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 [FF] - Kampf der Liebe

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Darling-J
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MensagemAssunto: Re: [FF] - Kampf der Liebe   Ter Dez 14, 2010 2:27 pm

eu não tenho nada para comentar sobre este capítulo, pois envolveu o Tom e uma garota qualquer. senti ciúmes, falei. e eu queria muito estar no lugar dela, mesmo tendo a metade da idade da mesmo. mas não me importo.
e por que raios o Bill foi tentar entreter-se com ela?! ele quer morrer e virar objeto de enfeite no escritório do Mercier?! ainda bem que ele tem a cabeça no lugar. eu queria imaginar a saia justíssima que ele ia se meter depois... mas imaginei ele tendo uma one night stand. só ia provar que existe um puto dentro dele HUAHAUEU
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MensagemAssunto: Re: [FF] - Kampf der Liebe   Ter Dez 14, 2010 8:41 pm

Tom pelo visto estava mesmo precisando sair um pouco né pelo modo com que tudo acontecer hehehe.
Sem comentários a festinha do Tom.
Ri muito do Bill indo falar com a mulher, mas confesso que na hora me preocupei com o contrato (maldito contrato), ainda bem que ele se tocou, apesar de eu gostar quando eles apostam e tudo mais...

Dikas, acho que vou me controlar e tentar não roer, por que já estou quase nessa situação de roer dos outros (que horror) hehehe.
ahhh eu por acaso já falei que você escreve muito bem? (não? sim?), para todo caso vou falar de novo: VOCÊ ESCREVE MUITO BEM #FATO.

continua please....
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Catarina Kretli
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MensagemAssunto: Re: [FF] - Kampf der Liebe   Ter Dez 14, 2010 8:58 pm

TOM KAULITZ FERREIRA DA SILVA FUDENCIO.
Quem lhe autorizou a fazer isso, hien ?? Poruqe eu não fui ¬¬'
Pelo menos você tem consciência e não ia fazer nada sem proteção.
Bill vai ser mais dificil que você imaginava né ?? Ser fiel. Mal lembra que esta namorando coitado. KKKKKKK'
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dikas
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MensagemAssunto: Re: [FF] - Kampf der Liebe   Qua Dez 15, 2010 2:48 pm

HaLLoOoOoOoOooo \o/ \o/ \o/

Meus amores hoje vou postar 3 kapitulos de uma vez para aguçar os vossos sentidos Twisted Evil Twisted Evil Twisted Evil
Isto porque não vou conseguir vir mais aqui até ao final da semana.... Amanhã tem o concerto de 30 Seconds to Mars (que eu sei que muitas meninas são fãs I love you ) e depois vem o fim de semana e eu não vou conseguir postar.... Assim vocês ficam com uma dose bem grandinha para ir lendo Wink Espero que gostem...



DaRLiiiiiiiNg
OoOoohhhh você sentiu ciúmes??? Axo isso fofo..... Mesmo que tenha sido só uma one night stand à Tom I love you
Pois.... O BiLL n estava pensando direito kd aceitou o desafio maluco do irmão Evil or Very Mad Ainda bem k kaiu na real a tempo e voltou atrás scratch


Adriiiiiiiiii
É....... O Tom estava mesmo precisando de sair e espairecer e......... dar asa à imaginação Twisted Evil Twisted Evil Twisted Evil
Pois.... O BiLL foi com a garra toda, mas depois quando caiu na real...... Oooops..... LolOloloOL deixou a mulher bem plantada.... claro k o mano tinha de ir salvar a pele do gemeo Twisted Evil Twisted Evil Twisted Evil Os sacrificios k se fazem pela famila....... haha
LolOLololOLololOLoloL Você pode criar um negócio e arranjar unhas....Sempre k alguém precisar de uma manicure você dá um jeitinho haha haha haha haha
OoOoOHhHhhhh..... Assim fico até sem jeito...... Embarassed Embarassed Embarassed Embarassed Obrigada!!! *.*


CaTaRiNaaAaaAaa
LolOLOLOlolOLOlolOLOlolOLOlolOLOlolOLololOL Adorei o nome haha haha haha haha haha
Vc n deu autorização mas ele foi dando asas à imaginação Twisted Evil Twisted Evil Twisted Evil
Pois... É bom mesmo k ele n seja maluko e n faça nada sem protecção!!!!
LolOLololOL é dificil para o BiLL pensar k tem namorada.... Mas agora tem mm de pensar nisso..... Já n pode fazer o k lhe apetecer sem pensar duas vezes Evil or Very Mad



* * * KiSsEs BeM GrAnDEs * * *




38




Numa altura em que a Alemanha estava coberta de neve e temperaturas negativas capazes de gelar qualquer um, estar nas Maldivas, sobre um sol abrasador era o escape perfeito. Os irmãos Kaulitz tinham chegado há apenas um dia àquela ilha paradisíaca mas já estavam a desfrutar de todas as actividades que podiam. Tinham somente uma semana para aproveitar para descansar, relaxar e divertirem-se ao máximo. Desta vez tinham optado por alugar um bungalow em cima da água para que pudessem apreciar os momentos de paz e sossego afastados de tudo e todos. Tinham à sua disposição uma piscina privativa, e uma varanda com espreguiçadeiras onde poderiam apanhar sol e beneficiar da vastidão e temperatura amena que o Oceano Indico tinha para lhes oferecer.

Para aproveitar bem os dias na ilha e libertarem toda a tensão que tinham acumulada, os gémeos acordaram cedo e solicitaram uma massagem tailandesa para começar o dia em grande. Depois da massagem aproveitaram para fazer mergulho e experimentar as motas de água e regressaram ao conforto do seu bungalow para almoçar e desfrutar de uma tarde sem preocupações a apanhar sol.

- Dava tudo para poder ficar aqui até não aguentar mais o sol e a praia… - disse Bill colocando um pouco de creme sobre o peito.
- Ias-te fartar rapidamente… - disse Tom que se encontrava estendido numa espreguiçadeira ao seu lado.
- Eu sei, mas ao menos ia embora quando quisesse e não quando está imposto que temos mesmo de regressar… - disse Bill pousando o creme no chão, deitando-se de seguida sobre a espreguiçadeira.
- Ainda ontem chegámos, já estás a falar em ir embora? – inquiriu Tom respirando fundo o cheiro a maresia - Aproveita!
- Tens razão… -
disse Bill fechando os olhos, respirando fundo como o irmão.

- Bill… - disse Tom passados uns segundos em silêncio.
- Hmm…
- Acho que te devia confessar uma coisa… - disse Tom colocando uma mão em frente aos olhos para tapar os sol e observar a reacção de Bill ao que se preparava para lhe contar.

- O que é que fizeste? – perguntou Bill olhando para ele à espera de qualquer revelação eminente.
- Não fui capaz de cumprir uma promessa que te tinha feito…
- Ai Ai Aiii…. O que é que andaste a fazer? –
perguntou novamente Bill desta vez mais preocupado.

- … Trouxe o computador! – confessou Tom sorrindo de forma contida à espera da reacção de Bill.
- Eu não acredito! – disse Bill a rir – Pensei que tivesses feito qualquer coisa má e afinal só trouxeste o computador?

- Eu tinha-te prometido que não o trazia… - disse Tom contente pela maneira simples e leve como o ser irmão recebia a noticia. No futuro já sabia como lhe dar noticias potencialmente más. Tinha de o preocupar mais do que o devido para depois receber a verdadeira noticia com leveza.
- Não vem mal ao mundo por teres trazido o computador contigo! – disse Bill recostando-se para trás fechando os olhos novamente para aproveitar o sol – Desde que não queiras ficar fechado no hotel agarrado ao computador, não vejo mal nenhum nisso…
- Não, claro que não…
- Temos muito sol e água para aproveitar… -
disse Bill respirando fundo.
- E vamos aproveitar! – disse Tom feliz por ter sido tão simples revelar aquilo que andava a esconder do seu irmão.

- Porque é que achaste que eu ia ficar chateado contigo? – perguntou Bill curioso.
- Eu não disse que achava que ias ficar chateado comigo…
- Mas sentiste! É a mesma coisa…


Tom sorriu. Era impossível esconder fosse o que fosse do seu irmão, mesmo quando não lhe dizia algo directamente ele conseguia sempre decifrar os seus pensamentos, sentimentos, olhares e dizeres. Às vezes não era muito bom, mas 95% do tempo, aquela ligação era algo estranho de compreender mas sem a qual não se imaginava a viver.

- Porque te tinha prometido que não o trazia…
- Prometeste porque quiseste! –
disse Bill sentando-se na espreguiçadeira para olhar melhor para o seu irmão.
- Eu sei…

- Estás assim tão apanhado pela Miss K que nem consegues passar uma semana sem ter um computador por perto? –
perguntou Bill a sorrir.
- Eu sabia que tu ias gozar comigo! – disse Tom sentando-se na espreguiçadeira.
- Não estou a gozar contigo, só quero perceber o que é que se passa para achares que não consegues viver uma semana sem essa miúda…
- Tenho curiosidade… Posso?
- Claro! E é mais do que normal que a tenhas! A pergunta é: O que é que tens feito para matar a tua curiosidade? –
perguntou Bill encarnando novamente o detective que tinha em si e que tanto o aliciava.
- Acho que nada de relevante…
- Está na hora de fazeres alguma coisa! És tão dominante numas coisas e tão retraído noutras… Estás a parecer uma menina Tom! -
disse Bill a gozar com ele.
- Goza mais… Estás à vontade… Temos a semana inteira… - disse Tom recostando-se novamente sobre a espreguiçadeira.

Bill desatou-se a rir do ar de vítima de Tom e levantou-se para ir até ao interior do bungalow buscar algo bem gelado para eles beberem. No caminho pensava numa maneira de ajudar Tom a ser mais desenvolto e recolher resultados mais positivos nas suas investidas com Miss K. Regressou para perto de Tom e estendeu-lhe uma taça de champagne para a mão. Sentou-se na sua espreguiçadeira e sentiu-se subitamente burro por não ter pensado em algo tão simples como o que lhe acabava de ocorrer.

- Oh atadinho… - disse Bill dirigindo-se a Tom para receber um olhar ameaçador do irmão que só o fez rir mais – Se trouxeste o computador e a miúda anda ligada ao MSN 24 horas por dia à espera que tu lá apareças, porque é que ainda não lhe deste conversa?
- Eu disse-lhe que ia andar ocupado e que não ia poder falar com ela…
- Tão ocupado que vens para as Maldivas apanhar sol e trazes o computador atrás…
- Mas ela não sabe disso! –
disse Tom em sua defesa.
- Quem te disse a ti? Ela parece saber sempre tudo sobre nós… - disse Bill bebendo um trago do champagne.

- Então qual é que é a tua ideia genial?
- Vais entrar no MSN para falar com ela… Vamos ver até que ponto ela anda bem informada sobre aquilo que nós andamos a fazer…
- E?
- E vais tentar sacar mais informações! Eu ajudo-te… Anda lá –
disse Bill incentivando o irmão.

Tom gostou da ideia. Andava desejoso para poder falar com ela em tempo real desde que tinha recebido o seu último e-mail. Levantou-se da espreguiçadeira e foi até ao interior do bungalow para ir buscar o computador que ainda trazia escondido dentro da sua mala de viagem. Levou-o consigo para a mesa que tinham na varanda e ligou-se à internet. A recepção era má, e só após quatro tentativas é que conseguia estabelecer uma ligação. Fez o login no MSN e para sua surpresa ela não estava online.

- Parece que ela não passa 24 horas à minha espera…
- Dá-lhe um tempinho. Vais ver que ela já aparece, ainda é cedo na Alemanha!
- Quem te garante a ti que ela é alemã? –
perguntou Tom.
- Quem te garante a ti que não é? Se não for, escreve e fala mesmo muito bem alemão… Acho que é legitimo supor que ela é alemã!

- Não sei… -
disse Tom levantando-se da cadeira onde estava sentado – Vou tomar um banho na piscina. Queres vir?
- Então e a Miss K? –
perguntou Bill impressionado com a facilidade com que Tom virava costas ao computador – Estás mesmo muito mal habituado! Tens sempre tudo de mão beijada… Não te fazia mal nenhum aprender a esperar! Nunca ouviste dizer que tudo o que é bom faz-se esperar?

- Isso tem som, não tem? –
perguntou Tom apontando para o computador.
- Sim…
- Então, se ela aparecer ou disser alguma coisa nós ouvimos e vamos ver quem é… -
disse Tom mandando-se para dentro da piscina.
- Tu é que sabes… - disse Bill levantando-se da cadeira para ir fazer companhia a Tom na piscina.

Passavam apenas dez minutos desde que os gémeos tinham entrado na piscina, quando o computador deu sinal de ter notícias para Tom.

- Ouviste? – perguntou Tom que estava atento a todo e qualquer som proveniente do computador.
- Não… - disse Bill que estava mais interessado em tentar enfiar a cabeça do irmão dentro de água e julgou que Tom estivesse a tentar distraí-lo – Não te escapas assim tão facilmente…
- Não estou a gozar… Pára! –
disse Tom tentando-se ver livre das mãos de Bill ouvindo novamente um som ser emitido – … E agora, ouviste?
- Ela entrou no MSN!!! –
disse Bill sendo contagiado por uma onda de energia, saindo da piscina a correr para ir espreitar o computador – Está a falar contigoooo!!! – Acrescentou Bill batendo palminhas, excitado com a possibilidade de falarem com Miss K em directo pela primeira vez.

Tom saiu da piscina a correr e foi até à mesa a escorrer água. Miss K estava ali, disponível para si e pela primeira vez ia poder falar com ela. Sentiu o seu corpo estremecer. Pegou numa toalha e limpou as mãos e os braços para que pudesse teclar à vontade. Sentia-se nervoso e sem saber ao certo o que dizer. Era uma sensação esquisita. Sempre tinha tido conversa para engatar, mas nunca tinha sido bom a tentar manter uma conversa casual. Era estranho falar com ela sem lhe poder tocar ou seduzir com o seu olhar, como faria no caso de uma tentativa de engate normal. Não estava habituado a usar um computador como forma de engate. O que é que era suposto fazer? Seduzi-la? Como? E depois? Desligava o computador e voltava para a sua vida normal sem receber nada em troca, como se não se tivesse passado nada? O que era esperado de si naquele momento?

- Responde! – disse Bill entusiasmado.
- Ok… - disse Tom sentando-se na cadeira em frente ao computador pensando no modo como deveria começar a conversa com ela.


(L) Miss K (L)
Bons olhos o vejam…
tomisasexgod@yahoo.com
Antes me vissem!
(L) Miss K (L)
N podia concordar mais…
tomisasexgod@yahoo.com
Só depende de ti…
(L) Miss K (L)
Como, se agora estás no paraíso das Maldivas?


Bill estava a beber um gole do seu champagne quando leu o que Miss K tinha escrito e engasgou-se. Pousou o copo sobre a mesa e tossiu de forma aflita até conseguir recuperar o fôlego. Olhou para Tom com os olhos muito abertos. Não precisava de dizer nada, Tom estava tão espantado com aquela afirmação como ele. Como é que ela sabia que eles estavam nas Maldivas? Tinham chegado há um dia! Quem era o informador dela? Tinha de ser alguém realmente muito próximos deles e que soubesse o que se passava no seu dia a dia com uma exactidão assustadora.

- Isto é assustador… - disse Bill levando uma mão à boca para conter o seu espanto.
- São estas merdas que me deixam sempre de pé atrás… - disse Tom assustado com o modo como ela sabia sempre todos os seus passos.

- Tens de descobrir como é que ela sabe que estamos nas Maldivas… Quem é ela? Como é que ela obtém estas informações? É que o grande problema aqui é que se ela for apenas uma fã que tem acesso a estas informações todas… Quem nos garante que todas as outras não terão acesso às mesmas informações?
- Não… Ela tem de ter alguém bem informado a ajudá-la… E tem de ser alguém que nos é próximo!
- Quem? Se o Gus ou o Ge tivessem uma amiga interessada em ti, tenho a certeza absoluta que te diziam ou que vos apresentavam… Não consigo pensar em ninguém dentro do nosso circulo de amigos que compactuasse com uma coisa destas!
- Não faço a mínima ideia… Estou tão às escuras como tu… -
disse Tom a pensar num modo de lhe responder e tentar sacar algumas informações.


tomisasexgod@yahoo.com
Não sabia que já tínhamos sido apanhados este ano…
tomisasexgod@yahoo.com
Foram rápidos!
(L) Miss K (L)
Que eu saiba a tua escapadela ainda continua no segredo dos deuses…
tomisasexgod@yahoo.com
Então como é que sabes que eu estou nas Maldivas e não noutro sítio qualquer?
(L) Miss K (L)
Pensei que por esta altura já soubesses que eu sei sempre por onde andas… Tenho um radar muito apurado no que envolve a tua pessoa…
tomisasexgod@yahoo.com
E esse radar tem nome?
(L) Miss K (L)
Claro!
tomisasexgod@yahoo.com
E esse nome seria…?
(L) Miss K (L)
Amor…
(L) Miss K (L)
Desejo…
(L) Miss K (L)
Paixão…
(L) Miss K (L)
Gosto…
(L) Miss K (L)

(L) Miss K (L)
São nomes suficientes para ti?
tomisasexgod@yahoo.com
Obsessão?
(L) Miss K (L)
Com peso, conta e medida… Sim… Uma obsessão saudável!


Tom sentiu-se arder por dentro. Como é que era possível sentir-se intimamente tão ligado a ela. Desejava-a imensamente, e ao mesmo tempo temia o modo seguro como ela falava e sabia sempre tudo a seu respeito. Nunca tinha encontrado alguém que o dominasse de forma tão notória. Gostava de estar sempre em controlo das situações, mas sentia-se totalmente à mercê dela.


(L) Miss K (L)
Com saudades das minhas fotografias?
tomisasexgod@yahoo.com
Algumas… Mas mais interessado em saber quando é que essas fotografias vão estar frente a frente comigo em carne e osso Wink


Bill bateu nas costas do irmão dando-lhe apoio para marcar um encontro com Miss K. Tom abanava a sua perna direita a um ritmo assustador enquanto teclava e esperava uma resposta de Miss K. Estava nervoso e visivelmente interessado com o desenrolar da conversa. Esperaram que ela respondesse à última insinuação de Tom, mas quando deram por isso o MSN tinha-se desconectado e Tom não conseguia fazer a ligação novamente. A recepção da internet naquela ilha era muito reduzida.

