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 [Kaulitzcest.] Verachtet.

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AutorMensagem
Walker®



Número de Mensagens : 2
Idade : 27
Localização : Starten - Alemanha
Data de inscrição : 09/12/2012

MensagemAssunto: [Kaulitzcest.] Verachtet.   Dom Dez 09, 2012 2:17 pm

Hallo Aliens, como estão? Bom, sou novo por aqui e sim, uso um personagem fictício. Bill Kaulitz Walker, vocês podem me chamar como preferirem, mas peço para que evitem muita intimidade, me faz sentir desconfortável. Deixo aqui, minha primeira One-Shot. Não creio que terá continuação, exatamente por conta de um bloqueio que tive sobre esse conto. Enfim, espero que gostem. Eu a escrevi há dois meses, acho que por conta disso me encontro um pouco perdido para dar continuidade aos acontecimentos e sentimentos das personagens. Talvez algumas de vocês não entenderão, por ser algo bem pessoal para minha pessoa. Sem mais enrolação, aqui está: Verachtet.

Tabela:

Nome: Verachtet.
Autor: Walker®
Classificação: Classifico como Livre.
Gênero: Drama, Incesto.
Beta: -
Capítulos: Único.
Terminada: Sim.



~capa fail~

Você não sabe, mas todo santo dia eu apareço aqui. Fico trancado no meu carro, que fica estacionado do outro lado da rua da parte de trás da sua casa. Leio o seu sobrenome na caixa de correio antes de dobrar a esquina e me sento no mesmo banco de madeira coberto por sereno das noites frias da Alemanha. Para mim, era para estar o nosso sobrenome ali, mas não está. O sobrenome dele também não está lá, mas eu sei que não precisa estar. Ele toma um lugar que era pra ser meu, que era pra ser nosso. Então eu me deixo levar por todas as lembranças de tudo que eu já vivi com você. Enquanto sinto o frio cortante judiar minha pele e fazer-me arrepiar, considero o que era e o que hoje é. Nada. É, era pra ser nós, ou quem sabe já foi, em outro lugar, vida, tempo, galáxia… Só sei que eu e você, tem tudo a ver né? Combina até demais, e às vezes a sua “indiferença” cobre toda àquela mania besta que eu tenho de ser tão tudo ao mesmo tempo, de ser tão preocupado e de ser tão seu. E no meio às nossas lembranças eu sinto minhas mãos tremulas do frio congelarem ainda mais. Esfrego-as uma na outra e solto um pouco de ar sobre ela, com a minha boca, voltando a esfrega-las mais uma vez. Meu olhar volta fixo na sua casa. As luzes da cozinha estão acesas e me lembro sempre da mesma coisa… “Eu estou tendo um sonho estranho … Eu … Ta me assustando isso . Eu to sonhando com a gente , mas , no sonho não estamos bem . No sonho , você me quer longe …”, então eu engulo em seco as seguintes palavras que eu havia lhe pronunciado por fim. E meus olhos ardem um pouco. Como todas as noites você apareceu na janela, lavou um copo ou outro e então se foi. E apenas com isso eu poderia jurar que estava prestes a ter um infarto. As mãos que a pouco estavam gélidas e pálidas, se encontram avermelhadas e quentes, suadas. Fecho os olhos e respiro profundamente ao abri-los vejo a luz da cozinha já apagada e apenas um fraco feixe aparecendo na janela. Creio ser da Tv. Abaixo minha cabeça e suspiro. Não sabia o que fazia ali, não sabia o que fazia ali todos aqueles dias. Sem ninguém saber, ninguém precisava, eu sempre estava ali, sempre. Às vezes me pego nas madrugadas ansiando ter a coragem que eu nunca tive, de voltar, de bater na tua porta e pedir pra entrar. De pedir perdão por ter ido embora, acompanhado de um alguém que só me fazia bem, enquanto você… Sempre foi quem eu amei e amo[…] Mesmo que tenha doído ver tudo o que tínhamos e éramos se esvair e ir lentamente se dissipando e se tornando nada, eu poderia ter ficado. Quando prometi que te cuidaria, mesmo que você já tivesse e tenha alguém para “te cuidar”… Sim, com aspas, porque aquilo é só nome, não vejo função. Porque o cara que você chama de marido não se importa com você nem um terço do quanto eu me importo, porque mesmo que eu tenha “ido”, todo o dia eu to aqui, te olhando, te cuidando de longe, porque no fundo eu sei que não é de mim que você quer amor e não é por mim que você quer amar e se sacrificar. Acabo deixando minha cabeça pender para frente, num ato descuidado de demonstração de cansaço. Era como eu estava, esgotado. Havia caminhado milhas, vivido várias vidas, mas nenhuma me fez tão feliz quanto aquela demonstração que eu tive ao seu lado. Apenas me cuidava e falava: “Meu manin doidin.” e aquilo para mim já era o paraíso. Mas… Eu sei que toda essa situação é tão embaraçosa, pra mim mais ainda, porque no fundo eu sei que tudo é em vão. Não importa quantas vezes eu venha e volte, crie uma identidade nova ou outra, não importa quantos cortes e comprimidos eu me submeta, mesmo a beira da morte eu vou me lembrar de você, mesmo com a respiração fraca, beirando a inexistência, eu vou me lembrar do que vivemos. Mesmo que para você tenha sido algo passageiro, como uma pessoa que chega e vai embora da nossa vida sem deixar muita saudade, para mim foi tudo. E eu digo isso, porque eu sinto. Eu sinto muito e você nem tanto assim. O que dói, é que inevitavelmente eu me lembrarei da decadência que tudo tomou. O que no inicio eram tardes ou madrugadas incansáveis de gargalhadas e aventuras, tornaram-se algo seco, sem vida e eu não podia mais suportar. Eu fui, assumo que fraquejei, quando deveria ter ficado e lutado pelo o que sobrava da nossa convivência, eu preferi ir, pra não ver o nosso fim, pra não ver você aqui, sem olhar pra mim, me dar atenção, ou me destratar, porque você sabe que isso viria com o tempo, mas… Eu sei, ta tudo tão confuso. Eu confundo as coisas, confundo tudo que não era pra confundir. Inclino meu tronco para a frente do banco, apoiando meus cotovelos sobre meus joelhos e meu rosto sobre minhas mãos. E o olhar fixo na sua casa e as lembranças correndo feito uma rajada de vento no litoral. Fecho os olhos com força, na esperança falsa de poder de algum modo voltar para aquela época, em que éramos só você e eu, quando eu era feliz. Já havia perdido a conta de quantas vezes eu havia repetido esse gesto. Espremia as pálpebras e as voltava a erguer, com um nó formado na garganta e a vontade de passar o restante de sobrevivência que