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 Be My Friend

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DaDa Kaulitz
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MensagemAssunto: Re: Be My Friend   Qui Out 14, 2010 8:14 am


A Tommy pode conhecer o meu !!! Twisted Evil [momento perva on]POSKPSOSKPSOSKSPOSKSPOSK
Oque será que o Tom tem hein???
scratch
Continua Liebe*_*
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Janaína C.
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MensagemAssunto: Re: Be My Friend   Qui Out 14, 2010 2:01 pm

Citação :
já imaginou chegar em casa e dar de cara com o Tom na sua cama? (6'
eu pensei EXATAMENTE nisso quando eu tava betando esse capítulo AISJAIJSIAJSIAJ
acho fofs as conversas que o Tom tem com a Rachel, sei lá... São conversas sinceras que eu só imagino ele tendo com o Bill, porque conversar com mulher... O Tom deve conversar pouco. Deve fazer outras coisas, se é que me intendem Q
continuaa Mih *-*
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Catarina Kretli
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MensagemAssunto: Re: Be My Friend   Qui Out 14, 2010 3:52 pm

RI muiito com o Tom agora KOPKSAPOKSPOKASKA
O que será ques esta avendo ?? scratch
Posta mais (:
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kiinha kaulitz
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MensagemAssunto: Re: Be My Friend   Qui Out 14, 2010 4:40 pm

[aáaaa] atrasada eu sei.
Nossa, eu iria adorar encontrar Tom Kaulitz na minha humilde caminha.. e não iria pensar nem duas vezes para estreiar aquela lingerie (66~
aloka..

CONTINUA *-*
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MensagemAssunto: Re: Be My Friend   Qui Out 14, 2010 10:56 pm

Catarina Kretli escreveu:
RI muiito com o Tom agora KOPKSAPOKSPOKASKA
O que será que esta havendo ?? scratch
Posta mais (:
+1
E sim, adoraria encontrar no Tom na minha cama, concerteza. Twisted Evil
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MensagemAssunto: Re: Be My Friend   Sex Out 15, 2010 9:03 pm

Janaah. escreveu:
Citação :
já imaginou chegar em casa e dar de cara com o Tom na sua cama? (6'

acho fofs as conversas que o Tom tem com a Rachel, sei lá... São conversas sinceras que eu só imagino ele tendo com o Bill, porque conversar com mulher... O Tom deve conversar pouco. Deve fazer outras coisas, se é que me intendem Q
continuaa Mih *-*

preciso mesmo dizer o que eu imaginei? =) o Tom está completamente fofo na tua fic *-* vou roubá-lo pra mim, pode?
e desculpa pela demora em comentar.
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Miilena
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MensagemAssunto: Re: Be My Friend   Dom Out 17, 2010 9:24 pm

Oiie Very Happy
É pelo visto todas gostariam de encontrar o Tom na cama né? UASHAUHSA' Tom esta realmente fofo nessa fic, mas já já isso muda! Twisted Evil
Esse capítulo é tenso, nele vocês descobrem o problema do Bill e conseqüentemente o do Tom!
e ficou bem comprido eu iria dividi-lo mas não sabia em que parte cortar, então deixei assim e tem uma parte com a narração do Bill!
boa leitura amores, e desculpa pelo capítulo grande Very Happy






CAPÍTULO 7

Depois que Tom saiu, Jen chegou em casa e disse que iria preparar a janta. Pedi que ela fizesse macarrão com almôndegas ao molho rosé, enquanto eu faria a minha maquiagem. Eu adorava sair com Tom, era sempre muito ... Interessante. Eu bebia sem preocupação nenhuma, ele sempre me trazia para casa, e quando eu estava com ele, todos os homens me respeitavam, ninguém tinha coragem de se meter com ele. O único problema era que Tom nunca chegava na hora marcada, pontualidade não era seu forte. E quando ele bebia, sempre sobrava pra mim carregá-lo pra casa, e não era tarefa fácil porque Tom era o dobro do meu tamanho.
- Rachel, o jantar está pronto - Jen chamou da cozinha.
Saí do quarto com a maquiagem pronta. Estava com uma sombra mais clara em tom de marrom claro, e depois passaria um batom bem vermelho.
- Que horas Tom vem? - perguntou-me
- Às 23:00, mas no horário do Tom, 00:00, por quê? - pedi, enrolando o macarrão no garfo.
- Vão sozinhos?
- Eu acho. Pelo menos ele não comentou nada se alguém mais nos acompanharia - respondi sorrindo.
Jen estava preocupada. Ela sempre ficava assim. Ela gostava dele mas não confiava, como uma mãe.
Depois de jantar ajudei Jen a retirar a mesa e fui vestir-me. Ainda não fazia ideia do que colocaria. Vesti mais de seis vestidos diferentes e optei pelo mais básico: um vestido preto tomara que caia com alguns detalhes e uma linda sandália na cor vermelha vibrante, acessórios pretos e várias pulseiras prateadas.

(roupa da Rachel) http://www.polyvore.com/roupa_da_rachel/set?id=23347550 )

Deixei meu cabelo solto, estava ondulado nas pontas.
- Meu Deus! Como você está linda! Quer dizer você é linda, mas assim está melhor. - Jen entrou no quarto assoviando.
- Sério? Não sei, parece que falta alguma coisa – disse, fazendo voltas em frente ao espelho.
- Tom já chegou, mandou você descer, está lá embaixo – informou, me alcançando a bolsa preta
- Obrigada.
Peguei a bolsa, dei um beijo em sua bochecha e fui até a porta. Nessa hora até cogitei a hipótese de encontrar Josh no elevador, ele com certeza não iria resistir a mim.
O elevador chegou até o térreo e pela porta de vidro do edifício avistei o carro de Tom estacionado no lado de fora. Então a porta do motorista se abriu e de lá ele saiu, lindo demais como sempre. Veio em minha direção e abriu a porta do passageiro, era típico dele, abrindo seu melhor sorriso.
- Você está maravilhosa, como sempre, o que é isso? Tenho prazer de entrar naquele lugar com você – disse, pegando em minha mão e me fazendo rodopiar.
- E você?
- Como estou? - perguntou dando a volta em minha frente.
- Huum... - fiz cara de pensativa - De verdade? Está muito gostoso, você não deveria sair assim, é um atentado as pobres garotas carentes. - falei rindo da cara de malicioso que ele fazia.
- É, acho que foi um elogio, então muito obrigado. Vamos? - apontou para dentro do carro.
Passamos o caminho inteiro rindo, conversando, e cantando as músicas malucas que Tom escutava. Tínhamos um gosto musical parecido. Hoje creio que a noite será animada. Pelo menos pretendo deixa-lo feliz.


BILL KAULITZ

Pedi ao garçom que trouxesse mais uma dose de whisky, estava entediado. Todas aquelas luzes, barulho e pessoas estavam me deixando maluco. Não queria estar aqui, mas Tom insistiu para que eu saísse um pouco de casa. Preferia mil vezes a minha cama e meus cães. Quase nunca tenho sossego, então os momentos de paz em casa são raros.
- Quem é a moça que esta subindo com Tom? - Andréas perguntou, me tirando dos meus devaneios. Pedi para que ele viesse junto, já que sabia que Tom teria companhia. Olhei na direção das escadas que davam acesso a área vip e os vi subindo.
- Rachel. - virei meu rosto para encara-lo.
- Aquela é a Rachel? Por que não me disse que ela viria?
- Porque eu também não sabia. - olhei na sua direção, arqueando uma sobrancelha.
- Nossa, como ela é linda Bill. Alta, olhos verdes, cabelos castanhos, um belo corpo. Por isso que o Tom esconde ela - ele parecia indignado e olhava fixamente para o local em que os dois estavam. Soltei uma risada debochada.
- O que, vai me dizer que ela não é bonita? Você não a acha bonita? Ah Bill por favor.
- Eu não disse isso. Ela é bonita... Não, ela realmente é muito linda, e cantando tem a voz feminina mais bonita que já ouvi – respondi, acendendo um cigarro. Eu não havia falado nenhuma mentira, ela era bonita sim.
- Então por que não gosta dela? - perguntou inconformado.
- Não é que eu não goste. Ela só é indiferente, não a conheço.
- Mas você sabe que ela é muito importante para o seu irmão não é?
- Sei sim, e é exatamente por isso que estou aqui - tomei mais um gole da minha bebida.
- Será que o Tom me apresenta pra ela? - eu ri e voltei a encara-lo, ainda sorrindo.
- Não sei, o Tom é muito seletivo em relação à ela.
- Mas pra mim ele não será né? - ele parecia estar falando sério.
- Não sei, vai lá, boa sorte amigo – disse, dando leves batidas em suas costas.
Levantei-me e me apoiei na grade de proteção para poder observar melhor a pista lá de baixo.
”Quanto tempo ainda tenho que aguentar isso”, pensei.

