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 What goes around... Comes around

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Thaís V.
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MensagemAssunto: Re: What goes around... Comes around   Qua Jan 05, 2011 11:31 pm

Coitado do Georg, namora à distância e ainda tem que ouvir as piadinhas do Tom. Por que Julia não se sente segura para conhecer os meninos?! Hm. Tenho algumas dúvidas. Uh, quero mesmo saber o que vai acontecer lá, mesmo já tendo uma idéia.
Uma semana!? tá vai lá, eu espero Very Happy
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MensagemAssunto: Re: What goes around... Comes around   Qui Jan 06, 2011 8:21 am

Agora por causa do Listing eu acredito em namoro a distância :'D
Bom, até aqui tá tudo muito lindo e tudo muito bom. Será que vai acontecer alguma coisa é no estúdio? Ou a caminho do mesmo?
Uma semana pra saber, tsc.
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MensagemAssunto: Re: What goes around... Comes around   Qui Jan 06, 2011 7:04 pm

Como a senhorita para bem nessa parte?
Putz! Pobre Ge, o Tom não dá uma folga.
Por que a vida dela vai mudar? Teeensoo...
Estou mega curiosa aqui. #fatão
Continua Darling, please!!!
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MensagemAssunto: Re: What goes around... Comes around   Sex Jan 07, 2011 2:07 pm

Darling, se você realmente postou esse capítulo com a intenção de não nos deixar na curiosidade, você falhou terrivelmente DD:
Thai Valverde escreveu:
Por que Julia não se sente segura para conhecer os meninos?! Hm.
Também estou me perguntando isso. scratch não acho que toda essa insegurança que ela diz ter seja verdadeira, acho que tudo isso é medo. medo de que o Hagen descubra algo que ela não contou a ele, hm. enfim, continue, continue, continue!
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MensagemAssunto: Re: What goes around... Comes around   Sex Jan 07, 2011 3:17 pm

Owwnt que fofo a sua fic! fofa2

Nossa, comecei a acompanhar agora, mas já tô amando!
Parabéns!
Você escreve muito bem, e sua história é perfeita!
Posta logo!
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MensagemAssunto: Re: What goes around... Comes around   Ter Jan 11, 2011 12:41 pm

aaah, que nervoso >.<
será que a Julia traiu o Ge ? esse seria o motivo
de sua ansiedade ? *0*

viajando aqui já ;O

continua continua
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MensagemAssunto: Re: What goes around... Comes around   Dom Jan 16, 2011 3:25 pm

depois de tanto tempo, cá estou eu de novo :}
bom, todas as perguntas serão respondidas neste último capítulo, dividido em duas partes. só espero que haja sangue depois. boa leitura!

O fim

Três meses atrás...
Ela sabia que era errado, mas seu lado mais primitivo falava mais alto quando ele estava perto. Desde que o vira pela primeira vez, sentiu-se desejada de uma maneira animalesca e pegou-se imaginando como seria se tivesse trancada no banheiro do estúdio com Tom. Com certeza, ela teria o sexo mais intenso de sua vida. Mas, ao olhar para um Georg falando de si tão apaixonadamente, arrependeu-se amargamente por seus pensamentos e se amaldiçoou internamente.
Ainda lembrava-se claramente do jeito que o Kaulitz mais velho a olhou quando apareceu abraçada ao baixista. Discreto, mas furtivo. Os olhos castanhos percorriam todo o seu corpo e ele sorriu em aprovação, passando a língua pelo piercing estrategicamente colocado em seu lábio inferior.
Agora, Julia caminhava apressadamente pelas ruas de Hamburgo, protegendo-se como podia da fina chuva que ainda insistia em cair. Sentia-se suja, mas estranhamente satisfeita com que iria fazer. Com que havia aceitado fazer.
Chegou ao luxuoso condomínio em menos tempo que previa e perguntou gentilmente ao velho porteiro sobre o pseudônimo que Tom havia escrito num papel. A resposta fora positiva e completou que ele a esperava em seu apartamento.
Sua entrada foi permitida e logo estava dentro do amplo elevador, rumo ao 26° andar. Cobertura com vista panorâmica da cidade. Não se admirou. Já esperava isso vindo dos gêmeos mais ricos e famosos da Alemanha. Sua residência tinha que ser à altura de ambos.
O leve chacoalhar do elevador tirou Julia de suas divagações e ela encarou o tão luxuoso corredor que levava a única porta daquele andar, que a porta metálica revelava aos poucos. Respirou fundo e sentiu o ar mais frio adentrar em seus pulmões e seu corpo reagir instantaneamente, arrepiando todos os finos pelos.
Julia dirigiu calmamente até a imponente porta de madeira legítima, de cor escura, e observou cada mínimo detalhe. Talvez, esta fosse a única saída de fazer-lhe desistir da maior burrada que estava prestes a cometer... Que já estava cometendo.
Lembrou-se de Georg, o modo que ele sorria quando a via, de como lhe afagava os cabelos após terem se amado, o jeito sexy em que tocava um dos seus baixos... Uma lágrima teimosa escorreu pela sua bochecha. Os belos olhos verdes dele a fascinavam, ele em si a fascinava, mas não tinha a mesma magia de quando eles se conheceram. E a distância deu sua contribuição para que o seu relacionamento com o músico, de algum jeito, esfriasse... Como tivesse faltando alguma parte. E esta parte fora encontrada e preenchida por Tom.
Olhou para os lados, apreensiva, e tocou a campainha. Seu coração chocava-se contra seu peito dolorosa e freneticamente. Era muito tarde para voltar atrás. E também não podia. Tom havia acabado de abrir a porta e encostar-se no batente da mesma, cruzando seus braços definidos em frente ao peito nu e expondo seu melhor sorriso sacana.
- Desistiu de bancar a certinha e vir me ver? – debochou e deu passagem para a ruiva adentrar seu apartamento.
Ela limitou-se a revirar os olhos e ouvir a porta fechar atrás de si. Estava feito. Mas ainda não entendia o por quê de tudo aquilo.
- Vamos acabar com isso logo, Kaulitz – Julia encarou o guitarrista seriamente e aproximou-se dele lentamente. A diferença de altura era nítida.
Tom enlaçou a cintura fina com uma mão e com a outra, embrenhou seus dedos longos por entre os fios ruivos. Tomou os lábios rosados num beijo calmo e provocante.
O primeiro passo estava dado.


