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 Be My Friend

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dudinha98
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MensagemAssunto: Re: Be My Friend   Sex Out 29, 2010 11:48 am

ai que cap legal
e tom seu pervertido kkkkkkkk
e bill nossa que secura
é ele asvezes é estranho mesmo
bom continua o outro tenho serteza que vai ser mais legal ainda
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kiinha kaulitz
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MensagemAssunto: Re: Be My Friend   Sex Out 29, 2010 4:17 pm

UISAHUISAHUISAHUISHAUISAHUSIHAISA
nossa, ri muuuuuuuuuuuito com esse cap.
Tom se ferrou literalmente.
áaaáaa acho qe o clipe vai ficar muito bom com todas as idéias da Anne *-*
por favor, continua rápido!
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/anna.
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MensagemAssunto: Re: Be My Friend   Sab Out 30, 2010 4:58 pm

Olá meninas! Obrigada pelos comentários, e obrigada por continuarem lendo Very Happy
É, o clipe ficaria muito legal, que ótima produtora eu seria EIAHEAUHE
buenas, hoje o post é meu, e é a minha escrita /ah,vá?!
se não gostarem podem me detonar, eu entenderei ;P
boa leitura amores ♥




CAPITULO 10

Enquanto o elevador subia, eu me lembrava da reunião que acabara de terminar. Apesar de tudo, me saí bem, e o mais importante: eles gostaram, menos Tom Kaulitz. Qual era o problema desse menino? Minhas ideias eram boas e agradaram a todos, por que raios ele pensaria diferente de todos? Pensando nas possíveis respostas para a pergunta, decidi esquecer o assunto, tinha muito trabalho.
A porta do elevador se abriu e pude avistar Marie quase escondida atrás dos vários papéis que estavam em sua mesa. Marie era minha “assistente”. Na verdade, era uma estagiária que não tinha cargo definido, mas ela estava sempre pronta para ajudar, e isso que importa. A cumprimentei e entrei em minha sala, joguei a bolsa na poltrona de couro bege e sentei em minha cadeira, ligando meu iMac para ouvir algumas gravações na voz da Rachel. Eu tinha 6 jingles para encaminhar e 4 vinhetas para criar. Ser a diretora de mídia e publicidade não é fácil, mas era meu sonho, e eu estava ali, realizando-o. Nenhum tipo de mídia, vídeo ou jingle saía da empresa sem antes passar por mim. Minha amizade com uma das herdeiras da Universal foi mister para a realização dessa meta, mas eu sou um pouco egocêntrica e gosto de achar que sou ótima profissional. Minha carreira ainda não está totalmente encaminhada. Esse trabalho com o Tokio Hotel é a chave para meu sucesso, é a banda mais popular da Alemanha e se esse videoclipe agradar, será a minha chance de conquistar tudo o que sempre quis. Eu só não podia deixar Tom estragar tudo. Se ele convencesse os outros que minha ideia não era boa, poderia até perder meu atual emprego na Universal... E eu que até achei que ele fosse legal quando o vi, me enganei.
Passava das duas horas da tarde e eu via meu trabalho empacado. Toda vez que conseguia me concentrar, Tom voltava à minha mente. Eu havia o ignorado, mas sua ameaça me deixou receosa.
Decidi copiar os jingles para meu pen drive e escutá-los em casa, e assim faria com as vinhetas também. Não costumava levar trabalho para casa, mas eu não estava bem. Desliguei o computador, peguei minha bolsa e saí. Me despedi de Marie e por sorte o elevador estava parado no meu andar, nem precisei esperar. Desci até o estacionamento e avistei meu Cadillac Provoq estacionado ao lado da Land Rover de Rachel, os dois únicos carros no estacionamento. Dirigi-me até lá e notei um papel pequeno e branco preso na palheta do pára-brisa. O retirei e li, e ao terminar só consegui rir, era de Tom.

“Você não perde por esperar.
TK.”


Além de infantil era psicopata. Por um momento tive medo desse último pensamento, mas ignorei. Era só um bilhete bobo.
Entrei no carro e liguei o som, tocava Aerosmith. Abanei para Alfred que me retribuiu com um sorriso e saí para a rua larga cheia de árvores que dava acesso à gravadora, nunca entendi o motivo de ser tudo tão retirado e bem protegido. Ao parar no sinal, comecei a cantarolar Falling in Love distraidamente e pensar novamente na reunião. Foi quando ouvi um forte som de buzina vindo do carro de trás, seguido por um grito.
- Tá dormindo minha filha? Sai logo da minha frente com esse carro, madame! - um senhor de mais idade gritava, com a cabeça pra fora da janela. Irritei-me e abri o vidro.
- Tá falando comigo? Fico aqui o tempo que quiser, mas só vou sair por respeito à pessoas da terceira idade. - sorri debochadamente e mostrei o dedo do meio. Eu não era assim, mas a TPM me mudava completamente. Eu ficava estressada e sensível, e nada nem ninguém me agradava.
Acelerei, deixando aquele chato comendo poeira. Mais umas quadras e avistei meu condomínio. Condomínio Ville de France. Era grande, florido, com uma enorme fonte central que ficava sempre ligada, e de longe se ouvia os gritos das crianças que lá brincavam. Eram 12 torres em tonalidades cor-de-rosa, identificadas pelas letras do alfabeto e com nomes de cidades francesas.
Me identifiquei na portaria e segui até minha vaga, adentrei a torre Avignon 'H', e chamei o elevador. Enquanto esperava fui verificar a correspondência. Somente cobranças, conta de telefone, cartão de crédito, multa do administrativo por ouvir música alta após 22 horas, cartão de crédito, mais cobranças e mais cartões de crédito, ser consumidora compulsiva não é fácil hoje em dia...
Subi até o 11º andar, e abri a porta de meu apartamento. O relógio marcava 3:12, eu tinha quatro horas até sair para a faculdade. Estava com vontade de fazer algo diferente, pensei em fazer um brownie, mas da última vez inutilizei a forma na qual ele assava, então resolvi preparar alguns cookies para dar de presente à Rachel, ela adorava chocolate, e eu provaria a ela que sou quase uma chef profissional.
Enquanto picava o chocolate, a reunião voltava ao meu pensamento e com ela, consequentemente também lembrava demasiado de Tom, e o fato de estar pensando mais do que deveria nesse menino bobo, infantil, bonito, imaturo, irritante, prepotente, sexy, chato, enigmático e egocêntrico estava me irritando mais. Eu citei mesmo o bonito, sexy e enigmático? Devo estar ficando louca. Ri de minhas bobagens e comecei imaginar como ficaria o videoclipe depois de pronto, se eles aceitassem a proposta, é claro. Ouvi o telefone tocar e fui atender. Verifiquei o identificador de chamadas, e o número era desconhecido.
- Alô? - não obtive resposta, só conseguia ouvir uma respiração no outro lado da linha. - Oi, quem fala? - insisti, tentativa fracassada, a pessoa não me respondia. Seria um mudo? Um fanho com vergonha de falar? - Alôôô??? Quem tá falando?- tentei novamente, e pude ouvir uma voz quase conhecida falar longe.
- O quê você está fazendo? Vai ligar pra quem? - e após isso quem me respondeu foi o “tu tu tu tu tu”.
Fiquei querendo saber quem era, mas depois de meia hora, desisti. Depois de uma hora e meia, terminei de assar os cookies - eu não tinha nenhuma prática nisso e me queimei por 4 vezes - e os deixei esfriando, e então, decidi tomar um banho.

