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 [One Shot] She Will Be Loved

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MensagemAssunto: Re: [One Shot] She Will Be Loved   Ter Fev 22, 2011 7:51 pm

O: oh my sweetie Godness O:
voc escreve muito bem., deveria dar aulas (y)
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Júlia G.
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MensagemAssunto: Re: [One Shot] She Will Be Loved   Ter Fev 22, 2011 8:43 pm

Óh, é tão bom ler esses comentários .qq
Bom, eu deixei esse mesmo recado na KF e vou deixa- lo aqui. Minha semana de provas vai começar, e como eu to no primeiro ano do ensino médio eu meio que não sei o que esperar. Então eu estou estudando como uma condenada pra conseguir me sair bem nesse primeiro período (':
Por isso vou ter que dar uma atrasadinha de uma semana, por aí. Mas eu estou adiantando os capítulos assim que eu encontro um tempo livre, e assim que minhas 47302432 provas acabarem eu atualizo aqui e na minha outra fic que eu amo .Q
Ok? Me esperem Very Happy
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kiinha kaulitz
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MensagemAssunto: Re: [One Shot] She Will Be Loved   Qui Fev 24, 2011 4:39 pm

OOOOOOOMG, essa one está sendo de tirar o ar.

CONTINUA assim que puder!!!!
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MensagemAssunto: Re: [One Shot] She Will Be Loved   Qui Fev 24, 2011 9:24 pm

Espero sim liebe, RIARIARIARIARIA mais trate de postar assim que der \o/
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Júlia G.
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MensagemAssunto: Re: [One Shot] She Will Be Loved   Seg Mar 07, 2011 12:20 am

Bom, antes de mais nada, desculpem- me pela demora. Espero realmente que vocês gostem do último capítulo. Opiniões sinceras, ok? (':
E quem quiser, que fique à vontade para escutar a música que dá nome a essa one enquanto lê. Ela é do Maroon 5, e o link encontra- se aqui.
Eu nem tenho mais o que falar, então... Enjoy Very Happy




Why?

