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 FF - Blessed Love

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Patty Back
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MensagemAssunto: Re: FF - Blessed Love    Qua Dez 15, 2010 3:50 am

/anna. escreveu:
AAH QUE AMOR *-* babei aqui com a parte das crianças
Tom descobrindo sua segunda vocação tongue
Citação :
Não se preocupe, quando você crescer seu namorado vai te dar coisas muito melhores.- disse ele sorrindo de lado, e recebeu uma cotovelada de Agatha. –Ai! O que foi que eu fiz?- perguntou olhando para ela inocentemente.
depois não sabe porque a Agatha é ruim Rolling Eyes CABEÇÃO!

MAIS, eu quero mais Very Happy
OAHOAHSOAHSOAHSOAHSOHASOHAOSH' gemt, ver isso me fez rir Very Happy
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Catarina Kretli
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MensagemAssunto: Re: FF - Blessed Love    Qua Dez 15, 2010 10:27 pm

Gostaram do Tom com as crianças né ?? Vai ser um belo pai um dia (:
Gente eu amo essa cap. xD
Acho que vocês também vão gostar KSPKAOPKSA
______________________________________________________

Atrevido


-Tem mais alguma coisa pra fazer? Porque senão eu já vou. A chuva está começando a ficar mais forte e eu não vim de carro.- perguntou Tom ao encontrar a madre na cozinha do orfanato, como sempre. Ela deu de ombros, pensativa, enquanto descascava uma maçã.
-Pergunte para a irmã Agatha.- disse ela sorrindo. Tom balançou a cabeça e deu às costas para a mulher, mas logo voltando a olhá-la.
-Posso fazer uma pergunta?- pediu ele, e ela balançou a cabeça afirmativamente, olhando-o. –Por que tudo é com a Agatha?- perguntou e ela deu de ombros mais uma vez.
-A maioria das irmãs tem mais de 50 anos, com exceção dela e da irmã Luise. Achei que seria mais confortável para você, já que vocês têm quase a mesma idade. Assim vocês podem conversar livremente, sem formalidade.- respondeu ela sorrindo, fazendo seus olhos se fecharem, e logo dando a atenção para a maçã. Tom balançou a cabeça, concordando, e saiu.
-Tem mais alguma coisa para fazer?- perguntou ele, assim que encontrou Agatha no meio das crianças. –Senão eu já vou embora.
-Por que?- perguntou ela levantando-se.
-Ora.. –riu. –Já vai chover, e eu não vim de carro.- respondeu.
-Com licença, com licença.- pediu Luise, empurrando Tom e Agatha para o lado, para que ela pudesse chegar até a janela. Olhou para o céu, e voltou para perto deles.
-Por que você está com o dedo na boca?- perguntou ele ao ver que Luise colocara o dedo mindinho na boca.
-Está doendo muito.- respondeu ela, sem tirar o dedo da boca. –Acho que hoje vai acontecer o segundo dilúvio da história.- disse ela olhando para a janela, e logo saindo de perto deles. Tom a seguiu com o olhar, perplexo.
-Qual é o problema dessa mulher? Ela parece uma criança.
-Ela É uma criança, trancada num corpo de mulher.- disse Agatha rindo. Tom voltou a olhar para a freira e sorriu.
-Só pode.- disse ele com um sorriso involuntário estampado no rosto. –Mas então, posso ir? Ou vai querer que eu passe a noite aqui?- disse ele trocando o sorriso de antes por um sorriso malicioso, e ela rolou os olhos.
-Vá com Deus.- disse ela.
-Empresta um guarda-chuva? Já está começando a chover.- pediu ele desviando o olhar para janela. Ela desapareceu pelo corredor e depois de um minuto voltou trazendo uma sombrinha, entregando para ele. –Obrigado.- disse ele. Piscou para ela e se foi.
-Quem quer pipoca?- perguntou ela assim que Tom saiu, chamando a atenção das crianças, que ficaram mais agitadas do que já estavam com a pergunta. –Então, todo mundo para o refeitório.- disse ela batendo palmas e ajudando algumas crianças que estavam sentadas a se levantarem. Assim que todas saíram da sala, voltou até a porta, trancando-a e andou em direção ao refeitório, mas acabou voltando ao ouvir alguém batendo na porta rapidamente. Ela correu até lá, abrindo-a e deu de cara com Tom com o capuz do casaco sobre a cabeça, completamente encharcado.
-Posso entrar?- perguntou ele, sentindo o vento passar pelo corpo molhado, enquanto ficava parado na porta.
-O que aconteceu?- perguntou Agatha surpresa, dando passagem. Ele entrou na sala e entregou a sombrinha toda desgrenhada pelo vento.
-Preciso explicar?- perguntou ele, tirando o casaco molhado, ficando apenas com a camisa, que não estava tão molhada. –Vai ficar aí parada esperando eu morrer de hipotermia ou vai fazer alguma coisa?- perguntou olhando para ela, esperando.
-Como você é exagerado.- comentou Agatha rolando os olhos. –Estamos no verão, então como você pode estar “quase morrendo de hipotermia”?- perguntou ela entregando biscoitos a mando da madre. Tom deu de ombros, enquanto pegava um biscoito.
-Eu sei.-disse ele. –Foi só uma desculpa para subir no segundo andar.- disse enquanto olhava-a com um sorriso sapeca no rosto. -“O importante é que você nunca, jamais, em hipótese alguma, suba ao segundo andar.” Queria saber se isso também valia em caso de quase-morte.- disse fazendo bico, dando mais uma mordida no biscoito, enquanto Agatha olhava para ele não acreditando no que acabara de ouvir. Estavam na biblioteca, no segundo andar, e Tom estava sentado no pequeno sofá em frente à lareira, enrolado numa toalha.
-Então já que você conseguiu o que queria, vamos descer de uma vez?- perguntou ela apressada em sair dali.
-Por que você fica tão aborrecida só pelo fato de eu estar no segundo andar, hein? Eu não estou fazendo nada. Só tirando proveito da falsa situação, mas... Fora isso, não estou fazendo nada.
-Está sim. Está me fazendo perder tempo ficando aqui, esperando que você “se recupere.”- disse ela fazendo aspas no ar.
-Ah, qual é? Senta aqui e relaxa um pouco.- disse ele indicando o lugar vago no sofá, ao seu lado. –Pra todos os efeitos, você está cuidando de mim.- disse ele piscando para ela, que bufou, dando as costas para ele, e saiu da biblioteca.
-Ele está melhor?- a madre perguntou assim que Agatha chegou ao refeitório, onde as crianças comiam pipoca e faziam bagunça.
-E quando foi que ele esteve ruim?- respondeu com outra pergunta, aborrecida, fazendo a madre arquear as sobrancelhas, surpresa.
-Já estou melhor, madre.- disse Tom aparecendo atrás de Agatha. –Ah, e.. obrigado pelos biscoitos, estavam uma delícia. Foi a senhora que fez?- perguntou simpaticamente. Agatha olhou para ele, não acreditando.
-Na verdade foi a irmã Agatha que fez.- respondeu a mulher, sorrindo, saindo de perto deles.
-Que mãos santas você tem.- disse ele. –Você deve cozinhar muito bem, não? Qualquer dia vai lá “em casa” cozinhar pra mim.- disse com um sorriso maroto.
-Como você é cínico.- comentou ela balançando a cabeça, reprovando a atitude dele.
-Cínico? Eu?- perguntou cinicamente, rindo, enquanto Agatha mais uma vez balançava a cabeça. –Calma irmãzinha. Como diz a irmã Luise: “Foi só pra descontrair”- deu um tapinha no ombro da freira e sentou-se em uma das cadeiras do refeitório.
-Tio Tom...- disse Erick aproximando-se com um saquinho de pipoca. Tom olhou para ele por alguns segundos, esperando uma pergunta, mas ele nada falou, ficou apenas encarando-o. Tom rolou os olhos, entendendo o que ele queria, e pegou-o no colo, colocando-o sentado sobre suas pernas. Assim que se sentou, o menino logo abriu um sorriso e como prêmio ofereceu uma pipoca para o tio Tom. Ele afastou a cabeça, olhando para a pipoca na mão babada do menino, mas acabou aceitando a contra-gosto. –Gostou?- perguntou.
-Claro.- disse ele engolindo a pipoca praticamente inteira. –Tem uma pitada de..- parou para checar o gosto em sua boca. –baba de criança.- disse ele fazendo Erick e algumas outras crianças rirem.
-M-A-T-A!- gritou uma das meninas do outro lado do refeitório. Tom olhou por cima do ombro, para ver o que acontecia, e deparou-se com uma cena um tanto cômica. Crianças e freiras corriam e subiam em cima das cadeiras e das mesas, enquanto gritavam histericamente. Tom colocou Erick sobre a mesa e levantou-se para ver o que estava acontecendo.
-Barata voadora ao ataque! Barata voadora ao ataque!- gritou irmã Luise correndo pelo refeitório, fazendo as crianças gritarem mais ainda. –O que você está fazendo? Mata ela!- disse Luise aproximando-se de Tom e puxando-o pelo braço.
-Coitada da barata.- disse ele rindo, enquanto relutava em andar. –Deixa ela ser livre.
-Mata ela, Kaulitz.- disse uma voz conhecida atrás dele. Ele parou de rir e virou-se para trás, dando de cara com Agatha segurando Camilie no colo, que chorava. Luise rapidamente soltou-o e se afastou.
-Mata você.- disse ele negando-se a fazer tal coisa. –Não quero ser taxado de assassino pelas crianças.- disse ele divertindo-se.
-Anda, Kaulitz. As crianças vão acabar se machucando.- disse ela olhando pelo refeitório. Tom virou-se, olhando pelo lugar, e depois voltou a olhar para Agatha, rolando os olhos.
-Como você é exagerada, as cadeiras não têm mais do que 30 centímetros de altura.
-Anda Kaulitz!- exclamou.
-E quem é você para mandar em mim?- perguntou ele. Ficaram se encarando por alguns segundos e ele logo sorriu, dando de ombros. –Mas tudo bem.- disse pegando o chinelo da menina que estava no colo da freira e indo ao encontro da barata. Ficou esperando a barata parar de voar e assim que ela pousou no chão, perto da parede, agachou-se e a matou com o chinelo. Esperou alguns segundos, para se certificar de que ela estava morta e logo a segurou pelas antenas, levantando-se e se virando de frente para todas as freiras e crianças que estavam paradas atrás dele. –Prontinho.- disse ele olhando para a barata e logo lançando um olhar travesso para Agatha, do outro lado do refeitório. –Quer se certificar de que ela morreu?- perguntou ele enquanto caminhava na direção dela, com um sorriso malicioso no rosto.
-Nem pense em fazer isso.- disse ela entregando Camilie para Luise e caminhando para trás, enquanto ele se aproximava.
-Tarde demais.- revidou ele, começando a correr atrás dela com a barata morta na mão. As crianças riam e se divertiam, enquanto Tom corria trás da freira, que dava voltas e mais voltas na mesa, até que ela decidiu sair do refeitório. Ele foi atrás, pois estava disposto a se vingar por tudo o que ela havia feito. Correram por mais alguns minutos, e quando ele estava quase desistindo, ela resolveu subir as escadas para o segundo andar. Ele parou na base da escada, ofegante, enquanto ela se esforçava para subir todos os degraus.
-Você vai parar?- perguntou ela, rindo, enquanto tentava recuperar o fôlego.
-Nem pensar.- disse ele com um sorriso sapeca, subindo o primeiro degrau da escada.
-Ah, não. Não se atreva a subir aqui.- disse ela dando um passo para trás.
-Amber não te contou?- perguntou ele enquanto subia as escadas, sem pressa. Ela foi andando para trás, devagar, olhando por cima do ombro para encontrar um lugar para fugir.
-Contar o que?
–Ora... Que eu sou atrevido.- respondeu ele chegando ao topo da escada. Se encararam por alguns segundos e logo ela começou a correr. Tom a seguiu, segurando firmemente a barata pelas antenas, até que ela abriu uma das portas e entrou no quarto, mas antes que ela pudesse fechar a porta Tom colocou o pé, impedindo que isso acontecesse.
-Para Kaulitz! Acabou a brincadeira!- exclamou ela enquanto empurrava a porta.
-A brincadeira acaba quando EU decidir.- disse ele empurrando a porta, rindo.
-Para!- exclamou ela mais uma vez, e ele, para provocá-la mais ainda, colocou o braço pela fresta da porta, segurando a barata. –Tira isso daqui! Que nojo!- exclamou ela dando empurrões na porta.
-O que está acontecendo?- perguntou alguém atrás de Tom. Ele olhou por cima do ombro e viu a madre parada, fitando-o.
-Érr.. brincando.- respondeu ele apreensivo, tirando o braço da fresta da porta e mostrando a barata em sua mão.
-Madre, mande ele parar!- berrou Agatha de dentro do quarto, ainda empurrando a porta. A madre olhou para a porta, olhou para a barata, e sorriu para Tom.
-Cuidado para não se machucar.- disse ela se retirando. Tom a seguiu com o olhar, surpreso com a não-reação negativa da madre, e assim que ela saiu do seu campo de visão, voltou sua atenção à porta.
-Sério, Kaulitz. Já chega!- disse Agatha empurrando a porta. Tom voltou a empurrar a porta, e como era mais forte que ela, acabou entrando no quarto. –Chega Kaulitz. Saia do meu quarto agora!- disse ela andando para trás, com as mãos erguidas para frente para que ele não se aproximasse. –Não se atreva a jogar isso em mim.- disse ela olhando para a barata.
-Jogar o que?- fez-se de desentendido. –Ah! Isso...- disse ele olhando para a barata e logo fazendo menção de jogá-la em cima da freira.
-PARA!- gritou ela, alguns decibéis mais alto, fazendo Tom rir.
-Quem diria que por baixo daquela bruxa arrogante, existia uma medrosa como você.- disse ele se aproximando lentamente, enquanto ela ia para trás.
-Não é medo!- exclamou ela, sem tirar os olhos da barata. –É nojo.
-Nojo, nojo. É só um inseto.- disse ele já na frente da freira, que ia de encontro à parede. Ele ergueu a mão, deixando à barata próximo à freira, que tentava de todas as maneiras se distanciar, embora estivesse encurralada na parede.
-Tira isso daqui.- disse ela num sussurro, fazendo cara de nojo, enquanto segurava o braço dele e empurrava para longe.
-E o que eu ganho em troca?- perguntou ele.
-Sai daqui.- disse ela ignorando a pergunta.
-E o que eu ganho em troca?- repetiu.
-Qualquer coisa, mas tira essa coisa nojenta de perto de mim!- disse ela empurrando-o.
-Qualquer coisa?- perguntou ele interessado, abaixando a mão que segurava a barata e olhando-a com um sorriso sapeca. –Um beijo, talvez?- disse ele aproximando-se da freira, que só se deu conta do que estava prestes a acontecer quando percebeu a proximidade dele.
-Seu atrevido!- disse ela com os dentes trincados, e logo pisando fortemente no pé dele.
-Ai, meu pé!- exclamou ele enquanto pulava para trás com uma perna só, e aproveitou que a barata ainda estava em sua mão e vingou-se, jogando-a em cima da freira, que deu um pulo para trás, gritando, enquanto ele ia mancando em direção à porta.
-Você vai se arrepender disso, Kaulitz!- disse a freira. Tom virou-se para encará-la, mas antes que pudesse falar alguma coisa recebeu um chute na canela da perna que ainda estava boa, fazendo-o cai de joelhos.
-P****! ISSO DÓI!- exclamou ele gemendo de dor, enquanto segurava a canela. Percebeu que a freira se aproximava, então levantou o rosto para encará-la, mas só deu tempo de se afastar para trás, encostando-se na porta, e sentir o vento que o pé dela fez assim que passou a centímetros de seu rosto. –Tá maluca?!- perguntou ele com os olhos arregalados, enquanto ela apenas o olhava com raiva no olhar. –Quer me matar?- perguntou ele sentado no chão, encostado na porta, esfregando a canela para que a dor passasse.
-Quero.- disse a freira friamente. Tom ergueu o olhar para ela, espantado, e viu que ela se preparava para dar mais um chute. Ele se jogou no chão, com as mãos na cabeça e logo ouvi o barulho que o chute dela fez ao acertar a porta. Tom olhou por cima do ombro em direção à porta, e depois olhou para Agatha.
-Sua louca!- exclamou ele engatinhando rapidamente para fora do quarto, horrorizado com tudo aquilo, e dando uma olhada por cima do ombro a tempo de vê-la aproximar-se da porta.
-Eu te odeio, Kaulitz!- disse ela batendo a porta do quarto, enquanto ele olhava para a mesma com os olhos arregalados.
-Tudo isso só por causa da barata?- perguntou a si mesmo, esfregando a canela. –Ou por causa do beijo?- olhou para a porta fechada à sua frente.