Olhei para o relógio e já eram 6:30, coloquei os cookies num recipiente de plástico e resolvi sair mais cedo de casa, era meia hora até a faculdade.
Cheguei até o enorme prédio, estacionei e me dirigi até minha sala, que já estava aberta. Não demorou muito e algumas pessoas começaram a chegar, sentando-se cada um em seu lugar. Enquanto conversava com uma colega sobre tipos de mídia, avistei Rachel vindo em minha direção, nós tínhamos aula juntas três vezes por semana. Levantei e a abracei. Ela olhou para o pote em cima de minha mesa com cara duvidosa.
- O que é isso? - perguntou desconfiada.
- São cookies, fiz especialmente pra você! - respondi animada. Pela cara dela, não ficou muito feliz, mas ela ia experimentar, eu a obrigaria.
- Vamos, não precisa ter vergonha, prova logo! - brinquei.
- Puxa amiga, acabei de jantar! - acabou de mentir, isso sim!
- Come isso duma vez, antes que eu empurre goela abaixo. - falei já irritada... Maldita TPM.
- Tá, se acalma! - largou os livros na classe e provou a pontinha de um biscoito.
- E ai? O que achou? Como está? - meus olhos brilharam. Rachel fez ânsia. ÂNSIA? Ela ia vomitar, meu Deus, o que eu fiz? Matei minha melhor amiga com um biscoito! - Ficou tão ruim assim? - perguntei aflita.
Rachel sorriu.
- Não, menina! Eu estou brincando, pra quem não frita ovos, isto até que não está mau! - falou brincando. Uma felicidade boba e desconhecida me invadiu.
- Viu, sei fazer brigadeiro, cookies, lasanha de microondas, macarrão instantâneo, fazer pedidos no McDonald's, posso casar já! - brinquei rindo.
- Claro, se o seu marido for o Tom, que só come fast-food e piz... - Rachel não terminou a frase, e vi meu sorriso se desmanchar instantaneamente. Eu estava à gloriosos 34 minutos sem lembrar dele, mas agora a lembrança da maldita reunião havia retornado. Sentei rapidamente, verificando meu celular, como tentativa de disfarce.
- Desculpa, não falei por mal. - Rachel explicou.
- Tudo bem. Eu que fiquei muito “abalada” com as reações daquele louco.
- A TPM vai até quando?
- Só até amanhã, pelos meus cálculos. - terminei de falar e o professor entrou, já dando explicações sobre criação de áudio.
A aula passou rápido, me fazendo esquecer do mau humor. Era a Anne de sempre que estava enfim retornando, fiquei feliz ao me dar conta disso. Ouvi o sinal para o intervalo e me levantei, esperando Rachel que fazia anotações. Segui com ela até a lanchonete, onde pedimos refrigerante e seguimos até uma mesa. Nos sentamos e enquanto conversávamos meu celular tocou.
- Alô? - ninguém respondeu. Lembrei do telefonema que havia recebido à tarde, o número era o mesmo – Escuta meu filho, tem nada pra fazer não? Vai procurar tua turma! - falei indignada e desliguei.
Contei à Rachel o acontecido e ela pediu para ver o número. Do nada ela fez uma cara estranha, como se soubesse quem ligava.
- O que foi? Você conhece esse número? - perguntei curiosa.
- Nã... Não, não conheço não, nunca vi. - gaguejou.
- Tudo bem, mais tarde eu descubro quem é.
- Que perda de tempo, deixa pra lá, vai querer saber pra quê? - estava tentando me convencer a não ligar? Bom, eu tinha duas certezas agora: ela conhecia a pessoa, e era uma pessoa da qual eu não gostava. Nós éramos transparentes uma para a outra, nunca soubemos mentir. Ela não me falaria nada, mas eu descobriria de qualquer jeito.

Os outros períodos foram cancelados, o professor havia passado mal. Menos duas horas de aula numa segunda-feira tensa e cansativa era o que eu precisava, comemorei internamente.
Me despedi de Rachel, entregando os cookies para ela, e segui para casa em silêncio, precisava ficar quieta. Cheguei em casa após 40 minutos, estava cansada já na segunda-feira, tirei a roupa e vesti uma enorme camiseta com o desenho do Tom & Jerry, analisei a camiseta, esse primeiro nome estava me perseguindo, mas eu não me importava. A única coisa que eu queria agora era saber de quem era aquele número. Fui até a cozinha preparar algo para comer, e enquanto a água para o macarrão esquentava, peguei o celular e liguei para o tal número. Uma voz doce e gentil, mas masculina, me atendeu.
- Oi? - eu já havia ouvido aquela voz, mas não sabia de onde, de uma música? Ou foi na faculdade? Na gravadora, quem sabe?!
- Ãhhn, oi, desculpa incomodar, sou Anne e recebi uma chamada desse número há algum tempo, gostaria de saber quem é.
- Ah, esse celular é do meu irm... - foi interrompido, e uma voz grossa gritou do outro lado – O que tá fazendo? Desliga isso agora, e se for ela? Vai saber que sou eu! - e então o telefone emudeceu. AAAAARGH! Que raiva, eu estava quase descobrindo, e de repente aparece alguém metido pra fazer o outro desligar. Ao menos não era um fanho com vergonha de falar, ironizei internamente.
Preparei o macarrão, jantei, e fui deitar. A cortina da sacada estava aberta, e mesmo deitada, podia enxergar a sala dos moradores da torre em frente à minha. Um apartamento em especial me chamou a atenção: um casal deitado em um sofá escuro, conversando e sorrindo, de repente uma almofada voou e após isso vi os dois se beijarem. Entristeci. Desde pequena tive sonhos de casar e ser feliz, eu era exageradamente romântica, daquelas que amam receber flores e surpresinhas, mas eu não havia encontrado alguém que dividisse esses tipos de momentos comigo, pelo contrário, parece que um ímã me atraía até os caras errados. Da última vez, saí com um gay... Fora os comprometidos que me enganavam dizendo-se solteiros. Quantas decepções...
Pensando nisso, senti uma lágrima escorrer e cair na almofada. Fechei a cortina antes que me afundasse nessa mágoa. Voltei a deitar e meu dia passou como um flash back em minha mente. Não foi um dia espetacular, mas me rendeu umas risadas.

- Com licença, Anne né? - perguntou Tom.
- Sim. - respondi.
- Então Anne, acho que o zíper da sua calça está aberto... – falou, passando a língua pelo piercing que tinha no canto esquerdo do lábio inferior. Com medo que fosse verdade, verifiquei rapidamente, mas constatei que estava tudo certo.
- Não, não está não! - discordei.
- Ah, então a gente pode dar um jeito nisso rapidinho ali no canto ou em outro lugar... - falou com malícia.


Ri demasiado ao me lembrar disso. Já havia escutado porções de cantadas, desde “eu não sabia que boneca andava” até “seu pai é advogado? Ele fez direito, viu?!”, mas “seu zíper está aberto.” me pegou de surpresa. Rachel sempre falava por horas de como Tom era gentil, e simpático, e divertido, e inteligente, mas eu havia conhecido um Tom diferente, atirado, infantil, sem noção e vingativo. A única coisa que sabia dele era que conseguia todas as mulheres que queria, mas não sabia até que ponto ele iria para defender seu ego ferido, e pensando nisso, adormeci.

