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 You Saved Me.

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MensagemAssunto: You Saved Me.   Seg Jan 17, 2011 6:33 pm



Classificação: Livre
Nº de capítulos: 1
Terminada ou não: sim.
Personagens: Só lendo para descobrir xD.

Teaser:


E se você encontrasse algo que nunca achou que existisse em meio de uma situação um tanto perigosa e delicada? Prosseguiria ou acharia que é só fruto da sua imaginação justamente porque você havia batido a cabeça há alguns momentos antes?

E se ela te fazesse sentir o que você nunca havia sentido antes, não porque não acreditava, mas sim porque nunca se deu a chance? Daria esta chance a você mesmo ou fugiria como um covarde com medo de se machucar?

Ela foi à única garota que conseguiu mexer com ele daquele jeito e o mais “engraçado” disso, foi que ela não precisou fazer absolutamente nada.

Se por um lado ele achava que seria menos “complicado” não sabia o que parecia para a linda garota que estava ali.

Para ela era só mais uma parte difícil de seu dia. Era seu trabalho e se orgulhava do que fazia.

Para ele era muito mais do que isso, afinal ela havia salvado sua vida, não só a sua vida, mas algo que ia muito além disso.


E então posto?

_____________________________________________
Bom eu finalmente tomei coragem de escrever uma one shot e fazer de tudo para que ela não vire fic, todas as one shots que eu tentei escrever até hoje viraram fics extensas então consegui fazer diferente desta vez. Portanto senão estiver boa ou alguma coisa, eu peço encarecidamente que me desculpem.
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Thaís V.
Ao extremo
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MensagemAssunto: Re: You Saved Me.   Seg Jan 17, 2011 6:36 pm

Já devia ter postado Wink
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MensagemAssunto: Re: You Saved Me.   Seg Jan 17, 2011 6:37 pm

Adorei a teaser, claro que posta liebe, demorou (:
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MensagemAssunto: Re: You Saved Me.   Seg Jan 17, 2011 6:37 pm

Posta, adorei a teaser Wink
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Allyria

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MensagemAssunto: Re: You Saved Me.   Seg Jan 17, 2011 8:36 pm

Já era para estar aqui.
Poste logo Ally, essas suas sinopses são um tanto intrigantes.
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+Raven+

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MensagemAssunto: Re: You Saved Me.   Seg Jan 17, 2011 8:38 pm

Lady Dark escreveu:
Já era para estar aqui.
Poste logo Ally, essas suas sinopses são um tanto intrigantes.

+1
Criatura enrolada você.
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Liz Kitsune

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MensagemAssunto: Re: You Saved Me.   Seg Jan 17, 2011 8:50 pm

Aleluia Ally, até que enfim uma one-shot sua.
Já devia ter postado mesmo.
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Roberta Allura

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MensagemAssunto: Re: You Saved Me.   Seg Jan 17, 2011 9:02 pm

Liz Kitsune escreveu:
Aleluia Ally, até que enfim uma one-shot sua.
Já devia ter postado mesmo.

Isso ae, posta logo Ally.
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Yuky

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MensagemAssunto: Re: You Saved Me.   Ter Jan 18, 2011 12:03 am

Roberta Allura escreveu:
Liz Kitsune escreveu:
Aleluia Ally, até que enfim uma one-shot sua.
Já devia ter postado mesmo.

Isso ae, posta logo Ally.
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MensagemAssunto: Re: You Saved Me.   Ter Jan 18, 2011 12:12 am

CadÊ...........

Posta logo to anciosa....
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MensagemAssunto: Re: You Saved Me.   Ter Jan 18, 2011 4:14 pm

Posta logo criatura ^^
não me mate de curiosidade.
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MensagemAssunto: Re: You Saved Me.   Ter Jan 18, 2011 4:31 pm

Awn liebe, não me mata de curiosidade e posta logo (:
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MensagemAssunto: Re: You Saved Me.   Ter Jan 18, 2011 8:28 pm

Hello everybody!!!
Bom essa é minha primeira one então por favor relevem tá xD.
Como ela ficou enorme e ia ficar muito cansativo de se ler, eu a dividi em duas partes.
E aqui fica a primeira parte.
Boa tortura leitura.




