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 Meu coração pertence a...

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MensagemAssunto: Meu coração pertence a...   Sab Dez 27, 2008 6:38 pm

olá! eu estou postando a minha primeira fic relacionada ao TH. espero que vocês gostem Wink

Nome: Meu coração pertence a...
Autor: Fê (eu!)
Classificação: PG16
Gênero: Romance, songfic
Beta-reader: --
N° de capítulos: --
Terminada ou não: Não terminada
Teaser: Thirteen, em uma viagem para a Alemanha, conhece Tokio Hotel e tem com eles com um vôo inesquecível, como ela descreve. Mas, infelizmente, eles tiveram que se separar, não antes de prometer a Bill em que manteriam contato.

Anos depois, o destino os coloca novamente na vida de Thirteen - só que um deles fará o coração da guitarrista balançar e sua vida mudar...



Capítulo 1 - Surpresa no vôo


São três e meia da tarde, pelo menos no meu relógio. O vôo saiu a menos de dez minutos. Estou voando em direção a Alemanha, para visitar uma grande amiga.
O avião está tão monótono. Nenhum barulho sequer. Tudo silencioso. Para afastar meu tédio, procuro meu MP3 na bolsa. Quando o acho, o ligo rapidamente enquanto coloco os fones no ouvido; procuro uma música do Tokio Hotel, qualquer uma. Logo, eu começo a fingir estar tocando uma guitarra - lê-se air guitar - e canto baixinho. Mas meu momento de felicidade é interrompido: a bateria do MP3 havia acabado. “Ótimo! Por que eu não recarreguei antes de viajar?”, penso, olhando para o aparelho em uma das minhas mãos. Retiro os fones e guardo novamente o MP3 na bolsa. Agora eu não tinha uma distração e o tédio, mais uma vez, toma conta de mim.
Olho para os lados, para, talvez, encontrar algo para me distrair. Mas, infelizmente, não encontro nada. “Deus, que tédio!”, reviro meus olhos, bufando. Minha atenção é direcionada para a pequena janela ao lado da minha poltrona, que está aberta. Aproximo-me mais da pequena janela e olho para o lado de fora. A paisagem é maravilhosa: o céu extremamente azul e as nuvens branquíssimas; também vejo parte da asa do avião. Atrevo-me olhar para baixo (maldita curiosidade); engulo em seco, é muito alto. Fecho a janela.
Olho para os lados mais uma vez, só para tentar achar alguma distração e novamente não encontro nada, nadinha. “O primeiro vôo da minha vida e está tão monótono”, penso desgostosa. Então, encosto minha cabeça na poltrona e tento descansar um pouco. Mas quem disse que eu consegui? Minha ansiedade é tão legal comigo que me impede de descansar. Tento novamente, mas não consigo. É tentativa falha. “Ah, quer saber? Eu vou dar uma volta”, levanto da poltrona e sigo para o corredor um pouco extenso.
Eu estou no meio corredor, distraída cantando uma música qualquer. E, novamente, minha atenção é desviada, só que dessa vez por risadas. “Alguém está se divertindo, pelo menos”, penso ainda mais desgostosa. Meu pensamento é interrompido pelas mesmas risadas e depois por alguém dizendo algo em um idioma que eu reconheço na hora, alemão. Esse fato me deixa curiosa. Sempre quis conhecer quis conhecer um alemão “legítimo”, assim, “ao vivo e a cores” (os meninos do Tokio Hotel não contam!). Mas resolvo deixar de lado.
Continuo caminhando pelo corredor. Logo mais a frente, encontro dois garotos de joelhos nas poltronas, conversando com alguém nas poltronas de trás. Um deles veste uma roupa extremamente larga e tem dreads. O outro tem cabelo preto e veste uma roupa justa demais. Eu, particularmente, gostei do estilo deles. Passo por eles, cantando uma música dos TH, “Monsoon”. O que não sabia era que isso iria chamar a atenção dos garotos, o moreno e o de dreads e dos outros dois, um loiro e do de lindos olhos verdes. “Eles são muito parecidos, se não iguais, com os Tokio Hotel”, exclamo em pensamento, mas sacudo minha cabeça. Seria muita sorte encontrar o Tokio Hotel, ainda mais no mesmo avião que o seu.
- Ei garota! - chama um deles. Ele fala em alemão. Viro minha cabeça em direção a voz. OMG! Eu me deparo com o próprio guitarrista do Tokio Hotel, Tom. “Eles não são parecidos, são eles mesmos. Ok, Thirteen, se controla! Sem escândalos nem gritinhos histéricos. Apenas reaja naturalmente...”
- Desculpa, mas eu não falo alemão - falo em inglês; minha voz sai um pouco tremida. Dou um sorriso amarelo.
- Sem problemas - Tom dá um sorriso lindo, mas bem malicioso e me responde em inglês. - Qual é o seu nome? - perguntou-me enquanto me olhava de cima a baixo. Levanto uma sobrancelha em sinal de questionamento.
- Thir... Ops, Barbara - eu estou tão acostumada ouvir minhas amigas e meus familiares me chamarem de Thirteen, que, às vezes, eu me confundo. Sorrio levemente. - E você é...? - me seguro pra não falar: “Tom Kaulitz, o melhor guitarrista da melhor banda que já conheci e também mais gato”. Mas eu contento-me apenas em indagar-lhe.
- Tom - ele se levanta da poltrona num salto e pára bem na minha frente. - Prazer, Barbara - e me dá um beijo na minha bochecha. Arregalo meus olhos e sinto minhas bochechas ficarem mais quentes; com certeza eu estou mais vermelha que um pimentão.
- Igualmente Tom - dou um sorriso envergonhado. Fico na ponta dos pés e lhe retribuo o beijo na bochecha. Ele sorri.
- Ei, Tom! - “Deus, aquela voz...” - Você não vai nos apresentar a essa bela moça? - pergunta Bill, dando aqueles sorrisos super lindos que só ele tem.
- Ah, é mesmo! - exclama Tom, batendo na própria testa. - Pessoal essa é a Barbara, minha nova amiga - ele diz, passando seu braço pelo meu ombro. “Nova amiga? Sei...”, penso irônica. - Barbara, esses são: Bill, meu irmão - e aponta para Bill, que acena para mim. -, Georg, o cara mais estabanado que eu já vi - ele ri, apontando para Georg que dá um sorriso envergonhado e abaixa a cabeça. - e o Gustav.
- Olá meninos! É um prazer conhecê-los - dou um breve aceno com a cabeça e depois o braço de Tom do meu ombro. - Mas agora eu preciso ir, sabe? Continuar a minha caminhada... Até mais - acrescento, virando-me.
- Está sozinha? - Tom me pergunta e eu confirmo ainda de costas. - Você não quer se juntar a nós? Eu tenho certeza que será bem mais divertido - por que eu tenho a impressão que essa última frase soou aos meus ouvidos com segundas intenções?
- Eu até aceitaria... - e me viro para encarar-los. - Mas eu prefiro viajar sozinha, entende? Eu não quero incomodar vocês... - eu sou interrompida por Tom.
- Incomodar? - e finge surpresa. - Não será incômodo nenhum! Será até um prazer! - ele brinca com o piercing no lábio inferior. “Tom, você não fez isso”, penso enquanto olhava aquela “brincadeira”. Os outros confirmam.