Era uma vista linda, eu sempre amei praia, mas aquela era diferente. Olhei para o lado e vi ele, Johnny Depp, ali do meu ladinho. Ele olhou dentro do meu olho.
- Anne, eu preciso dizer que... - gaguejou.
- Dizer o quê? Seja o que for, diga logo. - encorajei-o.
- Eu quero te dizer que eu te am... - e sua linda voz foi abafada por um alto solo de guitarra. Acordei assustada. Olhei para meu celular que tocava em cima da mesa, eu havia dormido na sala, minhas costas doíam. Atendi o telefone.
- Rachel! Eu estava sonhando com o Johnny Depp, ele ia dizer que me amava e você me ligou bem nessa hora, isso vai ter volta! - ameacei.
- Anne, guarde sua vingança para depois, já são 10 horas da manhã, cadê você? Você devia estar aqui há 2 horas atrás.
- O quê? 10 horas? Me espere, já estou chegando ai. Beijo.
- Venha logo. Beijos.
Ela terminou e logo desliguei. Levantei correndo e tomei um banho muito rápido, me vesti correndo, peguei minha bolsa, meu notebook, a chave do carro e em questão de segundos já estava saindo do condomínio. Parece que todos ficam na sua frente quando se está com pressa, meti a mão na buzina e xinguei a mãe de todo mundo, acelerei cada vez mais e em 20 minutos estava entrando na gravadora. Entrei no estacionamento do prédio administrativo e nem me preocupei com a barbeiragem que havia feito para estacionar. Enquanto pegava minhas coisas, notei um carro diferente no estacionamento, mas não liguei, precisava correr. Cheguei na recepção e Marie, como se tivesse adivinhado minha vontade, me entregou um café.
- Srta. Anne, sua amiga Rachel a espera na mesma sala de reuniões de ontem. - me avisou rapidamente enquanto entrávamos no elevador. Aproveitei que o andar da sala de reuniões era o 7º dos 10 andares do prédio, e prendi o cabelo num coque, e enquanto alisava minha camisa branca, a porta se abriu e pude avistar Rachel acompanhada de dois homens, ambos de costas, mas um deles eu reconheceria até no inferno. Era ele, Tom Kaulitz.
Quando Rachel me viu, me fuzilou com o olhar, pediu licença para os dois homens e veio ao meu encontro.
- Onde você estava?
- Ouvindo o Johnny Depp falar que me ama. - sorri.
- Achei que não tivesse dado tempo para ele terminar. - debochou de mim.
- E não deu, mas eu sei que ele ia falar isso se você não fosse inconveniente e tivesse ligado 15 segundos depois. - mostrei a língua e ela riu de minha desgraça.
- Tudo bem, pare de falar no Johnny Depp e venha, Jost está aqui. - quando ela falou isso, senti um frio na barriga. Era agora que receberia a resposta, era tudo ou nada, sucesso ou desemprego.
- Bom dia senhores, podem nos acompanhar até a sala de reuniões, por favor. - cumprimentei sorridente, mas apenas um me respondeu, enquanto o outro me analisava dos pés à cabeça.
Entramos todos e fechei a porta, fazendo sinal para que sentassem.
- Desculpem o atraso, o dia de ontem foi tão cheio – menti – que acabei perdendo o horário.
- Ah, claro, o dia tem sido pesado para nós também. - respondeu Jost enquanto Tom me encarava. - Mas então, sem rodeios, Srta. Anne, ontem à noite nós analisamos sua proposta com calma, e levando em conta todos os fatores e condições, decidimos... - ele fez uma pausa. Meu coração batia tão forte que era possível ouví-lo a quilômetros de distância. Nem quando o Johnny Depp ia dizer que me amava fiquei tão nervosa.
- Decidiram? - Rachel interrompeu, para minha alegria .
- Decidimos aceitar a proposta, as ideias são realmente muito boas. - ele finalmente terminou. Eu não sabia o que fazer, eu queria abraçar Rachel, pular, gritar, rir da cara de poucos amigos de Tom. Mas me contentei apenas em sorrir.
Sorrir traduzia quase tudo o que eu sentia agora. Estava iniciando a história da minha vida.
Após acertarmos tudo, despedimo-nos, e eu e Rachel acompanhamos Jost e Tom até a saída. Quando Tom passou por mim, cochichou em meu ouvido.
- Isso não vai ser fácil pra você, eu te farei desistir.
- Estou pagando pra ver, Sr. Kaulitz. - pisquei e sorri para ele. - Não quer que eu lhe sirva um café antes de sair? Um chocolate quente, talvez? - debochei.
Ele me olhou com raiva e entrou no elevador rapidamente, chamando Jost e apertando o botão do térreo. Enquanto a porta fechava, abanei sarcasticamente para ele, que continuava a me encarar. Abracei animadamente Rachel, comemorando nosso triunfo. Estava declarado o início do trabalho, da dedicação, da superação, do desafio, e iniciavam agora, histórias de sucesso.

-
e então, curtiram?
estou esperando as críticas Very Happy
beijos amores, até a próxima!



Última edição por /anna. em Qua Fev 23, 2011 3:23 am, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Be My Friend   Sab Out 30, 2010 5:50 pm

lógico que curti! muito bom!
quero só ver o que Tom vai aprontar tentando fazer Anne desistir. (como disse a Anne estou pagando para ver Sr. Kaulitz) Twisted Evil
....mais....
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Catarina Kretli
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MensagemAssunto: Re: Be My Friend   Sab Out 30, 2010 7:45 pm

Tom vocoê estar pior do que meu vizinho de 5 anos KKKKKKKKKK'
O Tom nunca vai entender que ela estava na TPM, pow ? ¬¬' POKSPOAKPOSKA
Viva a Anne O/
Posta mais (:
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Janaína C.
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MensagemAssunto: Re: Be My Friend   Sab Out 30, 2010 9:21 pm

eu ADOREI esse capítulo, de verdade *-* E ninguém sabe que o Tom se interesssou pelo "desafio" de tentar conquistar a Anne... E ninguém sabe que a Anne se lembrando demais do "estresse" da reunião significa outra coisa...
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MensagemAssunto: Re: Be My Friend   Sab Out 30, 2010 10:23 pm

lógico que curti! muito bom!
quero só ver o que Tom vai aprontar tentando fazer Anne desistir. (como disse a Anne estou pagando para ver Sr. Kaulitz)
....mais...

concordo
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MensagemAssunto: Re: Be My Friend   Dom Out 31, 2010 3:14 am

Janaah. escreveu:
eu ADOREI esse capítulo, de verdade *-* E ninguém sabe que o Tom se interesssou pelo "desafio" de tentar conquistar a Anne... E ninguém sabe que a Anne se lembrando demais do "estresse" da reunião significa outra coisa...
AUHEUAHEHE' pode ter certeza que a madame aqui pensou isso o/

me atrasei um pouco, peço desculpas meninas D:
e que é isso anna, você também escreve muito bem! sério, tu e a milena tem um dom *-*

estou curiosa para saber a surpresinha que aguarda a rachel! e também o que o crianção pervertido tom vai fazer!

me deixar curiosa não é uma coisa muito humana de se fazer, sabiam?! -qn
ok patricia, chega de drama... rs

prossigam :*
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MensagemAssunto: Re: Be My Friend   Ter Nov 02, 2010 7:58 pm

Patty Back-K escreveu:
Janaah. escreveu:
eu ADOREI esse capítulo, de verdade *-* E ninguém sabe que o Tom se interesssou pelo "desafio" de tentar conquistar a Anne... E ninguém sabe que a Anne se lembrando demais do "estresse" da reunião significa outra coisa...
AUHEUAHEHE' pode ter certeza que a madame aqui pensou isso o/

me atrasei um pouco, peço desculpas meninas D:
e que é isso anna, você também escreve muito bem! sério, tu e a milena tem um dom *-*

estou curiosa para saber a surpresinha que aguarda a rachel! e também o que o crianção pervertido tom vai fazer!

me deixar curiosa não é uma coisa muito humana de se fazer, sabiam?! -qn

prossigam :*
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MensagemAssunto: Re: Be My Friend   Sex Nov 05, 2010 10:15 pm

Oii! eu sabia que vocês iam gostar da Anne, ela é diva *-* UHASUAHSUA'
A /anna vai voltar a postar daqui alguns dias! Enquanto isso vocês ficam com a Rachel.
boa leitura amores Very Happy