Os encontros entre Julia e Tom tornaram-se cada vez mais freqüente e perigoso. Mas eram intensos. Intenso... Quando sentiu a boca dele percorrer seu pescoço, distribuindo castos beijos e deixando-se ouvir a respiração ofegante em seu ouvido, causando arrepios indescritíveis.
Julia estava no estúdio dos meninos desde cedo esperando por Georg, para então irem a um restaurante italiano. Só que, por ironia do destino, o manager da banda chamou justamente ele e Gustav para uma conversa em particular. Oportunidade perfeita para Tom passar por ela e atraí-la até o banheiro no fim do corredor.
Era arriscado e impensado. Proibido e excitante.
- Camisinha, Tom – lembrou a ruiva ao vê-lo completamente nu e apontou para a calça larga jogada no chão.
Ele suspirou impaciente e protegeu-se devidamente, voltando a se aproximar de Julia. Agarrou o quadril voluptuoso de Julia, sentindo-a enlaçar as pernas em volta de sua cintura e a penetrou de uma vez, reprimindo o gemido de ambos com um beijo sôfrego.
Foram longos 15 minutos se amando. Nunca trocavam palavras de carinho. Não era para o ser. Logo eles estavam colocando suas roupas sem olhar um para o outro, apenas com um sorriso satisfeito estampado no rosto.
Saíram do pequeno banheiro, cautelosos, e trocaram um singelo selinho antes de seguirem em direções opostas. Antes de entrar na pequena sala de estar, Julia se deparou com Georg saindo de umas das portas do estreito corredor.
Seu corpo congelou. Será que ele tinha visto algo?
- Liebe, me desculpa por te fazer esperar – o baixista a abraçou docemente, apoiando sua cabeça em seu peito, acariciando-lhe os cabelos. – Podemos ir?
“Não, não podemos Georg!” a mente dela gritava. “Eu sou uma vagabunda, não percebe?”
- Claro, Ge – contrariou a si própria e sorriu falsamente.
Eles saíram de mãos dadas como qualquer outro casal feliz. Não muito longe dali, Tom observava a cena com um sorriso vitorioso nos lábios. Sem nenhum remorso. Sem nenhuma culpa.
(...)
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MensagemAssunto: Re: What goes around... Comes around   Dom Jan 16, 2011 6:04 pm

Fiquei com um pouco de pena de Geo, além de ser traído, foi com um dos seus melhores amigos. E ele se mostra tão apaixonado por ela... Coitado, acha que ela sente o mesmo. Esse "amor" que ela sente pelo Tom, parece ser muito mais carnal do que emocional, pelo menos é o que parece. E também da parte dele, que pior, nem sentiu culpa de fazer isso com Julia e Georg.
Vai, vai, continua logo que eu quero ver o que G vai fazer com ela yaya
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MensagemAssunto: Re: What goes around... Comes around   Dom Jan 16, 2011 6:30 pm

Coitado do meu Geeêe D: Eu descobri a pouco tempo que eu tô gostando dele mais que o normal agora QQ não pode gente, quê isso? D:
Bom, eu já esperava tal coisa do Kaulitz né? Se pegar com uma aê pelos cantos e tudo mais... Mas trair o próprio amigo?! Aí já demais Tom, desculpa.
O que vai acontecer no próximo capítulo? /oh
Dar-J e seus joguinhos psicológicos provocados pela sua escrita *tsc
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MensagemAssunto: Re: What goes around... Comes around   Dom Jan 16, 2011 8:26 pm

Alguém aí pode me dar um carro?
Acho que vou cometer dois assassinatos!
Primeiro a vaca da Julia e depois o traíra do Tom!
Vou matar os dois sem nenhum remorso também!
Como podem fazer isso como o Gê? Coitado!
Continua Darling, please, please, pleeeeeaseeee!!!
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MensagemAssunto: Re: What goes around... Comes around   Seg Jan 17, 2011 11:17 am

Ok, senti pena do Ge. A Julia e o Tom se pegando e ele lá, fazendo papel de idiota KK
Mas claro, já era de se esperar que o Tom tivesse essa capacidade.
Tem mais? Se tiver, por favor prossiga yaya
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MensagemAssunto: Re: What goes around... Comes around   Seg Jan 17, 2011 11:34 am

[AAA] QUE VADIOS! Como puderam fazer isso com o pobre do Ge?
sério, eu sabia que tinha algo de errado com essa garota No continue, Darling!
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MensagemAssunto: Re: What goes around... Comes around   Ter Jan 18, 2011 2:13 am

Rafa.eela escreveu:
[AAA] QUE VADIOS! Como puderam fazer isso com o pobre do Ge?
sério, eu sabia que tinha algo de errado com essa garota No continue, Darling!