Atrevido né Tom ? OKSKAPKOSPOAKSA tongue
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Fabyola
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MensagemAssunto: Re: FF - Blessed Love    Qua Dez 15, 2010 10:41 pm

Hum, ela gosta dele....
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MensagemAssunto: Re: FF - Blessed Love    Qua Dez 15, 2010 11:34 pm

Muito bom mesmo esse capítulo, perfeito....
Citação :
-Tudo isso só por causa da barata?- perguntou a si mesmo, esfregando a canela. –Ou por causa do beijo?- olhou para a porta fechada à sua frente.
ai Tom você ainda tem dúvidas?
continua logo por favol.
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MensagemAssunto: Re: FF - Blessed Love    Qua Dez 15, 2010 11:35 pm

Que tudo! Eu amei demais o cap!!
Ri muito mesmo imaginando ele correndo atrás dela com a barata.
E a madre é malvada nem pra ajudar a Agatha...
Se a irmã já não gostava dele antes imagina agora!
Quero só ver o que esses dois vão aprontar... Very Happy
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MensagemAssunto: Re: FF - Blessed Love    Qui Dez 16, 2010 2:06 am

ARVOREARVOREARVORE, amei!
Tom, vem brincar aqui em casa Twisted Evil /corri
Esses dois ai não tem jeito, percebe-se que um sente atração pelo outro, mas até agora só o atrevido do Tom deixou isso claro né.
Ela queria esse beijo, sei disso... só preciso descobrir qual é o mistério que a separa do Kaulitz Atrevido... scratch
Quero ver aonde a brincadeira dos dois vai dar, posta mais Wink
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MensagemAssunto: Re: FF - Blessed Love    Qui Dez 16, 2010 6:06 pm

RÁ, olha a agressão física.. isso que ela tentou acertar um chute no rosto, queria ver se fosse em outras partes mais sensíveis Rolling Eyes Tom ia desmaiar de susto dai né Very Happy
Citação :
-Sua louca!- exclamou ele engatinhando rapidamente para fora do quarto, horrorizado com tudo aquilo, e dando uma olhada por cima do ombro a tempo de vê-la aproximar-se da porta.
EIAUHEIAUHEIAUHE mas que papelão hein Kaulitz =) tem medo mas não tem vergonha na cara né lixa
Citação :
-Tudo isso só por causa da barata?- perguntou a si mesmo, esfregando a canela. –Ou por causa do beijo?- olhou para a porta fechada à sua frente.
bom, se fosse comigo, o motivo seria a barata, óbvio, a última coisa que me preocuparia seria o Tom querendo um beijo love mas uma barata... ARGH

vamos Catarina, posta mais guria Very Happy
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Ana Kaulitz (:

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MensagemAssunto: Re: FF - Blessed Love    Qui Dez 16, 2010 10:31 pm

Tô atrasada. Eu ri MUITO com esse capítulo, pra variar.
Se o Tom jogasse uma barata em mim, nossa, ele tava morto. E eu não pensaria duas vezes antes de beijar aquela coisa linda ok parei.
Continua, sua fic tá um arraso *-*
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MensagemAssunto: Re: FF - Blessed Love    Sab Dez 18, 2010 3:29 pm

Agatha má POKSPA
Estou vendo que todos queriam um beijo do Tom né ?? Twisted Evil
Quem não queria. KSPOAKPOSK
PESSOAS LINDAS, esse cap. é um dos que vocês vão fica de queixo caido ou não, pelo menos eu fiquei.
Bem vamos lá. (:
____________________________________________________________


Merda!


-Lukas...- indagou Tom, sentado na calçada. Era terça-feira, 14:30h da tarde e, como sempre, as crianças faziam o que sabiam fazer de melhor: bagunça.
-O que foi?- perguntou o menino.
-Para de mexer no meu cabelo, por favor?- pediu, fechando os olhos e respirando fundo. Rapidamente Lukas soltou as tranças dele e o abraçou por trás.
-Tio Tom, o que você mais gosta de fazer?- perguntou o menino.
-“Namorar.”- respondeu sem dar importância.
-Eca!- disse o menino tirando os braços que estavam em volta do pescoço de Tom. –Que nojo.- fez uma careta e se sentou na calçada.
-Eu também pensava assim.- disse ele, rindo. –Acredite, daqui a alguns anos você vai mudar de idéia.
-Não vou não.- contrariou o menino. –Daqui alguns anos eu vou ser jogador de futebol.- disse ele com um sorriso de orelha a orelha.
-Sábia escolha.- disse Tom olhando para ele. –E assim que você se tornar um jogador de futebol, vai chover mulher na sua horta. É, pelo visto você é um dos meus.- disse ele rindo, dando um tapinha nas costas do garoto, enquanto o mesmo olhava aparentemente confuso para ele. –Esquece.- disse ele levantando-se. –Por que você não vai jogar bola? Para ser um bom jogador você tem que treinar muito.- opinou, ao que o garoto respondeu com um aceno de cabeça, sorrindo. Levantou-se e correu para junto de um pequeno grupo de meninos que jogavam bola. Tom ficou em pé por alguns segundos, olhando a sua volta e quando se voltou para frente percebeu Luise parada ao seu lado, olhando para o chão enquanto roia as unhas.
-Estou pensando numa coisa.- disse ela, fitando o chão fixamente.
-Que você não é normal?- perguntou ele, rindo.
-O que?- perguntou ela saindo do transe.
-O que, o que?- deu um passo para o lado, logo ficando de frente para ela.
-O que você falou?- perguntou ela olhando para ele, ainda roendo as unhas.
-N-nada.- respondeu olhando para os lados e logo voltando a olhar para ela. Ela olhou para ele por alguns segundos e deu de ombros, dando às costas para ele. –Ei, espera.
-O que?- perguntou ela virando-se para ele.
-O que você está pensando?
-Eu?- perguntou apontando para si mesma, e Tom confirmou balançando a cabeça.
-Você acabou de dizer que está, ou estava, pensando em alguma coisa..
-Ahh...- disse ela entendendo. –O que eu estou pensando, certo?- perguntou, e ele deu de ombros. –Vejamos... O que eu estou pensando?- perguntou para si mesma, pensativa. –Ah, claro!- exclamou estralando os dedos. –Estou pensando que está na hora de trocar.
-Trocar?- perguntou ele confuso.
-É, trocar.- respondeu ela. Ele continuou olhando para ela com as sobrancelhas franzidas, não entendendo. –Você sabe do que eu estou falando, não é?- perguntou ela chegando perto dele, que balançou a cabeça negativamente.
-Sabe... trocar...- disse ela movimentando as mãos, olhando para ele, que olhava para ela sem entender. -... o absorvente...- concluiu ela, ainda movimentando as mãos, para ver se ele entendia.
-Ah..- disse ele dando um sorriso amarelo.
-Não entendeu ainda?- perguntou ela não acreditando. –Estou dizendo que eu estou mes...
-Eu sei!- exclamou ele arregalando os olhos, com as mãos estendidas para frente para que ela parasse de falar. –Digo, eu não sei, mas... eu entendi. Sério, não precisa explicar.- deu um passo para trás, enquanto ela olhava atônita para ele.
-Tudo bem...- disse ela com cautela, como se estivesse falando com um louco. Deu às costas para ele lentamente e se retirou. Tom suspirou aliviado por não ter que ouvir aquilo, ainda mais vindo de uma freira esquisita, e tirou um papel do bolso.
-Vejamos...- disse para si mesmo, enquanto lia. –Já fiz tudo, que ótimo.- disse ele dobrando o papel e indo para dentro do orfanato. Assim que entrou pela porta, Veronika apareceu segurando um balde com um pouco de água e um pano dentro, estendendo-o para que ele pegasse.
-Irmã Agatha disse que era para eu dar isso para você.- disse ela. Tom pegou o balde, sem saber o que teria que fazer, e logo a menina foi para o pátio.
-Vou ter que limpar o banheiro agora?- perguntou ele olhando para a menina, mas ela já estava longe. Virou-se de costas para porta e deu de cara com Agatha, encarando-o.
-P****!- exclamou ele, assustado. –Que mania que vocês, freiras, tem de aparecer do nada. Eu vou acabar morrendo de susto um dia desses.- disse ele dando um riso, enquanto ela se limitava a rolar os olhos e estender a mão que segura um papel.
-Não é mais fácil você falar, não? Essa brincadeira já perdeu a graça.- disse ele estendendo a mão e pegando o papel. Rapidamente leu e logo após ter feito isso começou a rir debochadamente. –É brincadeira, né?- perguntou ele. Ela apenas encarou-o por alguns segundos, com uma expressão de tédio, e deu as costas para ele. –Ei, ei, ei.- disse ele indo atrás dela. –Você acha mesmo que eu vou fazer isso?- perguntou enquanto a seguia em direção ao refeitório. –Eu estou falando com você, será que dá para não me ignorar?- Ela parou bruscamente assim que chegou ao lugar e se virou para ele. Ele, por sua vez, passou os olhos pelo refeitório e logo localizou a “sujeira” que teria que limpar. –Você está muito engana se acha que eu vou mesmo limpar vômito de criança.- disse ele colocando o balde no chão. -Não vou fazer isso nem que me pague.- Agatha olhou para o lado por alguns segundos e suspirou pesadamente.
-Tudo bem, então.- disse ela pegando o balde e logo caminhando em direção à “poça nojenta.” Tom a seguiu com o olhar, não acreditando que ela iria mesmo fazer aquilo.
-Sério, você não vai fazer isso, né?- perguntou ele caminhando atrás dela, mas evitando olhar para o chão. Ela mais uma vez o ignorou e se ajoelhou no chão, torcendo o pano molhado e começando a limpar a sujeira. Tom rapidamente desviou o olhar para o teto, fazendo uma careta. –Como você consegue fazer isso? É... nojento!- disse ele parando ao lado dela, ainda olhando o teto.
-Você é que é fresco demais.- respondeu ela sem dar importância.
-Fresco?- perguntou ele direcionando o olhar para ela, e para sua “sorte”, já não havia nada no chão. –Olha, pode achar o que quiser de mim, mas não fresco, tá legal?- disse ele aborrecido. Ela levantou-se segurando o balde na mão e olhou com a mesma cara de tédio para ele.
-Relaxa, eu não quis dizer que você é viado, gay ou bissexual. Só disse que você é fresco, chatinho, mimado, que quer tudo do jeito que quer e na hora que quer, sem ter que fazer esforço algum. Foi isso o que eu quis dizer. Entendeu agora?
-Eu sou chato? Eu sou mimado? Tem certeza de que eu sou tudo isso?- perguntou ele com um riso debochado, olhando-a nos olhos, mas ela logo deu as costas para ele e foi em direção à área de serviço, onde lavou e guardou o balde e o pano.
-Qual é o seu problema?- perguntou ele assim que ela retornou. Ela apenas olhou para ele por alguns segundos e continuou andando em direção à sala principal, onde ficava a escada que dava acesso ao segundo andar. –Não me diga que... Você está assim por causa de ontem?- perguntou ele com um sorriso debochado, caminhando atrás dela, enquanto ela o ignorava. –Será que dá pra falar alguma coisa? Vai morrer se abrir a boca?- ela nada falou, e ele suspirou pesadamente. Caminhou um pouco mais rápido, passando na frente dela e a barrou. –Olha, se você está assim por que eu tentei te beijar, ou porque joguei a barata em você, me desculpe. Foi só uma brincadeira.- disse ele, e ela soltou o ar dos pulmões, olhando para ele. –Fale alguma coisa!- pediu ele encarando-a. -Ah, já entendi.- disse ele rolando os olhos afastando-se dela. –Esse é o seu jeito de resolver as coisas, não é? Eu te ataco com palavras e você me ataca com o silêncio. Mas, olha, você não vai conseguir resolver as coisas com isso, sabia?- ela deu de ombros, voltando a caminhar. Tom a seguiu com o olhar, boquiaberto, não acreditando naquilo. –Será que dá para parar de me ignorar?!- bufou ele.
-Faz de conta que isso é uma brincadeira.- respondeu ela subindo as escadas.
-Que se f***, então!- exclamou ele balançando os braços e logo caminhando em direção à saída do orfanato, indo para o pátio, pisando forte. Foi até o pátio, onde as crianças brincavam e olhou para o céu tentando adivinhar que horas eram. Olhou para o relógio e no mesmo instante ouviu seu celular apitar. Tirou-o do bolso, viu que estava sem bateria, e sem dar importância guardou-o.
-Tio Tom.- Philip apareceu atrás dele. Ele rapidamente se virou e olhou para baixo, encontrando o menino parado com o pé esquerdo mais à frente. –Arruma pra mim? Está apertado.- pediu, e Tom foi até ele, abaixando-se para amarrar o cadarço do tênis do menino. Sentiu a presença de alguém atrás de si e olhou por cima do ombro, vendo Erick se afastar, correndo, e logo se voltou para frente.
-Quem foi que amarrou isso aqui?- perguntou Tom com dificuldade em desfazer o nó do cadarço, e o menino deu de ombros, enquanto segurava um carrinho com a mão esquerda e se apoiava em Tom com a mão livre. Ficou alguns segundos tentando desfazer o nó, e por fim conseguiu.
-Olha só Camilie, um balão de salsicha.- disse Erick. Tom estranhou aquilo, mas não deu importância. Amarrou o tênis do menino, que saiu correndo, e logo se pôs de pé.
-Erick, está na hora do seu remédio.- disse Agatha aparecendo na porta. Tom a olhou por alguns segundos e logo deu às costas para ela, cruzando os braços.
-Não estou nem aí.- disse ele para si mesmo, enquanto olhava as crianças brincarem. Sem perceber, Erick passou correndo ao seu lado segurando algo que ele não pode identificar logo de cara. Algo parecido com um balão. De salsicha. –Espera aí.- disse Tom para si mesmo, arregalando os olhos.
-Erick, o que é isso que você está segurando?- perguntou Agatha. -Erick, quem deu isso para você?- perguntou ela horrorizada, alguns decibéis mais alto.
-Achei no chão.- respondeu o menino. Instintivamente Tom enfiou a mão no bolso da calça, encontrando apenas o celular.
-Merda!- disse ele para si mesmo. –Merda! Merda! Merda!- olhou para os lados sem saber o que fazer. –Ela vai arrancar meu júnior com aquele chute super sônico dela.- disse para si mesmo novamente, enquanto virava-se lentamente na direção da porta, já preparado para uma bronca e um olhar raivoso na direção dele, mas ao contrario do que imaginava, deparou-se com Agatha olhando com os olhos arregalados na direção dele. Erick rapidamente saiu correndo e tanto Agatha quanto Tom seguiram-no com o olhar.
-O que...?- Agatha caminhou na direção de Tom, com os olhos arregalados. –Como você se atreve a dar um negócio desses para uma criança, seu animal?- perguntou ela demonstrando sua raiva, logo após ter passado o primeiro choque.
-Eu não dei. Eu juro.- tentou se explicar.
-Ah, claro. Caiu do bolso, quem sabe?- perguntou ela num tom de deboche, olhando para o lado.
-Sim!- exclamou ele. –Foi exatamente isso o que aconteceu.
-Vou fingir que acredito nisso...
-Irmã Agatha?- irmã Paulina chamou de dentro da sala, parando para pegar algo que havia caído no chão. No mesmo instante Tom e Agatha se entreolharam com os olhos arregalados e não perderam tempo. Começaram a correr atrás de Erick, que fugia, vendo aquilo como uma brincadeira, mas por fim Tom agarrou-o pela cintura, enquanto o menino se debatia. –Irmã Agatha?- perguntou a freira aparecendo na porta. Como Tom e Agatha estavam fora do campo de visão da freira, a mulher não pode ver o que eles estavam tentando pegar. Depois de certa dificuldade, Agatha conseguiu tirar o “balão de salsicha” das mãos de Erick, e Tom o colocou no chão, que rapidamente saiu correndo, rindo. –Irmã Agatha?- perguntou a freira já sem paciência. –Onde você está?- perguntou a freira aproximando-se deles. Rapidamente eles se viraram na direção que ela vinha, e como Tom estava do lado esquerdo de Agatha, rapidamente segurou em seu pulso e enfiou suas mãos dentro do bolso da calça. –O que vocês estão fazendo?- perguntou ela olhando na direção do bolso da calça de Tom, segundo após ele ter feito aquilo. Sem perder tempo ele deslizou a mão pelo pulso da freira, descendo pela mão dela e tirando o “balão” de sua mão.
-Estou treinando uma mágica para as crianças.- mentiu ele, e tirou a mão de Agatha de dentro do seu bolso. –Viu? Não está no bolso, e ele não está furado. Mágica.- disse ele sorrindo para Agatha, logo piscando para ela, para que confirmasse.
-Parabéns.- disse ela puxando sua mão para si.
-Hm... Tudo bem então.- disse a freira, embora desconfiada. –Agatha, você já deu o remédio para o Erick?- perguntou ela, ao que Agatha respondeu com um aceno afirmativo de cabeça. –Tudo bem, então.- disse a freira, lançando um último olhar desconfiado para os dois e logo se retirando.
-C******! Essa foi por pouco!- disse ele colocando a mão sobre o peito e respirando aliviado. Agatha fez o mesmo, fechando os olhos por alguns segundos, respirando fundo.
-Por questão de segundos, quase que eu sou expulsa daqui.- disse ela passando a mão na testa, e Tom riu. –Está rindo do que?- perguntou ela aborrecida.
-Exagerada.- respondeu ele rolando os olhos, ainda rindo.
-Exagerada? Eu acabei de mentir, dizendo que já dei o remédio para o Erick.
-Ah, não.. Cuidado. Vai perder toda sua santidade por causa de uma mentirinha.- disse ele debochadamente.
-Mentirinha?- perguntou ela ceticamente. –Não se trata apenas de uma “mentirinha” Kaulitz.
-Ah, não?- perguntou ele com desdém.
-Não! E sabe por quê?
-Por que?- perguntou aproximando-se dela.
-Porque, primeiro, você entra no meu quarto e tenta me beijar. Depois dá aquele troço para uma criança...
-Aquele troço na verdade é uma camisinha, e outra, EU NÃO DEI aquilo pra ele, tá legal?- interrompeu ele -Não sei nem como ele conseguiu abrir...
-Isso não importa.- interrompeu ela.
-Importa sim!- retrucou. –Por que antes de você sair por aí me chamando de “animal”...
-Não, não importa Kaulitz!- interrompeu ela ficando na frente dele. –Porque, independentemente de você ter dado ou não, aquilo foi parar nas mãos dele. Isso é o que importa. E como se isso já não bastasse, eu segurei aquela coisa asquerosa e menti para encobrir uma falha sua. É por causa de todas essas merdas que você fez e me envolveu que eu posso ser expulsa daqui. Tudo por SUA culpa!- disse ela aborrecida.
-Então se cuida.- aproximou seu rosto do dela, e olhou seriamente em seus olhos. -Porque a próxima “merda” que eu vou fazer, vai ser te levar pra cama.- Ela arregalou os olhos, dando um passo para atrás, e sem dizer mais nada, ele deu às costas para ela.

