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 Meine Schutzengel

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Liz Kitsune

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MensagemAssunto: Re: Meine Schutzengel   Qui Dez 30, 2010 8:38 am

Leitora Nova

Nossa, adorei a idéia da fic. Jamis imaginei o Bill assim.
Você precisa continuar.
Posta mais Ally, não abandona a fic não.
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MensagemAssunto: Re: Meine Schutzengel   Ter Mar 22, 2011 7:45 pm

Liz Kitsune escreveu:
Leitora Nova

Nossa, adorei a idéia da fic. Jamis imaginei o Bill assim.
Você precisa continuar.
Posta mais Ally, não abandona a fic não.

Pois é menina não abandona não, agora que eu acho que a fic
vai fica booa hehe ^^ demore não ,viu?
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MensagemAssunto: Re: Meine Schutzengel   Sex Mar 25, 2011 9:05 pm

Leitora nova!
o/
e já amando sua fic!!!!
que legal, o bill incompreendido tadinho!
espero que dê tudo certo pra ele e acho que já sei quem vai ser o anjo dessa história!!!!
kkkkkkkkkk'
continua aí liebe!
study
quero ler mais!!!!!
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MensagemAssunto: Re: Meine Schutzengel   Qua Mar 30, 2011 3:17 pm

Não eu não abandonei a fic, só meu tempo que ficou mais curto mais assim que der eu posto de novo. Obrigada a todas que comentaram ^^

Hallo olha eu aqui de novo depois de séculos. Em breve os outros três mebros da banda vão dar o ar da graça. Mas claro de maneiras diferentes ^^
Porque será que a mãe do Bill tá brava com ele? Só no proximo capitulo.
Boa leitura.





Talvez amar tenha sido um erro.
Talvez sonhar seja demais.
Talvez morrer seja a solução.



A varanda estava gelada, as finas gotas de orvalho que caia das enormes arvores que faziam volta ao meu quarto estavam deixando úmido meu cabelo. O sol não deu o ar da graça. O dia estava nublado e frio, típico de um dia de outono na Alemanha. O céu estava tingido de cinza, não havia nuvens. Estava fosco. Parecia triste.

O som do despertador ecoou pelo quarto fazendo-me acordar de meus devaneios. Dos pensamentos sombrios e tristes que eu regava a lagrimas todos os dias. Noite e dia. Durante as vinte e quatro horas. Já haviam se passado quatro anos. Quatro infindáveis e remediados anos. Eu nunca esqueci o que houve. Nunca tive paz depois daquele dia. Do inesquecível dia por assim dizer que implicou numa série de desavenças e mudanças. Muitas dessas mudanças eu considero boas. Muitas escolhas diferentes e uma vida nova. Nova, porém vazia e triste.

As brigas com minha mãe só aumentaram. Ela não me aprova no que eu faço. Não suporta não comandar meus passos e muito menos vigiar meu caminho. Eu faço o que quero por conta própria, assumindo todos os riscos e conseqüências. E ela por sua vez fica de fora, não por eu ausentá-la, mas porque ela quer assim. Prefere brigar comigo e me ofender a conversar sobre a situação a qual estamos vivenciando.

A enorme e luxuosa casa era para mim como a torre da Rapunzel, era fria, vazia e que exalava esperança, porém eu não teria um intenso amor e muito menos um príncipe encantado a minha espera. Definitivamente historias como essa são só de ficção. São somente sonhos irreais que ganham vida no cinema. São somente ilusões. Ilusões estas que eu não quero ter.

Seria tão bom se as pessoas impulsionadas por estes tipos de filmes dessem valor as outras e aprendessem a amar verdadeiramente. Sem mascaras. Interesses. Ou segundas intenções.

Pena que uma andorinha só não faz verão.

O relógio marcava exatamente seis e meia da manhã. Era hora de enfrentar minha mãe que provavelmente quando me visse de roupa comum e sem o uniforme gritaria comigo e algumas aulas na nova escola.

Desci calmamente a enorme escadaria da mansão que dava acesso ao andar inferior e aproveitei para me despedir dela. A escada seria trocada por um elevador, assim teríamos fácil acesso, não que eu me importava em descer inúmeros degraus de mármore, mas decisões de minha mãe são irrevogáveis. Se ninguém faz os gostos dela, ela vira um inferno. Sorte a minha ter percebido isso a tempo, hoje as palavras dela não criam tanto efeito como antes.

Eu ainda descia as escadas quando ouvi a voz de minha mãe gritando com a empregada. Este tipo de cena era que eu mais odiava presenciar.

Dona Martha era esnobe, prepotente, arrogante e antipática. Sim minha mãe era desse jeito. E a sociedade alemã a amava por ser exatamente assim. Ela humilhava as pessoas, ria e tirava sarro dos doentes e deficientes e menosprezava qualquer ser vivo existente em seu caminho. Começando por mim. Adelaide nossa empregada vivia aos prantos, mas não nos deixava na mão. Não porque ela não tivesse oportunidades melhores e um salário mais digno, mas porque ela não me deixava sozinha na companhia de minha mãe. Adelaide cuida de mim desde que vim ao mundo e eu a tenho como se fosse uma tia. Mesmo que não haja proximidade familiar alguma e a ausência de laços sanguíneos seja visível. Afinal nem todo laço sanguíneo é significativo.

Os gritos de minha mãe cessaram e vi Adelaide passar em passos rápidos para a lavanderia afim de esconder as lágrimas e ocultar os soluços. Minha mãe não deve ter ofendido ela, mas com certeza disse horrores a meu respeito, ela sabe que eu sou seu ponto fraco. A garota branquela que ela criou como se fosse filha afim de encobertar a ausência da mãe biológica da criança.

