Fórum Oficial do Tokio Hotel no Brasil - TH BRASIL OFICIAL FÓRUM
 
InícioPortalRegistrar-seLoginIr para o site@THBRASILOFICIALFacebook

Compartilhe | 
 

 FF - Blessed Love

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo 
Ir à página : Anterior  1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9  Seguinte
AutorMensagem
Pâmela.O.d.S
Big Fã
Big Fã


Número de Mensagens : 545
Idade : 20
Localização : RS/POA
Data de inscrição : 18/10/2009

Minha ficha
Como conheceu o fórum?: Site TH BRASIL

MensagemAssunto: Re: FF - Blessed Love    Sab Jan 29, 2011 2:41 pm

DESCULPADÍSSIMAAAA >.< ameeei esse cap. - maravilhosoo ;p
adoro quando o tom fala com seu interior *=*
gente ri muito com a desculpa do Tom, e o disciurso do georg realmente
vai entrar pra historia néh !
Ateee que enfim o bill conseguiu, ALELUIA ;P

Citação :
-Tom, cala a boca.- olhou ameaçadoramente para o irmão. -Porque senão eu vou abrir a minha boca e vou te criticar tanto, mas tanto, por você não conseguir nem chegar perto da Agatha, que você vai se jogar de joelhos e vai implorar pra eu calar a boca. E eu não vou calar a boca. Ah!, não vou mesmo! Vou te encher o saco, dia e noite. Encher tanto, mas tanto, que você vai preferir enfiar um prego nos seus ouvidos e foder com os seus tímpanos à ter que continuar me ouvindo. Então, se você não quer que eu faça isso, como eu estou fazendo agora, é melhor você calar a boca. Tá legal?- ameaçou e Tom apenas balançou a cabeça afirmativamente, olhando com os olhos arregalados para o irmão. -Que bom.- disse ele olhando seriamente para Tom por alguns segundos e logo voltando a olhar para a rua, sorrindo

Medo do BIll '-' -Q
AAAAh continuaaaaa logo amo essa fic
Voltar ao Topo Ir em baixo
Patty Back
Admin
Admin


Número de Mensagens : 4279
Idade : 22
Localização : Curitiba
Data de inscrição : 24/10/2008

Minha ficha
Como conheceu o fórum?:

MensagemAssunto: Re: FF - Blessed Love    Dom Jan 30, 2011 4:13 am

Catarina Kretli escreveu:
-Só estou te seduzindo.- sorriu de lado e logo fechou os olhos, fazendo uma careta, ao perceber o que falara, enquanto ela o encarava, cética, com os olhos semi-cerrados.

NOSSA TOM ME SEDUZ, EU DEIXO... VOCÊ VAI CONSGUIR, VEEEEEMK *O*

Catarina Kretli escreveu:
-Idiota, imbecil...- disse entre dentes, encarando o irmão, enquanto Tom apenas olhava para ele, espantado.
-Qual é, Bill? Estava só brincando...- disse ele ao perceber o que havia falado.
-Já passou pela cabeça o quanto eu o invejo por estar apaixonado?- perguntou, e Tom olhou para ele surpreso. -Por ter se apaixonado antes de mim?- passou a mão nos olhos, enxugando as lágrimas antes que elas rolassem. -P****! Até nisso você é o primeiro.
-Desculpa Bill...- disse abaixando o olhar.
-Eu daria minha vida, se pudesse, pra estar no seu lugar!- Tom ergueu o olhar para o irmão, sentindo-se péssimo. -E você aí, sentindo todas as sensações que eu deveria estar sentindo... Sim, porque, eu é que acredito em amor a primeira vista, eu é acredito em amor verdadeiro. EU, e não você. Mas não. Você, como em todas às vezes, é o primeiro. E só porque tem uma “pedra” entre você e a Agatha você fica aí, choramingando. P****! Você acha o que? Que é simples assim? "Oi, te amo." Pronto, viverão felizes para sempre? Acorda, cara! Isso aí é só a primeira "pedra" no caminho. E eu não estou falando isso só porque estou com inveja. Eu estou com inveja, sim. Mas estou feliz, e você não imagina o quanto, por você ter descoberto, finalmente, o que é amar alguém. Mas por que eu estou falando tudo isso? Pra você não ficar pensando que amar alguém é sempre um mar de rosas. Você é homem ou o que? Você não se acha o bonzão? Então, se você realmente ama ela, pare de choramingar, levanta essa bunda daí e trate de fazer alguma coisa pra que ela acredite nisso, cacete!- deu o sermão e sem esperar um pronunciamento do irmão, saiu dali e foi para o pátio externo, deixando Tom pensando sobre tudo o que havia escutado.
AI LÁ VEM O BILL COM ESSA MELOSIDADE DELE!
Não aguento /morrendo
IAHUDFGSIUGDAHDUISGDDSGSHDUHFUIDSDFHBSDFV

ALELUIA O BILL CONHECEU ALGUÉM! \O/
desencarna de ser chato agora, porra!

E eu não gosto da Luise... Não mesmo. Ela é muito chata, não canso de dizer isso U_U
Voltar ao Topo Ir em baixo
http://www.flickr.com/photos/trishback
Convidad
Convidado



MensagemAssunto: Re: FF - Blessed Love    Dom Jan 30, 2011 11:57 pm

Citação :
-Eu daria minha vida, se pudesse, pra estar no seu lugar!- Tom ergueu o olhar para o irmão, sentindo-se péssimo. -E você aí, sentindo todas as sensações que eu deveria estar sentindo... Sim, porque, eu é que acredito em amor a primeira vista, eu é acredito em amor verdadeiro. EU, e não você. Mas não. Você, como em todas às vezes, é o primeiro. E só porque tem uma “pedra” entre você e a Agatha você fica aí, choramingando. P****! Você acha o que? Que é simples assim? "Oi, te amo." Pronto, viverão felizes para sempre? Acorda, cara! Isso aí é só a primeira "pedra" no caminho. E eu não estou falando isso só porque estou com inveja. Eu estou com inveja, sim. Mas estou feliz, e você não imagina o quanto, por você ter descoberto, finalmente, o que é amar alguém. Mas por que eu estou falando tudo isso? Pra você não ficar pensando que amar alguém é sempre um mar de rosas. Você é homem ou o que? Você não se acha o bonzão? Então, se você realmente ama ela, pare de choramingar, levanta essa bunda daí e trate de fazer alguma coisa pra que ela acredite nisso, cacete!- deu o sermão e sem esperar um pronunciamento do irmão, saiu dali e foi para o pátio externo, deixando Tom pensando sobre tudo o que havia escutado.

Nossa coitado do Bill, hehe o Tom realmente está apaixonado e o Bill que sempre quis ainda não, Bill ficou realmente pu** da vida heheh, mas o que ele falou é verdade #fato.


Citação :
-Ah..- riu, e antes que pudesse fazer algum comentário, ouviu seu celular apitar com uma mensagem recebida.
“Tira os óculos, babaca. Vou ter que te ensinar a xavecar, é?”
hehehe até nessas horas o Tom não dá trégua, se bem que deu uma ajudinha, eu acho.

Citação :
Tom, cala a boca.- olhou ameaçadoramente para o irmão. -Porque senão eu vou abrir a minha boca e vou te criticar tanto, mas tanto, por você não conseguir nem chegar perto da Agatha, que você vai se jogar de joelhos e vai implorar pra eu calar a boca. E eu não vou calar a boca. Ah!, não vou mesmo! Vou te encher o saco, dia e noite. Encher tanto, mas tanto, que você vai preferir enfiar um prego nos seus ouvidos e foder com os seus tímpanos à ter que continuar me ouvindo. Então, se você não quer que eu faça isso, como eu estou fazendo agora, é melhor você calar a boca. Tá legal?- ameaçou e Tom apenas balançou a cabeça afirmativamente, olhando com os olhos arregalados para o irmão. -Que bom.- disse ele olhando seriamente para Tom por alguns segundos e logo voltando a olhar para a rua, sorrindo.

Olha o Bill aí de novo gente, sai da frente, é ele realmente estava precisando encontrar alguém, heheh, adoro.
Espero que o Bill volte a encontrar ela, e logo.
O Gê quase entregou o Tom, quer dizer, entregar ele entregou, só faltou a Agatha perceber né.
Ah, daqui a pouco eu também vou querer bala, hehehe.....
Catarina, você está desculpadíssima viu, só não deixe de postar logo, quero muito saber o que vai acontecer, please... amo essa fic...
Voltar ao Topo Ir em baixo
Catarina Kretli
Fanática
Fanática


Número de Mensagens : 1673
Idade : 20
Localização : Casimiro De Abreu - RJ
Data de inscrição : 07/04/2010

Minha ficha
Como conheceu o fórum?: Site TH BRASIL

MensagemAssunto: Re: FF - Blessed Love    Seg Jan 31, 2011 1:13 am

AMORES DA MINHA VIDA, to indo viajar D:
Mais olha não vou demorar tanto, só 5 dias. Mais eu vou tentar posta de lá. Vou fazer o possivel e o impossivel para posta.
Gente, MIL DESCULPAS novamente, eu sei que isso já esta virando putaria mas Desculpa.
Tenho que ir ve meu avô, faz mais de um ano que não o vejo.

CatarinaK
Beijos. :*
Voltar ao Topo Ir em baixo
Patty Back
Admin
Admin


Número de Mensagens : 4279
Idade : 22
Localização : Curitiba
Data de inscrição : 24/10/2008

Minha ficha
Como conheceu o fórum?:

MensagemAssunto: Re: FF - Blessed Love    Seg Jan 31, 2011 3:41 am

aaaaaaahhhhhhhhh DDDD:
tudo bem Cat, a gente espera /mimimi

Voltar ao Topo Ir em baixo
http://www.flickr.com/photos/trishback
Convidad
Convidado



MensagemAssunto: Re: FF - Blessed Love    Seg Jan 31, 2011 12:15 pm

ahh, Razz
Vai lá menina,
Sem problemas, não se preocupe não, acontece Very Happy
Vou ficar esperando você postar (assim que der claro).
Boa viagem beijos,
Voltar ao Topo Ir em baixo
giovana_caxias

Fã


Número de Mensagens : 127
Idade : 19
Localização : RJ
Data de inscrição : 13/10/2010

Minha ficha
Como conheceu o fórum?: Site TH BRASIL

MensagemAssunto: Re: FF - Blessed Love    Qua Fev 02, 2011 4:06 pm

Leitora super mega atrasada!!! XD
Gente quanta coisa aconteceu enquanto eu estava fora!! :O
E eu to amando tudo demais!!!
Ainda mais agora que o Bill não vai mais ficar sozinho. *-*
Tão fofo ele conversando com a Alana... doce
E o Tom e a Agatha também, tá na cara que ela gosta dele mas ela fica escondendo... u.u
Ela tem que sair logo desse convento e ficar logo com ele.
To esperando super ansiosa pelo próximo capítulo!!
Voltar ao Topo Ir em baixo
Pâmela.O.d.S
Big Fã
Big Fã


Número de Mensagens : 545
Idade : 20
Localização : RS/POA
Data de inscrição : 18/10/2009

Minha ficha
Como conheceu o fórum?: Site TH BRASIL

MensagemAssunto: Re: FF - Blessed Love    Qua Fev 02, 2011 9:35 pm

aaaaah eu esperooo desde que tu poste ;p
espero que nao demore muito nao,né
mais vai la aproveita a viagem
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ana Kaulitz (:

Fã


Número de Mensagens : 66
Idade : 21
Data de inscrição : 31/12/2008

Minha ficha
Como conheceu o fórum?: Outro

MensagemAssunto: Re: FF - Blessed Love    Qui Fev 03, 2011 8:14 pm

Atrasada. Eu dou alok rindo sozinha, eu amo muuuito essa fanfic, é perfeita *-*
Continua!
Voltar ao Topo Ir em baixo
http://twitter.com/anaccorsi
Pâmela.O.d.S
Big Fã
Big Fã


Número de Mensagens : 545
Idade : 20
Localização : RS/POA
Data de inscrição : 18/10/2009

Minha ficha
Como conheceu o fórum?: Site TH BRASIL

MensagemAssunto: Re: FF - Blessed Love    Ter Fev 08, 2011 11:37 pm

aain tah demorando ja tou com saudade da fic =[
Voltar ao Topo Ir em baixo
~~*Steeh*~~

Fã


Número de Mensagens : 249
Idade : 20
Localização : Bill.Lâandia
Data de inscrição : 29/11/2009

Minha ficha
Como conheceu o fórum?: Site TH BRASIL

MensagemAssunto: Re: FF - Blessed Love    Qua Fev 09, 2011 12:27 am

Aiiin eu preciso de fic please bounce
vai demorar muito ainda ????

