo rapidamente, intuição feminina – O Leandro só não socou a Sanches e a Motz por que os meninos o seguraram. Você sabe como ele a superprotege, né? Queria eu ter um melhor amigo tão lindo e preocupado. Voltando ao assunto, ele pegou e abraçou a Jú antes de sair andando com ela para o ginásio. Parece que eles se mandaram escola, o Leandro ainda faz o que quer nesse colégio! Os seguranças nem ao menos tentaram o segurar, quem vai se meter com o filho de um dos donos?

Não continuei prestando atenção na conversa de Bárbara e Nicholas sobre a briga, eu abri a mochila, peguei meu celular e mandei uma mensagem para Jú. Ninguém se importava com o fato do professor de Geografia já estar na sala, eu devia prestar atenção já que preciso de nota nessa porcaria. A resposta veio quase de imediato.

Jú Winble: Estou no parque fumando um pouco com o Leandro, não se preocupe estou bem. : /.
Eu: Não tem como não me preocupar, nem pense em não estar na hora da saída na frente da escola.
Jú Winble: Brigado por tudo, porém vou para casa do Leandro. Ele consegue me colocar todo dia lá dentro escondida.
Eu: Nem ferrando você vai para casa dele. Na minha casa todo mundo gosta de você e te quer por lá, minha mãe vai fazer lasanha hoje já esqueceu? A Sarah não suportaria não ter com quem conversar todo dia vindo para escola, você vai ter coragem de decepcionar uma criança de 6 anos?
Jú Winble: Tudo bem você venceu, vou pedir para o Leandro me deixar na escola na hora da saída. Promete não contar nada para os seus pais?
Eu: Como se eu realmente contasse algo para eles. Eu te espero na saída, se cuida enquanto isso Smile.

O resto do dia passava vagarosamente, o professor passaram horas explicando matérias na qual não consegui aprender nada. Ás 13h quando o sinal tocou eu fui o primeiro a descer as escadas, corri até o portão de saída. Como de costume minha mãe pegaria antes minha irmã e depois passaria na saída do Ensino Médio para levar eu e Jú para casa. Quando pisei na calçada logo meus olhos a encontraram toda acanhada encostada no portão, estava totalmente sem maquiagem e prestes a cair no choro de novo, foi preciso apenas eu a envolver em meus braços as lágrimas voltarem a escorrer pela aquela face. Juliana chorava e soluçava sem parar com o rosto encaixado na curvatura do meu pescoço, nem ligando para os alunos que encaravam a nos dois, algumas poucas pessoas olhavam com pena a maioria parecia se divertir internamente com toda situação. No Goethe só existe gente falsa. Enquanto a abraçava forte tentando tirar as dores daquela que agora era minha amiga, agradeci pelo fato de Leandro não estar ali. Leandro é extremamente possessivo e cuidadoso com a Jú, com certeza entraria na frente de uma bala por ela se fosse preciso. Ele teria arrumado confusão com todos se fosse preciso para fazer à amiga se sentir melhor, mesmo sabendo que aquilo não adiantaria de nada. Entretanto não era apenas Leandro que parecia disposto arrumar uma briga por conta da confusão toda, quando Isadora saiu por aquele portão eu mesmo fiquei morrendo de vontade de parti-la em dois, porém outra pessoa foi mais rápida para o meu azar.

_SUA VADIA, EU VOU ACABAR COM A SUA VIDA! – Berrou Bruna quando estava na rua e partindo com tudo para cima de Isadora. Está ai uma coisa que não ocorre todo dia no Goethe, duas meninas brigando no meio da calçada, as brigas costumam ser apenas verbais.

Isadora se debatia e gritava enquanto puxava forte o cabelo de Bruna, apesar de estar perdendo a batalha. Brubs deu cada tapa na cara de Isadora, alguns faziam até um enorme barulho. Eu e Juliana estávamos perplexos vendo aquela cena, diferente de todos nossos amigos que incentivavam Bruna, inclusive Amanda e Ceci. Desde quando as meninas da escola viraram bad girls? A onde estavam os seguranças naquele momento? Essa era outra ótima pergunta. Em outra situação eu teria segurado de imediato a Brubs, porém naquele momento com Jú nós meus braços daquele jeito eu simplesmente não reagi. Bruna com certeza tinha noção das consequências de seu ato, com certeza ela passou todas as aulas pensando em como se vingar de da Sanches. Era questão de segundo para diretora aparecer e levar as duas para sua sala, a conversa acabaria com uma punição para Isadora e na expulsão de Bruna, a corda sempre arrebenta para o lado mais fraco e ninguém podia a ajudar. Os Winble não têm mais poder, então Jú não poderia fazer nada e Leandro não levantaria um dedo para ajudar.

_LUGAR DE VACA É NA FAZENDA, SUA DESGRAÇADA – Berrou Bruna sentada em cima de Isadora dando diversos tapas memoráveis naquele rosto todo plastificado dela. Brigado Brubs, por fazer o sonho de todos os alunos do Goethe virar realidade.

Bruna deu mais uns três tapas antes de ser puxada para longe de Isadora, por ninguém menos que Tom Kaulitz. Bill segurou sua namorada de imediato evitando que ela partisse para cima de Brubs. Mesmo com toda força que Tom usava para segurar Bruna, ela se debatia em seus braços o machucando, entretanto os braços dele se mantinham firmes ao redor da barriga dela, a impossibilitando de sair dali.

_TIRA SUA NAMORADA DAQUI BILL, SE NÃO VOCÊ VAI TER QUE COMEÇAR A GOSTAR DE TRANSAR COM UMA DEFUNTA – Avisou Bruna gritando enquanto ainda tentava em vão se soltar dos firmes braços de Tom.

_EX-NAMORADA – Gritou Bill para todos poderem ouvir. Com aquelas palavras as duas se esqueceram do ódio completo e ficaram paralisada com a novidade, uma feliz e a outra prestes a ter um dos seus surtos de fúria. As duas de imediato começaram a o encarar surpresas, assim como todo resto da escola, mesmo assim os braços de Tom continuavam firmes agora na cintura de Bruna, qual o problema desse menino? Só pode estar querendo ganhar uns socos meus.

Antes de podermos nós recuperar do choque, a diretora chegou acompanhada de 3 seguranças. Quando está tudo calmo ela resolve aparecer.

_Alguém pode me explicar que palhaçada é essa? – Perguntou a Diretora Marisa num tom de voz alto para amedrontar, e conseguindo o que queria, os alunos do primeiro ano entraram rapidamente no carro com seus motoristas.

_Sem motivo essa maluca me atacou! – Afirmou Isadora fazendo sua típica cena de a órfã injustiçada, estava rezando para ela não soltar um dos seus pavorosos gritos.

_Atacaria de novo se fosse preciso – Disse Ceci entrando na frente de Bruna e Tom, deixando todos ainda mais confusos. Realmente não acreditei quando vi Cecília Noll assumindo toda culpa daquela briga.

_De novo em outra confusão Senhorita Sanches? – Perguntou Marisa apenas repreendendo Isadora. A diretora não ficaria tão brava com Ceci, ela é a aluna perfeita e nunca arruma confusão, Marisa deve ter deduzido de imediato que quem começará aquela confusão não havia sido ela, em certa parte a diretora não estava completamente enganada. A diretora com certeza penalizaria Cecília, mas não de imediato.

_Não foi ela que me atacou...

_Calada Senhorita Sanches. As duas agora na minha sala, os outros alunos para suas casas, o show acabou – Mandou a diretora e voltou a entrar na escola sendo seguida por Ceci e uma Isadora totalmente insatisfeita.

No final eu e Jú fomos para casa, Amanda e Andreas ficaram a espera de Ceci, Luca me prometeu que deixaria Bruna em casa, a última coisa que eu queria era a minha Bru devendo qualquer favor a um Kaulitz. Chegando em casa, almoçamos todos, minha mãe estava tão apressada para levar Sarah à aula de balé que não insistiu em fazer Juliana explicar o motivo de tanta tristeza.

_Por que elas tinham que fazer isso comigo? – Perguntou Jú quebrando o silêncio enquanto nós dois lavávamos a louça do almoço.

_Não de importância ao que a Sanches e a Motz dizem. Uma é uma piranha e outra sempre quis ser você – Respondi sincero e aquilo vez um sorriso leve e breve surgir no lindo rosto de Jú.

_Você ficou com ciúmes do Tom – Observou ela mudando totalmente de assunto.

_Eu gosto da Bruna! – Afirmei o óbvio.

_Não gosta não. Você há acha bonito, ela seria como um prêmio para você, pegar uma das meninas mais bonitas da escola. Sabe por que nenhum menino chega nela? Pois todos tem medo dela, ela não é uma mulher fácil de lidar e gentil como a Ceci.

_Eu gosto da Bruna! – Afirmei sério, ela apenas deu de ombros se calando deixando nítido não estar interessada em insistir no assunto – Você acha que ela gosta de mim?

_Não. A Bruna só gosta da família dela, nem do Bill ela gosta. Ela se sente atraída por ele igual você se sente atraído por ela, vocês dois precisam parar de confundir sentimentos. Você gosta da Amanda, desde sempre! - Afirmou ela sincera, estávamos em casa.

_Gosto da Mandy como o Leandro gosta de você – Neguei mais para mim do que para ela. A mesma sorriu cúmplice, tinha percebido de imediato.

_Eu nunca desejei sexualmente Leandro, nem ao menos um único beijo e ele também não. Diferente de vocês dois. Você vive pensando nela, vendo fotos dela no seu computador e perguntando dela para mim. Por que você não tenta ao menos tirar essa dúvida dentro de si? Ás vezes tudo não passa de uma confusão ou desejo reprimido do passado – Sugeriu Juliana sorrindo novamente – Amanda me mandou um sms e falou que está sozinha em casa, os pais viajaram rapidamente para Frankfurt para tentar ajudar meus pais.

_Preciso ficar aqui com você hoje e tentar te ajudar! – Afirmei voltando minha atenção para o prato lotado de espuma na minha mão.

_Você tem uma pílula para felicidade? Não né, então não sou eu que preciso de ajuda – Disse Jú e colocou rapidamente o dedo anelar no meio do meu peito, em seguida voltou a lavar a louça – Por incrível que pareça lavar louça me ajuda a relaxar.

Aquelas palavras dela me ajudaram a largar tudo, pegar rapidamente a chave do carro no chaveiro e fazer algo que gostaria de fazer desde os meus 13 anos de idade, ir atrás da Amanda e tirar minhas dúvidas.


Continuo? Cadê minhas amoras?Próximo capítulo com a Amanda.
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MensagemAssunto: Re: Fuck School FF+18 [ On: Capítulo 29 ]   Sab Mar 16, 2013 10:31 pm

Olha, eu leio essa fic desde quando eu não tinha conta aqui no fórum, então eu não me considero tão nova aqui, é que a burrinha aqui não sabia fazer uma simples conta '-' Agora vai ser tão bom poder comentar, e você saber da minha existência!
Mas voltando a fic: tadinha da Juliana, eu não gostava muito dela nos primeiros capítulos da fic, mas fui passando a gostar dela e me deu uma peninha dela, mas pelo menos a Isadora apanhou e feio da Bruna.O Gustav é tãao fofo cara! fofa2

Citação :
_TIRA SUA NAMORADA DAQUI BILL, SE NÃO VOCÊ VAI TER QUE COMEÇAR A GOSTAR DE TRANSAR COM UMA DEFUNTA –
haha Risos eternos ^^
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MensagemAssunto: Re: Fuck School FF+18 [ On: Capítulo 29 ]   Dom Mar 17, 2013 12:48 am

Ester K.L.S .:TH:. escreveu:
Tadinha da Juliana, eu não gostava muito dela nos primeiros capítulos da fic, mas fui passando a gostar dela e me deu uma peninha dela, mas pelo menos a Isadora apanhou e feio da Bruna.O Gustav é tãao fofo cara!
Citação :
_TIRA SUA NAMORADA DAQUI BILL, SE NÃO VOCÊ VAI TER QUE COMEÇAR A GOSTAR DE TRANSAR COM UMA DEFUNTA –
haha Risos eternos ^^
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MensagemAssunto: Re: Fuck School FF+18 [ On: Capítulo 29 ]   Ter Mar 19, 2013 1:45 pm

Os capítulos do Gustav são os melhores!
Continua bounce
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MensagemAssunto: Re: Fuck School FF+18 [ On: Capítulo 29 ]   Qua Mar 20, 2013 6:16 pm

Mais atrasada que o CD do Tokio Hotel kkkkkkkkkkk

Esse capítulo mostrou bem a máscara que algumas pessoas possuem, tipo, a Jú não era exatamente aquilo que ela passava ser, e máscaras não são resistentes ao tempo... Não filosofei mas ficou entranho kkkkk

Citação :
_Não. A Bruna só gosta da família dela, nem do Bill ela gosta.

ESPERO QUE A JÚ ESTEJA ERRADA, ficarei chatiadíssima se a Bruna não ficar com o Bill. Me identifico com ela por isso quero ambos juntos!! u.u

Enfim, prossiga :3
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MensagemAssunto: Re: Fuck School FF+18 [ On: Capítulo 29 ]   Sab Mar 30, 2013 12:23 pm

Seja Bem- Vinda Ester, bom saber que você já li e que agora posso contar com sua presença por aqui. Brigado pelo apoio meninas, hoje não vou falar nada, pois preciso estudar e já cansei de encher o saco. Vamos ao capítulo, com sexo. Bem só temos isso para hoje, espero que gostem. Próximo capítulo com o Bill. Eu amo saber qual personagens vcs gostam mais, como a Steph fez, pois assim sei que estou conseguindo construir personagens diferentes. Qualquer erro me avisem


.Capítulo 19.




Tem dias que parecem ser reservados para nós surpreender, deve ser em compensação a tantos insuportáveis dias escolares. Nunca achei que poderia conseguir realizar um dos meus sonhos sexuais com ele, entretanto naquela sexta-feira à noite acabei realizando quase todos. Antes disso, preciso aliviar minha consciência se não eu não conseguirei descrever todos os detalhes, Meu Deus e são tantos detalhes. Amanda Hermann Müller concentração. Respira, expira, respira, expira, como queria estar fazendo agora outras coisas com a minha boca. Uma mudança: Meu corpo foi possuído pelo capeta.