III






Abrindo vagarosamente os olhos ainda doloridos e pesados, fui tomando lenta consciência de onde estava. Senti minhas pupilas dilatando- se enquanto eu fitava sem ver o teto do cômodo completamente escuro.
Esfregando os olhos com as mãos e sentando- me na cama onde estava deitado, afastei o lençol de meu corpo, sentindo- me completamente tomado pelo calor.
Suspirando e sorrindo debilmente, a primeira coisa que assaltou- me o pensamento quando já encontrava- me ligeiramente desperto, foi a maneira como Julia havia me prometido que tudo ficaria bem. Eu realmente acreditava em sua promessa.
Não queria mais sentir vontade de ceder à impotência e chorar quando ela rebatia todas as minhas acusações. Não queria mais voltar a sentir a dor rascante em minha garganta por ter gritado tanto com ela durante uma briga, enquanto estendia- lhe o dedo e acusava- a cheio de pesar.
Eu sabia que estava certo. Mas eu não queria mais ter razão. Eu estava completamente disposto a ceder, com a condição de que ela voltasse para mim com a promessa de que tudo daria certo. E havia sido exatamente o que acontecera naquela noite, quando Julia dissera a mim com todas as palavras que me amava.
Meus lábios abriram- se involuntários em um sorriso radiante que seria capaz até mesmo de iluminar a escuridão do quarto, quando me lembrei de suas palavras sussurradas ao meu ouvido horas antes.
Ansioso por sentir sua presença ao meu lado novamente, estendi minha mão para alcançar- lhe o delicado corpo nu.
Mas minha mão encontrou apenas o nada, produzindo um som oco ao apalpar desconcertantemente seu travesseiro vazio.
Ergui meu corpo, comprimindo os olhos e forçando minhas pupilas a dilatarem- se ainda mais em uma vã tentativa de conseguir enxergar o outro lado da nossa cama de casal. Tateando por completo o lugar onde Julia antes estivera deitada, constatei agora sério que ela simplesmente não estava mais lá.
Um nó começou a formar- se em minha garganta, e eu implorei mentalmente para que aquilo não estivesse começando a acontecer de novo.
Olhei, já consideravelmente nervoso, para o relógio digital que encontrava- se no criado mudo ao lado da parede. As enormes letras vermelhas indicavam três horas da manhã.
Suspirando e pondo- me de pé, explorei o chão do quarto à procura da boxer que havia atirado em um canto quando fazíamos amor. Estava tentando me manter calmo, dizendo a mim mesmo que Julia apenas deveria ter ido beber um copo de água ou algo parecido.
Meus dedos entrelaçaram- se à peça de roupa que eu procurava, e eu a vesti em poucos instantes. Minha boca estava seca, e eu definitivamente precisava de água também.
Sem ao menos acender a luz, ergui minhas mãos à frente do corpo, balançando- as e procurando a maçaneta da porta fechada.
Saí do quarto, e um fino feixe de luminosidade escapando pela porta aberta de um quarto com a luz acesa cegou- me momentaneamente. Colocando a mão espalmada à frente dos olhos e franzindo o cenho, esperei para continuar quando minha vista se adaptasse.
Porém, a secura em minha boca e a curiosidade de saber onde Julia estava acabaram por vencer minha paciência. Com os olhos semicerrados, prossegui corredor adentro.
Ao passar pela porta do quarto aberto, não pude evitar olhar de esguelha para a fresta à minha frente. O cômodo estava completamente vazio, e de relance pude ver os lençóis da cama em seu interior ligeiramente revirados. Erguendo uma sobrancelha, perguntei- me o que Gustav poderia estar fazendo fora de seu quarto à uma hora daquelas.
Abrindo a porta da cozinha, que estranhamente estava fechada, corri até o armário que localizava- se ao lado do pequeno almoxarifado. A pequena porta de madeira rangeu arrastadamente à medida que foi sendo aberta.
Sem ao menos dar- me ao trabalho de acender a luz, agarrei o primeiro copo que materializou- se à minha frente, e fui guiando- me pela claridade fornecida pelo luar através da grande janela sobre a pia.
Quando meus dedos tocaram- se à torneira, um barulho abafado fez- se ouvir por toda a extensão da cozinha.
Com meu corpo petrificado e os olhos arregalados, procurei não mover um centímetro sequer de meu corpo quando aquele som atingiu meus ouvidos novamente.
Som conhecido. Repetitivo e abafado que vinha acompanhado de ligeiros baques surdos. Som aquele que eu ouvia todas as noites durante os últimos meses de minha vida, quando Julia encontrava- se sob meu abdômen ofegante, acariciando- me a face e prometendo- me seu corpo e seu amor.
Apertando o copo perigosamente entre meus dedos e apurando os ouvidos, segui em estado de completo choque em direção ao barulho. A porta do banheiro de serviço ao lado dos armários estava entreaberta. E de lá, rastejando para encontrar cruelmente meus ouvidos, os gemidos de Julia rasgavam meus tímpanos.
Chegando mais perto e apoiando- me à parede, senti que meu coração esmigalharia- se em meu peito a qualquer momento quando ouvi outra voz intercalando- se com sua respiração resfolegante.
Um gemido prolongado e dolorosamente contido propagou- se no ambiente, acompanhado de pequenas súplicas.
- Oh... Oh, mais, Wolfgang. – Sua voz implorou. E logo em seguida, uma pancada surda.
Arrastando- me pela parede onde estava debilmente apoiado, cheguei perto o suficiente para olhar pela pequena fresta à minha frente.

As costas brancas e nuas de Julia estavam voltadas em minha direção. Ela arqueava a coluna e deixava que sua cabeça pendesse para trás, fazendo com que seus longos e ondulados cabelos castanhos se espalhassem por suas costas.
Gustav, em pé, a segurava em seu colo enquanto Julia mantinha suas pernas entrelaçadas à sua cintura. Com as mãos agarradas firmemente às suas voluptuosas nádegas, ele fazia com que seu corpo se chocasse contra seu quadril, penetrando- a sem pudor.
Julia, ao chocar- se novamente de maneira agressiva contra o corpo de Gustav, pressionou o rosto contra o seu pescoço e abafou uma risada escandalosa.
- Silêncio. – Gustav mal conseguiu dizer, enquanto apertava- lhe ambas as nádegas e resfolegava tal qual um cachorro.
- O seu medo é acordar o Kaulitz? Se ele acordar e ver, ao menos você poderá ensinar- lhe uma ou duas coisas. – Ela riu, e logo em seguida fez com que sua língua invadisse desconcertantemente a boca de Gustav. Acariciando seus cabelos, Julia não pode conter uma exclamação de prazer quando ele voltou a traze- la para si, penetrando- a contínuas vezes com violência.

