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 A estraga(quase)-tudo

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Kádinha Kaulitz
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MensagemAssunto: A estraga(quase)-tudo   Ter Dez 18, 2012 10:42 pm

Bom gente, essa daí é minha primeira fic, por isso, me deiam um desconto tá? danke

Sinopse: Eu amava ele. E ele me amava. Mas o tempo passou, a vida mudou e nós mudámos junto. Nuss...porquÊ esse sentimento sempre volta?
Classificação: sei não
Autora: Kádinha Kaulitz (euzinha afro )
Gênero: Romance.

Capítulos: --'


Posto??
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Milena Kaulitz
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MensagemAssunto: Re: A estraga(quase)-tudo   Qua Dez 19, 2012 10:01 am

Posta Smile
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Kádinha Kaulitz
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MensagemAssunto: Re: A estraga(quase)-tudo   Qua Dez 19, 2012 10:24 pm

Bom, vamo lá. Espero que gostem rsrsrsrsrs' What a Face

Outubro 2005
Naquela tarde de Outono, estava na cama dormitando, quando o celular começou a tocar insistentemente. No visor uma fotografia e um nome piscavam. Era o Tom.
-Alô?? - disse eu esfregando os olhos.
-Oi gata.
- Ah Tom, fala logo.
-Que mau humor é esse?
-Eu tava dormindo, tá?
-Desculpa, não queria te acordar - fez uma pausa e respirou – olha logo à noite eu, Bill, Gustav e Georg estávamos pensando ir a um barzinho p’ra estarmos todos juntos como nos bons velhos tempos. Cê alinha?
-Ah Tom, eu não sei…
-Vai, a gente chamou a Sam e a Emily até.
-Hmm… - eu tava me fazendo de difícil. Amava quando o Tom ficava suplicando.
-Ah Rafa, vai!
-Tá bom. Eu vou.
- Ah, grande Rafa! A gente te pega às 10.
-Mas, Tom, eu…
Ele desligou o celular. Ah esse Tom. Que mania feia, desligar o celular na cara das pessoas. Enfim.
A ideia de estar com os meninos me deixava contente. Desde que eles tinham saído da escola, que eu estava poucas vezes com eles. Aliás, já não os via à cerca de 2 meses. Mas falava com eles no celular quase todos os dias. Pelo menos com o Tom ou o Georg. Eu e o Tom tínhamos uma relação muito especial. A gente contava tudo um p’ro outro. Eu tinha saudades desses caras.
O que não me agradava nada era a ideia de a Emily ir. Ela se fazia p’ro Tom o tempo todo. Eu não tinha ciúme, era raiva, sabe? Ela era uma vadia, mesmo só tendo 15 anos. Se atirava p’ra todos, não era só p’ro Tom, era p’ra todos. Era uma vadia, se achava, passava o tempo todo se elogiando e rebaixando os outros. Falava da sua beleza, que na minha opinião, não era assim tanta. Mas ao menos a Sam ia. Ao menos isso.
Sam era minha melhor amiga. Ela me compreendia e escutava melhor do que ninguém e eu gostava muito dela, já que era minha única amiga p’ra além dos meninos. Mas, continuando…
Desci as escadas e minha mãe acabara de chegar. Ia dizer p’ra ela que eles tinham me convidado p’ra sair e como era sexta-feira, tinha a certeza de que ela iria deixar.
-Oi mãe. Tudo bom? – fui beijar ela na bochecha.
-Sim meu amor e você? Como foi seu dia?
-Foi bom sim. Mãe olha, o Tom ligou me convidando p’ra sair. Não só o Tom. Todos eles e a Samantha. Cê acha que dá?
-Sim meu amor, não vejo problema, hoje é sexta-feira.
Eu amava minha mãe. Ela era daquelas mães que se lembram de quando tinham nossa idade e por isso me compreendia. Ela também era um pouco boa demais talvez para compensar. É que, eu não tenho pai, quer dizer tenho, mas ele deixou minha mãe quando ela contou que tava grávida. Ela teve que se virar, mas tudo correu bem e ela se tornara numa mulher bem sucedida que trabalhava na gerência de uma empresa de telemóveis.
-Te amo mãezinha. – a abracei e beijei.
-Sim, sim, deixa de palermice.
-Pronto, parei! – sorri.
Ia subindo as escadas, mas minha mãe me interrompeu.
-Onde cê vai?
-Vou tomar banho, porquê? Cê ainda vai fazer o jantar, né?
-Não, eu trouxe uma pizza.
-Hmm… que bom! – disse eu voltando para trás.
A gente se sentou no sofá com os pés em cima da mesinha de apoio vendo um programa de televisão qualquer.
Me distrai nas horas e a gente ficou falando e falando, até que espreitei p’ro relógio da cozinha.
-Ai droga! Já são 9.35!
-A que horas eles vêm te pegar?
-Às 10. E eu ainda preciso tomar banho! – disse eu aterrorizada.
-Que cê tá esperando? Vai, sobe!
-Cê não quer ajuda?
-Não, claro que não! Daqui a 25 minutos chegam seus amigos giraços que você não vê à 2 meses! Vai, vai, vai, vai!
Dei uma gargalhada e subi. Eu morava num prédio, mas o nosso apartamento era tipo um «duplex». Ou seja: no «andar debaixo» tinha a sala, cozinha, banheiro e uma pequena arrecadação. Depois tinha umas escadinhas que p’ra esquerda davam p’ro meu quarto, p’ra direita p’ro quarto da minha mãe. De qualquer jeito… subi e fui no meu quarto onde peguei minha roupa íntima. Desci correndo novamente e entrei no banheiro. Tirei a roupa o mais rápido que pude e entrei no chuveiro, quase escorregando no boxe. Tomei um duche rápido, vesti minha roupa íntima, estiquei meu cabelo e subi p’ra me vestir. Cheguei no meu quarto e olhei as horas: já eram 21.54. Comecei correndo ainda mais. Cheguei no armário e peguei um short jeans e uma camisola curta preta com umas letras quais queres cor de rosa forte. Me vesti à pressa e calcei meu ténis all-star preto. Tava em frente do espelho fazendo um risco preto quando minha mãe bateu na porta.
-Sim?
-Seus amigos já tocaram na campainha. Estão te esperando lá em baixo. – disse ela espreitando na porta.
-Eu tou indo! Tou indo!
Acabei o risco e peguei minha mala tiracolo de couro. Saí correndo, dei um beijo p’ra minha mãe – que disse que eu tava um arraso – e fechei a porta.
Comecei a descer as escadas e formou-se um formigueiro na minha barriga. Eu tinha mesmo muita saudade desses caras e ver eles me deixava até alterada.
Quando cheguei no último lance de escadas, a luz se acendeu automaticamente e eu vi eles através da vidraça. Sam já estava com eles e, tirando ela, ficaram todos me olhando com cara de cachorro babão. Eu odiava quando ficavam me olhando desse jeito mas me limitei a rir. Quando cheguei na porta e a abri super abracei Bill que se encontrava logo na entrada. Ele retribuiu o abraço e me beijou na testa.
-Nossa, que saudade! – disse ele arrumando meu cabelo da cara.
Beijei ele na bochecha e parti p’ro Gustav que se encontrava ao lado dele. Como sempre Gustav me abraçou super forte e no fim se limitou a sorrir e a dizer ‘Oi’. Retribui e olhei em volta. Georg se encontrava do lado oposto e corri p’ra ele. Me levantou no ar e rodopiou, também como sempre fazia.
-Cê cresceu Meine Mädchen.
-Ah, deixa de ser bobo! – dei um tapinha na testa dele.
Me virei e logo detrás de mim estava Sam. Disse ‘Oi’ p’ra ela e dei um selinho na sua bochecha.
No fundo, encostado a um carro, estava Tom, me olhando com aquele seu ar de mafioso.
-Cê tá tentando passar despercebido, é? – disse eu rindo.
-Vem cá, vem.
Fui até ele. Ele se desencostou do carro e me abraçou como nunca tinha abraçado. Ambos escondemos nossas caras no pescoço um do outro e assim ficámos durante uns bons 10 segundos. Depois ele me empurrou p’ra trás com as mãos na minha cintura e disse:
- Olha só p’ra você, nossa!
-Ah Kaulitz, pára, tá?
Sorri e nos largamos.
Ao invés do que eu esperava, Tom se afastou de mim e foi p’ra beira de Bill. Seguimos também na direção oposta à que eu pensava que íamos. Eu e o Georg ficámos para trás.
-Onde a gente vai? – perguntei eu, ignorantemente.
-Pegar a Emily, Rafa.
-Ah, pois é.
O meu desânimo não podia ser maior. Já nem lembrava que essa daí ia. Que raiva!
-Georg, olha, o que se passa com o Tom? – falei o mais baixo que podia.
-Como assim?
-Você viu a maneira de como ele me abraçou? – quase me babei dizendo isso – e como depois se afastou de mim?
-Ele tava com saudade Rafaela.
-Então porquê se afastou?
-Ah, ele tem… ahm, é uma espécie de… ahm, problema – ele tava todo atrapalhado.
-Problema?
-É, ahm, é melhor ser ele falando isso p’ra você.
-Tá bom.
Acelerei o passo e fui p’ro lado do Tom. Ele colocou seu braço à volta do meu pescoço e me puxou bem p’ra junto dele. Ele usava um boné e um casaco preto e amarelo e tinha aquele cheirinho de Axe que eu adoro. Bill foi-se ficando para trás com Sam e os outros.
-Quê que cê tem?
-Hã? – disse Tom com o seu ar de cachorro inofensivo.
-Eu perguntei: o que é que cê tem?
-O que é que eu tenho? Nada, ué.
-Me engana que eu gosto Kaulitz.
-Tou falando sério. O que eu deveria ter?
-Cê não tá normal. Não comigo.
-Porquê? Eu tou te abraçando.
-Ah, sim claro. Porque cê tar normal é o mesmo que tar me abraçando. – resmunguei eu.
-Cê quer que desça? – ele desceu a mão até a minha cintura.
-Tom…
-Quer um pouquinho mais?
Quando ele se preparava para passar sua mão para o meu rabo dei um tapa nela e o empurrei no ombro. Todos gargalhamos e eu e ele continuamos falando. Até que chegámos na casa da Emily. A casa era enorme, ou melhor, a conta bancária do pai dela era enorme. Ela tinha tudo o que queria e isso a fazia achar-se ainda mais. Bill tocou na campainha e começou a gozar a empregada, que respondeu do outro lado.
-Alô?
-Boa noite senhora. – disse Bill engrossando a voz.
-Com quem estou falando?
-Os amigos da menina Emily acabaram de chegar. A simpática senhorita pode avisar p’ra ela?
-Sim claro. Só um momento.
Ela falou qualquer coisa p’ro ladoe retomou a conversa.
-Ahm, menina Emily está indo.
-Agradecido senhorita. Muito gosto.
-Ah,ah… com sua licensa.
Mal a empregada desligou o telefone, a gente riu quase até cair. Depois de nos recompormos o portão se abriu
-Oi gente!
Emily saiu abraçando todo o mundo, menos eu e Sam. P’ra nós foi um mero ‘Oi’ de patricinha. Sam ainda respondeu de enjoadinha, mas eu nem isso fiz. Me limitei a sorrir forçadamente. Me afastei do Tom, porque sabia o que ia acontecer de seguida. Ah, eu não contei essa parte. Bom, ela se fazia p’ra Tom e o Tom ia na rede dela. Mas ele não gostava dela ou algo assim. O Tom simplesmente não resiste a um rabo de saia. Eles, vá, se comiam.
-Oi amor! – tagarelou ela.
-Oi. Tive saudade. – as mãos dele passavam pelo rabo dela.
-Eu também.
Depois se beijaram como sempre faziam. Eu, não sei porquê, senti uma pontinha de ciúme. Moritz não resistiu.
-Cê tá com ciúme, é? – sussurrou no meu ouvido.
-O quê? Cê quer um tapa, é?
-Ah, Rafa, eu te conheço…
Saí correndo atrás do Moritz p’ra bater nele. Quando eu ganhei nossa disputa, voltámos p’ro grupinho e rumámos p’ro bar.
Chegámos no bar. Tom, Emily, Gustav e Georg foram logo p’ra pista de dança e eu, Bill e Sam ficámos numa mesinha. Bill pediu 3 vodkas e mal terminei o meu me levantei da mesa, eu tava ali a mais. Sam gostava do Bill, gostava muito. E Bill dela. Só ainda não tinha descoberto.
-Se atira a ele! – sussurrei no ouvido da Samantha antes de sair da mesa.
Quando cheguei na pista, eles já não estavam lá. Gustav e Georg estavam um pouco afastados e da Emily e do Tom, nem sinal. ‘Devem ter ido dar uma transa no banheiro’ pensei.
-Cadê os outros? – perguntei bem alto.
-O Tom e a Emily tão brigando. – respondeu o Georg.
-Onde?
-Ali no corredor que dá acesso ao banheiro.
-De certeza que tá tudo bem? Não é melhor a gente ir lá? – perguntei toda boba.
Eles olharam um p’ro outro e responderam ‘NÃO’ em coro. Eles estavam esquisitos demais. Esses caras estavam me escondendo alguma coisa.
-O que vocês estão escondendo de mim gente?
-Quem? Nós? – perguntou o Gustav.
-É, vocês todos. Os 4.
-Nada, qual é? – respondeu o Moritz.
-É claro que não. – cruzei os braços e bufei.
-Relaxa Meine Mädchen.
Sempre que esse baixista queria me irritar me chamava de Meine Mädchen e sorria de bobo. Eu gostava, mas fingia que não.
-Ah, me deixa Moritz.
Mostrei minha língua e meu dedo do meio p’ra ele como todos os jovens de 15 anos como eu faziam. Depois fui p’ra pista de dança. Mal cheguei lá, um garoto – loiro, alto, olhos verdes e todo lindo – me chamou p’ra dançar. Como vocês devem calcular, eu não sou santa nenhuma e fui logo dançar com esse desconhecido lindo.
Passados um 5 minutos, a gente já tava se esfregando um no outro, literalmente. Aí, quando ele beijava meu pescoço, vi Emily sair do bar chorando e pensei logo que ela e o Tom tinham terminado. Então, me virei, ainda nos braços do sujeito e vi Tom que estava com Georg e Gustav que estavam falando com umas garotas. Mas Tom não tava nem aí, ele tava vidrado em mim. Nem liguei porque eu sei como Tom é. Por um momento senti pena da Emily. Eu sei o quanto custa ser deixada, mesmo quando não é nada sério.
Continuei curtindo meu cara lindo até que uma mão puxou meu braço e me agarrou pela cintura. Era o Tom.
-Desculpa minha namorada, ela tá meio bêbeda. – disse ele p’ro cara.
-Que é isso? Eu não sou namorada dele acredita em mim gente! – o cara nem ligou p’ro que eu disse.
-Ah tá bom. Não tem problema.
-Valeu. – sorriu Tom.
O rapaz acenou com a cabeça p’ro Tom e piscou o olho p’ra mim. Eu nem reagi, eu tava perplexa. Assim que o cara se pirou, tirei as mãos do Tom de cima de mim e dei um tapa bem forte na cara dele.
-Tá feliz? Estragou minha noite!
-Rafa… Rafaela! – ele gritou.
Saí dali correndo. Peguei minha bolsa que estava com Sam, que agora beijava o Bill, e fugi do bar. Eu tava andando em passo acelerado, tentando sair dali o mais rápido que pudesse, quando percebi que Tom vinha atrás de mim. Aí, comecei a correr, mas ele não. Ah, esse garoto me conhecia tão bem! Ele sabia que dali a pouco, eu iria abafar e parar para respira, eu tinha muito pouca resistência. E assim foi. O ar começou faltando e eu parei, me segurando numa parede. Não demorou muito Tom parou na minha frente.
-Rafa…
-Me deixa!
-Rafa, desculpa.
-Eu te odeio! – gritei bem alto.
-Ah, Rafa… - ele começou me agarrando nos braços.
-Me larga! Me solta! Eu te odeio! Eu te odeio! Eu te odeio… - comecei dizendo isso repetidamente e dando murros no peito dele ao mesmo tempo.
Ele simplesmente deixou. Os murros começaram a abrandar e acabámos abraçados. Tom apoiou seu queixo na minha cabeça e eu me encostei bem no peito dele. Eu sentia a respiração quente dele por cima de mim e eu queria muito beijar ele nessa hora. Mas eu não podia. Ele era O meu amigo Tom.
Depois de um bom tempo abraçados, aconteceu o que eu esperava. Tom se separou de mim, passou a mão pela minha face com o polegar, agarrou meu queixo e me beijou. Ele foi fofo e caloroso nessa hora, não como costumava ser beijando as outras raparigas. Pelo menos era a imagem que passava quando eu via.
Foi um beijo longo mas que eu tive de terminar. Foi das coisas mais difíceis que já fiz.
-Tom, não…
-Deixa Rafaela.
-Não Tom, a gente não pode. – disse isso nos intervalos que ele dava p’ra respirar.
-Claro que pode.
Ele me encostou na parede e continuou me beijando. Minhas mãos que até agora seguravam ele nas costas e na nuca, se dirigiram para os seus ombros e eu o empurrei p’ra trás.
-Tom, pára.
-Eu te amo Rafa. – os olhos dele estavam encharcados.
-Não, você não ama. – eu que comecei a chora, boba!
-Eu amo. Eu amo muito.
-Mas a gente não pode.
-Porquê? Cê não quer?
-Ah, pára! – comecei a chorar mais.
Até agora a gente tava colado, quase se beijando de novo. Mas Tom se largou de mim e foi bem p’ra trás.
-Cê não percebe que foi por sua causa que eu terminei com a Em? Cê não enxerga o que todo o mundo já sabe: que você me deixa louco? Cê não acredita que eu gosto realmente de você e que quero ser mais que seu amigo? Ou você simplesmente não quer nada comigo?
Ele tava muito irritado e gritando alto como tudo. Ele nunca falara assim p’ra mim antes. Dei um passo em frente p’ra ficarmos mais próximos. Agarrei as extremidades do casaco dele e limpei duas lágrimas gordas que escorriam pelas suas bochechas.
-Desculpa, eu fiz você chorar! Eu sou uma parva! Desculpa, desculpa!
Ele fechou os olhos por um momento e acenou que sim com a cabeça. Eu abracei muito ele e ele retribuiu me beijando de seguida. Deixei ele terminar esse beijo.
-Desculpa, mas a gente não pode. – disse me afastando dele.
-Tá bom, cê deixou bem claro.
-Tom desculpa! Por favor!
-Tá tudo bem Rafa. – ele me beijou na testa e se separou mais de mim.
Olhei ele durante um bom tempo. Eu queria ele, muito. Mas ele era meu amigo, ia ser esquisito. E dá última vez que me envolvi desse jeito com um amigo, a gente nunca mais se falou. Eu não queria que isso acontecesse com o Tom, talvez por gostar demais dele. Por isso, beijei ele na bochecha e segui p’ra casa.
-Cê quer que eu te leve em casa? – ele continuava sendo fofo, mesmo depois de eu ter sido horrível p’ra ele.
-Deixa, precisa não.
-Ah, não custa nada.
-Tá bom. Brigada.
A gente seguiu lado a lado na rua mas a cerca de meio metro de distância. Eu ia agarrando a ponta da camisola freneticamente com uma mão e roendo a unha da outra. Tom foi o caminho todo com as mãos nos bolsos. Quando chegámos no meu prédio e chegou a hora da gente se despedir, eu só queria chorar.
-Bom, chegámos. – disse ele.
-É – respirei fundo e continuei – Tom não posso te ver assim. Ai desculpa!
Mal disse isso saltei nos braços dele e beijei ele no pescoço e na bochecha.
-Eu não queria que você ficasse assim, eu… ai, eu sou tão…
-Tá tudo bem Rafa. Sério. Só… esquece que isso aconteceu?
Eu não tava esperando que ele desistisse tão facilmente mas ele tava realmente muito abatido.
-Tá… tá bom.
Beijei ele na bochecha e ele me beijou na testa. Puxei seu dread e tentei sorrir normalmente. Ele gemeu de dor.
-Ah… - levou a mão à cabeça.
-Tchau Kaulitz. – disse abrindo a porta.
-Tchau.
Entrei e subi até meio das escadas. Parei e olhei p’ra trás. Pela vidraça, Tom me fez aquele sinal de soldado, sabe, o da testa. Acho que é uma espécie de cumprimento. Eu sorri e acenei com a cabeça. Ele se virou e foi na direção de sua casa.
Subi as escadas chorando baba e ranho por ter sido tão boba com esse garoto. Entrei em casa e olhei o relógio. Eram 2.15 da manhã. Minha mãe já estava dormindo porque, ao contrário de mim, ela trabalhava no dia seguinte. Ela deixou um bilhete em cima da mesa ‘Caso volte pedrada, toma um banho de água gelada. Te amo, Boa Noite. Mãe.’ Sorri e fui p’ro quarto. Me deitei sobre a cama vestida e chorei durante o resto da noite. Pelo menos até as 5 da manhã. Depois adormeci.







E aí? Continuo ou não? affraid
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Milena Kaulitz
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MensagemAssunto: Re: A estraga(quase)-tudo   Qui Dez 20, 2012 1:48 pm

Continua Very Happy

Que dó me deu do Tom, tadinho triste

Rafa, dá uma chance pro coitado Wink
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MensagemAssunto: Re: A estraga(quase)-tudo   Qui Dez 20, 2012 6:17 pm

coitadinho do Tom deu pena ,continua What a Face
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MensagemAssunto: Re: A estraga(quase)-tudo   Sab Dez 22, 2012 5:53 pm

Milena Kaulitz escreveu:
Continua Very Happy

Que dó me deu do Tom, tadinho

Rafa, dá uma chance pro coitado Wink

que dó dele.
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MensagemAssunto: Re: A estraga(quase)-tudo   Qui Dez 27, 2012 8:53 pm

Oieee What a Face
Desculpem a demora e talz, mais tive sem net esses dias então...