- Foda-se, não acredito!!! – disse Tom levantando-se da cadeira para sair de frente do computador. Estava a começar a perder a calma.
- Calma… - disse Bill tentando restabelecer a ligação.
- Tinha de ser logo agora que a conversa estava a correr bem…
- Vais ver que não tarda muito estás online… -
disse Bill tentando os possíveis e impossíveis para ligar novamente a internet, sem conseguir obter nenhuma resposta positiva por parte do computador - … Acho que se foi de vez! Podemos tentar de novo mais logo a ver se funciona!
- Que remédio…
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MensagemAssunto: Re: [FF] - Kampf der Liebe   Qua Dez 15, 2010 2:51 pm

39




As Maldivas eram realmente um paraíso para todos aqueles que podiam dedicar o seu tempo à ilha e a todas as actividades que a natureza lhes proporcionava. Os irmãos Kaulitz estavam há praticamente uma semana na ilha e viviam uma vida de sonho. De dois em dois dias recebiam uma massagem relaxante, praticavam todo o tipo de desportos aquáticos, banhavam-se nas águas quentes do Indico e apanhavam sol sem qualquer preocupação ou interrupção do mundo exterior.

Tom tinha tentado restabelecer a sua ligação à internet diversas vezes desde o incidente com Miss K, mas a recepção na ilha era realmente fraca e nada parecia jogar a seu favor. Tinha aprendido a desviar a sua atenção e mente do computador e todos os dias mantinha-se ocupado de manhã à noite em actividade lúdicas com o seu irmão. Naquele dia tinham procurado fazer mergulho livre e no final do dia estavam ambos estoirados. Tinham passado a tarde toda no mar e tudo o que lhes apetecia era jantar calmamente e aproveitar para descansar, uma vez que o descanso parecia estar a chegar mesmo ao fim e a tour estava prestes a ter inicio. Quando regressaram ao seu bungalow, Bill foi o primeiro a ir tomar banho, enquanto Tom ainda aproveitava os últimos raios de sol e tomava um banho de piscina. Assim que despachado, Bill chamou o irmão para ir tomar banho e foi para o seu quarto vestir-se. Deitou-se sobre a cama com alguma moleza. Os ares da praia cansavam-no mais que o habitual e deixavam-no faminto. Estava a precisar de jantar o quanto antes e descansar. Desejou que Tom fosse rápido a tomar banho e arranjar-se. Fechou os olhos por uns segundos e quando estava prestes a adormecer ouviu o seu telemóvel tocar e despertou. Levantou-se meio aturdido e foi buscar o seu telemóvel que tinha ficado na sala. Ao pegar nele ficou admirado por ver que era Nicky Fuller quem lhe telefonava.

- Estou… - atendeu Bill encaminhando-se de regresso ao seu quarto.

- Desculpa estar-te a telefonar… - disse Nicky numa voz contida.
- Não tem problema nenhum. Está tudo bem contigo? Pareces em baixo… - disse Bill apercebendo-se que algo se passava.

- Eu não te queria telefonar… - disse Nicky numa voz emocionada.
- Porquê? O que é que se passou? – perguntou Bill assustado com a voz fragilizada dela. Teria alguma coisa a ver com Mercier?
- Nada…
- Foi o Mercier? O que é que ele te fez?
- O James não fez nada… -
disse Nicky fungando.

- Estavas a chorar?
- Bill… -
disse ela começando a chorar de forma contida.

- Nicky o que é que se passa? Estás-me a deixar assustado…

Bill sentiu um peso no coração. O que é que teria acontecido para Nicky lhe telefonar naquele estado? Sabia que ela não andava bem ultimamente mas nunca a tinha visto tão em baixo, nem nunca a tinha ouvido chorar e ficar presa ao silêncio sem conseguir se expressar por palavras. Se não era Mercier a causa da sua fragilidade, o que se estava a passar? Se fosse algo relacionado com o namoro deles, já lhe teria chegado aos ouvidos através de Jost…

- Eu tentei controlar-me, não queria estar a telefonar-te… Mas eu não consigo… - disse Nicky visivelmente alterada e chorosa.
- Fizeste bem! Quando me quiseres telefonar não precisas de pensar duas vezes… - disse Bill prontamente. O que se estaria a passar?

- Eu precisava de falar com alguém e só conseguia pensar em ti, mas tu estás de férias e mereces descansar e divertir-te e não queria estar a interromper nada… – disse Nicky fungando – Não te quero estragar as férias...
- Não me estragas as férias! Nem penses nisso… O que é que se passa?
- Tenho andado muito em baixo ultimamente… De vez em quando a minha cabeça parece que fica presa a pensamentos que eu não devia ter… Devia ser mais forte e tentar olhar em frente…. Eu tento, mas às vezes é tão difícil Bill… Às vezes sinto-me mesmo mais em baixo e vem-me tudo à cabeça de novo e tenho medo de mim mesma…. –
disse Nicky a chorar de uma forma que parecia ter-lhe tirado qualquer fôlego que sobrasse no seu corpo e que lhe proporcionava a possibilidade de respirar.

- Como é que eu te posso ajudar? – perguntou Bill não percebendo metade do que ela dizia mas sentindo-se tomar pelo desespero da sua voz. Era um pedido claro de ajuda. Algo muito grave se passava com ela.
- Tenho de ser eu sozinha a fazer tudo… Mas eu já tentei tantas vezes e não consigo…. Está preso dentro de mim e não quer sair… Como é que eu posso negar aquilo que sou? Eu sou assim… É parte de mim…

Bill não percebia ao que Nicky se referia. O que é que ela poderia ter dentro de si que a fizesse desesperar daquela maneira? Nicky era uma rapariga extraordinariamente bonita, por dentro e por fora. Tinha princípios e uma moral regida por valores cristãos e correctos. Tudo o que conhecia dela faziam-no admirá-la. Não lhe ocorria nada que a pudesse deixar naquele estado. Sabia que ainda agora a tinha começado a conhecer e que de certa forma ela levava uma vida muito diferente da sua. Sabia que Hollywood era devastador para qualquer actor, que sugava a vida daqueles que se alimentavam do mundo do cinema, mas Nicky estava habituada àquele mundo, não conhecia outro. No seu mundo as suites estupidamente caras, as limusinas, os arranjos entre casais eram coisas normais. Era normal que ela não se deixasse impressionar por esse tipo de coisas. Era normal que a sua vida fosse regida por valores diferentes aos dos comuns dos mortais. O que levava Bill a perguntar-se: O que levava uma rapariga perfeita e que tem tudo, como Nicky Fuller, desesperar daquela forma? O que poderia mexer consigo daquela maneira? O que é que ela escondia de si mesma e do mundo?

- Mas não há nada que eu possa fazer? – perguntou Bill sem saber como a ajudar a acalmar – Tenho a certeza que se pensaste em mim e que se era comigo que querias falar é porque achas que de alguma forma eu te posso ajudar…
- Eu sei que nos conhecemos há pouco tempo, mas eu sinto-me bem quando estou contigo e confio em ti… -
disse Nicky tentando acalmar-se, e numa voz fragilizada perguntou – Bill… Posso confiar em ti?
- Claro! –
disse Bill sem hesitar. Estava a ficar com o coração nas mãos.

- Preciso falar contigo… Preciso tirar isto de dentro de mim… Ajudas-me?
- Claro! Estou aqui para ti… -
disse Bill sem saber o que dizer numa situação daquelas.

- Importas-te que vá ter contigo quando regressares à Alemanha? Gostava de falar contigo pessoalmente… Não quero abrir-me assim contigo… Se me conseguir abrir… Não gosto de falar nisto… Sempre que tento, as palavras parecem ficar presas e volta tudo ao mesmo… - disse Nicky voltando a sentir os seus olhos aguados.
- Claro que não! Eu até te dizia para vires ter comigo às Maldivas se fosse possível, mas amanhã é o meu último dia aqui e nem vale a pena vires para cá…. – disse Bill curioso e preocupado com o que quer que perturbasse Nicky daquela forma, e lembrando-se que não ia para a Alemanha quando fosse embora das Maldivas acrescentou – …Merda!!!

- O que foi?
- Lembrei-me agora que quando sair daqui ainda vou quatro dias a Londres tratar dos últimos detalhes para a tour… -
disse Bill amaldiçoando-se mentalmente – Mas se quiseres podes lá ir ter… Vou estar um bocado ocupado, mas tenho a certeza que conseguimos ter tempo livre para nós e para falarmos do que te está a deixar nesse estado…
- Se vais estar a trabalhar eu prefiro ir ter a Hamburg. Importas-te?
- Não, claro que não! Só tenho pena que tenhas de esperar este tempo todo… -
disse Bill – Estou preocupado contigo…
- Se soubesses o tempo que já esperei… O tempo às vezes não tem significado nenhum… Mesmo que passe a uma velocidade constante, para mim parece que congelou há muito tempo! -
disse Nicky sentindo-se fraca – Tu és um bom amigo… Preocupas-te comigo genuinamente e não tinhas qualquer razão para isso… Eu merecia que tu me virasses as costas agora que sinto que preciso de ti!
- Não digas isso!!! –
disse Bill incomodado com aquela afirmação.
- É verdade… Tudo o que eu te estou a fazer passar… As mentiras, os joguinhos…. É tudo por minha culpa…
- Nada disso importa agora… -
disse Bill que só desejava poder ajudar.

- Achas que a Nathalie se vai importar? – perguntou Nicky timidamente – Não quero arranjar problemas entre vocês…
- Claro que não! –
disse Bill sorrindo – A Nat e eu somos amigos há muito tempo! Ela sabe que eu nunca ia virar costas a uma amiga que precisasse de mim…

- É tão bom saber que tenho em ti um amigo… Obrigada…
- Não precisas de agradecer… Tenho pena de não poder estar do teu lado agora quando precisas de mim!
- Não pode ser desta maneira… -
disse Nicky atormentada com os seus pensamentos – Não consigo…
- É como preferires que seja…
- Daqui a cinco a dias procuro-te… Vou tentar aguentar-me… O teu apoio já me deu a força necessária para fazer o que tenho a fazer neste momento… -
disse Nicky sentida com a prontidão com que Bill se disponibilizava para a ajudar.

- Tu consegues… Tenho a certeza que sim… - disse Bill tentando dar-lhe toda a força que podia.
- Vou ter de conseguir… Só espero amanhã acordar e estar de volta à Nicky Fuller que esperam de mim…
- Não precisas de ser quem não és… Tenho a certeza absoluta que se fosses simplesmente tu mesma, toda a gente te ia acolher de braços abertos…

- Até o monstro que tenho dentro de mim? –
perguntou Nicky regressando às lágrimas.
- Não podes ter nenhum monstro dentro de ti…
- Oh Bill… -
disse Nicky chorando de forma sentida.

- Não chores, por favor…
- Ninguém voltaria a olhar duas vezes para mim se soubesse… Iam ter tanto nojo de mim como eu mesma tenho!

- … Não consigo acreditar nisso.
- Veremos… -
disse Nicky controlando as lágrimas que escorriam no seu rosto – Daqui a cinco dias…
- Sim…

- … Posso ficar em tua casa? –
perguntou Nicky timidamente – Por causa do namoro… Para manter as aparências….
- Claro… Ficas connosco o tempo que quiseres! -
disse Bill sentindo-se por um lado feliz por saber que a ia ter por perto e tentar perceber melhor o que se passava, mas por outro sentindo que a sua intimidade seria invadida sem ainda estar preparado para isso.

- Obrigada por tudo…
- Não te deixes levar, sê forte, está bem? –
pediu Bill.
- Vou tentar… - prometeu Nicky – Beijinhos Bill… Obrigada mesmo…
- Beijinhos Nicky. Força… E sempre que quiseres liga, não precisas de te retrair…
- Obrigada do fundo do coração! –
disse Nicky momentos antes de desligar o telefone.

Bill deixou-se ficar imóvel com o telemóvel na mão. Que conversa tinha sido aquela? Não tinha percebido nada além do desespero exacerbado em Nicky. O que poderia deixar Nicky assim? Que monstro escondia ela no seu interior? O que poderia ter acontecido para ela se ter em tão pouca consideração? Dava tudo para poder passar os próximos cinco dias num abrir e fechar de olhos e encarar Nicky olhos nos olhos para tentar perceber o que se passava. Aquela não era a Nicky Fuller actriz, disso tinha a certeza absoluta…

- Posso? – perguntou Tom a bater na porta do quarto de Bill.
- Sim… - disse Bill acordando do seu transe, pousando o telemóvel sobre a sua mesa-de-cabeceira.

- Estás a gozar!!! Eu já tomei banho e já me vesti e tu ainda estás assim??? – perguntou Tom apontando para Bill enrolado numa toalha.
- Estava ao telefone…
- E pela cara não deve ter sido uma conversa lá muito agradável… –
disse Tom sentindo que Bill estava constrangido com algo – Quem era?
- A Nicky… -
disse Bill sentando-se na cama com um ar muito sério.

- Já estou a ver… Voltou àquelas cenas esquisitas dela e deixou-te todo confuso de novo? – tentou Tom adivinhar.
- Nem fazes ideia… - disse Bill levantando a sobrancelha direita ao mesmo tempo que olhava para Tom de forma intensa – Mas acho que em breve vou descobrir quem é a verdadeira Nicky Fuller…
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MensagemAssunto: Re: [FF] - Kampf der Liebe   Qua Dez 15, 2010 2:55 pm

40



Não tinham aterrado em Londres há vinte e quatro horas e os Tokio Hotel e a sua crew já se encontravam reunidos num armazém da capital inglesa para ver o produto final do trabalho de mais de cinquenta homens. O palco estava montado e a banda estava delirante com o resultado final. A cidade Humanoid era perfeita. Desde os grandes aos pequenos pormenores. Tudo tinha sido pensado ao mais ínfimo detalhe para levar a todas as cidades europeias um mundo novo, um mundo do qual os sonhos eram feitos. Os rapazes não eram capazes de conter a excitação de verem pela primeira vez o resultado final de tantos meses de trabalho. Subiram ao palco e com os instrumentos que tinham disponíveis naquele recinto, experimentaram tocar uma música e andar de um lado para o outro a ver tudo o que lhes era devido. A emoção estava ao rubro, e a contagem decrescente para o início da tour estava cada vez mais próxima de chegar ao final.

Bill andava eléctrico de um lado para o outro. Parecia um sonho tornado realidade. A ideia de em breve estar em cima daquele palco a percorrer as cidades mais importantes da Europa com a sua música deixava-o extasiado. Estava mesmo a precisar de sentir o amor e a energia dos seus fãs. Enquanto inspeccionava com atenção a zona onde a bateria de Gustav estava, sentiu uma mão apoderar-se do seu ombro esquerdo e uma cabeça encostar-se às suas costas de forma ternurenta. Reconheceu-a imediatamente. Virou-se para trás e sorriu a Nathalie, dando-lhe um abraço.

- É demais, não é? – perguntou Bill entusiasmado com tudo.
- É incrível! Os outros palcos era lindos, mas este excede tudo o que podia imaginar… - disse Nathalie sorridente, retribuindo o abraço de Bill – É perfeito!

- Estou desejoso de subir a ele todas as noites…
- Acredito! –
disse Nathalie timidamente – Bill… Gostava de te pedir um favor…
- Força… -
disse Bill com um sorriso imenso. A sua felicidade era notória.

- Podias ir comigo ao advogado amanhã? Sentia-me melhor se tivesse alguém comigo…
- Não sei se posso… Mas mesmo que não possa, arranjo maneira de fugir e ir lá ter contigo às escondidas… -
disse Bill a rir.

- A sério? – perguntou Nathalie feliz por não ter de reabrir o processo da custódia de Erik sozinha – Não quero que te metas em confusões…
- Não te preocupes! –
disse Bill abraçando Nathalie, depositando-lhe um beijo meigo sobre a cabeça – Quem é o patrão? Tenho de ter algumas regalias! Além disso o que quer que o Jost tenha agendado para nós, pode esperar umas horinhas… Ele vai compreender!

- Vê lá…
- Não te preocupes com isso… Podes contar comigo! Fico muito contente que queiras que esteja contigo…
- Para dizer a verdade não me imagino a ter forças para abrir o meu coração e a minha vida privada a uma pessoa que não conheço de lado nenhum, sem te ter por perto a dares-me apoio… Tens sido tão importante para mim! –
disse Nathalie sentida.
- Mais uma razão para eu não faltar! Está combinadíssimo… - abraçando novamente Nathalie de forma carinhosa.

- É melhor falares com o Jost… - aconselhou Nathalie.
- Depois falo com ele… - disse Bill pensando em mudar de assunto – Já agora, aproveito para te contar uma cena mesmo esquisita que me aconteceu quando estava nas Maldivas…
- Sim!!! Ainda não me contaste nada sobre a tua viagem e estou a morrer de curiosidade! –
disse Nathalie entusiasmada – Quero que me contes tudo… Pelas fotos que saíram na Bild parece que foram umas férias muito animadas… Que inveja!!!
- Foi mesmo bom… Serviu para voltar em força, acredita! -
disse Bill muito sorridente – Mas aconteceu-me uma coisa mesmo esquisita e que me deixou preocupado…

- O quê? –
perguntou Nathalie curiosa.
- A Nicky telefonou-me há dois dias atrás a chorar…
- A chorar? –
inquiriu Nathalie admirada.
- Sim… Eu também fiquei espantado... E depois começou com uma coversa meio louca de como não conseguia esquecer aquilo que é, e não pode apagar o passado, e como precisava de falar comigo… Muito esquisito… Não percebi nada! – disse Bill ainda confuso com a conversa que tinha tido com Nicky Fuller – Mas o pior é que ela estava desesperada Nat… Fez-me lembrar o dia em que tu foste ter lá a casa depois do julgamento…

- E ela não te disse o que se passava? –
perguntou Nathalie intrigada – Se ela estava tão desesperada quanto eu nesse dia, é porque de alguma forma ela está a viver o pior pesadelo da vida dela…
- Não faço ideia… -
disse Bill suspirando de forma profunda enquanto pensava no assunto – Mas ela vai ter comigo a Hamburg e diz que depois me explica tudo pessoalmente… Juro que fiquei assustado! Não estava mesmo nada à espera…

- Ela vai ter contigo à Alemanha? –
perguntou Nathalie espantada – Só para falarem pessoalmente?
- Sim…
- … Está tudo bem entre vocês?
- Que eu saiba… Acho que não há razões para não estar! –
disse Bill pensando na sua vida.