RACHEL

Depois de um tempo, chegamos a casa noturna. Era uma boate grande, frequentada pela alta sociedade de Hamburgo.
Tom entregou o carro ao manobrista e me puxou pelo braço para a entrada. A fila era grande. Várias meninas que lá estavam gritaram ao notar a presença dele. Tom se apresentou ao segurança e o mesmo nos deu passagem.
Ao entrarmos, me deparei com um corredor iluminado por luzes vermelhas, de onde já se poderia ouvir a musica eletrônica. Era um enorme salão com uma pista contendo efeitos digitais. Havia também luz negra que deixava roupas claras fluorescentes. Tom parecia mais um sinalizador de aeroporto, já que sua camiseta era branca. Haviam várias pessoas ali; uns na pista, outros no bar, esse feito todo de madeira, com um designer meio rústico. Tom segurava minha mão e fez menção com a cabeça para que eu o seguisse até as escadas que davam acesso a área vip.
Subimos e chegamos a área que Tom tinha reservado. Percebi que alguém chamou por ele e o mesmo foi em direção a pessoa. Foi então que eu o vi, sentado em uma mesa a alguns metros de mim conversando com outro homem. Por que Tom não me disse que ele estaria aqui? E agora, o que eu faço? Vou até lá? Seria falta de respeito não cumprimentá –lo.
Fiquei um tempo parada no mesmo lugar, sem saber o que fazer. Sabe quando sua cabeça diz uma coisa mas seu corpo não reage de acordo? Era exatamente assim que eu estava.
Vi que ele se levantou e escorou-se na grade de proteção. A outra pessoa que estava sentada com ele na mesa não tirava os olhos de mim, e eu estava me sentindo incomodada já. Tom ainda continuava conversando com alguém. Respirei fundo. É, agora vou até lá. Meus pés finalmente obedeceram meus comandos e lentamente se dirigiram ao seu encontro. Me aproximei devagar, passei pela mesa onde ele estava antes e o moço que lá permaneceu fez uma aceno com a cabeça. Eu retribui e segui. Ele pareceu não notar minha presença. Estava olhando fixamente para a pista de baixo. Toquei em seu ombro e ele se moveu.
- Bill! – disse, enquanto ele se virava para me encarar. Não conseguia ver seu rosto, estava escuro, coberto pela sombra do poste que estava atrás de mim.
- Rachel, olá - ele se aproximou e estendeu a mão para um abraço. Fiz o mesmo e respirei fundo, tendo uma surpresa: Diferentemente do outro dia, ele cheirava incrivelmente bem. Senti aquele aroma tomar conta dos meus pulmões. Na hora não queria me separar dele, aquilo era incrivelmente bom, era perfume masculino só que doce, bem doce. Nunca havia sentido em homem nenhum. Era com toda certeza único daquele homem, do Bill, que agora se separava de mim para poder me olhar.
- Como vai? - se separou de mim, mas continuou segurando minha mão. Olhei nessa direção e ele fez o mesmo. Ele riu sem jeito e me soltou. Eu o havia deixado sem graça.
- Eu estou bem e voc... - não consegui terminar. Bill se aproximou e os flashes de luzes que passavam por nós iluminaram seu rosto, e então pude nitidamente observar seus traços, mais uma surpresa ele era...
- Lindo! - as palavras saíram em voz alta sem a minha permissão, mantendo minha boca aberta denunciando minha surpresa.
- Como? - ele não entendeu, claro, e parecia visivelmente confuso.
- Você... Nossa, como você é lindo, digo perfeito, aah... - baixei meu rosto que na certa estaria mais vermelho que os meus sapatos, mas eu não poderia esconder isso. Foi impulso. Lentamente voltei a encara-lo. Ele sorria sem jeito, Deus! Como era bonito! A pele mais bonita que a minha, que cremes ele usava será? Estava numa cor muito bonita, as pálpebras perfeitamente pintadas com uma sombra escura, havia um certo brilho nos olhos agora, a boca levemente delineada com um gloss transparente, o cabelo impecavelmente arrumado em um topete, estava com uma roupa totalmente escura, calças apertadas, um tipo de coturno, uma camiseta preta e um colete de couro por cima, e no pescoço estavam penduradas várias correntes. Não existia falha ali, nada nele estava fora do lugar. As formas do rosto estavam em sincronia, e cada detalhe nele era o que o fazia ainda mais perfeito. Ele era com toda a certeza o homem mais bonito que já vira. Tom era lindo demais, sempre foi, mas Bill era único e talvez fosse isso que o fizesse ainda mais bonito. Como não reparei nisso antes? Por que aquele dia ele não estava assim? Seria algum tipo de marca, de personagem?
- Desculpe, eu me excedi - rompi o silêncio que havia se instalado sobre nós.
- Tudo bem. - fez uma pausa - Você também está muito bonita, adorei seu vestido - continuou.
Instintivamente olhei para mim mesma e me senti um lixo e incomodada pelo fato dele ter reparado em mim. Perto de sua beleza me senti horrível. Na verdade, acho que todas na minha situação se sentiriam assim.
- Obrigada, é gentil de sua parte. Não sabia que estaria aqui, Tom não me contou, fiquei surpresa - me virei para observar a pista e tentar assim normalizar a cor de meu rosto.
- Eu também não. Ele não falou nada, mas foi bom te ver - se colocou na mesma posição que eu, talvez também estivesse transtornado. Soltei um riso nasalado.
- Eu também gostei da surpresa.
- Ah vocês estão aqui, vejo que já se cumprimentaram, que ótimo! - Tom surgiu atrás de nós com um copo de bebida na mão, sorrindo.
- Sim, mas por que não me avisou que seu irmão também viria? - virei-me e olhei para Tom, e logo em seguida para Bill.
- Porque eu esqueci... Ah não tem problema né? Ou tem? - Tom olhava para mim e seu irmão, esperando uma resposta.
- Claro que não - respondemos juntos.
- Então ótimo, vamos nos sentar? - propôs o garoto de rastas e camiseta fluorescente.
- E eu, ninguém apresenta não? - o homem que antes estava sentado na mesa com Bill surge em minha frente, sorrindo exageradamente.
- Ah claro, eu quase esqueci. Andréas essa é a Rachel, Rachel esse é o Andreas, nosso amigo.
- Prazer. - me aproximei e ganhei um beijo na bochecha do tal Andréas.
- Ele com toda a certeza é meu senhorita. Finalmente conheci você, tão famosa na boca do Tom, acho que sei porque ele te esconde - respondeu com um sorriso malicioso nos lábios. Escutei Bill pigarrear e soltar um riso fraco, olhando para Tom.
- Como ? Não entendi. - franzi o cenho olhando para Tom e Bill esperando que eles me respondessem.
- Você é muito bonita, muito mesmo - novamente senti o rubor tomar conta de mim. Hoje era definitivamente o dia em que mais senti vergonha.
- Quantos anos você tem?
- Tem 19 - Bill respondeu por mim, com aquele perfeito sorriso nos lábios. Mas como ele sabia a minha idade? Na certa Tom havia comentado. Ou ele que ele se interessou por isso?
- Isso, 19 – respondi, ainda sem jeito. Alguém para esse homem por favor?
- Então, vamos nos sentar? - finalmente Tom sugeriu.
Bill foi o primeiro a andar e eu o segui. Tom puxou o tal Andreas pelo braço, se afastando e falando algo para ele.
Me sentei no sofá que havia ao redor da mesa, de frente para Bill, que tomava um gole de alguma bebida que pela cor parecia ser wisky. Logo Tom e Andréas voltaram e se juntaram a nós. O tal homem não sorria como antes, pelo contrário: Parecia emburrado e de mal humor. Já até imagino o que ele escutou de Tom...
- Quer beber? - Tom estava sentado ao meu lado e me olhava.
- Quero.
- Vou buscar, aquela de sempre? – perguntou, já se pondo de pé.
- Sim, aquela está ótima.
Ele saiu e me vi sozinha com aqueles dois estranhos. Sim, porque apesar de tudo eram pessoas estranhas pra mim. Eu evitava passar os olhos por Bill, porque se o fizesse permaneceria daquele jeito e ele notaria. Mais um furo com ele esta noite seria o fim. Apesar de sua aparência ter mudado, ele parecia o mesmo de ontem a tarde: Não sorria, demonstrava estar entediado, bebia e fumava sem parar, como se estivesse ali obrigado por alguém e esse sem sombra de dúvida era Tom. Mas por que?
Tom voltou com as bebidas em mãos, me entregando a minha. Bebi um pouco, não queria exagerar, hoje necessitava me manter sóbria.
Passaram-se alguns minutos e ninguém abriu a boca, pareciam todos ocupados com seus pensamentos.
- Vamos descer? Dançar talvez? - sugeriu Tom arqueando uma sobrancelha.
- Ótima ideia.
Descer as escadas não foi tarefa fácil. Estava congestionada. Um dos seguranças que acompanhavam os meninos se ofereceu para nos acompanhar, mas Tom recusou. Lá embaixo as pessoas dançavam ao som da musica eletrônica. Eram tão elegantes, pareciam estar todos sincronizados, era incrível aquele lugar. Tom me puxou pelo braço para irmos até o bar, não havia muitas pessoas por lá. Entendi que ele queria conversar. Nos acomodamos em dois bancos, um de frente para o outro. Tom estava nervoso, já que esfregava a mão na perna esquerda compulsivamente.
- Aqui está bom- gritou para que eu ouvisse. Assenti afirmativamente com a cabeça, e ficamos observando a pista principal por um tempo.
- Sei que tem algo que quer me contar, porque não fala logo? - rompi o silêncio e voltei a encara-lo. Ele baixou a cabeça e respirou fundo.
- Tenho, e não agüento mais segurar isso. Preciso falar com alguém se não vou explodir. - voltou a me olhar. Sua expressão demonstrava tristeza e uma certa aflição.
- Eu estou aqui para te ouvir, fale criatura! - tentei parecer compreensiva, mas minha curiosidade falava mais alto.