Bem todo mundo sabe quais são os ingredientes presentes em todo namoro hoje em dia, né? Não? Vou explicar, assim como a Jú me explicou. Esses são os atuais 8 elementos para um bom namoro ou nem tão bom. Um bom namoro precisa ter:
1. Um homem (Andreas).
2. Uma mulher (Eu).
3. Uma ex tentando acabar com tudo (Carolina).
4. Uma amiga invejosa (Laura).
5. Um amigo torcendo para tudo dar errado. (Gustav).
6. Uma falsa plantando discórdia (Isabella)
7. Uma encalhada plantando fofoca (Daniela).
8. Um amigo cachaceiro chamando para a festa (Bill).

Geralmente o sexo costuma unir mais um casal, entretanto esse foi o motivo para manter eu e Andreas cada vez mais afastados. A gente todos os dias arruma os cabelos. Por que não o coração?

No começo o sexo era péssimo, mas com o tempo e a prática foi melhorando, todavia a cada vez que dormíamos juntos, acordávamos ainda mais distantes. Tudo começou com a perda da falta de olhares, depois não dávamos mais as mãos, a conversa foi sumindo com a mesma facilidade, carinhos e caricias desapareceram e palavras reconfortantes evaporaram do nosso vocabulário. Andreas começou a só ter tempo para suas drogas e as discussões intermináveis com sua mãe, eu esqueci completamente de todos desde a chegada dos meus pais. Meus pais são outro fator importante para eu ter me distanciado do meu namorado, desde quando ele e Bill foram presos com drogas, tanto meu pai quanto minha mãe deixaram nítidas suas opiniões sobre meu relacionamento, opiniões nem um pouco boas. Os dois realmente só se esforçaram para manter a notícia afastada da mídia, pois tem uma grande consideração e amizade pela família Kaulitz. Eu nunca desconfiei do nível de ligação entre meus pais e os pais dos gêmeos.

_Senhorita Mandy, sua visita à espera na sala – Disse Elena, uma das funcionárias aqui de casa, entrando no meu quarto após bater na porta e interromper minha leitura. Nada como um bom Nicholas Sparks para relaxar, invejar as personagens, sonhar e iludir-se. Uma visita para ter conseguido entrar em casa sem ter de pedir autorização nas duas guaritas, com certeza era uma das meninas, por isso nem me importei de descer as escadas correndo usando uma minissaia e uma blusa velha do Nirvana, nem arrumei meu cabelo ou chequei o meu hálito.

_O que você está fazendo aqui? Quem autorizou sua entrada? Não percebeu que não é mais bem-vindo nessa casa? – Perguntei extremamente séria e aborrecida logo após fechar as portas de correr da sala de estar, ninguém precisa ficar ouvindo discussões dos outros.

_Nossa quanta hostilidade, esqueceu que sou de casa? Não posso nem ao menos mais visitar uma velha amiga? – Perguntou ele sarcástico enquanto me olhava com daquele jeito sensual, pqp porque precisa ser tão bonito?

_Não existe nenhuma velha amiga sua por aqui, saia agora da minha casa Shäfer se não os seguranças vão te expulsar a força – Avisei e dei dois passos para trás batendo as costas na porta de correr branca, por causa de ele ter se levantado do sofá ainda me olhando daquela forma.

_Você não faria isso! – Afirmou ele dando mais um passo para frente antes de parar e me olhar de um jeito provocador com as duas mãos no bolso, mordendo de leve a lateral direita inferior de seu lábio.

_Não, não, não, não ouse, não ouse, não ouse, não ouse duvidar de mim – Gaguejei o que o fez rir sem abrir os lábios e arquear a bem desenhada sobrancelha direita, antes de dar outro passo para frente – NÃO SE APROXIME.

Minhas mãos começaram a tatear com pressa a porta atrás dos puxadores, minha face devia realmente estar muito engraçada. Minha postura ficou ainda mais ereta com o outro passo dele vindo em minha direção, minhas mãos tateavam como loucas a porta. A onde estava a porcaria dos puxadores àquela hora?

_Se está gritando é porque estou muito longe, pode deixar eu me aproximo – Disse Gustav calmo e minucioso antes de dar mais três passos até mim, graças a deus minha mãe ama cômodos enormes. – Eu só quero conversar, não mordo se você não pedir, mas vai acabar me pedindo.

As últimas palavras dele fizeram de imediato minha vagina se contrair, que tipo de assunto era aquele? Como havíamos chegado aquele ponto? Gustav precisava sair o mais rápido possível da minha casa, eu havia chamado Andreas para jantar e mesmo atrasado ele logo chegaria, eu precisava conversar com o meu namorado e não com o Shäfer. Depois de muito procurar e antes do perfume incontrolável dele começar a possuir meu corpo, por conta da pouca distância nós separando, achei os puxadores e abri as portas com tanta força que acabei caindo com tudo no tapete do chão da sala de vídeo.

_SEU IDIOTA, SAI DAQUI, VIU O QUE VOCÊ FEZ COMIGO? – Perguntei rude e aos berros enquanto mantinha as mãos na parte de trás da cabeça, com certeza ficaria um galo no local da batida. Estava com tanta fúria e dor ao mesmo que demorei a perceber o quão próximo ele havia chegado. Gustav se ajoelhou ao meu lado, preocupado e esquecendo totalmente aquele ar sensual, como podia mudar tanto em tão pouco tempo?

_Vem cá, eu te ajudo, vamos colocar um gelo nesse machucado – Afirmou ele todo gentil com a mão estendida, eu nem tinha notado o momento o em que o Shäfer havia levantado. Gustav me machuca e depois quer me ajudar a tomar conta do ferimento.

_Eu não quero sua ajuda! - Afirmei ainda mais rude, me levantando sozinha do chão, apesar de sentir minha pressão cair um pouco mantive minha postura ereta – Eu quero que você saia dessa casa, agora.
Antes de ele poder me responder ou de algum de nós dois tomar outra atitude, meus pais surgiram na sala trazendo consigo suas malas, eles haviam voltado mais cedo da viagem para minha infelicidade, quero dizer felicidade.

_Gustav, quanto tempo meu menino – Disse minha mãe eufórica deixando as malas no meio da sala e se aproximando de nós dois. Minha mãe sempre foi e sempre será a fã número 1 de Gustav Shäfer, esse fanatismo deve ser genético.

_Que saudades Senhora Müller, cada dia mais bela, a televisão realmente não consegue realçar tanta beleza e competência – Disse Gustav todo galante enquanto os dois se abraçavam apertado. Para minha mãe, Gustav é o filho que ela sempre quis ter – Como vai Senhor Müller?

_Para que tanta formalidade com a gente? Tudo bem que não nós vemos há quase um ano, mas continuamos sendo Melissa e Adriano, você é de casa – Aquelas últimas palavras fez Gustav virar a cabeça e sorrir sínico para mim, por um minuto desviando atenção de minha mãe. – Você fica para jantar com a gente? Já são cinco horas e por causa do jornal da noite, devemos jantar as seis e meia, tudo bem para você o horário, meu querido?

_Estaria óti...

_Na verdade mãe o Gustav estava de saída, eu convidei o Andreas para jantar hoje comigo. Meu namorado já deve estar chegando daqui a pouco! – Afirmei fazendo questão de frisar o termo meu namorado, mesmo assim Gustav fingiu não entender o recado.

_Ah tá – Disse meu pai com um olhar de desânimo. Quando precisamos parecer uma família feliz, Senhor Adriano faz questão de mostrar sua total falta de ânimo pelo fato do meu namorado estar vindo me ver. É melhor ter mil inimigos fora de casa, do que um único dentro dela. – Bem o Gustav é como um sobrinho para mim, ele é de casa, vocês cresceram juntos. Há algum problema Gustav se o Andreas jantar com a gente essa noite?

Naquele momento senti minha cabeça arder de dor por conta da fúria me possuindo por completa, agora o Gustav iria decidir se meu namorado podia ou não almoçar na minha casa? Porque meus pais são tão tapados? Pensei ter deixado nítido não estar animada quando eles propuseram de chamar a família Shäfer para um almoço de domingo. Graças aos problemas da família Winble, meus pais, tão ocupados, esqueceram o patético almoço.

_Sem nenhum problema, apesar de não me dar muito bem com ele, mas não vou deixar de ficar na presença de vocês por causa do Andreas. Eu fico para o jantar se não incomodar – Respondeu ele parecendo à alma mais bondosa e inocente do mundo, como consegue ser tão dissimulado? Se meus pais soubessem o que esse desgraçado me fez na noite daquela festa, teriam o expulsado a tiros da nossa residência.

_Eu e a Melissa também não gostamos dele, só minha filha gosta. Vou subir para tomar um banho, te encontro depois na adega para escolhermos o vinho do jantar, Gustav? – Propôs meu pai ao pé da escada, os funcionários haviam levado já as malas para o andar superior. Gustav sorriu para o meu pai balançando positivamente a cabeça, falso. – Te encontro daqui a meia hora na adega, a Amanda te leva até lá.

Então ali ficamos apenas os três, com ele entre mim e a minha mãe, duas mulheres com opiniões extremamente opostas sobre o mesmo homem. Enquanto minha mãe estava louca para conversar e o elogiar, eu estava louca para dar... dar uns belos tapas na cara de sínico dele.

_Amanda falou que vocês estavam afastados, haviam brigados. Devo me preocupar?

_Não Melissa, nada que uma boa conversa não resolva. O problema é que nós desentendemos de leve e como ela vive com o namorado, resolvi vim aqui para podermos conversar melhor. Como falamos a mesma língua já nós entendemos – Disse Gustav sério, mas eu percebi o tom de malícia nada agradável no final da frase.

_Gustav, você é realmente um homem perfeito. Lindo, educado, ai se eu tivesse 18 anos – Disse minha mãe e os dois riram cúmplices – Vou tomar um banho também para economizar tempo, encontro vocês no jantar.

Minha mãe subiu as escadas sem muita pressa, rindo e conversando alegremente com o sínico do Gustav, como consegue ser tão bom ator? Quando ela sumiu no andar de cima, senti uma mão pousar por cima da minha barriga e me puxar para perto, logo nossos corpos estavam unidos e no mesmo instante um fogo incontrolável tomou conta do meu corpo, um calor cheio de fúria e desejo.

_Que tal irmos tomar banho também? Você parece estar meio suja – Observou ele e em seguida deu um lambida atrás da minha orelha esquerda, novamente senti minha vagina contrair sozinha. Como ele consegue saber de todos meus pontos fracos com tanta facilidade?

_M E S O L T A – Soletrei depois de conseguir ar suficiente para respirar novamente, a proximidade entre nós aumentava a chances de eu acabar tendo um infarto.

_Dúvido conseguir – Disse ele e começou a adentrar com sua mão pela minha blusa, porque aquela roupa tinha de ser larga? Aonde se encontrava o lento do meu namorado?

Ergui ao máximo meu pescoço tentando encontrar um pouco de ar, involuntariamente pressionei meu corpo contra o dele quando senti a mão quente dele encostar na minha barriga. Fechei meus olhos ao sentir a mão precisa dele subir pelo meu corpo, sabendo muito bem onde devia tocar, apertar e algumas vezes beliscar. Minha mente e meu corpo diziam que não, mas fui apenas capaz de virar meu rosto para o lado contrário ao da boca dele. A sanidade voltou apenas a possuir meu corpo, quando senti meu celular vibrar no bolso traseiro de minha saia.

_Eu te ajudo! – Afirmei pisando forte no pé esquerdo dele e me afastando daqueles braços, sorte dele eu não estar de salto. – Já que você é de casa, sabe muito bem como encontrar sozinho o caminho para a adega. Não ouse subir essa escada.

Acabei tropeçando umas três vezes, por causa de ter subido tão rápidos as escadas e ele apenas riu se divertindo daquilo. Ao chegar ao meu quarto me joguei na cama, mas antes fechei a porta, do jeito que o Gustav estava possuído era bem capaz de tentar me estuprar se fosse preciso. Andreas acabou desistindo da ligação depois da demora, não foi nada fácil fazer meu corpo e mente se acalmarem após o ocorrido. Estava pensando em tudo e não compreendendo nada, precisava conversar? Mas com quem?

Sem saber como reagir depois daquilo tudo, resolvi esfriar minha cabeça em um relaxante banho na banheira, quase nunca usada, do meu quarto. Fiquei debaixo da água quente até um pouco antes de minha mãe bater em minha porta avisando do jantar. Para não correr nenhum tipo de risco optei por vestir uma saia preta longa até os pés, minha blusa amarela de smile foi toda muito bem colocada por dentro da saia, nos pés apenas um simples chinelo.

_Não precisava se arrumar tanto minha pequena, é apenas o Gustav – Disse meu pai, quando me sentei à mesa para comer, todos riram menos eu. Eu poderia passar por uma freira de tanta roupa que usava naquela quente noite de começo de primavera, nem ao menos havia feito à maquiagem. E o Andreas estava muito atrasado e não atendia mais as minhas ligações.

_Vou ligar para o Andreas, meu namorado já deve estar chegando! – Afirmei convicta antes de me retirar da sala de jantar, abri e fechei as portas de correr de vidro da varanda antes de ligar novamente para Andreas.

Na varanda, sentada na rede e olhando a piscina e todo fundo da casa, precisei ligar oito vezes até o desnaturado do meu namorado resolver atender o celular. O barulho no fundo era tão alto que de imediato deduzi: ele estava numa festa e havia de novo esquecido de seu compromisso. Você quer saber eu estava irritada naquele instante? Se eu estivesse armada era bem capaz de ter atirado em toda grade de vidro da varanda.

_Boa noite meu amor, onde você está? – Perguntou todo risonho, com certeza se encontrava bêbado novamente.

_ONDE EU ESTOU? ONDE VOCÊ ESTÁ? – Berrei do outro lado da linha e começando a andar impaciente de um lado para o outro da varanda. Ele não podia furar comigo hoje, meus pais estavam em casa e o Gustav também, eles precisavam ver como tenho um relacionamento sólido e sereno.