O arrependimento vem depois


-Rafaela! Rafa! Filha, acorda!
-Ahm… - disse eu esfregando os olhos.
-Olha eu já vou trabalhar – minha mãe me beijou na testa – ontem correu tudo bem?
-É, ahm, correu!
-Ainda bem meu amor. Agora, pode dormir mais um poquinho, mas olha que já são 10 e meia.
-Tá bom.
-Volto ás 8 como sempre. Tchau amor.
-Tchau mãe.
Ela saiu do quarto e fechou a porta. Me virei p’ro lado, p’ra dormir mais um pouco, mas não consegui. Então me levantei e fui no espelho. Eu tava horrível, cheia de olheiras e com os olhos super vermelhos. Me lembrei de tudo o que havia passado na noite anterior. Toquei meus lábios, quase senti aquele beijo quente do Kaulitz de novo. Aí, tive uma vontade enorme de beijar ele de novo e percebi o que devia ter percebido na noite antes: eu tava me BORRIFANDO para as consequências, eu só queria aquele abraço, aquele olhar, aquele beijo de novo. Ai, como eu queria esse garoto!
-Como eu pude ser tão burra? – disse olhando minha imagem refletida no espelho com raiva – Eu amo ele porra! Ai, droga!
Quase soquei o espelho mas me controlei. Desci, fui no banheiro e depois na cozinha p’ra tomar o café da manhã. Tomei meu galão e umas torradas de sempre e me deitei no sofá assistindo TV. Eu tava com uma dor de cabeça terrível. Tomei um comprimido e apaguei.
Quando acordei de novo já eram 13.25. Eu sou uma dorminhoca mesmo. Me levantei do sofá com uma imensa dor de costas e fui tomar meu banho. Enquanto fazia tudo isso não conseguia parar de pensar no Tom. Até que não segurei mais. Mal terminei meu banho, me enrolei na toalha e fui pegar meu celular que estava na cozinha. Eram 13.38. Digitei o número do Tom e liguei. Tocou umas 5 vezes e depois atenderam. Mas não era o Tom, era o Bill.
-Alô?
-Oi, ahm, Bill?
-Sim sou eu Rafa.
-Cadê seu irmão?
-O Tom está trancado no quarto, não abre a porta p’ra ninguém. Ele esqueceu o celular aqui na sala. Ahm, olha, ontem aconteceu alguma coisa entre vocês, depois de saírem do bar?
Me senti extremamente culpada quando ele disse que o Tom se trancara no quarto e que não abria p’ra ninguém. Meu coração ficou tão apertado!
-Ah, Bill, aconteceu sim. E não foi nada bom.
-Ele te contou, né?
-É, contou. E eu, mesmo querendo, não deixei ele avançar.
-Porquê Rafa?
-Depois pergunta p’ra Sam, sim? – disse eu com um tom maroto.
-Isso era uma provocação Rafaela?
-Entende como quiser! Tou brincando, mas vocês se acertaram, né?
-A gente acertou sim. Sabe a Sam é maravilhosa! – que babão!
-É Bill, eu sei sim. Ela é minha melhor amiga se lembra?
-Que gracinha Rafa.
-É. Olha cê quer me fazer um favorzão?
-Diz. – Bill era sempre tão querido.
-Não diz p’ro Tom que eu liguei. Aliás, apague a chamada do registo. Você vai tar por casa hoje?
-Vou, a Sam vai passar por aqui mais logo.
-Perfeito! É que, ainda hoje, eu tenho de concertar a borrada que fiz p’ro seu irmão.
-E o que é que você vai fazer?
-Depois a gente combina, tá?
-Tá.
-Tchau Bill, até logo.
-Tchau Rafa.
Quando desliguei o celular senti um alivio enorme. Eu ia corrigir tudo, eu ia por esse menino feliz, eu ia ME fazer feliz. Ou meu nome não fosse Rafaela Schneider.
Fui no meu quarto e peguei meu roupão. Vesti ele, só de calcinha por baixo e fui almoçar. Meu almoço extremamente saudável foi um hot dog caseiro e uma cola. Ah, como eu amo comida de plástico! Dantes eu e o Bill ficávamos fazendo birra p’ra ir no McDonalds quase todos os dias.
Quando acabei de comer fui dar um jeitinho no meu quarto e limpar aquela bagunça. A minha camisola de ontem estava no chão, a um canto. Peguei ela e a levei ao nariz. Cheirava como ele, cheirava tão bem! Esse cheiro me enchia de desejo e de borboletas na barriga. Suspirei e me apressei a arrumar.
Depois de meu quarto estar finalmente arrumado abri o roupeiro p’ra pegar uma roupa. Peguei um jeans apertado e uma camiseta preta e caveada dos Pink Floyd. Calcei meu ténis All-star preto e peguei minha bolsa de couro.
Antes de sair de casa mandei uma mensagem de texto p’ro Bill: “Chego aí em 15 minutos. XoXo, Rafa.”Eu andava com essa mania dos XoXo. Eram 15.17. Saí de casa e fui correndo p’ra casa dos Kaulitz.
Depois de uns longos 15 minutos andando, finalmente cheguei na Residência Kaulitz. Não precisei nem tocar a campainha porque Simone e Gordon vinham saindo de casa. Ele abriu o vidro e ela espreitou. Ela era extramamente simpática.
-Oi Rafaela!
-Oi.
-Tá tudo bom com você? – perguntou ela por detrás dos óculos escuros. – E sua mãe?
-Sim, a gente tá bem. E a senhora?
-Não quero que me chame de senhora, quantas vezes preciso dizer isso? – eu sorri – vocêvai ver os garotos?
-É, ahm…
-Tom não tá muito bem hoje.
-P’ra mim alguém partiu o coração desse menino. – interrompeu Gordon com um sorriso simpático.
-É, vai ver foi mesmo! – disse eu meia sem jeito.
-Olha a gente vai indo, Tchau querida – disse Simone.
-Tchau.
Entrei no portão e subi os cinco degraus da entrada. Bati na porta. Passados uns 2 segundos, Bill veio abrir.
-Oi.
-Oi Bill. - disse eu beijando ele na bochecha.
-Entra. Tudo bom?
-É, quase tudo e você?
-Tá tudo bem sim.
Entrei. No hall de entrada tinha uma foto dos gémeos quando eram pequenos. Eu não cansava de olhar ela.
-Colou foi? – disse Bill no meu ouvido.
-Ah, cê sabe como cês são lindos né?
-Como EU sou lindo!
Rimos e andámos mais um pouco até a escadaria.
-Então o que cê vai fazer? – perguntou Bill, apoiando seu braço no corrimão.
-Então: cê bate na porta e dia que quer falar com ele ou algo do género, porque acho que se for eu ele vai nem abrir.
-Tá bom. A propósito, Sam já contou o porquê de você não querer.
-E…
-Eu faria a mesma coisa. Mas o Tom não é assim, cê sabe né? Ele quer nem saber das consequências. Mas ele gosta realmente de você Rafa,sério. Ele fala de você o tempo todo, ele espera anciosamente por te ver, nunca vi ele assim por uma rapariga. Às vezes até fica parecendo eu!
Quando ele disse isso, levantou completamente o meu astral. Eu tava mesmo decidida a ficar com ele, custasse o que custasse.
-Que cara de bobinha! Cê gosta muito dele também né? – ah, Bill era mesmo um romântico nato.
-Gosto muito Bill. Muito.
-Bom, entao vamos subir logo e acabar com essa bobagem? – acenei que sim e subimos.
Chegando lá em cima fomos até à porta do quarto de Tom. Depois Bill entrou em ação.
-Tom – disse ele batendo na porta – abre logo! Tom! Eu só quero saber o que cê tem! Conta o que se passou. Deixa eu te ouvir vai, não tem mais ninguém em casa. Não seja criança e abra logo essa porta, Tom. Só quero falar com você.
Fez-se silêncio durante alguns segundos e depois ouvimos a chave rodando na fechadura.
-Boa Sorte! – sussurrou Bill se dirigindo para as escadas em bico de pé.
Eu sorri e ele foi descendo. Minha barriga estava ao rubro. Levei a mão à maçaneta e rodei.
-Posso entrar?
-Ahm, - Tom me olhou com espanto - pode, claro.
Ele tava sentado na ponta da cama com os cotovelos apoiados nos joelhos. Ele era lindo mesmo. Estava sem boné, eu amava ver ele assim. Mas, p’ra além disso, ele tava com umas olheiras terríveis e os olhos vermelhos, tal como eu quando acordara. Atirei minha bolsa p’ro chão e me dirigi p’ra ele.
-Eu fiz isso tudo p’ra você? – disse eu na sua frente, passando as mãos pela sua bochecha.
-É.
Acho que ele ficou um pouco envergonhado por eu ver ele assim. Ele fitava o chão. Levei minha mão até ao seu queixo e puxei sua cara p’ra cima.
-Tom – ele continuava não me olhando – Tom, olha p’ra mim!
-Tá, tou olhando.
-Aquilo que cê disse ontem,ahm… é tudo verdade?
-Ah, essa não! – ele revirou os olhos.
-Calma. Eu só quero ter a certeza, antes de…
-Antes de quê?
Respirei fundo e foi como se, em vez de inspirado ar, tivesse inspirado coragem.
- Que tentei lutar contra isso mas não consigo! Que me sinto a pessoa mais horrível do mundo por ter feito você ficar triste e a mais sortuda por você gostar de mim! Antes de dizer que eu te amo, porra!
Ele se levantou num repente e me beijou com muita força e gostosura.
-Eu te amo – nossos narizes e testas tavam colados quando ele disse isso.
-Desculpa! Eu sou tão estúpida!
-Shh…
O Kaulitz me empurrou contra a porta e a trancou. Depois começou me beijando de um jeito mais ofegante e atrevido. Eu sabia o que ia acontecer, e sinceramente, eu queria muito que acontecesse.
-Cê é virgem, né linda?
-Não.
-Ué, não? – ele ficou espantado, me olhando.
-Não, eu sou capricórnio Tom.
-Que gracinha!
-É mesmo.
Ele me beijou e tirou minha camisola. Elevei minha perna à altura da cintura dele e ele passou a mão na minha coxa e agarrou na parte detrás do joelho. Me pegou no colo e eu cruzei minhas pernas na cintura dele. Ele riu.
-Que foi?
-Cê parece um neném! Quanto pesa? 20kg?
-Ahahah! Que gracinha, vai ver peso mais que você!
-Só se for o excesso de gostosura que te dê peso.
Ri e nos beijamos de novo. Ele me levou p’ra cama e partiu p’ro meu pescoço e meus seios. Tirámos o resto da roupa e o óbvio: TRAN-SÁ-MOS. É isso, transámos e foi muito gostoso. Muito mesmo. Aliás, foi perfeito.

Abri os olhos. Eu tava deitada com a cabeça em cima do peito despido do Kaulitz, que tava ainda dormindo. Tava frio. Estiquei o braço e puxei o edredon mais para cima. Olhei p’ra ele. Dormia e tava com a sua cara de anjinho posta. Dreads soltos, tão selvagem, tão lindo! Me aconcheguei bem no peito dele e olhei ele novamente. Ah, como é possível haver tanta beleza e gostosura numa pessoa só? Passei a mão pela sua testa e ele franziu ligeiramente o cenho. Parei de lhe tocar, não fosse ele acordar. Mas já foi tarde porque ele acordou mesmo. Ele se espregiçou e bocejou. Tava com uma cara de má disposição, que nossa!
-Oi p’ra você também Belo Adormecido! – disse eu rindo de trollagem.
-Oi. Que horas são? – ele beijou meu nariz.
-São… 17.35. – disse, pegando meu celular.
-O quê? Ainda é de tarde?
-É Tom. Cê pensava que já era de manhã?
-Por acaso pensava. Mas se quiser não me importo de repetir e assim cê fica até ser de manhã.
-Ah, era não era?
-Ahmahm. – disse ele já comseus lábios nos meus.
Me virei de barriga p’ra baixo, o olhei e mordi o lábio.
-Como é que cê consegue ser assim?
-Assim… Assim como?
-Tão perfeito Kaulitz.
-Ah, isso… fica mais um poquinho que eu te conto meu segredo. – disse ele apertando meu rabo.
-Ah, deixa de bricadeira e fala logo. Como é que você consegue?
-Pronto, pronto, eu conto. A razão de eu ser tão perfeito é a convivência com você Rafa.
Cês tão imaginando esse Kaulitz lindo dizendo isso p’ra vocês? Vocês não sei, mas a minha reação foi instantânea. Quase devorei os lábios dele de tanto beijar.
-Tou ficando com uma dor de costa, vamos levantar? – perguntei passando a mão pelas costas.
-Ah, fica aqui comigo mais um poquinho, vai.
-Hmm… Eu fico. Claro que fico.
Ele me puxou bem p’ra junto dele e a gente ficou namorando mais um poquinho. Passados uns 20 minutos, ele se lembrou.
-Vamos levantar então?
-Vamos. – respondi.
A gente se levantou e nos vestimos. Eu fui pentear meu cabelo e ele foi amarrar o seu. Peguei minha bolsa e antes de sair do quarto, Tom me puxou p’ra ele.
-Posso te fazer uma pergunta?
-Cê acabou de fazer bobo! – disse dando um tapinha leve no ombro dele.
Ele sorriu e entrelaçou nossos dedos.
-O que a gente é agora?
-Como assim? – disse eu rindo com cara de desconfiada.
-Quer dizer, ahm, a gente transou né, eu gosto de você, ahm… cê gosta de mim certo?
-Não eu te odeio Kaulitz. Parvo, claro que eu gosto.
-Então, ahm, a gente tá namorando?
-Cê quer?
-Claro Rafaela. – ele tava mesmo falando lá do fundinho do seu coração.
-Então tá bom.
Ele sorriu e olhou meus lábios.
-Me beija, vai.
-Não precisava pedir, eu ia acabar fazendo isso de qualquer jeito.
Assiti seu pedido e a gente saiu do quarto. Descemos as escadas e fomos até a sala. No sofá Bill e Sam se beijavam agarrados. Tom me olhou de lado e sorriu. Depois limpou a garganta e tossiu propositadamente.
-Ai que susto! – Bill se assustou mesmo.
-Que andar de gato, nossa! – disse Sam, passando a mão pelo cabelo espetado e teso do namorado.
-Claro. Um gato como eu e uma gata como ela tem de ter andar de gato. Dah, isso é básico.
-Totalmente! – concordei.
-Hmm… Cês tiveram lá em cima tanto tempo. O que é que vocês tiveram fazendo? – perguntou Bill gozando.
-Não é p’ra sua idade! Mas cê me conhece, né? Nunca deixo p’ra amanhã o que posso fazer hoje. Assim é seu irmão.
-E eu que o diga! – disse p’ra eles rindo.
Todos rimos de novo e o Tom praguejou:
-E vocês? Eu não sei à quanto tempo cês aqui estão. Também já podem ter feito muita coisa.
-É… o que cês tiveram fazendo seus marotos? – perguntei, franzindo o cenho.
-A gente tava assistindo um filme, qual é? – respondeu Sam, levando uma pipoca na boca dela e outra na boca do Bill.
-Hmm… que interessante! Também quero assistir esse filme. – mal disse isso, Tom me puxou pela cintura e me beijou – Oh, olha só… é bom mesmo, né maninho pequeno?
Todos rimos incluindo o palhacinho. Depois Tom se sentou no lugar de vago no sofá e eu sentei no colo dele. Ah, isso era tão bom! Eu e o Tom távamos tão bem, e isso me deixava feliz. Depois a Sam e o Bill tavam tão contentes, que eu ficava mais feliz ainda.
Fiquei ali, curtindo meu garoto e meus melhores amigos até que chegou a triste hora. A hora de ir embora. Deviam ser essas 19.30.
-Eu preciso ir. Já é meio tarde.
-Que tarde, que quê? Vai não! – disse Tom me abraçando e apertando a barriga.
-Ah, agora não vai colar. Eu preciso ir mesmo.
-Não.
-Oh, o nenénzinho vai fazer birra é? – disse apertando sua bochecha.
-Não quero que vá!
-Nem eu. – disse Sam – vou ficar sozinha, com esses dois perigos.
-Até parece! – retorquiu Bill, dando um beijo na bochecha dela de seguida.
-Mas eu preciso ir! – me levantei.
-Eu te levo na porta. – Tom bufou.
Dei um beijão na bochecha da Sam e outro na testa do Bill, me despedi e andei de mão dada com o Tom até a entrada. Antes que pudesse dizer alguma coisa, o Kaulitz me agarrou no braço e me puxou p’ra junto dele.
-Fica comigo.
-Não posso.
-Porquê?
-Ah Tom, minha mãe tá chegando do trabalho.
-E daí?
-Daí que esquece essa ideia – beijei ele e sorri.
-Posso te ver amanhã? – ele passou sua mão pelo meu rabo e sorriu com aquele jeitinho de perverso dele.
-Não sei. Talvez.
-Tá bom.
Ele me empurrou até a parede e me beijou demoradamente. Ai, como eu queria ficar ali com ele!
-Eu preciso ir Tom! – disse eu rindo, porque ele pusera sua mão por baixo da minha camisola e tava me fazendo cócega.
-Pera um poquinho.
Joguei minha mala de couro no chão e a gente se comeu ali um pouquinho. Depois, contrariado, ele abriu a porta p’ra eu sair. Demos um último beijo.
-Tchau Sexgott.
-Cê ficou achando isso foi?
-Por acaso fiquei.
-Hmm… que bom.
-Vá, tchau.
-Tchau.
Ele me deu um selinho e eu saí correndo p’ra casa. Quando cheguei, a minha mãe já tinha chegado.
-Oi mãezinha. – disse fechando a porta.
-Oi meu amor. Onde você estava? – ela franziu o cenho mas continuou cortando batata.
-É, ahm, tenho uma coisa p’ra te falar.
-Diz.
-Mãe eu tava em casa dos Kaulitz. Mãe, eu e o Tom a gente tá junto.
-Juntos como? Você tá namorando o Tom filha? – ela parou seu serviço.
-É, acho que sim.
Ela limpou as mãos no avental e me abraçou. Às vezes ela se comportava como uma melhor amiga e não como uma mãe.
-Ai meu amor, fico muito feliz por você! – eu sorri – cê gosta dele né?
-Muito mãe. Muito mesmo.
-Fico muito contente meu amor, muito mesmo. Ele é um menino muito querido e todo cheio de style, né?
-É isso aí mãe.
-Bom, também tenho uma novidade para te contar.
-Diz diz diz! – fiquei muito curiosa.
-Sabe quem está aqui em Magdeburg?
-Quem?
-A Sofia! Ela me ligou hoje.
Sofia era uma amiga da mamãe e minha. Muito amiga mesmo. Era uma eterna solteirona de 36 anos super bem-conservada e bonita. Ela era dinamarquesa e passava o tempo todo viajando. Eu já quisera ser como ela em tempos.
-Que bom! Tenho muitas saudades dela!
-Eu também! Ela vem almoçar aqui amanhã e depois a tarde é toda sua. E a casa também.
-Fala sério!
-É, a gente vai às compras. Mas juízo sim?
-Claro mãe, cê sabe que sim.
Ela me beijou na testa e eu corri p’ro meu quarto p’ra ligar p’ro Tom. Digitei o número e liguei.
-Alô?
-Oiee amor! – disse eu toda eufórica.
-Oi. Já tou com saudade sua.
-Aww, eu também. Mas o que eu vou- te dizer vai- te deixar contente suponho.
-Diz linda.
-Amanhã o que cê vai fazer de tarde?
-Pensar em você.
-Você vai poder fazer muito mais que isso.
-Ah é? Como?
-Eu vou ter a casa por minha conta, a tarde toda.
-E cê tá me fazendo um convite é?
-Tou – respondi mordendo o lábio.
-Tá eu aceito. A que horas linda?
-Eu amo quando você me chama isso.
-E eu amo você. – quase desmaiei.
-Aww, eu também, muito.
De repente ouvi Bill do outro lado “Iiiiiich, tanta marmelada!” sorri e Tom mandou ele se calar.
-E então, tá combinado?
-É. Às 3, cê pode? – perguntei.
-Claro que posso, p’ra você eu posso sempre.
-Aiii – me babei – eu te amo sabia?
-Cê ama tudo em mim.
-Safado.
-Safada.
-Estúpido – ri.
-Estúpida.
-Chavalo.
-Chavala.
-Depravado.
-Na-mo-ra-da.
-Cê tá me deixando louca!
De repente minha mãe me chamou: “ Rafaela, meu amor, vem jantar!”
-Minha mãe me chamou, preciso ir.
-Tá bom amor – riu – manda cumprimentos p’ra sogrinha.
-Pode deixar.
-Tchau. Te amo.
-Te amo.
Desliguei e botei o celular p’ra carregar. Desci. Eu e minha mãe jantámos e depois de navegar um poquinho na internet, fui- me deitar.
No dia seguinte, Sofia chegou logo de manhã cedo. Nós as 3 passámos a manhã toda juntas, preparámos o almoço e almoçámos. A Sofia era uma mulher super divertida e simpática. Com ela o tempo passava a voar. Passava tão rápido que, de repente, elas saíram de casa. Passava tão rápido que, dali a pouco alguém tocava na campainha. Fui abrir e antes que pudesse dizer alguma coisa, o Kaulitz se atirou em cima de mim, me agarrando e me beijando. Com uma mão agarrei ele na nuca e com a outra fechei a porta.
-Oi. – disse ele passando suas mãos p’ro meu rabo.
-Oi.
-Então, tudo bem? – beijou meu pescoço.
-Agora, sim, bem melhor.
-Quer me mostrar sua casa? – abriu o botão de minha camisa.
-Meu quarto é bastante acolhedor. – ri e o puxei pela mão até ao meu quarto.
Como com Sofia, o tempo com o Tom passava a voar. E essa tarde não foi exceção. A gente transou – mais do que ahm, 4 vezes – namorou, conversou e viu até um filme. Quando ele teve de ir embora, aí, foi o pior, como sempre.
-Não vá! – implorei abraçando ele à beira da porta.
-Eu também não quero Rafa!
-Então não vá!
-Mas eu não posso ficar aqui!
Bufei, esperneei e olhei bem fundo nos olhos dele.
-Eu te amo tanto seu parvo! – ele riu – me beija Kaulitz!
Ele me beijou com muita força e vontade. Depois nos despedimos e ele se foi embora.
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Kádinha Kaulitz
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MensagemAssunto: Re: A estraga(quase)-tudo   Qui Dez 27, 2012 8:57 pm

Bom, postar um capítulo é bom, dois é demais!! lol!

