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  (Nem) Todo Mundo Odeia a Emily

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MensagemAssunto: Re: (Nem) Todo Mundo Odeia a Emily   Dom Set 25, 2011 4:26 pm

Que bom que voltou M. ^^

È sério para mim esse comportamente do Tom tem dois motivos:

1º ele é apaixonado pela Emily

2º morre de ciúmes pelo fato dela gostar do Bill e não dele, por isso a trata assim para que ela não perceba e por isso também criou essas regras de conquista que na verdade são uma verdadeira fria, é que para ele ter certeza de que ela não conseguira cumpri-las e por conseqüência Bill não se apaixonará por ela. Tadinha da Emy. Que susto que o Gustav teve quando ela pegou a barra inteira dele de chocolate e insinuou que não iria devolvê-la, ri muito imaginando essa cena.

Enfim, prossiga quando puder girl e assim como a Ilana eu também não te abandonei Very Happy
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MensagemAssunto: Re: (Nem) Todo Mundo Odeia a Emily   Dom Set 25, 2011 11:37 pm

Aaaaah que bom que voltou, que bom que voltou \oo/ Vou dançar junto com a Ilana ^^
Oh guria jamais vou abandonar essa fic, nem que eu tenha que vender meu fígado -Q
esquece... ;P Voltando para um coment. decente, vou ter de concordar com a Ally
essa mudança de humor do Tom tem que ter algum motivo, claro que ele nunca foi uma flor com ela mas tambem nunca foi esse grosso u.u
Ou ele gosta da Emily, OU ele tava no atraso -qq
hã... é vou ficar torcendo aqui pela Emily;
Prossiga mocinha ooo/
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MensagemAssunto: Re: (Nem) Todo Mundo Odeia a Emily   Ter Set 27, 2011 5:29 pm

Ally Kaulitz escreveu:
Que bom que voltou M. ^^

È sério para mim esse comportamente do Tom tem dois motivos:

1º ele é apaixonado pela Emily

2º morre de ciúmes pelo fato dela gostar do Bill e não dele, por isso a trata assim para que ela não perceba e por isso também criou essas regras de conquista que na verdade são uma verdadeira fria, é que para ele ter certeza de que ela não conseguira cumpri-las e por conseqüência Bill não se apaixonará por ela. Tadinha da Emy. Que susto que o Gustav teve quando ela pegou a barra inteira dele de chocolate e insinuou que não iria devolvê-la, ri muito imaginando essa cena.

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MensagemAssunto: Re: (Nem) Todo Mundo Odeia a Emily   Ter Set 27, 2011 8:51 pm

EEEEEEEEEEE \o/ A May tá de volta!!!!
Senti sua falta flor, mesmo!!!
Mas bem, falando do cap...
Também acho que o Tom sente algo pela Emy, desde o começo!
Só que ela não vê e ele luta contra isso!
Mas... Vamos ver o que acontece...
Continua, continua, please!!!
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Biaah *
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MensagemAssunto: Re: (Nem) Todo Mundo Odeia a Emily   Sex Set 30, 2011 10:14 pm

Ally Kaulitz escreveu:
Que bom que voltou M. ^^

È sério para mim esse comportamente do Tom tem dois motivos:

1º ele é apaixonado pela Emily

2º morre de ciúmes pelo fato dela gostar do Bill e não dele, por isso a trata assim para que ela não perceba e por isso também criou essas regras de conquista que na verdade são uma verdadeira fria, é que para ele ter certeza de que ela não conseguira cumpri-las e por conseqüência Bill não se apaixonará por ela. Tadinha da Emy. Que susto que o Gustav teve quando ela pegou a barra inteira dele de chocolate e insinuou que não iria devolvê-la, ri muito imaginando essa cena.

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MensagemAssunto: Re: (Nem) Todo Mundo Odeia a Emily   Dom Out 02, 2011 8:29 pm

Aaaaaaaah, eu quero maaaaais >.<
Gente, eu também acho que o Tom é apaixonado por ela hein.. sinto que coisas vão acontecer nessa viagem aí ontem meninos e meninas vão dormir no mesmo dormitório.
Enfim, posso demorar pra comentar, mas não vou abandonar *-*
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MensagemAssunto: Re: (Nem) Todo Mundo Odeia a Emily   Seg Out 03, 2011 9:29 pm

Tom se entregando, está gamadinho na Emy *o*
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MensagemAssunto: Re: (Nem) Todo Mundo Odeia a Emily   Sex Out 28, 2011 8:53 pm

Leia isso e tente não me matar.
._.
*foge*





Todo mundo odeia não ter tempo.


Não, isso não é um capítulo.

*recebe pedradas na testa*

Mas... E aí, galera? Como estão? *sorriso colgate*

Quero dizer que estou muito agradecida por um alguém ter me mandando MP, porque eu fiquei muito hiper-mega-power feliz.. E... E.... Me empolguei e esqueci o que estava dizendo. '-'

Enfim... Se você está lendo isso, obrigada. Significa que ainda se lembre de mim mesmo depois de séculos.

Bom, estou aqui pra justificar o meu sumiço, me desculpar infinitamente e contar uma coisa: infelizmente a fic entrará em hiatus, dará uma pausa, e só será retomada quando minhas férias chegarem. O motivo? A falta de tempo. Comecei a trabalhar e saio de casa às seis pra ir pra escola e só volto às dez. Faz um mês que estou tentando escrever um capítulo. *se mata*

E meu trabalho é uma bosta tão bostosa que quase nem fui liberada pra fazer o ENEM. Ó, vida cruel.

Que fique bem claro que não me esqueci e nem me esquecerei da fic e nem de vocês, queridos leitores do meu coração cheio de colesterol. Peço muita paciência pra esperar pelas minhas férias, porque aí sim, eu voltarei! MUAHAHAH! *risada maléfica*

Tenho um carinho especial por todos vocês e achei que seria justo avisar que a coisa tá preta. (risus... não, mentira, choros mesmo. {?})

Bjos&Qjos e até a próxima! E ah, pra eu não sentir muitas saudades até a minha volta, quem quiser pode conversar comigo, ok?
Tchau, galera linda!


....
Ai, estou me sentindo tão triste. *depressão*





*barulho do vento*
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MensagemAssunto: Re: (Nem) Todo Mundo Odeia a Emily   Sex Out 28, 2011 10:10 pm

Aaaaaah que pena
Vamos ter que esperar mais um tempo pra poder ler mais um capítulo então? Tudo bem, a gente entende ._.
Eu entendo essa sua falta de tempo, estou mais ou menos do mesmo jeito, então né HASUAHSUASHA
Mas enfim, quando começar as suas férias, por favor, já começe a trabalhar esses dedinhos aí HASUHASUAHS
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MensagemAssunto: Re: (Nem) Todo Mundo Odeia a Emily   Sab Out 29, 2011 8:04 pm

Eu doente esperando para ler sua fic e recebo fazer essa notícia... Fazer o que né?
To esperando por mais, beleza M.?

