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 Fuck School FF+18 [ On: Capítulo 29 ]

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AutorMensagem
Steph MADA
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MensagemAssunto: Re: Fuck School FF+18 [ On: Capítulo 29 ]   Sab Jan 25, 2014 3:51 am

Gostaria de começar te parabenizando por ter entrado na faculdade! De verdade! PARABÉNS!  niver  niver  niver  niver 
Segundo... ALELUIIIIA SANTO DIO! AMém! Você está viva!!! =D  =D  =D 
Bom, vamos falar da Fic...
Coitado do Andreas...de verdade...
Georg e essa banda...hmmm.
Uma coisa sobre Tom: Ele se acha a ultima pica do universo! Só pode!  não 
Eu realmente acho que o Tom não tem sentimentos!
Hmmm, ele daria pro Harry  ¬¬2  ¬¬2 
Bill e Ceci <//3 Não! Tom e Ceci!
Sobre a Bruna.. eu realmente acho que a Bruna é você...mesmo não te conhecendo, você tem uma ligação com ela... E ela realmente precisa dessas palavras...
Sobre os ultimos fatos... O Carlos está confundindo o Tom com o Bill... e agora fudeu... Então foi de propósito o atropelamento do Andy! (Tomei a liberdade de chamar ele de Andy, não se importa, não é Meris?)
50 mil é grana pra cassete!  safado2
Amei a sua frase ''Eu era ótima em Matemática... Na 3ª série, quando não tinha letras e toda essa putaria que tem agora.'' De verdade! Amei!
Estou amando... e é claro que voce tem que continuar! Ora essa!
Lembrando que: Tom continua comendo a professora... hmmmm...
Sou a favor de Mandy e Gustav... Tadinho do Gustav!
Obrigada por lembrar da Ceci... ela tava esquecida já!
E a Juu... aah eu amo ela <3
Sobre a Brubs, ela é uma personagem muito forte! Uma personalidade incrível! Acho que você se parece muito com ela, Meris...
É isso! Até o próximo! Beijoos 
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MensagemAssunto: Re: Fuck School FF+18 [ On: Capítulo 29 ]   Sab Jan 25, 2014 3:45 pm

Steph MADA escreveu:
Gostaria de começar te parabenizando por ter entrado na faculdade! De verdade! PARABÉNS!  niver  niver  niver  niver 
Segundo... ALELUIIIIA SANTO DIO! Amém! Você está viva!!! =D  =D  =D 
Bom, vamos falar da Fic...
Coitado do Andreas...de verdade...
Georg e essa banda...hmmm.
Uma coisa sobre Tom: Ele se acha a ultima pica do universo! Só pode!  não 

Sobre a Bruna.. eu realmente acho que a Bruna é você...mesmo não te conhecendo, você tem uma ligação com ela... E ela realmente precisa dessas palavras...
Sobre os últimos fatos... O Carlos está confundindo o Tom com o Bill... e agora fudeu... Então foi de propósito o atropelamento do Andy! (Tomei a liberdade de chamar ele de Andy, não se importa, não é Meris?)
50 mil é grana pra cassete!  safado2
Amei a sua frase ''Eu era ótima em Matemática... Na 3ª série, quando não tinha letras e toda essa putaria que tem agora.'' De verdade! Amei!
Estou amando... e é claro que você tem que continuar! Ora essa!
Lembrando que: Tom continua comendo a professora... hmmmm...
Sou a favor de Mandy e Gustav... Tadinho do Gustav!
Obrigada por lembrar da Ceci... ela tava esquecida já!
E a Juu... aah eu amo ela <3
Sobre a Brubs, ela é uma personagem muito forte! Uma personalidade incrível! Acho que você se parece muito com ela, Meris...




Senhor eu to shippando demais o Bill com a Ceci, acho que eles devem pelo menos ficar.
Caramba, nesse momento que o Tom deve estar odiante ter um gêmeo, pq agora fudeu pra ele Neutral
Continua logo essa fic, pq eu to necessitada do próximo capitulo. Enfim, bjos e até o próximo.
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Meris
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MensagemAssunto: Re: Fuck School FF+18 [ On: Capítulo 29 ]   Dom Fev 16, 2014 2:28 pm

Ai muito feliz de ainda ter duas leitoras sério mesmo. Vcs me acham parecida com a Bruna? Quem me dera ter um terço da beleza dela, mas não. Ela tem algumas coisas de mim, tipo o comportamento e o amor da família, mas também tem coisa de outras amigas minhas que coloco nela. No final ela como as outras meninas é uma mistura de várias pessoas que conheci no Ensino Médio, assim como os meninos. Brigado pelos parabéns meninas, sério muito bom entrar na faculdade do seus sonhos, espero que todas consigam - Unesp tem aluna nova huashasuhashuashu Bill e Cecília? Vamos ver, pq bem agora o Harry apareçam, vou calar a boca e vcs leiam hssahhuauashuauhasuhauh. Qualquer erro, crítica e dúvida me avisem


.Capítulo 26.





Minha vida já estava ruim, entretanto Bruna consegue a proeza de piorar, sério toda essa insuportável incompreensão dela me atormenta de um modo incontrolável. Sim, existem bilhões de pessoas no mundo, mas a “Princesa” Schultz consegue ser a mais desequilibrada de todas, nem uma pessoa esquizofrênica e bipolar, ao mesmo tempo, é capaz de ser mais confusa. Ela quer, mas não pega, provoca para depois correr, desabafa e se arrepende, quer e não quer, briga e não se arrepende, fala o que bem entende, não deseja me contar sobre sua vida, porém não se importa em colocar minha vida em risco por causa de suas burrices. Bruna não se importa se a trato bem ou mal, pois ela sempre irá me tratar mal, então já cansei de tentar agradá-la. Afinal o que ganhei tentando ser legal com ela?

Como já disse antes as coisas não estavam bem, por causa das minhas notas baixas e o acidente do Andreas, então ter adquirido uma dívida de 50 mil euros e ser ameaçado de morte não ajudou muito a melhorar meu humor. Depois da Schultz me explicar todo ocorrido, meu sangue de imediato subiu com raiva e possuiu todo meu corpo, eu só na bati nela, pois infelizmente a mesma tem um rosto muito bonito para ser ferido por mãos tão brutas quanto as minhas. O nível alto de burrice dela somado ao envolvimento do meu irmão, tentando ajudá-la da pior forma possível a sumir com aquela arma, e as geniais ideais mirabolantes de Andreas de trocar uma arma com um dos chefes dos tráficos da cidade simplesmente me deixaram puto da vida.

Após ouvir toda história detalhadamente sobre a burrada na qual esses 3 grandes antas se meteram, eu sai dali sem me dar ao trabalho de olhar para trás enquanto ela chamava diversas vezes meu nome como uma súplica. Ao voltar à fogueira para minha sorte Harry já havia terminado com suas “obrigações”, então não se incomodou nem um pouco de sair dali e me levar até em casa. Harry é meu irmão, mesmo eu querendo esconder todo ocorrido dele – para também não colocar sua vida em risco - não consegui, pois logo ele percebeu meu comportamento estranho e simplesmente não consigo mentir para ele, sendo assim fui o contando sobre todo ocorrido, enquanto ele dirigia sem pressa até minha casa.  Ao chegarmos ficamos algumas horas na calçada tentando ajeitar os fatos e acabamos por decidir dois pontos crucias:

1. Bill estava muito destruído com tudo para ainda ter de lidar com uma dívida de 50 mil euros, ele é capaz de entrar em pânico se souber de algo. Sendo assim decidimos não o envolver no assunto.

2. Harry, Bruna e eu iríamos usar a moto dele para conseguir uma grana. Como? As corridas na antiga e abandonada ferroviária do lado oriental da cidade. Naquele momento eu estava pouco me lixando para o fato de Bruna saber ou não dirigir uma moto, eu estava pouco ligando para o bem estar dela ou suas inúteis opiniões, aliás, eu estava morrendo de vontade de...

Harry entrou nessa furada por livre e espontânea vontade, diferente de mim que fui confundido com o pirralho do meu irmão. Quando ele tomou sua decisão em nós ajudar eu sabia que não adiantaria argumentar ou pedir a ele para não se envolver, pois ele não mudaria de ideia. Nossa amizade sempre seguiu essa ideologia: Se um se ferra, os dois se ferram. A única vez na qual o proibi de me ajudar foi quando tive de levar toda a culpa por invadir o sistema informacional do Hamburgo, caso o tivesse deixado dividir a culpa ele estaria essa hora enfurnado em algum colégio interno na Suíça.  Entre perder um amigo e reprovar de ano, vocês já conhecem qual foi minha escolha. A ideia de participar das corridas partiu dele, e como tínhamos apenas 2 semanas para conseguir toda grana teríamos de participar do maior número de corridas possíveis. Tá, mas você deve estar se perguntando: Se o meu padrasto é um dos maiores cantores do mundo por que eu simplesmente não conto todo ocorrido para ele e minha mãe? Sim eu posso pedir a grana para eles, entretanto iria ter de sofrer de alguma forma as consequências do “meu” ato e o fato de poder participar das corridas me deixou animado. Por causa da semana de provas o treinamento só começou na quarta-feira a tarde.

Quarta-feira foi o último dia de provas e também o primeiro dia do treinamento, eu ainda estava com as tabelas de Química na cabeça ao chegar á velha fábrica de alumínio Kness, tive de pagar o dobro para o taxista topar me deixar ali por causa dos autos índices de criminalidade da região. Eu e Bill devemos ser os únicos alunos não bolsistas do Goethe capazes de não ter seu próprio carro, isso tudo porque Dona Simone não gosta de premiar mérito, sendo assim iremos ganhar um carro dela apenas se passarmos em boas faculdades e não de presente de Natal adiantado.

A velha e inativa fábrica é um lugar realmente assustador, porém eu e Harry já havíamos estado tantas vezes ali que o local já nós era familiar demais. A inativa fabrica Kness é um ótimo lugar para fumar um baseado ou ficar a toa conversando com o seu melhor amigo e lembrando quando eram crianças e aquele era o local lúdico onde planejávamos e executávamos a maioria de nossas intermináveis brincadeiras. Foi na antiga cantina que fumamos nosso primeiro cigarro, usamos heroína, cocaína e tantas outras drogas pela primeira vez. No estacionamento sujo havíamos aprendido no ano anterior a como dirigir decentemente a moto de Harry. Desde pequeno Bill nunca gostou de ficar ali com nós, ele assim como a maior parte da população de Berlim acredita mesmo no fato do local ser mal-assombrado, então nunca pude dividir com ele minhas velhas lembranças vividas naquela imensa propriedade. Conheço o lugar melhor do que minha nova casa, eu sei todos os detalhes desde os portões enferrujados da entrada até o fundo do lago atrás dos enormes galpões.

Quando era pequeno, como já disse antes, meus pais não possuíam muito dinheiro, sendo assim morávamos nunca modesta casa a uns 9 quarteirões da velha fábrica. O Harry teve a “sorte” de nascer rico, sua família possui a famosa tradição de ostentar um sobrenome de peso, os Clarck são donos da maior seguradora de imóveis de toda Europa, porém ele nunca foi uma pessoa metida ou arrogante comigo e por isso sempre fomos bons amigos. O Harry é igual à Juliana, eles estão ambos cagando para o sobrenome no qual carregam em seus RG, aliás, meu amigo nem deve saber onde está o RG dele depois da última festa na casa de Josh na semana anterior.  

Harry chantageava suas empregadas para o levarem diariamente na velha fábrica, mas uma hora ou outras elas o delatavam para sua mãe, então nós 3 dávamos um jeito sempre de demiti-las. Não era nenhum custo para mim e Bill o ajudar a encontrar um plano maluco para livrá-lo das amáveis babás. Naquela época Dona Simone ainda gostava das visitas do meu melhor amigo.

Entrei na cabine enferrujada da portaria, o outono já estava chegando e as temperaturas começavam a cair, sentei na velha cadeira que rangeu como de costume. No frio de Berlim, casal perfeito sou eu e meu cobertor. Não precisei ficar muito tempo ali tirando ferrugem da mesa para me distrair, Bruna logo surgiu na sua versão mais sexy já vista até aquele momento. Ela caminhava tranquilamente ao meu encontro, usava um imenso headfone e as roupas curtas e justas do treino de vôlei. Schultz me olhou de um modo assassino a me ver dissecando como um perito o corpo escultural dele, era impossível desviar meus olhos do molejo sensual casual do corpo dela.  Sai da cabine enquanto ela passava pelo portão, respirei fundo tentando controlar meus impulsos de jogá-la ali mesmo e agarrá-la mesmo sem consentimento.

_O meu amigo já deve estar chegando, ele não costuma se atrasar.

_O que você disse? – Perguntou ela tirando o headfone dos ouvidos. A música estava tão alta que me assustei pelo fato dela ainda não ter ficado surda.

_Você escuta Samy Deluxe? – Perguntei surpreso após ouvir os primeiros acordes de S.O.S Liebe ecoando do fone. Sério aquilo não podia ser real, onde já se viu uma mulher sensual ouvindo rap alemão? Senti-me emocionado e honrado em descobrir aquele tesouro, se eu fosse um cara emotivo podia ter chorado ali mesmo.

_Caso não gostasse não estaria ouvindo tão alto – Respondeu ela seca e me olhando com desdém como se eu fosse um retardado, nada diferente do comportamento normal dela comigo. Sorri sínico para o péssimo humor dela, não estava disposto há gastar meu tempo a irritando quando eu podia simplesmente admirar aquelas coxas.

_Meu amigo já deve estar chegando, você pode descansar lá dentro da cabine caso esteja cansada do treino – Ofereci educado como de costume.

_O SEU O QUE SEU BOSTA? – Berrou Bruna com os olhos arregalados – VOCÊ TEM QUANTOS NEURÔNIOS FUNCIONANDO SEU ANTA? O QUE VOCÊ TEM NA CABEÇA PARA ENVOLVER MAIS GENTE NESSA CONFUSÃO? ESTÁ ACHANDO QUE O BOB VAI SER TÃO BONZINHO QUANTO A DIRETORA MARISA? ESTÁ ACHANDO QUE ESTÁMOS INDO TOMAR UM CHÁ NA CASA DA SUA AVÓ? EU JÁ DEVIA ESPERAR UMA ATITUDE TÃO IMBECIL QUANTO ESSA VINDA DE VOCÊ!

Se alguma vez na vida essa louca tentou ser meiga ela dever ter falado algo assim: Não ta vendo que agora eu sou meiga, porra!

_Primeiro fica caladinha e me ouve antes de começar a gritar como uma hiena. Ele é meu melhor amigo, não é qualquer pessoa e exigiu me ajudar e depois a moto é dele, então nós precisamos muito dele! – Afirmei furioso me irritando ainda mais com a mania dela de ser uma desequilibrada toda hora.

_Eu não preciso da ajuda de nenhum de vocês dois, posso muito bem me virar sozinha – Disse ela tão autoritária quanto uma criança mimada, me levando a rir de sua atitude infantil.

_Por favor, não me faça implorar e me diga qual é sua ideia genial dessa vez. Se for melhor do que a de jogar uma arma no vaso sanitário da escola, eu juro te ouvir com toda atenção – Disse irônico apenas para provocá-la, enquanto ela parecia se esforçar ao máximo para não meter duas balas na minha cabeça ali mesmo. – Esta pensando em leiloar sua virgindade para conseguir a grana?

_Se preciso sim, deve ser bem mais fácil fazer isso.

As palavras dela fizeram meu sangue fritar, um misto de ódio repulsa e nojo tomou conta de mim, furioso me aproximei e parei na frente dela bufando de raiva em sua face. Bruna não se afastou de medo e continuou imóvel me olhando com a mesma intensidade, nós dois estávamos prestes a explodir naquele minuto.

_Você fica tão imunda, nojenta e vulgar quando fala desse jeito – Disse olhando no fundo daquelas íris negras tão irritantes.

_Pensei que você preferisse as ordinárias – Retrucou Bruna de um modo dissimulado apenas para me provocar um pouco mais.

Nossas respirações quentes de ódio se encontravam no meio do caminho entre meu rosto e o dela, estávamos tão próximos que mesmo sem a tocar eu podia sentir todo calor do corpo dela. Nenhum sorriso, e antes de alguém poder dizer algo à voz de Harry tomou o local, nenhum de nós havia nem percebido a chegada dele.

_Querida, tenha calma não é porque ele te comeu e não quer mais que você precisa ficar furiosa com ele, acredite existem pintos muito melhores– Disse Harry nós fazendo nós afastarmos. Bruna então também começou a o encarar com raiva, então antes dela o matar a unhadas resolvi intervir.

_Harry esse animal aqui se chama Bruna. Fera esse é meu melhor amigo Harry Clark – Disse fazendo as devidas apresentações.

As feições fechadas do rosto dela se suavizaram no instante no qual ela ouviu o nome dele, ela começou então a sorrir para ele como uma retardada e ele assustado retribuiu o sorriso caloroso.

_Você é realmente Harry Clark? – Perguntou ele parecendo ainda mais abobada. Qual é? Eu tinha falado Harry Clark e não Clark Kent.

_Esse pelo menos é o nome do meu RG – Respondeu ele confuso, passei tanto tempo falando mal dela para ele que ele devia estar se assustando com toda aquela amistosidade.

_Quero dizer, você é realmente Harry Clark? Meu Deus. Harry Clark? Aluno do segundo ano do colégio Hamburgo? Do signo de gêmeos? Viciado em cigarros, nos seus cachorros e numa boa Heineken gelada? É você mesmo, você realmente é real? Seus pais são Clara Clark e Joseph Clark? Sua irmã mais velha se chama Alessandra Clark e cursa medicina na Inglaterra? – Perguntou Schultz bombardeando meu amigo de perguntas, ela parecia prestes a explodir de felicidade, nem parecia estar prestes a me matar a unhada alguns minutos antes. A situação maluca além de me deixar completamente confuso me deixou assustado, como a pirada podia saber tanto sobre meu melhor amigo? Por acaso existe algum tipo de fã clube do Harry? Que tipo de psicopata ela é afinal? Harry me encarava totalmente perdido.

_Sou – Respondeu ele com medo. Eu também teria medo se uma desconhecida soubesse tudo sobre mim.

_Você não sabe como estou feliz em poder finalmente ter te conhecido. Você não tem noção do quanto esperei por isso – Desabafou ela honesta e radiante. Pouco bipolar o comportamento dela não acham? Bem normal à facilidade na qual os olhos cinza dele conseguiram a acalmar.

_Acredite o prazer é todo meu! – Afirmou ele galante pegando a mão dela e beijando a palma.

Pensei que meus olhos fossem pegar fogo ao observar aquela inimaginável cena nojenta entre eles. Não, não, não, não, 10 mil vezes não, eu não vou a deixar seduzir meu amigo. Desde o casamento da irmã da Jú preciso lembrar meu irmão diariamente dos motivos para ele não convidar a pirada da Schultz para um encontro, eu espero realmente não precisar gastar minhas energias para fazer o mesmo com Harry. Harry estava amando todo aquele estranho interrogatório, qualquer homem adoraria ter uma mulher bonita tão interessada em saber tudo sobre ele. Os dois começaram a conversar como se eu simplesmente não existisse, me deixaram totalmente inerte apenas observando a cena digna de uma tragédia grega. Bruna sem sombras de dúvida é uma mulher muito bonita e atraente, têm curvas perfeitamente delimitadas, os peitos firmes e rígidos num tamanho perfeitos para o encaixe das minhas mãos, uma boca pequena, porém carnuda e deliciosa. O jeito rude dela de tratar os outros a deixa com uma áurea sensual, ela parece uma leoa pronta para atacar, só de vê-la caminhar sinto todo meu corpo se atiçar. Se eu já bati uma pensando nela? Bem eu já bati umas mil pensando nela, só nela. Você deve estar pensando: Nossa, como o Tom é nojento! Bem você não estaria pensando isso caso fosse homem e tivesse ali vendo aquelas apetitosas coxas sendo apertadas pelo minúsculo short.

_Podemos começar? Já que agora vocês já sabem até o CPF um do outro? – Perguntei nada simpático acabando com a diversão dos dois. Clark estava amando tudo aquilo, sentia como se tivesse acabado de ganhar na loteria da Playboy, entretanto por algum impensável motivo pela primeira vez toda alegria dele apenas me deixava mais puto da vida.

_Onde posso deixar a mochila? – Perguntou ela voltando a me olhar nada amistosa.

_Dentro da cabine tem uns armários embaixo da mesa, pode deixar tudo lá dentro, quer ajuda? – Ofereceu Harry.

_Eu sei me virar sozinha – Respondeu ela antes de se dirigir para a cabine. A velha gentileza de sempre.
Harry a esperou não estar mais nós ouvindo para poder abrir boca e comemorar sua vitória. Previsível.

_Vendo essa graça, consigo entender o motivo de você e o Bill nunca terem me chamado para ir os encontrar na saída do Goethe. Ela não é meu tipo de mulher e está longe de ser uma princesa, eu prefiro as mais ingênuas e donzelas, porém por aquele apetitoso par de coxas reluzentes eu posso abrir uma exceção! – Afirmou Harry com seu jeito malandro e sorrindo para mim.

_Ela é totalmente louca, pirada! Você viu como ela me tratou? Bem é assim todo dia no qual me atrevo a conversar com ela.

_Eu compro uns comprimidos para ela.

_ Ela não é seu tipo de garota, acredite em mim, pois conheço muito bem você e ela!

_Quando eu cheguei não parecia que vocês se conheciam assim tão bem.

_Ela é virgem e nada disposta a dar para qualquer um. Acredite, ela não é seu tipo de garota.

_ Qualquer virgem é meu tipo de garota, até mesmo se for feia. Deve ter uns caras bem dispostos a tirar o lacre dela, então se eu conseguir esse feito com certeza eu vou ficar conhecido entre as meninas do Goethe. Linda, simpática, interessada em mim e ainda como bônus de ser virgem, o que mais posso pedir? Agora é questão de honra, daqui há 3 semanas te trago o lençol branco manchado com o sangue dela. – Disse Clark de um modo tão escroto que além de raiva comecei a sentir nojo dele – Ela é igual a azeite: extra-virgem.

Antes de eu poder falar algo, ela começou a se aproximar e então resolvi me calar e meu amigo se esforçou para tirar o sorriso de vitória no qual estampava toda sua face.

Um resumo daquele primeiro dia: Insuportável. Foi estressante ver o Harry dando em cima dela o dia inteiro, ao invés de me ajudar a ensiná-la a dirigir a sua moto. No dia seguinte o treino foi mais produtivo, mas ela continuava receosa e insegura demais para dirigir mais rápido. Depois de muito discutirmos, acabamos concordando em apenas competir nas corridas de siamesas onde a grana era maior para recompensar o perigo. Eu e Harry precisamos usar muito nossa lábia para convencê-la a participar das corridas de siamesas, até parecia que ela estava nós fazendo um favor e não o contrário. Quinta-feira o treino de vôlei dela foi cancelado, então fomos juntos até a velha fábrica para encontrar mais cedo com Harry, Bruna é extremamente civilizada na presença do meu melhor amigo. Treinamos até o anoitecer, e estava mais fácil dirigir e manter o equilíbrio de ambos os corpos. Quanto a Bruna e Harry, depois de muito insistir ele percebeu que as recusas dela não eram para fazer charme. Na sexta-feira não podemos treinar um pouco antes da corrida, pois ela teve de ir para casa do Leandro realizar o trabalho de Biologia no qual Georg havia designado a todos os alunos do segundo ano, ninguém tinha aprovado a ideia das duplas terem sido formadas por meio de um sorteio. Marcamos de nós encontrarmos na abandonada estação ferroviária onde ocorrem as corridas, eu e Harry fomos juntos na moto dele.

_Ei a gente gostaria de participar das corridas de siamesas – Disse Harry para um homem cheio de tatuagens que parecia estar arrecadando o dinheiro das apostas. Ele nos olhou de cima a baixo antes de sorrir debochado, seu rosto continha diversas cicatrizes profundas. Eu devia ter pegado uma arma de mentira com um dos meus priminhos antes de sair de casa, estaria me sentindo um pouco mais seguro.

_Isso aqui não é corrida de bicicleta ou a ladeira do Deus me livre – Respondeu o homem voltando a olhar para o dinheiro.

_Eles estão comigo! – Afirmou uma voz fina e severa. Eu nem precisei me virar para notar a presença de Bruna, pois seu cheiro penetrou com força nas minhas narinas.

_E quem você acha que é, sua vadiazinha de grife? – Perguntou o homem a encarando com desejo, mas mantendo o tom de sarcasmo ao falar.

_Bruna Schultz – Respondeu ela no seu costumeiro tom de voz autoritário e confiante.