Ao chegar na sala, meu material escolar estava sob a mesinha de centro e minha mãe adentrava o recinto com total soberania enquanto rodava as chaves do carro entre seus finos e compridos dedos em que as unhas encontravam-se tingidas de púrpura.

-cadê o uniforme da escola, mocinha? Regras são regras.

-Ah você tá falando daquela coisa brega, feia e que somente um antepassado usaria? Aquilo lá já deve estar a caminho do aterro sanitário. - Disse olhando sua face ficar roxa. Ela gastou uma fortuna num uniforme rosa choque acahando que eu iria usar para fazer um desfile de modas na esola. - Sim o caminhão de lixo levou ele. Era muito feio.

-Whatever, vamos logo ou você vai chegar atrasada. – Gritou ela seguindo na frente. – As normas da escola são claras e eles odeiam atrasos.

-Já estamos indo. – Disse pegando a enorme e pesada mochila preta e a seguindo rumo a garagem. Durante todo o percurso nos mantivemos em silencio, pois qualquer palavra trocada geraria uma infindável troca de farpas que daria numa nova intensa briga em que eu ficaria sem meu carro e minha mãe teria quase todos os cartões de crédito quebrados.

O caminho foi rápido e o silencio constrangedor. Ao chegar na nova escola reparei que todas as pessoas mantinham o caminho aberto e risos de ironia enquanto faziam piadinhas de alguém. Nesse mesmo instante cruzou minha visão periférica um lindo garoto alto, magro, vestido totalmente de preto com uma bengala na mão; pela falta de acessibilidade que a escola tinha ele acabou por tropeçar e quase cair. Os risos aumentaram e ele rapidamente sumiu de meu campo de visão. Reconheci uma gargalhada em meio a multidão próxima que se formou e olhei em direção ao carro, minha mãe ria enquanto conversava com uns sete ou oito meninos da minha idade. Esses deficientes são uma comédia. Dizia ela no pé do ouvido de um deles. Que raios de pessoa ela era? Será que nunca soube amar? Será que nunca lhe foi ensinado se importar com alguém? Meu passado me condena, mas agradeço que por conta dele eu tenha me tornado uma pessoa melhor.

Minha mãe se despediu dos garotos com beijinhos e sorrisos falsos e acelerou o carro rumo ao encontro com as bruxas, quero dizer com as amigas dela. A alta freada dada por um caminhão na porta da escola fez todos despertar de algum transe e direcionarem seus olhares para mim.

Era isso que eu odiava em escolas. Era por isso que eu preferia estudar em casa com professores alternativos. Era por esse motivo que eu odiava a sociedade. Todos te julgam pela sua roupa e aparência. Seu caráter é mostrado através das vestimentas. A sociedade não enxerga além do que os olhos podem ver. Eles alteram a verdade, omitem a realidade e te julgam como querem. Pelo que vêm e pelo que não vêm.

Uma série de sorrisinhos e palavras sussurradas eram perceptíveis a cada passo que eu fazia rumo a parte interna do enorme colégio de Hamburg.

Eu me sentia como um animal diferente em exibição. Me sentia como se fosse alguém vindo de outro mundo. Outro século talvez. Os olhares eram de repugnância e luxuria. Repugnância por parte das meninas e luxuria por parte dos meninos.

Caminhei em direção a diretoria por conta própria. Apenas fui entrando em qualquer corredor e acabei por achá-la vamos por assim dizer ao acaso.

A enorme sala de cor azul celeste da recepção era ampla e bem decorada. Uma mulher de uns quarenta anos de enorme verruga no nariz e trajes floridos veio em minha direção.

-Bom dia querida, o que deseja? –sua voz era grossa e arrogante, talvez tanto quanto aquela verruga no nariz que denunciava uma pessoa não muito amistosa.

-Eu sou nova e queria o horário das minhas aulas, por favor.

-Seu nome por favor?

-me chamo Lyra Squarzon Schramm. – Ao ouvir meu nome ela me olhou com uma cara entusiasmada e se tornou simpática do nada. Será que conhecia alguém da minha família? Ou será que ela me conhecia? Não me lembro de tê-la vista uma única vez sequer.

-Ah claro só um instante... Aqui está. – Ela me estendeu um papel rosa com os números da sala, os nomes dos professores e as matérias que eu teria. Juntamente com isso veio uma espécie de autorização para que eu entregasse a ela no fim das aulas. –Boa aula senhorita. –Senhorita? Ok, agora isso ficou relativamente estranho.

Voltei a caminhar entre o labirinto de corredores e fui surpreendida pelo fato de estar sozinha no corredor. Todos os alunos já haviam entrado e o pátio e os corredores locais estavam desertos.

Continuei vagando pelos corredores até encontrar minha sala que alias estava gritando e batendo palmas sei lá porque, seriam eles receptíveis ou seriam aquelas pessoas que eu vi logo quando cheguei?

O professor notou minha chegada até a porta e interrompeu a aula vindo até mim. Eu sorri tímida e mostrei o papel que me foi entregue. Ele sorriu e me convidou a entrar com ele.

– Quietos! Acalmem-se! Não vai haver prova porque temos uma aluna nova. A prova de vocês fica para semana que vem. Senhorita Lyra Squarzon Schramm, bem vinda a escola e esta é a sua classe. Por favor, entre. – Eu sempre detestei isso nas escolas, espero que não seja necessário aquelas apresentações de porque você esta aqui? O que vai fazer no futuro e o mesmo blá blá blá de sempre. Olhei ao redor da sala e logo o vi. Ele era muito mais lindo do que eu alguma vez vi. Nenhuma beleza era comparada a dele. Nunca havia visto um garoto tão lindo. Tão concentrado. Era invejável a garra e a coragem que ele tinha por ser especial e se manter no meio dos normais que na verdade muitos deviam ser chamado de anormais.