ainda me aguarda, mergulhado em lágrimas. Era para sermos melhores amigos, melhores irmãos, mas no meio de tanto sentimento, dor e solidão, a unica coisa que eu pude me apegar era o seu sorriso e os momentos que passei e passava ao seu lado. E era tão bom, chegar correndo em casa, de um dia cansativo e logo ir pra sua casa, ir te encher um pouquinho. Eu já tinha até chegado a pensar que morávamos juntos, pois quando eu não estava na tua porta, tu estavas na minha. E gritava meu apelido… Ah, aquele apelido… Sinto meus olhos lacrimejarem e levo meu polegar e indicador sobre ambos, apertando simultaneamente, fazendo certa pressão. Ao retirá-los suspiro por mais uma vez, agora encarando ressentido a que um dia foi nosso lar. Onde vivemos tantas coisas, onde eu tenho tantas lembranças, a maioria boas, mas quando penso nas ruins… Chuva. Era um dia chuvoso quando eu te contei, lembra? Claro que lembra, aquele foi o dia que mudou nossas vidas, que mudou nossa convivência… Eu deveria ter deixado tudo guardado, quem sabe assim você ainda me quisesse por perto, ou eu pudesse ficar ao seu lado, sem me doer o fato do nosso deterioramento. Seu maninho doidinho que vivia de “aff pra mim” e “mimimi”… Esse doidinho mudou tanto, sabe? Tem tanta amargura nele agora, mas é estranho… Por todas as vezes que eu estive perto de você, com o seu consentimento ou não, me senti menos “outra pessoa”, me sentia aquele garotinho, inocente e sem maldade no coração, aquele bobinho, que você acolheu. É difícil encarar que eu não sou nada sem as nossas memórias e tudo que eu sobrevivi até hoje foi baseado no que vivemos, no que eu falei. Eu confesso que por muitos dias eu senti raiva, raiva por você não poder me amar do jeito que eu ainda te amo, mas hoje eu entendo que a vida é muito curta pra se encher de ódio, de raiva, de amargura, pois é. Me levanto do banco e mexo em meus bolsos. De lá, tiro um maço de cigarros e sorrio sarcástico. Mais lembranças das nossas loucuras me invadiam a mente[…] Mesmo que eu quisesse e tentasse com todas as minhas forças aquilo que eu senti no inicio não era raiva nem de longe. Era dor, era decepção, era uma grande parcela de saudade. A saudade que eu não matei de você no nosso ultimo contato. Não… Essa saudade eu não cessei nunca. Eu não tive o seu abraço na nossa ultima conversa. Eu sei que eu estava diferente, um pouco frio e sem emoção, mas isso não muda muito do que eu sinto e sentia naquele momento. Eu só… Acho estranho por sentir certas coisas sempre… Saudade de coisas que talvez eu tenha fantasiado, imaginado, criado, ou quem sabe mesmo, vivenciado. ” Mas o que é bom pra você , talvez não seja tão bom pra mim …”. O que eu senti quando estava com você, a felicidade que me consumia a cada risada sua, a cada abraço nosso, ou o simples contato de tocar. Isso me faz lembrar… Uma toalha cor creme, a luz alaranjada do fim de tarde entrando pela janela e meu irmão mais velho me olhando com cara de deboche. ” Eu seco , mas vai por uma cueca .”[…] Ah, mas eu senti e ainda sinto isso, sabe? Como um vazio imenso em mim, algo que eu não sentia antes de você, nunca senti igual. E então, eu só fui capaz de saber o que realmente era saudade, naquele dia em que tomei a decisão. Iria embora da sua vida, porque eu sempre me senti como um perfeito estorvo nela, problema para você, um babaca que só te fazia mal, que te fazia sentir culpa, porque antes de tudo eu era e sempre vou ser seu irmão, mas você com certeza se sentia mal por me fazer sentir dor pelo fato de não me amar da mesma maneira. Eu sei e espero que você saiba e tenha plena certeza de que não é sua culpa e nunca foi. Meu sentimento é todo meu e eu o construí num momento de fraqueza, porque você sabe que eu nunca tive ninguém, e você era meu tudo, meu irmão, meu anjo, minha vida, era tudo que eu sempre quis e, inevitavelmente ainda quero. Pego o um cigarro e levo até meus lábios, prendendo-o ali entre eles, em seguida pegando o isqueiro e acendendo. Guardo o maço de volta nos bolsos e olho para o chão. Um pouco de neve sobre o asfalto escuro, molhado e escorregadio. Traguei logo a primeira leva de fumaça que puxara do cigarro e soltei lentamente pelo nariz. Tentava me acalmar, ou ao menos, por mais uma vez, me conformar. Eu não posso acreditar, como as pessoas preferem a dor do que a chance, do que arriscar. Sinceramente, se eu estivesse no seu lugar, arriscaria. Mas… Não estou. Tiro o cigarro do meio de meus lábios e ergo meu rosto. Observo a sua casa por mais uma vez. Todas as luzes apagadas. Olho em meu relógio de pulso e constato: 00h15min. Você já devia ter saído para dar uma volta, como sempre fazíamos quando a noite estava assim como hoje. Suspiro pesadamente e levo o cigarro novamente a boca. Trago e solto a fumaça pela mesma, passando pela garganta e saindo em seguida. Levo minha mão esquerda para o bolso do meu casaco e permaneço com ela naquele local, fechada em punho. Dou uma ultima olhada na casa e sorri de lado, como quem sabia que iria voltar e também sabia que nada iria mudar. Ergo meus ombros e os desço, dando o primeiro passo em direção a rua em seguida. Eu aprendi muita coisa enquanto estive fora. Se ama alguém, tem que falar pra pessoa e mesmo que você já saiba, algo me diz que você não acredita, mas um dia eu vou provar pra você que eu nasci pra ficar do seu lado. Eu posso não ser o melhor agora, mas prometo que vou fazer de tudo pra te fazer feliz, se você… Me der uma chance… E você pode me dizer um não por mais essa vez, e eu sei que se isso acontecer eu vou fechar os olhos e como das outras vezes vou jurar te esquecer, jurar ir embora e nunca mais voltar, jurar nunca mais pedir pra que você fuja comigo, ou que apenas fique do meu lado, do jeito que puder, mas depois que a mágoa passar e eu me lembrar de como você me faz sentir e sempre fez, eu vou voltar e vou pedir por mais uma vez para que você seja meu e me dê a chance de te amar de uma maneira que ninguém nunca pode. E ao dar o segundo passo em direção oposta ao banco, eu ouço uma voz familiar, chamar-me atrás de mim. O tom de voz era baixo, quase tão nulo que eu pensei estar imaginando. Mas não podia ser… Era meu apelido ali, embalado naquela voz… A voz dele.