O homem a olhou de cima abaixo confuso, quando voltou a encará-la parecia incrédulo. Acabei me virando junto com meu amigo e eu quase enfartei ao vê-la parada tão sensual apenas alguns metros de mim, todos os homens a olhavam com cobiça. Bruna esbanjada sensualidade e meus olhos não conseguiam mais ver a imundice do local, as baratas fugindo para os cantos ou toda nojeira ali presente, eles se focaram como por hipnose no corpo dela sendo todo apertado por aquela roupa. Ela usava uma calça de couro preta muito justa de cintura baixa destacando todas suas curvas, a blusa do Guns N’ Roses surrada era larga, mas cobria apenas até um pouco acima do umbigo, a maquiagem era pesada e o cabelo encontrava-se solto e levemente enrolado, uma bota apertada preta de salto servia apenas para me deixar ainda com mais vontade de sair correndo para o banheiro mais próximo. Resumindo: Vestida daquele modo Bruna Schultz estava à própria encarnação do pecado, do meu pecado mais delicioso. Harry perplexo também analisava com uma atenção minuciosa cada detalhe daquele ser magnífico na nossa frente. O corpo dela parecia ser o caminho certo para me levar para uma viagem sem volta até o Inferno, e eu não via a hora de mergulhar naquele mar vermelho, quente e intocado do meio de suas pernas.

_Já.... Já... Já arrumo algumas corridas para vocês, apenas não sumam de vista. Desculpa não ter te reconhecido, Princesa – Pediu o marrento saindo dali com o rabo entre as pernas, se ela continuasse a me olhar com aqueles olhos de cobiça logo eu teria de cruzar minhas pernas.

_Quem é você e o que fez com a Bruna Schultz no qual eu conheço? – Perguntou Harry conseguindo raciocinar mais rapidamente.

_Fiquei sabendo que mulheres bonitas ajudam a elevar o valor das apostas, e como estamos precisando de dinheiro eu resolvi me arrumar – Disse ela com naturalidade, não parecia estar querendo ser bajulada. Eu estava me esforçando para acreditar que toda aquela beleza tinha apenas como alvo o dinheiro.

_Vou pegar a moto e já volto – Disse Clark saindo dali quase voando, com certeza iria achar um lugar para ficar sozinho e se acalmar com as suas próprias mãos e sua mente fértil. Eu não podia falar nada dele, pois estava sendo difícil controlar toda aquela dose de testosterona percorrendo com fúria todo meu corpo.

_Você está muito...

_Bonita? – Perguntou Schultz com um tom de voz carregada de esperança, depois de me interromper. Ela parecia uma criança de criança de 3 anos depois de vestir seu vestido de princesa preferido, sorria do mesmo jeito doce. Qual é? Ela não tinha o direito de sorrir daquele jeito para mim, sempre fui vidrado em inexperiência e inocência, conseguia imaginar seus olhos se arregalando ao sentir meus beijos em suas partes íntimas. Sim. Eu estava precisando tomar álcool para poder me acalmar.

_G.O.S.T.O.S.A – Soletrei com a boca salivando de desejo, enquanto a admirava com meu melhor olhar malicioso.
O sorriso meigo dela sumiu em um segundo, a ira tomou conta de todo aquele rosto angelical. Bruna me encarava num misto de raiva e decepção, assim deixando nítido o fato de eu ter extrapolado novamente o limite tênue do nosso relacionamento. Ela devia se sentir elogiada com minhas palavras, não digo algo assim para qualquer uma, mas Schultz pareceu não ter me compreendido só para variar. Sério se os homens são de Marte e as mulheres de Vênus, eu sou P.h.d em venusiano, mas a Bruna é de Júpiter e não sei nada de jupteriano.

_Você devia ser um pouco mais respeitoso com as mulheres, só não bato na sua cara agora porque seria como me igualar a você e ao tipo de mulher no qual você costuma levar para sua cama imunda! – Afirmou Schultz antes de dar meia volta e se mandar dali.

Bruna realmente havia se ofendido com meu elogio, não era teatro ou encenação como a maioria das mulheres costuma fazer. Chamei por ela, mas a mesma nem se deu ao trabalho de virar para me olhar e continuou se afastando e sem perceber atraia o olhar de diversos homens. Sério nunca vi mulher tão avessa à normalidade, adora-me contrária sempre, se eu dou mole ela se ofende, se canso de babar em seu corpo escultural ela aparece totalmente sensual e consegue novamente prender minha atenção.

_Qual o problema dela em ser só um pouco normal? – Perguntei para Harry após ele surgir trazendo além de sua moto duas garrafas de cerveja. Schultz parou alguns metros a nossa frente e conversava animadamente com uns homens no qual ela nunca levaria para uma missa de domingo, eles começaram a pagar sem parar as bebidas para ela.

_O mesmo de todas outras meninas insistentes no qual você já levou para sua cama – Respondeu ele enquanto me entregava à garrafa.

_Ela não é nada parecida com nenhuma das meninas nas quais já dormi.

_Bruna é igual a todas as meninas. Ela tenta do modo dela se afastar de você, porém o corpo dela pede pelo contato com o seu, por isso o modo rude de te tratar. A única diferença e que ela é inteligente, por isso não está disposta a ceder tão facilmente, entretanto água mole em pedra dura tanta bate até que fura.

_Normal mamãe passou açúcar em mim – Em seguida rimos juntos como dois idiotas.

_As meninas só gostam de você porque você é totalmente errado. As mulheres amam mudar as coisas, por isso vivem mudando os móveis de lugar, você é como um sofá mal concertado, todas acham que serão capazes de te concertar, mas elas não percebem que você não tem concerto. Elas se deixam levar em um relacionamento fadado a afundar, e como permanecer no Titanic mesmo depois do iceberg. Você é o típico mulherengo bonitão – Concluiu meu amigo após refletir profundamente, a cerveja já estava o alterando.

_E você o típico fílósofo de bar.

_Toda menina é fácil quando está bêbada. Sabe qual é o segredo de um bom papo? – Perguntou ele ainda filosofando, apenas mexi a cabeça para frente o incentivando a prosseguir – Três doses de tequila.
Começamos a rir os dois como umas lontras, Harry nunca tinha dito algo tão sábio.

_A próxima corrida vai começar em 10 minutos, todos os autorizados dirijam suas motos até a largada – Ordenou uma voz feminina vinda de um megafone distante a minha esquerda.

_Vai querer correr com ela primeiro?  - Perguntou Clark, apenas movimentei negativamente minha cabeça e ele saiu para buscá-la.

Nas corridas de siamesas o objetivo é chegar primeiro ao final da pista, porém tudo fica difícil, pois as mulheres sentam-se de costas e amarram um cinturão para deixá-las pressa com quem dirige a moto, o equilíbrio fica assim difícil de manter. O circuito também é bem irregular, atrapalhando ainda mais tudo e muitas pessoas tem motos realmente turbinadas. Harry e Bruna chegaram em 5 lugar logo na primeira corrida, foi bom, porém não o suficiente pois apenas dava direito uma pequena parcela do dinheiro. Continuamos correndo e arriscando tudo apostando em nós mesmo, conseguimos depois diversos segundos e terceiros lugares, mas precisávamos de uns primeiros lugares para garantir uma boa quantia. Bruna corria comigo e com Harry e depois os caras faziam questão de embebedá-la cada vez mais, Clark até tentou a puxar para perto de nós, entretanto não adiantava mais. Já tínhamos feitos umas 14 corridas quando todos resolveram dar uma pausa para perder algo. Bruna parece ter tudo para ser uma mina legal, mas vira uma vadia idiota quando está bêbada, piora se estiver junto das amigas.

Eu e Harry encostamos-nos à moto e ficamos ali dando atenção para diversas garotas muito interessada nos novos corredores, Clark já estava se atracando com uma loira bem totosa quando ouvi a voz de Bruna se elevar. Por um minuto desviei a atenção do peito da linda morena no qual conversava, olhei mais a frente e a vi discutindo com um cara. Ele a segurava firme pelo braço, era mais ou menos da minha altura e não muito assustador, mas estava muito bravo com ela e permanecia gritando.

_Harry, você...

_Vai lá, se for sério eu vou depois – Disse ele antes de voltar a enfiar a cabeça no meio dos peitos da loira. Qual era o nome mesmo dela e da amiga? Bem eu não lembro mais.

_Você pegaria outra bebida para mim, minha gata? – Pedi para morena e ela saiu dali e foi andando toda alegre até o bar na esquina.

Fiquei ali encostado na moto mais alguns minutos apenas olhando, eu queria ver ela me pedindo para ajudá-la, porém ela nem ao menos olhava na minha direção. Quando o homem começou ainda com mais força a segurá-la pelos braços eu resolvi me aproximar.

_Está tudo bem por aqui? – Perguntei e os dois desviaram a atenção para mim.

_Quem é esse? – Perguntou ele olhando apenas para ela.

_Não te interessa, Daniel – Respondeu ela furiosa, enquanto tentava soltar seu braços das mãos dele.

_Acho melhor você soltar ela...

_Tom, não se mete, fica com Harry, por favor? – Pediu ela praticamente suplicando para mim. Eu até podia atender aquele pedido, mas não estava gostando da ideia de deixá-la sozinho com aquele cara . Comecei ao o medir de cima abaixo, ele devia ter minha idade e não era maior do que eu, caso precisássemos brigar a luta deveria ser justa. – Eu resolvo isso.

_Se manda daqui, seu babaca, você ainda não entendeu? – Perguntou o imbecil me encarando. Ele então olhou para mim e para ela novamente, antes de soltar um riso lotado de sarcasmo e desdém. As pessoas do lado oriental realmente não são normais – Eu já entendi.

_Daniel não é nada disso – Disse ela com a voz chorosa.

_Ele é mais um dos seus almofadinhas né? Por isso essas roupas de vagabunda. Você não muda mesmo, continua sendo a mesma piranha! Você me dá nojo, vendendo seu corpo por dinheiro igual uma prostituta! – Afirmou Daniel o imbecil a olhando com uma imensa fúria antes de tirar suas mãos dela e se mandar dali.

_VOCÊ É UM MERDA MESMO TOM! PORQUE VOCÊ NÃO ME OUVE? – Perguntou ela aos berros para mim, enquanto segurava suas lágrimas.

_O que? – Perguntei extremamente confuso. Eu devia ter ficado no meu lugar, Bruna fica ainda mais louca e carente depois de beber.

_MOTOCICLITAS AOS SEUS LUGARES, A PRÓXIMA CORRIDA COMEÇA EM INSTANTES – Gritou de novo a menina do megafone.

_VOCÊ É UM MERDA UM GRANDE MERDA, EU NÃO PEDI A SUA AJUDA E AGORA VOCÊ FERROU AINDA MAIS COM TUDO! – Afirmou ela antes de me dar as costas e começar a andar furiosa até a moto, mas Schultz estava muito enganada se achava que iria falar tudo aquilo e não ouvir nada.

_Da próxima vez eu deixo te baterem – Disse enquanto subia furioso na moto, era a nossa vez de corrermos juntos.

_Eu sei me virar! – Afirmou ela quase gritando após sentar de costas para mim na moto.

_É claro, sabe se virar muito bem. Todos esses homens ficam te olhando como se fosse um pedaço de carne, demorou muito até alguém começar a te tratar sem respeito algum.

_VOCÊ TAMBÉM ME OLHA COMO SE EU FOSSE UM PEDAÇO DE CARNE – Esperneou ela chamando a atenção de todos, como se já não estivessem todos olhando para nossa discussão.

_EU NEM OLHO PARA VOCÊ! SE ENXERGA, TEM MULHERES MUITO MAIS BONITAS PARA MIM OLHAR – Gritei finalmente com Bruna, enquanto sentia ela afivelar com muita força o cinturão para nós unir.

_VOCÊ PARECIA PRESTES BATER UMA PUNHETA QUANDO EU CHEGUEI. ACHA QUE SOU CEGA?  

_NÃO TEM COMO NÃO OLHAR, VOCÊ VEIO PRATICAMENTE NUA. USAR ESSAS ROUPAS E QUASE UM PEDIDO PARA SER ESTRUPADA! – Afirmei achando ter passado dos limites, já estava esperando para levar um soco dela, porém Schultz se calou por completo.

Acelerei a moto até a linha de partida, eu estava furioso e acelerei sem limites depois da largada. Eu só queria chegar logo para me livrar dela, aquele voto de silêncio me deixava agoniado. Sem perceber eu apertava com ainda mais força o guidão, só parei ao notar que havíamos finalmente ganhado. Bruna soltou o cinturão com fúria, mas antes de poder se levantar, o barulho de sirene policial invadiu nossos ouvidos. Uma palavra: FUDEU.

_SENTA DIREITO – Ordenei e pela primeira vez ela me obedeceu, só deu tempo dela sentar de frente e eu acelerei para o mais longe dali assim como todos.

No começo alguns policias grudaram, porém logo consegui os despistar. Bruna apertava firme minhas costelas e manteve a cabeça enterrada nas minhas costas por todo trajeto fazendo todo seu cheiro inundar de novo minhas narinas. Dirigi para o único local seguro: A velha fábrica Kness. Ali era seguro e razoavelmente perto da onde estávamos, e a moto estava praticamente sem gasolina e parar num posto com ela vestida daquele modo e bêbada não seria seguro.

_A gente vai dormir aqui? – Perguntou ela parecendo ainda magoada com as minhas palavras, entretanto estava mais calma.

_A moto está sem gasolina para andar muito mais, e não podemos parar num posto com os policias fazendo rondas por toda região. Vamos ficar aqui por um tempo, tudo bem?

_Tanto faz – Respondeu Bruna indiferente e com dificuldade se levantou sozinha e começou a andar na direção da velha administração do local.

Antes de segui-la, peguei meu celular e liguei para Harry, a conversa foi curta, todavia ele estava bem e havia conseguido se mandar dali com a loira e pegou nosso dinheiro da vitória. Tínhamos conseguido em torno de 20 mil reais, não era o suficiente. Desliguei o telefone e fui para dentro da velha administração, ela havia conseguido uma lanterna e iluminava o lugar com cuidado analisando cada canto.

_Vou lá dentro pegar uns velhos estofamentos de sofás para colocar no chão, ilumina o caminho para mim. – Pedi e assim ela fez em silêncio.

Entrei na velha sala da recepção e peguei uns estofados. Não daria para dormir nós sofás, pois às madeiras já eram mofadas demais. Joguei os estofados e me deitei de um lado sem dizer nada. Dormi rapidamente e acordei apenas no meio da noite, quando ela começou a balançar meu braço.

_O que foi? – Perguntei mal-humorado.

_Acho que tem umas baratas por aqui – Respondeu ela se aproximando, ainda devia estar bêbada.

_E o que você quer que eu faça?

_Me abraça – Suplicou ela, com certeza estava bêbada.

_Não. Eu não durmo de conchinha.

_Só hoje, por favor – Pediu Bruna novamente, e mesmo no escuro e podia sentir seus olhos me encarando.

Já era noite. Ficamos nos olhando, sem dizer nada, por um bom tempo. Não costumo curtir esses momentos. A minha vontade é que as gurias que eu to pegando virem pizza no outro dia de manhã, mas tava disposto a ficar ali com ela numa boa. Me sentia bem mesmo.

_BOSTA. Vem para cá – Disse e virei de lado – Só estou fazendo isso, pois se não você não vai me deixar dormir em paz.

A puxei pela cintura fina, ao encaixar nossos corpos uma onda de desejo me possuiu por inteiro, sentir o calor dela era insuportavelmente delicioso. Pousei minha mão sobre a parte exposta da barriga dela. Enterrei meu rosto no cabelo dela aproveitando aquele delicioso cheiro. Eu apertei com força a barriga dela tentando controlar meus instintos de tirar a roupa dela ali mesmo e a possuir por inteira, talvez ela nem reclasse, pois estava bêbada demais para recusar. Sim, eu faria sexo selvagem ali naquele chão sujo lotado de baratas, mas não faria isso com ela. Por quê? Bruna não merecia e nem merece perder sua virgindade num lugar daquele, bêbada e com um homem que odeia quando está sóbria. Não era justo com ela. Bruna estava tão serena pressa em meus braços e nem reclamou do meu aperto em sua barriga. Relaxei minha mão direita, mas a mantive na sua cintura a mantendo ali perto de mim, com a mão esquerda comecei a fazer pequenas carícias no sedoso cabelo dela. O cabelo dela era tão macio, eu podia ficar a noite toda o acariciando, mas para minha surpresa ela se virou nós deixando frente a frente. Conseguia sentir o olhar dela me penetrando, ela tirou minha mão de sua barriga e a colocou em sua bunda, eu gemi profundo de prazer e não consegui não apertar com força o local.

_Ela estava sentindo falta de você desde aquela festa na casa da Amanda – Sussurrou ela no pé do meu ouvido e começou a chupar a parte de trás da minha orelha. Foi impossível não ficar instantaneamente de pau duro naquele momento, a puxei pela bunda para ainda mais perto e ela gemeu sensual ao sentir minha ereção encostar-se à parte interna da coxa dela por cima da calça.

_Me beija? – Pedi enquanto com a outra mão segurava com força o cabelo dela.

_Te beijo – Respondeu Bruna e começou a beijar meu rosto em direção aos meus lábios. A resposta dela me fez despertar, eu estava cedendo e ela estava bêbada, eu até podia me satisfazer, mas acabaria me arrependendo ao ver o olhar dela de decepção na manhã seguinte e eu não iria suportar a ver chorando arrependida.

_Não é certo, você não quer que seja comigo de verdade! – Afirmei e voltei a pousar minha mão na cintura dela e acariciar seus cabelos. Respirei fundo tentando me acalmar.

_Brigado – Disse Schultz parecendo um pouco mais tranquila e pousou um beijo na minha bochecha antes de afundar seu rosto em meu peito. Ali estava eu quase dormindo de conchinha pela primeira vez, com uma menina insuportável, realmente a cerveja deve ter me alterado completamente.

_O que aquele Daniel é seu? – Perguntei acariciando seus cabelos e sua cintura com minha mão, enquanto ela fazia leves carícias no meu peito por debaixo da camisa. Tudo muito romântico. Sério, nunca mais bebo cerveja sem antes fumar uns baseados.

_O último homem no qual me dei ao direito de amar – Respondeu ela honesta antes de me abraçar com força, retribui o carinho e a deixei chorar em meu peito até a mesma se cansar e dormir.

Daniel. Daniel. Porra quem era afinal aquele merda?




Eai quem ser Daniel em? e Harry? E ceci? Hum. E os 30 mil que faltam? Bruna vai explicar tudo no próximo capítulo
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MensagemAssunto: Re: Fuck School FF+18 [ On: Capítulo 29 ]   Seg Fev 17, 2014 2:47 pm

HMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMM
Você deixou eu ( e o Tom) esperando por uma putaria básica...
Mas, Daniel.. parece ser um idiota.
E esse Harry e a Bru? Eu achei que ele ia comer ela no primeiro dia mesmo.. '-'
Bru, delicia, ate eu pegava :}
Que bom que eles conseguiram 20 mil... eeeeeeh :v /
Agora quero ver os outros trinta.
Hoje não vai ser um mundo de comentario, entao...
Continue, quero ler mais!
Obs: HMM, Tom quis bater uma quando viu ela... hmm.. e que coisa secsi é essa de motos?
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MensagemAssunto: Re: Fuck School FF+18 [ On: Capítulo 29 ]   Qua Fev 19, 2014 3:22 am

Primeira e última vez (ou não) que vemos o Tom romântico desse jeito. Como assim a putaria não rolou solta? Fiquei meio decepcionada APOSKOSKASPOSK
Meu deus, eu achei que o Harry ia conseguir pegar a Bruna logo de cara e confesso que como o Tom, me deu um asco ver ele falando da Bruna daquele jeito. Ainda bem que ela tem uma personalidade forte e deixou claro que com ela não é bem assim.
Achei que o Tom ia bater nesse Daniel, na real esse cara merecia ter apanhado bem feio, coitada da Bruna. Só quero ver como o Tom vai agir depois dessa noite com a Bruna.
Putz, 20 mil não é nem metade do que eles precisam, eles tem quanto tempo de prazo ainda?
Agora ão sei se to mais ansiosa pra ver como fica a história do Tom e da Bru ou do Bill e da Ceci. Então por favor não demore com o próximo capítulo.
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MensagemAssunto: Re: Fuck School FF+18 [ On: Capítulo 29 ]   Qui Mar 06, 2014 1:13 pm

Oi! *desvia das pedradas da Meris*
Então... Primeiramente me desculpe por ficar esse tempo sem comentar e tal, é que eu estava meio que afastada do fórum, por falta de tempo por as aulas terem começado e tudo mais, fiquei um capítulo sem comentar... Mas eu li-os e refrescou minha memória do que estava acontecendo na fic.
Mas bom, eu voltei e isso que importa, e agora pretendo entrar mais aqui no fórum pra ver se você postou capítulo novo.

Mas voltando a fic: Então o Andreas não morreu mas está em coma, menos mal, eu fiquei preocupada com ele apesar da pessoa que ele é rsrs. E o Gustav tá se culpando por isso... Ele nem tem culpa já que foram aquelas traficantes, ou sei lá o que eles são, que atropelaram o Andreas por um motivo que ele não tem nenhum envolvimento... espero que o Gust melhore.
Hmm, e Georg montando essa banda... Curiosa pra ver como vai ser. Awwn, in love com Bill e Cecília, e olha que eles estão só na amizade, vamos esperar pra ver no que essa amizade vai dar.
Ai cara, apesar de tudo naquela parte da "praia" com Tom e Bruna, eu achei meio engraçado o cara confundindo os gêmeos, dizendo que não adiantava ele ter colocado aquelas tranças no cabelo, confesso que eu ri, achei até que você resolveu por um pouco de comédia na fic. Mas gente, agora o Tom mais Bruna e Harry vão ter que arrumar 50 mil pra pagar a dívida... E já ter 20 mil em mãos já é um bom começo, acho eu.
Eu pensei que ia ter putaria na fábrica abandonada e cheia de baratas, eca kkk Mas imagina só, a Bruna iria se arrepender muito no dia seguinte, e como ela estava bêbada ia jogar a culpa pra cima do Tom... E Tom sendo (ou tentando) romântico, muito fofo, é raro isso kkk.

Bom é isso, comentei pelos dois capítulos por que acho que fiquei te devendo.
Já estou ansiosa e curiosa pra saber mais, até próximo Wink 

P.s.: Meus parabéns por você ter conseguido entrar na faculdade yaya Fico feliz por você, espero um dia conseguir entrar também.
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MensagemAssunto: Re: Fuck School FF+18 [ On: Capítulo 29 ]   Dom Jun 01, 2014 12:12 am

Tem como não ficar feliz por ter as melhores leitoras com os maiores comentários? Em agradecimento, não vou ficar com bla bla agradecendo por tudo, vou logo ao capítulo gigantesco, espero que gsotem. Sorry sumiço, de novo, e que Unesp ta me matando - não façam Geologia se querem ter vida.




.Capítulo 27.




Bruna

Adolescente é buzinado dia e noite: tem que estudar para o vestibular, aprender inglês, usar camisinha, dizer não às drogas, não beber quando dirigir, dar satisfação aos pais, ler livros que não quer e administrar dezenas de paixões fulminantes e rompimentos. Não tem grana para ter o próprio canto, costuma deprimir-se de segunda a sexta e só se diverte aos sábados, em locais onde sempre tem fila. É o apocalipse. Felicidade, onde está você?

_Bom irei entregar agora a minhas duas questões dissertativas da prova de Biologia...

_Professor e a parte de testes? – Perguntou Yuri interrompendo o professor Claudio, mas ao notar o olhar de reprovação logo se arrependeu. Pelo fato da aula de Citologia ser a primeira da segunda-feira sempre tem um otário capaz de se esquecer das regras rígidas do professor “mais amado” de Biologia.

_Se mais alguém me interromper não irei entregar nota nenhuma, e os testes estão na sala dos professores, peçam para o outro de professor de Biologia entregar.

_Tipo o lindo do professor Georg – Sussurrou Britanny depois de se virar rapidamente para trás, levantei minha sobrancelha  mostrando que o professor apenas nós observava. Ela se virou bufando e sorriu se desculpando, o professor limpou a garganta e tossiu antes de voltar com seu tradicional discurso pós-provas.

_Como esperado os resultados foram péssimos, apesar de ser uma prova simples, objetiva e muito bem estruturada usando um pouco de cada parte da matéria. A medida na qual chamo seus nomes, venham buscar os resultados, depois voltem para o seus lugares e após a entrega e a correção da prova, irei chamar aluno por aluno para retirar dúvidas sobre a nota atribuída caso exista. Ana.