- É meu irmão – respondeu, soltando um longo suspiro e com um fio de voz quase inaudível. Rá, mais eu sabia que ai tinha coisa, ponto pra mim!
- O que tem seu irmão Tom? - me olhou e voltou seu rosto para onde Bill e Andréas se encontravam.
-Ele... - respirou fundo – Ele está doente!- agora me encarava com os olhos cheios de água. Nossa, nunca pensei que fosse isso, será grave? Não, não pode ser.
- Co-moo-o? - o olhei incrédula - Bill doente, por que?
- É- tomou um gole de bebida.
- O que ele tem? Tom por favor me fala! Larga o copo no balcão, toma fôlego e fala!
- Ele está com depressão. Fazem 2 meses. Ele não come, não sai de casa, vive na cama, não sorri mais, me trata rudemente. Ele não me conta, mas as vezes o pego chorando à noite em seu quarto. Fuma sem parar, e o pior: Descobri esses dias que ele anda tomando ansiolíticos e remédios para dormir compulsivamente, ele os esconde e toma com café, e pra piorar ele anda bebendo escondido também, eu... Eu não sei mais o que eu faço, sei que ele não tentou se matar ainda e é esse meu medo, pois sei que ele é capaz. Eu nunca o vi assim, ele sofre muito! O médico diz que é culpa do stress excessivo, dos tipos de pressões que têm sido aplicadas a ele. Ele se sente preso, eu sei, e sozinho também. Por mais que existam pessoas ao seu redor, ele se sente só. Ele sente falta de uma namorada, uma mulher, alguém que ele possa amar - ele parou de falar pois o choro que segurava saiu e ele não pôde conter. Cheguei perto e o abracei. Ele escondeu seu rosto em meu pescoço e chorou mais. Eu já não conseguia conter a emoção e senti lágrimas escorrerem do meu rosto. Ainda soluçando, Tom voltou a sua posição normal e continuou:
- Nós já falamos com ele. Todos da banda, Jost, mamãe, e Gordon. Dissemos que estaríamos ao seu lado pra tudo, que ele deveria se tratar, que todos iam entender, principalmente os nossos fãs. Arrumamos uma clínica ótima pra ele, mas ele se recusa. Não quer admitir que está doente e infeliz. Eu não aguento mais vê-lo assim, eu sinto tudo o que ele sente, esse mesmo vazio no peito, uma tristeza profunda, droga! Desde pequeno foi assim, ele sempre foi mais fraco, sempre ficou doente, não poderia pegar chuva que ficava resfriado, e eu sinto como se eu tivesse roubado toda sua força na nossa “divisão”, me sinto tão mal por isso... Eu daria minha vida por ele, e no momento, estou com as mãos atadas. Não posso fazer nada! Se eu pudesse, arrancaria aquela tristeza do peito dele toda pra mim. Não quero ver ele assim, não dá, é demais pra mim! - voltou a chorar.
Senti aquele enorme arrepio voltar. Segurei firme as mãos de Tom enquanto ele secava suas lágrimas. Fiquei sem saber o que falar, minha garganta secou, e ao abrir a boca não saia som algum. Não consigo ver Tom assim.
- Isso é inacreditável... - finalmente consegui dizer - Eu estou pasma, não pode ser, uma pessoa assim, tão cheia de vida, que deu sentido a vida de muita gente, disso não tenho dúvida. Alguém tão jovem, tão... Bonito, perfeito, é muito ruim de acreditar. Eu acho que não quero acreditar. – disse, olhando em seus olhos e ainda segurando firme suas mãos.
- Eu sei, estou desesperado, precisava te contar.
- Fez bem, eu não conseguiria guardar isso. - virei meu rosto para olhar o lugar onde Bill estava - Eu não sei o que te dizer, talvez que isso vai passar, que você não pode perder as esperanças, que ele vai enxergar sua situação e vai ajudar... Eu não sei, não tenho palavras.
- Está tudo bem, não precisa me dizer nada. Só de poder contar com você, saber que está do meu lado e desabafar já me ajudam muito - tentou sorrir, mas o que saiu foi muito pequeno e quase sem vontade alguma. Novamente o abracei, e senti que ele chorava novamente. Apenas acariciei sua cabeça. Algumas pessoas que estavam a nossa volta nos olhavam assustadas, talvez estivessem intrigadas.
Tom sempre se fez de forte. Sempre se preocupou em mostrar seu lado brincalhão e inabalável, mas não era assim. Ele era sensível e frágil como todo ser humano, principalmente se tratando do irmão. Bill sofria, ele sofria junto. Nunca lhe foi problema demonstrar a mim seus sentimentos e medos. Ele sabia que comigo ele poderia contar. Ficamos ali por longos minutos. A musica alta já estava me deixando com dor de cabeça, precisava de sossego para assimilar tudo que tinha ouvido. Decidimos subir, mas antes, Tom me pediu que eu não comentasse nada, não queria que Bill soubesse que havia me contado.
Foi difícil voltar lá e olhar aquela figura nos olhos de novo. Parecia que tal ato iria me fazer enxergar a tristeza que ele guardava, e isso me faria arrepiar e não conseguiria conter minha reação, então não o fiz. Apenas me despedi o abraçando. Ele deve ter notado, pois apertei mais o abraço, foi instinto de talvez achar que ele precisasse daquilo.
Tom se ofereceu para me levar em casa, mas neguei. Ele deveria ficar ali e fazer companhia para o irmão. Eu disse que iria pegar um táxi. Me despedi dele com um abraço forte e ele prometeu que me ligaria no outro dia, se não eu o faria.
Fui me arrastando para casa. Subi o elevador e entrei no apartamento escuro. Não liguei as luzes. Apenas segui até meu quarto, atirei as roupas no chão e fui para debaixo do chuveiro. Lentamente as palavras que Tom me dissera iam se repetindo em minha cabeça, uma a uma, com o dobro de intensidade. Quando dei por mim, estava abraçada aos joelhos e minhas lágrimas se misturavam com a água quente. Eu estava tomada por uma tristeza profunda, e a única saída era chorar. Chorava por Tom por ele estar sofrendo, e por Bill. Era algo inadmissível, horrível e que estava machucando alguém que eu amava. Eu precisava ajuda-los, mas como? Eu não sei, mas iria fazer de um tudo para descobrir.