Beijos!
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MensagemAssunto: Re: (Nem) Todo Mundo Odeia a Emily   Sab Out 29, 2011 9:36 pm

Pois é tbm vim toda animada pensando que era cap. novo e não D:
Mas fazer o que né, deve tar apertado mesmo ai pra você =\
Mas eu espero vou estar firme esperando o cap novo \o
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MensagemAssunto: Re: (Nem) Todo Mundo Odeia a Emily   Qui Nov 03, 2011 8:57 pm

KáhKaulitz escreveu:
Aaaaaah que pena
Vamos ter que esperar mais um tempo pra poder ler mais um capítulo então? Tudo bem, a gente entende ._.
Eu entendo essa sua falta de tempo, estou mais ou menos do mesmo jeito, então né HASUAHSUASHA
Mas enfim, quando começar as suas férias, por favor, já começe a trabalhar esses dedinhos aí HASUHASUAHS
hehe, beem isso! :]
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MensagemAssunto: Re: (Nem) Todo Mundo Odeia a Emily   Ter Jul 24, 2012 10:19 pm

OIOIOIOI! *-*
NOSSASINHORAVIRGESANTAMÃEDECRISTO! ~~ Quanta saudade senti disso aqui.
Mas fiquei mó feliz em saber que todo mundo que realmente acompanha a história deixou mensagens inspiradoras pra mim, essa pobre, humilde e POBRE MESMO autora! *-*
A única coisa triste é a notícia que tenho pra dar: vou continuar postando a história somente lá no nyah!
Sim, meus amores, por diversos motivos, razões e circunstâncias que quando penso às vezes parecem fazer sentido e outras vezes me parecem só pirações da minha cabeça. {?}
KKKKK'
É porque estou sem tempo; postei um capítulo lá no domingo agora, que é quando retornei à ativa, e só agora tive tempo pra passar por qui. Acreditem!
Quero responder todo mundo; lá no nyah! respondo todos os comentários, é.
E... etc, etc, etc.
Podem falar que eu posso fazer tudo isso aqui mesmo, no Fórum, mas é que... Sei lá. Parece que não pertenço aqui, apesar de vocês serem supeeer amores meus. {?}
E pra começar nem fui eu quem começou postando a fic aqui, então já viu... Se bem que eu fui uma lesada, continuando a postar a fic aqui pra chegar agora e fazer isso com vocês. Desculpa, desculpa, desculpa galerë.
E se não estiverem tão bravos comigo a ponto de quererem me matar ou pior, nunca mais lerem minha fic, vocês podem dar uma passada lá no nyah!. Aqui o link, ó:
http://www.fanfiction.com.br/historia/108789/Nem_Todo_Mundo_Odeia_a_Emily/

Muitos Bjos&Qjos :*
E desculpem mesmo! Estarei esperando vocês lá!
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MensagemAssunto: Re: (Nem) Todo Mundo Odeia a Emily   Qui Jul 26, 2012 1:09 pm

Então dona sumidaaa, reapareceu para a alegria de vós \o/ KKKKK
Claaaaaaaaro que eu nao te abandonei, vou ler lá no nyah apesar de nao ter conta lá tá, vou acompanhar. Não crio conta porque eu nao gosto mt do nyah.
Sei que muitas escritoras que nao frequentam o forum e só postam fics nao sao muitos chegadas aqui, então tudo bem né.. infelizmente.. eu queria que tu continuasse a postar a fic aqui :/
Mas vou ler lá agora no nyah tá beeeeeeeeeeeeeijüss. :*
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MensagemAssunto: Re: (Nem) Todo Mundo Odeia a Emily   Qui Jul 26, 2012 5:37 pm

Nossa!! Louvemos a sua volta menina! Pensei que nunca saberia a continuação dessa história!
Estou feliz que tenha voltado! Vou lá ler no Nyah!
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MensagemAssunto: Re: (Nem) Todo Mundo Odeia a Emily   Dom Dez 23, 2012 7:54 pm

Volta o cão arrependido, com suas orelhas tão fartas, com seu osso roído e com o rabo entre as patas. USHUAHDAJHDSAJHD'

Seguinte, galerë, como o Nyah ferrou com tudo e não se pode postar mais histórias na categoria de banda (sim, eu também fiquei indignada KKKK') naquele site, eu falei pra mim mesma: "Não preciso disso, meu marido tem dois empregos!" KKKK
Eu simplesmente decidi voltar, porque apesar dos pesares a história já estava sendo postada aqui, não é mesmo? SIIIM!
Então... apesar de não ter sido eu quem começou a postar, apesar de atrasado estar escrito com "z" lá no título do primeiro capítulo e apesar da capa não aparecer na primeira página.... Vou continuar aqui memo!
Só espero que tenha leitores. Sinto falta de vocês, se querem saber. :'(

Como a história já estava mais adiantada no nyah, vou tentar ir postando um capítulo por dia ou de dois em dois até chegar onde parei lá, beleza?
*-*

Bjos&Qjos pra vocês! :*






Capítulo 26

Todo mundo odeia o Tyler.


Duas galinhas com um grão de milho só. Ok. Acho que não era esse o ditado, mas e daí?









Eu escuto o barulho dos grilos... Literalmente.

Depois que Tom saiu, eu voltei pra minha beliche pra ficar encarando o teto. Não tem absolutamente ninguém no dormitório, e eu só espero que o almoço seja servido logo!

Merda de vida! Vida de merda!

Cara, hoje eu simplesmente estou pensando demais! Isso é muito estranho.
Acabei de pensar aqui que eu corro um risco muito grande de dormir na cama de cima de uma beliche! Já pensou se eu caio, quebro o pescoço e fico em estado vegetativo? Pois se pensou você vai para o inferno! Fica aí, desejando coisas más pra mim.

Nossa. Eu tenho que parar de conversar comigo mesma em pensamentos.

Suspirei pesadamente e me sentei na cama novamente. Descobrir mais sobre a Samantha e o Bill está batucando em minha mente como- PARA TUDO! COMO ASSIM EU DEIXO O BILL SOZINHO POR AÍ COM A SAMANTHA POR PERTO ENQUANTO EU FICO AQUI MOFANDO?! Como eu sou burra!

Desci do beliche rapidamente. Ou tentei, né? Olha só, é segredo, mas eu enrosquei um pé naquela escadinha que sempre tem em uma beliche dos infernos e acabei caindo de um jeito muito estranho. Meu pulso machucado doeu um pouco, mas eu estou muito preocupada MESMO com o Bill pra sentir dor em um momento como esse. Oras!

Caminhei rumo à saída do dormitório. Querendo ou não eu vou ter que “conhecer” o local, e também vou tentar não sair de perto do Bill.