+1
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MensagemAssunto: Re: What goes around... Comes around   Ter Jan 25, 2011 12:00 pm

HÁ, sabia !

que horror, sério. Como eles tiveram coragem de fazer isso com o Georg ?
Essa é uma traição muito séria ;O E haja coragem pra se pegarem praticamente
na cara do Gê hein ...
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MensagemAssunto: Re: What goes around... Comes around   Qua Jan 26, 2011 5:36 am

Thai Valverde escreveu:
Fiquei com um pouco de pena de Geo, além de ser traído, foi com um dos seus melhores amigos. E ele se mostra tão apaixonado por ela... Coitado, acha que ela sente o mesmo. Esse "amor" que ela sente pelo Tom, parece ser muito mais carnal do que emocional, pelo menos é o que parece. E também da parte dele, que pior, nem sentiu culpa de fazer isso com Julia e Georg.
Vai, vai, continua logo que eu quero ver o que G vai fazer com ela yaya
caramba me atrasei aqui O-O
ok ok...
Nossa, como o Tom pôde?! Pior do que a Júlia trair o Georg, é o Tom traindo ele. Porque fala sério, eles são amigos desde os tempos da puberdade.
E eu concordo com a Thai, esse lance da traição é totalmente carnal. Quem sofre depois é o Geo, que gosta mesmo dela...
Ai Darling, como você faz isso com ele e com a gente?
/mimi
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MensagemAssunto: Re: What goes around... Comes around   Qua Jan 26, 2011 8:35 pm

com pena do Ge? haha. podem pegá-lo e levar pra cara, se quiserem (: sei que todas estão com raiva da Julia e querem matá-la a todo custo, mas ela vai ter o que merece. ou não.
eu vou postar bem rápido, já que você estão tão ansiosas. curtam bastante Wink



Duas semanas atrás...
Mais uma after party. O ritmo da música fazia seu corpo balançar-se ainda timidamente. Sentia os olhares masculinos sobre si, mas não se importava. Não totalmente. Um, em especial, queimava-lhe o corpo e o percorria intensamente. Julia não se atreveu a olhar para trás e ter certeza que era Tom desejando-a, controlando-se para não atacá-la em meio a tantos convidados e Georg. Seria o escândalo do ano e o fim do Tokio Hotel. Já o seria se o baixista descobrisse a traição de ambos por si só. Afinal, quem iria continuar trabalhando ao lado de um traidor?
- Aquele é Georg mesmo? Mas ele não estava namorando? – a ruiva ouviu um grupo de garotas exclamando e apontando para algum lugar da área VIP. Ela deixou a curiosidade vencer e desviou seu olhar para lá.
O baixista prensava uma loira contra a grade e suas mãos apalpavam-lhe as nádegas sem pudor. Também podia ver, sem muita nitidez, o rosto dele de plena satisfação.
Julia parou imediatamente de dançar e tudo a sua volta pareceu ficar em slow motion. Grossas lágrimas formaram-se e caíam livremente pelas suas bochechas. Mas não deixaria barato. Quem era ele para lhe trair tão descaradamente? Ela enxugou as lágrimas e respirou fundo, rumando para as escadas de acesso para a VIP.
Sua respiração para totalmente falha e seu coração batia descontrolado. Sentia a raiva percorrer suas veias e isso a faz cerrar os punhos. Bill pareceu perceber isso e segurou a ruiva pelos ombros, barrando-a.
- Ju, respira fundo. Deixa pra resolver isso depois – ele falou calmamente, tentando segurá-la enquanto a mesma se debatia.
- Depois, Kaulitz? Ele me trai na maior cara dura e você quer que eu deixe para resolver depois? – gritou e finalmente, se viu livre dos braços finos de Bill.
Caminhou decididamente em direção ao novo “casal”. Sem pensar em que teriam platéia, Julia simplesmente puxou os cabelos loiros da garota e empurrou com força, fazendo-a cair sentada. Mas não se importou. Seu olhar magoado estava preso ao de Georg.
- Por que, Listing? – limitou-se a esta simples questão. Tinha o direito de saber. Podia ter moral nenhuma naquela história toda, mas, ainda sim, tinha direito.
- Do mesmo modo que você me trai com o Tom! – respondeu ferozmente e apontou para o guitarrista sentado do outro lado, próximo ao pequeno bar.
A ruiva arregalou seus olhos. Sua respiração ficou ainda mais pesada. Viu o baixista abraçar a loira e perguntar se estava tudo bem com ela, do mesmo jeito que fazia consigo.
- Você achou mesmo que eu nunca percebi, Julia? – retorquiu, fuzilando-a com o olhar. As pessoas começavam a olhar, curiosas pelo que estava acontecendo ali. – Pensou que eu nunca notei os olhares cheios de segredos de vocês? Até quando você pretendia esconder que eu sou o maior corno do ano? O mais otário?
Georg enxugou as lágrimas de sangue que derramava. Vários flashbacks passavam pela sua cabeça. Todos os momentos felizes com a ruiva à sua frente. Desde quando tudo era uma grande mentira? Afastou sua amante de uma noite delicadamente e aproximou-se de Julia.
- É ruim ser traída, não? – ele segurou o queixo dela, rudemente. – Imagina como foi pra eu passar três meses assim. Difícil, não? Doloroso também – o tom de voz que ele usava era maléfico. Georg estava disposto a ferir-lhe verbalmente. Sabia que machucava milhões de vezes mais.
Ele sentiu alguém empurrar-lhe o ombro e afastar-lhe de uma Julia completamente estática. Seus olhos se encontraram com os de Bill e Georg entendeu que fora longe demais.
- Ela já ouviu o suficiente, Georg e entendeu a dor de uma traição – disse Bill, apaziguando os nervos. – Ambos estão errados e sabem disso. Mas vamos deixar para lavar roupa suja em casa.
- Eu não tenho mais nada a falar para esta... – o baixista olhou Julia de cima a baixo com desprezo. – Esta daí. Mas espero, sinceramente, que ela seja feliz com o Tom. Afinal, são farinhas do mesmo saco.
A ruiva sentia-se despedaçada e humilhada. E não que se preocupasse, mas amanhã sua cara estaria estampada em todas as revistas de fofoca da Alemanha e isso traria muito mais fãs desaprovando sua atitude do que ao seu favor.
Percorreu o olhar amedrontado por todo local e se deparou com o tão ou mais assustado olhar de Tom. Ele havia empalidecido e não tinha nenhuma expressão facial. Era quase uma estátua. Mas reagiu ao sentir Julia sustentar o olhar em si. Esta esperava alguma atitude de sua parte que não veio.
Tomada por um ódio descomunal e maior que si própria, a ruiva desceu as escadas exasperada e se não estivesse de salto altíssimo, estaria pisando duro. Atravessou a pista atropelando tudo o que via em sua frente, completamente cega pelas lágrimas que caíam sem controle. Seus ouvidos pareciam apenas captar algumas vozes lhe xingando de vadia e outras lhe dando algum tipo de apoio. Sentiu uma mão forte se fechar em torno de seu pulso, a impedindo de sair e cometer uma loucura. Olhou por cima de seu ombro e viu um Bill extremamente preocupado. Negou com a cabeça e se soltou, finalmente alcançando a saída.