CAPÍTULO 11


- Então Rachel, vamos?
- Onde? Como? Ah, me desculpe, não estava prestando atenção em você...
- Ô cabeça de vento a sua, anda só assim ultimamente. - James sorriu – Mas posso saber onde você estava? – questionou, com seu sorriso torto sedutor ainda nos lábios. Abaixei meu rosto e voltei minha atenção para minhas unhas.
- Mas que metido você hein? - cutuquei seu braço – Eu não estava em lugar algum, só distraída. - ele balançou a cabeça em sinal de reprovação, ainda sorrindo.
- Sei. Aham. Acredito muito em você.
- Pára, eu já disse, que coisa! Mas... O que você estava falando?
- Eu estava convidando você para se juntar a mais alguns funcionários para irmos àquele bar rotineiro, vamos?
- Ah, não vai dar, vou sair ao meio dia e só volto amanhã.
- Vai onde? – ele esticou o braço para ajustar a sonoridade da melodia que estava sendo pré gravada dentro do estúdio, feita por uma banda local. Mordeu o lábio e soltou um riso nasalado.
- Eu não disse? Acho que dei a você muita liberdade. – eu disse.
- Será? Foi um erro? – ele deu uma piscadela em minha direção.
- Huum, deixa eu pensar... - coloquei a mão no queixo - Acho que não, eu posso lidar com você. - ele soltou uma gargalhada, que logo foi abafada por minhas mãos.
- Shiii, não viu a placa de silêncio ali não? Além de metido é cego? - recebi como resposta um beliscão na barriga.
- Ai, que foi isso?
- Viu? Foi pra você ver que não pode lidar comigo, e me responda logo onde vai. - perguntou bem próximo ao meu ouvido, o que me fez arrepiar involuntariamente. Ele se afastou para poder novamente mexer na mesa de som à nossa frente.
- Na casa de uns amigos .- respondi, também próximo ao seu ouvido.
- Amigos é? – ele riu
- E o que tem demais?
- É nesses amigos que você vem pensando ultimamente? – ele foi irônico e sarcástico ao pronunciar as palavras. Não respondi. Apenas abaixei a cabeça e sorri fraco.
- Tá deixa eu reformular a pergunta – ele arrumou sua postura na cadeira - Qual dos seus novos amigos que tem ocupado sua mente e tem te levado pra longe nesses últimos dias? – disse, arqueando uma sobrancelha.
- James, pare com isso - dei um leve tapa em seu braço direito - Não estou pensando em ninguém e chega dessa conversa.
- Tá bom. Se você diz, eu finjo acreditar.
- Vamos trabalhar rapaz. – eu disse, já desviando a atenção para a banda que estava por ali - Por favor, o vocalista .Querido, eu quero que você use mais expressão e força nas últimas palavras de cada refrão, você pode tentar? - perguntei ao microfone ao rapaz magro e de cabelos negros compridos que estava com sua banda dentro do estúdio. Ele assentiu com a cabeça e sorriu. - Ok, vamos lá, gravando!
Quando eles começaram a tocar e a cantar sob minhas sugestões, a surpresa atingiu em cheio meu colega de trabalho.
- Nossa, ficou muito melhor. - James fez cara de impressionado - Não sei porque ainda me surpreendo com você...
- É porque eu adoro surpreender. – pisquei, olhando em seus olhos, e acabamos os dois rindo baixo como duas crianças

Eu estava esperando pacientemente o elevador chegar, encarando meus sapatos pretos. Será que eu andava pensando demais mesmo? Não, James deve de ter falado só para me incomodar. Balancei a cabeça para os lados tentando afastar essa minha dúvida idiota.
Enquanto minhas mãos seguravam firme o volante e paisagens bonitas passavam pela janela, eu me sentia incrivelmente bem, e adivinha o que eu estava ouvindo? É Tokio Hotel. Eles têm sido o som que mais tem entrado em meus ouvidos nas últimas semanas.
Eu nunca havia prestado atenção no talento daqueles garotos, nem em como a voz do Bill me causava arrepios. Eu até posso negar aos outros mas não posso negar a mim. Eu pensava nele sim, mas era algo bem estranho. Apesar de toda tristeza e amargura que Bill aparentava, ele era sem dúvida uma pessoa que qualquer um gostaria de ter por perto, e eu não era exceção: Seu perfume bom (apesar do cheiro do cigarro de vez em quando), a pele lisa (minhas mãos sempre coçavam tamanha era vontade de tocá-la para ver se aquilo não era porcelana), e seu sorriso (que era como o de Tom). Ele contagiava e iluminava tudo por perto. Eu sei que nossa relação não é muito boa, mas eu queria muito que fosse diferente e não custava nada tentar inverter essa situação.
Adentrei o estacionamento de um grande restaurante. Dois pisos, as mesas colocadas ao lado de fora nas sacadas de vidro, pintado na cor dourada e completamente cheio. As belezas daquele lugar fascinavam: Lustres grandes, várias cortinas e mesas enfeitadas com belos buquês de flores. Quando tinha oportunidade, fazia minhas refeições ali. Era um restaurante bem frequentado e com uma ótima comida.
- Com licença, senhorita Levý ? - um rapaz de estatura baixa e cabelos claros, vestido formalmente, tocou em meu braço cordialmente.
- Sim, sou eu. - respondi
- A senhorita Simpson a espera no andar a cima, poderia me acompanhar por gentileza? – ele sorriu.
- Ah, claro.
- Vamos, é por aqui. – ele disse, apontando para as escadas que davam acesso ao andar superior.
A primeira coisa que vi foram os cabelos negros de Anne balançarem com o vento forte que batia na mesa localizada em um das sacadas.
- Demorou hein? Que coisa, tava comendo os talheres já. – ela resmungou enquanto eu me sentava.
- Você e sua fome descontrolada, me pergunto onde vai tudo isso, porque pra sua cintura e bunda é que não é – reclamei, cruzando os braços em cima da mesa coberta por uma toalha branca.
- Vai pra academia, isso sim.
- Preciso voltar lá também, ando relaxada comigo mesma.
- Você anda é estranha ultimamente, não te reconheço.
- Ah não! Você é a segunda pessoa que me diz isso hoje, que coisa... Eu não tenho nada, NADA ouviu? - me joguei bruscamente para trás na cadeira e bufei.
- Tá bom ok? Não falo mais nada. - Anne riu e cruzou os dedos na frente dos lábios.
- Mas é verdade, eu só estou cansada, só. E no momento com fome, vamos pedir?
- Até que enfim, faça isso por favor... - fomos interrompidas, pois o celular de Anne começou a tocar.
- Aff. – ela largou o aparelho na mesa.
- O que foi?- perguntei curiosa.
- Aquele desgraçado que me liga e quando atendo não abre a maldita boca, cara desocupado, só pode ser um fã. – eu comecei a rir.
- O mesmo número? – perguntei.
- Sim, aquele que você sabe quem é, mas não me fala – ela entortou a boca e me encarou com aqueles olhos negros.
- Eee-uu não sei de nada, não conheço, por que eu esconderia isso? Não mee-smo.
- Aham, sei – ela fez uma cara pensativa - Já te disseram que você mente mal?
- Pior que já. - sorri sem jeito e ela guardou o celular novamente na bolsa.
- Vou ao banheiro lavar as mãos, faça o pedido ao garçom? - se colocou de pé.
- Deixa comigo. – respondi, ao passo de que ela saiu e entrou no restaurante.
Enquanto procurava o garçom com os olhos pude ouvir uma musica baixa. Levantei-me da cadeira e percebi que se tratava do celular de Anne tocando dentro da bolsa. Não atender seria falta de educação, mas mexer ali também não seria certo. Decidi ignorar, mas depois de um tempo a música recomeçou. Corri os olhos pelo salão para verificar se ela estava voltando, mas não estava. Retirei o celular da bolsa e tive uma surpresa ao ver o número. Sem hesitar, atendi.
- Escuta aqui Tom bebê Kaulitz, eu não sabia que a sua época de puberdade ainda não tinha acabado. - indignada gritei ao telefone, e do outro lado só escutei sua respiração.
- Ah tá já sei, pode falar, ela não esta aqui. - girei os olhos e esperei pela resposta.
- Raa-chee-l, oi? – ele gaguejou com uma voz fraca.
- É a Rachel sim. Me responda Tom, o que pensa que está fazendo?
- Eu-u ? Nada, nada não. – ele ainda estava gaguejando.
- Pare de gaguejar e seja homem, por que você esta ligando incansavelmente para Anne?
- Eu não estava ligando para ela, eu queria falar com o ...- ele suspirou e pensou um pouco - Com o Austin, é, com meu amigo Austin, que inclusive trocou de telefone, devo ter errado o número. - senti alívio em sua voz, mas ele não me engana.
- Que Austin o que, eu te conheço seu alemão sem-vergonha, o que você quer com ela? Além de deixá-la mais irritada ainda? - perguntei indignada.
- Mas ela merece, ela me humilhou na frente dos meus amigos, aquela...
- Shiiii, não termine, então é pra ela mesmo que está ligando. Que feio, isso é coisa que menino de 15 anos faz quando os hormônios ainda estão a flor da pele por nunca ter contato com uma mulher. Ah, mas eu sempre soube que você ainda era virgem. - tentei parecer séria.
- Eu não sou virgem caraleo – ele gritou bravo, enquanto eu continha uma gargalhada ao máximo - Eu só quero que ela se irrite mais, nunca vai saber que sou eu. - disse orgulhoso.
- Mas eu posso contar. – ameacei.
- Você não faria isso comigo meu amor... Ou faria? - soltei uma risada, Tom é tão sacana.
- Eu não faria por um motivo
- Claro, porque você me ama. – disse convencido.
- Não, idiota. É porque ela me disse que iria na polícia, ela realmente está preocupada, e se eu fosse você, pararia com isso.
- O quê ? Polícia? – ele gritou – Não, ela não pode fazer isso, vão saber que sou eu, meu Deus!
- Viu só, suas brincadeiras podem ter conseqüências, portanto, pare com isso ouviu bem Tom Kaulitz? - percebi que Anne estava voltando à mesa. - Vou desliga,r ela esta vindo. Até logo, estarei aí em uma hora, beijo! - desliguei o telefone e disfarçadamente, apaguei a ligação e o coloquei dentro da bolsa de Anne antes que ela voltasse.
- Fila no banheiro? - perguntei enquanto ela se sentava.
- Não. – ela suspirou - Encontrei um amigo no caminho.
- Ah, um amigo... - balancei a cabeça para os lados.
- Já pediu? – ela perguntou.
- Ainda não. - entortei a boca ao ver a sua reação no mínimo... Assassina.
- Eu não acredito, não tô dizendo que você tá no mundo da lua? – ela sorriu e chamou o garçom.