1 Ano depois…
Outubro 2006

Mal a campainha tocou, arrumei minhas coisas o mais rápido possível e saí correndo da sala. Eu já não via Tom à 2 semanas e tava cheia de saudade. Cheguei cá fora e uma carrinha preta de vidros escuros me esperava. Era um dos seguranças e motorista dos Kaulitz. Quando entrei na carrinha, os olhares do costume choveram sobre mim, vindos das garotas que eram fãs de Tokio Hotel. É que corria um boato de que eu andava com um dos meninos, mas ninguém sabia qual. Todo o mundo falava disso e tentava adivinhar, mas eu me fazia de indiferente. Mas, a verdade, é que eu agora não tinha nem amigos. Só inimigas, coscuvilheiras e rapazes querendo mais que amizade à minha volta. Sam voltara p’ra Noruega, seu país natal, e agora as únicas pessoas que eu realmente tinha eram eles, que quase nunca estavam por casa. Pois, eles agora tavam-se tornando estrelas mundiais.
-Oi Karl. – disse, entrando na carrinha.
-Olá menina Rafaela, tudo bem?
-É, e com você?
-Tudo bem, obrigado.
O carro arrancou e esse motorista não disse nem mais uma palavra até chegarmos em casa dos Kaulitz. Esse cara era calado, mas era até simpático. Quando chegámos, ele estacionou o carro e abriu a porta p’ra mim.
-Brigada Karl. – peguei minha mochila e fui correndo até a porta de casa dos Kaulitz.
-Cuidado, não caia. – riu ele.
Cheguei na porta e toquei na campainha. Simone veio abrir.
-Oi querida! – disse me abraçando – entra!
Entrei e Bill que estava sentado no sofá se levantou de imediato.
-Rafa!
-Oieee!
Nos abraçamos muito e rimos feitos parvos. Agora que Sam tinha ido embora, Bill era meu melhor amigo, aquele em quem eu mais confiava, a seguir ao Tom. Ele tava já um pouco diferente. Parecia estar um pouco mais alto e o seu cabelo estava maior.
-Olha só p’ra você! Tá igualzinha!
-Bill foram só umas semanas, mas mesmo assim, cê já está bastante diferente. – ele riu – cadê seu irmão?
-Vai, ele tá lá em cima.
Saí correndo e quando me aproximava das escadas que davam acesso ao andar de cima, Tom já vinha descendo elas. Ele sorriu p’ra mim e desceu o resto rapidinho. Chegando em baixo me abraçou super forte, me beijando de seguida.
-Oh meu Deus! Olha só p’ra você!
-Que tem? – riu ele.
O beijei de novo e puxei seu dread.
-Continua o mesmo retardado!
-E você… continua gostosa. – ele lambeu o lábio e mexeu o piercing coma língua – vem.
Ele me pegou no colo e me levou p’ro quarto dele.
-Já tava com saudade desse lugar!
-Só do lugar? – disse me abraçando.
-Bobo!
Ele me encostou no armário e começou a tirar minha roupa. Depois o costume: passámos o resto da tarde transando.
Eram umas 7 horas, a gente tava conversando. Tom tava deitado por cima de mim e eu desenhava círculos no seu peito comas unhas.
-Suas mãos tão maiores! – disse eu pegando sua mão.
-E as suas continuam pequenas. – ele me beijou.
-Cê continua parvo.
-E cê continua parva.
-Cê continua estúpido.
-E cê continua estúpida.
-Cê tá transando cada vez melhor.
-AhAhAh! – ele riu – gostei! Hmm… cê também sua gostosona.
-É, eu tenho um professor muito bom. Até chamam ele de Sexgott.
-É, já ouvi falar. Esse cara é um gostosão mesmo né?
-Ushh, nem é bom só de pensar! – ri e depois o beijei.
-Olha só, cê quer tomar banho comigo?
-Hmm… - sorri – só se prometer que me lava as costas.
-Lavo isso e muito mais se cê quiser!
-AhAhAhAhAh, que porco Kaulitz! – gargalhei.
Ele me pegou no colo e me levou p’ro banheiro que era anexado com seu quarto. A gente transou no chuveiro e depois tomámos banho. Transa no chuveiro é suuper gostoso gente. E Tom fazia com que fosse ainda melhor. Depois do banho tomado, nos vestimos e fomos p’ro andar debaixo. Chegámos e nos sentámos no sofá, junto de Bill. Tom se apreçou a lhe tirar o controle remoto.
-Devolve isso! – disse Bill estendendo a mão.
Tom mudou p’ro canal que queria, tirou as pilhas do controle e o deu p’ro Bill.
-Todo seu!
-Pára de graça! Me dá essas baterias! - disse Bill tentando arrancar as pilhas da mão de Tom.
Tavam no puxa-puxa, até que Simone interveio:
-Acabou a briga! Bill dê o controle p’ra Rafaela e Tom dê as baterias também! Ela escolhe o que cês vão assistir.
Eles obedeceram. Eu ri e pus as baterias no controle. Mudei p’ro canal que Bill queria e fiz uma carranca p’ro Tom. Ele me olhou com choque e saiu me fazendo um ataque de cócega.
-Pára!
-P’ra próxima cê não me trai menina! – ele me deu um selinho muito apertado.
Quando ele parou me dirigi p’ra Simone:
-Cê quer ajuda Simone? – perguntei.
-Quero, mas não sua! Convidado não trabalha. – agora ela gritou – Bill! Tom! Pôr a mesa!
-Ah, mãe, mas está começando agora o progr…
-Bill! Pôr a mesa!
-Ah, tá bom… - ele se levantou.
-Mãeee… - disse Tom me beijando na bochecha – posso passar?
-Claro que não Tom!
-Mas, mãe!
-Tom, vai ajudar seu irmão!
Tom bufou, me beijou e foi ajudar o Bill. Fiquei vendo eles de longe. Eles passavam o tempo todo se chingando e às turras, mas eram tão fofos! E muito confidentes. Eles contavam tudo – mesmo tudo – um p’ro outro. Simone se aproximou deles e exigiu um beijo de cada um. Eles deram e ela os acariciou na bochecha. Depois tocaram na campainha.
-Pode abrir p’ra mim? – pediu Simone que estava provando a comida.
Me levantei e fui abrir.
-Oi! – disse Gustav rindo.
-Gus!! – gritei o abraçando – seu fofo!
Ele entrou e me preveniu:
-Não , não fecha. Vem aí o Hobbit.
Espreitei e lá vinha ele. Ele entrou correndo e nos abraçámos.
-Oh meu Deus! Moritz! – gritei.
-Oi, Meine Mädchen.
-Mau! Não tou gostando nada disso! – gritou Tom da mesa – agora é MEINE MÄDCHEN. Propriedade pertencente a Tom Kaulitz, guitarrista fabuloso da banda fabulosa, Tokio Hotel.
-Sim, sim… - balbuciou o Moritz.
A gente se aproximou da mesa, tava um cheirinho delicioso, mas não lembro nem o que era a jantar.
-Todo o mundo p’ra mesa! – chamou Simone.
-Cadê o Gordon? Ele hoje não vem? – perguntou o Gustav se sentando.
-Não Gustav. – respondeu Simone.
-Que pena! Queria muito aperfeiçoar minhas técnicas de sueca com ele.
-Ah Gustav, o Gordon teria negócio mais importante p’ra tratar com minha mãe se estivesse cá. – se intrometeu Tom.
-Tom, respeitinho! – Simone deu um tapa, tão, tão leve na cabeça de Tom que ele não deve nem ter sentido.
-Pronto, desculpa mãezinha.
-Mas ele mandou cumprimentos p’ra todos, ahm, quer dizer “um cachaço”. – todos rimos e ela olhou p’ra mim – e um beijo p’ra você minha querida.
Eu ri e depois atacámos a comida. Os meninos comiam como bisontes. Parecia que não comiam à mais de uma semana.
Depois do jantar ( e da cozinha arrumada por todos, menos eu e Simone – Muahahahahah ) todos fomos assistir um filme. Com direito a pipoca e tudo! Não lembro o nome, só sei que era uma comédia.
Quando o filme terminou e Simone foi-se deitar, ficámos todos assistindo “Prison break”.
-Cê não vai p’ra casa, vai? – disse Tom, entrelaçando nossos dedos.
-Eu não disse p’ra minha mãe que iria passar a noite fora.
-Liga p’ra ela.
-Shh! – ordenou Georg.
Tom fez uma careta p’ra ele e depois sussurrou p’ra mim:
-Vai, por favor!
-Tá bom. – me levantei e fui ligar p’ra ela.
Fui um pouco p’ra detrás do sofá, por causa do barulho da TV, e marquei o número. Enquanto tocava, ouvi uma conversa estranha entre os meninos, que falavam baixo.
-Cê ainda não contou p’ra ela? – perguntou Bill.
-Não. – respondeu Tom.
-Mas cê tem de contar! Ou prefere que ela fique sabendo por outro?
-É Tom, cê vai contar ainda essa noite! – ordenou o Moritz.
-Shh! Falem baixo.
Achei isso um pouco estranho e no início fiquei até um pouco preocupada, mas, depois de falar com minha mãe, esqueci.
-Hoje cê tem companhia p’ra dormir! – anunciei me sentando no colo de Tom.
-Então vamo lá! – me pegou no colo e eu encaixei minhas pernas na cintura dele.
-Cuidadinho, que eu quero dormir! – riu Bill.
-Não façam a cama ranger muito, se for preciso façam no chão. – completou Georg.
Todos rimos e o Tom me levou assim até ao quarto. Chegando lá, ele me pousou no chão e me encostou na parede.
-Eu te amo, tá? – disse me beijando o pescoço.
-Eu te amo Kaulitz.
A gente tava-se beijando muito e muito ofegante, até que ele começou a abrandar.
-O que foi? Tem algo de errado?
-Não, só, ahm… eu preciso te falar uma coisa.
-Diz. – disse eu beijando ele por baixo do queixo.
-A gente vai viajar p’ros States.
-Ahm. – beijei ele na bochecha.
-A gente vai viajar p’ros States pelo menos, até ao início do ano que vem. A gente vai já amanhã à noite.
Meu coração gelou de imediato. Parei de beijar ele e o olhei de frente. Meu mundo desabou naquele momento.
-O- o quê?
-Vem cá. – ele me abraçou.
Ficámos assim, abraçados, ambos chorando, (eu mais audivelmente) durante alguns minutos.
-Tom, olha… - disse eu me descolando dele – há males que vêm por bem, se calhar é melhor assim.
-Não tou te entendendo. Como pode ser melhor assim?
-Olha só, cês tão ficando super famosos e com super muitas fãs, você não iria querer uma namorada agora. Ainda por cima uma estraga tudo como eu.
-Mas eu quero você e cê sabe disso! – ele olhou fundo nos meus olhos – cê é a única garota que eu nunca traí!
-Mas você vai deixar de querer, com o tempo e a distância.
-Não! – ele me deu um selinho e me apertou bem forte.
-Não era você que dizia que não sabia como ficar com a mesma pessoa durante muito tempo?
-Mas com você é diferente!
-Não Tom, basta reaprender. – eu tava me tentando fazer de forte, por nós dois – E no final de contas, cê tem 17 anos. A idade de parar não era os 60?
Ele riu.
-Vem cá, vamo aproveitar o tempo que nos resta?
Ele não disse nem uma palavra. Se limitou a me beijar, a chorar mais um pouco e a transar comigo.
O Kaulitz adormeceu, me abraçando por trás. Eu não consegui dormir naquela noite. Foi a noite mais triste da minha vida. E o que estava p’ra vir era ainda pior. Me separar dele, daquele menino que me levou nas nuvens tantas vezes? Daquele garoto que me beijou numa rua deserta, sem mais nem menos, e disse que me amava? Eu me ia separar daquele Sexgott que me fazia delirar a cada toque, que me fazia sentir amada e querida e que eu amava mais do que tudo nessa vida. Eu ia ficar sem ele. Passei a noite toda chorando e pensando em todos os momentos fantásticos que esse menino me proporcionara.
Mal ouvi um barulhinho no andar debaixo me aprecei a me vestir. Eu queria ir embora já, p’ra evitar as despedidas. Dei um selinho muito apertado nos lábios do Tom e sussurrei:
-Até sempre Kaulitz. – passei a mão na testa dele e dei outro selinho em seus lábios.
Desci. Cá em baixo na cozinha, Bill bebia água. Olhei o relógio de parede, eram 7.30 da manhã.
-Já acordado?
-É. E você? Onde cê vai?
-Bill eu tou indo embora. – me aproximei dele.
-Como assim? Sem se despedir do Tom?
-É, é melhor assim. Eu odeio esse negócio de despedidas. Mas já vou ter que me despedir de você, né?
-Não escapa! – ele abriu os braços p’ra mim e nos abraçámos.
Chorámos como duas criancinhas por sua mãe.
-Eu vou morrer de saudade. – disse ele me levando na porta.
-Eu também Bill.
-O Tom vai ficar tão triste. Rafaela, cê tem a certeza que não se quer despedir dele?
-Tenho Bill – respirei fundo e depois comecei a chorar – só diz p’ra ele que eu o amo e que nunca vou esquecer ele e tudo o que passámos.
-Pode deixar.
A gente se abraçou uma última vez e depois de chorarmos mais um pouco juntos, saí chorando sozinha pela rua, até chegar em casa.


E então? Quero opiniões! =)
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MensagemAssunto: Re: A estraga(quase)-tudo   Sex Dez 28, 2012 12:32 pm

Ai Liebe, você me fez chorar, sério bua

Tão triste esse capítulo, despedidas são sempre tão difíceis triste

Mas continua, please bua1
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MensagemAssunto: Re: A estraga(quase)-tudo   Sex Dez 28, 2012 2:59 pm

continua triste
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MensagemAssunto: Re: A estraga(quase)-tudo   Sab Dez 29, 2012 8:43 pm

Oiee louco
Ainda bem que gostaram. Bom, agora vamo ver: o que será que vai acontecer? Hmmm...


]b]3 anos depois…
Agosto de 2009[/b]

-E essa porcaria de fila que não anda! – resmunguei p’ra mim mesma, enquanto esperava a fila do tráfego se mexer.
Tinham me chamado p’ra um trabalho e não podia me atrasar. Eu sou compositora adjunta inscrita em várias companhias discográficas e hoje tinha dois encontros de trabalho muito importantes. Tava regressando já de um: tinha estado agora mesmo, na Sony MB, com os Green Day. Trabalhámos em algum material novo e muito legal. E, nossa, como aquele Billie Armstrong era simpático! Curti os caras, eles eram bastante legais.
O outro encontro era com um tal de Jost, David Jost. Ele disse pelo telefone, que ouviu falar bem de mim e que me queria conhecer. Eu nunca ouvira falar desse cara, mas se é trabalho, é trabalho. Como devem imaginar, eu não ando propriamente a surfar em grana. O encontro era dali a 5 minutos e eu ainda estava a uns 12Km do sítio combinado, e com uma fila de tráfego insuportável na minha frente. Tínhamos marcado o encontro num estúdio privado, num pequeno bairro em L.A.. Ele me tinha dado a morada, eu nunca havia estado naquele lugar.
-Ah, te achei! – disse vitoriosa, mal encontrei o estúdio.
Tava atrasada uns bons 15 minutos e com a pressa estacionei meu carro bem na frente do edifício, o que impedia a saída a um carrão branco, um Audi, daqueles super carões. Mas eu não tava nem aí. Bati a porta do carro e saí correndo p’ro estúdio. Uma assistente me mandou p’ra uma salinha:
-Mr. David Jost? – perguntei espreitando na porta.
-Ah, sim, sou eu. Entra! – entrei e ele me deu um aperto de mão por cima da escrivaninha – Sente, por favor!
-Desculpe meu atraso, mas hoje tá um dia chato na estrada mesmo. – disse me sentando.
-Não tem problema menina Rafaela. Você é alemã, verdade?
-É, sou sim.
-Então, pode falar na sua língua, porque eu também sou alemão. – ele sorriu.
-Ainda bem. Esse negócio de falar sempre inglês é muito chato mesmo, né?
-É, é sim. – ele entrelaçou seus dedos e se debruçou por cima da mesa – Olha, que idade que cê tem?
-19 anos.
-Muitos parabéns então. Devo dizer que ouvi falar muito bem de você, mesmo sendo tão nova.
-Obrigada. – sorri e senti minha pele branca corar.
-Bom, como consequência disso, eu estou interessado na sua ajuda para um projeto, um novo projeto da banda da qual eu sou produ…
-Menina Rafaela, é você a dona da carrinha vermelho ferrugem estacionada na porta? – a assistente interrompeu nossa conversa.
-É, sou. – disse super envergonhada.
-Ah, os senhores não conseguem sair devido ao seu carro, pode ir lá por favor?
-Claro. – me levantei – Oh meu Deus, me desculpe Sr. David.
-Não tem problema, vai descansada.
A assistente me acompanhou até a porta da entrada e chegando cá fora, dois moços de óculos escuros e gorros, mais ao menos da minha idade, estavam encostados naquele Audi branco e super carérrimo.


-Me desculpem. – disse em inglês e abrindo o carro.
Enquanto tirei o carro e o estacionei mais p’ro lado, reparei que o moço do gorro disse algo sobre mim ao entrançado. Saí do carro e fingi que não vi nada. Me dirigi p’ra eles.
-Mais uma vez me desculpem – disse trancando o carro – é que eu tava com um pouco, quer dizer, muita pressa e não…
-Rafaela? – perguntou o de gorro.
-Desculpe?
Ele tirou os óculos de sol, revelando seu rosto.
-B-B-Bill? Bill Kaulitz? – Disse gaguejando
-É, sou eu! Oh, meu Deus! – ele saiu me abraçando e sorrindo como uma criancinha. Ele continuava o mesmo.
-Oh, meu Deus, como você cresceu garoto!
-É, você também.
-Quê- quê que cê tá fazendo por aqui?
-Te interessa é? – o outro cara se meteu ao barulho.
-Tom?
Ele sorriu por detrás dos óculos escuros. Mas foi um sorriso de merda, sabe? De gozo, arrogante.
-Cê não vai nem me abraçar?
-Sinceramente não me parece que cê queira.
- Porque será? - respondeu ele, todo irônico – talvez porque eu não gosto, ou melhor, odeio, pessoas que fingem se importar minimamente com você e depois te abandonam feito cachorro, sem nem sequer dizer adeus?
-Quê que cê tá insinuando? – gritei.
-Pensa o que quiser! –Tom entrou no carro e bateu a porta com muita força, todo bravo.
-Qual é o seu problema?
Bill me olhou com cara de choque, tal como a minha.
-Tchau. – ele me deu um beijo na bochecha.
-Tchau Bill.
Entrei pensando no que havia acontecido. Bem, no que o Tom se tinha transformado, gente! Me aprecei a voltar p’ra salinha onde David me esperava.
-Estou de volta! Me desculpe, eu sou uma cabeça de vento mesmo Sr. Jost. – disse me sentando.
-Não tem problema e, ahm, já agora, pode me tratar por David.
-Tá bom, David. – ambos sorrimos.
-Bom, continuando a nossa conversa: cê já ouviu falar de Tokio Hotel?
Meu coração pulou, muito! Ele queria que eu trabalhasse com eles? Ah, essa não!
-Bom, ahm, claro! – disse tentando esconder meu desconforto – quem não ouviu?
-É, eu tava precisando da sua ajuda p’ro novo projeto deles. Já está na fase final e precisávamos de assistência.
-Ahm.
-Cê aceita essa proposta? Gostaria de trabalhar com eles?
Fiquei pensando. Eu não queria nada me encontrar com o Tom de novo, não depois disso. Que parvalhão ele era! Mas, por outro lado, queria muito reaver os outros meninos. Então pensei: ‘Dane-se aquele parvalhão! Se ele pensa que eu vou-me intimidar por causa dele ou que sou a mesma fracota e perdoa-tudo de antes, está enganado. Oh, tão enganado!’
-Aceito sim! – respondi finalmente.
-Que bom! Então reunião com eles depois de amanhã às 6.30 da tarde, dá p’ra você?
-AhmAhm claro!
-Fico muito contente. – se levantou e eu também – foi um prazer te conhecer.
-O prazer foi meu Sr.Jost – ele me olhou de lado e sorriu – ahm, quer dizer, David. O prazer foi meu David.
-Então até sexta-feira! Tenho a certeza que os rapazes vão ficar contentes!
-É, tenho a certeza que sim! – disse saindo.
Me dirigi p’ro carro. Entrei e liguei o rádio nas alturas. Fui dirigindo até casa, ouvindo ‘She will be loved’ e pensando no que havia me acontecido. Nunca pensei que isso fosse acontecer. Eu sei que vou ser um pouco mal interpretada mas eu tava com ódio mesmo do Tom, naquela hora. Não sei porquê, talvez por ele não ter compreendido meus motivos, ou por ter sido tão arrogante. Acho que estava odiando ele por, simplesmente, ter crescido. Ele se tornara num parvalhão completo. Como ele dizia que me amava e, depois de tanto tempo separados, nem sequer saudade ou simpatia teve p’ra comigo. Ai, mas eu tava ansiosa p’ra rever os outros caras, principalmente o Georg. Aquele cara era demais, e fazia falta p’ra minha vida.
Quando cheguei no meu prédio, estacionei minha carrinha no estacionamento privativo para moradores. Uma coisa é certa: o prédio não era lá grande coisa. Era velho e por fora tava todo descascado, mas me fazia sentir incrivelmente em casa. CASA, acho que sei nem mais o que essa palavra significa, mas o que é certo é que sempre que penso no meu prédiozinho , a palavra que vem na minha cabeça é essa. Casa. Ele era velho sim, mas agradável. Tínhamos poucos vizinhos, e os que tínhamos, não eram muito chatos, eram até legais. Tinha uma vista linda sobre os subúrbios de L.A. na varanda do meu quarto e tinha uma TV na sala/cozinha. Mas o que tornava meu prédio melhor, era ela.
-Oi amor! – gritei entrando e pondo a chave no chaveiro – Eve?
-Tou aqui panasca, na cozinha!
Eve era minha companheira de casa. Ela era a criatura mais perfeita à face da terra. Era a rapariga mais simpática, humilde, carinhosa e bonita que eu conhecia. A única coisa menos boa em morar com ela, era ter de falar inglês o tempo todo, mas eu já tava me habituando. Nós, éramos muito iguais psicologicamente e ela me compreendia e confortava. Éramos ambas super chatas e tagarelas e nos dávamos super bem. Como irmãs. É claro que também tínhamos nossas discussões e chatices mas passava bem rapidinho. A gente se conhecia à relativamente pouco tempo: 7 meses. Quando me mudei p’ra L.A. nos conhecemos e vim morar com ela. Ela era do Tennessee e era órfã de mãe e o pai dela não tava nem aí. Ele tava preso na Rússia, mas nunca quis saber dela. Eve se mudou p’ra L.A. junto com seu primo, Phil, que era como um irmão p’ra ela. Ah, e como essa garota tornava tudo mais fácil! Ela me lembrava muito a Sam.
-Então peguete? - perguntei beijando ela na bochecha e comendo uma folha de alface das sandes que ela tava fazendo – como correu seu dia?
-Bom, o Phil hoje tava bem-disposto. E o seu panasca?
-Podia ter corrido melhor.
-Então? O que foi? Conta p’ra mim.
-Tá bom. É que…
Contei tudo p’ra ela. Tudo. Toda minha história com o Tom e tudo o que se passara naquele dia. Ela me deu logo toda a razão. Se há uma coisa que aprendi nos States é que as americanas são muito feministas e Eve não fugia à regra.
-Cê fez muito bem! Eu já ouvi falar desse cara, é irmão daquele do cabelo… - ela agitou suas mãos em volta da cabeça imitando o antigo estilo do cabelo do Bill.
-É, eles são gémeos idênticos até.
-Bem, que parvalhão!
-Ele tá completamente diferente. Tá, ahm, um idiota completo.
-Porquê você não esta contente dizendo isso? – ela passou a mão pela minha bochecha.
-Ah, ele era tão especial p’ra mim, sabe? E agora isso.
-Amor esquece esse cara! Quero te ver triste não.
-É, provavelmente é o melhor a fazer. Mas, ahm, sabe, ele… - meu celular tocou- ai, desculpa.
-Que nada, atende.
No visor um número que eu não conhecia piscava. Não queria nada falar com estranhos nessa hora.
-Alô? – Bufei.
-Rafaela? – uma voz masculina surgiu do outro lado – é você?
-Sim… Com quem estou falando?
-Sou eu, Bill.
-Ah, oi Bill! Como cê conseguiu meu número?
-Eu pedi p’ro David. Eu preciso falar com você menina – a voz dele soava preocupada – pode vir tomar um café comigo, hoje à noite?
-Sim, claro Bill. Mas o que foi? Tá tudo bem?
-Tá, eu só preciso falar com você. Cê vai ter comigo ou quer que eu te pegue em casa?
-Não, deixa, eu vou. Onde cê quer ir?
Ele disse o nome e a morada de um barzinho qualquer e depois de nos despedirmos, desligou.
-Era o Bill. Bill Kaulitz.
-O leãozinho? O que ele queria? – perguntou Eve franzindo o cenho.
-Ele disse que precisava falar comigo. Combinamos p’ra hoje de noite.
-Legal, assim cê não precisa ficar segurando vela.
-Hmm, quem tá vindo cá? – ri.
-Aquele, o advogado. James.
-Aquele cara dos olhos lindos?
-Sim, esse.
-Uhhhh… -empurrei ela no ombro.
Ficámos ali falando sobre o dia dela e da boa disposição de Phil. Phil, o primo de Eve, era tatuador, e eles trabalhavam juntos. Eve trabalhava detrás do balcão no estúdio de tattoos e também lhe dava uma mãozinha quando era preciso. Phil era um cara legal e muito divertido, mas só para quem conhecia. Ele morava com a namorada, numa casa por cima do estúdio de tattoos.
Enquanto conversámos e comemos umas sandes, chegou a hora de ir ter com Bill. Fui tomar um banho, vesti uma roupa limpa e saí. Ai, era tão frustrante passar pelo elevador e não poder ir nele porque aquela porra estava avariada! Também era super velho, era daqueles com grade e todos podres. Desci pelas escadas e entrei no carro.
Chegando no bar, Bill já me esperava, sentado numa mesa.
-Oi!
-Oi Rafa. – ele me cumprimentou – tudo bom?
-Sim e com você?
-Também. Cê gosta de cerveja né?
-Claro – ele chamou o garçon e pediu duas cervejas – Então o que cê tanto queria falar comigo?
-Bom, como cê deve ter calculado é sobre o Tom.
-Hmm. – olhei a mesa, envergonhada.
-Olha, eu sei que ele tá sendo um parvo. Mas ele ficou muito magoado quando cê se foi embora, sem se despedir. Ele chorou imenso, quase não falava e andava muito revoltado. Eu tentei, tentei explicar porque você foi embora daquele jeito, mas ele não quis nem me ouvir. Começou a dizer bobagem, que você não gostava realmente dele, que se estava aproveitando dele, e o usando. Ele ficou muito mal mesmo. Ele deixou de acreditar que o amor existia, e hoje é o Tom que todo o mundo conhece: um come-todas que nunca vai assentar.
Ouvi tudo isso, calada. Tentando fazer o melhor p’ra nós dois, acabei estragando tudo, como sempre faço.
-Eu lamento tanto Bill! Não era suposto isso acontecer! – senti que estava quase a chorar – Eu am… amava seu irmão, amava sim!
-Eu sei que sim. Chora não tá?
-Tá, eu vou tentar. Mas eu não queria fazer mal p’ra ninguém, principalmente p’ro Tom.
-Eu sei Rafa e eu tenho a certeza que vocês ainda vão se acertar. – ele sorriu – agora vamo falar de coisa mais alegres?
-Tá bom. – Sorri também.
-Então, cê tá vivendo aqui em L.A. é?
-É, já à uns 7 meses. E vocês?
-Ah, a gente está mais aqui por causa do álbum, mas acho que depois vamos mesmo assentar por aqui. A gente gosta daqui.
-É, é um bom sítio p’ra viver - disse, dando um gole na cerveja gelada que acabara de chegar.
Bill tragou também um pouco e depois foi arruinar nossa conversa.
-E a sua mãe? Como ela vai?
Fiquei completamente sem jeito. Senti as lágrimas inundando meus olhos e turvando minha visão. Meu coração doeu e eu olhei o fundo do copo.
-Minha mãe…ahm, ela se foi Bill. Ela morreu.
-O quê? Oh meu Deus! – ele ficou chocado – lamento muito Rafaela. Como isso foi acontecer? Ela era tão nova. Oh meu Deus!
-Ela foi assassinada. – uma lágrima se soltou – ah Bill, muita coisa aconteceu desde que vocês vieram embora.
-Chora não. Hey, desculpa.
-De quê? Cê não fez nada.
Bill pousou o dinheiro sobre a mesa e me puxou pela mão p’ra fora do bar. Eu chorava feito uma perdida. Isso tinha feito eu me lembrar de tudo. De tudo o que eu não queria lembrar.
-Tá tudo bem. – Bill me abraçou – cê quer falar?
-Quero. Eu preciso contar.
-Vem cá.
Entrámos p’ros bancos de trás do carro dele e eu comecei a desbobinar.