You Saved Me

Part - 1


As luzes estavam apagadas, não havia platéia para me ver esta noite.
Meu pesadelo agora tinha cor e forma e atendia por abandono.
Uma luz cega-me parcialmente. Ao me virar lá estava você.
O mundo pode girar quantas vezes ele quiser desde que você fique comigo, nada mais importa.
Meu mundo agora só gira por você.


Já era tarde da noite daquela sexta-feira chuvosa quando tudo aconteceu.

As nuvens haviam se escondido, as estrelas haviam perdido o brilho e a lua se recusou a dar o ar da graça. O céu estava fosco e tingido de negro.

Lembro-me vagamente dos momentos que antecederam o qual eu vivo agora.

Nós estávamos rindo, brincando e dançando em meio aos móveis existentes em nosso tour bus. Estávamos muito contentes por mais um show bem sucedido no Brasil e indo rumo ao próximo que provavelmente seria inesquecível, tanto para nós quanto para nossos fãs.

Não era para nosso ônibus estar aqui, isso só aconteceu por razões maiores. O caos aéreo seguido de uma greve sem data para terminar implicou nessa decisão. Não tínhamos como ir a não ser desse jeito, se fossemos de carro ia ser muito cansativo e nós não iríamos deixar nossos fãs na mão, visto que eles nunca nos deixaram.

Desde que havíamos chegado a este país, fomos advertidos do quão lindo era Salvador e de quantos fãs existiam naquela cidade. Bill de imediato foi o primeiro a querer colocar uma data naquele lugar a fim de fechar a tour com chave de ouro. Aliás, a tour de um jeito ou de outro seria fechada com chave de ouro, afinal estamos no país das mais lindas mulheres. A Bahia seria nossa ultima parada antes de irmos embora de volta para o caos de L.A.

Nós estávamos tão eufóricos por aquele show, por conhecer lugares diferentes, por novamente andar sem paparazzis a nossa volta, por poder respirar sem se sentir sufocado, que não percebemos o quanto o ônibus estava tremendo e em que direção ele estava indo.

Quando nos demos conta tudo aconteceu rápido demais. As luzes. Os vidros quebrando sobre nós. Eu batendo a cabeça em diversos lugares enquanto nós caiamos. As coisas rolando ladeira abaixo conosco. O impacto ao chegar ao chão. O choque que tive quando senti meu corpo se chocar na terra molhada enquanto algo pesado caia sobre mim. O estrondo de algo rachando. A escuridão que nos cobriu lá embaixo. Minha visão ficou turva e eu não enxergava um palmo à frente do nariz. Meus pés não mexiam. Minha cabeça estava latejando. Eu não via nada e de momento eu não sentia mais nada.

Logo após a queda, o lugar foi tomado pelo cheiro de sangue e gasolina que adentrava nossos narizes e fazia os olhos arderem de tão forte. Os movimentos bruscos começaram a ser feitos, mas não era necessariamente para sabermos se estávamos bem, na verdade nós só queríamos sair dali antes que explodisse. O que cedo ou tarde aconteceria.

Foi ai que eu percebi o quão imóvel eu estava, alias só notei isso pelo excesso de movimento sobre mim. Eu era o ultimo da pirâmide. Sim nós caímos uns em cimas dos outros. Era eu que estava deitado sobre os cacos de vidro e havia amortecido o impacto de todos os outros. A cada mexida feita por eles, meu corpo doía. Eu não tinha certeza do quão alto nós caímos, nem como isso aconteceu, apenas sabia que ainda estava vivo. Por quanto tempo eu continuaria assim eu não sei ao certo. Em meio ao silencio perturbador que havia se formado, só eram ouvidos o barulho de alguns caminhões passando na rodovia. Em meio a ruídos estranhos e coisas se partindo, resolvemos quebrar o silêncio antes que ele nos quebrasse, de preocupação e medo.

Georg agora gritava desesperado de dor enquanto tentava puxar algo para ele, não sabia o que era, pois não conseguia distinguir o formato, a pouca luz existente não era o bastante para ver o objeto, apenas o estridente barulho de algo se arrastando era ouvido por nós. A escuridão nos tomou de uma forma que não conseguíamos mais ver uns aos outros nem mesmo estando de branco, como alguns de nós estávamos. Aquele pequeno flash de luz existente há alguns segundos atrás se extinguiu.