O resto do almoço correu tranquilamente. A companhia de Anne sempre era agradável, e ela até comentou sobre o fato de seu telefone não ter tocado mais, Tom realmente caiu na minha mentira.
Eu estava saindo da rodovia para entrar em um bairro fechado, onde segundo a mensagem que Tom me mandou era o estúdio deles. Não conseguia esconder a minha curiosidade sobre o que seria o assunto da nossa conversa lá, não fazia a mínima ideia. Mais algumas curvas e enxerguei um portão enorme de ferro escuro escondendo algumas casas. Estacionei em frente e apertei o interfone no número indicado. Quem me atendeu foi Gustav com sua gentil voz, e assim que desligou, o portão começou a andar para a minha esquerda.
Era um lugar bonito, com casas maiores que o normal, cheio de árvores e canteiros de flores, e ao meu lado direito, havia um pequeno lago com alguns animais. Segundo instruções, eu deveria seguir quatro casas a frente e dobrar a esquerda. e assim o fiz. Reconheci o carro de Tom e estacionei ao lado. Peguei minhas coisas e saí, analisando a casa a minha frente, feita de tijolos, com janelas e portas brancas.
Olhei meu reflexo no carro preto e verifiquei se estava tudo certo. Eu vestia uma camisa branca bem comprida aberta nos primeiros botões e fixada com um cinto marron abaixo dos seios, tudo sobre uma meia calça preta e botas de cowboy. Arrumei o cabelo e fui até a porta onde Tom já estava parado com seu maravilhoso sorriso. Lhe abracei e este me mandou entrar.
- Por favor, não comente nada sobre o que aconteceu hoje pela parte da manhã, Jost está aqui e ele não pode saber. - cochichou em meu ouvido, e quando o encarei, ele estava fazendo aquela carinha que para qualquer ser humano normal do sexo feminino era impossível lhe dizer não.
- Tudo bem. - abri bem o sorriso e apertei com força suas bochechas muito convidativas.
Logo que entrei me deparei com um conjunto de sofás azuis onde estão sentados Georg, próximo da porta, com Jost e Gustav sentado em um sofá mais adiante. O interior do local é exatamente como o exterior, com tijolos e pintura branca. Não consigui enxergar o resto pois estávamos em uma sala, onde mais a frente havia uma porta que certamente daria passagem aos outros cômodos do local.
Estavam todos muito a vontade, mais exatamente deitados do que sentados, mas olhavam para o mesmo lugar: Para mim. Senti que já estava ficando levemente corada. Não gostava de ser o centro das atenções. Tom me fez sentar em um dos sofás ao seu lado.
- Como está querida? - Jost foi o primeiro a falar sorrindo. Ele era um homem realmente muito bonito e atraente e sexy... Se concentra Rachel!
- Muito bem. – eu disse. Tom se mecheu ao meu lado, se acomodando a sua maneira, ou seja, ocupando quase todo o espaço.
- Que ótimo... Então, você deve estar se perguntando o que queremos com você não é? - respondi afirmativamente com a cabeça e ele continuou. - Temos algo muito sério para lhe propor – ele se ajeitou na cadeira e Georg faz a mesma coisa, seria um sinal de nervosismo? Gustav também me olhou atento, como se quisesse gravar minha reação a cada palavra que Jost dizia. Acho que estou ficando paranóica.
Olhei para o chão , e algo me veio a mente como um flash: E o Bill? Só agora fui dar por sua falta. Olhei para Tom que estava fumando, e quando pensei em abrir a boca, Jost me interrompeu.
- Como você ficou sabendo, Bill não está no seu melhor estado de saúde - me olhou, e com isso, balancei a cabeça para que ele prosseguisse. - OK, nós temos um contrato com a gravadora que diz em uma de suas clausuras que dentro de um ano e meio a banda deverá compor e gravar um novo CD.
- Sim. - respondi para que vissem que estava prestando atenção.
- E se esse contrato for quebrado, nos cobrarão uma multa de enorme valor. Você deve saber disso não é? - ele parou. Olhei para Tom que se sentou no sofá, jogando o cigarro fora.
- Meu irmão não consegue compor, devido a sua situação. – ele se pronunciou.
- Se ele escrevesse música agora, teríamos uma alta taxa de suicídios de fãs do Tokio Hotel. - Gustav ironizou.
- E é ai que você entra. - Georg concluiu, inclinando seu corpo para frente e me olhando nos olhos. Maldito, perdi a noção de como se faz para respirar, por que tem que ser tão bonito?
- Eee-uu?
- Sim meu bem, você. Você aceitaria ajudar meu irmão a compor? Eu sei da sua extrema capacidade para isso. - Tom agora me encarava sério, mesmo estado de todos na sala. Olhei para cada um e respirei fundo.
- Olha, você não precisa aceitar se não quiser. - Jost disse.
- Não é isso, é que...Vocês têm certeza que querem a minha ajuda?
- Absoluta. - Tom respondeu, me olhando. Pude ver por seus olhos que eles imploravam pra que eu aceitasse. E bom, pensando bem não me custaria nada, eu adorava compor e ainda estaria ajudando meu amigo.
- Tudo bem, por mim está aceito. - todos sorriram e respiraram aliviados. - O que Bill acha disso? Por que ele não veio?- imediatamente suas posturas voltaram a se tornar rígidas com a minha pergunta. Tom pigarreou.
- Ele não quis vir, e ele – fez uma pausa - Ele não sabe disso ainda. - terminou rápido, como se estivesse se livrando das palavras.
- Como? Ele não sabe? – questionei, olhando todos e esperando uma resposta.
- É, achamos melhor te perguntar antes e só depois de termos certeza contar a ele. – Tom respondeu.
- E ele aceitará?
- Claro que sim, e só uma questão de tempo. - Tom tentou ser o mais convincente possível, mas sei que me esconde a verdade.
Depois de toda a tenção ter passado, ficamos conversando animadamente. Os meninos eram muito divertidos, pareciam mais três crianças do que adultos de 20 e poucos anos.
- Quero te mostrar uma coisa que fiz ontem a noite, vou buscar. – Tom disse, se afastando. Estávamos sentados perto da televisão, onde Gustav e Georg travavam uma batalha no videogame.
- Ah droga, esqueci meu computador em casa com as composições. - olhei para Tom sem entender do que se tratava e ele explicou. - Eu tinha feito uma composição muito maneira ontem, e queria muito te mostrar, mas esqueci em casa e não posso sair daqui! Logo mais teremos que dar uma pequena entrevista ao telefone e tenho que estar presente. – ele bufou
- Que coisa! – eu disse tomando um gole de suco.
- Mas você faria um favor? – ele se animou rapidamente. Arqueei uma sobrancelha para que ele terminasse. - Poderia ir lá em casa buscar? É pertinho, te dou o endereço e você vai. – ele abriu seu melhor sorriso.
- Tudo bem, mas como acharei isso? Tem alguém em casa?
- Bill está lá, mas provavelmente está dormindo. Eu te digo onde você deve ir, ah vamos, não é difícil assim!
- Tá ok, me dê o endereço. - Tom saiu sorridente à procura de um papel.
E bom, se o Bill está dormindo eu não tenho com o que me preocupar. Ou tenho?