Flash back/ON

Tinha sido um dia longo e cansativo e eu estava super cansada. Tinha tido aula na escola de música também, o que fazia com que eu tivesse ainda mais cansada. Tentava não escorregar no passeio molhado pela chuva e olhava o chão atentamente.
Cheguei no meu prédio. Tava tudo super normal, tal como nos outros dias. Mal podia esperar para entrar em casa e cheirar o jantar que minha mãe tava fazendo. Ela tinha dito que iria cozinhar empadão, que era o que ela cozinhava melhor. Subi as escadas com água na boca, só de pensar.
No fim das escadas, olhei a porta. Estava completamente escancarada. Entrei e me dirigi p’ra sala.
-Mãe!
Corri p’ra minha mãe. Ela estava no chão toda esmurrada e encharcada em sangue. Tinha muitas nódoas negras e um dos olhos todo inchado, quase nem dava p’ra perceber se estava aberto ou fechado. Atirei minha mochila p’ro chão e me ajoelhei junto dela, pousando sua cabeça nas minhas pernas.
-Mãe, quê que aconteceu? Quem fez isso p’ra você?
-Foi…
Meu tio Mark, irmão adotivo de minha mãe, irrompeu na sala. Esse cara tinha problemas mentais, devido a ter assistido ao assassinato e violação da sua mãe biológica. Meus avós o acolheram depois disso. Ele tinha uma arma na mão e vinha bebendo uma cerveja.
-Olha se não é a minha sobrinhinha linda!
-Mark, o que se fez p’ra minha mãe? Cê tá maluco?
-Calma garota não pisa o risco, eu estouro seus miolos! – ele me apontou a arma.
Eu me calei e olhei de novo p’ra minha mãe. Ela estava sofrendo claramente. Eu já estava chorando feito perdida, mas tentei ainda confortar ela. Passei a mão pela sua testa.
-Shh… vai ficar tudo bem. Calma mãe.
-Eu, eu te amo, meu amor.
-Calma, shh, fala mais não. – Comecei a chorar muito.
- Pára de choradeira e pára de falar coma morta.
-Ela não tá morta, seu estúpido!
-Eu trato disso.
-Não!
Ao som do meu não, Mark, deu um tiro na zona abdominal da minha mãe.
-Quê que cê fez seu velho doido?
Pus a mão no orifício da bala, p’ra tentar estancar o sangue. Agora quem parecia maluca era eu. Chorava imenso e gritava feito louca.
-Seu merda, você acabou com ela! Filho da mãe!
-Baixa a bola garota, eu estouro você também!
-Força, faz isso. Vem! Covarde, estúpido! Ele se aproximou de mim e apontou a arma a minha cabeça. Eu fechei os olhos e engoli em seco. Apertei bem com as mãos a camisola da minha mãe e as únicas pessoas que vieram na minha cabeça foi ela e o Tom. Tom que havia ido embora a seis meses. Tom que eu ainda amava e estava longe de esquecer. Tom que eu sabia que iria ficar triste com a minha morte.
Apertei os olhos com mais força.
-Adeus boneca.
Ele quase premiu o gatilho, mas a polícia entrou em casa e ele se entregou.
V i eles levarem o corpo da minha mãe e levarem metade de minha alma com ele. Morri ali, um pouco, com ela.
Depois, mais tarde, vim a saber que Mark tava bêbado e drogado e quando soube que tinha matado minha mãe, se suicidou na prisão. Ela era a única pessoa, p’ra além de meus avós que alguma vez se havia importado por ele e ele deu um fim nela. Sinceramente, não tive pena nenhuma e fiquei insatisfeita por ele ter morrido e não apodrecido na prisão.

Flash Back/OFF

Bill ouvia minha história embasbacado e com os olhos encharcados, chorando um poquinho.
-Oh meu Deus Rafa! Como isso foi acontecer p’ra você?
Ele fazia o máximo que podia p’ra me confortar: me abraçava, limpava minhas lágrimas; ele era realmente um amor. Mas nada disso aliviava a dor.
-Desculpa eu fazer você chorar, mas eu precisava contar. – disse, mês descolando do peito dele e agarrando suas mãos.
-Não, tá tudo bem comigo. Cê tinha de contar isso p’ra alguém. Mas já tá tudo bem. Já passou.
Ficámos ali no carro, falando. Mudámos de assunto, rimos até bastante. Falámos do Georg e do Gustav. Falámos um pouco mais do Tom e do novo álbum deles. Falámos da Alemanha e da Sam até. Bill tinha saudade dela, dava p’ra notar isso. Se ele reencontrasse ela, se apaixonaria de novo. O que seria feito dessa menina? Ah, tantas perguntas sem resposta! Como estava o Georg? E o Gustav? Será que o Tom não queria mesmo saber de mim? Será que eu não queria saber dele também?
Quando cheguei em casa, Eve e James se comiam no sofá. Fui na cozinha beber um copo de água e tentei passar despercebida.
-Oi Rafa! – Disse Eve olhando p’ra mim. James limpou a garganta.
-Oi gente. – Disse pousando o copo e me virando p’ra trás.
-Então como correu?
-Bem. – Me aproximei e dei um tapa leve no ombro de James – Oi James.
-Oi, tudo bom com você?
-É. Eu não preciso perguntar de volta né? – Eles riram – me desculpem gente, eu sei que vocês amam minha companhia e que não estou estorvando nada , mas eu tô precisando de um bom cochilo.
-Ah é? – Riu Eve.
-Tchau Tchau.
-Tchau amor.
Fui p’ro meu quarto e mal me deitei, caí no sono, feito pedra na água.

E entao? O que acharam? *^^*
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Heloisa Lima

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MensagemAssunto: Re: A estraga(quase)-tudo   Dom Dez 30, 2012 3:25 pm

OMG!! muito bom!
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MensagemAssunto: Re: A estraga(quase)-tudo   Dom Dez 30, 2012 4:21 pm

Nossa, que capítulo tenso, muitas informações pale

Mas vamos lá:

- Tom, seu estúpido! Precisa tratar a Rafa assim?? p*t* Um homem formado com essa mentalidade de criança birrenta, só você mesmo :X

- A Eve é uma graça, e é tarada Twisted Evil

- Nossa, muito triste isso que aconteceu com a Rafa e a mãe dela bua Eu chorei um pouquinho aqui triste

Continua Liebe, eu preciso saber o que vai acontecer yaya
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MensagemAssunto: Re: A estraga(quase)-tudo   Sex Jan 04, 2013 8:26 pm

Oiii Very Happy
Ai gente, fico tão contente que estejam gostando!! Sério fico feliz mesmo.

Bom, vamo lá otra vez Razz


Reencontros e confusões na cabeça :s

De manhã, depois de acordada e de minha higiene matinal feita, fui tomar o café da manhã. Eve não estava em casa, eu tratei de verificar isso.
Abri a geladeira: não tinha mais leite. Ah, boa! Eu podia ser muito preguiçosa, mas não trocava meu leite com café matinal por nada. Por isso fui-me vestir e desci, p’ra ir no supermercado.
Chegando, o estacionamento estava quase vazio. Oh, americanos preguiçosos! Estacionei e peguei minha bolsa miniatura. Saí do carro e fui andando p’ro supermercado.
Mal entrei fui direta à secção dos laticínios: eu não queria cair na tentação de esbanjar meu rendimento mensal em chocolate de novo. Mas parece que o mundo tava contra mim mesmo: no corredor que dava acesso à secção dos laticínios, estava um funcionário do supermercado, com aqueles carrinhos que atrancam tudo, repondo produtos. Como não passava, tive de ir à volta, e não resisti: fui pelo corredor dos chocolates.
-Hmm… home sweet home! – Disse pegando duas tabletes gigantes.
Continuei olhando as prateleiras quando pontapeei algo. Era um celular. Me abaixei e o apanhei. Era todo XPTO e tinha um único botão na frente. Atrás, o símbolo da Apple.
-Hmm… um presente de Deus! Valeu cara! – Olhei p’ra cima e ri.
Eu tava precisando de um celular novo. O meu estava todo podre e só dava mesmo p’ra ligar ou enviar mensagens de texto. Ia pô-lo no bolso, quando pensei: ‘Oh, coitadinha da pessoa que o perdeu! Eu também não ia gostar e deve ter custado uma fortuna! Pelo menos duas vezes o que eu recebo por mês!’. Então me dirigi p’ro cachier e pedi p’ra ele dizer no altifalante que alguém perdera seu iPhone. Depois de tal e de esperarmos uns dois minutos, alguém me tocou no ombro.
Olhei p’ra trás. Ele tava com o cabelo amarrado e uns óculos escuros horríveis, mas que ficavam fofos nele. Usava uma jaqueta de couro marrom e uma calça cinza.
-Oh meu Deeeus!
-Eu tou te reconhecendo ou isso é uma miragem? Rafaela?
-Georg! – a gente se abraçou e ele me rodopiou no ar, como eu lembrava que ele fazia.
-Oi menina! Que grande que cê tá Meine Mädchen!
-Eu não tô acreditando: cê ainda se lembra disso? – ri.
-Claro, como poderia me esquecer?
De trás dele, veio uma rapariga, nos seus 20 anos, de estatura média e cabelos negros e ondulados pouco passados dos ombros, usando também óculos escuros.
-Então amor achou? – ela paralisou me olhando – Oh gott! Rafa? Rafaela?
Olhei ela com cara de parva pensando: ‘Quem é você?’ até que reconheci sua pequena cicatriz na testa.
-Samantha!
Saí a abraçando e sorrindo. Ai, meu Deus, que saudade que eu tinha, nossa!
-Quê que cê tá fazendo por aqui? – perguntou ela.
-Ah, eu moro aqui.
-Sério?
-É. – olhei eles com cara de máfia e ri – então, ahm, o amor paira nas sanitas, é Georg?
-Que é isso, gracinha é? – ele fez uma careta – cê não vai nem perguntar o que a gente tá fazendo aqui nos states?
-Hmm… eu acho que… eu acho que cê tá aqui por causa do vosso novo álbum, e porque amanhã têm uma reunião com o vosso produtor e com uma compositora adjunta. Verdade, né?
-Ué, como cê sabe? – ele ficou me olhando com aquela cara de bobo dele. Sam riu.
-Porque eu sou essa compositora.
-Sério?
-É.
-Que bom! Cê já teve com os outros?
-Tive, e eu e o Tom discutimos. – perdi o ânimo na voz.
-Se for por causa do que eu estou pensando, olha, ele ficou muito mal mesmo Rafa.
-Eu sei, já me disseram isso.
-Bom, vamos deixar disso? – Sam colocou-se no meio de nós e colocou seus braços em volta dos nossos pescoços – onde cê mora mesmo?
Fomos conversando até ao carro e eu entreguei, finalmente, o celular p’ro Moritz.
-Quase fiquei com ele! – ri – toma.
-Então até amanhã! – disse ele.
-Tchau Rafa! – Sam acenou.
-Tchau gente.
Entrei no carro e me lembrei: ‘ Ó sua cabeça de vento, cê veio aqui p’ra comprar leite e cê não comprou leite!’. Então fui p’ra trás comprar meu leitinho.
Chegando em casa, Eve ainda não estava, como eu calculara. Eram 11.25. Fui tomar o café da manhã e me deitei no sofá assistindo aos ‘The Simpsons’. Acabei adormecendo. Eu andava bastante cansada esses dias, embora estivesse quase sem trabalho. Não estava mesmo no meu melhor. Quando acordei eram 15.35. Ainda não estava ninguém em casa e eu tinha a certeza que ia passar o resto do dia sozinha. Quinta-feira era o dia de folga de Eve e ela iria gastá-lo com certeza, com James. Então fui pegar meu violão p’ra fazer uns arranjos numas composições contemporâneas.
Tava totalmente relaxada, fazendo meus arranjos, quando: puuum! A corda mizinha rebentou!
-Ah boa! – disse enervada – que nervos! Arrr…
Pousei o violão antes que causasse estragos com os meus nervos e fui na geladeira. Bebi um suco de laranja e saí p’ra comprar cordas p’ro violão.
Me dirigi p’ra loja do costume: ‘Live your music, Co.’. Essa loja tinha de tudo e a um bom preço. Ainda por cima o cara do balcão tinha uma queda por mim e às vezes me fazia descontos e, muito raramente, até oferecia coisas. Mas eu não me aproveitava tá? Ele que oferecia.
-Oi Ray.
-Oi sunshine! Como vai linda? – perguntou me beijando na bochecha.
-Bem e você?
-Tudo gata. Cê quer alguma coisa, ou veio aqui só p’ra me fazer uma visita?
-Eu quero um conjunto de cordas de aço p’ra violão.
-Tão saindo. – disse ele se dirigindo p’ra parte detrás da loja, uma espécie de armazém.
Enquanto foi lá atrás, fui analisar uns teclados. Tava mexendo em um Korg quando olhei pela vidraça e vi o Tom saindo do carro… acompanhado por uma loiraça de vestidinho. Ai, fiquei com tanto ciúme! Botei o cabelo p’ra frente da cara, de maneira a não ser vista e olhei os de novo. Eu conhecia ela: Chantelle Paige, voz feminina dos Flipsyde. Eu já trabalhara com eles. Era uma patricinha daquelas, sabe? Mas era razoavelmente, quer dizer, miseravelmente, simpática. Tava ali super distraída olhando eles, quando meu admirador voltou.
-Rafaela?
-Ah – me aproximei – desculpa.
-Não, tá tudo bem. Toma.
-Brigada. Quanto é?
-Por ser p’ra você, hmm… 20 dólares.
-Ena brigada! – disse pegando minha carteira e pagando.
-De nada sunshine.
-Tchau Ray.
-Tchau princesa. - Ele me beijou de novo na bochecha e eu retribui.
Quando me virei, Tom tava me olhando e Chantelle, vendo que ele tava olhando, olhou também. Se apreçou a sorrir e acenar p’ra mim. Sorri falsamente e pensei: ‘ Só me faltava mais essa!’. Saí da loja e ela veio logo ter comigo. Tom veio detrás.
-Oi Rafa! – disse me beijando na bochecha e me abraçando – há quanto tempo!
-Oi. – bufei entre dentes.
-Saindo num dia de semana?
-Trabalho – levantei o pacote de cordas – mas parece que não sou a única!
-É, mas cê tá sozinha né? – ah, provocadora!
-É, hoje me abandonaram. Parece que tou sozinha em casa mesmo. Mas, como dizem: melhor sozinha que mal acompanhada, né?
-Hmm! – ela riu com um nojo claramente visível – então como vai seu trabalho?
-Cada vez melhor. Fui chamada p’ra trabalhar num projeto na Universal até! – Die Bitch – e vocês?
-Ah, vai tudo bem! – ela respondeu toda sem graça.
De repente reparei que alguém vinha correndo detrás de mim.
-Rafa, cê esqueceu seu celular, linda!
-Ah! Brigada Ray!
Chantelle olhou Ray de alto a baixo. Durante tanto tempo que acho que lhe tirou as medidas todas. Ele era lindo e musculado. Era também bastante moreno, o que ela adorava.
-Então, ahm, não vai me apresentar seu namorado? – perguntou ela.
-Ray não é meu namorado.
-Que é isso amor pode admitir! – ele colocou seu braço em volta do meu pescoço – Tou brincando. Sou namorado não! Amigo do peito, né sunshine?
-Sim. É do tipo daqueles amigos que é raro encontrar hoje em dia: respeitosos, fiéis e, acima de tudo, compreensivos! – Rafaela-1; Tom-0.
-Concordo. – Tom se intrometeu na conversa – e daqueles que nunca te abandonam e gostam realmente de você! – Ok, empate.
-E daqueles que acreditam em você, passe o que passar!
Tom se calou. Voltou p’ro seu silêncio e ficou pensativo. Ray topou que algo se passava entre a gente e Chantelle, bem, das duas, uma: ou ela era muito inteligente e percebeu e fingiu que não; ou então ela era muito burra e tapada mesmo. Me agrada a segunda opção .
-A conversa tá muito agradável mas eu preciso ir! Tchau amor – beijei Ray na bochecha – Tchau gente!
-Tchau.
‘Patricinha de uma ova! Quem que ela pensa que é?’. Fui andando p’ro carro e pensando isso. A verdade: eu tava cheia de ciúme daquela patricinha e de raiva do Tom. Bom, se ele queria guerra, era guerra que ele ia ter! Mal podia esperar pelo dia seguinte, p’ra provocar ele o mais que pudesse.

De manhã, como em todos os outros dias, acordei mal-humorada e descabelada. Mas eu tenho uma explicação p’ra acordar mal-humorada: cê ta vendo um velhinho com artrite reumatoide, ou seja, um velho reumático? Agora adiciona a ele uma corcunda e uma doença terminal. Já chegou lá? Tá vendo? Isso é como eu me sinto quando acordo! Sem tirar nem pôr!
Como em todos os outros dias, me dirigi p’ra cozinha p’ra tomar o café da manhã. Mas hoje havia uma coisa diferente: Eve estava em casa!
-Oi amor!
-Oi amor?! Cê me abandona durante um dia inteirinho e diz ‘Oi amor’?!
-Desculpa. – ela se dirigiu p’ra mim e me beijou na bochecha – Oi amor da minha vida, minha coisa gata, fofa e linda e que eu amo tanto! Morri de saudade, e você?
-Pelo visto não morri, mas sim, senti sua falta. – encolhi os ombros e ambas rimos.
Liguei a TV. Tava dando uma espécie de telejornal matinal. Quando liguei não sei ao certo o que estava dando, acho que era algo sobre o enterro de Michael Jackson. Me sentei numa cadeira e peguei uma torrada que Eve acabara de fazer, ela se sentou de meu lado comendo uma também. Ficámos ali falando sobre a noite super interessante dela e o romantismo ultra diabético de James, até que algo chamou minha atenção.
‘-Banda alemã, Tokio Hotel, lança novo álbum no próximo mês! O grande sucesso germânico voltou! A banda alemã, composta por quatro elementos dos 19 aos 21 anos, lança seu novo álbum «Humanoid» em finais de Setembro desse ano. Fontes asseguraram que…’
Me virei de imediato para a TV, assim como Eve.
-O-Olha ele ali! – disse apontando. – Ai, que lindo!
Eve olhou p’ra TV e depois p’ra mim. Entretanto a notícia acabou.
-Cê ainda gosta dele né? – que séria! ú.ú
-Eu acho que nem eu sei mais! Mas, ahm, ontem, eu, eu vi ele com uma garota e fiquei com tanto ciúme!!! Arr…! E quando discutimos fiquei super triste! – bufei – eu não sei mais se isso é amor, eu só sei que tenho saudade dos nossos tempos!
-Eu acho que cê tá gostando dele amiga. – ela segurou minha mão – só me promete uma coisa Rafa: cê vai lutar por ele até onde e quando puder. Não quero te ver sofrendo.
-Tá bom.
-Vá, agora, coma! – quase gritou, enfiando uma torrada na minha boca.
Terminámos de tomar o café da manhã, conversámos, almoçámos e depois ela foi trabalhar. Fiquei assistindo TV, até essas 3 horas. Depois fui dar uma arrumada na casa. Eram umas 4 horas já estava me começar sentindo nervosa. Fui tomar uma ducha quente e me vestir. Vesti uma calça justa e uma camiseta bastante decotada vermelha. Calcei um botim preto e passei uma pequena maquiagem. Como de costume pus o anel de prata que era de minha mãe e rumei p’ro estúdio.
Quando cheguei passavam 3 a 5 minutos da hora marcada. O mesmo carro do outro dia estava estacionado na porta e mais dois, caros também. Estacionei minha (batizada) Genoveva, peguei minha bolsa e entrei.
-Bom dia Rafaela. – disse a assistente, com um sorriso hipócrita, mas tentando ser amável.
-Oi, ahm, a sala é a mesma?
-É sim. Pode ir já tão te esperando.
Andei até a entrada da sala e minha barriga parecia estar concentrada em imitar os gases de meu avô. Sério! Só fazia barulhos esquisitos! OK: eu estava nervosa. A esse andar, não ia conseguir nem me concentrar no trabalho.
-Posso? – disse abrindo ligeiramente a porta.
-Claro Rafaela! – David me falou, todo satisfeito.
-Oi princesa! – disse o Gustav, se levantando do sofá onde estava sentado.
-Gus, oiiiiiiiiii! – Nos abraçámos com aquele jeitinho super apertado, aconchegante e gostoso dele. – Que saudade!
-É, eu sei. Eu também tive muuit saudade!
-Pera aí: o que esta me escapando?! – Inquiriu David.
-A Rafaela é nossa amiga de infância David. – praguejou o Moritz, mastigando bolacha. – Já agora: olá de novo minha linda.
-Oi Georg.
-Ah, é? Melhor assim! Mais fácil trabalhar com gente conhecida, né não?
Eu sorri sem graça e eu e o Tom nos olhámos. Ele parecia estar fazendo os possíveis p’ra não me olhar. Parecia que ele estava mesmo chateado! Fiquei toda sem graça depois disso.
-Oi p’ro resto do pessoal! – disse, tentando esconder meu desconforto.
Olhei de novo p’ro Tom. Ai, como ele era lindo! Tava com uma fita preta e branca na cabeça. Estava muito bem. Tirando o facto de que quase nem me olhava e de que tinha posta uma cara de orgulhoso e tanto! Já Bill e Georg colaram em mim, mais precisamente, em coisas que não deviam nem reparar. Ignorei e a gente começou a falando de trabalho. Nem por ser de trabalho Tom falava, tava quase sempre calado. Voltando ao trabalho, eles me explicaram a situação e eu assinei o contrato p’ra trabalhar com eles. No fim, David se pirou e ficámos só nós os cinco.
-Vem cá, vou te mostrar um material muito legal! – Bill me puxou pela mão.
Entrámos na cabine de gravação de vocais. À beira do micro e dos auscultadores, existia uma estante com uma confusão enorme de papéis. Ele começou a me mostrar algumas canções e a cantar p’ra mim.
-Tá muito legal Bill.
-É, mas do tipo, aqui na ponte tenho algumas dúvidas. – ele começou a cantarolar – Each step you make, each breath you take. Your heart, your soul, remote controlled. Depois não sei se hei de variar ou fazer mais do mesmo. Que cê acha? Rafa?
-Ah, ai desculpa Bill.
Eu colara no Tom, ele tava sempre olhando a porta, parecia que tava esperando alguém. Confesso que fiquei com um pouco de medo de que fosse uma garota. De vez em quando, ele me olhava e virava a cara logo de repente, talvez por ver que eu olhava p’ra ele também.
-Ah, Rafa, não quero te ver assim, não. Olha, ahm, sabe, o Tom tá meio que, ahm, namorando.
-Então eles namoram? – quase chorei.
-Cê já sabe é?
-É, sei. Chantelle, hã? – me sentei no chão com as pernas junto ao tronco, e Bill sentou de meu lado. Do lado de fora ninguém podia nos ver, ou mesmo ouvir.
-Você ainda gosta do Tom, Rafa?
-Eu não sei Bill. Mas eu tenho ciúme. Ai, tanto! E saudade! Sabe eu acho que tou gostando sim, na verdade eu nunca esqueci direito.
-Ah, sabe que mais? Ele também não! Ele não gosta realmente dela, eu acho. É coisa p’ra durar pouco tempo.
-Mas ele também não tá gostando de mim né?
-Sinceramente, nem sei. Tom não tá mais o mesmo, desde alguns meses p’ra cá. Ele não conta mais as coisas p’ra mim como antes.
-Ah, vamo parar de falar dele, porra! - Olhei p’ro Bill e ri – o quê que cê tem por debaixo desse gorro misterioso?
-Cê quer ver?
-AhmAhm. – tirei o gorro da cabeça dele – Uau! Dreadlocks, hã?
-É. Cê gosta?
-Gosto sim. Tão do seu jeito: lindas e chiques.
-Obrigado Rafa. – ele riu – vamos sair?
Acenei que sim e Bill se levantou e ajudou a me levantar. Mal me levantei, olhei através da vidraça e congelei. Tom tava sentado numa cadeira e, no colo dele, Chantelle o beijava. Fiz um esforço enorme p’ra não chorar.
-Ai, não chora, vai! – implorou Bill.
-Eu não vou chorar.
-Cê não precisa encarar eles. Quer cantar mais um pouquinho?
-Não Bill. Vamos.
Bill me obedeceu e saímos da cabine. Peguei minha bolsa e eles pararam de se beijar.
-Por aqui Rafaela?
-Oi Chantelle.
-Tudo bem desde ontem?
-É – quase disse: ‘Sim, claro. Agora: solta ele patricinha!’ – e com você?
-Tudo. Aliás, não podia estar melhor né amor? – ela deu um selinho novo. Ok, ela definitivamente tinha percebido que algo se estava passando entre a gente.
-Bom, eu preciso ir. Tchau gente. – dei um beijo na bochecha p’ra todos, menos p’ra eles dois – Tchau… querida.
-Tatá amor!
Saí da sala e corri p’ro carro. Entrei, deitei a cabeça no volante e comecei a chorar. Virei a cabeça p’ra baixo e comecei a chorar mais. De repente, não sei quanto tempo depois, alguém abriu a porta do carro.
-Que é isso?! Vem cá! – Georg me puxou pela mão me pondo de pé e me abraçou.
Ele cheirava bem. Tinha um cheiro bom de perfume, misturado com um cheiro de cigarro gostoso. Seu cabelo cheirava bem também.
-Quê que cê tem menina? – disse ele pousando seu queixo na minha cabeça e passando a sua mão repetidamente sobre o meu cabelo.
-É o porras do Kaulitz mais velho!
-Ah, eu não acredito Rafa, o Tom de novo?
-Quê que cê quer? Não posso evitar. – disse brava.
-Calma. Eu só acho que ele não te merece. – olhei ele séria – você é boa demais p’ra ele. Ah, droga! Cê sabe que eu gosto dele como um irmão e tal, mas você merece melhor.
-O quê? Como assim mereço melhor?
-Você precisa de alguém que te compreenda e não que discuta o tempo todo como o Tom. Cê precisa de um cara que te respeite e que te ame e, sinceramente, acho que ele consegue não.
-Mas eu não tenho culpa! Eu não digo que ame ele, mas eu… ah, eu morro de ciúme de ver ele com esse patricinha!
-Eu sei. – ele suspirou e me beijou na testa – só p’ra que saiba te acho muito melhor que essa loirinha. Sem ofensa às loiras, né? – eu sou loira 
-Sério? – ri no meio das lágrimas.
-É. Ela é tão sem graça. Tão, pãozinho sem sal.
-Mas parece que ele gosta né?
-Shh… pára de falar do ‘Sr. Arrogância p’ra com você’. Bom, cê me dá a honra de te levar em casa nesse pachancho?
-Não fala mal da Genoveva! – disse eu levando as mãos à cintura.
-Desculpe senhora – disse ele fazendo uma vénia p’ra carrinha – Cê deixa eu te levar?
-E depois cê vem como p’ra aqui?
-Apanho um táxi. Eu sou do Tokio Hotel, se lembra?
Ri e entrámos na carrinha. Fui dando indicações p’ra ele o caminho todo.
-Vira aqui, à direita. – disse apontando – então, ahm, cê e a Sam, ahm, cês tão junto?
-Quê?! Não!
-Hã?! Mas ontem, no supermercado, ela te chamou de amor!
-É, e daí? Cê também não chama seus amigos de amor?
-Ah, Georg, me poupe. Cê não tá me contando tudo! Aí, à esquerda.
-Como cê sabe? – riu ele.
-Eu te conheço, lembra?
-Ah, tá bom. Mas a gente não tá mesmo junto.
-Então…
-No dia antes de termos estado com você no supermercado eu encontrei ela num bar. Depois de algumas boas copadas a gente foi no hotel e transou. – olhei ele com cara de inquisição, irônica - Mas tá tudo legal, sério. A gente conversou, ela disse que não sentia mais que uma amizade infinita por mim – eu ri - e eu também não sinto por ela. Aliás, a gente nem se lembra de ter transado. Mas…
-Mas quando duas pessoas acordam peladas na mesma cama, é óbvio né? Vai em frente agora.
-É, suponho que sim.
Chegámos em frente do prédio e depois de eu mandar, ele parou e estacionou a carrinha.
-Ah, sabe, eu acho que a Sam ainda gosta do Bill. Tou pensando em levar ela na festa, p’ra eles se verem.
-Que festa? – perguntei.
-De anos dos Kaulitz! Eles fazem 20 anos terça-feira.
-Ah… - fiz contas – pois é!
-Bill vai te convidar, ele me disse.
-Ah, eu não sei se vou.
-Oh, vai lá! Cê não vai fazer essa desfeita p’ra ele, vai?
-É, se calhar é melhor não.
-Claro que é melhor não. Ele iria ficar magoado. Agora vai, vamos sair.
A gente saiu da carrinha. Já tinha esquecido de como o Moritz era uma pessoa maravilhosa. Ele compreendia todo o mundo e se preocupava, era realmente um cara às direitas. E p’ra além disso, ele era um borracho. Me aproximei dele e ele me abraçou.
-Tchau princesa – me beijou na testa – ops, quer dizer Meine Mädchen.
-Tchau Hobbit – beijei ele na bochecha.
-Mazinha!
-Muito!
Sorrimos e eu entrei e subi as escadas. Chegando dentro de casa, chamei pela Eve, ela não respondeu. Fui espreitar na cozinha: nada. Fui no quarto dela: a bobinha estava dormindo de pijama, roupão e toda coberta. Logo hoje que eu precisava de alguém p’ra conversar.
Fui na cozinha e olhei as horas, eram 9.30 da noite. Jantei pizza congelada e bebi uma cerveja. Me deitei no sofá e fui assistir «American Pie: corrida de nudistas» com um balde de pipoca em cima de mim. Pousei o celular na mesinha e o filme começou.
Quando o filme já estava quase no fim e eu já passara pelo sono umas 3 vezes, o celular apitou e vibrou, fazendo um barulho irritante na mesa de madeira. Peguei ele, tinha uma mensagem de texto: «Oi Rafa. Gostei muito de estar com você hoje, acha que dá p’ra nos encontrarmos amanhã de novo? Georg. P.S: cê continua chanfrada. Um beijo.» Ri. Oh meu Deus, achei isso tão fofo! Respondi logo: «Claro que dá. Obrigada, cê também continua com um retardamento Moritz. Tenho saudades suas. Até amanhã.» Voltei minha atenção de novo p’ro filme que era até legal. De repente senti uma vontade enorme de ter o Moritz ali comigo. Ele parecia o único ser humano que me compreendia e se importava comigo nesse momento. Acordei do transe já tinha outro SMS: «Eu também tenho saudade, muitas . Aqui tem a morada do hotel onde estou hospedado:…» Fiquei contente por poder passar algum tempo com o Georg, ele era um cara 5 estrelas.