Posta
Voltar ao Topo Ir em baixo
Catarina Kretli
Fanática
Fanática


Número de Mensagens : 1673
Idade : 20
Localização : Casimiro De Abreu - RJ
Data de inscrição : 07/04/2010

Minha ficha
Como conheceu o fórum?: Site TH BRASIL

MensagemAssunto: Re: FF - Blessed Love    Qui Fev 10, 2011 7:07 pm

CHEGUEIIIII Õ/ *eosanjoscantamamém*
Sempre quando eu demoro o que eu faço ? Posto 2 cap. e hoje não vai ser diferente (:
Olha os caps é dos melhores KKKKKKKKKKKKKK' *taparei*
Gente, hoje eu não vou colocar os intalicos porque tem muitas loças para lavar ;x
Vlw pelos comentarios (:
________________________________________________________

Ás compras

-AAH!- berrou Luise mais uma vez.
-Dá pra parar de berrar?- disse Tom com a mão no ouvido, olhando para ela ligeiramente aborrecido. –Você quer me deixar surdo, não é?
-Minha unha quebrou.- comentou ela ignorando-o.
-E daí? Você não rói unha mesmo?- perguntou ele rolando os olhos, voltando a juntar as folhas rabiscadas que estavam sobre as mesas.
-Mas eu estava guardando ela pra mais tarde.- disse ela numa voz chorosa. -E agora, ela se foi.- completou fazendo cara de choro. Tom deu alguns passos para longe dela, olhando-a como se ela fosse louca, e colocou as folhas dentro de uma pasta.
-Alguém já falou pra você ir se tratar?- perguntou, fechando a pasta e colocando-a sobre a mesa. Passou os olhos pela sala, já mais organizada, e olhou no relógio. Era quinta-feira, 15:45h da tarde de um dia nublado e fresquinho.
-Todo mundo.- disse ela com um sorriso de orelha a orelha, orgulhosa de tal coisa. Ele balançou a cabeça, rindo, e suspirou. -Irmã Agatha quer falar com você.- disse ela olhando para as mãos, tentando encontrar uma unha para roer.
-E onde ela está?- perguntou, nitidamente interessado, observando-a.
-Na igreja.- respondeu. -Droga, não tem mais unhas para roer.- disse ela fazendo bico e olhou para ele com as sobrancelhas franzidas, mordendo o lábio inferior, o que sempre fazia quando estava pensando em uma solução para algum problema. -Acho que vou roer as dos pés.- balançou a cabeça, como se aquela fosse a coisa certa a fazer e se retirou, enquanto Tom a seguia com o olhar, boquiaberto, e com uma expressão de nojo na cara. -Eu quero minhas balas, Kaulitz! Não pense que eu esqueci.- gritou Luise do corredor e ao ouvir aquilo Tom rapidamente saiu dali, fazendo careta por, mais uma vez, ter esquecido das balas.
Foi até a igreja e chegando lá parou na porta e olhou para dentro, em busca de Agatha, que estava parada em pé, de costas para a porta, limpando o piano elétrico da igreja.
-Ei.- disse ele batendo na porta, e rapidamente ela se virou, fazendo sinal para que entrasse. -Eu não.- disse ele balançando a cabeça e olhando para o lugar e, principalmente, para as estátuas penduradas na parede. Ela rolou os olhos, rindo, e caminhou até ele.
-Por que todo esse medo de entrar na igreja?- perguntou ela dobrando o pano que segurava nas mãos.
-Não é medo.- respondeu ele aborrecido.
-O que é então?- perguntou ela olhando para ele, segurando o riso.
-Ei, não ri de mim, tá legal?
-Tudo bem.- disse ela erguendo as mãos, em sinal de rendição. -O que é então?- perguntou, olhando para o lado para não acabar rindo, enquanto ele dava mais uma olhada dentro da igreja.
-São essas estátuas.- disse ele fazendo uma careta, e ela soltou o riso. -Eu disse para você não rir de mim.- olhou para ela aborrecido.
-São só estátuas.
-Mas você já reparou que...- lançou um olhar para um das estátuas. -Olha só.- disse ele apontando. -Parece que estão olhando pra gente.- completou ele fazendo-a rir. -É sério.- disse ele. -Aquela lá...- apontou para uma mais à frente. -Aquela lá me assusta.- deu alguns passos para o lado, puxando Agatha pelo pulso. -Aquela está me olhando com uma cara de "eu sei o que você estava fazendo naquela noite antes da turnê."
-Isso se chama "Consciência Pesada".- contrariou ela, rindo. Tom olhou para ela e sorriu, sentindo a mesma calma e leveza que sentia quando a via sorrir.
-A Luise disse que você queria falar comigo. O que é?- perguntou ele, encostando-se na parede ao lado da porta.
-Ah.- olhou de relance para ele e desviou o olhar para o pano nas mãos, fazendo-o estreitar as sobrancelhas, já que desde o dia anterior ela procurava não olhar nos olhos dele. -Queria saber se você pode fazer a bondade de me levar ao mercado.
-Por que eu?- perguntou ele.
-Porque você sabe dirigir.- respondeu ela, como se aquilo fosse o óbvio.
-E se eu não estivesse aqui, como você iria?
-De ônibus.- respondeu ela dando de ombros.
-Ônibus? É tão longe assim? Onde é?
-É perto da rodoviária. Aquele azul, enorme.- disse ela.
-Ah, sim. Sei qual é.- disse ele balançando a cabeça. -Que horas?
-A hora que você puder.
-Que horas ele fecha?- perguntou, e ela olhou para ele com as sobrancelhas franzidas, não entendendo o porquê da pergunta.
-23:00. Eu acho.
-Então eu te pego aqui à 22:15.
-Por que tão tarde?- perguntou, confusa.
-Porque há essa hora não vai ter praticamente ninguém.- respondeu com um sorriso.
-Mas...- indagou ela, pensativa, e ele riu. -Rindo do que?- perguntou.
-Já sei o que você está pensando.- ela franziu as sobrancelhas, e esperou. -Está com medo do que as pessoas vão falar, se te verem entrando dentro do carro de um homem, que sou eu, claro, às 22:15 da noite, certo?- ela olhou para o chão e sorriu sem jeito, fazendo-o gargalhar. -Não tem perigo. Para todos os casos, nós somos irmãos.- disse ele e ela olhou para ele com a sobrancelha arqueada. -Sou o irmão desnaturado que abandonou a irmã num convento e agora, roído de remorso... Existe isso? Roído de remorso?- fez uma pausa, pensativo. -Mas enfim... Roído de remorso, vim compensar o tempo ficando perto de você e ao mesmo tempo, fazendo serviço comunitário. Não tem erro.- piscou para ela, que riu e balançou a cabeça.
-Tá legal, então. Mas agora, volte ao "trabalho."- disse fazendo sinal para que ele voltasse ao orfanato.
-Tá bom. Já estou indo.- deu alguns passos para perto dela, como quem não quer nada, olhou para os lados para ver se tinha alguém por ali, e aproveitou a distração dela e aproximou-se, dando um beijo “surpresa”, que acabou pegando no canto de sua boca.
-EI!- exclamou ela dando um tapa no braço dele, olhando para ele com os olhos arregalados. Ele sorriu de lado, fazendo-a corar, e deu alguns passos para trás. –Foi só um beijinho de despedida.- piscou para ela e virou-se, indo para o orfanato.

O resto do dia foi tranqüilo, passou rapidamente e assim que deu 22:15, Tom se dirigiu ao orfanato, onde Agatha já esperava no portão, com uma bolsa sobre os ombros, enquanto rabiscava e escrevia em um pedaço de papel.
-Pontual, hein?- comentou ele, assim que ela entrou no carro, e ela apenas sorriu, sem tirar a atenção da folha. -O que foi?- perguntou ele, dando a partida no carro.
-Estou esquecendo de alguma coisa.- disse ela olhando para frente, pensativa.
-Relaxa, quando você menos esperar você lembra.- disse ele e ela olhou atravessado para ele.
-Isso nunca funciona comigo.- retrucou ela.
-Mas ficar forçando se lembrar só vai piorar.
-Tá. Tem razão.- suspirou e guardou o papel na bolsa.
-Fale alguma coisa.- disse ele acabando com o silêncio incomodo que se criara ali.
-Falar o que?- perguntou ela atônita, embora se sentisse um tanto incomodada com aquele silêncio.
-Sei lá.- deu de ombros. -Qualquer coisa.
-Hm...- Ela olhou à sua volta, procurando algo que gerasse assunto.
-Quer bala?- perguntou ele, já que ela mais pensava do que falava.
-De quê?
-Cereja.- respondeu, vasculhando o bolso do casaco.
-Por favor!- disse ela precipitadamente, fazendo Tom olhar para ela com as sobrancelhas arqueadas. -Necessito de cereja.- disse ela esperando.
-Então pega, para suprir essa sua "necessidade".- disse ele entregando o pacote pela metade. Ela agradeceu e logo colocou uma bala na boca.
-Hm..- disse ela saboreando ao máximo. -Como isso é bom.- comentou, e logo riu ao ver a cara que ele fazia. -Amo cereja.
-Percebe-se.- disse ele parando numa placa de "pare", e ela colocou outra na boca. -Já?- perguntou olhando para ela com os olhos arregalados, fazendo-a rir. -Tais tão necessitada assim?- perguntou e ela balançou a cabeça. -Estou começando a ficar com medo de você.
-Não exagera.- disse ela rindo
-Não exagerar?- perguntou, logo dando a partida no carro. -Duas balas em menos de dez segundos!- exclamou gesticulando com as mãos, e ela deu de ombros. -Falando em necessidade..- indagou, olhando-a pelo canto dos olhos, logo voltando a atenção à estrada. -Você não sente falta?
-Do que?- perguntou ela olhando para ele com as sobrancelhas franzidas. Ele refletiu por alguns segundos na pergunta e logo começou a rir.
-Nada, esquece... Idiotice minha.- disse ele balançando a cabeça.
-Agora fala.
-Não é nada... É merda.
-Eu sei que é.- disse ela dando de ombros.
-E você quer saber mesmo assim?- perguntou surpreso, dando uma olhada nela.
-Ora... Você não estava reclamando de falta de assunto? Nada rende mais assunto do que "merda."- justificou-se, fazendo-o gargalhar. Olhou perplexo para ela, e deu de ombros.
-Tudo bem então. Mas não faz sentindo...
-O que não faz sentindo?- perguntou ela esperando. Ele mordeu o lábio inferior, com um sorriso no rosto, sem desviar a atenção da estrada.
-Eu ia perguntar se você não sente falta de "fazer coisinhas".- falou ele, dando uma olhada nela, que o encarava. -Eu falei que era idiota e que não fazia sentido. Afinal, você é freira.- concluiu, e ela limitou-se a sorrir de lado e balançar a cabeça, olhando pela janela. -E então?
-E então o que?- perguntou atônita, voltando a olhar para ele.
-Você não disse que "merda" rendia assunto?- ela olhou para o lado, pensativa, e voltou a olhar para ele, com a mesma expressão. -A não ser que... OH MY GOD!- exclamou ele tapando a boca com a mão, olhando para ela com os olhos arregalados, logo voltando a olhar para a estrada. -Você não é virgem!- disse ele afinando um pouco a voz, fazendo cara de horror.
-O QUE?- perguntou ela alguns decibéis mais alto, assustando-o.
-Calma, é brincadeira.- disse ele, apreensivo, e ela rapidamente olhou pela janela, inspirando profundamente. Ficaram mais alguns minutos em silêncio, até que chegaram ao local. -Você está chateada?- indagou ele, cauteloso, assim que estacionou.
-Não.- disse ela sorrindo pra ele. -Fique tranqüilo.
-Ah, bom..- sorriu aliviado e entraram no mercado.