Minha Julia. Dando a ele tudo o que horas antes havia sido meu. Dirigindo a ele as mesmas carícias e as mesmas exclamações de prazer que pertenciam apenas a mim. Encarando- o da mesma maneira que olhava para os meus olhos quando eu lhe dava o prazer que achava que seria suficiente para que ela pudesse me amar.
E agora, movendo- se à minha frente e sendo possuída por um homem com o qual eu fiz juras de confiança, ela debochava de mim. Ria da minha imagem com asco, e traía- me com o cara que vivera comigo por toda a minha vida miserável.

Uma dor excruciante tomou conta da palma de minha mão, e o barulho ensurdecedor dos estilhaços de vidro espalhando- se pelo piso foi o suficiente para que o meu choro agonizante fosse mais alto do que qualquer outra manifestação naquela cozinha.
Julia, ainda com as penas envoltas à cintura de Gustav, virou- se para a porta e seu olhar encontrou o meu. E pela primeira vez em toda a minha vida, eu vi o pânico em seus olhos, antes sempre banhados em cinismo.
Gustav encontrou- me logo em seguida com seus diminutos olhos negros. Sua boca escancarou- se de imediato, e suas mãos largaram imediatamente os quadris de Julia para irem lhe empurrar bruscamente os braços que envolviam- no pelo pescoço.
Desequilibrando- se, Julia caiu com um estrondo ao lado de suas roupas jogadas ao piso do banheiro. Recolhendo seu pijama junto ao corpo enquanto começava a soluçar deliberadamente, ela veio correndo em minha direção enquanto Gustav vestia- se apressadamente, encostado à parede.
- Tom, por favor, por favor, me perdoa! – Gritava ela enquanto vinha em desespero até mim, com os braços estendidos.
Quando seus dedos tocaram minha face, seus lábios ainda inchados pelos beijos que dera em Gustav procuraram os meus.
Erguendo a mão, acertei seu rosto com a maior força que pude, canalizando ali toda a repulsa que tomava conta de mim. Julia gritou ao sentir minha mão pesada contra sua face, e foi cair aos meus pés. Suas roupas foram espalhadas novamente pelo chão do banheiro. Um perfume forte e incômodo veio atingir minhas narinas. O mesmo cheiro que eu havia sentido quando Julia havia sentado- se sobre meu colo e convencido- me de que tudo ficaria certo.
O perfume de Gustav. Que eu havia sentido em toda a minha vida, e agora encontrava- se para sempre impregnado em seu corpo nojento.
Recompondo- se vagarosamente enquanto eu a observava com repulsa, ela voltou a erguer- se débil no piso gelado. Nua e humilhada ao chão do banheiro, ela retornou a recolher suas roupas, choramingando tão baixo que seus soluços tornaram- se quase inaudíveis.
Seu corpo desabou sob a minha sombra, e ela levou suas duas mãos ao meu tornozelo.
- Tom... Tom, por favor, me perdoa. Me perdoa.Eu te amo. – Ela soluçou violentamente, e deitou a cabeça sobre meus pés.
A sensação de suas lágrimas quentes e demasiadamente úmidas em minha pele fez com que eu tentasse me livrar de seu toque, desconfortável. Sacudindo bruscamente a perna, fiz com que ela me largasse e seu rosto fosse encontrar o chão novamente.
Passando sobre aquele corpo fracassado estendido ao chão, encaminhei- me até Gustav. A cada passo vacilante, meu coração doía, trespassado pela dor da traição.
Parei a centímetros de seu rosto assustado, que brilhava com o suor proveniente do ato cometido. O mesmo cheiro impregnado à pele de Julia agora dançava entre nós dois, ainda mais forte.
Ergui a mão, o ímpeto de bater em Gustav sendo contido severamente logo em seguida. Ele manteve os olhos colados aos nós de meus dedos, encostando- se à parede e temendo um possível soco.
Relutante, ele crispou os lábios, mantendo- os abertos por alguns segundos em uma fracassada tentativa de encontrar qualquer palavra que pudesse me acalmar.
- Tom, eu...