- Será que ela se está a apaixonar por ti?
- Não… Acho que é mais grave que isso… Se a tivesses ouvido percebias!
- Não descartes essa possibilidade tão facilmente… -
disse Nathalie pensando no assunto – Não é uma ideia assim tão descabida, e tu és um rapaz por quem qualquer pessoa se interessaria facilmente…
- Não… -
disse Bill franzindo a testa. Não acreditava naquela hipótese. Algo de muito grave se tinha passado com Nicky, e ela apenas o via como um ombro amigo.

- Não digo que ela não tenha um problema qualquer, mas para te procurar assim, e tendo em conta que vocês não têm tanta intimidade quanto isso… É possível!
- Não sei mesmo… Mas daqui a uns dias conto já saber!



* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *


O grau de excitação com que toda a equipa dos Tokio Hotel tinha vivido aquele dia tinha deixado um gosto suave a vitória no seu interior. A tour ainda não tinha começado, ainda tinham muito trabalho pela frente, mas ver algo que tinham planeado com tanto carinho, erguer-se de forma tão estrondosa, tinha deixado Tom impressionado e com uma adrenalina superior ao normal.

Acabavam de chegar ao hotel e para Tom não haviam dúvidas daquilo que tinha de fazer. Tinha de matar a sua curiosidade o quanto antes. Há praticamente uma semana que desejava entrar novamente em contacto com Miss K e até agora não o tinha conseguido fazer, mas a bela capital inglesa não o ia deixar mal com toda a certeza. Ligou o computador e procurou aceder à internet, estabelecendo a ligação à primeira. Sentiu-se intimamente feliz por poder regressar àquele mundo virtual que embora não fosse tão fascinante como o real, trazia-lhe bastantes alegrias. Entrou no e-mail que ela lhe tinha criado e para seu espanto tinha duas mensagens por abrir. Nunca antes Miss K lhe tinha enviado dois e-mails de seguida, esperava sempre pela sua resposta até lhe enviar um segundo e-mail. Tom sentiu-se intrigado. Estaria ela a ficar notoriamente mais interessada em si? Abriu o primeiro e-mail e nele pôde ler:


Querido Tom,

Que feio! Abandonar uma conversa tão interessante quando ainda ia no começo… Deixaste-me a desejar mais…

Love,
Miss K



Tom sorriu e mordeu o seu lábio inferior. A carga erótica e provocadora daquela mensagem mexia consigo. Não era só ela que desejava mais. Tom desejava muito mais. Tudo a que tivesse direito. Estava curioso para saber qual seria o teor do segundo e-mail que ela lhe tinha enviado, e sem demoras procurou abri-lo:


Querido Tom,

Continuo à tua espera…
Hoje saíram finalmente imagens tuas nas Maldivas. Digo finalmente porque o desejo que tinha em ver o teu tronco nu excedia a pulsação de qualquer coração forte e robusto… Tens um corpo irresistível, sabias? Acredito que muitas outras já te tenham dito o mesmo, mas gostava de ser capaz de to dizer pessoalmente… O que me dizes? Vais para Londres a seguir, não é? E se nos encontrássemos e tornássemos as coisas realmente mais interessantes?

Love,
Miss K



PS – Guarda este número (vais precisar dele): 69


Tom releu novamente a mensagem. Tinha a boca aberta, os olhos esbugalhados, o coração aos saltos e um nervosismo em si fora do normal. Estaria a viver num dos seus sonhos? Uma vez mais, Miss K mostrava-se muito conhecedora de todos os seus passos. Mas pela primeira vez mostrava algum tipo de desespero. Será que ela pensava que Tom a estava a ignorar de propósito? Será que a falta de rede nas Maldivas tinha acabado por fazer com que Miss K pensasse que o estava a perder e que precisava de ser mais pró-activa nas suas investidas? Seria possível ela estar a sugerir um encontro entre eles? E que número era aquele? 69? O que quereria ela dizer com aquilo? Estaria ela disposta a explorar aquele número do seu lado e na sua cama? Precisava de lhe responder o quanto antes. Só tinha mais dois dias em Londres e recusava-se a sair daquela cidade sem ter experimentado o corpo de Miss K.


Miss K,

Teria todo o prazer em descobrir porque preciso do número 69 durante a minha estadia em Londres... Não me queres elucidar? Ou preferes provar a importância desse número de outra maneira? Wink
Ouvi dizer que o meu corpo te era irresistível… Devo confessar que nunca tive o teu num patamar inferior a esse… Ao que parece os nossos corpos querem-se mesmo conhecer. É desta que sacias a minha curiosidade?

Tom



Enviou o e-mail e sentiu-se ainda mais entusiasmado e excitado do que anteriormente. Aquele dia estava a correr-lhe muito bem. Tinha as baterias carregadas e estava pronto para Miss K na sua totalidade. A ideia de a ter nos seus braços nos próximos dois dias deixava-o temporariamente insano. Entrou no MSN para ver se ela estava presente e como não poderia deixar de ser, lá estava ela:


tomisasexgod@yahoo.com
Acabo de te enviar um e-mail Wink
(L) Miss K (L)
Já estou a lê-lo…
(L) Miss K (L)
O número 69 é um número como qualquer outro, n achas?
tomisasexgod@yahoo.com
Talvez seja um pouco mais interessante do que um número qualquer…
(L) Miss K (L)
Talvez… Talvez se torne ainda mais interessante qd estivermos juntos…
(L) Miss K (L)
O q me dizes de nos encontrarmos amanhã?
tomisasexgod@yahoo.com
Tenho estado à espera deste encontro…
tomisasexgod@yahoo.com
Sabes em que hotel estou hospedado?
(L) Miss K (L)
… Claro q sim! N te ia falhar numa altura tão importante como esta…
tomisasexgod@yahoo.com
Achas que consegues vir cá ter por volta das 19h?
tomisasexgod@yahoo.com
Podíamos comer juntos… Wink
(L) Miss K (L)
Parece-me perfeito!
(L) Miss K (L)
Mas vais ter de jogar pelas regras do meu jogo…
tomisasexgod@yahoo.com
Hmmm… O que tens em mente?
(L) Miss K (L)
Quando chegar bato 3xs à porta do teu quarto…
tomisasexgod@yahoo.com
Tu gostas mesmo de apimentar as coisas, não gostas?
(L) Miss K (L)
Espera…
(L) Miss K (L)
Ainda n viste nada…
(L) Miss K (L)
Vou passar-te uma venda por baixo da porta do teu quarto… Quero q a coloques nos olhos…
tomisasexgod@yahoo.com
Porquê?


Tom achou aquele pedido estranho. Sem dúvida que tornava tudo mais excitante, mas haveria alguma razão escondida para que Miss K não quisesse que ele a visse? Será que se a visse a reconheceria? Era por isso que ela nunca tinha mostrado a sua cara nas fotografias? Tudo o que desejava era estar com ela, mas seria capaz de estar com ela sem a ver? Aquele jogo era demasiadamente arriscado e estimulante. Ela sabia mesmo como o provocar.


(L) Miss K (L)
Tu mesmo o disseste: Gosto de tornar as coisas interessantes, apimentá-las um pouco…
(L) Miss K (L)
Só quando tiveres a venda posta é q me abres a porta do quarto…
tomisasexgod@yahoo.com
E se eu fizer batota? Wink
(L) Miss K (L)
Quem fica a perder és tu…
tomisasexgod@yahoo.com
Hmmm…
tomisasexgod@yahoo.comCalculo então que saibas qual é o número do meu quarto…
(L) Miss K (L)
Claro q sim!
(L) Miss K (L)
Amanhã és meu…
tomisasexgod@yahoo.com
Inteiramente Wink
tomisasexgod@yahoo.com
Mas por hoje tenho de ir indo…
tomisasexgod@yahoo.com
Gostei muito de conversar contigo! Acho que nos entendemos bem…
(L) Miss K (L)
Bastante bem…
tomisasexgod@yahoo.com
Até amanhã Miss K…
(L) Miss K (L)
Até aos teus sonhos Tom…


Tom desligou o MSN com uma sensação ardente no seu interior. Aquela rapariga era capaz de o levar à loucura com uma facilidade incrível. Seria possível estar a menos de vinte e quatro horas de a ter? Que sonho! Só acreditaria no momento em que ouvisse bater à porta do seu quarto três vezes seguidas. Andava atrás dela há cerca de dois meses. Ou seria ela que andava atrás de si há cerca de dois meses? Será que não era há mais tempo? No fundo continuava sem saber nada sobre ela, mas agora não se importava. Estava prestes a conhece-la de forma intima. Tentou ligar a Bill mas ouviu o telefone do seu quarto tocar e ninguém atender. Calculou que tivesse ido passar a noite com Nathalie e não insistiu. Tinha de partilhar tudo o que tinha acabado de acontecer com o seu irmão gémeo. O detective Bill ia finalmente ver alguns resultados palpáveis à sua investigação.
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Catarina Kretli
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MensagemAssunto: Re: [FF] - Kampf der Liebe   Qua Dez 15, 2010 10:01 pm

30 SECONDS TO MARS ?? AAAAAAAAAAAAAAAA EU QUERO IR.
Meu sonho é ir no show deles, grita muito lá por mim hien (:

Cap38: Não resistiu e levou o computador né Senhor Kaulitz, esta caidinho por ela quero dizer por mim KKKKKKK'
Miss K, é a mesma coisa que Miss Kretli. Pronto falei. KSPAKKSPOKAPKSPAK
Esse joguinho esta ficando cada vez mais interesante. Twisted Evil
Cap39: Meu Deus, o que a com ela ? O que aconteceu no passado para que ela ficasse dessa maneira, foi violentada, matou alguém ? *taparei*
Mais serio, estou morrendo de curiosidade para ver o que é.
Isso já esta me maatando. Shocked
Cap40: Além de mim é claro, eu tenho minhas suspeitas de que seja a Miss K. Mais prefiro não comentar KKKKKKKK'
Vai encontrar com ela né Tom ? Aja coração né OKSOKAPKSOPA
Ve se não vai mata o garoto hien Miss K.
Numero 69 ? Hmm, nada a comentar. silent
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MensagemAssunto: Re: [FF] - Kampf der Liebe   Sab Dez 18, 2010 11:57 pm

CAP 38: Coitado do Tom todo preocupado com o que o Bill falaria se no entanto era só dizer de uma vez que tinha levado o computador, mas o lado bom é que já tem como saber a maneira de falar com o Bill, heheh, ele já não vive sem o computador.

CAP 39: o que aconteceu com a Nicky pra ela ficar dessa maneira tão desesperada ou sei lá, juro que achei que algo aconteceu com ela quando pequena (tipo violentada) ou até mesmo com o Mercier, pela maneira com que a trata e com que disse em outro capítulo perguntando o que ela faria.
Ela está mesmo precisando falar com alguém....

CAP 40: O Tom e a Miss K finalmente vão se encontrar (só espero que não seja armação de ninguém). E o número do quarto heim? nem digo nada!!!!
Mas, fiquei mesmo com um pé atrás com as exigências dela com Tom para quando se encontrarem (espero que não aconteça nada de ruim ao Tom, tipo ela ser meio louca ou algo do tipo), mas veremos né Dikas.
Tom, tenha cuidado ok?! hehehe

ahh tô esperando o próximo capítulo já, viu!.
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MensagemAssunto: Re: [FF] - Kampf der Liebe   Seg Dez 20, 2010 3:02 pm

HaLLoOoOoOooooo \o/ \o/


CaTaRiNaAaAaa
O show deles foi........ WOW!!! Inesquecivel sweety.... Mesmo muito muito bom I love you I love you I love you I love you I love you Quero maissssssssssssssssssssss!!!!! Já tinha ido no último deles, mas este superou tudo!!!!

LolOLOLolOLololOL Miss Kretli??? Lindooooooooooooooooooo haha haha haha haha haha
Com k então tanto mistério e afinal d kontas é vc a Miss K??? Podia ter dito haha haha haha
Esse joguinho está mesmo muito interessante... Vc está deixando o Tom louko =)
Boa pergunta.... O k akonteceu kom a Nicky ou a Nicky, ou o k é k ela fez para estar assim.... scratch
Hmmmmm.... Vc tem suspeitas??? Tem de partilharrrrrrrrrrrrrrrrr.... Eu kero saber Razz
É agora k o koração do Tom explode..... Miss K num frente a frente.... UuUuhHhhhhhh...... Kom direito a um número tão interessante e tudo..... UuUuUhhHhhhhhhh Twisted Evil Twisted Evil Twisted Evil



Adriiiiiiiiiiiiiiiii
É o Tom está vidrado no computador.... Ele precisa de ter novidades da sua Miss K Twisted Evil Twisted Evil Twisted Evil Pensou k ia levar bronka, se enganou haha haha haha e ainda teve ajuda do maninho para falar kom a Menina Twisted Evil
Boa pergunta.... O k akonteceu kom a Nicky ou a Nicky, ou o k é k ela fez para estar assim.... scratch Ela precisa mesmo desabafar..... Tomara k o BiLL a konsiga ajudar!!!
É..... O Tom tem mesmo de ter kuidado pk as exigencias da Miss K podem ser muito boas, ou muito más.... Isto pode muito bem ser um eskema qualquer.... Nunca se sabe!!! Vamos ver no k dá.... Rolling Eyes Rolling Eyes Rolling Eyes



* * * KiSsEsSsSSs * * *



41




Tinha passado o dia todo a pensar nela. Não conseguia tirá-la do seu pensamento. Desejava-a mais do que alguma vez se lembrava de ter desejado alguma das suas conquistas. Ela era a cereja no topo do bolo. A rapariga que iria apimentar a sua vida de forma interessante e muito prazeirosa. Não tinha conseguido falar com Bill sobre o assunto Miss K como desejaria, pois tinham passado a manhã e o início da tarde ocupados em reuniões e a testar o novo palco em toda a sua magnitude. Bill não acreditava que Miss K fosse aparecer de forma tão simples a Tom, depois de tanto tempo a criar mistério, ela devia ter alguma na manga, e a prova disso era o facto de levar uma venda e de ter feito menção ao número 69 como sendo um número do qual ele iria precisar. Mas Bill estava igualmente excitado como Tom, e desejoso de saber todos os pormenores daquela noite tórrida e ardente entre o seu irmão e a famosa Miss K.

Tinha regressado ao hotel há pouco mais de dez minutos. O seu irmão tinha ido com Nathalie ao advogado, e tudo o que Tom desejava era poder falar com ele e libertar alguma energia que tinha contida no seu interior. Decidiu ir tomar um banho para relaxar e preparar-se para o seu encontro daquele final de tarde. Uma vez que ainda lhe restavam alguns minutos até às 19h, procurou arrumar minimamente o seu quarto para causar uma impressão positiva naquela que fazia com que o seu estômago andasse às voltas num nervosismo desenfreado. Estava prestes a recebê-la no seu quarto e a desvendar alguns mistérios sobre a sua famosa admiradora. Não conseguia pensar noutra coisa. Estava a martirizar-se com tudo aquilo que lhe desejava fazer, sem saber se com o desejo exasperado que tinha em si, seria capaz de se aguentar tempo suficiente até fazer tudo aquilo que lhe ia na cabeça.

Eram 19h em ponto quando ouviu baterem à porta do seu quarto três vezes seguidas, tal como combinado. Sentiu-se acender por dentro. Era ela! Finalmente! Passados dois meses de a procurar e desejar, ela estava a escassos metros de si e seria inteiramente sua. Sentiu-se imediatamente excitado com o pensamento de a ter ali do outro lado da porta. Encaminhou-se para a porta sentindo o seu coração bater a uma velocidade como nunca antes tinha sentido, e reparou na venda que estava a ser empurrada para o interior do seu quarto por baixo da porta. Como seria capaz de colocar aquela venda nos olhos se tudo o que desejava era vê-la? Tinha tanta curiosidade em conhecer as suas feições como o seu corpo. Pegou na venda sentindo o seu coração descontrolado de uma maneira que o assustava a si mesmo. Colocou a venda sobre os olhos e apertou-a atrás da cabeça. Se era aquele o preço a pagar para a ter, estava disposto a pagá-lo. Tom sentia-se demasiado nervoso para saber o que devia fazer numa situação daquelas. Abriu a porta calmamente, mordendo o seu lábio inferior para conter o desejo que sentia fervilhar-lhe em cada centímetro do seu corpo e desde logo sentiu o seu aroma. Não sabia que perfume era aquele, mas era exactamente o género de perfume que a imaginava a ter. Era o perfume que habitava os seus sonhos daquele dia por diante.

- Posso entrar? – perguntou Miss K com uma voz gentil e extremamente feminina.

Tom ficou encantado. Cada odor e som que captava da misteriosa Miss K faziam-no construir na sua cabeça uma imagem dela. O seu cheiro denotava a sensualidade e bom gosto que ela tinha. A sua voz, a feminilidade e doçura, aliada à segurança e ao carisma. Tudo nela parecia perfeito. Seria a sua face tão bonita como aquela voz? Seria o seu corpo tão apetecível quanto aquele perfume que dela emanava? Tom afastou-se e fez sinal para que ela entrasse. Ouviu uns saltos altos passarem à sua frente e sentiu o rasto do perfume de Miss K passar por si. Percebeu que ela estava oficialmente no interior do seu quarto e que vinha pronta para o deixar mais louco do que ele já estava (como se tal fosse uma missão possível). Fechou a porta do seu quarto e virou-se para trás. Ela mantinha-se em silêncio, não ouvia sequer o barulho dos seus passos. O que estaria ela a fazer? Não seria natural ela tomar controlo da situação, uma vez que ele estava vendado? O que era suposto fazer? Partir para cima dela ou procurar conversar e conhecê-la melhor? Tom decidiu seguir o que a sua mente lhe ditava e esticando ambos os braços em frente procurou o corpo dela no espaço do seu quarto. Não foi preciso muito para sentir as mãos delicadas dela pegarem nas suas para que ele soubesse onde ela estava. Tinha curiosidade em conhecer as suas feições. Queria saber como eram os lábios dela, como era o seu cabelo, queria saber se o seu corpo era realmente aquele que via nas fotos, se o piercing que ela tinha no umbigo era verdadeiro. Tinha diversas perguntas na sua cabeça e sabia que em breve ia ter resposta para elas. Tom procurou a cabeça de Miss K e para seu espanto sentiu um tecido grosso sobre ela, que imediatamente reconheceu como sendo um capucho. Fez com que o capucho deslizasse sobre os seus cabelos e sem demoras colocou as suas mãos sobre os cabelos dela, para os sentir. Não conseguiu evitar em sorrir. O cabelo dela era extremamente liso, macio e comprido, era capaz de ir até meio das suas costas. Adorava raparigas de cabelo comprido. De que cor seria? Sentia o seu coração cada vez mais alterado e tudo o que desejava era que ela lhe arrancasse aquela venda dos olhos o quanto antes para que ele a pudesse ver na totalidade. Tacteou a sua cabeça e apercebeu-se que ela tinha uma franja sobre os olhos. Devia ser uma daquelas raparigas com estilo e sempre na moda. Estava ainda mais excitado e curioso com o porquê dela não falar consigo. Será que se ela falasse reconheceria a sua voz? Será que a conhecia? Não contendo a curiosidade perguntou com um sorriso sedutor:

- De que cor é o teu cabelo?
- Qual é a tua cor preferida para o cabelo de uma mulher?
- Não sou esquisito… -
disse Tom tentando reconhecer a voz dela, sentindo-se demasiado atraído àquele timbre. Tinha a certeza que se a conhecesse não esqueceria aquela voz facilmente.