Alguem ai pra consolar o Tom e tirar o Bill da depressão?
UHSAUSHA'
comentários?
até mais ;*



Última edição por Miilena em Qua Fev 23, 2011 3:08 am, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Be My Friend   Dom Out 17, 2010 10:07 pm

primeira a comentar ?! AÊ
tipo, aê nada ._. COMAÇIM BILL, NA FOÇA NÃO, VOCÊ NÃO DD:
o Bill sofre e o Tom sofre junto, comofaz? É tão ruim imaginá-los assim ._.
Pode dar um jeito de melhorar isso Mileninha q
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MensagemAssunto: Re: Be My Friend   Dom Out 17, 2010 10:52 pm

Não sei se fico com pena do Bill por estar com depressão ou do Tom que acaba sofrendo junto,
cara isso tem que melhorar, não pode ficar assim, tadinhos...

Dona Miilena dá um jeito de ajudar os meninos Smile

Ahh sobre o cap. 6 quem quer encontrar o Tom na cama levanta a mão (taparei)
Bjs

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MensagemAssunto: Re: Be My Friend   Seg Out 18, 2010 1:50 pm

TENSO !
Como assim o Bill'zim esta com depressão ? Ele tem que sair dessa.
Tom caitado, mal sabe o que fazer. :/
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MensagemAssunto: Re: Be My Friend   Seg Out 18, 2010 3:56 pm

que desespero... situação horrível... mas deixa eu adivinhar: rachel vai ficar com o bill? HAM HAM?!
rsrs

ai, mal espero por mais :x
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MensagemAssunto: Re: Be My Friend   Seg Out 18, 2010 4:24 pm

Catarina Kretli escreveu:
TENSO !
Como assim o Bill'zim esta com depressão ? Ele tem que sair dessa.
Tom coitado, mal sabe o que fazer. :/
+1
Eu me ofereço para tentar ajudar os meninos º/
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MensagemAssunto: Re: Be My Friend   Ter Out 19, 2010 12:15 pm

Citação :
que desespero... situação horrível... mas deixa eu adivinhar: rachel vai ficar com o bill? HAM HAM?!
rsrs

ai, mal espero por mais :x

tambem acho que ela vai ficar com o Bill.
hm..
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MensagemAssunto: Re: Be My Friend   Qui Out 21, 2010 5:32 pm

Oiie Very Happy
Triste essa história do Bill! Mas isso se resolve Rolling Eyes
"mas deixa eu adivinhar: rachel vai ficar com o bill? HAM HAM?!" olha a madame Patrícia aai! UASAHSUAHS' mas será?
gosto muito desse capítulo! espero que vocês também.
boa leitura amores !