-Georg você está bem? -Perguntou Gustav rouco enquanto se remexia.

-Não, não estou! Eu devo ter quebrado alguma coisa. Não estou conseguindo me mexer. –lamentava ele enquanto se eram ouvidos mais suspiros e gemidos. Ora contidos, ora extravasados.

-Georg onde você está? –Perguntou Bill tentando tatear o escuro.

-Estou em cima de você. – Concluiu ele rindo em sinal de nervoso.

Enquanto pegávamos detalhes uns com os outros de como viemos parar aqui e como cada um estava se sentindo, acabamos por dar falta de alguém. Nosso motorista. Ele não emite nenhum som, nada. Apenas é ouvido o silencio na cabine onde ele fica. Teria morrido? Ou só ficado inconsciente? Chamamos por ele e não obtivemos nenhuma resposta.

-Nós não deveríamos ter deixado Nathalie e o restante da staff ir na frente. – lamentou Georg. – Éramos para estar todos juntos.

-Ou seja, aqui em baixo. - Rebateu Gustav. - No meio dos destroços do tour bus, sem chance de socorro ou perspectiva de ao menos uma boa alma nos ver aqui. Largados na escuridão, caídos no meio nada e a mercê de tudo. Já viram o breu que tá aqui dentro?

-è isso aí, é preferível eles longe, mais pelo menos bem. Ao contrário de nós agora. – Concordou Bill. – Será que a ajuda vai demorar a chegar?

-Não sei e nem quero pensar nisso. – Disse a eles enquanto tentava inutilmente me mover. Droga! Porque meu corpo não me obedece? O que tem de errado comigo?

Os lamurios ecoavam em todo o espaço. Doía demais. Estava insuportável ficar ali e eu estava completamente paralisado. A dor e o peso sobre mim haviam me anestesiado. Meus batimentos cardíacos estavam visivelmente acelerados, eu suava frio e minha respiração estava irregular e descompassada. Quando se está à beira da morte o filme da sua vida passa na sua cabeça, o imbecil que disse isso mentiu. O único filme que está passando na minha cabeça agora é o do resgate aqui, nos retirando e indo para o hospital e como encerramento desse “acidente” nós estaríamos continuando a tour e rindo desse episodio quase que trágico, mais que rendeu algo de bom a todos nós. Era isso que eu mais almejava, era esse fio de esperança que havia se instalado em meu peito no instante da queda e que agora encarando os fatos estava se esvaindo. Eu já estava quase convicto de que seria difícil nossa situação mudar.

O vento gelado que corria a noite, agora atravessava o vão das janelas e vinha em nossa direção, deixando-nos instáveis. Mesmo estando presos entre as laterais do ônibus e em cima um do outro, isso não era o suficiente para nos esquentar e escapar do frio, não mais.

O tour bus rangia da mesma forma que nossos dentes. Estávamos com frio, machucados e sem perspectiva de socorro. No momento em que caímos, não havia ninguém na pista. Nem policia, nem loja de conveniência, nem posto de gasolina. Absolutamente nada. A estrada era um total vazio, só havia asfalto e mato de ambos os lados. Era apenas isso que nos acompanhava.

O medo nos dominava enquanto nós tentávamos nos lembrar de quando nossa avó nos ensinou a rezar. Talvez seja essa nossa única possibilidade de sobreviver. Rezar. Implorar por nossas vidas. E talvez isso nos leve e lugar nenhum.

O esforço era válido e incondicionalmente doloroso. Talvez não tanto para eles como era para mim, já que eu estava começando a respirar com dificuldade.Havia diversos cacos de vidro cravados em minha carne, e cada vez que eles se mexiam os cacos abaixo de mim se aprofundavam mais. Minhas costas sangravam, eu sentia meu sangue se esvair de meu corpo e indo em direção a poça de água que agora estava ficando vermelha. Aos poucos eu tinha certeza que eu estava esgotando.

O vento aumentara da mesma forma que nossos gemidos, que eram divididos entre dor e frio.