-


Comentários?
próximo capítulo é tenso :x
até a próxima ;*


Última edição por Miilena em Qua Fev 23, 2011 3:11 am, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Be My Friend   Sex Nov 05, 2010 10:35 pm

Citação :
- Shiiii, não termine, então é pra ela mesmo que está ligando. Que feio, isso é coisa que menino de 15 anos faz quando os hormônios ainda estão a flor da pele por nunca ter contato com uma mulher. Ah, mas eu sempre soube que você ainda era virgem. - tentei parecer séria.
- Eu não sou virgem caraleo – ele gritou bravo, enquanto eu continha uma gargalhada ao máximo
S O C O R R O haha
Tom, acho que tu não engana nem a sua mãe mais UQ E você não tá ligando pra Anne só pra irritar ela que todo mundo sabe, é só pra matar a saudade da voz dela, owt *-*
E DEPOIS QUEM PARA OS CAPÍTULOS EM PONTOS ESTRATÉGICOS SOU EU NÉ MILENA? U_Ú
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MensagemAssunto: Re: Be My Friend   Sex Nov 05, 2010 10:46 pm

AAAAAAAAAAA Ela vai ajudar meu tchutchuco.
mais será que ele vai aceitar ? O.O
Preosupar com o bill dormindo ? Que isso. PKPSOKAKSPOAKS Twisted Evil
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MensagemAssunto: Re: Be My Friend   Sex Nov 05, 2010 10:54 pm

Janaah. escreveu:
Citação :
- Shiiii, não termine, então é pra ela mesmo que está ligando. Que feio, isso é coisa que menino de 15 anos faz quando os hormônios ainda estão a flor da pele por nunca ter contato com uma mulher. Ah, mas eu sempre soube que você ainda era virgem. - tentei parecer séria.
- Eu não sou virgem caraleo – ele gritou bravo, enquanto eu continha uma gargalhada ao máximo
S O C O R R O haha
Tom, acho que tu não engana nem a sua mãe mais UQ E você não tá ligando pra Anne só pra irritar ela que todo mundo sabe, é só pra matar a saudade da voz dela, owt *-*
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COMO ELA CAIU NO VELHO TRUQUE DO ME-ESQUECI-PODE-BUSCAR-PRA-MIM ?!
ai /batenatesta
oook. eles querem que ela se encontre com o Bill, e ela vai se encontrar com ele... QUERO SÓ VEER! *olhosbrilhando*
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MensagemAssunto: Re: Be My Friend   Sab Nov 06, 2010 12:05 am

Ai que bom que ela aceitou, só falta saber a reação do Bill!!!
Será que o Bill vai acordar quando ela estiver na casa (acho que sim né) e qual será que vai ser a reação dele?
Viu Tom quando fala em polícia aí a coisa fica feia né, apesar de ser mentira hehehe,(ri muito com a reação dele).

como sempre: ...mais...
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MensagemAssunto: Re: Be My Friend   Sab Nov 06, 2010 1:22 am

Patty Back-K escreveu:
Janaah. escreveu:
Citação :
- Shiiii, não termine, então é pra ela mesmo que está ligando. Que feio, isso é coisa que menino de 15 anos faz quando os hormônios ainda estão a flor da pele por nunca ter contato com uma mulher. Ah, mas eu sempre soube que você ainda era virgem. - tentei parecer séria.
- Eu não sou virgem caraleo – ele gritou bravo, enquanto eu continha uma gargalhada ao máximo
S O C O R R O haha
Tom, acho que tu não engana nem a sua mãe mais UQ E você não tá ligando pra Anne só pra irritar ela que todo mundo sabe, é só pra matar a saudade da voz dela, owt *-*
E DEPOIS QUEM PARA OS CAPÍTULOS EM PONTOS ESTRATÉGICOS SOU EU NÉ MILENA? U_Ú
COMO ELA CAIU NO VELHO TRUQUE DO ME-ESQUECI-PODE-BUSCAR-PRA-MIM ?!
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oook. eles querem que ela se encontre com o Bill, e ela vai se encontrar com ele... QUERO SÓ VEER! *olhosbrilhando*
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MensagemAssunto: Re: Be My Friend   Sab Nov 06, 2010 3:28 pm

hummm
continua como vc pode para em um momento como esses
aff
continua né e nao demora a ansiedade tá comendo
muito legal essafic tomara que bill melhore
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MensagemAssunto: Re: Be My Friend   Sab Nov 06, 2010 8:10 pm

Capitulo ótimo, quero maaaaais.
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MensagemAssunto: Re: Be My Friend   Sab Nov 06, 2010 9:25 pm

Adri escreveu:
Ai que bom que ela aceitou, só falta saber a reação do Bill!!!
Será que o Bill vai acordar quando ela estiver na casa (acho que sim né) e qual será que vai ser a reação dele?
Viu Tom quando fala em polícia aí a coisa fica feia né, apesar de ser mentira hehehe,(ri muito com a reação dele).

como sempre: ...mais...
A.P.O.S.T.O que o Bill ta muito bem acordado e isso foi só um truque do Tom!
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MensagemAssunto: Re: Be My Friend   Ter Nov 09, 2010 5:04 pm

Leitora Hiper-mega-blaster atrasada!
Nossa, estou amando a fic. É tão viciante que li todos os capítulos até agora de uma vez só.
E esse Tom hem? Tão infantil com a Anne. Isso ainda vai dar casamento.
Posta mais. Estou muito curiosa sobre a ida da Rachel a casa dos Kaulitz somente com o Bill em casa...
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MensagemAssunto: Re: Be My Friend   Ter Nov 09, 2010 7:06 pm

Leitora nova

Patty Back-K escreveu:
Adri escreveu:
Ai que bom que ela aceitou, só falta saber a reação do Bill!!!
Será que o Bill vai acordar quando ela estiver na casa (acho que sim né) e qual será que vai ser a reação dele?
Viu Tom quando fala em polícia aí a coisa fica feia né, apesar de ser mentira hehehe,(ri muito com a reação dele).

como sempre: ...mais...
A.P.O.S.T.O que o Bill ta muito bem acordado e isso foi só um truque do Tom!