Haviam vários alunos sentados e deitados pela grama; uns comendo, outros lendo... e alguns morrendo. Nunca tinha reparado, mas há uma grande área só de mato em volta de todo o local antes de realmente se entrar na floresta. Que seja. Só quero achar o Bill.

Saí tropeçando nas pessoas (de propósito) - cof, cof - enquanto procurava por alguém que eu no mínimo conhecesse. Bufei irritada. Os garotos definitivamente não estão por aqui.

Eis que no caminho até a parte de trás do casarão, acontece uma coisa muito... indescritível. Uma nave espacial pousou lentamente no meio do gramado e um ET murmurou meu nome com uma voz meio robótica, me chamando para uma fascinante viagem.

Mentira!

Eis que eu trombo com alguém... E o que posso dizer desse alguém? Esse alguém é simplesmente o garoto mais idiota do mundo - depois do Tom - e que eu jurei me esquecer pra todo o sempre! Droga! Pensando nisso eu estou me lembrando dele! Espera... Como é que ele está aqui?!

-Tyler?! – Arregalei tantos os olhos que acho que mais um pouco e eles saltam pra fora da minha cara.

-Não olha por onde anda, “E.”? – Perguntou com aquele sorrisinho sarcástico.

-Olha, eu sei que você é um baita de um preguiçoso e economiza até nas palavras, mas não me chama de “E.”. Pra você é Emily... Aliás, era! – Me afastei uns dois passos, olhando para aquele sorrisinho. Aquele mesmo sorriso que ele sempre fazia e que quando eu observa me fazia sentir alguma coisa que eu não sabia o que era. Mas hoje eu sei: nojo!

-Pensei que éramos amigos, “E.”. – Ele pegou em uma mecha do meu cabelo e sorriu mais um pouquinho daquele mesmo modo.

-Éramos, do verbo não somos mais. – Dei um tapa em sua mão, fazendo com que ele soltasse o meu cabelo.

Nunca pensei que fosse o encontrar novamente, ainda mais no meio do nada.

-É verdade. Me lembro bem. Éramos amigos, até eu-

-Cala a boca! – O cortei. – O que está fazendo aqui?

-Voltei. – Jura? Se não falasse não teria adivinhado. – O conselho tutelar me encontrou, você sabe, depois de um tempo eles sempre conseguem. Cheguei na sexta, e de repente nós tínhamos essa viagem estúpida...

-Mas... Você voltou de verdade? Não pode voltar assim... Como se nada tivesse acontecido. – Inacreditável.

-Eu tentei me despedir e me desculpar, ok? Eu realmente tentei, mas... Esquece. – Cínico! – Aliás, é só questão de tempo até que eu deixe a cidade novamente. – Deus, não acredito! A melhor notícia até agora! Deixe-me ver se estou usando meu all star da sorte.

-Melhor assim. – Baixei a cabeça. Na verdade, eu tinha feito isso desde que olhei por meus pés pra ver qual tênis eu estava usando.

-E você? Como está? – Ele relou de leve no meu queixo, erguendo a minha cabeça.

-Melhor sem você. – Fui totalmente sincera.

-É. Na verdade, você até me parece mais... Como posso dizer? Madura. Apesar de que se atrasar pra entrar no ônibus é bem típico de você. Certas coisa nunca mudam, “E.”.

-É... – Ia dizendo meu nome pra que ele entendesse que não era pra me chamar de “E.”, até que fui interrompida.

-Emily! – Ouvi a voz de Gustav e só virei o rosto por um segundo, a tempo de ver Gustav e Bill me olhando um pouquinho distante de onde eu e Tyler “conversávamos”. Gustav sabe de toda a história, e provavelmente deve sentir o mesmo desprezo por Ian, só que com menos intensidade.

Me voltei novamente para Ian, deixando de olhar a cara preocupada de Gustav e a cara de ‘Oi, eu sou um Teletubbies” de um Bill completamente boiando na história.

-Verdade. Certas coisas nunca mudam. – Falei baixo para Tyler, concordando com ele, e na verdade, me referindo a ele. E dizendo isso adivinha o que aconteceu? Realmente uma nave pousou e um ET saiu de lá de dentro acenando.

Não. Dizendo isso eu dei um tapa tão estalado na cara do Tyler que acho que a minha mão caiu. Eu precisava fazer isso.

-Uau. – Tyler passou a mão letamente onde eu acertei, me olhando novamente. – Eu acho que mereci.

-É. Você realmente mereceu! – Falei e simplesmente saí correndo.

Sabe quando parece que não é você que estava na cena? Que você estava só observando e vendo suas atitudes mas não pudesse controlá-las? Simplesmente foi isso que aconteceu.

Só sei que corri, corri, corri...E... Merda! Onde é que eu ‘tô?!

Isso tudo que aconteceu foi mesmo muito, muito, muito estranho. De repente Tyler estava ali e de repente... Ah, eu estou perdida.

Beleza. Estou na floresta e... Tyler está de volta?!

Me sentei em um tronco caído entre as árvores e simplesmente fiquei com a minha cara de bocó mesmo, pensando em tudo que havia acabado de acontecer.

A vida é uma coisa engraçada. Eu já tinha problemas demais, e de repente eu arrumo mais um.

Ok. Se alguém que não soubesse da história e presenciasse nossa conversa e principalmente o “delicado” tapa, diria que eu sou mais louca do que aparento ser. Pobre Bill. Aliás, pobre de mim... Agora é que o Bill me acha mais sem noção ainda! Ah!

Suspirei, apoiando os cotovelos em minhas pernas e olhando pra minha mão direita que ardia, já que segundos atrás eu tinha dado um tapa em um idiota.

Deixe-me contar uma pequena história...

Tyler e eu éramos amigos. Pode até parecer que eu o odeio porque fomos namorados e ele me largou, traiu... Me deu um tiro. Mas não, não foi nada disso, porque eu realmente não menti ao dizer que um certo alemão foi minha primeira paixão. Tyler e eu éramos apenas ami-

-Aí está você! – Alguém interrompeu meus pensamentos, exclamando atrás de mim. Era o Papai Noel, que veio trazer meu presente adiantado esse ano.

Brincadeira. Era o Bill... Só... o... Bill! AH, ALGUÉM ME ACODE! Ok. Respira.

-É. Aqui estou eu. – Ah, sério? Não diga!

-Hey, por que essa cara triste? – Bill perguntou, se sentando ao meu lado. Até que estou mantendo a calma muito bem. – Não precisa responder. Eu vou entender se não quiser falar sobre isso.

-Não. É só... Complicado.

-Se você me contar talvez eu possa ajudar. – Ele sorriu graciosamente e... MERDA! Aquele pensamento sobre ele não acreditar que o amo e mesmo assim estar me tratando normalmente fez-me corar. – Gustav ficou desesperado, dizendo que ia procurar o Georg e me mandou vir pra esse lado pra ver se encontrava você. Eu não entendi nada, e... Você realmente me parece um pouco triste.