Para um país tropical a madrugada era tão fria quanto um outono na Alemanha. Em meio ao intenso frio e as dores que eu tinha em todo meu corpo, acabei apagando. Durante alguns minutos entre o consciente e o inconsciente eu ouvia Bill e Georg me gritar desesperados, mas não tinha forças o suficiente para responder. Meus olhos se fecharam involuntariamente, minha cabeça foi coberta por uma nevoa e eu acabei me desligando do mundo.

O tempo foi passando e meu estado inconsciente foi indo embora trazendo de volta a dor para ficar comigo. Bruscamente levantei a cabeça e senti tudo girar. Ainda de olhos fechados eu me recusava a ver a cena em que me encontrava, talvez por ter medo do que eu iria ver. Os fracos raios de sol atingiam-me em cheio, fazendo minha visão ficar parcialmente embaçada. Aos poucos as coisas foram tomando forma e eu pude ver com clareza. Não havia mais nenhum deles no ônibus, eu havia ficado sozinho.

Com muito esforço arrastei-me sobre os cacos de vidro do teto já que agora ele era o meu chão e cheguei próximo a uma das janelas, notei que estávamos em um penhasco e que se eu continuasse me movendo eu iria cair sozinho ribanceira a baixo. Pude também constatar que no lugar onde eu estava antes, havia uma poça de sangue. Tentei levar uma de minhas mãos até as costas para tentar analisar o local e a profundidade dos cacos, mais elas simplesmente não me obedeceram. Alias meu corpo inteiro não estava me obedecendo mais. Sem forças para manter-me ajoelhado entre os destroços eu acabei por cair meio torto ao fundo do corredor. Algumas coisas me escoraram a cabeça, deixando-a erguida e escondida em meio a sombra que fazia lá trás.

Luzes piscando do alto do viaduto, sirenes e gritos era isso que eu escuta. Diversas vozes chamavam por mim, mas minhas forças estavam limitadas, eu não conseguia pronunciar um singelo estou bem, algo que qualquer um deles ia adorar ouvir. Bill sabia que eu oscilava entre a dor e o medo, ora consciente, ora inconsciente. Eu podia ouvir suas lágrimas e sua voz em minha mente, me chamando. Implorando para que eu lutasse por minha vida e não o abandonasse. Nunca. Se fosse para morrer que o fizéssemos juntos. Eu não sabia o que dizer a ele. Não sabia como eu estava. E sabia menos ainda uma maneira de me tirar dali.

Voltei minha atenção ao barulho que me rodeava, mas que não estava perto se as sirenes são de ambulâncias, porque o socorro que elas podem prestar a mim não vem de uma vez? Eles estão ali há tanto tempo.

Em meio a todo barulho vindo de cima, duas vozes se destacavam. Palavras eram gritadas em altos decibéis, como se quisessem que a colina inteira os ouvisse. Se nós tivéssemos em meio ao gelo da Alemanha, provavelmente isso já teria virando uma avalanche. As vozes eram alteradas e as palavras ditas por eles eram incompreendidas por mim. È isso que dá não querer aprender o básico de português, ironizou meu eu interior, bela hora escolhida por ele para fazer isso.

-o que você acha que está fazendo aqui? – Dizia um cara visivelmente irritado com a presença de alguém.

-Não vou deixar que façam isso. – Esbravejou uma mulher. – Ele tem chance de ser salvo. Vocês são todos covardes.

-Se vocês não salva-lo.... eu vou até lá. –Gritou Bill mais alto. Bill? O que ele acha que está fazendo? Como assim não me salvar? Para Bill somente gritar em vez de vir me abraçar e ficar comigo era justamente por estar impossibilitado de andar ou muito machucado. Se bem que nem desse jeito isso o intimidou ou o fez ficar longe de mim.

-Acalme-se por favor. – Em resposta a meu irmão a voz feminina pronunciou-se em alemão na tentativa de tranqüilizá-lo. – Eu vou fazer o impossível para trazê-lo de volta. – Prometeu ela.