_Na festa do Harry um amigo do Tom – Respondeu ele e riu ainda mais. Mesmo sem o ver eu sabia muito bem como meu namorado estava bêbado e drogado sentado ao lado dos amigos também chapados se divertindo ao conversar sobre algum assunto incompreensível, tão típico. – Vem para cá, e na...

_Eu não acredito! Você esqueceu o nosso jantar – Disse calma, a decepção e a vontade de chorar de vergonha me fez esquecer totalmente a raiva presente dentro do meu corpo.

_Droga amor, por favor, me perdoa? – Pediu ele saindo do lugar onde estava, pois o barulho vindo do fundo havia praticamente sumido. Respirei fundo e fiquei em silêncio, eu não iria chorar por conta de outra mancada dele e não daria esse gosto de vitória ao Shäfer. – Mas é só um jantar...

_Não é só um jantar, meus pais estão aqui te esperando e o...

_Você não disse que seus pais estariam presentes – Lembrou-me ele e de algum jeito aquilo fez a fúria voltar a tomar conta de mim.

_Andreas você é realmente um grande merda, eu te odeio seu desgraçado! – Afirmei me controlando para não gritar, meus pais e Gustav deviam estar na sala de jantar apenas fingindo não estarem me observando. Fiquei de costas para eles, eu não podia ter aquela conversa com Andreas e vendo meus pais e Gustav.

_O que você disse? – Perguntou Andreas parecendo surpreso e pela primeira vez percebendo a total falta de graça na conversa.

_Você ouviu muito bem seu grande otário, quer saber já to cansada de você. – Menti séria.

_Eu que estou cansada de você e desse seu jeito de menina perfeita. Foda-se você também com essa sua vida de merda! – Disse ele extremamente furioso e sério antes de desligar o telefone.

Depois de fechar meu celular, fiquei perplexa mais uns minutos olhando a piscina e encostada na grade de vidro da varanda, meu cérebro não queria processar as últimas palavras ouvidas. Não podia ser real, não naquele momento, eu precisava do apoio de Andreas no jantar e não ter ocasionado um rompimento no nosso relacionamento. Pouca sinceridade é uma coisa perigosa, e muita sinceridade é absolutamente fatal.

Respirei fundo tentando acreditar nas mentiras da minha mente, não seria um problema jantar com Gustav depois de romper com o meu namorado, não tinha nada demais nesse fato, não acha? Já havia dividido tantas refeições estando solteira com o Shäfer. Ao me virar meus olhos se encontraram com os olhos famintos de Gustav, o olhar dele de desejo observou com luxúria cada parte do meu corpo e mesmo tão de longe senti a excitação me invadir. Meus pais por algum motivo não estavam mais na sala de jantar, e ele havia se sentado do meu lado na mesa, a noite havia apenas começando.

No começo do jantar fingi não notar nenhum dos olhares de canto de olho dele para mim, resolvi ficar calada apenas ouvindo a conversa animada dos três. Quando estava quase terminando meu prato principal e refletindo sobre as palavras ditas por Andreas, senti a mão direita do Shäfer apertar com firmeza e precisão minha coxa esquerda bem próxima da vagina, de imediato voltei a realidade. O que aquele louco pensava em fazer? Olhei para o lado o repreendendo e ele fingiu não notar meu olhar frio, pois manteve seu nível calmo enquanto conversava sobre bolsa de valores com meu pai. Como consegue ser tão sínico? Com fúria tirei a mão dele da minha perna e ele voltou a colocar, ficamos nisso por longos minutos.

_Filha, não vai deixar comida no prato, não é? – Perguntou minha mãe me fazendo notar que não havia tocado na minha carne, só tinha comido a salada. Olhei para o prato dele e Gustav cortará toda sua carne em pequenos pedaços, esperto ou não?

Os minutos que seguiram foram totalmente torturantes e prazerosos, tentei engolir logo toda minha carne enquanto ele acariciava toda minha coxa. Para não deixar nenhum dos meus incontroláveis gemidos saírem, resolvi manter minha boca cheia de comida. As carícias dele eram deliciosas, ele estava conseguindo me tirar do sério com todo aquele prazer que me era servido no jantar. Praticamente morri com o último pedaço de carne, quando ele notou que aquela era sua última chance de mexer sem consequências no meu corpo, a mão dele apertou firme minha vagina por cima do tecido. Aquele último ato dele me fez molhar minha calcinha além de quase me matar por ter engolido muito rápido um grande pedaço de carne. Comecei a tossir como uma louca e estendi meus braços tentando engolir a comida, ele então todo educado e dando uma de desentendido se levantou e bateu nas minhas costas me ajudando. Como toda ajuda de Gustav tem um preço, quando ele desceu meus braços aproveitou para deslizar toda sua mão pela minha cintura, meus pais prestavam tanta atenção em mim que nem notaram aquele ato safado vindo de seu tão amado Shäfer. A sobremesa foi tomada em total paz, a não ser pelos comentários maldosos e sutis do meu pai sobre o furo de Andreas.
Ficamos mais alguns minutos na mesa conversando, até irmos acompanhar meus pais á garagem, como de costume.

Quando carro sumiu de nossas visitas, eu e ele ficamos de frente um para o outro sentindo toda uma onda de desejo ao nosso redor, apenas nós encarávamos sem dizer uma única palavra. Gustav precisava sair dali antes do pior ocorrer, ou melhor, o melhor. Senhor, onde estou com a cabeça pensando nisso de novo? Tira esse desejo e esses pensamentos da minha mente, por favor, Deus. Meus lábios pediam para serem colocados sobre os dele, entretanto não podia trair meu namorado apenas por conta de nossa primeira discussão.

_Melhor você ir embora – Disse apreensiva depois dele dar um passo na minha direção. Não sei como nossos corpos não estavam se relando, a proximidade era imensa. Senti minha boca tremer num misto de medo e desejo ao sentir aquele olhar, como conseguia ficar tão sexy em questão de segundos?

_Será que você poderia me ajudar novamente, me acompanha até o carro? – Perguntou ele com um tom de voz acolhedor enquanto pousava sua mão direita no meu rosto, como um cachorro eu esfreguei meu rosto contra a mão e logo o dedão dele fazia breves carícias no meu rosto. Seu olhar agora era sereno e gentil, deixando o momento ainda mais perfeito. Respirei profundo de olhos fechados e beijei a palma de sua mão esquerda, em seguida ele uniu nossas mãos.

¬_Não – Sussurrei ainda de olhos fechados, senti a respiração quente dele bater contra meu rosto, nosso narizes começaram a se relar de leve. Uma mão dele começou acariciar de leve minhas costas, antes de me puxar sem pressa para mais perto, era estranho um momento calmo estar ocorrendo com nós dois depois daquela noite agitada.

Então o momento que esperava desde os meus 13 anos aconteceu, ali estávamos os dois nós beijando tão calmamente, mas de um jeito tão prazeroso. Todos meus dedos da mão se fecharam sem pressa no cabelo quando a língua do mesmo adentrou na minha boca. Todos os problemas evaporaram da minha mente, pois a pressão dos lábios dele contra os meus eram perfeitas. Naquele instante não me faltava nada e eu não precisava de mais nada, apenas continuar mantendo minha cabeça do lado oposto a da dele. Perdia a total noção do tempo e espaço a toda vez em que as pontas de nossas línguas se encontravam, tudo muito suave e calmo. Saliva na medida certa, pressão ideal, carinhos e um desejo perfeito, não precisava de mais nada para melhorar aquele nosso beijo, também tinham sido 3 anos de espera e treinamento com desconhecidos. Você beija mil bocas sabendo que só uma pode te saciar. Nossas línguas não tinha pressa nenhuma, calmamente se movimentavam ora na minha boca e ora na boca dele. Mesmo fazendo diversos movimentos, todos pareciam deixar ainda melhor o momento, era o beijo. Quando o ar já começava a faltar, chupei com os lábios a língua dele como se fosse uma manga, antes de cessarmos e afastarmos um pouco nossas cabeças. Estava prestes a me justificar, pedir desculpas a ele e dizer do meu grande erro, então ele pressionou seus lábios contra os meus ainda fechados me fazendo esquecer tudo, até mesmo da minha racionalidade. Eu não podia estar fazendo aquilo, mas era impossível resistir.

_Vai querer mesmo? – Perguntou ele com as duas mãos postadas estrategicamente na minha cintura.

Pousei minha mão na nuca dele e o puxei para perto com força, começando um beijo nada haver com o anterior. Uma mão dele atravessou toda minhas costas, até apertar com vontade minha cintura do lado esquerdo o que me fez jogar um pouco do o corpo para trás. Gustav jogou o corpo para cima do meu para manter aquele momento de desejo exacerbado. A boca dele avançada cada vez com mais pressão e vontade sobre a minha, engolindo um ao outro? Esse é um termo muito ruim para descrever o momento. Minha mão livre se prendeu no cabelo dele, mostrando o quanto eu estava gostando daquele jeito bruto dele me tratar. Aquela dicotomia entre menino perfeito para o meus pais e malvadão presentes nele estavam me tirando do sério, Gustav é capaz de prometer ao meu pai não me fazer nenhum mal e depois me fuder em todas as posições possíveis. Prefiro muito mais gastar meu tempo sendo tocada e apertada pelas aquelas mãos do que tentando compreender a mente do Shäfer.

_Meu quarto – Sussurrei no ouvido dele quase sem ar enquanto ele se preocupava em me encher de prazer enquanto sugava, lambia e mordia toda extensão do meu pescoço. Não precisava de uma parede atrás de mim, para eu sentir todo meu corpo ser pressionado contra o dele.

_Conheço um lugar muito melhor! – Afirmou ele muito malandro acendendo assim ainda mais meu desejo, como se fosse preciso. A mão dele na minha cintura deslizou pelo meu corpo, até chegar à minha bunda e apertar com jeito, o prazer foi tão grande a me preencher que logo obriguei a boca dele a beijar a minha novamente. Teríamos a noite toda para brincar de Drácula se fosse preciso.

Entendi o recado imediato dele quando as duas mãos dele se postaram na minha bunda sem apertar, ainda nós beijando fiz um carinho nos ombros dele antes de pegar impulso. Minhas pernas bambas se fecharam de imediato na cintura dele e me arrependi de ter colocado a enorme saia, pois demorou um pouco até acharmos uma posição confortável para sair dali, o beijo esfomeado ajudou na demora. Gustav devia estar de olhos aberto, se não como teríamos conseguido sair da garagem nós beijando daquele jeito? Deixei ele me levar para onde quisesse, não importava onde faríamos sexo desde que fizéssemos logo. Era bom o Shäfer conhecer minha casa, pois assim não precisava perder tempo o explicando algum caminho, isso se eu conseguisse pensar em algo naquele momento enquanto nós beijávamos daquela forma. O enorme pênis dele estava ereto e sendo pressionado entre a barriga dele e minha coxa esquerda, dando uma sensação de excitação ainda melhor ao instante. As meninas não mentiram quando me falaram do abençoado instrumento sexual dele, os comentários não são nada exagerados. Perfeito é uma palavra muito podre para descrever o pinto dele, estou realmente possuída pelo capeta.

Quando dei por mim já estávamos dentro da adega, o caminho inteiro nem me dei ao trabalho de perceber se algum funcionário havia presenciado aquela falta de vergonha. Eu até mesmo brigaria com meus pais se eles resolvessem me surpreender ali. Gustav me colocou sentada sobre a mesa de madeira, suas mãos agora livres logo envolveram meus seios por cima da camiseta que também sorria para ele. Uma das garrafas acabou caindo no chão, por conta dos nossos corpos famintos e desejosos um pelo outro, o que fez pararmos por um minuto com aqueles rápidos movimentos.

_Vai deixar elas aqui para sempre? – Afirmei meio risonha apontando para as mãos dele postada firmes sobre meus seios.

_É um bom lugar para elas ficarem sempre, não acha? – Perguntou ele tentando ser malicioso, mas acabou por soltar um daqueles seus lindos sorrisos. Porque tanta beleza em um só ser? Devia ser proibido.

_Fecha os olhos e tira as mãos, por favor? – Pedi travessa o encarando no fundo dos olhos. Gustav fez uma careta feia antes de realizar meu pedido. – Você não vai se arrepender por tanta bondade.
Desci da mesa, ficando no pequeno vão entre o corpo dele o começo da mesa. Tirei toda minha saia e minha blusa, meu chinelo deve ter se perdido no meio do caminho. Quando percebi estava só de lingerie na frente daquele lindo homem impaciente de olhos fechados, havia colocado a lingerie vermelha provocadora, pois por um minuto naquela noite havia imaginado um sexo de reconciliação com meu namorado no meu quarto, mas dessa vez a realidade estava se saindo melhor do que meus sonhos. Respirei fundo tentando expulsar total vergonha de mim, mulheres confiantes não são muito mais sensuais? Perto de Gustav nenhuma sensualidade parece ser a suficiente. Mesmo vestido ele conseguia ficar mais sexy do que eu quase nua, como resistir? Se souber a receita me manda urgente via correio.

_Abra os olhos, agora – Mandei e assim ele fez.

O olhar de desejo sobre meu corpo foi tão intenso que mesmo sem me tocar ele conseguiu me fazer molhar ainda mais aquela minúscula calcinha e fazer os músculos da minha vagina se fecharem um pouco mais, Gustav controla meu corpo sem nem ao menos perceber. Todo meu pudor e vergonha evaporavam, quando a língua dele começou a percorrer sem parar os lábios do mesmo, mostrando claramente seu desejo de me comer. Perceber que o controle estava comigo, me deixou imensamente mais segura. Meus olhos apenas encaravam aquela face indescritivelmente sexy dele, o queixo já estava totalmente quadrado.

_Olha só o que você faz comigo – Murmurou ele totalmente rouco apontando para seu membro. Por alguma mágica o membro dele parecia ainda maior por cima do tecido de sua calça jeans preta, aumentando ainda mais a vontade de tê-lo dentro de mim. Para que preliminares se só de ver o membro dele já fico toma molhada e me sinto ovulando sem parar um minuto? – Só de te ver assim dá uma vontade louca de bater uma!