- Mas tens uma cor preferida de certeza…
- Morenas… Adoro raparigas morenas, mas a experiência que tenho diz-me que as loiras são bem mais interessantes… Acho que não consigo escolher… Gosto de todas as cores… Gosto demais de mulheres para me importar com a cor do cabelo delas… -
disse Tom sentindo o cabelo macio dela sobre as suas mãos.

- Então vais gostar do meu de certeza… - disse Miss K com um sorriso extremamente sedutor para os ouvidos em alerta de Tom.
- Porquê? O teu é de que cor? – perguntou Tom começando a palpar as feições de Miss K.
- Um dia saberás… - disse Miss K de forma misteriosa.
- Um dia? – perguntou Tom surpreso, sentindo parte da sua excitação desabar – Não é hoje?
- Hoje não… Vamos só apimentar as coisas…


Tom respirou fundo. Não conseguia acreditar que a tinha nas mãos e que não a ia sequer poder experimentar. Porque é que ela insistia em brincar com ele daquela forma? O que é que ela queria? Sexo? Amor? Simplesmente provocá-lo e atiçá-lo? Só estava interessado em dar-lhe sexo, muito e do bom, mas não ia ficar a vida inteira à espera que ela aceitasse ir para a sua cama. Precisava de a ter e não tinha disponibilidade para esperar eternamente por uma noite do seu lado. A sua vontade era arrancar a venda e acabar com aquele jogo de uma vez por todas. Não estava disposto a jogar para sair a perder.

- Para mim a pimenta só tem interesse quando podemos sentir a sensação dela na nossa boca… - disse Tom de forma sedutora.
- Não disse que não me podias provar… Apenas disse que não me podias ver…

Tom sorriu e humedeceu os lábios, demorando a sua língua no piercing que habitava neles. Ela era demasiado sedutora para si. Os seus níveis de adrenalina e excitação atingiam picos altíssimos. Não estava habituado a ter alguém a brincar consigo daquela forma, mas estava a gostar de ser controlado e provocado e saber que no final do dia teria direito à sua recompensa. Deixou que as suas mãos passassem no rosto dela e não conseguiu sentir nada de anormal. Era uma pessoa como qualquer outra, não se sentia capaz de distinguir nenhum traço físico específico apenas pelo toque. Apercebeu-se que ela não tinha qualquer piercing na cara, e que as suas orelhas tinham apenas dois furos. Levou os seus dedos até aos lábios dela e sentiu-os carnudos, tal como gostava. Tom sentia-se cada vez mais cativado por todo aquele mistério e o seu coração parecia querer saltar-lhe da boca de forma preocupante. Seria possível ela ter um efeito tão forte sobre si? Sentia-se praticamente animal e selvagem. Capaz de tudo para desvendar todos os mistérios que ela lhe trazia. Deixou que as suas mãos descessem sobre o corpo dela e sentiu a sua barriga definida. Era sem sombra de dúvida a rapariga das fotografias que tinha visto e mantinha guardadas numa pasta no seu computador. Lembrava-se de sentir aquele corpo diversas vezes nos seus sonhos. Procurou levantar calmamente o casaco que ela trazia vestido e procurou o piercing que ela tinha no umbigo. Ao encontrá-lo sorriu. Era extremamente sensual e só servia para que na sua cabeça Miss K fosse ainda mais perfeita.

- Estavas com saudades dele? – perguntou Miss K notoriamente feliz por Tom ter procurado reconhecê-la daquela forma.
- Muitas… - disse Tom sorrindo de forma retraída – Mas estou mais interessado nas saudades que ele vai ter de mim depois desta noite…

Tom enfiou ambas as mãos debaixo do casaco dela para sentir a sua pele, os seus abdominais definidos e a sua silhueta em forma de ampulheta. A sua pele era quente e macia, tal como tudo o que ele tinha imaginado. Sentia-se cada vez mais desejoso de a sentir intimamente. Ela estava a mexer consigo de forma sinistra, como se aquela noite lhe estivesse destinada. Como se até ali, Tom nunca tivesse conhecido o que era ter prazer nos braços de uma mulher. E aquele odor continuava a possuir o seu corpo e mente.

- Tenho a certeza que terá tantas saudades tuas, quanto tu dele… - disse Miss K.

Tom sorriu. Desejava realmente que Miss K ficasse cheia de saudades do seu corpo, desejava-o porque se os seus corpos se ligassem da forma como Tom imaginava ser possível eles se ligarem, ia precisar de estar com ela mais vezes. Seria uma necessidade física como comer e dormir.

- Queres ter saudades dele?
- Porque é que não me deixas mostrar-te o quanto gostava de ter saudades dele e de tudo o resto que há em ti? –
perguntou Tom de forma galanteadora como era o seu habitual.
- Mas tens dúvida de que te deixarei mostrar tudo o que quiseres? Recuso-me a sair daqui de mãos a abanar…

Tom estava tão hipnotizado por ela que não se tinha apercebido que a sua pronúncia era de alguma forma estranha. Era certo que falava alemão regularmente, mas não parecia alemã. Não era capaz de reconhecer aquela pronúncia como sendo do seu país. Seria Austríaca? Suíça? O que estaria ela a fazer ali em Londres? Ter-se-ia deslocado àquele pais para estar única e exclusivamente consigo?

- Essa pronúncia sedutora vem de onde? – perguntou Tom desejoso de conhecer um pouco mais dela, do que somente o seu corpo.

- Estás a querer saber de mais… - disse Miss K sorrindo, ao mesmo tempo que colocava a mão sobre os lábios de Tom para o calar de forma doce – Não preferes deixar a conversa para uma altura em que não me tenhas à tua frente?
- Não me deixas grande alternativa… Não me dás nada em troca…
- É por te querer dar tudo em troca que não quero que fales… -
disse Miss K abraçando o pescoço de Tom como se desse autorização finalmente para que Tom fizesse aquilo que tinha de ser feito. Aquilo que os juntava naquele quarto naquele final de tarde.

Sentiu o seu pescoço ser abraçado pelos braços dela e o seu aroma chegar-lhe de forma mais nítida ao nariz. Ela dava consigo em louco de uma forma inexplicável. Estava a tornar-se irracional. Já não queria saber de nada, apenas se lembrava que a tinha presa a si, e que finalmente ia poder provar os seus lábios e ter a certeza que eles era realmente tão doces e sensuais como tudo o resto nela. Procurou os lábios dela com os seus, sentindo o seu corpo pedir por um beijo de forma a sobreviver, e ao sentir os lábios dela unirem-se aos seus, a energia que explodia no seu interior era preocupante. Como é que ela era capaz de o deixar naquele estado? Era desejo na forma mais animal que conhecia. Deixou que as suas mãos se passeassem sobre o corpo dela e que os seus lábios a beijassem com toda a fome que sentia no seu interior. Os lábios dela eram excepcionalmente macios e delicados na forma como beijavam. Parecia estar dedicada a que ele retirasse todo o prazer que sabia conseguir transmitir num simples beijo. Tom estava a viver um sonho. Ela era melhor do que alguma vez pudesse ter imaginado. A forma como ela o beijava, como os seus lábios se preenchiam e não tinham pudores, como a língua dela procurava o interior da sua boca e brincava ligeiramente com o seu piercing provocando-o a todos os instantes, como o seu corpo era definido e um local perfeito para as suas mãos se passearem, como era feita para si. Deixou-se levar por aquele ritual e em pouco tempo, estavam ambos deitados sobre a cama de Tom, numa troca de beijos e carícias de tirar o fôlego a qualquer um dos dois. Os seus corpos entrelaçavam-se de forma extasiada. Tom sentia-se absolutamente excitado e pronto para deixar os preliminares para trás. Miss K tinha conseguido deixá-lo sem chão, quando julgava que tal seria incapaz de acontecer de forma tão avassaladora com uma simples troca de beijos fogosos. Tom levou as suas mãos ao casaco e à t-shirt que tinha vestidos e tirou-os, arrastando a venda consigo, não fossem as mãos dela a segurarem e prenderem com mais força em redor dos seus olhos. Tom já não se importava com o facto de não a ver. Desejava-a mais do que poderia ter pensado ser real e mesmo que não a visse, precisava de a ter de qualquer maneira. Sentiu as mãos e os lábios dela percorrem a sua barriga e beijarem-no de forma empenhada. Estava visivelmente atraída ao seu corpo.

- Apetece-me tornar as coisas mais interessantes… - disse ela sentando-se sobre o corpo de Tom
- Ainda mais? – perguntou Tom impressionado. Como é que ela era capaz de pensar que existia uma forma de tornar aquele final de tarde ainda mais interessante do que já estava a ser? – A única maneira de as tornares mais interessantes é se me deixares rasgar a roupa que tens sobre o corpo e fores minha aqui e agora…

Tom ouviu o som da gargalhada dela e riu-se contagiado pelo seu riso sensual. Sentiu os lábios de Miss K voltarem a apoderar-se dos seus e quando procurava começar a despi-la, sentiu-a sair de cima de si.

- Onde é que vais? – perguntou Tom em brasa.
- … Apimentar-te! – disse Miss K a rir.

Tom ouviu os passos dela pelo quarto e não percebia o que ela poderia estar a fazer, mas o que quer que fosse, ela não se podia demorar, o seu grau de excitação há muito que já ia demasiado elevado e valores mais altos se levantavam naquele momento. Sentiu-a subir novamente para cima do seu corpo e procurou a cintura dela com as mãos, para logo de seguida sentir algo frio deslizar sobre a sua barriga.

- O que é que estás a fazer? – perguntou Tom sentindo-se arrepiar com aquele toque inesperado.
- A deixar-te a minha marca… - disse Miss K continuando a percorrer o tronco de Tom com algo.
- Quero que me deixes a tua marca de outras formas também…

Ouviu novamente o riso sedutor de Miss K e não conseguiu evitar em sorrir. Sentia-se arrepiar por ela e desejava que o que quer que ela estivesse a fazer, o fizesse rápido porque o seu corpo assim o pedia.

- Agora sim, és meu… - disse Miss K levantando-se novamente.
- Enganas-te… Só quando me sentires dentro de ti é que saberás o que é seres minha e eu ser teu… - disse Tom ouvindo o som dos saltos dela de um lado para o outro.

Tom mantinha-se imóvel sobre a cama, à espera do momento em que a sentiria novamente sobre si, mas para seu espanto, tudo o que ouviu foi a porta do seu quarto fechar. Ficou um segundo estático sobre a cama sem acreditar no que tinha acabado de acontecer e ao acordar do seu transe, arrancou a venda que tinha nos olhos e saltou da cama, correndo para a porta do seu quarto. Abriu-a o mais rápido que conseguiu, mas tudo o que via era um corredor vazio. Sentiu uma vontade imensa de sair pelo corredor a correr para ir à procura dela. Talvez ela ainda estivesse na zona dos elevadores, talvez estivesse nas escadas de emergência. Não podia estar muito longe. Olhou para o seu corpo e para além de estar de tronco nu, tinha o tronco todo escrito a batom vermelho. Não podia deixar o seu quarto naquele estado.

Dirigiu-se até à casa de banho e olhou-se ao espelho para ver escrito no seu tronco:


És realmente irresistível, sabias?

004420336839

Love
Miss K



Tinha acabado de brincar com o fogo.
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MensagemAssunto: Re: [FF] - Kampf der Liebe   Seg Dez 20, 2010 7:22 pm

MEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEU JESUS CRISTINHO, QUE CAPÍTULO FOI ESTE DIKAS? Twisted Evil
finalmente a Miss K deu as caras no quarto de hotel do Tom. mas o coitado teve que ficar vendado. eu senti ele querer morrer ali mesmo tamanha a excitação dele. ela é muito má com ele.
e agora? como vai ser?
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MensagemAssunto: Re: [FF] - Kampf der Liebe   Seg Dez 20, 2010 7:41 pm

Tom, coitado a Miss K quase matou ele de tanta excitação hehehe.
Senti pena dele no final, a Miss K realmente está fazendo o que quer dele, pelo menos ela é realmente uma mulher e como tinha mandado nas fotos (segundo a descrição do Tom).
Juro que depois que ela pegou o batom para escrever nele eu achei que ela pegaria alguma máquina fotográfica ou sei lá...(sempre imaginando o pior kkk), mas não, ela foi embora, e teve coragem de deixar o Tommy assim....
hehehe ela acabou de brincar com o fogo mesmo, mas e agora?, o que vai ser?, ahh tô muito curiosa aqui, o que será que o Bill vai achar disso tudo?, eu morri de rir e fiquei com um pouco de pena do Tom (o que a Miss K não teve nem um pouco né).
Não sei mais o que falar deste capítulo só que ficou ótimo.
Dikas continua logo please,

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MensagemAssunto: Re: [FF] - Kampf der Liebe   Seg Dez 20, 2010 10:37 pm

SEENHOR.
Matei a criança. Shocked OKSOPKPOAKSPOKOP
Apimentar as coisa né, ela filmou e vai colocar no Youtube isso ssim KKKKKKK'
Cuidado hien Tom, eu sou do mau Twisted Evil
004420336839 WTF ?? Miss K, Miss K. Nem digo mais nada.
Eu já estou ficando sem unhas, sem cabelo, sem nada já de tanto curiosidade. ;x
dikas escreveu:
Tinha acabado de brincar com o fogo.
OIII ?? Como assim ? Vai fazer o que hien Tom Kaulitz ?
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MensagemAssunto: Re: [FF] - Kampf der Liebe   Qua Dez 22, 2010 12:56 am

HaLLoOoOoOooo \o/ \o/ \o/


DaRLiiiiiiiNg
Capitulo onde o Tom & a Miss K se konhecem sweety!!!! Tinha de ser bombástiko, né??? Twisted Evil Twisted Evil Twisted Evil
É..... O Tom era kapaz de morrer da excitação toda em k estava..... Mas a Miss K foi bem mázinha para ele.... Deixou ele na mão..... e bem confuso haha haha haha
E agora??? Hmmmmm..... Boa pergunta Razz


Adriiiiiiii
É.... A Miss K kase matou ele kom toda a excitação, mas bem k ele gostou LolOlololOL Só a última parte em k ela desapareçe do nada é k podia ser diferente haha haha haha Ela tem ele na mão..... Totalmente Twisted Evil
Vc duvidava k ela pudesse ser uma mulher e k fosse komo nas fotos??? Isso seria de rir LolOlololOL
Se ela tivesse pegado uma máquina fotográfica eras o fim do Tom LolOlolOlolOlolOL Shocked Shocked Shocked
É preciso mesmo muita koragem para deixar um Kaulitz assim... vendado.... ao nosso komando!!! Grande Miss K Twisted Evil Twisted Evil Twisted Evil
E agora??? É esperar para ver..... Razz Razz Razz
Vc tá kuriosa kom o k o BiLL vai achar?? É d fikar, né?? LolOloloOL
Mais a caminho...... Twisted Evil


CaTaRiNaAaAaAAaa
LolOLOloLololOloloOLoloOL Se ela tivesse filmado e kolokado no YouTube ia virar o video mais visto do ano!!! Twisted Evil Twisted Evil Twisted Evil Kem n ia kerer ver o Tom vendado e feito escravo??? LolOLololOL Vc n brinka em serviço não.... O Tom está nas suas mãos Twisted Evil Twisted Evil Twisted Evil
LolOLOlolOL é mesmo mistério à Miss K, n é não??? Agora o Tom k puxe pela kabeça para desvendar Razz Razz Razz
Sem kabelo também sweety???? Ai JeZuZzZzzz o k eu estou fazendo kom vc!!!!!! haha haha haha E ainda agora a brinkadeira komeçou =)




* * * KiSsEsSsSsSs * * *





42




- Estás a gozar??? Andaste a rebolar-te na cama com ela durante não sei quanto tempo e nem sequer a viste? – perguntou Bill de boca aberta pousando a colher dos cereais do pequeno-almoço para não se engasgar se tentasse levar alguma colherada à boca - … E depois ela foi-se embora sem te dizer nada?

Tom abanou a cabeça de cima para baixo. Ainda lhe parecia de alguma forma irreal. Parecia tudo parte de um sonho, ou pesadelo que tinha vivido na noite anterior nos braços de Miss K. Tom continuava inevitavelmente excitado e com a curiosidade à flor da pele, mas deveras intrigado. Mais do que nunca! Se ela o queria tanto como mostrava querer pelas investidas dos seus lábios e mãos, porque é que o tinha deixado sozinho? Porque é que não se tinha aproveitado dele, quando ele estava totalmente receptivo a si? Porque é que o insistia em provocar de forma tão delirante se já o tinha na mão? O que mais poderia ela querer e esperar de si? Porquê os joguinhos?

- Que cena… - disse Bill totalmente boquiaberto – O que é que ela é? Masoquista? Como é que ela é capaz de te ter nas mãos depois de dois meses e virar-te costas?
- Boa pergunta! -
disse Tom suspirando.
- As mulheres às vezes são mesmo complicadas!
- A quem o dizes…

- Já viste se tens algum e-mail dela? –
perguntou Bill curioso.
- Já… - disse Tom desanimado – Não tenho nada…

- E a mensagem que ela te escreveu no peito… O que é que achas que é?
- Eu acho que é um número de telefone…
- Faz sentido! –
disse Bill subitamente interessado em resolver aquele mistério.
- Mas já tentei telefonar-lhe e nem sequer toca… Deve ser outra coisa qualquer, mas não consigo pensar em nada…
- Ela sabe mesmo provocar-te… Não gostava de estar na tua pele!
- Acredita que depois da noite que tive ontem, gostavas… -
disse Tom sonhando acordado – Foi tudo muito estranho, mas ela é muito boa… É tudo aquilo que se vê nas fotos e muito mais…

- Tirando a parte de que tu não a viste… -
disse Bill a rir, gozando com o irmão.
- Não foi preciso ver… Os meus sentidos estavam apurados o suficiente para perceber o quão incrivelmente sensual ela é…
- Acredito! Devias estar com os teus sentidos a pegar fogo…
- Bem, não falemos dos meus sentidos porque o pequeno Tom ficou em depressão…


Bill desatou-se a rir com a expressão do irmão. Só Tom para depois de uma noite tão frustrada conseguir fazer piadas com a situação que tinha vivido.