O professor de química juntamente com outros alunos não paravam de olhar para mim, fazendo minhas bochechas ganharem cor. Provavelmente eu devia estar ficando azul.

Os garotos começaram a fazer gracinhas e por este motivo fui colocada ao lado do garoto que havia chamado minha atenção desde o primeiro instante naquele colégio até o fim do ano. Dele eu apenas sabia o nome. Bill. Nada mais que isso. E pela cara que ele fez ao ver que tinha companhia não deve ter gostado nada.

-Olá Bill, posso me sentar ao seu lado? – Perguntei timidamente enquanto via seu semblante mudar para uma expressão vazia e enraivecida.

-Claro, fique a vontade. – Disse ele sem o maior interesse de conversar. A voz dele era terrivelmente sensual e linda. Lembro-me de já ter ouvido esta voz antes, mas não me lembro aonde muito menos quando.

Mantivemos-nos em silencio durante as três primeiras aulas. Às vezes eu olhava para ele de soslaio e vi seu olhar se encaminhar para encontrar o meu. Nessas vezes eu desviava o olhar. Não queria passar uma imagem errada. Não queria que ele interpretasse isso de outro jeito.

Às vezes o flagrava olhando diretamente para mim, Sem pensar em nada. Como se estivesse fora de orbita ou então hipnotizado, mas eu provavelmente estou cem por cento errada em fazer uma observação desse tipo. Ele pode estar olhando para qualquer lugar enquanto sua mente divaga para outro mundo. O mundo dele.

As três primeiras aulas passaram voando e o sinal para o intervalo havia tocado. Apesar de não trocarmos uma só palavra, nós saímos da sala juntos.

-Você vai para o refeitório? – Perguntei a ele vendo novamente sua expressão incomodada com minha presença. Era minha segunda pergunta do dia e ele nem ao menos esboçava algo em relação a mim. Só uma indiferença tremenda. Acho que essa escola tem o mal das pessoas julgarem antes de conhecer.

-Não, eu vou ao jardim. –Novamente mais uma resposta fria.

-Sabe-me dizer onde tem uma biblioteca aqui? –Perguntei tímida enquanto o via ficar surpreso.

-A biblioteca... Você vai a direita ao corredor, vira à esquerda é a primeira porta, do lado da diretoria.

-Obrigada Bill. –O agradeci e segui meu caminho. Ele não queria companhia e muito menos conversar, talvez estivesse com problemas. Talvez ele fosse assim e talvez ele realmente estava me julgando sem me conhecer.

O intervalo logo acabou e todos estavam voltando para sala. Não vi Bill em lugar nenhum então acompanhei a pequena massa de alunos rumo ao corredor de salas e adentrei a minha. Bill já estava lá compenetrado em ler alguma coisa. As próximas três aulas tornaram a passar e finalmente a estadia ali acabou. Bill sumiu entre os outros alunos que caminhavam felizes rumo a porta de saída e eu ainda havia de enfrentar a diretora para entregar aquela autorização e ter meu nome escrito no diário de professores.

Quando sai haviam poucas pessoas em torno da escola, a maioria estava no ponto de ônibus. Entre elas a figura magra e excêntrica de meu colega de sala se destacava. Parei e fiquei olhando o ônibus chegar e inúmeros estudantes alegres subirem na frente dele. Isso estava errado os especiais são sempre os primeiros, quando chegou a vês dele o motorista fechou a porta em sua face e arrancou com o ônibus. Como ele pode fazer isso? Amanhã dentro dessa bolsa vai vir um tijolo. Assim ele vai ver só uma coisa. Se ele fechar a porta na cara do Bill ou qualquer outro ele vai ver só o que eu faço.

Calma Lyra, acalme-se. Essas pessoas vão ter o que merece. Embora isto não se faça. Que droga. Porque hoje eu não trouxe o tijolo?

Olhei em volta do estacionamento improvisado e James estava largado no banco de trás do meu carro. È eu posso ter quebrado os cartões de crédito da minha mãe, mas sem carro eu não fico. Olhei a minha frente e o vi encostado na placa do ponto de ônibus. Os olhos do garoto frágil a minha frente espelhavam tristeza e abandono. Talvez se eu oferecesse uma carona para casa. Caminhei em sua direção vendo-o se curvar e seus olhos me procurarem.

-Bill? –Chamei-o notando sua expressão de surpresa e desdém se formar.

-Lyra? O que faz aqui?

-Bill você quer uma carona para casa? – Ofereci não calculando que para ele isso poderia ser uma ofensa.

-Não, não quero! Não precisa ter pena de mim e querer fazer isso por dó de um cego. – de fato ele entendeu como uma ofensa e eu não soube o que dizer. As palavras haviam me deixado no vácuo e eu não sabia como lidaria com essa situação. Se ele mostrava irredutível e amargurado. Quando eu o ia chamar para tentar esclarecer ouvi uma voz o chamado. Ele a chamou de mãe e ela o abraçou logo após rápidas palavras foram trocadas e ela caminhou em minha direção abraçando-me pelos ombros e levando-me para um pouco mais longe.

-Desculpe-o. Ele não é assim, mas já foi tão... – Ela poupou as palavras e se pôs a chorar. Eu a entendia. Já vi isso. Sei como é.

