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 Until it Hurts - FF + 18

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Adriana R.
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MensagemAssunto: Until it Hurts - FF + 18    Dom Jul 21, 2013 12:12 am

Nome: Until it Hurts
Autor: Adriana R.
Classificação: +18
Gênero: Drama/Ação/Romance
Beta-Reader: PKaulitz
Nº de capítulos: ~muitos~
Terminada ou não: Não
Teaser(sinopse): - Quero que você a mate, mas, antes, conquiste ela, e então, faça o mesmo que ela fez comigo. E depois, mate.
- Como quer que eu a mate?
- Faça do jeito que quiser.


Eai??! Continuo?

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MensagemAssunto: Re: Until it Hurts - FF + 18    Dom Jul 21, 2013 12:16 am

Mas é claro.
Adoro suas fic. Sua diva *u*
Continua que eu quero ler.
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MensagemAssunto: Re: Until it Hurts - FF + 18    Dom Jul 21, 2013 12:18 am

POSTA LOGO, DRIKITA!! yaya yaya yaya yaya yaya yaya yaya yaya
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Adriana R.
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MensagemAssunto: Re: Until it Hurts - FF + 18    Dom Jul 21, 2013 12:42 am

Capítulo 1: Guilty


Until it Hurts - Fransisca Hall

Brush me with venomous lips
Tear me to passionate strips
Stir up the beast inside
Stir up the beast inside

I am
Take me for all I’m worth
Touch me until it hurts
Until it hurts
Until it hurts
Until it hurts
Until it

Nunca tive medo de nada, ninguém nunca me fez acovardar. Sempre me senti invencível, principalmente depois que descobri um novo jeito de suprir minhas necessidades profundas. Não, não é o que você está pensando.

Meu nome é Bill, tenho 25 anos e sou assassino. Mas não qualquer um, sou um tipo raro neste ramo. Minha especialidade é assassinato por tortura, e acredite isso não é tão comum quanto pode parecer. E nem tão fácil. E só tem um lugar no qual você pode me encontrar para pedir os meus serviços: deep web. Já dá para imaginar o quão caro é o meu trabalho? Não? Pois bem, faço parte de um dos sites mais conhecidos na deep web, o que mais tem pessoas contratando a morte de outras. Essas mortes vão desde matar uma menina com facadas até torturar senhoras. E eu não tenho dó de fazer isso, não mesmo, e sabe por quê? Porque há algo em mim que tem prazer em fazer isso, em ver o outro sofrer, contorcer-se no chão em busca de algo que lhe traga a vida de volta, em ver os olhos da pessoa se revirarem de dor e ficarem vermelhos de tanto tentar respirar inutilmente. Faço este trabalho desde os meus vinte anos, quando briguei pela primeira vez e quase matei o garoto. Desde então, o gosto pela morte evanesceu dentro de mim evanesceu e me mostrou o que realmente quero fazer para viver. Pratiquei durante anos essa habilidade até finalmente me inscrever nesse site. Sou cuidadoso e cauteloso, mato e desovo o corpo em lugares que somente eu conheço, ou pelo menos conheço bem o suficiente.

Manhã de segunda-feira, oito da manhã. O telefone toca. Quem me liga a uma hora dessas?

- Alô – atendi o telefone com a voz rouca e nada gentil.
- Tenho um trabalho para você.
- Quem é, afinal?! – gritei.
- Você é o BigGerman daquele site de assassinos, certo?
- Sim, sou eu. Diga.
- Quero que mate uma garota.
- É, mas você tem que me dizer como!
- Está disposto a se encontrar comigo para combinarmos?
- Qual é o seu nome, afinal?
- Gustav.
- Aonde quer ir?
- Parque da Independência, te encontro nos bancos que tem descendo todo o parque. Hoje às 14 horas.
- Ok.

Desliguei e fui me arrumar. Eu moro do outro lado da cidade, tinha que me apressar!
Cheguei no parque e fiquei procurando o cara. O esperto não havia me dito como era, então fiquei procurando feito um maluco.

- BigGerman! – alguém gritou.

Olhei e tinha um garoto loiro e gordinho acenando para mim. Corri até ele e apertei sua mão. Ele não aparentava ser alguém que frequentava deep web atrás de um assassino de aluguel, e, afinal, nem aparentava ter dinheiro para me pagar.

- Sente-se. – disse ele.
Sentei-me.
- Primeiramente, me explica porque você optou por me encontrar. Normalmente, as pessoas preferem fazer tudo pela internet. – falei sem esperar.
- Quis ter certeza de que a pessoa que eu estou contratando é de confiança.
- Confiança? Você sabe que sou um assassino e não um amigo, certo?
- Confiança, quando digo, é no sentido de que vai cumprir o prometido. E tenho algumas exigências que são melhores ditas pessoalmente.
- Bom... Então, diga.
- Essa garota é minha ex-namorada, ela me traiu com um cara em uma viagem com os pais. Eu a perdoei e ela me traiu de novo. Fiz de tudo para perdoa-la, mas não consegui, e quero vingança.
- Olha, que motivo idiota!
- Pagarei uma quantia acima de um milhão. Moro na Vila Olímpia.
- Tudo bem, eu não recuso trabalho, mas esse motivo é muito cretino!
- Cretino? Você já foi traído?! – ele exaltou a voz e começou a estremecer.
- Não, e se acalme. Você não me amedronta, lembra-se quem sou?

Ele se acalmou e respirou fundo.

- Olha, eu nunca disse isso a ninguém, mas... Você já tentou achar outra forma? Por mim, eu mato, tenho gosto por isso e já estou animado, mas... faz quanto tempo que isso aconteceu?
- Não importa, quero a morte dela!

Ele não parecia ser muito certo das ideias, aparentava ter alguma doença mental, sem brincadeira. Pessoas normais não contratam assassinos sem ter um bom motivo.. tudo bem, contratam sim, mas esse caso estava muito estranho, algo me dizia que viria merda pela frente.

- E tem mais. – ele falou com a cabeça baixa, fitava a grama e alisava o banco.
- O que? – já estava desgostoso com tudo aquilo.
- Preciso que você a conquiste. Ganhe o coração dela, depois a traia e a mate.
- Mas...
- Pago o dobro se fizer isso.

Dinheiro. Dinheiro. Eu não consigo negar um trabalho quando uma quantia tão grande está por vir.

- Quanto? – perguntei.

Ele levantou a cabeça e esboçou um sorriso malicioso.

- Cinco milhões. Nem mais, nem menos. Vou te pagar tudo quando conquistar o coração dela, afinal, o resto você saberá como fazer.
- Quer que eu engane a garota, assim como ela fez com você, e depois a mate? Ou seja, tortura dupla?
- Como assim?
- Você leu no site que minha especialidade é tortura? Leu, não é? Então...
- Mate-a como quiser.
Ele pegou um papel do bolso e me entregou, fazendo gesto para que eu abrisse-o. Fiz como ele queria e vi um endereço com o nome da garota. Karina. Ela morava perto do meu bairro, eu conhecia aquela rua.
- Pode começar quando? – ele perguntou.
- Anota seu telefone aqui neste mesmo papel que te ligo. Essa semana eu acho que já começo.
Entreguei o papel a ele e ele anotou o número.
- Preciso ir, me liga quando decidir tudo. – ele se levantou e foi embora.

Mais tarde

Eu pensei o dia todo na proposta daquele cara, não que eu fosse negar, mas eu tinha que achar algum jeito de conquistar aquela garota. Por sorte, duas horas depois, quando já estava em casa, recebi um e-mail com outra proposta de assassinato. Por sorte, o sujeito me mandou o e-mail com todas as coordenadas e informações da pessoa a ser morta, só respondi com o número da minha conta e agência para o depósito do dinheiro.
À noite, exatamente às oito horas, fui ao bar do cara que me mandou o e-mail. Conforme solicitado, eu deveria matar um cara que tinha roubado o bar dele. Ele me mandou uma foto do cara, era até que bem apessoado.
Sentei na mesinha ao lado do cara e ouvi sua conversa. Ele cochichava algo sobre finanças e o futuro dos filhos. Idiota, logo estaria morto, e eu já sentia o gosto de matar, o sabor de ver a tortura de uma pessoa. Pedi uma cerveja e bebi bem devagar, apreciei o momento enquanto aguardava ele deixar a mesa. Alguns minutos depois, ele se levantou dizendo que precisava ir porque a mulher o esperava para jantar. Esperei alguns segundos e levantei em seguida. Fui um pouco atrás dele, esperei até ele virar a esquina e acelerei o passo. Quando ele olhou para trás, ataquei. Coloquei-o contra a parede e coloquei minha faca em seu pescoço.