CAPÍTULO 8

Aquela era a quinta vez que eu admirava a tela do celular, e nada. Nenhuma chamada, nenhuma mensagem, absolutamente nada. Me arrastei até a sacada e lá fiquei sentada encarando a chuva fina que caia, deixando assim a temperatura mais baixa que o normal.
- É, em breve teremos neve... - suspirei, e virei o rosto para o lado. Seria um domingo qualquer se não fosse pelo fato de que eu me sentia sozinha, triste e muito preocupada.
Passaram-se duas semanas desde aquele dia na boate e duas semanas em que eu não tinha sinal do Tom. Ele não me ligou como prometeu, e estava completamente incomunicável. O celular vivia desligado e eu não tinha respostas dos e-mails que o enviei. Ele sumia às vezes, e eu sabia que quando isso acontecia ou era porque ele tinha problemas ou estava ocupado. Mas ele sempre achava um jeito de conversarmos, e nesse caso, eu sabia que eram problemas e quais eram eles.
Nunca me permiti invadir sua vida demais, nem sua relação com a família, muito menos com o irmão. Mas eu queria muito me sentir útil e poder ajudar, e no momento, me sentia a pessoa mais inútil e sem serventia no mundo.
Era um dia mais pesado que o normal: chovia, fazia frio e o céu estava num cinza tão melancólico, e eu me sentia com um enorme nó na garganta, uma angústia no peito... Parecia que nada me alegraria ou me colocaria pra cima, detestava me sentir assim.
Depois de muito refletir, me encaminhei até o banheiro e apreciei um bom banho. Jen não estava em casa, havia ido visitar seus parentes e voltaria na quarta-feira.
Depois de horas com o corpo sob a água quente, vesti um pijama e peguei meu caderno de músicas. A maioria das minhas amigas no colegial tinha um diário onde descreviam seus dias, compartilhavam segredos e desabafavam. Eu tinha a música. Compor era como escrever em um diário. Transformava tudo em música e em poesia. Nos momentos em que estava mais triste saiam as melhores canções. Minhas amigas sempre que as escutavam se identificavam com as letras e dilemas.
Nunca pensei em ser cantora. Tinha sido abençoada com uma bela voz e propostas não me faltavam, e eu teria todo o suporte pra isso, sem dúvida alguma. Mas para mim, a música significava mais: Era mais que aparecer, ganhar fama, e como consequência perder minha vida, meu mundo. Não, definitivamente aquilo não era pra mim.
Me sentei na cama, encaixei as pernas numa posição confortável e em meu colo delicadamente repousei o violão. Com o lápis, passei todas as minhas agonias para o papel, sempre acompanhada pelo meu café. Perdi a noção do tempo totalmente. Fiquei o resto do dia assistindo desenho animado na TV, deitada na cama e me entupindo de chocolate. Nada saudável, eu sei, mas era o que me fazia liberar a endorfina, e assim, me sentir um pouco melhor.
Calmamente me levantei e fui a cozinha pegar um copo de água. Estava escuro e a última vez que olhei no relógio eram 23:30. Quando estava voltando para o quarto ouvi a campainha tocar, quem seria a essa hora? Jen? Mas ela avisaria... Só poderia ser alguém conhecido, pois não fui informada pelo porteiro.
Larguei o copo em cima da mesa e fui até a porta. Lentamente abri a enorme porta preta e me assustei com a figura que vi em minha frente: Estava com a cabeça baixa, as mãos nos bolsos de uma calça de moletom preta e a parte de cima coberta por um casaco também preto com o capuz escondendo seu rosto, se camuflando como sempre para não ser reconhecido. Com muita calma ergueu os olhos e então percebi que Tom me olhava sorrindo fraco. No mesmo momento fui tomada por um enorme alivio. Ele entrou sem dizer nenhuma palavra, fechou a porta e veio em minha direção. Pude então me afundar em seus braços. Apertei forte seu corpo contra o meu. Tom se animou e começou a fazer cócegas em minha barriga e foi me guiando até o quarto, ainda tentando afastar suas mãos de mim. Me derrubou na cama e depois de quase estar chorando de tanto rir e implorar para que ele parasse ele me soltou e se sentou na ponta da cama. Levei um tempo até me recuperar, me sentando ao seu lado na cama. Ele fitava os tênis a um bom tempo, como se estivesse tentando me esconder algo. Nenhum dos dois conseguia falar nada. Tomei fôlego, e ao abrir a boca, Tom colocou o indicador entre meus lábios.
- Quero ficar aqui e te peço uma coisa: Não me pergunte nada em relação ao meu sumiço. Preciso da sua companhia e do seu colo, não de questionamentos, pode ser? – ele baixou a cabeça e novamente fitou os tênis. Não poderia negar aquilo a ele e nem o faria. Se precisava de mim, lá eu estaria.
- Tudo bem, o que quer fazer?
- Huuum, eu trouxe uma coisa, vou buscar e já volto. - saiu do quarto e logo depois escutei a porta da sala bater. Minutos depois, Tom voltou com uma garrafa de vinho em mãos, erguendo a mesma para me mostrar.
- Vou buscar os copos! - rapidamente me coloquei de pé e andei até a cozinha procurando pelas taças. Quando voltei ao quarto ele já estava deitado na cama devorando meus chocolates e assistindo a Tv.
- Vinho com chocolate não combinam. - fui até lá e sentei ao seu lado. Tom riu com a boca cheia de chocolates.
- Eu sei, só estava comprovando essa teoria. Trouxe as taças?
- Estão aqui. - estendi para que ele enchesse com o vinho.
- Então, o que vamos fazer?
- O que se tem de melhor pra fazer, minha cara? Beber. - ergueu a taça para se juntar a minha e fazermos um pequeno brinde.
- Você pode ficar aqui? Seu irmão não vai precisar de você?
- Não, não vamos falar dele tá bom? Ele está bem, isso é o que importa. Vamos falar de você. O que tem feito nas últimas semanas?
- Ah, nada de muito anormal tem se passado na minha vida, às vezes acho ela tão sem graça, e quando você some então? Fico perdida.
- Eu sei que sou a alegria da sua vida, você não vive sem mim e não consegue nem esconder isso. - Tom encheu mais uma vez nossas taças.
- Vai nessa! – revidei, dando um soco em seu ombro que o fez balançar para o lado.
- É sério, eu sou o homem da sua vida, confessa! Assim como você é uma das mulheres da minha vida. - tomou mais um gole e piscou pra mim.
- E quem é a outra? - tentei ficar séria, mas era quase impossível. Acho que o vinho já tinha chegado ao meu sangue, sempre fui fraca para bebidas.
- A minha mãe ué. – falou, dando de ombros como se aquilo fosse óbvio. Não aguentei e soltei o riso que estava preso. Em menos de uma hora havíamos tomado toda a garrafa e o efeito já era evidente. Estávamos muito faceiros.
- Aquela vez foi muito engraçada, você fugiu do garoto no meio da boate e ele ficou atrás de você a noite inteira! - Tom ria descontroladamente, estávamos relembrando as vezes que saímos juntos.
- Você diz isso porque não foi você, ele tinha mau hálito e era esquisito. - fiz cara de nojo ao me lembrar do momento.
- Nem lembro da cara dele... Sabe, eu acho que você precisa de um namorado... É, um namorado. - sorriu.
- O que? Eu? Não, estou bem assim, eu acho. - baixei a cabeça e me lembrei de Josh.
- Mas deveria de ser alguém como eu, assim bonito, perfumado, gostoso, maravilhoso...
- Tom, para, já disse que não preciso de homem nenhum... - fui interrompida, Tom parecia nem dar bola para o que eu estava falando.
- Toda mulher precisa de um homem! Aah Rachel, vai dizer que não sente falta de um? De uma toalha atirada na cama, sapatos jogados no quarto, roupa suja no banheiro... Aquele perfume masculino, que todas vocês gostam. - foi se aproximando.
- Tom, sai fora, eu não quero homem nenhum. - ele se afastou e soltou uma escandalosa gargalhada, também efeito da bebida.
- Eu sei feiosa, eu tava brincando. - me mostrou a língua.
- Mas e você? Não quer uma mulher pra acordar todo dia do seu lado? Pra dizer que ama, pra dividir as emoções? - questionei e ele fitou a parede atrás de mim. Ficou sério.
- Tom? Tudo bem? - comecei a rir e ele ficou tão sério de repente...
- E-ee-u queria. - falou tão baixo que eu mal entendi.
- Como? Você queria uma namorada? Sério?
- Ah sim, eu quero. - ergueu a cabeça – Queria muito ter alguém pra ficar do meu lado sempre, eu... Eu me sinto sozinho. - não acredito, jamais pensei ouvir isso dele, e o pior, ele estava falando sério.
- N-ão quero mais dizer que aproveitei a noite, sendo que no outro dia eu acordo sozinho, isso é realmente ruim e triste... Mas eu não sei se me adaptaria a ideia de ter um compromisso com alguém.
- No dia em que você encontrar a pessoa certa vai descobrir que não consegue viver longe dela e todos os seus medos desaparecem e só ela importa. - suspirei fundo, nem eu fazia ideia de onde tinha tanta certeza pra falar aquilo.
- Será? Não sei, só espero que não demore demais pra acontecer, brincar com as erradas cansa. – pronto, o antigo Tom está de volta.
- Essa eu pago pra ver, você com alguém, há.
- Eu também, eu também. - rapidamente fui atingida por uma almofada marrom e revidei, começando assim uma guerra de travesseiros.
Depois de fazer muita bagunça e de não termos mais fôlego para nada, caímos mortos na cama. Estava passando um filme na televisão e Tom sugeriu que assistíssemos. Meu corpo já estava tomado pelo sono, manter os olhos abertos era tarefa difícil e já nem prestava atenção no filme.
- Obrigado. - ouvi a voz de Tom dizer
- Obrigada? Por que? - olhei em sua direção. Tom soltou um pequeno riso, fato esse que deixou seus olhos parecerem puxados como um oriental, como sempre ficavam.
- Por existir, e apesar de tudo, apesar de eu sumir da sua vida e voltar pedindo colo, você permanecer ao meu lado. - piscou e passou o braço por meu ombro, me fazendo deitar em seu peito.
- Eu sempre estarei aqui. - me acomodei em seu colo e não demorou muito para que tudo ficasse escuro. O sono havia chegado de vez.

Bem distante parecia escutar uma musica, mas era muito baixa. Abri os olhos lentamente e consigui identificar a música. Era do meu despertador, mas por que? Não lembro de tê-lo acionado.
Me virei na cama e então me lembrei da noite anterior. Bati com a mão ao meu lado e o que encontrei foi o colchão vazio. Levantei-me e andei pela casa chamando por Tom: No banheiro nada, nem na sacada, nem na sala. Fui até a cozinha sendo guiada por um cheiro de algo doce, e sobre o balcão estava uma cesta com vários waffles e uma bela mesa de café da manha montada. Não pude evitar que um sorriso tomasse conta do meu rosto. Tom era sempre tão gentil! Me sentei em volta e vi um bilhete em baixo da cesta.
Bom dia bela adormecida, viu só como sou demais? Fiz um ótimo café da manha. Tem café na cafeteira e fique a vontade, a casa é sua! Obrigada pela noite, não me sentia tão bem a tanto tempo! Te vejo mais tarde na reunião na gravadora, você vai né? Estou esperando.
Te amo sua feiosa :p T.
Levei a mão a cabeça. Eu havia me esquecido completamente da reunião e já estava atrasada. Rapidamente comi alguns waffles e tomei um banho rápido. Vesti-me e sai correndo.
Justo naquela manhã estava um congestionamento na estrada. Levei vinte minutos a mais para chegar na gravadora.
Enquanto Alfred abria os grandes portões pra mim, me lembrei de Bill. Será que ele vem junto? Provavelmente. E agora? Devo agir normalmente, “é só agir normalmente”.
- Obrigada Alfred, tenha um bom dia. - desejei ao porteiro que me retribuiu sorrindo como sempre.
Estacionei o carro, peguei minhas coisas e fui até o prédio do administrativo onde seria a reunião. Passei pela recepção e cheguei ao elevador, chamando-o e esperando pacientemente o mesmo chegar ao térreo. Senti um perfume conhecido se aproximando, me viro e vejo Anne caminhando em minha direção com sua pasta na mão.
- O que você faz aqui? – questionei, enquanto ela retirava os óculos de sol e se aproximava para um abraço.
- Josefh mandou me chamar, disse que tinha uma reunião com os meninos do Tokio Hotel, pediu que eu fizesse esse trabalho.
- Por que não me contou que trabalharia com eles?
- Porque eu só fiquei sabendo ontem a tarde, só deu tempo de escutar a bendita música que será feito o videoclipe. - respondeu enquanto entrávamos no elevador.
- E você, onde vai?
- Lá também, Tom pediu que eu estivesse presente. O motivo não sei, mas aceitei e cá estou. - sorri e ela me retribuiu.
- Ótimo. Pelo menos não estarei sozinha nessa.
O elevador chegou no andar solicitado e seguimos em direção a sala de reuniões.
Quando Anne abriu a porta fui tomada por uma sensação estranha e indefinida que me fez hesitar antes de entrar. Foi então que pude finalmente ter a visão completa da sala.