O professor começou a chamar os nomes e logo após Britanny levantar eu tirei a bunda de minha confortável carteira. Peguei meu 1,25 e soube que a chance da minha nota de Biologia continuar no 5 era enorme. Ao me sentar coloquei minha nota na mesa de trás, Cecília olhou para mim e sorriu animada. Tirar 1,25 de 2 não é ruim, mas eu havia com certeza quase zerado Botânica e se desse sorte tiraria 1,25 em Genética e  com certeza eu não tinha gabaritado os testes. Cecília pegou sua nota e colocou debaixo do fichário, mas eu consegui ver o 1,75. Por notas assim em Biologia ela precisa realmente fazer Medicina.

_Sério como você consegue? Qual a mágica para conseguir nota nesse inferno de matéria chamado Biologia? Se todo meu boletim fosse cópia da minha nota de Bio eu já teria perdido minha bolsa desde o primeiro bimestre do ano passado – Bufei desanimada, virada para trás. O professor não iria reclamar da minha falta de postura enquanto estivesse entregando as provas.

_Biologia é fácil, tanto que fica sempre como última matéria na semana de provas junto com inglês. – Respondeu Cecília enquanto ajeitava minuciosamente todas suas canetas em cima da mesa.

_Geografia é fácil, História é fácil, Economia é fácil. Inglês e Biologia são as piores matérias do mundo. – Resmunguei após ver Fernando praticamente socando seu zero dentro da mala, pelo menos mais alguém também não entende nada sobre á formação molecular de seu corpo.

_Super fácil saber o que ocasiona a cheia do Nilo, ou sobre como o sistema de plantation implantado nas colônias do Sul do EUA gerou o enriquecimento da burguesia Holandesa. – Disse Ceci falando sobre as questões das últimas provas de Geografia e História respectivamente.

_Ou o porquê os juros e progressões de 26 não preveniram da quebra da bolsa de valores de NY em 29. – Concluiu Gabriela após sentar na sua cadeira na fileira ao nosso lado direito, completando com uma das perguntas da prova de Economia. Ela ergueu sua nota 1 no alto e eu sorri em compreensão. Gaby não manda mal em Biologia como eu, então aquela nota era ainda mais assustadora.

_Porque aqueles americanos são uns burros ricos, destruíram a Alemanha com todo aquele dinheiro deles! Dinheiro dos judeus de lá. Judeus – Respondeu Joaquim após passar por nós para se sentar no último lugar da fileira de Gaby. Viu só, aula de Biologia não deixa ninguém feliz.

_ Heil mein Führer - Disse Mário fazendo a típica saudação nazista após se levantar de trás de Cecília para pegar sua prova. Britanny apenas se virou para repreendê-lo com o olhar, não achando graça nenhuma na brincadeira dos meninos. Em questão de minutos o clima ficou tenso nas duas fileiras, o resto da sala ainda parecia inerte vendo suas notas.

Para maior parte da população alemã o período nazista pode ser tratado de uma forma mais amena, mas isso não acontece em colégios de elite como o Goethe. A maioria dos alunos por possuírem muito dinheiro, tiveram parentes muito próximos envolvidos nos grandes cargos do período nazista. A cada ano o clima vai ficando mais ameno, pois o grau de familiaridade vai diminuindo, entretanto muitos alunos tiveram seus avós e avós condenados à morte pelos crimes cometidos durante a ditadura nazista. Não que os julgamentos como os de Nuremberg não tenham sido aplicados com rigor e justiça, mas não deve ser fácil saber que o avô carinhoso no qual brincava com você no parque foi condenado à morte após anos do fim do nazismo na Alemanha. Há anos atrás, na época na qual os pais da maioria dos atuais alunos do Goethe estudava aqui, os professores de História não conseguiam dar aulas sobre a Segunda Guerra Mundial, pois eram filhos de culpados contra os das vítimas num mesmo espaço. Por isso deu a maior falação semana passada quando o Professor Georg sorteou como dupla da Juliana ninguém menos do que o novo aluno Pablo Adelson. Jú e Pablo não se incomodaram, mas o resto de boa parte “civilizada” elite alemã não gostou nem um pouco.

Como posso explicar a rixa antiga entre os Adelson e os Winble sem enrolar muito. Os Adelson eram uma das famílias judias mais ricas da Alemanha antes do período Hitlerista, com o começo da ascensão nazista e o sumiço dos ricos judeus, o avó paterno de Pablo mandou seus filhos e sua mulher para os EUA, entretanto quando estava quase se mudando para lá foi mandando para um campo de concentração e depois executado. O problema existe, pois todos os negócios dos Adelson na Alemanha passaram para a família Winble, por isso o avô paterno da Jú foi morto após o seu julgamento em Nuremberg e a família dela teve de devolver boa parte de sua fortuna aos Adelson. Bem apesar de ter muito dinheiro, o pai de Jú os tios e a tia dela não gostaram de ter o pai preso e morto e de dar boa parte de sua herança. Tudo estava bem, até a semana passada quando os Adelson resolveram trazer boa parte da família de volta para Alemanha, os boatos dizem que eles foram os responsáveis pela denúncia sobre a fraude das empresas Winble. Jú não liga nem um pouco para toda essa briga antiga, entretanto seu pai não pensa do mesmo jeito.

_Você devia não brincar com coisa séria! – Afirmou Britanny para Mario quando ele estava voltando para o seu lugar com a prova, ele apenas revirou os olhos. A família de Britanny é judia e só sobreviveram a tudo por causa das grandes doações para o governo, e por terem renegado sua própria fé para poderem permanecer vivo.  Ceci sorriu para mim, assim como eu, ela e uma das poucas pessoas dessa escola no qual não teve sua família envolvida diretamente no governo nazista.

_Como todos já receberam suas notas, vamos à correção. Primeira questão. Em nível cromossômico por que as pessoas morrem? Por causa do desaparecimento da camada cromossômica chamada Telomeráse.

_Professor você não falou isso em nenhum momento – Disse Luiza do outro lado da sala, após levantar sua mão.

Naquele momento eu estava pouco ligando para correção, o professor Cláudio não altera nota e sempre encontra um jeito de encontrar erro nas argumentações dos alunos, eles simplesmente não da nota por dó, não adianta nem perder seu tempo discutindo. Enquanto Luiza e outros alunos começavam a argumentar com o professor, eu resolvi permanecer calada no meu lugar pensando na minha vida.

Não consigo me aceitar assim. Eu nunca fico bem comigo mesma, sempre está faltando alguma coisa. Já me disseram que a coisa mais sexy em uma garota é a autoconfiança, não é se achar, é só se garantir. Mas eu me sinto totalmente inútil, insuficiente pra todos. Às vezes, me sinto inferior a todo mundo. Sinto-me um lixo. Eu sei que não sou, mas é assim que me sinto. Eu fico colocando na minha cabeça que nunca vou encontrar alguém, e que nunca vão me aceitar assim. Baixa autoestima acaba comigo. Já escutei vários “você é linda”, mas soam tão forçados, parece ser por educação. Também já escutei ”você é feia” e pareceu verdadeiro. Alguns dizem que é inveja, eu prefiro acreditar que é sinceridade. Não adianta tentar-me dizer que sou bonita e especial, eu acredito no que eu vejo, acredito no espelho do meu quarto. Pra muitos é só drama que estou fazendo, mas não é, pense o que você quiser, só estou dizendo como me sinto. Não me sinto boa o suficiente pra ninguém. Vou me achar assim, insuficiente, até que me provem o contrario, ou até alguém fazer eu me sentir diferente. Já fui capaz de me sentir diferente, e naquela época eu não ligava se todo mundo resolvesse falar 24h por dia sobre mim, mas desde o fim do meu paraíso particular comecei a ser assunto para qualquer tipo de comentário. Por isso não me agradei nem um pouco quando vi novamente minha vida se tornar interesse de todos.

Desde o barraco no qual eu e Isadora fizemos na saída do colégio, meu nome começou a andar de boca em boca. O meu maior pesadelo virou realidade novamente: todos estavam especulando sobre mim pelos corredores do colégio. Eu sou do tipo de pessoa que se esforça para passar despercebida, principalmente no meio desse monte de mauricinhos capazes de acabar em um piscar de olhos com a minha vida. Na hora na qual parti para cima da Sanchez eu só queria fazer a boca dela se fechar para sempre, estava cansada das fofocas e mentiras, por isso não pensei nas consequências quando meu primeiro tapa acertou o rosto dela.  Se a Cecília não tivesse assumido a culpa no meu lugar, eu estaria em qualquer lugar agora, menos na sala do 2ºC. Aquele dia com certeza foi um péssimo dia, seria ainda pior se Tom não tivesse me tirado a tempo de cima da ex-cunhada dele, ex-cunhada de Tom Kaulitz é o título perfeito para Isadora Sanchez, só de saber disso uma lufada de alegria já possui todo meu corpo e eu sorriu involuntariamente durante a correção da prova de Biologia.

Após a diretora Marisa levar, junto de si para dentro do prédio da administração, Isadora e Cecília. Tom me arrastou como se eu fosse um animal para o jardim perto do pátio central, só me soltou quando estávamos perto das cerejeiras bem afastado dos fofoqueiros que começavam a se aglomerar no pátio esperando os próximos acontecimentos. Como um saco de batatas ele me largou toda descabelada, em cima de uma das mesas do jardim. Eu estava furiosa e muito irritada por não estar pressa minutos antes nos braços do outro irmão Kaulitz.

_Seu idiota, porque você não me deixou acabar com a cara de porcelana daquela mentirosa? – Perguntei raivosa me controlando para não começar a gritar e discutir mais uma vez com ele. Não que eu estivesse preocupada em não o ofendê-lo ou de envergonhá-lo novamente, mas não queria ver as pessoas do pátio interessadas em ouvir mais uma de nossa discussão.

_Eu estava te devendo um favor, sua desmiolada, eu evitei da diretora te expulsar. Pois você estaria essa hora tirando todos seus livros do armário caso ela tivesse te visto batendo na Sanchez. – Respondeu ele também parecendo se controlar para não socar minha cara ali mesmo. Era palpável a tensão e fúria no ar.

Respirei fundo, dessa vez Tom Kaulitz estava certo, ele havia me salvado.

_Se você esta esperando algum tipo de agradecimento, pode esperar sentado! – Afirmei ainda furiosa e desci da mesa – Eu vi você trepando com a professora, te salvei ao não contar nada para ninguém, agora você me salvou, então estamos kits!

Arrumei meu cabelo rapidamente e sai dali o mais rápido possível, quando estava quase entrando no banheiro feminino do pátio, virei e vi Luca com minha mochila e de Cecília falando algo com Tom. Luca, melhor amigo de Gustav, assim como a maioria dos meninos do colégio sempre teve uma queda por Ceci, entretanto ela nunca se interessou por ninguém do colégio até aparecer o Tom. Naquele momento Tom Kaulitz ainda era praticamente o grande rival da maioria dos meninos interessados em Cecília, o viam como único responsável por não tê-la como namorada. Agora esses meninos não podem fazer nada a não ser chorar, pois ela e Harry estão juntos finalmente. Sempre me sinto muito feliz ao ver os dois, pois fui eu a responsável por arrumar o primeiro encontro frente a frente, não me arrependo nem um pouco de ter á levado para conhecê-lo.

_Quem tiver alguma dúvida pode vir civilizadamente até minha mesa – Disse Claudio indo se sentar, após me despertar de meus devaneios. Como não havia prestado atenção nenhuma na correção, dobrei minha folha e guardei dentro do meu caderno. Desculpa sociedade, porém sou muito atrapalhada para lidar com fichários, eu sempre acabo rasgando ou perdendo as folhas.

_Awhh o Harry é mesmo um príncipe encantado! – Afirmou Cecília após me passar seu celular. Ela sorria de orelha a orelha, enquanto eu lia a mensagem de Bom Dia toda cheia de floreios na qual Harry devia ter acabado de mandá-la. Sorri tentando fingir animação, Harry sempre me faz lembrar automaticamente de Tom.

_Você voltou a falar com aquele menino pelo aplicativo do celular? – Perguntou Gaby já condenando Cecília com seu tom de voz.

_Na verdade, eu o conheci nesse sábado e nós beijamos e nós abraçamos até fazermos o mundo parar de girar – Respondeu ela toda meiga agarrada ao celular.

_E ele não é tipo um nerd depravado? – Perguntou Gaby ainda sendo condescendente em não se animar com a felicidade de sua amiga.

_NÃO – Respondeu Ceci quase berrando, o professor nós repreendeu com um olhar antes de voltar sua atenção para as típicas reclamações sobre a correção da prova.

_Você deve o conhecer, Gaby. Afinal ele é membro de uma das mais tradicionais famílias alemãs – Disse e sorri para Ceci, enquanto ela já respondia ao sms do seu Harry.

_É mesmo, quem é ele? – Perguntou Gaby tentando parecer indiferente enrolando um fio de seu cabelo negro.

_Harry Clark. – Respondeu Cecília com orgulho, pois a felicidade transbordava de seu imenso sorriso. O queixo de Gaby caiu ao ligar o nome à pessoa.

_Harry Clark do Hamburgo? Harry Clark da seguradora Clark? – Perguntou Gaby se esquecendo de fechar a boca, eu e Ceci apenas rimos disfarçadamente da cara de tacho dela. – Meu Deus parabéns, mas pensei que ele não era do tipo de que namorava, pelo menos foi o que ouvi dizer.

_Pois agora ele é! – Afirmou Ceci firme não se deixando envenenar pelo veneno alheio.

Antes de alguém poder dizer algo, o professor pediu atenção de todos e começou nos 30 minutos finais a explicar sobre a Evolução dos Primatas. Passei o resto da aula tentando absorver o máximo possível da explicação, afinal preciso ficar algum bimestre com uma média realmente boa em Biologia. O sinal tocou e Gaby saiu às pressas da sala, com certeza iria fazer o favor de espalhar a fofoca para o maior número de pessoas possíveis antes de o intervalo terminar. Enquanto Ceci respondia aos sms de Harry e eu terminava as últimas anotações, Jú entrou na sala e se sentou na cadeira de Gaby.

_Nós encontramos às 12h40min no portão da capela para podermos ir para o Hospital visitar a Amanda? – Perguntou Jú falando com pressa, praticamente tropeçando nas palavras. Para que tanta pressa se nós iríamos como de costume passar o intervalo inteiro sentadas no jardim conversando? - A diretora nós liberou das aulas da tarde, e um dos motoristas do meu pai vai passar para nós levar até lá.

_Por mim tudo bem – Respondi e Ceci apenas mexeu positivamente a cabeça, sem tirar atenção do seu celular. Ai, ai, ai o amor.

_Então eu encontro vocês...

_Ei aonde você vai? – Perguntou Cecília desviando pela primeira vez a atenção ao notar a Juliana levantando da cadeira.

_E que o Pablo e eu marcamos de nós encontrar na biblioteca para podermos falar sobre o trabalho de Biologia – Respondeu Jú tentando soar o mais normal possível, mas não conseguindo esconder seu sorriso de felicidade.

_AI MEU DEUS, você está interessada em Pablo Adelson – Disse Ceci incrédula quase gritando de euforia, para nossa sorte não havia mais ninguém na sala.

_Não, não estou – Negou ela enquanto sorria como uma abóbada. Legal, mais uma apaixonada. Qual é cúpido porque se esqueceu da minha flecha?

_Esta sim! – Afirmei sincera e nós três nós entreolhamos e rimos.

_Só posso dizer agora que ele é muito mais do que um judeu que levou metade da minha herança, como meu pai vive repetindo em todo jantar – Disse Winble honesta – Vou indo, porque preciso antes dar uma passada no banheiro.

Rimos ao notar o desespero dela, eu não estava acreditando em tudo aquilo. Juliana Winble estava realmente preocupada em agradar um cara, mas não um cara qualquer, ela estava preocupada em agradar justo o pior partido do mundo na opinião dos pais dela. Sim a Julieta estava novamente desesperada por seu Romeu.

_Bruna, vai descendo e procurando o Gustav, para falar à hora na qual vamos ao hospital, a Jú não deve ter se lembrado de avisá-lo, pois o único homem no qual ela consegue lembrar é de Pablo Adelson. Já desço, só vou esperar a ligação de Harry, só não vou agora, pois o sinal de celular no jardim é péssimo. Pode ser? – Pediu Ceci enquanto organizava suas canetas sem tirar os olhos por completo de seu celular. Apensas ri antes de sair da sala, mas não sem antes ouvir o celular dela começar a tocar anunciando mais uma dose extra diária de alegria para minha melhor amiga.

Enquanto comia minha maça e procurava Gustav sem ânimo, comecei a pensar em como havíamos nós afastados nós últimos tempos. O fato dele e Amanda começarem a se comer escondidos por todas as plataformas lisas da escola, ajudou consideravelmente no enfraquecimento de nossa amizade. Para ser honesta não fiquei puta quando ouvi os primeiros boatos, o fato de nenhum dos dois ter vindo falar comigo sobre o ocorrido me deixou chateada. Tudo bem eu e Gustav nunca tivemos nada sério, mas nós sempre ficávamos juntos nas festas e a Mandy é uma das minhas melhores amigas. O acidente de Andreas deixou ainda tudo mais confuso, então ao invés de fechar a cara para os dois e me fazer de injustiçada, resolvi que seria mais útil se tentasse os ajudar a tirar a culpa na qual ambos estão carregando nos ombros por conta do coma de Andreas. Dar uma de vítima, não iria ajudar ninguém, nem mesmo eu mesma. Que Gustav e Amanda se gostam e sempre se gostaram isso sempre foi nítido para metade da escola, quando fiquei com ele pela primeira vez ano passado perguntei se estava tudo bem para ela, e ela apenas respondeu: SIM. Depois de todo ocorrido, vejo o quanto o SIM dela não foi nem um pouco honesto.

Quando estava indo para o ginásio ver o treino dos meninos do basquete, vi Luca junto com outros amigos saindo do estacionamento do colégio, com certeza estavam lá embaixo fumando um baseado. Sem pressa fui me aproximando sem eles notarem, com certeza Luca sabia do paradeiro de Gustav.

_Oi Luca – Disse e ele sorriu após me cumprimentar com um meio abraço, os outros meninos apenas se afastaram para nós dar um pouco de privacidade.
_Oi Bruna.

_O Gustav está aonde?

_Ele não veio hoje, parece que a Sarah piorou daquele problema do fígado no qual ela sempre teve.
_É sério? – Perguntei preocupada de verdade. Sarah é a criança mais fofa desse mundo, sempre fico com dó pelo fato dela ter uma saúde tão frágil.

_Por enquanto não, mas ele achou melhor ficar com ela em casa hoje. Irmão coruja e superprotetor, você sabe bem como ele é!

_Sei sim, bem era só isso.

_Se ele me ligar, eu digo para ele te ligar – Disse Luca como sempre atencioso antes de se mandar dali com os meninos.

Fiquei o resto do intervalo apenas observando treino dos meninos do basquete. Nem Cecília, nem Juliana e muito menos Melissa apareceram por lá, todas minhas melhores amigas estavam mais preocupadas em ficar o maior número de tempo possível com seus homens. Max, o cestinha do time da escola, um bom amigo meu há muito anos subiu junto comigo até a minha sala após o sinal bater. Nós estudávamos juntos na minha outra escola, e ambos conseguimos bolsa no Goethe. Ao chegar á sala Cecília continuava grudada com o telefone no ouvido, apenas o desligou quando o professor Tsumuro entrou na sala. Tsumuro é praticamente igual a Mao Tsé-Tung e deve ser tão velho quando o velho chefe chinês, porém é um dos professores mais eficientes de matemática de todo o colégio. Como de costume Tsé-Tung explicou toda a matéria e passou um monte de exercício para fazermos em silêncio.

Após a aula de matemática teve como de costume o treino do vôlei, e as coisas no vôlei também não estão indo nada bem. Depois da minha briga com Isadora, ela vive reclamando de todos meus levantamentos e está apenas esperando um pequeno vacilo meu para dar um jeito de me mandar para reserva, como atacante principal e capitã do time á anos não dúvido nada dela conseguir logo seu objetivo. Os treinos de vôlei vêm sendo uma tortura nós últimos tempos, pelo menos agora vou poder voltar a me concentrar só nele e não mais nas corridas de moto. Não, não posso continuar dando motivos para ela reclamar com o treinador do meu péssimo rendimento em campo, os campeonatos estudantis já começaram e para conseguir uma boa vaga numa faculdade ano que vem preciso garantir minha vaga no time titular já esse ano. O treinador não vai me deixar ser levantadora oficial apenas no campeonato nacional.

Após o fim da aula de matemática, desci praticamente correndo as escadas, precisava me trocar e pegar a bola para podermos jogar, se eu demoro muito a gente acaba jogando pouco e nos horários de treino o treinador prefere nós preparar fisicamente e tecnicamente para os jogos. Quando estava saindo do vestiário feminino acabei esbarrando com tudo em Leandro, ele é o responsável por levar as bolas para os treinos dos meninos do futebol que é sem sombra de dúvidas o único no qual os outros alunos do colégio fazem questão de prestigiar.

_Você está bem? – Perguntou ele gentilmente me segurando pelo braço, assim evitando minha queda.

_Sim, brigado. – Respondi voltando a ter equilíbrio. – Nós precisamos nós encontrar de novo para terminarmos o trabalho de Biologia.

_Para mim qualquer dia em qualquer lugar está bom – Disse ele gentil abrindo a porta da sala onde ficam os aparelhos de esportes, e aonde encontrei Tom transando com a minha professora de educação física.

_Precisamos marcar num final de semana sem nenhuma competição. – Disse e agradeci sorrindo quando ele passou para mim o saco com as bolas de vôlei.

_Você vai vim no jogo contra o colégio técnico desse final de semana no colégio? – Perguntou ele pegando um enorme saco com as bolas de futebol.

_Não sei, ninguém me convidou ainda! – Afirmei flertando com Leandro. Senhor, tinha vodka no meu leite do café da manhã?

_Então estou te convidando, você vem? Eu faço um gol para você!

_Você é volante – Disse e nós dois rimos, pois a chance dele fazer um gol era mínima levando em consideração à posição dele no time. Sai da sala e ele fechou a porta.

_Sempre tem uma chance – Disse Leandro antes de me dar às costas e sair dali para poder ir jogar bola no campo.

Não tome decisões quando você está com raiva. Não faça promessas quando você está feliz. A terça-feira da semana na qual fui à casa do Leandro fazer o trabalho de Biologia, eu estava praticamente explodindo de tanta preocupação. Pois:

1. Meu prazo para conseguir os 50 mil estava acabando.
2. Para variar Vitor – meu primo – estava fora da cidade, pois andava devendo grana para pessoas na qual não se deve dever nem ao menos um favor como lavar a louça.
3. O péssimo treino de segunda do vôlei.
4. O meu péssimo rendimento na semana de provas. Pois é fácil pensar em Física Nuclear quando você precisa arrumar 50 mil e não tem nem 50 centavos na carteira.
5. A noite passada com Tom no velho galpão da fábrica Kness, no qual eu lembrava vagamente de alguns fatos.

Então não me julgue por ter sido a maior cretina do mundo quando fui fazer de péssimo humor o trabalho naquela mansão na qual a família Alves chama de “lar”, aquele lugar pode facilmente ser chamado de palácio por qualquer um do meu bairro. Eu sempre pensei que as casas da Amanda e da Jú fossem grandes, mas nada se compara com á casa do Leandro, minha casa deve ser do tamanho de metade da garagem, não sei porque 4 pessoas precisam de tanto espaço.

Apesar de todo espaço, meu stress e mau-humor pareciam ocupar todos os locais livres nos 20 minutos iniciais, apesar da gentileza e do modo impecável no qual fui tratada a todo o momento. Eu queria estar com Tom e Harry treinando para as corridas de mais á noite, tínhamos apenas até quinta-feira para entregarmos todo o dinheiro ou se não, ou se não melhor nem pensar nas mil hipóteses assombrosas. Enquanto bufava e reclamava de tudo tentando me livrar logo daquela obrigação ridícula, não pude nem notar o quão diferente estava o modo com qual Leandro fazia questão de me tratar, sendo todo educado e prestativo. Demorei á começar a agir como uma pessoa normal e bem educada pelos pais.

_Fiquei sabendo que seus pais trabalham pro meu pai. – Comentou ele quebrando o gelo inicial, enquanto pesquisamos cada um em seu notebook sobre o trabalho.

_Eles não trabalham diretamente pro seu pai. Eles trabalham cada um em empresas diferentes na qual seu pai é dono – Respondi ainda meio grossa e como sempre não querendo dar detalhes da minha vida. Esquecendo-me do fato de que só era preciso um telefonema dele para descobrir até quantos cigarros meu pai fumava no horário do almoço.