- Quem é você?! – ele gritava desesperado.

Eu não tinha o costume de falar muito. Aproveitei o beco e o vazio e olhei em volta rapidamente. Avistei uma porta entreaberta e o arrastei para lá. Por sorte, a casa estava abandonada mesmo. Joguei-o lá dentro e vi-o se arrastando para perto de uma escada. Fiquei olhando e sorri, aquilo era adorável. Ele gritava, e eu comecei a pisar em seu rosto. Peguei minha faca, ajoelhei e passei levemente por sua garganta.

- Não, não!

Fiz um corte rente perto da veia principal. Subi a faca até sua orelha e corte um pedaço. Aquela casa fedia a podre, o que dava um ar especial na situação. Estava toda quebrada. Peguei um pedaço de pau que estava acima de sua cabeça e me levantei. Dei com ele na barriga do cara por diversas vezes e fui para a cabeça. Com três pauladas, ele já desmaiou. Aproveitei que ele desmaiou e cortei sua garganta. O sangue jorrava, lavando todo o assoalho apodrecido. Mais um trabalho feito. Saí como se nada tivesse acontecido e fui com toda a calma do mundo até o bar. Deixei dez reais no balcão com um “x” desenhado em caneta vermelha. Esse era o código que ele me pediu para deixar como prova de que tinha matado o cara.
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MensagemAssunto: Re: Until it Hurts - FF + 18    Dom Jul 21, 2013 12:51 am

Ui...Medo do Gustav fofo que conhecemos. Shocked 
Medo do Bill maravilhoso que conhecemos.
Suspect 
Continue! affraid  Antes que eu surte.
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MensagemAssunto: Re: Until it Hurts - FF + 18    Dom Jul 21, 2013 1:40 am

kkk kkk kkk kkk kkk kkk kkk kkk ~maldosa~

Sou MUITO ligada num Bill do mal. bj ~ele está carequinha??? hihi ~

BigGerman... mal 

O Gustav meio afetado é surpresa pra minha pessoa, já que ele sempre é o esper(nerd)talhão da coisa toda.

Pobre Karina, que vai ser seduzidinha pelo Bill... =) 

Quero ver o Billeco em ação nessa trap do Gustav. E mais bloooooooooood na coisa toda, como nesse finalzinho de capítulo. MUHAHAHAHAHAHAHAHAHAHACOFCOFCOF

Cadê mais? MAAAAIS??!!! yaya 

PS: Esse povo é 'tutu' rico, que isso??!!

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MensagemAssunto: Re: Until it Hurts - FF + 18    Dom Jul 21, 2013 3:56 pm

leitora nova haha

Shocked  só digo uma coisa : CONTINUE Shocked 
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MensagemAssunto: Re: Until it Hurts - FF + 18    Seg Jul 22, 2013 11:56 pm

Capítulo 2: Freaks


Freaks - The Hawk in Paris

We'll have you wrapped around our trigger finger
Clean key yellow, you're the skin for our stinger
We'll make you swoon, make it hurt just a little
We're the boys and girls and the freaks in the middle
We're the boys and girls and the freaks in the middle
We're the boys and girls and the freaks in the middle

We have the cure for your crisis never patent pending
If you come along with us the doors are never ending
If you want to rule the world you've got to stop pretending
If you want to rule the world you've got to stop pretending


Eu estava disposto a aceitar aquele trabalho. Conquistar aquela garota e matá-la por 5 milhões de reais... Já podia sentir o cheiro das verdinhas! Ficaria rico, não teria que me preocupar com assassinatos por um bom tempo, nem com contas, nada! Possivelmente, para sempre! Investiria em um negócio qualquer, contanto que desse lucro, depois investiria em ações, não muito para não ficar pobre caso a bolsa caia novamente, colocaria outra parte no banco e deixaria gerar juros. Um plano perfeito! E, além do mais, o prazer de matar alguém é delicioso, como eu já disse, eu não há nada neste mundo que me satisfaça mais do que isso. Lembro-me que, em um de meus trabalhos, deixei a garota agonizando na minha frente e peguei uma xícara do delicioso café dela. Ela era mexicana, trazia um café que era misturado com o açúcar da rapadura, nunca tomei um café melhor do que o dela! Então, imagina que, além de estar tendo o prazer de ver o sofrimento alheio, aquele sangue jorrando enquanto ela tentava inutilmente se levantar, eu estava bebendo um café que era excelente! Mas, voltando ao assunto da tal de Karina, espero que ela seja ao menos bonita e gostosa, não será fácil fingir que amo uma garota que parece o conde Drácula. Se bem que aquele gorducho pareceu ter bom gosto com mulheres... além de parecer louco. Esquizofrênico, para ser mais exato. Já lidei com tipos assim, loucos, sei reconhecer quando vejo um, mas não totalmente. Ele, por vezes, me pareceu completamente sóbrio e confiante naquilo que dizia, mas em outros momentos me pareceu estar viajando dentro de usa própria loucura.... Mas isso deve ser cisma minha, afinal, nunca recebi um trabalho tão esquisito. Conquistar eu sei, claro, preciso saber isso e muito bem, mas nunca tive que usar meus dotes galanteadores para matar uma garota. Não que eu sinta pena disso, não me canso de explicar porque não quero parecer um assassino fajuto, mas que é estranho isso é, e nem eu posso negar. Perceberam que meu pensamento vai longe, não é? Isso piora dez vezes quando estou matando alguém... analiso o corpo da pessoa, os pontos fracos e onde posso começar a tortura, como farei...Mas no fim tudo dá certo! “Certo”. Certo para mim, já para quem morreu... Não posso dizer o mesmo. Parei para analisar o caso da Karina... fiquei a imaginaná-la, pensando se seus cabelos eram ruivos ou loiros ou pretos, se ela era branca ou negra, se era magra, que é mais fácil de matar, ou gorda. Queria ver logo essa garota! Mas, espera... precisava ligar para o Gustav antes!

Liguei, chamou uma, duas, três vezes. Na quarta, ele atendeu:

- Alô? – atendeu numa voz rouca.
- Olá, sou eu, Bill. Estou ligando para avisar que aceito o trabalho. Quando começo?

Ele pigarreou três vezes até me responder.

- Eu sabia que um homem tão distinto e inteligente como você aceitaria este trabalho. Você já tem o endereço dela, já sabe o nome, vou lhe dar o local em que ela trabalha. É na Rua da Consolação, em uma padaria que tem logo na segunda esquina. Ela usa um crachá com o nome escrito, fica na parte de preparos dos salgados, bem na frente do balcão. Quando a conquistar, avise-me, que colocarei uma parte do dinheiro em sua conta. Por falar nisso, você já me deu sua conta e agência? Acho que não, mande-me os números naquele e-mail que te mandei. De preferência, faça isso hoje.

- Tudo bem, combinado.
- Até mais.

Ele desligou o telefone e eu soltei uma gargalhada. Estava feliz, alegre, animado! Finalmente eu seria rico! Mataria alguém e, quem sabe, ainda transaria com ela! Saí pela casa pulando e gargalhando e fui para o computador. Enviei tudo o que ele me pediu e fiquei fitando a tela do computador por minutos que pareceram horas. Eu não conseguia acreditar naquilo, como seria fácil este trabalho, e ainda seria divertido! Digo, talvez seria, mas mesmo que não fosse, o que era pouco provável, eu iria adorar!
No dia seguinte, vesti uma blusa de branca, uma calça preta, sapatos e fui até a bendita Consolação. Realmente, a padaria era na segunda esquina da rua, e até que era bem arrumada. Eu não costumava comer salgados de padarias, mas essa era uma ocasião especial. Sentei-me no balcão limpo e bem delineado e debrucei-me. Procurei desesperadamente a tal de Karina. Não via nenhuma. Fiquei minutos ali, e, claro, começaram a me perguntar se queria algo para comer. Neguei dizendo que esperava por uma amiga.
Dez minutos depois e nada da garota! Aquele gordo... havia mentido para mim! Comecei a ficar nervoso e a bater a perna no chão. Foi quando ouvi uma voz vinda do lado de fora, uma voz bem doce. Virei-me e vi uma garota com um crachá escrito “Karina”. Por Deus, aleluia! Abaixei a cabeça e soltei um sorriso de canto. Ajeitei o cabelo e a fiquei encarando, segui-a com o olhar até ela passar para o outro lado do balcão. Ela ficou sem graça, o que já era um bom começo. Debrucei-me no balcão novamente e lambi os lábios. Ela era bonita, tinha o cabelo loiro platinado que descia até o meio das costas, os olhos eram amendoados e, quando a sol bateu em seu rosto, ficaram verdes. Os dentes eram brancos como porcelana e a pele era branca. Não demorou muito para ela fazer um coque no alto da cabeça e colocar aquela redinha que elas usam para evitar que o cabelo caia na comida. Claro que ela veio me atender.

