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 Don't Believe

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gisely



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Data de inscrição : 07/03/2009

MensagemAssunto: Don't Believe   Seg Maio 04, 2009 10:47 pm

Olá pessoal!
Vou postar minha One Shot para vocês. Comentem! Very Happy
Bjos
Gi


Don't Believe


Seis da manhã em Nova York. As luzes da cidade ainda estão fracas e dispersas, sinalizando que ela ainda está entregue ao sono. Do alto da cobertura na qual estamos hospedados, o barulho da grande metrópole não passa de apenas ruídos. Afasto as grossas cortinas para acompanhar o amanhecer e finalmente percebo que temos o Central Park bem à nossa frente. Um pouco distante; do lado de fora do apartamento; vejo meu irmão encostado no para-peito, cabelos escuros ao vento, olhando para o nada, provavelmente perdido em suas memórias.
...
Ela não saía nunca do meu pensamento. God, quando é que ía acabar? Encostei na mureta e fiquei olhando para baixo, até sentir o sangue ferver em minha cabeça. As poucas pessoas na rua, alguns carros; especialmente os táxis amarelos; pareciam miniaturas daqui de cima. Eu podia esticar minhas mãos e pegar qualquer um deles, eu podiar arrancar quantas árvores eu quissesse do parque, eu podia derrubar os edifícios. Bem alí, do topo do mundo, eu podia tudo, eu podia ser grande, eu podia ser forte. Tudo, menos tê-la.
Olhei para trás, só mesmo para ter certeza do que já suspeitava. Ví que Tom me observava da janela do seu quarto. De certa forma, senti-me aliviado, embora cheio de remorso para com ele sobre o que eu tinha feito; o que eu tinha dito.
O sol finalmente parecia querer romper no horizonte.
_ Mais um dia, um dia de cada vez... _ Falei para mim mesmo e quase que instantaneamente, o primeiro raio de sol rasgou o espaço. Um rio de sol... Ela foi como um raio de sol em minha vida, chegou iluminando meu caminho, irradiando calor, inspirando um sentimento novo dentro de mim, algo grandioso, algo que eu nem imaginava existir. Acho que é isso que se chama amor.
A primeira vez que nos vimos foi em um show. Eu estava no palco, cantando não lembro o que e ela estava lá, no meio da multidão, mas foi como se só existisse ela e eu. Quando o show terminou, eu estava desolado, pois tinha a certeza absoluta que nunca mais a veria. Entrei no ônibus da turnê completamente cego: eu só via aqueles grandes olhos verdes em minha frente. Lembro que Tom disse que eu estava louco, que só estava impressionado pois a garota era bonita e que no outro dia eu já nem iria lembrar mais dela. Confesso que tive ódio quando ouvi meu irmão me dizendo aquilo. Pela primeira vez na vida eu senti algo de verdade, algo realmente forte por alguém e era incrível pois também pela primeira vez em nossa vida, ele não conseguia me compreender. Nunca houve uma noite em que me senti tão sem esperanças quanto àquela. Cheguei até a desejar não ser nada daquilo que éramos... Ricos, famosos, tudo o que sempre desejamos. Eu jogaria tudo fora por ela, eu seria somente mais um cara normal no mundo se esse fosse o preço para tê-la comigo.
Chegamos então na “Fan Party” que daríamos em uma casa de show, lá mesmo no centro de Nova York. A casa estava cheia e as garotas gritavam sem parar. Fomos para nosso mezanino privado e eu disse à Tom que ele deveria falar às fans. Então ele falou em monte em minha cabeça, me ofendeu, enfim, despejou. Acho que ele não estava aguentando me ver daquele jeito, mas o que eu podia fazer? Talvez se eu fosse para o hotel e dormisse um pouco, talvez aquele vazio em meu peito melhorasse, mas eu duvido que eu fosse capaz de esquecê-la assim tão rápido.