-Vais comprar alguma coisa?- perguntou Agatha empurrando o carrinho, enquanto Tom segurava uma cesta, caminhando ao lado dela.
-Vou. Você vai por aí, eu vou por aqui, e depois a gente se encontra, pode ser?- perguntou já caminhando para longe dela. Ela acenou, confirmando, e caminhou em direção ao corredor das massas, enquanto ele ia na direção contrária.
Depois de alguns minutos, Tom, já com a cesta cheia, começou a caminhar à procura de Agatha, e logo a achou no corredor de produtos de higiene pessoal.
-Já deu?- perguntou ela surpresa, ao vê-lo se aproximar. Ele sorriu, dando de ombros, e pôs-se ao lado dela.
-Vou comprar o que se no momento estou, infelizmente, morando sozinho?- perguntou fazendo bico.
-É mesmo...- disse ela lembrando-se daquele detalhe, olhando de relance para a cesta dele. -O que é isso?- perguntou ela pegando a cesta da mão dele e colocando-a dentro do carrinho. Mexeu, olhou para ele, mexeu mais uma vez e olhou para ele boquiaberta. -Você "vive" disso?
-Sim...- disse ele observando-a.
-Pizza, pizza, pizza, nugetts, nugetts, macarrão instantâneo... muitos macarrões instantâneos, comida enlatada, comida enlatada, comida enlatada, doces, doces, doces, doces...- disse ela enumerando tudo o que via.
-E você quer o que? Eu moro sozinho, esqueceu?- perguntou ele.
-... E cigarro. Você vai morrer assim, sabia?
-Vou morrer do mesmo jeito, não vou?- deu de ombros.
-Mas...- indagou ela olhando para ele, que riu.
-Se você se dispor a cozinhar para mim todos os dias, eu devolvo tudo agora mesmo.- olhou para ela com a sobrancelha erguida, esperando a resposta. Ela refletiu, fez uma careta e voltou sua atenção à lista. -Isso foi um não?- perguntou, e ela confirmou. -Ah..- disse ele desapontado, e olhou para o carrinho, logo voltando a olhar para ela, que prestava a atenção na lista. -"Vocês vivem disso?"- disse ele fazendo aspas no ar. Agatha olhou para ele não entendendo, e ele balançou a cabeça, parecendo decepcionado. -Por isso que aquelas crianças são tão saudáveis. Não tem nenhum doce aqui.- disse ele vasculhando o carrinho.
-E você acha que dá para comprar besteiras com o dinheiro que a prefeitura dá?- perguntou ela encarando-o.
-Mas... Vocês só vivem do "salário" que a prefeitura dá?- perguntou ele apoiando-se no carrinho.
-Não.- voltou sua atenção à lista, riscando e rabiscando. -Algumas irmãs costuram, bordam... Essas coisas. Não é muita coisa, mas já é um dinheirinho a mais.- olhou para ele sorrindo, e começou a caminhar empurrando o carrinho.
-E você, faz alguma coisa?- perguntou ele. -Pode deixar que eu empurro.- disse ele tirando a mão dela do guidão do carrinho e começando a empurrar.
-Eu dou aula de piano.
-Sério?- perguntou ele surpreso. -Como, se eu nunca vi...- indagou tentando lembrar de algum momento em que ela estivesse dando a tal aula. Ela olhou para ele, que refletia, e riu.
-As aulas são nos sábados e domingos.
-Então está explicado.- sorriu de lado. Caminharam em direção do açougue e ela logo fez o pedido. -Você fez aula de piano ou o que?- perguntou ele, enquanto esperavam.
-Aprendi sozinha.
-Sozinha?- surpreendeu-se.
-Esse é o meu dom.- sorriu orgulhosamente. -Eu toco... como se diz? De ouvido, sabe? Eu ouço a musica e consigo reproduzir, sem precisar de partitura nem nada.
-WOOW!- exclamou. -Por essa eu não esperava.- disse ele, fazendo-a rir.
-Com dez anos eu já sabia tocar, mas não sabia ler a partitura então eu entrei na aula de piano. E agora que eu sei a parte teoria e dou aulas.- sorriu orgulhosamente e pegou a sacola de carne que o açougueiro entregou para ela.
-Eu também sei tocar piano.- comentou ele e ela olhou atravessado para ele, enquanto caminhavam por um dos corredores. -O que? É sério.- reafirmou, mas ela continuou a olhá-lo desconfiadamente.
-Você não tem cara de quem toca piano.- comentou ela
-Você também não tem.- retrucou, mostrando a língua.
-Mas é diferente...
-O que é diferente?- perguntou ele parando e ficando de frente para ela.
-Você nem tem mãos de pianista.- disse ela pegando a mão dele que estava apoiada no guidão do carrinho, olhando-a e logo soltando-a.
-E como seria isso?- perguntou ele olhando para a própria mão, e ela deu de ombros.
-Sei lá.- deu de ombros. –Dedos finos e... tortos...- riu.
-E as suas são assim?- perguntou ele segurando ambas as mãos dela. -O QUE É ISSO?- perguntou ele arregalando os olhos. -Seus dedos fazem curva!- exclamou e riu, soltando as mãos dela, logo levando um tapa no braço.
-Nem fazem.- disse ela fazendo careta, e logo olhando disfarçadamente para as próprias mãos.
-Mas tem um aí que é torto. E não adianta enrolar, porque é verdade.
-Mas esse é um pouco torto porque eu o quebrei quando era adolescente.- justificou.
-Sei...- olhou desconfiadamente para ela.
-É verdade!- reafirmou.
-Tudo bem, tudo bem.- ergueu as mãos, em sinal de rendição. –Eu não tenho mãos de pianista mas tenho mãos de guitarrista.- comentou olhando para as próprias mãos.
-"Mãos de guitarrista"- repetiu ela, rindo. -Nem tem tantos calos-guitarrísticos em suas mãos.
-"Calos-guitarrísticos"?- riu. –Essa foi boa. Mas eu não tenho tantos "calos-guitarrísticos" porque eu uso creme para as mãos.- esclareceu ele. -Eu preciso de mãos macias para agradar as garotas, sabe?- olhou para ela com um sorriso malicioso.
-Ah, claro.- disse ela rolando os olhos.
-Ah..- falou com a voz manhosa. -Não precisa ficar com ciúmes.- disse ele indo na direção dela, que olhava para o lado, de braços cruzados.
-Ciúmes?- perguntou ela perplexa, e logo viu ele se aproximando. -Nem vêm.- disse ela afastando-se.
-Calma.- riu.-Não vou passar a mão em você.- olhou para os lados. -Não aqui.- sorriu de lado e voltou a olhar para ela. –Me dá a sua mão.- pediu ele com a mão estendida, esperando.
-Eu não.- disse ela com um riso debochado.
-Anda.- aproximou-se dela e segurou sua mão.
-Pra quê você quer segurar minha mão?- perguntou ela relutando, mas ele acabou ganhando e entrelaçou sua mão na dela.
-Pra você não ficar com ciúme.- riu.
-Ciúmes...- bufou ela olhando para o lado, tentando soltar sua mão. –Solta a minha mão.- disse olhando por cima do ombros e também à sua volta.
-Calma, qualquer coisa eu digo que somos irmãos.- disse ele, e ela olhou para ele, cética.
-Irmãos andando no mercado de mãos dadas?- perguntou num tom debochado.
-Ora... Como eu já falei, eu sou o irmão desnaturado que está passando uns dias junto da irmã que é freira.- disse ele sorrindo.
-E porque as mãos juntas?- interrogou, e ele sorriu.
-Pra dar inveja nos outros caras, que não podem nem chegar perto de você.- respondeu com um sorriso sapeca no rosto. -Você devia se sentir honrada, sabia?- comentou ele empurrando o carrinho com a mão livre, enquanto caminhavam de mãos dadas.
-Honrada por estar caminhando de mãos dadas com um mulherengo num mercado às 22:30h da noite?- perguntou olhando para o lado.
-Ai... Essa doeu.- disse ele fazendo bico, olhando para o chão e logo voltando a olhar para ela. –Mas não é por isso.
-Então por que eu deveria estar honrada em estar andando de mãos dadas com você?- perguntou ela rolando os olhos. Ele olhou para as mãos entrelaçadas, olhou de relance para ela e olhou para o carrinho, empurrando-o.
-Porque você é a primeira mulher com que eu convivo a mais de três semanas, e a única que...- cortou a frase assim que olhou para ela e a viu fitando-o.
-A única que...?- perguntou ela esperando, sentindo o coração pular, enquanto olhava nos olhos dele. Ele rapidamente desviou o olhar para o carrinho, sentindo seu coração acelerar, inspirou profundamente e sorriu, logo voltando a olhar para ela.
-A única que eu conheço que tem dedos que fazem curva.- completou rindo.
-Ahh!- exclamou ela, incrédula, puxando a mão. -Babaca!- disse dando um tapa no braço dele.


Não minta para sim mesma

-Aquele tapa ainda está doendo, sabia?- comentou ele olhando para ela com cara de cachorro abandonado.
-Que bom.- disse ela, de costas para o carrinho, olhando para a lista em suas mãos. –Era pra doer mesmo.
-Você é muito vingativa...
-Está com medo?- perguntou num tom zombador, e ele rapidamente caminhou na direção dela. –Para, para.- disse ela caminhando para trás, encostando-se no carrinho.
-Está com medo?- perguntou ele num tom provocador a poucos centímetros do rosto dela, segurando o guidão do carrinho e deixando-a entre seus braços.
-Para.- disse ela empurrando-o, e ele se afastou, rindo.
-Sabe, estou até agora tentando entender porque isso aqui...- olhou em volta.- Fica aberto até às 23:00h. Não tem ninguém além de nós.
-Segundo andar deve ter gente.- disse Agatha olhando de relance para cima.
-O que tem lá em cima?- perguntou ele olhando na mesma direção.
-Tudo. Eletrodomésticos, roupas, brinquedos, Mcdonalds, livraria... Esse é o “shopping” da cidade.
-Ah.. Entendi...- disse ele franzindo as sobrancelhas, ainda olhando pra cima.
-Pode ser que não tenha tanta gente lá em cima hoje porque é dia de semana, mas durante o fim de semana lá em cima fica cheio até tarde.
-Então vamos lá?
-Pra que?
-Preciso comprar umas peças de roupa. Minhas melhores calças e blusas estão indo para o lixo, depois de uma tarde em contato com as crianças.
-E você vai passar o dia com elas usando calças e blusas novas?- perguntou, perplexa.
-Mas essas que eu vou comprar vão ser especificamente para cuidar das crianças, entende?- ela balançou a cabeça negativamente, rindo. –Não importa. Vamos lá.- disse indo até ela e puxando-a pela mão.
-Calma.- disse enquanto caminhavam rapidamente. –E as compras?
-Calma, nada. Já vai fechar.- olhou no relógio. –E quem iria roubar um carrinho de compras dentro do supermercado se somos os únicos aqui?