- Ok, esperem só um minuto! - e saio andando até a minha poltrona.
Minha vontade é de gritar e muito, mas eu me controlo. Não quero passar por louca. Pego a minha bolsa e volto para onde os meninos estão.
- Voltei! - exclamo animadamente.
- Senta aqui, Babi - Tom me oferece a poltrona ao seu lado, que está vazia.
- Obrigada Tom - agradeço-lhe e me sento na poltrona. - Mas, por favor, não me chame de Babi - o aviso, fazendo uma careta de desagrado.
- Do que eu posso te chamar, então? - Tom me pergunta, me olhando intensamente. E de novo, me sinto ficar vermelha.
- Thirteen ou Treze, no bom português - respondo, sorrindo sem graça.
- Você é portuguesa? - Bill indaga-me.
- Não, não - me apresso em responder. - Sou brasileira!
- Brasileira? - todos exclamam.
- Sim - rio da reação deles. - Algum problema em ser brasileira?
- Claro que não, Thirteen - apressou-se Bill. - É que nós nunca conhecemos uma brasileira de perto, quer dizer, tão de perto - e seus olhos brilharam, parecia fascinado. - O máximo que chegamos perto de uma brasileira foi no show que fizemos lá no Brasil e tinha um bom espaço nos separando - Bill dá um sorriso tão fofo.
- Espera aí... - e faço uma careta de pensativa. - Vocês são alemães, certo? - todos confirmam. - Vocês são Tokio Hotel? - pergunto baixinho. “Eles não precisavam saber que eu já sabia que eles são Tokio Hotel; como a minha avó diz: o os olhos não vêem, o coração não sente...”
- Sim! - todos respondem em uníssono.
- Uau! - fico boquiaberta. - Eu nem acredito que eu estou viajando com a minha banda favorita - e meus olhos se enchem de lágrimas, mas as seco rapidamente. Afinal, eu não quero que eles pensem que eu vá fazer o maior escândalo.
- Sem escândalos? - Tom se surpreende. - Nem gritos histéricos, desmaios, nada?
- Não - o olho diretamente nos seus olhos castanhos. - Eu não sou esse tipo de fã que sai gritando igual a uma louca quando vê seu artista favorito, sei lá, passeando pela rua ou em qualquer lugar. Apesar, que eu grito e muito quando os vejo na televisão - e rio. - Mas tudo isso na minha casa. Minha mãe até não pergunta mais o por quê de eu estar gritando igual a uma louca na sala - e rio meio envergonhada. Os meninos também riem.
- Mudando de assunto - Tom me olha como se me despisse. - Eu gostei do seu piercing, Thirteen - e brinca com aquele piercing, de novo. “Será que ele não sabe que ele brinca com esse maldito piercing de uma maneira extremamente sexy?”, me pergunto.
- Obrigada Tom - agradeço, fingindo que era a coisa mais normal se elogiar um piercing. - Eu também tenho outro, na orelha. - e desvio meu olhar para Bill.
- Nossa! Desculpe, mas quantos anos você tem? - Bill me olha como se eu fosse uma “aberração”.
- Quinze anos - responde-lhe. - Mas você é suspeito em falar Bill, porque eu sei que você colocou seus piercings e fez suas tatuagens cedo também, com exceção dessa do seu braço esquerdo - dou um sorriso vitorioso e aponto para tatuagem “Freiheit 89”
- E com quantos anos você colocou seus piercings? - Georg se interessou na conversa. Eles estão prestando extrema atenção em mim.
- Os dois eu coloquei quando eu tinha doze anos - respondi. - E eu também tenho uma tatuagem, só que a fiz quando tinha catorze anos.
- Uma tatuagem? Mas onde? Eu não estou a vendo! - Tom me pergunta, curioso.
- Calma, Tom! - rio da cara dele. - Minha tatuagem fica nas costas, por isso que você não está vendo! - falo como se fosse óbvio.
- Hum... Posso ver? - Tom faz a maior cara de safado.
- Hum... Não? - ironizo. Olho para os outros; eles me olhavam curiosíssimos. - Ok, eu vou mostrar apenas uma parte dela, porque eu sou uma garota muito legal - viro-me de costas na poltrona e levanto minha camiseta até a cintura.
- Belo dragão! - Georg exclama. - Não doeu?
- Obrigada Georg - sorrio e abaixo a minha camiseta; sento direitamente na poltrona. - Doeu, mas é uma dor que dá para suportar.
- E onde termina? - “Esse garoto não perde tempo!” rio em pensamento.
- Um pouco abaixo do meu ombro esquerdo - digo sem demonstrar nenhuma emoção.
- Um dia, eu gostaria de vê-la melhor, mais de perto - Tom pisca para mim.
- Então é melhor esperar sentado, Tom, porque de pé cansa - dou um riso triunfante diante do olhar “decepcionado” do mesmo. Georg e Bill gargalham; Gustav dá apenas um sorriso.
- Mudando de assunto, mais uma vez. O que você vai fazer na Alemanha Thirteen? - Bill indaga-me, ficando de joelhos na poltrona, de frente pra mim.
- Eu estou indo visitar uma grande amiga que não vejo há um tempo - e encaro aqueles olhos castanhos, iguais os do Tom, mas pintados perfeitamente com uma maquiagem preta. -, aprender alemão, nem que seja para manter uma conversa simples e continuar fazendo uma coisa que eu amo demais: tocar guitarra! - suspiro.
- E você não canta? - Bill parece mais interessado.
- Guitarra? Cara! Somos o casal perfeito! - Tom fala passando seu braço em volta do meu ombro.
- Lógico! Meu chuveiro é o meu maior fã, você não sabia? - falo sarcasticamente, mas depois eu rio. - Sim, Tom, guitarra. E não. Não somos o casal perfeito. E sim, você é muito abusado. - retiro o braço de Tom do meu ombro e o olho, reprovadora.
- Eu falo sério Thirteen! - Bill fala entre risos.
- Nós não somos o casal perfeito? - Tom me olha com aquela carinha de cachorro em dia de mudança.
- Eu também falo sério, Bill - digo tentando me recompor dos risos. - Não somos o casal perfeito, Tom. Sinto muito - faço um pequeno bico.
- Mas você estava cantando antes... - Gustav se manifesta pela primeira vez.
- Eu sempre faço isso quando eu estou entediada - respondo, olhando Gustav. - Tornou-se um hábito...
E conversamos e nos divertimos durante o vôo inteiro. Foi a viagem mais divertida da minha vida. Os meninos são realmente engraçados, cada um a seu modo. O Tom, que lhe era oportuno, me dava indiretas, e eu, é claro, me fazia de desentendida, que não era comigo, por mais que eu estivesse com vontade de lhe corresponder. Mas, infelizmente, quando chegamos à Alemanha, nós tivemos que nos separar. Bill me deu seu número de celular e me prometeu em que manteríamos contato. Eu achei estranho, pois nas entrevistas que eu li, ele dizia que era muito difícil confiar em uma pessoa logo de primeira; mas, mesmo assim, fiquei feliz por ganhar a confiança logo no primeiro encontro. Eu prometi também que manteria o contato, agradeci a eles por essa viagem e dei um beijo na bochecha de cada um em despedida.
Eu vou sempre lembrar deste momento inesquecível...