Meu tom de voz ainda não muito amigável foi o suficiente para cessar com o interrogatório por pelo menos uns 10 minutos. Eu apenas fiquei na frente do Note esperando alguma mensagem de Tom ou Harry para combinarmos a hora e onde nós encontraríamos antes das corridas.

_Você tem um irmão não é? – Perguntou ele, mas dessa vez não desviou os olhos do notebook para poder me analisar.

_E você tem irmãos? – Perguntei o encarando e deixando nítida minha falta de vontade de conversar sobre a minha vida. Leandro não esboçou nenhuma reação antes de voltar sua atenção para sua pesquisa.

Respirei aliviada. Conversa encerrada. Terminar aquele trabalho e conseguir logo meus 30 mil, talvez se eu fizesse sozinha todo o trabalho e tirasse uma boa nota podia cobrar uns 10 mil do Alves. Com certeza ele pagaria 10 mil para me tirar de sua casa e não precisa fazer nada. Comecei a analisar os móveis do imenso escritório no qual estávamos e tudo ali tinha cara e cheiro de coisa cara, o abajur antigo sobre minha mesa devia custar quase 10 mil. 10 mil podia ajudar e muito, pelo menos não precisaríamos participar das corridas mais perigosas. Quando estava quase propondo receber para fazer o trabalho, ele tossiu exigindo minha atenção. Levantei minha cabeça e comecei a encará-lo na imensa mesa alguns metros na minha frente.

_Eu tenho uma irmã – Respondeu ele e parecia sofrer, era como se as palavras fossem facas saindo por sua boca depois de rasgar todo seu interior. Alves não iria repetir aquelas palavras e eu sabia muito bem isso, por isso não consegui esconder meu espanto. Nunca fui de ficar procurando saber muito sobre a vida dele, principalmente quando no ano anterior eu descobri que o menino de face angelical e olhar acolhedor respondia pelo nome de Leandro Alves, entretanto em todo aquele tempo nunca ouvirá ninguém comentar sobre o fato dele ter uma irmã. Para mim a vida familiar de Léo era constituída por ele, o pai e as diversas madrastas. – Acho que nunca falei sobre ela para ninguém.

As últimas palavras dele me deixaram ainda mais chocada, com certeza a minha boca estava aberta e eu estava nitidamente incrédula com toda novidade. Leandro Alves é uma figura pública demais para poder ter um segredo no qual nunca antes havia compartilhado com ninguém.

_Porque você está me falando sobre isso? – Perguntei ainda não conseguindo analisar nada bem a situação.

_Ás pessoas costumam confiar em você...

_É e as pessoas costumam matar uma as outras e fazer as mais diversas burrices! – Afirmei espontaneamente e para variar me esquecendo de filtrar as palavras.

Léo abriu um daqueles seus lindos sorrisos e riu. O ver genuinamente feliz me lembrou da pequena atração na qual senti por ele quando entrei no colégio, então sorri involuntariamente. Leandro Alves é um cara bonito com seu porte atlético, seu rosto feito com traços finos e o cabelo preto crescendo totalmente despenteado, sem contar o sorriso contagiante.

_Sempre admirei muito sua sinceridade – Disse ele ainda sorrindo genuinamente – Pessoas como você são difíceis de encontrar. Você é rara demais para alguém como eu!

_Sinceridade demais sempre me prejudica, então não perca tempo admirando um dos meus piores defeitos, pode ser? – Pedi tentando descontrair o ambiente e não dar atenção para sua última indireta.

_Seus defeitos quando forem analisados por mim sempre serão qualidades – Disse Léo sincero, o olhei com um meio sorriso na face antes de fingir voltar atenção para meu notebook.

Após nossa conversa franca, fazer o resto do trabalho tornou-se até mesmo divertido, quando dei por mim estava sentada na mesa dele discutindo sobre a escalação da atual seleção de futebol, a conversa pela primeira vez entre nós dois fluía naturalmente. As empregadas entravam periodicamente pra trazer comida e refrescos deliciosos ou simplesmente perguntar se desejávamos algo mais, tudo era tão bom que eu nem me preocupei com o fato de depois não conseguir entrar nas minhas calças justas. Perdi totalmente meu foco do trabalho e também a noção do tempo, só me liguei da hora quando fui checar o celular e já havia 4 ligações perdidas de Harry.

_Preciso ir – Disse enquanto recolhia com pressa todas minhas coisas espalhadas pelo local.

_Algum compromisso? – Perguntou ele como sempre gostando de se meter na minha vida, enquanto arrastava sua pesada cadeira para poder se levantar.

_Sim – Respondi enquanto automaticamente socava todas minhas coisas dentro da mochila.

_Quer uma carona? – Perguntou Léo, mesmo sem olhá-lo eu conseguia sentir a presença dele parado alguns metros atrás de mim.

_Não precisa, posso chegar de ônibus – Respondi enquanto tentava achar um lugar para colocar meu notebook dentro da zona apocalíptica na qual carinhosamente costumo chamar de mochila.
Aceitar a carona iria facilitar minha vida, entretanto prefiro não dever favores a pessoas impagáveis como Leandro Alves. Afinal o que posso oferecer para quitar uma dívida com ele? Uma pessoa que simplesmente possui tudo. Por causa do sistema de provas da escola, eu nem ao menos consigo passar cola para ele.

_Você não curte muito aceitar ajuda de ninguém, não é?

_Exatamente! – Afirmei após conseguir socar com delicadeza meu notebook no único espaço vago. Ufa.

Com imensa dificuldade consegui fechar o zíper, deixando sem querer minhas nádegas apontadas para cara dele numa posição um tanto quanto maliciosa. Vai se ferrar, eu fiz aquilo praticamente de propósito, preciso ser honesta comigo mesma. Vadiagem? Pode até ter sido, mas como toda mulher amo me sentir desejada e poder imaginar os olhos deles cravados em minha bunda elevou absurdamente minha confiança. Eufórica e agitada me ajeitei e quando estava me inclinando na direção dele para uma despedida, meu celular começou a vibrar freneticamente no bolso da calça do uniforme. Peguei o celular e só para variar era outra ligação de Harry, olhei aflita para o visor em menos de 30 minutos as corridas começariam e eu ainda precisava me arrumar e atravessar a cidade. As chances de chegar muito atrasada apenas aumentavam. Tom com certeza já devia estar puto da vida com minha falta de pontualidade.

_Eu acho que você precisa mesmo de uma carona – Insistiu Alves – Eu já ia sair hoje mesmo, aproveito para salvar sua pele. Vem me segue, você precisa ir aonde e em quanto tempo?

Comecei ao seguir por aquele enorme castelo, os corredores não tinha fim assim como a quantidade de pergunta dele sobre os mais diversos assuntos. Deve ter passado uns 10 minutos quando finalmente chegamos à garagem, ele ascendeu às luzes e eu vi no mínimo uns 11 carros estacionados um do lado do outro, entretanto foi no oitavo carro meus olhos congelaram. Uma Ferrari Testa Rossa de 1957 vermelha reluzente brilhava na minha frente, meus olhos não acreditavam no que viam. Sim e os esfreguei freneticamente, aquilo era a própria obra-prima do automobilismo.

_Ela é verdadeira? – Perguntei passando cuidadosamente a mão sobre o capo. Meu pai choraria se estivesse ali naquele momento comigo, ele precisava estar ali.

_Sim, é uma 250, uma das 22 existentes, essa anda por isso esta na garagem. – Disse ele enquanto abria uma pequena porta de livro encaixada na parede de pedra do estacionamento.

_Meu Deus isso não pode ser real – Sussurrei com o queixo totalmente caído enquanto dava uma volta para analisar cada detalhe. Léo riu baixo.

A única na qual eu havia visto tinha sido no museu do automóvel em Frankfurt, ela estava numa imensa redoma de vidro evitando o contato de qualquer um. Uma verdadeira obra de arte, a Monalisa dos automóveis.

_Prefiro meu Dodge Charger, mais potência.

_Vocês homens só ligar para a potência do motor.

_Mas é só isso o importante! – Afirmou ele se aproximando segurando uma chave na mão.

_Uma Ferrari dessas é uma obra de arte, um estilo de vida, ela é muito mais do que um motor com vários cavalos de potência. Estar na presença de um carro desses é sentir algo visceral cortando todo seu corpo, faz você perder a noção de sentido e sentir o ar faltar – Disse enquanto realmente sentia falta de ar por poder analisar aquela máquina. As pessoas são capazes de esconder qualquer coisa, menos que estão bêbadas ou que estejam verdadeiramente apaixonadas. Eu sempre fui apaixonada por aquele carro.

_Se você não tivesse com tanta pressa a gente até podia ir com ela, mas andar nele agora apenas irá te deixar ainda mais atrasada, pois sair com esse carro na rua é simplesmente pedir para ser parado por fanáticos! – Afirmou ele apertando a chave do carro, e o Bugatti Veyron Super Sport fez seus faróis ascenderem. – Vamos?

O segui até o carro parado á 3 carros de distância da obra-prima suprema. A todo o momento no qual Leandro se afastava de sua casa, eu só conseguia pensar na linda Ferrari esperando para dar uma volta na linda Berlim á noite. Durante a caminhada até a garagem, eu havia falado para ele me deixar na velha estação ferroviária do lado oriental da cidade. No começo Leandro dirigia acima da velocidade, mas nada muito desesperador, entretanto eu tinha apenas 15 minutos para chegar ao meu destino e Harry já me ligava de segundo em segundo.

_Você não pegou um Bugatti para me fazer chegar atrasada, não é? – Perguntei enquanto o carro negro se movimentava pela imensidão negra do começo do lado oriental.

_Quantos minutos nós temos? – Perguntou ele entrando na contramão e acelerando o carro. Para isso serve um carro com potência alta, para fazer você voar sem tirar os pés do chão.

_10 minutos – Menti para apressá-lo, ele pisou ainda mais fundo o pé e a marcha automaticamente mudou. Já estávamos na casa do 250km/h  e aumentando.

Leandro ligou o som enquanto não tirava os olhos da pista, afinal qualquer erro seria crucial naquele momento e esse fato só deixava tudo ainda melhor. Para minha surpresa começou a tocar Beatles, sempre considerei Leandro como o tipo de cara capaz de admirar um bom hardcore. Eu realmente não conheço nada sobre ele. Meio com medo, mas adorando ver o mundo passando tão rapidamente a minha frente comecei a observar o caminho, não demorou muito para surgir uma curva bem fechada. Respirei fundo, esperando ele diminuir um pouco a velocidade, mas na verdade ele acelerou fundo no meio da curva dando ainda mais estabilidade ao carro.

_PORRA VC DIRIGE MUITO BEM – Berrei sem controlar as palavras.

_Ainda terei o prazer de te mostrar outras coisas nas quais sou muito bom – Respondeu ele maliciosamente e aquilo fez uma onda de prazer inundar meu corpo. Comecei a encará-lo na cara dura, entretanto para sorte da minha vida ele não tirava atenção da rua á nossa frente. – Consigo sentir você me encarando.

_Isso te incomoda? – Perguntei flertando descaradamente com ele.

_Nem um pouco. É uma pena já estarmos chegando.

_Também acho! – Afirmei e logo em seguida me senti a vadia suprema do vadieiro. Alta velocidade sempre deixa meu corpo e meus prazeres excitados. Dois segundos depois Harry me ligou novamente, achei melhor atender e avisá-lo que logo chegaria.

_Alo – Disse me esforçando para não voltar a encarar cada detalhe de Leandro. Fogo no rabo diminua pelo amor da minha virgindade.

_PORRA ONDE VOCÊ ESTÁ? – Berrou Tom do outro lado da linha. Leandro ouviu e sorriu num misto de deboche e satisfação.

_Acabei de chegar. Procura um Bugatti Veyron preto, porque eu vou estar dentro dele me trocando. – Disse antes de desligar o telefone na cara de Tom, enquanto Leandro estacionava o carro e chamava atenção de todos com sua máquina. – Será que você podia ficar do lado de fora esperando eu me trocar?

_Pode deixar vou ficar de vigia para ninguém conseguir ver seu corpo nu! – Afirmou Alves enquanto tirava seu cinto de segurança.

Comecei a tirar minhas roupas da bolsa e nem percebi quando o mesmo se retirou. Quando estava finalmente sozinha comecei a tirar minha roupa, mas antes olhei para o lado de fora e Leandro se mantinha de costas com o corpo encostado na porta do motorista. Coloquei minha blusa branca justa, o problema aconteceu quando tentei fazer a calça bordo mega justa entrar no meu corpo, por causa da tarde de gordices a calça não queria fechar de jeito nenhum. Tentei de tudo quanto é jeito, mas não adiantou a porcaria não queria fechar de modo nenhum. Não desisti sem antes apertar duas vezes a buzina do carro na minha tentativa falha de fechar o botão do jeans e subir o zíper.

_Desisto – Bufei antes de começar a procurar minha bota vermelha de cano curto dentro da mochila.
Calcei a bota e soquei todas as coisas dentro da mochila com muita força. Quando peguei meu espelho para olhar meu cabelo, ele estava desgrenhado, mas um desgrenhado legal. Parecia um pouco com aquele desgrenhado lindo de pós-sexo presente nas mocinhas de filmes românticos. Eu merecia também um motivo para sorrir. Acabei passando apenas um batom vermelho nos lábios antes de abrir a porta do carro pelo lado do motorista e atrapalhar a conversa de Leandro com o grupo de biscates local.

_Será que você podia me ajudar a fechar a calça na qual não consigo fechar por sua culpa? – Afirmei dando duplo sentido para frase de propósito. Sim, eu estava marcando território. Prefiro ter muitas propriedades, assim posso escolher o melhor terreno para fazer uma sementinha florescer.

As 3 siliconadas refeitas na plástica me olharam desgostosas, não gostando nem um pouco do fato de eu ter saído do carro de Léo com a calça aberta mostrando o começo da minha calcinha de renda vermelha. Alves riu antes de se virar e me olhar de cima abaixo como se eu fosse um pedaço de carne.

_Essa roupa apenas me faz ter mais vontade de poder tocar em todo seu corpo nu – Disse ele pousando suas mãos na minha cintura e me fazendo encostar as costas no capo do carro. As palavras dele foram o suficiente para fazer as 3 interesseiras se afastarem. Sorri vitoriosa – Não conte vitória antes do tempo!

_Por isso que você gosta de sair com esse carro? Para atrair o maior número de vadias possível! – Afirmei enquanto o olhava com desejo no fundo dos olhos. Sim, eu estava amando aquele nosso jogo. E com a mesma corda que eu me seguro, eu me enforco.

_Você não é muito diferente delas, então não as julgue.

_Sou sim

_Não é não, aposto que seu eu tivesse aparecido com aquela Ferrari aqui você seria a primeira vim falar comigo.

_Isso só prova o quão diferente eu sou delas, afinal eu tenho um bom gosto por carros. Agora me ajuda a fechar logo essa calça – Mandei e ele apenas riu balançando a cabeça de um lado para o outro.

Leandro começou a me olhar com extrema malícia e durante todo processo eu não quebrei em nenhum momento nossa troca de olhares. Ele levantou um pouco minha blusa, então passou seu dedão carinhosamente sobre a parte de cima da minha calcinha antes de puxar com força cada lateral da calça e fechar o botão. Deslizei minha mão pelo meio dos braços dele, que ainda seguravam a lateral da calça, fechei sem pressa nenhuma o zíper apenas pelo prazer de ver seus olhos revirando a cada vez na qual esbarrava sem querer minha mão na região do zíper do jeans preto dele.

_Eu nunca mais como tanto doce na minha vida! – Afirmei tirando as mãos dele da minha calça e criando um espaço entre nós.

_Fica se esfregando em qualquer um e por isso se atrasa. – Disse Tom surgindo do nada e me assustando. Pela reação dele não dava para saber se ele havia visto algo ou só estava irritado com meu atraso.

_Eu não sou sua escrava – Disse me aproximando dele carregando minha mochila.

_Eu não compraria uma escrava tão ruim quanto você! – Afirmou Kaulitz puxando minha mochila e a carregando para longe dali, apenas o segui em silêncio esquecendo totalmente da presença de Leandro.

Para minha surpresa naquela noite as apostas em nós estavam bem altas, por isso acreditei quando Harry disse que havíamos conseguido os 30 mil necessários. Passamos o resto da noite correndo por simplesmente diversão. 50 mil. Havíamos conseguido os 50 mil mais facilmente do que qualquer um de nós esperava. Não demorou muito para eu começar a beber e quando dei por mim estava na garupa da moto do Harry com Tom á estacionando na garagem de sua casa. E todo o resto depois disso foi completamente apagado da minha mente.

Só para variar naquela segunda-feira o jogo do vôlei do intervalo acabou sendo um desastre, ao deixar o saco com as bolas na sala o joguei sem nem olhar se haviam quebrado algo ao aterrissarem no chão. Ao fechar a porta com força, me virei rápido e meu corpo acabou colidindo com o firme corpo dele o que o deixou de pé e me fez cair com tudo no chão. Ele riu enquanto me olhava toda esparramada no chão, ao notar aquele genuíno sorriso de covinhas toda minha raiva se evaporou em menos de um segundo.

_Com toda essa força você ainda vai acabar matando alguém – Notou ele brincalhão enquanto estendia sua mão para me ajudar – Relaxa, Schultz.

_Desculpa, eu não queria ter te machucado – Falei quando já estava de pé novamente.

_Eu sei que não! – Afirmou ele sorrindo ainda mais largamente. Tente sorri para Kaulitz com a mesma intensidade, entretanto se eu abrisse mais boca acabaria o assustando com um dos meus sorrisos monstruosos.

Para minha surpresa Bill não sumiu dali como de costume quando a cordialidade acabou e o silêncio se instalou em nossa conversa. Ele ficou ali me encarando sorrindo e eu apenas retribui o olhar, já tinha me acostumado no ano anterior a ficar sempre de olho nele, eu já reparei tanto nele que acabei decorando mentalmente cada um dos finos traços que compunham seu rosto. Mesmo sem tocar o rosto dele eu podia sentir a maciez de sua pele em meus dedos, entretanto não havia sido exatamente aquele rosto que havia tocado tão delicadamente antes de adormecer no velho armazém da fábrica Kness.

_Tava vendo seu treino.

_Hoje não foi um bom dia – Disse sorrindo amarela enquanto ajeitava meu uniforme.

Aquele sem dúvida era o pior momento para eu tentar seduzi-lo, pois eu me encontrava simplesmente deplorável. Bill estava sendo muito corajoso e deixar-se ser visto em público comigo naquele estado. Meu cabelo além de seboso havia sido amarrado num confuso e mal feito rabo de cavalo, não havia nenhuma base em meu rosto e todas as imperfeições estavam muito fáceis de serem notadas. Sem contar o fato de meu corpo estar suando por quase todos os poros possíveis. Qual é? Nunca pensei que príncipes encantados gostassem de ver o treino de vôlei feminino, então não me julgue por não estar preparada para um momento crucial como aquele.

_Se quiser, eu bem... Eu e você podemos ficar alguns dias para treinarmos sozinhos depois das aulas – Sugeriu Bill desajeitado, fofo e envergonhado enquanto coçava sem jeito sua nuca com a mão direita, bagunçando um pouco seu cabelo. Eu daria tudo para poder eu colocar as mãos naquela nuca.

_Sério? – Perguntei incrédula no breve segundo no qual consegui tirar minha atenção da nuca dele.

_Se você puder! A gente pode ver uma hora entre o ensaio da banda e o final das aulas.

_Os ensaios já começaram?

_Georg está procurando um local, mas deve achar algo logo.

_Nossa já ta íntimo do professor.

_É estranho o chamar de professor sendo que estaremos juntos por um bom tempo nesse louco projeto temporário dele, de aproximação dos alunos.

_Mas é o Andreas? – Perguntei e no mesmo instante me arrependi por ter deixado as palavras saírem da minha boca.

_Estou precisando esquecer um pouco aquele hospital. To necessitando abstrair um pouco, estou procurando um plano A para caso o pior ocorrer – Respondeu ele honesto com um sorriso extremamente triste.

_Se o plano “A” não funcionar, não se preocupe. O alfabeto tem mais 26 letras pra você.
Bill encarou antes de me abraçar com força e começar a chorar desesperado em meu ombro direito.


Tom



E lá estávamos nós dois de novo numa noite quente de começo de primavera, quanto mais eu tento fugir dessa menina, mas ela parece se esforçar para encontrar comigo em todo santo lugar. Não me assustaria se sem querer a encontrasse no banheiro masculino do colégio. É simplesmente insuportável a encontrar em todos os lugares, entretanto quando estamos sozinhos tudo parece tão simples e certo. O que eu acho de Bruna Schultz? Sei lá, só sei que sempre sinto uma vontade de protegê-la de todas as burradas nas quais a mesma vive se metendo, mas não consigo passar dois segundos do lado dela sóbria sem discutir. Quando ela bebe tudo parece ficar mais simples, entretanto ela é a única vadia bêbada na qual não consigo tirar proveito, é como se minha decência funcionasse somente com ela. Simplesmente não consigo a jogar na minha cama e matar a vontade louca que vem me matando toda vez na qual a vejo se aproximar com aquela cara de desdém. Sério essa mulher me tira completamente dos eixos pelo simples fato de existir. Não parece certo, não parece digno se aproveitar dela sabendo que a mesma não conseguirá se lembrar de nada na manhã seguinte. Droga, mas desde quando eu resolvi ser um homem descente? Vai se fuder consciência tardia. _|_

Para que eu vou mentir para mim mesmo? Não adianta de nada. Eu sei muito bem o quão puto fiquei quando a vi saindo do carro do Leandro com a calça aberta. Caraléo, ela estava gostosa demais com aquele cabelo descabelado e o batom vermelho, só faltava estar vestindo uma blusa minha e a cena se passar no meu quarto após eu abrir os olhos. Estava gostosa demais para estar se oferecendo para um cara que não a respeita nem um pouco como Leandro Alves. Ela não tinha o direito de deixá-lo nas nuvens na minha frente, não tinha o direito de deixá-lo se aproveitar do decote dela enquanto a ajudava a fechar as calças, e principalmente ela não tinha o direito de me deixar tão puto da vida por estar a alguns metros presenciando tudo aquilo.

Se eu pudesse a teria puxado pelos cabelos para longe dali, mas me contentei em apenas carregar sua mochila para longe das garras de Leandro. Para minha sorte não demorou muito para uns idiotas começarem a pagar bebidas para ela, então logo à mesma se esqueceu sobre estar irritada comigo. Para nossa sorte não demorou muito para conseguirmos o resto da grana necessária, então não precisei pedir a grana para Gordon e levar uma bela bronca ao tentar o explicar todo ocorrido. Quando estava puto de vê-la bêbada e sendo uma vadia fácil como sempre, simplesmente a coloquei em cima da moto e dirigi para minha casa não querendo saber nem como meu melhor amigo voltaria para casa. O plano era a deixar dormindo suavemente em um dos quartos de hóspedes e se recuperando da bebedeira, mas nada saiu como o planejado.

_Ei seus pais estão em casa? – Perguntou ela enquanto descia da moto bem desajeitada.

_Não, eles devem estar em algum lugar da Europa por causa da turnê do Gordon – Respondi retirando a mochila dela do pequeno compartimento de carga da moto.

_E o Bill? – Perguntou ela novamente com dificuldade em tentar parecer sóbria.

_Foi dormi no hospital com Andreas – Respondi enquanto abria a porta de casa, a sala estava completamente escura e nenhum barulho se ouvia do lado de dentro.

Quando estava com a mão no interruptor senti a mão dela sobre a minha e nós dois ofegamos antes da porta se fechar. Apesar do breu completo, eu conseguia sentir o corpo quente perto do meu. Meu sangue começou a fluir incrivelmente rápido, mesmo assim não me movi enquanto sentia-a passar delicadamente seus dedos sobre meu braço dobrado e tencionado.

_Tão incrivelmente lindo – Sussurrou ela ao pé do meu ouvido de um modo totalmente erótico. A voz suave dela não ajudou em nada a interromper o fluxo de sangue que descia por todo meu corpo até minhas partes íntimas. Respirei tentando me controlar e seguir meu plano, mas só consegui aspirar seu cheiro enlouquecedor.

_Você está bêbada e costuma só fazer merda quando está bêbada. – Disse honesto e ela tirou suas mãos de mim, e nesse mesmo instante meu corpo internamente começou a implorar pelo toque dela. Onde eu estava à cabeça para trazê-la para minha casa? Eu devia ter á deixado bêbada na casa de uma de suas amigas, teria sido uma atitude muito mais segura para nós dois.