-Não tem nenhum atendente aqui, não?- perguntou Tom olhando ao redor, já que na sessão de roupas era tudo aberto e não uma loja específica, enquanto segurava algumas peças de roupas. –Tem gente aqui ainda!- disse ele falando alto, fazendo Agatha tapar os ouvidos.
-Paga lá em baixo mesmo.
-Mas eu tenho que provar.- disse ele já caminhando na direção do provador.
-Pra que provar, se elas são enormes?- perguntou ela, confusa, e ele rapidamente parou e virou-se para ela, sério.
-Mas eu quero provar. Posso?
-Tá. Vá em frente.- disse ela dando de ombros e ele caminhou, novamente, na direção dos provadores.
-Ah, ótimo!- exclamou ele. –Onde está a mulherzinha que entrega as placas?- perguntou procurando à sua volta.
-Quantas roupas tem aí?
-Oito.- respondeu, e rapidamente ela deu a volta do balcão e pegou a placa com o número 8, entregando-o.
-Pode entrar.- disse empurrando-o. –Não demora. Eu não quero passar a noite trancada num mercado.- disse ela. –Ainda mais com você.- comentou, fazendo-o gargalhar.
-Por que? Tens medo de mim?- olhou maliciosamente para ela, de cima a baixo e entrou no provador.
Ela ficou por ali, atrás do balcão, olhando algumas roupas que haviam sido “renegadas” enquanto esperava, e acabou encontrando uma blusa de tecido leve, lilás, com decote em “V”. Pegou-a, e a ergueu em sua frente, analisando cada detalhe.
-Que linda.- sorriu, enquanto admirava a blusa, mas acabou colocando-a sobre o balcão. Suspirou pesadamente, dando uma olhava em sua volta, e como não encontrou ninguém, voltou a mexer nas roupas sobre o balcão, dando atenção especial à blusa. Sentou-se na cadeira e ficou observando a blusa sobre o colo enquanto esperava.
-Por que você não prova?- perguntou Tom parando na frente dela, assustando-a, já que não o viu se aproximar.
-O que? Claro que não.- disse ela com um sorriso fraco, levantando-se da cadeira, dando uma última olhada na blusa e colocando-a sobre o balcão.
-E por que não?
-Porque... eu sou freira.- disse ela olhando para ele por alguns segundos e logo desviando o olhar para o chão.
-Nada a ver.- contrariou ele, colocando as roupas que provara sobre o balcão e pegando a blusa. –Vai lá provar.- disse ele com a mão estendida na direção dela, segurando a blusa. Ela olhou para a blusa por alguns segundos e olhou para ele, que sorria. –Anda.- disse ele colocando a blusa nas mãos dela. –Rápido, falta pouco para o mercado fechar.- olhou no relógio e voltou a olhar para ela, que fitava a blusa, decidindo se provava ou não.
-Mas...
-Ninguém vai saber.
-Mas...
-Pode deixar que não vou usar isso futuramente para te chantagear.- disse ele, e ela olhou para ele sorrindo.
-Não é isso.- colocou a blusa sobre o balcão novamente.
-Agatha...- indagou ele com uma voz firme. –Qual é o teu sobrenome mesmo?- olhou para ela com as sobrancelhas franzidas.
-Von Mühlen.- respondeu ela e ele balançou a cabeça.
-Tá. Agatha von Mühlen.- voltou a falar com a voz firme. –Se você não entrar naquele provador por livre e espontânea vontade, vai ser por livre e espontânea pressão.- disse ele pegando a blusa e colocando nas mãos dela. –Vai lá. Eu sei que você quer provar.- puxou-a pelo pulso e logo deu a volta, empurrando-a pelos ombros. –Espera.- deu alguns passos para trás, puxando-a consigo. Foi até o balcão e começou a revirar as roupas.
-O que você está fazendo?- perguntou ela enquanto o observava. Ele nada disse, apenas vasculhou as roupas e encontrando o que procurava, virou-se para ela.
-Será que serve?- perguntou segurando uma calça jeans na frente dela.
-O que? Você não acha que eu vou vestir isso, né?- balançou a blusa que segura e olhou para a calça.
-Claro que vai.- disse ele. –Serve ou não?
-Não sei.- disse ela hesitante.
-Por que essa cara? Eu sei que você quer provar.- entregou a calça para ela e voltou a empurrá-la na direção dos provadores, fazendo cócegas na cintura dela, que ria.
-Onde foi parar a “livre e espontânea vontade”?- perguntou ela rindo, enquanto caminhava.
-Esquece essa parte.- disse ele empurrando-a para dentro do provador. Assim que entrou e fechou a porta, Agatha ficou segurando a blusa e a calça por alguns segundos, pensativa, tentando decidir se provava ou não. –Já colocou?- perguntou Tom esperando de braços cruzados, encostado na parede.
-Não.- respondeu. Olhou-se no espelho por alguns segundos, fez uma careta e por fim decidiu provar. –Vou apenas provar.- disse ela para si mesma, enquanto tirava o pano que cobria a cabeça. –Apenas provar.- repetiu. -Já vou trocar.- disse um pouco alto, para que Tom escutasse.
Rapidamente desabotoou os botões que fechavam a gola do vestido na parte de trás e, feito isso, tirou o vestido e se olhou no espelho, apenas de lingerie.
-O que eu estou fazendo?- perguntou para si mesma, pegando a calça e colocando-a, antes que se arrependesse. Para surpresa dela mesma a calça serviu, ficando apenas um pouco larga na cintura. Pegou a blusa, vestiu-se e se olhou no espelho. –Legal..- disse ela, observando-se de cima a baixo no espelho, olhando-se de todos os ângulos enquanto um sorriso se abria nos lábios.
-Já trocou?- perguntou Tom aproximando-se da porta. –Me deixa ver.- disse ele batendo na porta.
-O que? É claro que não.
-Porque?- colocou o ouvido na mesma, como se pudesse enxergar com o ouvido através da porta.
-Por que não.
-Ah, para! Sério, me deixa ver.- disse ele enquanto a ansiedade ia aumentando.
-Não.
-Mas por que, exatamente?
-Érr... Decotado demais.- disse ela olhando para decote em “V”, que deixava seus seios fartos em evidência.
-Por favor.- pediu ele com a voz manhosa, batendo na porta, e como ela não respondeu, pois estava ocupada demais se olhando no espelho, começou a mexer na maçaneta de “livre/ocupado” da porta, que se abriu.
-Ei!- exclamou ela com os olhos arregalados, dando alguns passos para o lado, na direção contrária da porta. Tom olhou para ela por alguns segundos, vendo-a pela primeira vez de cabelos soltos -negros e lisos, um pouco abaixo do ombro- e olhou-a da cabeça aos pés, fixando o olhar no decote por alguns segundos.
-Wow!- disse ele coçando a nuca, suspirando e sentindo um friozinho na barriga, que o fez sorrir.
-Se você comentar isso com alguém, eu acabo com você antes que possa dizer f****.- disse ela olhando ameaçadoramente para ele, que arqueou as sobrancelhas, surpreso, e riu curvando-se para frente.
-Eu não acredito que você falou isso.- olhou para ela ainda surpreso, enquanto ela olhava para o chão fazendo uma careta de desgosto. Olhou para si mesma, ergueu o olhar para ele e sorriu, um tanto sem jeito.
-Sério, não fala isso com ninguém.
-Claro que não vou falar. Vou guardar essa imagem só para mim.- olhou-a de cima a baixo mordendo o lábio inferior e riu ao ver a cara inexpressiva dela. –Eu juro.- ergueu a mão direita e piscou para ela.
-Tá. Tudo bem.- sorriu torto. –Por sua causa, agora terei que passar a noite rezando.
-Por que?- perguntou ele, atônito.
-Acabei de falar um palavrão. Muito convívio com você.- disse ela rolando os olhos.
-Mas você não estava vestida de freira quando falou, então, não conta.- disse entrando no provador.
-Ei!- barrou-o com as mãos.
-Não vou te agarrar não.- abaixou as mãos dela. –Só... uma foto.- tirou o celular do bolso.
-O que?! Não.- balançou a cabeça negativamente.
-Sim. Você ainda vai me agradecer por isso. Sério.- olhou para ela com um olhar pidão, e ela acabou cedendo depois de alguns segundos.
-Tá. Uma foto.- concordou rolando os olhos, mas acabou sorrindo ao ver a felicidade dele.
-Ótimo.- foi até o lado dela, ficando de frente para o espelho, e passou o braço envolta da cintura dela.
-Olha essa mão aí, hein..- olhou atravessado para ele que riu, e deu um beijo na bochecha dela.
-Eu sei que você gosta. Não minta para si mesma.- piscou, sorrindo de lado. Acionou a câmera do celular, apontando para o espelho, e puxou-a mais para si.
-Dá pra parar?- perguntou ela dando uma cotovelada de leve nele.
-Não.- respondeu. –Agora sorria.- Olhou para imagem dela no espelho, que sorria sem jeito, e um segundos antes de tirar a foto, apertou a cintura dela, fazendo-a rir. –Agora sim. Perfeito.- olhou a foto tirada no celular e mostrou para ela, onde ele olhava para o espelho com um sorriso maroto, enquanto a abraçava pela cintura, e ela ria, olhando para ele.

Gostaram ??? *O*
Voltar ao Topo Ir em baixo
Patty Back
Admin
Admin


Número de Mensagens : 4279
Idade : 22
Localização : Curitiba
Data de inscrição : 24/10/2008

Minha ficha
Como conheceu o fórum?:

MensagemAssunto: Re: FF - Blessed Love    Qui Fev 10, 2011 8:54 pm

EU AMOOOOOOOOOO ESSES CAPÍTULOS, ESPECIALMENTE O SEGUNDO doce
minha barriga sentiu um friozinho lendo isso :x
quero mais *_*
Voltar ao Topo Ir em baixo
http://www.flickr.com/photos/trishback
Convidad
Convidado



MensagemAssunto: Re: FF - Blessed Love    Sex Fev 11, 2011 2:59 am

Como assim gostaram ???
Eu AMEI os capítulos, juro,
Não consigo ler essa fic em voz baixa, sempre leio para quem está junto comigo heheh (ninguém pediu).
Ahh, será que eles vão acabar ficando presos no mercado?? e se alguém ver a foto??, aí sim que f**** hehehehe.
Tom quer ser meu irmão assim ? -kk*.

JÁ SABE NÉ > QUERO MAIS FIC,
NECESSITO DE MAIS FIC,...
Voltar ao Topo Ir em baixo
/anna.
Big Fã
Big Fã


Número de Mensagens : 322
Idade : 23
Localização : Rio Grande do Sul
Data de inscrição : 03/04/2010

Minha ficha
Como conheceu o fórum?: Site TH BRASIL

MensagemAssunto: Re: FF - Blessed Love    Sex Fev 11, 2011 2:17 pm

ah, nem todo mundo que toca piano tem dedos tortos lixa
mas quem toca guitarra, tem calo sim Very Happy

que é isso... Agatha e Tom no provador, ela experimentando uma blusa decotada.. TÁ NÉ!
fala sério, e tudo que foi tirado ai foi apenas UMA FOTO? se eu fosse a Agatha tiraria mais coisas Twisted Evil
adorei os capítulos Very Happy e quero mais
desculpa o atraso Very Happy
Voltar ao Topo Ir em baixo
Pâmela.O.d.S
Big Fã
Big Fã


Número de Mensagens : 545
Idade : 20
Localização : RS/POA
Data de inscrição : 18/10/2009

Minha ficha
Como conheceu o fórum?: Site TH BRASIL

MensagemAssunto: Re: FF - Blessed Love    Sex Fev 11, 2011 8:02 pm

Patty Back-K escreveu:
EU AMOOOOOOOOOO ESSES CAPÍTULOS, ESPECIALMENTE O SEGUNDO doce
minha barriga sentiu um friozinho lendo isso :x
quero mais *_*


ooooh tbm senti um friozinho lendo isso '-' é muito fofura pra mim *0*
esses dois se merecem mesmo HUSHUSHU (euseiqueaaghatagosto) ;P
nao sei se o problema é comigo mas o tom fica mais fofo quando dá essas mancadas '-'
éo problema deve ser comigo!!!
Nem preciso dize que tem que continuar nééh!
Maaaaaaaais, sua fic virou vicio *-----------*

EDITADO:

ea fic ? oO


Última edição por Patty Back-K em Ter Fev 15, 2011 6:26 pm, editado 1 vez(es) (Razão : FLOOD É EXPRESSAMENTE PROIBIDO! LEIA AS REGRAS)
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ana Kaulitz (:

Fã


Número de Mensagens : 66
Idade : 21
Data de inscrição : 31/12/2008

Minha ficha
Como conheceu o fórum?: Outro

MensagemAssunto: Re: FF - Blessed Love    Sab Fev 19, 2011 12:58 pm

Eu não preciso dizer que esses capítulos são perfeitos, não é? Especialmente o segundo.
Tom, seu babão, tá apaixonadinho, own <3
Continua!
Voltar ao Topo Ir em baixo
http://twitter.com/anaccorsi
Catarina Kretli
Fanática
Fanática


Número de Mensagens : 1673
Idade : 20
Localização : Casimiro De Abreu - RJ
Data de inscrição : 07/04/2010

Minha ficha
Como conheceu o fórum?: Site TH BRASIL

MensagemAssunto: Re: FF - Blessed Love    Sab Fev 19, 2011 11:15 pm

Tom é delicia né ?? KSPOAKPSKPAK
Também acho que a Agatha deveria tirar mais do que uma foto ... mas quem sabe nesse capítulo ela não tira uma casquinha ?? AAAAAAAAAA falei ;x
Bem vamos lá (:
__________________________________________________

Sonhe Comigo

-Vai levar?- perguntou Tom segurando as roupas para Agatha enquanto ela escondia novamente o cabelo. Ficou observando-a, com uma careta de desgosto. –Se você soubesse como eu odeio esse troço.- deu um passo à frente, entrando no provador, e segurou a ponta do pano, balançando-o. Ela nada falou, apenas deu um risinho quase inaudível. –E esse tapa-tudo também.- olhou-a de cima a baixo, fazendo-a jogar a cabeça para trás, rindo.
-Tapa-tudo?- virou-se para ele, que confirmou com a cabeça, sério.
-Esconde tudo.- balançou a cabeça negativamente, como se reprovasse a existência de tal roupa, enquanto olhava-a de cima a baixo, e saiu do provador.
-É por isso que nós, freiras, usamos. Pra ninguém “olhar” para nós.- disse ela, e Tom gargalhou.
-Mas só tem velha naquele convento.- riu. –Tirando você e a Luise, claro.
-Tá, tudo bem.- riu e saiu do provador.
-Vais levar as roupas?- perguntou ele afastando-se quando ela fez menção de pegá-las.
-Claro que não. Vou fazer o que com isso?- aproximou-se para tentar pegá-las, mas novamente ele se afastou, fitando-a. –O que?
-Eu levo.- sorriu, e sem dizer mais nada começou a caminhar segurando as “roupas dela” e as suas.

Depois de pagar pelas compras e pelas roupas, incluindo as que Agatha usava –que Tom comprou dando um jeito de esconder para que ela não percebesse-, voltaram para o orfanato já passando das 23:15h. Como já era tarde, as crianças e boa parte das freiras já dormiam, de modo que Agatha e Tom tiveram que levar as sacolas de compras para cozinha sem fazer tanto barulho.