Tudo a sua volta parecia rir de sua desgraça. Sabia desde o começo que nada acabaria bem quando decidiu se envolver com Tom Kaulitz. Foi fraca e submissa ao seu desejo carnal. Tinha todo o amor possível de Georg e tinha o melhor sexo de sua vida com Tom. Eram dois extremos que a faziam completa. Os dois a faziam se sentir amada de maneiras diferentes. Até chegou a cogitar a propor um relacionamento a três. Logo a lembrança da reação de Georg lhe veio à cabeça:
“Dividir minha mulher com um amigo meu? E meu sentimento? Onde fica?”, ele respondeu totalmente horrorizado e triste, aquela pergunta. Mas mal sabia ele que já dividia. Seu corpo e sua alma também eram de outro homem. Não somente de Georg.
Com as lágrimas mais intensas, fora caminhando desajeitadamente pela rua movimentada, milagrosamente desviando das pessoas que passavam por si. Seu estado físico e emocional estava caótico. Sua pensamente gritava idéias absurdas, completamente convidativas, mas não queria o fazer. Não podia. Era irracional de sua parte. Seria muita burrice também.
Sentou-se no banco mais afastado de uma praça qualquer e abraçou-se aos seus joelhos, controlando inutilmente as grossas lágrimas negras devido sua maquiagem outrora impecável. Permitiu-se pensar com mais clareza e ponderou todos os acontecimentos dos últimos dois anos de sua vida. Desde o primeiro beijo trocado com Georg até o escândalo dele traindo-a publicamente.
Algo dentro de si sempre a alertava que não deveria ter conhecido os amigos de banda do seu ex, não naquela altura. Sabia da fama de galanteador barato de Tom Kaulitz. Sabia que ele faria de tudo para levá-la para cama e depois a dispensar no dia seguinte. Ou, usá-la como seu brinquedo sexual predileto. Tentou resistir no começo, fez de tudo para não cair na sua conversa, mas, quando se deu por si, estava sobre a cama dele, nua, gemendo com uma cadela no cio o nome daquele que não tinha lhe jurado amor eterno.
Sua mente lhe martirizava aos poucos, jogava na cara todas as chances de voltar atrás, todas elas não aproveitadas. Tinha vontade de lhe bater até não ter mais forças e seu sangue fosse expulso de seu corpo lentamente, de forma dolorosa.
Deu um sorriso cínico e torto. Respirou fundo, inspirando o ar gélido e atípico de uma noite de verão. Julia fechou seus olhos e apoiou sua testa nos joelhos. Estava feito. Não adiantaria chorar pelo leite derramado. Agora, tinha que se conformar pelas besteiras que fez, com a sua e a traição de Georg diante seus olhos. Mas, lá no fundo, desejava que Tom tivesse ao seu lado, apesar de tudo.