TOM KAULITZ colocando mais lenha no fogo affraid
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MensagemAssunto: Re: FF - Blessed Love    Sab Dez 18, 2010 6:27 pm

Catarina Kretli escreveu:
-Então se cuida.- aproximou seu rosto do dela, e olhou seriamente em seus olhos. -Porque a próxima “merda” que eu vou fazer, vai ser te levar pra cama.- Ela arregalou os olhos, dando um passo para atrás, e sem dizer mais nada, ele deu às costas para ela.
i'm not afraid.... i'm not afraid... i'm not afraid... i'm afraid... AAAAAAAAHHHHHHHHH <O>
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TOM LARGA ELA E VEMNIMIM TESÃO q
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MensagemAssunto: Re: FF - Blessed Love    Sab Dez 18, 2010 11:39 pm

kkkkk, ri muito com o balão de salsicha,
a Agatha não teria coragem de arrancar o seu Júnior não Tom (ou teria?) Shocked
Agatha correu junto com o Tom atrás de uma camisinha para esconder da madre e ainda mentir que estavam brincando de fazer mágica. E se preocupa por que mentiu que deu o remédio do Erick?! Shocked
Citação :
-Então se cuida.- aproximou seu rosto do dela, e olhou seriamente em seus olhos. -Porque a próxima “merda” que eu vou fazer, vai ser te levar pra cama.- Ela arregalou os olhos, dando um passo para atrás, e sem dizer mais nada, ele deu às costas para ela.
, com essa, me fez engasgar aqui, a Agatha que se cuide mesmo por que o Tom tá na área heuheueuehue...


continua please,
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MensagemAssunto: Re: FF - Blessed Love    Sab Dez 18, 2010 11:41 pm

Patty Back-K escreveu:
Catarina Kretli escreveu:
-Então se cuida.- aproximou seu rosto do dela, e olhou seriamente em seus olhos. -Porque a próxima “merda” que eu vou fazer, vai ser te levar pra cama.- Ela arregalou os olhos, dando um passo para atrás, e sem dizer mais nada, ele deu às costas para ela.
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+1 EIAUHEIUAEIUHAEUHAUEUHAE
balão de salsicha tongue em tom amarelado, gosmento... Rolling Eyes e caiu justo do bolso do Kaulitz Shocked sempre sortudo =)
nem preciso lembrar que quero mais, né?! lixa
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MensagemAssunto: Re: FF - Blessed Love    Dom Dez 19, 2010 4:39 am

Patty Back-K escreveu:
Catarina Kretli escreveu:
-Então se cuida.- aproximou seu rosto do dela, e olhou seriamente em seus olhos. -Porque a próxima “merda” que eu vou fazer, vai ser te levar pra cama.- Ela arregalou os olhos, dando um passo para atrás, e sem dizer mais nada, ele deu às costas para ela.
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+2

Imagino a cara da Agatha, tipo Shocked
E o Tom realmente anda preparado para tudo né? Levar uma camisinha para um orfanato/convento!? Pelo menos ele se cuida... Rolling Eyes
Continua, pelamor de Deus!
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MensagemAssunto: Re: FF - Blessed Love    Dom Dez 19, 2010 12:58 pm

OMG! Não acredito que o Tom falou isso mesmo!
E eu morri de rir aqui com as crianças chamando a camisinha de balão de salsicha. XD
Você precisa continuar!!!
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MensagemAssunto: Re: FF - Blessed Love    Dom Dez 19, 2010 4:36 pm

Catarina Kretli escreveu:

-Então se cuida.- aproximou seu rosto do dela, e olhou seriamente em seus olhos. -Porque a próxima “merda” que eu vou fazer, vai ser te levar pra cama.- Ela arregalou os olhos, dando um passo para atrás, e sem dizer mais nada, ele deu às costas para ela.

Eu, tipo assim, tô em choque. Vou ter que virar freira pro Kaulitz aparecer e me falar isso ? Que droga viu. Continua *-*
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MensagemAssunto: Re: FF - Blessed Love    Qua Dez 22, 2010 12:02 am

Nem sei mais o que falar. O Tom é fod* mesmo.
Dizer isso para um freira é TENSO. Shocked
Geente eu vou viajar e não sei quando eu volto. :/
Mais estou deixando 2 caps ok ? (:
Se der eu tento posta lá na casa da titia xD
_____________________________________________________________

Estranho ...


Era quinta-feira, aproximadamente 19:00hr da noite, e o sol já começava dar lugar às estrelas. Depois de um longo dia brincando, pulando e gritando, as crianças já cansadas trocaram o pátio pela salinha, onde desenhavam e pintavam.