- E agora o que é que vais fazer?
- Não sei… Gostava de esperar a ver se ela me envia um e-mail ou se aparece no MSN… Ela deve-me justificações! Deixou-me totalmente na mão!

- Totalmente, não foi maninho? –
perguntou Bill a rir da cara do seu irmão.
- Sim Bill… Totalmente entregue à mão! Podes gozar à verdade… Queria ver se fosse contigo…
- Nunca vais ter esse prazer porque eu nunca me hei-de meter com malucas que vêm sabe-se lá de onde, e que tudo o que querem é vendar-me no meu próprio quarto de hotel, enquanto brincam com a minha cara…
- Goza mais… Não quero que te falte nada…. –
disse Tom tentando ignorar o riso eléctrico de Bill.

- E não descobriste nada sobre ela? – perguntou Bill tentando controlar o seu riso.
- Não… Ela não me deixou fazer muitas perguntas… É uma rapariga de muita acção! – disse Tom lembrando-se de como a acção de Miss K era compatível com a sua de formas que nem ele imaginava serem possíveis – … Mas a dada altura apercebi-me que ela tinha um sotaque na voz, e tenho quase a certeza absoluta que ela não é alemã…
- Ahhh…. Uma pista! –
disse Bill batendo palminhas, contente por ter desenvolvimentos – Austríaca? Suíça?
- Não faço ideia… É como te disse, ela não falou muito…

- Pois… Prefere correr a falar, não é? –
perguntou Bill em tom de brincadeira.
- Aparentemente prefere correr a muitas outras coisas… - disse Tom entrando na brincadeira – O que me deixa preocupado… Se ela prefere correr a ter uma boa noite de sexo comigo… É porque não é mulher para mim…
- Eu também acho que não! –
disse Bill a rir – É melhor ficares por aqui e deixares a Miss K na vidinha dela…
- …Ou não!

- Tu não consegues mesmo tirá-la da cabeça, pois não? Deves estar ainda mais maluco agora… -
disse Bill a rir do ar aluado do seu irmão.
- Depois de ter tido a entrada, só quero passar ao prato principal… Ela abriu-me o apetite… - disse Tom a rir, piscando o olho a Bill.
- Vamos lá ver se o prato principal não foge tão rápido quanto a entrada…
- Da próxima vez que meter as mãos naquela rapariga é para a levar ao céu e voltar. Não me foge nem que a tenha de amarrar à cama…
- O que me parece ser uma ideia bastante interessante… -
disse Bill levantando a sobrancelha direita, com um sorriso maroto nos lábios.
- Vai ser meu irmão… Garanto-te… - disse Tom humedecendo os lábios ao mesmo tempo que pensava o quanto se divertiria com Miss K amarrada à sua cama e o corpo dela inteiramente nas suas mãos.

Bill riu-se e pegou novamente na colher que utilizava para comer os seus cereais para continuar a tomar o pequeno-almoço com alguma tranquilidade.

- E como é que correram as coisas com a Nat e o advogado? – perguntou Tom atacando os cereais que também ele tinha à sua frente.
- Bem… - disse Bill mastigando o que tinha na boca para retomar a conversa – Ele diz que talvez seja possível recuperar a custódia do Erik, mas que ainda tem de se pôr a par das leis alemãs para saber como o nosso sistema jurídico funciona ao certo, para depois ter a certeza de qual será a melhor estratégia de ataque. Mas à partida com tudo aquilo que ela lhe contou, acho que se tornou bastante evidente de que qualquer pessoa educa o Erik melhor que o Patrick… Agora é arranjar provas disso… Não vai ser nada fácil, mas ela vai dar luta!

- E a Nat, como é que ficou?
- Confiante… -
disse Bill sorrindo.
- E com um sorriso daqueles na cara, não?
- Sim… Foi bom vê-la sorrir… Muito bom mesmo! Ela merece… Já chega de passar o inferno que tem passado! –
disse Bill incomodado com aquela situação toda – Vai ser difícil… Mas é uma esperança que nasce e à qual ela se tem de agarrar com todas as forças que tem!
- Isso são mesmo boas notícias! –
disse Tom feliz pela amiga – E a Nicky? Tens tido notícias dela?
- Por acaso telefonei-lhe ontem e ela não me parecia tão em baixo como quando me telefonou lá nas Maldivas, mas também não me parecia mesmo nada bem…

- O que será que se passa com aquela rapariga? –
perguntou-se Tom.
- Não faço ideia… - disse Bill pensativo - Já pensei nisso diversas vezes e não consigo imaginar nada que a deixasse naquele estado desesperado! Desisti de dar voltas à cabeça… Já falta pouco para saber o que se passa… Só espero conseguir ajudar…

- Ela é tão bonita, simpática e divertida… -
disse Tom com um ar pensativo e meio aluado, pensando nas razões que poderiam levar uma das mulheres mais desejadas do mundo a sentir que tinha um monstro dentro de si.
- E boa, e comia-la todos os dias e etc… - disse Bill a rir do ar do irmão – Já sei… Já ouvi essa conversa diversas vezes…
- Desta vez não ia enveredar por esses caminhos, mas já que falas nisso… -
disse Tom a rir.

Os irmãos Kaulitz riam-se quando Dunja entrou na sala de pequenos-almoços com um ar muito feliz. Tom começou imediatamente a fazer sonsinhos para gozar com ela, e em pouco tempo Bill estava a imitá-lo.

- Bom dia rapazes! - disse Dunja dirigindo-se à mesa onde estavam os gémeos sentados.
- Isso é que é um sorriso… - disse Bill sentindo-se contagiado pelo sorriso dela.
- Queres ver que a Miss K fugiu para o quarto da Dunj esta noite e não me disse nada? – disse Tom a rir, ouvindo imediatamente de seguida o riso característico do seu irmão.

- Quem? – perguntou Dunja sem perceber a conversa.
- Podíamos ter sido três Dunj… Tínhamos sido todos mais felizes… - disse Tom a rir, ouvindo Bill disparar num riso ainda mais alto e contagiante que o anterior.
- Principalmente o pequeno Tom! - disse Bill com dificuldade por causa da forma sem fôlego como se ria.

- Não sei porque é que ainda vos dou ouvidos… - disse Dunja batendo no ombro de Tom sem perceber a conversa dele.
- Já não está aqui quem falou… - disse Tom olhando para Bill a rir sentindo-se contagiado por ele mas tentando adoptar um ar sério para falar com Dunja – Mas conta-nos lá… Qual é a razão desse sorriso tão rasgado?
- A seguir ao pequeno-almoço eu e o Jost falamos convosco… -
disse Dunja sorrindo.

- Nada disso… Nós vamos saber já… - disse Tom levantando-se para obrigar Dunja a sentar-se na sua cadeira – Sabes que nós não aguentamos a curiosidade… Tens de contar-nos tudo em primeira mão…
- Nem tudo!

- Mas tu não nos vais resistir, pois não Dunj? –
disse Bill exibindo o seu sorriso mais angelical, olhando-a de forma intensa.
- Vocês são uns queridos, mas eu tinha combinado com o Jost que vos contava numa altura em que estivessem todos reunidos… - disse Dunja.
- Mas isso é fácil… - disse Bill levantando-se da sua cadeira para aclarar a voz e num tom elevado dizer – Pessoal… A Dunj quer-nos contar uma coisa!!!

- Bill!!! –
disse Dunja puxando-o para baixo.
- Assim já podes contar… - disse Tom sorrindo e fazendo sinal para que a crew e o resto da banda se juntassem a eles à volta da mesa para saber as novidades.

- O Jost não está cá… - disse Dunja tentando escapar-se.
- Espera… - disse Bill pegando no telemóvel para telefonar a Jost.
- Vocês são uns cuscos… - disse Dunja a rir do modo como Bill e Tom tinham reunido toda a gente à volta da mesa – São piores que as mulheres!
- Piores que as mulheres não somos… -
disse Tom prontamente, lembrando-se de Miss K – Vocês deixam qualquer um louco…

- Olha o Jost! –
disse Bill vendo Jost entrar pela porta da sala de pequenos-almoços mesmo na altura em que o seu telemóvel começava a tocar.
- Jost… Ajuda-me… - disse Dunja a rir – Fui raptada por estes dois!

- O que é que se passa? –
perguntou Jost a rir enquanto se encaminhava para a mesa dos gémeos e ficava espantado com a comitiva que ali se reunia.
- Eles querem obrigar-me a falar… - disse Dunja sobre um olhar cúmplice com Jost.
- Vocês não se controlam mesmo… - disse Jost a rir .
- Queremos saber porque é que a Dunj está com este sorriso na cara… - disse Bill – O que é que tens para nos contar?
- Eu não tenho nada para vos contar… –
disse Jost descartando-se da responsabilidade.

- Então quem é que nos conta? – perguntou Tom.
- Queremos saber tudo… - disse Bill entusiasmado.
- A Dunj… - disse Jost apontando para ela.

- Conta! - pediu Bill curioso.
- Ok… Vocês mais uma vez acabam por vencer… - disse Dunja a rir, sentindo-se envergonhada por estar debaixo do foco de toda a gente – Queria contar-vos que… Estou grávida! Três meses e meio…

A sala de pequenos-almoços parecia ter virado um autêntico refeitório. De todos os lados surgiam abraços e beijinhos para Dunja, que sentada na cadeira onde anteriormente estava Tom, irradiava uma felicidade desmedida. Bill estava eléctrico. Não estava de todo à espera daquela novidade mas sentia-se realmente feliz pela amiga. Abraçou-a com força e emocionado por aquele momento, deu-lhe os parabéns acrescentou:

- Como é que nós vamos viver sem ti?
- Não sei… -
disse Dunja sensibilizada com o gesto dele – Acho que vou ter de arranjar um assistente para me seguir nos próximos tempos e aprender tudo o que eu sei, para quando for preciso ele me substituir… Vou querer ficar com o bebé o máximo de tempo que puder!
- Claro!!! Tens de aproveitar a maternidade… -
disse Bill contente por ver Dunja tão feliz – Prometo que vamos tornar a vida do teu assistente num verdadeiro inferno para ele nem sonhar em querer ficar com o teu lugar quando regressares!

- E depois se quiseres educamos a criança e ensinamos-lhe o que é a vida… -
disse Tom metendo-se na conversa.
- Deixa estar Tom… Prefiro ser eu a tratar disso… - disse Dunja a rir.

- Já sabes se é menino ou menina? – perguntou Bill entusiasmado.
- É um menino… - disse Dunja com uma felicidade desmedida espelhada nos seus olhos.
- Tenho tantas coisas para lhe ensinar… - disse Tom a rir.
- Ninguém quer os teus ensinamentos Tom… - disse Bill a rir – Desejamos o melhor para o bebé… Não queremos que ele acabe fechado num quarto de hotel a pensar em corredoras olímpicas… Ninguém merece isso!
- Ri-te, ri-te… –
disse Tom dando um carolo ao irmão.

Bill saiu de ao pé de Dunja agarrado à barriga a rir das desgraças do irmão. Ia gozar com ele para o resto da vida. Só mesmo Tom para ser vendado e abandonado num quarto de hotel! Acabaram de tomar o pequeno-almoço calmamente e encaminharam-se para os respectivos quartos para se prepararem para o seu último dia em Londres. No caminho, Bill lembrou-se de perguntar:

- Acabei por não te perguntar…. Para que é que era o 69 se vocês nem passaram dos beijinhos? – perguntou Bill voltando à carga com o tema Miss K.
- Essa é outra que ainda não descobri… - disse Tom – Acho que estou a precisar de alguém que seja bom a matemática para me descodificar aqueles números todos…
- Acho que não te vou poder ajudar… -
disse Bill a rir.
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MensagemAssunto: Re: [FF] - Kampf der Liebe   Qua Dez 22, 2010 9:35 am

será que o Tom não percebe que a Miss K quer lhe dar um tempo para ficar mais maluco e depois voltar de uma maneira triunfal e mexer mais com os seus sentidos mais primitivos? o que ela fez foi só a entrada, como ele próprio disse. mas coitadinho, se ele já está assim... imgina quando o ato acontecer mesmo. ele morre depois KKKK
e o Bill não perde a oportunidade de caçooar o irmão. pois, eu também ver se a coisa toda acontecesse com ele. acho que o Bill perderia a cabeça logo no primeiro instante e seria menos objetivo que o Tom. mas, felizmente, o caso dele é outro. aliás, eu ainda quero muito descobrir o que se passa com a Nicky. faz um bom tempo que tu não postas nada sobre ela D:
own, que querida, a Dunja grávida *-* o que será do Tokio Hotel sem ela durante a licença maternidade? e o Tom não perde a piada, pois não? Tenho tantas coisas para lhe ensinar… o pobre menino está fodido na mão dele, isso sim. vai aprender o que é sexo antes mesmo de saber falar UAHEAUEHU
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MensagemAssunto: Re: [FF] - Kampf der Liebe   Qua Dez 22, 2010 10:43 pm

Morri de rir com as conversas dos meninos.(não morri por que ainda quero mais fic)hehee.
Parabéns pra Dunja, vai ser mamãe, e coitada se o Tom educar e ensinar as coisas da vida ao seu menininho hehehe
Bill não perde uma oportunidade (eu também não perderia) ainda mais depois dessa que a Miss K deixou o Tom literalmente na mão né, hahahha, mas coitado.
Calma Tom, você ainda vai descobrir sobre esses números (espero que logo).
É eu também fiquei intrigada com o número 69, sendo que "nada" aconteceu...

Dikas você vai matar logo a minha curiosidade e a do Tom? hehehe, espero que sim, por que assim como eles são curiosos na fic, acho que já deu pra perceber que eu também sou (pelo menos depois que leio a fic).
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MensagemAssunto: Re: [FF] - Kampf der Liebe   Sex Dez 24, 2010 1:20 am

HaLLoOoOOoOOooo \o/ \o/ \o/

DaRLiiiiiiNg
Foi uma entrada e tanto..... Twisted Evil Twisted Evil Twisted Evil O Tom já tá bem maluko kom essa entrada triunfal dela.... Mais e trepa paredes tb LolOLololOL Kd o acto akontecer (se acontecer) ele devora a moça MESMO!!! Twisted Evil Twisted Evil Twisted Evil E depois kai para o lado kom um atake kardiako Twisted Evil Twisted Evil Twisted Evil
Mas é de caçoar o irmão mesmo.... O Tom se põe a jeito!!!! LolOlololOL
O filho da Dunja nas mãos do Tom virava um playboy galinha do piorio LolOLOlololOL haha haha haha A Dunj k proteja o filho dela!!!


Adriiiiiiii
As conversas dos meninos são bem kómikas mesmo LolOLololOLololOL
Axo bem k n tenha morrido pk eu kero você bem vivinha até ao final!!! haha haha haha
Simmmmmmmmmmmmmmmm.... A Dunj vai ser mamãeeeeeeee!!!!! K lindinho, n é??? Agora.... O Tom k fike bem longe do menino LolOLololOL
N dá mm para perder a oportunidade, o Tom dessa vez se meteu numa embrulhada dakelas haha haha haha e fikou na mão..... literalmente..... LolOLOlololOlolOL haha haha haha
O Tom tb está muito intrigado kom esse 69..... E o BiLL tb..... E pelos vistos n são os unikos não..... LolOlololOLol =)



* * * KiSsEsSsSSSs * * *



43




Receber Nicky Fuller em sua casa, sem tentar fazer qualquer tipo de aproximação, era uma missão realmente difícil. Em respeito ao seu irmão e ao sofrimento aparente da sua suposta namorada, ia ter de ser capaz de controlar as hormonas e pensar que estava a dormir sobre o mesmo tecto que Nicky, a escassos metros de distância dela, mas que estava interdito de se aproximar.

Bill tinha passado a manhã numa photoshoot e tinha-se atrasado. Tinha acabado de chegar a casa e ia agora tomar banho para se arranjar e receber Nicky, mas Nicky já ia a caminho e cabia a Tom fazer as honras da casa e ser cordial. Teria todo o prazer de apresentar a Nicky todos os cantos e recantos de sua casa, principalmente o seu quarto.

Ouviu tocar à porta e ligou a câmara da entrada. Era o segurança que tinha ido buscar Nicky Fuller ao aeroporto. Abriu o portão e deixou que o carro entrasse. Abriu a porta de casa e esperou que Nicky saísse do carro e se dirigisse a ele com um sorriso mais contido que o habitual nela.

- Olá Tom... – disse Nicky abraçando Tom de forma rápida.
- Olá… - disse Tom surpreso com aquele cumprimento, e fazendo-lhe um gesto para entrar, acrescentou – Entra…

Nicky entrou no interior da sua casa e Tom manteve a porta da rua aberta para que o segurança trouxesse a mala dela para o interior. Agradeceu ao segurança e fechou finalmente a porta, apercebendo-se que Nicky já estava a tirar o casaco e a pousar as suas coisas num dos sofás da sala.

- O meu irmão está só a tomar banho e já vem… - disse Tom sentindo-se na obrigação de dar-lhe uma justificação.
- Obrigada! – disse Nicky com um sorriso doce.

- Queres sentar-te? Beber alguma coisa? Comer? – perguntou Tom tentando ser o melhor anfitrião possível.
- Talvez uma água… - disse Nicky sentando-se no sofá onde tinha colocado as suas coisas.
- Ok, vou buscar. Põe-te à vontade! - disse Tom sorrindo.

Tom foi até à cozinha buscar uma garrafa de água para Nicky e deteve-se a pensar em como ela não parecia estar muito mal. Talvez estivesse um pouco nervosa, mas não parecia mal. Ou será que era a actriz que havia em Nicky a falar mais alto? O que é que poderia fazer com que Nicky Fuller se deslocasse milhares de quilómetros para passar um dia em Hamburg com o seu irmão e regressar a Los Angeles no dia a seguir? Estava realmente intrigado e desejoso que Bill lhe contasse tudo. Regressou à sala para a encontrar a olhar para a sala com alguma curiosidade.