-Tudo bem, só fiquei surpresa com a reação dele. As pessoas se tornam frias e ariscas quando machucadas demais. Eu o entendo. E a senhora tem de ser forte. Ele não precisa de lágrimas, precisa de força.

-Obrigado querida. – Ela exibiu um lindo sorriso e se despediu de mim. – Espere qual seu nome?

-Me chamo Lyra, foi um prazer conhecer a senhora.

-Me chamo Simone, obrigado Lyra.


Quantas noites eu deveria caminhar no meu sono
[E eu sonho com quantas eu gostaria de correr afora
Eu tenho tido o bastante de estresse e de confusão
Eu não posso tomar nada mais, eu tenho que ir embora
Agora eu
Sei por que eu estou vazio por dentro, e eu tenho certeza que eu só tenho eu mesmo para culpar
E eu
Não tento ver as mentiras, é apenas perda de tempo, eu nunca vou ser o mesmo

Não há nada pra mim aqui
Não há nada pra mim aqui

(Nothing For Me Here – Dope)



Última edição por Ally Kaulitz em Qui Mar 31, 2011 12:40 pm, editado 1 vez(es) (Razão : eu esqueci uma parte ^^)
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Catarina Kretli
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MensagemAssunto: Re: Meine Schutzengel   Qua Mar 30, 2011 7:44 pm

Que mãe é essa Meu Deus e se isso possa ser chamada de mãe né ¬¬'
O meu Billzim tão amargurado e frio, ela precisa conversa ter alguem com ele. Lyra vai fazer isso né ? Vai ser uma otima amiga.
Isso Dona Simone, tenha forças.
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Pâmela.O.d.S
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MensagemAssunto: Re: Meine Schutzengel   Qua Mar 30, 2011 10:28 pm

NOSSA AMEEI ESSE CAPÍTULO MEEESMO !
bom ainda bem que a Lyra compreende o por que
de o bill ter agido assim senão mais um pra zuar dele D:
aaaaaaaah por favor ve se nao demora pra postar não bitte x.x
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Allyria

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MensagemAssunto: Re: Meine Schutzengel   Qui Mar 31, 2011 12:38 pm

Aleluia, depois de seculos ela posta.
o que a Lyra esconde? o que fizeram para ela?
Cara que raios de mãe é essa?
Bill muito rude e grosso.
Tia Sisi não chora ele precisa de você.
Lyra parece ser uma garota legal.
Como ela conseguiu o carro de volta e eu adorei oque ela fez com o uniforme, s eu tivesse uma mãe dessas ela pastaria na minha mão.
Ally e seus misterios, ai ai não sei porque ainda não me acostumei com isso.
Continua Ally.
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MensagemAssunto: Re: Meine Schutzengel   Qui Mar 31, 2011 5:34 pm

Hallo olha eu aqui de novo enxendo o saco haha. Lyra escondendo algo? Será? Será que ela tem um passado obscuro? Quem sabe ^^
Boa leitura, hoje vocês descobrem o porque da mãe do Bill estar brava com ele.




O tempo passa
A areia da ampulheta somente cai mostrando que não teremos o tempo que foi de volta
As feridas abertas em minha alma permanecem abertas.
As que estão em meu coração diariamente sangram.
O tempo é um pretexto para que em seu próprio favor dizer que cura o que nem ele nem ninguém podem curar.





O caminho de volta foi feito em completo silêncio. Minha mãe estava brava comigo, eu sabia disso; só não sabia o motivo ainda.

O carro parecia voar, minha mãe estava descontrolada e pisava no acelerador freneticamente. Honestamente isso me dava um pouco de medo. Ela nunca foi assim. Em toda a minha vida nunca me lembro de tê-la visto agir desta forma.

-Mãe, vai devagar ou a senhora irá bater. –Disse quebrando o insuportável silêncio sentindo seu olhar curvar-se sobre mim. Não era um olhar triste. Era outro tipo de olhar, era como se estivesse tendo pena, mas de si própria. Mas por quê?

-Calma querido, não estou indo rápido. Nem ultrapassei a velocidade permitida. – Ela me disse como se fosse a coisa mais obvia.

-Duvido. – Rebati. - Pelo vento no meu cabelo uns cento e dez por hora a senhora deve estar. E sim já passou a velocidade permitida. – Avisei fazendo-a rir.

-Ok, ok. Você venceu. Eu estou a cento e vinte e daí? – Novamente ela riu e eu não pude deixar de sorrir junto. Era tão bom vê-la feliz. Será que essa era a palavra certa? Feliz?

-Cento e vinte? – Gritei desesperado. -Numa rua movimentada como essa? Enlouqueceu? – perguntei ouvindo sua gargalhada estridente. O que haviam feito com a minha mãe? Ela definitivamente não é assim.

-Calma o máximo que pode acontecer é eu levar uma multa. Mas isso não tem importância.

-Isso se não capotar o carro. – Disse pensando na pior hipótese que meu cérebro me forneceu numa fração de segundos. - Qual o motivo desse desespero todo? Tudo isso para chegar em casa?

-Não é nada. Só estou... Estou meio alegre. Só isso.

-E a sua alegria é por provavelmente levar uma multa? – Perguntei ouvindo mais risadas como respostas. Definitivamente haviam clonado minha mãe e colocaram uma doida no lugar dela. Essa era a única teoria plausível para descrever esses quinze minutos de maluquice.

-Não, mais isso não vai fazer diferença.

-Claro que vai, se a senhora for acumulando multas e pontos fora da carteira quem é que vai me levar para escola e para o hospital? Papai vive viajando. A senhora sabe que ele não vai poder arcar comigo.