-O que aconteceu?- perguntou Luise sentando-se ao lado de Tom no banco de madeira próximo às árvores. – confuso, de novo?- perguntou ela lembrando-se do primeiro dia em que conversaram. Tom balançou a cabeça negativamente. –Então o que? Chateado? Desapontado? Pra baixo? Deprê? Se sentindo sozinho, infeliz e vagabundo?- arriscou ela, rindo.
-Um pouco de cada coisa.- respondeu ele rindo também.
-Mas por que?
-Adivinha.- respondeu ele com um fraco sorriso nos lábios, que rapidamente desapareceu.
-Agatha?- perguntou ela, ao que ele respondeu com um balanço de cabeça afirmativo. –De novo? Mas vocês não estavam se dando bem?
-É, estávamos. Um pouco. Eu acho. Mas eu cometi a burrice de...- ele interrompeu a frase, com receio da reação que a freira poderia ter.
-Burrice de...?- perguntou ela, incentivando-o a continuar. Tom pensou por alguns segundos, e decidiu explicar a situação desde o começo:
-Lembra do dia da barata?- perguntou ele olhando-a. Ela, por sua vez, olhou para ele com as sobrancelhas franzidas.
-Que feriado é esse?
-Isso não é um feriado.- respondeu ele espantado.
-Não? Mas como?
-É sério...- olhou seriamente para ela. –Eu estou falando daquele dia, na segunda-feira, quando uma barata voadora decidiu... atacar o refeitório do orfanato... lembra?
-Ah!- exclamou ela, lembrando-se. –Mas e daí?- perguntou com indiferença. Tom encarou-a por alguns segundos, mas decidiu ficar quieto quando àquilo.
-Então... Naquele dia...- começou explicar como se estivesse tentando esclarecer algo a uma criança. –Eu fui correndo atrás da Agatha com a barata na mão...
-QUE NOJO!- exclamou ela interrompendo-o, afastando-se enquanto olhava para as mãos dele com repulsa.
-Calma, eu já lavei a mão.- disse ele abaixando a cabeça. Seria impossível explicar tudo antes de escurecer totalmente.
-Ah, bom..- disse ela endireitando-se. –Continue.- Tom olhou para ela, desconfiado. –Prometo não interromper.
-Continuando...- disse ele procurando uma posição confortável no banco. –Naquele dia, depois de sair do refeitório, ela subiu para o segundo andar e eu subi também, e depois ela entrou no quarto dela, e eu entrei também e...
-COMO É QUE É?- perguntou Luise alguns decibéis mais alto, pondo-se de pé. Era aquilo que ele temia. –Como assim, você entrou no quarto? VOCÊ ENTROU NO QUARTO?- perguntou ela parada na frente dele, encarando-o. –Não acredito que você entrou no quarto!- exclamou, com a mão no rosto.
-Desculpa.. eu.. eu..- Tom tentava se explicar, mas ele não achava as palavras certas.
-Não acredito que você entrou no quarto!- exclamou ela novamente, escondendo o rosto entre as mãos, como se estivesse com vergonha.
-Eu juro que eu não... não...- tentou se explicar mais uma vez.
-Que vergonha, meu Deus!- exclamou ela virando-se de costas. –Por que você teve que entrar no quarto?- perguntou ela virando-se para ele, aparentemente furiosa.
-Desculpa.. eu...- tentou se explicar pela terceira vez.
-Que vergonha...- disse ela balançando a cabeça negativamente, sentando-se ao lado dele. Tom abaixou a cabeça, recebendo a crítica. –Se eu soubesse tinha pelo menos ajeitado a colcha da cama.- disse ela e Tom balançou a cabeça.
-Espera aí!- disse ele encarando-a boquiaberto. –Todo esse “piti” aí só porque eu entrei no quarto... “desarrumado”?- perguntou ele não acreditando. Ela olhou para ele como se aquilo fosse o lógico.
-E por que mais seria?- perguntou ela dando de ombros. Tom bufou, não acreditando. Olhou para o céu e logo voltou sua atenção à freira.
-Eu aqui tentando me explicar, achando que você ia arrancar minha cabeça por ter entrado no quarto de uma freira e quase ter beijado ela, e você aí, tendo todo esse ataque de pelanca só porque a colcha estava fora do lugar?- perguntou ele agitando as mãos no ar. –Me senti o bozo agora!- exclamou ele bufando.
-Quem é bozo?- perguntou ela confusa. Tom apoiou o cotovelo nos joelhos e escondeu o rosto nas mãos.
-Você é pior que uma criança, sabia?- perguntou ele encarando-a, e ela balançou a cabeça afirmativamente, com um sorriso de orelha a orelha, como se estivesse orgulhosa disso. –Eu acabei de falar que quase beijei a Agatha e você está preocupada em saber quem é o bozo?- perguntou ele não acreditando.
-Você beijou a Agatha?- perguntou ela chegando mais perto dele, com os olhos arregalados de surpresa.
-NÃO!- exclamou ele, endireitando-se no banco. –Eu falei que quase beijei ela. Você não ouviu o que eu acabei de falar não?
-E o que aconteceu depois?- perguntou ela ignorando a pergunta dele.
-O que aconteceu? Ela me deu um pisão no pé, um chute na canela, e por duas vezes seguidas tentou arrancar minha cabeça com um chute que, sem dúvida, arrancaria minha cabeça facilmente. E agora eu estou tentando pedir desculpas e ela não quer nem me ver pintado a ouro!- respondeu ele, frustrado.
-Ah..- disse ela tirando o sorriso do rosto e sentando-se direito. –É por isso que você está assim, tão triste?- perguntou ela olhando-o com remorso.
-Até que enfim você entendeu!- exclamou ele erguendo os braços para o céu. –Estou a três horas tentando explicar isso.
-Como, se nós só estamos aqui há cinco minutos?- perguntou ela, encarando-o, e ele mais uma vez escondeu o rosto entre as mãos. –Calma..- deu um tapa no ombro dele. –Foi só pra descontrair.- disse ela rindo, e ele endireitou-se no banco, olhando incredulamente para ela.
-Legal! Me senti o bozo pela segunda vez. Só hoje.
-Mas falando sério agora...
-Eu estava falando sério no começo, sabia?- interrompeu ele tirando satisfação.
-Eu sei, mas você estava tão pra baixo...- disse ela fazendo bico. –Mas falando sério mesmo, agora. O que aconteceu?
-Eu já falei o que aconteceu. Você ouviu, não é?- perguntou, e ela balançou a cabeça afirmando. –Pois então, agora ela não quer nem me ver por perto, ainda mais depois do que eu falei pra ela na terça-feira.
-E o que você falou?- perguntou ela, pegando-o de surpresa.
-Érr.. Eu acho melhor você não saber.- disse ele, torcendo para que ela não insistisse.
-Mas eu quero saber.- disse ela, para infelicidade dele. Ele olhou para ela por alguns segundos, não sabendo se falava ou não, mas acabou falando:
-Eu disse... que iria... levar ela... pra minha cama.- disse ele já esperando pelo pior, enquanto ela limitava-se a arregalar os olhos.
-E você quer?- perguntou ela, quase que num sussurro.
-Não!- exclamou, e pensou por alguns segundos. –Bem... Sim.- olhou para ela, que arregalara mais ainda os olhos. –Não...- balançou a cabeça, dando um riso fraco, abaixando a cabeça. –Mas... Sim.- olhou para frente pensativo. –Mas não.- olhou novamente para ela. –Sim...
-Sim ou não?- perguntou ela já impaciente.
-Sim.- respondeu convicto, e olhou para frente, onde a imagem de Agatha sorrindo ternamente se projetou a sua frente, deixando-o confuso. –Não...- abaixou o rosto. –Mas que p****!- exclamou ele depois de alguns segundos, fazendo Luise dar um pulo de susto. –Desde quando eu fico indeciso em uma questão dessas?- perguntou para si mesmo, mas olhando para Luise, que deu de ombros. –Eu não sei! Eu não sei, eu não sei...- disse ele balançando as pernas impaciente, olhando para os lados. –E o que isso importa?- voltou a olhar para Luise. –O que tiver de ser, será. Se for pra eu levar ela pra cama, eu vou levar. Não é?- pediu a confirmação da freira, que deu de ombros. –O que importa agora é que eu quero resolver toda essa merda de uma vez.
-Pede desculpas.- sugeriu a freira.
-Mas eu já tentei!- falou. –Mas ela não quer me escutar. E o pior é que ela tem toda a razão de ficar assim comigo, afinal, eu que fui pra cima dela...
-Hm...- Luise balançou a cabeça, compreendendo.
-Tipo, no começo eu levei na brincadeira, pensando que logo ia passar, mas o tempo foi passando e eu fui vendo que a coisa era mais séria do que eu pensei.
-Tom, eu sei que você acha que ela é uma bruxa com você, mas ela tem um motivo pra isso. Acredite, ela não é assim somente com você.
-Então me diz por que ela é assim.- pediu ele e ela olhou para ele, estática, como se tivesse falado algo que não devia.
-Bem...- indagou. -Não é uma coisa que eu posso chegar assim, e falar. Ela irá te falar se um dia achar que você merece saber. Mas você quer saber por que ela não quer nem olhar para você?- perguntou ela querendo mudar de assunto, e ele balançou a cabeça. –Todas nós, freiras, sabemos como ela te trata, e eu notei como você fica meio assim, por causa disso.
-“Assim”, por causa disso?- perguntou ele não entendendo.
-É. Assim, meio confuso, chateado, ou qualquer outra coisa. Então eu falei com ela e pedi pra ela te dar uma chance, sabe?- disse ela, e ele confirmou, entendendo o que ela queria dizer. –Você notou que na segunda-feira ela estava mais “aberta”? Já não te ignorava mais tanto quanto antes, percebeu?- perguntou, e ele apenas balançou a cabeça confirmando. –Então, ela estava dando um pouco de liberdade... Na verdade ela estava se auto-libertando daquela máscara, por que ela não é assim. Ela estava dando espaço para ver como você iria “reagir”...- disse a freira olhando para ele.
-Já entendi. Eu cometi a burrice de me “aproximar” dela e acabei perdendo de vez a confiança que nem sequer chegou a existir, certo?- perguntou ele olhando para o chão. –Que babaca.- comentou consigo mesmo, dando um riso fraco. –Como eu não percebi isso antes?- perguntou ele olhando para Luise, e ela deu de ombros, sorrindo solidariamente. –Ela nunca vai me perdoar.- disse ele olhando para as próprias mãos.
-Tenta conversar com ela, e diz o que está sentindo.- opinou Luise.
-É, pode ser.- disse ele pensativo. –Mas...- indagou ele olhando para frente, e logo encarando Luise. –O que eu estou sentindo? Porque eu estou assim? Tão preocupado com o fato de ela me perdoar ou não? Me sentindo tão... estranho, só por ela não querer falar comigo?- perguntou ele e girou o corpo para ficar de frente à Luise. –Por que... Afinal de contas, por quê? Ela é só uma freira, não é nada para mim...
-Quem tem que descobrir isso é você.- disse ela sorrindo. Ele olhou nos olhos dela por alguns segundos, analisando-os, tentando encontrar respostas.
-E por que eu estou aqui falando tudo isso pra você? Eu nem te conheço e já estou “desabafando”. Eu deveria estar falando sobre isso com o meu irmão, e não com você.
-É, mas ele não está aqui agora. E no momento, eu sou a única que estar a par de tudo e a única que pode te sugerir o que fazer.- disse ela.
-E o que exatamente eu tenho que fazer?- perguntou.
-Procure ela e diga tudo o que estiver sentindo.
-Mas ela não quer me ouvir...- disse ele.
-Para de chorar e reage, cara.- disse ela dando um soco de leve no braço dele. -Se você mostrar sinceridade, ela com certeza vai parar para te ouvir.- sorriu e ele olhou para o chão por alguns segundos, pensativo, e deu de ombros.
-Tenho que tentar pelo menos, não é?- perguntou ele com um sorriso torto. Ficaram alguns instantes em silêncio, fitando o chão, mas logo resolveram ir para dentro do orfanato, onde Tom se despediu das crianças e voltou para o apartamento.
Tomou um bom banho e logo se jogou na cama, começando a meditar sobre tudo o que acontecera. Chegou à seguinte conclusão: Agatha tinha todo o direto de ignorá-lo, afinal, foi ele quem tentou beijá-la e foi ele que disse que a levaria para cama, embora tivesse dito aquilo para que ela calasse a boca e parasse de falar todas aquelas coisas. Mas por outro lado, ele achou que ela estava exagerando demais, que estava fazendo “tempestade em copo d’água”. Ele sabia que ele próprio havia começado o “incêndio”, mas sabia também que ela tinha uma parcela de culpa naquilo tudo. Não sabia do que, exatamente, ela era culpada, mas tinha certeza de que ela era. Ou pelo menos achava. De qualquer forma iria falar com ela, e se ela não quisesse ouvi-lo... Bem, azar seria o dela. Pensou em falar com Bill, pedir algum conselho, mas pensou melhor e achou que não era um assusto para se conversar pela webcam. Iria tentar, e se não desse certo, como no sábado iria voltar para Hamburg, iria pedir a opinião do irmão.
-“Pedir a opinião do Bill”, refletiu ele logo rindo do próprio pensamente. Assistiu um pouco de televisão, comeu alguma besteira que viu pela frente e logo se preparou para dormir.


Me desculpe.

No dia seguinte, uma sexta-feira, por volta das 8:00h da manhã, Tom já estava de pé de frente para o espelho. Tomou um café rápido, apenas para dizer que tomou e tratou logo de se arrumar para mais um dia de serviço.

-Tá legal.- disse ele suspirando. –Como eu faço isso?- perguntou para o reflexo no espelho.
-Ah, qual é?! Não estou te reconhecendo.- seu eu interior lhe respondeu. –Chega lá e faça o que tem que fazer. Pede desculpas e deu. Se ela não quiser te ouvir, que se f***! Ela não é nada para você mesmo.- Tom ficou pensando sobre a conclusão que chegara, ainda encarando-se no espelho, e a cena do que poderia vir a acontecer veio à sua mente. Nela, ele entrou pela porta do orfanato e ao ver Agatha arrumando alguns brinquedos, aproximou-se dela. “Quero falar com você” ele diria. Ela por sua vez, sem dar à mínima, viraria de costas e se retiraria. “Espera” diria ele, segurando-a pelo braço. “Por favor, me escute.” pediria ele, e ela então se viraria em sua direção e olharia friamente com seus olhos azuis em seus olhos...
-Não! Isso não vai dar certo.- disse ele ainda em frente ao espelho, saindo do transe. –Antes de qualquer coisa, sem contato físico.- disse para si mesmo.
-Como é que é? Acho que não entendi. “Sem contato físico”? O que está acontecendo com você, cara?
-Não enche, caramba!- reprimiu a si mesmo.
-“Caramba”? Essa é nova para mim. Onde foi para o p****, ou o c******?
-Você é besta?- perguntou olhando-se no espelho. –Já parou para pensar no que aconteceria se eu fosse lá e no meio de um pedido de desculpas eu falasse um palavrão?- perguntou para o reflexo, e mais uma vez a cena veio à sua mente. Nela, Tom entraria pela porta do orfanato e vendo Agatha arrumando alguns brinquedos, iria até ela. “Acho que tem uma parada aí pra gente acertar.” diria ele. Ela por sua vez, sem dar à mínima, viraria de costas e se retiraria. “Espera aí, c******!”[i] diria ele segurando-a pelo braço. Ela então se voltaria para ele e olharia friamente com seus olhos azuis em seus olhos.... [i]“Não me olha assim que eu me apaixono” diria ele com um sorriso malicioso aproximando-se dela, que vendo a atitude dele, acertaria o joelho entre as suas pernas. “P****!” diria ele gemendo. “Só queria pedir desculpa.” -Para, para, para!- exclamou ele. –Ela não seria capaz de uma coisa dessas.- disse ele para seu reflexo.
-Como não? Ela quase te deixou sem uma perna e por duas vezes seguidas quase de decapitou. “Bater os ovos” seria moleza.- seu eu interior lembrou-o do acontecido no início da semana.
-Eu sei!- exclamou. –Mas, eu quero que ela pelo menos me escute, e para isso eu tenho que fazer direito.
-Faça como quiser então.- seu eu interior disse com indiferença.
-Tá legal..- disse ele respirando fundo.
-Por que você está respirando fundo desse jeito? Você não está prestes a fazer um show, você só vai pedir desculpas a uma freira!- disse seu eu interior inconformado.
-Quer parar? Eu estou tentando pensar...
-Pensar em quê, criatura? É só chegar lá e pedir desculpa, dizer que sente falta dela...
-Mas eu não sinto falta dela.- franziu o cenho.
-Então por que todo esse trabalho?
-Pra não chegar lá e acabar falando merda. Daí mesmo que ela nunca vai me perdoar.
-Você não está me entendendo...
-É claro que estou!
-Então me explica: por que você se importa tanto com isso?
-Eu não sei, tá legal?!- exclamou ele encarando seu reflexo furiosamente. –Eu não sei porque eu me importo, eu não sei porque estou fazendo tudo isso, e principalmente, não sei porque estou brigando com meu reflexo no espelho, eu só sei que eu quero acabar com essa situação de uma vez por todas! Será que eu posso?!- perguntou ele para seu reflexo, respirando fundo.
-Vá em frente.
-Obrigado!- exclamou ele saindo do apartamento, batendo a porta atrás de si.