- O senhor deseja alguma coisa? – aqueles lábios carnudos faziam um movimento poético, rimavam em seus movimentos.
- Quem sabe... – lambi o piercing de meu lábio inferior e soltei uma risada baixa, abrindo um sorriso tentador – Você me recomenda o que?
- Não sei, o que gostaria de comer? – ela me perguntou e começou a ficar vermelha.
- Deixe-me pensar... gostaria de um lanche de queijo branco com tomate, e que seja feito por você.

Ela abaixou a cabeça e mexeu em uma mecha de cabelo imaginária. Colocava-a para trás da orelha enquanto ria num tom suave. Inclinei-me e fiquei bem de frente com ela. Quando ela levantou a cabeça, dei uma piscadela e ela ficou roxa. Comecei a rir e recostei-me no banco. Recostar-se no banco não é algo muito comum, na verdade eu me recostei no encosto imaginário, porque não havia um ali. Cruzei os braços. Fiquei observando ela fazer o lanche, que com todo o cuidado colocava os ingredientes. Ainda por cima ganhei o lanche prensado! Quando ela trouxe, colocou uma mão sobre o balcão, o que me deu a chance de aproveitar aquele momento. Peguei o prato com uma mão e com a outra, toquei a mão dela. Ela me olhou, com aqueles olhos amendoados arregalados, e fez uma cara de desaprovação.

- Por acaso está tentando me cantar? – ela me perguntando franzindo a testa.
- Não quis que parecesse isso, perdoe-me. Só a achei deslumbrante, és muito bonita. Prazer, meu nome é Bill. – estendi a mão, que ela olhava como se fosse uma criptonita.
- O meu é... Karina. – ela levantou a mão e apertou a minha. Senti que tinha um pouco de receio, mas sorri delicadamente e apertei sua mão mais forte.
- Amanhã passarei aqui de novo, e quero ver você por aqui.

Soltei sua mão e ela mexeu novamente naquela mecha imaginária. Mordi o lanche e ela se virou para a pia. Percebi que a todo minuto ela olhava para a televisão, fingindo que estava interessada na novela, só para me olhar disfarçadamente. Isso seria mais fácil do que eu imaginei.
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MensagemAssunto: Re: Until it Hurts - FF + 18    Ter Jul 23, 2013 12:10 am

Nossa. Platinada. Platinadas são burras.
Karina, fica envergonhada? Uii Embarassed 
Bill, você vai ficar rico. Eu quero um pouco da grana!!
Nossa, Bill gosta de ver sangue.
Gustav... ele é doente, só pode! '-'
Continue!
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MensagemAssunto: Re: Until it Hurts - FF + 18    Ter Jul 23, 2013 1:11 am

cha 

Sinceramente, eu achei que o Bill era recheado de bufunfa, só que não.

haha haha haha haha haha 

Eu digo que o Gustav é 'mó' viajante da maionese!!! lixa 

DOIDO DAS CAIXOLAS!!!

Manola, quando você descreveu a Karina, eu totalmente imaginei a Daenerys!!! ~Daenerys bj ~ 

Oo 

MAS ELE NEM DISFARÇAAAAA!!!!!!!!! Bill já cai matando mesmo... Hum... Bem... Será literalmente... haha 

MAS VAI SER ASSIM MESMO?? JÁ VAI CAIR NAS PATAS DO BILL LOBINHO??!!!

NEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEIN, DAENERYS... Digo, Karina.

Cadê mais, Drikita, cadê mais???!!!
yaya

PS: FINALMENTE JUSTIFICOOOOOU O CAPÍTULO!! É PRA GLORIFICAR DE PÉ!!!  cheers  
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MensagemAssunto: Re: Until it Hurts - FF + 18    Ter Jul 23, 2013 2:53 pm

Gustav você realmente é maluco KKKK

Bill gosta de sangue mesmo o.O eu também ahei que ele já fosse rico, ele parecia feliz que nem criança quando ganha doce por ganhar 5 milhões kkkkk
Karina minha filha, NÃO FACILITA AS COISAS NÉ?? U.U ta no papo ela já haha

guria to amando essa fic Very Happy vai continua rápido *u*
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MensagemAssunto: Re: Until it Hurts - FF + 18    Ter Jul 23, 2013 10:48 pm

Capítulo 3: Disguise


The Devil Within - Digital Daggers

I made myself at home
In the cobwebs and the lies
I’m learning all your tricks
I can hurt you from inside
Oh I made myself a promise
You would never see me cry
Til I make you

You’ll never know what hit you
Won’t see me closing in
I’m gonna make you suffer
This Hell you put me in
I’m underneath your skin
The devil within
You’ll never know what hit you

Eu sou um homem de palavra, claro que sou! Principalmente quando me convém. No dia seguinte, como combinado, voltei à padaria. Ela estava deslumbrante, o cabelo continuava com um coque, mas hoje ela estava mais radiante, tinha batom rosa claro nos lábios e um pouco de blush na bochecha. Quando entrei na padaria, ela cochichava com algumas garçonetes no fundo da padaria, elas riam sem parar enquanto Karina fazia alguns gestos com as mãos e parecia imitar alguém. Por um momento eu achei que fosse de mim, mas deveria ser loucura minha. Sentei-me no banco, debrucei-me no balcão e a fiquei observando. Quando ela me viu, soltou uma risada com as amigas, é, era de mim que ela falava. Dei uma piscadela e a chamei com o dedo indicador. Ela até mim com um bloquinho e uma caneta na mão.

- Olá Bill, o que vai querer hoje?
- Outro lanche daquele, por favor.

Ela se virou e puxei seu braço de volta, fazendo-a ficar frente a frente comigo. Eu podia sentir sua respiração ofegante e nervosa, ela franzia a testa como no dia anterior.

- Por que me puxou? – ela me perguntou enquanto tentava se soltar.
- Só para lhe dizer que está linda, mais linda e radiante. – lambi o piercing e sorri levemente.
- Por favor, me solta.

Continuei a segurá-la, e então ela começou a empurrar a minha mão e percebi que ou eu a soltava ou botaria tudo a perder.

- Olha – dizia ela enquanto passava a mão pelo lugar onde eu a havia segurado -, agradeço muito os elogios, mas não me entenda mal, eu não estou dando mole a você, entendeu? Este aqui é o meu local de trabalho, não confunda as coisas. – ela dizia isso com toda a firmeza enquanto olhava fixamente para mim com aqueles olhos amendoados arregalados de fúria.
- Mais uma vez, fui um idiota, perdão, mil perdões. Mas já que citou o fato de estar no seu local de trabalho... bom, que tal sairmos?
- Nós? Eu o conheci ontem, nem sei quem o senhor é. – ela virou e a puxei de novo, mas dessa vez eu a soltei.
- Não, não, então façamos assim, virei aqui todos os dias, que horas você almoça?
- Meio dia até uma da tarde.
- Ok, virei almoçar com você, posso? Prometo que não abusarei, vamos nos conhecendo, eu realmente quero muito te conhecer melhor, nunca conheci uma mulher tão bela quanto você antes, por favor, me dê uma chance.
- Eu... - ela gaguejou e me olhava como quem olha para uma escultura caríssima que acaba de cair no chão. Parecia perplexa com a situação, com o que eu acabara de dizer – Eu...
- Aceita? – peguei seu braço e escorreguei até o dorso de sua mão, no qual comecei a acariciar.
- Sim, aceito. – ela me respondeu como se estivesse dopada.
- Fico feliz! Então façamos assim, guarde este pedido para amanhã, o do lanche. Pode ser? Preciso ir indo ou irei me atrasar.
- Trabalha aqui por perto?
- Não, é que preciso ir no banco resolver uns problemas com minha conta, por isso tenho vindo para cá, mas agora também tenho outro motivo para vir. – sorri e beijei sua mão – Então, até amanhã, princesa.

Levantei-me e saí sem olhar para trás, mas eu sentia que ela continuava de pé a me olhar indo embora.
Em casa, peguei o telefone e liguei para Gustav. Eu gastaria muito dinheiro com condução e almoço, precisava de algum dinheiro.
Ele me atendeu com uma voz amarga e rouca. Será que esse cara dorme o dia todo?

- Fala, Bill. – gentil e amável, como sempre.
- Preciso de algum dinheiro, sua cocotinha me dará algum gasto com almoço e condução. Vou precisar ir lá todos os dias.
- Lá onde?! – ele já estava alterando a voz.
- Na padaria. Só me adiante algum dinheiro, ou melhor, me dê um dinheiro por fora, afinal, vou precisar. Preciso de trezentos reais.
- Trezentos?! Enlouqueceu?!
- Quer ou não quer que eu a conquiste?!

Ele ficou mudo por uns dez minutos.

- Ok, feito. Deposito na sua conta hoje. – finalmente respondeu.
- Se você não o fizer, dê adeus ao seu plano.
- Ok.

Desligou e nem me disse tchau. Era um gordo viado, mesmo.!

Fui para o banheiro e fiquei me encarando no espelho por alguns minutos. Aquele cabelo... todo desgrenhado, não dava para aguentar. Eu precisava de um visual novo para conquistar aquela garota, um que não mostrasse que sou um assassino de classe média. O único jeito era raspar a cabeça na máquina 3. Peguei a maquininha debaixo da pia, coloquei no 3 e comecei a raspar. Os fios caíam na pia e, com eles, também ia embora um antigo Bill. Um Bill quase sem grana. Este novo Bill era um que agora estava com os pés quase dentro de uma vida luxuosa e feliz. Assim que terminei, fiquei analisando o visual novo. Combinava mais com o formato comprido de meu rosto e meus olhos castanhos escuros. Parecia até que os dois piercings de minha boca estavam mais à vista do que antes, bem como os de minha sobrancelha e nariz. Sorri para mim mesmo no reflexo do espelho, passei a mão por meu novo cabelo, ou o que tinha restado dele, e fiquei imaginando se aquela garota iria gostar. Não pense besteira, é que ela precisa gostar de mim para se apaixonar por mim e, assim, eu poderei dar continuidade ao meu plano, e que por sinal tinha começado muito bem. Era um plano e tanto! Aprenderia muito com ele, futuramente eu poderei pegar mais trabalhos como esse e ganharia mais e mais dinheiro! Mas, espera meus planos não eram de me aposentar do crime com a grana deste trabalho? Ou eu precisaria de mais dinheiro ainda? Se for colocar na conta o tanto de putas de luxo que eu contrataria por dia... É eu precisaria, e o que são mais alguns anos no crime ganhando dinheiro, não é mesmo? Se vale a pena, continuar não é problema!
No dia seguinte, ao meio dia em ponto eu estava na mesa da padaria esperando por ela. Não preciso dizer que ela estava radiante, não é? Afinal, aquela mulher era muito gostosa e bonita, não tinha como ficar feia. Ela sentou-se à mesa de frente para mim e trouxe consigo um prato com fritas, arroz, carne e salada. Eu só esperava pelo meu lanche e a coca que eu tinha pedido à outra moça.

- Não vai comer? – me perguntou.
- Olá para você também. – respondi, e finalmente a fiz rir.
- Desculpe-me. – ela riu.
- Já pedi meu lanche e coca, fique tranquila. Mas... vamos conversar. Quero saber de você.
- Bom... eu trabalho aqui e pretendo começar faculdade no ano que vem, estou juntando dinheiro para isso faz tempo.
- Quer cursar o que?
- Arquitetura. Sabe, meu sonho sempre foi ser arquiteta, e me dou muito bem com desenhos e matemática. – ela falava e olhava para o teto, parecia estar em outro mundo, quem sabe imaginava o seu futuro como arquiteta, um futuro que... não aconteceria.
- Bom, eu estou procurando emprego, tenho um dinheiro que meu pai deixou de herança, uma boa grana, boa mesmo, mas quero me garantir, sabe. – mentir era o meu ponto forte.
- Não tem família?
- Não, os únicos vivos são meus tios paternos e minha prima. – isso não era mentira.
- Nossa... não tem irmãos?
- Quase... mas não quero falar disso.
- Você quem sabe. – ela respondeu e olhou para o prato. Deu duas garfadas na comida e tomou um pouco do suco de laranja que tinha chegado fazia alguns minutos, trazido por uma garçonete que provavelmente era sua amiga.
- E você, tem pai, mãe, namorado?
- Meus pais morreram quando eu era muito nova, moro sozinha, mas meus tios moram aqui em São Paulo, visito-os às vezes. E não, eu não namoro.
- Entendi. Mora aqui no bairro?
- Sim, moro. Descendo essa rua, na primeira rua depois dos correios, moro no prédio laranja dali.
- Está me dizendo onde mora, isso é um convite? – não perdi tempo, perguntei e já debrucei na mesa, ficando colado no rosto dela.
- Não... não... afaste-se. – ela virou o rosto e afastou o prato de comida.

Me afastei e sorri. Dessa vez eu não me desculparia, pois se ela virou o rosto, é porque queria me beijar. Cruzei os braços e meu lanche chegou com a minha coca. Dei uma mordida, não falei nada só para ver até onde iria. Ela continuou comendo até finalizar o prato. Terminei meu lanche e me recostei na cadeira. Ela olhava para fora como se não tivesse ninguém na mesa com ela. Eu não disse nada.

- Olha... eu... – ela começou a gaguejar e falar comigo enquanto olhava para fora – eu sei que você tem a melhor das intenções, mas, se quer realmente me conhecer, não faça esse tipo de coisa... ficar me deixando sem jeito, porque, acredite, isso só te afastará de mim.

Eu sabia que ela iria falar, sabia! Um passo havia sido dado, ela queria que eu continuasse a tentar conquistá-la.

- Prometo que tomarei jeito, quero mesmo te conhecer. Não quer mesmo sair comigo? Seria bem melhor, eu poderia te levar para jantar em algum lugar, vamos? Por favor?

Ela virou o rosto e ficou me fitando com os olhos semicerrados. Coçou a nuca e continuou a me fitar. Cruzei os braços e comecei a lamber o meu piercing.

- Tudo bem, vamos, eu sairei com você. Eu saio às oito horas hoje.
- Estarei aqui para te pegar. Não tenho carro, tem algum problema?
- Nenhum, gosto de andar de condução.
- Tudo bem, então.

Como já havíamos terminado, levantei-me da mesa e ela fez o mesmo. Agradeci pelo almoço, paguei e fui embora. Mais um encontro com a patinha ainda hoje... evoluindo cada vez mais! Ela era uma presa fácil. E tinha uma pulsante na garganta muito tentadora, imagine-me cortando aquela veio enquanto a masturbo? Seria um assassinato épico, ela gritaria de prazer e dor, assim ninguém reconheceria o porquê dos gritos e não correríamos perigo. Mas claro que eu faria isso em um lugar fora de São Paulo. Mas, mesmo assim, eu teria que torturá-la daquela maneira. Depois, cortaria cada pedacinho daquele rostinho lindo até ficar irreconhecível. Quem sabe eu até não daria uma fodinha com ela? Depois de morta ela já não sentiria nada mesmo... Poderia arrombar cada buraco daquela delícia... Fazer o último litro de sangue que restasse nela sair por completo, deixaria-a seca, definhando em um galpão abandonado, seria comida pelas lesmas de suas entranhas e nem seria lembrada. E, no fim de tudo, eu ficaria rico.
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MensagemAssunto: Re: Until it Hurts - FF + 18    Qua Jul 24, 2013 12:13 am

MAS O BILL É UM FAVELADO PRATICAMENTE!!!!!!

haha haha haha haha haha haha haha haha haha haha 

"Meu nome é Bill Pequeno..." Cool 

haha haha haha haha haha haha haha haha haha haha 

Não está fácil nem pra assassino de aluguel. LOL

Quando eu achei que a Karina "Daenerys" ia se impor ali, ela fica ainda mais molezinha pelo Bill. Mas eu entendo, não dá pra resistir a um Bill desse jeito.

~Bill carequinha bj ~

"'Bora' sair de busão, gata", disse Bill tomando o café no conta-gota, pra não acabar rápido.

bad 

Calma seus mamilos, Bill NECRÓFILO (querendo todos os buracos)!! ~crendeuspaitodopoderosopadimciçu~

Quero ver no que isso vai dar... Poste rápido esse próximo capítulo, DRIKITA!!! yaya 

Mais, mais, mais!! yaya 

PS: Não sei se quem é mais doido, o Gustav mudo por 10 minutos ou o Bill esperar por eles. Suspect 
PS 2: Ninguém gosta de condução!! COMO ASSIM?!! affraid 
PS 3: Esses dois PS' indicam que não ter dinheiro é osso.