_Gustav, não se deve dizer isso a uma dama – Repreendi ele entre risos, aquela distância considerável entre nossos corpos servia apenas para aumentar o tesão.

_Já bati tantas pensando em você – Sussurrou ele, num tom de voz grave, ao pé do meu ouvido após acabar com a distância entre nossos corpos. – Vou te comer tanto essa noite!

Tiramos juntos e com pressa a camisa dele, mas não a jogamos no chão e sim a colocamos na mesa. A mesa da adega é muito velha e têm diversos fiapos saindo, se transariámos ali eu não queria sair com a bunda toda ensanguentada, por conta dos cacos de vidro da garrafa o chão se tornará um lugar perigoso.

_Tanto quanto? – Perguntei maliciosamente enquanto o olhava safadamente passando a mão com carinho peito peitoral dele, o corpo inteiro do mesmo se contraiu com meu toque. Shäfer sorriu totalmente malvado respondendo minha pergunta, iria me comer até eu esquecer meu nome. Ele podia não ter o peitoral todo definido como Andreas, porém aqueles braços e o fato dele saber o que fazer comigo recompensavam o pequeno erro.

Gustav então voltou a me erguer e colocou novamente meu corpo em cima da mesa. Joguei no chão todas as outras cinco garrafas de vinho que estavam sobre a mesa.

_Desse jeito vou ter de te comer de tênis. Seu pai não vai gostar nada em ver todos os bens dele quebrado – Disse ele com uma voz que não era sua. Afinal porque ainda estávamos conversando?

_O maior bem dele já esta totalmente em suas mãos – Respondi a ele e em seguida coloquei meu dedão direito na boca, antes de fazê-lo deslizar sobre todo meu corpo sem pressa e parando em cima da calcinha. Os olhos dele reviraram e eu consequentemente me molhei ainda mais.

_Não me provoca assim – Ordenou ele depois de cravar suas duas mãos em meu cabelo e puxá-lo com força, assim me inclinando inteira. O que nós queremos? Gustav Malvadão. Quando? Sempre. Nada melhor que um bom macho alfa na hora do sexo.

Meu último desejo naquele momento não era manter a conversa, sendo assim envolvi minhas pernas na cintura dele o puxei para perto. Ele se inclinou para frente e começou a chupar com tanta força meu pescoço que chegava a doer, mas estava tão bom que eu apenas o incentivava rebolando contra sua cintura e arranhando toda suas costas. Gustav realmente não queria deixar o momento vampiro para outro instante, sendo assim deixe ele me fazer gemer a vontade e se deliciar com meu pescoço. Depois de alguns longos e nada ruins minutos, mordi sua orelha mostrando meu total interesse em passarmos para outro nível. Voltamos a nós beijar, comecei a concentração em tirar o cinto dele apenas depois da carteira já estar em cima da mesa. Não conseguia parar de beijá-lo e empurrar sua calça para baixo, por conta dos cacos de vidros no chão ele transaria de tênis. O cheiro afrodisíaco do vinho pelo local apenas ajudava a aguçar ainda mais nossos instintos animais, eu devia ter quebrado adega toda.
Antes de abaixar a cueca dele, e finalmente acabar com a tortura, introduzi a mão direita dele dentro da minha calcinha toda molhada, aquilo o fez parar de me beijar e se afastar com um olhar possuído.

_Toda molhadinha para mim? Você me tira do sério, Amanda Hermann Müller. Você não deveria ter feito isso – Alertou-me ele.

Antes mesmo de eu poder dizer algo às mãos dele se firmaram em cada lado da minha calcinha, com força puxou a calcinha que se rasgou em suas fortes mãos. Meu queixo totalmente caiu e me molhei ainda mais, como se já não tivesse lubrificada o suficiente. Gustav mesmo tirou sua cueca.

_AH AH – Berrei sem ar, após sem aviso prévio ele enfiar todo seu pênis dentro de mim. Ardeu tanto que me senti virgem novamente, nunca Andreas havia entrada tão fundo dentro de mim.

As estocadas continuaram profundas e com força, entretanto o prazer ia aumentando cada vez mais. A excitação ia explodindo em meu interior, nenhum de nós dois conseguia mais se quer se olhar. Comecei a rebolar de novo contra o seu quadril, minha boca se ocupou de morder e chupar toda extensão do pescoço dele. O suor dele tem um gosto de sexo e sal extremamente viciante, não queria me afastar do pescoço dele nunca mais. Minhas mãos apertavam bem a bunda do meu pedaço de carne, tão dura e redonda. As mãos dele estavam pressas com força na outra ponta da mesa, dando apoio para ele estocar cada vez mais fundo no meu corpo. Eu comecei ao o abraçar ainda mais com as pernas à medida que sentia uma sensação totalmente boa e devastadora possuir meu corpo, aquilo seria um orgasmo? Sim, meu primeiro orgasmo se aproximava e eu não tinha noção nenhuma disso, mas ele pareceu perceber.

_GUSTAV, CAMISINHA – Berrei conseguindo ar do além.

_Está tomando remédio em dia? – Sussurrou ele em meu ouvido deixando os movimentos mais lentos.

_Sim.

_Então não se preocupa, sou totalmente limpo – Respondeu e deu outra daquelas estocadas profundamente maravilhosas.

Sem perceber contrai com força minha vagina contra o membro dele e ele urrou de prazer, me deixando de novo com o poder sobre a situação. As estocadas continuaram e vez o outra para surpreendê-lo eu usava toda minha força para focar e fazer minha vagina de fechar sobre o membro dele, os urros e gritos dele eram tão satisfatórios, só de lembrar minha vagina começa a dar sinais de vida. Foram precisas mais algumas outras boas estocadas, para sentir aquele famoso orgasmo tomar conta do meu corpo, a sensação era tão cheia de prazer que precisei me inclinar para frente e fechar meus braços nas costas dele, meu corpo inteiro se contorceu e minha vagina se pressionou ainda mais contra o pênis dele. Gustav me abraçou com a mesma força, quando um segundo depois seu orgasmo chegou. Nossos gozos misturados dentro do meu corpo aqueciam todo meu ser, me possuindo por inteira. Nosso abraço era tão forte que eu sentia o coração dele bater contra meu peito, ele com certeza estava sentindo a mesma sensação de plenitude. Senhor se isso é sexo preciso de três doses diárias para ser feliz.

Meu corpo estava suado, minhas pernas tremiam, havia perdido o controle sobre minha mente e ganhado a melhor transa da minha vida. Vários minutos se passaram até conseguir recobrar a consciência, encostei minha testa na dele e sorri ao notar seu enorme sorriso de bobo. De malvadão a príncipe encantado, como esse homem me fascina!

_Fica comigo hoje? Você pode ficar aqui, inventamos que você dormiu no quarto de hóspedes. – Sugeri sentindo nossas respirações quentes se misturarem. Ele pressionou firmes seus lábios contra os meus, com desejo, mas não o suficiente para acabar com a fadiga de nossos corpos.

_Só se eu puder te comer no café da manhã – Disse ele voltando a se impor. Isso mesmo lado malvadão do Gustav o possua o mais rápido possível.

_Só no café da manhã? – Perguntei fazendo bico e um tom de voz dengoso. Gustav mordeu meu lábio inferior e o puxou para si voltado a me ascender imediatamente, para que descansar quando posso de novo transar com o Shäfer? – Que tal um banho?

_Só se for na piscina – Ordenou ele. Como odeio ser controlada por Gustav Shäfer topei de imediato, meus olhos brilharam de alegria o fazendo soltar de novo aquele sorriso sincero.

_Mas e os funcionários?

_Eles vão ter muito trabalho por aqui – Notou ele mostrando o chão todo sujo de vinho e cacos de vidros, sem contar o cheiro de sexo e suor em todo ambiente.

Rimos juntos. Ele subiu suas calças, me vestiu com a blusa dele antes de me pegar no colo para evitar qualquer machucado nos meus pés enquanto saiamos da adega. Peguei duas garrafas de vinho antes de sair do local. Como diria Caio F. Abreu: Vem, não vai doer. Vem, é só um contato, um toque e estarás comigo para todo sempre.

Sexo na piscina foi delirante. O da cozinha com brigadeiro e chantilly enlouquecedor, o membro dele fica ótimo de ser chupado com gelo na boca. A tração 4x4 do Jipe foi muito bem testada, quando fizemos um papai e mamãe nada tradicional em cima do carro. Porém nada supera o sexo totalmente carinhoso que tivemos na cama do meu quarto, antes de eu adormecer em seus braços e ele ir dormir no quarto de hóspedes. Posso afirmar com toda certeza que nosso relacionamento mudou da água para o vinho.

Gigante né? Cutiu? Continuo?
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MensagemAssunto: Re: Fuck School FF+18 [ On: Capítulo 29 ]   Sab Mar 30, 2013 4:56 pm

Geeente, que capítulo foi esse?! Twisted Evil A Amanda se revelou, meu Deus
Agora eu quero saber como vai ser a relação dos dois daqui pra frente, se ela vai continuar com o Andreas e tals.
Ansiosíssima para o capítulo do Bill, continuuua ! yaya
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Steph MADA
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MensagemAssunto: Re: Fuck School FF+18 [ On: Capítulo 29 ]   Sab Mar 30, 2013 5:04 pm

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AMEI!
Ah, que demais! Finalmente a Amanda ficou com o Gustav! ( e que ficada, hein?!)
espero que ela de um chute na bunda do Andreas...
Eu to sentindo falta dos capítulos do Georg...
Aguardo o Capítulo do Bill. nerd
Continua!!
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Ilana
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MensagemAssunto: Re: Fuck School FF+18 [ On: Capítulo 29 ]   Seg Abr 08, 2013 9:38 pm

ATRASADÍSSIMA!!
Cara, sem dúvidas os capítulos do Gust são os melhores e... QUE LOUCURA FOI ESSA SENHOR? De recatada à uma adolescente sem preocupações com futuras repreensões dos pais. ADOREI. Gust e Mandy <3

Continua por favor!!
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MensagemAssunto: Re: Fuck School FF+18 [ On: Capítulo 29 ]   Sab Abr 27, 2013 12:25 am

Ilana escreveu:
ATRASADÍSSIMA!!
Cara, sem dúvidas os capítulos do Gust são os melhores e... QUE LOUCURA FOI ESSA SENHOR? De recatada à uma adolescente sem preocupações com futuras repreensões dos pais. ADOREI. Gust e Mandy <3

Continua por favor!!
Espero que ela fique com o Gust, o Andreas já deu o que tinha que dar, e esse Gust Malvadão é bem melhor que ele. Jesus subiu um calor aqui que nem te conto ahhaah Poste logo o próximo capítulo.
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MensagemAssunto: Re: Fuck School FF+18 [ On: Capítulo 29 ]   Seg Maio 06, 2013 9:59 pm

Não sumi meninas, to viva, apesar da falta de coméntarios me deixar sem animo nenhum para escrever. Bem se um dia parar de escrever, que não comentou que fique com a consciencia muito pesada. Whatever. As minhas amadas leitoras, Ilana, Steph, Ester e Zzumbie, brigado pelo apoio de sempre, apenas pelos comentários mágicos de vocês me fez escrever esse capítulo espero que gostem. Próximo capítulo com o Georg, tá Steph? Esse ja era para ser com ele, se não tivesse ocorrido tanta coisa na vida do Bill. Desculpem a demora meninas, espero que gostem e qualquer erro ou dúvida me avisem. :/ Vocês sabem como tenho dificuldade para escrever os capítulos do Bill, então se acharam nada haver e que Bill nunca faria o que eu escrevi que ele faz relevem por favor.Vamos ao quue interessa, boa leitura amoras.

.Capítulo 20.




Sabe aquela sensação horrível de sentir-se só no meio de uma multidão? Nas últimas semanas essa péssima sensação adentrou com força total no meu ser, possuindo todo meu organismo solitário. Pisar na jaca é ruim, porém quando vivêmos surfando mares de azar geralmente a jaca vem lotada de merda. Atualmente todos os meus conhecidos estão totalmente interessados em olhar apenas para seus próprios umbigos e falar apenas sobre seus problemas, nada dispostos a me ouvir por um segundo se quer. Não estou querendo virar os centros das atenções, mas tornar-me um fantasma nunca foi um dos objetivos da minha vida. Até mesmo Tom, Mia, Andreas e Harry andam me evitando, por quê? Ás vezes em meus momentos de reflexão, concluo que é melhor não saber o motivo de ter me tornado invisível para pessoas mais importantes da minha vida, pelo menos dessa vez o problema não tem nada haver com maconha, deixando tudo mais simples. Nós últimos dias levanto sem vontade, ando sem pressa, chego mudo à escola e saio sem saudades. Não me prendo mais a nada nem ninguém, sorrir já perdeu totalmente o significado, para quê afinal rir forçado daquelas piadas sempre tão sem graças? Só quero ter um pouco de folga, fugir para um lugar só meu, fugir dessa massacrante rotina.

Os meus problemas apenas se complicaram ainda mais após minha pseudoprisão. Dona Simone tornou-se um ser totalmente monossilábico, fala somente o necessário o extraordinário é demais. Gordon prefere não tocar muito no assunto, porém sei o tamanho do trabalho o qual o causei e o quanto meu ato inconsequente poderia ter complicado a carreira dele. Meu irmão anda totalmente aéreo nós últimos dias, até mesmo Harry me ligou perguntando se havia ocorrido algo com Tom, ele anda totalmente desligado com mundo ao seu redor, não é o mesmo desde a mudança de escola. Mia? Essa parece ter tomado alguma poção de sumiço, não tenho notícia há dias, justo quando mais preciso dos conselhos e da ajuda dela. Harry sumiu por causa da última festa na casa dele, o pessoal conseguiu matar o cachorro da mãe dele, dá para ter noção como Dona Clara está brava? Pois é a mulher ficou ainda mais pirada após o ocorrido. Eu devia ter tirado aquele coquetel molotov da mão do Andreas antes dele jogá-lo para o alto. Andreas está gastando todo seu tempo correndo atrás de Amanda, parece um maratonista, não consegue respirar sem pensar nela.