Para que fique esclarecido eu não tenho nada contra Chantelle Paige, aliás acho ela legal.
Mais, e sobre o capítulo, o que acharam?
Bjão bj
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MensagemAssunto: Re: A estraga(quase)-tudo   Seg Jan 07, 2013 2:54 pm

Hum, você tá achando o Ge um "homem 5 estrelas" é? Hum, sei não viu

E essa Chantelle eeeca

Continua Liebe Wink
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MensagemAssunto: Re: A estraga(quase)-tudo   Seg Jan 07, 2013 3:28 pm

continua Very Happy
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MensagemAssunto: Re: A estraga(quase)-tudo   Ter Jan 22, 2013 8:17 pm

Very Happy Oi gente linda, meus aliens do coração, como vão?

E é isso, cá estamos nós pra mais um capítulo, hum, como demorei (peço muitas desculpas) acho que vou postar dois, num sei ainda.

Espero que gostem. Comentem minha gente de Deus!!


Georg Moritz Hagen Listing

-Rafa? Rafa? Rafaela! Acorda!
-Ah, deixa eu dormir Eve!
-São 4.30 da tarde, não acha que já dormiu que chegue? Anda! – disse ela me puxando da cama.
Não sei bem o que fiz, só sei que tava me tentando soltar dela. Mas caí da cama, em cima dela, que bateu com a cabeça na mesa-de-cabeceira. Como se não fosse o bastante, o despertador tombou e caiu sobre a cabeça dela, e o abajur por cima da minha. Rimos como loucas e ficámos nos xingando como bêbedas.
-Viu só o que cê fez?! – disse Eve rindo e se levantando.
-Não teria feito se me deixasse dormir! – mostrei minha língua p’ra ela.
Fomos p’ra cozinha, e uma pratada de massa com molho de tomate me esperava em cima da mesa.
-P’ra você: Massa à la Eve! – disse ela, fazendo uma vénia.
-Hmm…que delícia! Eu adoooro Massa à la Eve!
Massa à la Eve, era a maior especialidade de Eve na cozinha, bom, e talvez a única. Eve e eu éramos autênticos zeros a cozinhar. Comi aquilo num ápice e depois contei p’ra ela tudo o que havia se passado no dia anterior.
-Esse Georg parece legal. E gostoso.
-Ele é legal. E gostoso. – respondi rindo.
-Aproveita então!
-Menos! O Georg é meu amigo, só isso, tá? – disse mastigando um pouco de pão.
-Tá. Cê quem sabe.
-Vou tomar um banho amor.
Me dirigi p’ro banheiro e tomei um banho rápido. Fui p’ro meu quarto e vesti uma calça vermelha e uma camisola preta esburacada na parte de trás. Calcei uma sandália alta e fui passar uma maquiagem leve. Acho que exagerei, mas eu queria muito estar bonita. Eu não sei porquê, mas eu queria. Peguei minha bolsa, me despedi de Eve e fui p’ro carro.
-Oi Genoveva! Tudo bom? – disse passando a mão pelo volante.
O meu carro tinha um cheiro gostoso de homem fumador, que pertencia ao baixista. Que cheiro bom. Só de pensar, fico com arrepio até! Liguei o rádio e rumei p’ra morada que ele me dera na noite anterior. Era um hotel daqueles! 5 Estrelas! Eu amava ter dinheiro p’ra uma coisa desse género! Chegando no hotel, um rececionista careca e simpático, mas feio como tudo, me atendeu.
-Bom dia, em que posso ajudá-la?
-Oi! Ahm, eu vim visitar um amigo, é, é o quarto 537, ahm…
-Sim, ahm, Rafaela Schneider?
-Sou eu sim. – sorri.
- Pode mostrar identificação?
Mostrei p’ra ele a minha carta de condução, que era o que estava mais à mão.
-Muito bem. Aqui tem a chave, pode subir. Piso 5.
-Obrigada.
Me dirigi p’ro elevador e subi. Chegando lá em cima, fiquei uns cinco minutos procurando o quarto. Os corredores eram infinitos e todos iguais. Mas, finalmente, o achei. Inseri o cartão e abria porta.
-Georg? – disse entrando – tem alguém aí?
-Sim, tou aqui. – disse ele vindo da varanda, com um cigarro na mão.
-Oi. – beijei ele na bochecha e ele me beijou na testa.
-Oi Rafa. Então cê tá melhor?
-É, tou. Cê quer saber tô nem aí. Não quero saber mais disso. E você? Tá tudo bem?
-É. Vem cá. – ele me puxou pela mão até a varanda, onde tinha duas cadeiras.
Nos sentámos e ele ofereceu um cigarro p’ra mim. Eu aceitei e a gente começou a falar.
-Então como é morar aqui em L.A.?
-Ah, é bom até, mas eu vim mais por causa do trabalho sabe? Aqui estão as sedes das maiores companhias discográficas. – traguei mais um pouco de fumaça – e na Alemanha, como vão as coisas?
-Ah, cê sabe bem como é! – ele soltou a fumaça na minha cara.
-Ai, que estúpido!
Ele riu ainda da minha cara e eu dei um tapa nele.
-Ah, pára Moritz! – ri.
-Tá bom. Só não se enerva.
Botámos nossos cigarros pela varanda e fomos de novo p’ra dentro do quarto. Me sentei numa espécie de sofá individual e ele foi ligar a televisão. Ligou num canal de música qualquer e tava dando um tributo às inesquecíveis músicas dos Bon Jovi. Tava dando a «Livin’ on a prayer». Dançámos como loucos, abanando nossos cabelos compridos e ambos loiros. Quando a música acabou rimos, mas rimos muito. Depois começou a dar a «Bed of Roses».
-Dança? – ele estendeu a mão p’ra mim.
Pousei minha mão sobre a dele e dançámos abraçados.
-Cê tá diferente Rafaela.
-P’ra melhor? – disse eu com o queixo pousado no ombro direito dele.
-É, eu gosto mais assim.
Eu sei que me viria a arrepender disso mais tarde, mas não consegui resistir. Beijei ele na hora. Foi um beijo calmo, longo e gostoso. Georg me respeitou sempre. Eu que comecei desrespeitando. Pus minha mão esquerda dentro da camisola dele nas costas e o arranhei. Com a outra mão passei no seu rabo e subi p’ra nuca. Eu não queria ter feito isso desse jeito, mas eu tava completamente envolvida. Naquele momento tudo desapareceu: o Tom, a Chantelle, o trabalho… éramos só nós dois naquele quarto de hotel.
P’ra além dele estar tenso no início, eu notei que ele queria também. Ele começou se soltando mais e me tocando mais. Me botou sobre a cama e começou a tirar minha roupa. Ajudei ele a tirar a sua também. Foram momentos suuper gostosos. Ele era meigo, ao mesmo tempo atrevido. Tinha um jeito diferente, especial. Aproveitei ele ao máximo, e a gente transou ao som de boas e velhas baladas dos Bon Jovi.


-Tou com fome. – disse o Moritz me beijando logo a seguir.
Deviam ser umas 7 horas da tarde.
-Oh, o neném quer mamadeira? –ri, com a cabeça na barriga dele.
Ele olhou meus seios e disse:
-Quer que eu responda?
-Moritz!
-Que foi?
Ri e nos beijamos.
-Vou te mostrar meus dotes de massagista. Se vira, vai.
Ele se virou de barriga p’ra baixo e eu me sentei nas costas dele.
-Quê que cê tá fazendo? Cócega? – bati nas costas dele com força – Auu!
-Quê que cê disse mesmo?
-Que você é uma massagista maravilhosa – ele se virou, me botando na cama e se colocando por cima de mim.
-Que parvo que cê é!
-Bem, o parvo tá com fome! Vou ligar p’ro serviço de quartos.
Ele esticou o braço e pediu uma comida toda esquisita que sei nem o nome. Pediu também um champanhe esquisito e o típico: morangos com chantili.
-Sério que cê pediu isso? – ri pondo meus braços em volta do seu pescoço.
-AhmAhm.
-Não sabia que cê era assim tão romântico.
-Tem um monte de coisa que cê não sabe sobre mim. – ele me deu um selinho.
-E sei.
-Ah é? O que cê sabe?
-Que você tem de se vestir p’ra ir buscar a comida daqui a pouco.
-Mas cê vai se vestir também, vem. – ele se levantou e me puxou pelo braço.
-Ah, nãaaaaao!
-Siiiim!
Georg vestiu uma calça de esporte e uma T-shirt. Eu vesti minha roupa íntima e minha camisola. Enfiei as calças e meu celular tocou.
-Alô?
-Oi Rafa!
-E aí Bill?
-Tudo e com você? – ele tava bem disposto.
-Tudo.
-Olha eu queria te falar um negócio, ahm, olha como cê deve saber, terça-feira é o nosso aniversário, ahm, - Georg me abraçou por trás e apertou minha calça. Depois começou a me beijar no pescoço.
-Pára! – disse rindo.
-Hã??
-Desculpa, não era p’ra você Bill.
-Tá, não tem problema. – ele riu com o seu mais alto riso de hiena, estilo Bill Kaulitz, conhece? Pronto, é assim. - Vai daí eu queria te convidar p’ra cê vir na festa.
-Tá Bill, eu vou.
-Sério?
-É, é claro que eu vou.
-Ainda bem. Olha a festa vai ser aqui na nossa casa de L.A., deixa eu providenciar a morada p’ra você, ahm…
-Não, deixa, não precisa.
-Certeza?
-É.
-Tá, então, ahm, Tchau.
-Tchau Bill.
Me virei de frente p’ro Moritz e apanhei seu cabelo comas mãos, por detrás do pescoço.
-Era o Bill. Por causa da festa.
-Eu sei, ouvi… - ele me apertou contra ele.
-Ah, ahm, cê vai ter de me dizer onde é a casa deles.
-Você vai comigo na festa.
-Ai vou?
-Vai. E eu não estou perguntando. – ele me beijou muito e muito demoradamente. Nem o empregado batendo na porta nos conseguiu parar.
-Já vai! – gritou o Moritz ainda me beijando.
Passaram uns dois minutos e ele ainda não tinha ido abrir a porta. Bateram de novo.
-Já vai porra! – disse ele se descolando de mim e se dirigindo p’ra porta.
Georg abriu a porta. Eu me encostei na cómoda com as mãos apoiadas atrás olhando ele e segurando o riso. Bem, o empregado estava olhando ele com uma cara! Ele entrou com uma mesinha daquelas redondas com rodinha e trouxe p’ra junto da cama. O Georg assinou o papel e ele saiu. Mal ele saiu a gente riu muito.
-Cê viu só sua cara?
-Que tem? – perguntou ele, rindo e se aproximando de mim.
-Olhar matadorrrr!
-Sabe como é né? – ele me beijou e me puxou p’ra mesa – vem.
Vesti a casaca de couro marrom dele e arrumei o cabelo p’ra detrás da orelha. Pegámos nas cadeiras e nos sentámos de frente um p’ro outro. A comida tava muito gostosa. Não sei o nome, só sei que era peixe. Tinha um nome todo esquisito, devia ser daqueles pratos chiques que só tem nome francês ou italiano. O champanhe era bom também. Mas o melhor, o melhor foi a sobremesa: ‘ Georg com morangos e chantili’. Ai, esse cara era doido mesmo!
-Ah! Abre a boca Rafa, avião Brrrr… - disse ele com um morango espetado num garfo se dirigindo p’ra minha boca.
Eu abri e tava mastigando quando ele me espetou um beijo.
-Yuk! Isso é nojento Moritz! – disse acabando de mastigar – Eu tô mastigando e cê me beija desse jeito?
-Que foi? É gostoso assim. – respondeu, mastigando um outro morango e passando o dedo no lábio p’ra limpar chantili que havia ficado.
Depois de o garçon ter vindo recolher as coisas do jantar, eu e o Moritz passámos o resto da noite transando, conversando, transando, vendo TV e transando.

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MensagemAssunto: Re: A estraga(quase)-tudo   Ter Jan 22, 2013 8:33 pm

É, posto outro sim. Olhem que esse é grande, revelações bastantess meus caros Twisted Evil