-Acho que não falta mais nada.- disse Tom, colocando as últimas sacolas sobre a mesa.
-Tem certeza?- perguntou ela, guardando as compras no armário.
-Tenho. As outras que tem lá são as minhas.- respondeu, ajudando-a a guardar cada coisa em seu lugar. Assim que terminou, Agatha foi até a mesa, e começou a dobrar as sacolas, para guardá-las no puxa-saco. –Ah, e essa sacola aqui é pra Luise. Comprei até alguns pacotes de bala a mais para o caso dela cobrar juros.- riu e entregou a sacola para Agatha, que colocou sobre o balcão.
-Então se prepara porque amanhã ela vai estar elétrica.- fez uma careta, como se já soubesse o que estava por vir, e olhou para Tom, que sorria enquanto a observava. –O que foi?
-Nada.- deu de ombros. –Você devia se vestir daquele jeito mais vezes, sabia?- sorriu olhando-a de cima a baixo e tirou o celular do bolso.
-Eu pedi pra você não falar sobre isso.- disse ela quase sussurrando, fazendo-o rir.
-Todos estão dormindo.- disse ele dando de ombros e acionando a câmera do celular, apontando na direção dela sem que ela notasse, enquanto ela dobrava as sacolas.
-Mesmo assim. Faça de conta que o que você viu foi apenas uma ilusão.
-Não.- retrucou ele. Agatha olhou para ele e percebendo a câmera em sua direção soltou a sacola na mesa e foi até ele, que rapidamente levantou a mão, mantendo o celular no alto.
-Apaga.- disse ela tentando pegar o celular. –Sério. Pode apagar. E apaga aquela outra também.- disse enquanto pulava para tentar alcançar o celular.
-Aquela lá eu não apago de jeito nenhum.- riu e foi afastando-se enquanto ela pulava tentando pegar o celular.
-Sério.
-Eu também estou falando sério. Vou deixar ela como plano de fundo...- riu enquanto dava a volta na mesa, caminhando para trás.
Ela parou e o encarou por alguns segundos, séria, e voltou a dobrar as sacolas.
Tom, ainda parado longe dela, começou a mexer no celular, de vez em quando olhando de relance para ela, que continuava séria.
-Tais chateada? Não, né?- perguntou cauteloso, mas ela continuou calada e de cara fechada. –Para... Eu só estava brincando...- foi até ela. –Tá, eu apago.- rolou os olhos e quando voltou a olhar para ela a cara fechada já havia se desfeito. –Mas aquela lá não.- avisou ele.
-Aquela lá sim. Principalmente aquela lá.- disse ela aproximando-se para se certificar de que ele estava mesmo apagando.
-Não, aquela não. Pensa bem, você vai ficar velha, mofando dentro dessa manta que você usa aí...- olhou-a dos pés a cabeça, fazendo novamente uma careta de desgosto. –Tem certeza de que quer apagar a única lembrança daquela blusa lilás que você estava babando em cima? Aquela blusa linda, que você usou e amou por cinco minutos, abraçada comigo...- sorriu de lado. -E que fez seus belos seios gritarem “aleluia, ar fresco!”?- perguntou ele e recebeu um tapa no braço. –Mas é sério.- riu.
Ela olhou para ele por alguns instantes e desviou o olhar para a mesa, olhando para um ponto fixo enquanto pensava.
-Tá. Pode ser.- disse ela erguendo o olhar para ele. –Fazer o que, né? Mas é bom deixar isso aí muito bem guardado.
-Ah, por que?- perguntou ele fingindo estar desapontado. –Só porque estava pensando em ampliar e fazer um pôster pra pendurar na igreja?- perguntou ele fazendo bico, fazendo-a rir.
-Você não é louco de fazer isso...- olhou de relance para ele e voltou a dobrar as últimas sacolas, enquanto ele fingia apagar a foto e guardava o celular no bolso.
Depois de alguns segundos em silêncio, Agatha olhou para ele pelo canto do olho e viu que ele a observava com um leve sorriso nos lábios, o que fez seu coração bater um pouco mais rápido. Respirou fundo e olhou para ele.
-O que foi?
-Nada.- respondeu ele olhando-a nos olhos, com a boca curvada para cima num sorriso maroto. Ela desviou o olhar para as sacolas novamente, sentindo de repente um tremor passar pelo corpo, e quando olhou para as mãos percebeu que as mesmas tremiam um pouco.
Ao ver que ela fechara as mãos rapidamente, parecendo um tanto nervosa, Tom mordeu o lábio inferior, contendo um sorriso, e se aproximou.
-Acho que eu já vou.- inclinou-se um pouco para dar um beijo em seu rosto, mas no exato momento ela, que prestava a atenção nas mãos, virou o rosto e o beijo acabou sendo nos lábios. Depois daquela pequena "surpresa” que fez seu coração pular dentro do peito enquanto olhava dentro dos olhos dela, a centímetros de seu rosto, Tom sorriu e ela, depois de piscar algumas vezes seguida, abaixou o olhar sorrindo sem jeito enquanto pouco a pouco seu rosto corava, e as batidas do seu coração se intensificava. -Olha pra mim.- disse ele segurando o queixo dela e fazendo-a olhar para ele, enquanto sua expressão se tornava séria. –Como você consegue fazer isso?- ela contraiu levemente as sobrancelhas, confusa, enquanto olhava dentro dos olhos dele, sentindo a respiração falhar.
Ele umedeceu os lábios, olhando de relance para os lábios dela e logo voltou a olhá-la.
-Fazer me sentir tão...- fez uma pausa, esperando uma primeira reação dela devido a proximidade. -...Completo e feliz?- esboçou um sorriso e se aproximou, ficando ainda mais perto do rosto dela.
Ela olhou seriamente dentro dos olhos castanhos à sua frente, analisando-os, e logo sorriu abaixando o olhar, que parou sobre os lábios dele de onde o hálito quente e úmido saía e batia em seu rosto, fazendo suas pernas fraquejarem.
Sem perder mais tempo, Tom segurou o rosto dela entre as mãos, a fazendo olhar nos olhos dele novamente, e diminuiu aquela distância com um beijo que foi imediatamente retribuído. Tal ação fez com que uma explosão de felicidade percorresse todo o corpo dele, que sorriu no intervalo entre um beijo e outro. Como um simples beijo podia fazê-lo se sentir bem, tão feliz, tão vivo?
Passou o braço em volta da cintura dela, trazendo-a mais para perto, assim que o beijo começou a se intensificar, enquanto sua mão livre passeava pela lateral do corpo e pelas costas dela.
-E-espera.- afastou-o, com o coração pulando dentro do peito. -Tem alguém vindo.- disse ela recuperando o fôlego, olhando em direção da porta por cima do ombro dele. Tom olhou na mesma direção e logo voltou a olhar para ela, sorrindo, sentindo-se incrivelmente bem.
-Não tem, não.- disse ele ofegante, colocando a mão na nuca dela e trazendo-a para si, voltando a beijá-la.
Agatha enlaçou seus braços envolta do pescoço dele, retribuindo cada toque e cada carícia, sentindo o ar nos pulmões ficar escasso e o calor que sentia aumentar gradativamente conforme o ritmo sincronizado que suas línguas dançavam, e enquanto travava uma batalha interna entre o certo e o errado.
Ela não devia estar fazendo aquilo. Não podia, principalmente no “estado” em que estava. Mas era mais forte. Ela queria e sentia-se perfeitamente bem e feliz com aquilo. Por várias vezes negou a si mesma sentir qualquer sentimento ou atração por ele, mas tocá-lo e sentir seu toque fazia com que um misto de sensações percorresse cada centímetro de seu corpo, fazendo-a se desprender de tudo à sua volta, anular qualquer sentimento de culpa ou arrependimento, e ter a certeza de que o que sentia era verdadeiro. E recíproco. Sua mente a cada segundo mandava-a se afastar dele e seu coração, em contrapartida, dizia o contrário e batia cada vez mais rápido chamando por ele, dizendo que aquilo era a coisa certa a fazer.
Agir com a razão ou com o coração? Ela sabia a resposta. Durante todo esse tempo viera agindo com a razão, mas em momento algum se sentiu tão feliz como ali, amando-o.

Por faltar oxigênio nos pulmões, ambos interromperam o beijo. Sem nenhuma palavra, Tom deu um beijo demorado nos lábios dela, e assim que voltou a olhá-la, viu que ela sorria para ele, olhando-o com um brilho diferente no olhar. Retribuiu o sorriso, acariciando o rosto dela e deu mais um beijo em seus lábios, logo fazendo uma trilha de beijos e leves mordidas que passavam pela sua mandíbula e desciam até o pescoço, fazendo-a estremecer com o toque gelado do piercing e com o toque macio de seus lábios.
-É melhor a gente parar.- disse ela inspirando profundamente, sentindo um tremor prolongado passar pelo seu corpo assim que ele apertou sua cintura, colando ainda mais seus corpos. Tom deu uma risadinha, roçando seu nariz no pescoço dela e inspirando profundamente, querendo gravar seu cheiro, e olhou para ela por alguns segundos, acariciando seu rosto com o polegar.
-Eu te amo.- disse ele olhando dentro dos olhos dela.
Ao ouvir aquilo Agatha sentiu seu coração parar por alguns segundos, como se não acreditasse naquilo, e logo o sentiu voltar a bater com força total, espalhando uma felicidade inexplicável por cada centímetro de seu corpo.
-Eu..- gaguejou ela, olhando dentro dos olhos dele, enquanto um sorriso se formava em seu rosto. Abriu a boca para dar continuidade, mas ouviram passos de alguém se aproximando e rapidamente se afastaram, ficando o mais longe possível um do outro, tentando disfarçar o que havia acontecido ali.
-Eu quero minhas balas, Kaulitz!- disse Luise entrando na cozinha pisando forte e parando na frente dele com as mãos estendidas.
Tom arregalou os olhos e deu alguns passos para trás, olhando de relance para Agatha, sem saber o que fazer. –Anda!- disse ela como uma criança birrenta.
-Tá... Tá. Calma.- disse ele indo até o balcão e pegando a sacola com as balas e entregando para ela. –Pronto, dívida paga.- disse ele afastando-se.
Instantaneamente ela abriu um sorriso, olhando de Tom para Agatha, que rapidamente desviou o olhar para o chão, e correu para fora da cozinha.
-Meu Deus!- exclamou ele ainda olhando para a porta. –Não quero nem ver amanhã.- fez uma careta e olhou para Agatha, que riu. -"Meu Deus"? Eu falei "Meu Deus"?- olhou para Agatha por alguns segundos, com as sobrancelhas franzidas e riu. -Viu, muito convívio com vocês, freiras.
-Ah, são você.- disse irmã Paulina adentrando no local de repente, assustando-os. –Assustei?- perguntou ela lançando um olhar suspeito para Tom, e logo olhando para Agatha, que caminhou até a geladeira, ficando de costas para a freira.
-Não, eu... Já estava indo.- respondeu Tom, dando uma olhada pela mesa, como se estivesse se certificando de que não havia nada fora do lugar.
-Hm.. Obrigada por se dispor a levar irmã Agatha ao mercado. Embora eu não entenda porque esse horário.- agradeceu forçando um sorriso, que Tom retribuiu com um aceno de cabeça. –Se quiser, pode... comer alguma coisa antes de ir.- disse ela hesitando por um momento. –Dê alguma coisa para ele comer, irmã Agatha.- disse ela, e logo se retirou. Tom a seguiu com o olhar e depois de alguns segundos em silêncio, resolveu se manifestar.
-Você acha que a Luise entrou aqui que nem uma louca pra “avisar” que a velha estava vindo?- perguntou ele indo até Agatha, que arregalou os olhos com tal possibilidade. –Wow! Por pouco somos pegos no flagra.- sorriu de lado. –Então... Está afim de saciar a minha fome?- perguntou, sorrindo maliciosamente enquanto se aproximava mais dela, e recebeu um tapa no braço. –Ai, o que foi que eu fiz?- perguntou fazendo cara de inocente. –Olha só, que louca.- balançou a cabeça, e ela se limitou a rir, enquanto fechava a geladeira depois de retirar um pudim de maracujá.
-Quer?- perguntou.
-Foi você que fez?- perguntou, olhando torto para o pudim.
-Não.- disse ela rolando os olhos.
-Então não.- fez bico. –Quero outra coisa. Onde estávamos?- passou a mão envolta da cintura dela, que nada fez para afastá-lo.
-Hm... Na parte que você ia embora.- disse ela evitando olhar para ele. Tom olhou para ela por alguns segundos e logo tirou o braço da cintura dela.
-Então vamos.- disse ele dando de ombros, tirando o prato de pudim da mão dela, colocando-o sobre a mesa, e entrelaçando sua mão na dela.
-Aonde?- perguntou ela, enquanto era puxada por ele.
-Nos despedir.- disse ele, e caminharam de mãos para fora do orfanato.

