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 FF - Blessed Love

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Catarina Kretli
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MensagemAssunto: Re: FF - Blessed Love    Dom Dez 05, 2010 7:41 pm

Eu não ia posta hoje, estou muito cançada, acordei as 5 hoje e estou morrendo de sono Sleep
Mas eu estou aqui, o forum é realmente viciante SKPOAKSA
Amei os comentarios, e se serve de consolo eu também não sei o motivo dela silent
Então vai mais um (:
____________________________________________________________

Passeio ? A dois.


Era sábado, 10:00h da manhã. Depois de cinco dias prestando serviços comunitários no orfanato, e diminuir 60 horas da cota estabelecida, Tom planejara passar o fim de semana com os amigos e a família, mas acabou desistindo a pedido da madre superiora. Na terça-feira, depois do pequeno desentendimento com Agatha, Tom saiu à procura da madre que queria falar com ele, e a encontrou na cozinha junto com mais duas freiras cortando frutas para distribuir para as crianças. Assim que ela o viu tratou logo de sorrir e pedir um favor para ele, para que fosse até a rodoviária no sábado buscar uma freira e uma criança que estavam para chegar. A princípio ficou pensativo, não sabendo se aceitava ou se inventava uma desculpa para não ter que ir, mas ao olhar a sua volta e ver duas freiras e uma madre com os olhos brilhando, esperando a confirmação dele, acabou aceitando.
-Se eu fosse para o centro agora eu teria que ficar esperando as criaturas acordarem mesmo.- disse ele tentando ver pelo lado positivo, assim que terminou de se arrumar. Pegou as chaves do carro e dirigiu até o orfanato, estacionando-o do lado de fora do portão.

-Bom dia, irmãzinha.- disse ele ao ver Agatha varrendo as folhas que caiam das árvores. Ela olhou para ele, com os dentes trincados, e voltou sua atenção às folhas.
-Eu já disse um milhão de vezes pra você parar de me chamar assim. Será que vou ter que ficar repetindo isso toda hora?- perguntou aborrecida.
-O que você acha irmãzinha?- respondeu ele rindo, passando por ela. Eles concordaram em uma trégua se ele descobrisse o motivo por trás daquele jeito dela, mas quatro dias depois do acontecido ele não descobrira nada, logo, a relação entre eles continuava a mesma, se não pior, já que Tom passou a provocá-la propositalmente.
Caminhou para o pátio interno, dando um olá para as crianças e foi para a cozinha do orfanato, onde a madre passava a maior parte do tempo.-
-Que bom que você chegou.- disse ela ao vê-lo. Ela estava sentada na cadeira, com uma caixa de lenços nas mãos, fungando e assuando nariz a cada segundo. –Eu não poderei ir com você até a rodoviária.- disse ela, e uma freira que estava mexendo nas gavetas do armário se aproximou da madre com um comprimido e um copo de água. Ela pegou-o e engoliu com a ajuda da água. –Como você pode ver, estou sem condições de sair hoje.- Tom nada falou, apenas ficou parado na porta, o mais longe possível da madre, ouvindo-a. –Você pode convidar alguém pra ir com você. A irmã Paulina, por exemplo.- disse ela dando de ombros. Tom pensou por alguns segundo na sugestão da madre, e logo sorriu.
-Posso convidar a irmã.. Agatha?- perguntou ele tentando ser indiferente, não querendo que a madre suspeitasse de segundas intenções da parte dele. Ela olhou para ele por alguns segundos, séria, e logo abriu o sorriso.
-Ótima idéia.- disse ela. –Ela está precisando sair um pouco.
-Ela não costuma sair daqui de dentro, não é? Ela não.. não pode sair?- perguntou cauteloso.
-Claro que pode sair, mas ela se recusa. Se nós não mandarmos ela não sai, e nós não queremos isso.- respondeu a madre tirando outro lenço da caixa e assuando o nariz novamente. –Convide-a, e se preciso, diga que eu a mandei ir. Mas acho que não vai ser necessário, tenho certeza que ela irá sem nenhuma objeção.- sorriu e levantou-se. –Vou descansar um pouco.- e retirou-se.

Tom saiu da cozinha e caminhou até o pátio externo, à procura de Agatha, enquanto fazia planos para descobrir alguma coisa sobre ela. Graças a ela, e a missão quase impossível de desvendar o seu mistério, os dias dele no orfanato estavam passando de irritante, por parte das crianças, longos e entediantes, para irritantes, longos, mas interessantes, por parte da freira.

-Irmãzinha.- disse ele agachando-se ao lado da freira, que recolhia as folhas do chão e colocava-as na sacola de lixo. –Que tal desfrutar de minha companhia em um passeio de carro pela cidade?- perguntou num tom brincalhão. Ela olhou para ele, séria, e levantou-se.
-Tenho mais o que fazer.- respondeu.
-Nossa, que grosseria.- riu. –Falando sério agora, a madre mandou você ir comigo..
-Eu e você? Sozinhos? De carro?- interrompeu ela olhando para ele. –Nunca.
-E por que não?- perguntou rindo. -Eu não vou te levar pra um...
-A madre não mandaria eu fazer uma coisa dessas.- disse ela, interrompendo-o pela segunda vez.
-E como você sabe?
-Sabendo.- respondeu dando de ombros. –Ela me conhece.- deu uma olhada nele e voltou a varrer algumas folhas que se espalharam com o vento. Ele encarou-a por alguns segundos, quando resolveu falar:
-Bem, se ela te conhece e mandou você sair de carro comigo, é porque ela não vê perigo nisso.- disse ele com um sorriso maroto. Ela suspirou pesadamente, soltando o ar dos pulmões, e olhou para ele.
-E onde ela “mandou” nós irmos?- perguntou com descaso.
-Na rodoviária, buscar uma das suas “irmãs” e uma menina que vão chegar de Berlim, parece.- respondeu sem dar importância.
-Rodoviária?- perguntou a freira com excitação na fala. Tom balançou a cabeça, confirmando, e ela virou o rosto para o outro lado, escondendo o sorriso que se formara em seu rosto.
-Você está sorrindo?- perguntou ele surpreso, se aproximando dela. –Ah, qual é, eu nunca te vi sorrindo, me deixa ver.- pediu ele sorrindo, embora não soubesse o motivo, querendo ver aquele fato inédito.
-Cala a boca e me espera.- disse ela correndo até o orfanato. Tom fez o que ela pediu, e foi até o carro, para esperá-la.

-“Cala a boca e me espera.”- repetiu ele rindo, encostado no carro de braços cruzados, olhando para a igreja que estava à sua frente. –Daqui alguns dias ela vai me mandar ir tomar no..
-Vamos?- perguntou ela aparecendo pelo portão, interrompendo o monólogo dele. Ela sem esperar uma resposta, deu a volta no carro e entrou. Ele fez o mesmo, mas antes de dar a partida ficou olhando curiosamente para ela, que olhava pela janela. Ao perceber que o carro ainda estava desligado, ela virou o rosto e se deparou com Tom olhando-a e sorrindo.
-O que foi?- perguntou ela, afastando-se mais para perto da janela.
-Você está feliz, não está? Estou esperando você sorrir.- disse ele olhando nos olhos dela. Ela desviou o olhar para a estrada, segurando a bolsa firmemente nas mãos.
-E por que você quer me ver sorrindo?- perguntou sem olhar para ele. Ele por sua vez voltou à atenção a estrada, pensativo.
-Boa pergunta.- respondeu ele mais para si mesmo do que para ela. Deu a partida no carro e foram para a rodoviária.

-É aqui?- perguntou ele apontando com a cabeça. Ela confirmou e ele seguiu para o estacionamento, que estava cheio. –Me ajuda a achar uma vaga..- disse enquanto andava devagar, procurando uma vaga entre os carros.
-Tem uma ali.- disse ela depois de um tempo procurando. Apontou o local com o dedo e Tom dirigiu até lá, estacionando-o. –Você não vem?- perguntou ela tirando o cinto e preparando-se para abrir a porta.
-Para sua segurança, eu vou ficar aqui.- respondeu ele piscando para ela.
-Ah, claro.- disse ela rolando os olhos. –Esqueci que você não pode sair na rua sem ser reconhecido e atacado pelas pessoas.
-Você sabe que eu sou... famoso?- perguntou ele surpreso. Ela olhou para ele como se aquilo fosse óbvio.
-Amber vive falando de você.- respondeu ela. –E da sua banda.
-Ah, Amber..- disse ele sorrindo, ao se lembrar da garota que era sua fã. Ainda sorrindo, Tom passou os olhos pelo estacionamento, enquanto Agatha procurava alguma coisa em sua bolsa, quando viu um grupo de garotas, algumas vestidas com camisetas da banda, e um fotógrafo tirando foto das mesmas. –Merda!- exclamou ele, olhando para o banco de trás, tentando encontrar o seu “disfarce”, para evitar que as garotas e o fotógrafo o reconhecessem. Agatha olhou para ele, virado para trás, mas não deu bola e voltou a mexer em um pequeno pacote colocado dentro da bolsa. –Merda, merda, merda! Onde foi parar?- perguntou passando a mão embaixo do banco. Ao não encontrar nada, lembrou-se que havia colocado dentro do porta luvas no dia anterior, por isso inclinou-se para o lado de Agatha para abri-lo.
-O que você está fazendo?!- perguntou ela assustando-se com a ação dele. Largou a bolsa e com as mãos empurrou a cabeça dele para longe de si, fazendo com que, com a cabeça dele, o sistema de ar quente fosse ligado.
-Me solta!- exclamou ele tentado tirar a cabeça que estava entre as mãos da freira e do painel do carro, mas ela acabou empurrando-o com mais força. –Minha orelha!- exclamou ele, já que esta estava encostada no local onde o ar quente saía. –Minha orelha está queimando, c******!- exclamou ele desvencilhando-se. Ainda abaixado, mas desta vez no seu lado do banco, ficou esfregando a orelha com a mão, enquanto Agatha olhava assustada para ele. Desligou o ar quente e aos poucos foi levantando e olhando por cima do volante, e viu que aquele mesmo grupo de meninas olhavam na direção deles. Não sabia se olhavam especificamente para o carro onde estavam, mas decidiu evitar que o vissem de qualquer maneira. Voltou a se inclinar para o lado de Agatha, na tentativa de abrir o porta luvas novamente.
-O que você está fazendo!?- perguntou ela novamente, dessa vez puxando-o pelo braço, para que levantasse.
-Calma, só estou tentando abrir o porta luvas, não vou olhar embaixo do seu tapa-tudo.- disse ele rindo da preocupação da freira, e conseguiu abrir o compartimento, porém tudo o que havia ali dentro acabou caindo nos pés dela. Ele lutava para se equilibrar, e pegar os objetos, enquanto Agatha se mexia, e chutava os objetos para baixo do banco. –Fique quieta!- exclamou ele tentando achar os óculos embaixo do banco, mas acabou agarrando o pé dela, que deu um berro. –Não grita!
-Saia daí agora, Kaulitz!- rosnou a freira puxando-o pelo braço.
-Deixa eu pegar os óculos- pediu ele tateando o chão, encontrando-os e colocando-os no colo dela.
-AGORA KAULITZ!- berrou. Ele agarrou a gola do vestido dela e puxou-a para baixo, fazendo seus rostos ficarem próximos.
-Não grita meu nome quando estivermos em público se quiser continuar vivendo no anonimato, tá legal?!- disse ele olhando nos olhos dela, que por sua vez olhava para ele com os olhos arregalados, respirando rapidamente, assustada. Ao sentir o hálito quente e úmido da freira batendo em seu rosto, desviou o olhar para seus lábios, e por um momento pensou em beijá-la, mas acabou desistindo da idéia ao ver o desespero dela de tirar suas mãos da gola do vestido e se afastar dele. –Desculpa.- disse ele soltando-a e pegando os óculos do colo dela. Colocou-os, logo após ter colocado a touca, e sentou-se em seu banco, embora um pouco abaixado. –Não demora.- disse, quando a freira fez menção de abrir a porta. Ela nada disse, apenas balançou a cabeça e saiu.


Nada a declarar KSPOAKPSKPOA
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MensagemAssunto: Re: FF - Blessed Love    Dom Dez 05, 2010 11:16 pm

Nossa, que tenso esse final.
Achei que as fãs malucas fossem encontrá-lo depois do AGORA KAULITZ! que Agatha gritou feito louca.
E esse quase beijo hein? Hm..
Posta mais, por favor *-*
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MensagemAssunto: Re: FF - Blessed Love    Seg Dez 06, 2010 6:06 am

Meu Deus eu amei o cap, morri de rir aqui!
Só o Tom pra chamar a roupa da freira de tapa-tudo.
Você precisa postar mais! Very Happy
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MensagemAssunto: Re: FF - Blessed Love    Seg Dez 06, 2010 5:27 pm

haha a parte do ar quente foi muito boa
Agatha anda meio estressada né? isso é falta de oração Very Happy ok, Tom Kaulitz no orfanato, rezar pra quê? Twisted Evil
esqueça Tom, você não engana mais ninguém, não queria olhar o que tinha embaixo do tapa-tudo da Agatha, mas bem que pensou em beijar ela depois, né? RÁ tô sabendo, Tom maroto Razz
EU QUERO MAAAAIS yaya posta Catarina, por favor buchecha
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MensagemAssunto: Re: FF - Blessed Love    Seg Dez 06, 2010 5:46 pm

/anna. escreveu:
haha a parte do ar quente foi muito boa
Agatha anda meio estressada né? isso é falta de oração Very Happy ok, Tom Kaulitz no orfanato, rezar pra quê? Twisted Evil
esqueça Tom, você não engana mais ninguém, não queria olhar o que tinha embaixo do tapa-tudo da Agatha, mas bem que pensou em beijar ela depois, né? RÁ tô sabendo, Tom maroto Razz
EU QUERO MAAAAIS yaya posta Catarina, por favor buchecha
UEHUAHEUAHE' pensei o mesmo :X

ai cara, essa fanfic é tããããão viciante, comofas x.x
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Ana Kaulitz (:

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MensagemAssunto: Re: FF - Blessed Love    Seg Dez 06, 2010 10:47 pm

Eu ri muito com o desespero da Agatha, imagina como deve ser para uma freira jovem ter um Tom Kaulitz com a cabeça quase no meio das suas pernas, é tenso.
Continua (:
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MensagemAssunto: Re: FF - Blessed Love    Ter Dez 07, 2010 10:11 pm

Nossa eu morro de ri com vocês KKKKK'
Vlw pelos comentarios.
E bem Nova personagem na fic e ela vai ser importante ao meu ver. (:
Boa Leitura xD
____________________________________________________________

Ciúmes ?


Passaram-se meia hora desde que Agatha deixara o carro e entrara na rodoviária. A cada minuto que passava Tom ficava cada vez mais impaciente, e em certo momento a impaciência deu lugar ao medo, quando pensou na possibilidade dela ter voltado para o orfanato de taxi. Isso rapidamente passou, pois não demorou muito e a porta do passageiro se abriu e ela apareceu. A porta de trás também se abriu, e Tom virou-se para ver quem entrara. A primeira a entrar foi outra freira, um pouco mais velha que Agatha, e depois dela uma menina de aproximadamente cinco anos, pálida, usando uma touca branca com detalhes em rosa.
-Olá.- disse a freira, sorrindo, estendendo a mão. –Eu sou Luise, e você?
-Ér.. Oi, eu sou Tom.- disse ele retribuindo o sorriso e cumprimentando a mulher.
-Diga oi pra ele, Camilie.- disse a freira sorrindo, enquanto segurava e acariciava a mão da menina. Ela olhou para Tom um pouco assustada, pois não o conhecia, mas por fim deu um sorriso tímido e um oi quase inaudível. Durante todo o trajeto até o orfanato, o único som que se ouvia no carro era o da menina, que ria e conversava com a freira. Tom e Agatha, embora sentados um do lado do outro, não trocaram palavras, e aquela situação incômoda estava de fato incomodando Tom, mas mesmo assim ele manteve-se calado.

Chegaram ao orfanato e assim que desceram do carro, Luise e Camilie foram correndo para perto das irmãs e das crianças que as esperavam, enquanto Tom posicionou-se perto de Agatha, que observava tudo a certa distância. Ficou alguns segundos olhando-a pelo canto do olho, esperando uma manifestação dela, mas ela apenas o ignorou.
-Quem foi mesmo que disse que era ridículo esconder os sentimentos para parecer ser forte?- perguntou ele, com as mãos dentro do bolso da calça. Ela olhou para ele pelo canto do olho, olhou para o chão e logo voltou a observar as crianças felizes por receberem Camilie de volta. –Você entendeu o que eu quis dizer, não é?- olhou para ela, que não sorria, embora tivesse a certeza de que ela estava se esforçando para isso. Ela nada respondeu. –Vai ficar me ignorando assim por quanto tempo?- perguntou cruzando os braços, olhando para as crianças. Mais uma vez ela manteve-se em silêncio. Ele suspirou pesadamente, voltando a pôr as mãos nos bolso, e olhou para o chão, tentando encontrar uma pergunta que a fizesse falar. –Eu sei que você está feliz.- disse voltando a olhar para frente. –Então por que você não para de se fazer de difícil e sorri de uma vez?- olhou para ela, e ficou fitando-a por um tempo.
-Tom! Agatha! Venham, tenho um monte de fotos de Berlim para mostrar.- disse Luise acenando de longe, fazendo sinal para fossem atrás. Tom a acenou com a cabeça, dando um sorriso, e logo voltou a olhar para Agatha.
-É só porque eu estou aqui?- perguntou, esperando que dessa vez ela respondesse, mas ela continuou calada, parecendo pensativa. Suspirou novamente, frustrado, mas continuou a olhá-la. –Por que você nunca sorri quando eu estou por perto, hein? Por que nunca sorri pra mim?- perguntou, encarando-a e, então, ela olhou para ele com frieza.
-Por que você não merece me ver sorrindo.- respondeu ela saindo de perto dele, enquanto surpreso e boquiaberto, olhava-a distanciar-se cada vez mais.
-Como assim?- perguntou ele para si mesmo, confuso.
-O que aconteceu?- perguntou Luise, alta, morena, e de 25 anos, sentando-se ao lado de Tom no paralelepípedo. Ele olhou para ela, espantado, não entendendo o porquê da pergunta e por não ter percebido que ela se aproximara.
-Nada.- respondeu depois de um tempo.
-Tem certeza?
-E por que não teria?- olhou para ela e logo voltou sua atenção para o que estava fazendo: brincando com as pedrinhas do chão, pegando-as e soltando-as.
-Por que você parece triste.- respondeu ela sorrindo solidariamente, e ele deu de ombros.
-Não estou triste, só..
-Chateado? Desapontado? Pra baixo? Deprê? Se sentindo sozinho, infeliz e vagabundo?- perguntou ela, olhando-o. Ele olhou para ela espantado. Não esperava aquilo vindo dela, até porque nem a conhecia.
-SÓ confuso.- respondeu ele, voltando à sua brincadeira.
-Confuso com o que?- perguntou ela olhando para o chão. Ficou alguns segundos em silêncio, não sabendo se falava ou não, mas resolveu dar uma chance à freira curiosa e atenciosa.
-É a Agatha..- começou ele.
-Hm.. É, eu suspeitei.- disse ela, mais para si do que para ele.
-Como assim?- perguntou ele curioso.
-Nada não.- disse ela sorrindo. –Continue.
-Ah, é que ela vive me tratando como lixo..
-Defina: lixo.- disse a freira.
-Ah..- ele pensou por alguns segundos. –Vive me tratando como se me odiasse, como se tivesse raiva de mim, como se tivesse nojo de mim, como se tivesse medo de mim, ou qualquer outra coisa, como se eu não prestasse, e eu não sei por quê.- disse ele. –Tudo bem que eu não presto, mesmo.- riu. –Mas eu nunca tentei algo com ela.- disse ele e a freira olhou para ele com um ar suspeito. –É sério, eu juro.
-Tudo bem. Ela é assim mesmo.
-É brincadeira, né? Todo mundo diz que ela é um amor de pessoa, e eu percebo que ela é gentil e simpática com os outros, mas comigo ela é uma bruxa, e vive me ignorando. Isso me irrita!- disse ele jogando uma pedra no chão com força, fazendo com que outra pedrinha menor saltasse e batesse em seu queixo. –P****!- exclamou ele, passando a mão no queixo, embora não estivesse doendo.
-Ei, ei, ei! Segura a língua quando estivermos conversando, tá legal?!- disse a freira com uma voz autoritária, fazendo ele olhá-la com espanto. Ela ficou olhando para ele com um ar superior por alguns segundos e depois deu uma gargalhada. –Brincadeira.- disse ela rindo, dando um tapinha no ombro dele. –Foi só pra descontrair.- deu uma risada alta, fazendo ele olhá-la com mais espanto ainda. –Te assustei?- perguntou, agora rindo da cara que ele fazia.
-Isso é contagioso?- perguntou ele inclinado para longe dela. Ela riu com a pergunta e balançou a cabeça.
-Então fica longe da Agatha.- disse ele, e ela parou de rir.
-Por que?
-Por que? Vou ter uma parada cardíaca se um dia ela vier me dar uma bronca e do nada começar a gargalhar e dizer que “foi só pra descontrair.”- respondeu ele e a freira começou a rir de novo. Ele riu também, e logo pararam e conversaram mais um pouco.
Estavam sentados de frente para o corredor que dava acesso para o pátio interno, tendo toda a visão do lado de dentro, e logo viram que as crianças tinham saído para brincar nos balanços e nos escorregadores. Algumas freiras também estavam ali, correndo e brincando com as crianças.
Tom suspirou e voltou a brincar com as pedras.
-Queria saber o que ela quis dizer com “você não merece me ver sorrindo.”- disse ele mais para si mesmo, pensativo. –Eu não fiz nada...- A freira ao ouvi-lo, cutucou-o com o cotovelo.
-Aproveita que ela não te viu.- disse ela. Ele olhou para Luise não entendendo e ela balançou a cabeça em direção ao pátio interno. Ele olhou na mesma direção e viu o que tanto esperava ver. Agatha corria atrás das crianças, rindo, enquanto elas fugiam e gritavam. Sempre quis vê-la sorrindo, feliz, mas ali, vendo-a sorrir espontaneamente enquanto brincava com as crianças, não se sentiu satisfeito. Ao contrário, sentiu-se aborrecido. Agatha correu mais alguns metros e parou para tomar fôlego. Foi quando viu Tom encarando-a, sem expressão alguma. Ela fechou a cara no mesmo instante e isso fez Tom desviar o para o chão abaixo de seus pés.
-O que foi?- perguntou Luise, estranhando o fato de ele estar de cara fechada, quando acabara de ver o que demorou tanto para ver. Tom ficou alguns segundos em silêncio, jogando as pedras no chão com força.
-Queria que ela sorrisse assim pra mim também.- respondeu, frustrado. Luise riu alto com a resposta dele, e isso o fez ficar mais aborrecido ainda, a ponto de encará-la com frieza.
-Você está com ciúme?- perguntou ela parando de rir.
-O que?- perguntou ele surpreso. –Da Agatha? Impossível.- disse ele rindo.
-Impossível por que?- perguntou Luise.
-Ela é um freira.- respondeu ele olhando para ela como se aquilo fosse uma coisa obvia.
-Ela é uma freira, mas não deixa de ser uma mulher.- respondeu a freira, sorrindo. Ele a encarou por alguns segundos e deu uma olhada em direção ao pátio interno, onde viu Agatha sentada no balanço segurando Camilie no colo enquanto ajeitava o chapéu da menina.
-Impossível.- disse ele para si mesmo, enquanto assistia àquela cena. –Impossível.- repetiu.

Aham sei lixa
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MensagemAssunto: Re: FF - Blessed Love    Ter Dez 07, 2010 10:28 pm

Catarina Kretli escreveu:
-Por que você não merece me ver sorrindo.- respondeu ela saindo de perto dele, enquanto surpreso e boquiaberto, olhava-a distanciar-se cada vez mais.
ele podia ter ido dormir sem essa! HAHAHHAHAHA
adoro essa frieza *-*
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MensagemAssunto: Re: FF - Blessed Love    Ter Dez 07, 2010 10:46 pm

Patty Back-K escreveu:
Catarina Kretli escreveu:
-Por que você não merece me ver sorrindo.- respondeu ela saindo de perto dele, enquanto surpreso e boquiaberto, olhava-a distanciar-se cada vez mais.
ele podia ter ido dormir sem essa! HAHAHHAHAHA
adoro essa frieza *-*

Ai ai Tom querido, está na cara o seu interesse pela freira. Admita logo de uma vez menino!
Amo essa fic, continue, pf
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MensagemAssunto: Re: FF - Blessed Love    Ter Dez 07, 2010 10:46 pm

Eu ri quando a Agatha deu um fora no Tom! Very Happy
Cara esse mistério todo está me deixando louca, por que essa menina virou freira afinal?
Você precisa continuar (por favor)!
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MensagemAssunto: Re: FF - Blessed Love    Qui Dez 09, 2010 9:33 pm

Patty Back-K escreveu:
Catarina Kretli escreveu:
-Por que você não merece me ver sorrindo.- respondeu ela saindo de perto dele, enquanto surpreso e boquiaberto, olhava-a distanciar-se cada vez mais.
ele podia ter ido dormir sem essa! HAHAHHAHAHA
adoro essa frieza *-*

isso ai ! A Agatha é tão má com ele, coitadinho Twisted Evil
Eu acho que ela se apaixonou perdidamente e ficou grávida e o cara abandonou ela e depois ela perdeu a criança Very Happy Tá viajei agora. Rolling Eyes
Posta logo Cat ! Very Happy
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MensagemAssunto: Re: FF - Blessed Love    Qui Dez 09, 2010 9:48 pm

Miilena escreveu:
Patty Back-K escreveu:
Catarina Kretli escreveu:
-Por que você não merece me ver sorrindo.- respondeu ela saindo de perto dele, enquanto surpreso e boquiaberto, olhava-a distanciar-se cada vez mais.
ele podia ter ido dormir sem essa! HAHAHHAHAHA
adoro essa frieza *-*

isso ai ! A Agatha é tão má com ele, coitadinho Twisted Evil
Eu acho que ela se apaixonou perdidamente e ficou grávida e o cara abandonou ela e depois ela perdeu a criança Very Happy Tá viajei agora. Rolling Eyes
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NOOOOOSSA!
pense num drama né Very Happy
eu acho que ela foi violentada scratch olha aí, já tô entrando nessa ideia de fatos dramáticos pra vida da Agatha Rolling Eyes
içae Agatha, bota ordem no galinheiro ai, porque de coitadinho esse Tom não tem é N-A-D-A!
de bobo só tem a cara e o jeito de andar Very Happy
eu quero mais fic \o/
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Convidad
Convidado



MensagemAssunto: Re: FF - Blessed Love    Qui Dez 09, 2010 10:06 pm

Atrasada.
Alguma coisa aconteceu com ela pra ela tratar o Tom desta maneira, e nem sorri pra ele tadinho (igual criança quando quer algo e não consegue), me deu pena do Tom, a maneira que a Agatha trata ele, acho que ela já teve alguém e pela maneira dela com as crianças acho que ela perdeu um filho (ignora), ou sei lá meus neurônios já estão dando nó hehehe
quero mais fic.
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Catarina Kretli
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MensagemAssunto: Re: FF - Blessed Love    Sab Dez 11, 2010 5:08 pm

O passado da Agatha é um misterio mesmo KKKKK'
Eu também já pensei essas situações. TENSO O.O
Mais será que essa friesa acaba ?? Poruqe eu amo os tocos dela ;x
Bem, vai indo mais um e particulamente eu gosto desse cap. (:
______________________________________________________________

Dicionário – Questionário


-Bill?- chamou Tom batendo na porta do quarto do irmão. Era domingo, e como estava louco para voltar pra casa, e mandar lavar as roupas que usara durante a semana, voltou para Hamburg na noite anterior.
-Entra.- respondeu. Tom abriu a porta e encontrou o irmão deitado de bruços na cama, com um caderno e um lápis na mão.
-Estou atrapalhando?- perguntou. Bill que até então olhava para o caderno ergueu o olhar para o irmão, que estava parado em pé ao lado da cama.
-Não.- respondeu estranhando o comportamento dele. –Senta.- disse indicando um puff molenga e preto no canto do quarto. Tom foi até ele e empurrou-o com o pé até o lado da cama. Ajeito-o com a mão e jogou-se nele, afundando. –Quer conversar?
-Não, não. Só estou a fim de ficar aqui mesmo.- respondeu observando o quarto do irmão. Bill balançou a cabeça, embora desconfiado, e voltou sua atenção para o caderno. –Bill?- chamou depois de alguns segundos.
-Fala.- disse, segurando o riso.
-Defina: ciúme.- pediu. Bill olhou para o irmão, surpreso, mas ele estava de olhos fechados, balançando as pernas.
-Não me diga que você está com ciúme de alguém?- perguntou sentando-se na cama. Tom abriu os olhos e olhou para o irmão mais novo pelo canto do olho.
-Eu disse para você definir ciúme, não para me fazer uma pergunta.
-Sei lá Tom. Faz tanto tempo que não me relaciono que nem lembro mais como é sentir ciúmes.– respondeu a pergunta anteriormente feita. –Procura no dicionário.
-E onde eu vou encontrar isso?- perguntou olhando diretamente para o irmão.
-Tem um em algum lugar do closet.- respondeu, voltando a se deitar. Tom levantou-se e foi até o closet do irmão, ver se encontrava o tal dicionário.
-Onde especificamente ele está?- berrou ele enquanto procurava.
-Em algum lugar.- berrou Bill, apontando o lápis.
-Eu disse ESPECIFICAMENTE!
-Em alguma gaveta.
-Ajudou muito, Bill.- disse ironicamente. –Você tem trezentas gavetas aqui.
-Procura que você acha.
Depois de alguns minutos, Tom retornou ao quarto segurando o dicionário com a ponta dos dedos, fazendo cara de nojo, parando na frente do irmão.
-Você guarda um dicionário na gaveta de cuecas?- perguntou fazendo Bill dar uma gargalhada.
-Deve ter caído lá.
-E você não viu? Você toma banho e usa sempre a mesma cueca, por acaso?
-Não enche, Tom.- disse ele rindo. Tom se jogou no puff, abrindo o dicionário.
-Sabe, “isso” é uma coisa que você não aprende baseando-se em teorias. Você tem que praticar e melhor com a prática. Eu não cheguei onde eu estou colocando um dicionário entre as cuecas...
-Cala a boca, Tom!- exclamou Bill jogando uma bolinha de papel amassado no irmão.
-Tá, legal. Tá legal...- disse ele rindo. –Mas, voltando ao dicionário, você tem certeza de que isso é confiável?- perguntou enquanto lia, fazendo uma cara de quem não entendia.
-O que tem escrito aí?- perguntou Bill.
-“Ciúme: substantivo masculino; 1. Inquietação mental causada por suspeita ou receio de rivalidade no amor ou em outra aspiração.” Rivalidade no amor?- perguntou rindo. –Mas que amor?- balançou a cabeça debochadamente. –Mas vamos para o próximo: “2. Ressentimento invejoso contra um rival ou suposto rival mais eficiente ou mais bem-sucedido, ou contra o possessor de uma vantagem material ou intelectual cobiçada.” O que?? Eu já sou eficiente, bem-sucedido e tenho uma vantagem material E intelectual cobiçada, por que teria ciúmes de uma coisa dessas?- comentou se gabando. –Vamos pular essa também. “3. Botânica: Arbusto as.. ascle.. asclepi.. asclepia..
-Vantagem intelectual cobiçada?- perguntou Bill rindo da dificuldade do irmão em pronunciar a palavra.
-asclepia.. que merda é essa? Asclepia..dáceo. Asclepiadáceo? Quem foi o filho da mãe que inventou esse nome?- perguntou olhando para o irmão, que ria. –Voltando.. Arbusto asclepia..dáceo denominado também capulo-de-seda, flor-de-seda, bombardeira (Calotropis procera).” Quer que eu comente sobre isso? Não né?- perguntou fechando o dicionário. –Só perdi meu tempo enfiando a mão na sua gaveta de cuecas.- esparramou-se no puff.
-Ainda não entendi o porquê do seu interesse, por que...
-Não precisa entender.- interrompeu-o, balançando as pernas, pensativo.
-...só se sente ciúmes quando se está amando ou gostando de alguém e...
-Foi apenas curiosidade.- interrompeu novamente.
-...você está meio estranho e...
-Não estou estranho.
-...está me interrompendo sem mesmo estar prestando atenção em mim...
-Eu estou prestando.
-...você está gostando de alguém?
-É claro que não!- exclamou olhando para o irmão.
-Então por que você está tão interessado em saber como é sentir ciúmes?
-Cu-ri-o-si-da-de.- respondeu.
-Você está com ciúmes de alguém?- insistiu.
-Eu já disse que não!- respondeu.
-Sei..
-É sério.- reafirmou.
-Claro, claro..
-É verdade!
-Tudo bem..- disse Bill olhando desconfiadamente para o irmão.
-Dá pra parar?
-Não estou fazendo nada!
-Está sim! Está me olhando com essa cara de desconfiado, só pra me fazer falar de uma vez.
-E você vai falar?
-Não.
-Por que?
-Porque eu não tenho nada pra falar, criatura.
-Tem sim.- insistiu Bill mais uma vez.
-Não tenho.
-Tem.
-Não tenho!
-Tem sim, porque eu sinto.
-NÃO-TENHO!
-É sério?- perguntou.
-É!
-Sei..
-Ai, meu saco..!- bufou. –Já falei que não tenho!
-Você confia em mim?- perguntou Bill.
-Confio.
-Você me contaria se estivesse gostando de alguém?
-É lógico!
-Mesmo?
-Sim.
-Mesmo, mesmo?
-SIM.
-Mesmo, mesmo, mesmo?
-S-I-M!
-Você está gostando de alguém?
-N-Ã-O!- exclamou. Ficaram alguns minutos em silêncio.
-Então o que motivou essa sua curiosidade?
-Ai meu pai! Você está mais chato do que os pirralhos do orfanato, sabia?- falou rolando os olhos.
-Me responde!- ordenou. Tom suspirou, encarando o irmão.
-Sério, não enche.- disse falando sério. –Se eu achar que preciso desabafar, pedir conselho ou só conversar eu te procuro.
-Posso só fazer uma pergunta?
-Acabou de fazer.
-Sério.
-Fala.- rolou os olhos.
-Tem um motivo por trás dessa “curiosidade”, não tem?- perguntou, olhando curiosamente para o irmão. Tom pensou em negar, mas de nada adiantaria. Bill o conhecia muito bem.
-Tem, Bill. Mas não quero falar sobre isso.
-Tudo bem. Era só isso que eu precisava saber.- disse ele sorridente. Tom rolou os olhos e se levantou. –Aonde você vai?
-Vou procurar alguns desenhos na internet pra imprimir e dar para as crianças.
-Pra que?
-Ora.. Pra elas ficarem ocupadas pintando e eu ocupado única e exclusivamente em fazer nada.- respondeu com um sorriso maroto saindo do quarto e fechando a porta atrás de si.


E ai Gostaram ?? Very Happy
Acho que vou posta amanha também (:
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MensagemAssunto: Re: FF - Blessed Love    Sab Dez 11, 2010 5:36 pm

Isso é lugar de colocar o dicionário Bill?
Eu ri muito com a discussão deles, parecem duas crianças.
E o Tom nem é preguiçoso né?
Gostei muito mesmo do cap! Very Happy
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MensagemAssunto: Re: FF - Blessed Love    Sab Dez 11, 2010 5:46 pm

ARVOREARVOREARVORE, morri de rir com a discussão dos dois. Parece até eu e meu irmão /corre
Tom está com ciúmes porque Agatha ri para todos menos para ele, fato.
Continua postando por favor Wink
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MensagemAssunto: Re: FF - Blessed Love    Sab Dez 11, 2010 8:57 pm

quase morri de tanto rir com o dicionário na gaveta de cuecas! AISHAHSOAHSAHSAOHSAHSAHS

maaais *O*
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MensagemAssunto: Re: FF - Blessed Love    Sab Dez 11, 2010 9:09 pm

vou surtar quando essa fic acabar Crying or Very sad
de verdade, não fiquei surpresa pelo dicionário estar na gaveta de cuecas, mas sim pelo fato de o Bill ter um dicionário, estranho né? EIAUHEIAUHEIAUHE mas vai saber Rolling Eyes o Bill tem razões que a própria razão desconhece
amei esse capítulo com os dois discutindo *-* parece de verdade
Tom muito preguiçoso, ainda bem que eu não sou assim aham, conta outra Aninha querida tongue
eu quero mais Very Happy
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MensagemAssunto: Re: FF - Blessed Love    Sab Dez 11, 2010 10:18 pm

hueheuheuhe, ri muito aqui com a discussão dos dois, Bill também sabe encher a paciência né.
O dicionário poderia ter algum lugar melhor né, e Bill como não saber onde está o dicionário se ele estava na gaveta que você deveria mexer todo santo dia? (tá parei).
Ri muito com o Tom indo procurar desenhos para dar pras crianças kkkk, até que as vezes ele tem umas ideias né (brincadeirinha).
Amei o capítulo, posta mais please...
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MensagemAssunto: Re: FF - Blessed Love    Dom Dez 12, 2010 4:08 pm

Sim, sim é um otimo lugar para se quarda um dicionario. POKPSOKAKS
Eu preciso falar que eu ri com os comentarios ?? KKKKKK'
Como eu disse aqui estou eu novamente Õ/
E MUITO ORGULHOSA dos meus amores, estão lá em Tóquio. Mais um sonho realizado aplausos
Como estou feliz eu ai posta dois hoje, mais ai ficar muita coisa né ?? scratch
Então vamos lá, outro dia eu posto dois de uma vez só (:
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Correria


Mais uma vez, para total infelicidade de Tom, era segunda-feira. Os dias quando estava no centro pareciam voar. Mal piscara o olho e já estava no interior, onde as horas pareciam dias, que duravam séculos para passar.

Eram pouco mais que 11:30h da manhã, e como nesse horário não tinha muito o que fazer, já que a maioria das crianças estavam na escola e as poucas que ficavam ali dormiam até tarde, Tom ficou sentado na calçada do pátio interno mexendo no celular. Estava tão concentrado em vencer o jogo do celular que nem percebeu irmã Luise se aproximando.
-NÃO!- berrou a freira posicionada atrás de Tom. Ao ouvir o berro, ele pulou de susto e olhou para trás horrorizado.
-O que aconteceu?- perguntou ele com o coração ainda acelerado, levantando-se e posicionando-se ao lado da mulher.
-Vai chover.- disse ela com voz de choro, olhando para ele fazendo bico. Ele discretamente deu um passo para longe da freira, e olhou para o céu.
-Impossível, o dia está lindo.- disse ele observando o céu.
-Vai chover.- repetiu ela. Tom olhou-a com um ar suspeito.
-Virou profeta agora?- perguntou ele rindo.
-NÃO!- berrou, fazendo-o dar um pulo. –Meu dedo mindinho está falando.- disse ela enfiando o dedo mindinho da cara de Tom, fazendo ele ficar vesgo, ao tentar focá-lo.
-Então... seu dedo mindinho virou profeta?- riu.
-NÃO!- berrou novamente.
-Dá pra berrar mais alto? Eu não ouvi.- disse ironicamente, aproximando o ouvido da freira.
-NÃÃOO!- berrou ela no ouvido dele. Ele afastou-se olhando para ela horrorizado, enquanto ela olhava para ele como nada tivesse acontecido. –Você que disse para berrar mais alto..
-Eu estava brincando.- disse ele, e ela deu de ombros, voltando a fazer cara de choro. –Mas por que essa cara de choro? Só por que vai chover?- perguntou ele com desdém.
-Só por que vai chover? SÓ POR QUE VAI CHOVER?- perguntou ela dando um passo para perto dele, enquanto ele afastava-se dela, assustado. –EU ACABEI DE ESTENDER A ROUPA!- exclamou ela movimentando as mãos.
-Calma, é só recolher.- disse ele com as mãos erguidas para frente, num singelo sinal de “calma”.
-SÓ RECOLHER?- perguntou ela perplexa. –Você já contou quantas crianças moram aqui? E quantas roupas todas essas crianças usam POR SEMANA?- perguntou ela frustrada, balançando a cabeça e logo olhando para o céu. –Por que, Meu Deus? Por quê?- voltou a olhar para ele. –Agora fala, o que você diria se estivesse no meu lugar?- perguntou ela encarando-o.
-Basicamente?- perguntou ele pensativo, ao que ela respondeu com um sinal afirmativo de cabeça. –Fuu..- disse ele, cortando o palavrão pela metade.
-Fuu.. ?- perguntou ela confusa, e ele balançou a cabeça afirmativamente, dando de ombros. –Fuu.. ?- perguntou novamente, e mais uma vez ele balançou a cabeça. Ela olhou para os pés de Tom, pensativa, mas logo voltou sua atenção à sua volta. –Eu não faço a mínima idéia do que seja “Fuu..”, mas tudo bem.- disse ela dando de ombros e dando as costas para ele.
-N-Não... Espera!- disse ele chamando-a para se explicar, mas já era tarde de mais.
-Irmã Agatha!- Luise chamou, ao ver Agatha do outro lado do pátio. Tom olhou na mesma direção que Luise e pressentiu que algo ruim iria acontecer. –Fuuu!- disse ela para Agatha, enquanto balançava as mãos como quem diz Oi, e entrou no orfanato. Agatha arregalou os olhos ao ouvir aquilo e lançou um olhar assassino ao ver que Tom estava ali.
-TOM-KAULITZ!- rosnou ela do outro lado do pátio. Ele sem saber o que fazer deu um sorriso amarelo e tratou logo de entrar no orfanato.

-Tio Tom?- chamou Megan, de 7 anos. –A Veronika não quer me emprestar o lápis rosa.- disse ela com voz chorosa, enquanto apontava para a tal menina. Tom rolou os olhos e aproximou-se da menina, de 7 anos de idade também, que segurava o lápis rosa na mão, com força, enquanto rabiscava a folha com outro lápis. Eram pouco mais que 15:00h da tarde, não estava chovendo, e algumas crianças estavam na salinha, desenhando, enquanto outras estavam no pátio brincando.
-Veronika..- disse Tom, de mansinho. –Por que você não empresta o lápis rosa pra Megan?
-Porque ele é meu!- disse a menina rispidamente. Tom suspirou, abaixando a cabeça.
-Mas você não vai dar o seu lápis para ela, só vai emprestar para ela. Ela vai te devolver depois.- disse, tentando convencer Veronika a entregar o lápis.
-Só empresto o rosa, se ela emprestar o vermelho.- disse ela fazendo bico. Tom levantou-se e foi até Megan, que estava emburrada, segurando o lápis vermelho na mão.
-Megan..- disse ele de mansinho. –Por que você não empresta o lápis vermelho pra Veronika? Daí ela empresta o rosa para você, vocês ficam felizes..- disse ele forçando um sorriso. –E eu acabo com essa p**** de uma vez.- sussurrou para si.
-Não vou emprestar o vermelho.- disse ela.
-Por que não?- perguntou ele, querendo que aquilo acabasse de uma vez, assim que Agatha apareceu, sentando-se numa das cadeiras da mesa ao lado, de modo que ela e Tom ficaram lado a lado. –Dá uma ajudinha aqui?- pediu ele.
-Se vira.- disse ela, apontando um lápis que haviam dado para ela.
-Porque foi o Matheus que me deu.- disse Megan com os olhos brilhando, enquanto olhava para o lápis.
-Matheus?- perguntou ele, não lembrando de nenhum Matheus entre os meninos. –Quem é esse?
-É meu namorado.- disse ela sorridente. –Lá da escola.
-Ah..- balançou a cabeça, compreendendo. –Então, seu namorado te deu um lápis, de presente?- perguntou segurando o riso, e ela balançou a cabeça. –Mas isso não é de nada.- disse ele rindo. –Não se preocupe, quando você crescer seu namorado vai te dar coisas muito melhores.- disse ele sorrindo de lado, e recebeu uma cotovelada de Agatha. –Ai! O que foi que eu fiz?- perguntou olhando para ela inocentemente.
-Deixa que eu resolvo isso, senão você vai acabar falando o que não deve.- disse ela puxando-o pelo braço.
-Calma.- disse ele enquanto se levantava da cadeira. –Que mulher violenta.- comentou, rindo.
-Tio Tom!- Lukas gritou do outro lado da sala, e Tom foi até ele, desviando das outras crianças que faziam bagunça.
-Fala.- disse, agachado ao lado do menino.
-Desenha um coração aqui?- pediu ele apontando para o lugar.
-Coração? O que é isso?- perguntou rindo.
-Anda..- disse empurrando a folha para que Tom desenhasse. Ele torceu a cara, mas pegou o lápis. Assim que terminou entregou o lápis para o menino e empurrou a folha. –Tio Tom..- disse o menino, encarando a folha. –Eu disse pra você desenhar um coração, não uma maçã.- falou o menino fazendo Tom gargalhar.
-É que esse é um coração em desenvolvimento.
-Mas eu pedi pra desenhar um coração e não um coração em desenvolvimento.- disse o menino. Tom parou de rir e fingiu uma tossida, como se tivesse algo na garganta. Lukas olhou para ele por alguns segundos, esperando uma explicação.
-Ahh! Eu não sei desenhar um coração, tá legal?!- disse Tom fazendo uma careta. –Pede para alguma menina desenhar.- opinou, levantando-se e olhando ao redor, para ver se mais alguém precisava de sua ajuda.
-NÃO!- exclamou Luise aparecendo na sala, saindo do corredor. Todos olharam para ela, que olhava fixamente para a porta. –Já vai chover!- disse ela e todos começaram a se movimentar. Como se aquilo fosse algo de rotina, várias crianças levantaram-se e foram guardando os lápis e as folhas, enquanto as freiras empurravam as mesas para o canto da parede, liberando o espaço da sala. Tom ficou parado no meio da confusão, perdido, e caminhou até Agatha, que ajudava a guardar os lápis na caixa.
-Ela é sempre assim?- perguntou referindo-se à Luise.
-Às vezes é pior.- respondeu ela sem desviar a atenção do que fazia.
-Pior?- perguntou perplexo. Olhou toda a movimentação das crianças que faziam mais barulho do que arrumavam. –Por acaso ela é algum tipo de vidente ou profeta? Como ela sabe que vai chover?- perguntou ele, rindo.
-O dedo mindinho dela.- respondeu Agatha.
-O dedo mindinho dela é profeta?- perguntou num tom de deboche. Agatha que terminara de arrumar a mesa, levantou-se ficando ao lado de Tom, enquanto observava o que acontecia.
-Ela quebrou o dedo uma vez, e agora ele dói quando vai chover.- respondeu ela. –Coisa estranha, como o dedo pode saber quando vai chover ou não?- perguntou ela fazendo Tom rir.
-Eu sei como é..- comentou Tom.
-Sabe? Seu dedo também dói?- perguntou ela.
-Não, não.- riu. –O que acontece comigo é tipo uma premonição, sabe?- ela olhou para ele, não entendendo. –Às vezes coisas acontecem com o meu irmão e eu sinto, mesmo estando longe. Tipo, eu sinto uma sensação estranha, e pouco depois fico sabendo que alguma coisa aconteceu com ele. Coisas assim. Uma vez nós até tivemos o mesmo sonho.- disse ele e ela arqueou as sobrancelhas, surpresa. –Coisa de irmãos gêmeos. Não queira entender.- disse ele.
-Não entendendo nem o que acontece com o dedo dela, quanto mais isso aí, de sentir o que seu irmão sente.- disse ela sorrindo de lado, balançando a cabeça.
-Você está bem?- perguntou ele encarando-a.
-Estou. Por quê?
-Você acabou de sorrir.- disse ele estranhando, mas fingindo estar espantado. Ela rolou os olhos, ainda sorrindo.
-Não pense que isso muda alguma coisa.- disse ela dando uma olhada nele e logo indo em direção ao refeitório.
-Eu imaginei.- disse ele seguindo-a com o olhar.
-TOM!- berrou Luise parando na porta, e ele olhou para ela. –Se não está fazendo nada, vêm me ajudar a trazer as crianças para dentro.- disse ela logo correndo atrás de um dos meninos que acabara de passar por trás dela. Tom rapidamente fez o que ela pediu, saiu à porta e olhou pelo local para ver quem precisava ser recolhido. Algumas freiras corriam atrás das crianças menores, que não entendiam e viam aquilo como uma brincadeira, fugindo delas. Foi quando olhou para o balanço e viu um menino agarrado a uma das barras.
-Ei, garotão.- disse ele aproximando-se. –Quem é você?- olhou para o garoto, para reconhecê-lo. –Andreas? Não, Andreas é o ruivo.. Michael? Não, esse é o mudinho. Erick? Não, não... esse é o do banheiro. Já sei, Marcos!
-Philip.- disse o garoto emburrado.
-Isso. Philip. Essa era a minha próxima opção.- disse fazendo uma careta. –Vamos lá para dentro?- perguntou tentando tirar as mãos do menino da barra, mas ele agarrou-a mais ainda.
-Não quero brincar lá dentro.- disse ele, fazendo bico.
-Mas vai chover.- disse passando o braço em volta da cintura do menino e o levantando, puxando-o, mas nem assim ele largou. –P****, você é forte, hein?- disse, soltando-o, para não acabar machucando o garoto. –Anda, vamos lá pra dentro.
-Mas eu quero ficar aqui fora, p****!- exclamou o menino, fazendo Tom arregalar os olhos. “Controla a língua, Kaulitz!” disse a si mesmo.
-Érr, Lukas..
-É Philip!
-Tá, Philip. Nunca mais fale o que você acabou de falar, tudo bem?- pediu Tom, para evitar que o menino falasse o palavrão novamente.
-Que meu nome é Philip?- perguntou o garoto, inocentemente. Tom abaixou a cabeça, vendo que aquilo seria mais difícil do que pensara.
-Não, aquilo que você falou depois que eu falei. Aquela palavra que começa com “p”. Lembra dela?
-P****?- perguntou o menino, olhando para Tom, ainda agarrado nas barras.
-Isso. NUNCA MAIS fale isso, tudo bem?
-Por quê?
-Porque... Só adultos podem falar isso.
-Por quê?
-Por quê? Bem... Porque.. Não importa o porquê. O que importa é que você NUNCA MAIS deve falar isso. Só quando for grande.- disse Tom.
-Mas eu sou grande.- retrucou o menino fazendo cara feia.
-Claro que você é grande.- concordou para evitar outra confusão. –“Grande”, que eu digo é...- parou para pensar no que falar. -...Quando suas mãos forem do tamanho das minhas. Viu?- disse esticando a mãos, com a palma virada para cima. Philip colocou a sua mão sobre a de Tom, observando-as. –Nossa! Que mãos grandes você tem. Viu? Já estão quase do tamanho das minhas.- disse ele, sendo que a mão do menino ocupava a metade da sua. –Quando as suas tiverem o mesmo tamanho que as minhas, daí sim você pode falar aquela palavra com “p”, tudo bem?
-E o que acontece se eu falar enquanto minhas mãos forem desse tamanho?- disse olhando para a própria mão.
-Se você falar enquanto elas estiverem pequenas.. elas.. vão demorar MUITO pra ficar do tamanho da minha, e você não quer ficar com a mão desse tamanho pra sempre, não é?- disse, e o menino balançou a cabeça. –Agora vamos lá para dentro, não é?- perguntou, e o menino concordou, soltando-se das barras e correndo para o orfanato. Tom ergueu-se, já que estava inclinado, e suspirou. Foi até a porta, já que estava fechada por causa do vento, e abriu-a, para que ele e Philip pudessem entrar, mas o vento acabou entrando na sala, fazendo as folhas se espalharem pela sala e pelo pátio.
-Fecha a porta!- exclamou Agatha, tentando pegar as folhas que voavam na sala, e ele fechou, ficando do lado de fora.
–Abre a porta!- exclamou Luise, do lado dentro. Ele abriu e ela correu para fora. –Me ajude a recolher as folhas, rápido. – disse ela enquanto tentava pegar as folhas que voavam pelo pátio.
-Tio Tom!- chamou Lukas, aparecendo na porta. –Amarra meu tênis?- disse ele mostrando o tênis com o cadarço desamarrado. Tom foi até o menino e se abaixou, para amarrar.
-Rápido, Tom!- exclamou Luise.
-Já estou indo.- disse olhando por cima do ombro.
-Fecha a porta, Kaulitz!- exclamou Agatha aparecendo na porta.
-Calma! Eu sou um só agora, meu clone ficou em Hamburg.- disse ele terminando de amarrar o cadarço e correndo para pegar as folhas. Assim que terminaram, ambos voltaram para a sala. As crianças estavam todas amontoadas, gritando e chorando, e a movimentação era quase impossível, tanto até que Tom acabou pisando no pé de uma das meninas, que abriu o berreiro. –Desculpa, desculpa.- disse ele fazendo uma careta, agachado na frente dela enquanto passava a mão em sua cabeça, para que parasse de chorar.
-Tio Tom, arruma pra mim?- pediu Megan, segurando uma boneca sem cabeça e a cabeça da mesma na outra mão. Tom levantou-se e pegou a boneca e a cabeça para tentar arrumá-la.
-Kaulitz, me ajude a colocar as cadeiras em cima das mesas, para dar mais espaço.- disse Agatha passando por ele e amontoando as cadeiras sobre as mesas.
-Já vou.- disse ele ainda tentando colocar a cabeça da boneca no lugar. –Ah, eu não consigo. Pede pra outra pessoa.- disse entregando a boneca e a cabeça da mesma para a menina, e indo ajudar a freira a amontoar as cadeiras. Assim que terminou, suspirou profundamente e virou-se para trás, dando de cara com irmã Luise, que olhava para ele.
-Faz um favor pra mim? Vá lá fora e pega os brinquedos que ficaram espalhados?- disse ela dando as costas para ele sem esperar uma resposta. Ele fez uma careta, já não agüentando mais, e foi para o pátio recolher os brinquedos quando os primeiros pingos de chuva começaram a cair. Voltou correndo para dentro, com os brinquedos nos braços, e jogou-os sobre uma das mesas, logo voltando para a porta para ver se não sobrara algum, e respirou aliviado ao ver que já tinha terminado.
-Tio Tom, o Philip me bateu.- disse Erick chorando. Tom foi até o garoto e se abaixou, ficando na altura do menino.
-Philip, não bata no Erick.- disse ele olhando sério para o garoto emburrado.
-E o que acontece se eu bater?- perguntou ele num tom desafiador. Tom levantou-se, suspirando pesadamente.
-Se você bater em qualquer pessoa sua mão NUNCA vai crescer.- respondeu com o mínimo de paciência, fazendo o garoto arregalar os olhos e fazer cara de choro.
-Tio Tom, a Victoria puxou meu cabelo.- disse Megan parada ao lado dele, esperando uma manifestação.
-Victoria, não puxe o cabelo da Megan.- disse ele para a menina, logo virando-se para sair dali.
-Tio Tom...- alguém cutucou as costas dele.
-Pelos testículos de Adão! O que foi agora?- perguntou ele irritando, virando-se para trás e dando de cara com Agatha, que olhava para ele com os olhos arregalados.
-Nada não.- disse ela afastando-se dele aos poucos, segurando o riso. Tom olhou-a se afastar e se agachar próxima a uma criança, estranhando o fato de ela o ter chamado de Tio Tom, e sorriu de lado, indo até ela.
-Ué, o que aconteceu?- perguntou ele parando ao lado dela, que estava agachada no chão, amarrando o cadarço de uma das crianças. Assim que terminou ela se ergueu, ficando de frente para ele.
-Como assim?- perguntou ela confusa.
-Onde foi parar o “Não pense que isso muda alguma coisa?”- perguntou ele esperando uma explicação, mas ela se limitou a sorrir, dando de ombros.
-Quem sabe?

Coitado do Tom, deve fica louco com as crianças KKKKk'
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MensagemAssunto: Re: FF - Blessed Love    Dom Dez 12, 2010 4:31 pm

Coitado do Tom! Ele um só né, pelamor.
Morri com o dedinho mindinho profeta, ARVOREARVOREARVORE
Awwn que fofo ele ensinando o Philip a não falar palavrões, até que ele leva jeito para a coisa. Smile
Tio Tom né Agatha, rún. Sabia que uma hora ela ia ceder, agora sim a história fica melhor ainda.
Você precisa continuar postando, estou apaixonada por essa fic.

*E que orgulho dos nossos meninos né? Mais um sonho realizado. Make some noise Tóquio!
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MensagemAssunto: Re: FF - Blessed Love    Dom Dez 12, 2010 5:39 pm

tom é pau pra toda obra, comofaaas
OASJAOHSOAHSAHSOAHSAHSOAHSSHAOSHA'

AWN, quero mais *O*
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MensagemAssunto: Re: FF - Blessed Love    Dom Dez 12, 2010 6:17 pm

Ri muito das crianças chamando ele de tio Tom! kkkkkk
E do dedo profeta então?
Tô amando demais sua fic! Very Happy
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MensagemAssunto: Re: FF - Blessed Love    Dom Dez 12, 2010 7:44 pm

AnaCarolina_ff escreveu:
Coitado do Tom! Ele um só né, pelamor.
Morri com o dedinho mindinho profeta, ARVOREARVOREARVORE
Awwn que fofo ele ensinando o Philip a não falar palavrões, até que ele leva jeito para a coisa. Smile
Tio Tom né Agatha, rún. Sabia que uma hora ela ia ceder, agora sim a história fica melhor ainda.
Você precisa continuar postando, estou apaixonada por essa fic.

*E que orgulho dos nossos meninos né? Mais um sonho realizado. Make some noise Tóquio!

+1 concordo com tudo.
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MensagemAssunto: Re: FF - Blessed Love    Seg Dez 13, 2010 7:28 pm

AAH QUE AMOR *-* babei aqui com a parte das crianças
Tom descobrindo sua segunda vocação tongue
Citação :
Não se preocupe, quando você crescer seu namorado vai te dar coisas muito melhores.- disse ele sorrindo de lado, e recebeu uma cotovelada de Agatha. –Ai! O que foi que eu fiz?- perguntou olhando para ela inocentemente.
depois não sabe porque a Agatha é ruim Rolling Eyes CABEÇÃO!

MAIS, eu quero mais Very Happy
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MensagemAssunto: Re: FF - Blessed Love    Hoje à(s) 2:52 pm

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