Quando sua voz asquerosa escapou de seus lábios também vermelhos e inchados, eu não consegui conter qualquer ímpeto de agredi- lo.
- CALA A BOCA! CALA A SUA BOCA! – Gritei, agarrando com as duas mãos a gola de sua blusa e empurrando- o contra a parede com a maior força que podia encontrar em meio à minha dor.
Ele ofegou ao sentir o choque de seu corpo contra a parede de concreto, e calou- se assustado no mesmo instante. Comprimiu os olhos e virou o rosto, com a respiração ainda dificultada e esperando por um soco que não viria. Não revidou, não tentou argumentar. Apenas aceitou.
Apertando ainda mais sua roupa entre meus dedos, o afastei de novo e voltei a empurra- lo contra a parede, dessa vez com ainda mais força. Eu o erguia tanto em minhas mãos que os pés de Gustav mal tocavam o chão.
Após perceber que eu não o agrediria ele abriu os olhos e voltou a me encarar, absolutamente derrotado pela vergonha.
Por um segundo, as únicas coisas que se ouviam naquele lugar eram nossas respirações resfolegantes, chocando- se uma contra o rosto do outro, e o gemido fino e abafado de Julia, ainda deitada e encolhida ao chão.
As lágrimas voltaram a me escorrer a face, e Gustav virou o rosto desconfortável ao vê- las.
Os músculos de meus braços já queimavam dolorosamente, reclamando pelo peso que estavam sendo obrigados a levantar. Meu maxilar latejava, resultado da força com que eu trincara meus dentes e minha mão sangrava, com a palma esquerda ferida pelo vidro que quebrara- se em minha carne.
Cedendo à dor incômoda, fui descendo Gustav lentamente, seus pés tocando progressivamente o chão à medida que suas costas deslizavam pela parede.
Quando voltamos a ficar frente a frente, não cheguei a largar- lhe a camiseta. Aproximando meu rosto ameaçadoramente do seu, fiz com que nossos lábios ficassem a centímetros de distância. Novamente aquele cheiro penetrou meus pulmões, fazendo com que o maior desejo de minha existência fosse espanca- lo até a morte.
Ele não recuou, mas abaixou os olhos incomodado com a proximidade repentina. Minha respiração cobria seu rosto enquanto ele evitava olhar em meus olhos, e meu coração parecia um punho, socando- me por detrás das costelas.
- Como você pode fazer isso comigo Gustav? Como? – Perguntei, fazendo com que minha voz se esganiçasse à pronúncia da última palavra.
Um soluço atravessou minha garganta, e eu larguei sua roupa. Apertara com tanta força o colarinho de sua camiseta que as marcas de meus dedos permaneceram ali, amassando por completo a peça. Gustav abriu os lábios e deixou que uma lufada de ar penetrasse em seus pulmões, aliviado. Levando a mão ao pescoço, ele ergueu os olhos para mim.
Enxugando com as costas das mãos a grossa lágrima que escorria em meu queixo, dei desolado as costas para ele e rumei para a porta. Julia estava sentada no chão, apertando suas roupas contra os seios e olhando para o vazio em uma espécie de estado vegetativo.
Ela encontrava- se em meu caminho, e não fiz questão de dar- me ao trabalho de desviar de seu corpo imundo. Esbarrando- me bruscamente em seu ombro direito, ouvi seu longo choro copioso começar a entender- se pela cozinha.
- Não Tom, você não vai... – Ela começou a dizer, mas logo interrompeu- se em um soluço agonizante.
- Tom, não me deixa. Por favor, não me abandona. – Ela começou a implorar, tentando em vão voltar a agarrar- me.
Atravessei a porta do banheiro de serviço sem ao menos conseguir enxergar o caminho à minha frente, desvencilhando- me completamente de suas mãos desesperadas.
Olhei para o espaço à minha volta. Aquele estúdio estava parecendo imensamente abafado, torturantemente claustrofóbico. Esfregando o rosto com as mãos, percebi que precisava sair dali naquele momento se não quisesse enlouquecer.

A chave da porta principal do estúdio escorregava asquerosamente entre meus trêmulos dedos encharcados de suor.
O movimento no interior da casa havia aumentado, e eu sabia pelo pequeno burburinho que chegava aos meus ouvidos que outras pessoas haviam acordado e agora deveriam estar procurando por mim.
Quando consegui angustiadamente abrir a porta, uma grossa gota de suor que escorria de minha testa desceu por minha face e pingou em minhas mãos. Uma voz exaltou- se ao fundo, e eu ouvi alguém chamando por mim. Jost.
Me deixem em paz.
Irrompi madrugada afora, trancando a porta do estúdio atrás de mim.
As imagens da noite giravam em torno da minha razão, tamanho o meu desnorteamento, e o frio de três graus era acolhedor. Meu corpo, coberto apenas por uma estúpida boxer preta, começou a tremer enlouquecidamente à medida que eu avançava pela rua deserta.
A sola de meus pés descalços cortava- se junto aos pontiagudos pedregulhos da calçada, e o sangue escorria de minha mão pela dolorosa ferida causada pelo vidro.
Mas tudo isso, absolutamente tudo o que era físico, agora tornava- se incomparável ao tamanho do abismo que estendia- se à minha frente.

Usado como um pequeno animal, durante todos os últimos dias de minha vida miserável. Objeto sexual. Ridicularizado pela mulher que me usara, e traído por meu estimado amigo.
Gustav. Meu amigo.

A estrada estava ligeiramente movimentada, e os carros passavam fazendo sibilar o ar próximo a mim. Uma vez ou outra alguém buzinava, rindo da pobre figura que possuía o homem de dreads em trajes íntimos vagando tal qual um drogado à beira da pista.
Meus pés cortados e anestesiados pelo frio guiaram- me para o perigoso meio da estrada, no exato momento em que meus olhos e ouvidos já não processavam a realidade que me cercava.
Uma luz torturante cegou- me de repente, e levando ambas as mãos aos olhos e sujando minha face com meu próprio sangue, cambaleei para qualquer direção na tentativa de fugir.
Mas meus pés não respondiam mais. Atrapalhando- me com minhas próprias pernas, caí no asfalto, sentindo a carne de minha coxa direita ser rasgada ao arrastar- se sobre a superfície áspera daquele chão.
Tentei apoiar- me com as mãos, mas estava desorientado a ponto de não saber onde coloca- las.
Um barulho desnorteante. Que soou perto demais. Alguém havia buzinado para mim.
Enxugando as lágrimas que escorriam livremente por meu rosto e que simplesmente cegavam- me a visão, ergui minhas mãos debilmente à frente do corpo. E senti pavor. Pela primeira vez em toda a minha vida.
Eu já não sabia mais o que estava acontecendo. Apenas queria correr dali e voltar para o estúdio.

Tive tempo de gritar o mais alto que meus pulmões já arranhados permitiram, antes do barulho angustiante da mesma buzina voltar a possuir meus ouvidos. Uma lufada inesperada de ar atingiu meu corpo, junto com uma claridade apavorante, e o barulho inconfundível de algo se partindo foi ouvido.
Meu corpo.

Apenas consegui desejar mais uma vez estar protegido sob o calor dos braços de meu irmão. E logo em seguida, não havia mais desnorteamento. Não havia mais a minha debilidade insignificante. Apenas a escuridão.






Última edição por Júlia G. em Qua Mar 09, 2011 6:25 pm, editado 1 vez(es)
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Janaína C.
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MensagemAssunto: Re: [One Shot] She Will Be Loved   Seg Mar 07, 2011 2:03 am

Tu tá brincando que isso acaba assim. Aqui. Sem epílogo algum. Tá brincando que às duas da manhã eu vejo que tu postou aqui e leio tudo até chegar a um Tom morto. Tudo, absolutamente tudo desse capítulo foi algo inexperado.
Eu disse que iria deixar a review-rasgação-de-seda pro final, mas como? Como Júlia, sendo que você sempre tira minhas palavras, por mais acostumada que eu esteja à tua escrita?
Que você escreve e narra tudo maravilhosamente bem? Bom, disso você já sabe, mesmo que insista em não acreditar, o que é um grande erro.
Só... Continue me fazendo feliz com a sua escrita :')
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MensagemAssunto: Re: [One Shot] She Will Be Loved   Seg Mar 07, 2011 2:41 am

Completamente sem palavras aqui,
Nossa, podia jurar que ele ia matar o Gustav e a Julia, mas esse final foi...nem sei o que dizer...fiquei sem palavras, #fato. (coitado do Tom) Razz
Só por favor continue escrevendo e avise ok,
Como você já sabe, você escreve muito bem Very Happy
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MensagemAssunto: Re: [One Shot] She Will Be Loved   Seg Mar 07, 2011 2:29 pm

ca cil da
Meu Deus, o que foi isso? Sem epílogo? Acaba aí? Comigo chorando desse jeito?
Você não pode fazer isso comigo Júlia Gouveia de Mattos Leme G-G Não pode, não pode *abraça os joelhos e fica balançando pra frente e pra trás*
Você é incrível. Só isso que eu tenho a dizer.
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MensagemAssunto: Re: [One Shot] She Will Be Loved   Seg Mar 07, 2011 5:50 pm