Até ontem eu como meu amigo não entendia o motivo de Mandy estar relutando tanto para ouvir as desculpas dele, afinal tinha sido apenas mais uma briga por causa dos lapsos de memória dele. Por que ela estava sendo então tão relutante em aceitar chegar perto de Andreas? Se soubesse antes dos motivos dela, teria feito meu amigo se mandar para China antes de fazer a máscara tão bem colocada dela. Como essas pessoas sínicas aquentam por tanto tempo ser o que não ser? Eu não terei nunca esse poder de viver dentro de um falso eu, escondendo minha essência. Amanda Müller é uma grande hipócrita, por causa de meninas como a Müller a Isadora tem cada vez sua fama de puta aumentada, apenas por ser ela mesma e não se importa com a opinião dos outros, diferentes das outras falsas puritanas do Goethe. Prefiro muito mais uma menina oferecida, louca e honesta como minha ex-namorada á uma personagem milimetricamente construída como é a Amanda. Chega de confusão e todo esse assunto nada arrumado, bem-vindos ao túnel do tempo do maior lonely boy da face da terra.

Quando me vi trancado quase sem respirar dentro de um minúsculo depósito com Andreas, percebi o tamanho da minha burrada ao não ter pegado a arma e a jogado direto em algum córrego da cidade. Com toda certeza em alguns instantes a polícia acharia nós dois morrendo de medo ali dentro, porém de algum modo pensei: Talvez os polícias estejam cansados e nada dispostos a realizar uma ronda na casa toda, ou antes, de entrar na casa viram os ladrões fugindo e começaram uma perseguição digna de filme. Grande e breve ilusão essa minha. Naquele momento realmente desejei pagar meus impostos apenas para os polícias ficarem comendo besteiras no Dunkin’ Donuts, entretanto como não vivo em um filme bom e sem ação os oficiais responsáveis por fazer a ronda na casa pareciam pertencer a algum tipo de FBI alemão.

Tornei-me mais imóvel do que uma estátua de rua quando um policial abriu a maldita porta do depósito, nós encontrando apavorados ali dentro. De imediato senti até os pelos da minha nuca se arrepiar de medo, todo meu corpo entendeu o problema e respondeu de uma forma simples: Fudeu! Para minha grande falta de sorte o corpo de Andreas acabou reagindo de uma forma inesperada a toda a novidade. Ás vezes 1 minuto destrói 23 horas e 59 minutos. Os fatos ocorreram muito rápidos, quando fui capaz de processar toda loucura meu corpo imóvel já era pressionado contra o chão sujo, tudo porque o retardado do meu melhor amigo deu um enorme soco na cara do oficial, o ato totalmente impulsivo dele nós fez virar de vítimas a suspeitos. O excesso de testosterona no corpo dele gerou a maior cilada da minha vida. E a quem devo agradecer? 1. A desgraçada da Amanda que não sabe dar direito, deixando meu amigo acumular testosterona. 2. Ao retardado de Joseph, professor da academia, que vive socando o Andreas de suplementos alimentares. Em questão de segundos senti a sensação fria de metal contra meus pulsos, fui algemado tão rápido quanto o sexo de dois mosquitos. Pelo mesmo o policial responsável por me conduzir para fora da casa, não chutou ou me bateu durante todo o trajeto, Andreas merecidamente não teve essa sorte. Quem mandou ser tão inconsequente? Depois ainda fica irritado quando o explico o quanto fumar maconha pode diminuir a produção de neurônios.

Enquanto um policial me empurrava para fora da casa com uma enorme força bruta, pela primeira vez percebi como a minha blusa da escola é impressionantemente resistente, explicando assim porque é mais cara do que roupas caras no shopping. Qualquer outra blusa teria rasgado rapidamente, me fazendo bater com a cara no chão quando o policial puxou meu corpo de uma vez só para longe do solo. Minha mochila? Como minha falta de sorte só aumenta, ela acabou sendo levada para longe de mim antes mesmo de um piscar de olhos, o problema estava no fato dela estar lotada com toda aquela cocaína. O policial responsável por conduzir Andreas para fora da casa, batia e jogava toda hora o corpo do meu amigo com força contra as paredes da casa, se eu não estivesse algemado adoraria ter ajudado no cumprimento da lei naquele momento. Meu corpo ardia de vontade de socar um pouco a cara de almofadinha drogado do Hass, só para aliviar a culpa a qual também era minha. Maldita seja a hora no qual o deixei socar drogas na minha mochila do colégio.

_De quem são todas essas drogas? Vocês dois trabalham para qual traficante? – Perguntou um policial, mais parecido com um gigante, parado na nossa frente enquanto aguardávamos a revista terminar para podermos ser jogados iguais a dois sacos de batatas no porta-malas da caminhonete policial.

_Tudo para o nosso consumo, Senhor – Respondeu Andreas resolvendo começar a respeitar os oficiais, tem gente que funciona apenas no tranco mesmo. E pela primeira vez no dia ele falava algo realmente útil para nós manter vivo, pelo menos por mais algumas horas.

_7 kilos de cocaína para consumo de duas crianças, tem certeza? – Perguntou o mesmo oficial continuando a nós encarar daquele modo tão assustador. Com certeza um policial tem aulas de teatro antes de se forma, aquele homem poderia atuar muito bem como qualquer vilão de novela das 22h.

Todo o bairro parecia ter saído na rua para acompanhar nossa prisão, realmente não consigo compreender como ninguém tirou uma foto do momento e colocou na internet ou o helicóptero de reportagens do sensacionalista canal 5 apareceu. Qualquer foto na internet teria sido o suficiente para me fazer estar essa hora em um programa sensacionalista, pedindo desculpas a Gordon por tê-lo envergonhado nacionalmente e mentindo ao prometer nunca mais usar drogas, enquanto ouvia um psicólogo analisar todos meus problemas em menos de meia hora. Gordon poderia até deixar o problema passar sem muita discussão, mas os assessores e o empresário dele não ficariam felizes até verem uma humilhação nacional vinda de minha parte. O bastardo ingrato e mal agradecido.

_Consumimos muito! – Afirmei tentando parecer o mais confiante possível, mas ao notar a sobrancelha do oficial se levantar percebi: ele havia notado a minha voz tremer de leve no final. Nunca fui bom em mentiras, meu irmão sempre foi o responsável por desempenhar magistramente esse papel. Eu e Tom não somos o extremo oposto apenas na aparência, não somos apenas o loiro e o moreno, nossas diferenças são muito maiores, são comportamentais principalmente.

_Levem os para delegacia do menor mais próxima, vamos ouvir a opinião da delegada sobre esses dois mauricinhos terem quase 8 kilos de cocaína na mochila escolar! – Afirmou o Policial enquanto segurava minha carteirinha escolar entre os dedos e procurava achar algo mais dentro de minha carteira - Crianças do Goethe? Pelo menos não terão problemas em pagar caros advogados. Liguem também para diretora do Goethe e expliquem sobre o fato de estarmos novamente com delinquentes da escola de luxo dela. Qual problema de vocês ricos em torar legalmente todo dinheiro de seus pais?

O policial deu apenas outro soco nas costelas de Andreas, antes de voltar para dentro da casa. Havíamos entrado num problema muito grande para se entender de imediato. Trancado no porta-malas a caminho da delegacia minha mente tentava a todo modo ignorar as risadas presunçosas de meu “pseudo melhor amigo” e pensar em uma saída para todo o problema sem envolver meus pais no assunto. Talvez Tom pudesse colocar fogo na delegacia antes de sermos fichados, ou comer a filha da delegada na frente dela, os planos absurdos explodiam com intensa rapidez em minha mente. Sempre é assim, quanto mais calmo preciso ficar para arranjar a solução dos meus problemas, mais o desespero possui todo meu ser. A viatura passava correndo por todos os sinais vermelhos e fazendo minha cabeça bater contra o teto a cada lombada ignorada.

_Porque você está sorrindo seu filho da puta? – Perguntei quase aos berros e prestes a pedir uma arma emprestada a um dos policiais.

_Não se preocupa, se tudo der certo e vai dar certo, ainda tenho tempo de comer a Amanda nesse final de tarde! – Afirmou ele rindo alto. Eu realmente nunca vou tomar suplementos alimentares, esses negócios pelo visto deixam as pessoas também meio bipolares e alheias e realidade.
Fomos arrastados para dentro da delegacia, esperamos alguns minutos para podermos entrar na sala da delegada. Quando entramos os dois, eu também comecei a sorrir como um retardado ao notar quem era a delegada: Giulia Hass.

_Oi titia! – Afirmou Andreas após os polícias saírem da sala.

A prisão acabou sendo revertida em prestação de serviços comunitários, no qual começa nesse final de semana. O pior mesmo foi minha mãe ter descoberto alguns dos meus piores pobres, a confiança dela comigo anda num nível negativo. Os pais de Amanda ajudaram manter tudo longe dos meios midiáticos. Gordon foi responsável apenas por dar um pequeno agrado aos polícias e os fazerem esquecer como mágica o ocorrido. Dona Melissa, como é juíza, determinou o cumprimento do serviço comunitário. Sendo assim todo ocorrido não passou de uma história boa para ser divida na festa da casa do pai de Leandro, no sábado seguinte. Todos os presentes na festa nós ovacionaram por ter conseguido ainda apesar dos pesares sair da delegacia com os 7 kilos de cocaína, o pessoal cheirou adoidado na madrugada inteira. De um jeito bom me senti o cara, o indestrutível, havia até construído uma história totalmente diferente do ocorrido, na minha versão eu virei um cara prepotente e destemido. Andreas louco e entupindo de cocaína apenas ajudou a engrandecer ainda mais todo o fato, estávamos nós sentindo os super-heróis da nossa deturpada geração. Eu era o Clark Kent. Afinal amizade não é sobre quem vem primeiro ou quem vem por último. É sobre quem vem e nunca mais vai embora.

Há semanas seguintes na escola, foram como sempre lotadas de confusões diárias, mas nada chegou aos pés da briga de tapas e socos entre Isadora e a Bruna na calçada do colégio. Os tapas, socos, chutes e a fúria de Bruna apenas serviram para me incentivar a tomar a atitude na qual eu tanto evitava a algumas semanas, no impulso do momento acabei colocando um fim no meu namoro com Isadora na frente de todos os curiosos do local. Todas as semanas anteriores diversas vezes pensei em como colocar um ponto final no meu conturbado relacionamento, entretanto nunca imaginei o quão difícil seria tomar aquela decisão. Apesar das diversas brigas, confusões, discussões, carícias, noites de prazer intenso, desejo e beijos não foi fácil colocar um fim no nosso tão fudido e prazeroso namoro. Isadora havia invadido minha vida de uma forma controladora e incontrolável, nem me fazendo notar o quão dependente tínhamos ficado um do outro, o desejo consumirá nossos corpos e mentes. O problema consiste no fato de assim como o tempo, nós também mudamos.

Logo após Isa e Cecília sumirem com a diretora pelo interior do prédio, eu resolvi permanecer no pátio e esperá-la para podermos conversar e deixar tudo às claras. Por um minuto pensei em deixá-la sozinho naquele momento complicado, entretanto seria muito escroto da minha parte terminar meu namoro na frente do colégio inteiro e depois nem ao menos conversar direito com Isadora e levá-la para casa como de costume. Sumir não seria uma atitude certa a fazer, então eu não faria. Mesmo tendo me arrependido de não tê-la deixava plantada ali, e vocês já vão entender.

_Vou para casa! – Afirmou Tom levantando do banco o qual nós dois dividíamos em silêncio. Ele havia empurrado Bruna com tanta força para dentro da escola, depois da briga, até parecia disposto a machucá-la fisicamente.

_Pensei que estava você esperando a Bruna sair do banheiro, para vocês conversarem. - Disse esticando minhas pernas, meu corpo como minha mente já esperavam uma reunião demorada com a diretora Marisa.

Atitude de Cecília de um modo foi nobre, pois tirou a chance de expulsão de Bruna, entretanto também havia sido baixa. Isadora passará de vítima para culpada, teve de defender-se de falsas acusações, mentindo para tentar aliviar a culpa jogada em suas costas. Ninguém merece ser acusado ou punido sem provas de um crime não cometido, entretanto para a diretora as palavras da doce, ingênua, paspalha e mente fraca de Cecília Noll eram provas suficientes para servir de provas. Eu não odeio Cecília, quando cheguei e escola logo notei sua enorme beleza, em minha opinião loira ou morena ela é a mulher mais bonita do Goethe, entretanto sua falta de atitude e opinião a fizeram perder totalmente a graça aos meus olhos rapidamente. Cecília é totalmente indiferente a minha opinião, apensar de termos milhares de amigos em comum nós nunca possuímos nenhum assunto em comum, nas raras ocasiões no qual ficamos sozinhos num mesmo ambiente ambos preferimos ficar ouvindo música a precisarmos conversar. Não consigo me lembrar da última vez na qual ouvi sua voz. Se ficasse um ano sem vê-la com certeza não a reconheceria na rua, não a reconheci no primeiro dia de aula quando ela pintou os cabelos de castanho claro.

_Sobre o que nós conversaríamos? E capaz dela sair daquele banheiro e ainda me xingar por não ter a deixado matar a Isadora no tapa, esquecendo-se totalmente de que evitei dela ser expulsa. Sem contar que ela já tem companhia para voltar para casa. – Disse meu irmão, já de pé com a mochila nas costas, olhando para Luca dormindo sentado ao lado da entrada do banheiro feminino do pátio. Patético.

Observar Luca me fez lembrar outro motivo para não de dar bem com Cecília, ela é uma defensora nata de seus amigos entre ele Gustav Shäfer. Com certeza deve ter uma vontade oculta de ter uma noite de péssimo sexo com o metaleiro, escroto do Shäfer, tem mulher que realmente não possui a cabeça no lugar. O que leva alguém a se submeter a dormir com aquele otário? Realmente não consigo compreender. Para não me estressar tanto todos os dias prefiro manter uma distancia razoável de todos os amigos de Gustav Shäfer, apenas seres de outro mundo conseguem conviver com ele e ainda serem legais, entre essas pessoas paranormais estão: Bruno, professor Georg, Henrique, Juliana e Bruna. Amanda? Bem ela pode explodir junto com o Shäfer quando os dois estiverem juntos novamente.