então, é isso Very Happy se gostar, deixe um comentário.


Última edição por Fê em Sex Jan 02, 2009 12:53 am, editado 2 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Meu coração pertence a...   Sab Dez 27, 2008 6:50 pm

CONTINUA!

sortuda demais essa Thirteen
.
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MensagemAssunto: Re: Meu coração pertence a...   Sab Dez 27, 2008 7:16 pm

Maior sortuda essa thirteen ²
hahhahaha
^^
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MensagemAssunto: Meu coração pertence a...   Sab Dez 27, 2008 10:14 pm

Capítulo 2 - Três anos depois, o reencontro


- Ei, Bar, acorda! - pela voz, deve ser Dominique me chamando. Depois a luz do sol toma conta do quarto.
- Fecha essa janela, Domi! - reclamo, colocando meu cobertor em cima da minha cabeça.
- Bar, é sério, acorda! - a voz dela sai num tom magoado. “O que ela quer a essa hora?” me pergunto.
- Que horas são? - pergunto jogando o cobertor de lado e me espreguiçando logo depois.
- Ainda são sete horas, mas eu não estou conseguindo dormir mais de ansiedade! Preciso te contar duas coisas, só me promete não fazer escândalo - e ri; a olho com uma sobrancelha levantada.
- Prometo, sem escândalos. Mas você sabe que eu não sou disso! - me defendi. - Mas, então, o que você quer me contar? - nessa hora, eu já estava sentada na cama.
- Ok, lá vai: - Dominique respira fundo. - meu pai conseguiu marcar um show para nós no Royal! - meus olhos, com certeza, devem estar do tamanho de dois pires. Tocar no Royal, que é um hotel super conhecido e balado, situado no centro de Berlim, é meu maior sonho! Quer dizer, meu e da banda, a “Dangerous”, formada um mês depois da minha mudança definitiva para a Alemanha.
- Mein Gott - é a única coisa que eu consigo pronunciar.
- Pois é, dein Gott - Domi ri. - Mas não pára por aí!
- Não? - indago a olhando desconfiada.
- Mais uma vez, meu querido paizinho, conseguiu entrar em contato com ninguém menos que David Jost... - nessa hora, eu a interrompi.
- O que? - dou um salto na cama e apóio os joelhos nela. - Com David Jost, o empresário do Tokio Hotel?
- É, Thirteen! Por um acaso existe outro David Jost? - ela me pergunta sarcasticamente. Eu apenas mostro a língua. - Como eu ia dizendo, meu pai ligou para o David Jost e perguntou se os meninos podiam passar alguns dias aqui em Berlim - Domi pára para tomar fôlego. - Ele disse que sim, já os meninos estão férias, mas o único problema era conseguir quartos de hotel para eles, pois todos estão lotados - Domi olha para mim. “Por que ela não conta tudo de uma vez ao invés de ficar matando?”, penso a olhando curiosamente. - Então, meu pai - “Lembrete mental: agradecer e muito ao senhor Klaus e, é claro, a Domi!” -, teve a brilhante idéia de hospedá-los aqui em casa. Não é maravilhoso? - termina dando um suspiro, digamos que apaixonado.
- Como é? - fico perplexa. - Você está mesmo me dizendo que o Tokio Hotel irá passar alguns dias aqui, na sua casa? - indago só para ter certeza.
- Estou! - ela dá um lindo sorriso, mostrando seus dentes branquíssimos. - E olha que coincidência: eles vão chegar hoje, bem no dia do seu aniversário! - OK, eu acho que vou enfartar. “Nossa, que exagero!” rio por dentro. - Aliás, parabéns, minha guitarrista favorita! - Domi me puxa para um abraço.
- Oh, obrigada, minha baixista favorita! - a abraço rindo. - E nunca mais faça isso, se não eu morro de tanta felicidade! - sussurro no seu ouvido, arrancando uma risada de Domi.
- Não é todo dia em que se faz dezoito anos! Parece que foi ontem em que eu te vi pequena! - ela fala com uma voz chorosa. Eu jogo o travesseiro nela, rindo.
- Sua boba! - Domi me mostra a língua, rindo junto a mim.
- Eu sei, mas nós temos que nos arrumar, porque eu tenho certeza que você não irá querer receber Tom Kaulitz com a cara amassada e com esse pijama indecente! - a voz de Domi sai um tom reprovador. Meu pijama não é indecente. É uma babylook e um short, curto, mas um short. - Ah! Antes que me esqueça: a Lia e a Georgine também vão vir! - ela me avisa, saindo do meu quarto.
- Beleza! E meu pijama não é indecente, ouviu? - grito de dentro do quarto. - E até não seria uma má idéia se o Tom me visse assim - sussurro, começando a ter pensamentos impuros. Sacudo a cabeça. - Ó, mente poluída! - digo olhando para cima e entrando no banheiro.


Dez e meia da manhã e eu estou curtindo um dia de sol com as minhas amigas, na piscina. Dia perfeito, não? Sim, mas eu estou super ansiosa para a chegada do Tokio Hotel. Eu acho que as meninas também estão se sentindo assim.
- Eu ainda não acredito que você está usando este biquíni, Thirteen! - exclama Lia enquanto passa o protetor solar. Ela é a baterista da banda. Ruiva, de olhos castanho-avermelhados, corpo feito ou como os homens dizem “um mulherão”, apesar de ela ter apenas dezesseis anos. - Bem que você podia usar aquele biquíni verde, ele é mais sexy - ela diz inconformada.
- Eu concordo com a Lia - Georgine se manifesta depois de dar um mergulho. Ela é vocalista. Morena, olhos azuis escuros e também de corpo feito; dezessete anos. - Por que você não vai trocar enquanto os meninos não chegam? - ela me pergunta.
- Eu não sei o que vocês têm contra meu biquíni! - reclamo, me sentando na espreguiçadeira, que até então estava deitada. - Eu me sinto muito bem com ele - faço um bico de birra. Meu biquíni é preto: a parte de cima é frente única e a “calcinha” dele é estilo shortinho. Bastante confortável e comportado. - E vocês não podem falar nada! Seus biquínis dão para se esconder na palma da mão! - eu apelo.
- OK, já entendemos! Não precisa apelar, Bar! - Lia levanta as mãos para o alto em sinal de rendimento.
- É bom mesmo, eu não estou a fim de discutir com vocês sobre biquínis, ainda mais hoje! - me deito novamente na espreguiçadeira com um sorriso nos lábios.
- Meninas, trouxe algumas frutas pra gente - avisa Domi, que vinha em nossa direção. Quando ela coloca a bandeja de frutas em cima da mesinha que tinha perto das espreguiçadeiras, a campainha toca.
- OMG, são eles! - Lia, Georgine e Domi dizem juntas.
- OMG, por que vocês não vão abrir a porta para eles? - pergunto ironicamente.
- Nein - respondem juntamente.
- Já entendi. Sou eu que vou ter que enfrentar o “bicho papão” sozinha, não é? - todas concordam. Então, eu vestido meu short jeans e saio em direção à sala.
- Só um momento! - digo em alemão quando a campainha toca novamente. Giro as chaves na fechadura e abro a porta. - Em que posso ajudar? - pergunto educadamente.
- Sim, sim! - responde Bill animadamente. - A Dominique está?
- Oh, sim, claro. - dou passagem para eles entrarem. - Entre, ela está esperando vocês lá na piscina. Sigam-me, por favor.
- Obrigado... - Bill me olha com a sobrancelha levemente levantada.
- Desculpe por não me apresentar - fico vermelha. - Sou Barbara. - e estendo a minha mão.
- Prazer, minha deusa, eu sou Tom - um rapaz de dreads atravessa a frente do irmão e beija a minha mão, como um cavalheiro da Idade Média. Ele me olha maliciosamente.
- Prazer, Tom - o cumprimento sem graça.
- Tom! - Bill o repreende. - Será que você não consegue passar o dia sem fazer suas gracinhas? - Tom balança a cabeça negativamente e Bill o olha descrente. - Desculpe o meu irmão - ele olha pra mim preocupado.
- Não, tudo bem - o tranqüilizo. - Então, vamos para a piscina? - questiono animadamente.
- Vamos! - os meninos exclamam juntos. Eu sorrio e passo a frente deles para lhes mostrar o caminho.
- Gostei da sua tatuagem, Barbara - Bill diz.
- Ela é muito parecida com a de uma menina que conhecemos no avião quando nós estávamos voltando para a Alemanha - eu engulo em seco. Será que eles me reconheceram? - Ela tinha ou tem, eu não sei, o mesmo nome que eu o seu. Só que ela tinha cabelo mais claro e a pele dela era um pouco mais clara - Tom continua, franzindo o cenho, como se tentasse se lembrar de alguma outra coisa. - Mas já faz três anos...
- Geralmente as tatuagens de dragão são bem parecidas - o informo. - Por isso que você assimilou a minha tatuagem com a da menina em que vocês conheceram - “Ufa! Eles não reconheceram, ainda”, penso um pouco apreensiva.
Chegamos à piscina. As meninas estavam todas deitadas nas espreguiçadeiras; eu desconfio que elas combinaram de fazer isso para quando os meninos chegassem.
- Garotas! - as chamo. - Os meninos já estão aqui! - todas se levantam e tiram seus óculos de sol ao mesmo tempo; parece cena de filme. Eu tive que rir.
- Olá! - e mais uma vez, elas os cumprimentam juntas.
- Eu estou me sentindo no paraíso - Tom sussurra para Georg, que dá um sorriso pequeno e concorda.
- Me deixa apresentá-las a vocês: - digo enquanto apontava para elas, da esquerda para direita. - Lia - ela dá um tchauzinho -, Georgine - e repete a ação de Lia - e, a dona da casa, Dominique! - ela sorri. - Bom, eles vocês já devem conhecer... - todas concordam. - Fiquem à vontade, meninos. Se vocês quiserem se trocar, o vestiário fica ali - e aponto para uma pequena cobertura.
- Muito obrigado, Barbara - Bill sorri seguindo o caminho do vestiário junto aos outros.
- Não precisa agradecer Bill - sorrio de volta enquanto caminhava em encontro das outras meninas.
- Como eles são lindos! - Lia se abana com seu chapéu.
- E muito “hot” - Domi completa arrancando risadas de nós três.
- E para nossa alegria e para inveja das outras fãs, nós os veremos somente de bermuda, mostrando o corpo “hot” deles - dou um sorriso malicioso.
- É isso aí! - todas comemoram.
- O que vocês estão comemorando? - Tom nos pergunta. Eu olho para trás. “Oh, meu Jesus Cristinho”, eu arregalo meus olhos cinza. Tom está usando uma bermuda florida, um pouco larga, deixando uma parte da sua cueca aparecer.
- Coisa de menina - trato logo de responder. - Você não vai entender.
- Que gatinha selvagem - ele exclama. Eu imito um gato, fazendo os outros rirem.
- A piscina parece boa. Por que a gente não entra? - Lia pergunta.
- Eu já estou entrando! - diz Georg pulando na piscina, seguido por Gustav.
- Eu também! - fala Georgine entrando na piscina pela escada. “Quanta frescura”.
- Nós também! - os gêmeos falam juntos se jogando na piscina gritando “Jerônimo!”, espalhando água para todos os lados.
- Vocês roubaram meu grito! - falo num falso tom acusador. - Assim não vale! - faço bico e cruzo meus braços.
- Vem cá minha gatinha - Tom diz saindo da piscina. - Eu pulo junto contigo, aí, você pode gritar “Jerônimo” - ele sorri perigosamente perto de mim.
- Eu não sei... - fingi pensar. - OK, pode ser...
- Então, vamos? - ele pega minha mão, me guiando até a beira da piscina. - Pronta? - me pergunta. Eu solto minha mão da dele.
- Ainda não - me afasto para poder tirar meu short e deixá-lo em cima de uma cadeira. Tom acompanha meus movimentos com um olhar muito sugestivo e brincando com aquele piercing. - Agora sim, eu estou pronta! - e saio correndo, pulando na piscina gritando “Jerônimo”.
- Ei, me espera! - Tom grita, mas foi vão. Eu já tinha pulado.
O dia na piscina foi realmente bom. Nós brincamos de vôlei na piscina, por mais que os gêmeos nos dissessem que não eram muito apreciadores de esportes. Mas a melhor parte foi quando eles descobriram que era o meu aniversário. Todos me abraçaram, desejando felicidades, apenas Tom (por que será?) tentou em beijar.
Eu pedi para os meninos me descreveram a tal menina que eles conheceram no vôo, há três anos. Georg me descreveu perfeitamente quando eu tinha quinze anos. Será que eles não perceberam a semelhança ou simplesmente não se lembram? Eu tenho as minhas dúvidas.
Vocês devem estar se perguntando da minha promessa que eu fiz ao Bill de três anos atrás... Eu tentei manter contato com ele, até liguei para ele no dia seguinte, mas dava como telefone não existente. Tentei por vários dias, mas não consegui, infelizmente. Com certeza, alguma fã deve ter descoberto o número do celular do Bill, o fazendo mudar. Ele também não cumpriu a sua promessa, e eu não o culpo. Ele tinha que se preocupar com a banda, tinha a shows a fazer, alegrar milhares de fãs e não se preocupar com uma menina que viu somente uma vez...