Tom caminhou em direção ao orfanato rapidamente, e chegando à metade do caminho lamentou não ter ido de carro. Chegando lá, foi direto ao orfanato, e o silêncio que estava ali, já que a maioria das crianças estavam na escola, o acalmou um pouco. Abaixou o capuz do casaco, colocou os óculos no bolso e entrou na sala. Como em todas às cenas que lhe vinha à cabeça, Agatha estava ali ajeitando os brinquedos.
-Calma, Kaulitz.- disse ele a si mesmo. –Pense antes de falar pra não dizer merda.- respirou fundo deu duas batidinhas na porta para chamar atenção dela e entrou. Ela virou-se em direção à porta e espantou-se ao vê-lo ali, parado, enquanto encarava-a.
-O que você está fazendo aqui?- perguntou ela desviando o olhar.
-Eu faço serviços comunitários aqui, esqueceu?- respondeu ele dando um sorriso torto. Ela voltou a olhá-lo, suspirando.
-Eu quis dizer: O que você está fazendo aqui há essa hora?- disse ela olhando para o relógio na parede. Tom olhou na mesma direção e viu que ainda eram 08:10h da manhã.
-Ah!- sibilou ele, sem jeito. –É que...- olhou para ela, que o encarava. –Eu queria falar com você.
-Fala.- disse ela sem desviar o olhar, fazendo-o sentir um frio na barriga.
-Bem, eu... Para de me olhar assim, por favor? Eu não consigo pensar direito com você me fuzilando desse jeito.- disse ele frustrado, desviando o olhar. Agatha arqueou as sobrancelhas, surpresa, e riu. Ele deu um riso fraco, sem jeito e depois voltou a ficar sério.
-Tudo bem, pode falar.- disse ela olhando para os pés dele, segurando o riso.
-Eu queria pedir desculpa.- disse ele depois de alguns segundos pensativo.
-Isso! Tarefa cumprida. Agora volta pra casa e só volta quando for 09:00hr!- seu eu interior despertou novamente e Tom não conseguiu evitar que um sorriso se formasse em seu rosto. Ao voltar sua atenção à freira, viu que ela olhava seriamente para ele, e rapidamente seu sorriso desapareceu. Suspirou profundamente, para que o ar chegasse aos pulmões, umedeceu os lábios e abriu a boca para falar, mas Agatha se pronunciou:
-Pedir desculpas?- perguntou ela querendo se certificar de que era aquilo mesmo que ele tinha falado.
-É. Sabe, por quase ter... te... beijado naquele dia.- disse ele com certa dificuldade, enquanto se encaravam.
-Não! Não! NÃO, cara! Agora além de pedir desculpas vai ter que dar uma explicação. Olha pra cara dela. Viu? Esquece isso, ela não vai te perdoar.
-Você se arrependeu de ter tentado me beijar?- perguntou ela, olhando-o sem expressão alguma no rosto.
-Sim! Diga sim! Você se arrependeu!- gritou seu eu interior.
-Não.- respondeu ele.
-Não?- perguntou ela com as sobrancelhas arqueadas de surpresa.
-Não? Sua anta!- gritou seu eu interior, frustrado.
-Não.- reafirmou ele.
-Cara, não estou te reconhecendo. Espera aí. EU não estou ME reconhecendo! Como assim? Era só responder “Sim eu estou arrependido.” Era só responder isso! Não foi você mesmo... digo, EU MESMO que disse para MIM MESMO para não falar merda? Olha só a cagada que você fez! Digo, que EU FIZ!
-Deixe-me ver se entendi. Você não está arrependido por ter tentado me beijar, mas quer que eu te perdoe, é isso?- perguntou ela não acreditando. Tom balançou a cabeça afirmativamente, e ela olhou para ele balançando a cabeça negativamente, cética. –Você quer que eu te perdoe?- deu um riso debochado.
-Quero.- respondeu.
-Tudo bem.- disse ela dando de ombros. –Me dê um motivo pra fazer isso.
-O que?- perguntou ele atônito, não esperando por aquilo.
-Se ferrou, Mané!- exclamou seu eu interior, manifestando-se novamente. –Quero só ver você sair dessa.
-Me convença a te perdoar.- disse ela. –Eu te perdoaria se você dissesse que estava arrependido, mas você não está. Agora eu não vejo motivo algum pra te perdoar.- disse ela, e Tom ficou parado, sem saber o que falar. –É, eu imaginei.- disse ela depois de ficar algum tempo esperando a manifestação dele, dando às costas e se retirando.
-Não, espera.- disse ele caminhando até ela e segurando-a pelo braços, sentindo seu coração acelerar ao ver que a única chance que tinha para por tudo em pratos limpos estava prestes a ir embora. –Me escute.- disse ele, e sentiu um deja vu ao se lembrar das cenas que lhe vinham à cabeça quando ainda estava no apartamento. Ela respirou fundo e virou-se para ele. Sentiu seu coração bater mais forte ainda ao ver que, diferentemente da imagem que tinha na cabeça, ela olhava serenamente para ele.
-Mas eu estou ouvindo.- disse ela com um leve sorriso. Tom soltou o braço dela e deu alguns passos para trás.
-É que...- olhou para ela e as palavras não saíram de sua boca, o que o irritou. –Você quer que eu seja sincero? Eu vou ser sincero. Eu não me arrependo do que eu tentei fazer, porque naquela hora eu realmente queria te beijar.
-Então por que você quer que eu te perdoe?- perguntou ela, confusa.
-Porque eu não agüento mais essa... Essa...
-Não fala a palavra com “P”, não fala a palavra com “P”.- lembrou seu eu interior.
-...Essa coisa entre a gente.
-Isso!- vibrou internamente.
-Eu não sei explicar, mas é... Horrível. Tão horrível como quando eu brigo com o meu irmão e a gente fica sem se falar por um tempo...
-Diz que odeia isso.- seu eu interior propôs.
-Eu odeio isso.
-Diz que não agüenta mais!
-E eu não agüento mais ter que ficar dias inteiros sem falar com você.- desabafou.
-Isso! P****, tu é o cara!- vibrou seu eu interno.
-Olha, eu sinto muito se eu passei dos limites justo quando você estava me dando uma chance de sermos “amigos”, mas eu prometo que vou tentar me comportar daqui pra frente se você me der uma segunda chance.- disse ele, e esperou que ela falasse alguma coisa, mas ela ficou apenas olhando-o nos olhos, como se estivesse tentando ver se tudo aquilo era realmente verdade.
-Tudo bem.- disse ela sorrindo. Tom olhou para ela por alguns segundos, não acreditando.
-É sério?- perguntou achando que aquilo fosse brincadeira, e ela balançou a cabeça afirmativamente. –Tão simples assim?- perguntou ele, fazendo-a rir.
-Eu também não agüento ficar o dia inteiro sem falar com você.- disse ela olhando para o chão, e logo arregalou os olhos como se tivesse acabado de falar algo que não devia. Olhou para ele disfarçadamente, enquanto ele olhava curiosamente para ela. –Sabe, sem você eu não tenho ninguém para brigar e dar ordens.- disse ela rindo.
-Ah! Tá legal.- disse ele rindo, rolando os olhos. –Como se você tivesse algum poder sobre mim.
-Você acabou de falar tudo o que estava sentindo só para que eu te perdoasse...- comentou ela dando de ombros e ele a encarou por alguns segundos, sério.
-Você está insinuando que... Olha, eu só falei tudo isso pra você me perdoar porque eu ainda quero descobrir esse seu mistério sombrio. E eu preciso estar próximo a você para conseguir alguma informação.
-Mas eu já não sou aquela bruxa de antes, não precisa tentar descobrir...
-Mas eu quero.- afirmou ele sorrindo de lado. –E não vou descansar até descobrir. Escreve o que eu estou dizendo.
-Sinto lhe informar, mas, você só vai perder seu tempo. Você só vai descobrir meu “mistério sombrio” se EU te falar.- disse ela olhando desafiadoramente para ele.
-Então por que você disse para eu tentar descobrir?- perguntou confuso, e ela riu.
-Eu disse para você tentar. Qualquer um pode tentar. Mas eu não disse que você iria conseguir descobrir.
-Você que pensa, querida.- disse ele com um sorriso provocador, depois de encará-la por alguns segundos. -Eu vou descobrir, nem que para isso eu tenha que obrigar a Luise a falar.- disse ele num tom desafiador.
-Você é que pensa, querido.- disse ela sorrindo de lado. –Você não vai conseguir um “A” da Luise.
-E como você sabe?
-Oras...- deu de ombros. –Ela pode ser a mulher mais criança, e louca, e pirada da face da terra, mas ela JAMAIS quebraria uma promessa. Ela PROMETEU jamais, sob qualquer circunstância, falar sobre isso com alguém.- disse ela sorrindo vitoriosamente, enquanto ele encarava-a sem expressão alguma.
-O que você fez para ela prometer jamais contar isso para alguma outra pessoa?- perguntou ele com um ar desconfiado. –Roubou um banco? Matou, esquartejou e depois queimou as partes de alguma pessoa inocente?- perguntou rindo.
-Ah, não sei...- fez-se de desentendida. –Isso é o que você não vai descobrir.- sorriu vitoriosamente, e ele fez bico, engolindo aquilo a contra-gosto.
-Tá legal...- indagou ele aproximando-se dela com a mão estendida, quebrando o silêncio momentâneo. –Amigos?- perguntou cauteloso. Ela olhou para mão estendida e depois olhou para ele.
-Amigos.- concordou ela apertando a mão dele, sorrindo. –E me desculpa, tá?- disse ela assim que soltaram as mãos.
-Pelo que?- perguntou confuso. Ela olhou para o chão, pensando por alguns segundos antes de falar, e logo voltou a olhá-lo, sorrindo.
-Você sabe, por ter pisado no seu pé, ter dado um chute na sua canela, ter tentado arrancar sua cabeça duas vezes com um chute...- disse ela, fazendo-o rir. –E por todas as outras coisas que eu fiz e falei pra você.- disse ela, olhando-o.
-Tudo bem.- sorriu, piscando para ela, e logo começaram a caminhar lado a lado em direção ao pátio.
-E sobre aquela coisa...- indagou ela.
-Que coisa?- perguntou ele ao ver que ela não continuara a falar.
-Você sabe. De...
-Te levar pra minha cama?- perguntou ele olhando para ela, e ela balançou a cabeça, olhando para o chão. –Vou pensar sobre isso.- disse ele, e ela olhou para ele com os olhos arregalados, fazendo-o rir.
-Kaulitz...- indagou ela fingindo estar irritada.
-É brincadeira.- riu, dando um empurrão de leve no ombro dela, que riu também.
-Acho bom.
-Posso te pedir uma coisa?- perguntou ele, e ela olhou desconfiadamente para ele. –Calma, não é o que você está pensando.- disse ele, e ela relaxou.
-O que você quer?- perguntou, olhando para o chão.
-Me chame de Tom, e não de Kaulitz.- pediu, e ela ergueu o olhar para ele, encarando-o por alguns segundos. Ele fez um movimento com as sobrancelhas, esperando a resposta, e ela sorriu.
-Vou pensar sobre isso.- respondeu. Ele retribuiu o sorriso e de deu apertão de leve na cintura dela.
-Para. Eu não gosto de cócegas..- comentou ela, dando um passo para o lado.
-Ah, é?- perguntou ele dando um passo na direção dela, com um sorriso sapeca no rosto.
-Ah, não.- disse ela arregalando os olhos e dando um passo para lado, afastando-se. –Sério, não começa.- estendeu as mãos para frente, para mantê-lo longe, enquanto caminhava para trás.
-Tarde demais.- disse ele, sorrindo maliciosamente.