- Aqui tens… - disse Tom oferecendo a água a Nicky.
- Obrigada! – disse Nicky bebendo grande parte do seu conteúdo - … Estou-te a incomodar?
- Não! Estava só a pensar na minha vida… -
disse Tom martirizado por ainda não ter tido nenhuma noticia de Miss K desde a noite que tinham passado juntos em Londres. Já nem ao MSN ela ia. Será que tudo o que ela desejava era gozar com a sua cara e uma vez que tinha conseguido, o abandonava assim, sem lhe dar absolutamente nada em troca?

- Está tudo bem contigo? – perguntou ela com um sorriso tímido.
- Sim… - respondeu Tom sem saber se haveria de retornar a pergunta uma vez que já sabia que ela não andava nada bem – E tu?
- Tudo na mesma… -
disse Nicky sorrindo.

- O meu irmão não deve demorar muito… - disse Tom sentindo-se constrangido pelo silêncio que se instaurava, ao mesmo tempo que se sentava num sofá e puxava o computador que tinha sobre a mesa de café para o seu colo.
- Não tem problema…

- Por acaso não és boa a matemática? –
perguntou Tom de forma a tentar meter conversa com ela. Quem sabe dessa forma o ambiente ficasse menos constrangedor.
- Nunca fui muito boa a matemática, mas adoro… - disse Nicky sorrindo – Porquê?
- Tenho uma sequência de números e tenho de descobrir o que querem dizer, é uma espécie de charada… Mas não consigo dar a volta àquilo… -
disse Tom abrindo uma página de Word onde tinha escrito a sequência de números que Miss K lhe tinha escrito no peito.

- Posso ver? – perguntou Nicky sentando-se ao lado de Tom.
- Claro… - disse Tom virando o computador para ela.

- Hmmm… Já experimentaste substituir os números por letras, como se fosse um teclado de telemóvel? Talvez com essas letras consigas formar algumas palavras… - sugeriu Nicky.
- Já… E já tentei ligar para esse número, mas nem sequer toca… E tentei procurá-lo na internet a ver se era uma referência a alguma coisa… Mas até agora nada… Não faço ideia o que possa ser…

- Deixa-me ver uma coisa… -
disse Nicky levantando-se para ir até à sua mala buscar o telemóvel sobre o olhar intrigado de Tom – … Ligaste e não tocou? Tentaste mais que uma vez?
- Não…Descartei a hipótese de ser um número de telefone…
- O James, o meu manager, de vez em quando liga-me de um número desse género quando vai a Inglaterra visitar a família ou em negócios… -
disse Nicky comparando o número que estava escrito no documento de Word de Tom com o número que tinha guardado de Mercier no seu telemóvel – Eu acho que isso pode ser um número de telefone, pelo menos os primeiros números são o indicativo de Inglaterra…

Tom ficou espantado. Será que Miss K afinal lhe tinha dado realmente o seu número de telefone para que ele corresse atrás de si? Mais um dos seus jogos de sedução? Sorriu e humedeceu os lábios ao colocar a hipótese de voltar a ter contacto com ela. Tirou o telemóvel das calças e voltou a tentar ligar para aquele número, sem qualquer sucesso.

- Nem toca… - anunciou Tom.
- Talvez estejas a marcar mal o número…

Tom tentou marcar novamente o número e a resposta foi a mesma. O que é que quereria ela dizer com aquele número afinal de contas?

- Posso tentar? – perguntou Nicky.
- Claro…
- Deixa ver… -
disse Nicky enquanto se concentrava em marcar o número da charada de Tom e apercebendo-se de que algo estava errado disse-lhe – Esquece… Não pode ser um número de telefone. Tens a certeza que este é o número todo? Para ser um número de telefone faltam números…

Tom sentiu-se tomar por uma esperança. Será que faltavam dois números? Um 6 e um 9? Seria essa a falta que aqueles números lhe fariam em Londres? Se assim era, queria dizer que Miss K tinha planeado abandoná-lo no seu quarto de hotel, mesmo antes de estar consigo. Era tudo premeditado.

- Quantos números? – perguntou Tom desejando que a resposta fosse dois.

Nicky voltou a abrir o número do seu manager e contando os algarismos, comparou com o número de Tom e respondeu-lhe:

- Dois!
- Eu não acredito!!! –
disse Tom desatando-se a rir sozinho – Eu a fazer grandes filmes e afinal é algo tão simples…

- Já sabes descodificar a charada? –
perguntou Nicky surpresa pela reacção de Tom, sorrindo do seu ar de felicidade.
- Sim… Acho que já sei o que tenho de fazer… Obrigado!
- Ainda bem que te consegui ajudar!

- Nicky! –
disse a voz de Bill entrando na sala de forma eléctrica – Desculpa mas a photoshoot atrasou-se e eu acabei por me atrasar também…
- Não tem problema… Eu sei como essas coisas funcionam! –
disse Nicky levantando-se para dar um abraço apertado a Bill.

Bill sentiu naquele abraço parte da fragilidade dela. Era tão estranho senti-la assim. Aparentemente parecia normal, embora a luz que ela costumava irradiar estava muito ofuscada, mas aquele abraço dizia tudo.

- O meu irmão já te esteve a chatear muito? – perguntou Bill na brincadeira.
- Não… - disse Nicky a sorrir.

- A Nicky esteve-me a ajudar a decifrar a minha charada… - disse Tom com um grande sorriso nos lábios.
- A sério? – perguntou Bill excitado com a noticia.
- É um número de telefone com indicativo de Inglaterra… Mas faltam dois números…. – disse Tom visivelmente feliz.
- Ahhhh! Como é que não pensámos nisso? – perguntou-se Bill retoricamente – Então vais estar o resto da tarde ocupado, não é?
- Espero que sim… -
disse Tom.

- Nicky, queres que te mostre a casa e o teu quarto? – perguntou Bill reparando que os olhos dela pareciam os de uma criança só. Faziam-lhe impressão.
- Pode ser… - disse Nicky sorrindo sem conseguir esconder a pressão que tinha no seu olhar.
- Boa sorte! - disse Bill a Tom com um grande sorriso nos lábios enquanto se encaminhava à porta para ir buscar a mala de Nicky e ajudá-la a instalar-se na casa.
- Acho que desta vez não vai ser precisa! – disse Tom confiante.

Esperou que Bill e Nicky saíssem da sala e respirando fundo preparou-se para tentar telefonar novamente para aquele número que Miss K lhe tinha escrito no corpo, acrescentando o 69 no final. Sentia-se nervoso. E se ouvisse aquele timbre perfeito novamente? O que é que lhe diria? Estava desejoso de pedir explicações, mas ao mesmo tempo queria poder estar com ela. Se o número era inglês, será que isso queria dizer que ela também era inglesa, ou teria simplesmente arranjado um número inglês para que Tom a contactasse em Londres? Sempre que pensava em Miss K, tinha uma mão cheia de perguntas a invadir-lhe a cabeça, mas agora sabia que todas essas perguntas mereciam o esforço de encontrar uma resposta, pois Miss K tinha-lhe ficado atravessada na garganta.

- Hallo… - atendeu Miss K passado pouco tempo do telefone começar a tocar.

- Abandonar a diversão quando ela ainda vai no inicio e provocares-me daquela maneira não é nada bonito… - disse Tom reconhecendo o timbre dela – Como é que queres que acredite que me achas irresistível?
- Foste rápido a encontrar-me… -
disse Miss K sorrindo de forma sedutora – Pensei que pudesses demorar um pouco mais...

- Primeiro diminuis as minhas capacidades físicas, e agora diminuis as minhas capacidades intelectuais… Não tens vergonha?
- Pensei que já soubesses a resposta a essa pergunta…
- Acho que sei… -
disse Tom pensando numa forma de a provocar para ver até onde ela era capaz de ir – Tens mesmo muita vergonha… Tanta que não me deixas olhar para ti, escondes-te atrás de uma venda e foges na primeira oportunidade que te aparece…

- É isso que achas que aconteceu?
- Não foi? –
perguntou Tom fazendo-se de espantado.
- Para mim não…
- Hmmm… Então estou curioso para saber qual é a tua versão da história? –
perguntou Tom divertido com aquele jogo.
- Porque é que achas que eu tinha de me entregar a ti à primeira? Porque é que não nos podemos divertir um bocadinho? Estavas com pressa?
- Acho que te deves ter apercebido da pressa que eu tinha em mim… -
respondeu Tom sem pudor – Para mim a diversão a sério não tinha sequer começado…

- Julgas-me oferecida? –
perguntou ela directamente.
- Não gosto de pensar nas coisas dessa forma… Gosto de pensar que se somos jovens, desimpedidos e os nossos corpos se sentem atraídos, não temos porque não partilhar uma noite de prazer…

- E julgas-me oferecida para ir contigo para a cama à primeira?
- Pensei que fosse isso que querias… Nunca me pareceste muito pudica… -
disse Tom para provocar - … E eu não tenho nada contra mulheres oferecidas!
- Desculpa se te pareci oferecida demais, mas o facto de te achar interessante e desejar o teu corpo não quer dizer que não tenha princípios… Eu disse que me podias provar, não disse que me podias ter…

- E porque é que saíste sem me dizer nada?
- Eu disse-te que queria apimentar as coisas… -
disse Miss K pausadamente – Não funcionou? Tens problemas em esperar?
- Alguns… Não estou acostumado a esperar pelo que quero…
- Estás mal habituado… Ás vezes temos de correr um bocadinho atrás do que queremos!
- Para quê? Sexo? Eu não preciso de correr atrás de ninguém…
- De mim precisas…
- E o que é que te leva a pensar que eu vá querer perder o meu tempo contigo?
- Porque eu valho a pena… E agora tens a prova disso…

- O que é que queres de mim? –
perguntou Tom sem rodeios. Não a estava a perceber. Queria-o mas não o queria já? Queria que ele corresse atrás dela? Dois meses era muito tempo a correr atrás de alguém. Mas o que ela dizia era verdade, sabia o valor dela, e agora que a tinha provado sentia-se impelido em querer tê-la até ao fim.

- Já te disse que queria tudo…
- Aparentemente não…Tiveste-me nas mãos e viraste costas…
- Ainda nos estamos a conhecer!
- Eu não sei nada sobre ti… E tu não pareces interessada em te dares a conhecer. Porquê? Porque é que te escondes?
- Dá tempo ao tempo…

- Eu não sou um jogador de bancada… -
disse Tom picado com a conversa que ela tinha. Estava sempre a cortar-lhe a palavra e persistia em não lhe dar qualquer informação ou esperança palpável.
- Nem eu não quero que sejas…

- Então quando é que terei o prazer de estar contigo novamente?
- Quando quiseres…
- E vais-me dar realmente prazer? –
perguntou Tom para tentar perceber o que contar de Miss K num próximo encontro.
- Prazer dou-te sempre… Não o podes negar!

Tom ficou em silêncio durante uns segundos. Humedeceu os lábios e pensou naquilo que ela dizia. Era óbvio e notório que ela lhe dava prazer, e na noite em que tinham estado juntos, esse prazer tinha sido vivido intensamente, mesmo que fosse de forma tão curta. Se o problema dela era não se querer dar à primeira, tinha de arranjar forma de estar com ela novamente para tentar a sua sorte. Se esse encontro saísse furado, talvez fosse altura de virar realmente as costas a Miss K e procurar prazer noutras bandas. Era impaciente demais para correr atrás de alguém por muito mais tempo.

- Dia 20 estou no Luxemburgo…
- … Eu sei!
- Claro que sabes… -
disse Tom pensando em quão ridícula tinha sido a sua afirmação – Quero estar contigo…

- E se eu não puder ir ter contigo? –
perguntou Miss K para o picar.
- Porquê? Dinheiro? Tempo? Disponibilidade? – inquiriu Tom que não tinha qualquer informação sobre a vida que ela levava.
- Dinheiro não é um problema… E se é para ir ter contigo… Calculo que possa arranjar o meu tempo de forma a passar nem que seja uma noite no Luxemburgo…

- Sem vendas… -
acrescentou Tom.
- Veremos!
- Sem vendas… -
voltou Tom a insistir – Desta vez quero-te ver… Vou garantir que não tens maneira de fugir!

- Vais ter de me dar alguma coisa em troca…
- Mais do que já te dei? –
perguntou Tom rindo de forma irónica – A única coisa que tenho para te dar é aquilo que desejas e não tens coragem de admitir!
- Não tenho medo de dizer que te quero Tom… Não me falta a coragem para te dizer que te quero e muito… Apenas respeito-me mais do que desejo o teu corpo!

- E quando nos encontrarmos o que é que vai prevalecer? O teu desejo por mim ou a falta de respeito que achas que cometes por ti mesma em ir para a cama comigo?
- Não tenho nojo do teu corpo… Pelo contrário, ele atraí-me bastante… Não tentes manipular-me porque podes sair-te mal…

- Isso é uma ameaça? –
perguntou Tom surpreso com o rumo que a conversa levava.
- Não… Apenas me respeito mais do que possas imaginar, e quando te tiver é porque quero e não porque me pressionaste a isso!

- Mas tu queres-me… Até uma criança de cinco anos percebia isso…
- Então deixa as coisas fluírem…

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MensagemAssunto: Re: [FF] - Kampf der Liebe   Sex Dez 24, 2010 1:23 am

cheers PuBLiC SerViCe AnNouNceMent cheers


santa santa santa santa santa santa santa santa santa

Serve o presente dito cujo para desejar um Feliz Natal repleto de coisinhas boas para todas!!!
Que seja um Natal bem quentinho, cheio de comida e docinhos bem bons e claro.... Umas prendinhas para alegrar o serão!!

santa santa santa santa santa santa santa santa santa

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MensagemAssunto: Re: [FF] - Kampf der Liebe   Sex Dez 24, 2010 9:09 am

me me me me first
depois edito Wink
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MensagemAssunto: Re: [FF] - Kampf der Liebe   Sex Dez 24, 2010 9:54 pm

Ri muito com o Tom tendo que controlar os hormônios por ter a Nicky dormindo na mesma casa que ele, e ela estar da maneira que está e namorando com o irmão. É Tom não está nada fácil pro seu lado (né Dikas).
Aêee, finalmente o Tom descobriu o enigma hehehe (com a ajuda da Nicky né). (não eram os únicos curiosos não).
Calma Tom, tudo na hora certa, ele pensava que tinha a Miss K nas mãos depois de descobrir que era um número de telefone, mas está enganado, hehehe.
Estou gostando da Miss K apesar de deixar o Tom louco está se saindo muito bem, apesar de gostar dele não faz apenas o que ele quer.
Ai quero saber da conversa do Bill com a Nicky, o que será que está acontecendo com ela...

Dikas, Fröhliche Weihnachten, pra você também, tudo de bom, e muitas ideias boas na hora de escrever (se bem que você não precisa disso).
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MensagemAssunto: Re: [FF] - Kampf der Liebe   Sab Dez 25, 2010 8:05 pm

ATRASADA, sorry. Estou a viajar, então estou sem pc.
Bill gosta de gozar do irmão né KKKKKKKKKKKKKKKKKKKK'
Ela esta gravida aaaaaaa tudo cheers
É um numero da inglaterra ?? Hmm.. Ela é de lá ?? Seráa ?? KSKAPOKSOA
É MissK não tem mesmo papas na lingua.
Ela vai ter com ele novamente ??
Vamos vee né.
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MensagemAssunto: Re: [FF] - Kampf der Liebe   Dom Dez 26, 2010 3:22 pm

HaLLoOoOoOoo \o/ \o/ \o/


Como foi esse Natal??? Espero que muito bom I love you I love you I love you


Adriiiiiiii
O Tom tem sempre um apetite voraz.... E com a Nicky no pedaço sabe como é..... Twisted Evil Twisted Evil Twisted Evil
Grande Nicky!! Se não fosse ela o Tommizinho continuava sem saber o que fazer À vida haha haha haha
Fiko kontente k vc esteja gostando da Miss K cheers cheers
Vou já saciar a sua kuriosidade sweety..... Vc vai descobrir tudinho já de seguida....



CaTaRiNAaaAaAaa
Vc está viajando??? Por anda vc anda?? Me conta tudo k eu adorooooooo viajar Wink
O BiLL ama gozar com o irmão é o desporto preferido dele haha haha haha
Simmmmmmmmmmmmmmmmmmm...... A Dunja está grávida!!!!!!
Será k a Miss K é de Inglaterra..... Hmmmm...... Pode ser Rolling Eyes
Miss K e Tom juntos de novo.... UuUuUhhhhhhhh iso seria bombastiko!!! Twisted Evil Twisted Evil Twisted Evil



* * * KiSsEsSsSs Bem GraNdiNhoS * * *




44




- Tenho uma coisa para ti! – disse Bill saindo do quarto de hóspedes a correr com uma energia contagiante.

Nicky sorriu ao vê-lo correr de um lado para o outro. O que estaria Bill a preparar? Esperou que Bill regressasse e quando reparou que ele vinha com um presente na mão ficou sem saber o que dizer. Bill tinha-lhe comprado uma prenda? Ela é que era a convidada e ele é que tinha a amabilidade de lhe comprar uma prenda? Sentiu-se mal por andar tão aluada e nem se ter lembrado de ter comprado algo para oferecer a Bill.

- Eu não tenho nada para ti… - disse Nicky de forma envergonhada recebendo o presente das mãos de Bill.
- Nem é suposto teres… - disse Bill observando Nicky começar a desembrulhar a prenda – É só uma gracinha…

Nicky rasgou o papel de embrulho e descobriu uma caixa de cartão por baixo. Os olhos de Bill brilhavam. Nicky sentia-se de certa forma contagiada pela alegria dele. Abriu a caixa e no seu interior encontrou uma caneca preta com a frase: Prometo não partir esta! escrita a prateado. Nicky sorriu. Já nem se lembrava da caneca que Bill tinha partido. Nesse dia tinha ficado tão preocupada com a saúde dele, que a caneca era secundária. Mas o facto de Bill se lembrar e ser atencioso àquele ponto deixava-a sentida com o seu gesto.

- Obrigada… - disse Nicky abraçando Bill com uma carga emocional elevada.
- Não precisas de agradecer… Estava-te a dever uma, e como está escrito nela… Prometo não te partir essa! – disse Bill sorridente.
- Vai ficar guardada para quando fores lá a casa… É a tua caneca!