-Se você descer até lá e tentar tira-lo, o ônibus irá cair com os dois. – gritou o estressadinho. - Não há nada para fazermos por ele. – Essa parte eu compreendi, apenas por que ele tentou falar alemão num sotaque próximo ao nosso. Eu morreria se alguém tentasse me salvar e morreria da mesma forma se não tentassem? Eu devo ter entendido errado. Não pode ser.

-Cala a boca Mike. – Ordenou ela. – Eu vou correr o risco mesmo assim. Você é um covarde que está na profissão errada.

Essas pareciam ter sido as últimas palavras dela antes de ir para algum lugar, logo após isso o silêncio reinou. Não ouvia nem a voz do cara exaltado, nem a linda voz feminina que gritava com ele e consolava meu irmão. As sirenes se distanciaram e eu fiquei sozinho, talvez para a morte. O desespero e o abandono surgiram para me fazer companhia enquanto eu olhava vidrado para o vão da janela. A agonia já se apossava de mim enquanto eu me preparava apenas para o pior.

Minha cabeça voltou a latejar e eu a pendi para trás sem se importar com mais nada, chocando-a com alguma coisa dura. Deve ser uma das cadeiras que estavam espalhadas por ai, ainda assim não doeu mais do que estava doendo.

O leve chacoalhar do mato lá fora era ouvido por mim. Passos se aproximavam rapidamente até o lugar em que eu me encontrava. Eu não conseguia mais distinguir as coisas com clareza, acho que a pancada que eu causei deve ter feito o efeito contrario. Realmente quem disse que uma dor cura a outra estava certo, só esqueceu de avisar que o efeito durava pouco. Minha visão havia ficado turva e sem cor. Mediante a isso eu apenas fechei meus olhos. E por um momento passei a sentir mais do que queria, inclusive a agonia de se estar quase morto.

-Olá? – A voz daquela garota que instantes atrás estava discutindo com um cara se dirigia a mim com total leveza e segurança. – Você pode me ouvir? - gritou ela lá de fora enquanto se aproximava.

-Estou bem. – Minha voz saiu fina e quase inaudível, meu único esforço foi em vão. Com certeza ela não ouviu. Meus olhos foram invadidos por lágrimas involuntárias e a impotência havia batido a minha porta. Com muito esforço fiz uma de minhas mãos ir até meu rosto usando os punhos de meu casaco para secar as lagrimas derramadas por mim.. Abri meus olhos de uma só vez, não tive muitos problemas em adaptá-los a claridade já que a mesma era nula naquele lugar. Olhei para o vão da janela e notei que o tempo havia escurecido de novo, seria muito tarde?

-Ai está você! –Disse ela abaixada no vão da janela em que eu olhava vidrado. Forcei minha visão e consegui enxergá-la melhor. Tinha um rosto lindo parecia um anjo, olhos cor de chocolate assim como os meus e seus cabelos estavam presos em um coque não consegui ver a cor deles. – Agora entendi por que eles ficaram com medo. – disse ela colocando uma bolsa azul dentro do vão e empurrando em minha direção, após isso ela se agachou e se arrastou até onde eu estava. – Está tudo bem, eu vou cuidar de você, não se preocupe. – disse ela sorrindo para mim enquanto colocava suas luvas. Aquela feição, aqueles olhos, os lábios, tudo nela me lembravam algo que eu já havia visto há muito tempo. Mas o que eu estou falando? Que droga! Será que o efeito da batida que eu causei ainda está pairando sobre mim? Essa é a única explicação plausível, eu bati a cabeça e agora estou pensando bobagem. Vendo coisas aonde não existem. Concentre-se Tom, você precisa manter a calma e ajudar a para-médica a te salvar. Concentre-se nisso e pare de olhar para beleza dela e o jeito familiar que você vê nela. Ela não tem nada de familiar.

Assim que ela tocou em meu rosto para examinar meus olhos, uma onda magnética invadiu-me por dentro e correu por todo o meu corpo. Mas por que isso? O que isso queria dizer? Porque eu estava me sentindo dessa forma por uma mera desconhecida? Passei a observá-la enquanto ela de forma gentil tirava os cacos de vidro cravados em meu braço direito e reforçava alguns curativos que estavam encharcados de sangue. Felizmente eu não estava esgotando como pensei.