bom, mais um capítulo Very Happy e obg a lais e a jééh por comentarem *-*


Última edição por Fê em Sex Jan 02, 2009 12:54 am, editado 2 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Meu coração pertence a...   Sab Dez 27, 2008 10:35 pm

sortudas mais uma vez o/
continuaa o/
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MensagemAssunto: Re: Meu coração pertence a...   Sab Dez 27, 2008 11:19 pm

Fê!!
que fic maravilhosa!!!
continua postando looogo menina!!!
por favor, não nos mate de curiosidade *-*
aushaushauhsuahsuh
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MensagemAssunto: Re: Meu coração pertence a...   Dom Dez 28, 2008 1:27 am

Amei!
Continua Fê.
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MensagemAssunto: Re: Meu coração pertence a...   Dom Dez 28, 2008 9:04 am

Não nos deixe assim, morrendo de curiosidade...
Continua logo, vai!
=D
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MensagemAssunto: Re: Meu coração pertence a...   Dom Dez 28, 2008 5:07 pm

lais: pois é, elas são mesmo sortudas... eu até tenho inveja delas Razz

Paty: obg mesmo Smile eu vou demorar um pouquinho pra postar o terceiro e quarto capitulos x.x ninguem vai precisar morrer de curiosidade OAIEOAEIAO

Tati: obg Very Happy continuo sim... cheers

Jééh: calma! não morra(?) OAIEOAEI eu continuarei o mais breve possivel!





OBS: eu realmente demoro pra escrever os capitulos e postar. primeiro: porque eu preciso estar inspirada pra escrever, se não sai uma grande porcaria :/ e segundo: por que eu preciso revisar o capitulo, acrescentar algumas coisinhas, arrumar os erros... afinal, eu não posso postar de qualquer jeito Embarassed mas, eu tentarei postar o mais rápido possivel, não prometo nada. e por favor, não morram de curiosidade(?) AOEIOAEIAO já amo vocês s2 e continuem comentando, deixando sua opinião, pois é mais um motivo e um grande incentivo pra mim continuar Very Happy
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MensagemAssunto: Re: Meu coração pertence a...   Ter Dez 30, 2008 10:52 pm

AAAAAAAAAAEEEEEEEEEEEE a Fê nos ama *-* auhsauhsuahsuahsuahhas
Oks, te perdôo, mas tente postar logo ok!! heehehheeheheh
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MensagemAssunto: Re: Meu coração pertence a...   Ter Dez 30, 2008 11:16 pm

antes de começar, as músicas que aparecem nesse capítulo não me pertencem, infelizmente... São elas: Save Me From Myself - Christina Aguilera (não é uma música tão conhecida) e Don't Cha - Pussycat Dolls.

Capítulo 3 - Fica comigo esta noite? - Bem-vindos ao acampamento!


Nós estamos na sala conversando sobre vários assuntos. Domi está sentada no sofá e eu, como de costume, estou com a minha cabeça deitada sobre seu colo; ela está fazendo cafuné, é tão bom. Por fim, eu adormeço.
"- Fica comigo esta noite, Bar? - uma voz dizia atrás de mim. Eu estou num corredor com muitos espelhos nas paredes. Olho para trás e vejo Tom me olhando malicioso.
- O que disse Tom? - pergunto me fazendo de desentendida.
- Eu perguntei se você fica esta noite comigo - ele se aproxima lentamente de mim, encostando-me à superfície fria de um dos espelhos; meu corpo quente se arrepia. Sua mão desliza pelo meu rosto, fazendo-me fechar os olhos adiante seu toque suave.
- Só esta noite? - indago-lhe abrindo os olhos lentamente, logo encontrando duas íris de um castanho profundo me encarando.
- Não só esta noite... - ele começa, desviando seus olhos dos meus, mas pára. Tom respira fundo e volta a me olhar. - Eu quero bem mais com você, Barbara... - sussurra no meu ouvido com uma voz rouca; os pelinhos do meu corpo se arrepiam. Ele me encara. Eu tento encontrar nos seus olhos castanhos, nos quais eu associo a duas grandes gotas de chocolate, se era a verdade, se ele realmente queria bem mais comigo. Fecho meus olhos novamente, dessa vez para refletir. Sinto o meu olhar de Tom queimando a minha pele; um olhar intenso.