Feliz Natal pra todos e um belo Ano Novo que é meu aniversario ;x
Até Mais. :*
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MensagemAssunto: Re: FF - Blessed Love    Qua Dez 22, 2010 12:59 am

Essa Luise é muito comédia. Sofri com ela achando que dia da barata fosse um feriado, ARVOREARVOREARVOREARVORE.
Nem comento os papo esquisitos entre Tom e Tom Interior né, fiquei tipo: haha /sem parar
Que lindo Tom dizendo que se sente estranho quando a Agatha fica sem falar com ele, e ela corresponde o sentimento estranho. Fiquei tipo: Awwwwwwwwwwwwwwwn *-*
Muito fofos esses dois! Admitam logo que se amam e parem com o joguinho.
E esse segredo da Agatha é tão sério a ponto de deixá-la assim, com um humor de bruxa? Que horror. Sei que Tom não vai desistir até descobrir o que é, que ele descubra logo porque estou curiosa.
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MensagemAssunto: Re: FF - Blessed Love    Qua Dez 22, 2010 1:55 am

AnaCarolina_ff escreveu:
Essa Luise é muito comédia. Sofri com ela achando que dia da barata fosse um feriado, ARVOREARVOREARVOREARVORE.
Nem comento os papo esquisitos entre Tom e Tom Interior né, fiquei tipo: haha /sem parar
Que lindo Tom dizendo que se sente estranho quando a Agatha fica sem falar com ele, e ela corresponde o sentimento estranho. Fiquei tipo: Awwwwwwwwwwwwwwwn *-*
Muito fofos esses dois! Admitam logo que se amam e parem com o joguinho.
E esse segredo da Agatha é tão sério a ponto de deixá-la assim, com um humor de bruxa? Que horror. Sei que Tom não vai desistir até descobrir o que é, que ele descubra logo porque estou curiosa.
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MensagemAssunto: Re: FF - Blessed Love    Qua Dez 22, 2010 3:38 pm

A nossa eu amei tanto esses capítulos!!!!
Vou morrer se vc demorar demais pra postar!
Quero mais.....
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MensagemAssunto: Re: FF - Blessed Love    Qua Dez 22, 2010 5:11 pm

AnaCarolina_ff escreveu:
Essa Luise é muito comédia. Sofri com ela achando que dia da barata fosse um feriado, ARVOREARVOREARVOREARVORE.
Nem comento os papo esquisitos entre Tom e Tom Interior né, fiquei tipo: haha /sem parar
Que lindo Tom dizendo que se sente estranho quando a Agatha fica sem falar com ele, e ela corresponde o sentimento estranho. Fiquei tipo: Awwwwwwwwwwwwwwwn *-*
Muito fofos esses dois! Admitam logo que se amam e parem com o joguinho.
E esse segredo da Agatha é tão sério a ponto de deixá-la assim, com um humor de bruxa? Que horror. Sei que Tom não vai desistir até descobrir o que é, que ele descubra logo porque estou curiosa.
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+1 concordo com tudo, e sofro muito com as conversas do Tom com a Luise, hehehe já que ele não tem o Bill por perto....
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MensagemAssunto: Re: FF - Blessed Love    Qua Dez 22, 2010 7:22 pm

Own, mas que lindo esse Tom, own. <3 Own, own. Own, own, own. Não consigo parar de falar own. Ow, continua. E feliz aniversário antecipado. Own *-*
PS: Luise rocks, minha quase xará, hihi.
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MensagemAssunto: Re: FF - Blessed Love    Qui Dez 23, 2010 1:13 pm

Patty Back-K escreveu:
AnaCarolina_ff escreveu:
Essa Luise é muito comédia. Sofri com ela achando que dia da barata fosse um feriado, ARVOREARVOREARVOREARVORE.
Nem comento os papo esquisitos entre Tom e Tom Interior né, fiquei tipo: haha /sem parar
Que lindo Tom dizendo que se sente estranho quando a Agatha fica sem falar com ele, e ela corresponde o sentimento estranho. Fiquei tipo: Awwwwwwwwwwwwwwwn *-*
Muito fofos esses dois! Admitam logo que se amam e parem com o joguinho.
E esse segredo da Agatha é tão sério a ponto de deixá-la assim, com um humor de bruxa? Que horror. Sei que Tom não vai desistir até descobrir o que é, que ele descubra logo porque estou curiosa.
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+1
aaaaaah que pena que tu vai viajar DDDD:
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concordo concordo yaya
como é Natal, eu não vou comentar muita coisa, eu prometi que ia parar de falar tanta bobagem, aquelas promessas de fim de ano que só duram até 2 de janeiro tongue
VOLTA CATARINA, posta mais guria!
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MensagemAssunto: Re: FF - Blessed Love    Qui Jan 06, 2011 7:41 pm

VOLTEI (:
Me desculpe pela demora, só voltei ontem a noite de viajem.
Como foi o natal e o Ano Novo ?? Eu fiz que 15anos Õ/ *parei*
Bem aqui vai 2 caps presentes para vocês xD
______________________________________________________

Você gosta dela ?


Era sábado à tarde e Tom, assim como os outros integrantes do Tokio Hotel, estava no estúdio ensaiando. Pegou seu violão e rapidamente começou a afiná-lo, enquanto os outros testavam seus instrumentos e Bill aquecia a voz. Ariscou dedilhar algumas notas de alguma música, mas não estava bom, estava pior que antes. Colocou o ouvido mais perto do violão e logo começou a afiná-lo novamente, enquanto direcionava seu olhar para a partitura à sua frente. “O que será que eles estão fazendo agora?” pensou, enquanto sua mente se distanciava cada vez mais dali. “Philip deve estar agarrado à barra do balanço, com certeza. Aquele guri não é normal” riu do próprio pensamento, voltando a olhar para o violão, e dedilhar sem mesmo prestar a atenção. “Erick deve estar pulando ou pedindo pra alguém desenhar um coração” deu um sorriso fraco ao imaginar a cena e seguiu Bill com olhar no instante em que ele passou em sua frente. “Se eu não conhecesse o Bill, diria que são pai e filho.” pensou enquanto olhava o irmão no outro lado da sala. Ao vê-lo encarando, Bill ergueu a sobrancelha direita, não entendendo por que o irmão o encarava, e rapidamente Tom desviou o olhar para o violão.
-Mas que merda!- exclamou ele levantando-se e indo em direção à porta.
-O que foi?- perguntou Georg atônito, segurando o baixo no colo.
-Sei lá, esse violão está com problemas. Vou trocar.- disse ele saindo da sala e logo voltando com outro violão. Assim que abriu a porta foi recebido por três pares de olhos olhando curiosamente em sua direção. –O que foi?- perguntou ele olhando para cada um e logo indo para a cadeira que estava sentado antes.
-Aconteceu alguma coisa?- perguntou Bill parando na frente do irmão, olhando-o desconfiadamente. Ele ergueu o olhar e deu de ombros.
-Não, só o violão que não dá jeito de afinar.- respondeu, e Bill riu, indo em direção à uma garrafa de água perto da cadeira.
-Tom, o violão não se afina sozinho. Você é que não está dando jeito de afiná-lo.- comentou Georg sem desviar os olhos do baixo. Tom pensou sobre aquilo, fez uma careta e voltou sua atenção ao novo violão em suas mãos. Foi dedilhando algumas notas, afinando quando era preciso, e sem perceber a imagem de Luise com seu “dedo profeta” apareceu em sua mente fazendo-o gargalhar.
-Cara, qual é o seu problema?- perguntou Gustav jogando a baqueta na direção dele. Ele rapidamente desviou e olhou por cima do ombro para onde a baqueta havia parado.
-Eu podia ficar cego se isso acertasse meu olho, sabia?- perguntou Tom espantado, olhando na direção de Gustav, que se levantou e pegou a baqueta do chão.
-Tom, nós temos que conversar.- disse Bill olhando seriamente na direção do irmão.
-O que foi que eu fiz?- perguntou inocentemente.
-É isso o que eu vou descobrir quando nós conversarmos. Poxa, já basta você ter que ficar fora durante a semana inteira, e nos únicos dois dias “livres” que nós temos que usar para ensaiar você fica agindo como se nem importasse. Concentra-se, caramba!- disse ele aborrecido. Tom olhou para ele por alguns segundos e logo olhou para os outros amigos que o encaravam.
-Me desculpe. Vou me concentrar.- disse ele voltando sua atenção para o violão. Georg, Bill e Gustav se entreolharam confusos e logo olharam para Tom.
-Aconteceu alguma coisa, só pode.- comentou Gustav.
-É claro que aconteceu.- confirmou Georg. –Ele foi obrigado a passar 300h cuidando de crianças. Qualquer um perderia a sanidade em uma situação dessas.- disse ele fazendo-os rirem. –Viram só? Ele nem riu.- disse Georg levantando-se e aproximando-se de Tom de vagar, que estava concentrado no violão.
-Ele não está ouvindo.- sussurrou Gustav puxando Georg pela camisa, para que ele voltasse para trás. Ficaram parados por alguns segundos, olhando-o, e em dado momento Tom sorriu de lado, para espanto de todos.
-Por que ele sorriu?- Gustav perguntou olhando para Bill, que encarava o irmão seriamente.
-Há essas horas ele deve estar em Júpiter... Olha só, ele ainda não percebeu que a gente está encarando ele.- comentou Georg segurando o riso.
-Filho da mãe!- rosnou Bill. –“Vou me concentrar...” Concentrar em manter a mente longe daqui, isso sim!- bufou.
-Calma, Bill.- disse Gustav dando umas batidinhas no ombro do amigo.
-Tom?- Bill chamou, num tom de voz mais baixo. –Tom?- chamou mais uma vez, um pouco mais alto.
-Se ele estiver em Júpiter mesmo ele nunca vai te ouvir, Bill.- disse Gustav.
-Tom?- chamou Georg. –Se você estiver nos ouvindo, coce o saco.- Bill gargalhou alto e isso tirou Tom do transe.
-O que foi?- perguntou ele desorientado. –O que vocês estão fazendo aí?- perguntou ao vê-los um do lado do outro e olhando em sua direção.
-Estamos esperando você coçar o saco.- disse Georg e mais uma vez Bill gargalhou, fazendo Tom arregalar os olhos.
Depois do ensaio Tom tomou um bom banho e levou o violão “problemático” para o quarto na tentativa de afiná-lo. Ficou alguns minutos concentrado, de fato, naquilo, e assim que terminou colocou o violão na beirada da cama e deitou-se, fitando o teto. Não demorou muito e a porta se abriu e Bill, Georg e Gustav entraram por ela.
-Temos que conversar.- disse Bill jogando-se na cama.
-E o que eles estão fazendo aqui?- perguntou referindo-se aos dois amigos.
-Viemos ver filme.- respondeu Gustav balançando alguns DVD’s que tinha nas mãos.
-E ouvir a conversa.- Georg disse dando de ombros.
-Ah..- sibilou Tom balançando a cabeça. -E que filme vocês trouxeram?
-Hm.. Um Amor para Recordar, Doce Novembro e Barbie como Rapunzel.- respondeu Gustav enquanto sentava-se no puff.
-É brincadeira, não é?- perguntou ele fazendo uma careta.
-Não, Tom.- respondeu Georg ironicamente. –Esqueceu que hoje é a noite do pijama? –rolou os olhos. -Alguém chama a Natalie? Preciso que ela me diga qual cor fica melhor em minhas unhas.- disse ele olhando para as próprias unhas.
-Pra que chamar a Natalie se temos o Bill?- perguntou Gustav debochadamente, logo sendo atingido por um travesseiro lançado pelo próprio Bill.
-Eu e o Tom vamos fazer a pipoca.- disse ele levantando-se da cama.
-E por que eu tenho que ir junto?
-Por que eu quero que você venha.- respondeu Bill puxando o irmão.