Tom se sentiu apreensivo quando viu Georg aproximar-se da mesa onde estava sentado. Podia ter sido o maior canalha com seu melhor amigo, mas não queria deixar que se resolvesse à base de agressão física. Remexeu-se desconfortavelmente da cadeira e esperou que palavras baixas e verdadeiras lhe atingissem.
- Eu não vou te socar, Kaulitz. Por mais que eu tenha vontade de fazer isso – a voz de Georg nunca fora tão grave. Tom levantou seu olhar para encará-lo seriamente e visse toda a dor causada por sua culpa.
O baixista sentou-se à sua frente e tirou seu longo cabelo de seu rosto, colocando-o atrás da orelha. Se fosse uma situação normal, seria um gesto tímido, mas muito charmoso de sua parte.
- Nunca pensei que você fosse baixo a ponto de me trair bem debaixo do meu nariz. Com tantas mulheres caídas aos seus pés, você tinha que justamente dar em cima da garota da qual eu tinha escolhido para ser minha garota.
Georg permitiu chorar à frente dele, não escondendo sua fragilidade. Não tinha o por quê esconder.
- Eu sei que te pedir desculpa não vai adiantar, Georg. E-eu nem sei o que dizer, na verdade. Fui covarde. Tão covarde que lhe tirei a felicidade. Tirei a garota certa pra você – a voz de Tom vacilou a todo momento. Um nó tinha se formado em sua garganta. Também estava sendo difícil para ele.
- Ainda bem que você reconhece que errou, Tom. Pelo menos, você está sendo homem o suficiente para admitir – Georg vociferou. – E por que você não foi atrás dela?
Tom fora pego totalmente de surpresa. Tinha sido homem para assumir a traição na frente de Georg, mas não de ir atrás de Julia. Agora, ela devia estar longe e não fazia a menor ideia de onde a ruiva poderia estar. Não sabia qual poderia ser seu refúgio.
- Eu não sei onde ela pode estar, Georg. Pode ser em qualquer lugar desta cidade – confessou, abaixando seu olhar, sentindo-se derrotado.
Georg balançou sua cabeça negativamente. Todas suas suspeitas estavam confirmadas. Eles eram e sempre serão parceiros sexuais. Olhou para Tom mais uma vez e deu dois tapinhas em seu ombro, saindo dali.
O Kaulitz mais velho forçou sua mente para algum momento que Julia disse qual lugar mais apreciava na gigante Berlim. Logo um pequeno flashback se formou em sua cabeça.
“- Eu gosto de ir para a Praça das Borboletas para pensar... É um lugar que me acalma, desde que comecei a visitar Berlim”. Um pequeno sorriso se abriu em seus lábios e levantou-se da cadeira, passando por seu irmão e todos os presentes.
Sentiu uma mão lhe puxar, atrasando ainda mais sua chegada a Julia e seu corpo fora virado bruscamente. Seus olhos castanhos fitaram uma figura loira sorridente até demais.
- Finalmente eu te encontrei, gatinho – a voz dela soou terrivelmente irritante e seu sorriso automático foi desfeito assim que Tom conseguiu se livrar de suas mãos.
O tempo era curto. Precisava encontrar a ruiva o quanto antes. Mas... Por que?


Fim?


aqui está. obrigada a quem leu, de coração.
até... um possível epílogo. ♥


Última edição por Darling-J em Qua Jan 26, 2011 8:50 pm, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: What goes around... Comes around   Qua Jan 26, 2011 8:46 pm

Ah não Darling, como você consegue terminar a fic e mesmo assim continuar me torturando? D: KK eu vou me remoer um tempão com esse final, tentando adivinhar o que aconteceu e roendo as unhas. É, você conseguiu u_ú
Imploro por um epílogo mulher de Deus, não me torture assim DNLSAN
Eu realmente quero poder conseguir escrever igual a você um dia Dar Very Happy
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MensagemAssunto: Re: What goes around... Comes around   Qua Jan 26, 2011 9:01 pm

Pra falar a verdade, achei Georg muito bonzinho com Tom, mas acho que ele fez isso para não ter conseqüências maiores lá na frente. Tipo, o fim da banda. Não entendo porquê Tom foi atrás dela, se minutos atrás ele não fez nada em relação. Será que precisava mesmo de um aviso do Geo?!

Júlia G. escreveu:
Ah não Darling, como você consegue terminar a fic e mesmo assim continuar me torturando? D: KK eu vou me remoer um tempão com esse final, tentando adivinhar o que aconteceu e roendo as unhas. É, você conseguiu u_ú
Imploro por um epílogo mulher de Deus, não me torture assim DNLSAN
Eu realmente quero poder conseguir escrever igual a você um dia Dar Very Happy
Nem se atreva em não fazer um epílogo, Fernanda. Você não vai deixar a gente "a toa" né? Então What a Face
Concordo com Jú, EU que quero ser como você quando crescer ♥

EDT.

E achei muito bem feito o que Georg fez com ela. Isso aí, gato! Cool
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MensagemAssunto: Re: What goes around... Comes around   Qua Jan 26, 2011 9:45 pm

Gostei da atitude do Georg. Apesar de
muitos não fazerem o que ele fez, essa é
a atitude mais certa, porque você se torna
uma pessoa superior e toca onde mais dói: o sentimento!
Ai meu Deus! E ela termina desse jeito!
É só pra me deixar maluca né Darling, pode dizer.
Eu preciso do epílogo, please!!!
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MensagemAssunto: Re: What goes around... Comes around   Qui Jan 27, 2011 1:26 am

Thai Valverde escreveu:
Pra falar a verdade, achei Georg muito bonzinho com Tom, mas acho que ele fez isso para não ter conseqüências maiores lá na frente. Tipo, o fim da banda. Não entendo porquê Tom foi atrás dela, se minutos atrás ele não fez nada em relação. Será que precisava mesmo de um aviso do Geo?!