- It’s not so easy... Love me... - eu começo a cantar, sem realmente saber o por quê. Minha voz está calma e baixa. Abro meus olhos, e para a minha surpresa, vejo minhas íris cinza no lugar das castanhas de Tom. Era como eu visse minha alma refletida. Tom volta a acariciar meu rosto com sua mão suave deslizando para minha nuca. Ele pressiona mais seu corpo contra o meu. Então, tudo começa a ficar mais quente...”
- Bar - outra voz me chama ao longe. - Bar...
- Me deixa dormir mais um pouco - reclamo. Minha voz está sonolenta.
- Você pode dormir mais um pouco lá em cima, no quarto. É mais confortável - a voz me diz.
- Eu a levo lá pra cima - outra voz, desta vez masculina, dialoga com a primeira voz.
- Você faz esse favor pra mim, Tom? - suplica a voz feminina. Depois, eu apenas sinto sendo carregada. Eu acordo.
- Você é pesadinha, não? - brinca Tom quando percebe que eu havia acordado.
- Por que você está me carregando? - pergunto.
- Porque você estava dormindo no sofá - Tom me responde como se fosse óbvio.
- Nossa! Calminha aí, tigrão - falo num tom de brincadeira.
- Tigrão? - ele me indaga com uma expressão safada. Tom me coloca no chão e me prensa contra uma porta rapidamente.
- É Tom, tigrão - e bato de leve na sua cabeça. - Usa o cérebro, inteligência artificial. - coloco minhas mãos sobre seus ombros no intuito de empurrá-lo, mas eu falho. Ele é mais forte.
- Fica comigo, Bar? - Tom sussurra no meu ouvido, deslizando suas mãos para minha cintura.




me deu vontade de dividir este capítulo, não me perguntem o por quê... Então está aí a primeira parte dele :alien: talvez, amanhã eu poste a segunda parte.
um beijo, e até amanhã :* s2
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MensagemAssunto: Re: Meu coração pertence a...   Ter Dez 30, 2008 11:26 pm

Ui tigrão!!! Razz
ashaushauhsauhs
Fê, não acredito que parou logo agora?!!! Posta hoje, não amanhã.....
não vo aguenta esperar =/
poooosta hoje siiiiiiim ^^
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MensagemAssunto: Re: Meu coração pertence a...   Ter Dez 30, 2008 11:42 pm

' suspenseee nãaaaaaaaaaaao :triste2:
posta loogooo a outra parteee
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MensagemAssunto: Re: Meu coração pertence a...   Qua Dez 31, 2008 12:57 pm

Tigrão é mara, hein?
(66..
continua logo
' megamente ansiosa '
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MensagemAssunto: Re: Meu coração pertence a...   Qua Dez 31, 2008 4:19 pm

continuação...


- Hum... - paro para pensar. “Será que vale a pena?” me pergunto. “E se eu for só mais uma? Eu tenho a quase certeza de que eu serei mais uma”, isso fez meu coração apertar. - Não... - e o empurro, andando rapidamente em direção ao quarto da Domi, no fim do corredor. Todos se encontram lá. Como eu sei? Vi alguns vultos passando por mim e por Tom enquanto o mesmo me agarrava. Entro no quarto sob olhares curiosos.
- Então? - Domi começa. Ela está sentada no meio de vários colchões, travesseiros, cobertores e alguns bichinhos de pelúcia.
- Então, o que? - pergunto levantando a minha sobrancelha.
- Meu irmão te beijou? - Bill me indaga. Isso me assustou, ele foi tão objetivo.
- Não, porque eu não deixei - informo, andando até o meio daquela confusão de cobertores e travesseiros. - Então, bem-vindos ao acampamento! - eu anuncio e as meninas batem palmas, dando risada. Na mesma hora, Tom entra no quarto.
- Acampamento? - Tom me olha intensamente; instintivamente meu corpo fica quente.
- Sim! - eu e Domi gritamos. - Toda a vez que a Domi faz essa verdadeira confusão, nós carinhosamente chamamos de “acampamento” - sorrio. - E durante sua estadia aqui, vocês são convidados especiais.
- Danke - Bill agradece em alemão com um sorriso lindo.
- Não precisa agradecer Bill - Domi fala sorrindo de um jeito totalmente apaixonado.
- E pra começarmos bem, que tal uma música? - digo me dirigindo ao aparelho de som. Procuro uma música com uma batida dançante, afinal, com toda certeza, nenhum de nós iríamos dormir àquela hora.

I know you like me (I know you like me)
I know you do (I know you do)
That's why whenever I come around
She's all over you...


Ao som daquela música, nós, meninas, fomos colocar nossos pijamas no banheiro.

...And I know you want it (I know you want it)
It's easy to see (it's easy to see)
And in the back of your mind
I know you should be on with me...


Saímos do banheiro justamente na hora do refrão. Eu não sei bem o que deu na Dominique, mas ela correu para o meio do quarto e começou dançar igualzinho ao clip. Lia e Georgine também não perdem tempo e foram na “onda” da Domi, para meu desespero. “Espero que eles não sintam a minha falta” penso indo me sentar ao lado da parede, onde eu encosto minhas costas.

...Don't cha wish your girlfriend was hot like me?
Don't cha wish your girlfriend was a freak like me?
Don't cha?
Don't cha?...


Domi começa a fazer uma dança um tanto insinuante para Bill, que fica vermelho e olha para os lados. Georg abraça Lia por trás e dança junto a ela, gesto repetido por Gustav, para delírio de Georgine.
- E você, não vai dançar? - Tom pergunta a mim, sentando ao meu lado.
- Eu não gosto muito de dançar, não desse jeito - digo, totalmente sem graça, me referindo ao jeito “meio erótico” das meninas.

...Don't cha wish your girlfriend was wrong like me?
Don't cha wish your girlfriend was fun like me?
Don't cha?
Don't cha?...


- Dança pra mim, Bar? - Tom sussurra ao meu ouvido, com a mesma voz do meu sonho: rouca. E de novo, meu corpo fica quente. É incrível o poder que ele tem sobre mim. Pensamentos sacanas vêm a minha mente. Dou um sorriso malicioso e brinco com meu piercing no lábio inferior, com o olhar perdido.
- Quer mesmo que eu dance pra você? - viro minha cabeça para encarar Tom. Com certeza, meus olhos cinza devem ter mudado de tonalidade: de um cinza claro, parecido com gelo, a um cinza-chumbo. Isso sempre acontece quando eu estou com raiva, estressada ou com tesão.
- Quero - ele confirma me olhando com malícia. Eu me levanto e peço para que ele faça o mesmo.
- Eu vou fazer melhor! - me aproximo dele devagar. Percebendo o que eu ia fazer, Tom vira o jogo: prensa-me na parede e me beija ferozmente. Eu fico meio sem reação, mas logo o correspondo. Suas mãos rapidamente são colocadas sobre minha cintura. A língua macia e quente de Tom invade minha boca com vontade, explorando cada cantinho. Aquele piercing roçando no meu lábio... Ui!
- Tom... - sussurro escapando do beijo. Ele me olha interrogativamente. - Vai com calma, tigrão. Parece que você não beija há anos! - e arregalo meus olhos fingindo perplexidade. - Beija com calma, nós temos a noite toda... - sussurro ao seu ouvido, mordendo o lóbulo da sua orelha logo depois.
- É assim que você quer que eu te beije? - ele não dá tempo para eu responder. O beijo é calmo e intenso ao mesmo tempo. Passo meus braços em volta do seu pescoço, trazendo Tom pra mais perto.

...Don't cha wish your girlfriend was wrong like me?
Don't cha wish your girlfriend was fun like me?
Don't cha?
Don't cha?...


Pois é, eu beijei Tom Kaulitz e digo uma coisa: Tom tem “pegada”. Como diria a Domi, rolou a “festa do corrimão”. Quando os demais viram a gente se amassando, começaram a gritar e a incentivar. Eu abri os olhos enquanto eu o beijava e mostrei o dedo do meio. Domi deve ter entendido o recado, pois pediu que todos calassem a boca.
Depois dessa seção de beijos e amassos, eu me soltei. Dancei e muito com as meninas, até umas duas horas da manhã, eu acho. Depois, eu só lembro-me de deitar sobre aquela confusão de cobertores e travesseiros e Tom me abraçar por trás e me desejar boa noite, dormindo logo em seguida.




aaah, o úlitmo capítulo do ano! *emocionada* eu fico feliz por vocês estarem gostando da história e muitíssimo obrigada pelos comentários cheers

Feliz Ano Novo pra vocês, tudo de bom...!


Última edição por Fê em Qua Dez 31, 2008 9:10 pm, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Meu coração pertence a...   Qua Dez 31, 2008 5:29 pm

Muito bom, pena que só continua ano que vem...