-ok, ok estou diminuindo chefe. Feliz agora? – Balancei a cabeça positivamente sentindo-a relaxar e suspirar sob o volante. – Bill eu estava pensando... O Dr. Serafim é um renomado médico nós poderíamos tentar de novo e...

-Não, não quero. Estou cansado de tentativas frustradas. Estou cansado de uma luz aparecer e no fim eu permanecer no escuro. Não é justo comigo. Não é justo me dar inúmeras esperanças e depois tira-las todas e vir com a desculpa de a cirurgia foi um sucesso, mais isso é inexplicável. Já chega. Eu só vou ao hospital para fazer exames, porque sempre precisa. Caso contrário esqueçam. – Eu odiava tocar nesse assunto, durante anos freqüentando diariamente clinicas e mesas de cirurgias e sempre tudo ficou igual. Todos os melhores tratamentos e as mais eficazes tecnologias nunca me fizeram ver nada. Talvez seja melhor permanecer como sempre esteve. Certas coisas não foram feitas para serem mudadas. Talvez eu pertença a este grupo. – Desculpe por ser rude, mas preciso que entenda não é fácil. Nem para você muito menos para mim. Queria que tudo fosse de outro jeito. Mas no meu caso as alternativas parecem ter acabado. Às vezes insistimos em lutar quando já devíamos ter desistido.

-Desistir nunca. Ouviu bem, NUNCA. –Ela gritou já parando o carro em frente a nossa casa e me ajudou a descer. Pegou minha mochila e eu segui rumo à porta de entrada. Ao chegarmos à sala fomos surpreendidos por meu pai descendo as escadas.

-Pai? O senhor não ia viajar? – Perguntei enquanto descia a pequena rampa da sala. Sala esta que agora era adaptada por minha causa.

-Vagem cancelada, está nevando na Holanda. – Disse ele me abraçando e cumprimentando minha mãe com um beijo. – Bom pelo menos vou ficar em casa curtindo vocês dois. – Rapidamente meu pai passou o longo braço por cima de meus ombros arrastando-me para o sofá. A cintura de minha mãe também foi enlaçada e ela se sentou conosco. – Como foi seu dia, Bill? Muitas conversas e meninas? – Se ele soubesse como era meu dia trancafiar-me-ia de novo.

-Foi bem, nada de novo. As provas foram canceladas por conta de uma aluna nova. – falei enquanto suspirava. Escola. Inferno. Até quando eu iria agüentar? Se ao menos eu tivesse somente um apoio ali. Já faria total diferença.

-Aluna nova? E como ela é? Legal? Chata? Tímida? Fala-me. – Como sempre lá vinha meu pai e sua curiosidade querendo saber de tudo.

-Gordon deixe-o em paz. – Advertiu minha mãe. Meu pai sempre exagera nas perguntas parece até uma inquisição.

-Mas eu quero saber. Quero saber quem são as pessoas que freqüentam a escola. Como tratam nosso filho. Quero entender o episodio de ontem. Eu preciso de uma explicação não de desculpas esfarrapadas da direção da escola.

-Sei que chama Lyra. Que usa o perfume Angel da Thierry Mugler. Tem uma voz de veludo. E parece que adora ler. È tudo que eu sei sobre ela. Ah claro tirando o fato de se sentar ao meu lado.

-Espera um pouco, a Lyra que você conhece é a mesma que você gritou e foi arrogante no ponto de ônibus escolar? – Perguntou minha mãe visivelmente chateada, eu apenas balancei a cabeça afirmando. è agora eu havia assinado minha sentença. A bronca iria ser grande.

-Calma os dois, que história é essa? – Perguntou meu pai caindo de pára-quedas na conversa. - Não estou entendendo nada.

-Simples meu amor, eu fui buscar o Bill na escola e quando eu cheguei lá ele estava gritando com uma garota que apenas ofereceu a ele uma carona. Ela foi super gentil. È por isso que eu estou brava com o Bill.


-Ah então é por isso que a senhora veio dirigindo como se estivesse numa fórmula 1? - Cuspi essas palvras vendo meu pai retirar seu olhar cauteloso de mim e encarar minha mãe surpreso.

-Amor, como assim? Você estava dirigindo há mais de cem por hora? - Nem ele acreditou nisso.

-Sim estava a cento e vinte mais isso é uma outra história depois eu te conto.- Disse minha mãe fugindo do assunto para voltar ao foco principal: EU. Meu pai por sua vez ficou perplexo mais ouvia tudo atentamente e tentava absorver o maximo que conseguia do fato de minha mãe desrespeitar uma regra. - Não gostei nada do jeito que você tratou aquela menina. Ela só queria te ajudar. Nem todas as pessoas são ruins. Nem todos vão querer seu mal.

-Bill meu filho, como você faz isso? - Indagou colocando suas enormes mãos em meus ombros enquanto me colocava em pé. -As pessoas que te zoam você não dá uma resposta a altura por não valer a pena e as que querem te ajudar você despreza? Não pode ser assim. Talvez você esteja perdendo a chance de uma amizade feminina. Uma companhia para você. E até mesmo quem sabe a chance de um amor.

Amor? não de novo? Tudo menos amor. Não desse jeito. Não comigo sendo... sendo.. bem isso. Um cego que tromba em tudo já é trabalhoso e humilhante demais; Ter que contar com meus pais para tudo e mais um pouco é constrangedor. Não quero alguém para ter responsabilidades além do que aguenta e me carregar nas costas não seria necessário. Eu já passei por isso. Eu sei o quanto me custou e eu não quero de novo.