-Sabe...- indagou ele assim que chegaram ao portão. –Eu pensei que você fosse arrancar meus órgãos com seu chute super sônico quando te beijei sem querer.- riu.
-Eu também pensei que eu fosse fazer isso.- disse ela tentando segurar o sorriso que se formara em seus lábios.
-E porque não fez?
-Não sei.- respondeu ela olhando para as mãos entrelaçadas. –Eu só...
-Gosta de mim?
-É...- disse ela erguendo o olhar para ele. –Talvez.- riu, fazendo-o sorrir.
-Talvez?- perguntou, e deu alguns passos para perto dela, se inclinando. -Vou fazer você ter certeza.- disse ele sussurrando no ouvido dela, fazendo-a se arrepiar. Olhou para os lados da rua vazia e iluminada apenas pelos postes, deu um beijo demorado nela. –Quer ir lá pra casa?- perguntou piscando para ela, mordendo o lábio inferior, fazendo-a rir.
-Não é assim que você vai me fazer ter certeza.- riu e rolou os olhos.
-Tá. Vou pensar no que fazer então.- disse ele fazendo bico, e logo sorrindo. Ficou olhando para ela por alguns segundos e lentamente sua expressão foi se transformando em um olhar pidão. –Tem certeza?
-Boa noite, Kaulitz.- disse ela soltando a mão dele, rindo.
-Tá, né.- concordou a contragosto. –Sonhe comigo, von Mühlen.

Agatha não é fraca não. Rolling Eyes
Voltar ao Topo Ir em baixo
Patty Back
Admin
Admin


Número de Mensagens : 4279
Idade : 22
Localização : Curitiba
Data de inscrição : 24/10/2008

Minha ficha
Como conheceu o fórum?:

MensagemAssunto: Re: FF - Blessed Love    Dom Fev 20, 2011 12:19 am

SONHA COM ELE, E COM TUDO QUE VOCÊ PODERIA ESTAR FAZENDO COM ELE SE NÃO TIVESSE RECUSADO O PEDIDO /é
patricia direto ao assunto OAJOSHOAHSOAHS

gemt, quero mais insanamente T.T
Voltar ao Topo Ir em baixo
http://www.flickr.com/photos/trishback
/anna.
Big Fã
Big Fã


Número de Mensagens : 322
Idade : 23
Localização : Rio Grande do Sul
Data de inscrição : 03/04/2010

Minha ficha
Como conheceu o fórum?: Site TH BRASIL

MensagemAssunto: Re: FF - Blessed Love    Dom Fev 20, 2011 1:17 am

Patty Back-K escreveu:
SONHA COM ELE, E COM TUDO QUE VOCÊ PODERIA ESTAR FAZENDO COM ELE SE NÃO TIVESSE RECUSADO O PEDIDO /é
patricia direto ao assunto OAJOSHOAHSOAHS

gemt, quero mais insanamente T.T

AE, sonha mesmo!
com a Patty, o sistema é bruto EAUHEIAUHEIAUHE e eu apoio aplausos
Catarina, nós imploramos por mais fic, não demora não, hein yaya
Voltar ao Topo Ir em baixo
Pâmela.O.d.S
Big Fã
Big Fã


Número de Mensagens : 545
Idade : 20
Localização : RS/POA
Data de inscrição : 18/10/2009

Minha ficha
Como conheceu o fórum?: Site TH BRASIL

MensagemAssunto: Re: FF - Blessed Love    Dom Fev 20, 2011 3:10 pm

Guria tava quase tendo um treco porque tu não postava, sério! ;s
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEH
Agatha deu uma chance,e o tom como de bobo não tem nada, aproveitou muito bem
UHSHUSHUSUH, Tom deixou ela sem fala *o*
Quero só vê quandoo ele conta pros meninos UHSUHUSH
Coooooooooooooooooooooooooontinua eu IMPLOROOO */_*
Voltar ao Topo Ir em baixo
Catarina Kretli
Fanática
Fanática


Número de Mensagens : 1673
Idade : 20
Localização : Casimiro De Abreu - RJ
Data de inscrição : 07/04/2010

Minha ficha
Como conheceu o fórum?: Site TH BRASIL

MensagemAssunto: Re: FF - Blessed Love    Ter Mar 01, 2011 3:07 pm

Volteii Õ/
E gente eu tenho que falar uma coisa aqui, minha mãe vai tirar a net por 1 mês ou 2 mêses e eu já estou put* mais vou sobreviver, sabe porque ?? Porque eu vou usa o netbook dela escondido porque ela não deixa ninguem mexer no beby dela. Então, quando eu estiver postando aqui vocês já sabem que eu esto na malandragem KSPOASKA
Então vamos lá (:
__________________________________________________________

Confidentes

Depois de se despedir de Tom, Agatha voltou para o orfanato onde checou se estava tudo no devido lugar e foi para o quarto depois de tomar um bom banho.
Durante todo esse tempo até quando se deitou na cama para dormir, a única coisa na qual não conseguia parar de pensar era no beijo entre ela e Tom. Tentava de todas as formas esquecer aquilo e dizia a si mesma que nada havia acontecido, mas era impossível, principalmente tratando-se de mentir para si mesma. As cenas do que havia acontecido vinham-lhe a mente sem nenhum pudor, fazendo-a reviver cada detalhe novamente, como se ainda estivesse lá, nos braços dele, beijando-o.
Respirou fundo, sentindo seu coração pular dentro do peito e expulsou o ar dos pulmões lentamente, esvaziando também a mente, mas tão logo sentiu as famosas borboletas no estômago dançarem e fazerem cócegas, fazendo-a sorrir.
“Esquece isso Agatha!”, disse a si mesma, fechando fortemente os olhos. “Esquece isso. Você sabe que não devia ter feito isso...”
Abriu os olhos, não sabendo para o que olhava, já que o quarto estava completamente escuro, e suspirou, sentindo o coração diminuir o ritmo lentamente. Ficou fitando o escuro por alguns segundos e logo a imagem de Tom veio à sua mente. Fechou fortemente os olhos mas logo relaxou, desistindo de lutar contra aquilo.
“Quem eu estou querendo enganar?”, sorriu sozinha e permitiu-se reviver o momento, de olhos fechados. Lembrou-se do sabor da boca dele, e por um momento pensou estar mesmo sentindo tal gosto, fazendo-a morder o lábio inferior. Lembrou-se das sensações gostosas e dos arrepios que o piercing gelado provocava ao passear por seu pescoço. Tudo tão real...
Sentiu um tremor passar pelo corpo e abriu os olhos, certificando-se que estava apenas relembrando-se, e tão logo percebeu sua respiração descompassada, enquanto seu coração parecia explodir dentro do peio e suas mãos suarem frio. Virou-se na cama, ficando de frente para cama de Luise e voltou a fechar os olhos, sorrindo.
“Eu te amo”, as palavras ecoaram em sua cabeça, fazendo seu coração parar de bater por milésimos de segundos e voltar a bater com força total, tal como na primeira vez em que ouviu tais palavras. Sorriu ainda mais, de olhos fechados, e de repente sentiu uma respiração próxima de seu rosto, fazendo-a abrir os olhos.
-Oi.
-Luise!- disse ela assustando-se ao ver a amiga a centímetros de seu rosto. Sentou-se na cama e Luise aproveitou para se deitar ao lado de Agatha, que continuava sentada, com a mão no peito. –Quer me matar?- perguntou olhando por cima do ombro, embora não visse nada, já que estava escuro.
-Deita aqui.- disse Luise tateando o escuro e logo puxando o braço de Agatha. –Me conta.- pediu ela, fazendo Agatha engolir em seco.
-Contar o que?- perguntou, com a cabeça pendendo para fora do travesseiro.
-Não se faça de sonsa, Agatha.- disse ela segurando o riso. –Eu vi você e o Tom se agarrando na cozinha.
-O que?!- perguntou ela num tom agudo, e Luise a imaginou de olhos arregalados.
-Foi beijo de língua? Ele beija bem? Tinha gosto de que? Ainda tais excitada?
-Luise!- exclamou Agatha num tom de voz mais baixo, sentindo o rosto esquentar.
-O que?- perguntou Luise, indiferente. –Eu quero saber como foi, oras... Deve ter sido bom, o negócio. Acho que até a madre ouviu você ofegando aqui.- disse ela começando a rir.
-Para!- disse Agatha com a voz chorosa, sentindo o rosto esquentar, e agradeceu por estar escuro. Virou-se na direção contrária de Luise, com o objetivo de afundar o rosto no colchão da cama, mas acabou caindo da mesma.
Luise gargalhou alto ao ouvir o estrondo, mas logo tampou a própria boca com a mão, abafando o riso.
Agatha levantou-se do chão, resmungando da dor nos cotovelos e nos joelhos, e deitou-se ao lado de Luise novamente, que permanecia imóvel, tentando parar de rir.
-Vai dormir, Luise.- disse Agatha rezando para não ser bombardeada de perguntas.
-Só depois de me contar tudo.
-Não quero falar disso agora.- disse num tom ligeiramente severo, agradecendo mais uma vez pela luz estar apagada, já que voltou a sorrir ao se lembrar do “tudo”.
-Eu não perguntei se você quer falar ou não. Eu quero saber, e só vou sair daqui depois de saber tudo nos mínimos detalhes.- retrucou Luise, permanecendo na cama. Agatha ficou em silêncio por alguns segundos, podendo ouvir tanto sua respiração quanto a de Luise, no silêncio do quarto, e por fim soltou o ar dos pulmões.
-Tá, tá.
-Legal!- vibrou Luise ajeitando-se na cama, como uma criança esperando ouvir uma história para dormir. –Pode começar.
-Bem...- indagou Agatha olhando para o teto, embora não pudesse vê-lo. –Por onde eu começo...?
-Começa pela história da foto.- disse Luise.
-Como assim, foto?- perguntou Agatha, atônita. –Desde quando você ficou nos olhando?
-Desde que chegaram.- disse ela rindo.
-Eu não acredito, Luise.- disse Agatha ligeiramente aborrecida.
-Tá, tá. Continua. Que foto é essa?
-Ah... É uma foto que a gente tirou no... provador...
-Não creio!- disse ela tampando a mão com a boca, embora Agatha não pudesse ver. –Espera, vou acender a luz.
-Não! Deixa assim.- pediu Agatha tateando o ar a procura de Luise, mas já era tarde. Luise correu até a porta, acendeu a luz, certificou-se de que a porta estava trancada e voltou correndo para o lado de Agatha. –Não precisa ficar vermelha, somos amigas.- disse ela rindo ao ver o rosto corado de Agatha.
-E você quer que eu fique como?- olhou para Luise, que deu de ombros.
-Não importa. Voltando...- tampou a boca com a mão. –Não creio!
-Não crê em que?- perguntou Agatha com as sobrancelhas franzidas.
-É por isso que você queria que ele apagasse a foto.- disse ela, fazendo Agatha arregalar os olhos, com medo do que poderia vir a ouvir. –Vocês estavam se comendo no provador...
-O que?! Luise... Não!- disse Agatha olhando com os olhos arregalados, em estado de choque com o que ouviu, fazendo Luise gargalhar. –Ri mais baixo, Luise.
-Tá, tá. Mas se não foi isso, o que era?
-Ah... É que eu provei...
-Uma lingerie vermelha?
-Não. De onde você tira essas coisas?- perguntou Agatha balançando a cabeça, incrédulo, mas logo riu.
-Dá minha cabeça.- sorriu abertamente. –Mas... Não era lingerie? Mas ele disse “seus belos seios gritarem “aleluia, ar fresco!”... Você mostrou os seios para ele?- perguntou, fazendo-a Agatha rir.
-É, Luise.- disse ironicamente. –Virei modelo pornô de provador de loja.- rolou os olhos, fazendo a amiga gargalhar. –É uma foto que a gente tirou quando eu provei uma roupa lá...- explicou.
-Tá. Entendi. Agora, o que mais?
-Bem...- pensou por alguns segundos e sorriu. –Ele disse que me... ama.
-Isso eu já sabia.
-Já?- perguntou Agatha, surpresa. –Ele te falou?
-Sim, eu já sabia. E... Bem, tecnicamente ele falou sim. Sem querer.- explicou, e olhou para Agatha que parecia confusa. –Sim, ele falou. Mas... E você? Gosta dele?- perguntou, e Agatha confirmou com um sorriso.
-Mas...
-Mas... ?
-Sei lá... Não sei.
-Não sabe o que?- perguntou Luise com ar mais sério.
-Você sabe, Luise.- olhou para amiga e direcionou seu olhar para o teto. –Eu tento esquecer o que passou, mas... não dá.- suspirou. –Impossível esquecer.- deu um sorriso torto. -Tudo estava indo bem até ele aparecer. Incrível..- riu.
-O que é incrível?- perguntou Luise.
-Ele ter aparecido justo quando tudo estava indo bem.- respondeu, e Luise fitou-a por alguns segundos com as sobrancelhas franzidas, mas logo sorriu.
-Talvez ele tenha aparecido justamente para fazer as coisas irem bem.- retrucou, e Agatha a olhou de modo interrogativo. –Para que você abrisse os olhos e visse a vida que você está jogando fora estando trancada aqui.
-Você também está jogando sua vida fora, Luise.- rebateu Agatha, encarando-a.
-Não estou, não. Eu decidi ser freira. Me abandonaram aqui, cresci aqui, sob os cuidados da madre, sempre esperando por uma família que me adotasse. Fui crescendo, vendo também as outras crianças que chegavam passar pelo mesmo que eu... Por isso estou aqui. Se ninguém quer adotá-las, eu as adoto.- sorriu. –Você não. Você não devia estar aqui. Mesmo depois de tudo o que aconteceu, você não devia estar aqui. Devia ter seguido em frente.- olhou para Agatha com cara de “não é mesmo?”, e sorriu. –Talvez seja por isso que ele tenha aparecido quando tudo “parecia” estar indo bem. Para te acordar pra vida.- disse, e Agatha a fitou por alguns segundos, pensativa. –E agora que isso, aparentemente, aconteceu, o que você vai fazer? Por que depois de tudo o que aconteceu hoje, você não acha que vai continuar sendo freira, né? Agora seus dias como freira estão, finalmente, contados.- sorriu vitoriosa.
-Como assim, finalmente?- perguntou Agatha sentando-se na cama, atordoada. –Eu pensei que você fosse minha amiga.
-Eu sou.- disse Luise, encarando-a. –E é justamente por ser sua amiga que eu quero você fora daqui. Com o Tom, ou sem o Tom.- disse, deixando Agatha sem reação. –Eu quero que você viva, Agatha.- sorriu. –Como diz o Tom: Tem certeza de que quer ficar velha, mofando dentro dessa manta que você usa aí?