Feliz Ano Novo pra você também!!!!!!!!
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MensagemAssunto: Re: Meu coração pertence a...   Qua Dez 31, 2008 5:49 pm

Feliiiiz Ano Novoo!
' esperando a fiic ano que vem ( como se tivesse longe )
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MensagemAssunto: Re: Meu coração pertence a...   Qua Dez 31, 2008 6:38 pm

Daqui a 5 horas vai ser ano q vem ^^ hahahaha
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MensagemAssunto: Re: Meu coração pertence a...   Qua Dez 31, 2008 6:51 pm

primeiramente, Feliz Ano Novo!!!

segundamente, muito MARA a sua fic.
*---*
' esperando a fiic ano que vem ( como se tivesse longe ) [2]
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MensagemAssunto: Re: Meu coração pertence a...   Qua Dez 31, 2008 11:09 pm

FELIZ ANO NOVOOOO!
[/escreviisso 00:08

Fêe, fic tá mara muliier ,ameei , post maais, o ano qe vem chegoou *o*
[/frasestúpidaminha

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MensagemAssunto: Re: Meu coração pertence a...   Qui Jan 01, 2009 5:05 pm

ae, o ano novo chegou!!! (sério? ¬¬') e obrigada pelos comentários... mas agora, vamos para o próximo capítulo bounce
este capítulo tbm contém músicas, que infelizmente, não são minhas... São elas: Beat It - Fall Out Boy (uma regravação da música original do Michael Jackson) e Untouched - The Veronicas

obs: como eu não sou nenhuma expert em inglês e nem alemão, vou deixar claro os idiomas dos diálogos. Quando a 13 e a Domi estão se falando é em português. Já quando elas estão com a Lia e Gê é em inglês e com os TH é em alemão mesmo. Very Happy


Capítulo 4 - Ensaio


OK, acordar com um peso em cima de você não é normal, certo? Certo. Mas, acordar com um peso no qual você está literalmente agarrada, também não é normal.
- Bom dia, minha gatinha - ouço uma voz debochada soar contra meu pescoço. Eu paraliso. Então, eu percebo a situação: uma das minhas mãos está no seu pescoço, como se estivesse fazendo carinho, por baixo dos dreads. A minha outra mão, bom, ela está em cima da bunda dele... Que é durinha, devo ressaltar. Minhas pernas estão entrelaçadas com as dele. Tom deve estar adorando; e meu rosto, com certeza, está mais vermelho que um pimentão. Trato logo de retirar minhas mãos.
- Bom dia, Tom - minha voz sai da minha garganta sussurrada. - Será que dá pra você sair de cima de mim? - o sinto dando uma risada bem debochada, pra depois dar pequenos beijos no meu pescoço.
- Se você conseguir inverter a situação... - ele me desafia, ainda beijando meu pescoço, substituindo os pequenos beijos por mordidas leves.
- Ah, então é assim? - provoco. Ele instantaneamente olha para mim, confuso. Dou um sorriso de canto de boca, enlaço minhas pernas em volta da sua cintura, fazendo, sem querer, com que seu sexo pressione contra o meu e num só movimento, inverto a situação: agora é a minha de estar por cima. Levanto-me. - Você não é de nada, tigrão - sorrio. - Bom dia, pessoal! - falo como se nada tivesse acontecido.
- Bom dia! - responderam em uníssono, dando risadinhas.
- Ontem foi bom, não é dona Barbara? - Domi me pergunta como se estivesse perguntando sobre o tempo.
- É, deu pro gasto - dou de ombros, fazendo pouco caso, o que é mentira. Mas quem disse que eu vou admitir que ontem foi perfeito?
- Pro gasto? - Tom grita com uma voz enguiçada. - Você teve a oportunidade de ficar com Tom Kaulitz, e ainda diz que “deu pro gasto”? - Tom se levanta e anda na minha direção; parece estar bravo. Ele me encara diretamente nos olhos.
- Deixa eu te esclarecer uma coisa, Tomzinho: - uso o meu tom mais sarcástico. - Foi você quem ficou comigo e não ao contrário. Então, abaixa sua guarda, tigrão - me viro e saio andando em direção ao banheiro, sem antes ouvir um ‘Ui’ coletivo e algumas gracinhas de Georg.
- Ela é sempre assim? - Tom indaga todos os presentes.
- Não, ela é pior - Lia responde, dobrando os lençóis.


Sento em uma das cadeiras centrais da extensa mesa da sala de jantar, onde estava posto um belo café-da-manhã. Bolos de chocolate e de laranja, suco de maracujá, torradas, pãezinhos... Enfim, um senhor café-da-manhã.
Enquanto penso nos acontecimentos da noite anterior e, também, no sonho que eu tive, beberico um pouco de suco de maracujá que havia posto há pouco. Estou imersa em meus pensamentos, criando teorias das mais surreais possíveis.
- Ensaio, agora, Bar - Lia aparece na porta da sala de jantar, já arrumada, e logo desaparece. - É pra ontem, Barbara! - grita.
- Mas que porra! - praguejo baixinho, levantando-me. - Será que não pode mais tomar café sossegado nessa casa? - grito pra quem quisesse ouvir.
Caminho em direção ao quarto da Domi para me arrumar, afinal de contas, eu não posso sair assim, de pijama.
Paro em frente a uma porta de madeira escura e giro a maçaneta dourada. Trancada. Eu estranho. A Dominique nunca tranca a porta do quarto.
- Tem alguém aí? - bato na porta educadamente.
- Só um momento! - uma voz abafada grita de dentro do quarto. Rapidamente, a porta é aberta. - Oi, gatinha - Tom apóia seu ombro no vão da porta, me olhando intensamente. Seus dreads estão presos num coque, seu tronco está nu, com algumas gotículas de água, deixando a mostra seus braços, peitoral e barriga bem trabalhados. E pra completar a minha “visão do inferno”, ele apenas está com uma toalha branca em volta da cintura.
- Puta que pariu Tom - exclamo, colocando minhas mãos sobre meus olhos e virando-me de costas. - Não dava pra você pôr uma roupa antes de abrir essa maldita porta?
- E perder a chance de ver a reação de qualquer que fosse, ou melhor, de qualquer uma de vocês, quando eu abrisse a porta só de toalha? Não, obrigado - Tom dá risadinha, fechando a porta.
- Tom! - exclamo de novo. Ele abra a porta, mais uma vez. - É sério! Eu preciso me arrumar. As meninas estão me esperando - explico, fazendo um biquinho.
- Mas eu ainda preciso colocar uma roupa! - Tom ameaça tirar a toalha. Beleza, agora estou tendo pensamentos obscenos envolvendo eu, essa maldita toalha e Tom Kaulitz.
- Está vendo aquela porta no fim do corredor? - aponto para a última porta do corredor, que está entreaberta. Tom fica do meu lado, seguindo com o olhar para onde eu estou apontando, ou apenas fingindo. - Então, você pega suas roupas e se troca lá - olho para meu lado esquerdo. Tom está muito próximo. Próximo até demais.
- Eu prefiro me trocar aqui no quarto mesmo - lá vem ele jogando todo seu charme pra cima de mim.
- Tom, eu realmente preciso me trocar e descer o mais rápido possível, se não me enforcam - finjo amarrar uma corda no meu pescoço e a puxo. Ele ri. - Você ri, mas é o que vai acontecer comi... - sou interrompida por um beijo um tanto selvagem vindo de Tom. Agora, ele me surpreendeu. Mas trato logo de empurrá-lo. - Aventura de uma noite, esqueceu? - pisco, entrando no quarto.