-Foi um bom tapa, não foi? – Perguntei dando um sorriso mínimo. Ô fio, é tudo jogo pra disfarçar que eu tô meio triste - diria atordoada, não triste -, entendeu?

-É. Meio que me assustou um pouco. – Ele comentou, e eu desviei meu olhar para algumas folhas no chão antes de olhar pra ele novamente.

-O nome dele é Tyler. Nós nos tornamos amigos quando eu tinha doze anos e meu cabelo ainda era natural... Eu acho. – Fiz uma pequena pausa dramática. – Ele, eu, Gustav e Georg éramos como... O Quarteto Fantástico, só que sem a Jessica Alba. – Bill riu um pouco, apoiando os braços nas pernas e se inclinando um pouco pra frente. – Nós éramos o terror da escola. Sempre sendo idiotas, claro. Eu e Tyler costumávamos ser muito bons amigos. – Foi ele que roubou o meu primeiro beijo também, mas ninguém precisa saber sobre isso. Cala a boca consciência! – Tyler vem de uma família problemática. Quer dizer, o único problemático é ele que não se dá bem com os pais. Ele fugiu de casa no ano passado, deixando a mim, Georg e Gustav sem ao menos dizer um “adeus” ou um “odeio vocês”. Ele foi, mas não sem antes... Sem antes... – Comecei a gaguejar e decidi parar de falar por um momento. Lembrar disso era chato. – Sem antes mudar completamente o seu comportamento e começar a ser nosso “inimigo” de uma hora pra outra. Acho que foi a Zooey, que já me odeia desde que eu nasci, quem fez a cabeça dele. A verdade é que ele nunca foi um amigo verdadeiro. – Bill apenas ficou calado, me ouvindo. Suspirei pesadamente antes de continuar. – E antes de ir ele me humilhou de todas as maneiras possíveis, parece até filme. A humilhação nem foi o que me deixou com raiva, foi acreditar em alguém tão falso, acreditar que ele poderia ser meu amigo. Ele falou coisas muito feias sobre mim, fez fofocas, inventou algumas coisas sobre a minha família... Me fez passar um vexame no baile de final de ano, o que é muito clássico, eu tenho que dizer.

-Uau... – Bill pareceu pensar, e ficamos algum tempo em silêncio. – Sinto como se tivesse que dizer alguma coisa mas não sei o quê.

-Não precisa dizer nada. – Sorri, já me sentindo melhor, afinal, eu estava perto do Bill. Ouviu isso? – Eu tenho é pena dele, por não ter nenhum amigo. No fundo eu acho que ele nem fez por mal. Ele só cresceu como um retardado e continuou sendo um.

-Se quer saber, foi ele quem saiu perdendo. Georg, Gustav e você são ótimos amigos. – Falando assim eu até acredito.

-É, nós realmente somos fodas, mas eu não estou dando autógrafo agora. – Sim, eu sou uma idiota feliz. E Bill meio que riu da minha brincadeira retardada.

Opa! Espera um pouco aí. Coloca um flash back aí na cena, fazendo favor.
“Nós éramos o terror da escola.”
Nós éramos mesmo, e o melhor em ser um “terrorista” era o Tyler. Isso porque aos treze anos ele simplesmente começou a entender muito sobre ser um “espião”, entrar na sala da diretoria, fuçar em tudo e mudar notas. Aos quatorze ele era mestre nisso. AH! Não acredito!
E o que isso tem a ver com a história? Você descobrirá no próximo capítulo dessa novela.

-Eu acho que nós deveríamos ir. – Bill cortou os meus pensamentos. O engraçado era que eu não havia me esquecido que ele estava ali.

-Não! Espera! – O que é que eu tô fazendo?

-O que? – Ele olhou para mim, desistindo de se levantar, e eu desviei o olhar. Que situação tensa.

-E-Eu meio que te contei um pouco da minha história... – Esperei um pouco pra continuar. – Você pode me falar sobre a sua? Eu totalmente vou entender se não quiser falar ou se você simplesmente tacar uma pedra na minha testa. Eu só... Só sei que você se mudou pra cá porque sua mãe se casou de novo.

Bill riu um pouco, sendo acompanhado por um riso sem graça meu, antes de começar a falar. Talvez ele tenha achado isso totalmente estranho, mas incrivelmente ele começou a dizer:

-Essa meio que é toda a minha história. Sério, não tenho muito o que dizer. Só que eu sou alérgico a maçãs, costumo ser tímido e teimoso. Mas eu até que gosto de mim assim mesmo. - Brincou e riu. - Eu e Tom gostamos de música, e a primeira vez que você foi “visitar” o nosso quarto nós estávamos improvisando. Tom toca guitarra e eu... meio que canto.


-Legal. Sabia que Georg toca baixo? É uma coisa que quase ninguém sabe, e ele parou um pouco por desinteresse. Mas... Só falta um baterista pra vocês montarem uma banda. – Tá aí. Seria uma boa. E eu tenho que admitir que fui totalmente injusta dizendo que a “música nem tão música” deles era uma barulheira. Eu estava apenas com raiva da vida... E acho também que Bill estava cantando em alemão, porque eu não entendi nenhuma só palavra da música naquele outro dia.

-Não, não. Eu não canto tão bem. É só por diversão. – Ai, que fofo esse moleque! Ele ficou todo cheio de vergonha.

-Mas um dia ainda quero ouvir você cantando de verdade. – Sorri. – Obrigada... – Quê? Burra, burra, burra! – Você sabe... Por me falar mais de você. – Eu sou mesmo burra!

-Não há de quê. – Bill deu de ombros, sorrindo tanto que eu até cheguei a achar que as bochechas dele rasgariam. – Nós devemos ir, Gustav realmente pareceu desesperado, além do quê, logo eles servirão o almoço. E eu também não gosto de ficar no meio do mato. Eu odeio mato e natureza... E insetos. Você deve ficar sabendo isso sobre mim também.

Ri um pouco, antes de concordar com ele:

- Então vamos, antes que Gustav tenha um infarto do coração. – Não, do pâncreas, sua esperta. – Aliás, eu também odeio mato e insetos. – Revirei os olhos, enquanto Bill se levantava.

Queria perguntar quantas namoradas ele já teve e se alguma era tão louca quanto eu, mas deixemos quieto, né?

AH! Lembrei do assunto “Tyler”! Como ele é bom em ser um “espião”, ele pode até me ajudar sobre conseguir a ficha escolar da Samantha e descobrir mais sobre ela. Aliás, ele pode me ajudar a não só pegar uma mera ficha escolar, mas também, descobrir sobre toda a vida dela. Inclusive até quantas obturações ela fez nos dentes.
Cara, eu sou um gênio! Só tem um pequeno probleminha: Como é que eu vou conseguir convencer o Tyler de fazer isso por mim?
Calma, eu acho que tenho um plano. E essa seria uma ótima hora para dar uma gargalhada maléfica.

-Você não vem, Emily? – Ok. Não seria não.

-Só estava pensando aqui, acredite ou não. – Sorri e logo me levantei rapidamente, me juntando a Bill no caminho de volta. Só espero que ele saiba por onde estamos indo.

Tyler, Tyler... Detesto dizer, mas você chegou em uma ótima hora. Apesar de ser um babaca, você já me ajudou a conhecer mais sobre o Bill e vai ajudar a conhecer mais sobre a Samantha. Duas galinhas com um grão de milho só. Ok. Acho que não era esse o ditado, mas e daí?





***Sim, Tyler caiu de paraquedas na história, e foi uma sugestão da rose_cat74 lá do nyah. Na verdade, ela só faltou me ameaçar de morte se eu não colocasse ele na história. E na verdade mais verdade ainda, Tyler é o George Craig, vocalista da banda One Night Only.


E se estão se perguntando qual o propósito dele ter entrado na história, bom, aí é mó segredo. HAUHJHDAHD' /corre





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MensagemAssunto: Re: (Nem) Todo Mundo Odeia a Emily   Dom Dez 23, 2012 8:21 pm

Viva ainda? kkkkkkkkkkkkk
Como você tinha avisado que só postaria no Nyah, comecei a ler por lá, mas aí você parou de postar MAS GRAÇAS À DEUS VOLTOU KKKKKKKKKKK
Bem, estou atualizada, até pelo capítulo de hoje, mas mesmo assim vou re-ler estes até chegar no atual, amo essa fic <3

Beijos!
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MensagemAssunto: Re: (Nem) Todo Mundo Odeia a Emily   Dom Dez 23, 2012 10:53 pm

Ilana escreveu:
Viva ainda? kkkkkkkkkkkkk
Como você tinha avisado que só postaria no Nyah, comecei a ler por lá, mas aí você parou de postar MAS GRAÇAS À DEUS VOLTOU KKKKKKKKKKK
Bem, estou atualizada, até pelo capítulo de hoje, mas mesmo assim vou re-ler estes até chegar no atual, amo essa fic <3

Beijos!

Pois é quem é vivo sempre aparece né! kkkk
Que boooooooooooooooooooooooooooooooooooooom que voltou. Quando soube disso do Nyah eu disse: bom talvez ela volte a postar no forúm e você voltou AEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE.
Eu tinha lido até esse cap. entao tou atualizada ali ali né kkkk
continuaaaa
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MensagemAssunto: Re: (Nem) Todo Mundo Odeia a Emily   Ter Dez 25, 2012 10:48 am

FELIZ NATAL! HO HO HO! HAUSHJASHD'
E aí? Tudo bem?
E Pâmela e Ilana não me abandonam mesmo, hein? Obrigada, meninas! *-*
Vim continuar a postar aqui, ó:



Capítulo 27
Todo mundo odeia dias estranhos


“(...) mas hoje o dia está muito estranho mesmo... Ou talvez seja só eu.”











–Você sabe pra onde a gente está indo, não é, Bill? – Perguntei enquanto tentava andar, desviar a minha cara dos galhos, não pisar nas pedras e “breguetes” e respirar ao mesmo tempo.


–Claro. Estamos quase chegando. – Respondeu e ficamos em silêncio ainda andando.


Essa seria uma boa hora pra falar uma coisinha novamente:


–Você se lembra quando eu disse que foi a Zooey quem fez o Tyler começar a ser nosso “inimigo”?


–Sim. – Ele respondeu, olhando pra mim pelo canto do olho, pensativo.


–Tome cuidado com as líderes de torcida, ok? – Não sei se ele entendeu a indireta mais direta possível sobre ficar longe da Samantha. Aliás, também não sei por que eu estou falando isso pra ele. Cada vez mais eu faço questão de me mostrar mais idiota ainda.


–Eu sei que você tem uma espécie de rixa com a Zooey, mas não significa que todas as líderes de torcida são iguais. – Certo. E com isso ele quer dizer que a Samantha é uma santa? – Mas tudo bem. Eu vou tomar cuidado. Conselho anotado. – Ele sorriu. – Chegamos! – E eu vou apenas esquecer do fato que ele me deu uma tirada agora.


–Yah. – Fingi uma animação com uma cara de maconheira.


Estou preocupada em relação ao Bill. Muito preocupada. Vou ter que trabalha direito nas “Regras de Conquista” se quiser que ele fique comigo.


–Emily! Emily! – Gustav berrou correndo em minha direção e me abraçou, assim que eu comecei a andar em direção ao “casarão”.


–Você está viva! – Não, Georg. Imagina.


Georg se juntou ao abraço, e os dois me esmagaram.


–Estávamos preocupados com você. Ainda bem que o Bill te encontrou! – Gustav disse assim que os dois me soltaram.


–Eu nem tinha notado que o Tyler estava de volta, mas eu vou quebrar a cara dele quando o ver! – Georg deu um soco na própria mão, feito um justiceiro dos infernos.


–Tudo está bem. Só fiquei um pouquinho confusa e fui pensar um pouco. – Joguei o cabelo, tentando fazer um “estilo diva”. – E não se preocupem com o Tyler. Vamos apenas ignorá-lo.


–É, vamos só fingir que ele não existe, ele não merece nossa atenção. Mas se ele tentar alguma coisa...


–Ele estará ferrado. – Bill completou a fala de Gustav, enquanto ria não sei do quê. Acho que era da nossa idiotice.


–Ignorá-lo? Mas... Mas... – Georg tentava argumentar.


–Eu já dei um tapa nele. Me vinguei. Prometa que não vai fazer nada, Georg, se não eu corto o seu... Seu... Cabelo enquanto você dome, seu retardado! – Botei moral.


Também não quero que ninguém estrague a “ajuda” que Tyler vai ter me conceder em relação à Samantha. Se Georg bater nele já era... Se bem que eu mesma já bati nele. Ai, ai, ai. Mas calma. Respira.


–Tá. – Georg concordou, passando a mão pelo seu cabelo “chapado”.


–Err... Desculpa interromper, mas... Alguém viu o Tom? – Bill perguntou.


–Espero que tenha morrido. – Murmurei, enquanto fingia uma tosse logo depois.


–Não vi, não. – Georg respondeu.


–E EU ESTOU INDO COMER! – Gustav berrou ao perceber que o almoço já começara a ser servido.


Bill deu de ombros, enquanto rumávamos em direção ao “refeitório” que consistia, basicamente, em duas mesas enormes de madeira, com um banco de cada lado delas, do mesmo cumprimento das mesas. Tudo ali, a céu aberto, convidando também os insetos pra se juntarem à nossa maravilhosa refeição, com direito a alguma gororoba não identificada e suco aguado.


Sentei ao lado do Bill, o que não foi uma boa idéia, porque fiquei engasgando até com o ar quando ele olhava rindo e arqueando uma sobrancelha pra mim. Acho que fiquei mais olhando o Bill do que a própria comida, e posso até ter comido alguns insetos por engano. Brincadeira... Ou não.


Fato é que eu poderia até estar distraída, mas estava prestando atenção pra ver se encontrava o Tyler com os olhos. Não tenho uma plano pra chantageá-lo e fazer me ajudar, e provavelmente nunca vou ter. Terei que pedir na cara dura mesmo. Percebi que ele estava na outra mesa, à frente da nossa, onde também se encontravam as líderes de torcida, que não comiam, só encaravam o prato com nojo. Tomara que morram, também! Mas... Espera aí! Cadê a Zooey?


Olhei pra tudo quanto é canto enquanto batia a colher no meu pratinho de metal já vazio, fazendo um barulho irritante. E foi numa virada brusca pra olhar em direção ao dormitório... Que eu desloquei o pescoço.


Dessa vez não é mentira, meu pescoço realmente estalou e doeu, mas não foi isso o que mais me surpreendeu. Foi a Zooey saindo arrumando suas roupinhas de boneca-Barbie, olhando para os lados e parecendo preocupada. Isso sem falar na passada do dedo indicador logo abaixo dos seus lábios pra tentar ajeitar o batom borrado. Hum... Tem fumaça nesse fogo.


–Acho que vou procurar o Tom. – Bill falou ao meu lado e foi aí que eu acordei.

Silêncio.


Como assim, cara?! Como assim o Tom estava “desaparecido” esse tempo todo e eu nem notei? Como assim o Tom e a Zooey estavam desaparecidos esse tempo todo e eu nem notei? Se Tom estava com ela, ele realmente não tem vergonha na cara, e eu vou odiá-lo mais do que tudo! TUDO! Porque uma coisa é falar que ela é “gostosinha”, outra é “pegar” ela. Isso depois de tudo o que ela fez e disse! Só... Espero que ele não tenha feito nada. Ele não teria coragem, teria? Realmente espero que não!


Voltei meu olhar para o meu pratinho vazio, enquanto Zooey se juntava com as outras macacas saltitantes.


–Ainda continuo com fome. – Comentei baixinho. Pensando seriamente nos fatos.


_X_


Ficamos a tarde toda viajando enquanto olhávamos para as nuvens e tentávamos formar desenhos. Bom, eu fazia isso. Não sei os outros.


Tom se juntou à gente logo depois do almoço. Não fiz nada, não falei nada... Ele estava todo normal mesmo. E chato, como sempre. Mas a verdade é que estava com medo da resposta se perguntasse algo.


Não saí de perto do Bill, e ele realmente parecia se divertir com os meus outros amigos acéfalos.


Estou preocupada comigo. Sério. Como pode uma pessoa pensar o dia todo e não morrer?! Pra algumas pessoas pensar é normal e essencial, mas não pra mim, e desde que cheguei nesse fim de mundo não consigo parar de pensar.


Todos os professores e coordenadores estavam arrumando a trilha que seria feita por nós amanhã. “Por nós” se eu não morrer antes, não é?


Como diria um provérbio chinês que eu acabei de inventar: a vida é mesmo uma merda!


Enquanto estávamos na rodinha formada em volta da fogueira, depois de jantarmos, decidi que eu iria falar com o Tyler ainda hoje.


–Por que está tão quieta, Emy? – Gustav me perguntou, e eu realmente não sabia o que responder. Todos os meus outros “amiguinhos do peito” olharam para mim, tirando o Tom. Não, o Tom também olhou, só quero dizer que ele não é meu amigo.


–Deve ser por causa do Tyler. – Georg argumentou. Espera. Georg “argumentou” algo? O mundo está acabando, mulheres e crianças primeiro!


–É. – Concordei, mas não era por isso que estava calada. Na verdade era por tudo.


–Quem é Tyler? – Tom perguntou, boiando na história.


–Longa história. Nós-


–Eu já vou indo para o dormitório deitar um pouco. Não estou muito bem. – Interrompi Gustav enquanto me levantava. É, não estou nada bem. Acho que vou morrer. TÁ VENDO? EU FALEI QUE PENSAR MUITO PODIA LEVAR À MORTE!


–Ok. – Bill sorriu e estranhamente as minhas pernas não tremeram.


Gustav continuou a explicar as coisas pro Tom enquanto eu fui pro dormitório. Depois que eu descansar um pouco eu procuro o Tyler.


Parei em frente à minha beliche e tomei uma grande decisão: vou dormir na cama de baixo. A de cima é muito arriscada pra alguém como eu.


Peguei minha mochila na cama de cima e joguei na de baixo. Procurei minha toalha e meu pijama, que consistia numa camiseta velha de uma banda qualquer e um short, e fui rumo ao “banheiro” pra tomar banho.


Não sabe onde é o banheiro? É bem ali, virando a esquina do “Não tem água quente lá, porra!”.


O banheiro é nos fundos do dormitório, onde só tem dois chuveiros que não esquentam. Mas fui.


Quase morri congelada e comida por bichos que estavam na lâmpada. Enfim saí e fui caminhando feito um zumbi pra minha cama.


Bom, eu até estava indo, quando uma risada me chamou a atenção.


–Tyler. – Virei meu rosto em direção a uma beliche e lá estava Tyler, sentado e rindo olhando pra mim.


–“E.”, bom te ver novamente. – Medo. Muito medo.


Olhei por todo dormitório e tinha alguns alunos rindo e conversando distraidamente. Até cheguei a medir a distância entre eu e a saída, caso precisasse correr. Mas eu teria que procurá-lo mesmo, já que havia decidido falar com ele ainda hoje. Era agora ou nunca!


–É realmente bom te ver novamente também. – Falei, o fazendo ficar com uma cara de curioso.


–O que você quer?


–Ficar rica. – Dei de ombros.


–Não, sério. Ainda te conheço bem pra saber que está interessada em algo. O que você quer? – Perguntou, se aproximando.


–Preciso de um favor.


–Que tipo de favor, pequena “E.”? – Sorriu da única forma que ele sabe.


–Eu preciso descobrir algo sobre uma pessoa. Pensei que você pudesse roubar alguns arquivos da escola. – Mordi o lábio inferior.


–Tudo bem. Eu faço. Quem é a pessoa?


–Quê? Como assim você aceitou tão depressa sem chantagens, nem nada? – Arregalei os olhos.


–Digamos que estou... Hum... Afim de fazer isso por você.


–Conta outra. – Fiz uma cara de descrente.


–Por que não acredita em mim? É sério... Bom, se não quiser acreditar tudo bem. – Deu de ombros. – Você quer que eu faça ou não?


–Tá, quero. E o que você quer em troca?


–Nada, já disse. - Estou realmente impressionada! Será que ele está tentando se redimir da dívida que tem comigo? – E o que você quer?


–Eu quero saber tudo sobre a Samantha. Tudo!


–Samantha? Quem é essa? – Tá vendo? Nem ele sabe sobre a existência dela. Não, mentira, é ele que é falso mesmo, porque é claro que a conhece.


–É claro que você sabe quem é, afinal, ela é do grupinho das líderes de torcida, amiguinha da Zooey assim como você é amiguinho! – Tratei logo de sair de perto dele antes que tivesse um derrame cerebral de tanto nervo. Deixei ele lá, todo pensativo. Estranho o fato dele não ter falado nada depois disso e nem ter vindo atrás de mim, mas hoje o dia está muito estranho mesmo... Ou talvez seja só eu.


Me joguei na minha cama e fiquei me revirando nela; acho que consegui ficar em umas quinhentas mil posições diferentes. Fiquei fazendo isso até que alguém se sentou na cama de baixo da beliche ao lado, e como eu estava com a cabeça pra fora da minha cama, em uma posição estranha, eu enxerguei o dito cujo de ponta-cabeça.


–Oi, estúpida. – Era o Batman.


–Oi, ameba. – Respondi carinhosa.


Silêncio.


–Gustav me contou que você deu um tapa no tal de Taylor. – Tom voltou a puxar assunto depois de um tempo.


–É Tyler. – Saí da posição estranha e me sentei sobre as minhas pernas, olhando para ele. – E é ele quem vai me ajudar a descobrir sobre a Samantha.


–Uma coisa inútil, eu tenho que dizer.


– Além de não ajudar fica aí, dando palpite? E eu vou descobrir coisas sobre ela e pronto! Tirar ela do caminho!


–Ah, fica quieta. E quando sairmos daqui você começará a cumprir as “Regras de Conquista”, ouviu? Só que do jeito certo, dessa vez. – Falou todo autoritário.


–Que seja. – Me deitei, virando de costas para ele.


–Sabia que o Bill me conta tudo, não é? Então... Ele me contou que você não soa convincente quando diz que não o ama. – Disse, me fazendo virar do outro lado pra olhá-lo. Então Bill realmente não acreditava nas minhas “mentiras”.


–E como é que eu vou fingir que não sinto nada por ele, cabeção?


–Apenas fingindo. – Deu de ombros e eu bufei, antes de virar de costas pra ele de novo.


–Você estava com a Zooey mais cedo, não é? – Perguntei de repente, e sobre um assunto totalmente diferente do anterior.


–Sim. – Respondeu simplesmente.


–O que vocês estavam fazendo?


–Você não quer que eu responda, né, Emily?


–Suas “regras de conquista” são uma merda! – Praticamente gritei.


Alguém me explica o que está acontecendo? Eu só queria mesmo era pular no pescoço dele e estraçalhar a sua cara depois de ter minhas suspeitas confirmadas. Mas não fiz nada.


–Pois deveria agradecer, ao invés de ficar só reclamando! Não devia estar fazendo nada por você! – Ele rebateu, irritado.


Depois de um tempo eu me virei pra ele de novo e vi que ele também se deitou na cama de baixo, de costas para mim.


–Tom.


Fui ignorada.


–Tom.


Silêncio.


–TOM!


Barulhos dos grilos.


–EU SÓ QUERIA DIZER QUE EU TE ODEIO! – Me virei novamente e soquei o colchão. ODEIO TOM KAULITZ MAIS DO QUE TUDO!


Por que vida? Por que esse chupango existe? Por quê?!


Só sei que dormi de tanto ódio! E só “quase acordei” um bom tempo depois - eu acho-, quando um mosquito dos infernos pousou quentinho na minha bochecha e depois deu uma picada fria na mesma.


Só dei um tapa na minha própria cara sem abrir os olhos e voltei a dormir.





Não sei se alguém entendeu a mensagem subliminar no final do capítulo, mas o que importa é que eu nunca vou contar o que é. MWWWAAHAHAHAHA-cof, cof.



Capítulo 28
Todo mundo odeia fome.


“E nesse momento eu soube. Eu soube que teria que correr pra caralho!”









–Todo mundo de pé, cambada! Animação! – Acho que era o meu ex-professor Ezra que gritava com um megafone pelo dormitório. “Ex-professor” porque eu vou matar ele! EU VOU MATAR ELE! Mas só quando eu acordar direito. – ANIMAÇÃO! – Aquele filho de uma lhama gritou no meu ouvido. BEM NO MEU OUVIDO! Eita, bagaça. Caí da cama, só que sentada.


–Você vai ver a animação quando eu chutar o seu pâncreas. – Murmurei rangendo os dentes. Logo depois ouvi uma risadinha atrás de mim.


Era o T- AH!, eu me recuso a falar o nome dele ou sequer pensar nele! Traidor dos infernos!

Ele “pegou” a Zooey, e, automaticamente, se tornou meu maior inimigo – junto dela, é claro. Nunca mais vou falar com ele! NUNCA!


Ele continuou rindo sentado na cama dele e me olhando. Estava realmente uma “princesa” com aquela cara de “acabei de acordar das trevas”.

Mas espera aí. Como ele vai continuar me ajudando com o Bill se não vamos mais nos falar?

Ok. Está decidido: só vou olhar ou falar com ele em caso de extrema urgência; tipo quando o mundo estiver acabando em 2012.


–Bom dia, Emily. – Bill apontou a cabeça lá da cama de cima, falando com uma voz sonolenta. Que fofo!


–Bom dia, Bill. – Acho que meus olhos brilharam.


–Vocês têm meia hora para estarem prontos, cambada! – O professor continuou gritando.


–Eu realmente espero que sejam no mínimo umas onze da madrugada. – Falei, depositando toda a minha força no meu bracinho bom, não-enfaixado e esquelético pra me levantar e logo depois me sentar na minha cama.


–Não são nem sete direito. – Aquele garoto que tem o nome que começa com “T” falou e eu ignorei-o.


–Eu não dormi nada com os roncos desse mulambento! – Gustav saiu sabe-se-lá-de-onde e se sentou ao meu lado na cama.


–Mentiroso! – Georg surgiu em um movimento ninja por trás de nós e deu um soco no ombro do Gustav.


–Au, cavalo! – Gustav reclamou levando uma das mãos no ombro atingido, fazendo com que Bill risse.


–E aí, Emily? – Georg deu um tapinha na minha cabeça, recebendo um olhar mortífero. Tadinho. Ele arregalou os olhos.

Também, né? Meu olhar mortífero junto com o meu cabelo sem pentear deve- AH!, meu Deus! O Bill me viu sem pentear o cabelo?! Com cara de que acabei de acordar? É nisso que dá ficar falando da aparência do To- AH! Esse “coiso” tem que sair da minha cabeça!


–Está melhor, Emily? Ontem você estava estranha... – Gustav cortou meus pensamentos.