-Sério mesmo?- perguntou Bill, com uma alegria nítida na voz, falando ao celular.
-Sim. Sério mesmo.- afirmou Tom, deitando-se na cama com um sorriso radiante nos lábios. –Toda vez que eu a via eu ficava treinando mentalmente: “Eu te amo. Sabe, eu te amo. Psiu, eu te amo. Ei, eu amo você”. Pura babaquice, eu sei...- disse, fazendo Bill rir. –Mas na hora, assim... Foi espontâneo, sabe? Eu até pensei que tinha pensado isso, mas quando ela olhou pra mim com uma cara de “Você falou o que eu acho que ouvi?”, na hora eu pensei: “C******! Eu falei! EU FALEI!”
Bill gargalhou do modo como o irmão falou, mas sentiu-se feliz por aquilo.
-E ela, o que falou?
-Quando eu falei ela falou “Eu...”, mas na hora a Luise entrou.- fez uma careta, enquanto olhava para o teto. –Mas acho que ela gosta de mim sim, porque ela ficou me olhando de um jeito diferente e logo abriu o sorriso. E não foi um sorriso do tipo “Ah, legal”, mas um sorriso do tipo “Sério? Eu também!”. E cara... Isso vai soar um tanto gay mas, eu me derreti com aquele sorriso. Sério, fiquei toda derretida.- falou com uma voz “diferente”, fazendo Bill gargalhar. –Senti um... uma falta de ar... e um friozinho gostoso na barriga. P****! Isso é muito estranho. Mas ao mesmo tempo é tão bom...- suspirou, e riu de si mesmo.
-Eu sei como é.- Bill comentou, e rapidamente Tom se pôs em alerta.
-Sabe? Você e a Alana já...?
-Ainda não.- respondeu antes que o irmão terminasse a pergunta. –Mas nos falamos pelo celular quase todos os dias. E antes que você diga “então você não sabe como é”, eu digo: Não desgrudo do celular e toda vez que ele toca meu coração parece que vai sair pela boca.
-Hm... Legal é se você atende e descobre que quem ligou é o Georg, né?- riu, fazendo Bill gargalhar.
-Isso já aconteceu.
-Já?- gargalhou. –Que foda. Mas fora esse “papo celular”, nenhum avanço?
-Ah, pouco a pouco estamos avançando sim, descobrindo coisas em comum...
-Tipo o que?
-Hm...- pensou por alguns segundos. –Gostamos de moda.
-Ah, então ela é a mulher ideal pra você.- riu, contagiando o irmão.
-Quem sabe?- disse Bill, feliz em ouvir aquilo. –Nós combinamos de ir ao shopping perto da casa dela amanhã de manhã.
-De manhã? Não tem merda nenhuma pra se fazer num shopping de manhã.
-Exatamente.- disse Bill. –Sem merda nenhuma pra se fazer somado ao fato de que graças a isso o shopping vai estar quase vazio é igual a ninguém para “incomodar”.
-WTF?- perguntou Tom estreitando as sobrancelhas. –Deixa eu adivinhar, ela gosta de matemática.
-Na verdade gosta de química, mas química tem um “Q” de matemática, né?
-Não sei, liga para o túmulo do Einstein e pergunta.- retrucou, fazendo Bill gargalhar.
-Vou procurar no catálogo dos mortos.- disse Bill, fazendo Tom rir.
-Me responde, porque a gente fica mais idiota do que já somos quando nos apaixonamos?- perguntou Tom, pensativo.
-Não faço a menor idéia.- respondeu, e riram.
-Bem...- indagou assim que começaram a ficar sem assunto. -Vocês amantes da moda que se entendam. Enquanto isso, eu vou cuidar dos meus “filhos” e apreciar minha beldade imaculada.- disse ele fazendo Bill rir.
-Isso aí, “papai”. E reze para que Deus te ajude a conquistar a sua “beldade imaculada” sem tantos problemas.
-Eu já conquistei ela, Bill.- retrucou Tom, num tom sério.
-Tá, tudo bem.- disse ele, e Tom pode imaginá-lo rolando os olhos, o que o fez rir. –Rindo do que?
-Nada.- respondeu, segurando o riso.
-Tá legal então. Mas... Tem uma coisa que eu gostaria de saber.
-Sim, sim..- disse Tom, sentando-se nada cama, enquanto procurava pelo controle da TV. –Faça como eu, deixe rolar. E lembre-se: mantenha contato visual.
-HÁHÁHÁ!- exclamou Bill, numa risada forçada. –Que engraçado.
-Mas é sério. “Fale” com os olhos.- disse ele fazendo Bill rir.
-Tá, vou lembrar disso. Mas posso continuar?
-Vá em frente.
-Ela... Correspondeu assim, numa boa?- perguntou cauteloso.
-Sim. Mais uma prova de que ela também gosta de mim.- respondeu, sorrindo sozinho. –Mas... Agora que você falou...
-O que?
-Até que ela beija bem demais pra uma freira.- disse ele pensativo.
-É?- perguntou Bill, hesitante.
-É.- respondeu. –Ah, mas..- riu. –Esqueci que ela não nasceu freira, como ela diz.
-Hm... E... Já descobrisse por que ela é freira?
-Ainda não. Vou perguntar quando for a hora certa.
-“Quando for a hora certa”.- Bill repetiu, dando uma risada discreta. –Responsável...
-Sempre fui. –retrucou Tom.
-Claro que sim.- riu. –Não está mais aqui quem falou. Vou desligar.
-Já?- perguntou Tom num tom agudo.
-Tsc, tsc..- Bill riu. –Cuidado pra não afinar a voz assim perto da imaculada, senão é capaz de ela te dar um banho de água benta, pensando que o “coisa ruim” está no teu corpo.- falou, fazendo Tom gargalhar.
-Era um negócio na garganta.
-Sei...
-Vai dormir, Bill.
-Tudo bem.- riu. –Boa noite, maninho.
-Boa noite. Durma bem.

Voltar ao Topo Ir em baixo
Convidad
Convidado



MensagemAssunto: Re: FF - Blessed Love    Ter Mar 01, 2011 4:07 pm

Atrasada triste

Nossa, estes dois capítulos me deixaram de queixo literalmente caído,
Além de rir muito aqui.
Com tanta informação não sei nem o que comentar.
O que será que aconteceu com a Agatha pra ela ser freira?
Muitas perguntas aqui,
hehe Luise e a balas...kkk...

Poste assim que possível please... amo essa fic...#fato.

...QUERO MAIS FIC...
Voltar ao Topo Ir em baixo
Pâmela.O.d.S
Big Fã
Big Fã


Número de Mensagens : 545
Idade : 20
Localização : RS/POA
Data de inscrição : 18/10/2009

Minha ficha
Como conheceu o fórum?: Site TH BRASIL

MensagemAssunto: Re: FF - Blessed Love    Ter Mar 01, 2011 7:55 pm

aaaaaaaaaah 1,2 meses? ainda bem que tu vai dar um jeito né? UHSUHSUH
bom nem sei mais o que postar esse cap's me deixam sem fala literalmente!
Bom... agora bateu curiosidade sobre o passado da Agatha hmm...
eo bill e a Alana será que vai? esperto ele ja pensando em tudo pra ngn encomodar
ai ai ri aquiii prossiga loogo menina *------------* eu ***AMOOOO*** essa fic (L)
Voltar ao Topo Ir em baixo
Catarina Kretli
Fanática
Fanática


Número de Mensagens : 1673
Idade : 20
Localização : Casimiro De Abreu - RJ
Data de inscrição : 07/04/2010

Minha ficha
Como conheceu o fórum?: Site TH BRASIL

MensagemAssunto: Re: FF - Blessed Love    Seg Mar 07, 2011 5:09 pm

Mais um capítulo amores (:
___________________________________________________

Não estou arrependida.

Sexta-feira.

Como era de costume, quase não tinha o que se fazer pela manhã e isso se intensificou pelo fato de Agatha ter passado boa parte desse tempo na igreja. Era algo que ela sempre fazia, mas para Tom a necessidade de vê-la e a demora dela em sair daquele lugar fazia com que as horas parecessem demorar a passar. Percebeu que as crianças de certa forma andavam estranhas, não faziam tanta bagunça como de costume, mas imaginou que fosse apenas sono ou talvez o fato de o dia estar nublado.