Não quero alguém para ser humilhado ao meu lado. Para passar o que eu passo sem ter culpa alguma. Não quero outra familia a ser ridicularizada por minha causa. Nisso já basta a minha. Não quero isso.

-Tá eu já entendi o recado. Eu acho que exagerei com a Lyra, mas, por favor, não me venha com esta historia de amor. Eu já não acredito mais nisso. Não existe ninguém aí fora para mim. Eu cansei de sofrer a toa. – respondi seco largando-os na sala perplexos e seguindo para meu quarto.

Droga! Detesto quando estão certos. Eu havia exagerado com a Lyra. Eu havia feito a ela aquilo que eu odiava que faziam comigo. Odiava que as pessoas me julgassem sem me conhecer e eu havia feito isso a alguém que não me fez nada. Eu sem querer magoei alguém que não tem culpa dos meus problemas nem dos meus preconceitos. Quando eu a ver vou ter coragem de falar com ela e acima de tudo pedir desculpas? E se ela não aceitasse? Ai droga, o que é que eu fui fazer?

***


-Não o estou reconhecendo. O que estão fazendo com ele? Jamais me lembro de ver Bill tão alterado. – Gordon disse me despertando dos pensamentos que cobriram minha mente. Lyra. Aquela garota tinha razão.

-A garota tinha razão. – Fiquei perplexa ao constatar que ela havia me dito algo que eu nunca havia percebido. Mas como eu nunca percebi? Estava durante todo este tempo embaixo do meu nariz, como eu não fui ver?

-Que garota? – perguntou Gordon sem entender nada.

-Lyra. Ela tinha razão.

-Sobre o que?

-As pessoas se tornam frias e ariscas quando machucadas demais. Foi isso que ela me disse. Ao ver o Bill nessa situação, agindo dessa forma vejo que ela não disse nada além do que já sabia. Só não me conformo dela ter percebido muito mais rápido do que nós.



Aquele dia nunca chegou
Aquele dia
nunca chega
Eu não vou desistir
Eu continuo persistindo
Todo mundo diz
que o tempo cura a dor
Eu estive esperando para sempre
Aquele dia nunca chegou

(That Day – Tokio Hotel)
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MensagemAssunto: Re: Meine Schutzengel   Qui Mar 31, 2011 7:07 pm

Amei os dois últimos capítulos!!!!
Aliás, amei a fic toda até aqui e espero que continue!!!!
Leitora super ansiosa aqui!
õ/
Very Happy
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CASIDIZ*
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MensagemAssunto: Re: Meine Schutzengel   Qui Mar 31, 2011 7:18 pm

Leitora nova Very Happy , amando a fic ,espero que você não a abandone,esta linda,você escreve muito bem *^^*
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Catarina Kretli
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MensagemAssunto: Re: Meine Schutzengel   Qui Mar 31, 2011 7:50 pm

AMEI o cap (:
Bill vai pedir desculpas a Lyra. xD
Eu acho que a Lyra já sofreu muito e pode ajudar meu pequeno Billzim *o*
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LuisaB.

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MensagemAssunto: Re: Meine Schutzengel   Qui Mar 31, 2011 8:37 pm

*Leitora Novaaa!*
Ain! Tá muito boa a sua fic, continua, por favoooor!!!
*---*
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MensagemAssunto: Re: Meine Schutzengel   Qui Mar 31, 2011 9:55 pm

Catarina Kretli escreveu:
AMEI o cap (:
Bill vai pedir desculpas a Lyra. xD
Eu acho que a Lyra já sofreu muito e pode ajudar meu pequeno Billzim *o*

aaah *0* estou AMANDO MEEESMO ESSA FIC, ela é muuito original
uma ideia bem diferenciada das outras fics e nessa fic a gente compreende
muitas liçoes de vidas, uma é a que o bill ta passando coitadinho D:
mas vai melhora nééé? Very Happy

POOOOOSTA
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MensagemAssunto: Re: Meine Schutzengel   Qui Abr 07, 2011 6:26 pm

Nossa mal posso esperar para ler o proximo capitulo. Será que a Lyra vai perdoar o Bill?
Por favor não nos deixe nesta expectativa
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MensagemAssunto: Re: Meine Schutzengel   Sex Abr 08, 2011 7:34 pm

Eu concordo com a Marsele!!!!
Não nos deixe tantos dias nessa expectativa!!!!
bua
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MensagemAssunto: Re: Meine Schutzengel   Seg Abr 11, 2011 7:57 pm

Pâmela.O.d.S escreveu:
Catarina Kretli escreveu:
AMEI o cap (:
Bill vai pedir desculpas a Lyra. xD
Eu acho que a Lyra já sofreu muito e pode ajudar meu pequeno Billzim *o*

aaah *0* estou AMANDO MEEESMO ESSA FIC, ela é muuito original
uma ideia bem diferenciada das outras fics e nessa fic a gente compreende
muitas liçoes de vidas, uma é a que o bill ta passando coitadinho D:
mas vai melhora nééé? Very Happy

POOOOOSTA

o Bill tem que melhorar com ele próprio e pedir desculpas para Lyra logo.
Simone e gordon tão muito fofos nessa fic.
Ally para de enrolar e prossegue com isso logo pelo amor de deus.


Última edição por Lady Dark em Sex Abr 15, 2011 3:03 pm, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Meine Schutzengel   Qui Abr 14, 2011 6:33 pm

Hello!!!!
Desculpem a demora. Adoro ler os comentários de vocês, é animador e inspirador a continuar. obrigada e boa leitura.