O estúdio fica atrás da casa, ao fim de um extenso jardim bem cuidado. Tem aparência de muita casa muito antiga, mal cuidada. Mas só é a aparência! Por dentro, as paredes são pintadas de cor clara com alguns quadros as enfeitando. Há uma grande mesa com vários botões. Somente uma pessoa com experiência saberia dizer pra que serve tantos botões e essa pessoa é o pai de Dominique, o senhor Klaus. A frente dessa mesa há um grande vidro. O outro lado deste vidro, que é acessado por uma porta ao lado da mesa de botões, as paredes são à prova de som e possui a aparelhagem adequada para um ensaio: amplificadores, um microfone posicionado, alguns banquinhos à frente e um monte de fios coloridos, além dos instrumentos.
As meninas já estão lá arrumando tudo para começarmos.
- Mas um pouco, eu já ia ligar pra polícia! - reclama Lia, arrumando os pratos da bateria.
- É, Thirteen, você demorou - Georgine diz enquanto coloca os fones no ouvido.
- O que falei sobre esse apelido, Georgine? - falo entre os dentes. Ela apenas murmura um “desculpe”.
- Relaxa Bar - Domi coloca uma mão sobre meu ombro. - Eu acho que você está precisando tocar sua guitarra para acalmar - dá um sorriso meigo e volta a afinar seu baixo de um roxo vibrante. “Só a Dominique pra colocar uma cor dessas num baixo”, penso.
- Tem razão! - direciono meu olhar pra minha guitarra, que está encostada em um dos amplificadores. Ela é minha preferida dentre as outras doze que eu tenho. Uma Gibson Flying V estilizada em vermelho-sangue e preto, o meu xodó.
- Olá, meninas! - “Até aqui?”, logo penso quando eu ouço a voz inconfundível do Tom.
- O que você está fazendo aqui? - eu fico curiosa, afinal, eu não me lembro de tê-lo chamado para participar do ensaio.
- Vim ver vocês ensaiando. Posso? - dou de ombros e começo a conectar alguns fios ao amplificador e na guitarra. Depois, coloca a correia e a passo sobre meus ombros. Viro de frente. Legal, os meninos estão como platéia.
- Qual vai ser a primeira música? - pergunta Bill empolgado. Ele parece uma criança em frente a uma loja de doces. Seus olhos castanhos brilham.
- Bar, os fones - Lia me avisa. Droga, eu sabia que estava esquecendo alguma coisa. Agradeço a ela, que sorri como resposta. Procuro em um dos bolsos da minha calça (pois é, está frio lá fora e aqui dentro, por causa do ar condicionado) minha presilha. Todos prestam atenção em meus movimentos.
- Pronta? - Georgine me pergunta, eu dou um sinal de positivo. - A primeira música vai ser uma regravação que o Fall Out Boy fez de uma música do Michael Jackson: Beat It - e olha pra mim como se desse autorização para começar. Os meninos batem palmas, como estivessem um show.
Arrumo a correia da guitarra e arranho as primeiras notas, logo sendo seguida por Lia na bateria.

They told him don't you ever come around here
Don't wanna see your face,
You better disappear
The fire's in their eyes
And their words are really clear
So beat it, just beat it...


Minutos depois, o estúdio é preenchido por palmas e assovios e no lado de fora, o senhor Klaus ria.
- Vocês são boas - Georg ainda está impressionado, assim como o Gustav, Bill e Tom.
- E tem ótimo bom gosto! - Georg ri. Ele é fã do FOB.
- Obrigada, Georg! - Domi agradece, com as bochechas vermelhas.
- Agora, a Dominique e a Barbara vão cantar uma música pra nós! - Lia anuncia. Nessa hora, eu e a Dominique nos olhamos de olhos arregalados, nós não sabíamos disso. Bom, se era o jeito...
- A música se chama Untouched - Domi fala, após tirar seu baixo e encostá-lo no amplificador. Eu já havia feito o mesmo, só com que a minha guitarra.
O senhor Klaus coloca um som de violinos, o fazendo ecoar dentro do estúdio. Domi chega perto do microfone, fecha os olhos e canta as primeiras estrofes da música.

...I feel so untouched
And I want you so much
That I just can't resist you
It's not enough to say that I miss you
I feel so untouched right now
Need you so much somehow
I can't forget you
Goin' crazy from the moment I met you...


Nós cantamos com perfeição. Nossas vozes têm o tom parecido, por isso nós cantamos esta música juntas. Como a Lia diz: “Até parecem gêmeas!”.
Os meninos ficaram ainda mais impressionados, com todas nós. Mas o que “matou” mesmo foi quando os meninos tocaram “Live Every Second”. Cara, perfeito, até o momento que o Tom começou a “deflorar” minha guitarra. Por um lado, eu fiquei feliz, pois meus sonhos estavam se realizando, mas por outro lado, fiquei puta da vida, porque o Tom tirou a “virgindade” do meu bebê. E o filho-da-mãe ficava me olhando com quisesse insinuar algo com aquilo. Eu o ignorei. Pensando bem, é melhor ele do que outro qualquer. Que horror, eu não disse isso!




não me matem por causa desse capítulo(?) OIAEOIEOAI
o próximo capítulo vai demorar um pouquinho pra sair... Embarassed então, aproveitem bastante este capítulo, HA*


Última edição por Fê em Sex Jan 02, 2009 11:49 pm, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Meu coração pertence a...   Qui Jan 01, 2009 6:05 pm

Fê escreveu:
Cara, perfeito, até o momento que o Tom começou a “deflorar” minha guitarra. Por um lado, eu fiquei feliz, pois meus sonhos estavam se realizando, mas por outro lado, fiquei puta da vida, porque o Tom tirou a “virgindade” do meu bebê.

ohohohohohohohohohohohohohohoho' rashey agora.
xD


tá muito mara a fic.
continua. ;D
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MensagemAssunto: Re: Meu coração pertence a...   Qui Jan 01, 2009 9:21 pm

O Tom é 1000!!!

Não demoraaaaaa.
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MensagemAssunto: Re: Meu coração pertence a...   Sex Jan 02, 2009 11:37 am

Fê escreveu:
Beat It - Fall Out Boy (uma regravação da música original do Michael Jackson)
UHUUUUULLL Tio Micke !!!!!!! \o/ adoro Essa música Very Happy mas prefiro na voz do tio Micke What a Face
aushauhsauhsuahsuahsuhauhahusa
Tom deflorando* a guitarra??? (666666666)
asuhaushauhsuahsuhasuhaushauhsauhsuahsuahsuahsuahsuhsauhsaush
*existe isso??
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MensagemAssunto: Re: Meu coração pertence a...   Sex Jan 02, 2009 7:20 pm

eu prefiro a nova versão, com o Patrick Stumper cantando cheers OIAEOAIEOAIE
eu não sei, Paty, deve existir... Suspect

vamos pro próximo capítulo, ae! bounce
obs: eu não sei jogar pôquer, mas algumas jogadas desse jogo vão aparecer (eu só sei o nome delas graças ao Google :rabbit:)
música: P.S I'm Still Not Over You - Rihanna. Eu aconselho vocês escutarem essa música antes ou durante para terem uma noção como ela é Wink