Júlia G. escreveu:
Ah não Darling, como você consegue terminar a fic e mesmo assim continuar me torturando? D: KK eu vou me remoer um tempão com esse final, tentando adivinhar o que aconteceu e roendo as unhas. É, você conseguiu u_ú
Imploro por um epílogo mulher de Deus, não me torture assim DNLSAN
Eu realmente quero poder conseguir escrever igual a você um dia Dar Very Happy
Nem se atreva em não fazer um epílogo, Fernanda. Você não vai deixar a gente "a toa" né? Então What a Face
Concordo com Jú, EU que quero ser como você quando crescer ♥

EDT.

E achei muito bem feito o que Georg fez com ela. Isso aí, gato! Cool
não, minha vez de reclamar algo agora...
PUTAQUEPARIU, EU ODEIO EPÍLOGOS! ok... como você faz logo eu desejar desesperadamente por um?! HEIN?!
que se foda toda essa merda, EU QUERO UMA CONTINUAÇÃO TIPO AGORA, CAPTOU? RIGHT NOW!

manda bala ai, e nem vem como papo de 'talvez eu faça um' você VAI fazer, não sou apenas eu implorando por um aqui.... rs
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MensagemAssunto: Re: What goes around... Comes around   Qui Jan 27, 2011 12:38 pm

MÁ É ÓBVIO QUE VAI TER UM EPÍLOGO, É ÓBVIO! Eu sei onde você mora, eu mando os mano da quebrada te seguir e não vou mandar uma SMS avisando dessa vez OQ
Eu nunca fiquei tão orgulhosa do Gê que nem agora mano, sério *-* Foi até meio pouquinho pro que a Júlia fez, mas enfim né?
E tipo, saiu de perto do Tom com dois tapinhas nas costas mais um incentivo de correr atrás da garota? De boa, uma demonstração de amizade dessa por parte do Georg mesmo depois de tudo o que ele sofreu deveria pesar bem mais na consciência do Tom do que qualquer murro bem dado que ele ganhasse no meio da cara. É.
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MensagemAssunto: Re: What goes around... Comes around   Dom Fev 27, 2011 9:42 pm

depois de 1 mês, cá estou eu para matar vocês com este epílogo podre. sem mais nada a declarar, só aproveitem. (((:


Epílogo

Sete anos depois...
Estava sendo doloroso para Julia voltar àquele lugar que tanto lhe causara dor e cutucava nas cicatrizes não-curadas. Mas era necessário. Sua nova vida começaria ali, junto ao seu pequeno Matthew.
A proposta para estrelar uma campanha publicitária ao lado de seu maior ídolo – Johnny Depp – era irrecusável. Era uma oportunidade que a vida estava lhe dando para colocar uma pedra enorme sobre o passado e voltar à sua terra somente com boas lembranças.
Como sempre, o aeroporto de Berlim estava lotado, pessoas iam e vinham, despediam-se, abraçavam-se, beijavam-se... Tudo muito regado de saudades. Suspirou pesadamente. Ele estaria ali, de abraços abertos e com um sorriso contagiante, para recebê-la? Com certeza não. Ou talvez sim. Eram demasiadas lembranças e não podia expor suas lembranças em frente a tantos desconhecidos. Não queria pena de ninguém.
Sentiu pequenos e rechonchudos dedos entrelaçarem-se com os seus e automaticamente olhou para o filho. Matthew era a cópia perfeita de Georg mais novo, até os cachos puxara do pai, com exceção ao tom avermelhado, inegavelmente irlandês.
- Vamos mamãe, eu ‘tô com fome – exclamou, tentando puxar-lhe inutilmente. Sorriu e o pegou no colo, sob protestos do pequeno, sustentando-o apenas com um abraço. Com o outro, puxava sua única mala para fora daquele aeroporto sufocante.
Não iria demorar tanto na Alemanha. Seria breve... Nem tão breve assim.