_Te vejo em casa. Não demora, pois Dona Simone é capaz de bloquear seu cartão de credito, assim acabando com sua coleção de camisinhas! – Afirmou o fdp do meu irmão mais velho, conseguindo arrancar um sorriso de meu rosto apesar do clima tenso.

Apesar de sermos irmãos somos completamente diferentes um do outro, devemos ter em comum apenas o gosto por mulheres, maconha e nossa mãe. Não andamos o tempo todo juntos, não nós importantes se a maioria das pessoas esperar esse comportamento vindo de nós. Pode até não parecer na maioria das vezes, porém meu irmão é a pessoa na qual mais confio nesse mundo mais do que até em mim mesmo, e com certeza posso afirmar: Ele pensa o mesmo de mim. Existe uma vantagem grande em ser gêmeo, consigo entender meu irmão muito mais facilmente, simples detalhes notados são o suficiente para saber como anda a mente complicada de Tom Kaulitz. Sentado no banco o observei com atenção até sumir da minha vista pelo pátio do colégio, pude perceber no seu modo de andar o quanto andava confuso e indeciso. Tom quando quer fugir de seus próprios pensamentos e confusões costuma andar rápido e ouvindo música no último volume, tentando afastar-se dos enigmas de sua mente. E o problema dessa vez se dá por conta de mulher, agora de quem se trata? Bem acho que nem ele sabe ainda. Meu irmão fuma como um louco quando está com problemas amorosos, e na noite anterior ele fumará um maço inteiro de cigarro enquanto conversávamos sentados na varando do meu quarto.

Após Tom sumir de vista continuei sentado observando apenas o jardim até Cecília descer as escadas com graça e fluidez e me fazer focar toda atenção no molejo de seu quadril, por que tanta beleza num ser tão facilmente ridículo? Por quê? Realmente não dá para entender. Nos minutos no qual permaneci sozinho sentado no banco não consegui encontrar as palavras certas para falar com Isadora, já havia decidido: Primeiro me desculparia pelo meu ato tão injusto e fraco e depois... O problema estava justamente no depois, não consegui pensar em nada para falar depois. Sempre foi mais fácil comer a Isadora, por isso nunca tivemos muitas conversas como todo casal normal de namorados, mas também nunca fomos um casal normal de namorados. O Nerd, skatista, maconheiro, carente com a menina rodada, fria, burra, sem vícios, onde já se viu um casal assim dar certo? Só mesmo no Goethe. Bruna saiu do banheiro ao notar sua amiga se aproximar, as duas e Luca conversaram por alguns minutos e diversas vezes olhavam para minha direção, fingi apenas não notar os olhares dos três. Riram sobre algum tipo de piada interna, antes de se mandarem com Luca praticamente tendo um orgasmo quando Cecília o permitiu colocar a mão na cintura dela. Vai ser depravado assim na casa da vó! Sumiram rapidamente da minha vida, rindo alto sobre qualquer besteira apenas compreendida por eles. Como se realmente me importasse saber algo capaz de fazer rirem o fdp do Luca e a monga da Cecília.

Eu tinha tomado à decisão certa alguns minutos antes, ao terminar com Isadora, mas apesar disso as palavras certas não conseguiam penetrar na minha mente, pelo menos naquele momento não havia cocaína na minha mochila da escola. Sempre tive milhares de motivo para nem ter começado a namorar Isadora, entretanto nos momentos torturantes nos quais antecederam a chegada dela, eu não fui capaz de pensar em um momento ruim do nosso relacionamento, só era possível lembrar o motivo para ainda estarmos juntos. As deliciosas noites de sexo delirante, selvagem e prazeroso, os divertidos jantares de sexta na casa dela com toda família Sanchez, nossas sempre falhas tentativas de estudar Física, pois no final Física e sexo casual combinam muito bem. Todas aquelas imagens não saiam da minha mente me deixando com mais vontade de fumar um cigarro, com a nicotina correndo dentro de mim tudo ficaria mais claro e fácil.

Apesar de em nenhum momento ela ter se comportado como meu tipo de mulher ideal, apesar das diversas oportunidades. Tirando os surtos de déficit carência dela, a vontade de fazer sexo com todo mundo á todo momento até mesmo no meio da fila da cantina e acrescentado ao imenso fato dela não ter noção do mundo ao seu redor, talvez nosso relacionamento pudesse ter sido muito mais tranquilo e divertido. Embora em minha opinião Isadora não seja a mulher mais bonito do colégio, pois como já disse esse título é da maior songa-monga do Goethe, com certeza está no ranking 10 de pelo menos 89% dos homens do colégio. Isadora é o tipo de mulher femme fatale, loira, cabelo liso até um pouco acima da marca cintura fina, uma bunda enorme e peitos paranormais para tanta magreza, um olhar provocador capaz de deixar qualquer um morrendo de vontade de bater umas 10 punheta no banheiro. O fato dela já ter dado para quase todos os ex-alunos a deixa ainda mais interessante, a acessibilidade dela fascina muito mais. Ela não é seletiva como Juliana, para comer ela não precisa ser rico e pós-graduado na Universidade de Munique pelo menos. Não, em Berlim não tem uma grande faculdade, pelo menos não do nível dos alunos do Goethe. Frescos! Não posso falar nada, pois já comecei a mandar minha ficha de inscrição para algumas faculdades americanas, depois de todo ocorrido não vejo a hora de mudar de ares e depois das fotos que vi das festas de Harvard, com certeza tornou-se muito mais divertido ouvir os pedidos de minha mãe e tentar uma bolsa numa faculdade fora do país.

Há pessoas destinadas a aparecer nas nossas vidas apenas para nós surpreender imensamente ou nós fazer rever alguns antigos e até preconceituosos argumentos. Isadora acabou sendo uma pessoa assim na minha vida, antes de conhecê-la minha mente tinha já inventado uma história enorme para entender todo mistério presente nela, mas como de costume errei feio em outra das minhas análises sobre as pessoas. Isadora por incrível que pareça é filha mais nova de uma família rica extremamente tradicional e bem estruturada, ela não resolveu dar para todo mundo porque queria se rebelar contra os pais ausentes ou procura nos braços de tantos homens um carinho paternal no qual nunca recebeu. Essa com certeza não é a história de Isadora Sanchez. Isá simplesmente deseja dar toda hora, pois ama fazer sexo, é um amor tão intenso que a faz sentir vontade de compartilhá-lo a todo o momento com todos os homens do mundo se fosse possível, graças a Deus. André Sanchez, ou como gosto de chamá-lo Senhor Sanchez, trabalha na bolsa de valores da cidade e apesar disso nunca está de mau-humor, vive sorrindo e divertindo-se com suas duas filhas nos horários vagos de sua apertada agenda. Valéria Sanchez, a matriarca do clã, é dona de um escritório de advocacia e com certeza é muito mais estressada do que seu marido, se relaxa ajudando em projetos de caridade e cozinhando durante horas com suas duas crescidas filhas. Não consegue ver um animal maltratado e fica na maior parte das vezes trabalhando em cima de causas a favor do direito dos animais, muito digno em minha opinião. Ás vezes ela usa a desculpa de ir conversar com minha mãe apenas para poder ficar brincando com os quatro cachorros daqui de casa, Luísa a filha mais velha dos Sanchez e totalmente alérgica a qualquer tipo de animal, quando fico muito tempo brincando com os cachorros ela nem ao menos consegue ficar do meu lado sem ter um surto de espirro. Luísa é extremamente simpática, divertida e carismática, não tem uma pessoa no mundo a não se render a seus encantos, foi a primeira pessoa do clã Sanchez no qual tive contato. Ela saiu há dois anos da escola e cursa psicologia na Faculdade de Zurique, está todo fim de semana na casa dos pais, não consegue se separar da comida caseira de sua mãe. Nem eu sei como vou conseguir sobreviver sem as tortas de morango de Valéria, a Senhora Sanchez deve ter usado seus dotes culinários para conquistar André na época da faculdade. Olhando á família Sanchez, diversas me perguntei como Isadora conseguirá sair tão bonita, seus pais não são feios, mas também não são modelos de beleza e sua irmã mais velha nunca chamaria atenção dos homens se não fosse tão cativante.

_O que você ainda está fazendo aqui? – Perguntou Isadora alguns minutos após eu permanecer parado atrás dela, enquanto a mesma enchia sua garrafa de água no bebedouro.

_Aguardando você. Como foi com a diretora? – Perguntei preocupado. Apesar dos pesares não consigo ser rude com uma mulher no qual já levei para cama, questão de princípios e força maior. Não tinha como não me preocupar com ela naquele momento complicado.

_Mesmo decepcionante do que com você! – Respondeu ela ríspida, ferindo no ponto mais fraco da minha ferida com sua intensa sinceridade. – O que você ainda faz aqui?

_Esperando você para podermos conversar como duas pessoas civilizadas, precisamos esclarecer tudo – Respondi calmo para não tropeçar em minhas próprias palavras. Não sei por que estava nervoso, mas estava. O nervosismo me deixou ainda mais vontade de fumar. A nicotina tem o poder de me acalmar com tanta rapidez, todos meus problemas desaparecem quando sinto o papel quente e áspero sobre meus lábios, simplesmente mágico. Fumar teria feito à conversa fluir muito melhor e com mais facilidade.

_Agora você quer conversar como uma pessoa civilizada? Pois agora eu não quero. Você já deixou nítido para mim e toda escola o assunto da nossa conversa. Bill, você não tinha o direito de me expor tanto ao ridículo. Não podia ter me humilhado na frente dos meus amigos, nunca achei que você era um retardado como seu irmão.

_Isadora, me ouve...

_Para quê? Você não passa de um desgraçado como todos os homens no qual já me detei. Não vou ficar aqui para ouvir um discurso no qual minha mente já decorou, afinal o problema não é comigo e com você não é? Aposto que você iria falar isso antes de supor de ainda podermos manter uma amizade. – Disse ela me olhando de um modo furioso e sínico. – O pior e que ainda pensei: Talvez ele possa ser diferente, dê uma chance para o nerd com cheiro de cigarro. Não sei como pude me enganar tanto novamente, estou cansada de me entregar a relacionamentos falhos.

Aquele discurso dela me fez ficar totalmente perdido, nunca esperaria uma reação daquelas vindas de Isadora. Mulheres e esse poder de sempre surpreenderem os homens. Toda mulher é meio bipolar. Onde já se viu a prostituta chateada pelo fim de um relacionamento? Ela conseguiu me fazer sentir como verdadeiro canalha, como se tivesse a desvirginado e depois jogado na lata do lixo orgânico. Segurei o pulso de Isadora no instante em que ela se virou para ir embora, então de imediato ela virou-se e jogou todo conteúdo de água da sua garrafa em mim.

_Nunca mais rele em mim, entendeu? – Perguntou ela furiosa após soltar seu braço da minha mão. – Divirta-se com suas princesinhas virgens, otário.

Ela logo sumiu chateada da minha vista, me deixando sozinho, confuso e ensopado no meio do pátio. Nunca achei o quão sério ela levava nosso relacionamento. Qual é! Eu não tinha nem ao menos a apresentado como minha namorada para minha mãe. Eu até compreenderia um comportamento daqueles vindo de uma menina como a Bruna, mas não de Isadora Sanchez.

As semanas no qual se seguiram tentei algumas vezes conversar com Isadora e deixar tudo esclarecido, mas a mania dela de sentir-se a injustiçada do século logo encheu minha paciência. Se ela quer me ver como um fdp qualquer que seja então, cansei de me esforça para tentar mudar a visão dela sobre a minha pessoa, nem sei como um dia me preocupei com isso. Foda-se também, não tenho a obrigação de fazer tudo dar certo o tempo todo.

_Com licença professor Georg, eu posso falar uns minutos com seus alunos? – Perguntou a diretora Marisa após bater na porta e adentrar em nossa sala de aula. A visita da diretora já se tornou comum no 3ºA, mas daquela vez ela não estava ali por conta de alguma briga ou discussão exaltada dentro de nossa sala. A aula de Biologia do professor Georg é a única na qual toda sala consegue se divertir e não discutir por motivos idiotas, até mesmo Isadora parece esquecer-se da sua pseudo-fúria e sorri na minha direção, vai entender né? Bipolaridade feminina.

_Claro, sinta-se a vontade diretora – Disse Georg cessando sua explicação sobre sistema respiratório. Ele afastou e sentou-se na cadeira de sua mesa, deixando o pequeno tablado abaixo da lousa totalmente disponível para Marisa.

_Vim aqui apenas para fazer um comunicado. A partir de amanhã o aluno que deixar sua mochila, bolsa ou qualquer objeto largado no pátio, corredores, escadas ou bancos será devidamente punido. – Disse a diretora e de imediato recebeu uma enorme vaia vindo de todos os alunos da sala, todos sem exceção.

_Porque essa nova regra agora? – Perguntou Ricardo, o padre, depois de levantar sua mão e ser autorizá-lo a falar.

_Iremos começar a receber visita de diretores de grandes faculdades de todo mundo, sendo assim precisamos manter tudo impecável. Toda estética da bela construção do prédio fica escondida pela bagunça enorme deixada por vocês.

_QUE ABSURDO É ESSE? DESDE QUANDO ESSE COLÉGIO VIROU UM ABRIGO MILITAR? – Berrou Angelina após bater com força na tampa de sua mesa conseguindo atenção de todos. Caso ela tivesse simplesmente tirado a blusa na frente da sala, teria sido uma forma muito mais prazerosa dela conseguir atenção de toda sala, entretanto ontem não foi um dia de sorte para mim.

_Sentada Angelina Oliveira – Mandou a diretora, mas como de costume seu pedido não foi atendido. Típico.

_Eu não concordo com essa nova regra, diretora - Disse Andreas após levantar sua mão. Meu amigo acordado em uma aula, só mesmo o professor Georg, com suas piadas sujas, para conseguir esse feito. Georg Listing consegue falar sacanagem ao explicar Sistema Linfático, fico imaginando como devem ser divertidíssimas as aulas de Genéticas dele. O segundo ano tem sorte.