E então?
Tom coitado tá carente Very Happy
comentários?
até mais ;*




Última edição por Miilena em Qua Fev 23, 2011 3:09 am, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Be My Friend   Qui Out 21, 2010 5:50 pm

li tudo no nyah Very Happy
Tom carente? EEEEEEEEI, I'M HERE! estou me candidatando, rs. mas que eu acho muito fofo esta carência toda dele, eu acho *-*
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MensagemAssunto: Re: Be My Friend   Qui Out 21, 2010 6:02 pm

Ohhh!! Tom carente é meio estranho mas acontece...
o que será que aconteceu pra ele chegar desse jeito?
adorei...
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MensagemAssunto: Re: Be My Friend   Qui Out 21, 2010 9:07 pm

Amei a noite deles (:
Tom carente OHhh. :/
Estou vendo que isso vai ser TENSO.
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MensagemAssunto: Re: Be My Friend   Sex Out 22, 2010 9:18 pm

Catarina Kretli escreveu:
Amei a noite deles (:
Tom carente OHhh. :/
Estou vendo que isso vai ser TENSO.
+1
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MensagemAssunto: Re: Be My Friend   Sab Out 23, 2010 10:09 pm

OWT, mais o Tom ficou uma fofurinha declarada nesse capítulo, que perfeito *-*
ASUHAUSHAU, esperem até ver no que essa fofurnha vai se tranformar no próximo capítulo x)
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MensagemAssunto: Re: Be My Friend   Seg Out 25, 2010 9:46 pm

Oiie Very Happy
Tom fofo demais né? muito perfeito e... não, Tom apronta nesse capítulo Twisted Evil
Mais um capítulo, espero que gostem!
boa leitura amores Smile




CAPÍTULO 9

Levei um certo tempo até minha visão se tornar ampla na sala e assim que dei o primeiro passo os enxerguei ao fundo da grande sala de reuniões. Lá estavam Tom, Georg, Gustav e Bill. Ainda tinham Jost, Antônio e Rudolf. Entramos e logo todos notaram a nossa presença, menos Bill, que parecia entretido com a máquina de café.
- AH, diz aí, eu seria ou não seria um ótimo namorado? - Tom se aproximou mostrando seus brilhantes dentes.
- Ah claro, daqueles que fogem no dia seguinte, deixando um bilhete de despedida, com certeza um ótimo namorado - mostrei-lhe a língua enquanto ele me puxava para um abraço e desarrumava meu cabelo.
- Mas eu fiz um belo e delicioso café da manhã sua chata, você é que seria muito exigente. Tenho pena do seu namorado. - dei um pequeno soco em seu braço.
- Ela deve ser exigente Tom, bonita desse jeito, precisa de alguém a altura. - ouvi a voz de Bill se aproximando - Bom dia Rachel - me cumprimentou com um aceno de cabeça.
- Bom dia Bill, tudo bem?
- Tudo ótimo e ai? Meu irmão te alugou demais ontem? - perguntou-me olhando para Tom e fazendo cara de deboche.
- Ah você sabe, quando ele abre a boca não há o que o faça parar. Na verdade, eu acho que dormi no 3° caso que ele relatou sobre suas aventuras sexuais e ainda assim eu acho que ele ficou falando sozinho. - Bill riu com vontade como eu nunca tinha visto, era ainda mais bonito sorrindo. Estava de óculos de sol, o que me deixou um pouco frustrada porque seus olhos sempre me transmitiam alguma coisa boa ou ruim, mas era como se ele fosse transparente... Paranóia minha, eu sei, mas era uma conclusão. Vestia um tipo de jardineira preta com coturnos também pretos. Mas outra coisa me chamou a atenção: ele tinha um pircing no septo preto, não me lembro de tê-lo visto com ele antes, será que o havia colocado nessas últimas semanas? Era estranho, não feio. Acho que seria quase impossível ele ficar feio de alguma maneira. Só era diferente.
- Muito obrigado cara amiga, eu vou me lembrar disso. - a voz de Tom me chamou a realidade.
- Eu estava brincando idiota - lhe mostrei a língua em um ato totalmente infantil. – Bill, seu irmão nunca me incomoda ou atrapalha. Na verdade, a companhia dele me faz um bem enorme.
- Viu seu babaca, ela me ama, não tem jeito.
- Cala a boca Tom. - Bill revidou rindo.
Logo senti a presença de Anne ao meu lado, estava sorrindo e olhando os meninos. Tive que soltar o riso ao ver a cara de Tom: estava com a boca literalmente aberta e eu já imaginava o motivo daquilo e não queria nem imaginar o jeito que isso poderia terminar. Senti o braço de Anne se chocar com o meu e entendi como um pedido.
- Meninos, essa é a Anne, minha amiga e diretora de mídia e publicidade aqui da nossa empresa.
- Muito prazer Anne. - Bill a cumprimentou.
- Essa que é a sua amiga Rachel? Como não me falou que ela era... Ai Bill, que foi isso? - Tom deu um pulo pra trás e Bill nos olhava com um sorriso congelado.
- Desculpa Tom, foi sem querer. – ele disse, tentando ao máximo conter uma risada.
- Sei,sei. - o mais velho olhava o irmão com indignação - Mas voltando aqui, por que não me falou que ela era assim tão... tão...
- Tão?
- Linda. - respondeu pegando na mão dela e beijando a parte superior. Não, ele não fez isso... Bill baixou a cabeça e se afastou para junto dos outros meninos.
- Muito obrigada. - Anne afastou a mão com certa pressa.
- Que isso, faço com prazer. – ele disse. Levei a mão até a testa e balancei negativamente a cabeça, eu é que não iria ficar ali para presenciar aquilo. Fui até onde Bill estava com Gustav e Georg, faltava conhecer eles que me pareciam muito simpáticos. Aproximei-me sorrindo e eles notaram a minha presença.
- Olá. - estavam todos sorrindo, inclusive o que tinha os cabelos lisos. Como era lindo! Olhos verdes, sorriso bonito, um belo corpo. Meu tipo de homem favorito.
- Rapazes essa é a Rachel, amiga do Tom. - Bill me apresentou e os dois me cumprimentaram gentilmente. Nossa, como Georg tinha um bom perfume... E Gustav era tão fofo! Agora eu sei porque tantas meninas são fanáticas por esses quatro rapazes.
- Muito bom te conhecer Rachel, Tom fala muito de você. - o rapaz de olhos verdes disse sorrindo.
- Sabe, é o que mais tenho ouvido nessas últimas semanas... Mas conhecer vocês também foi bom.
Ficamos conversando mais um tempo. Tom havia deixado Anne em paz, o que me fez respirar aliviada. Eu vi a cara dela, ela não esta no seu melhor humor hoje, então o fato de Tom estar longe é realmente bom.
Georg e Gustav se afastaram de nós e soltei um suspiro involuntário.
- Eles têm namorada. - me virei e vi Bill me olhando.
- Mas.. Eu nem falei nada.
- Eu sei, só havia esquecido de contar. - se retirou dali e foi até Tom. Por que ele fez isso? Será que fiz algo de errado?
Bill era estranho, uma incógnita. Hora estava bem, hora não. Eu sabia que ele não ia com a minha cara e que não estava bem mentalmente, espiritualmente e fisicamente, mas por um momento cheguei a pensar o contrário, doce ilusão!
Minutos depois, Gustav apareceu ao meu lado me oferecendo um café, o que eu achei muito gentil da sua parte. Ele era muito simpático e querido. A primeira vista ele era tímido, mas se soltava com o tempo. Nossa conversa foi muito produtiva.
Gustav foi chamado por Antony e eu fui até Anne. Ela estava inquieta e agitada, sintomas da sua TPM. Tom de longe nos avistou e veio até nós com aquele maldito sorriso que eu sabia muito bem o que queria dizer. Parou na nossa frente e ficou observando Anne que falava ao telefone. Eu mexia a cabeça negativamente, mas ele parecia nem me dar bola.
- Então, algum problema? – perguntou, se dirigindo a Anne
- Não, nada não Sr. Kaulitz.
- Que é isso? Não, me chame de Tom, ou se você quiser algum apelido mais...- pigarreei alto e Anne deu leves batidas em minhas costas.
- Tá já deu, obrigada, eu me engasguei - sorri.
- Com licença , Anne né? – Tom voltou a falar.
- Sim. – respondeu, o olhando curiosa.
- Então Anne, eu acho que o zíper da sua calça está aberto... - piscou e passou a língua nos lábios. Não Tom, você não disse isso! Anne imediatamente olhou para o local e se certificou de que estava tudo certo.
- Não, não esta não. – ela respondeu.
- Ah, então a gente pode dar um jeito nisso rapidinho ali no canto, ou em outro lugar... - Tom falou maliciosamente. Todos na sala ficaram em silêncio pois a única coisa que se ouvia era a risada escandalosa de Anne.
- O que foi? – ele perguntou confuso.
- Essa foi a coisa mais ridícula que eu já ouvi, por favor, saia da minha frente. - Anne rapidamente saiu dali e desapareceu da minha visão.
- AAAAAH toma Tom, bem feito, isso nunca funciona, você acha que uma mulher bonita como ela vai olhar pra você? - todos caíram na risada após ouvir o que Georg disse. Eu apenas sussurrei um “eu avisei”.
- Mas isso não vai ficar assim, vocês vão ver só. - emburrado se sentou ao lado de Bill que parecia nem notar o que se passava na sala, já que olhava fixamente para a janela.
- Você mereceu Tom. - me aproximei, sentando em sua frente.
- Nem vem, não tô nem ai se ela é sua amiga, ela vai ver. - cruzou os braços e fechou a cara.
Ainda estávamos esperando algumas pessoas para a reunião por fim começar. Alguns minutos depois, Anne voltou a sala e se sentou ao meu lado.
- Senhores, vocês estão bem? Querem alguma coisa? - um dos nossos funcionários perguntou aos meninos.
- Eu quero um café. – Tom respondeu rapidamente.
- Sim senhor, irei buscar.
- Não, eu quero que ela me sirva. - ele apontou o dedo para Anne que analisava alguns papéis e imediatamente ergueu os olhos até encarar Tom.
- O que? Eu?
- Sim, você trabalha aqui, então terá que me servir. - poderia jurar que havia raiva em suas palavras.
- Tom, pra que isso? - Bill finalmente desistiu de secar a janela ao seu lado.
- Bill fica quieto, o assunto não é com você. E vamos, estou esperando meu café!
- Tom pra que... – eu comcei.
- Deixa Rachel, eu sirvo o café. – Anne me interrompeu.
- Isso aí, alguém tem que trabalhar aqui. – Tom disse, com certa glória em sua voz.
Anne calmamente se levantou e pediu o café a máquina. Enquanto o líquido ia de encontro ao copo, ela sorria para Tom, o que me deixou com medo. Ela retirou o copo da máquina e foi até ele.
- Aqui está Sr. Kaulitz. - com calma, Anne virou todo o líquido quente em cima das calças escuras de Tom, e em lugar proposital: bem no meio.
- AIIIII, você... Você é maluca? O que você fez ? Isso tá quente!
- Opss, eu acho que tropecei, tava quente? Desculpa, ah que cabeça a minha... - Anne falava em meio a risos.
- Você fez isso de propósito? Sua ordinária eu vou, eu vou... - Tom se levantou, mas Jost o segurou com as mãos.
- Fiz sim, e foi bem feito ora! Não sou sua garçonete babaca!- Anne pegou suas coisas e foi até a sub sala onde ficava a mesa de reuniões.
- Você vai ver, eu te pego, aí vamos ver quem é o babaca! - Tom estava muito irritado, e todos estavam rindo de sua cara, inclusive Bill. Rapidamente lhe foi dado um pano para se secar, mas não tinha jeito, ele tinha se queimado, manchado as calças e o pior: seu orgulho estava muito mais que ferido.
- Tom, tem certeza de que posso ficar? Não irei atrapalhar? - depois que ele se acalmou um pouco tive coragem de perguntar.
- Não, é até melhor que você fique. - respondeu antes de entrarmos na sub sala.