_Me toca, por favor? – Suplicou Bruna com sua respiração batendo sobre meu peito quente e assim o deixando em brasas.

_Você está bêbada e...

_E isso só me faz pedir em voz alta o que eu quero. Eu quero seu toque, seus lábios, seu cheiro, seu corpo, sua mente, você por inteiro para mim! – Afirmou Bruna me convencendo facilmente. Larguei a mochila dela e coloquei imediatamente minha mão nas costas dela grudando nossos corpos. Apesar do escuro conseguia ver ser sorriso quando minha mão calmamente começou a subir pelas costas dela. Ela entrelaçou nossas mãos direitas e então involuntariamente eu deixei um sorriso travesso de felicidade tomar conta do meu rosto.

_Me diz que você não deixou o Leandro te tocar. Não o deixou relar assim desse jeito em você. – Pedi encostando delicadamente minha testa na dela, ela parecia tão sensível e vulnerável ali bêbada no escuro da sala de estar da minha casa.

_UiUi possessivo – Disse ela brincalhona roçando seu nariz no meu. Fechei com força, mas com cuidado para não machucá-la, minha mão no cabelo dela, depois de acariciar sua nuca e ouvir um delicioso gemido de prazer saído dos lábios dela.

Eu iria a beijar naquele momento mesmo que o mundo acabasse, mesmo que meu irmão aparecesse, mesmo que fosse meu último beijo, mesmo que ela disse que tinha dormido com Leandro, pois naquele instante ela era minha e este fato já bastava.

_Eu nunca seria capaz de te compartilhar com ninguém – Disse sem nem notar o quão alto minha mente estava falando. Para minha sorte, ela já estava alterada demais para se lembrar de qualquer um dos fatos vividos intensamente naquela noite.

_Eu nunca deixaria ele me tocar, quando sei que posso ter as suas mãos possessivas sobre todo meu corpo. – Disse Schultz me fazendo ter uma ereção com suas palavras ao mesmo tempo honestas e safadas.

A puxei para perto e afundei minha língua dentro da sua boca tentando diminuir meu calor, entretanto a língua dela parecia apenas me deixar em combustão cada vez na qual se enroscava com a minha a acariciando com prazer e paixão. A boca de Bruna era tão macia, tão terrivelmente macia, era um pecado doce demais poder sóbrio saborear aqueles deliciosos lábios. Estava tão desesperado em saborear cada sensação incrível daquele beijo, que me assustei ao sentir a boca dela ofegando contra a minha, a ideia de poder estar a machucando me fez começar a diminuir a intensidade do beijo, porém quando as mãos dela possessivamente se prenderam com força na minha blusa na altura do peitoral eu soube que não deveria interromper aquele momento por nada. Então me vi numa aula de YOGA, pois não pensei em nada, só a beijei o mais rápido que pude, antes que acontecesse algo capaz de estragar o nosso momento. Beijei-a bem devagar, para poder aproveitar cada detalhe e guardar o momento na mente, fiz carinho em seu rosto, sua nuca, no seu cabelo liso e macio. Ela sorriu e se aproximou com sutileza permitindo eu poder a abraçar enquanto mantinha nossos lábios conectados. Bruna tinha um beijo bom, no tempo certo, e usava um perfume gostoso que não me deixava enjoado quando misturado com o cheiro do cabelo dela. Acariciei novamente seu rosto, sentindo sua pele macia, de bebê, contra palma da minha mão, contra meus dedos calejados. Meu corpo estava louco para tirar vantagem da situação, mas minha cabeça consegue manter o controle. Um suspiro de satisfação escapa da boca de Bruna, ela sorriu no meio do beijo como se quisesse ficar em meus braços para sempre. Com muito autocontrole comecei a me afastar quando senti a mão dela começar a adentrar na minha blusa, para finalizar apenas toquei seus lábios com a ponta da língua, numa pura tentativa de sedução.

_Quer ficar na piscina? A água deve estar aquecida – Propus enquanto colocava o cabelo dela para trás da orelha.

_Me leva – Mandou ela e por mágica quando dei por mim ela estava acoplada nas minhas costas. Me senti como um macaco levando a sua cria para passear.

Quando chegamos à piscina as luzes estavam acessas, ela desceu das minhas costas, tirou o sapato e saiu correndo até a beira da piscina antes de sentar e colocar os pés dentro da água. Bruna estava extremamente fofa brincando com a luz colorida saindo da lateral da piscina, eu ri antes de começar a me aproximar e sentar ao seu lado. Eu estava louco para poder a beijar novamente, mas parecia um pecado acabar com aquele momento tão dela, então resolvi apenas continuar calado a observando.

_O Daniel estava lá hoje de noite. Ele não gosta de me ver com você – Disse ela e logo depois começou a rir antes de deitar a cabeça na minha perna. Senhor, Bruna estava muito bêbada.

_Seu ex-namorado? – Perguntei tentando demonstrar uma totalmente falsa indiferença. O nome daquele menino não me saia da cabeça desde a noite na qual ela dormiu enrolada em meus braços na velha fábrica Kness.

_Sim. Ele era um cara legal.

_Não me pareceu.

_A culpa foi minha! – Afirmou ela pensativa.

_Do que?

_Do nosso término. Eu devia ter mudado de emprego, mas minha família precisava do dinheiro. E trabalhar vendendo refrescos no campo de golfe dava muitas gorjetas.

_Do que você está falando? – Perguntei totalmente perdido enquanto passava a mão sem nem notar pelo macio cabelo dela.

_Há uns anos atrás meu pai ficou desempregado e as coisas começaram a ficar difíceis em casa. Então comecei a trabalhar no campo de golfe perto da casa da Jú, tudo estava indo bem até Park Hurtsh começar a dar em cima de mim. Eu estava namorando o Daniel na época, eu vivia me esquivando e fugindo do Park, mas ele fazia questão de me seguir, ele era mais velho e muito bonito, porém eu amava demais o Daniel! Eu conversei com o Park, falei que só continuava ali, pois em nenhum lugar ganharia tão bem sem precisar vender meu corpo, pedi para ele me respeitar, mas ele não mudou em nada seu jeito de agir. Para resumi um dia eu fiz a besteira de ficar sozinha com ele no estoque de bebidas, e acabei quase sendo estuprada, teria sido se um dos funcionários não tivesse chegado a tempo de me livrar de Park.

_O que aconteceu, ele foi preso? – Perguntei parando de acariciar o cabelo dela. Bruna me encarou antes de voltar a olhar inerte para água dela num silêncio sepulcral agonizante. Sem perceber acabei ficando irritado só de imaginá-la acuada e com medo num estoque escuro enquanto tentava se livrar do tal Park. Meu sangue subiu e a vontade de protegê-la apenas aumentou, eu queria a abraçar forte, beijar seus lábios e transpassar toda segurança do mundo para ele, entretanto agir assim seria dar um passo muito decisivo – Bruna!

_Eu não o denunciei – Respondeu ela parecendo amedrontada com suas lembranças. Senhor, como eu queria abraça-la e livrá-la de todo aquele medo. Um passo, um passo sem volta. Não eu não podia tomar uma decisão daquelas naquele momento, com ela bêbada e deitada no meu colo.  

_Porque você ainda não fez isso? – Perguntei deixando nítida minha indignação e raiva. Qual é? Eu não posso relar nela quando quero nem se ela estiver bêbada, pois tenho medo de acabar morto. Saber que um babaca já havia se aproveitado de tudo aquilo e saído ileso me deixou extremamente PUTO da vida.

_Por que eu sou Bruna Schultz e ele é Park Hurtsh. O pai dele é dono do campo de golfe, conhece muitas pessoas capazes de livrar o filho da acusação de um quase estupro. O funcionário que nós encontrou para esquecer-se de tudo recebeu um belo dinheiro, e eu prometi manter a boca fechada em troca de um bom emprego pro meu pai, assim nunca mais precisei voltar para aquele lugar.

_Você ainda pode denunciá-lo.

_Para que? Para não dar em nada e ainda me expor ao ridículo na frente das pessoas nas quais eu realmente amo?

_Não é certo as coisas ficarem assim, nada garante que você tenha sido a primeira ou a última.
_Eu não me importo, o que me importa é deixar minha família feliz.

_Seu pai nunca aceitaria esse emprego se soubesse do modo como o conseguiu.

_Por isso mesmo nunca irei falar nada para ele. Na época eu contei do ocorrido para o Daniel, mas ele não acreditou em mim, considerou o emprego do meu pai como se fosse um pagamento. _Seu pai nunca iria te considerar como uma vagabunda. E seu ex é um babaca.

_Seja como for, prefiro não saber nunca sobre como meu pai julgaria todo ocorrido. Ele está feliz, todos estão felizes e no final é só isso que importa.

_Você se sacrifica muito pela sua família, você faz sua vida girar em torno de deixá-los feliz.

_No final só eles que importam. Minha família é tudo para mim, meu começo, meu meio e meu fim! – Disse ela antes de se levantar pular para dentro da água e me puxar enquanto me deixava inebriado pelo toque de seus lábios a medida na qual afundávamos na piscina.



Continuo? Próximo capítulo com o Professor mais lindo do Mundo. Alguém quer ler sobre algum fato? Pq to meio sem inspiração, se quiserem ler sobre algo, falem que eu tento encaixar nos próximos capítulos.
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MensagemAssunto: Re: Fuck School FF+18 [ On: Capítulo 29 ]   Dom Jun 22, 2014 4:29 am

MENINA DO CÉU!!! QUE CAP MARAVILHOSO!!!
To acompanhando essa fanfic por aqui e pelo AnimeSpirit, portanto, continue postando nos dois lugares  bj bj bj 
Bruna se abrindo para o Tom? E ele gostando dela? Esse sentimento dele por ela tá mais parecendo sentimento de irmão mais velho, na boa. Romance mesmo é ela com o Bill  doce 
Quero saber mais sobre a vingança do Georg, o que mudou na cabeça dele depois de ver que a Juliana, na verdade, é só uma pessoa tentando viver a própria vida, coisa que a família dela não deixa. Quero mais capítulos com a Amanda, estou sentindo falta dela!!!

Enfim, continua essa fanfic maravilhosa!
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MensagemAssunto: Re: Fuck School FF+18 [ On: Capítulo 29 ]   Seg Jun 30, 2014 10:35 pm

OOOOOOIIII MINHA DIVA SUMIDA
Bem, eu gostaria de começar com :
POR QUE UM NOME JAPONES PRO PROFESSOR DE MATEMÁTICA? SÓ PORQUE OS ASIÁTICOS SÃO FODAS? ueheueheuehu  lol! 
estou muito contente com um capítulo novo ( e com um desse tamanho  Very Happy )
Bom, amei o fato de explicar umas coisas... e adoraria saber como a irmã do Gus vai ficar  bua1  bua1 e como está ele...
HMMMMM E o que foi isso entre o Leandro e a Brubs?  safado Essa troca de provocações foi foda...
E como assim a Ju ta afim do Pablo Picasso ?  ¬¬2  Ela é do Georg Mas conte-nos mais sobre isso..sobre como se conheceram...e se aproximaram.
 
E a Ceci e o Harry ?!  :*-*:  Você poderia fazer um capítulo falando como eles se conheceram pessoalmente, e como ele virou homem e foi ver ela...e sobre como anda a família dela...  Rolling Eyes 
Conte mais sobre a Aman(diva) e sobre o Andy Biersack como ela ficou com esse acidente dele.
E eu quero saber o que houve com o Bill ... pra ele chorar assim..poxa...  :S  tadinho

Tom apaixonado, Tom carinhoso, Tom querendo o bem dela, Tom vai ser o tio solteiro dos gatos que assiste 'Sex and the City'  no sábado... parei... muito fofo ele assim pela Bruna.
Bruna sóbria quer o Bill, bêbada ( olha que quando estamos bêbados, falamos as coisas que realmente queremos) quer o Tom.

O ex dela é um filho da puta... desgraçado que não acreditou nela.

PS: quero saber mais sobre o passado da Bruna...  boo 

Continue, quero ler o cap d meu Georg dlç e de sua vingança doce ...e sem demora u-u
 :<img src=:" longdesc="88" /> 
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MensagemAssunto: Re: Fuck School FF+18 [ On: Capítulo 29 ]   Qua Jul 16, 2014 2:05 am

Steph MADA escreveu:
OOOOOOIIII MINHA DIVA SUMIDA
Bem, eu gostaria de começar com :
POR QUE UM NOME JAPONES PRO PROFESSOR DE MATEMÁTICA? SÓ PORQUE OS ASIÁTICOS SÃO FODAS? ueheueheuehu  lol! 
estou muito contente com um capítulo novo ( e com um desse tamanho  Very Happy )
Bom, amei o fato de explicar umas coisas... e adoraria saber como a irmã do Gus vai ficar  bua1  bua1 e como está ele...
HMMMMM E o que foi isso entre o Leandro e a Brubs?  safado Essa troca de provocações foi foda...
E como assim a Ju ta afim do Pablo Picasso ?  ¬¬2  Ela é do Georg Mas conte-nos mais sobre isso..sobre como se conheceram...e se aproximaram.
 
E a Ceci e o Harry ?!  :*-*:  Você poderia fazer um capítulo falando como eles se conheceram pessoalmente, e como ele virou homem e foi ver ela...e sobre como anda a família dela...  Rolling Eyes 
Conte mais sobre a Aman(diva) e sobre o Andy Biersack como ela ficou com esse acidente dele.
E eu quero saber o que houve com o Bill ... pra ele chorar assim..poxa...  :S  tadinho

Tom apaixonado, Tom carinhoso, Tom querendo o bem dela, Tom vai ser o tio solteiro dos gatos que assiste 'Sex and the City'  no sábado... parei... muito fofo ele assim pela Bruna.
Bruna sóbria quer o Bill, bêbada ( olha que quando estamos bêbados, falamos as coisas que realmente queremos) quer o Tom.

O ex dela é um filho da puta... desgraçado que não acreditou nela.

PS: quero saber mais sobre o passado da Bruna...  boo 

Continue, quero ler o cap d meu Georg dlç e de sua vingança doce ...e sem demora u-u
 :<img src=:" longdesc="88" /> 

Querida, se puder atualizar a Crise no Paraíso (lá no fb) agradeço demais. Lembrei dela quando vi o Neuer jogando aksaskapoopss
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MensagemAssunto: Re: Fuck School FF+18 [ On: Capítulo 29 ]   Ter Ago 05, 2014 9:25 pm

Ai meninas muito feliz por saber que ainda posso contar com vcs lendo e comentando e me incentivando demais a continuar com a história. Sei lá pq, mas de todas minhas fanfics essa é a que eu mais amo, ás vezes é pq é um tanto baseada em fatos reais nos quais eu vivi ou ouvi ou vi.
Tom e Bruna? Só vendo para saber o que vai dar, não posso falar nada, mas tenho todo um cronograma feito desde o começo da fic e irei o seguir, espero só agradar vcs.
Pediu mais sobre a vingança do Georg? Pois então escrevi, na verdade já estava no cronograma só adiantei e deixe o capítulo da Juh para depois. Meninas como ainda não podia adiantar o capítulo da Amanda, pois ele depende completamente do próximo capítulo que é do Gusti, resolvi colocar ela nesse capítulo. É tanto personagem que me perco.
Asiáticos sempre dão aula da exatas né? husauhsushuah Sobre Gust? Bem terá uma notícia bombástica no próximo capítulo que é dele. Se alguém acertar posto o capítulo antes. Próximo capítulo da Ceci vai explicar bem sobre ela e o Harry. Sobre a Amanda capítulo dela é depois do do Gustav, jaja chega. Sobre Bill chorar também será explicado. Amei a ideia do Tom ser o tio solteiro haushaushashuashus
Zumzumbie sobre Crise no Paraíso estou a postando no Animespirit quer que eu te mande o link? E que lá ainda não esta onde parei no FB.


Obs: Meninas como Pablo já é o nome de um dos irmãos da Juh, mudei o nome do Pablo Adelson para Marcos Adelson. Desculpem, fiz para tentar ficar menos confuso.



.Capítulo 28.





A vida é como jogar truco, no começo nada faz sentido e você demora muito para entender como funciona, as partidas vão passado e há horas nas quais sua confiança aumenta por uma ou duas mãos boas, porém como num bom jogo ninguém sai com nada no final consequente  você  uma hora irá perder todas suas vitórias uma hora ou outra.

Como num jogo de truco algumas partidas boas foram o suficiente para me deixar mais seguro e confiante em relação ao meu relacionamento com Juliana. Não nós não estávamos tendo um caso ou algo do tipo, mas o jogo de sedução entre nós parecia ficar intenso a cada ensaio de quarta-feira á noite, era como se a dança estivesse criando uma conexão natural entre nós dois, pois aos poucos ela me deixava penetrar em seu mundo ao me contar um pouco mais de si mesma. Um mundo novo e perigoso demais para ser explorado com pressa. Winble não é como as outras garotas fútil, superficial, alienada, insegura, carente, fácil de entender ou de cativar e nem se abre para qualquer um disposto em ouvi-la atentamente. Ela é uma fortaleza intransponível incapaz de deixar seus reais seus sentimentos amostra, também não se abala com qualquer um dos comentários feitos sobre sua vida. Ela é forte, firme, determinada, ousada e totalmente incontrolável, não consegue obedecer às regras de ninguém. Se Shakespeare tivesse á conhecido nunca teria escrito a Megera Domada, homem nenhum é capaz de fazê-la obediente, nem mesmo o verdadeiro amor conseguirá um dia domá-la, uma verdadeira fera. Nós realmente estávamos nós aproximando, até Marcos Adelson aparecer e sem perceber acabar com todos meus planos.

Umas semanas antes da entrada de Marcos (16) na escola e de suas duas irmãs, Aline (18) e Suzanne (9), a diretora fez uma reunião com todos os professores para avisar sobre a chegada dos novos alunos. No começo realmente achei tudo aquilo totalmente desnecessário, afinal vira e meche alunos novos entram no meio do bimestre, entretanto não tinha a mínima noção do quão importante era o retorno de parte da família Adelson para Alemanha, porém com as fofocas voando como flechas pelos corredores não demorou a eu entender toda a grandiosidade do tal acontecimento.

Todos já estão cansados de saber toda importância da família Winble para sociedade alemã, é como se eles fossem a própria realeza berlinense. Praticamente ninguém consegue ter tanto dinheiro e poder de um jeito 100% digno, o modo como a família Winble construiu sua fortuna e sua influência não foi pelos meios mais éticos do mundo. Robert Winble, avó paterno de Juliana, era um forte empresário alemão antes da ascensão nazista e conseguiu alavancar seu império ainda mais ao se tornar um dos braços direitos do próprio Hitler. Nem preciso dizer quais foram os primeiros funcionários da Air Germany, uma das primeiras empresas de aviação comercial do mundo fundada por Robert. Com o fim do governo nazista e morte de Hitler, o avó de Juliana foi julgado e sentenciado há morte para servir de exemplo aos demais envolvidos em tais barbaridades e a toda á nova nação alemã na qual era reerguida. Não sei bem como, mas a família Winble teve de entregar uma boa parte da sua fortuna para famílias judias como á dos Adelson no qual nesta época já viviam fora do país, entretanto por conta desses fatos uma rixa se estabeleceu entre essas duas grandes famílias logo após todo o ocorrido.

É como se eles fossem os Capuletos e os Montecchios de Berlim. Com a recente volta de parte da família Adelson para cidade é como se os Winble sentissem sua hierarquia ameaçada, ainda mais pelo fato de os EUA terem deixados os Adelson muito mais ricos, influentes e poderosos do que os Winble. Sendo assim um dia após a reunião com a diretora, Mario Winble junto com 2 de seus irmãos, nos quais os filhos pequenos estudam também no Goethe, entraram furiosos na sala da diretora exigindo uma explicação para admissão dos novos alunos. Nem eu nem ninguém sabe exatamente o que ocorreu durante aquela reunião, entretanto os irmãos Winble não saíram nem um pouco satisfeito e Marisa por uma semana manteve um sorriso orgulhoso ocupando toda sua face. A maioria especula que os Winble não puderam fazer nada dessa vez, pois os Adelson conseguiram entrar no colégio por conta de cartas de recomendação vindas da família Bismark e da família Alves, os outros dois maiores acionistas da escola. Sendo assim apesar de os Winble terem 30% das ações do colégio, não puderam fazer sua vontade prevalecer sobre as dos demais. Apesar de a maioria estar mais interessado em ver a disputa interna entre essas duas grandes famílias, eu me pergunto como os Adelson haviam conseguido uma carta de recomendação vinda das famílias Alves e Bismark? Afinal quais tipos de favores os Alves e Bismark devem aos Adelson, para os fazerem se voltarem contra os Winble?

Aquela só tinha sido a primeira batalha e todos sabiam muito bem, por isso logo nos primeiros dias todos na escola pareciam meio aflitos esperando Juliana subir em seu pedestal e colocar os Adelson em seu devido lugar, mas para surpresa de todos ela comportou-se com uma total indiferença sobre o assunto. Pela primeira vez nas semanas nas quais se seguiram tudo começou a entrar em seus eixos, eu conversava mais com Juliana, entretanto assuntos superficiais demais que mostravam nitidamente que eu não estava conseguindo á conquistar do modo no qual era preciso. Apesar de todos os meus esforços ela não se mostrava nem um pouco interessada, aliás, parecia cada vez mais entediada em estar junto de mim.

Definitivamente Juliana Winble havia mudado desde todo ocorrido no qual eu diretamente tinha gerado á sua família, ela não era mais a mesma e eu não sabia mais como ter a atenção dela focada em mim, era como se eu tivesse perdido mais do que ganhado com minha atitude precipitada em denunciar algumas falcatruas das empresas Winble. Eu não conseguia mais ter a atenção dela, apesar estarmos nos tornando mais íntimos.
Desesperado em tê-la logo, para poder seguir com algum de meus planos, tratei de terminar meu pseudo-namoro com Ludmila e coloquei em prática a minha pior ideia. Eu precisava trazer a velha Juliana de volta e então pensei em despertar novamente a fúria na qual eu tinha certeza que estava adormecida dentro dela. Ao envolver todos os alunos do 2 ano em um trabalho de duplas no qual deveria ser apresentado na semana de palestras do colégio, eu sabia que aquela imposição iria a irritá-la por isso mesmo a fiz sem pensar duas vezes. No primeiro instante tudo saiu como planejado e numa sexta-feira na qual eu estava na minha sala, após colocar nos murais dos corredores de aula do segundo ano o nome das duplas para o trabalho, Juliana entrou furiosa no local sem nem ao menos bater na porta.

_É falta de educação entrar sem autorização, volte e bata na porta antes de entrar – Ordenei sério á analisando furiosa, parecia prestes a explodir e aquilo me fez sorrir por dentro.

_O que? – Perguntou ela confusa me olhando com uma cara ainda mais fechada. – Eu preciso falar com você.

_Volte e bata na porta e depois talvez eu possa te ouvir. – Disse calmo antes de olhá-la de modo repreensivo quando a boca da mesma se abriu levemente.

Winble bufou raivosa antes de sair pisando firme até a saída da sala. Por conta da porta da sala de cada professor ser translúcida, pude ver o corpo dela se debatendo furioso antes dela gritar e se acalmar, aquilo me deixou ainda mais satisfeito. Juliana is back. Ela ficou mais alguns minutos do lado de fora antes de bater na porta e entrar como qualquer pessoa civilizada, porém mantendo um de seus típicos sorrisos cínicos.

_Agora sim. O que a Senhorita deseja? – Perguntei pacífico apensar para irritá-la, enquanto a olhava parada ao outro lado da minha mesa lotada com meus papéis. Definitivamente não sou uma pessoa nem um pouco organizado, se não fosse por Sarah minha casa estaria sempre de pernas pro ar.  

_Desejo que os alunos possam pelo menos escolher suas duplas para esse trabalho ridículo, no qual fomos obrigados a fazer. – Respondeu ela mantendo o seu típico tom de voz autoritário no qual meu ouvido já parecia haver se acostumado. Sorri com a familiaridade e me calei, apenas para deixá-la ainda mais irritada. Não foi preciso ficar muitos minutos em silêncio até a mesma abrir a boca ainda mais irritada. – Então você me ouviu?

_Sim, cada palavra, entretanto não posso satisfazer esse desejo de vocês.

_Como não pode? Você que armou toda essa palhaçada toda, pode muito bem acabar com tudo.

_Bem eu não posso cancelar o trabalho, a diretora aprovou a ideia e já está organizando tudo para as apresentações durante a semana de palestras! – Afirmei dando de ombros como se fosse à vítima e não o culpado. Juliana revirou os olhos e bufou fundo com certeza se controlando para não perder o controle, ela sabia que não conseguiria nada comigo se começasse com um de seus chiliques ou suas ordens.