Não muito longe dali, Georg celebrava com seus amigos mais íntimos, seu noivado com uma modelo pouco conhecida, mas portadora de uma beleza estonteante. Patrícia estava ali para apagar todas as memórias e tudo o que fazia lembrar-se de Julia. De todos os jeitos.
Depois da descoberta da traição de seu amigo e de sua ex-namorada, o relacionamento entre ele e Tom não foi um dos mais amigáveis. As brigas e bate-bocas eram constantes, colocava em risco a vida de ambos e da banda, pois por incontáveis vezes, Georg ameaçou largar tudo e seguir seu rumo sozinho. O que lhe impedia era os suplicantes pedidos de Bill e as terapias à la Gustav Schäfer. Para o bem de todos, tudo retornou a paz quando Tom sentiu na pele como era ser traído e fora logo lamentar-se com o Georg, que o acolheu como irmão mais velho.
Agora, tudo isso eram águas passadas. Os dois voltaram a caçoar um com o outro e Tom espalhar aos quatro ventos seu amor incondicional ao baixista. Causava estranhamento às pessoas vindas de fora, como Patrícia, que chegou a desconfiar da sexualidade de seu noivo, mas depois lhe rendera ótimas risadas.
- Eu pensei seriamente que o Bill fosse o primeiro a noivar – Tom comentou e apontou para o irmão, do outro lado da sala, abraçado a sua namorada. Bebericou um pouco mais do champagne e voltou a falar: - Não você, Listing. Você seria o último pra mim.
- Ainda tinha esperanças que eu ia ceder aos seus encantos, amor? – Georg inclinou sua cabeça e a encostou sobre o ombro do guitarrista, piscando seus olhos rapidamente. Tom afastou-se com cara de nojo. – Você continua sendo meu amante favorito, Kaulitz.
- Georg! – Patrícia lhe repreendeu, batendo no joelho do noivo. Os dois entreolharam-se e riram da indignação da moça.
O baixista reclinou-se sobre ela e a puxou para um beijo arrebatador, causando constrangimento em Tom, que logo se retirou, indo em direção à cozinha. Já lá, aproveitou para olhar as mensagens recém-chegadas em seu celular. Três. Todas de Julia. Ela havia chegado à Alemanha, depois de tantos anos.
Desde aquele fatídico dia, Tom a achara aos prantos, encolhida num banco na Praça das Borboletas. Acolheu-a em seus braços e tomou a atitude mais sensata para si e para ela, naquele momento. Levou-a para seu apartamento e cuidou de Julia como um bebê. Era o mais errado da história, por ter seduzido a namorada de Georg, mas não podia lhe virar as costas e a esquecer. Ainda mais quando Julia revelou que estava esperando um filho do baixista e demorara a perceber devido a sua saúde debilitada.
Sorriu pelo fato de poder, finalmente, conhecer seu afilhado; seu filho para Georg. Este era o segredo deles. Somente Bill sabia, mas ninguém. Prometera isso a Julia e estava cumprindo até agora. Cabia a ela, apenas ela, a contar para o pai do pequeno Matthew a verdade, e dependia do próprio aceitar reconhecer a paternidade ou não. Caso Georg recusasse, assumiria o posto de pai sem pestanejar.
- Ela ligou? – assustou-se com a voz de seu irmão invadir a cozinha e tratou de guardar seu celular no bolso da calça.
Assentiu afirmativamente.
- Marquei de nos encontrar no estúdio. Ela quer contar tudo ao Georg – falou num tom esmagado e sentido. No fundo, queria que tudo continuasse na mesma. Estava tão bom para ele.
- Você sabia que este dia iria chegar, mano. O Matthew vai continuar te achando o pai mais idiota do mundo – Bill cutucou a costela do gêmeo, fazendo-lhe contorceu e rir.
Ele tinha razão. Não havia motivos para se preocupar.


Julia sentia seu estômago dar cambalhotas. Seu corpo todo suava frio e suas mãos tremiam mesmo segurando fortemente o volante do potente R8 – emprestado por Tom, que fique bem claro. Olhava para seu filho em toda a oportunidade que o trânsito lhe dava e, em sua cabeça, repassava todo o discurso que ensaiara o dia anterior inteiro. Matthew a olhava desconfiado e por vezes, ria de alguma careta espontânea que fazia.
Pela enésima vez, adentrou aquele portão de ferro e passou pelo forte esquema de segurança, ouvindo alguns protestos das fãs que estavam ali fazendo plantão. Sorriu debochadamente e acelerou mais um pouco, ouvindo as minúsculas pedrinhas chocarem-se a parte interna onde ficavam as suspensões. Tom a mataria por isso. Não podia ter nenhum arranhão no bebê dele.
- Tio Tom vai ficar furioso com a senhora, mãe – Matthew relembrou.
- Nem queira saber para onde eu vou mandá-lo se falar alguma coisa – retrucou. Seu filho limitou-se a rir escandalosamente e bater palmas, para depois arrumar o cabelo que caíra em seu rosto. Meu Deus, tão Georg.
- Não se preocupe. Eu irei defendê-la das garras daquele tirano!
- E você anda vendo muito desenho animado, Matt. O que eu falei sobre isso? – indagou.
- Tudo menos os meus desenhos! – gritou e logo soltou o cinto de segurança, saltando do carro antes mesmo que Julia o estacionasse corretamente na vaga.
Riu. Não podia repreendê-lo, era uma criança.
Pegou sua bolsa e verificou se todas as provas necessárias estavam ali. Não queria pode Georg contra uma parede e obrigá-lo a assumir a paternidade, só não queria que ele ainda duvidasse de sua palavra.
Saiu do carro, batendo a porta com demasiada força, e colocou a bolsa sobre o ombro. Não se preocupou em ativar o alarme; não era necessário ali. Caminhou para a única porta de vidro escuro e entrou, tentando fazer o menor barulho possível, mesmo que Matt já estivesse entrado correndo e gritando por Tom.
Aqueles corredores cheio de quadros lhe traziam lembranças esmagadoras. Fora um daquelas portas que consumara um dos seus maiores pecados, traindo de corpo e alma, Georg. Sentiu pesadas lágrimas formarem-se. Respirou fundo. Fraquejar era proibido, tinha que ser forte. Aparentar ser...
Abriu a única porta daquele andar e viu todos os meninos brincado com Matt. Até Jost estava no meio. O que mais chamou mais a atenção foi a figura feminina acariciar o cabelo de seu filho. Quem era aquela... Mulher? Um ciúme tipicamente materno aflorou dentro de si e como um raio caindo sobre a terra, Julia retirou seu pequeno nos braços dela. Ainda bem que foram apenas os gêmeos que perceberam sua reação.
- Julia! – Georg exclamou estupefato. Não a esperava vê-la no estúdio.
- Olá, Ge. Precisamos conversar – avisou. A loira fulminou-a com o olhar. – A sós. Pode ser?
- Claro. Vamos para o escritório – ele levantou-se do sofá e beijou a mesma figura na testa.
- Bela noiva. Fico feliz por você – comentou secamente assim que fecharam a porta atrás de si.
- Vamos acabar com isso logo, Julia – olhou-a intensamente. – O que você quer de mim?