Talvez um dia eu tenha sido tudo que eu não sou agora.
Talvez um dia eu tenha sido muito mais corajoso do que eu posso imaginar.
Talvez um dia eu deva ter amado alguém com minha alma, meu corpo e meu coração.
Talvez um dia eu tenha chorado de tanto rir e de tanta felicidade.
Talvez um dia eu tenha comparado o brilho dos teus olhos a uma estrela que brilha no céu.
Talvez esse dia tenha chegado e passado e eu nem me dei conta.


Já era de manhã e eu não havia dormido nada. Minha consciência estava pesada por ter feito algo tão ruim a alguém que não me conhecia e tampouco merecia isso. Mas o que eu podia fazer? Eu não consigo simplesmente evitar magoar alguém. Sempre acho que por trás de boas atitudes existe algo falso. Algo piedoso para comigo. Eu não quero piedade alguma. Não quero dó e tampouco sentimentos mesquinhos a minha volta.

Já fui machucado tantas vezes que acho que não sou capaz de reconhecer o que de bom alguém pode fazer para mim. Não sei se vou conseguir alguém dia retribuir e reconhecer as coisas boas. Dentro de mim não há nada bom. As coisas que permanecem aqui são as lembranças ruins embaraçadas a névoa que são meus pensamentos. As coisas boas foram embora, só me restou à dor e a tristeza. A solidão. A exclusão do mundo real que deu inicio a minha inclusão há um mundo diferente. Nele não existem regras ou preconceito. Porem este mundo é irreal e eu sofro mais nele do que no outro. Meu mundo. A única coisa que eu tenho e que vive caindo aos pedaços e me levando a baixo junto com ele.

Meus pais me ensinaram a amar, a compreender, a aceitar e ser cuidadoso. O mundo e as pessoas me ensinaram a chorar, a sofrer, a sangrar e a ser frio. A morrer pouco a pouco com a indiferença e a desigualdade.

Embora os ensinamentos de meus pais sejam preciosos, não há como fugir das coisas que o mundo te ensinou, principalmente se estas são aquelas que te perturbam dia e noite e vagam ao seu lado por onde você for. São como correntes presas em seus punhos, cuja chave foi jogada fora e é impossível se livrar. Eu me sinto assim. Preso.
Preso a um lugar sombrio sem ninguém que possa me salvar ou me dar a mão.

Um mundo escuro ofusca todas as possíveis brechas que podem te dar uma luz para enxergar melhor e clarear as idéias.

Eu fui muito duro com a Lyra, mas de qualquer forma e se eu estiver me precipitando? E se a figura boazinha que ela quis passar for falsa? E se eu for magoado – como sempre – outra vez?

Eu não quero isso. Eu não quero sentir tudo de novo.

Talvez seja melhor ignorá-la. Talvez seja melhor não pedir desculpas. Talvez seja melhor deixar as coisas como estão.

Se eu não me importar, ela também não irá.

Nem todas as decisões rudes são ruins, muitas delas servem somente para evitar se machucar além do que deve. A atitude de algumas pessoas podem até ser frias, mas internamente tudo aquilo é feito com o único intuito de se preservar. Quando machucadas demais e cansadas de sofrer, as pessoas adotam uma medida drástica, porém segura.

Segura pelo menos aos olhos delas.

-Bill? – gritou minha mãe da sala me procurando. – Onde você está querido?

-Mãe eu to aqui no quarto, já vou descer. – E lá vamos nós de volta para o inferno. Ou melhor, escola.

O caminho até o enorme colégio do centro da cidade não demorou. Minha mãe estava de um jeito estranho. Não estava protetora. Não tocou mais no assunto de me tirar da escola. E sua forma de agir me deixava desconfiado. Ninguém muda de um dia para outro, principalmente se este alguém é minha mãe. De qualquer forma eu não estava entendendo nada, por um lado é muito bom vê-la contente, cantando e rindo; mas por outro é... Totalmente estranho vê-la ausente do modo como me tratava. È eu realmente não sei o que pensar agora.

Chegamos ao colégio e minha mãe despediu-se de mim como sempre logo me desejando uma boa aula e retornando para casa já que ela cuidaria da viagem de meu pai que havia sido reprogramada para esta tarde.
Como sempre na entrada do colégio eu escorreguei entre os degraus da escada, sendo acompanhado de olhares indiscretos e gargalhadas não contidas. Recuperei-me de minha quase queda em meio a neve e tratei de adentrar logo aquele maldito lugar e encontrar minha sala. Só assim eu teria um pouco de paz.

Comecei a vagar pelo corredor e fui surpreendido pelo sinal tocando. Droga! Logo agora, vou levar uma enorme bronca da professora por chegar atrasado.
Eu ainda vagava perdido, pois o meu ponto de referencia havia ficado mudo ou não deve ter vindo. Sem Max aqui, achar minha sala é muito mais difícil do que se pode imaginar.
Continuei andando de forma apressada e desengonçada pelos corredores. Droga aonde que é minha sala? Que ótimo terceiro dia de aula e eu enrolado nos corredores. Será que existe alguém mais sem sorte do que eu?

Levei um susto quando senti um par de mãos em meu ombro esquerdo.

-Bill o que ainda faz nesse corredor? A aula já vai começar. Vamos logo. – gritou a professora de literatura que daria sua aula em minha sala. Segui-a e entrei atrás dela indo diretamente para meu lugar. Para minha surpresa Lyra não estava ali. Ela não havia vindo e de certa forma isso me deixava triste, não só por tê-la magoado. Deixava-me triste comigo mesmo. Ela tinha causado algo em mim, embora eu não soubesse o que era. Ainda.