_Pode pelo menos então pode nós deixar escolher nossas duplas. – Propôs Winble, porém ainda mantinha o tom de voz autoritário, como se o poder ainda estivesse todo com ela. Uma verdade deve ser dita: Ela sabe como comandar as pessoas.

_Qual o problema com seu parceiro de trabalho? Algo contra? Eu apenas sorteei os nomes e os coloquei no mural.

_Eu não o conheço, não sei se irá se esforçar para tirar nota tanto quanto eu. Eu não quero fazer todo o trabalho sozinha e ele acabar tirando nota por não fazer nada. – Disse ela como se fosse à aluna mais dedicada de toda escola, qualquer um que não passasse horas a observando podia muito bem cair em toda aquela mentira saída dos lábios carnudos e deliciosos dela.

Eu sabia que aquela frase não era dela, com certeza havia falado antes com Bruna ou Bill, podia ouvir as vozes de líderes deles falando comigo naquele instante. Juliana sabe como comandar as pessoas ao seu favor, entretanto não tem toda liderança natural, é como se ela tivesse apreendido com os anos e não nascido com esse dom como seus amigos.

_Bem você não é obrigada a fazer o trabalho...

_Não sou mesmo obrigada.

_Entretanto esse trabalho irá valer 40% da nota de Biologia desse semestre – Conclui minha frase como se a intromissão dela nem tivesse existido, o fato de deixá-la invisível a deixou visivelmente ainda mais furiosa.

_ O QUE? 40%? – Gritou ela me encarando incrédula, pois havia notado que não conseguiria passar caso não fizesse muito bem o trabalho. – Um trabalho não pode valer tanto, um trabalho nunca pode valer tanto aqui nessa escola.

_Não só pode, como irá valer. A diretora me deu permissão para fazer como achava melhor, não posso fazer mais nada para mudar. Nem tudo é como a gente quer, Juliana – Disse antes dela sair dali ainda mais irritada e indignada.

As semanas seguintes eu realmente esperei ansiosamente por mais uma daquelas cenas de Juliana em minha sala, entretanto novamente ela me surpreendeu com seu sumiço, havia até mesmo me mandando um sms cancelando os dias de ensaio da bendita coreografia. Na semana do começo das competições esportivas toda uma enorme onda de felicidade invadiu aos alunos e professores, parecia a Copa do Mundo onde todo mundo esquece-se dos problemas e todas as chatices para se unirem para torcer por um mesmo time. Ao aceitar o pedido do treinador Bart para falar umas palavras para os meninos do time de futebol antes do jogo, nunca imaginei o quanto aquela partida seria esclarecedora.

A partida ocorreu num sábado, por isso tive de deixar Verônica na casa de Sarah, estava disposto á depois de o jogo chamar Juliana para sair e conquistá-la com meus dotes sexuais, precisava o mais rápido possível dela me amando cegamente para ajudar-me. Ao chegar ao colégio fiquei alguns minutos conversando com alguns alunos e professores, estavam todos muito ansiosos para o jogo contra o colégio técnico, antes de o técnico Bart me levar até o vestiário.  Durante todo o caminho ele ficou apenas me falando sobre como eu tinha tudo para ter sido um ótimo jogador, como havia mudado para sempre os resultados do time de futebol do colégio que antes de mim eram péssimos e considerava minhas palavras muito úteis para os meninos num jogo tão difícil.

_Olha só quem eu trouxe para falar com vocês antes do jogo – Disse Bart antes de se postar ao meu lado e bater nas minhas costas. Os meninos estavam todos ajeitando os últimos detalhes.

_Aula de Anatomia antes do jogo? – Perguntou Lorenzo Martel aluno do 3º ano sendo o brincalhão de sempre.

_Ainda não decorei todos os ossos das pernas, será que o juiz vai me deixar jogar? – Perguntou Noah Hummels também do 3º ano tentando também manter o clima mais relaxado enquanto vestia a braceleira de capitão.

_Calma, prova só semana que vem! – Afirmei meio desajeitado com toda situação, pois eu simplesmente não sabia o que falar para os meninos. Tinha passado a semana inteira tentando fugir daquele compromisso, então não me preparará nem um pouco.

_Acho que isso não me acalmou muito – Disse Tom Kaulitz fechando seu armário do vestiário, ainda segurando nas mãos suas luvas de goleiro.  

_Dessa vez eu não venho falar com vocês como o professor de Biologia, mas como Georg Listing centroavante do time do Goethe há uns 6 anos atrás. Posição hoje ocupada por quem? – Perguntei e Gustav Shäfer mais ao fundo levantou timidamente a mão, sabia da responsabilidade de sua posição – Todos no time sabem da importância do centroavante e da responsabilidade na qual ele carrega em seus pés, pois é o grande responsável por fazer a maioria dos gols, entretanto ele não é nada sem o time. Ninguém num jogo de futebol consegue fazer milagre sozinho, vocês precisam se entender sem palavras e se manterem 100% sintonizados dentro do campo. Eu e minha equipe sempre esquecíamos todos nossos problemas quando estávamos jogando, tanto importava se um estava com a namorada do outro ou não se davam bem, no campo todos éramos sempre um só e por isso conseguimos todas nossas vitórias. Todos nós também tínhamos algo em comum: Odiávamos perder. Amávamos poder soltar sempre aquele grito entalado nós 90 minutos dentro de nossas gargantas, vibrávamos como se cada jogo fosse uma final.  

Eles me olhavam sem piscar, enquanto analisavam cada uma de minhas palavras. A medida na qual eu falava com os meninos eu conseguia lembrar nitidamente quando era eu ali ansioso para entrar naquele tapete da realeza verde. Já desejei voltar no tempo várias vezes, não para mudar alguma coisa, mas para reviver aquele momento de novo.

_Quando entrarem naquele campo hoje, vocês podem lutar e sair vitorioso ou se contentarem com um empate ou ficar a semana inteira remoendo uma derrota, porém tudo o qual ocorrer nos 90 minutos de jogo depende somente de vocês e de mais ninguém. Assim como é na vida. Com o tempo todos aprenderam que a vida se joga aos poucos, assim como o futebol. Em ambos os jogos, vida ou futebol a margem de erro e tão pequena que meio passo antes, ou depois, você não consegue. Meio segundo antes, ou depois, você não marca. E são essas pequenas diferenças nas quais decidem quem vence ou quem perde, sendo assim vocês tem de fazer juntos a diferença nos pequenos detalhes. Olhem para o cara ao seu lado e você verá um cara disposto a lutar junto com você por esses pequenos detalhes. Isso é o que faz uma equipe, meninos! – Afirmei e todos pararam de se entreolhar e começaram a concordar comigo fazendo barulhos de força e garra. Todos começaram a se levantar de seus assentos.

_Vocês sabem o que é preciso para ganhar, são profissionais e sabem que ninguém já nasce grande, sabem que a grandeza se constrói, se constrói nos treinos incansáveis e na dedicação de cada um. Terá uma hora na qual cada um irá pensar em desistir, será nesse instante no qual você irá se acabar ainda mais nos treinos e mostrará a incrível capacidade de continuar um pouco mais, porque quando a fadiga total chegar e você não suportar mais verá que o arbitro já apitou o final do jogo e o troféu da vitória te espera no podium. Apenas lutem sempre, não pensem em desistir, pensem em lutar mais e mais. Não se esqueçam de que bola na trave não altera o placar e nem bola na área sem ninguém para cabecear, só o que muda o placar é bola na rede e vocês vão agora atrás deste objetivo.

Com o fim das minhas palavras os meninos já alvoroçados começaram a subir até o campo, Bart apenas bateu firme em minhas costas em agradecimento antes de subir para o campo junto com os meninos. Ao sair do vestiário me deparei com Amanda Müller parada indecisa na frente da porta.

_Oi professor – Disse ela simpática um pouco acanhada por ter sido pega no flagra.

_Oi Amanda, o que faz por aqui? Devia estar nas arquibancadas como todos esperando o jogo.

_Eu queria falar com o Gustav antes do jogo começar – Assumiu ela quase sussurrando apesar de estarmos só nós dois ali e de toda escola saber do relacionamento conturbado entre Gustav, Amanda e Andreas.

_Creio que isso não será mais possível, pois o time já subiu para o aquecimento.

_Bem eu falo com ele outra hora, acho que vou voltar para o hospital. – Disse ela e sorriu tão desanimada que aquilo realmente partiu meu coração ver uma aluna daquele jeito, ainda mais uma aluna tão querida por todos como Amanda Müller.

Desde o coma de Andreas, Amanda tem ido á poucas aulas e quando vai fica calada e totalmente inerte, não demonstrando nenhum resquício de pequena garota feliz e simpática com todos no qual ela costumava ser. Fazia semanas nas quais eu a havia calada carregar toda aquela dor sem tentar ajudá-la de nenhuma forma possível.

_Por que você não fica para ver um pouco do jogo? O Andreas adorava futebol, ele vai adorar saber de cada detalhe, me faz companhia na tribuna de honra dos professores?

_Ele realmente amava os jogos do time do colégio, se ele pudesse estar aqui estaria usando aquela sua fantasia de lagosta gigante animando a torcida! – Afirmou ela e sorriu brevemente, enquanto começava a me acompanhar.

Fomos o caminho todo conversando, ao chegarmos à tribuna de honra e nós acomodarmos em dois lugares vagos alguns professores sorriram para mim como se agradecessem pela minha atitude de tentar a tirar daquele estado de quase depressão. Logo o jogo começou e o time estava jogando no sistema 3-3-3-1, com 3 defensores, um volante e dois meias abertos, depois uma linha com 3 atacantes e um centroavante sozinho na frente. No começo Amanda ficou bem calada, entretanto a medida na qual conversávamos sobre o andamento do difícil jogo ela foi se soltando até começar a fazer bons comentários sobre o andamento da partida.

_Eu não sabia que você conhecia tanto de futebol. – Disse assim que o arbitro apitou o fim do 1º tempo com o jogo estando 0x0.

_Bem meus pais são jornalistas e depois de ouvir tanto a Bruna falar sobre futebol, eu acabei aprendendo um pouco.

_São raras as meninas capazes de entender tão bem o jogo, com comentários tão sólidos e persistentes. Você devia escrever algumas matérias para a seção esportiva do jornal da escola. A professora de redação vive elogiando sua escrita, nunca pensou em seguir a carreira dos seus pais?

_Prefiro evitar comparações, por isso vou acabar fazendo algum tipo de Engenharia. Você devia ver a Bruna comentando, ela sim sabe do que está falando, uma vez ela foi a minha casa e ficou vendo com meu pai o jogo do Schalke 04, meu pai ficou tão fascinado que a obrigou ajudá-lo com os comentários esportivos do jornal da noite.

_Olha só essas minhas alunas sempre me surpreendendo! E alguma de vocês já pensou em jogar no time feminino da escola? – Perguntei depois de beber um pouco da minha coca-cola para refrescar a garganta depois de tanto gritar durante o jogo.

_A Bruna pode saber tudo na prática, mas ela joga muito mal futebol. Para nossa sorte ela sabe dominar melhor a bola com as mãos, então joga no time de vôlei do Goethe.

_E você joga bem? – Perguntei interessado notando o quão fácil era falar com Amanda, não me admirava o fato da maior parte da escola amá-la. Nós nunca antes havíamos conversado sobre assuntos aleatórios como aqueles.

_Modéstia parte quando eu e o Gustav éramos pequenos e morávamos no mesmo prédio, eu sempre era escolhida para o time antes dele. Ele era meu reserva para os dias difíceis! – Afirmou ela e ambos rimos.

_Porque você não aproveita que está aqui para ver o jogo com as suas amigas? – Perguntei e logo em seguida apontei para o meio da arquibancada onde Cecília, Juliana e Bruna estavam sentadas juntas incentivando o time.

_Não quero acabar com a alegria delas, também não gosto muito do novo namorado da Cecília e o Bill não vai gostar de ter de ser obrigado a me suportar novamente – Respondeu ela que assim como eu havia notado durante todo o primeiro tempo do jogo o flerte ocorrendo entre Bill e Bruna.

_Acho impossível sua presença não deixá-las ainda mais alegres. Você nunca teve e nem nunca terá amigas tão leais e preocupadas com você como essas 3.

_Eu sei que não terei! – Afirmou ela sorrindo ao observar as amigas sentadas mais abaixo.

Ficamos mais alguns minutos conversando até a partida se reiniciar. Com menos de 15 minutos Marcos Adelson, um dos 3 atacantes do time, fez um lançamento perfeito para Gustav de cara pro gol e Shäfer não desperdiçou a chance e chutou a bola firme de 3 dedos para o fundo do gol. Toda arquibancada se levantou, eu e Amanda nós abraçamos de felicidade e abraçamos os outros professores aos nossos lados. Gustav abraçou todos os meninos do time, antes de apontar para Aline Adelson sentada na outra arquibancada com alguma de suas amigas e assim dedicando o gol para ela. De imediato olhei para Müller que sorriu ainda mais desanimada, foi como se todo aquele breve minuto de alegria dela tivesse se evaporado, por conta daquela atitude de Shäfer. Sorri meio amarelo como se estivesse a apoiando, entretanto ela desviou sua atenção para o jogo, fingindo não se importar com aquilo. Então, sabe aquela história que as meninas são 2 anos mais maduras que os meninos? É tudo mentira, são tipo uns 25.

Naquele instante no qual não sabia como agir comecei a achar que seria mesmo muito melhor se ela estivesse com suas amigas, elas saberiam como lidar com todo ocorrido, sendo assim voltei minha atenção para o jogo também. O que ela aguenta sorrindo, eu não aguentaria nem gritando.

O time do colégio técnico começou a atacar ainda mais e mais, Tom fazia ótimas defesas, porém como não podia fazer milagre ele acabou uns 20 minutos depois não conseguindo impedir a bola de entrar no gol. 1x1 deixou o jogo ainda mais acirrado e animado, as torcidas vibravam com cada vez na qual os goleiros tinham de fazer defesas espetaculares. Com um minuto para o fim do jogo o time do Goethe acabou ganhando um escanteio e até mesmo Tom saiu do gol para tentar cabecear a bola. Joseph, o volante titular, bateu o escanteio perfeitamente para área, no meio daquele amontoado de meninos Marcos subiu alto para cabecear a bola para dentro do gol adversário. Todos vibraram e se abraçaram ainda mais, todo o time invadiu o campo para comemorar a vitória com Marcos, a torcida começou a gritar seu nome a media na qual ele se aproximava da arquibancada depois de comemorar com os colegas de time. Marcos subiu na arquibancada e foi abrindo espaço entre todos os alunos e ao chegar finalmente onde queria, ele puxou Juliana para si e a beijou com desejo levando a arquibancada ao delírio no instante no qual ela retribuiu com a mesma intensidade.

Naquele instante entendi porque tudo estava dando tão errado, ela já estava envolvida com outra pessoa, por isso não retribuía meus olhares ou aceitava minhas cantadas.

_Pelo visto nós dois perdemos para os Adelson! – Afirmou Amanda antes de se levantar e sair dali.

As semanas nas quais se seguiram eu fiquei totalmente perdido sem saber o que deveria fazer, não tomando nenhuma atitude para reverter a situação, pois não conseguia pensar em nada para acabar com aquele namoro entre os dois. Eu precisava o quanto antes de Juliana para mim, mas a mesma estava muito envolvida com Marcos para pensar em qualquer outra pessoa. Não, não, não eu não havia desistido, porém tinha dado um tempo para planejar tudo com cuidado, eu não podia errar na minha próxima denúncia.

_Senhor Georg, uma linda moça a espera em seu apartamento – Disse Holger o porteiro um pouco antes da porta do elevador se fechar.

_Sarah? – Perguntou Verônica minha irmã para mim enquanto brincava com suas bonecas no elevador.

_Quem mais seria? – Perguntei para ela enquanto procurava a chave na minha bolsa.

Quando a porta se abriu não acreditei ao ver Fabiana parada na frente da porta do meu apartamento, peguei Verônica no colo e a mesma começou a encarar Fabiana achando muito estranho aquela nova visita.

_Quem é? – Perguntou Verônica após passar suas pequenas mãozinhas ao redor do meu pescoço.

_ Ninguém no qual você deve se preocupar. – Respondi delicadamente para a minha irmã antes de dirigir toda minha grosseria á Fabiana – O que você está fazendo aqui?

_Eu queria conversar com você! – Afirmou ela sem desviar atenção da minha irmã.

_Não tenho nada para conversar com você.

_Mas eu tenho muito para conversar com você e não vou sair daqui até você aceitar me ouvir.
_Entre – Disse a contragosto, enquanto abria espaço para ela entrar.

Entrei e a deixei sozinha na sala, como não podia deixar Verônica muito tempo sozinha no quarto deixei a porta aberta para caso algo ocorresse.

_ O que você quer? – Perguntei depois de voltar de novo para sala onde ela estava sentada no sofá.

_Eu sei que foi você o responsável pela denúncia contra empresa da minha família – Respondeu ela firme me encarando.

_É mesmo e como você chegou a esse pensamento genial? – Perguntei debochado me escorando no batente da porta do corredor á olhando com a mesma intensidade.

_Você voltou do nada para cidade e tudo isso já começou a sair do normal depois da sua chegada – Observou ela.

_E daí? Você não tem provas.

_Eu sabia, sabia que tinha sido você! – Afirmou Fabiana indignada se levantando do sofá e caminhando até mim. – Por que você está fazendo tudo isso?

_Você só pode estar brincando com a minha cara – Disse após soltar um sonoro riso cínico, começar a relembrar o passado só serviu para começar a me irritar.  

_Por que você não esquece o passado de um a vez? – Perguntou ela parecendo decepcionada depois de parar alguns metros de mim.

_Você só pode ser muito cínica ou muito burra. Diga-me como posso esquecer a morte dos meus pais? Não tem como passar por um choque daqueles sem ficar com marcas. Como posso ver minha irmã e não pensar neles? Eu que me pergunto como você consegue, como consegue dormir a noite tranquila? Como consegue olhar nos olhos da minha irmã e não ficar culpada por ter tirado o direito dela de ter um pai e uma mãe? – Perguntei indignado dizendo todas as palavras entaladas na minha garganta há 5 anos, enquanto me controlava para não começar a gritar com ela e assustar Verônica que devia estar brincando com suas bonecas em seu quarto.

_Foi um acidente Georg, eu não tive culpa – Disse ela com o tom de voz trêmulo, como sempre odiando ouvir a verdade.

_Fabiana, você é uma assassina! – Afirmei a encarando frio, então as lágrimas começaram a sair pelo rosto dela sem controle.

_Não. Não. Não eu não sou uma assassina. Eu não tive culpa, eu não podia fazer nada, foi um acidente – Disse ela tentando se convencer da mentira na qual inventará para conseguir dormir a noite.

_Bater num carro á 180 km/h não é um acidente. Vocês nem ao menos prestaram socorro.

_Eu fiquei em pânico, nós estávamos em pânico. Fred só estava com raiva de você e queria te dar um susto, nós não tivemos culpa! – Afirmou ela com dificuldade enquanto chorava compulsivamente. Aproximei dela, segurei firme em seus braços a obrigando a me encarar, ela precisava ouvir tudo aquilo.

_Vocês mataram os meus pais e teriam matado a minha irmã também se uma alma bondosa não tivesse chamado á ambulância. Vocês são dois assassinos. Eu apenas estou fazendo o que a justiça não fez.

_Você não é igual a nós, você é bom Georg, por isso eu me apaixonei por você. – Sussurrou ela parando de chorar.

_Você nunca gostou de mim, não seja tão sínica.

_Eu ainda te amo.

As últimas palavras dela me assustaram, então sem perceber ela grudou seus lábios aos meus, no começo tentei resistir, mas ainda era impossível resistir à boca dela. Pousei minha mão na cintura dela e a puxei para mim unindo nossos corpos, no momento no qual a mesma abriu os lábios permitindo a passagem da minha língua um enorme desejo começou a possuir meu corpo. Fechei meus braços ao redor dela a prendendo naquele abraço, enquanto a beijava com extrema intensidade. Os lábios dela sempre foram os únicos capazes de se encaixar tão bem aos meus, nunca beijar uma boca foi algo tão bom de fazer, cada toque dela em meu corpo enquanto se entregava ao beijo me enlouquecia por inteiro, eu não acreditava que a tinha novamente entregue a mim. Um beijo pode ser curto, longo, suave, carinhoso, molhado, romântico, mas para ser bom basta ser dela. Ela sabia beijar como ninguém, ela me beijava com paixão, ela se entregava no beijo. Seu sorriso tão perfeito quanto o céu, ele iluminava meu dia, era meio torto, mas perfeito. Sempre gostei do seu sorriso, sempre amei sua boca. Eu a amava, eu a amo e amo a sua boca e sorriso. Enquanto a beijo o mundo como sempre desaparece ao meu redor e só existimos nós dois, mas o beijo se mantém urgente e desesperado, por isso nossos lábios se pressionam um contra o outro com fúria e raiva.  Minha mão passeou por todas as curvas dela e a mesma gemeu de prazer me incentivando a prosseguir. A boca de Fabiana era tão macia, tão terrivelmente macia, carnuda e tentadora. Mergulho os dedos em seu cabelo controlando o ritmo, diminuo a velocidade do beijo para poder aproveitar ainda mais a maravilhosa sensação de poder beijá-la novamente. Antes de terminar com aquele nosso breve instante de suprema felicidade e voltar para vida real, eu acaricio o rosto dela, sentindo sua pele de seda contra a palma da minha mão calejada, enquanto nossas línguas ainda dançam uma linda e calma dança erótica já prestes a terminar. Ao terminarmos ela sorri para mim já sem chorar, antes de pegar sua bolsa e sair da minha casa me deixando totalmente perdido como sempre.

Devo ter ficado de pé uns 5 minutos sem entender nada, até a campainha tocar novamente. Achando ser ela corri para atender, sentindo toda aquela felicidade tomar conta do meu ser só de pensar em tê-la novamente em meus braços. Ao abrir a porta me deparei com um homem velho, cheio de rugas, gordo, todavia muito bem vestido no qual nunca virá antes.

_Você é Georg Listing? – Perguntou o homem após me olhar de cima abaixo.

_Sim. Você quem é?

_Gary Adelson, será que poderia falar com você? – Perguntou ele colocando as mãos no bolso do seu fino terno – É um assunto de seu interesse.

Abri espaço e o mesmo entrou no meu apartamento, me deixando um tanto curioso com todo aquele silêncio. Afinal qual assunto eu poderia ter com o Sr. Adelson?

_Vai querer beber algo?

_Na verdade não. Desejo ser breve, pois tenho muitos assuntos para resolver. Posso me sentar? – Pediu ele apontando para o sofá no qual Fabiana estava sentada minutos antes. Assenti a cabeça e o mesmo se sentou, então apontou para a poltrona na lateral para eu me sentar e assim fiz.

_Fiquei sabendo que você tem alguns problemas com a família Winble – Disse ele direto sem enrolar.

_Sim! – Afirmei honesto.

_Também tenho problemas com os Winble, sendo assim estou aqui para te oferecer minha ajudar para qualquer assunto no qual precisar para seguir com seus objetivos.

_O que exatamente o senhor está dizendo? – Perguntei me fazendo de desentendido.

_Se você precisar de dinheiro ou de qualquer favor para seguir com os seus objetivos pode contar sempre comigo! – Afirmou ele me deixando um tanto quando abismado, nunca tinha imaginado um dia vivenciar uma conversa daquela justamente com ele – Então há algo no qual posso fazer por você?

_Há sim – Respondi meio relutante.

_E o que seria? – Perguntou ele mexendo no bolso da calça, devia estar procurando a carteira.

_Eu preciso do seu filho fora do meu caminho.

_O que o Marcos tem haver com tudo isso? – Perguntou Sr. Adelson meio desorientado, não compreendendo mais a conversa entre nós.

_Ele está namorando Juliana Winble, sendo assim não consigo  tê-la ao meu lado para prosseguir com meus objetivos! – Afirmei e naquele instante Gary Adelson piscou na minha direção se recusando a acreditar nas palavras nas quais eu havia acabado de falar.

Não. Não. Não. Ele com certeza não sabia da nova namorada de seu filho, de seu único filho legitimo, seu verdadeiro herdeiro.  