_Regras não são feitas para serem concordadas, apenas vim os informar sobre as novas medidas tomadas pela escola caso bolsas e mochilas sejam encontradas jogadas no pátio, escadas ou corredores. Preciso ainda informar as outras salas, tenham uma boa aula. Com licença professor Georg.

A turma ficou em silêncio até a porta ser fechada, então as reclamações e exaltações começaram a explodir sem nenhuma ordem, todo mundo querendo deixar nítida sua posição contrária sobre o assunto. Ninguém concordava com aquela nova regra, afinal precisaríamos mudar nosso jeito por causa das visitas ilustres? Aquilo não pode ser sério.

_SILÊNCIO – Berrou Georg conseguindo atenção de todos, colocando um fim na imensa discussão presente. Todos falavam e ninguém era capaz de se entender, parecia até boca de fumo. – Vocês até podem ficar o resto do dia discutindo assim desse modo desorganizado, entretanto em nada vai ajudar para mudar a decisão da diretoria.

_O que devemos fazer então? – Perguntou Isadora e todos concordaram.

_Vocês não concordam com essas medidas, estou certo? – Perguntou o professor e toda sala balançou positivamente a cabeça – Então lutem juntos por mudanças.

_Como assim professor? – Perguntou Angelina conseguindo ser a lesada máster. Acabou recendo uma enorme onda de zoação vinda de toda sala antes mesmo de terminar sua tão surpreendente pergunta.

_ Não é hora de discussões galera! – Afirmou Georg defendendo Angelina e ganhando de graça uma farta visão dos avantajados seios dela, quando a mesma se sentou daquele jeito sensual tão dela - Os gregos antigos apesar de inimigos se uniram para barrar a invasão persa, durante as Guerras Médicas. Todos se unem para combater com um inimigo comum, mas eu não disse nada disso para vocês.

Antes de Angelina soltar uma de suas tão elaboradas perguntas o sinal bateu e Georg logo se retirou, então algo totalmente impressionante ocorreu como o 3ºA. Nós permanecemos unidos na sala apesar de estarmos no horário do intervalo, discutimos pouco até acharmos a solução perfeita. Bem pelo menos teoricamente. A casta da Beatriz pensou em tudo praticamente sozinho, deixando todos surpresos até mesmo Ricardo seu futuro namorado de domingo na hora da missa. Com certeza a diretora Marisa não gostará de ver a surpresa na qual preparamos para receber o diretor da Universidade Sorbonne. 10 minutos só disso para tudo começar dar certo, o sorriso de vitória parece já ter grudado na minha face. Depois da rápida reunião, saímos todos no intervalo determinados a espalhar nossa ideia para o máximo de alunos possíveis. Para dar certo, precisávamos de todos juntos, uma andorinha só não faz verão.

_Bill, eu posso falar com você um minuto? – Pediu Amanda após esperar eu terminar de explicar toda manifestação para Leandro e outros amigos meus. Logo eles saíram para espalhar a ideia aos outros, deixando nós dois sozinhos. Eu estava tão animado e eufórico que não fui capaz de notar a preocupação estampada naquele falso rosto angelical.

_Andreas já falou com você sobre o combinado? – Perguntei não dando a mínima atenção para o pedido dela, aquele não era momento dela me pedir nada.

_Bill, eu preciso mesmo falar...

_Então o professor Georg deu a ideia de nós...

_Eu dormir com o Gustav! – Afirmou ela praticamente cuspindo as palavras para longe de sua boca.

_VOCÊ O QUE? – Berrei incrédulo, aquilo não podia ser real, não naquele momento.


Continuo? Próximo capítulo com o professor tesudo de Biologia, Gezão.
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MensagemAssunto: Re: Fuck School FF+18 [ On: Capítulo 29 ]   Ter Maio 07, 2013 12:23 am

Agora eu enxerguei a Isadora de outro jeito, pelas palavras do Bill.
OMG! A Amanda contou pro Bill! Ela contou pro Bill! yaya O que será que ele vai fazer?
OMG, suuuper ansiosa pro próximo capítulo!! Já estava com saudades dos capítulos do Ge...
Não precisa nem perguntar, é claro que continua sua linda! Cool
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MensagemAssunto: Re: Fuck School FF+18 [ On: Capítulo 29 ]   Ter Maio 07, 2013 8:59 pm

Ester K.L.S .:TH:. escreveu:
Agora eu enxerguei a Isadora de outro jeito, pelas palavras do Bill.
OMG! A Amanda contou pro Bill! Ela contou pro Bill! yaya O que será que ele vai fazer?
OMG, suuuper ansiosa pro próximo capítulo!! Já estava com saudades dos capítulos do Ge...
Não precisa nem perguntar, é claro que continua sua linda! Cool
Apesar de eu achar a Ceci meio monga não curti muito a jeito que o Bill falou dela.
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MensagemAssunto: Re: Fuck School FF+18 [ On: Capítulo 29 ]   Ter Maio 07, 2013 9:38 pm

Dormiu! E que dormida.
Enxerguei a Isadora com outros olhos. Mas ela continua a mesma puta.
Continua!
Quero entender o que a irmã da Juliana fez para ele. Eu sou uma lesada que não sabe o que aconteceu.
Georg a vista!
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MensagemAssunto: Re: Fuck School FF+18 [ On: Capítulo 29 ]   Sex Maio 10, 2013 9:55 pm

Hm... Só por ter dormido com seu "inimigo" a Amanda passou de anjo para puta? Você é escroto Bill. Quer dizer que ser basicamente tratada como objeto sexual do Andreas é aceitável? Ah, por favor. QUE DURMA MAIS E MAIS VEZES COM O GUSTAV.
Legal, eu queria saber como terminava o assunto sobre as drogas... Mas tipo, eu acho, só acho que no fundo o Bill gostava da Isa, só não a aceitava desse jeito - ninfomaníaca, rodada e burra, porque fora isso, ela era "legal" para ele.
Concordo com ele sobre a Ceci, muito monga para ainda querer ficar com o Tom.
O Tom anda estranho /"apaixonado"... Não me diga que é pela Bruna? Sério isso produção?
Adorei você não ter feito a Isa como uma puta, como geralmente é nas outras fanfic's... Todo mundo tem um outro lado, e ela não é ruim... As pessoas é que a veem assim.

POR FAVOR PROSSIGA, sempre vou estar aqui, mesmo que atrasada para comentar!!
Sua fanfic é uma das minha favoritas!!
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MensagemAssunto: Re: Fuck School FF+18 [ On: Capítulo 29 ]   Seg Jul 22, 2013 8:18 pm

Nossa Senhor to assim tanto tempo sumida? Nossa nem sei o que dizer, apenas brigado pelo apoio meninas, espero que apareçam e comentem, mas nem posso exigir nada depois desse sumiço. Boa Leitura. Respondo os comentários no próximo post se houver comentarios, e serião não pretendo sumir mais por tanto tempo


.Capítulo 21.




Afinal de contas quem é de verdade Georg Listing?Apenas mais um professor do Goethe empenhado a trabalhar e receber seu alto salário no final do mês? Com certeza não foi o dinheiro o motivo pelo qual me esforcei tanto para obter esse emprego. Pela primeira vez na minha vida dinheiro não é mais uma preocupação, pelo menos não a primeira. A sedução da tradicional entidade de estudos alemã não está na minha retribuição salarial. Afinal de contas quem é você? Apenas tome cuidado com sua resposta, sou capaz de apostar que você não é o que considera ser. Já conhece seu limite? Após 23 anos eu descobrir o meu e a partir do momento que você descobre realmente a pessoa que você é, o que falam sobre você já não tem tanta importância assim.

Nunca fui rico, esnobar dinheiro não foi um luxo oferecido a mim durante anos. Nasci e cresci no subúrbio de Berlim, em um bairro classe média onde não era perigoso voltar de madrugada para casa, um daqueles típicos bairros europeus com um sobrado grudado no outro e sem garagem onde todos moradores são obrigados a deixar seus carros na rua. Durante toda minha infância meus pais economizaram o máximo para garantir o futuro do seu prodígio filho único, no caso eu na época, sendo assim cresci para ser o melhor. Tanto meu pai quanto minha mãe sempre deram aula numa escola pública próxima de casa, assim tínhamos uma vida comum como de qualquer outra típica família alemã, viajávamos duas vezes por ano para conhecer novas cidades europeias ou simplesmente visitar uns parentes no Sul da França. Uma vida boa, porém sem muitos momentos de extravagância, mas nunca reclamei muito sobre isso depois dos 8 anos.

Luís Listing, meu pai, era o professor mais amado pelos alunos da escola, até mesmo os alunos de exatas esperavam por suas aulas de história. Puxei dele o jeito descontraído e relax de dar aula, os muito úteis olhos verdes e o modo determinado de conduzir os objetivos, se não fosse pelo cabelo loiro dele e minha baixa estatura – eu:1,79cm meu velho:1,93cm –eu acabaria sendo uma copia fiel dele. O largo e muito usado sorriso de convinhas também herdei da minha família paterna. Minha mãe, Paula Listing, professora no Ensino Fundamental, cuidava dos pequeninos dessa grande Nação, por isso sempre foi o exemplo de calma e paciência. Roubei dela os lisos e sedosos cabelos negros e o gênio forte, porém os 1,61 cm dela me tiraram sempre dos jogos de basquete. Entretanto da minha família materna herdei a enorme habilidade com os pés e o fácil domínio da bola, assim sempre tive uma vaga garantida no time de futebol. No final tudo tem um lado bom e um lado ruim nessa vida.

Ao entrar no Goethe nunca foi meu objetivo voltar um dia ali como professor, na minha primeira semana de aula percebi o quão focado precisaria ficar para conseguir minha vaga no curso de medicina da Universidade de Cambridge e livrar-me de toda aquela prepotência da alta sociedade alemã. Eu nunca tinha antes convivido com os filhos dos donos do país, para mim as crianças filhas dos magnatas do mundo viviam em laboratórios sobre vigilância a todo o momento. Acabei obtendo minha vaga em Cambridge, entretanto sérios motivos me fizeram recusá-la, terminei fazendo Biologia na Universidade de Munich, pois ficava perto de casa e tornou-se muito útil para a realização dos meus planos. Dúvido que alguém já tenha dado para você um panorama geral de como é o Goethe, a maioria das meninas está mais preocupada em sua maquiagem e seus problemas fúteis, já os meninos só pensam em um dia fazer sexo de graça, então lá vai um panorama desse sanatório chamado Goethe capaz de resistir a duas guerras mundiais e a divisão da Alemanha, mas a história da escola fica para outro momento.

O colégio Johann Wolfgang Von Goethe, vulgo Goethe, é arrebatador, grandioso e luxuoso, turistas despercebidos sempre o confundem com outro ponto turístico da cidade. 4 enormes prédios ocupando um quarteirão inteiro e são cercados por um pequeno murro apenas para todos poderem ver a grandiosidade do local. O colégio foi erguido em 1889, já sobre o mesmo nome, na época existia apenas o atual edifício Arthur Schopenhauer, um prédio com apenas 4 andares, somente uma câmera panorâmica consegue tirar uma foto total da fachada dessa velha e histórica construção. Hoje o prédio é o único parcialmente aberto ao público, pois abriga a maior biblioteca da cidade, além do enorme acervo literário os alunos podem desfrutar da Capela, das salas de estudos, da secretária e do acervo de artes da escola. Em 1933 se ergueu o edifício Ludwig van Beethoven com também 4 andares, o maior do complexo inteiro, onde funciona o teatro gigantesco, as salas de músicas e de vídeo, a enfermaria e todas as salas do Ensino Fundamental e da Pré-Escola, sua fachada de frente para rua, no qual a porta sempre se mantém fechada, se assemelha muito com a do Imperial College London. A área livre entre os dois prédios tornou-se o pátio. Em 1984 o enorme jardim na lateral direita dos dois prédios foi destruído para dar lugar ao Ginásio Gerd Müller e ao edifício Karl Marx – 4 andares – onde funciona o Ensino Médio e se localiza o resto do antigo jardim, por algum motivo foi erguido num estilo campestre inglês. E finalmente para terminar a ocupação do quarteirão terminou-se em 2008 a construção do todo envidraçado e belíssimo edifício Albert Einstein com seus 8 andares, onde estão 3 quadras poliesportivas, as duas piscina olímpicas, os laboratórios de química, física, biologia e informática, as salas de debates, as salas de dança, o estacionamento dos professores e o parque infantil para os pequenos. O campo de futebol fica do lado ao novo e grandioso edifício, a arquibanca continua tão suja e abandonada quanto na época na qual eu treinava ali todos os dias. Os prédios formam entre si um imenso quadrado onde fica o pátio e entre as construções ficam os corredores imensos que dão acesso às saídas desse presídio disfarçado, pois os alunos não são autorizados a usar as saídas voltadas para a rua dos prédios Beethoven e Schopenhauer. O colégio em si forma assim uma linda e difusa obra arquitetônica da cidade.

Apesar de toda grandeza arquitetônica só são capazes de entender a essência do Goethe os obrigados de algum modo a passar semanas trancados nesses velhos, gigantescos, exuberantes, deslumbrantes e claustrofóbicos prédios onde presunção alemã é estampada. Tirando a construção acabada do edifício Albert Einstein, o colégio não mudou em nada por fora desde a minha época como aluno, entretanto por dentro a globalização mudou os laboratórios e também a mentalidade dos alunos. Na minha época os estudantes se comportavam como se estivessem vivendo num típico filme teen americano, cheio de grupos com regras pré-estabelecidas. No começo demorei a acostumar-me com a vida na qual a maioria dos meus colegas levavam, não levou muito tempo até eu perceber o quanto era de Saturno e eles de Plutão, um planeta limitado, porém lotado de oportunidades. Todos, quase sem exceção, haviam nascido prepotentes, alienados, egoístas, arrogantes, belos, milionários – alguns até bilionários, como os membros família Winble – e principalmente individualistas. Já assistiu Projeto X ou o seriado Skins? Pois então essas festas gravadas não chegam aos pés das festas organizadas pela nobreza desse colégio, o nível de loucura consegue ser maior e não há problemas com falta de sexo, bebidas, drogas, mulheres e dinheiro, ninguém se importa em acabar com um carro de luxo durante uma corrida, só não é permitido matar bichos de estimação ou depredar as obras de artes, afinal ainda não é possível reanimar Van Gogh para ele refazer seu trabalho. Apenas fui autorizado a frequentar esse tipo de eventos quando me tornei artilheiro do time de futebol, alguns desses eventos regados de álcool marcaram mais minha vida do que as festas da faculdade. Nas festas da universidade nunca ninguém te oferece carona e vai te buscar numa Ferrari vermelha. Difícil é esquecer momentos em que até um tempo atrás eram eternos. Memoráveis eventos, principalmente aqueles nos quais estive com...