Bill sorriu e observou Nicky sentar-se sobre a cama com um ar abatido. Algo continuava a perturbá-la de forma manifesta. Seria o monstro que ela dizia ter no seu interior?

- Como te tens sentido? – perguntou Bill com medo de ser cedo demais para abordar aquele assunto.
- Mais ou menos… Há dias em que tudo parece mais difícil e me sinto mais em baixo… - disse Nicky evitando olhar para Bill – Quando vinha a caminho perdi a coragem de te contar tudo… Até suores frios tive só de imaginar que não podia regressar para trás…

- Nicky… -
disse Bill sentando-se ao lado dela na cama – Ninguém te está a pressionar! Se não te sentes à vontade para me contar o que se passa, não o faças até estares preparada para isso…
- Eu sei… Mas também sei que nunca vou estar preparada para contar a ninguém… E eu confio em ti e sinto-me bem quando estou contigo…. Quando comecei a ter uma recaída só queria sair e desaparecer e tu eras a única pessoa que me vinha à cabeça… Eras a minha saída… O meu porto seguro…

- Tens a certeza que me queres contar? –
perguntou Bill sentindo-se lisonjeado.
- De certa forma acho que tu devias saber o que se passa comigo… É parte de mim… Sou eu sem máscaras, sem nada… - disse Nicky sentindo os seus olhos começarem a ceder às lágrimas – … Eu só não queria que tivesses pena de mim…
- Não… -
disse Bill prontamente.

- Dizes isso agora… Vai ser inevitável veres-me com outros olhos… Nunca te vais esquecer do que eu te vou contar aqui hoje, e eu sei que eventualmente me vais olhar de outra forma…
- Eu sei que não te posso prometer nada sem saber do que se trata… Mas posso-te garantir que nunca te vou tratar de forma diferente por causa do que me contares hoje…. –
disse Bill sentindo um aperto no coração pela dor que via espelhada nela. A sua curiosidade continuava a aumentar - … Como é que eu te posso ajudar?

- Podes fechar os olhos? –
pediu Nicky sentindo uma gota rolar sobre o seu rosto.
- …Sim! – assentiu Bill achando aquele pedido estranho.
- O que tenho para te contar não é nada fácil para mim… Desculpa pedir-te que feches os olhos mas não sei se vou ser capaz de te encarar nos olhos neste momento…
- Não tem problema… -
disse Bill fechando os olhos como lhe era pedido.

Nicky encheu os pulmões de ar e sentindo um peso esmagador sobre o seu coração, e o seu corpo estremecer como que a tentar travá-la de revelar aquilo que a levava até Bill, encheu-se de coragem e numa voz doce e pausada iniciou a sua história.

- Desde sempre que o meu grande sonho foi ser actriz… Os meus pais dizem que com três anos eu já fazia teatrinhos para a família e entretia toda a gente! Nessa altura foi claro para ambos que deviam apostar no meu futuro, e como tinha nascido em Los Angeles, a terra dos famosos, os meus pais inscreveram-me num agente quando tinha quatro anos e … Que grande sorte que eu tive… - disse Nicky com alguma ironia e tremura na voz - Consegui um papel extraordinário numa série familiar que viria a tornar-se inesquecível na mente de muitos… Inclusive na tua…

- Small Family, Big Problems… - disse Bill automaticamente num tom de voz quase inaudível.

- Sim… Ali cresci… A série teve a duração de cinco anos, e durante cinco anos fazia gente de todo o mundo rir às gargalhadas com os disparates que fazia no pequeno ecrã… - disse Nicky fazendo uma pequena pausa para começar a chorar de forma mais audível – O que ninguém sabia, é que a família podia ser realmente pequena, mas os problemas eram imensos… Demais para uma criança daquela idade suportar. Eu era tão feliz… E inocente… Costumava entreter-me nos intervalos a brincar com um peluche que levava para o set comigo… A minha mãe e o meu agente iam comigo para estúdio todos os dias…. Todos os santos dias! – disse Nicky limpando as lágrimas que escorriam da sua face para darem origem a novas - … Até um dia a minha mãe não pôde ir… Tinha-se sentido mal na noite anterior e perdido o bebé que carregava no ventre… Eu tinha oito anos e lembro-me perfeitamente como se fosse hoje… Ela queria ir comigo, mas eu sabia que ela estava mal… O meu irmãozinho tinha morrido e ela precisava de descansar. O meu pai não estava em casa… Na altura ele ainda trabalhava e tinha de ir muitas vezes ao Japão… Quando soube que a minha mãe tinha perdido o bebé tinha arranjado maneira de regressar imediatamente… Chegava naquela tarde! – disse Nicky parando para respirar e ganhar coragem para o pior – Nesse dia fui para o estúdio com o meu agente… Os meus pais confiavam nele cegamente… Entrei, gravei as minhas cenas… Sentia-me tão adulta por finalmente estar sozinha e sem os meus pais, parecia que tinha crescido e que era responsável como todos os outros adultos… Quando voltei ao meu camarim, o meu agente já lá estava para me levar de volta a casa. Na minha cabeça lembro-me que só pensava no meu maninho…. Tinha morrido dentro da barriga da minha mãe…. Queria tanto um irmão, alguém que brincasse comigo…. Peguei no meu peluche como fazia todos os dias antes de me ir embora e o meu agente disse-me que tinha uma prenda para mim porque eu tinha sido uma menina linda que me tinha portado muito bem sem a minha mãe, que parecia uma actriz a sério e que o meu futuro ia ser brilhante…. Sentia-me tão feliz… Tão importante e valorizada... Ele ofereceu-me um chocolate e eu devorei-o com uma velocidade incrível… Era a minha prenda… O meu troféu… E ele sentia-se orgulhoso de mim… Eu vi nos olhos dele que ele gostava de mim…. – disse Nicky começando a chorar compulsivamente fazendo com que Bill de olhos fechados não aguentasse a pressão da história que ouvia e começasse também ele a sentir os seus olhos encherem-se de lágrimas. A dor na voz dela e o sofrimento da sua história era tão forte… Nicky não precisava de contar mais nada, Bill tinha a certeza qual seria o desfecho daquela história – Começou por me fazer uma carícia na perna… Pareceu-me normal… Os olhos dele brilhavam… E eu só o queria agradar… Ele costumava dizer-me que era ele que me ia tornar famosa… E eu acreditava… Ele era tão forte… E eu tão pequena… Lembro-me que tinha um vestido branco que me dava pelos joelhos… Lembro-me perfeitamente de sentir a mão dele subir pelo interior da minha perna até me tocar em sítios onde eu sabia que não era suposto, mas ele sorria e dizia que eu era linda e que as meninas lindas tinham direito a prendas especiais… Eu queria uma prenda especial… Eu merecia uma prenda especial, tinha ido sozinha para o set e tinha-me portado como uma mulher crescida… - disse Nicky fechando também ela os olhos ao recordar-se da situação. O seu corpo estremecia como se estivesse a viver tudo de novo - Lembro-me de sentir as minhas cuecas deslizarem pelas pernas abaixo e de pensar que aquilo era estranho, mas ele sorria sempre e dizia que era o meu presente… Pediu-me que fechasse os olhos e contasse até dez devagarinho… Se fizesse batotice não tinha direito à prenda… Recordo-me de o sentir afastar-me as pernas e de tentar pensar no que poderia ser…. Ouvi o cinto dele tão nitidamente a ser desapertado, mas nunca supôs o que me esperava… Aquele som da fivela… Sempre que oiço esse som hoje em dia sinto-me arrepiar… Ainda não tinha acabado a contagem e senti-o entrar dentro de mim… Quis gritar… Não estava a perceber o que é que se passava… Porque é que os olhos dele que dantes brilhavam e sorriam para mim agora pareciam os olhos de um monstro… Ele colocou uma mão sobre a minha boca… Lembro-me de ficar praticamente sem ar… A mão dele era tão grande e o meu corpo tão pequenino, tapava-me a boca e o nariz… E tudo o que eu sentia era aquela coisa a magoar-me… Parecia que me queria matar… Doía muito…. Doía tanto que naquele momento desejei não ter sido tão crescida… Não queria aquela prenda… Preferia os chocolates… Mas ele insistia em penetrar-me com força… E ofegava como um animal… Senti tanto nojo dele naquele momento… – disse Nicky abrindo os olhos novamente para se deparar com a cara de Bill lavada em lágrimas e a expressão da sua face contorcida em dor – Sentia o meu corpo ser esmagado pelo dele… Não sei durante quanto tempo… Mas para mim foi uma eternidade… Uma eternidade que dura até hoje… Um assistente de produção entrou no camarim… E viu aquilo tudo… Ele parou imediatamente e durante uns momentos parece que me esqueci de tudo o que aconteceu… Só conseguia sentir o meu corpo estremecer e ver o meu vestido branco manchado de vermelho… As minhas pernas manchadas de sangue… Percebi pela confusão que se gerou no meu camarim entre o meu agente e o assistente de produção que aquela não era uma prenda que se costumasse dar às meninas crescidas… Numa questão de segundos o assistente de produção chamou pelo walkie talkie o produtor e dois seguranças e enquanto o produtor e os seguranças tratavam do meu agente, o assistente de produção levou-me até à casa de banho, arranjou-me um vestido da minha personagem e levou-me a casa para falar com os meus pais sobre o que tinha acontecido… O meu pai já estava em casa e ficou louco… Jurou matá-lo e jurou que eu nunca mais voltava a ser actriz na minha vida… Mas o mal estava feito e tudo o que eu desejava era ser famosa e estar em frente às câmaras, era a única coisa que me tornava feliz… O meu agente foi abafado… Soube passados uns anos que os seguranças lhe deram uma coça de tal ordem que ele ficou com diversas fracturas ao longo do corpo e internado num hospital durante cerca de um mês… Quando saiu, o produtor pagou para silenciá-lo… Não queria que nenhum escândalo se abatesse sobre a sua série… E os meus pais tiveram de engolir o facto da honra da sua única filha ter sido roubada daquela forma… Passado uma semana estava de regresso ao estúdio. Tinha medo de tudo e todos… Só confiava no assistente de produção que me tinha ajudado… Era um rapaz novo, acabado de sair da faculdade… Ele preocupava-se comigo e não me deixava sozinha um segundo que fosse… A série durou mais quatro meses desde esse incidente… E durante quatro meses, desempenhei o melhor papel da minha vida…O papel que me teria valido um Oscar… O papel de uma criança feliz e inocente… Com alegria e vontade de viver, quando por dentro me sentia um autêntico monstro… Estava suja com o peso do seu corpo e cheiro… Diversas vezes sonhava com aquela cena e acordava assustada… Ouvia um ofegar ou um cinto e encolhia-me com medo… Passados uns anos quando tive de desempenhar o meu primeiro papel de adolescente apaixonada que ia para a cama com o namorado, chorei dias e noites seguidas sem saber se ia ser capaz de desempenhar aquele papel… Se algum dia ia levar uma vida normal e ter intimidade com um rapaz… Mesmo que fosse a fingir, mesmo que fosse em frente às câmaras, com tudo coreografado e estudado… Eu tinha medo… Estava sempre à espera do momento em que me ia sentir novamente violada….

Nicky fez uma pausa e limpou as lágrimas que tinha sobre os olhos. Tentou acalmar-se, respirando fundo diversas vezes. Já estava. Tinha sido capaz de contar tudo com uma exactidão que até si mesma lhe espantava. Preferia não conseguir recordar-se tão bem de tudo.

- De vez em quando sonho com isto… Ou recordo-me por causa de um som, um comentário, um filme… De vez em quando sinto o monstro tomar conta de mim novamente e sinto-me suja… Tão suja… - disse Nicky retomando o choro – … Fui a psiquiatras e psicólogos a minha vida toda… Mas às vezes tenho recaídas que me deixam sem força para nada… Não quero ver gente, não quero sentir a presença de ninguém… Ás vezes desejo morrer para conseguir apagar da minha memória estas imagens… Refugio-me nas minhas personagens… Sinto-me segura dentro delas… Posso viver a história de uma pessoa que não a minha e por mais que essa história até possa ser horrível, não é a minha… Não a sinto tão intensamente… Tento canalizar toda a dor, angústia, medo e desespero para elas e vivo através delas para me sentir mais viva e destemida, quando no fundo vivo apavorada… - Nicky respirou fundo – … Há um ano atrás voltei a vê-lo… Passeava-se em West Hollywood de mão dada a uma rapariga uns dez anos mais nova que ele… Senti uma raiva tão grande dentro de mim, a minha vontade era matá-lo, gritar ao mundo o que ele era… Mas não podia… Nem consigo… Não consigo viver com este segredo, mas morria se ele passasse a ser do conhecimento público… Os pesadelos voltaram, noites inteiras sem dormir… Cada vez que fechava os olhos sentia-o sobre mim e via o meu vestido manchado de sangue… O meu corpo tremia, instaurava-se uma depressão pesada sobre mim e deixava de ter vontade de ser gente… E mais uma vez o jovem assistente de produção me ajudou. me amparou e protegeu… - disse Nicky observando na cara de Bill a estranheza daquela revelação e sem saber como ia encarar os olhos de Bill acrescentou - Podes abrir os olhos…

Bill não conseguia. Sentia os seus olhos colados. Como é que conseguiria olhar para ela sem sentir pena? Ela tinha razão quando dizia que era impossível fazê-lo. Abriu os olhos devagar habituando-se novamente à luz do quarto. A cara dela estava lavada em lágrimas e os seus olhos espelhavam uma dor tão forte como nunca antes tinha visto. Bill sentia o seu coração fraco e diminuído. Não sabia o que dizer, nem o que fazer. Limitou-se a limpar as lágrimas que lhe escorriam na cara e a abanar a cabeça da direita para a esquerda incrédulo com tudo aquilo que tinha ouvido naquele quarto. Nunca se haveria de esquecer daquele momento em que a máscara de Nicky Fuller tinha caído de forma tão honesta.

- James Mercier… - disse Nicky suspirando, e perante o ar confuso de Bill acrescentou – O jovem assistente de produção que tomou conta de mim durante todos estes anos, que se propôs a ser meu agente e proteger os meus interesses a todo o custo… Chama-se James Mercier… Tenho uma divida para com ele do tamanho do mundo…

Bill estava ainda mais surpreso. Era essa a divida que Nicky tinha com James Mercier? Ele tinha-a salvo das mãos do seu violador, tinha-a amparado nos anos em que se tornava adolescente e mulher, e tinha-a protegido quando ela tinha reencontrado o seu agressor? Era por isso que ela lhe era tão fiel, mesmo quando não aceitava nem concordava com o que ele fazia. Era um divida muito pesada de se carregar...

- O James ajudou-me muito… - disse Nicky fitando as suas mãos, com medo de encarar os olhos de Bill – Quando voltei a reencontrar o meu… Violador… Sentia-me totalmente desprotegida… O mundo parecia ser demasiado pequeno para nós os dois… Pensei em tudo… Pensei em suicidar-me e acabar de uma vez por todas com este sofrimento… Tremia com o pânico e a hipótese de o voltar a encontrar e sentir-me novamente suja e desamparada… Ele parecia ter controlo sobre mim, mesmo passados estes anos todos… Foi o James que me demoveu de cometer uma loucura e me arrancou do fundo do poço… Perguntei-me diversas vezes porque é que Deus me teria feito isto a mim… Percebi que ele me estava a pôr à prova… Era um teste e eu tinha de ser forte para o superar e ser digna do dom que ele me tinha oferecido… Tinha de utilizar o dom que ele me tinha concedido para tocar as outras pessoas com a representação…

Bill continuava sem saber o que dizer. Tudo fazia muito mais sentido agora que conhecia aquela história. Como é que Nicky tinha sido capaz de aguentar aquele segredo e consumir-se com um monstro que não era nem nunca seria ela? Como é que alguém era capaz de fazer tanto mal a uma criança? Que ser humano era aquele? Será que se poderia apelidar de ser humano? Tinha vontade de a abraçar e proteger mas sabia que se o fizesse ela podia pensar que ele o fazia num acto de pena.

- Ainda achas que não tenho um monstro em mim? – perguntou Nicky olhando timidamente para Bill.
- Agora tenho a certeza absoluta… - disse Bill sem saber de onde vinha aquela voz que saía de si – Só há um monstro nessa história, e não és tu…

- Não sei porque é que senti tanta necessidade de te contar tudo isto, nem porque é que confio tanto em ti, mas é algo que sinto… E às vezes o que se sente não se explica, não é?


Bill assentiu de forma afirmativa com a cabeça. Estava chocado e paralisado com tudo o que tinha ouvido.

- Como é que te posso ajudar? Queria ser capaz de o fazer…
- Protege o meu segredo… -
disse Nicky suspirando – Só de ter desabafado contigo parece que tirei um peso de cima dos ombros e que posso respirar livremente…

- Sempre que quiseres falar… -
disse Bill prontamente.
- Eu sei… Por isso é que confio tanto em ti… Não te conheço há muito tempo, mas tenho em ti um amigo verdadeiro…

Bill sentiu-se enaltecido. Era uma responsabilidade imensa partilhar aquele segredo, mas era um peso que estava disposto a aceitar pois carregava nele um sentimento muito forte e precioso. Calculava que muito poucas pessoas tivessem conhecimento dele. Sentia que de alguma forma admirava-a mais do que nunca, por tudo o que ela tinha sido capaz de conquistar em tão tenra idade, com um peso tão grande sobre si.

- Posso pedir-te um coisa? – disse Nicky de forma tímida.
- Claro… - disse Bill desejoso de poder contribuir com qualquer coisa para que a expressão dos seus olhos fosse menos pesada.