-Mas que demora!- murmurou, olhando no relógio que marcava 09:10h da manhã. –O que ela tanto faz naquela igreja?- perguntou a si mesmo, passando a mão na testa, mas logo parou o que estava fazendo e olhou para um ponto fixo no chão quando a idéia de ela estar evitando-o passou por sua cabeça. -Por quê?- perguntou a si mesmo, formulando uma série de respostas que pudessem responder tal pergunta.
“Por que? Já cheirou seu próprio bafo?” , “Por que? Até Jack o estripador beija melhor do que você”, “Por que? Queria saber como é beijar mas eu quero morrer virgem”, “Por que o que? Eu nunca te beijei”.
-Não... Ela não pode estar me evitando. Não depois de ontem.- balançou a cabeça enquanto caminhava na direção da calçada, “abandonando” as crianças que pareciam não ligar para ele. -E depois que eu disse que a amava ela disse “Eu...”- comentou consigo mesmo, sentando-se na calçada.
“Eu... Vou te mata, seu viado de uma figa”, “Eu... Vou arrancar seus órgãos, filho da mãe”, “Eu... Vou te denunciar por assédio sexual, seu abusado”, “Eu...”
-Para, Tom.- disse seu eu interior, manifestando-se depois de muito tempo. –Foco. FOCO. Ela estava sorrindo... Lembra?
“Não estava sorrindo, estava rindo da sua cara”, “Acorda, isso é botóx”, “Você não é dentista?”, “Tem alguma coisa no meu dente?”, “Estava sorrindo porque o papa estava me olhando, precisava ser simpática”
-Para, cacete!.- exclamou seu eu interior. –Bill é neurótico, não você.
-Bill é neurótico? Bill não é neurótico. Ou é? Espera, o que eu estou falando? Calma...- suspirou, fechando os olhos. –Dane-se se Bill é neurótico.
-Dane-se? Ele é seu irmão...
-Eu não sou neurótico.
-Não é o que parece...
-E ela não está me evitando.
-Como você pode ter certeza?- perguntou seu eu interior.
-Ela só está rezando, afinal é o que as freiras fazem.- balançou a cabeça, confirmando para si mesmo que era isso, nada de mais.
-É uma boa teoria...- observou seu eu interior, enquanto Tom refletia.
-Mas por que ela está rezando? Ela está arrependida? Ela não vai deixar de ser freira?
-Ah, não.. De novo?
-Ela não gosta de mim?- perguntou olhando atônito para as próprias mãos.
-Tio.. Tom..- Lukas se aproximou, enrolado na própria blusa enquanto tentava tirá-la, já que ela estava sobreposta a outra de manga comprida. –Me ajuda a tirar?- perguntou ele com a cabeça “encalhada”. Tom rapidamente se levantou, rindo da trapalhada do garoto e foi até ele.
-Bom dia, flor do dia!- berrou Luise aparecendo atrás de Tom, dando um tapa em suas costas, impulsionando-o para frente.
Tom, que estava inclinado para frente enquanto ajudava Lukas, quase caiu sobre o garoto, mas rapidamente se equilibrou e se endireitou, olhando para Luise com os olhos arregalados.
-Quer eu mate o menino esmagado?- perguntou ele e ela deu de ombros. –Tanto faz? Posso matar ele então?- perguntou, e ela deu de ombro mais uma vez. Ele riu, balançando a cabeça, e quando olhou para Lukas assim que tirou a blusa, viu que ele o fitava.
-Você vai me matar?- perguntou o menino, sério.
-Não! Claro que não.- sorriu e passou a mão na cabeça do garoto. –Eu só estava brincando.
-Então eu posso ir brincar?- perguntou ele mudando rapidamente sua atitude.
-Claro, vai lá.- fez sinal para que ele fosse, e o acompanhou com o olhar.
-Viu, quase matou o coitado de susto.- disse Luise dando outro tapa no ombro de Tom, que se afastou.
-Ahh... É hoje eu morro.- disse ele rolando os olhos enquanto arrumava a blusa que estava do avesso. –Um tapa-empurrão já de manhã... Não quero nem ver o que vem depois.
-Ah, para...- disse Luise dando um soco de leve no braço dele.
-Olha só!- deu alguns passos para o lado. –Não compro mais balas para você.- balançou a cabeça negativamente, reforçando o que disse, e olhou em volta para ver se estava tudo Ok.
-Não vai comprar mais bala pra mim?- perguntou ela num tom tristonho, e quando Tom olhou para ela a viu fazendo bico enquanto olhava para o chão.
-Tá, eu compro.- rolou os olhos e entregou a blusa para ela. –Mas só se você não bater mais em mim e me disser por que a Agatha não sai da igreja.
-Ela está na igreja.- respondeu ela olhando para ele, e logo tentou segurar o sorriso que se formava em seus lábios.
-Eu sei. Foi o que eu falei.- olhou para ela com as sobrancelhas franzidas. -Eu perguntei por que ela não sai da igreja.- explicou ele, mas ela apenas lançou um olhar insinuador pra cima dele. -O que foi?- perguntou ele olhando atravessado para ela.
-Nada...- disse ela estreitando as sobrancelhas e olhando para o lado, ainda segurando o sorriso. Tom olhou para ela sem entender e balançou a cabeça.
-Tá. Érr... Você notou alguma coisa... diferente na Agatha?- Luise apenas esboçou um sorriso, olhando para as crianças. –Isso foi um sim ou um não?- ela deu de ombros, fazendo-o soltar o ar dos pulmões, impaciente. –Você sabe se aconteceu... alguma coisa com ela ou não?- perguntou, impaciente.
-Por que?- perguntou ela olhando para ele. –Tais preocupado?- tentou segurar o sorriso.
-É. Estou sim.- respondeu secamente, mas respirou e voltou ao seu “estado normal”. –Ela está... Sei lá. Estranha, e eu quero saber o que aconteceu. Ela está na igreja desde bem cedo...
-Ah...- ela refletiu por alguns segundos, começando a caminhar para dentro do orfanato, e Tom a seguiu, querendo saber a continuação do que começara a falar. -Isso sempre acontece quando alguma criança “vai embora”.- respondeu ela.
-Então é por isso que ela está me ignorando? - perguntou, e Luise deu uma leve risada.
-Ela não está te ignorando. Só está deprimida por ter perdido mais três “filhos”.- respondeu, entrando no refeitório vazio.
-Três? Quem?
-Marck, Linda e Megan. Eles “se foram” de manhãzinha, antes de você chegar. Você só sentiria falta deles a tarde, porque a essas horas eles estariam estudando.- respondeu ela, e olhou no relógio dele. –Já volto.- disse ela, e correu em direção à área de serviço, enquanto Tom sentava-se em uma das cadeiras, pensativo.
-Então.. Ela não está me ignorando? Tem certeza?- perguntou ele assim que ela apareceu segurando um balde.
-Tenho. Se ela estivesse te ignorando eu arrancaria os olhos dela.- fechou a mão livre como se estivesse esmagando alguma coisa. –Tenho que limpar os banheiros.- olhou para ele. -Quer fazer isso por mim?- perguntou, erguendo o balde na frente dele, que fez careta e negou com a cabeça. –Eu imaginei.- bufou. –Onde estão os cavaleiros desse mundo?- perguntou ela balançando as mãos, enquanto passava pela mesa em que ele estava e caminhava na direção dos banheiros.
-Devem estar cuidando dos cavalos..- disse ele, rindo, olhando por cima do ombro enquanto a seguia com o olhar. Luise virou para ele e o fulminou com o olhar. –O certo seria cavalheiros, não?
-Tanto faz.- disse ela dando de ombros. Mostrou a língua para ele e voltou a andar.
-Então ela não está me ignorando?- perguntou a si mesmo voltando-se para frente e fitando um ponto fixo no chão. Ficou alguns minutos ali, perdido em pensamentos e sorriu lembrando-se do dia anterior. Logo sua atenção foi roubada ao ouvir um barulho de cadeira sendo arrastada na cozinha. Levantou-se e foi até lá.

-Oi?- Tom entrou na cozinha e encontrou Agatha em cima de uma cadeira, limpando as janelas que ficavam acima da pia. Ela, assim que o ouviu, sentiu seu coração pular de repente e parou o que estava fazendo, virando-se para ele.
-Oi.- sorriu, olhou-o por alguns segundos e virou-se para a janela, continuando a fazer o que fazia. –Dormiu bem?- perguntou ela, logo estreitando as sobrancelhas ao dar-se conta do que perguntara.
-Hm...- refletiu ele, enquanto ia até ela. –Dormi bem sim.- sorriu assim que ela olhou para ele. –E você?
-Não.- respondeu, suspirando. –Luise não parou de fazer perguntas.
Tom riu, apoiando-se na pia, enquanto a observava.
-Sobre o que aconteceu entre a gente?
-E o que mais seria?- olhou para ele como se aquilo fosse óbvio, e logo voltou ao que estava fazendo.
-Sei lá.- deu de ombros. –Quer eu limpe pra você?- perguntou ele acenando com a cabeça na direção da janela.
-Você quer limpar?- perguntou ela arqueando uma sobrancelha.
-Querer eu não quero, mas por você eu limpo.- respondeu, e abaixou a cabeça, dando uma risadinha quase inaudível. –Que babaca.
-Babaca por que?- perguntou ela descendo da cadeira. –Foi fofo.- riu ao vê-lo fazer uma careta. –Não quero uma macha sequer, ouviu?- estendeu a mão, segurando o pano.
-O que?- perguntou ele atônito, olhando dela para o pano em suas mãos. –É pra mim limpar?
-Você não disse que por mim você limparia?- perguntou ela sorrindo vitoriosamente. –Então, por favor.- balançou o pano na frente dele, que rolou os olhos, não acreditando que teria mesmo que fazer aquilo, e o pegou.
-Tá. Eu limpo, mas...- deu um sorriso sapeca, aproximando-se dela, e percebeu que ela recuara um pouco, olhando para ele. –O que?- olhou em volta. –Não tem ninguém olhando.- sorriu de lado e aproximou-se novamente, mas ela novamente recuou.
-Tom, a gente tem que...
-Conversar. Sim, estamos precisando.- disse ele interrompendo-a, ligeiramente aborrecido. Colocou o pano sobre a pia e cruzou os braços, olhando para ela. –O que foi? Eu fiz alguma coisa?
-O que? Não...- respondeu ela atordoada. Olhou para ele por alguns segundos e suspirou, abaixando o olhar e logo olhando para ele. –Não é nada.
-Como “não é nada”?- perguntou ele perplexo. –Alguma coisa é.
-Não é nada, já falei.- disse ela fazendo menção de sair dali.
-Espera.- barrou-a. Olhou para ela sentindo o coração bater mais depressa, e suspirou. –Fala, o que aconteceu?- perguntou ele ternamente.
-Não é nada, já falei.- respondeu ela, olhando para o lado. –Eu só...
-Só...?- perguntou ele, sentindo uma sensação estranha, um medo, do que poderia ouvir. –Você por acaso está... Arrependida?
-O que?- perguntou ela olhando para ele um tanto surpresa. –Não..- esboçou um sorriso, e Tom pode sentir a tensão se esvair aos poucos.
-Então por que você fica fugindo?
-Eu não estou fugindo.
-Não? Mal acordou e foi direto pra igreja, nem sequer deu um oi pra mim, fica olhando para o chão pensativa, eu me aproximo e você recua, eu pergunto “o que foi” e você responde que “não é nada”. Não está fugindo?
-É só... Dor de cabeça.- disse ela e ele riu debochadamente.
-Dor de cabeça?- perguntou enquanto balançava a cabeça, não acreditando no que acabara de ouvir. –Que clichê...
-Sim, dor de cabeça.- disse ela secamente, encarando-o. –Vou pra igreja.- passou por ele, colocando a cadeira no lugar. –Não precisa mais limpar a janela.
-Ei, espera aí.- foi até ela. –Vai ficar assim? “o que foi?” “dor de cabeça”. Assim? Prefere rezar ao invés de conversar?
-Rezar é um bom remédio.- respondeu ela olhando para o chão.
-Me contar o que está acontecendo também é um bom remédio.- disse ele indo até ela. Ao vê-lo se aproximar, Agatha ergue o olhar para ele e inspirou profundamente, levando oxigênio aos pulmões. –Olha...- indagou ele, olhando nos olhos dela. –A gente precisa conversa. Não aqui...- olhou em volta. –Em outro lugar, conversar e esclarecer algumas coisas.
-Eu sei.- concordou ela. –Eu estou pensando exatamente sobre isso. Coisas que eu tenho que esclarecer.
-Ah...- balançou a cabeça, entendendo. –Então por que você não falou isso de uma vez? Que está pensando?
-Ah...- ela sorriu sem jeito, desviando o olhar. –É que eu não consigo pensar direito com você por perto, ainda mais colocando “pressão” em cima. Isso me deixa ainda mais confusa.- disse ela passando a mão na nuca. Ergueu o olhar para ele e o viu sorrir enquanto a olhava. –Para.- disse ela tampando as maçãs do rosto com as mãos. –Estou me sentindo uma babaca agora.- deu meia volta e começou a andar em direção à porta da cozinha.
-Só você?- perguntou ele. Ela parou na porta e olhou para ele, que fez uma careta. –Tá. Já que os efeitos que eu provoco em você tiram sua concentração.- deu um sorriso de lado. –Então.. Tá. Pensa e depois a gente vê o que faz. Mas não demora.- disse ele semi-cerrando os olhos. Ela foi até ele e parou na frente dele, procurando as palavras enquanto olhava para o lado.
-Eu não estou arrependida.- sorriu erguendo o olhar para ele. –Só...
-Eu sei.- disse ele interrompendo-a. –Tá, eu não sei.- franziu as sobrancelhas. –Mas entendi. Eu acho.- sorriu ao vê-la rir. –Tem o tempo que quiser.- deu um sorriso torto.
-Danke.- sorriu e apoiou-se um pouco na ponta dos pés, passando a mão na nuca dele e puxando-o para si, dando um beijo nele. –Depois a gente se fala.- sorriu e saiu da cozinha, deixando para trás um Tom imóvel e sorridente olhando na direção da porta.

Até mais (:
Voltar ao Topo Ir em baixo
Conteúdo patrocinado




MensagemAssunto: Re: FF - Blessed Love    Hoje à(s) 10:43 am

Voltar ao Topo Ir em baixo
 
FF - Blessed Love
Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo 
Página 6 de 9Ir à página : Anterior  1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9  Seguinte
 Tópicos similares
-
» Indicando fics!
» Love.Might.Kill
» Beautiful Love e Nardis(solos de Bill Evans)
» Eric Clapton - Bad Love Bass
» [Fic] Dangerious Love

Permissão deste fórum:Você não pode responder aos tópicos neste fórum
TH BRASIL OFICIAL - Fórum :: Fan Stuff :: FanFics-
Ir para: