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 Be My Friend

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MensagemAssunto: Re: Be My Friend   Sex Nov 12, 2010 8:59 pm

confesso que morri de pena do Bill nesse capítulo Sad

Citação :
- Os banheiros têm as fechaduras iguais, logo, têm a mesma chave.

Tom é um gênio, meio retardado, mas não deixa de ser um gênio!

eu, sendo a outra escritora dessa fic, EXIJO a 2ª parte, tá entendendo Milena?
tá, é brincadeira *corre*
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dudinha98
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MensagemAssunto: Re: Be My Friend   Sex Nov 12, 2010 9:12 pm

ohnnnnnnnnnn tadinho do bill
dá até um aperto do coração
coitado
oque será que ele quiria conversa??
continua quero que ele melhore
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MensagemAssunto: Re: Be My Friend   Sex Nov 12, 2010 9:39 pm

terminei com o que eu tinha de unha!!! (ninguémpediu)
coitado dos meninos (Tom sofre junto com Bill)!!!
Dona Miilena eu exijo a 2ª parte agora entendeu? (CORRE)

como você é capaz de parar justo numa hora dessas? (só pra fazer a gente sofrer)

muito bom, mais please..
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Janaína C.
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MensagemAssunto: Re: Be My Friend   Sex Nov 12, 2010 9:42 pm

Patty Back-K escreveu:
Miilena escreveu:
Patty ! eu amei seu avatar Very Happy
a culpa da minha demora é da Janah xinguem ela UAHSUAHS'
capaz amanha ou sábado eu postarei, depende da minha beta né ? Rolling Eyes
;*
ESPERA POR ELA NÃO!
APOSTO QUE TA TUDO BONITINHO E PERFEITO, ELA NEM PRECISA VER *o*
depois a gente se acerta com ela.... HAHAHHAHA'
AAH PORRA, EU NÃO VALHO NADA NESSE BAGULHO AQUI MERMO NÉ? SUAS INGRAAAATAAAS!
Só a minha escritora que presta e me esperou, haha, se fuderam UQ
E bom, vocês estavam errando feio nos palpites porque não tinha nada de planinho nenhum dos garotos pra armarem um encontro pra Rachel e pro Bill hein? as vantagens de ser uma beta :* uq
E eu xinguei muito no twitter a Milena por ter dividido essa merda dessa capítulo E TER PARADO BEM NESSA PARTE U________Ú
Quero saber o que o Bill vai dizer, eu ainda não sei D: sei sim, mais ainda não recebi o capítulo editado AUHSUAHSUAHUSHAU
Continua logo esse treco vai. CORRE D: uq
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MensagemAssunto: Re: Be My Friend   Sex Nov 12, 2010 10:06 pm

Meu Deus, que capítulo foi esse!?
Bem tenso, nossa.
Necessito de continuação.
Tadinho do Bill, está tão mal, fiquei mal por ele. Coitado do Tom também, tão preocupado, tomando conta do irmão.
Continua vai, por favor. beijo
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MensagemAssunto: Re: Be My Friend   Sab Nov 13, 2010 12:04 am

Ai caramba, agora eu fiquei com pena do Bill.
Dona Miilena isso é hora de parar, depois fala de mim.
Nossa essa cena do Bill e do Tom embaixo do chuveiro chorando vai ficar na minha mente por um bom tempo também.
Enfim apesar de ser triste eu amei o capitulo.
Continuem logo.
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MensagemAssunto: Re: Be My Friend   Sab Nov 13, 2010 12:56 am

Ally Kaulitz escreveu:
Ai caramba, agora eu fiquei com pena do Bill.
Dona Miilena isso é hora de parar?
Nossa essa cena do Bill e do Tom embaixo do chuveiro chorando vai ficar na minha mente por um bom tempo também.
Enfim apesar de ser triste eu amei o capitulo.
Continuem logo.
+1
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MensagemAssunto: Re: Be My Friend   Sab Nov 13, 2010 1:00 am

Biaah * escreveu:
Ally Kaulitz escreveu:
Ai caramba, agora eu fiquei com pena do Bill.
Dona Miilena isso é hora de parar?
Nossa essa cena do Bill e do Tom embaixo do chuveiro chorando vai ficar na minha mente por um bom tempo também.
Enfim apesar de ser triste eu amei o capitulo.
Continuem logo.
+1
OMG!
ERREI FEIO, MAS TO NEM AI! MENINAS VOCÊS ME SURPREENDERAM!
QUERO MAIS AGORA!
EXIJO MAIS!!!!
e janaah, SEJA MAIS RÁPIDA! há leitoras que necessitam de capítulos o mais rápido possível, sacou? HAHAHAHAHAH
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MensagemAssunto: Re: Be My Friend   Sab Nov 13, 2010 12:03 pm

Meu Deus! Não, o Bill não pode se matar. Não deixa por favor!
Meu coração quase pulou do peito lendo esse cap.
Gostei muito!
E agora tô morrendo de curiosidade com o que ele tem pra dizer pra ela!
Posta rápido!
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Catarina Kretli
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MensagemAssunto: Re: Be My Friend   Sab Nov 13, 2010 5:21 pm

OHHH MEUS DEUS !
Meus olhos estão cheios da agua Sad
Isso estar muito tenso, um irmão com depressão outro tentando viver com isso.
É muito ruim :/
O que será que ele vai falar ??
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Miilena
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MensagemAssunto: Re: Be My Friend   Seg Nov 15, 2010 11:22 pm

oii *-* voltei com a segunda parte! Fico muito feliz que estejam gostando! Também tenho pena do Bill, ele sofre ASUHSUHA' mas darei um jeito nisso Rolling Eyes
enfim, boa leitura amores.





CAPÍTULO 12
Parte 2


- Pronto, estou aqui, pode falar - Bill olhou para a janela e tomou fôlego. Retirou as mãos de debaixo das cobertas e analisou os curativos que cobriam as inúmeras feridas que ele havia feito nos braços. Acho que lhe faltava um pouco de coragem agora para começar a dizer algo. Finalmente, ele se virou e me olhou. Pude ver dentro de seus olhos aquela tristeza que ele carregava consigo, e os mesmos se encheram de lágrimas, mas ele engoliu o choro.
- Eer-m, dee-sculpaa... Por isso - ele terminou a frase, e enfim, deixou que as lágrimas rolassem por sobre seu rosto. Coitado, ele estava sentido e arrependido com tudo.
- Bill, está tudo bem, não tem porque me pedir desculpa, não foi culpa sua. Agora está tudo bem - eu disse com a voz baixa e calma enquanto ele controlava o choro.
- Mas poderia não estar, eu sou um inconseqüente - mais calmo, ele respondeu.
- Bill... - não consegui terminar.
- Você não deveria ter presenciado isso, desculpa... E... E obrigado – ele voltou a chorar.
- Obrigado? Eu não fiz nada...
- Sabe – ele disse, enquanto limpava as lágrimas - enquanto eu estava lá dentro, eu ouvia a sua voz bem fraca... Lá no fundo, eu sabia que alguém estava ali, sabia que eu não estava sozinho. Eu queria levantar, queria sim sair, mas não tinha força. Meu corpo não correspondia. Era como se eu gritasse e você não me ouvisse... - seu choro recomeçou - A única coisa que eu mais queria e pedia era que você não tivesse desistido de mim, que você ficasse ali, foi... Terrível – ele baixou a cabeça e chorou descontroladamente. Senti uma enorme vontade de abraçá-lo, mas me contive e limitei-me a ignorar o choro que senti chegar para mim.
- Bill, esquece isso, o importante é que não aconteceu nada e você está aqui e está bem - sorri sinceramente.
- Graças a você... Eu lhe devo minha vida - ele tentou sorrir também.
- Não, já disse que não fiz mais que minha obrigação. Você é irmão do Tom, e logo também é importante pra mim.
- Você ama muito meu irmão não é? – ele perguntou curioso, sentando-se de frente para mim.
- Você não imagina o quanto.
- Agora eu tenho certeza. - ele baixou a cabeça e brincou com a ponta do cobertor.
- Tom... – ele soltou um riso fraco - Ele sempre foi melhor que eu em tudo: Mais esperto, mais alegre, mais compreensivo, e por incrível que pareça, mais responsável. Sempre foi a voz da minha razão. Metade de mim pertence a ele.
- Tom também te ama muito, mesmo. Bill, vocês se completam de uma maneira incrível...
- Eu fui muito egoísta em pensar que ele ficaria bem sem mim - Bill disse, voltando a ficar sério - Eu nunca soube reconhecer minhas fraquezas nem aceitá-las, acho que por isso fui tão fraco e tão idiota - continuou.
- Será? – eu perguntei, mas eu havia entendido o que Bill queria dizer.
- Sim – ele pensou um pouco - Por medo.
- Medo? Medo de quê? - toquei em sua mão e ele me encarou.
- Medo de descer do meu pedestal e descobrir que estou longe de ser perfeito – ele soltou sua mão da minha e seu rosto tornou-se sério novamente.
- Ninguém é perfeito Bill, longe disso. Todos têm defeitos e fraquezas, e devemos sim aceitá-las. Olha - toquei em seu queixo e fiz com que seu rosto se virasse para mim - a busca pela perfeição pode ser muito perigosa.
- Agora eu sei disso. Sei que cheguei ao meu limite, sei que preciso de ajuda, eu quero melhorar. – ele respirou fundo, e pela primeira vez ele sorriu de verdade, um sorriso sincero – Obrigado por me ouvir. - terminou.
- De nada - abaixei meu rosto timidamente. Ficamos em silêncio por alguns segundos.
- Eu acho que começamos isso errado... - Bill disse, ainda sorrindo.
- Como? Não entendi. – questionei, confusa.
- É a nossa convivência. Acho que tive uma impressão errada de você. - essa me pegou de surpresa. Pela primeira vez, Bill Kaulitz estava sendo gentil comigo. – Poderíamos começar de novo? - insistiu.
- Do zero? – perguntei, já sendo contagiada pela sua felicidade momentânea.
- Sim, do zero. – ele arrumou a postura na cama e me estendeu a mão para um cumprimento – Prazer, meu nome é Bill Kaulitz, sou um vocalista bem sucedido profissionalmente mas uma pessoa fracassada, egoísta, que está se sentindo um idiota que quase fez a pior besteira de sua vida ou a última, mas que voltou atrás e quer melhorar, aceitando a ajuda de todos que me amam e que querem o meu bem. – ele sorriu, e logo em seguida, eu estendi minha mão a ele.
- Prazer, meu nome é Rachel Levý, sou uma patricinha mimada, segundo um guitarrista de uma bandinha aí, sou chata - pensei um pouco - canto e escrevo, e ... Ah, sou uma compradora compulsiva e muito atrapalhada também. Sou egoísta com meus instrumentos e não durmo sem meu ursinho - Bill riu - e claro, estou mais do que disposta a ajudar um vocalista de uma bandinha aí a se erguer novamente. – sorri e pisquei para Bill
- Eu vou adorar a sua ajuda. Na minha situação, qualquer uma é bem vinda. - Bill falou, e notei que ele agora estava bem melhor, mais sereno talvez. Tom entrou no quarto sorrindo e olhando-nos curioso.
- Está tudo bem? – perguntou desconfiado, mas sorrindo.
- Tudo ótimo - Bill respondeu. E Tom se atirou na cama, deitando a cabeça em meu colo.
- Tem certeza de que está tudo bem? - Tom ainda estava intrigado - Vocês estão com uma cara de quem aprontou. Não fizeram nada né? Mais uma hoje é demais. - nesse momento, Bill se entristeceu e baixou a cabeça. Pigarreei e belisquei o abdômen de Tom, fazendo com que ele se retraísse e tomasse consciência da bobagem que havia dito. - Quer dizer, vocês entenderam errado... Eu quis dizer assim, na minha ausência sabe, vocês dois aqui... Sozinhos. – ele arqueou a sobrancelha direita em tom malicioso. Tá legal, isso não ajudou em nada. Pelo contrário, piorou ainda mais.
- Que bobagem Tom - Bill respondeu por mim, negando com a cabeça a tentativa idiota de Tom em consertar as coisas, mas não antes de me olhar e deixar que um sorriso discreto e bobo escapasse do canto de sua boca. Fiquei perdida naquela hora, era muita beleza masculina reunida em um mesmo cômodo.
- Meninos, eu tenho que ir, amanhã de manhã embarco para L.A. – eu disse, já me pondo de pé.
- Vai fazer o quê por lá? – Tom perguntou levantando-se junto comigo, enquanto Bill se esticava na cama, tapando-se novamente.
- Ah, assuntos de família, sabe como é né? Papai chamou - respondi sorrindo e pegando minha bolsa que repousava na poltrona marrom.
Enquanto conversávamos, ouvimos Scotty choramingar na porta, abanando o rabo freneticamente.
- Tom, eu acho que ele...
- Sim, ele quer fazer suas necessidades. Te espero lá embaixo. Vem, vamos filho. - Tom desceu as escadas correndo, sendo seguido por Scotty, mais do que animado.
- Bill, eu queria te deixar meu celular, eu pensei assim... Se você quiser conversar com alguém ou... – eu disse meio sem jeito, não sei de onde tirei essa liberdade. Talvez fosse dessa necessidade excessiva que eu sentia de ajudá-lo.
- Claro, qual é? – Bill sorriu e pegou o celular para armazenar o número. Despedi-me com um simples aceno de mão, já que era notável que os calmantes que Bill ingeriu sob prescrição médica estavam fazendo o seu efeito, deixando-o assim sonolento e cansado.
Desci as escadas e Tom me esperava na parte inferior, sentado no braço da poltrona localizada perto da porta principal. Lentamente, cheguei a sua frente e Tom ergueu a cabeça. Estava com os olhos cheios de lágrimas, mordendo o lábio inferior na tentativa de segurar o choro, mas era inútil. Rapidamente o abracei e ele não pode segurar mais. Chorou como eu nunca o havia visto fazer e afundou seu rosto em meu pescoço tentando abafar o som de seus soluços. Eu me contive em correspondê-lo e demonstrar naquele momento que eu estaria ao seu lado sempre.
Depois de mais calmo, ele conseguiu se afastar e me olhar, ainda com o rosto muito vermelho.
- O que o médico disse? – perguntei, secando suas lágrimas com o polegar direito.
- Disse que Bill está realmente muito mal, já está na fase de se mutilar e nem saber o que faz, esse foi o seu limite. – ele respirou fundo, erguendo a cabeça.
- Tom, o médico não comentou nada sobre o Bill estar... - como eu iria falar isso? Tom arqueou uma sobrancelha.
- Usando algum tipo de droga? – ele concluiu, baixando a cabeça.
- Isso. Eu achei ele muito fora de si quando cheguei.
- Sim... Ele também acha isso, vai pedir exames para ver se existe algum tipo de toxina em seu organismo. – ele colocou a mão na testa – Eu não sei, nunca vi ele usando essas porcarias, nunca encontrei nada... Meu Deus, ele não pode ter me enganado com isso...
- Tom - toquei em seu braço - o médico pode ter se enganado. Vai ver, nós estamos enganados.
- Eu espero.
- O que vão fazer agora? – perguntei após voltar da cozinha, onde fui buscar um copo com água para Tom se acalmar.
- Estou esperando minha mãe chegar e os meninos também estão vindo para cá. Vamos interná-lo em uma clínica psiquiátrica. Ele irá fazer uma espécie de sonoterapia por três dias e depois o tratamento será feito em casa.
- Eu posso ajudar, conheço um bom psiquiatra e acho que ele vai precisar de um bom nutricionista também. Posso indicá-lo ao meu... - toquei em seu rosto - Eu quero ajudar. - ele sorriu com minha última frase.
- Eu não irei recusar. – ele puxou meu corpo para um abraço - Obrigado por estar aqui. Se não fosse por você, eu não sei o que aconteceria. – ele disse. Separei-me dele para poder olhá-lo.
- Eu não fiz nada... Digamos que eu só estava no lugar certo na hora certa. – eu sorri, e ele colocou a mão em meu rosto, acariciando-o.
- Eu te amo minha pequena chata. – ele sorriu - Eu não agüentaria tudo isso sem você. - eu apenas retribui seu sorriso e toquei de leve em sua mão.
- Eu posso te pedir mais uma coisa? – ele indagou.
- O que quiser.
- Minha mãe pode dormir na sua casa hoje? Ela provavelmente vai querer posar no hospital, mas não irei deixar. Não será necessário. Ficarei lá e Bill dormirá o tempo todo. Sua casa é perto de lá e ela gosta de você e...
- Tom, tudo bem, vou adorar recebê-la, eu adoro sua mãe.
- Obrigado de novo.
Tom subiu as escadas correndo e logo desceu com um casaco preto em mãos.
- Toma, coloca isso – ele disse, me entregando o casaco.
- Pra quê isso? - indaguei
- Isso é pra você colocar se não quiser ficar famosa da noite pro dia, porque amanhã as manchetes seriam “Cantor Bill Kaulitz é internado em clínica psiquiátrica após ter uma briga com suposta namorada em sua mansão”.
- Tudo isso? – perguntei, ainda assimilando tudo que tinha ouvido a instantes.
- Se não for pior. Vai, coloca. É melhor assim.
Peguei o casaco e o vesti, colocando o grande capuz e me despedindo de Tom com a promessa de mantermos contato direto.
Tom estava certo: A saída do condomínio estava repleta de carros e fotógrafos. Torci para não ser reconhecida. A raiva tomou conta de todo o meu ser, porque aqueles vermes tinham grande parcela de culpa pelo atual estado de Bill, e me pergunto como ele superara isso, sem paz nem privacidade.
Cheguei em casa e entrei direto no banho após contar todos os detalhes a Jen. Nada me faria melhor que isso. Depois de meia hora de banho, eu estava parada em frente ao espelho com as mãos apoiadas na pia de mármore enquanto colocava tudo em ordem em minha mente que estava mais do que desorganizada, e eu diria que era uma bagunça da qual precisava ser entendido o motivo concreto dela. Mas eu sabia que não era eu quem tinha a resposta. Envolvia sentimentos que eu estava rejeitando e fazendo questão de ignorá-los enquanto me fosse necessário e correto. Aquilo que fiz e presenciei nesse dia fora tão impressionante quanto a sensação que tive. Eu sempre tive uma vida tão calma, sem conturbações nem surpresas inesperadas, e desde que pessoas como ele entraram em minha vida isso mudara. Porém, algo me dizia que essa tempestade seria só no começo, e que algo muito melhor me aguardaria no fim.
Saí do banheiro enrolada em um roupão, e ainda passando cremes pelo corpo, avistei em cima do balcão a minha frente um porta retrato com a foto que tirei com Tom a algum tempo atrás. Era tipo um ritual nosso de trocá-la a cada ano, para ver o quanto mudamos. Na foto ele sorria. Ao lembrar-me daquele dia, um sorriso surgiu em minha face. Era assim que eu queria vê-lo novamente, vê-lo feliz. E para isso, Bill teria que estar melhor. Disposta a ajudá-lo eu estava, não importava como. E isso era prioridade minha agora.


-
o próximo capítulo será postado pela /anna.
e vai ser bem divertido Laughing
comentários?
até mais lindas ♥


Última edição por Miilena em Qua Fev 23, 2011 3:21 am, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Be My Friend   Seg Nov 15, 2010 11:54 pm

Miilena escreveu:
- Sabe – ele disse, enquanto limpava as lágrimas - enquanto eu estava lá dentro, eu ouvia a sua voz bem fraca... Lá no fundo, eu sabia que alguém estava ali, sabia que eu não estava sozinho. Eu queria levantar, queria sim sair, mas não tinha força. Meu corpo não correspondia. Era como se eu gritasse e você não me ouvisse... - seu choro recomeçou - A única coisa que eu mais queria e pedia era que você não tivesse desistido de mim, que você ficasse ali, foi... Terrível – ele baixou a cabeça e chorou descontroladamente. Senti uma enorme vontade de abraçá-lo, mas me contive e limitei-me a ignorar o choro que senti chegar para mim.
tocou Rette Mich na minha cabeça nesse pedaço /mimi
eu quase, leu bem? quase! chorei nesse parte :')
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MensagemAssunto: Re: Be My Friend   Ter Nov 16, 2010 5:01 am

AAAAAAAAAAAAH, chorei!
Tadinho do Bill, não fazia ideia do quão mal ele estava. E o Tom que sofre pelo irmão? Muito triste isso.
E sobre a auto-mutilação de Bill? Nada a declarar
Miilena, exijo que pare de mexer com meus sentimentos e com minhas emoções dessa maneira e continue a fic. (achando que manda em algo)
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MensagemAssunto: Re: Be My Friend   Ter Nov 16, 2010 7:29 am

nossa tomara que o bill não esteje usando droga
tadinho
espero que ele melhore
continua quero ver oque irá acontcer com meu bill'zinho
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MensagemAssunto: Re: Be My Friend   Ter Nov 16, 2010 8:52 am

Citação :
AAAAAAAAAAAAH, chorei!
Tadinho do Bill, não fazia ideia do quão mal ele estava. E o Tom que sofre pelo irmão? Muito triste isso.
E sobre a auto-mutilação de Bill? Nada a declarar
Miilena, exijo que pare de mexer com meus sentimentos e com minhas emoções dessa maneira e continue a fic. (achando que manda em algo)

+1
também acho.
CONTINUA [AAAAAAAAAAAAAAAAAA]
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MensagemAssunto: Re: Be My Friend   Ter Nov 16, 2010 8:57 am

Patty Back-K escreveu:
Miilena escreveu:
- Sabe – ele disse, enquanto limpava as lágrimas - enquanto eu estava lá dentro, eu ouvia a sua voz bem fraca... Lá no fundo, eu sabia que alguém estava ali, sabia que eu não estava sozinho. Eu queria levantar, queria sim sair, mas não tinha força. Meu corpo não correspondia. Era como se eu gritasse e você não me ouvisse... - seu choro recomeçou - A única coisa que eu mais queria e pedia era que você não tivesse desistido de mim, que você ficasse ali, foi... Terrível – ele baixou a cabeça e chorou descontroladamente. Senti uma enorme vontade de abraçá-lo, mas me contive e limitei-me a ignorar o choro que senti chegar para mim.
tocou Rette Mich na minha cabeça nesse pedaço /mimi
eu quase, leu bem? quase! chorei nesse parte :')
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muito perfeita essa fic... tão intensa!

e anna, POSTA LOGO!!!!!!!!!!!!!!!
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Espero que o Bill melhore logo. è tão ruim vê-lo desse jeito.
Continuem meninas e não demorem a postar.
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MensagemAssunto: Re: Be My Friend   Ter Nov 16, 2010 12:32 pm

Citação :
- Sabe – ele disse, enquanto limpava as lágrimas - enquanto eu estava lá dentro, eu ouvia a sua voz bem fraca... Lá no fundo, eu sabia que alguém estava ali, sabia que eu não estava sozinho. Eu queria levantar, queria sim sair, mas não tinha força. Meu corpo não correspondia. Era como se eu gritasse e você não me ouvisse... - seu choro recomeçou - A única coisa que eu mais queria e pedia era que você não tivesse desistido de mim, que você ficasse ali, foi... Terrível – ele baixou a cabeça e chorou descontroladamente. Senti uma enorme vontade de abraçá-lo, mas me contive e limitei-me a ignorar o choro que senti chegar para mim.
Sofri pra betar isso.
Sofri pra betar o capítulo inteiro.
SOFRI PORQUE ESSAS MINHAS DUAS ESCRITORAS SÃO FODAS, Ã, dorguinha, eu sinto o sofrimento dos Kaulitz lendo isso x.x'
E ah sim, sobre o próximo capítulo, preparem-se, MUAHAHAHA, vai estar de matar de rir
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MensagemAssunto: Re: Be My Friend   Ter Nov 16, 2010 2:34 pm

OMG! A Rachel tem que ajudar ele. #fato
Já pensou ele tentar de novo?
Nem em fics isso pode acontecer!
Tô super curiosa pra saber o que vem a seguir!!
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MensagemAssunto: Re: Be My Friend   Ter Nov 16, 2010 7:11 pm

Amei o cap. (:
Essa família precisa muito dela.
Isso mesmo Bill, vai lutar pela tua vida meu bem (:
Posta mais. xD
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MensagemAssunto: Re: Be My Friend   Ter Nov 16, 2010 10:24 pm

AnaCarolina_ff escreveu:
AAAAAAAAAAAAH, chorei!
Tadinho do Bill, não fazia ideia do quão mal ele estava. E o Tom que sofre pelo irmão? Muito triste isso.
E sobre a auto-mutilação de Bill? Nada a declarar
Miilena, exijo que pare de mexer com meus sentimentos e com minhas emoções dessa maneira e continue a fic. (achando que manda em algo)
+3
Concordo com a Catarina.
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MensagemAssunto: Re: Be My Friend   Ter Nov 16, 2010 10:55 pm

Ain concordo com tudo que as meninas já disseram até agora!!!
quase chorei com o capítulo, "ver" Bill neste estado e em como o Tom fica é de deixar qualquer um desnorteado, ainda bem que ela estava lá!
acho muito linda relação da Rachel e do Tom!!!
meninas, não façam eu perder mais as unhas e os meninos sofrerem mais ok?! (tá parei)


Citação :
- Tom, eu acho que ele...
- Sim, ele quer fazer suas necessidades. Te espero lá embaixo. Vem, vamos filho. - Tom desceu as escadas correndo, sendo seguido por Scotty, mais do que animado.

ri muito aqui com o Vamos Filho
lol!

não preciso nem dizer que é pra postar mais né!!!
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/anna.
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MensagemAssunto: Re: Be My Friend   Sab Nov 20, 2010 12:58 am

olá seduções Very Happy
que saudade *-* bom, o capítulo tá enorme, e cansativo.
eu precisava esquecer do vestibular, então escrevi compulsivamente Very Happy lamento por vocês
boa sorte leitura




CAPITULO 13


Abri os olhos lentamente. O quarto ainda estava escuro e a cortina branca balançava de leve. Apalpei o lençol macio tentando achar meu celular, em vão. Olhei para o criado mudo e lá estava ele. Peguei-o e vi que horas eram. 10:15 da manhã. Eu nunca acordava nesse horário, ainda mais num sábado. Porém, batidas fortes e um som irritante de furadeira ecoavam por quase todo o meu apartamento. Mudanças. Só eram permitidas no sábado, das 9:00 da manhã às 8:00 da noite.
Levantei quase que me arrastando, fui até a porta e espiei pelo olho mágico. Eu teria novos vizinhos. Torci para que fosse alguma pessoa simpática e que gostasse de música, mas se fosse bonito, dava pra esquecer a parte da música. Rachel que era sortuda por vizinhar com Josh, aquele deus grego. Ri de mim mesma e abri a enorme porta que dava passagem para a sacada. Era um dia lindo, um vento gelado, típico do início do inverno, mas o sol brilhava alto no céu.
Um dia tão bonito e eu teria de achar algo para fazer, sozinha. Rachel havia viajado, eu já estava com saudades. Caminhei até o banheiro, fiz minha higiene matinal e decidi descer para dar uma corrida. Eu não ia à academia há 4 dias e estava com saudades de malhar. Troquei de roupa, coloquei meus headphones no ouvido e saí.
Enquanto chaveava a porta, cantava animadamente. Ao me virar, me bati em alguém que saía do elevador com uma enorme caixa de papelão carregada de quadros e porta-retratos, que se espalharam pelo chão. Mais que depressa tirei os headphones e pedi desculpas, ajudando a senhora de olhos e cabelos castanhos à minha frente a recolher o que havia caído.
- Desculpe, eu ando tão distraída. - expliquei, pegando o último porta-retrato e colocando-o na caixa.
- Imagine querida, não foi nada. - sorriu ternamente para mim. Nesse momento eu percebi que me daria muito bem com aquela mulher.
- Bom, acho que vamos ser vizinhas de porta. - sorri também – Eu sou Anne, muito prazer. - estendi a mão.
-Muito prazer, sou Simone. - pegou minha mão e me puxou para um abraço. Num instante tive a sensação de conhecê-la há anos, era tão simpática e aconchegante. - Vamos nos dar muito bem. - me olhou sorrindo.
- Claro que sim! Bom, não quero atrapalhar então já vou indo. Até mais. - me despedi, ela sorriu e logo entrei no elevador.
Cheguei no térreo e saí pela porta dos fundos. Puxava os cabelos para cima para amarrá-los num rabo-de-cavalo. Olhei para minha esquerda verificando se vinha algum carro, e ao olhar para a direita me bati bruscamente contra alguém alto e forte. Caí no chão na mesma hora.
- Mas hoje não é meu dia! - reclamei, enquanto o vento forte jogava meus cabelos no meu rosto, dificultando minha visão.
- Desculpe moça, não foi proposital. - falou largando a caixa que segurava, me estendendo a mão. Levantei-me, e sem olhar para a pessoa que estava na minha frente, comecei a limpar minhas calças de cabeça baixa.
- Tudo bem, eu que estou muito longe hoje, não foi culp... - ao olhar para o homem à minha frente, perdi a voz.
- O QUÊ? - falamos em uníssono, nos encarando. Esfreguei os olhos na esperança de estar tendo vertigens, mas era real.
- Tom? O que faz aqui?! - perguntei.
- Minha mãe está de mudança, veio para tomar conta de Bill! E você, o que faz aqui? - perguntou como se eu fosse uma alienígena.
- Como o que eu faço aqui?! Eu moro aqui! - exclamei em um tom óbvio. - Espera, não me diga que aquela senhora extremamente simpática e gentil que será minha vizinha é sua mãe?! - perguntei, ainda duvidando.
- Apartamento 1102? Sim, é a minha mãe. - falou orgulhoso.
- Coitada, mas essas coisas de parentesco não se escolhem, né?! - lamentei baixinho.
- O que você disse? - indagou desconfiado. Eu ia repetir mas fui interrompida por Simone, que saiu pela porta falando com Tom.
- Biscoitinho da mamãe, vamos com essa caixa, estou te esperando. - em segundos vi Tom ficar extremamente vermelho.
- Sim mãe, já estou indo! - avisou à Simone, que nos deu as costas e entrou novamente no prédio.
- BISCOITINHO? – perguntei, dando uma gargalhada.
- Shhhh, fique quieta Simpson, minha mãe é muito afetuosa. – falou, tentando disfarçar.
- Ah sim. Bom, não vou ficar aqui perdendo tempo com você, suba logo “biscoitinho”. - falei debochando de Tom, que numa atitude infantil, me imitou fazendo caretas e falando numa voz fina.
- Nhé nhé nhé nhé, biscoitiiinho... - me deu as costas e entrou no prédio, ainda vermelho.

TOM KAULITZ
Minha mãe ia ser vizinha daquela maluca? Não dava pra acreditar.
Enquanto o elevador subia, eu lamentava. Cheguei no 11º e último andar e encontrei minha mãe na porta.
- Bebê, vamos com essas coisas, você não pode ver uma mulher bonita e já quer conversar, e eu aqui te esperando. - disse num tom de repreensão.
- Pô mãe, biscoitinho? - perguntei meio choroso.
- Vamos Tom, pare com isso, qual o problema? - perguntou como se fosse normal me chamar de biscoitinho aos 21 anos.
- Mãe, eu já tenho 21 anos de idade, desse jeito você vai estragar a minha fama de pegador. Vão achar que eu sou um bebezão que vive agarrado na saia da mãe. - choraminguei.
- E você vive mesmo! – falou, me dando as costas. Eu a segui. - Até tive de me mudar para cá!
- Mãe, eu disse que não havia necessidade, eu cuidaria muito bem do Bill. - falei estufando o peito. Recebi um olhar de compaixão.
- Tom, meu amor, mal consegue cuidar de você mesmo, imagine se eu ia deixar o meu caçulinha na sua mão. – disse, rindo sozinha e colocando um quadro meu e de Bill na parede.
- Eu sou uma pessoa muito organizada e responsável, sempre tomei conta do Bill. - teimei.
- Muito responsável... E aquela vez em que fez Bill comer a ração do cachorro? - perguntou caminhando pelo corredor, sendo seguida por mim.
- Mãe, ele estava com fome, só tinha mais meia tigela de cereal, e ele comeu porque quis, não foi culpa minha. - expliquei gesticulando.
- Você podia ter dividido com ele, ou tivesse dado à ele alguns biscoitos de chocolate.
- Eu não alcançava o armário. - falei com uma expressão da cachorro abandonado.
- Tudo bem, pare de tentar explicar todas as suas ações maléficas da infância... - fez uma pausa e eu interrompi.
- Maléficas? Eu era um anjinho, coisa mais fofa desse mundo, até hoje a senhora ainda me chama de bebê e todos esses apelidos afeminados. - falei, abraçando-a fortemente e a levantando do chão.
- Está bem meu garotinho prodígio... É muito bom ter você por perto! Agora suma da minha frente e vá buscar as caixas que restam. – falou, me dando um beijo na bochecha.