O aniversário


O resto do final de semana passou rapidinho e quando dei por mim já tava me dirigindo p’ro banheiro p’ra ir na festa de anos dos Kaulitz. Foi então que meu celular tocou. Era Georg.
-Alô?
-Oi princesa.
-Oi…. – disse eu, toda melosa.
-Às 7 te pego p’ra ir na festa, tá?
-Tá, tá bom. Tou com saudade, desde ontem.
-Eu também amor.
-Faz isso não! – Esperneei.
-O quê que eu tô fazendo? – riu ele.
-Cê me deixa louca só pelo celular Moritz! Desse jeito vou acabar enfartando!
-Então estamos quites!
-Hmm… - ri.
-Bom, até logo linda. Tchi quero.
-Aiiii! – ele riu – Tchau, beijão.
Desliguei o celular e me aprecei p’ro banheiro, já eram 18.37. Tomei uma ducha super rápida e fui p’ro meu quarto. Vesti um vestido novo que Eve oferecera para mim. Era um vestido lindo. Vermelho, de renda e transparências nos braços, decote generoso e curto. Dei um jeito no meu cabelo e botei também uma pequena maquiagem. Tava calor, afinal eram as noites quentes de L.A., por isso não peguei casaco. Peguei minha bolsa tiracolo cinza de ráfia e fui p’ra sala ter com Eve.
-Uhh… que arraso menina! – disse ela rindo.
-Brigada amor. – ri.
-Nossa! Isso é tudo p’ro tal do baixista? Sim, senhor.
-Pára! – ri mais.
-Tá bom, parei. Mas falando sério: ele deve ser um pedaço, p’ra cê tar apanhadinha desse jeito.
-Eu não tô apanhadinha! Hmm… só um poquinho!
-Sei.
Tocaram na campainha e Eve foi correndo p’ra espreitar no olho-de-boi e eu fui detrás.
-Nossa! Que gato garota! – sussurrou ela – Sei quem é! Que lindo! Nossa!
-Pára de babar p’ra cima dele!
-Ah, tá com ciúme é? – riu ela.
-Shh!
-Ah, vai embora! Aproveite a festa tá? – ela deu um tapa no meu rabo e me beijou na bochecha.
-Tchau amor.
Ela voltou p’ra sala e eu espreitei pelo olho-de-boi. Ele era lindo sim. Demais até! Estava encostado na parede com as mãos nos bolsos. Usava uma calça esbranquiçada e uma camisola castanha com umas letras. Seus olhos verdes olhavam o elevador velho como que o infinito. Ai aquele olhar! Profundo, que nossa! Abri a porta. Ele me olhou e sorriu. Estendeu sua mão p’ra mim e eu dei a minha p’ra ele. Me puxou p’ra junto dele e me beijou.
-Oi – disse eu.
-Oi. Cê tá linda.
-Brigada. Cê também. – sorri.
Ele me beijou de novo e olhou p’ra mim com uma cara toda esquisita.
-Que foi? Quê que cê tá olhando? – dei um tapa no ombro dele.
-Preciso te falar um negócio.
-Que foi?
Por momentos passou de tudo na minha cabeça. Pensei que ele fosse dizer: ‘Ai desculpa e tal, mas eu não te quero levar na festa.’ ou então ‘Não quero mais você’. Sei lá, todo o tipo de bobagem passou nessa minha cabeça.
-Rafa, eu tô me apaixonando por você.
-É o quê?
-Eu tô apaixonado por você. Rafa, eu te amo.
Olhei ele com espanto. Olhei o chão por um momento. Nossa! Que alívio! Afinal não era só eu, ele também gostava de mim de um jeito especial. Olhei ele de novo e ri.
-Eu também. Eu também te amo Moritz. Eu também tô apaixonada por você.
Ele me beijou e me abraçou. Ele era romântico demais. Antigamente, eu costumava gostar não muito disso, mas no Moritz era diferente, e eu gostava. Bom, a porra parecia estar séria! Ele me olhou e disse rindo:
-Acho que vou avançar então. Cê quer ser minha namorada?
-AhAhAh, fala sério!
-Não, olha p’ra mim. – eu olhei – cê quer?
-Claro que eu quero bobão, quero muito. Te amo.
Ele me beijou. Ai como eu tava gostando dele, gente! Eu só queria estar com ele, eu só pensava nele, no beijo dele. Quando eu tava com ele, todo o resto desaparecia.
Encostámos nossas testas e sorrimos.
-Eu amo esse seu cabelo sabe? – disse passando a mão pelo seu rosto e pegando um pouco de cabelo.
-Eu amo esse seu vestido, valeu? Anda, vamo.
Ri e demos nossas mãos. Descemos as escadas e entrámos no carro dele.
-Tenho um presente p’ra você. – disse ele pegando uma caixinha azul.
-Presente?! Quero não! – disse eu com o meu jeito de tagarela.
-Ah, deixa de ser desmancha-prazeres.
Ele abriu a caixinha. Dentro dela havia um fio de prata. Nesse fio tinha um pendente também em prata, que dizia ‘Moritz’.
-Ai, não acredito! Que lindo. – disse levando as mãos à boca.
-Todo seu. O colar e esse tal de ‘Moritz’.
Ri e ele apertou o colar no meu pescoço. Olhou p’ra mim e sorriu.
-Ficou bonito? – perguntei.
-Ficou perfeito.
Nos beijámos e ele arrancou.
-Falando de presente: o que você vai dar p’ros gémeos? – perguntei.
-A gente não dá presente uns p’ros outros na banda.
-Ahm.
-E você?
-Eu vou.
-Mas cê nem trouxe nada!
-Surpresa! – dei um estalido coma língua.
Chegámos em casa dos Kaulitz. Bom, aquilo era enorme mesmo. O Moritz estacionou o carro e saímos de mãos dadas. Ele tocou na campainha e Simone veio abrir.
-Oi Georg.
-Oi mãe Simone! – ele beijou ela na bochecha e foi dando os parabéns p’ro Bill, que estava logo detrás. Ela olhou p’ra mim, me reconhecendo.
-Rafaela? É você querida?
-É, sou sim.
Ela me abraçou e me beijou. Bom, continuava a mesma simpatia.
-Cê cresceu e nossa! Como tá bonita! – disse, passando sua mão pelo meu cabelo.
-Brigada. A senhora também continua linda.
-Que nada! Vai, entra!
Entrei e me dirigi p’ro Bill.
-Parabéns garoto! – abracei ele com muita força e dei um beijo em cada bochecha.
Ele sorriu e agradeceu, mas ele não tava muito legal. Olhei em volta p’ra procurar o Moritz, e então vi aquilo que associei de imediato à tristeza de Bill: no sofá, Sam estava sentada ao colo de Tom que acariciava sua bochecha. Senti uma ponta de ciúme. Ai não podia! Ainda agora tinha aceitado um pedido de namoro todo lindo do Moritz e isso pelo Tom já estava interferindo de novo. Tentei esquecer. Georg já se encontrava com eles. Eu e o Tom não estávamos bem um com o outro, mas eu tinha de cumprimentar ele né? Me aproximei.
-Oi gente. Parabéns Tom. – disse, toda sem graça.
-Brigado. – ele sorriu ligeiramente, olhando o chão.
-Oi Sam.
-Oi Rafa! Tudo bom?
-Sim e com você?
-Sempre. Cê sabe né?
Sam era super minha amiga, mas nesse momento estava me metendo um nojo de morte. Sorri p’ra ela e dei a mão p’ro Moritz. A gente saiu dali e fomos andando p’ra parte detrás da casa onde era a festa.
-O Bill não tá legal. – parei na porta que ligava as traseiras à sala/cozinha.
-É, eu reparei. Sabe, acho que ontem ele e a Sam brigaram. Mas Tom nem sabe. E agora eles estão junto. Coitado.
-É mesmo. Olha eu vou lá falar com ele.
-Tá. – Georg me beijou e se dirigiu p’ra beira de Gustav.
Por um momento, olhei p’ra trás. Sam tava entrando no banheiro e Tom tava me olhando. Fiquei um pouco constrangida e virei o olhar de imediato, e me dirigi p’ra beira do Bill, que fumava à beira da piscina.
-Que foi garoto?
-Bom, cê viu né? Mal ela chegou, ele se apressou a me roubar ela.
-Que é isso Bill? Não quero te ver chateado com seu irmão.
-Não tô chateado, só com ciúme. Ah, ele não gosta dela, ele só quer comer ela. Nem por eles serem amigos! Tô ficando farto! Esse cara muda é nunca!
-Olha só Bill, - pus a mão no ombro dele – ninguém merece sua tristeza, nem mesmo o cara de pau do seu irmão. Cê é o menino mais perfeito que eu conheço, porra! Tou falando sério.
-Brigada. – ele riu – por tentar me fazer sentir melhor.
-Tentar? Não consegui, foi?
Ele riu com aquele riso perfeito dele, sabe?
-Viu só como cê fica lindo assim? Quero te ver feliz!
-Bom, parece que você já tá feliz né? – ele olhou o Georg que estava falando com Gustav do outro lado da piscina.
-É. Eu tô. Afinal aquilo com o Tom devia ser só uma espécie de stress pós saudade. Agora só penso nesse bobo desse baixista loiro.
-É, deu p’ra reparar. Já agora, belo colar.
-Ah, bobo!
Levei o Bill p’ra beira do Georg e do Gustav e ficámos ali conversando. A festa tava muito agradável. Tinha um DJ bacana e muita gente nova. A comida tava gostosíssima e o ambiente perfeito. Do lado direito da piscina, tinha um palco com um teclado, uma bateria, um baixo, uma guitarra e um micro. Perfeito p’ro meu presente.
Depois de ter ido preparar tudo, numa falsa ida ao banheiro, subi no palco e peguei o micro.
-Oi, ahm, olá! – o micro fez um chiqueiro r todo o mundo parou e olhou p’ra mim. – Oi!
-Oi! – quase toda a gente respondeu.
-Bom, ahm, Boa noite p’ra todos. – diversas respostas choveram – Então, ahm, eu estou aqui hoje por causa de dois garotos que conheci à uns 12, 13 anos e dos quais hoje me orgulho imenso. Aqueles dois garotos ali, ó – apontei p’ro Bill e p’ro Tom que se encontravam encostados na churrasqueira, riram – sabe eles, ah, eles só falam bestagem, porcaria, eles são uns chatos, sabe? Se xingam, xingam os outros, bom, uma lista infinita de defeito. – todos riram – mas, ahm, por detrás de tanto defeito estão duas das pessoas mais maravilhosas que eu conheço. E, sabe, ahm, só de pensar que hoje esses menininhos completam 20 anos, eu fico até sem jeito – Simone, agarrada a Gordon, chorava – Como o tempo passa né? Ainda me lembro tão bem de quando eu e o Bill ficávamos fazendo birra p’ra ir no McDonals. Ahm, ou então quando eu e o Tom nos divertíamos estragando todo o guarda-roupa do Moritz ali. – Todo o mundo riu de novo – Então, ahm, vou direta ao assunto: Eu tive longe desses meninos uns bons 3 anos. Então eu pensei: ‘Pera, o que eu vou oferecer p’ra eles? Não sei mais do que eles gostam.’ Depois eu pensei, pensei, pensei e ahm, me lembrei de algo que eu sei que eles vão gostar. Ahm, então, queria os dois aqui no palco se for possível – Bill e Tom vieram e se colocaram do meu lado esquerdo. Tom pôs as mãos nos bolsos e Bill tava elétrico p’ra saber o que eu estava armando. Ambos ficaram olhando p’ra mim e Bill me deu a mão – Bom, ahm, então eu espero que gostem, porque, ahm, se não gostarem, eu tive aqui falando p’ro tanas. Então, ahm, que entrem os meus presentes.
Eu tava feita com quase todo o pessoal envolvido na festa. As luzes foram todas apagadas. Mesmo com o escuro consegui ver que Bill arregalara completamente os olhos e Tom levantara a cabeça e olhara em volta. Fez-se silencio. De repente, começou-se ouvindo a introdução da música ‘Monsoon’. As luzes fizeram um efeito relâmpago ao som da música. Depois, na parte que entra a voz, tudo se iluminou de novo e pode se ver os intérpretes da música. Na entrada das traseiras os Aerosmith vinham-se aproximando e o Steven vinha cantando. Me ataquei de rir das caras de Bill e Tom. Eles tavam, literalmente, de queixo caído. Todo o mundo aplaudiu e assobiou eles vieram andando mais p’ra perto, menos o baterista, que como é óbvio já tinha se sentado atrás de nós durante o “apagão”. Tom e Bill foram cumprimentar ele e se puseram um em cada lado da bateria. Eu fui p’ro lado de Bill. Depois o baixista entrou pelo nosso lado do palco e o guitarrista pelo lado do Tom. Lá em baixo, o Steven se dirigiu p’ra beira da Simone e após o refrão a música começou mudando de riff. Steven apoiou seu braço no ombro da Simone e começou a cantar ‘In die Nacht’ em seu alemão arranhado e destreinado. Bill e Tom se olharam com uma cara de ‘Te amo mano’ e eu me derreti completamente. Depois voltaram sua atenção de novo p’ro Steven Tyler e no refrão ele abriu o seu casaco. De imediato, Simone desatou a chorar. Na camisola do Steven tinha, estampada, uma fotografia de Bill e Tom com 5 anos. A música parou depois do refrão e o cantor disse p’ra Simone:
-Why are you cryin’? They’re still the same!
Todo o mundo riu e Simone respondeu:
-It’s proud and hapiness tears.
Dessa vez foi Bill quem quase chorou. Ele atirou um beijo p’ra mãe e Tom fez um coração com as mãos, também dirigido a ela.
Steven deu um beijo p’ra Simone e um aperto de mão bem simpático para Gordon. Depois se dirigiu p’ro palco e os gémeos foram cumprimentados por toda a banda.
-Oi menina – Steven me beijou na bochecha e me despenteou como seu jeito marado.
-Hey freak – respondi, ajeitando o cabelo.
-Ai, eu ainda não acredito que você fez isso! – disse Bill rindo.
-É, brigada Rafa. – Tom falou sério, mas sorrindo ligeiramente.
-De nada gente. Vá, agora, se falem, se conheçam que eu tô precisando molhar a garganta.
Saí do palco e fui ter como Moritz e com Gustav.
-O que foi isso, menina? Quero um presente assim também! – disse Gustav.
-Mesmo, cê podia me ter dito. – disse o Moritz me agarrando na cintura.
-Se é surpresa, é surpresa gente. Ué, cês não vão lá conhecer os caras? Vai, eu sei que cês até gostam e tal.
-Cê fica bem?
-Eu vou ter com a Sam, não se preocupa.
-Tá bom. Então, até já. – Georg me deu um beijão.
-Vem barbie – Gustav o puxou pelo braço e ele atirou um beijo p’ra mim.
Mandei de volta. Ri e andei um pouco até chegar na Sam, que tinha um copo na mão e observava os gémeos de longe.
-Uma vodka preta, faz favor. – disse p’ro moço do bar, que estava atrás de nós. – Oi. Observando é?
-Ah, é. Tava só aqui vendo como o Tom é lindo. E, ahm, como o casaco do Steven é esquisito, né?
-AhAh, é. Ele é assim mesmo.
Peguei minha bebida e bebi um pouco.
-Bom, boa noite p’ra todo o mundo. – Steven falou no micro, enquanto os meninos desciam do palco – Bem, a pedido dos aniversariantes, vamos tocar três músicas e depois vamos voltar p’ra música gravada, tá bom gente?
-Táaaaaaa! – que coro nossa!
Eles começaram a tocar a música ‘Don’t wanna miss a thing’.
Os meninos vieram. Tom se dirigiu de imediato p’ra Sam e desatou a beijar e a abraçar ela. Revirei os olhos e vi meu Moritz vindo. Sorri p’ra ele. Ele chegou e me apertou bem nele. Me beijou e me puxou p’ra “pista de dança”. Começámos a dançar essa música agarrados e abraçados. O Moritz era um amor. E eu amava ele. Só não sei se amava ele o suficiente. Me aconcheguei bem nele. Pousei minha cara no seu ombro e vi Tom e Sam dançando, da mesma maneira que a gente. Senti ciúme de novo, mas continuei olhando. De repente, Tom olhou p’ra mim também e eu me apressei a virar a cara e a beijar o Moritz. Nos beijámos até o fim da música e depois começou outra: ‘Cryin’’ . Aí , nos largámos e começámos a dançar todos juntos. Foi um momento daqueles. Super hilariante e divertido. Gustav subiu p’ro palco e dançou com o Steven. Todo o mundo riu deles. Cantávamos a altos berros e nos abraçávamos, aleatoriamente, entre todos. Foi muito giro. Depois quando acabou todos nos atacámos de rir e começou outra, a última: ‘Dude looks like a lady’. Essa então ainda foi pior. Começámos a trocar de pares. Primeiro tava dançando com o Moritz, depois eu passei p’ro Gordon e Simone p’ra ele. Trocámos de novo: dessa vez fui parar nos braços do Gus. Esse cara era um dançarino louco mesmo. Ao Gus se seguiram dois caras que eu nem conhecia. Depois o Moritz de novo, e o Bill e, por fim, Tom. Quando ia começar a dançar com ele, a música terminou. Nem olhei ele direito. Me apressei a sair da beira dele e a ir ter com o Moritz.
-Deixa eu dançar com o Moritz, a gente ainda não dançou junto! – implorou Sam. Ela olhou Tom que se havia encostado de novo na churrasqueira. – Vai dançar com o Tom!
-Ah, mas…
-Vai, vá!
Olhei o Moritz e ele acenou que sim como que dando permissão. Mas eu não queria dançar com o Tom. Eu tinha medo de, ah, eu sei lá! Tinha medo de querer mais do que dançar e não me conseguir controlar. Pior de tudo: quando eu tenho medo de algo, eu sempre fujo. E eu não queria fugir do Tom, não no meio da festa de anos dele, né?
Me dirigi p’ra ele. Ai gente, como ele era lindo! Usava um casaco rosa, um gorro branco e as suas eternas calças largas. E tava bebendo, não sei o quê. Quanto mais me aproximava, mais a minha barriga teimava em imitar uma fanfarra. Caminhei até ele olhando sempre o chão.
-Ah, ahm, Tom, a Sam quer dançar com o Moritz, por isso, ahm, ela, ahm, ela disse p’ra eu, ahm, p’ra eu dançar com você. – não conseguia evitar os travões, me julguem!
Tom me olhou de alto a baixo, ele nem me respondeu direito, só: ‘AhmAhm’. Sorrimos ligeiramente um p’ro outro e ele se dirigiu à minha frente até a pista. Chegando na pista tava uma música no fim, nem sei qual. Tom colocou sua mão direita, meio que a medo, na minha cintura e a esquerda mais em cima. Ao sentir o toque dele, eu, eu me senti feliz por sentir ele de novo. Coloquei meu braço direito em volta do pescoço dele e a mão esquerda apoiada no seu ombro. A gente começou a balançar e a música terminou. Mas começou logo outra.
Ao ouvir a introdução da música quis logo chorar. Olhei Tom e ele me olhou com a mesma cara de espanto com que eu olhava ele. Ficámo-nos olhando assim um bom bocado. Depois eu me encostei no peito dele e ele respirou de súbito, talvez surpreso. Mas eu me sentia confortável e não queria saber se alguém reparasse. Afinal, aquela sempre tinha sido a nossa música. ‘Please Forgive Me’ do Bryan Adams:

(Still feels like our first night together
Feels like the first kiss
And it’s getting better baby, no one can battle this
Still holding on, you’re still the one
First time our eyes met, same feeling I get
Only feels much stronger, and I wanna love you longer
You still turn the fire on.

So, if you’re feeling lonely, don’t.
You’re the only one I ever want.
I only wanna make it go
So if I love you a little more than I should:
Please forgive me, I know now what I do
Please forgive me, I can’t stop loving you.
Don’t deny me, this pain I’m going through
Please forgive me, if I need you like I do.

Please believe me, for what I say, it’s true.
Please forgive me, I can’t stop loving you.

Still feels like our best time together
Feels like the first touch.
We’re still getting closer baby, can’t get closer enough.
Still holding on, you’re still number one
I remember the smell of your skin, I remember everything
I remember all your words, I remember you, yeah
I remember the nights, you know I still do.

So, if you’re feeling lonely…)

Permanecemos calados quase toda a música. Mas no início do segundo refrão…
-Eu me lembro de tudo Rafa. – disse ele, pousando seu queixo na minha cabeça.
Comecei a ficar nervosa e senti um vazio extremo. Eu não podia mais mentir p’ra mim própria: eu sentia, eu não sei direito, mas eu queria o Tom de volta, queria muito.
-Eu também. De tudo.
-E eu, eu sinto sua falta. – ele se separou ligeiramente de mim.
Olhei ele e meus olhos se encheram completamente de lágrimas. Ele me abraçou, escondendo minha cara e privando os outros de verem que eu estava quase chorando.
-Não faz isso. Não faz Tom.
-Porquê, se eu…? Ah,…
-Mas a gente não pode e cê sabe. – continuávamos dançando e falando baixo p’ra ninguém ouvir.
-A gente não pode de novo, né?
Essas palavras me tocaram no coração. Eu estava dizendo a mesma coisa de à 4 anos atrás. Eu tava trazendo o passado de volta e desmanchando meu coração de novo. Mas dessa vez havia uma diferença: a gente não podia mesmo. Eu queria, mas não podia. Eu amava o Moritz, amava muito. Mas o que eu sentia pelo Tom, era completamente diferente. Quando eu pensava no Georg, eu lembrava de amor tipo, irmão mais velho, sabe? Aquele que te dá proteção e é mais forte que você. Era apenas um pouco mais do que isso. Mas quando eu estava com ele, mudava completamente. Eu nem lembrava de mais ninguém. Nem mesmo do Tom. Mas quando eu pensava ou estava com o Tom, o sentimento era exatamente o mesmo: um misto de amor, paixão, desejo. Um sentimento muito forte. Ai, minha cabeça tava uma merda! Eu parecia uma adolescente!
Não me atrevi a dizer mais nada o resto da música. E o Tom também não falou mais. Passei antes a sentir. Seu cheiro de Camel, misturado com seu perfume de homem, o punha ainda mais gostoso que o que ele era. Eu tava morrendo de desejo dele, mas eu tava muito triste. O que ele me tinha dito, me fazia sentir como uma estraga-tudo. Acho mesmo que é o que eu sou. Mas porquê ele tinha sido tão grosseiro e idiota comigo se ele também queria? Eu esqueci o Moritz ali, eu só tava pensando no Tom e no sentimento idiota que eu tinha por ele e que sempre voltava. Na verdade, eu acho que ele nunca desapareceu por completo.
Eu e o Tom continuávamos abraçados e eu não queria me separar dele, não mais. Mas a música terminou e ele se separou de mim.
-Acho melhor a gente se largar, a Sam e o Georg já pararam de dançar. – ele tava todo sem graça. – Acho melhor a gente esquecer essa conversa e, olha… continua com o Moritz ele é um cara legal.
Olhei ele ainda com os olhos embaciados. Porque esse cara sempre desistia tão facilmente? Eu queria muito estapear ele nessa hora.
-Por… porquê você é sempre assim? – ele continuava tentando se separar de mim. Agarrei as extremidades do casaco dele – Não, não vai!
-Pára Rafa! – ele agarrou meus pulsos e os tirou dele.
Depois se dirigiu p’ra trás de mim. Olhei p’ra trás. A Sam e o Georg já vinham na nossa direção. Tom foi ter com Sam, a beijou e a abraçou pela cintura. Depois olharam p’ra mim. Consegui ler nos lábios dela: “O que ela tem?” Eu tinha a certeza que tinha a minha cara uma lástima. Teria de inventar uma desculpa qualquer. Foi exatamente nesse momento que as mentiras começaram.
-Então? – disse o Moritz, me agarrando e me beijando – Como foi a dan… O que é que cê tem amor?
-Ah, eu tou… - Tom e Sam se aproximaram, ele sempre olhando o chão.
-O que foi Rafa? – perguntou Sam.
-Eu, ahm, eu tou meio mal- disposta, ahm, eu não tou me sentindo muito bem.
Saí correndo e me dirigi p’ro banheiro junto da cozinha, onde vira Sam entrar, no início da festa. Tranquei a porta e me encostei nela. Me comecei a sentir mesmo maldisposta. Chorei mais um pouco e depois me deu um vómito súbito. Apoiei meus braços na beira da sanita e vomitei.
-Rafa? O que se passa com você? – perguntou Bill batendo.
-Abre a porta amor! O que cê tem Rafa? – disse o Moritz, forçando a maçaneta.
-Eu tô bem gente. Eu já saio.
-Mas, Rafa…
-Eu já vou Georg! Espera só um poquinho? – eu fui um pouco grosseira, mas eu sabia que ele iria me entender.
Puxei o autoclismo e fui no lavabo. Eu tava branca, mais que a cal. Passei minha cara por água, passei um pouco de água na boca e destranquei a porta.
Mal abri o Moritz se levantou do sofá e veio na minha direção. Já tinha um ror de gente envolta da porta do banheiro e eu fiquei um pouco constrangida.
-Então amor? – disse ele me abraçando, me beijando na testa e passando sua mão pela minha bochecha – o que houve? Cê está bem?
-Tô, eu só… Eu tava um pouco indisposta.
Olhei o Tom de lado. Ele tava abraçado com a Sam e ambos me olhavam com cara de preocupação.
-Que foi menina? Que houve? – disse Bill se aproximando.
-Quer um copo de água com açúcar? Uma aspirina, Rafaela? – perguntou Simone.
-Tá tudo bem. Só… Dona Simone me dê um copo de água com açúcar então, por favor.
As pessoas começaram a dispersar. Ali ficámos só: eu, o Moritz, o Bill, Simone, Tom e Sam. Georg me puxou até ao sofá e se sentou do meu lado. Bill sentou do outro. Tom e Sam continuavam agarrados atrás do sofá e Simone veio com o copo e se agachou na minha frente.
-Tome amor. Bebe tudo.
Peguei o copo. Eu tava com uns suores esquisitos e frios e tava tremendo demais, isso me acontecia muitas vezes, especialmente quando eu me enervava.
-Tem certeza que não é preciso chamar uma ambulância, ou algo do género? – perguntou Bill pondo sua mão nas minhas costas, enquanto eu bebia.
Eu acenei que não com a cabeça. Moritz, que acariciava minha mão desocupada e sabia de minha condição respondeu:
-Não, Bill não precisa. Isso acontece de vez em quando p’ra ela. É, ahm, é tipo uma reação meio violenta do corpo, quando ela fica nervosa. Cê tava nervosa amor?
-Não, ahm, - e vai mais uma – eu me senti meio tonta, quando Tom me largou.
-Porque isso acontece p’ra você menina? – perguntou Simone.
-Os médicos dizem que é uma espécie de defesa que o meu organismo encontra, quando…, ahm, isso acontece desde que minha mãe foi assassinada.
-É, já soube, lamento meu amor. Ela era uma pessoa muito bonita.
Eu sorri ligeiramente tentando esconder um pouco minha tristeza sobre o assunto. Simone pegou meu copo, se levantou e saiu dali. Eu me abracei no Moritz escondendo minha cara, especialmente de Tom. Bill se levantou também e foi saindo dali. Eu comecei a respirar mais rápido e meu coração acelerou muito de repente. Isso sempre acontecia depois de uma crise.
-Tá tudo bem amor. Calma. Tem calma Rafa. – ele se separou de mim – Respira vai.
Ele colocou suas mãos nos meus ombros e eu comecei a respirar mais fundo. Mas tava sendo difícil me acalmar, pois eu também estava chorando.
-Cê sabe que não pode abusar! Não bebe nem fuma mais hoje! Isso só te faz pior! – ele resmungava comigo, mas de um jeito carinhoso. Ele se preocupava realmente comigo.
Me abracei de novo a ele.
-Bom, gente de certeza que tá tudo bem?- perguntou Sam.
-AhmAhm – respondi.
-Então, ahm, a gente vai vos deixar sozinhos. Qualquer coisa é só chamar.
Sorri com a cabeça pousada no ombro do Moritz. Quando se virava p’ra sair dali, Tom me olhou de novo e desviou o olhar logo de seguida.
-Cê já está bem? – Georg perguntou. Eu acenei que sim com a cabeça – olha, desculpa ter resmungado com você, mas cê tem de endireitar. Eu só quero seu bem, desculpa.
-Não, tá tudo bem. Cê tem razão. – me separei dele - Olha, eu te amo Moritz.
Ele sorriu e se aproximou ainda mais de mim. Passou sua mão grande na minha cara e sorriu de novo. Me beijou, assim daquele jeito bem dele. Calmo, querido, gostoso e meigo. Também com o seu quê de sacanagem.
-Eu também te amo, sua boba. Demais.
Depois me deitei com a cabeça pousada em cima das pernas dele e ele ficou mexendo no meu cabelo. Ficámos ali uns bons 20 minutos e depois nos levantámos p’ra voltar p’ra festa. Vesti a jaqueta de couro marrom do Moritz e saímos p’ras traseiras. Nos misturamos no meio da multidão e o Steven veio logo todo preocupado.
-O que houve com você? Tá tudo bem, hã?
-Sim, tá. Foi só um vómito, não se preocupa.
-Ainda bem que não foi nada de pior. Olha linda eu vou ter que ir andando, não posso ficar nem p’ra ver o fogo. – ele me beijou na testa e olhou p’ro Moritz – Toma conta dela tá? Ela é toda durona por fora, mas por dentro é toda mole.
Acenei que não com a cabeça e sorri.
-Pode deixar. – respondeu o Moritz.
-Foi um prazer te conhecer Georg.
-Igualmente Steven.
-Tchau, se cuida.
Eles deram um aperto de mão e Steven me beijou de novo na testa e saiu.
-Estranho esse cara né?
Eu ri.
-Oi gente! – disse Bill no micro, todo o mundo respondeu – ahm, então, agora vamos ter uma sessão de fogo de artifício aqui. Então, disfrutem.
Assim como o Bill parou de falar, as luzes todas se apagaram. O Moritz me abraçou por trás e pousou seu queixo no meu ombro direito. O fogo começou. Demorou cerca de cinco minutos e eu e o Moritz permanecemos agarrados durante todo o espetáculo. Mas eu tava completamente offline. Eu me fartava de olhar o Tom e a Sam, ai eu tava cheia de ciúme! Eu só queria ir lá e beijar ele. Mas eu não podia. Eu tava abraçada num moço que me amava e que eu também amava. Só que: ó pá, eu amava mais o Tom e pronto! Muito mais. Demais. Mas ele não parecia nada importado: ou ele tinha tocado no assunto e parecido que tinha saudades só porque sim ou então era muito bom ator. Ele nem olhava p’ra mim! Já eu, passava o tempo todo olhando ele.
O fogo terminou e todo o mundo aplaudiu. O Moritz me beijou de imediato e disse um ‘Te amo’ muito baixo. Respondi ‘Eu também’ e beijei ele de novo. Depois o abracei. Muito. Eu precisava dele, ele me amava, me apoiava e eu também amava e apoiava ele.
Depois de termos cantado os parabéns aos gémeos e de diversão até essas 3 da manhã e quando já só estávamos eu, o Moritz, o Gus, as ficante dele e do Bill (sim, o Bill também tem ficante: ele não é santo gente) , o Bill, Sam, Tom e mais três ou quatro casais, eu e o Moritz decidimos ir embora. Fomos até a sala e nos preparámos p’ra vir p’ra fora.
-Cadê a minha bolsa? – perguntei, levantando uma almofada do sofá.
-Eu dei p’ra Sam, pera aê! Sam! – gritou.
-Diz!
-Onde cê pôs a mala da Rafa?
-Tá no quarto do Tom. – gritou ela, das traseiras.
-Quer que vá pegar p’ra você?
-Não, deixa que eu vou. Diz só onde é.
-É lá em cima, a segunda porta à esquerda.
-Tá. Vou num pé e volto noutro. – dei um beijo p’ra ele e fui subindo a escadaria.
Subi. O corredor era bonito e também comprido. Tinha, seguramente, umas seis portas de cada lado. Segunda ao lado esquerdo: entrei. Não tava ninguém no quarto. Em cima da cama, tinha um monte de casacos e malas, talvez do resto dos convidados. Comecei a remexer, p’ra tentar encontrar minha mala. De repente, alguém veio de uma porta de um banheiro anexado com aquele quarto: era ele. Me virei. Tom tinha ido ver quem é que tava no quarto dele. Ele tava sem camisola. Fiquei olhando ele, quase perplexa.
-Ahm,… ah, desculpa, eu vim só, ahm, pegar minha bolsa. – disse me virando e remexendo nas coisas de novo.
Ele se aproximou vestindo a sua camisola.
-Achei! – disse pegando minha bolsa e pondo ela à tiracolo. – Bem, eu vou indo.
Ele se aproximou. E aproximou de novo. Até termos uns escassos centímetros nos separando. Ele agarrou minha mão.
-Desculpa. Por ter feito você se sentir mal.
-Você não fez. – respondi olhando p’ro chão.
-Ai não? Então porquê você disse que…
-O que eu iria dizer p’ro Moritz? ‘Ah desculpa, tive ali falando com seu melhor amigo sobre a maneira estranha de como ainda nos queremos e temos saudades dos nossos tempos juntos. Ah, mas não se preocupa, porque ao que parece ele é só uma língua comprida, porque como cê pode ver, ele não quer saber de mim, e está se esfregando noutra mesmo à minha frente!’
-Cê… cê pirou, foi?
-Ah, Tom, por favor. Se à aqui alguém pirando é você! – isso daí virou discussão.
-E porquê, cê quer me explicar?! Quem tá dizendo bestagem é você!
-Ah, eu, eu que tô dizendo bestagem?! Quer dizer: cê vem com a conversa de que se lembra de tudo e que sente minha falta e de repente ‘Pára Rafa!’ e vai-se esfregar na outra?! Cê tem muita garganta, é o que cê tem! O que cê quer, já eu sei! Depois, eu que não te amava!
-Olha só: sim, eu me lembro e sim, eu sinto sua falta. Mas se alguém não amava na nossa relação, não era eu de certeza!
-Era eu, vai ver? – ri de gozo.
-Cê diz p’ra mim! Cê que me abandonou! Cê que foi embora sem se despedir! Cê que teve a atitude de ‘Não quero saber de você’, não eu!
-‘Não quero saber de você’?! Cê não me conhece Kaulitz, nunca conheceu!
-Parece mesmo que não. Houve uma altura em que eu pensei que sim, mas afinal não conhecia mesmo!
-Ah, o Moritz está esperando por mim. Olha, me esquece tá? Vai p’ro inferno! – me virei p’ra sair do quarto.
-Porque você sempre foge de tudo? – disse ele puxando meu braço.
Quando puxou meu braço, sei lá, puxou com força demais talvez e ficámos completamente colados. Nariz com nariz. Testa com testa. Senti um formigueiro enorme na barriga e uma vontade de beijar ele enorme, mas eu resisti.
-Porque você tem de ser assim? – disse ele quase com seus lábio encostados nos meus, e cada vez se chegando mais perto.
-Não faz isso, não. Tom, não, não. – me separei dele num repente – Pára! Vai ter com sua namorada perfeita! Me solta! – disse tentando soltar meu braço direito da mão dele.
-Porquê você não vai ter com seu namorado perfeito?
-É, eu vou. Eu vou. E sabe porquê? Porque ele não é como você! Ele me ama e não discute o tempo todo! Ah, me solta, Kaulitz! – consegui me libertar dele e andei até a porta .
-Como você pode ser tão egoísta?
-Ah, Kaulitz, me poupa tá? Vai p’ro inferno morrer sozinho! – bati a porta com a maior das forças e desci.
Egoísta?! Eu que era egoísta? Esse cara só podia tar brincando! Eu tava com uma raiva dele, bem que sacana! Mas por outro lado, quando eu pensava naquele quase-beijo eu ficava meio zonza até. E naquele cheiro dele. E nos lábios dele. E nos olhos dele. Ai, eu só pensava nele!
Desci, rezando p’ra que o Moritz não tivesse ouvido nada. E não ouviu. Nos despedimos de todo o mundo e fomos p’ro carro.
Chegando na minha casa, o Moritz estacionou o carro e tirámos o cinto de segurança.
-Eu vou te levar lá em cima, vem.
Saímos do carro e subimos até à porta do apartamento. Nos beijámos, muito intensamente, mas eu tava noutra. Não conseguia parar de pensar no porras do estúpido do Kaulitz! Mas quando voltava na realidade, e me apercebia que era com o Moritz que eu estava, eu ficava feliz também.
Quando consegui parar de pensar no Tom, comecei a ficar, ahm, desejosa?
-Porquê você não entra? Minha amiga já está dormindo a essa hora e acho que já te posso apresentar minha casa. – disse agarrando a camisola dele nos ombros.
-AhAh, como queira. Eu não me importo, aliás…
Eu abri a porta e entrámos. Nos beijámos no corredor e andámos até entrar no meu quarto. Quando entrámos, ele olhou bem em volta e depois me jogou em cima da cama. A gente transou e caímos no sono, feito patinho.