Então meninas gostaram? Preparadas para revelação bombástica do próximo capítulo do GUSTAV? Palpite?
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MensagemAssunto: Re: Fuck School FF+18 [ On: Capítulo 29 ]   Qui Ago 07, 2014 10:38 pm

GEORG FODE TUDO.
AAAAH essa Fabiana deve ser a maior falsinha  dodoi 
Bem...concordo com a Amanda...que os Adelson vieram pra fuder a porra toda  Evil or Very Mad 
Tadinha da Mandy  Sad  Sad  Fica mal não.
GUSTAV SEU P-U-T-O... eu amo você e a Mandy Juntos... não me magoe  Sad 
Acho que o Gustav está tentando mostrar que está em outra pra deixar a Mandy em paz me deixe acreditar nisso, me deixe crer na mentira
Bem...esse capítulo foi foda.
Ge ainda ama a Fá...e ele quer se vingar ... (TA MAIS QUE CERTO)
JULIANA E ELE TEM QUE SE CASAR E TER GEORGINHOS E JULIANINHAS... VOCÊ NÃO PODE ME MAGOAR ASSIM
Bruna e Bill e Tom são o Triangulo amoroso mais louco do mundo... Mas a Bru vai acabar com o Tom Pq o Bill é gay
Harry e Ceci..deixem eles <3
~le eu ouvindo Noise e mamaãe cantando surtei~
Bom..continue...que eu quero entender que merda vai acontecer no cap do Gust  doce 
Diga que é sexo com a Amanda...diga isso  :anjo: 

Continueeeee!
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MensagemAssunto: Re: Fuck School FF+18 [ On: Capítulo 29 ]   Sex Set 05, 2014 12:12 am

Meeeu, amei o capítulo, os capítulos na verdade, já que ainda não tinha lido o capítulo 27.
Cara, essa história aí da Juliana com o Marcos, quero ver o que o Sr. Adelson vai fazer. Com certeza os dois não vão continuar juntos! Só vou sentir um pouco de dó da Juliana por ela estar apaixonada por ele e tal. Sou contra separar os dois mas quero que o Georg se vingue dos Winble apesar de a Juh ter revelado seu outro lado e etc, então...
E nossa, Georg caiu muito fácil na onda dessa Fabiana irmã da Juliana kk... Era pra ter recusado esse beijo! Mas lendo o que eu li vejo que ele ainda a ama.

Ai Gustav, por que cê foi fazer isso meu? Será que ele sabia que a Amanda tava assistindo o jogo? Ai que raiva, eu shipo eles dois juntos, Amanda e Gustav. Definitivamente Georg e Mandy perderam pros Adelson naquele jogo...

Apenas continue com essa fanfic maravilinda que eu tanto amo! <3
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MensagemAssunto: Re: Fuck School FF+18 [ On: Capítulo 29 ]   Seg Set 08, 2014 7:42 pm

Eai minhas lindas do coré, postando finalmente. Só não postei antes pq aconteceu nós últimos dias uma par de merda na minha vida, então não estava nada disposta a corrigir o texto. Agora vamos aos comentários lindos. Steph: Gustav veio ao mundo para fuder um pouco husaahusuhasuhas - sou má. E os Adelson estão ai para colocar um pouco de confusão na história. Sobre o motivo do Gustav estar com a Aline, só lendo esse capítulo de agora para esclarecer um pouco, acho. Gezão não consegue resistir ao jeito sedutor e puto da Fabiana, cuzão eternooooooooo, mas ainda amo demais ele. Sobre o triangulo amoroso, bem acho que ele ainda irá surpreender, pq certa pessoa não está nem um pouco a fim de participar desse triangulo. Só digo algo: Próximo capítulo do Bill irá trazer uma surpresa que estou planejando desde o primeiro capítulo dessa fic, e que acho que ninguém desconfia do que se trata. MUAHHHHHH vou calar a boca. Postando agora para vc saber o que acontece no capítulo do gustav. Ester: Primeiramente que bom que você está de volta. Juliana e Marcos logo tem capítulo da Juh para esclarecer tudo sobre eles. Juliana está amando que não devia amar Sad((. Georg um homem cheio de tesão que precisa aprender a se controlar - só digo isso - pois se não, vai acabar não se vingando de ninguém. Continuando a fanfic, amora.
Sentindo falta da Zumzumbie e da Adriana, não sumam.  



.Capítulo 29.





Enquanto esperava as pessoas chegarem ao hospital sentado naquele sofá branco da recepção, eu realmente não tinha dúvidas em afirmar: Aquele era o pior momento da minha vida. Minhas mãos suavam de nervosismo, meus pés trêmulos pareciam ser incapazes de sustentar meu pesado corpo, minha cabeça pensava em tudo e nada ao mesmo tempo, minha garganta seca me fazia sentir uma imensa dor e falta de ar. Eu não queria falar com ninguém, não podia ser o responsável a transmitir aquela fatídica notícia a todos, não eu o único culpado por tudo aquilo. Quer saber mesmo o que eu queria? Queria correr para casa dela, invadir seu quarto, me deixar envolver pelos seus braços, ser acalmado por suas palavras suaves, poder me preencher dela, pois ficar com Amanda é melhor do que usar qualquer droga e ficar sem ela é pior do que a pior das ressacas. Porra eu gosto de cada detalhe na DROGA dessa menina, desde pequeno gosto daquele olhar travesso dela para mim, gosto do sorriso dela e da risada, gosto que ela seja menor que eu e caiba certinho quando a abraço. Só não gosto do fato de querer a abraçar a todo instante. Como seria minha vida se eu não tivesse a conhecido?

A primeira a chegar foi Fernanda Hass, mãe de Andreas, ela entrou desesperada no hospital, acompanhada de um homem, a mesma despencou no chão de tanto chorar após ouvir á terrível notícia vinda da boca da enfermeira. Era um choro alto de quem implora pelo melhor, não demorou muito para o médico a permitir ver seu filho através de um vidro, o homem a acompanhou e os dois sumiram. Voltaram alguns minutos depois no mesmo instante no qual Bill e Victor passaram pelas portas da entrada do hospital. Para minha surpresa Bill Kaulitz não tentou me xingar ou me agredi ao saber da tragédia, ele apenas me lançou um longo olhar incriminador antes de se aproximar da Senhora Hass para tentar acalmá-la. Ali estava a vida diante de nós e como sempre nós ensinando a ser forte da pior forma possível. Se fosse suave acabaríamos não apreendendo nada.

Sentado ali sozinho eu ficava imaginando como seria a reação de Amanda quando soubesse de tudo, mas nem nós meus piores pesadelos eu seria capaz de imaginar aquela dolorosa realidade. Não imaginei o quão mal ela poderia reagir ao saber de tudo. Afinal sempre haverá uma possibilidade […] Das coisas quem sabe, voltarem a como eram antigamente. Sempre haverá uma possibilidade de consertar os erros, mas não fazê-los voltarem atrás. Sempre haverá uma nova chance, mas não pra nós dois. Você se lembra? De como éramos perfeitos e feitos um para o outro? De como tudo era antes de nos perdemos, de tal maneira, que não consigo mais encontrar. Você é a única que me conhece. E sempre foi. A única que poderia me entender, a única que eu realmente, poderia amar… E agora, você se foi. E deixou um grande vazio aqui dentro, bem aqui dentro, que nem o tempo poderá curar… Você é o motivo pelo qual me fechei. O motivo pelo qual dei adeus ao mundo e me tranquei nos meus próprios sentimentos, nos meu próprio íntimo. Você é o motivo de tanta saudade. E dói. E como dói, um sentimento não recíproco. Um sentimento tão… devastador. Eu sinto sua falta. Agora somos eu e você, e não mais “nós”. E isso a cada dia me faz sofrer mais que qualquer coisa. E eu com força me prendia a essa doce ilusão antes dela aparecer no meu campo de visão.  Mandy entrou desesperada ao lado de Bruna, ela correu para os braços de sua sogra e as duas se abraçaram e choraram como se necessitassem do apoio da outra para seguir em frente, para poder acreditar no melhor, para conseguir encarar aquela nova batalha. Ao notar minha presença Amanda avançou em minha direção, esmurrou socos na minha cara, bateu furiosa em todo meu corpo imóvel, aos prantos me acusou de tudo sem ao menos deixar-me defender de qualquer modo possível. A sentença dela e as palavras de assassino ecoavam na minha mente, enquanto com muito esforço Bill e um segurança a tiravam de cima de mim. O pior de tudo era ter certeza do quão certa ela estava, pois eu sou o único culpado de tudo.

Meus pais chegaram logo depois de Amanda ser autorizada a ir ver Andreas, meu pai simplesmente bufou decepcionado ao sentar se ao meu lado e ali permanecer em total silêncio, minha mãe atenciosa falar com a mãe de Andreas e a reconfortou com suas palavras gentis e carinhosas de sempre. No caminho de volta para casa meus pais discutiram durante todo o trajeto, pois minha mãe protetora como sempre se recusava a deixar meu pai ficar me penalizando com suas palavras rudes. Apesar do cansado não consegui fechar os olhos naquela noite, pois tremia de medo ao pensar em quão sombrio seriam meus sonhos, passar a noite relembrando os fatos daquele dia parecia a melhor forma de encarar a realidade. Minha família se comprometeu á bancar com qualquer despesa hospitalar, pagando assim os melhores médicos do país.

As semanas seguintes ao acidente foram horríveis, todos pareciam me olhar e sussurrar: Assassino. Eu não tinha ninguém e todos me achavam de alguma forma culpado pelo ocorrido com o Andreas, mas infelizmente não posso culpar ninguém por estar certo. Quando não estava mais conseguindo arrumar forças para levantar da cama e ir ao colégio todo os dias, até Aline Adelson surgir na minha sala, na minha vida e simplesmente mudar tudo.

Aquela tinha tudo para ser uma segunda com as outras, onde á maioria dos alunos do Goethe ficariam fazendo fofoca sobre o acidente e meus amigos ficariam furiosos com os comentários, porém o dia começou um tanto quanto peculiar. Ao entrar na minha sala de aula me deparei com uma linda moça de pele negra, cabelos enrolados negros, olhos azuis e um corpo escultural sentada na minha cadeira. Pensei estar encarando uma visão divina, era beleza demais para poder ser real. Ela sorriu ao notar eu a observando, enquanto arrumava suas coisas na mesa.

_Esse é o meu lugar! – Afirmei enquanto os outros alunos se ajeitavam na sala e fingiam não estar nós observando atentamente.

_Os lugares são marcados? – Perguntou ela parecendo totalmente tranquila, não ligando para o fato de todos estarem de olhos fixos em nós.

_Na verdade não, mas eu sempre sento aqui, não gosto de sentar na frente. – Respondi um pouco confuso. Nas salas de aula do Goethe os lugares não são marcados, mas geralmente os alunos sempre se sentam no mesmo lugar pelo resto do ano.

_Pois é, eu também não – Disse ela e sorriu antes de voltar á ajeitar suas coisas na carteira.

Sendo assim fui me sentar na primeira cadeira ao lado da janela, pelo menos ali as pessoas podiam me olhar sem fingir estar virando a cabeça para trás para pegar algo com o colega. Para ser honesto a maioria dos meus colegas de sala não ficam comentando sobre o ocorrido, mesmo quando a notícia era o assunto principal de todos os alunos do Goethe. O professor Yukon de matemática logo entrou na sala, mas antes de começar a aula apresentou a nova aluna para todos. Seu nome era Aline Adelson e havia vindo de transferência de um colégio inglês junto com seus irmãos mais novos. Aline Adelson se destacava naquele mar de alemães brancos albinos, ela trouxe cor à sala e a minha vida. Não demorou muito para ela logo fazer um círculo de amizades, todos da sala a acolheram muito bem, principalmente dela ser filha adotada de quem era. Não sei bem como, mas logo começamos a nós aproximar e quando dei por mim eu já estava há noite na minha casa conversando com ela a mais de 1 hora no telefone para o desespero de minha mãe.

Aline não me julgava pelo ocorrido, não comentava sobre o acidente e nem sobre nenhum de meus antigos erros. É fácil passar horas e horas conversando com ela sobre os assuntos mais banais possíveis. Não demorou nem 2 semanas para começarmos a ficar e depois do meu gol no qual dediquei a ela no jogo contra o colégio técnico foi como assumir para todos o nosso namoro. Ficar com ela me deixa relaxado e me ajuda a superar aos poucos todo ocorrido. Minha mãe não gostou muito do meu namoro, a mesma sempre nutrirá a eterna esperança de me ver junto de Amanda, entretanto ao me vez feliz de novo começou a ter uma maior empatia por Aline. Já meu pai adorou o fato de eu ter tirado da cabeça minha fixação por Mandy.

Namorar Aline é algo simples, apesar de não concordamos em alguns pontos, na maior parte do dia nós damos muito bem. Assim como Suzanne sua irmã mais nova, ela também foi adotada por Gary Adelson e sua vida peculiar. Por conta das convenções da vida de um bilionário filho de um judeu, ele tecnicamente não pode assumir sua homossexualidade, porém não esconde sua opção sexual de seus 3 filhos, apesar de fora de casa manter a típica imagem na qual todos esperam dele. A família Adelson em geral é muito divertida apesar de todos serem extremamente diferentes nós aspectos físicos e culturais. Eles todos estão vivendo no Hotel Astoria do centro da cidade, enquanto não termina a reforma da casa na qual Gary comprou para viver confortavelmente com os filhos. Viver nos dois últimos andares do hotel mais luxuoso da cidade não deve ser nem um pouco desconfortável. Apesar de toda excentricidade de Gary Adelson, ele não é muito diferente dos outros pais e para variar é uma viciado em trabalho. Aline queixa-se sempre do fato dele nunca ter um tempo para passar junto com os filhos, na verdade ela ficava mais chateada em ver de novo a pequena Suzanne desapontada com o fato do pai delas novamente não cumprir com o prometido.

_Ou vocês querem ir puxar um beck lá fora comigo e os meninos? – Perguntou Luca surgindo na minha frente, enquanto eu esperava as meninas saírem do banheiro junto com Marcos.

_Eu não fumo, mas vocês podem ir.

_Volto em dois minutos, elas ainda nem terão saído do banheiro – Disse para Marcos antes de sumir na multidão junto com Luca.

Após a classificação do time para as oitavas de finais do campeonato entre as escolas de Berlim. Noah, o capitão do nosso time, organizou uma festa na casa dele para podermos comemorar e praticamente toda a escola resolveu marcar presença. A festa estava até muito divertida, mas ainda não chegava aos pés a nenhuma das festas organizadas pelas meninas na casa de Amanda. Dali a uma semana iria ocorrer o jogo eliminatório para as quartas de finais, então aquela tinha sido uma ótima ideia para podermos relaxar antes de uma semana puxada de treinos. Se ganhássemos o próximo jogo, estaríamos na semifinal que ocorreria dali há 3 messes, isso porque os colégio públicos tem férias no meio do ano que duram quase 2 messes. No Goethe nós não temos há 3 anos  férias de meio do ano, todavia temos vários cursos optativos e muito mais divertidos do que as aulas normais para realizar. É muito cansativo não ter férias no meio do ano, entretanto esses cursos optativos acabam nós dando uma chance a mais de ingressarmos em boas faculdades, pois além de termos boas notas nas provas acadêmicas exigidas pelo governo, também temos algo á mais para colocar em nossos currículos. Cada aluno é obrigado a fazer pelo menos 4 cursos e a maioria dos cursos é dado por professores consagrados, ano passado teve curso de escrita criativa dado pelo Dan Brown o escritor do Código da Vinci.

_Como estão as coisas com a aluna nova? – Perguntou Luca quando já estávamos na área externa da casa, onde não era mais preciso gritar para poder se comunicar por causa do alto som do ambiente.

_Ela é gente boa, você devia conversar com ela para ver, ela tem uma visão de mundo totalmente diferente da nossa. Ela já viveu em muitos países conheceu muitas pessoas, experimentou diversas culturas e é muito mais madura do que a maioria das meninas com as quais já namorei.

_Do jeito que você fala parece até que você gosta da liberdade e das experiências dela e não dela – Notou meu amigo enquanto nós dirigíamos até a estufa na qual o pai de Noah mantinha em casa.

Com uma estufa em casa, é claro que Noah iria fazer uma pequena plantação de maconha. Um dia os Zigs-Zags laranjas de Noah tinham acabado e ele acabou tentando fumar um verdadeiro baseado em fatos reais ao usar jornal como papel de fumo, só de lembrar a história hilária já sorriu involuntariamente.

_Não é nada disso. Eu gosto dela!

_Pode até ser que goste, mas eu ainda prefiro a Amanda.

_Todos vocês sempre iram preferir a Amanda. Vocês não dão nem uma chance para Aline, vocês todos iriam gostar muito dela. Esses dias eu sai para jantar com ela e a Bruna surgiu no restaurante junto com o Bill Kaulitz, o idiota. A Brubs passou o resto da noite apenas me olhando com total desaprovação. – Disse ficando chateado só de lembrar. Durante o acidente de Andreas e o ocorrido entre mim e Amanda, Bruna ficou o tempo todo ao meu lado me apoiando sem nem ao menos ficar chateada por todas mancadas nas quais eu cometerá com ela, entretanto Bruna esqueceu-se por completo da nossa amizade quando comecei meu namoro com Aline.

_A Amanda precisa de você agora ao lado dela, não é uma boa hora para você começar a namorar outra menina. – Disse Luca um tanto quando receoso com a minha reação ao ouvir aquilo.

_Ai para mim já deu, se você vai ficar falando essas merdas para mim, sinceramente eu encontro outra pessoa para dividir um beck comigo. Vocês todos precisam notar que a Amanda não me quer por perto, o fato dela ficar dia e noite naquele hospital ao lado do namorado dela, apenas mostra o quanto a mesma não quer mais nada comigo. Nem sempre convém virar a página, às vezes é melhor rasgá-la. Se você, Bruna, Fábio e todos meus amigos ainda não se tocaram o quanto Amanda se esforça para me afastar da vida dela e continuarem a serem os maiores babacas do mundo com a minha namorada, eu vou simplesmente parar de falar com vocês! – Afirmei quase berrando parando de acompanhar Luca.

Nós estávamos apenas alguns metros da estufa, eu já estava farto de tudo. Meu amigo me encarou medindo mentalmente suas próximas palavras antes de abrir a boca e falar outra merda para chatear minha maravilhosa noite.

_Calma. Só falo isso, pois sou amigo da Amanda e fico também preocupado com ela e esse relacionamento estranho de vocês dois...

_Não existe nem nunca existiu nenhum tipo de relacionamento entre nós dois.

_Se você diz, não irei discordar – Disse Luca, mas sabia que minhas palavras não o convenceram – Agora vamos fumar um beck com os meninos, você precisa ficar relaxado antes de uma semana de treinos.

Ele aproveitou-se de sua alta estatura para colocar seus braços firmes sobre meu pescoço e me arrastar até a estufa, enquanto ríamos do meu esforço para me livrar daquele cheiro horrível saindo das axilas dele. Ao entrarmos nossos amigos já estavam ao fundo da estufa muito chapados, devo ter dividido uns 3 becks com os meninos até Aline chegar. Ela apenas me olhou séria antes de se retirar dali ás pressas, eu já estava um pouco chapado por isso só fui atrás dela quando Luca me olhou com uma cara de que eu não deveria estar mais ali.

_Aline, onde você está indo? O que houve? – Perguntei após conseguir segurar o braço dela, quando já estávamos do lado de fora da estufa.

_Desculpa Gustav, mas se você gosta de acabar assim com a sua vida, eu não ficarei do seu lado aceitando essas suas escolhas – Disse ela como sempre muito firme, madura e decidida.

_Você está falando da maconha? – Perguntei já raciocinando de modo lento. Era impressão minha ou a Lua era um exato triângulo aquela noite?

_Sim.

_Então você é contra as pessoas usarem maconha? Só porque é contra a lei?

_Não Gustav, mas por que os meus pais e da Suzanne morreram para pessoas como você e seus amigos poderem puxar um beck numa festa como essa.

_Ei... ei vai com calma e me explica isso, pois estou um tanto quando confuso. O que minha maconha tem haver com o fato de você e sua irmã virarem órfãs? – Perguntei soltando o braço dela de tão confuso. As sinapses em meu cérebro já ocorriam em câmera lenta.

_Até meus 8 anos eu morava com meus pais numa favela no Rio de Janeiro, cidade do Brasil, e meus pais tinham uma ONG local que lutava contra o ingressos das crianças no mundo do crime. Então numa noite eu estava dormindo na casa de uma vizinha, quando os traficantes da favela entraram na minha casa e mataram meus pais. Como meus pais eram pessoas com atitude tão nobres, a minha guarda ficou com a UNESCO e meu nome foi colocado na fila de adoção de crianças na mesma situação da minha, na qual os pais foram mortos por causa de suas causas humanitárias. Sabe a única vantagem de entrar nessa lista de adoção especial da UNESCO é que geralmente as crianças são adotadas por pessoas muito ricas ou famosas, como no meu caso e da Suzanne. – Disse ela e fez uma pequena pausa para eu poder absorver todas aquelas novas observações. – Os pais da Suzanne eram colombianos e foram mortos lutando contra os grupos guerrilheiros presentes no país há uns 5 anos atrás. Desculpa, mas eu não posso fingir que a morte deles foram em vão, por isso sou contra o uso de maconha em países no qual o uso não é legal como na Alemanha. A maior parte da maconha ilegal do mundo vem dos países latino-americanos e sul-americanos, foi indiretamente por causa de pessoas como você que meus pais foram mortos.

Eu devo ter ficado no mínimo uns 5 minutos parado a olhando e refletindo todas as palavras dela. Os adultos sempre nós diziam o quão errado era usar drogas, mas foi preciso uma menina honesta de 18 anos para me fazer refletir sobre o estrago no qual eu podia fazer fumando um beck por diversão.

_Sabe se alguém tivesse me falado tudo isso quando eu tinha uns 14 anos, eu nunca teria fumado meu primeiro baseado.

_Por conta disso não posso fingir indiferença toda vez na qual o ver fumando um baseado. Se você quiser fumar um cigarro, por mim tudo bem, mas drogas ilegais não! – Afirmou ela me observando atentamente.

_Por mim tudo bem.

_Sério? – Perguntou Aline incrédula, eu mesmo estava chapado demais para também acreditar nas palavras seguintes nas quais saíram de minha boca.

_Sim. Sem maconha, apenas cigarro. Agora vem cá ser meu baseado capaz de nascer nos meus dedos, morrer nós meus lábios e fazer minha cabeça! – Afirmei antes de unir nossos lábios em um beijo quente.

A semana de treinos para o jogo das quartas de finais foi um tanto quanto puxada, ainda mais pelo fato de eu não poder usar nada para relaxar e abstrair um pouco a mente. Para não ceder à vontade química eu acabava sugando todo tempo livre de Aline, pois só ao lado dela eu conseguia me convencer me lembrar dos motivos para não usar drogas e esquecer o meu sorriso preferido entre 7 bilhões de sorrisos. Todos os intervalos eu passava junto com ela, pois meus amigos com certeza como de costume passavam os intervalos fumando um beck no estacionamento do Goethe, por conta disso acabei adentrando de cabeça no mundo dela. Tudo no qual eu fazia começou a girar em torno dela, aos poucos fui me afastando cada vez mais de cada um dos meus amigos, se eu não estava com a minha namorada eu estava treinando para o jogo do final de semana. Em duas noites saímos para comer fora junto com Marcos e Juliana. Nunca antes havia visto Juliana tão feliz em toda minha vida, ela brilhava de alegria ao lado de Marcos e toda aquela felicidade contaminava a todos. Era como se uma nova Juliana tivesse nascido, pois não existia mais as crises de atenção, o seu típico mau-humor matinal ou o tom de voz autoritário.

Então chegou o bendito dia do jogo no qual ocorreu no colégio Cavalarris, um pequeno internato masculino há algumas esquinas da minha casa sendo assim fui um dos últimos a chegar. Ao entrar no vestiário todos meus colegas de time estavam realmente tensos, cada um em seu canto tentando ao seu modo conseguir ficar calmo e focado no jogo. Como de costume 30 minutos antes do jogo começar subimos até o campo para podermos fazer um rápido aquecimento. Ao olhar a torcida eu estremeci ao ver todos aqueles alunos do Goethe espremido na arquibancada torcendo a plenos pulmões para nós, congelei onde estava enquanto os meninos do time passavam por mim. Todos aquelas pessoas me fizeram sentir ainda mais o peso da responsabilidade presente naquele jogo. Nunca antes havia visto tantas pessoas juntas gritando pelo nome de cada jogador a entrar no campo. Senti meu estômago embrulhar e vontade de vomitar.

_Medo de público, Shäfer? – Perguntou Tom parando na minha frente e tampando todo meu campo de visão.

_Não. Não – Afirmei recusando-me a mostrar meu ponto fraco. Tom é um cara gente boa na maior parte do tempo, entretanto sempre fico com um pé atrás com ele, principalmente pelo fato dele ser irmão de quem é e de estar sem perceber cada dia mais se deixando envolver pelo charme da próxima namorada de seu irmão e uma de minhas melhores amigas. Bruna Schultz.