Voltando ao assunto. Meu primeiro ano no colegial foi relativamente tranquilo, como a maioria dos bolsistas me esforcei ao máximo para manter minhas notas relativamente altas e não arrumar confusão. Durante todo o ano fiz poucas amizades, virei invisível para a maioria dos alunos, naquela época os bolsistas geralmente andavam apenas com bolsistas ou alguns ricos excluídos socialmente por motivos incompreensíveis como: Você comprou meu vestido Chanel exclusivo. Mulheres podem até ser fúteis e ligarem muito para dinheiro, entretanto as do Goethe agem dessa forma elevada ao cubo. Não tenho muito do que reclamar do meu segundo ano no Ensino Médio, acabei caindo numa sala boa. Por conta da pressão dos meus “amigos” de sala, no final do ano acabei me inscrevendo para peneira da escola no qual se escolheu novos jogadores para o vitorioso time de futebol masculino da escola, a equipe naquele ano conseguirá uma vaga para disputar o campeonato de futebol europeu entre colégios particulares que ocorreria no ano seguinte. Todos na escola estavam eufóricos com o feito inédito do time, até mesmo eu demorei a acreditar quando o treinador ofereceu a mim uma vaga como reserva no time.

Foi então o 3º ano o responsável por mudar minha vida da água para o esgoto, a perfeição virou lixo em menos de 4 meses. O quanto mais eu desejava ficar longe desse inferno mais ele me puxava para seu interior, parecíamos dois imãs fadados a se atrair cada vez mais intensamente. Naquele ano mandei minha ficha de inscrição com minhas notas para diversas universidades na Europa e algumas nos EUA. A Universidade de Cambridge, a minha favorita, mostrou real interesse nas minhas atividades extracurriculares, como as aulas de filosofia, debate e principalmente o futebol, sendo assim quando faltava apenas 6 messes para o final do ano letivo resolvi me dedicar de verdade ao esporte, como já havia fechado todas minhas notas foi mais fácil concentrar-me no meu rendimento físico.

Por causa da gravidez de risco de minha mãe acabamos tendo de passar as férias em casa, passei o tempo todo treinando lances, jogadas e todo o resto. O futebol era uma forma de impressionar as faculdades com meu rendimento físico e mental, pois qualquer um capaz de almejar uma vaga de medicina é no mínimo inteligente. Apesar de ainda ser reserva eu precisava estar preparado caso algo ocorresse com Frederico Otto, o atacante titular do time. Por causa do meu esforço ao voltar das férias meu rendimento estava melhor do que de qualquer outro jogador titular, sendo assim não demorou a eu virar o titular e Frederico o reserva. Comigo no time as vitórias aumentaram dramaticamente, nós goleávamos nossos adversários com uma incrível facilidade, quanto mais bola eu mandava para o fundo das redes adversárias mais Fabiana Winble fazia questão de se aproximar de mim.

Frederico e Fabiana eram os monarcas do colégio, faziam o que queriam quando bem entendessem e com quem quisessem, todos pareciam atentos e dispostos a servi-los a qualquer instante, resumindo: Eles mandavam e desmandavam como bem entendessem. Fabiana foi chegando aos poucos meio acanhada, porém rapidamente tornou-se o motivo da minha existência me dominando por inteiro, a amei de uma forma viciante e descontrolada na qual nunca mais serei capaz de amar outra mulher. No começo tentei resistir aos encantos dela, mas não logo deixei ser envolvido pelo jeito gracioso dela de menina abusada, como um cachorro bem treinado eu passei a seguir por todos os cantos, obedecia as regras de seu jogo sem reclamar, sem notar acabei virando uma marionete sobre o comando hábil das macias mãos dela. Os olhos azuis apenas serviram para facilitar minha hipnose, fui amarrado por aquele sorriso sutilmente malicioso, o justo uniforme de torcida era somente a cereja naquele corpo moldado pelos deuses, dona de um cheiro capaz de alucinar até mesmo o mais resfriado ser humano do mundo. Fabiana Winble era a própria maça ofertada a Eva no Paraíso. Eu ainda lembro bem da sua cara de pau em cada uma das vezes que me jurou fidelidade. Em cada um dos abraços que me dava e dizia que eu era tudo o que você sempre sonhou. Em todos os beijos que me deu e disse que nunca havia sido melhor. Em cada uma das vezes que me vendeu ilusões fajutas de que era você a minha tão esperada mulher perfeita. Até me provar que não era. Eu acreditava em você. Eu acreditava muito em você. Ridiculamente, comprava as suas promessas. Confiava na sua palavra. Imaginava o futuro que você jurava para mim. Eu confiei em você, acreditei no seu amor. Ah, o seu amor. De todas as mentiras, essa foi a que mais machucou: jurar que me amava. Quando você nunca amou.

_Ela está apenas te usando! Para que? Ainda não sei, mas sinto que ela está apenas te usando! – Afirmava Sarah como um disco arranhado, na época no qual éramos apenas bons amigos. Deveria ter a ouvido pelo menos uma das inúmeras vezes.

Como todo homem apaixonado eu me deixei ser levado pelos sentimentos intensos presente em meu ser. O Amor cegou-me e também levou embora minha audição e direito de falar ou pensar, no fundo eu gostava de ser usado por ela, ser seu novo brinquedo. Após um mês qualquer canto escuro da escola era um local para ficarmos nós amassando. Vocês não acreditam quantos tuneis vazios existem nessa escola, alguns são de antes da Primeira Guerra Mundial. Consigo lembrar ainda da sensação de orgulho capaz de preencher todo meu corpo quando podia a ter em meus firmes braços, era até capaz de sentir a imortalidade em mim nós poucos minutos nos quais passávamos juntos em privacidade. Será que todas as mulheres da família Winble são assim? Juliana foi capaz de me deixar louco para comê-la com apenas um toque, pelo bem do meu emprego não posso mais passar nenhum segundo sozinho em qualquer local com ou sem câmeras com ela por perto.

Um romance proibido. Seríamos o casal perfeito se não fosse pelo fato dela ainda estar namorando o Frederico, apesar do pequeno problema eu me sentia como se fosse o namorado oficial dela, pois ela obedecia meus pedidos e realizava a todos também. Sempre tive um enorme prazer em comandar tudo que de alguma forma tem haver com minha vida e ela logo percebeu isso, então com aquele jeito perfeito de mulher submissa ela foi me conquistando e manipulando de um modo sutil.

Pela primeira vez na vida pude desfrutar de uma felicidade plena, nada de errado ocorria comigo. No futebol meu aproveitamento aumentava cada vez mais, Fabiana e Frederico terminaram seu namoro de anos para NOSSA ALEGRIA, então se tornou apenas questão de tempo para podermos assumir nossa relação e faltavam apenas 2 meses para o fim das aulas. Sem eu notar Frederico tecia sem pressa seu plano de vingança, enquanto mantinha um sorriso cínico de felicidade na face ele arquitetava minha armadilha com total maestria, ele não havia aberto mão tão facilmente de seus bens quanto eu imaginará. Estava tão feliz que fui incapaz de desconfiar do fato de ter sido aceito tão facilmente pelos filhos e filhas dos homens e mulheres mais influentes da Nação, mas a cegueira já era total aquela altura do campeonato. Nenhum plebeu nerd é capaz de virar um nobre, nem de todo dinheiro do mundo é capaz de comprar uma entrada para hierarquizada sociedade alemã, para ser um deles só nascendo de um deles, um direito apenas de nascença, por isso nenhum excluído se torna rei da noite para o dia. O Goethe não é e nem nunca será um dia uma democracia, nós dias atuais a ascensão social pode ser até mais simples, entretanto o ambiente ainda não é nada igualitário.

Dia 28 de agosto acabou caindo numa terça-feira naquele ano, o dia do aniversário de Fabiana por isso cheguei à escola com um imenso sorriso e carregando um urso maior ainda, conseguem imaginar a cena ridícula? Agora pensem em minha expressão no momento no qual entrei no pátio e vi Fabiana sorrindo enrolada nos braços de Frederico, em cima do pequeno palco, na frente de um imenso telão. Demorei há compreender o ocorrido, todo colégio olhava para mim, entretanto meus olhos não desviavam dos dois sínicos sorridentes.

_Chegou quem faltava – Notou Frederico antes de dar um beijo carinhoso na testa de Fabiana – Agora já podemos ver o filme! Jorge, por favor, pode colocar play.

Antes mesmo de Frederico Otto terminar de falar um vídeo já era projetado no imenso telão. Fiquei pasmo não acreditando em qual visão meus olhos enxergavam, pois aquilo simplesmente não podia ser real. Fabiana não podia ter me traído daquela forma, mas havia. Ali nas frentes de todo mundo era exibido o vídeo da minha primeira vez com ela, todos riram notar o quão nervoso e nu eu me encontrava, era minha primeira vez e eu estava morrendo de medo de fazer algo errado ou a decepcionar, então com certeza tentava ser o máximo atenciosos e carinhoso. Eu a amava e ela agirá igual a Caim com Abel.  A raiva foi me possuindo com força e quando dei por mim já estava em cima do palco prestes a bater em Frederico, se não fosse por Sarah ter aparecido na minha frente eu teria sido expulso da escola e perdido todas minhas chances de um dia ser alguém só por ter acabado com o rosto perfeito de um membro da família Otto. Tornei-me piada na escola por várias semanas, justo quando eu precisava me concentrar para o jogo da semifinal do campeonato. Frederico fez tudo àquilo para me desestabilizar, mas eu estava destinado a não entregar para ele a única coisa no qual havia de verdade conseguido arrancar dele. Graças ao meu gol nós últimos momentos do jogo o time acabou conseguindo a classificação e tudo na escola voltou ao normal. Para minha surpresa nas semanas antes da final quase todas as meninas da escola resolveram a começar a dar em cima de mim, no começo desconfiei, mas eram tantas e tão diferentes que era impossível aquilo ser outra armação de Frederico, todas acharam muito lindo o modo cuidado e preocupado de mim ao tratar Fabiana durante minha primeira vez. Apesar de não conseguir tirar Fabiana Winble da minha cabeça não me importei nem um pouco em dormir com todas amigas dela e as inimigas principalmente, tirando Sarah eu dormir com praticamente todas as meninas bonitas da escola até aquelas com namorado. Esconder é fácil, difícil é deixar de sentir. O tempo ameniza, mas não cura. A novidade preenche, mas não substitui. Até hoje ainda não vivi de novo um período de tanta fertilidade quanto aquele. No final eu amei o cargo de galinha e ídolo do time, todas e todos pareciam superdispostos a me agradar nós dias no quais antecederam a grande final. Como esperados ganhamos o campeonato num jogo sofrido.

Na noite do jogo para comemorar a vitória do time ocorreu uma grande festa em minha homenagem na casa de Jonas, o goleiro, me arrumei o melhor que pude e fui até o local com o carro de meu pai, queria esfregar na cara de Fabiana o quanto podia ser feliz sem ela. Fiquei todo momento da festa me divertindo próximo da porta, mas Winble nem Otto apareceram no local e nem tinha como, pois estavam no outro lado da cidade acabando com a minha vida. Por volta das 3 horas da manhã recebi um telefonema do hospital e um policia me deu a notícia por telefone da morte dos meus pais. Minha mãe havia entrado em trabalho de parto e meu pai pegará minha velha caminhonete para levá-la ao hospital, entretanto no meio do caminho uma Ferrari vermelha baterá com força na lateral do carro por estarem os dois sem cinto morreram na mesma hora, se não fosse pelo rápido atendimento no local minha irmã Verônica teria morrido de falta de ar dentro da barriga de minha mãe. A Ferrari vermelha era dirigida por Frederico e Fabiana se encontrava do seu lado no banco do carona. Foi naquela noite de 14 de novembro quando as famílias Winble e Otto destruíram a vida da minha família e todas minhas esperanças de um dia ser alguém. A partir daquela noite quando me vi sozinho e sem dinheiro olhando minha irmã recém-nascida no berçário do hospital, decidi que a família de ambos iria pagar caro sobre atitude deles, se eles acabaram com a minha base porque não posso acabar com a deles? Só porque sou Georg Listing? Não sou mais um menino de 17 anos magoado pela traição da namorada. A denúncia de corrupção as empresas Winble foi apenas o começo da minha doce vingança, essa família nem imagina o quanto vai pagar caro por aquela noite no qual mataram meus pais e compraram a justiça para que nenhum dos seus filhos fosse penalizado e acharam ter calado minha boca com apenas um cheque gordo. Por isso lutei tanto para conseguir ser professor no Goethe, para acabar com o que eles começaram naquela noite. Para destruir uma das mais tradicionais famílias do país eu preciso ser um deles e Juliana Winble será meu passe de entrada.

Continuo?


Última edição por Meris em Ter Jul 23, 2013 2:26 am, editado 2 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Fuck School FF+18 [ On: Capítulo 29 ]   Seg Jul 22, 2013 10:35 pm

Primeiramente: Oi, obrigada por este capitulo. Ele me fez sentir completa e satisfatoriamente ciente da cruel história do Georg.
Fabiana filha da puta. O Georg tem que mata-la cruelmente. Eu te ajudo, bebe.
Frederico. Me chamou de Frederico? haha Parei, merece ser desovado.
Isso é melhor que novela, falo sério!

Claro que continua, eu quero mais capítulos desse REVENGE do Georg.

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MensagemAssunto: Re: Fuck School FF+18 [ On: Capítulo 29 ]   

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Fuck School FF+18 [ On: Capítulo 29 ]
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