O leve sorriso que ela mantinha grudado ao rosto, à forma meiga e preocupada que ela olhava para mim, me deram a maior sensação de conforto e segurança que já foram capazes de me passar em uma situação difícil.

De alguma forma interiormente eu sabia que mesmo nessa perigosa e delicada situação eu estava nas mãos de um anjo e que ela cuidaria muito bem de mim.

-Você está superficialmente ferido nos braços e no pescoço, alguns cortes na testa e no couro cabeludo. –Fiquei surpreso com sua breve descrição não conseguia acreditar que havia machucados em meu couro cabeludo e no pescoço, eu não sentia nada nessas regiões , mas também sabia que não era só isso. -Como você se chama? – Perguntou ela enquanto fazia mais curativo em meu braço esquerdo. Pensei em fazer a mesma pergunta para ela, mas para que saber o nome dela sendo que depois ela nem ao menos se lembrara de mim? Apenas limitei a respondê-la.

-Tom. – respondi forçando minha voz. – Fale a verdade para mim: minha situação é muito complicada? Nós podemos cair? - Senti meu coração querer sair pela boca quando pronunciei cair. Eu havia ouvido a conversa toda, mas queria ouvir dela com detalhes se possível e que de preferência que ela não mentisse dizendo que dava conta da situação e que tudo ia ficar bem. Eu já perdi a conta das vezes em que vi isso e já conhecia o final tão bem quanto o da bola de boliche em um jogo.

-Tom, não vou mentir para você. Nós podemos cair a qualquer minuto. Nossa perspectiva é instável e muito pequena. Qualquer falha que eu tiver, qualquer movimento brusco que você fizer pode nos desestruturar e cairmos à ribanceira e sobre sua situação eu ainda não sei muito bem, visivelmente você está bem, mas só exames vão ser capazes de nos responder isso. – ela simplesmente jogou a bomba na minha mão. Não era um devaneio meu, era verdade.

-Então esse por enquanto é o nosso único problema? Bom isso se nós conseguirmos sair daqui! – Conclui receoso, vi seu rosto contrair e ela me encarar de uma forma diferente, como se tivesse pena de mim, ou algo parecido com isso. Não consigo arranjar uma palavra que descreva-a agora.

-Na verdade não, nós temos outro problema que pode nos afetar muito e não seja tão negativo. NÓS VAMOS SAIR DAQUI. – Disse ela segura e convicta fazendo brotar um tímido sorriso em meus lábios.

-Que outro problema nós temos? O que nos impossibilita? - Que outra coisa poderia interferir? Eu realmente não entendo do que ela está falando.

-A chuva. Olhe lá fora já está chovendo. – Disse ela apontando para o vão da janela enquanto colocava esparadrapo em um de meus dedos que havia sido cortado na lataria do tour bus. -Esta é uma área critica que costuma desabar quando as chuvas são intensas e geralmente causa avalanche de lama. Para muitos isso é natural vendo pelo ponto que estamos em região de planícies, mas para nós são pontos a menos no seu regaste. Portanto agora o cuidado agora é redobrado. – Olhei para o vão e constatei que estava mesmo chovendo muito forte. A lama já invadia a parte interna do ônibus e minhas roupas estavam ficando molhadas e sujas, estavam se prendendo ao meu corpo. Meus ferimentos ardiam e a minha perspectiva de ser salvo estava indo embora. Junto com a água.

-Você tem chance de se salvar, anjo. – Falei tocando seu rosto com minha mão que agora estava enfaixada. - Vá e me largue aqui. Não vou te levar comigo.

Continua.....


Última edição por Ally Kaulitz em Qui Jan 20, 2011 8:10 pm, editado 2 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: You Saved Me.   Ter Jan 18, 2011 8:30 pm

Awn Ally que perfeito.
Estou muito curiosa pra ver o que vai acontecer.
Tomara que eles se salvem.
Continua rápido Ally, to muito curiosa yaya
Amei.
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MensagemAssunto: Re: You Saved Me.   Ter Jan 18, 2011 8:44 pm

Ai que lindo!!!!!
Tadinho do Tom, não mata ele Ally.
Tomara que eles saiam dessa.
Ela vai salva-lo ou vai deixa-lo?
Como estão os outros?
Continua Ally, você é mestra para fazer perguntas surgirem em nossas mentes.
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Liz Kitsune

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MensagemAssunto: Re: You Saved Me.   Qua Jan 19, 2011 12:21 am

+Raven+ escreveu:
Ai que lindo!!!!!
Tadinho do Tom, não mata ele Ally.
Tomara que eles saiam dessa.
Ela vai salva-lo ou vai deixa-lo?
Como estão os outros?
Continua Ally, você é mestra para fazer perguntas surgirem em nossas mentes.