Enquanto Tom falava, me aproximei do mezanino tentando sorrir um pouco para as dezenas de garotas que estavam alí, afinal, eu sabia que muitas tinham ido só para me ver e, apesar de tudo, eu não podia descepcioná-las. Para minha surpresa, ao passar os olhos pelas meninas, eu a reconheci. Tinha certeza que era ela, certeza absoluta! Bebi o resto do drink que estava em meu copo, sem sequer tirar os olhos dela. Eu não podia perdê-la de vista jamais! Meu coração pulsava num ritmo quase que descontrolado e eu precisava fazer alguma coisa, antes que eu a perdesse mais um vez. Chamei um cara da produção para o meu lado e apontei para ela. Ela percebeu e apontou para si própria, como quem diz “eu?”. Eu sorri largamente ao perceber que estávamos interagindo pela primeira vez, ainda que distantes um do outro. Então fiquei observando dalí onde estava o cara da produção descer e falar com ela. Eles conversaram por muito tempo e a cada minuto eu ficava mais aflito. Será que ela não viria nem para falar comigo?
Minutos depois, lá estava ela, entrando no espaço vip. Eu era só felicidade. Minto. Felicidade e nervosismo. Não tinha idéia do que falar para ela, certamente ela ía me achar um idiota.
_ Então... _ Foi a única coisa que consegui dizer ao perceber que ela estava a trinta centímetros de mim.
_ Oi... _ Ela sorriu.
_ Quer beber alguma coisa?
_ Pode ser o mesmo que você.
Fomos até o bar atrás de nós e eu pedi um drink à ela.
_ Então o que o Bill Kaulitz quer comigo?
Eu emudeci. E agora?
_ Eu te vi no show. Te achei diferente.
_ Nossa, isso é um elogio? Ninguém nunca disse que eu era “diferente”.
Nós rimos.
_ Vamos ser sinceros, ok? _ Ela disse.
_ O quão sincero você quer que eu seja?
_ Completamente.
_ Você acha que pode aguentar?
_ Certamente. Vindo de você...
Senti algo a mais naquela resposta. Será que era um sinal verde para mim? Dane-se! Se eu não tentar, nunca saberei.
Segurei uma das mãos dela e com a outra acariciei o seu rosto.
_ Você vai achar que eu sou louco... _ Sorri, tentando esconder o nervosismo.
Ela se aproximou um pouco mais de mim.
_ Não. Você é que vai achar que eu sou louca.
Aquilo sim ela um sinal.
Enlacei-a pela cintura, sentindo o corpo quente dela colado no meu. Devagar, beijei-lhe o rosto e depois o canto da boca, enquanto ela fazia o mesmo. Não demorou para que nossas bocas se unissem num beijo ardente. E pensar que há apenas algumas horas atrás eu imaginava que isso jamais iria acontecer e realmente, as possibilidades eram quase nulas. Tive a certeza de que o destino estava ao nosso favor.
Naquela mesma noite fomos embora juntos para o hotel. Ela foi uma das poucas garotas que levei para minha cama e definitivamente eu queria que ela fosse a única e por todo o resto da minha vida. Ela era maravilhosa, perfeita, tinha tudo aquilo que um homem busca em uma mulher.
Em poucos dias críamos um relacionamento absurdo entre nós para tão pouco tempo de convivência. Parece até que nos conhecíamos há séculos! Eu sabia tudo sobre ela e ela, tudo sobre mim. Dei entrevistas na TV, falei sobre ela e a anunciei como minha namorada, tiramos fotos juntos para revistas, tirávamos fotos juntos com as poucas fãs que gostavam dela, enfim... Éramos um casal perfeito e mesmo assim, Tom teimava em querer estragar. Para ele aquilo era errado, eu mal a conhecia, ela era uma aproveitadora, enfim... Tom estava completamente obcecado em afastá-la de mim. Ele a odiava. Cheguei a pensar que ele também estava apaixonado por ela e quando fui discutir isso com ele, brigamos feio. Numa dessas brigas, Susan apareceu e acabou brigando com ele também.
_ Você não entende Tom? Eu o amo! Nós vamos nos casar, vamos ser felizes!
_ Deixa de ser ridícula garota! Você nem o conhece! Como é que pode dizer que o ama? E você Bill, como é que pode dizer que ama essa menina?
_ Você não sabe de nada Tom, nada! Cresca! As coisas mudam! Não quero você mais atrás de mim só porque temos uma banda, só porque somos irmãos. E gêmeos ainda! _ Fui extremamente cínico. _ Aliás, me diz, quando é que isso serviu para alguma coisa?