Adri escreveu:
Completamente sem palavras aqui,
Nossa, podia jurar que ele ia matar o Gustav e a Julia, mas esse final foi...nem sei o que dizer...fiquei sem palavras, #fato. (coitado do Tom) Razz
Só por favor continue escrevendo e avise ok,
Como você já sabe, você escreve muito bem Very Happy

Ah, mais essa Julia aí é uma cachorra u.ú.
Ai amiga, eu adorei a One, ficou perfeita, sua escrita também é perfeita :3
Ah, e não pare de escrever, nunca, nunca, nunca ouviu, para o seu próprio bem u.ú
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MensagemAssunto: Re: [One Shot] She Will Be Loved   Seg Mar 07, 2011 8:52 pm

eu estou de queixo caído Shocked simplesmente, não sei o que comentar. as palavras fugiram... eu esperava qualquer final, menos este! e, de novo, eu senti aquele famoso aperto no coração Jú ): e bem cachorra esta daí. trair o Tom com o Gustav, O GUSTAV!
enfim. nem preciso dizer que você consegue escrever muitíssimo né? pois então. tuas histórias ainda vão me fazer ter um treco antes da hora. acredite nisso
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MensagemAssunto: Re: [One Shot] She Will Be Loved   Seg Mar 07, 2011 9:41 pm

estou de boca aberta com esse final 'O'
como assim? o tom morre atropelado? mas, mas... *sem palavras*
Júlia...o cliente tem sempre a razão né? então, os leitores também, por isso eu exijo mais um capíltulo...por isso pode por essa sua cabecinha brilhante pra funcionar e começa a escrever humf. QQ
incrivel como sempre liebe, e super bem escrita também, parabéns!
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MensagemAssunto: Re: [One Shot] She Will Be Loved   Ter Mar 08, 2011 4:07 pm

Tipo,estou de queixo caido com este final.
Júlia do jeito que você escreve BEM,você ainda fará eu ter um treco.
Só tenho que dizer que tu tem que continua escrevendo.....e coitado do Tom!
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Patty Back
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MensagemAssunto: Re: [One Shot] She Will Be Loved   Qua Mar 09, 2011 6:00 pm

CARALHO JÃO!
é meio desconcertante imaginar o Gustav numa situação ~dessas~ UHAEUHA é só comigo isso? D:
sei lá, não consigo imaginá-lo nesses movimentos violentos, ai ai UHEIAHDKI ANQDHALSDHASI

Júlia G. escreveu:
Eu o erguia tanto em minhas mãos que os pés de Gustav mal tocavam o chão.
O Tom aguentou o Gustav? KGUASSLDFHSIALDJAPDIH ai desculpa, não aguentei :'D

brincadeiras à parte.... O TOM MORREU?! QUE BOSTA!
tipo, não era justo T.T ele sofreu a fanfic inteira pra morrer no fim! D:
apesar de que isso foi perfeito! Sabe, imaginem o remorso.... nossa, o tamanho do remorso que o Gus e a Julia não devem estar sentindo! AAAHHHH QUE DEMAIS *O*
eu adoro quando as pessoas más pagam LIKUHIKAGDSGDQ
mesmo que alguma alma boa tenha que ser sacrificada /hm
eles mereceram, e essa dor do arrependimento e da culpa vai segui-los para sempre *-*
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MensagemAssunto: Re: [One Shot] She Will Be Loved   Qui Jul 21, 2011 10:02 am

Patty Back escreveu:
CARALHO JÃO!
é meio desconcertante imaginar o Gustav numa situação ~dessas~ UHAEUHA é só comigo isso? D:
sei lá, não consigo imaginá-lo nesses movimentos violentos, ai ai UHEIAHDKI ANQDHALSDHASI

Júlia G. escreveu:
Eu o erguia tanto em minhas mãos que os pés de Gustav mal tocavam o chão.
O Tom aguentou o Gustav? KGUASSLDFHSIALDJAPDIH ai desculpa, não aguentei :'D

brincadeiras à parte.... O TOM MORREU?! QUE BOSTA!
tipo, não era justo T.T ele sofreu a fanfic inteira pra morrer no fim! D:
apesar de que isso foi perfeito! Sabe, imaginem o remorso.... nossa, o tamanho do remorso que o Gus e a Julia não devem estar sentindo! AAAHHHH QUE DEMAIS *O*
eu adoro quando as pessoas más pagam LIKUHIKAGDSGDQ
mesmo que alguma alma boa tenha que ser sacrificada /hm
eles mereceram, e essa dor do arrependimento e da culpa vai segui-los para sempre *-*

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