-AHH! Mas eu quero ouvir a conversa.- disse Georg fazendo bico.
-Vai pintar a unha, Georg.- disse Bill desaparecendo pela porta juntamente com Tom.
-Pronto, pode falar.- disse Bill ficando de frente para o irmão.
-Falar o que?- perguntou indo até o armário e pegando a pipoca para microondas.
-O que está acontecendo, oras.- respondeu rolando os olhos. –Você não presta a atenção em nada, fica “viajando”, parece até que está apaixonado...
-Eu? apaixonado?- perguntou rindo.
-Eu não disse que você está apaixonado, eu disse que você parece estar apaixonado... Você está apaixonado, Tom?- perguntou olhando-o com um ar de suspeita.
-Estou, Bill. Descobri que sou apaixonado pelo Osama Bin Laden.- respondeu ele fazendo Bill arquear a sobrancelha.
-É sério, Tom.- disse Bill cruzando os braços. Olhou por cima dos ombros, para ver se tinha alguém por ali, e voltou a olhar para o irmão. –Aconteceu alguma coisa, não aconteceu?- sorriu. Tom olhou para o irmão por alguns segundos e sorriu abaixando a cabeça. –Eu sabia!- disse ele, sorrindo orgulhosamente. –O que aconteceu?
-O que aconteceu?- Tom perguntou mais para si mesmo, enquanto pensava no que falar. –Sei lá.- deu de ombros, voltando a olhar para o irmão.
-Como assim, “sei lá”?
-Sei lá, Bill.- riu. –Eu... Só não sei.- colocou a pipoca no microondas e o acionou, enquanto Bill olhava para ele com as sobrancelhas franzidas, pensativo.
-O que aconteceu durante a semana?
-O que? Vais querer que eu conte tudo o que aconteceu?- perguntou, perplexo.
-Sim. Somos irmãos, estamos semanas inteiras sem nos ver, e eu tenho o direito de saber tudo o que aconteceu.- respondeu, sentando-se numa cadeira. –Pode começar.
-Mas...- olhou para o irmão, boquiaberto.
-O que aconteceu na segunda?- Tom olhou para o lado, pensativo.
-Muita coisa...
-Mas o “ponto X” de segunda-feira foi quando...- disse ele movimentando as mãos, para que o irmão desse continuidade.
-Quando...- refletiu. –Quando tentei beijar a Agatha e quase fiquei paralítico.- respondeu, voltando a olhar para o irmão, que parecia confuso.
-Quem é Agatha? E como assim... Paralítico?- arregalou os olhos.
-Agatha Hexe, lembra? Então, ela. E paralítico porque ela quase...
-Espera, espera, espera.- disse fazendo sinal para ele parar, pondo-se de pé. –Essa tal aí, não é uma... freira?- perguntou, e Tom balançou a cabeça confirmando. –COMO ASSIM, TOM?!- perguntou ele alterando a voz.
-Fala baixo!- disse ele puxando o irmão, e olhando em direção à porta.
-Que história é essa de tentar beijar uma freira, KAULITZ?- perguntou olhando friamente para o irmão. –Ah!- disse ele, logo dando uma gargalhada. –Ela que quase te deixou paralítico?- perguntou, e Tom afirmou, tirando a pipoca do microondas assim que ele apitou. –Bem feito!- disse, cuspindo as palavras, olhando-o com desprezo. –O que você estava pensando quando tentou beijá-la?
-Pensando em beijá-la, oras...- deu de ombros, colocando outro pacote de pipoca no microondas e acionando-o novamente. Foi até o armário e pegou um copo, logo indo até a geladeira e enchendo-o com água gelada.
-Tudo bem.- disse Bill respirando fundo. Tom olhou para o irmão, riu e foi até a pia. –Vamos deixar essa parte para mais tarde.
-É melhor assim.- concordou, logo levando o copo até a boca e bebendo o líquido gelado. Bill virou-se para o irmão, com os braços cruzados e ficou observando o irmão tomar água.
-E o “ponto X” de terça-feira?- perguntou ele, fazendo Tom se engasgar com a água, cuspindo toda água da boca.
-Tom...- indagou Bill, olhando seriamente para o irmão.
-Érr.. Vamos pular esse dia?- perguntou sem olhar para o irmão.
-Não.- respondeu, ríspido.
-Qual é Bill? Porque a gente não... aproveita esse meu dia livre, hein?- sugeriu.
-Não.- respondeu rispidamente. –O que aconteceu?- perguntou, e Tom refletiu.
-Nada.- respondeu sorrindo, olhando para o irmão.
-Ah, é?- perguntou direcionando o olhar para a pia molhada. –Tem certeza?- voltou a olhar para o irmão.
-Tenho.- respondeu convicto. –Chega desse papo, né? Já está enjoando.
-Não, não está.- respondeu, fazendo Tom suspirar pesadamente. -Eu pergunto o “ponto x” de segunda, e você diz que quase beijou uma freira. Eu pergunto o “ponto x” de terça, e você cospe toda a água na pia. Tem certeza de que não aconteceu nada?- arqueou a sobrancelha direita.
-Tenho. Não aconteceu nada.- respondeu indo até o microondas, mas antes que pudesse abri-lo, Bill se pôs na frente dele.
-Mas alguma coisa deve ter acontecido, para você ter cuspido toda a água...
-Mas que saco!- exclamou rolando os olhos.
-Fala de uma vez que eu paro.
-Tá legal então. Eu vou falar, pra ver se assim você cala essa boca.- disse ele olhando para o irmão, que se sentou na cadeira novamente, esperando. –Na segunda eu quase beijei a Agatha e quase fiquei paralítico, na terça ela não falava comigo e me dava “ordens” através de uma folha... Coisa ridícula.- riu, e tirou a pipoca do microondas. –Daí aconteceu umas coisas lá, a gente acabou discutindo, e ela falou um monte de coisa pra mim e eu me irritei com aquilo, e pra calar a boca dela eu disse que iria levar ela pra cama...
-O QUE?- perguntou Bill alguns decibéis mais alto, pondo-se de pé e olhando boquiaberto para o irmão. –Você o que?
-Me deixa terminar. Daí depois disso, ela me ignorou completamente...
-Onde você estava com a cabeça quando disse uma coisa dessas?- interrompeu Bill, ainda em choque.
-Não sei. Mas voltando... Ela me ignorou completamente...
-Como não sabe, Tom? Isso não é coisa que se fale a uma freira!
-Para de me interromper, merda!- exclamou. –Não queria que eu falasse? Agora ouça!- olhou seriamente para o irmão. –Ela me ignorou completamente...- disse olhando para o irmão.
-Não é para menos, não é?- deu um riso debochado, fazendo Tom soltar o ar dos pulmões, irritado.
-Quer saber o resto da história, ou não?
-Fale.- deu de ombros.
-Ela me ignorou completamente...- fez uma pausa, para ver se o irmão falaria alguma coisa. –E isso me deixou muito chateado...
-Jura?- perguntou cinicamente. –E você esperava o que? Que ela corresse pra você com o “tapa-tudo” levantado?
-Não é isso, Bill.- riu. –É que...
-Isso pesou na sua consciência?
-É...- respondeu meio indeciso. –Na verdade não.
-Como assim?- Bill franziu as sobrancelhas e colocou o conteúdo do pacote de pipoca numa travessa.
-É que tipo.- refletiu, pegando as latinhas de refrigerante da geladeira. –Depois que ela deixou de ser aquela chata de antes, eu passei a...- parou de falar, tentando encontrar uma continuação.
-Gostar ela?- perguntou Bill, olhando para a travessa.
-É.- respondeu, fitando as latinhas sobre a mesa. –Na verdade, esse momento “ex-chata”, só durou um dia, porque no dia seguinte a gente já não se falava.- riu, pegando um pouco de pipoca e comendo. –Mas mesmo assim...
-Mesmo assim o que?- parou o que estava fazendo e olhou para o irmão mais velho, que fitava a travessa de pipoca.
-Sei lá. É estranho. Aquele jeito de “bruxa fantasiada de freira” irritava, mas...- refletiu por alguns segundos, e logo olhou para o irmão. -Ficar sem falar com ela era ainda mais irritante.- disse ele, e lentamente um sorriso se formou no rosto de Bill. –O que foi?- perguntou Tom, dando um passo para trás, e olhando atravessado para o irmão.
-Você gosta dela?
-O que?- perguntou ele, surpreso com a pergunta. –N-não..- respondeu, voltando a olhar para a travessa de pipoca, pensativo. Bill sorriu mais ainda, direcionando o olhar para as latinhas sobre a mesa.
-E o que aconteceu depois?- perguntou, ainda sorrindo.
-Ah...- pensou um pouco e sorriu. –Depois eu pedi desculpas pra ela e...
-E?- perguntou, voltando a olhar para o irmão. –Fizeram as pazes?
-Ahan...- respondeu Tom, comendo mais um pouco de pipoca.
-Eu quero conhecer ela.- disse Bill sorridente, olhando para o irmão.
-O que? Por que?- perguntou, confuso. –Você não acha mesmo que eu...?
-Sim, acho.- respondeu, sorrindo orgulhosamente. –Por dois motivos: Primeiro, porque eu simplesmente sei. Somos gêmeos idênticos, esqueceu? E segundo, porque eu entendo mais desses assuntos sentimentais do que você.- disse ele, fitando o irmão.
-Não...- deu um riso fraco, balançando a cabeça.
-Quer apostar?- desafiou. –Faz assim: Presta atenção em você, quando estiver com ela.- aconselhou, mas Tom apenas olhou para o irmão mais novo por alguns segundos e sem dizer mais nada pegou as latinhas de refrigerante e saiu da cozinha, deixando Bill para trás.
-Será?- perguntou Bill, pensativo, com o sorriso ainda estampado no rosto. –Só podia ser santa pra realizar esse milagre mesmo.- comentou, rindo sozinho. –Mas quem é ela afinal?- olhou para a porta da cozinha. –Tom?- berrou ele pegando a travessa de pipoca e indo em busca do irmão. -Como ela é?- perguntou alcançando o irmão na escada.
-Basicamente? Uma freira.- respondeu.
-Quantos anos ela tem?- comeu um pouco da pipoca, enquanto subiam as escadas.
-Vinte... e um.- respondeu pensativo. Caminharam mais alguns metros e antes que Tom pudesse abrir a porta do quarto, Bill parou na frente dele, ainda sorrindo.
-Qual o nome dela todo?
-Chega Bill!- disse ele, num tom de voz mais baixo, já que estavam parados em frente ao quarto. -Segura isso aqui enquanto eu vou ao banheiro.- entregou as latinhas para Bill e foi para o banheiro. Entrou, trancou a porta, fez o que tinha que fazer, e quando abriu a porta se deparou com Bill, ainda sorrindo, comendo pipoca. -O que foi?- perguntou olhando atravessado para o irmão.
-Estou esperando o nome dela.- respondeu, comendo mais um pouco de pipoca.
-Bill, você não acha mesmo que eu gosto dela, né?- perguntou, dando um riso debochado, enquanto pegava as latinhas de refrigerante. -Cara... Nada a ver.
-Por que?- perguntou.
-Por que? Meio estranho, não? Eu, o pegador, apaixonado por ela, a "virgem-maria".- disse ele fazendo aspas no ar.
-Isso não é você quem escolhe.- comentou Bill. Tom refletiu aquilo por alguns segundos, olhando para a travessa de pipoca nas mãos do irmão.
-Isso é só... curiosidade.
-Curiosidade?
-É...- confirmou, meio inseguro. –Sabe...- voltou a olhar para o irmão. –Curiosidade em saber o que há embaixo do “tapa-tudo”.- riu. –E também porque... Ela é estranha. Nenhuma garota me ignorou tanto assim, como ela. É só curiosidade em saber porque ela é assim.
-E como você explica o fato de ser irritante ficar sem falar com ela?
-Ah...- pensou. –É irritante ficar sem falar com ela porque, fora ela, todas as outras freiras são velhas.. entende?- explicou ele e Bill apenas encarou o irmão por mais alguns segundos, comendo pipoca.
-Bem, de qualquer forma, estou torcendo para que este seja o seu primeiro amor.- concluiu, com um sorriso de orelha a orelha. Pegou uma latinha de refrigerante e caminhou em direção do quarto, enquanto Tom apenas o acompanhava com o olhar.
-Primeiro amor?- deu um riso debochado.