E aí? Quero opiniões! cheers
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MensagemAssunto: Re: A estraga(quase)-tudo   Qua Jan 23, 2013 2:52 am

LEITORA NOVA O/ e viciada
Menina to amando a sua fic, seu modo de escrever, essas gírias que você usa, acho tudo muito digno e lindo Razz Agora conta pra mim, tu é de qual estado? Porque esse dialeto fofo não saiu dessas terras do sudeste, tenho certeza! Você é do Sul né? *-* se não for eu to chocada
Queria saber o que é "parvo" tongue kkkk
Me identifiquei com a confusão da Rafa, já passei por coisa parecida!
Mas então, pode tratando de continuar essa história que eu to louca pra saber!!!
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MensagemAssunto: Re: A estraga(quase)-tudo   Qua Jan 23, 2013 7:19 am

Ah ah ah ah ah Smile Ana Carolina ah ah bem vinda! Olha Liebe, eu moro em Portugal desde os 8 anos, ah, tô meio que apanhando o jeito deles aqui! Ah e parvo quer dizer estúpido, sem juízo, por ai!

Gente se não perceberem alguma coisa digam! Posto em breve, espero!
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MensagemAssunto: Re: A estraga(quase)-tudo   Qua Jan 23, 2013 10:32 pm

Portugal? EU NUNCA IA ADIVINHAR! Mas é linda essa maneira de escrever haha *-*
Poste logo menina! Estou ansiosa yaya
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MensagemAssunto: Re: A estraga(quase)-tudo   Qui Fev 14, 2013 2:34 pm

Oiee Liebes, minhas coisas boas, td bom? Very Happy
Sei que tenho demorado, peço imenso perdão aí pra quem tá curtindo minha Fic, mas não tem dado tempo mesmo. Hoje vou postar um capítulo não muito grande, me perdoem, mas no próximo capítulo prometo que o chão vai tremerrrr =)


Evitar é tãaaaaaao Fácil


Quando acordei, o Moritz já estava acordado, fazendo rolinhos com o seu cabelo e acariciando minha coxa. Me virei e o beijei. Ai, como era gostoso acordar com esse cara do meu lado! Aquele beijo de ‘Bom dia’. Aquele olhar de ‘Te amo’. Aquele toque de ‘Te quero’. Esse cara era o mais perfeito e sem defeito que eu já havia estado.
-Bom dia paixão.- disse, passando a mão em seu braço musculado.
-Oi princesa.
-Dormiu bem? Gostou da cama?
-Como eu poderia dormir mal com você do meu lado e depois de um treino daqueles?
- Moritz!
Beijei ele de novo. E de novo. E de novo.
-Eu te amo, sabia?
-Você é louco.
-Por você, eu sou.
Olhei fundo nos olhos verdes dele. Eu não podia perder ele, nunca! Agora, nunca mais conseguiria viver sem ele.
-Te amo, viu?
Ele me beijou. Como esse Moritz era romântico, hein?
-Sabe, tive um sonho, meio esquisito hoje. Mas perfeito. – disse ele, claramente brincando.
-Ah, foi?
-É.
-Conta p’ra mim.
-Então é assim: a gente acordava junto, tomava banho junto, almoçava junto, passava a tarde junto. Depois a gente namorava… Á noite, jantava. E depois dormia…
-Junto? – perguntei rindo.
-É.
-Sabe o que eu acho?
-O quê? Diz.
-Que hoje eu sou uma espécie de fada ou Mamãe Noel. Eu vou fazer os seus sonhos se tornarem realidade.
A gente namorou ali mais um poquinho. O Moritz enchia meu coração demais. Com ele comigo, eu não sentia falta de nada.
-Que horas são?
-São 11.25. – respondi, pegando meu celular. – Vamos levantando?
-Pode ser.
Eu me levantei na frente dele e fui espreitar o quarto da Eve. Ela estava dormindo ainda. Voltei no meu quarto e levantei Georg da cama.
-Vem! Eve ainda tá dormindo. Vem, vamo tomar banho…
Ele se levantou e me agarrou. Me beijou e amassou meu rabo.
Caminhámos até ao banheiro segurando nossas roupas íntimas. Tomámos uma ducha quente, misturada com transa quente, beijo quente, tudo quente. Vestimos nossas roupas íntimas e nos dirigimos p’ro meu quarto de novo. Nos vestimos e fomos na cozinha. Fiz um café da manhã bom p’ra gente e comemos. Depois fomos p’ro sofá. A gente tava viciado um no outro sabe? Só conseguíamos estar colados um no outro. O Moritz me dava muita segurança e amor. Demais até. Me mimava. A gente ficou ali no bem-bom cerca de uma hora. Até que começou o programa de comédia: tava beijando o Moritz quando ouvi Eve gritar do quarto.
-Oh meu Deus! Já é tão tarde! Rafaela! Rafa! – ela veio vindo p’ra cozinha/sala – Porquê você não me acordo… o quê… oi!
Eu me ri demais. Eve sempre acorda toda desmanchada e ela não queria, de certeza que o Moritz visse ela da primeira vez assim.
-Rafa, cê faz o obséquio de vir comigo até o meu quarto?
-Claro, tou indo.
Me levantei do sofá e sussurrei p’ro Moritz ‘Sou uma mulher morta!’.
-Que vergonha! Rafa!
-Que foi? – ri.
-Que vergonha! Oh Meu Deus! Esse cara é lindo demais p’ra me ver desse jeito! Não ri! Não tem piada!
-Pronto, parei!
-Ai, já é tão tarde! Phil vai me matar! – disse ela enfiando seu jeans – não vou ter nem tempo p’ra uma ducha, nem sequer p’ra comer!
-Calma bobinha! Quer que eu ligue p’ra ele a dizer que cê não tá se sentindo bem e que vai chegar atrasada?
-Cê acha que o Phil nasceu ontem?
-Ah, esse cara não dá um desconto mesmo, né? – me sentei na cama dela.
-Não, ele dá. Em caso de malária ou doença terminal! – eu ri – quer um conselho: não trabalhe nunca com pessoas demasiado chegadas, te conhecem bem demais!
-Bom, já é um poquinho tarde p’ra me dizer isso né?
-Ah, desculpa amor. Tou meio aluada. Não liga. – ela continuava se vestindo.
-Quer que faça uma sandes p’ra você ir comendo no caminho?
-Sim, por favor!
Me levantei e fui na cozinha. Preparei uma sandes de atum com alface, tomate e maionese, do jeito que ela gostava. Em 5 minutos ela chegou na cozinha, completamente diferente. Oh, ela era demasiado boa em arrumar se.
-Oi moço que nunca vi antes! Prazer! –ela esticou a mão p’ro Moritz e ele e eu rimos que nos fartámos – ai, sério, desculpa meu mau humor, mas eu acho que é dessa que o meu primo me mata!
-Toma amor. –dei a sandes p’ra ela.
-Que delícia! – disse ela dando a primeira dentada. – Bem, vou indo gente. Tchau.
-Tchau. – respondemos nós dois em coro.

A tarde passou a voar. Eram umas sete horas da noite, o celular do Moritz tocou.
-Não, deixa essa treta! – disse eu, beijando ele enquanto falava.
-Rafa, pode ser importante. Deixa eu atender, vai.
Ele me deu um beijo rápido e atendeu. Enquanto ele falava no celular, eu brincava com o seu cabelo. Ele ria de vez em quando, mas sempre prestando atenção para quem tava do outro lado.
-Quem era?- perguntei, enquanto ele pousava o celular na mesinha.
-Era o Bill.
-O que ele queria? - disse, franzindo o cenho.
-Era p’ra gente ir lá jantar hoje.
-Ah, Moritz hoje?
-É.
Tudo o que eu menos queria era sair de casa. Muito menos ir na casa dos Kaulitz e encontrar o Tom. Depois da discussão que havíamos tido na noite anterior, tudo o que eu menos queria era olhar na cara dele. Ou se calhar era o que eu mais queria.
-Ai, quero não Georg!
-Porquê? Amanhã vou me mudar p’ra lá e tudo.
-O quê?
-É, o Bill e o Tom convidaram eu e o Gustav p’ra ir morar lá, agora enquanto estamos aqui em L.A. Assim não preciso mais ficar no hotel.
-Ah, é? E quando cê tava pensando em me contar isso?
-Ah, Rafa não agoira. Cê sabe bem que eles são meus amigos!
-Ah, então se você prefere estar com eles vai lá! Eu não vou. – bufei e olhei o televisor.
-Eu vou. Pode crer que vou. Você é tao teimozinha, né?
-Devo ser.
-Não fica assim! Não te fiz mal nenhum!
Ele agarrou minha mão. Ele tinha razão, porquê eu tava sendo tão má p’ra ele? Eu estrago tudo mesmo.
-Desculpa. – olhei ele e cheguei mais perto – mas eu achava que a gente ia passar o dia junto e talz.
-Vá, me dá um desconto hoje? Eu preciso ir, só dessa vez. Hoje Simone e Gordon tão voltando p’ra Alemanha e tudo. Vem, vamo?
-Amor, vai você eu não quero.
-Mas…
-Sério. Eu tô precisando tar em casa. Vai, curte seus amigos e dá um beijo meu p’ra Simone e p’ro Gordon. Olha, é da maneira que passo uma Girls Night com a Eve, que também tô precisando.
-Ah, é? Girls Night? Cê tá dizendo que tá farta de moi, é?
-Claro que não bobo!
A gente namorou mais um poquinho e depois fui levar ele na porta. Nos despedimos e ele foi andando.







Era segunda-feira, umas 3 da tarde. Hoje eu e os rapazes íamos trabalhar e bastante. No dia seguinte era dia de festa, o Gus fazia aninhos. Os rapazes, principalmente o Bill e o Moritz, já tinham insistido bastante p’ra eu ir lá jantar, ao longo da semana. Eu recusara sempre. Desde a discussão com o Tom, só tinha ainda estado com ele uma vez, e tinha sido no estúdio. Mas amanhã eu teria mesmo de ir, e ia ser um bocado complicado. Eu mal conseguia olhar na cara dele, mas o que eu mais queria era estar perto dele.
Então, fui tomar uma ducha, que ainda não havia tomado nesse dia e fui me vestir. Vesti um jeans ligeiramente rasgado e uma camisola lãzuda camel. Calcei um botim alto e preto e fiz um apanhado no meu cabelo. Coloquei o colar que o Moritz me dera e que mal se via naquela camisola e o anel de prata de minha mãe e fui na cozinha dar um beijo na Eve, que estava doente e febril e por isso não iria trabalhar. Tocaram na campainha.
-Ele chegou. – disse, mordendo o lábio.
-Vai abrir, Cinderela. – riu ela, que estava sentada no sofá toda encasacada e com um pacote de lenços ao lado.
Fui abrir. Era o Moritz. Tinha vindo me pegar, p’ra gente ir p’ro estúdio. Eu já não tava com ele à dois dias e tava com imensamente muita saudade. Mal abri, saltei p’ra cima dele, o abracei e o beijei. Ele fazia muita falta p’ra mim, demais.
-Oi. – disse eu beijando sua bochecha.
-Oi safadjenha.- ele me beijou no pescoço.
Entrámos p’ra sala e ele ficou falando com Eve enquanto fui pegar minha bolsa no quarto. Esses dois. Já tavam super amigos. E quando se uniam contra mim, ush!
-Já tenho tudo, vamo? – perguntei colocando meu celular na bolsa.
-Vamo. – ele se levantou e deu um beijo na bochecha dela – Tchau, as melhoras.
-Brigada. Tchau amor! – disse ela p’ra mim.
Me dirigi p’ra ela e dei um beijo na sua testa.
-Se precisar de alguma coisa vou ter o celular bem alto, tá?
-Tá, brigada. Tchau aí.
-Tchau.
Eu e o Moritz saímos e nos dirigimos p’ro carro.
Quando chegámos no estúdio, os carros de Tom e Gustav e mais alguns, se encontravam estacionados na entrada. Nós entrámos, de mãos dadas e sempre brincando um com o outro. Chegámos na salinha. Tom já dava uns toques na guitarra e Bill tava dentro da cabine, aquecendo a voz. Gustav tava analisando uns papéis e falando com Tom.
-Boas! – disse o Moritz, fazendo o seu habitual cumprimento p’ro Tom p’ro Gustav.
-Oi gente.
-Oi. – respondeu Tom.
-Tudo bom? – perguntou Gustav.
-É e você?
-Tudo em cima.
Olhei o Tom e ele me olhou também. Tentei sorrir e ele também, mas sem sucesso.
-Olha, eu vou… eu vou ali me meter com o Bill. – disse p’ro Moritz, tentando fugir daquela tensão acumulada entre mim e o Tom.
Ele sorriu. Eu me virei e ele me puxou pela camisola. Me virei p’ra ele de novo.
-Que foi?
Ele me beijou, me agarrando pela cintura. Eu ri, um pouco embaraçada e incomodada por Tom estar vendo. Ele voltou toda sua atenção de novo p’ra sua Gibson e eu saí dali e fui ter com Bill.
-Oi! – disse me aproximando. – se preparando, artista?
-É. Oi. – disse ele, me beijando na bochecha – Tou quase terminando. Pode me ver se quiser.
-Com todo o gosto.
Me encostei na parede e vi Bill terminando de aquecer sua voz. Bill tinha uma das vozes mais bonitas e limpas que eu alguma vez ouvira. A voz dele era extremamente suave e doce, acho que seria uma espécie de paraíso acordar com uma voz dessas no meu ouvido. Mal o Bill terminou a gente saiu cá p’ra fora e depois… mãos ao trabalho!

Passámos a tarde toda trabalhando. À noite encomendámos sushi e ficámos até essas 2 da manhã no estúdio.
-Bom amanhã ninguém esqueça, senão o Gusti vai ficar tristin… - disse Bill gozando.
-Quem vai ficar tristin vão ser suas fãs a esse andar. – disse Gustav socando ele no ombro.
-A gente não esquece não se preocupa. – disse eu.
-Senão o Gustav fica tristin… - disse o Moritz.
-Pára Moritz! Que estúpido!
-Parei. Bom, vamo?
Saímos todos dali e nos dirigimos p’ros respetivos carros. Nos despedimos e fomos embora.
-Não quer ficar comigo hoje? – disse, tirando o cinto de segurança.
-É tentador. Mas eu não posso. Amanhã tenho de acordar cedo p’ra irmos tratar do resto dos pormenores da festa e p’ra ir buscar a irmã do Gustav no aeroporto.
-Ah, mas eu não tou com você, em privado, à dois dias Moritz!
-É, eu sei. E cê acha que eu também não quero? Não posso mesmo amor.
-Vem ao menos me levar lá em cima, vem.
-Tá bom, eu vou.
Subimos e eu ainda consegui que ele entrasse um poquinho. Levei ele p’ro sofá e dei umas trincas nele. Vá, quando dei fé já estávamos os dois sem camisola e ele tava em cima de mim.
-Ai, o que eu tô fazendo? Eu preciso ir! – disse ele me beijando no pescoço.
-Cala a boca Moritz!
Levei ele p’ro meu quarto e transámos. Eu não queria que ele fosse embora, muito menos ficar sozinha.
-Vá, agora eu preciso ir. – disse ele se levantando e começando a se vestir.
-Ah, não! Não vai!
Ele riu. Eu puxei ele pela perna e ele caiu em cima de mim.
-Vai não Georg.
-Também te amo, tá? – ele me beijou.
-Isso não chega. Fica comigo, vai!
-Eu prometo que amanhã te compenso, muuuito.
-Hmmm… Tá, não vou te chatear mais. Mas olha que o prometido é devido, hein?
Ele riu de novo e terminou de se vestir. Eu me levantei e vesti meu roupão quente e branco. Mal ele terminou de se vestir, caminhámos juntos até a porta. Nos beijámos encostados nela durante um bom bocado. A gente não conseguia resistir um p’ro outro, era inevitável.
-Te amo. – disse ele agarrando minha cara com suas mãos grandes.
-Te amo.
Abri a porta p’ra ele, demos mais um beijo e ele foi embora. Me encostei na porta e suspirei. Eu gostava dele pra caramba e ele enchia meu coração e minha vida demais. Mas, mesmo assim, eu não conseguia evitar sentir mais do que isso, quando pensava no Tom. Ver ele hoje, de novo, sem falarmos e todos trombudos, só me dava mais vontade e desejo de ter ele só p’ra mim. Ia ser complicado ver ele com a Sam de novo, mas eu não podia odiar ela. Ela não tinha culpa. Nenhuma, aliás.



E aí Liebs?? Falem comigo, vamo! *bebum*
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MensagemAssunto: Re: A estraga(quase)-tudo   Sex Fev 15, 2013 1:35 pm

Voltei \õ/

Ah como eu amo essa fanfic <3

Tu escreve muito bem Liebe aplausos

Ai não sei nem o que falar... A Rafa tá numa tremenda confusão..

Ela ama o Ge, mas ama muito mais o Tom.

Mas ela sabe que se ficar com o Tom, vai ser uma relação dificil, devido as atuais circunstâncias.

Entretanto, se ela ficar com o Ge, vai ser bom, eles vão se amar, mas não vai ser tão bom quanto que se fosse com o Tom...

Indecisão :@@:

Continua Liebe Wink
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MensagemAssunto: Re: A estraga(quase)-tudo   Sex Fev 22, 2013 9:15 pm

Oie Liebs Very Happy

VocÊs me deixaram na escuridão dessa vez, cadê ocês?? No

Valeu Mylena, pelo apoio Wink

Nesse capítulo vai acontecer muita coisa, pelo que lembro que pessoas sensíveis ou susceptíveis de danos não devem continuar. - me ignorem.