— Billy? É você?


E fim... Pois bem, aceito críticas de todo tipo. Sejam impiedosas. Lembrando, talvez vocês tenham ficado um tanto perdidas, mas creio que ao menos uma deve ter entendido perfeitamente.TALVEZ exista alguma continuação, mas por hora, isso é tudo. Então, até minha próxima obra Aliens, see ya. []


Última edição por Walker® em Dom Dez 16, 2012 12:46 pm, editado 3 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: [Kaulitzcest.] Verachtet.   Dom Dez 09, 2012 8:48 pm

AMEI SUA OBRA!!!! doce

e entendi tudinho Smile , acho que deveria ter continuação, mas a decisão é sua, né!?! Laughing



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Vicky.

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MensagemAssunto: Re: [Kaulitzcest.] Verachtet.   Seg Mar 18, 2013 12:50 am

Nossa amei, você podia muito continuar, gostei mesmo, você escreve muitissimo bem.
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Steph MADA
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MensagemAssunto: Re: [Kaulitzcest.] Verachtet.   Sex Out 11, 2013 8:24 pm

AMEI!
Simplesmente adorei. Amo Kaulitzcest.
Você escreve muito bem, simplesmente amei!
Continue, estarei aqui!
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MensagemAssunto: Re: [Kaulitzcest.] Verachtet.   Hoje à(s) 11:37 am

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[Kaulitzcest.] Verachtet.
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