Última edição por PKaulitz em Qua Jul 24, 2013 1:38 am, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Until it Hurts - FF + 18    Qua Jul 24, 2013 12:18 am

Ui!
É sério isso? Você fez ele raspar o cabelo? :oO:
Divide sua grana comigo, seu lindo!
Eu espero que ela fique desfigurada, não gosto dela. u.u
Gustav vive dormindo mesmo.
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MensagemAssunto: Re: Until it Hurts - FF + 18    Qua Jul 24, 2013 11:30 pm

Capítulo 4: Mind

Hurricane - MS MR

What’s wrong with me
Why not understand and see
I never saw
What you saw in me
Keep my eyes open
My lips sealed
My heart closed
And my eyes peeled

Welcome to the inner workings of my mind
So dark and foul i can’t disguise
Can’t disguise
Nights like this
I become afraid
Of the darkness in my heart
Hurricane


Não sou mão de vaca, muito menos quando gastar dinheiro me trará algo de útil. Naquela noite, levei Karina para jantar e a levei de táxi, não a levaria de ônibus ou metrô, não seria romântico e minhas chances com ela cairiam. Não que táxi seja a última moda no quesito romance, mas é melhor do que metrô. Ela quis ir a uma pizzaria, pelo menos era consciente e não gostava de lugares chiques, até porque eu não poderia pagar por um. Segunda ela, pizza era o seu prato favorito, gostava mais do que lanche ou comida, e por sorte este também era o meu prato favorito, algo em comum, aleluia.
No restaurante, ela se sentou na minha frente, estávamos em uma mesa perto da janela, com vista para uma livraria e uma loja de roupas. Ela se debruçou sobre a mesa assim que se sentou e olhou para fora, suspirava e olhava.

- Alguém aqui está tentada a ir fazer umas comprinhas para renovar o armário. – provoquei.
- Estou olhando para a livraria. – ela colocou uma mecha do cabelo loiro para trás da orelha. Aliás, eu contei como ela estava? Não? Então, ela estava com um vestido preto, bem simples, mas bonito, usava sapatilhas e tinha uma bolsa a tiracolo. Os cabelos estavam soltos e ondulados até a cintura, usava um batom nude e rímel, que acentuou a cor de seus olhos.

- Livraria? – essa era nova para mim.
- Acha que todas as mulheres só gostam de roupas? – ela respondeu secamente sem olhar para mim – Eu amo ler, mas raramente tenho dinheiro para comprar um livro, muitas contas  a pagar, aluguel... e ainda tem a poupança da faculdade.
Eu realmente não sabia o que comentar, afinal, eu não lia muito, não que eu não gostasse, é que eu não tinha tempo para isso, para ler, estava sempre ocupado trabalhando e me divertindo ao mesmo tempo.
- E você, gosta de ler? – ela perguntou e virou o rosto para mim. Abriu um sorriso de canto com os lábios fechados e semicerrou os olhos.
- Não muito, tenho outros passatempos, como andar pela cidade, ouvir música. Mas admiro quem gosta.
- Ah, tá. – pareceu aborrecida com a resposta. Voltou o olhar para a livraria, mas antes revirou os olhos.

Abaixei a cabeça para o cardápio na esperança de ela fazer o mesmo. Virei as quatro páginas umas quinhentas vezes, e nada de ela pegar o menu. Eu olhava de canto, bem rápido, e ela continuava olhando para a livraria. Tive uma ideia.

- Quer que eu te compre um livro? – perguntei colocando o cardápio na mesa.
Ela virou o pescoço lentamente com uma expressão de desaprovação. Parecia até que eu tinha acabado de oferecer droga a ela.
- Não. Quero. – ela falou pausadamente e com firmeza.
- Calma, só achei que fosse gostar. – falei com um tom de voz aborrecido – puro fingimento – e voltei ao cardápio.

Ela continuou a me olhar, aquele olhar que mostrava o quanto ela estava arrependida de ter aceitado o meu convite, um olhar indignado que a fazia unir os lábios numa linha fina. A veia de seu pescoço, aquela latejante, pulsava mais forte quando ela ficava nervosa, e ver isso me tentava a cortá-la. Rasgá-la e destroçá-la, eu não conseguia me concentrar nas pizzas lotadas de queijo que o cardápio descrevia com aquela veia pulsando bem na minha frente, e o pior de tudo é que eu tinha que disfarçar para não parecer que estava vidrado nela, ou botaria tudo a perder.

- Já escolheu? – perguntei desviando a atenção para outro assunto.
- Sim, vou pedir três pedaços de pizza portuguesa, e você?
- Quatro de frango com catupiry.
- Pizzas?! – ela arregalou os olhos.
- Claro que não – caí na gargalhada -,  quatro pedaços.

Ela começou a rir também, mas logo se conteve como se estivesse fazendo algo de errado.
Ficamos mudos, sem assunto. Isso já estava me enchendo, e não é bom me deixar nervoso, não é legal deixar um assassino de aluguel nervoso, se você me entende. E aquela veia pulsante dela não ajudava muito, não em um momento como aquele, na verdade, nunca ajudava. Era mais forte do que eu essa vontade de cortar aquele pescoço fino e bem delineado. Ela, por sorte, colocou os cabelos do lado direito do pescoço, deixando o outro lado vazio, e onde a veia estava, lotado de cabelo, impedindo-me de ver a veia. Ela começou a bufar, bater o pé, e eu me irritei mais ainda. Peguei na faca que estava sob a mesa e comecei bater com ela na mesa.

- Estou te incomodando? – perguntei já impaciente.
- Não.
- Então porque não conversa comigo?
- Me trata como se eu fosse uma pobretona.
- Por favor, só quis ser legal com você. – joguei a faca na mesa e cruzei os braços.

Ela ficou muda, e, Deus, como isso me irritava. Eu a conhecia há alguns dias e esse ato dela já me enfurecia.

- Bom... – ela falou depois de minutos muda e olhando para fora – eu exagerei, perdão.
As coisas começavam a se ajeitar. Abri um sorriso e descruzei os braços, apoiei-me na mesa e a fiquei olhando.
- Fica mais bonita quando volta ao seu juízo perfeito.  – falei e consegui tirar um riso tímido dela. Outro passo.

Finalmente as pizzas chegaram! Ela se serviu de um enorme pedaço com um copo de coca enorme e fiz o mesmo. Comemos e nos fartamos até dizer chega, e quando acabamos ela parecia até mais alegre. Sorria feito uma bobona.

- Está feliz? – perguntei debruçado na mesa
- Muito, adoro pizza. – ela respondeu se afastando – Quer ir embora?
- Você que sabe, mas se formos, para onde vamos?
- Cada um para a sua casa. – ela respondeu e cruzou os braços, balançava a cabeça tentando mostrar que não tinha jeito, seria cada um para o seu lado.
- Não vamos terminar a noite assim, não estou dizendo que quero transar com você, quero ir para outro lugar, está cedo e amanhã é sábado. – fiz uma voz sedutora e me afastei para que ela não entendesse errado.

Ela parou e ficou pensativa, mergulhou nas próprias ideias enquanto olhava para a livraria.

- Aonde quer me levar? – ela perguntou enquanto olhava para fora.
- Aonde gostaria de ir, tirando sua casa? Vou para onde quiser.

Ela me olhou e pareceu gostar da ideia. Pegou um palito de dente do paliteiro e ficou desenhando no ar.

- Hummm – ela murmurou enquanto brincava com o palito -, eu nunca fui a uma balada, sabe.
- Quer ir a uma? Conheço uma aqui na augusta, aproveitamos que estamos nela e vamos.
- Certeza?
- Claro.
- Então vamos.

Pagamos a conta e fomos. Descemos toda a rua Augusta e chegamos na porta da balada, que por sinal estava vazia. Sinal de que ainda era cedo, mas eu entraria do mesmo jeito. Eu tentava segurar a mão dela, mas ela desviava, chegou a bater na minha mão. Paciência, eu tinha de ter paciência.
Lá dentro, ela olhava para todo canto como se estivesse vendo diamantes, ela realmente nunca tinha ido a uma balada. Só havia algumas pessoas. Este era o lugar propício para eu dar o bote nessa garota, eu tinha que ser rápido! Fomos para o bar e pedi duas bebidas, surpreendentemente ela não negou. Quando as bebidas chegaram, virou o copo todo.

- Vai com calma, mocinha. – alertei-a. Não queria carregar bêbada para casa, ainda se eu tivesse um carro, quem sabe.