Estava feito. Julia pensou que fosse mais difícil, mas Georg reconheceu a paternidade logo de cara, sem fazer escândalos e lhe apontar o dedo acusando-a de golpe da barriga. Além disso, aproveitaram para por os pingos nos “I” e se acertar de uma vez. Sem mais nenhum segredo e com uma relação agradável entre ambos, visto que tinham um filho juntos e não queriam que Matthew crescesse no meio de tantas brigas.
Por falar nele, claro que o pequeno ficara feliz por ter um pai de verdade, não um emprestado. Ainda mais feliz quando leu sua nova certidão de nascimento, gritando sonoramente Listing ao terminar. Georg o abraçou fortemente e saiu exibindo sua cópia mirim para toda a família e amigos. Ele estava claramente extasiado e nervoso por ser pai.
Quem não gostou muito da história foi Patrícia. Tanto que a loira desmanchou o noivado e voltou para a Itália, seu país natal, com um velho milionário.
- Esta queria dar o golpe – Tom encerrou a conversa sabiamente.
- Ela ficou com inveja da mamãe, tio. Sabe, uma loira não pode com uma ruiva – explicou não tão inocentemente, Matthew. Então, saiu correndo para não levar bronca que viria da mãe.
- KAULITZ! – gritou Julia, largando os pratos ensaboados em cima da pia, e foi até Tom, estapeando-o onde alcançava. – Eu vou te matar, seu filho da p...
Tom a segurou pelos dois pulsos e sorriu maliciosamente:
- Vai negar? As ruivas são sempre mais fogosas quer as outras mulheres.
- Você continua o mesmo puto de sempre, Kaulitz – Julia se debatia para soltar-se, em vão.
- O puto que você morre de saudades... – ela arregalou seus olhos ao máximo. – Ou é mentira o que eu ouvi ontem?
A ruiva sentiu suas bochechas afoguearem. Deveria ter entrado a porta e ter sido mais escandalosa. Não estava em casa...
- Não é mentira e é muito feio ficar espionando os outros quando estão num momento íntimo.
- Eu sei que não é uma coisa que se faça, mas é um desperdício ver e ouvir uma mulher como você se tocando quando eu estou no quarto ao lado.
Parede contra suas costas. Sem saída. Arrepiou-se ao sentir o corpo de Tom pressionar-se contra o seu.
- Que tal nós revivermos nossas aventuras? – sussurrou ao pé do ouvido dela e mordeu o lóbulo fracamente.
A resposta sempre seria sim. Afinal, nem toda a história precisa ter um final trágico.



Fim. *^^*
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MensagemAssunto: Re: What goes around... Comes around   Dom Fev 27, 2011 10:50 pm

Citação :
- Ainda tinha esperanças que eu ia ceder aos seus encantos, amor? – Georg inclinou sua cabeça e a encostou sobre o ombro do guitarrista, piscando seus olhos rapidamente. Tom afastou-se com cara de nojo. – Você continua sendo meu amante favorito, Kaulitz.
É amor incontido Iana, é claro que é, amor que sempre me faz rir.
E que lindo do Georg não ter dado pití e ter assumido logo o Matt, que aliás, é uma graça *o* E quem diria que a volta da Julia traria um fardo a menos ao Georg? Afinal, ele evitou um casamento sem amor com a puta, digo Patrícia, é.
E que o final seja feliz para a ruiva e para o puto AHEUAHUAHEUAHEU
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MensagemAssunto: Re: What goes around... Comes around   Seg Fev 28, 2011 12:31 am

Janaah. escreveu:
Citação :
- Ainda tinha esperanças que eu ia ceder aos seus encantos, amor? – Georg inclinou sua cabeça e a encostou sobre o ombro do guitarrista, piscando seus olhos rapidamente. Tom afastou-se com cara de nojo. – Você continua sendo meu amante favorito, Kaulitz.
É amor incontido Iana, é claro que é, amor que sempre me faz rir.
E que lindo do Georg não ter dado pití e ter assumido logo o Matt, que aliás, é uma graça *o* E quem diria que a volta da Julia traria um fardo a menos ao Georg? Afinal, ele evitou um casamento sem amor com a puta, digo Patrícia, é.
E que o final seja feliz para a ruiva e para o puto AHEUAHUAHEUAHEU
pobre do meu nome, desperdiçado numa vadia GDIAYUSGDUIYSAFDUYASFD N

eu pude imaginar essa coisinha rosada e cabeluda, AWN *-*
adorei, principalmente que acabou tudo bem... eu imaginei que o Tom e Geo nunca mais voltariam a ser amigos e essas coisas... Fiquei muuito feliz de ver que a relação deles continuou a mesma :3
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MensagemAssunto: Re: What goes around... Comes around   Seg Fev 28, 2011 7:53 pm

Aeeeeeeee!!! \o/
Finalmente ela postou o epílogo!
Eu já estava morrendo de curiosidade
pra saber o que tinha acontecido com eles.
Eu adorei! Ri tanto na parte em que o Ge
finalmente declarou seu amor pelo Tom. kkkkk
Matt é tãããão fofinho! Own, cuti cuti! rsrs
Velhos hábitos nunca mudam né dona Julia e seu Tom?
Parabéns meeeeesmo pela história Darling, eu AMEI!!!
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MensagemAssunto: Re: What goes around... Comes around   Hoje à(s) 7:28 am

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