As aulas passaram rápido e como sempre imerso em meus pensamentos eu não prestei atenção alguma nelas. Rapidamente já havia dado o horário da saída e minha mãe estava na porta da escola me esperando. O resto do dia passou calmamente, meu pai havia ido viajar, minha mãe gastava um pouco do seu tempo com a novela e eu estava como sempre trancado no meu quarto imerso em meus pensamentos. A noite rapidamente chegou e eu cai no sono depois de tanto pensar e adormecer com uma única pergunta na cabeça: Onde estaria Lyra?

A noite passou mais rápido do que o dia anterior e um novo dia surgiu, sendo a manhã uma correria total. Meu pai deixou algumas coisas para minha mãe fazer além de me levar para escola e dessa vez eu estava realmente atrasado.

-Vamos logo Bill. – gritou ela da garagem.
Rapidamente desci e segui com ela de volta ao inferno, não tinha como chamar aquilo de colégio. A neve havia desaparecido e o barulho no estacionamento e na calçada da escola era ensurdecedor.
Minha mãe me deixou ali e seguiu para cumprir suas tarefas enquanto eu me limitava a andar para o interior da escola. As mesmas gracinhas de sempre, os mesmos palhaços de sempre. Acho que está na hora das pessoas mudarem os scripts, tudo isso já está ultrapassado.

Andando pelo corredor localizei a voz de Max em meio a uma massa de estudantes e segui até ele, rapidamente encontrando a minha sala.

Novamente Lyra não estava. Os dias foram se passando e nada daquela garota aparecer. Eu não devia me preocupar. Não devia me importar. Mas, porque eu fazia ambos?

Como ela podia ter mexido comigo desse jeito? Ela nem ao menos fez ou falou nada. Eu não dei tempo para ela fazer isso.

Droga, porque eu me sinto assim tão... culpado? Seria eu a causa de Lyra ter sumido da escola?

Seria realmente culpa minha?

Seria tarde demais para pedir desculpas?


It's too late to apologize,
It's too late
I said it's too late to apologize
It's too late
I said it's too late to apologize, (yeah)
I said it's too late to apologize, (yeah)
I'm holding on your rope, got me ten feet off the ground...

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MensagemAssunto: Re: Meine Schutzengel   Qui Abr 14, 2011 6:45 pm

Aêeeeeeeeeeeeeeeee!!!!
Aguentava mais de curiosidade não!!!!
Adorei o capítulo e tô aqui me roendo pra saber o que houve com a Lyra!!!!
*OO*
Esperando ansiosa a continuação....
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Catarina Kretli
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MensagemAssunto: Re: Meine Schutzengel   Qui Abr 14, 2011 8:15 pm

Onde será que ela foi parar ?
É Bill você estar apaixonado *o*
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MensagemAssunto: Re: Meine Schutzengel   Qui Abr 14, 2011 9:13 pm

AIIII!!! Olha a parte em que você parou!
Não valeee! *mostraligua*
Quero mais, please, não demore pra postaaar!
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MensagemAssunto: Re: Meine Schutzengel   Sex Abr 15, 2011 3:04 pm

Ai caramba.
Como assim bill você não tem nada de bom? Pirou? ficou doido?
Lyra onde você se meteu?
o que será que a lyra despertou no Bill? Será que é amor? Ele corre tanto disso.
Ally posta mais please ^^
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MensagemAssunto: Re: Meine Schutzengel   Sex Abr 15, 2011 8:08 pm

talita regis escreveu:
Aêeeeeeeeeeeeeeeee!!!!
Aguentava mais de curiosidade não!!!!
Adorei o capítulo e tô aqui me roendo pra saber o que houve com a Lyra!!!!
*OO*
Esperando ansiosa a continuação....

Nossa mãe será que ela não vai por causa deele mesmo???
Isso está matutando a minha mente cara... demore pra postar não ok!?
OBS: aquele trecho que você escreveu antes da fic é alguma musica? ou você que inventou? tirou da onde ? ;p
é que eu realmente amei muito inspirador ^^ *--*
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MensagemAssunto: Re: Meine Schutzengel   Dom Abr 17, 2011 6:04 pm

[AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA] até que enfim você postou.
Cara que perfeitos esses capitulos.
Essa fic é uma verdadeira lição de vida.
Lyra onde você se meteu garota?
Bill não tem nada de errado contigo.
Continua logo Ally.
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MensagemAssunto: Re: Meine Schutzengel   Dom Abr 17, 2011 6:15 pm

Nossa eu estou adorando ler sua fic. Nunca é tarde demais pra pedir perdão e nem para perdoar.
acredito que o Bill vai descobrir que Temer o amor é temer a vida e os que temem a vida já estão um pouco mortos, por isso ele deve reencontrar a Lyra, pedir perdão e deixar as coisas acontecerem naturalmente. Mal posso esperar para ler o proximo capitulo. fofa2
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MensagemAssunto: Re: Meine Schutzengel   Seg Abr 18, 2011 1:34 am

Pâmela.O.d.S escreveu:
talita regis escreveu:
Aêeeeeeeeeeeeeeeee!!!!
Aguentava mais de curiosidade não!!!!
Adorei o capítulo e tô aqui me roendo pra saber o que houve com a Lyra!!!!

Esperando ansiosa a continuação....

Nossa mãe será que ela não vai por causa deele mesmo???
Isso está matutando a minha mente cara... demore pra postar não ok!?
OBS: aquele trecho que você escreveu antes da fic é alguma musica? ou você que inventou? tirou da onde ? ;p
é que eu realmente amei muito inspirador ^^ *--*

+1

Continua Ally.
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