Era uma noite bastante fria, mas o céu estava lindo. Eu não tinha nada para fazer, Rachel estava viajando, Bill dormia por horas e horas. Eu não iria passar a noite ali, sozinho.
Tomei um banho e coloquei a primeira roupa que encontrei, eu era irresistível de qualquer jeito. Olhei-me no espelho e gostei do que vi. Peguei a chave do carro e saí sem fazer barulho. Passei em frente da melhor boate de Hamburgo. Estava cheia e bastante animada, então resolvi entrar. Entreguei o carro ao manobrista e já obtive passe livre pelo segurança da portaria. Eu adorava a fama.
Enquanto me dirigia ao bar da área VIP, encontrei alguns amigos e fiquei por ali, conversando. Eu passava os olhos cuidadosamente por toda a boate, quando a avistei há alguns sofás de distância. Anne Simpson. Estava linda. Era linda. Seus braços eram cheios de pulseiras neon que balançavam quando ela se movia animadamente ao som da música, destacando-a mais ainda. Estava com um enorme grupo de amigas. Sem dúvida eram as mais bonitas daquele lugar, chamavam a atenção de todos. Desviei o olhar, e quando a encarei de novo, ela conversava com um cara alto, de cabelos escuros e pele branca. Ele se aproximava cada vez mais e mantinha a mão na cintura de Anne. Semicerrei os olhos, sentindo uma sensação estranha que eu mesmo desconhecia a origem. Ela bebia um drink de cor azul, e quando deu as costas para aquele homem, teve sua cintura totalmente enlaçada. Mesmo assim, continuava a rebolar perfeitamente, era o sangue brasileiro que corria em suas veias. Meu corpo queria me guiar até lá. Me agarrei no sofá com uma força considerável. Eu não podia deixar o instinto falar mais alto. Mas após alguns segundos de sufoco, desisti de ficar ali sentado. Eu tinha que fazer alguma coisa, e Anne me agradeceria por isso algum dia.
Não estavam mais dançando. Agora conversavam, sentados de frente um para o outro, no bar. Eu caminhei até lá e fingi que não a tinha reconhecido. Parei entre os dois e pedi um Red Bull. A moça do bar me olhou e logo dirigiu o olhar às minhas mãos.
- O Sr. pretende terminar esse copo de whysky? - perguntou num tom debochado. Eu havia me esquecido de que já estava com um copo na mão. Mais que depressa o bebi num gole só, sentindo minha garganta queimar.
- Prontinho, agora veja o meu Red Bull, por favor. – falei, querendo pular aquele balcão e torcer o pescoço daquela menina. Olhei com desprezo para o meu lado esquerdo, onde estava aquele desconhecido, e logo virei o rosto. Então decidi arruinar o encontro dele com a minha produtora de vídeo. Olhei para a direita, e como um péssimo ator mexicano, fingi espanto ao vê-la.
- Anne? É você? Que coincidência... Está se divertindo? - sorri lindamente para ela, ela amoleceria, eu tinha certeza.
Ela me olhou com raiva estampada naqueles olhos negros.
- Sim Tom, sou eu, caso ainda esteja em dúvida. Estava bem divertido até você bancar o espelho sem aço. - fez uma pausa – Você não deveria misturar álcool e energético, pode passar mal. – falou, com um sorriso de canto.
- Ah Anne, não precisa se preocupar comigo, eu vou ficar super bem. Mas e aí, o que estava fazendo? - como ator, realmente, eu era um ótimo guitarrista. Fiquei feliz e sorri vitorioso quando senti a pessoa atrás de mim se levantando e voltando para o sofá em que estava antes.
- Eu estava tentando conversar com um amigo, mas... - a interrompi.
- O quê? Ele te deu um bolo? Que sem noção, se eu tivesse um encontro com você, jamais faltaria. - falei, tentando parecer gentil. Anne abriu um enorme sorriso, e me encarou no fundo dos olhos. Eu estava atingindo meu objetivo, que orgulho!
- Que fofiiinho! – ela apertou minhas bochechas, sem se importar com os que nos olhavam - Vem comigo, vou te apresentar uma amiga que gosta muito de Tokio Hotel. –ela falou, me puxando pela mão. Eu não queria conhecer ninguém, por que ela não percebeu isso ainda?
Passamos pelo seu grupo de amigas e eu fiquei sem entender nada. Foi então que pude ver num canto, sozinha, uma morena de cabelos compridos, maquiagem pesada, muito bonita. Eu queria Anne aos meus pés, então não iria desapontá-la.
- Tom, essa é minha amiga Ashley, ela é sua fã. – falou, sorrindo para a moça loira que também sorria e me encarava.
- Ashley, aqui está, Tom Kaulitz, ao vivo e à cores, como eu havia prometido. - sorriu novamente. Eu a olhei aflito, não queria aquela oxigenada. - Vou deixar vocês à sós, divirtam-se. - Anne saiu, ainda com um sorriso nos lábios, me deixando ali, na frente daquela mulher desconhecida.
Ela me convidou para sentar e ficamos ali, conversando por algum tempo, bebendo mais alguns drinks. Ela passava a mão em minha perna e eu estava quase esquecendo de Anne e cedendo à tentação, principalmente quando ela se aproximou de meu ouvido e sussurrou numa voz quase igual à voz doce da morena que manchou minhas calças com café:
- Quer dançar? - eu não iria recusar, seria uma enorme desfeita da minha parte.
- Claro que sim. – respondi, já me levantando e procurando Anne com o olhar.
Nos dirigimos até a enorme pista e começamos a dançar, muito próximos um do outro. Ao nosso lado havia. um grupo de homens bêbados que tentavam dançar, mas acabavam se chocando bruscamente com as pessoas que circulavam e com as que dançavam também. Ashley estava se aborrecendo.
- Quer sair daqui? - perguntei, tentando ser simpático.
- Não, pode deixar. - me respondeu sorrindo. Ela era muito bonita. Não era a Simpson, mas naquela altura do campeonato, eu poderia fingir que era.
Ela se aproximava cada vez mais, e quando ela ia beijar o canto dos meus lábios, um dos homens se chocou novamente contra ela, nos fazendo cambalear para o lado. Ashley agarrou a camisa do homem e gritou numa voz masculina e mais grave que a minha:
- Qual é a tua cara? Tá pensando o quê? Vai empurrar tua mãe, seu b*sta!
Eu mão estava raciocinando direito. O que era aquilo afinal?! Anne tinha me apresentado um travesti? UM TRAVESTI?! Não... Era uma morena linda chamada A-S-H-L-E-Y. Ou será que não era?
Enquanto eu tentava entender tudo, fui correndo até a saída, sendo seguido pela Ashley. Ou seria pelo Ashley? Ao sair da boate, fui cegado pelos flashes que flagravam Ashley tentando me puxar para dentro da casa noturna, mas eu soltei meu braço, sem a ouvir, e pedi ao manobrista que fosse rápido ao trazer o carro. Em poucos minutos, adentrei meu veículo, mas havia esquecido de pagar a conta. Decidi então entregar a ficha de consumação e 200 euros ao manobrista e pedi a ele que pagasse a conta por mim e ficasse com o resto.
Cheguei em casa, mas ainda não acreditava no que havia acontecido. Aquilo era um travesti e não uma loira bonita de cabelos longos.
Fiquei sentado no sofá e encarando a parede por horas. Olhei o relógio e eram 6 horas da manhã, já era domingo. Liguei a TV, e para minha infelicidade, a notícia do domingo era eu sendo agarrado por um travesti na frente da boate mais badalada de
Hamburgo. No mesmo instante o telefone tocou. Jost. Era o meu fim.
- Tom Kaulitz, o que você estava fazendo em uma casa noturna, quando ficou encarregado de cuidar de seu irmão que está passando por uma fase de dificuldades?
- Ãhnn... Eu só queria me diver... - me interrompeu, estava muito bravo.
- Não tente se explicar, quanto egoísmo! Você sempre soube que Bill é o mais fraco, e mesmo na situação em que ele se encontra você não deixou de ser mulherengo. Sair para se divertir quando seu irmão quase morreu? Você precisa de uma namorada que te coloque nos eixos, porque os puxões de orelha meus e de sua mãe não serviram de nada esse tempo todo. E pior, um travesti?!
- Não foi minha culpa, foi Anne Simpson que me apresentou para ela, ou ele, sei lá! – falei. me defendendo.
- Não ponha a culpa em Anne, ela é uma ótima profissional! Você está é procurando motivos para que ela não trabalhe conosco, por puro orgulho da sua parte. Olha menino, ainda bem que você não está na minha frente, porque eu partiria para a ignorância numa hora dessas. E pode pensar na explicação que você dará à mídia. E é bom que seja bem convincente. Tchau.
- Ah que ótimo, mais uma vez, passando vergonha por culpa da Simpson. – disse baixo para mim mesmo.
Passei o domingo em casa, cuidando do Bill e pensando na desculpa esfarrapada que daria à imprensa. Tarde da noite recebi um telefonema avisando que na segunda teríamos uma reunião na Universal para tratar do tempo de gravação que foi adiado pelo tratamento do Bill, e também para acertar detalhes importantes. A noite passou calmamente, e pensando no clipe, peguei no sono.

No outro dia, acordei e fui direto para o banho. Me arrumei e saí de casa, deixando a empregada encarregada de manter Bill nos conformes.
Cheguei na gravadora e o Cadillac Provoq já estava estacionado na mesma vaga de sempre. Cumprimentando todos da recepção, chamei o elevador e subi até o 7º andar. Quando a porta de elevador se abriu, todos os olhares se voltaram para mim, inclusive o de Anne, que estava escorada na máquina de café. Ela me olhou sem expressão, e eu entrei na sala de reuniões, ignorando os demais. Sentei numa das cadeiras, deitando sobre a enorme mesa. Ouvi alguém entrar, mas não me movi.

ANNE SIMPSON
Eu não costumava me arrepender do que fazia. Mas estranhamente, eu estava com peso na consciência. Precisava conversar com Tom e acabar com aquilo. Não éramos mais crianças e não precisávamos agir como tais.
Ele chegou com a expressão vazia e não olhou para ninguém. Apenas me encarou por alguns segundos e se dirigiu à sala de reuniões. Eu o segui, e quando adentrei a sala, ele estava debruçado na mesa, escondendo o rosto.
Sentei-me na cadeira ao seu lado e larguei meu café na mesa.
- Tom? - perguntei com tom duvidoso e não obtive resposta. - Olha Tom, eu quero te pedir perdão. Eu sei que foi extremamente patético da minha parte te apresentar um travesti, eu não sabia que ia acontecer tudo isso e muito menos que ia cair na mídia. Não quero manter essa relação com você. Nós temos um clipe pra gravar, vamos agir como adultos... Por favor, me desculpa? - pedi, esperando alguma resposta. Ele ergueu a cabeça com os olhos enraivecidos, se aproximou de mim, de modo a me fazer recuar um pouco, e falou três palavras que na mesma hora me cortaram profundamente. Senti o chão desaparecer e uma dor incomparável que eu nunca havia sentido antes.
- Eu te odeio.

TOM KAULITZ
Eu ainda não estava acreditando que tudo aquilo estava acontecendo comigo. Anne veio atrás de mim, pedir desculpas que eu nem sabia se faziam sentido ou não. Tolice. Dei meu recado para ela, curto e grosso. Ódio. Era tudo o que eu sentia por ela naquele momento, e isso não mudaria. Deixei-a sentada e sozinha naquela sala. A reunião começaria em meia hora e resolvi dar uma volta pela gravadora.
Desci as escadas até o sexto andar e enquanto caminhava lentamente, avistei ao fim do corredor uma porta com as escritas “Setor RH”. Um sorriso mal despontou em minha face. Era agora que eu descobriria como infernizar Anne Simpson.
Me dirigi rapidamente até lá, parei em frente à porta e comecei a pensar no que diria para ter acesso às fichas dos funcionários. Coloquei a mão na fechadura e abri, me deparando com um homem de cabelos loiros e olhos azuis.
- Bom dia senhor... Ããhnn... - o nome dele, eu não sabia o nome dele, procurei pela plaquinha sobre a mesa e a li rapidamente. - Sr. Schoen, solicitam a sua presença nesse exato momento no escritório da Srta. Rachel Morris, e pelo que me parece, ela quer discutir alguns assuntos com o senhor. - falei rapidamente. Nem eu sabia que era capaz de falar tão formalmente!
- A Srta. Rachel? - fez uma cara de apavorado. - Estou indo! – ele selevantou e saiu rapidamente. Esperei ele adentrar o elevador e entrei na sala, chaveando a porta. Atrás da mesa, havia um armário feito sob medida para aquela parede. As fichas deviam estar todas ali. Corri os olhos rapidamente e avistei a gaveta com nomes de A até G. Ah Anne, agora você teria o troco.
- Ana, And, Ane, Ann... Aqui! - falava sozinho enquanto procurava. - Simpson, vamos ver... Aqui, Anne Simpson! - comemorei, verifiquei a foto, era ela mesma. Comecei a ler rapidamente antes que aquele homem voltasse. Dados... Nascimento, filiação, naturalidade, escolaridade, experiência... Virei a página e meus olhos brilharam ao ver o escrito “Ficha Pessoal”.
Enquanto lia, fiquei boquiaberto: quanta informação, qualidades, defeitos, medos, objetivos... Virei a folha e fiquei ainda mais feliz ao ver a avaliação médica feita inicialmente antes de Anne ser contratada. Eu precisava ser mais rápido, e ao ler o último item já tinha em mente o que faria para me vingar.
Guardei a ficha novamente no lugar e sai rapidamente, torcendo para que ninguém tivesse me visto. E também para que minhas ideias dessem certo.

ANNE SIMPSON
Eu não fiz por mal, e um dia ele se daria conta.
Tomei uma atitude anormal no meu comportamento. Pedi desculpas e ainda tive de ouvir aquilo. Agora ele me odiava... Que legal!
Tom saiu da sala e eu fiquei ali sentada tomando meu café e digerindo a realidade. A reunião demorou a começar, mas foi breve. Dentre os assuntos em pauta, acertamos o prazo de início para as gravações. Foram adiados em pouco mais de um mês, pois Bill tinha de se recuperar... Pobre Bill, eu gostava dele. Era de poucas palavras, mas era tão elegante e educado! Tinha muito bom gosto e eu o admirava, definitivamente.
Após uma hora e meia, a reunião estava terminada. Despedi-me de todos e subi para minha sala. Entrei na mesma, sendo seguida por Marie. Contei à ela o que haviam decidido e ela me avisou que James havia ligado, pedindo que eu fosse até o estúdio K, no prédio 6, para tratar de pré-produções. Larguei minha bolsa na cadeira, pegando apenas meu pen drive, e saí. Chamei o elevador, e enquanto esperava, peguei outro café. Após anos de convivência, eu estava adquirindo os mesmos vícios de Rachel.
O elevador chegou e eu desci. Ao sair do prédio, senti o vento congelante jogar meus cabelos para trás. Com uma mão no bolso e a outra segurando o café, eu caminhava admirando todo aquele patrimônio. Era algo tão enorme! Estava sempre funcionando. Ali dentro os sonhos se tornavam realidade.
Eu estava passando em frente ao prédio 3 quando vi aquele carro preto passar numa velocidade mínima. Senti o olhar do motorista sobre mim, e quando olhei para ele tentando reconhecê-lo, ele acelerou bruscamente, fazendo os pneus cantarem e deixando uma marca escura no asfalto.

A semana passou num ritmo lento, mas foi tanto trabalho, tanta correria na faculdade, que no final de semana eu estava muito cansada.
Sábado de manhã fui acordada pela campainha que tocava incessantemente. Levantei-me correndo, e quando abri a porta, olhei para os lados procurando por alguém, mas estava tudo quieto. Ainda com a porta aberta ouvi, um miado baixo. Olhei para meus pés e dentro de uma caixa decorada estava um gatinho lindo, de pêlo branco e olhinhos pequenos e escuros. Ele me olhou e miou.
Eu não podia pegá-lo.
Repetia isso em pensamento mas não resisti, era tão fofo! Fechei a porta e levei-o até a cozinha, o deixei em cima da bancada de mármore e coloquei um pouco de leite num pires. Coloquei o objeto em cima da bancada e o chamei para perto. Ele saiu de dentro da caixa e passou reto pelo prato, chegou perto de mim e esfregou a pequena cabecinha em meu braço que estava escorado no mármore. Passei a mão pelo seu corpo e o mesmo começou a ronronar. Isso não era bom.
Levei-o para a sala e o larguei no tapete. Enquanto ele rolava de um lado para outro, senti meu nariz coçar e a sensação foi ficando cada vez mais forte. Peguei o telefone e liguei para Rachel, ela não havia voltado mas eu precisava de ajuda. Tocou algumas vezes e ela logo atendeu.
- Oi Anne - disse com uma voz meio sonolenta.
- ATCHIIM... - é, aquele gatinho estava começando a ter efeitos sobre mim.
- Anne, pessoas educadas responderiam 'Olá Rachel', cada vez você aparece com uma novidade! - reclamou.
- Rachel, pare, não é... AAATCHIM... Não é isso, mas alguém me mandou um gatinho de presente! - contei a ela.
- O quê? Anne, não pegue ele por favor, mantenha distância, lembre-se da sua alergia! – dizia, tentando me orientar.
- Tarde demais... Não resisti a ele, é tão... AAATCHIM... Tão bonitinho! – falei, olhando para o gatinho que brincava em meu tapete.
- Não acredito! Bonitinha deve estar você, com os olhos e nariz extremamente vermelhos, a garganta coçando, a pele dando sinais de irritação e a conta bancária apitando por perder 300 euros para pagar uma consulta ao alergista. - me descreveu. E era exatamente assim que eu estava ficando.
- E agora, o que eu faço? – falei, pedindo ajuda.
- Sei lá... Já que você está no M&G do TH, agarra o Tom... - usou uma metáfora desconhecida. - Fica aí brincando com ele, use e abuse dos seus instintos maternais! - falou descaradamente.
- Rachel, é sério... AAA-AA-ATCHIIIM...! Esse gato vai me matar! - expliquei minha situação.
- Ok, eu estou indo pro aeroporto agora, mas faz o seguinte: dá um jeito de manter ele isolado em algum lugar... Perto do fogão, já que você nunca fica por lá mesmo. - fez uma pausa e gargalhou. - E segunda-feira a gente dá um jeito, levamos ele a uma clínica veterinária para doação ou algo do tipo - disse, dando uma solução.
- Mas e se eu me apegar à ele? - choraminguei.
- Ai é só você escolher entre a sua vida ou um gatinho fofinho... – falou, tentando me puxar para a realidade.
- Ok, obrigada, até mais, te amo!
- Até, também te amo, boa sorte! - se despediu.
Desliguei o telefone e fiquei pensando em como iria manter aquele gato longe de mim. Encarei-o, e o mesmo me olhava de uma forma engraçada. Inclinei a cabeça para a direita, questionando em pensamento quem teria o deixado ali, e fui seguida por ele, que também inclinou a pequenina cabeça e continuou a me olhar.
À tarde, fui até o mercado comprar algumas coisas e ração para o ser que agora estava fechado dentro de um quarto que eu nunca usei para nada além de guardar coisas inúteis. Eu estava tão horrível! Meu rosto estava vermelho e inchado, precisava me disfarçar. Coloquei o maior óculos que encontrei, e também coloquei um lenço na cabeça que mais se parecia uma burca.
Saí de casa e fui para o supermercado. Ao descer do carro, esqueci do vento forte e deixei que ele levasse o lenço. Entrei em desespero, mas não havia nada que eu pudesse fazer. Decidi fingir que estava tudo normal e entrei no supermercado. As pessoas me olhavam como se eu fosse algo estranho. Eu queria gritar para todos que era só uma alergia causada por um gatinho lindo que foi deixado em minha porta por alguém que sabia das minhas alergias. Afinal, poderia ter sido qualquer outro animal. Mas foi estranho ter sido necessariamente um gato.
Ao passar pela seção de doces, um garotinho me olhou estranho, veio até mim, e num tom de preocupação, questionou:
- Moça, tá tudo bem com você? - continuou me olhando. Contei até dez e respirei fundo.
- Tá sim meu amor, com licença. - respondi e saí rapidamente dali. Continuei fazendo minhas compras, sendo seguida pelo olhar de todos. Peguei a ração para o gatinho e me dirigi ao caixa.
Enquanto colocava as compras na esteira, a moça repetiu a pergunta do garotinho. Respondi um pouco mais rude, justamente por ela não ser uma criança e saber que certos tipos de perguntas são dispensáveis. Paguei e saí, e enquanto ia para o carro, um garoto que trabalhava lá como carregador me ofereceu ajuda. Após largarmos as compras no carro, agradeci a ele.
- De nada moça, mas está tudo bem com a senhora? – perguntou, me encarando. Senti meu sangue subir e comecei gritar.
- SIIIM, eu já disse que está tudo ótimo comigo, não dá pra perceber?! - perdi o controle e entrei no carro enquanto o menino ficou de pé me olhando sair, tentando entender a minha reação ignorante.
Num ato bobo, comecei a chorar lembrando-me desde o início da semana até a manhã do presente dia. Eu estava sendo uma pessoa muito diferente da que eu costumava ser, estava agindo por impulso, estava errando demasiado, fazendo mal aos outros demasiado. Já na segunda-feira ouvi alguém dizer que me odiava, e não foi um qualquer. Deveria ser, mas estranhamente, Tom e suas opiniões estavam fazendo mais importância do que normalmente fariam, o que me assustava um pouco. E definitivamente, isso não era um bom sinal.
-

aê, acabou o sofrimento Very Happy que bafão, Anne!
biscoitinho Tom, um travesti?
próximo capítulo é com a Milena
beijos à todas, e até a próxima :*
-
na próxima terça acontece o tão esperado show do TH *-* eu não vou, mas desejo um ótimo show às meninas que vão, mostrem à eles o que o Brasil tem de melhor Very Happy 'Cause now it's our time
-
quando o gato sai, os ratos fazem a festa Wink
é meninas, quando a Rachel não tá perto, salve-se quem puder EIAUHEIAUHE


Última edição por /anna. em Qua Fev 23, 2011 3:24 am, editado 2 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Be My Friend   Sab Nov 20, 2010 11:21 am

Tadinha da Anne toda inchada... deve ter ficado morrendo de vergonha. *saco*
Mas também que ideia é essa de apresentar um traveco pro Tom.
A Rachel tem que voltar pra botar ordem nessa fic.

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Catarina Kretli
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MensagemAssunto: Re: Be My Friend   Sab Nov 20, 2010 12:51 pm

BISCOITINHO, AAAAAAAAAAAAAAAa Lindo (:
Travesti foi fod*, A Anne pegou pesado KPOSKPAKSPKAPKS
Tom é o mal xD
Esse eu te odeio foi forte né ?? O.O
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MensagemAssunto: Re: Be My Friend   Sab Nov 20, 2010 12:57 pm

kkkkkkkk, morri com o biscoitinho.
Coitada da Anne, reação alérgica a gatos é terrível. O osto dela devia estar parecendo uma abóbora vermelha.
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MensagemAssunto: Re: Be My Friend   Hoje à(s) 1:16 pm

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