Agarrem-se nas cadeiras, senhoras e senhores \o/

Não podia ter feito isso Rafaela Schneider

Era de tarde, já umas 7 horas. Eu tava deitada no sofá com a Eve, tínhamos passado a tarde toda assim. Ela ainda tava doente e eu tava fazendo de babá dela.
-Amor, preciso ir me aprontar.
-Vai me abandonar de novo, né? – disse ela, em seu nariz entupido.
-É, desculpa.
Olhámos uma p’ra outra e rimos.
-Vá, vai. Cê tá esperando o quê? Daqui a pouco ele chega e depois quê? Seca esperando?
-Tô indooo!
Me dirigi p’ro banheiro p’ra tomar minha ducha. Entrei, tomei meu banho e fui no meu quarto de toalha. Abri meu roupeiro e vesti um short jeans e uma camisola lãzuda toda esburacada. Por baixo coloquei um sutiã rosa choque, que podia claramente ser visto por baixo da camisola. Calcei um botim preto, fiz um apanhado chique no meu cabelo, peguei minha bolsa e fui na sala de novo.
-E que tal?
Eve olhou p’ra trás e piscou o olho.
-Hmm… muy guapa!
-Quê? Espanhol agora? – ri.
-É. P’ra você é mais deutsh. Vai ver só quem tá ali na cozinha tomando uma aguinha, vai.
Eu ri. Andei até a esquina da cozinha. O Moritz tava bebendo água, encostado no balcão. Ele parou, pousou o copo e abriu os braços p’ra mim.
-Oooooi… - disse, enquanto caminhava até ele.
Ele colocou seus braços envoltos em minha cintura. Me beijou e apalpou meu rabo. Ele sorriu e eu ri demais, só dessa cara dele.
-E aí, gatinho? – disse, piscando o olho.
-E aí, gatinha?
Nos beijámos de novo e depois ele me olhou bem, de cima a baixo.
-Cê tá muito bem. Mesmo. Tá linda.
-Aww, brigada amor. Cê também. Como sempre, aliás.
Ele me beijou de novo.
-Cê não resiste mesmo, né?
-Não consigo. Cê é, ahm, irresistível. – disse ele, me lançando um olhar felino.
Ambos rimos. Demos nossas mãos e andámos até Eve.
-Bom, amor, a gente tá indo, tá? – disse eu, beijando ela na testa.
-É, tá. Tô começando a te odiar, hein? – disse ela, apontando o Moritz – Sempre roubando minha Rafinha.
-Sabe como é Eve, um namorado tem suas obrigações. – disse ele com sarcasmo.
Nós rimos. Beijei Eve de novo na testa, dei uma última vez meus conselhos e recomendações para ela e a gente saiu.
Quando chegámos na casa dos Kaulitz tava tudo muito mais vazio do que na festa de anos deles, mas mesmo assim tinha bastantes carros. Gustav era mais caseiro e preferia de certeza uma coisa mais pequena, com família e amigos chegados. Saímos do carro e nos dirigimos p’ra porta. O Moritz tocou na campainha e deu a mão p’ra mim.
-E aí fodástico? – disse Georg socando Tom no ombro.
Tom veio abrir a porta p’ra gente. O jeito sem graça dele e com certeza o meu, me deixaram completamente constrangida. Sorte que eu sei disfarçar meus sentimentos, de vez em quando. Ele fixou nossas mãos agarradas e engoliu em seco. Olhei ele e ele me olhou. Tentei fugir de imediato.
-Vamo entrando? – perguntei.
Entrámos e tinha já bastante gente na sala. Gustav estava apoiado com um braço no sofá, segurando pela cintura a peguete, a mesma dos anos dos Kaulitz. Ao que parece não era mais uma peguete. Ao seu lado estava Franziska, a irmã de Gustav, a menina que todos os outros membros da banda tomavam como sua própria irmã, adoravam e respeitavam. Ela era extremamente bonita e bem arranjada, tal como seu irmão. Eu não conhecia ela direito, eu só tinha estado com ela uma vez, e tinha sido já à muito tempo atrás. De qualquer das formas, ela parecia simpática. Nos aproximámos e dei os parabéns p’ra Gustav, que retribuiu com seu abraço caloroso e fofo, como sempre havia sido.
-Bom, essa daqui é Rafaela, minha amiga. – disse ele p’ras duas garotas – Rafa, essa é Nora, minha namorada.
-Oi. – dissemos as duas em coro e nos cumprimentando de seguida, com dois beijos.
-Essa é minha irmã, Franziska.
Ela olhou Gustav rindo e depois nos cumprimentámos. O que mais lembro é que a cara dela cheirava bem. Tinha cheiro de baunilha. Ao lado dela se encontrava também seu namorado, Miek, que também cumprimentei. Olhei em volta, p’ra tentar encontrar o Bill. Junto da TV plasma da sala e em pé, estavam Tom e Sam. Ela de braços cruzados e ele com cara de sem graça e com as mãos nos bolsos. Ela estava de trombas p’ra ele e ele p’ra ela. Tavam falando, mas nem sequer se olhavam. Notava pelos lábios e pelo olhar dela, que só dava respostas curtas, rápidas, frias e ásperas p’ro Tom. Ele falava melhor, mas nem ao menos tentava mimar ela ou algo do género. O que se teria passado? Fiquei curiosa, e, ai Deus Pai minha nossassinhora, eu sei que isso é feio e cruel demais, mas eu desejei que, ahm, que aquilo fosse o término da relação deles.
-Bu!!!!!! – gritou o Moritz no meu ombro.
-Ai! Que é isso? – disse, me virando.
Ele me beijou e me puxou p’ra mesa, onde, sem eu me ter apercebido se encontravam todos. Comemos, comemos bem. Uns petisquinhos, uns churrasquinhos, tava tudo gostoso. Depois de isso fui lá fora, com a desculpa de que ia no carro pegar minha jaqueta. Esperei uns dois minutos e com o celular na mão e depois apareceu uma VAN de vidros fumados. Era ele, o presente do Gus.

-Então Gus, se lembra de ter pedido um presente igual dos gémeos? – perguntei andando p’ra porta.
-É…
-Então… diga OLÁ a…
Abri a porta e Gustav ficou que nem podia. Sabe aquela cara fofa de fofo que ele tem? Agora acrescenta nisso pasmo e alegria: foi assim que ele ficou.
Lars Ulrich dos Metallica entrou caminhando na direção de Gustav e o cumprimentando. Havia conhecido ele através do Steven e isso era um favorzinho que ele tava me fazendo. Ele era e sempre havia sido, o grande ídolo e modelo do Gus. Se cumprimentaram e ficaram falando, falando e falando… falaram muito. Depois, finalmente, Gustav decidiu que estava na hora de serem cantados os parabéns. Cantámos e comemos bolo. Esse bolo tava mais que gostoso e Gus disse que foi Franziska quem fez. Que mina prendada, hein? Só eu que não sou assim mesmo.
Depois de parabéns cantados, bolo comido, farra da boa, conversa de amigos, beijos gostosos, alguma bebedeira e da maior parte dos convidados ter ido embora, sentámos todos no sofá e em volta dele conversando. Todos nós, do nosso círculo de amigos. Também já não tava mais ninguém. Távamos ali todos, ou quase: Eu, Ge, Gus, Tom, Sam e Bill. P’ra além de nós estavam também Franziska e seu namorado, Nora e a peguete do Bill, que era amiga da Franziska. Sentámos ali, lembrando o passado, contando histórias, evitando histórias que não queríamos recordar e bebendo um vinho bastante gostoso. Eu sentei num sofá de um só lugar e o Moritz no chão, no meio de minhas pernas. No sofá maior estavam Gus, Nora no seu colo, Bill com a peguete no colo (Keira, eu acho) e Tom. Miek se havia encaixado no braço esquerdo do sofá, o mais próximo de nós, com Franziska no colo. No outro sofá individual, mesmo em frente ao meu lugar, estava Sam, sozinha. Com uma almofada na mão e olhando ela. Não ria. Não chorava. Não tinha expressão alguma no rosto. Talvez um pouco de indignação. Talvez um pouco de raiva. Não sei. Só sei que ela se perdia em seus vastos pensamentos e raramente falava (assim como Tom).
A conversa ia de vento em popa, maravilhosamente. Até que…o vinho terminou.
-Bom, gente, não vai sobrar p’ra mim né? Sou o aniversariante, tou de baixa hoje… - disse Gus rindo.
-É, mas só por mais uns escassos 6 minutos Gustav. – respondeu Bill.
-Eu vou gente. – me meti – Diz só onde é que eu vou. Meu rabo já dói, de tanto estar sentada.
-Eu também vou. – disse Sam se levantando – Tou farta desse maldito ambiente.
Tom olhou o chão e toda a gente ficou com cara de sem graça.
-Vem, Rafa. Eu te levo na adega, vem.
Me levantei e segui Sam. Moritz deu um tapa forte no meu rabo quando eu saia e eu quis bater nele, mas eu tava mais preocupada em seguir Sam. Eu tava morrendo de curiosidade da zanga dela e de Tom. Saímos pela porta que dava acesso à piscina e às traseiras e atravessámos esse mini jardim, mini churrasqueira, mini relvado, até chegarmos na mini adega. Que não era assim tão mini. Entrámos e Sam pegou três garrafas de vinho, logo das primeiras.
-Veja e escolha do que gostar mais, tá bom? – disse, se aproximando da porta.
-Tá. – eu sorri.
Recebi de volta um sorriso, sem graça, estragado pela tristeza e marca de lágrimas, mas, ainda assim, bonito.
Antes de Sam abrir a porta, ela se abriu e nela entrou Tom. Ele entrou, fechou a porta de novo e se aproximou de Sam, que recuava.
-Sam…
-Não se aproxima de mim mais hoje. Amanhã a gente se fala. Pode ser que a gente se fale. Mas, pelo menos por hoje, eu te odeio Tom. – Sam gritou e logo de seguida saiu, de rompante, batendo a porta com muita força.
Nuss… fiquei morrendo de curiosidade! Queria muito saber o que havia se passado com esses dois. Mas não podia esquecer que eu e Tom tínhamos discutido e que ainda não havíamos falado desde então. Eu não iria dar parte fraca. Quando Sam saiu e eu fiquei sozinha com Tom, o mesmo formigueiro de sempre se criou em meu abdominal. Mal ela bateu a porta, Tom se virou contra a parede e deu um murro nela, murmurando algo. Não me mexi, não falei, não fiz nada. Continuei imóvel, olhando ele e pensando sobre o que eu deveria fazer. Eu não sabia mesmo o que deveria fazer: se falar com ele, se permanecer calada, se sair dali… Por isso me virei e fui vendo as garrafas de vinho, que viera buscar. A maior parte daqueles vinhos, eu nem conhecia, também devo dizer, não sou grande apreciadora, só em ocasiões especiais. A adega era até grande, e tinha muito vinho. Peguei numa garrafa de vinho holandês e comecei a analisar ela. Tinha um pouco de pó, o que é normal, suponho.
-Hey, ahm, por acaso cê tem lume?
A voz dele me assustou. Me virei com a garrafa na mão e fiquei olhando ele. Depois quando caí na real, olhei a garrafa e disse:
-É, tenho.
Meti a mão no bolso do rabo e tirei o isqueiro do Moritz. Fui andando até ele, que segurava um maço de Camel.
-Quer um? – disse ele, estendendo seu braço.
-Não. – disse eu, entregando o isqueiro.
Me virei de novo p’ras garrafas de vinho e ele foi abrir um pouco uma janela que havia ao lado da porta. Quando pousava a garrafa que havia pegado, senti sua respiração, por cima de meu ombro esquerdo. Me virei surpresa e me recolhi um pouco p’ra trás.
-Brigado. – disse ele esticando me sua mão direita, que continha o isqueiro do Moritz.
Pousei minha mão sobre a dele, p’ra pegar o isqueiro. Ele agarrou minha mão com força e me puxou p’ra ele. Meu peito bateu com força no dele e ele atirou a “já beata” p’ro chão. Olhei p’ra baixo, acho que meio envergonhada. Mal olhei de novo p’ra cima, senti seus lábios quentes tocarem os meus, com aquele jeito que eu tão ansiava. Logo pediu permissão com a língua, e, por mais estúpido que tenha sido, eu aceitei. Sua língua começou por fazer movimentos coordenados com a minha, do jeito mais gostoso que eu alguma vez experimentara. Seu cheiro de perfume e cigarro me deixava cheia de desejo dele e eu só queria mais, mais e mais. Nenhum de nós dois estava preocupado com mais nada naquele momento. Tom agarrava minha cintura de um jeito muito mais atrevido que o Moritz. Sua mão passando no meu rabo e coxas era uma constante. Pousei minha mão esquerda no seu ombro enquanto minha mão direita acariciava a nuca dele. Esse seu beijo me deixou sem noção do perigo que a gente tava correndo. Sem noção do tempo. Sem noção do lugar. Sem noção de nada. Mas alguma hora eu tinha de acordar.
-Tom… o que a gente tá fazendo? – disse, separando meus lábios dos dele.
Ele me olhou por uns dois segundos e me beijou de novo. Me deixei levar, nos beijámos talvez por mais uns dois minutos. Mas o que eu tava fazendo afinal? E se o Moritz aparecesse ali? E se a Sam resolvesse ir buscar outra garrafa de vinho?
-Tom… não. A gente não pode, não deve. – disse enquanto ele forçava p’ra beijar meu pescoço.
Ele levantou a cabeça e me empurrou, me encostando contra a parede.
-Rafa, eu quero você como eu nunca quis ninguém. Eu quero você de um jeito diferente das outras. Eu quero você de todos os jeitos. Meu coração quer você. Meu cérebro quer você. Até meu pinto, coitadinho, quer você. Eu quero a você 1 trilião de vezes mais do que eu quero a Sam, porra!
Fiquei olhando ele espantada e assustada com tudo o que tava ouvindo. Olhei ele por bastante tempo e depois o beijei.
-Eu também. – ambos olhámos fundo nos olhos um do outro – eu também quero você. Eu nunca te esqueci Tom.
Ele me beijou de novo. Isso que eu sentia quando nos beijávamos era diferente de tudo. Ia muito p’ra lá do desejo carnal, muito p’ra lá do desejo emocional. Eu queria ele de um jeito que nunca conseguiria querer o Ge.
-Tom, melhor eu ir. – disse, separando nossos lábios e tirando as mãos dele da minha cintura.
-Não vai. – disse ele, tentando me beijar de novo.
-Tom, vai, pára. A gente volta a estar junto, eu prometo. A gente depois fala melhor sobre isso que aconteceu. Mas agora eu preciso ir, alguém pode estranhar minha demora. Escolhe um vinho p’ra mim, vai.
Quando comecei a andar, Tom, agarrou minha mão, entrelaçou nossos dedos. Não fui capaz de me soltar dele, até porque eu não queria. Caminhei mais p’ra frente e parei em frente do tal vinho holandês que havia pegado. Tom se colocou do meu lado esquerdo, e imóvel olhou as garrafas. Pegou o exato mesmo vinho que eu havia pegado e falou:
-Esse vinho, é de reserva, é muito bom.
Peguei a garrafa de suas mãos e olhei ele por um momento. Em seus olhos havia um vazio, uma coisa que sei nem explicar. Ele parecia triste, parecia estar se sentindo como um cachorro abandonado na berma da estrada. Pode parecer incrível, mas eu senti pena dele. Se você visse ele falar, cê não iria notar nada, mas se você olhasse os olhos dele, num desses momentos de silêncio, cê iria me compreender. O Tom tinha essa capacidade incrível de saber esconder todos os seus sentimentos, até mesmo os mais profundos. Quis abraçar ele, mas eu precisava sair dali o mais depressa possível, me sentia estupidamente estúpida e confusa.
Soltei minha mão da dele e me virei. Andei até a porta.
-Agora, o que eu digo se perguntarem de você? – perguntei, pondo a mão na maçaneta.
-Diz, ahm… que eu tô fumando à beira da piscina.
Assenti com a cabeça e me virei, abrindo uma frincha da porta. De imediato sentias mãos de Tom agarrarem minha cintura e me virando. Quase deixei cair a garrafa. Tom me beijou de novo com aquele jeito gostoso dele e me apalpou o bastante. Eu também o fiz. Sei que há gente que acha que esse negócio de apalpar é mais p’ra homem, mas eu nunca consegui resistir. Me separei dele, ainda contra sua vontade e sorri ligeiramente. Abri a porta e saí. Quando cheguei na sala, o Moritz havia se sentado no meu lugar. Ele fez sinal p’ra eu me sentar eu seu colo, mas eu não queria. Eu me sentia suja, depois do que havia acontecido. Eu nem sequer o colo dele merecia, eu me sentia horrível, egoísta, vil. Mas e se ele estranha se? Sorri sem graça e me dirigi p’ra ele, me sentando em suas pernas. Pousei o vinho na mesinha de apoio em frente ao sofá e disse:
-Bem, tava difícil. Eu não conheço vinho mesmo. Mas esse daí me pareceu bom, o que cê acha Bill?
-Esse vinho é ótimo Rafa. Boa escolha. – sorriu.
Sorri de volta e Gustav abriu a garrafa, nos serviu e depois, quando eu já bebia, perguntou:
-Cadê o Tom? Cê não vi ele lá fora, Rafa?
Quase me entalei bebendo. Devo ter ficado um pouco de todas as cores.
-Ahm, quando eu, ahm… quando eu saí da adega ele estava na piscina, quer dizer , à beira da piscina, fumando.
-Ok. – sorriu.
Bebemos mais um pouco e conversámos. Quer dizer, eles conversaram. Eu não conseguia raciocinar muito bem depois do que havia acontecido, quanto mais comunicar. O Moritz, de vez em quando, me beijava e me apertava. Perguntava também tipo: ‘Tudo bem?’ e eu sempre perguntava ‘Ahm?’. Eu tava com muito medo mesmo de que ele notasse algo de estranho em mim. De repente: Tom irrompeu na sala. Nossos olhares se cruzaram de imediato e ele sorriu. Eu não consegui. Desviei meu olhar p’ro chão de novo. Eu ainda não estava bem ciente da situação. Eu havia traído o Moritz! Eu tinha traído o Moritz! Eu tinha traído ele com o seu melhor amigo? Poderia ser pior? Sim, claro. Se o Moritz descobrisse iria ser muito pior. Por muito mais que eu quisesse o Tom, eu não estava disposta a perder o Ge. Eu amava ele também e ele fazia muita falta p’ra mim, além disso, eu nunca conseguiria magoá-lo desse jeito, terminando tudo. Pelo menos era o que eu achava.
-Bom, quem tá afim de uns Karaokes?? – perguntou o Gus se levantando.
-Eba! – Franziska gritou.
Bill e Tom se levantaram p’ra peparar o jogo de PlayStation. Pegaram os microfones e o jogo, guardados num armário. Tudo preparado fizemos papeizinhos p’ra ver quem iria cantar. Quem tirava os papéis era Gustav. Fechou os olhos, brincando, e pôs a mão no saco. Tirou o papel e o abriu.
-Sam. – disse.
Ela sorriu e riu. Pela primeira vez que eu via nessa noite.
-Georg! – riu ele.
Eles riram e ambos se levantaram foram pegando o microfone e Gus escolheu as músicas também. Ele escolheu ‘Black or White’ do Michael Jackson. Eles começaram a cantar, bom a música inteira foi uma risota. O Moritz tentava imitar ao máximo os gritos e guinchos do Rei da Pop, fazendo todos rir. Assim continuámos nossa noite, até essas 4.30h da manha, rindo e cantando feito maluquinho. Cantei umas 9 vezes: 1 com Gus, 2 com Sam, 3 com Bill, 1 com Moritz, 1 com Miek e 1 com Keira. Até que todo o mundo começou a se evaporar. Primeiro, Bill e Keira subiram p’ro quarto do gémeo mais novo. Os próximos a abandonar a sala e a subir foram Franziska e Miek que foram se instalar num dos muitos quartos de vago nessa casa enorme, acompanhados por Sam, que com certeza foi p’ra quarto do Kaulitz mais velho. Enquanto Tom e Georg se ocupavam a arrumar o jogo, Gus e Nora se acariciavam e mimavam, o Gus era fofo demais. Observei eles, quase babando. Tão lindos, tao fofos. Gustav constantemente brincava com o cabelo da namorada e fazia cócega nela, o que fazia com que esta se encolhesse e risse baixinho. Ela era uma rapariga tímida, não muito, mas bastante. De repente o Moritz veio e me abraçou por trás, me virando de seguida.
-Olhando o quê? O ursinho carinhoso? – riu, com sua maior cara de gozo.
-Ai, Moritz não goza! – disse batendo em seu ombro - Ele é carinhoso sim. Ai, eu nunca vi o Gus tão apanhadinho assim. Ele é fofo demais p’ra Nora.
-Mais fofo do que eu sô p’ra você?
-Hmm… - encolhi o nariz e franzi o cenho, rindo.
O Moritz me beijou, me rodopiando em seus braços. Me posou no chão e primeiro beijou meu pescoço. Depois passou p’ra fase da brincadeira. Começou a me fazer cócegas também e a me morder de leve no pescoço, repetidamente. Eu ria e me encolhia, com o queixo pousado em seu ombro. De repente olhei p’ra cima. Tom ia subindo as escadas, mexendo em seu celular e agora com a mesma cara de cachorro da adega. Segui ele com meus olhos, até chegar no andar de cima. Quando chegou no andar de cima, olhou p’ra baixo, me encarando. Parei de rir e nos olhámos sérios. Agora, nem eu nem ele rimos. Só nos olhámos com umas caras de merda, super sérias e agora sim, preocupadas. Notei ciúme em seu olhar. Numa situação normal, isso me deixaria confiante e convencida, afinal queria dizer que ele estava incomodado por eu estar com outro. Mas não deixou. Fiquei só ainda mais triste e confusa. Eu não queria que isso acontecesse, não queria estar com outro na frente dele. Ai, cês tão vendo como eu tô falando?! ‘Estar com outro na frente dele’?! ‘Com outro’?! Esse ‘outro’ era meu namorado. Não era com o Tom que devia estar preocupada, mas sim com o Moritz. Ele é que estava sendo traído. Ele que era a grande vítima nessa história. Mas não, eu estava preocupada com o Tom, com o ladrão de meu coração. Só p’ra vocês verem como esse cara me deixa. Ele se virou e continuou caminhando. Depois, eu e o Moritz, Gustav e Nora subimos. Ficámos ainda conversando durante uns 10 minutos em frente do quarto onde Gus, estava instalado. Depois fomos p’ro quarto onde o Moritz havia se abancado. O quarto era bastante grande e espaçoso, mas ainda assim era menor que o de Tom. Por não ter roupa nenhuma ali, vesti uma camiseta cinza do Moritz, só de calcinha por baixo p’ra dormir. Nessa noite a gente não transou. P’ra além de já ser muito tarde, eu também não queria. Sabe, como já disse antes, me sentia suja, e não merecedora dele, nem do corpo dele. Mas ele também nem insistiu. Ele aterrou logo, enquanto acariciava minha barriga me abraçando por trás. Aconcheguei ele direito em sua almofada p’ra não ficar com o braço por baixo de mim dorido e só me encostei nele. Estar junto de seu corpo quente e familiar e do qual eu já conhecia todos os cantos e milímetros, me dava conforto e segurança nessa cama estranha, na qual eu nunca havia sequer estado. Fiquei olhando ele, talvez por uma hora e pouco, pensando em como eu estava sendo injusta com ele. Em cada palavra, toque, gesto, ato, abraço ou beijo do Moritz p’ra comigo, eu via amor. Mas um amor nítido. Qualquer pessoa, por menos romântica que fosse, conseguiria ver que ele me amava. E amava muito. E eu amava ele, só que, cê já sabe, né? Mas eu não poderia viver sem ele, não mais. Nunca mais.


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MensagemAssunto: Re: A estraga(quase)-tudo   Sab Fev 23, 2013 10:41 am

Ai, ai , ai ...

Nem sei o que dizer..

Tipo, que dó do Tommy, seja lá qual for o motivo dele e a Sam terem brigado..

Mas também que dó do Ge, ele não merece ser traído pelo melhor amigo..

Argh, eu preciso de continuação yaya
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MensagemAssunto: Re: A estraga(quase)-tudo   Hoje à(s) 4:15 pm

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A estraga(quase)-tudo
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