Ela piscou para mim e me puxou para a pista de dança, nem tive tempo de beliscar a minha bebida. Parecia louca de fúria e felicidade com tudo aquilo, queria aproveitar tudo e... comigo. Ela era estranha, ora me odiava, ora queria dançar comigo, não duvidava mais de que ela tinha realmente enganado aquele cara. Na verdade, os dois são estranhos.
Quando chegamos no meio da pista, ela começou a dançar e a puxar a barra do vestido para cima. Ela me provocava e eu não podia fazer nada, tinha medo de botar tudo a perder! Fiquei parado observando-a dançar, apoiei-me na parede e fiquei admirando-a. Ela dançava e não parava, parecia um boneco. Os garçons passavam e ela pegava as bebidas, tentei pará-la, mas foi em vão. Ela me empurrou e virou outro copo de uma bebida estranha. O lugar foi ficando lotado, e ela, mais louca de tanto dançar. Mas havia algo de estranho nisso tudo... ela não estava bêbada, reconheço um bêbado quando vejo um, nem estava alegre, essa desgraçada era resistente à bebida! Estava me testando para o que eu faria com ela nesse estado. Desencostei da parede e fui até ela. Quando cheguei  bem perto, ela puxou a saia do vestido de novo e não resisti, peguei-a pelo braço e a levei até a parede.

- Eu saquei a sua, espertinha, tá me testando. Você não está bêbada, está fingindo, quer ver do que sou capaz de fazer com você nesse estado. – sussurrei em seu ouvido.

Ela respirava ofegante, mas não tentava se soltar. É eu tinha descoberto o planinho dela.

- Eu... eu... – ela tentou falar.
- Você me fez de trouxa, sabe como isso me deixou nervoso? – sussurrei em seu ouvido, só que dessa vez eu coloquei a outra mão em sua nuca. Subi minha boca até perto da dela.

Os olhos dela estavam arregalados e vermelhos, a boca entreaberta e a respiração mais ofegante.
- Como descobriu? – ela falou enquanto tentava respirar.

- Já saí com mais bêbados do que você e conheço um, você não estava bêbada, e outra, nenhuma mulher dança daquele jeito para um cara que tem evitado. – eu falava e minha boca roçava na dela.
- O que vai fazer comigo? – ela sussurrou, parecia querer chorar.
- Isso. – beijei-a, peguei em sua nuca e em sua cintura e a segurei. Mordisquei os lábios. Nossas línguas se encontraram, enroscavam-se delicadamente enquanto nosso hálito se misturava. Ela segurava em minha blusa não muito forte. Fui afastando minha boca aos poucos até ela abrir os olhos. Não consegui olhar muito para ela, o tapa na cara que levei me fez cambalear.

- Porque fez isso?! – me bateu e saiu correndo pela boate. Fui atrás dela derrubando todo mundo, tropeçando em gente bêbada e derrubando bebidas. Ela passou pela porta e voei porta afora atrás dela. Ela correu até a esquina, e foi lá que a alcancei. Puxei-a pelo braço e ela estava vermelha.
- Você começou isso! – gritei, não aguentava mais, poderia matá-la ali mesmo, aquela vaca.
- Não poderia ter me beijado! – ela gritada e batia no meu braço, mas meu ódio era tamanho que meu punho havia se tornado uma rocha, não sentia dor alguma.

Ficamos nos encarando, mas ela continuava a tentar me soltar, e nesse meio tempo fui tentando me acalmar. Olhar fixamente para ela, evitar aquela veia, olhar fixamente... era nisso que eu pensava. Aos poucos, muito relaxando o braço e a soltei. Esperava que ela saísse correndo, mas acabou ficando ali estatelada e me encarando.

- Vai me bater de novo? – perguntei.
Ela continuou apática.
- Vou embora. – falei e virei, saí andando. Ela segurou o meu braço e me virou. Debruçou-se em meu ombro, ficando na ponta do pé, afinal, era baixinha, e me deu um selinho. Depois, desgrudou-se de mim e foi se afastando.
- Você tem que desistir de me conquistar, por favor.
- Porque? – isso já tava estranho.
- Só me ouça, desista.
Ela foi indo mais e mais para trás até virar e sair correndo. Fui atrás dela, de novo. Ela parou na esquina e começou a chorar.
- Sai daqui! – gritava histericamente.
- O que aconteceu?!-  arregalei os olhos e tentei tocar nela, mas ela me deu um tapa.
- Só desista de mim!
Eu não desistiria de cinco milhões!
- Não!
- Facilite as coisas para mim!  - ela tremia enquanto colocava os cabelo todo para trás, torcia-o

– Só me conte o que está acontecendo. – me acalmei e passei a mão por seu cabelo. Peguei em seu queixo e levantei seu rosto. Ela estava triste demais, mas no fundo eu  não estava nem um pouco comovido, era puro fingimento. Fiquei olhando para ela até que descruzou os braços e me abraçou. Apertou-me, e correspondi o abraço.

Aquela noite ainda iria longe.
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MensagemAssunto: Re: Until it Hurts - FF + 18    Qui Jul 25, 2013 12:22 am

:@@: 

Primeiramente: ESSA GAROTA É MAIS SURTADA QUE O GUSTAV! ~chazinho pro meu grito mental cha~
Segundamente: O QUE???!! Suspect 

Eu nem vou me precipitar em deduzir (mais do que já deduzi no Skype), mas já vou preparar meu diafragma pra rir da desgraça do Bill com esse COOP de Daenerys e Sr. Stay Puft.

haha haha haha haha haha haha haha haha ~já me exercitando~

Uma hora a Karina "Daenerys" é meio Bella Swan, pobretona de marré, porém Bella da padaria. Depois, está de zueragem pro lado do Bill, levantando vestidinho e tals. E logo após quase numa cena do A Walk to remember...

Mas deu uma babada na boquinha do Bill... safado 

Drikota, me deixando surtada porque quero saber, mas também não quero saber....

bua 

O QUE FAÇO COM ESSA MINHA MENTE FÉRTIIIL???!!!

bua 

Poste o mais "modo The Flash" que puder, manola!!!

bua 

PS: Entrando em parafuso porque sou mais curiosa que "TUTU".
PS2: Confusa apenas.

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MensagemAssunto: Re: Until it Hurts - FF + 18    Qui Jul 25, 2013 1:15 pm

Bem, essa menina é louca. Combina com o Gustav, se ela não tivesse metido galhada nele...

:oO:  A veia pulsando, por um segundo pensei que estivesse lendo Amanhecer Livro Três, Bella.
Vocês ama pizza,né? Deve adorar.
Uma mulher que gosta de livros... study  Normal eu também.

Citação :
- Não muito, tenho outros passatempos, como andar pela cidade, ouvir música.
Andar pela cidade, matar pessoas. Super normal isso. cha
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MensagemAssunto: Re: Until it Hurts - FF + 18    Sex Jul 26, 2013 11:50 am

Leitora nova...

Primeiro, pra mim tem trambique nisso tudo.

Segundo, essa garota é bipolar?! Ela é meio ~totalmente~ louquinha das ideias o_O

Essa noite vai longe, é? Hummmm Cool 

Continua Liebe Wink
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MensagemAssunto: Re: Until it Hurts - FF + 18    Sab Jul 27, 2013 1:03 pm

[quote="Milena Kaulitz"]Leitora nova...

Primeiro, pra mim tem trambique nisso tudo.

Segundo, essa garota é bipolar?! Ela é meio ~totalmente~ louquinha das ideias o_O

Essa noite vai longe, é? Hummmm Cool 

Continua Liebe Wink[/quote

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MensagemAssunto: Re: Until it Hurts - FF + 18    Dom Jul 28, 2013 1:26 am


Capítulo 5: It hurts


Glimmering - Iiris


I was right on the spot
Where I knew myself to be
In your arms
I’ll write destiny
And they can watch
How the stars are dancing
Right with us

Notions about you
Strike back again
All that surrounds you
Oh it’s just a sin
But we can get through
Almost anything
Glimmering
Glimmering
Glimmering like you do
Glimmering
Glimmering
Glimmering when I’m with you





Levei Karina para um banco qualquer para ela respirar um pouco, ela parecia muito nervosa. Não fazia muito sentido, pois até o começo do dia ela se mostrou uma pessoa muito equilibrada e sensata, e agora parecia tão confusa e cheia de segredos. Olhei em volta para me localizar, e estávamos muito longe da rua Augusta, devo ter andado com ela pendurada em mim por muitas e muitas ruas, não prestei atenção porque ela me deixou muito atordoada. Bom, mas não importava aonde tínhamos chegado, e sim como eu acalmaria essa maluca. Ela se sentou no banco e apoiou a cabeça nos joelhos, ficou completamente curvada. Eu não sabia como reagir. Fazia carinho nela? Fingia que realmente me importava com ela? Começava a gritar e a exigir explicação? Mas, espera, vocês estão entendendo tudo isso? Depois do abraço que ela me deu, ela surtou, começou a chorar e então se pendurou no meu pescoço. O resto vocês já sabem. Comecei a fazer carinho na cabeleira dourada dela e pude ouvir um suspiro de alívio vindo dela. Ela se levantou devagar, os olhos estavam inchados e vermelhos de tanto chorar.