_E como você pretende lidar com as nossas futuras fãs?

_Fãs? – Perguntei totalmente confuso o encarando, o mesmo riu da minha cara de paspalho. Odeio brincadeiras em dias de jogos decisivos.

_Segunda-Feira é o primeiro ensaio da banda esqueceu? Primeiro os ensaios. Depois ganhar o festival do colégio. Depois nossa primeira turnê mundial. Depois férias em um iate em Ibiza. Depois morar em LA – Disse ele meio brincalhão, mas seguro de suas palavras. – Dar doisinho te relaxa. Não relaxa?

_É, mas eu não faço mais isso – Disse começando a andar com ele em direção aos outros meninos do time para podermos fazer o aquecimento também.

_Por causa da namorada careta, né? Fiquei sabendo. Bem isso é um problema – Disse Kaulitz coçando a cabeça o que me deixava ainda menor perto dele. – Bem o meu pai, quero dizer o Gordon sempre me ajuda nesses momentos. Sabe você só precisa não se cobrar tanto e fazer o que você treinou tanto para fazer.

Tom bateu firme no meu ombro esquerdo antes de se mandar dali para poder fazer como sempre sozinho seu aquecimento. De algum modo estranho aquelas palavras dele me ajudaram a relaxar, afinal aquilo era apenas um jogo de futebol e não um jogo de COPA. Após o aquecimento todos voltamos para o vestiário e como de costume Noah tentou nós ajudar com suas palavras antes de subirmos de volta para o campo, entretanto alguns minutos antes Holger Matthäus surgiu no vestiário.

_Olha só quem veio falar hoje com vocês, garotos! – Afirmou o técnico Bart praticamente chorando de emoção de poder dar batidas orgulhosas no ombro de Holger.

Todos nós ficamos imóveis não acreditando na enorme surpresa do treinador, te todos os grandes ex-jogadores do Goethe no qual já tinham sido chamados para falar com nós aqueles era sem dúvida o maior de todos. De 12 os grandes jogadores alemães nos quais já estudaram no Goethe, em minha opinião Holger só ainda não é o maior de todos, pois Gerhard Müller estudou aqui. Apenas 20 anos, mas pleno domínio da bola um verdadeiro gênio no meio de campo do Bayern München e na época na qual ainda jogava no Goethe há uns quase 3 anos atrás. O mais jovem alemão há concorrer ao prêmio de melhor do mundo da FIFA e se tudo der certo dentro de 3 semanas será ao lado de grande fenômeno Ronaldo o jogador mais jovem a levar o prêmio. Ao lembrar tudo aquilo eu comecei a ficar emocionado ao lembrar-me vibrando no banco de reserva do time ao vê-lo fazendo aquelas jogadas sensacionais para Jürgen Löw o centroavante titular do time do Goethe quando eu estava no 1º ano. Uma dupla imbatível no Goethe e no atual Bayern, o ataque de ouro alemão. No Goethe os dois na verdade junto com Caio Winble formavam o trio imbatível de ataque do time, os três mosqueteiros como gostavam de serem chamados os inseparáveis amigos. Ao terminarem o Ensino Médio os três receberam uma ótima proposta para serem reservas no Bayern München, Jürgen e Holger aceitaram, já Mario Winble não deixou de modo algum Caio aceitar a proposta e por segurança o obrigou a ingressas na Universidade de Zurich fazendo assim todo um país perder um ótimo jogador.

_Isso é real? – Perguntou Tom Kaulitz sendo o primeiro a se recuperar do choque.

O time inteiro deve ter ficado uns 5 minutos em silêncio perplexos encarando Holger. Os novatos como Marcos, Tom, Philipp e os outros 4 nos quais haviam entrado na escola apenas no Ensino Médio já haviam ouvido mil vezes do treinador Bart as histórias sobre o maior jogador no qual o mesmo tivera o prazer de treinar. Já os alunos como eu, Leandro, Noah, Vitor e alguns outros nos quais haviam nascido nas famílias mais tradicionais da Alemanha, nós encarávamos incrédulos Holger, aquele que por anos torcemos das arquibancas velhas do campo de futebol do Goethe.

_Eu sou seu fã. É uma honra poder ocupar hoje o lugar no qual foi seu por 3 anos no time do Goethe! – Afirmou Marcos Adelson praticamente tropeçando nas palavras, por causa do nervosismo, antes de estender a mão trêmula na direção de Holger.  

_Você então deve ser Marcos Adelson, estou certo? – Perguntou Holger educadamente, após apertar firme a mãe de Marcos e antes do mesmo balançar positivamente a cabeça e soltar a mão. – Treinador Bart me falou muito bem sobre o seu talento.

Leandro, eu e outros velhos alunos nós entreolhamos imediatamente ao ver aquelas duas mãos se apertando firmemente. Duas mãos tão diferentes e com um grande feito em comum. A primeira mão e a última mão a poder passear livremente por aquele corpo sempre tão apreciado pelos alunos do Goethe.

Holger não era simplesmente o capitão e melhor jogador do time da escola no Ensino Médio, ele era o rei da escola, o mais popular e admirado por todos. O Leandro Alves de alguns anos atrás, mas bem menos arrogante e irritante. Holger como todo bom rei soube bem como escolher suas rainhas durante todo o Ensino Médio. Apesar de não ser tão bonito como seu melhor amigo Caio Winble, ou tão simpático quanto seu outro melhor amigo Jürgen Löw, entretanto em minha opinião era o que namorava as melhores meninas do Goethe.

Holger então disse algumas palavras de apoio, conversou com nós, respondeu nossas diversas perguntas e deixou todos um tanto quantos seguros e relaxados. Um pouco antes da nossa entrada para o campo ser liberada, Sthephanie Campos a supermodelo brasileira namorada de Holger entrou no vestiário e todos nós á encaramos morrendo de vontade de correr para o banheiro mais próximo. Os dois se despediram e subiram para poder ver o jogo das arquibancadas.

_Você acha que ele veio por causa dela? – Perguntou Leandro enquanto subia ao meu lado para o campo. O mesmo foi tão educado que se eu não estivesse o encarando não iria acreditar se tratar de Alves me fazendo aquela pergunta.

_Depois de quase 2 anos? Duvido muito. Ele deve ter vindo por causa do pedido do treinador. – Respondi após dar meus costumeiros três pulinhos ao entrar no gramado. Leandro como sempre entrou com o pé direito e ergueu as mãos para o alto.

_Então está tudo bem. Até porque ela já esqueceu ele depois de toda loucura do ano passado.

_Ele também já deve ter a esquecido, apesar do relacionamento dos dois terem sido tão intenso e longo. Eu esqueceria qualquer mulher se pudesse ter uma namorada como essa nova dele.  

_Deslumbrante – Disse Leandro mordendo os lábios de desejo.

_Vocês acham que a gente deve falar algo para o Marcos? – Perguntou Noah se metendo na nossa conversa, eu nem ao menos havia percebido o fato dele estar nos escutando.

_Melhor não, vai o deixar nervoso à toa e nós precisamos dele 100% hoje. – Respondi mais baixo a medida na qual nós aproximávamos da rodinha na qual os jogadores titulares de nosso time tinham feito no meio do campo como de costume. – Não deve ser fácil tentar competir com Holger Matthäus!

_Você tem razão, Shäfer. Afinal já faz 2  anos e se a Juliana e o Holger já esqueceram um ao outro, não somos nós que devemos trazer a tona o fim do namoro dos dois. – Disse Noah antes de bater nas nossas costas e começar a correr em direção à roda.

_O que eu menos quero e ver a Jú sofrendo de novo igual ao ano passado por causa das burradas do Holger! Só eu sei como foi difícil a ver acabando consigo mesma daquele jeito! – Afirmou Leandro como sempre sendo o superprotetor com Jú. – Marcos está fazendo muito bem a ela e eu farei o impossível para tudo continuar como está.

O jogo foi um tanto quanto sofrido. No primeiro tempo havíamos praticamente comido o pão no qual o Diabo no serviu. Se não fosse Tom ter pegado aquele pênalti nós estaríamos perdidos. No segundo tempo após todos ouvirmos atentamente os gritos enfurecidos do treinador, precisou de menos de 5 minutos para Marcos fazer um cruzamento perfeito vindo do centro, deixei apenas a bola passar pelas pernas do zagueiro adversário antes de chutar com força e fazer o gol. Após o primeiro gol como de costume o outro time começou a apertar demais a defesa do nosso time e se não fosse pelas defesas de Tom junto com Leandro conseguindo tirar diversas bolas do time adversário, nós teríamos logo levado um gol.

_Você viu quem chegou? – Perguntou Marcos para mim enquanto nós ajeitávamos na barreira esperando o time adversário cobrar o escanteio.

_VITOR MAIS PARA ESQUERDA – Gritou Tom nós colocando em nossos lugares para não o atrapalhar, pois o mesmo iria subir para pegar a bola no alto depois do escanteio ser cobrado.

_Meu pai. Eu vou fazer o próximo gol para Juliana! – Afirmou Marcos.

_Você tem certeza?- Perguntei, pois sabia o quão desafiador ele estava sendo se dedicasse um gol para Juliana na frente do seu pai.

_Ele já sabe de tudo ou está desconfiado, se não nunca teria vindo ao jogo! Eu preciso de você atrás do Tom para jogar a bola no meio de campo, eu vou dar uma arrancada e fazer o gol. Vou falar com o Noah e o Tom.

Marcos aproveitou enquanto o jogador no qual ia bater o escanteio terminava de receber o atendimento médico para ir falar com Noah. Noah ouviu todo aquele plano louco e assim como eu não gostou nem um pouco, mas também acabou sendo convencido pelas palavras firmes do plano surpresa de Adelson. Talvez pudesse der certo, se desse iria ser um alívio no placar. Noah e Marcos se dirigiram até Tom e os 3 começaram a conversar e Tom também não gostou nem um pouco da ideia maluca, mas não ousou contestar a decisão do capitão do time.

_Gustav, vai para trás do Kaulitz eu vou ficar aqui na frente! – Afirmou Noah, então corri para minha posição, pois o jogador do outro time só estava esperando o juiz apitar para poder bater o escanteio.

Ao ficar atrás de Tom percebi o quão suicida era aquele plano. Eu não via nada ficando ali e sabia que a bola iria surgir do nada e eu teria de chutá-la no meio de campo para Marcos. Tom apenas iria subir para pegar a bola, mas deixaria a mesma passar, entretanto na distância entre mim e Tom algum jogador podia se meter no meio e mandar a bola para o nosso gol. Não vendo a bola eu que se não chutasse direito poderia acabar fazendo um gol contra ou deixando a bola passar. O plano era muito arriscado, mas eu não iria desobedecer às ordens de Noah e sabia que se tudo desse certo Marcos conseguiria fazer aquele gol. Era tudo ou nada e nós resolvemos apostar no tudo.
Respirei fundo ao ouvir o apito do juiz, todos os jogadores como sempre começaram a se empurrar. Como esperado a bola passou pelo Tom e surgiu do nada na minha frente, como por reflexo a chutei na frente e não acreditei quando a mesma chegou perfeita no pé direito de Marcos. Ele então saiu correndo como eu nunca tinha visto alguém correr, ao chegar à grande área tirou a bola dos dois zagueiros do outro time antes de jogar a bola para o alto e fazer um lindo gol de bicicleta. Um gol no qual todos irão para sempre guardar na memória. Os meninos do time e eu vibramos com o gol, todos havíamos apenas observado atônitos aquela linda jogada no nosso lado da defesa. Como de costume Marcos subiu correndo as arquibancadas e só parou quando seus lábios encontraram com fúria os de sua namorada levando a torcida ainda mais ao delírio.

O resto do jogo foi totalmente calmo. 2x0 e nossa classificação garantida para as semifinais dali quase 3 meses. Na segunda-feira após o jogo todos na escola apenas falavam do lindo gol de Marcos, as fofocas começaram a correrem soltas pelos corredores e logos as mentiras e suposições iam brotando aos montes. Fiquei aliviado pelo fato de ninguém estar comentando sobre a presença ilustre de Holger Matthäus no jogo ou do antigo namoro dele com Juliana como eu estava esperando, era bem melhor só ouvir as fofocas sobre como empresários do mundo esportivo como Robert Berlitz já estavam de olho em Marcos Adelson. A fofoca era tamanha que Luca veio me perguntar se era verdade que Marcos havia fechado um contrato com o Bayern München depois daquele gol. Como eu o respondi? Apenas ri antes de me dirigir até o prédio Ludwig van Beethoven na sala de música na qual Bill, Tom e o professor Georg já estavam me esperado para o primeiro ensaio.

_Finalmente chegou. Agora podemos começar logo com essa palhaçada! – Afirmou Bill extremamente grosso no instante no qual eu entrei no local.

Ele estava apenas querendo me tirar do sério e eu sabia muito bem disso. Bill queria o quanto antes se livrar daquilo e me tirar daquele projeto, mas eu não estava mais na banda somente por minhas notas. Após todo ocorrido com Andreas eu pensei em sair da banda, pois era o certo a fazer, mas quando professor Georg me falou do fato de Tom só ter entrado na banda apenas para conseguir a carta de recomendação para Andreas, eu decidi não ser o responsável por ferrar ainda mais com a vida do Hass.

Respirei para me acalmar, mais ao fundo da sala estavam os equipamentos, entretanto tomei um susto e tanto ao ver Bruna sentada num dos sofás conversando animadamente com o Kaulitz mais velho. Desde quando esses dois conseguem conversar civilizadamente? Desde quando suportam dividir o mesmo ambiente sem quererem se matar? Ao me aproximar dos dois, Tom se levantou e foi fazer os últimos ajustes na guitarra.

_Brubs, me desculpa, mas isso já é demais para mim. Já me bastava ter de te ver babando pelo Bill Kaulitz, não vou suportar ver você sendo amiguinha de Tom Kaulitz! – Afirmei brincalhão o que a fez rir antes de fazer um enorme bico para mim. – Você tem um péssimo gosto.

_Não seja mau comigo, Shäfer – Disse ela antes de me abraçar forte, retribui com a mesma intensidade em parte para irritar Bill e em parte porque era bom notar que nossa amizade não havia sido alterada nem um pouco – Tive de procurar novos amigos, já que meu melhor amigo resolveu me deixar pela minha melhor amiga e depois de começar a namorar a menina mais careta da escola.

_Ai. Ai. Ai. Essa doeu, foi direta e reta.

_O Tom é um ótimo garoto, pode tratando de dar uma chance para ele! – Mandou Schultz saindo de meus braços. Os meninos atrás de nós pareciam conversar algo sobre a banda, conversa na qual eu deveria estar participando também.

_Aline é uma ótima pessoa, você bem que podia dar uma chance para ela também.

_Vou pensar no seu pedido – Disse ela colocando as mãos na cintura como se estivesse analisando cada detalhe da situação. A mesma Bruna Schultz babacona de sempre.

_Pensa com carinho, por favor? – Pedi dando o dedo mindinho para ela entrelaçar no meu como quando crianças fazem ao fechar um acordo. Brubs mostrou a língua antes de apertar firme seu mindinho contra o meu fechando o acordo. – Afinal se eu não te chamei para vim aqui, quem te chamou?

_O To...

_Fui eu, Shäfer. Por quê? Algum problema com isso? – Perguntou Bill interrompendo Bruna e fazendo questão de ser extremamente grosso. Sério mesmo que ele faz tanto sexo como dizem? Cruses, quanto mal humor numa só pessoa.

_Podemos ensaiar, garotos? – Pediu o professor Georg impaciente. A banda mal tinha começado e em poucas horas de união já tinha dado vários indícios que não iria durar muito. Se conseguirmos chegar sendo uma banda até o festival de música já será um milagre.

_Claro! – Afirmei e depois tirei minha mochila e a coloquei no sofá ao lado de Bruna. – Se meu celular tocar, me avisa? Essa manhã a Sarah teve de ser de novo internada.

_Meu Deus, como ela está? – Perguntou Schultz visivelmente preocupada com minha irmã antes de pegar o meu celular na minha bolsa.

_Ela está péssima, mas vai melhorar. Tenho certeza disso! – Afirmei tentando pensar o mais positivo possível. Sorri meio forçado antes de me virar e ir até a bateria na qual iria tocar, não era tão boa quanto a minha de casa, mas daria para o gasto. Por causa da internação de Sarah no hospital aquela manhã nem pude passar em casa para pegar minhas baquetas, então tive de tocar com as da escola também.

_Então vamos tocar o que para aquecer? – Perguntou Bill se sentando num banco de madeira se recusando a pegar o microfone.

_Que tal Samy Deluxe? – Propôs Tom fazendo Bruna, Bill e eu rir. Só sei o que é Samy Deluxe porque a Bruna adora colocar rap alemão alto no meu carro quando dou carona a ela. Uma tortura necessária para tê-la por perto.

_O que é isso? – Perguntou professor Georg perdido.

_Nada relevante – Respondeu o Kaulitz insuportável – Que tal uma música na qual todos nós saibamos? Far Away Nickelback?

Ri baixo. De todas as músicas ele tinha logo de escolher a única na qual eu sempre tive certeza ser feita para mim e Amanda.

_Algum problema, Shäfer? Se você não souber nós podemos mudar – Sugeriu Bill num tom de voz desafiador.

_Eu sei essa música. Só ri porque me lembrou uma pessoa.

Bill então pegou o microfone e começou a cantar a música, sua voz era suave, muito macia e aconchegante. Não tenho como reclamar disso nele. Bill com certeza tem talento e pode ser um grande cantor solo se um dia quiser, como seu padrasto.  

A medida na qual Bill cantava a música imagens de Amanda inundavam minha mente, da nossa infância, nossos beijos, nossos abraços, nossas conversas, nossas risadas. Meu Deus, como eu precisava dela naquele momento. Após a música acabar eu devo ter ficado em transe todo o tempo no qual os 3 ficaram decidindo as outras músicas. Tocamos mais 2 músicas do Nickelback e quando íamos começar a terceira meu celular começou a tocar e eu sai correndo de trás da bateria.

_Alo, mãe? – Perguntei após atender a ligação.

_Meu Deus não é hora para isso – Bufou Bill irritado, então me retirei da sala para poder atender a ligação.

_Mãe? Pode falar, agora estou te ouvindo melhor – Disse aflito, pensando só em coisas boas, porém já esperando o pior.

_Filho eu preciso que você venha agora para o hospital, quando você chegar aqui eu explico melhor. – Pediu ela num tom de voz choroso – Vem rápido, por favor.

_Já to indo.

Às pressas entrei na sala, apenas para pegar minha mochila e me mandar dali o mais rápido possível. Algo sério havia acontecido com Sarah e não saber o que era me deixava a cada segundo mais aflito.

_Podemos então voltar ao ensaio agora? – Perguntou Bill.

_Eu vou para o hospital, minha irmã está internada e minha mãe acabou de me pedir para ir até lá.

Desculpem, mas não posso ficar! – Afirmei enquanto colocava minha mala nas costas depois de guardar meu celular no bolso da frente da mochila.

_Eu vou com você – Disse Bruna pegando sua mochila.

_Bruna – Disse Bill num tom de indignação enquanto caminhávamos até a saída da sala.

_Desculpa, mas ele é meu amigo e precisa de mim – Disse Schultz antes de fechar a porta, após nós dois passarmos – Me dá a chave do seu carro.

_Você não tem carta! – Afirmei enquanto corríamos pelos corredores.

_E você não está em estado para dirigir. Passa-me logo a chave – Ordenou ela e tirei a chave do bolso da minha calça do uniforme e passei para ela no instante no qual saímos do velho prédio e começamos a correr para a saída da escola onde eu havia deixado meu carro.

Bruna podia até não ter carro, mas não dirigia mal e por isso logo chegamos ao hospital. Ao chegarmos ao hospital ela me deixou na entrada e foi procurar um lugar para estacionar. Entrei correndo no local e resolvi subir de escada ao invés de pegar o elevador, como havia estado ali à manhã toda eu já sabia muito bem como chegar até o quarto 304. Ao chegar à porta do quarto minhas mãos já estavam na fechadura quando ouvi a voz da mãe de Amanda. O que Melissa Müller estava fazendo ali? Eu não fazia à mínima, mas estava prestes a descobrir. Devagar fui abrindo a porta para não atrapalhar o assunto.

_Melissa, por favor, deixe a Amanda fazer o exame para ver se ela pode doar parte do fígado para Sarah, por favor? – Implorava minha mãe me deixando ainda mais confusa.

_A minha filha não. Amanda não merece ser colocada nessa confusão – Respondeu firme tia Melissa.

_Por favor, Melissa, elas são irmãs. Por favor, não deixe minha filha morrer por um erro do passado – Suplicou minha mãe e no momento no qual as palavras fizeram sentido na minha mente acabei abrindo com tudo a porta sem perceber.

_O QUE VOCÊ DISSE, MÃE? – Berrei para tentar afastar aquelas palavras da minha mente. Não. Não. Não. Aquilo não podia ser real. Minha mãe chorava ajoelha aos pés de Melissa.

_Não, Camila – Disse Melissa ríspida tentando calar minha mãe depois da mesma se levantar e começar a me encarar ainda chorando.

NÃO. NÃO. NÃO. AQUILO NÃO PODIA SER REAL. Era um pesadelo, no qual eu teria de acordar logo.

_Amanda e Sarah são irmãs, meu filho! – Afirmou minha mãe transformando todo aquele terrível pesadelo em realidade. Dói demais ter de ser forte o tempo todo.


SURPRESA. Aposto que ninguém imaginou isso, ou talvez isso. Próximo capítulo da Amanda. Muito ansiosa em saber da reação das minhas leitoras lindas, por isso comentem e logo em huashausuhashua
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MensagemAssunto: Re: Fuck School FF+18 [ On: Capítulo 29 ]   Ter Set 09, 2014 4:15 pm

Reação 1 :
 :oO:
Reação 2:
:@@:
Reação 3:
:*-*:

Ai que tudo...agora Mandy e Gustav vão ficar mais próximos..e vão cuidar da Sarah, e treinar pra quando eles tiverem seus Gustavzinhos e Mandynhas  doce
Mano...no começo..pensei que o Andy tinha morrido  gn
Mas ele só ta em coma
Ainda acho que os Andinelson tão aqui só pra fuder a porra toda...Pra dar golpe em todo mundo.
GUSTAV É DA MANDY Depois de meu..óbvio.
Não quero ele com a Aline, ela ta afastando ele dos amigos, de quem ele realmente ama dos baseados...
A CULPA NÃO É DO GUSTAV A culpa é das estrelas..Aqueles caras que querem comer o cu do Bill e do Andy.
O Gustav não merece sofrer...
Já disse que a Júh é do Georg...e nada de Marcus nem de O cara da namorada gostosona que tem o mesmo nome que eu e que curiosamente foi baseada em mim. UE
Então...espero que a banda de super certo...falando nisso :

Tom Pika das Galáxia Lispector escreveu:
Segunda-Feira é o primeiro ensaio da banda esqueceu? Primeiro os ensaios. Depois ganhar o festival do colégio. Depois nossa primeira turnê mundial. Depois férias em um iate em Ibiza. Depois morar em LA

PALMAS A ESSE GÊNIO DA ILUSÃO  aplausos  aplausos  aplausos
Bom...a Bruna está mexendo com o lado hétero que existe no Biu e no SUPER MACHO do Tom
Espero que isso não acabe nunca...  hihi
Enfim...acho que falei de tudo...
Não gosto da Aline e foda-sin vcs.
Mas eu ainda acho que o Gus e a Mandy são perfeitos...

Ps: Usei mais uma frase linda do Gustav e pus no face. E dei o devido crédito, porque não sou tão fdp assim.

Continue que eu estou AMANDO *-*
Sdds Cecília, sdds. Ela nem foi citada, nem o Harry Potter, Styles do 1D. Já percebeu que dá pra zuar, né produção.
Continuuueee que eu quero ler logo a Amanda...hm...ler  ¬¬2
Beijooooooos  fofa2
Desculpa o comentário GIGANTE.
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MensagemAssunto: Re: Fuck School FF+18 [ On: Capítulo 29 ]   Seg Fev 15, 2016 7:47 pm

Se eu continuar alguém iria ler?
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MensagemAssunto: Re: Fuck School FF+18 [ On: Capítulo 29 ]   Sab Maio 28, 2016 12:11 am

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MensagemAssunto: Re: Fuck School FF+18 [ On: Capítulo 29 ]   Hoje à(s) 1:16 pm

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Fuck School FF+18 [ On: Capítulo 29 ]
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