+1.
a Ally ama ver agente confuso e implorando por mais.
Continua urgente bitte.
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nubia kaulitz
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MensagemAssunto: Re: You Saved Me.   Qua Jan 19, 2011 6:34 am

ai termina eeu queroo
termina anda, tá muito bom
OMG
TERMINAAAAA
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Yuky

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MensagemAssunto: Re: You Saved Me.   Qua Jan 19, 2011 11:31 am

Ally como você faz isso?
Tadinho ods meninos.
Espero que o tom e a desconhecida não morram.
Continua logo.
Tá muito linda essa one.
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Roberta Allura

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MensagemAssunto: Re: You Saved Me.   Qua Jan 19, 2011 1:10 pm

Liz Kitsune escreveu:
+Raven+ escreveu:
Ai que lindo!!!!!
Tadinho do Tom, não mata ele Ally.
Tomara que eles saiam dessa.
Ela vai salva-lo ou vai deixa-lo?
Como estão os outros?
Continua Ally, você é mestra para fazer perguntas surgirem em nossas mentes.

+1.
a Ally ama ver agente confuso e implorando por mais.
Continua urgente bitte.

Tá muito linda essa one.
Tom meio apaixonado e querendo salavar a vida da desconhecida que mexeu com ele.
Continua Ally.
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Allyria

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MensagemAssunto: Re: You Saved Me.   Qui Jan 20, 2011 8:17 pm

Ally, Ally ,Ally o que eu faço com você garota? me fez borrar a maquiagem inteira.
Quando eu li a sinopse da priemira vez, achei que fosse ser algo como encontrar o amor de forma imprevista no meio da rua ou alguma coisa assim, mas você foi além da minha imaginação e superou minhas expectivas criando uma situação para lá de perigosa.
E agora ela vai atender o pedido dele ou vai morrer com ele? Porque eu duvido que ambos consigam se salvar.
ai Ally agora você enxeu a minha cabeça de perguntas. (que novidade você sempre faz isso mesmo)
Cara que dó do Tom e os demais como estão?
Continua isso logo.
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Liz Kitsune

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MensagemAssunto: Re: You Saved Me.   Qui Jan 20, 2011 8:41 pm

Cadê a outra parte que era para estar aqui?
Isso Dona Ally nos mate de curiosidade mesmo.
Por favor continua logo
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MensagemAssunto: Re: You Saved Me.   Sex Jan 21, 2011 12:02 am

Ally que perfeita essa one, isso que ainda tem mais!
Amei, ficou linda e muito bem descrita assim como suas fic's, não sei nem o que falar.
Espero que ela consiga salvar os dois,
continue logo please, preciso saber o que aconteceu *-*
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Yuky

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MensagemAssunto: Re: You Saved Me.   Sex Jan 21, 2011 5:22 pm

Liz Kitsune escreveu:
Cadê a outra parte que era para estar aqui?
Isso Dona Ally nos mate de curiosidade mesmo.
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MensagemAssunto: Re: You Saved Me.   Sex Jan 21, 2011 5:51 pm

Yuky escreveu:
Liz Kitsune escreveu:
Cadê a outra parte que era para estar aqui?
Isso Dona Ally nos mate de curiosidade mesmo.
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MensagemAssunto: Re: You Saved Me.   Sex Jan 21, 2011 6:21 pm

Karine Kaulitz escreveu:
Yuky escreveu:
Liz Kitsune escreveu:
Cadê a outra parte que era para estar aqui?
Isso Dona Ally nos mate de curiosidade mesmo.
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MensagemAssunto: Re: You Saved Me.   Hoje à(s) 4:49 pm

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