+1.
Acho que isso só foi um pretexto usado pelo Tom para o Bill ficar sozinho com ela.
Adorei o jeito com vocês escrevem.
Portanto continuem o mais rapido possivel.
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MensagemAssunto: Re: Be My Friend   Qui Nov 11, 2010 7:31 pm

cara eu quero mais DDDDDDDD:
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MensagemAssunto: Re: Be My Friend   Qui Nov 11, 2010 8:02 pm

Patty ! eu amei seu avatar Very Happy
a culpa da minha demora é da Janah xinguem ela UAHSUAHS'
capaz amanha ou sábado eu postarei, depende da minha beta né ? Rolling Eyes
;*
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MensagemAssunto: Re: Be My Friend   Qui Nov 11, 2010 8:18 pm

Leitora nova o/
Pronto viciei nessa fic!
Curiosa pra saber se la vai acha o Bill acordado ou dormindo!
*^^*
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MensagemAssunto: Re: Be My Friend   Qui Nov 11, 2010 8:22 pm

Miilena escreveu:
Patty ! eu amei seu avatar Very Happy
a culpa da minha demora é da Janah xinguem ela UAHSUAHS'
capaz amanha ou sábado eu postarei, depende da minha beta né ? Rolling Eyes
;*
ESPERA POR ELA NÃO!
APOSTO QUE TA TUDO BONITINHO E PERFEITO, ELA NEM PRECISA VER *o*
depois a gente se acerta com ela.... HAHAHHAHA'
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MensagemAssunto: Re: Be My Friend   Sex Nov 12, 2010 8:51 pm

Oii.Bem vinda Ally, AnaCarolina_ff,giovana_caxias e Karine Kaulitz sejam bem vindas e obrigado por lerem.E Ally muito obrigada pela indicação *-* adorei. enfim hoje irei postar. Estou vendo que vocês estão duvidando da boa fé do Tom, UASHAU'
acho que algumas erraram nos palpites dessa vez. Eu disse antes que o capítulo iria ser tenso, e espero que não esteja complicado Rolling Eyes irei dividi-lo em duas partes.
boa leitura amores ♥