- … Dás-me um abraço?
- Estava só à espera que me pedisses… -
disse Bill de forma doce, aproximando-se dela para a abraçar e senti-la estremecer entre mãos.
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MensagemAssunto: Re: [FF] - Kampf der Liebe   Dom Dez 26, 2010 4:33 pm

calma, que eu estou em choque com este segredo da Nicky... estou até sem palavras, meu Deus. eu já imaginava que era algo grave, bastante marcante e difícil de esquecer, até imaginei que fosse algo banal, por vezes, mas não algo tão terrível desta maneira Shocked isso é tremendamente - não tenho palavras para descrever - para uma criança. ela só tinha 8 anos! este animal que fez isso com ela merece a morte.
eu prendi a respiração ao ler estes capítulo, Dikas. senti toda a angústia da Nicky e meu coração ficou apertadíssimo. deu vontade de entrar na história e abraçar-lhe fortemente. fiquei completamente sensível )':
espero que agora o Bill a veja com outros olhos e não pense que ela está atuando...
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MensagemAssunto: Re: [FF] - Kampf der Liebe   Dom Dez 26, 2010 11:05 pm

Obrigada por acabar com a minha curiosidade,
fiquei tipo Shocked
Dikas, depois dessa não tenho mais dúvidas da Nicky.
Já imaginava que teria sido violentada ou algo do tipo, mas não algo assim, imaginei que teria sido qualquer outra coisa, mas violentada pelo próprio agente quando criança?!, não nunca tinha imaginado, além de perder o irmãozinho.
Parabéns, estou quase sem palavras, você definitivamente escreve muito bem, ao mesmo tempo que sentia pena dela, sentia muita raiva desse seu agente, sua descrição de Bill e dos fatos ficou perfeita, vi a cena toda se passando.
Nunca pensei que diria isso, mas: Graças ao Mercier nada pior aconteceu (tipo o agente continuar com o que fez e nunca ninguém descobrir).
Mas que fique claro que ainda não gosto nem um pouco do James.
Bill como sempre sendo muito fofo.

ahh o Natal foi bom sim, e espero que o seu também tenha sido.
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MensagemAssunto: Re: [FF] - Kampf der Liebe   Ter Dez 28, 2010 4:21 pm

HaLLoOoOoOoo \o/ \o/ \o/


DaRLiiiiiiNg
Acredito sweety..... Esse segredo da Nicky não é nada fácil de digerir Embarassed Embarassed Embarassed
É mesmo.... esse cara é um verdadeiro animal... o k ele fez kom a Nicky é monstruoso!!! p*t* p*t* p*t* Ele merece tudo de mau.... a morte xega a ser pouko!!!!
OoOoohhHhhh... vc sentiu vontade de entrar na história e abraçar ela???? Isso é tão fofo I love you I love you I love you
Fiko muito kontente k vc tenha sido kapaz de entrar no kapitulo dessa forma e de se sentir tão próxima da Nicky!!
Não pode ter sido nada fácil para o BiLL ouvir isso tudo.....



Adriiiiiiiiiiii
De nada sweety.... Pena k a sua curiosidade tenha sido desvendada para algo tão ruim.... Embarassed Embarassed Embarassed
É.... de facto.... o passado da Nicky é muito negro... Ela tem sofrido muito carregando esse segredo com ela.... Embarassed Embarassed Embarassed Agora dá para perceber um pouco melhor a Nicky, não é??
OOoOOoOHhHhhHhhh..... Isso é um grande elogio sweety..... Obrigada I love you I love you I love you
Pois... de repente o Mercier até parece um ser humano kom sentimentos.... Ainda bem k ele apareceu ou a koisa podia ter sido pior.... Mas akredito k vc n konsiga gostar do Mercier só por kausa disso.... Pk enfim... É o Mercier!!!
O meu Natal tb foi bom sweety!!! Fiko kontente k o seu tb tenha sido Wink




* * * KiSsEsSsSs * * *




cheers PuBLiC SErViCe AnNouNceMenT cheers

Mes amourrrrrrr.....
Como sabem o final do ano está se aproximando e só recentemente decidi o que ia fazer para celebrar a ocasião... Serve então este PSA para anunciar que não estarei por essas bandas na entrada de 2011 e como tal, dia 30 será postado o último capitulo desse ano... Com direito a bonusssss Wink

\o\ \o\ \o\ Mas para o ano há maisssssssss!!! \o\ \o\ \o\
E logo no dia 2 que é para o ano começar em grande Wink
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MensagemAssunto: Re: [FF] - Kampf der Liebe   Ter Dez 28, 2010 4:27 pm

45



Fechou a porta do quarto e respirou fundo. Sentia-se preso às imagens que lhe percorriam a mente. A história de vida de Nicky era demasiado perturbante. Como é que ela ainda não tinha perdido o norte? Como é que se mantinha sempre firme e aparentemente tão segura? Como é que conseguia exibir um sorriso tão verdadeiro, escondendo uma dor tão inebriante? Nunca seria capaz de perceber a sua dor e desespero. Não conseguia imaginar o que era viver em constante pressão e sofrimento, mas acreditava que a profissão que ela tinha escolhido a ajudava a alienar-se dos seus problemas e talvez por ter uma vida tão rica em acontecimentos era tão forte e lutadora. Trocou de roupa e enfiou-se na cama. Algo no seu interior lhe dizia que seria incapaz de dormir. Sentia um peso sobre o coração. Lembrava-se perfeitamente de naquele início de tarde ter ouvido o choro desesperado de Nicky, de ter visto os seus olhos raiados de sangue e dor. Partia-lhe o coração. Sentia-se impotente. Como é que a poderia ajudar? Nada do que fizesse podia apagar o seu passado. Nada do que fizesse podia lavar a dor que banhava o seu coração. Nada do que fizesse podia alterar o rumo do seu futuro. Tudo o que podia fazer era apoiá-la nos momentos em que se sentia mais em baixo. Apoiá-la como James Mercier tantas vezes tinha feito. Por momentos quase se esquecia de quão execrável ele era. Por momentos quase era capaz de o admirar pelo ser humano que tinha demonstrado ser quando uma menina de oito anos tinha sido brutalmente violada por alguém da sua confiança. Não conseguia dormir. Sentia-se triste e abatido. Sentia uma estranha vontade de amar e ser amado. Gostava de ter alguém do seu lado a quem pudesse dar a mão, alguém a quem pudesse encostar a cabeça no peito e receber um carinho, chorar a dor que tinha no seu interior, alguém com quem pudesse partilhar tudo o que lhe passava naquele momento pela cabeça. Fechou os olhos e sentiu uma vontade imensa de chorar. Queria amar. Queria sentir que era capaz de estabelecer uma relação de intimidade e confiança com alguém que preenchesse a sua vida. Nunca se tinha sentido amado, e hoje tinha a certeza absoluta que Nicky também nunca o tinha sentido. O monstro que tinha abusado de Nicky nunca permitiria que ela se desse sem ter receio. Ele tinha-lhe roubado a infância, a adolescência, e roubaria o resto da sua vida. Sentou-se na cama e deixou que uma lágrima escorresse pelos seus olhos. Dava tudo para saber que Nicky era apenas uma boa actriz e que tinha encenado tudo o que tinha ouvido naquela tarde, mas os tremores do seu corpo e a dor nos seus olhos não podiam ser falsos. Limpou a lágrima solitária que insistia em rolar sobre a sua face e pegou no telemóvel que estava sobre a sua mesa-de-cabeceira. Precisava ter alguém. Alguém que o ajudasse a superar aquela tristeza que tomava conta de si. Alguém que o amasse de alguma forma, e o fizesse sentir confiante. A pessoa com quem tinha uma relação mais íntima era Nathalie. Podia não a amar, mas era a sua melhor amiga e com ela sentia-se amparado. Ligou-lhe.

- Estou… - atendeu Nathalie ensonada.
- Acordei-te? – perguntou Bill sem ter pensado nas horas que eram antes de ligar. Tinha passado a noite a falar com Nicky e Tom e nem sabia que horas eram, mas sabia que devia ser tarde.
- Sim…
- Desculpa ter-te acordado… –
disse Bill olhando para o visor do telemóvel para perceber que eram quatro da manhã - Nem tinha reparado que já era tão tarde…

- Não me costumas ligar a estas horas… Aconteceu alguma coisa?
- Não… -
disse Bill suspirando. Na verdade não se tinha passado nada consigo, apenas se sentia só e com vontade de ter alguém que cuidasse de si para esquecer aquilo que tinha a certeza que ficaria marcado na sua memória para sempre – Achas que podes vir passar um dia ou dois cá a casa antes de partirmos para Itália?

- Sim… -
disse Nathalie preocupada com Bill. A sua voz estava estranha – …Tens a certeza que está tudo bem?
- Apetece-me estar contigo…

- Vais estar três meses seguidos comigo…
- Eu sei, mas gostava de estar contigo agora…
- Ok… -
disse Nathalie alarmada com aquele pedido de Bill.


* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *


Só tinha conseguido adormecer com o nascer do dia. Sentia-se meio adormecido com a presença de Nicky. Continuava a ser difícil encarar a nova realidade que tinha sido posta a descoberto perante os seus olhos. Não queria tratá-la de forma diferente, nem ter pena dela. Ia ter de lutar contra todos os sentimentos que o assombravam. Naquela tarde, quando tinha acordado, Nicky tinha um sorriso encantador nos lábios. Não era tão rasgado como o habitual nela, mas era um sorriso que demonstrava paz de espírito, algo que há muito tempo parecia não existir nela.

- Dormiste bem? – perguntou Bill por uma questão de cordialidade.
- Por estranho que pareça… Há muito tempo que não dormia assim… - disse Nicky sorrindo – Acho que me fez mesmo bem falar contigo!
- Mas eu não fiz nada… -
disse Bill que se sentia um perfeito inútil por no dia anterior não ter sido capaz de lhe dizer aquilo que ia na sua mente e coração como gostaria de ter feito.
- Fizeste mais do que possas pensar… - disse Nicky sentando-se à mesa com Bill para comer algo antes de partir em direcção a Los Angeles novamente – O teu irmão não vem comer?
- Ainda está a dormir…

- Gosto imenso da vossa relação! Adorava ter um irmão ou uma irmã…
- Eu e o Tom somos inseparáveis… -
disse Bill não querendo explorar muito o assunto agora que sabia que Nicky tinha perdido um irmão que ainda estava na barriga da mãe, num dia tão assustador da sua vida. Sentia uma censura apoderar-se de si.
- Quem me dera… Vocês vão-se ter sempre um ao outro… - disse Nicky suspirando – É verdade o que dizem sobre os gémeos? Vocês sentem o que o outro sente? São capazes de terminar as frases um do outro?
- Sim… -
disse Bill sorrindo ternamente – Já chegámos até a ter o mesmo sonho na mesma noite…
- A sério? –
perguntou Nicky divertida – Deve ser incrível… Mas não admira que os meus pais não tenham tentado ter mais filhos… As coisas não foram nada fáceis depois de tudo o que passei…
- Acredito… -
disse Bill sentindo-se mal por fazê-la reviver aquele momento novamente.

- Não precisas ficar assim… - disse Nicky percebendo o olhar triste de Bill – Há coisas que eu aprendi a aceitar ao longo dos anos… Não posso viver amargurada para sempre! Ás vezes tenho recaídas que abanam um pouco o meu mundo… Mas acabo sempre por conseguir voltar a pôr-me de pé… Hoje sinto-me muito melhor graças a ti…
- Eu gostava de te conseguir ajudar de forma palpável… -
disse Bill abanando a cabeça da direita para a esquerda ao mesmo tempo que se sentia mal em não conseguir fitá-la nos olhos como gostaria.
- Mas não podes… E mesmo assim ajudaste-me imenso!

- Posso dizer-te uma coisa com toda a sinceridade? –
perguntou Bill com medo de estar a ultrapassar algum limite estabelecido por Nicky.
- Claro!
- Eu sei que não gostas de tocar no assunto, mas… Gostava que tivesses mais consciência sobre o poder que o Mercier exerce sobre ti… –
disse Bill a medo – Eu sei que ele fez muito por ti, e que lhe deves tudo o que és hoje em dia, mas… Por maior que seja a tua divida, não te podes vergar às vontades dele para sempre! Ele continua a ser o teu agente e por mais que saiba um segredo tão duro do teu passado, não podes estar confinada ao que ele quer, quando quer…

- Estás a falar do quê?
- Do nosso contrato… Ele parece exercer um domínio sobre ti assustador, mesmo sabendo que tu não querias que as coisas acontecessem como aconteceram…
- Eu não espero que tu consigas perceber aquilo que o James significa para mim… Aliás, espero que nunca tenhas de saber o que isso é… Mas ele não é uma pessoa má… Ele apenas tem uma visão do negócio marcada por algo cruel… Imagina um rapaz acabado de sair da faculdade, deslumbrado por tudo, fascinado pelas luzes da ribalta, consegue o seu primeiro emprego como assistente de produção numa série com tanto sucesso e um dia depara-se com a podridão com que ele se deparou! Não foi fácil para ele também… Ele foi quase como um pai para mim…

- Eu percebo… -
disse Bill sabendo que Mercier merecia todo o respeito que Nicky tinha por ele – Mas mesmo assim, há um limite… Tu percebes isso, não percebes?
- Claro que sim…

- Era isso que te queria dizer… Existe um limite até ao qual ele pode ir, não pode querer ser dono de ti e da tua vida! Mesmo que não o queiras despedir, e que ele tenha um trunfo tão forte nas mãos, tu és a única pessoa que manda no teu futuro… Talvez valesse a pena relembrares-lhe que a tua vontade tem de prevalecer, por mais que ele te tente proteger e guiar…
- Mas é isso que ele faz! Eu sei que pode ser estranho para ti que eu queira assinar um contrato com alguém para sermos um casal só para a comunicação social… Mas estava na altura de isto acontecer, e se queres que te diga não me arrependo de nada, porque tu és uma pessoa muito especial e de outra forma não sei se alguma vez te conheceria… Eu sei que as razões que te levaram a assinar o contrato foram as piores possíveis, mas sinto-me egoísta em relação aquele acordo, porque trouxe algo de muito bom à minha vida… Acho que era algo que estava a precisar… Foste uma lufada de ar fresco! Além disso o James é muito bom naquilo que faz, é graças a ele que estou no topo… Não tenhas dúvidas disso!
- Eu sei que ele é muito bom no que faz… Tão bom que não se importa de usar qualquer truque para conseguir o que quer… -
disse Bill ressentido – Mas também sei que tu estás onde estás pelo teu talento… Não é por ele! Tu vales muito mais do que aquilo que pensas Nicky…

- Compreendes que seja difícil para mim acreditar nas tuas palavras? –
perguntou Nicky emocionada.
- Sim… Mas se não quiseres acreditar nas minhas palavras, acredita no Globo de Ouro que tens lá em casa, e no Oscar que em breve lhe fará companhia…
- Quem me dera… -
disse Nicky sorrindo.
- Vou estar lá ao teu lado para te aplaudir de pé!

- Eu não quero que tenhas pena de mim… -
disse Nicky receando que as palavras de Bill fossem apenas as palavras de um amigo a querer confortá-la naquele momento.
- Não estou a tentar ser simpático contigo por saber que estás mal… Estou-te a falar do coração… Já te tinha dito isto antes… Tu mereces um Oscar porque o teu talento é algo que deve ser premiado e admirado por todos! És reconhecida porque és realmente boa no que fazes… O modo como te transformas numa personagem é assustador e comovedor ao mesmo tempo…

- De certa forma acho que já sabes de onde eu venho e aquilo por que passei… -
disse Nicky – Mas eu não gosto de olhar para mim mesma como uma vitima… Não conseguiria viver se resumisse a minha vida a algo tão negativo… Eu não sou uma vitima! Recuso-me a ser só e simplesmente uma vítima! Deus colocou-me um teste no caminho para eu crescer e aprender com o que vivi…. E é isso que faço com os meus erros e tudo o que intervém no meu caminho: cresço, aprendo e melhoro-me a mim mesma. Eu sou responsável por mim… Mesmo que às vezes seja atraiçoada pela minha mente e caía em depressão… Tento sempre levantar-me e ser forte para no dia a seguir ter forças para ir em frente…

- Tens uma força e uma coragem invejável… -
disse Bill tocado pelas palavras dela e a forma como depois de tudo o que ela tinha passado conseguia erguer-se vezes e vezes sem conta para ser a pessoa extraordinária que era.
- Acredita que não sou assim tão forte… Apenas me conheço bem o suficiente para saber que quando entro nestas depressões tenho de começar a lutar o mais rápido possível para sair delas, antes que caía no fundo do poço… São muitos anos de psicólogos e psiquiatras… - disse Nicky sorrindo.
- Ainda bem que consegues lutar contra isso tudo!
- Ainda bem que te tenho do meu lado para me ajudar… -
disse Nicky sentida com o apoio de Bill – Sinto-me capaz de regressar a LA e arrasar…
- Mas isso tu fazes naturalmente, e não é preciso estares em LA! –
disse Bill piscando-lhe o olho.


* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *


- Não acredito que a miúda se foi embora e nem se despediu de mim! - disse Tom frustrado – Pensei que ontem à noite tivéssemos estabelecido uma ligação…
- Não brinques com isso… -
disse Bill muito sério.

- Hmmm… Tu e a Nicky passaram ao nível seguinte? – perguntou Tom fazendo olhinhos ao irmão – … Como é que ela é?
- Desculpa?!
- Na cama!!! –
disse Tom interessado em saber pormenores.
- Não faço ideia! – disse Bill mal humorado.

- Levaste uma tampa? – perguntou Tom sentando-se num sofá a rir da cara de Bill.
- Fogo ainda não percebeste que as coisas não são assim tão simples, nem tão bonitas? – perguntou Bill irritado – Ou achas que a descontracção de ontem à noite era algo natural?
- Eu sei que vocês estavam os dois estranhos, mas o que é que se passou hoje para continuares assim?
- Há coisas que não se esquecem de um dia para o outro… -
disse Bill amargamente e sem paciência para Tom.

- Ela desabafou contigo? – perguntou Tom assumindo um ar muito sério, e percebendo que o irmão lhe acenava de forma afirmativa com a cabeça prosseguiu – E então? Qual é o grande monstro da Nicky Fuller?

- Tom… Se eu te contar, tens de me prometer que não contas a ninguém! Nunca! Em tempo algum… -
disse Bill sentindo-se reticente em contar a Tom um segredo tão pesado e de outra pessoa, mas confiava nele como em si mesmo e sabia que o segredo de Nicky ficaria no segredo dos deuses. Partilhava tudo com o irmão.
- Já não confias em mim? Alguma vez te deixei ficar mal? – perguntou Tom quase ofendido com Bill
- Claro que confio… Mas este é um segredo que não é meu… Não me cabia a mim contar… Mas sinto-o a arder no meu peito e preciso de me abrir contigo ou rebento… - disse Bill colocando uma mão sobre o peito – Mas aconteça o que acontecer…
- Nunca ninguém saberá de nada por mim... –
prometeu Tom – O que é que se passa com ela? O que é que ela pode ter feito assim de tão mal para entrar em desespero daquela forma?
- Não foi o que ela fez… Foi o que lhe fizeram a ela…. –
começou Bill por contar.
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