- Perdoe-me por ter estragado a noite toda. – ela se lamentou.
- Não se desculpe – soltei um sorriso falso – , eu quem exagerei, abusei da sua boa vontade.
- Não, não... Eu que deveria ter te contado antes... – ela abaixou a cabeça.
- Contado o que? – me afastei dela e franzi o cenho.
- Eu...
- Diz logo. – já estava impaciente com tudo aquilo.
- Eu não posso, só se afaste de mim.
- Não, você vai dizer! – gritei e dei um tapa no banco.
- Só se afaste de mim!  - ela se levantou e saiu em disparada, mas a peguei a tempo.
- Chega dessa palhaçada de sair andando!  
- Me solta. – ela olhava assustada para o braço, eu não iria medir minha força dessa vez.
- Me explica! Me explica!

Ela ainda me olhava assustada

- Explicar o que?- ela arregalou os olhos e começou a chorar.
- Pelo amor de Deus! – apertei o braço dela ainda mais – Você é maluca?!

Ela realmente parecia não se lembrar de nada, ou pelo menos fingia não se lembrar... Tinha algo de muito estranho nisso tudo.

- Está falando de que exatamente? – ela me perguntou.
- Olha, esquece! – larguei-a e saí andando.
- Espera, Bill! – ela gritou e veio correndo até mim – Eu sofro de uma doença grave. Me leva para casa. – ela me olhava com ternura.
- Eu te levo.

Que doença aquela doida tinha, afinal? E porque aquele gordo tinha me metido nessa, queria que eu matasse uma maluca! Mas eu não nego trabalho com bom pagamento, não nego...
Andamos muito até chegar na casa dela, demos voltas e mais voltas porque, afinal, tínhamos chegado até ali e não sabíamos onde estávamos, em qual rua, mas, felizmente, chegamos na casa dela. Assim que adentramos a casa, que era um apartamento no quarto andar, bem arrumado e limpo, ela se sentou no sofá e ficou fitando a televisão desligada. Parei do lado da porta até ela me convidar para sentar. Ela me chamou com o dedo e fui, sentei-me ao lado dela, coloquei meu braço em volta de seu ombro. Esperei que se acalmasse eu precisava saber onde estava pisando, com quem estava mexendo, e para que isso acontecesse, eu tinha que a fazer perceber que poderia me contar tudo o que tinha para dizer. Não demorou muito até ela começar a falar.

- Olha, eu tenho uma coisa no cérebro, uma coisa que até hoje não achei um médico decente para me ajudar. – ela falava com muito pesar em sua voz, parecia ter medo de me contar. Levantei-me e a olhei para que entendesse que eu queria escutar.
- Prossiga, não tenha medo.  – pedi.
- Eu... – ela se encolheu – Tenho um coágulo cerebral, e numa área que afeta minha memória, ele tá crescendo, está afetando outras áreas também, eu tenho dito coisas que nem eu mesma lembro, eu tenho ficado desesperada. Por sorte não me esqueci que combinei de sair com você. Sabe, eu não encontro alguém para me tratar, eu posso morrer a qualquer momento porque essa coisa está crescendo... eu vivo cada instante como se fosse o último.

Eu fiquei em silêncio assim que ela parou de falar. Parecia tensa toda aquela situação, eu realmente não sabia o que dizer a ela. Tudo o que eu sentia era totalmente inverso daquilo que ela esperava que eu sentisse, pois, em sua cabeça, eu a ouvia e me preocupava com quando, mas, em realidade, eu só estava querendo que aquilo tudo acabasse logo, que eu a matasse logo para me livrar daquele problema. Sim, ela era um problema para mim, eu não vou dizer que não. Mas o que eu teria que fazer para conseguir aquilo que o Gustav queria e, assim, conseguir matá-la? Ela precisava de tratamento, mas e se ela morresse antes que eu pudesse fazer isso? Eu perderia cinco milhões! Ela, então, se levantou e se ajoelhou em minha frente, parecia febril, sua mão estava quente demais.

- Eu não estou me sentindo bem, você precisa ir embora.
- Deixe-me cuidar de você. – pedi
- Não, não, é melhor ir, eu sempre fico assim, mas não gosto que fiquem por perto quando fico nesse estado.
- Mas...
- Vá embora. – ela virou o rosto e entendi que não era bem vindo naquele momento. Levantei-me, peguei um papel na mesinha de centro, uma caneta e anotei o meu telefone.
- Qualquer coisa, me liga. – fui para a porta, abri e fui embora.

Assim que entrei em casa eu liguei para Gustav. Eu tinha que saber se ele tinha alguma noção que aquela garota era doente. Disquei o número dele e deixei tocar. Tocou uma, duas, três, quatro, cinco vezes... desliguei e liguei de novo... Nada. Eu não desistiria. Na terceira tentativa, ele atendeu.

- Bill, eu não posso falar agora, me liga mais tarde, ok? – e desligou.

Como assim, não podia falar?! O que era mais importante do que aquele plano maluco dele? O que era mais importante do que me dar explicações? Eu exigia uma! Não é possível!

Olhei pela janela e percebi que já era de manhã, eu nem vi a hora passar nem percebi que já havia amanhecido. Olhei no relógio em cima do criado-mudo velho e sujo: Eram nove horas da manhã. Eu não tinha dormido, comido, nada. Fui até o banheiro, que ficava em um corredor paralelo com a sala, e me olhei no espelho. Parecia que haviam passado um trator em cima de mim, eu aparentava não dormir há dias, e isso era verdade. Havia passado noites em claro planejando a morte de Karina, arquitetei estratégias, adentrei dentro de minha mente, fui fundo em meus pensamentos para conseguir bolar algo extraordinariamente  impossível de falhar. Tudo estava ali, na minha cabeça, martelando para sair, pronto para ser posto em prática, mas tudo estava tomando um rumo muito estranho, não sei onde estou pisando mais, parece que ando em cima de ovos, parece que tudo vai se quebrar a qualquer momento. Mas, naquele momento, só me restava tirar o resto do dia para dormir, e foi exatamente isso que fiz.
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MensagemAssunto: Re: Until it Hurts - FF + 18    Dom Jul 28, 2013 1:49 pm

huahua 

NO FINAL EU TINHA RAZÃO!

ELA É DOENTE!!!! dodoi Mais vish, só falta o Gustav também ser...
Ai fodeu...

\o/ 
Ela não pode nem sair de casa... como ela pode trabalhar??

Gustav ée cada vez mais doidão... haha 

Continua cha 
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MensagemAssunto: Re: Until it Hurts - FF + 18    Dom Jul 28, 2013 2:18 pm

Eita peste!! Tadinha da Karina :/

Será que só eu acho que esse Gustav não bate bem da cabeça?
Tá com cara de quem vai aprontar #aposto

Continua Liebe Wink
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MensagemAssunto: Re: Until it Hurts - FF + 18    Dom Jul 28, 2013 7:43 pm

¬¬ 

Certo, ela e o Gustav são surtados. Então supostamente ela "guampou" o bolota porque YOLO e está doente???!!

Livin' la vida loca de madrugada e no outro dia dá uma de Tiririca: "QUEM É VOCÊ??"