Tom não me respondeu. Saiu do quarto com lágrimas nos olhos.
Então eu abracei Susan e afaguei seus cabelos. Não havia nada nesse mundo que fosse capaz de me separar dela, nada. E se fosse preciso, eu me separaria de Tom se ele não a aceitasse.
Três semanas depois, estávamos chegando no hotel, vindos de um show. Eu estava exausto, mas só de pensar que Susan estaria me esperando, já valhia à pena.
Antes que eu pudesse abrir a porta, Susan girou a maçaneta e saiu o quarto, carregando sua mala. Eu perguntei várias vezes onde ela ía, mas ela não me respondia, sequer olhava para mim. Então ela se enfiou no elevador e não me deixou entrar. Corri pelas escadas e a interceptei no loby. Novamente fui ignorado. Então senti Tom me agarrando por trás.
_ Deixa ela ir. Deixa ela!
_ O que você fez? _ Gritei alto e todos que estavam por alí olharam para nós.
Eu não podia sair do hotel, não podia seguí-la, pois lá fora tinham muitos fotógrafos que, por detrás das paredes de vidro do hotel, já clicavam a nossa briga.
_ Eu vou te matar!
_ Vamos! _ Ele me agarrou pelo moletom e me arrastou para cima, de volta para o quarto.
Nós nunca tínhamos batido um no outro, mas confesso que naquela noite, chegamos a rolar no chão no do quarto. Só paramos quando eu dei um soco no estômago dele e em seguida, senti uma pancada forte em meu olho.
_ Tudo por causa daquela vagabunda! _ Tom gritava irado, enquanto eu me contorcia de dor no carpete.
_ O que você fez para ela ir embora desse jeito? O que você fez?
_ Eu não fiz nada! Você fez! Deu para ela o que ela queria, por isso ela foi embora. _ Ele olhou para mim com ódio. _ Você é um idiota Bill, um idiota!
Tom sentou na frente do computador enquanto continuava a difamá-la.
_ Vou te mostrar agora o que ela fez, o que ela queria... Aquela vagabunda! Você quer apostar que ela fez Bill, quer apostar?
_ Apostar o que seu moleque? Você está louco? _ Consegui me levantar e me preparei calar a boca dele.
_ Aqui! Olha aqui!
Percebi que Tom estava no site do banco, no qual tínhamos uma conta bancária. Assustei-me quando ví apenas “zeros” no saldo.
_ Não é possível... _ Murmurei, sentindo minha cabeça girar, meus pés adormecerem, então eu não vi mais nada.
...
Os primeiros raios de sol iluminavam agora o meu rosto. Lembrar de tudo aquilo me fazia morrer por dentro, dia após dia. Eu não me importava com os milhões que ela tinha roubado, o que eu não conseguia entender é como eu podia continuar gostando dela mesmo depois de tudo o que ela tinha feito.
Olho mais uma vez para baixo e desta vez enxerguo quase que perfeitamente a rua por entre a fina névoa que ainda pairava sob nós. Pela primeira vez, um pensamento suicida passou pela minha cabeça. Imaginei que talvez fosse a única maneira de me livrar da dor que eu sentia. E aquela frase ecoava na minha cabeça... “Eu o amo! Nós vamos nos casar, vamos ser felizes!”... A voz dela convidava-me para o abismo.
De repente, senti uma mão quente e familiar sobre meu ombro. Tom.
“Eu o amo! Nós vamos nos casar, vamos ser felizes”... Ouço a voz de Susan pela última vez dentro da minha cabeça.
_ Mentiras...
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MensagemAssunto: Re: Don't Believe   Ter Maio 05, 2009 9:49 am

Ai que horrível!

Sofri aqui.
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MensagemAssunto: Re: Don't Believe   Ter Maio 05, 2009 11:38 am

noss, morri aqui *O*
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gisely



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MensagemAssunto: Re: Don't Believe   Ter Maio 05, 2009 7:16 pm

Horrível de ruim ou horrível de triste? Shocked
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MensagemAssunto: Re: Don't Believe   Dom Set 23, 2012 9:17 pm

Nossa que triste :/
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MensagemAssunto: Re: Don't Believe   Hoje à(s) 2:23 pm

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