Sensações


Pela terceira vez era segunda-feira, a terceira semana de serviços comunitários. Até ali ele já havia prestado 120 horas de serviço, e mesmo estando mais familiarizado com as crianças e com as freiras, ele não via a hora de acabar com tudo aquilo e voltar de vez para Hamburg. Tomou um café rápido e correu para o quarto, onde tirou a roupa que iria usar de dentro da mala. Uma calça e uma camisa simples, óculos, faixa para a cabeça e um casaco. Embora fosse verão ele sempre andava com um casaco por perto, para o caso de ter que andar na rua, assim, era só pôr os óculos, colocar o capuz e ficaria mais disfarçado. Arrumou-se, fez sua higiene bucal e pegou as chaves do carro, pois não estava a fim de andar naquele dia.
-Bom dia, irmã.- disse ele ao chegar ao orfanato e encontrar Luise tricotando, sentada no banco de madeira. Ao vê-lo se aproximar, Luise logo abriu o sorriso, como se fosse uma criança, guardou o tricô numa sacola de papel e afastou-se para o lado para que ele pudesse se sentar.
-Tem bala?- perguntou ela olhando para ele com um sorriso de orelha a orelha.
-Bala? Não tenho...- respondeu ele, e rapidamente o sorriso dela desapareceu.
-Ah...- lamentou, fazendo bico enquanto olhava para o chão. -Eu quero bala.
-Pode deixar que amanhã eu compro um pacote de bala, pod...
-SIM!- exclamou interrompendo-o, com um sorriso de orelha a orelha novamente.
-Tá legal, então.- disse ele sorrindo.
-AAAH!- berrou ela levantando-se, como se algo a tivesse espetado, mas ela simplesmente ficou parada, olhando para frente, e sem dizer mais nada se sentou novamente e olhou para ele com os olhos brilhando. –Você e a Agatha estão de bem de novo, né?- perguntou, e ele sorriu, confirmando.
-Ah, é..- disse ele lembrando se de algo. –Tenho que te agradecer, poxa. Você que deu a dica.
-Agradecer?- perguntou ela com o sorriso de "criança esperando um presente" estampado no rosto.
-Sim, claro!- disse ele, e se aproximou dela dando um abraço desajeitado. –Valeu mesmo.- disse ele e se afastou.
-Esse foi o agradecimento?- perguntou ela olhando ceticamente para ele.
-E você queria o que?- deu de ombros.
-Bala, oras...- respondeu, como se aquilo fosse óbvio. –Abraço pra mim não é agradecimento.- cruzou os braços e olhou para o lado, fazendo Tom rir e balançar a cabeça.
-Tá legal então. Amanhã eu trago dois pacotes de bala, pode ser?
-SIM!- disse ela voltando a sorrir, com os olhos brilhando. Conversaram e riram por mais algum tempo e logo Tom foi para o orfanato, começar mais um dia de serviço.
-Pai!- exclamou Camilie correndo na direção de Tom, assim que ele entrou na sala. Era estranho ouvir aquilo, mas ele não fazia objeção. De um dia para o outro Camilie começou a chamá-lo de pai e isso se devia ao fato de ela ser muito próxima à Agatha, que passara a ser mais “aberta” com ele.
-Camilie, eu já falei para você não chamar ele de pai.- disse irmã Paulina que passava por ali, reprimindo a menina, que olhou para a freira por alguns segundos e olhou para Tom, esperando alguma reação.
-Não, tudo bem.- disse ele pegando a menina no colo, que logo abriu o sorriso.
-Tudo bem nada.- reprimiu a freira. –Senão daqui a pouco ela vai nos chamar de mãe.- disse ela dando às costas para ele e saindo do local. Tom rolou os olhos, fazendo uma careta pelas costas da mulher e voltou sua atenção à menina, indo até uma das mesas da sala quase vazia.
-O que é isso?- perguntou Camilie, apontando para o lábio inferior dele.
-É um piercing.- disse ele sorrindo. - É tipo um brinco, só que se coloca em outro lugar.- explicou, e ela apenas balançou a cabeça, olhando para ele. -O que foi?- perguntou ao ver que ela não tirava os olhos dele.
-Pai, qual é o nome da sua mãe?- perguntou olhando-o nos olhos, sorrindo.
-Érr... Simone.- respondeu ele, sentindo uma estranha sensação no peito. Olhou a sua volta, onde as poucas crianças que não tinham idade para ir à aula brincavam e riam, mas que no fundo choravam, desejando unicamente ter uma família. Nenhuma daquelas crianças ali tinha um pai ou uma mãe. Não tinham sequer irmãos. Viviam sozinhas no mundo. Verdadeiras Vergessene Kinder. Olhou para Camilie, que segurava uma boneca nas mãos, e num ato de ternura deu um beijo no topo da cabeça dela. –Camilie, você viu a Agatha?- perguntou ele ao se dar pela falta da freira.
-Ela acordou e foi direto pra igreja rezar.- respondeu ela, saindo do colo dele. –Pai, vou brincar.- disse ela sorrindo. Segurou o rosto dele entre as pequenas mãos e deu um beijo molhado na bochecha dele e saiu correndo. Tom a seguiu com o olhar, sorrindo, e logo se levantou, indo atender outra criança que o chamara.
-E então?- perguntou Luise ajoelhando-se ao lado de Agatha, que segurava um terço nas mãos enquanto rezava.
-E então o que?- olhou para Luise com as sobrancelhas franzidas, não entendendo o que ela queria dizer.
-E então, é tão ruim assim?- perguntou a freira olhando para Agatha, que continuava com a mesma expressão confusa. Ela refletiu por um instante, olhando para o chão, e voltou a olhar para Luise. -Por Deus, Agatha!- exclamou a freira, rolando os olhos.
-Fale baixo, Luise. Estamos na igreja.
-Você sabe do que eu estou falando. Não se faça de desentendida.- encarou Agatha por alguns segundos, e esta suspirou pesadamente. Olhou para as próprias mãos por alguns segundos, observando o terço que segurava, e sorriu de lado.
-Não, não é tão ruim assim. Satisfeita?- olhou para Luise, que sorriu e balançou a cabeça.
-Eu falei que ele era legal.- mostrou a língua. -Você é muito tola.- comentou depois de alguns segundos em silêncio.
-Como é que é?- perguntou Agatha olhando boquiaberta para a freira que estava ao seu lado.
-É isso mesmo que você ouviu.- olhou para Agatha. -Sabe, você devia esquecer o que aconteceu e seguir em frente...
-E o que eu estou fazendo?- arqueou a sobrancelha, olhando para Luise.
-Desperdiçando sua vida trancada num convento.- rolou os olhos.
-E não é o que você está fazendo também?
-Mas o meu caso é diferente do seu.- deu de ombros. -Eu estou aqui porque esta é a minha vocação. Desde que me entendo por gente e... Ok, também por influência dos meus pais, mas... Eu sempre quis estar aqui. Rezando por esse "mundo poluído", cuidando de crianças... Você não. Você está aqui por um motivo diferente...
-E graças a isso eu encontrei meu lugar nesse mundo.- interrompeu Agatha, levantando-se e sentando-se no banco, sendo imitada por Luise.
-Não, você está aqui porque este é um lugar, aparentemente, "seguro".- corrigiu Luise segurando a mão de Agatha, que apenas suspirou, como se aquela fosse a verdade que não queria admitir.
-É fácil pra você, porque você não sentiu a dor que eu senti.- falou, olhando para as próprias mãos.
-Agatha..- indagou Luise, esperando que a freira olhasse para ela. –A dor que você passou não é nada comparada à dor que muitos sentem.- olhou nos olhos azuis de Agatha. –Já parasse pra pensar, quantas crianças em varias partes do mundo vão dormir sem nem ter o que comer? Sem falar em coisas piores...- falou, e Agatha apenas voltou a olhar para as mãos, pensativa.
-Tem razão.- esboçando um leve sorriso, e isso fez Luise apertar a mão de Agatha. Ficaram alguns segundos em silêncio, pensativas, até que Luise girou o corpo de modo que ficasse de frente para Agatha. -O que você acha dele?
-O que?- perguntou Agatha, desorientada.
-O que você acha do Tom?- sorriu abertamente para Agatha, que puxou sua mão de volta e olhou atravessado para Luise. -Ai, calma...- riu. -Não estou querendo tirar alguma "coisa" de você para insinuar alguma "coisa". Só quero saber o que você acha dele.
-Por que?- olhou com ar de suspeita para Luise, que rolou os olhos.
-Só quero saber.- sorriu. -Eu, por exemplo, acho que ele é uma ótima pessoa.- olhou para Agatha, esperando alguma manifestação.
-É..- concordou, pensativa. -Mas ele é muito...- cortou a frase e olhou para Luise, que segurava o riso.
-Safado?- perguntou ela, e Agatha apenas abaixou o olhar, sem jeito. -Você bem que gosta, não? cutucou Agatha com o cotovelo, lançando um olhar suspeito para cima de Agatha.
-O que?- arregalou os olhos. -Claro que não.- franziu o cenho, voltando a olhar para baixo.
-Sei..- deu uma leve risada e olhou por cima do ombro, vendo se havia alguém por ali. Procurou cuidadosamente e não encontrando ninguém, aproximou-se de Agatha e sussurrou. -Você já sonhou com ele?- perguntou, e Agatha novamente arregalou os olhos.
-C-claro que não.- respondeu.
-Eu já.- disse ela, deixando Agatha de queixo caído. -Calma.- riu, ainda falando baixo. -Eu sonhei com ele, mas o sonho não era comigo.
-Como assim?- olhou-a curiosamente.
-Quer saber?- perguntou, com um sorriso sapeca no rosto, e depois de refletir alguns segundos Agatha balançou a cabeça, confirmando.
-Sonhei com ele. E no meu sonho...- aproximou-se de Agatha. -Vocês estavam se agarrando.
-O QUE?- perguntou Agatha, alguns decibéis mais alto enquanto Luise ria, saindo rapidamente dali.
Passaram-se horas, o relógio já marcava 11:30h, nada de Agatha aparecer e a cada minuto que se passava aumentava a ansiedade de vê-la, o que fazia Tom se perguntar o porquê daquilo. Desenhou, pintou, e ajudou as crianças na tarefa constante de fazer bagunça e sempre que ouvia passos de alguém se aproximando ele olhava na direção da porta, esperando que fosse ela. “P****! Que demora.”, pensou ele, suspirando pesadamente enquanto olhava fixamente para porta. "Aquele jeito de “bruxa fantasiada de freira” irritava, mas ficar sem falar com ela era ainda mais irritante.", lembrou-se do que havia falado para o irmão, e isso o fez rir. Refletiu sobre a frase por alguns segundos, e logo balançou a cabeça, afastando tal pensamento. Olhou no relógio e mais uma vez olhou para porta. “Que demora...”, suspirou pesadamente, voltando sua atenção à mesa, onde as crianças estavam reunidas. “Espera aí!” refletiu por alguns instantes e rolou os olhos. “Grandes merda, que ela está demorando. Em quê isso me afeta, afinal?” rolou os olhos mais uma vez e voltou a rabiscar e desenhar com as crianças.
-Hmmm... Será que o nosso garanhão está apaixonado?- perguntou seu eu interior, manifestando-se debochadamente. Tom, que segurava um lápis, soltou-o de uma maneira brusca e fechou os olhos, respirando profundamente.
-Não!- exclamou ele, com os dentes trincados. Inspirou profundamente, para que o ar chegasse aos pulmões, e assim que abriu os olhos se deparou com um pequeno grupo de crianças olhando para ele. Algumas assustadas, outras assustas a ponto de chorar e outras olhando para ele como se ele fosse louco.
-Mas eu quero ir ao banheiro.- disse Michael, com cara de choro, sentado ao lado de Tom.
-Então vai.- disse Tom, olhando para ele com a sobrancelha arqueada.
-Mas você disse que ele não podia.- comentou Alice. Tom olhou para ela por alguns segundos, voltou a olhar para Michael e riu.
-Eu não falei que ele não podia...
-Falou sim.- disse Michael, fazendo bico. Tom olhou para ele por alguns segundos e se levantou, soltando o ar dos pulmões.
-Eu te levo.- disse ele revirando os olhos, ajudando o menino a levantar, antes que ele começasse a chorar.
Assim que voltou, ficaram mais alguns minutos desenhando e rabiscando, e logo as crianças resolveram ir para o pátio brincar, deixando toda bagunça para o tio Tom arrumar. Arrumou e, como fazia a cada cinco minutos, olhou no relógio, no exato momento em que Agatha entrou pela porta.
-Onde você estava?- perguntou. Ela, assim que entrou e o viu, parou e olhou para ele.
-Rezando.- respondeu ela, olhando para os lados e voltando a olhar para ele. –É o que as freiras fazem.- concluiu indo em direção do refeitório.
-Ei, espera aí.- chamou ele, levantando-se e indo atrás dela. –Por que a pressa?
-Hoje é segunda feira.- respondeu ela, mais para si mesma, enquanto caminhava.
-E...?- perguntou.
-Nada não.- disse ela parando e virando-se para ele, encontrando um par de olhos cor de avelã olhando em sua direção. –O que... era?- perguntou, desviando o olhar por alguns segundos, tomando fôlego e logo voltando a olhá-lo.
-Érr.. Eu..- indagou ele olhando-a nos olhos.
-O que foi?- perguntou dando um riso leve ao vê-lo gaguejar. Ele engoliu em seco, umedeceu os lábios e fechou o punho raivosamente, por não conseguir falar nada.
-Qual é o meu problema?- perguntou ele frustrado, olhando para as mãos. –Acho que estou doente, minhas mãos estão suando.- disse ele enquanto esfregava as mãos, e subitamente sentiu um frio na barriga quando lembrou do conselho do irmão: “Faz assim: Presta atenção em você, quando estiver com ela.”
-Estamos no verão, Tom. Acho que isso é normal, não?- disse ela sorrindo. Ao ouvir aquilo, Tom ergueu o olhar para ela e um sorriso involuntário formou-se em seu rosto, enquanto olhava-a nos olhos. –O que foi?- perguntou ela dando um passo para trás, ao vê-lo sorri daquele jeito, sentido seu coração dar um pulo.
-Desde sexta-feira, só agora você resolveu me chamar de Tom.- respondeu.
-E.. isso te deixa feliz?- perguntou ela desviando o olhar, tirando um fio de cabelo que estava em volta de seu braço.
-Muito.- respondeu, sorrindo. Ao ouvir aquilo ela olhou para ele, um tanto surpresa, encontrando novamente um par de olhos olhando intensamente em sua direção.
-Para de me olhar assim...- disse ela desviando o olhar para o chão, dando um passo para trás.
-Você fica tão fofa assim.- disse ele dando um passo na direção dela. Ela olhou para ele, não entendendo, e ele riu. –Vermelhinha.
-Para, Tom.- disse ela sentindo seu rosto esquentar. Tampou as maçãs do rosto com as mãos, virou-se de costas para ele e andou em direção do refeitório.
-OOOOWN!- disse ele caminhando atrás dela.
-Para!- disse ela novamente, e ele apenas riu, caminhando até uma das mesas e sentando-se na cadeira, enquanto seguia Agatha com o olhar.
-“OOOOOWN?”- seu eu interior se manifestou. –Que p**** é essa, cara? Bebeu vodka com chá emagrecedor, foi?- Tom riu daquilo, olhando para as mãos sobre a mesa e pouco depois sentiu alguém se aproximar. Ergueu a cabeça para ver quem era e viu Agatha olhando para ele com uma das sobrancelhas arqueadas. Balançou a cabeça, como que para espantar algum pensamento e se aproximou dele.
-Fique de pé, por favor?- disse ela já o puxando pelo braço.
-Tudo bem, calma.- disse ele levantando-se mas acabou prendendo o pé no pé da mesa, desequilibrando-se e sendo impulsionado para frente, ficando a poucos centímetros do rosto da freira assim que recuperou o equilíbrio.
-Rápido, beije ela!- seu eu interior o incentivou. Tom mordeu o lábio inferior, sentindo seu coração batendo rápido, enquanto olhava dentro dos olhos azuis dela. –Rápido! Antes que ela te dê um tapa na cara e um chute no saco.- seu eu interior manifestou-se novamente, e ele instintivamente desviou o olhar para os lábios delas. Agatha ao ver a pouca distância que ele estava dela e, principalmente, a maneira como ele a olhava, sentiu seu coração dar um pulo e um tremor percorrer seu corpo, deixando suas pernas trêmulas, mas nada se comparava ao efeito que o hálito quente e úmido dele provocava ao bater em seu rosto. Ao perceber que ele desviara o olhar para seus lábios, piscou algumas vezes, caindo em si, e virou o rosto para o lado, sentindo o ar chegar aos pulmões novamente.
-Desculpa.- disse Tom, dando uns passos para trás, engolindo em seco e sorrindo ao ver a reação dela quanto à proximidade. Agatha deu um passo para trás, olhando para o chão e arriscou olhar para ele de relance, que sorria. Vê-lo sorrir daquele jeito fez com que um misto de sensações se misturasse. Algo que nem ela entendia.
-Mas que... que... que.. que P**** foi essa?!- exclamou seu eu interior, revoltado.
-Cala a boca!- disse ele, e rapidamente Agatha olhou na direção dele.
-O que você falou?- perguntou ela com os olhos arregalados.
-Érr.. Não dê bronca.- respondeu ele, sentindo um frio passar por seu corpo. –Sabe, pra você não brigar comigo, porque eu não tive a intenção de... você sabe.- tentou se explicar.
-Ah, bom.- disse ela, voltando a olhar para o chão, tentando não demonstrar o nervosismo que sentia. Tom suspirou pesadamente, olhando para o chão, e quando voltou a olhá-la, viu que ela estava se aproximando, fazendo seu coração dar um pulo novamente. Ela foi até o lado dele e mediu seu tamanho comparado a ele.
-Perfeito.- disse ela se afastando, parecendo um tanto sem jeito.
-Eu sei.- disse ele com um fraco sorriso, sem olhar para ela, enchendo os pulmões de ar. –Meus pais capricharam na fabricação.- ergueu o olhar para ela, que riu, e sorriu sentindo uma estranha sensação enquanto observava ela tirar uma lâmpada de dentro da embalagem.
-O que foi?- perguntou ela ao olhar para ele e vê-lo observando-a.
-Nada.- deu de ombros, sorrindo. -Não posso te olhar?

Volto em breve OKSOPKAKSPOA
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MensagemAssunto: Re: FF - Blessed Love    Qui Jan 06, 2011 8:34 pm

Antes de mais nada, parabéns pra você, nessa data querida... Razz
Sei que estou atrasada, mas antes tarde do que nunca!

Catarina Kretli escreveu:

-Tom?- chamou Georg. –Se você estiver nos ouvindo, coce o saco.

SHAUSHUASHUAHSAUHUAHSHUASHAUHS, sofri muito muito com essa parte.
E essa Luise é uma comédia sem fim cara, morro de rir. yaya
Sem falar no Tom Interior né... Rolling Eyes
Existe coisa mais fofa que a Agatha e o Tom? Awwwn *-*

Ei, e como assim 'volto em breve'? Tem que ver isso ai /corri
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MensagemAssunto: Re: FF - Blessed Love    Sex Jan 07, 2011 12:52 am

leitora novaa mega atrazada ^^

to adorando a fic Smile
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MensagemAssunto: Re: FF - Blessed Love    Hoje à(s) 9:05 am

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