Estavam todos sentados em volta da grande mesa de vidro onde trataríamos do novo videoclipe da banda. Todos os produtores e empresários do Tokio Hotel estavam presentes. Joseph tinha deixado Anne responsável por quase todo o trabalho, e sendo assim, foi a primeira a se pronunciar.
- Bom dia senhores, sou Anne Simp...
- Bonita, muuuito bonita, mas acredito que não seja capaz de realizar o trabalho. Rachel, ela é a melhor mesmo? Não tem outra pessoa? Você poderia fazer o projeto para nós, ficaria muito bom... - Tom fez uma pausa – Eu sei que pode, você é capaz!
- Tom, cale-se. - Bill o encarou furioso.
- Então, senhores – Anne lançou um olhar ameaçador a Tom, que cruzou os braços emburradamente – sou Anne Simpson, diretora de mídia e produção da filial, e fui encarregada por Joseph, meu superior, que por motivos de força maior não pode comparecer, de assumir esse trabalho.
- Temos ótimas referências de você. - Jost se pronunciou.
- Háá duvido, D-U-V-I-D-O, deve ser tudo falso. – Tom interrompeu, se ajeitando na cadeira de forma rígida. Para sorte de todos ali, Anne e Tom estavam distantes, um de frente para o outro. Anne por estar comandando a reunião, e Tom porque queria se achar o chefe.
- Tom, fale somente quando for solicitado, caso contrário, terá de se retirar da sala. - disse Jost autoritariamente.
- O quê? Eu? Essa toupeira vai comandar tudo e eu que tenho que me retirar? Mas tudo bem, faço questão de ficar até o fim pra ver até onde vai essa palhaçada.
Anne acabou de me surpreender. Não entendo como conseguiu manter a calma. Continuava sentada, com os braços cruzados em cima da mesa, sorrindo, o que parece piorar a situação de Tom.
- Novamente continuando, não tivemos muito tempo para analisar as músicas, então separamos as melhores opções, Phantomrider e Pain of Love, e decidimos criar um roteiro de gravação para a música Phantomrider. Ela se encaixará perfeitamente na atual exigência do mercado de vídeo.
- Não sei, acho que Pain of Love ficaria mais expressiva e faria muito mais sucesso, mas enfim, conte-nos suas “maravilhosas” ideias. - Tom interrompeu novamente.
- Então, ontem telefonei para um dos nossos melhores diretores que está atualmente em Hollywood, Edward Jensen, acredito que já tenham ouvido falar dele, um grande amigo e ótimo profissional. Ele aceitou fazer esse trabalho, caso vocês também estejam de acordo. – Anne continuou.
- Háá, já até imagino o que ofereceu em troca pro cara aceitar... - no mesmo momento que abriu a boca, Tom se calou devido ao olhar de todos na sala sobre si.
- Conhecemos sim, será um privilégio trabalhar com ele. - Bill finalmente abriu a boca que mantinha fechada junto com a cabeça baixa, que manteve até então.
- Bom, a ideia é juntar no clipe um relacionamento conturbado, um acidente fatal, e o arrependimento eterno. Será como um flash back, iniciaremos o clipe no acidente e vamos contar como tudo aquilo começou ...
- Flash back? Que coisa brega! - reclamou Tom, sendo ignorado por todos.
- E então teremos um casal que briga, e um namorado inconsolável que sai com sua moto veloz e deixa sua amada ... - Anne parou, era impossível ouvir sua voz, Tom ria alto e descontroladamente. - Mas o que foi agora Sr. Kaulitz? - perguntou Anne, perdendo a paciência.
- Você tá falando sério? Você quer que nós, uma banda de tal porte, fique com essas melações? Mais, continue!
- Eu vou ignorar isso... Então ele deixa sua amada chorando, e por ironia do destino, ele sofre um grave acidente e fica muito mal. Ela fica extremamente arrependida, e como nós somos muito maus, ela não terá tempo para reconciliações e ele morrerá. E para finalizar o clipe teremos ela sentada numa alta montanha, e num feixe de luz ele aparecerá, beijará seu rosto enquanto uma lágrima cai, e no mesmo feixe de luz que aparecerá, sumirá, abandonando-a eternamente.
- E nós? Você pensa que nós não vamos aparecer? Vocês estão vendo, eu disse que ela não teria capacidade para isso! - Tom se levantou, para não ser ignorado novamente.
- Não Sr. Kaulitz. - disse Anne, cerrando os dentes, se apoiando na mesa e se levantando também – Isso não acontecerá, vocês aparecerão o clipe inteiro, tocando no meio da estrada e em alguns outros momentos.
- Vestidos de que? Coelhinho da Páscoa?
- Bom, se o senhor ficar a vontade com esses tipos de boiolices, o que eu acho extremamente provável – riu sarcasticamente – eu não poderei contrariá-lo. Mas a opinião de todos contará.
Ele ia revidar, mas David e Georg o fizeram sentar.
-Nós gostamos muito da ideia. - falou Bill.
- Nós?? Desculpe, quando o guitarrista não gosta não tem conversa, eu me recuso a participar disso!
- Tom, saia! Georg leve ele para fora. - David disse.
- Eu não saio daqui, pode vir, tu vai apanhar Georg, eu puxo isso que tu chama de cabelo, vem machão!
- Tom, cale-se, por favor. - bastou um olhar de Bill para que ele se acomodasse novamente.
- E quais são as condições para fazer isso? - questionou Bill.
- Isso aí irmão, funde a cabeça dela! Responde essa vai! - falava Tom enquanto apontava o dedo na direção de Anne. - Que foi Georg? Nem olhe pra mim, tua chapinha tá em perigo. Me responda Listing, tem medo de morrer?
- Bill, queremos aproveitar o que a Alemanha nos oferece e vamos utilizar a neve em contraste com sangue e toda a história do acidente. Então teríamos de nos mudar para uma cidadezinha do interior, onde as estradas são mais bonitas e menos movimentadas em época de frio. – ela respondeu.
- O quê? Eu vou ter que me mudar? E passar frio de novo? Na África eu não tinha lençol térmico nem água quente, eu não sobreviverei se isso acontecer novamente!
- Fica quieto Tom, você tinha lençol térmico sim, mas não sabia como ligar ele seu burro! Era só girar o botãozinho vermelho e pronto, estava feito o calor! - falou Gustav, rindo de Tom.
- Bom, o tempo máximo para início das gravações é em duas semanas, já começamos a providenciar cenários e afins. - terminou Anne.
- E para qual cidade vamos? - perguntou Georg.
- Vamos para Flensburg.
- Cruzes, tão longe? Eu não vou, já falei! – Tom fazia birra.
- Então acharemos outro guitarrista. - Jost se pronunciou.
- O quê? Vocês perderiam todas as fãs, eu sou a alma da banda! - falou Tom, convencido.
- Vamos encerrar isso. Anne, analisaremos a proposta com calma, faremos uma reunião interna e no máximo até amanhã à noite te daremos uma resposta concreta. - disse Jost se levantando e arrumando seus papéis – Acho que a reunião está encerrada. - finalizou.
Todos saíram de seus lugares menos Tom, que continuava sentado e balançava a cabeça em sinal negativo. Levantei-me e fui até ele.
- Vamos Tom? - propôs Bill. Nesse momento Anne passou por nós e Tom se levantou.
- Isso não vai ficar assim, vou convencer a todos de que sua ideia é ridícula. - desafiou Tom.
- Ficou ofendido? Só por que uma mulher teve uma ideia muito melhor do que as que você já imaginou, e que ironia, não?! Essa mesma mulher não caiu nas suas graças! Mas convença-os, duvido que seja capaz. - disse Anne, se dirigindo à porta. - Ah, e vá lavar as calças, você fede a café. - fechou a porta sorrindo e saiu.
- Idiota. - Tom deu um soco na mesa – Mas ela ainda me paga.
- Eu já volto. - saí atrás de Anne antes que ela chegasse ao elevador.
- Anne espere. - ela se virou um pouco sem vontade.
- Eu queria te pedir desculpas por Tom, por isso tudo. – eu disse, meio sem jeito.
- Ah - soltou um riso – Esse babaca que você disse que era seu amigo? Como assim? Tão idiota? Ele é pior que uma criança, tão... Tão infantil. - estava indignada.
- Eu sei... Mas eu não sei o que deu nele, ele não é assim... Mas você também provocou.
- Eu? Quem começou? Não, chega, eu não vou ficar aqui e ouvir isso, não quero brigar com você, não tenho culpa, vou subir e enfiar a cara no trabalho e te vejo mais tarde na faculdade.
- Tudo bem. - me despedi e logo ela entrou no elevador.
Quando voltei a sala estavam todos prontos para saírem.
- Já estão indo? – perguntei.
- Sim, temos mais coisas para fazer ainda. - Gustav me respondeu.
- Huuum... E Tom, está tudo bem?
- Sim, desculpa por essa bagunça tá? Eu não queria...
- Se não queria que não fizesse. - respondeu um Bill de mau humor.
- Já falou com ela Tom? - Jost perguntou baixo, se aproximando.
- Falou o que? - olhei para os dois, confusa.
- O que vai fazer na quarta-feira? Queríamos que conhecesse nosso estúdio, tem a ver com aquela proposta que te falei esses dias. – Tom disse.
- Ah sim! Bom, eu não sei, tenho que ver, mas me dê o endereço que eu prometo fazer o possível. – sorri.
- Ótimo, então vamos? Tchau Rachel, a noite te ligo. - Tom me abraçou se despedindo, sendo seguido pelos outros, menos por Bill que nem sequer me disse adeus, o que me deixou triste, queria poder sentir seu perfume novamente...
O dia foi mais longo que o normal, típico do começo do inverno, ele havia chegado de vez. E eu não podia negar a minha curiosidade em relação a proposta dos garotos... O que será que era?