Capítulo 12
Parte 1


- Tá bom, eu já entendi, o Scotty não morde - fechei a porta e Tom se escorou na janela do carro.
- É só pra você não gritar e assim... Fazer escândalo sabe.
- Palhaço - subi o vidro e deixei Tom reclamando por quase ter esmagado seus preciosos dedos que valem milhões.
Por que eu nunca consigo dizer não àquela praga? E cá estou eu, dirigindo até a casa dos gêmeos. Tá legal, nem é tão longe, mas entrar lá sozinha sem o Tom e com o Bill lá é estranho. Deus queira que ele realmente esteja dormindo e que nem note minha pequena estada em sua casa. É, pensamento positivo Rachel!
Mais alguns minutos e finalmente cheguei ao local que estava anotado com os garranchos do Tom no papel em cima do banco do passageiro. Era reservado. Digo, bem reservado, com um enorme muro branco que preenchia toda uma quadra. Estacionei em frente a um portão escuro e antes de descer e falar com o porteiro, algo me chamou a atenção: Vários carros estacionados distantes uns dos outros estavam por ali. Eu diria até que essa distância era milimetricamente calculada e até combinada entre eles. Pressionei os olhos, e no carro que estava mais perto, enxerguei um rapaz de óculos que estava distraído mexendo em uma câmera fotográfica. Mas é claro...
- Bom dia, em que posso ajudar senhorita? - um homem alto e loiro com uma barbicha estranha se aproximou de mim.
- Sou Rachel Levý, vim buscar algo para o Sr. Kaulitz, ele iria avisá-lo pelo telefone.
- Ah sim, ele ligou. Abrirei o portão pra você – sorriu.
- Escuta senhor, esses carros são...? – apontei para onde eles estavam estacionados.
- Sim, paparazzi - completou .
- Ah bom. – respondi - Isso é doentio. – sussurrei, enquanto o homem voltava a sua cabine.
Entrei no carro e esperei pacientemente até o portão se abrir. Era um condomínio diferente, onde as casas eram mais afastadas umas das outras, talvez pelo tamanho e pela privacidade dos condôminos. A casa dos Kaulitz era uma das últimas, só pra ajudar né? Cercado branco, cercado branco...
- Achei! - exclamei animada enquanto desligava o carro.
Abri o portão e havia um caminho coberto por árvores, eles moravam dentro da floresta praticamente. Depois de andar por esse bosque, finalmente consegui ver o céu novamente, mas não me lembro se deixei fechado o portão e...
- Aaai scheisse! - bati meu pé em um... – Buda?! – disse, assustada com aquela estátua gorda que estava plantada a minha frente - Bom Rachel, só falta querer que ela saia pra você passar né? – disse baixinho, sorrindo comigo mesma.
Segui em frente, mas continuei me perguntado o que aquilo fazia ali. Não sabia que os meninos eram adeptos ao budismo. Mais para a esquerda encontrei a porta da casa, que por sinal é bem grande. Mas é amarela, não gosto de amarelo... Mas eles têm um gosto peculiar hein? Bom, agora é só pegar a chave e entrar sem fazer barulho...
- Maldito Tom! Como vou saber qual é a chave nesse molho com umas 20 pecinhas metálicas? - exclamei baixo. O jeito era testar todas.
Depois de mais de meia hora tentando, finalmente acertei a maldita chave que se encaixava e abria a fechadura. Abri a porta lentamente, entrei e Scotty já veio pulando em cima de mim, esse animal só poder ser carente.
Depois de acalmar e acariciar o bicho, parei para observar a casa. Ali na parte interna havia muito bom gosto, tudo muito bem decorado, com sofás logo no primeiro cômodo. Tudo branco e vermelho. E um pouco mais a frente havia uma escada, e era pra lá que eu deveria ir.
Subi lentamente, tentando fazer pouco barulho, mas era impossível. Scotty pulava degrau por degrau tentando me alcançar. Lá de cima se enxergava toda a parte de baixo da casa.
- É a primeira porta a direita ouvi? Se você entrar na segunda vai estar no quarto do Bill entendeu? Tenho que desenhar?! – lembrei-me de Tom achando que eu era um tipo de retardada e me explicando onde era seu quarto.
Ao ver a segunda porta fechada, meu corpo foi tomado por um arrepio Bill estava bem pertinho, provavelmente dormindo, e a vontade de abrir a porta e falar com ele era grande, mas eu ainda conseguia ser mais forte que essa minha estúpida vontade.
Abri a porta de Tom e minha boca foi ao chão tamanha foi a surpresa: Seu quarto era incrivelmente arrumado. Uma cama de casal no centro com os lençóis alinhados, uma mesa com computadores e aparelhos eletrônicos, e na parede de trás de sua cama havia uma foto sua recente tocando guitarra que ocupava toda a parede, terrível e irrevogavelmente lindo. E bem modesto também, uma das características dele e... Não! Mentira!
O armário era na cor cinza, embutido, e do lado havia uma porta que na certa seria o banheiro. Scotty já estava esparramado na cama. Fui até a mesa onde estavam os aparelhos e peguei o branco, que segundo ele, seria o certo. Chamei o cachorro e quando me virei após fechar a porta, bati em algo preto e macio. Meio tonta, olhei pra cima e Bill me encarava sem expressão alguma.
- Érrrmm... Bill? - cocei a cabeça em forma de nervosismo e ele se afastou – Achei que estivesse dormindo... Ó - coloquei a mão na boca - eu te acordei? Desculpa! - Bill negou com a cabeça. Ele não vai falar nada?
- Tom esqueceu? - ele finalmente perguntou, apontando para a máquina na minha mão.
- Sim... Ele queria me mostrar uma coisa e havia esquecido, sabe como ele é né?- esbocei um sorriso, mas Bill não me acompanhou.
Só depois de alguns minutos de silêncio ele resolveu falar.
- Me acompanha em um café? – sugeriu, olhando para baixo. Ele estava com roupas bem simples, de moletom e com o cabelo totalmente bagunçado e com as suas enormes olheiras de cada dia. E bem abatido, eu diria.
- Não posso, eles estão me esperando, mas eu adoraria... - sorri e finalmente ele retribuiu.
- Tudo bem, eu te levo até a porta. - ele pegou em minha cintura e me guiou até a ponta da escada. Foi quando senti Bill se inclinar para frente e se apoiar em mim.
- Bill, tá tudo bem? – perguntei, enquanto ele tentava se manter em pé, mas era difícil. Ele apertava meus ombros com força e mantinha os olhos fechados. – Bill me responde, o que foi? - ele finalmente se afastou, mas continuou segurando forte em minha mão. Ele tremia muito. Meu Deus, ele iria desmaiar!
- Me ajuda, por favor, me ajuda... - ele abraçou meu corpo e imediatamente deixei o computador atingir o chão. Segurei Bill pela cintura enquanto ele apoiava a cabeça em meu ombro esquerdo, ainda tremendo demais. Ele pode ter uma convulsão, e agora? O que eu faço?!
- Vem, vou te levar pro quarto e buscar uma água pra você. – o guiei até a porta do quarto, mas ele se mantinha abraçado ao meu pescoço andando de ré. Sentei Bill na cama e ele se encolheu.
- Fica aqui, vou buscar algo pra te ajudar tá? - quando fui me virar, o senti puxando meu braço.
- Por favor, não me deixe fazer nada disso que está na minha cabeça... - suplicou com lágrimas correndo dos olhos.
- Olha, você fica aqui, eu já volto... E do que você tá falando?! Fica aqui, não se mexe, eu volto logo. - soltei meu braço e saí porta afora até a cozinha.
No momento em que cheguei à parte de baixo da casa, imediatamente peguei o telefone e disquei o número de Tom. Bill estava mal e precisava do irmão. Enquanto isso, eu tentaria acalmá-lo com água e um pouco de açúcar, até porque se eu lhe desse algum remédio poderia piorar sua situação.
Estava enchendo o copo quando escutei uma batida de porta vinda lá de cima. O que aquele maluco fez?
Subi as escadas com muita pressa, e ao entrar no quarto não encontrei ninguém. Olhei por todos os lados, mas não havia nenhum sinal dele, nada! Ainda aflita, escutei um barulho de vidros caindo no banheiro e algo se chocando com força contra a porta. Nesse exato momento, tudo se encaixou em minha cabeça.
“Bill está com depressão, eu sei que ele não tentou se matar ainda, mas sei que é capaz.” Foi então que a frase que havia saído de sua boca fazia total sentido pra mim. “Não deixa eu fazer isso que está na minha cabeça”.
Sentei-me na cama e coloquei a mão na cabeça, ainda não acreditando em tudo que eu havia concluído.
- BILL! – gritei o mais forte que pude, mas não obtive resposta. Encaminhei-me até a porta e dei fortes batidas na mesma, mas ainda estou tendo um esforço inútil.
- Bill por favor, abra esta porta ou... Ou pelo menos me diga que está me ouvindo... Bill! - apoiei a cabeça na porta e escutei água se chocando contra o chão. Bom, ele havia ligado o chuveiro, era um sinal de vida e consciência. Agora eu precisava correr contra o tempo.
Imediatamente liguei para Tom e dessa vez obtive resposta. Ele ficou desesperado, o que me fez ter remorso pois ele poderia correr e fazer uma besteira. Então o fiz prometer que Georg lhe traria. Enquanto isso, eu ligaria para um médico conhecido e que eu tinha certeza que seria discreto, o que nessa altura no campeonato era meio difícil, mas eu tentaria manter essa privacidade.
Fiquei o tempo todo em pé na frente da porta do banheiro. Enquanto eu ouvia a água caindo, ainda tinha uma certeza (embora ela fosse mínima) de que estava tudo sobre controle.
- Onde ele está? Onde ele... Bill abre essa porta! BILL! - Tom entrou com tudo no quarto e batia fortemente na porta, muito transtornado.
- Não adianta, ele não abre. - respondi tocando em seu ombro.
- Há quanto tempo ele está aí?
- Meia hora mais ou menos. - Tom baixou a cabeça e respirou fundo.
- Ele não pode fazer isso... – ele caminhou de um lado para o outro do quarto, saiu pela porta e voltou com algo em mãos.
- O que é isso? – perguntei, olhando um objeto prateado que ele trazia.
- Os banheiros têm as fechaduras iguais, logo, têm a mesma chave. - concluiu, colocando-a na fechadura, e para nosso alívio, a porta se destrancou e Tom a chutou com toda a força.
A cena que vi a seguir foi no mínimo chocante: Havia vários vidros de perfume no chão, todos quebrados, e os cacos totalmente espalhados. E mais adiante, sobre o chuveiro, lá estava ele, sentado, ainda vestido e com a cabeça baixa, e o pior: Fazendo vários cortes profundos em seus braços com um pedaço de vidro.
Tom adentrou o banheiro e ergueu Bill pela roupa, colocando-o de pé violentamente. Bill parecia estar vulnerável a tudo aquilo que acontecia a sua volta, como se estivesse em um estado de transe profundo. Tom o abraçou fortemente e Bill pareceu despertar, apertando o irmão com força. Logo, os dois choravam abraçados embaixo d’água. Sentei-me na cama e não consegui evitar que as lágrimas rolassem por sobre meu rosto. Nem sei ao certo do que se tratavam: Se eram de alívio ou pena. Aquela imagem ficaria marcada em minhas lembranças por um bom tempo...
Tom retirou o irmão de dentro do banheiro e enquanto passava por mim e se sentava na cama, Bill me olhou nos olhos, baixando-os logo em seguida. E assim ficou o tempo todo em que aguardávamos o médico chegar.
Eu estava lá embaixo tomando um gole de água e esperando Tom descer com o médico. Não quis ficar lá em cima, seria me intrometer demais nesse problema. Então aguardaria ali mesmo.
- Rachel, você pode subir e ficar lá com ele pra mim? – Tom perguntou, após descer as escadas acompanhado do médico. Logo entendi que ele queria conversar a sós com o doutor.
- Claro. - respondi e sorri. Tom me retribuiu, mas fracamente.
Ao chegar ao quarto, vi Bill deitado na cama com uma coberta grossa na qual ele estava enrolado, deixando somente seu rosto à mostra e rodeado por travesseiros. Ele me viu e virou o rosto para o lado da janela, onde ficou fitando o nada por um bom tempo. Eu não tinha coragem de falar nada, e muito menos ele. Acho que só agora ele havia percebido o que tinha feito e a vergonha era sua maior companhia no momento.
Sentei-me na poltrona marrom que havia no lado direito da cama, oposto ao lugar que Bill estava, e encarei o chão. Foi quando ele resolveu falar.
- Posso conversar com você? - perguntou com o rosto ainda abatido, mas por hora me encarando.
- Claro. – respondi, sorrindo timidamente.
- Senta aqui. - Bill bateu a mão no seu lado direito da cama, indicando que eu me sentasse. Fui até lá e me ajeitei ao seu lado. Ele se virou e se soltou das cobertas.
- Pronto, estou aqui, pode falar. - Bill olhou a janela e tomou fôlego.

-
comentários?
logo volto com a 2° parte!
até mais ;*


Última edição por Miilena em Qua Fev 23, 2011 3:20 am, editado 2 vez(es)
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