Capítulo 5 - P.S: I’m Still Not Over You


Depois do ensaio, de finalmente poder tocar minha guitarra, e de ver Tom a “deflorando”, fomos até a sala de estar, conversar um pouco, trocar idéias... Até eu sentir cólica e um sentimento ruim tomar conta de mim.
Raiva. É o que eu sinto. Muita raiva. Até sei o por quê: TPM. Eles vão sofrer nessa semana.
Resolvemos jogar cartas. A luz do cômodo está baixa, nos fazendo nos sentir num cassino. Pôquer é o jogo. Eu amo este jogo, mas este, em particular, está me deixando extremamente irritada por dois motivos: primeiro; cólica. Acho que não precisa dizer mais nada; e segundo; o abusado do Tom fica passando a mão na minha coxa. “Ele está querendo apanhar” é o que penso.
- Flush - Domi mostra suas cartas, após mais uma rodada. Sua expressão é de felicidade. Com certeza, deve estar pensando que ganhou o jogo.
- Desculpe, Domi querida. Full house - Lia mostra suas cartas. Tom, Georg e Bill desistem. Lia dá uma risada vitoriosa.
- Não, Lia. Sou eu que tenho que pedir desculpa. Straight Flush - “Vaca, como ela conseguiu um Straight Flush?” ouço Lia murmurar pra si mesma. - Viu, meninos? É assim que se joga pôquer! - Georgine se gaba. Coitada.
- Calminha aí, Gê. Eu ainda não mostrei minhas cartas - dou um sorriso torto. Todos me olham esperando que eu mostre minhas cartas. Isso faz com que meu sorriso se abra ainda mais. Jogo minhas cartas na mesa com certa violência. - Royal Straight Flush - falo sem o menor interesse e encosto minhas costas na cadeira, de maneira relaxada. Todos arregalam os olhos, me perguntando como eu tinha conseguido tal feito. - Estratégia e prática - é o que eu digo. Tom sorri pra mim e desliza, mais uma vez, sua mão pela minha coxa. Agora, isso passou dos limites. Levanto-me e dou um belo tapa no seu rosto. - Isso é por você ser muito abusado - e deixo a sala de estar, sem explicações.
- O que você aprontou dessa vez, Tom? - Bill indaga ao irmão. Tom nega com a cabeça, dizendo não saber.
- Eu só tenho uma explicação para isso: - todos olham Domi atentamente, que tem a expressão meio séria. - TPM. E nós vamos sofrer nessa semana, porque a Barbara é pior que o próprio diabo nesses dias - as meninas concordam com Domi. As experiências que elas tiveram comigo na TPM não são as melhores. - A partir de hoje, são quatro dias para se aproximar dela. Eu não aconselho tentar uma aproximação antes de quatro dias, se não... - Domi passa o dedo indicador na garganta, como se degolasse.
- Ela não é capaz de fazer isso - Tom contradiz. Lia faz uma cara de “tenta”, Georgine balança a cabeça negativamente, dizendo que não é uma boa idéia.
- E onde ela foi? - Georg pergunta a Domi. Essa é a pergunta em que todos queriam fazer, mas ninguém tomou coragem para fazê-la.
- Ela está no meu quarto, trancada, chorando ou ensaiando uma música que ela escreveu. Ultimamente, é o que ela tem feito quando está assim - Domi responde sem dar muita importância.
- Eu vou até lá - Tom se prontifica.
- Até lá, aonde Tom? - Bill olha pro irmão, fazendo um cara de preocupado. - Ele vai “cutucar a onça com a vara curta”, como diria mamãe - avisa ao pessoal quando Tom fecha a porta da sala de estar.
- Seu irmão acaba de assinar a sua sentença de morte - Lia diz dramaticamente.
- Não exagere, Lia! - Domi a repreendeu. - Mas o Tom é muito maluco de tentar falar com a Barbara agora.
- Teimoso, isso sim - sussurra Bill.


Sentada na cama, com meu violão no colo e meu caderno de composições, começo a pensar num ritmo para uma música que compus há uns dois anos (ninguém sabe que eu compus esta música). O ritmo não pode ser muito agitado nem lento demais, a música não pede isso. “Por que as músicas já não podem vir já com o ritmo certo?”, me pergunto, olhando para a janela, que está aberta, mostrando uma linda noite de verão. E o pior que é a minha música nem tem título, ainda.
Deixo meu violão em cima da cama e levanto, indo até a janela admirar a noite. “Talvez me traga alguma inspiração”, penso.
“- Um dia, eu gostaria de vê-la melhor, mais de perto - Tom pisca para mim.”
“- Ah, é mesmo! - exclama Tom, batendo na própria testa. - Pessoal essa é a Barbara, minha nova amiga - ele diz, passando seu braço pelo meu ombro.”
“- Está sozinha? - Tom me pergunta e eu confirmo ainda de costas. - Você não quer se juntar a nós? Eu tenho certeza que será bem mais divertido.”

Rio com essas lembranças. Eles nem imaginam que estão convivendo com a menina que viajou com eles há três anos. De repente, eu franzo minha testa; mas por quê será que eu só lembro, com muita clareza, o que Tom ficava me dizendo durante aquela viagem? E o sonho da noite passada? Desde quando eu o tenho? E por que raios ele sempre acabava quando, penso eu, o Tom vai me beijar?
Como se uma lâmpada se acendesse acima da minha cabeça, eu acho a resposta de todas as perguntas ou quase todas: eu o amo, apesar de dito a ele que era só aventura de uma noite. Mas não é aquele amor de fã, é um amor diferente... Ah, eu não sei explicar. Só sei que é muito bom senti-lo. E com um turbilhão de “esclarecimentos”, surge o nome para a minha música: P.S: I’m Still Not Over You e com ele, o ritmo da música. “Mas que noite inspiradora para quem está de TPM”, penso sarcasticamente. Corro até meu violão, sento na cama e o ajeito no meu colo. Meu caderninho de composições está ao meu lado. Fecho os olhos, arranhando algumas notas no violão. Sorrio satisfeita, é perfeito. Começo a tocar novamente, dessa vez cantando:

What’s up?
I know we haven't spoken for a while
But I was thinkin’ ‘bout you
And it kinda made me smile
So many things to say
And I'll put em in a letter
And it might be easier
The words might come out better...


A luz da lua adentra o quarto, que, até então, estava mergulhado numa escuridão, apenas um abajur, ao lado da cama, estava aceso. Para mim, cria um clima meio romântico...

...How's your mother, how's your little brother?
Does he still look just like you?
So many things I wanna know the answers to
Wish I could press rewind
And rewrite every line
To the story of me and you...


Ouço batidas insistentes na porta. Todo aquele clima, aquela magia, se quebra. Fecho a cara. Meu mau humor dá as “boas-vindas” novamente. Guardo meu violão e meu caderno dentro do guarda-roupa. As batidas ainda continuam.
- Se bater com um pouco mais de “delicadeza”, a porta cai! - grito ironicamente.
- Mas essa é a minha intenção, se você não abrir esta porta! - a voz atrás da porta grita, utilizando o mesmo tom que o meu. “Tom...” sussurro baixinho.
- Tenta derrubar a porta então, machão! - dou a língua para porta.
- Barbara, abre essa porta! - ele bate na porta com mais força. Vou até a porta e giro a chave cuidadosamente. Afasto-me.
- Que tal se você tentar girar a maçaneta? - ironizo. Tom gira a maçaneta e entra no quarto rapidamente, fechando a porta em seguida. - O que você quer?
- Quero saber o por quê de você me dar aquele tapa - Tom diz rapidamente, quase atropelando as palavras.
- Oras, é fácil: porque você é muito abusado e um belo tapa nesse rostinho bonitinho - me aproximo, passando minha mão no seu rosto. -, de vez quando, é bom - finalizo dando uma leve batida na bochecha de Tom. Ele segura meu pulso.
- E quem você pensa que é para me bater? - olho do meu pulso para ele. Ele me olha com expressão fechada. Respiro fundo.
- Você está me machucando, Tom! - digo com uma voz chorosa; lágrimas vêm aos meus olhos. Ele está apertando meu pulso com força.
- Desculpa, é que... Droga! - Tom solta meu pulso e me abraça. - É que eu nunca levo um tapa daqueles, sempre sou correspondido... - eu o interrompi.
- Nem tudo gira em torno do seu umbigo, tigrão - dou uma risada de leve. - E eu tenho transtorno bipolar - mudo completamente de assunto.
- Você tem o que? - Tom levanta uma sobrancelha.
- Você não percebeu? - Tom nega. - Uma hora, eu fico com raiva e te dou um tapa na cara - Tom passa a mão no rosto. -, depois eu sou irônica contigo. Agora, eu choro e rio, assim... - e estalo os dedos.
- É, você tem mesmo transtorno bipolar - dou um tapa no seu braço.
- Some daqui, Tom! - ele não pensa duas vezes. Dá-me um selinho e sai do quarto, deixando-me sozinha novamente.
O que aconteceu na sala, eu não sei, pois fiquei a noite inteira aqui no quarto da Domi. Fui dormir com um pouco de cólica, mas nada de dor insuportável; dormi bem, até.
Quatro dias. Este é o prazo para se aproximar de mim, sem ser estapeado. E, bom, o Tom foi o primeiro conseguir a manter uma “conversa” comigo antes do fim deste prazo.
E sobre a minha descoberta: não vou contar nada para ninguém, eu quero ter certeza dos meus sentimentos, para não sair iludida dessa história. Afinal de contas, olha por quem eu fui me apaixonar... Mas, antes, uma coisa precisa ser esclarecida ou revelada... Tokio Hotel precisa saber quem eu realmente sou, meu “verdadeiro” nome.


Última edição por Fê em Sab Jan 03, 2009 1:26 am, editado 1 vez(es)
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