Vai ver o Gustav só quer poupar o sofrimento dela!!!

bad 

Eu já me pronunciei e torno a repetir: estou me preparando para rir do futuro do Bill, porque ele se ferrou nessa. Perdeu, playba.

bad 

Isso vai ser tornar um "Como se fosse a primeira vez", logo vejo.

haha haha haha haha haha haha haha 

Enfim... Cadê mais capítulos??!! yaya yaya yaya yaya yaya yaya 

PS: Se contente com meu comentário xexelento hoje porque estou sem ânimo! Sad 

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MensagemAssunto: Re: Until it Hurts - FF + 18    Sab Ago 03, 2013 6:32 pm

Capítulo 6: Kill and Hide

Bad Intentions - Digital Daggers

Come closer
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I am not what I've done
What I've become
The smoking gun
Can't fight these bad intentions
I am not what I've done
What I've become
The smoking gun
Can't fight these bad intentions

Conhece a sensação de acordar e desejar não ter aberto o olho? Então, foi assim que me senti quando acordei no final daquela tarde. Parecia que eu não tinha descansado, estava ainda mais preocupado com a situação de Karina, com o meu plano e com aquele gordo desgraçado. Fui até a sala, peguei meu celular e não tinha nenhuma ligação perdida daquele bolota. Fui até a bina do meu telefone, nada também. Porque ele não tinha retornado, afinal? Pensei em ligar para ele, mas eu precisava deixar isso de lado por um tempo, pensar direito no que eu faria, nas perguntas que faria a ela quando a visse, no que eu diria àquele gordo quando resolvesse me ligar... Muita coisa. Fui até a cozinha, deixando o celular em cima do sofá, e peguei queijo e coca-cola na geladeira. Abri o pão amanhecido que tinha em cima da mesa, cortei o queijo, coloquei dentro do pão, me servi um pouco de coca e tentei saborear aquela refeição magnífica – que fique claro que estou sendo irônico. Mastiguei aquele pão que parecia uma borracha e fiquei pensando aonde iria, eu não ficaria em casa sem fazer nada, ainda mais que agora eu tinha dinheiro em conta, pelo menos isso o Gustav fez. Terminei aquele troço que comia e fui tomar banho, um longo banho. Me troquei, peguei a carteira e saí. Era sete horas. Fui até um bar que tinha na rua debaixo. Tentei entrar, mas não tinha condições, era bêbado velho para todo lado. Segui reto até o shopping, que também estava lotado, que caralho de cidade! Desisti do shopping e continuei andando. Virei a primeira esquina e desci a rua toda. Virei à esquerda e me deparei com uma praça e várias garotas. Pronto, era ali que ficaria. Sentei em um banco onde estavam duas morenas bem corpudas. Ajeitei-me no banco e peguei um cigarro, acendi-o e comecei a tragar. Na segunda tragada, uma das garotas se virou e me pediu o isqueiro emprestado.

- Claro. – sorri e entreguei o isqueiro a ela.
Ela pegou um cigarro do bolso, acendeu e me devolveu o isqueiro.
- Nunca tinha te visto por aqui, é de onde? – ela começou a puxar papo.
- Sou da rua de cima, é que não costumo sair muito, sabe. Vocês todas vêm sempre aqui?
- Só quando tem encontro.
- Encontro? – perguntei e me inclinei, aquilo parecia interessante.
- Sim, somos de uma república, e uma vez por mês tem encontro de repúblicas femininas aqui nessa praça.
- E porque aqui, de noite?
- Gostamos do ambiente à noite.
- Interessante.

A amiga dela se levantou e foi até um outro grupo de garotas.

- E você... faz o que da vida?
“Sou assassino profissional” era o que eu queria dizer.
- No momento, nada. Recebi uma herança e estou vivendo dela enquanto procuro emprego.

Ela arregalou os olhos e abriu um sorriso e chegou mais perto.

- Quer ficar aqui e participar do encontro? – ela jogou o cabelo liso e castanho para trás.
Olhei para ela e abri um sorriso.
- Quer mesmo minha companhia aqui, não é? E nem me conhece.

Ela me olhou e percebeu que eu tinha razão.

- É... nem te conheço. Desculpa. – e se afastou.
- Não, não, tudo bem – cheguei mais perto dela e coloquei minha mão em sua perna –, eu fico.

Ela me olhou de canto e puxou minha mão para cima, para sua virilha. Entendi o recado, ela queria sexo. Eu disse que era sedutor, não se lembram? Pois é, mas só com a Karina que não funcionava! Comecei a acariciar a virilha dela por cima da calça.

- Você quer isso? – perguntei.
- Vou te contar um segredo: na minha república, todas somos prostitutas, fazemos isso para pagarmos nossas faculdades.
Parece surreal que isso aconteça, não é? Coisa de filme, talvez de teatro... Mas era real!
- Agora está tudo fazendo sentido – respondi e me inclinei para beijá-la. Ouvi as outras gritando enquanto nos beijávamos. Seriam todas ali como ela? – Vamos para minha casa? Mas ninguém pode saber.
- Como faremos, então?
- Eu vou embora agora e, quando o encontro estiver no fim, você vai para lá, dê alguma desculpa e vá. Mora naquela rua de cima – apontei para a rua do shopping -, prédio 223, apartamento 25. Estarei te esperando, só não conte a ninguém, ouviu?
- Claro. – ela gostou da ideia e me beijou.

Levantei e fui embora, olhei para trás e ela piscou. Ela iria, certeza.
Mais ou menos à meia-noite, ela tocou o interfone. Me ajeitei e abri a porta para ficar esperando o elevador subir. Quando chegou, ela se ajeitou, saiu e veio me beijar. Me agarrou pelo pescoço e me jogou dentro do apartamento. Bateu a porta e aproveitei para me deitar no sofá. Ela feio como uma leoa e se sentou em cima de mim, jogou os cabelos para trás e me beijou. Começou a tirar a minha calça enquanto eu tirava a dela. Em poucos minutos estávamos despidos. Encaixei o meu pênis em seu sexo e ela não demorou a se movimentar. Subia e descia, depois saiu e me chupou até eu gozar... Quando terminou, falei a ela:

- Agora, vamos brincar um pouco mais forte. – levantei-me e a puxei até o quarto – Primeiro de tudo, o que você disse às suas amigas?
- Falei que iria na Augusta tentar um programa, porque?
- Tive uma ideia, se vista.
- Por quê?
- Só faz o que estou mandando.

Fui para sala e me vesti. Peguei meu canivete e coloquei no bolso.
Descemos até a garagem do prédio. Procurei por uma moto abandonada que eu sempre pegava em emergências, era uma que estava ali desde que eu fui morar no apartamento. Eu parei de a usar quando caí de moto, mas dessa vez eu precisava usar. Peguei-a e fomos até perto da rodovia, onde haviam árvores.

- Porque tão longe? – ela me perguntou enquanto descia da moto.

O lugar era deserto.

- Tenho uma fantasia de transar com alguém aqui, nessas árvores. – entramos do meio do mato, joguei-a em uma árvores e rasguei suas roupas. Tirei minha roupa e meti nela. Fui com força, queria machucá-la, ver a dor transbordando em seus olhos, em seus gritos. Queria que sangrasse, que gritasse, e ninguém a ouviria. Queria vê-la sofrer, esse era o meu prazer, ainda mais quando eu comia uma vadia inútil como ela. Se prostituir para pagar faculdade? Estúpida, merecia morrer! E ainda botei toda a raiva que acumulei naqueles dias naquela transa. Quando voltei a mim, ela chorava.
- Pelo amor de Deus, para!! - ela gritava.

Fiquei olhando para ela e dei um soco em sua cara. Depois outro, e outro.

- Vagabunda! É isso que você merece!

Virei-a de costas e meti em seu ânus até sangrar. Ela era muito gostosa, mas merecia aquilo.

- Quando eu sair daqui, eu vou te denunciar!
- Você nem terá tempo para isso, querida. – sussurrei em seu ouvido – Me chupa! – gritei e a virei para mim, frente a frente.
- Não!

Dei um soco nela e a joguei no chão.

- Me chupa, vadia. É para isso que você serve.

Ela pegou o meu pênis e me chupou enquanto chorava.
- Com gosto, vadia!

Ela continuou até eu mandá-la parar. Puxei-a pelos cabelos até uma outra árvore e a joguei ali. Peguei o canivete e me ajoelhei.

- Você tem um pescoço... muito lindo. – falei enquanto deslizava o canivete por seu pescoço.
- O que você vai fazer comigo? – ela choramingou e me olhava assustada.
- Isso. – enfiei o canivete em seu pescoço e o levei até o outro lado da garganta. Ela morreu de olho aberto. Coloquei-a no chão e a arrastei até perto de um lago. Joguei-a ali e esperei até o corpo afundar. Demorou muito. Enquanto esperava, comecei a me sentir aliviado, eu finalmente tinha matado alguém, fazia dias que não o fazia! Essa era a minha droga, esse era o meu prazer, e naquele momento eu decidi que mataria a Karina custe o que custar, nem que para isso eu tivesse que conviver com a doença e loucura dela.
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MensagemAssunto: Re: Until it Hurts - FF + 18    Sab Ago 03, 2013 8:19 pm

:oO: 
Caraleo.
Bill é muito malvado ¬¬2 
Mas é sexy demais... Uma prostituta que estuda. Essa é boa haha haha haha haha haha haha haha  é o mesmo de uma Funkeira que tira 10 de média na escola.
Bill é muito mal mesmo! ¬¬2 Ele vai querer matar a Karina no mesmo instante.
Continua!
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MensagemAssunto: Re: Until it Hurts - FF + 18    Hoje à(s) 9:06 am

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