E então?
a /anna. seria uma boa produtora né? USHUASHA'
Tom mala, não deixou ninguém em paz Tsc'
Próximo capítulo sera postado pela /anna. terá a narração da Anne.
comentários, até mais ;*


Última edição por Miilena em Qua Fev 23, 2011 3:09 am, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Be My Friend   Seg Out 25, 2010 10:36 pm

Morri de RI com o Tom KKKKKKKKKKKKKKKkk'
Mais ele foi longe demais.
Bill estava bem, depois não estava. Essa menino sofre de disturbio Bipolar, só pode.
o que o Tom vai aprontar ??
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MensagemAssunto: Re: Be My Friend   Seg Out 25, 2010 10:54 pm

Nossa que pega entra Anne e Tom!!!
e Bill um tanto mais feliz heim,
quero saber qual é a proposta!!!
mais.....
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MensagemAssunto: Re: Be My Friend   Ter Out 26, 2010 7:11 pm

o Tom parece uma criança birrenta nesse capítulo, credo in cruz, mais eu ir horrores, adorei mesmo esse capítulo *-* e concordo com a Catarina quanto ao distúrbio bipolar do Bill, é ._. NARRAÇÃO DA ANNE, WI *-* sempre adorei a Anne, desde a primeira vez que ela apareceu, ela ser maluquinha *u* Quero ver como vai ser hein? *como se eu já não soubesse, oi uq*
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MensagemAssunto: Re: Be My Friend   Ter Out 26, 2010 7:34 pm

Janaah. escreveu:
o Tom parece uma criança birrenta nesse capítulo, credo in cruz, mais eu ir horrores, adorei mesmo esse capítulo *-* e concordo com a Catarina quanto ao distúrbio bipolar do Bill, é ._.
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MensagemAssunto: Re: Be My Friend   Ter Out 26, 2010 8:05 pm

Catarina Kretli escreveu:
Morri de RI com o Tom KKKKKKKKKKKKKKKkk'
Mais ele foi longe demais.
Bill estava bem, depois não estava. Essa menino sofre de disturbio Bipolar, só pode.
o que o Tom vai aprontar ??
+1
E pelo jeito o clipe vai ficar muito bonito *--*
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MensagemAssunto: Re: Be My Friend   Hoje à(s) 2:53 am

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