–Sim. Bem melhor! – Sorri raivosamente, olhando para o garoto que eu não vou falar o nome.


Ódio total! E tudo destinado a ele! Agora, mais do que nunca, eu quero a morte dele! Mas antes de matá-lo, vou conseguir o Bill! E meu all star de volta. É.


_X_


Merda de água fria! Tive que tomar um “banho de gato” pra não chegar atrasada para a tortura. Mas é claro que eu acabei me atrasando. E pra completar ainda esqueci de levar minha roupa pro banheiro junto comigo. Mas a sorte- cof, cof, - é que eu levei a toalha, então tive que ir enrolada com ela no corpo até a minha mochila. Não tinha ninguém no dormitório, erguei as mãos e daí glória a Deus!


Peguei minha roupa e voltei correndo pro banheiro. Vesti uma calça jeans skinny escura, um all star preto qualquer, uma camiseta também preta,velha de dar dó, e amarrei meu cabelo em um rabo de cavalo, deixando minha franja solta. Sério, acho que levei uns trinta minutos só pra amarrar o cabelo praticamente com uma mão só.


Depois de fazer tudo o que tinha pra fazer, saí do dormitório e até estava indo rumo ao refeitório, quando percebi que todos já estavam saindo de lá. Essa não! Não acredito que perdi o café-da-manhã! AH! QUE ÓDIO! Também, quem manda dormir de novo depois que o Ezra foi acordar todo mundo? É, sua estúpida! Cala a boca consciência. Só quem me chama de estúpida é o- Ai, eu tenho que parar de pensar! Isso mesmo, parar!


Todos os acéfalos se reuniram no gramado, pronto para escutar o Ezra falando. Não foi muito difícil de achar “os perdedores”, afinal, Gustav e Georg estavam se matando no meio dos outros. Tá legal, eles só estavam brincando de lutinha.


Ah, que fome!


Fui até eles. Revirei os olhos para Gustav e Georg, que já tinham parado de tentar se matar; sorri para Bill e tive um tique ao olhar para Tom e ver que ele comia um pacote de salgadinhos. Meu estômago até virou cambalhotas.


–Xê qué? – Tom me ofereceu de boca cheia. Eu bem que queria. Mas queria mais ainda mandar ele ir tomar no símbolo químico do Cobre*. Apenas ignorei-o, e me voltei para o velho banguela do Ezra que falava sem parar.


–Muito bem, crianças, essa vai ser a nossa primeira atividade! Super divertido! – Uhul! Vou até comprar uns foguetes pra soltar. – Vocês irão se dividir em grupos de dez, e cada um vai receber uma folha como esta – mostrou uma folha com alguns desenhos esquisitos. Não faço idéia do que seja –, onde estão fotos com algumas espécies de plantas. Cinco espécies, pra ser mais exato. Cada grupo vai seguir por uma trilha e procurar por essas plantas. Peguem uma amostra de cada planta e tragam. A equipe que chegar primeiro ganha! – Ganha? Ganha o quê? Uma viagem de volta pra casa? Porque é exatamente isso que eu quero agora. Acho que não vou fazer isso, não. Vou só voltar pro dormitório e- – Ah, cada equipe tem direito de pegar uma sacola como essa. Será o lanche de vocês! – Opa. Meio do mato, aqui vou eu!


–Super divertido. – Tom comentou com um olhar de peixe-morto. Ele expressou todos os meus sentimentos.


–E NÃO SAIAM DA TRILHA, OUVIRAM? PODE SER EXTREMAMENTE PERIGOSO! – Ezra gritou no megafone. Vou é pegar esse megafone e- Olha! Uma borboleta!


_X_


Já faziam horas que estávamos andando em uma estúpida trilha e ainda não encontramos nada.

Andamos, andamos, andamos...


–Cara, há quantos dias a gente está andando? – Perguntei olhando para o céu enquanto andava ao mesmo tempo. Alerta de perigo!


–Quinze minutos, Emily. – Algum nerd do nosso grupo respondeu. Acho que ele é de outra sala. Epa. Como... Como ele sabe meu nome?


E... COMO ASSIM QUINZE MINUTOS?!


–O quê?! – Exclamei abismada. Eu já não agüentava mais.


–Eu estou com fome! – Gustav resmungou em um tom choroso, logo ao meu lado.


–Você está com fome? Você? E quanto a mim? Eu estou morrendo aqu- -Fui interrompida pelo barulho do meu estômago. Graças aos céus Bill está lá na frente e não está nem aí pra mim e Gustav, que estamos atrás de todo mundo.


Bill está muito empenhado em achar as tais plantinhas; disse que quanto mais rápido acharmos, melhor.


–É, a sua situação está um pouco pior mesmo. – Gustav deu de ombros.


–Ai, Deus. Cadê a comida?! – Perguntei para “o além”. Logo após olhei para o retardado que antes levava a sacola com o nosso lanche. Eu até tentei pedir gentilmente a minha parte adiantado, mas disseram que só comeríamos na hora certa. E tem hora certa pra comer, oras?!


Eu só não tinha tomado a sacola das mãos do retardado porque ele está bem ao lado do Bill. Não poderia sair por aí batendo nas pessoas e tomando lanches quando o Bill estava por perto. Merda de ponto fraco!

Aí, tá vendo? Não estou nem raciocinando de tanta fome!

Mas... Espera uma pouco. O retardado estava com a sacola. Não está mais. Cadê o lanche?! Não pode ser! Fomos roubado e eu nem percebi?!


–Gustav, cadê a sacola com o lanche? – Perguntei apavorada.


–Serve aquela ali? – Gustav respondeu com outra pergunta, apontando para as mãos de um certo alguém que levava a sacola e ria ao lado de Georg. O único problema é que esse certo alguém é o Tom, que está logo a nossa frente.


–Como essa sacola foi parar na mão desse jumento?


–Ai, Emily. Só sei que eu estou com fome. Você está me entediando! – Gustav murmurou a última parte. Isso é que é amigo de verdade.


–Cala a boca, Gustav. Cala a boca e vá pedir pro Tom dar a nossa parte do lanche.


–Por que eu e não você? – Ele se voltou para mim, ajeitando os óculos.


–Porque você também está com fome! – Respondi cheia de pose.


–Mas você pode muito bem ir! – Ele retrucou.


–Você também pode! – Rebati.


–Mas não quero!


–Ué, você não estava com fome? – Que garoto confuso!


–Estou, mas eu ainda tenho chocolate! – Se gabou, enfiando a mão no bolso e sacando uma barra do doce. – Só porque estou com fome, não significa que eu vou pedir a minha parte do lanche.


–Que belo amigo você é, Gustav! Está vendo a minha situação, quase morrendo seca aqui, e não me conta logo que tinha chocolate! Eu quero é socar sua cabeça num tronco de árvore! – Falei, bem a tempo de matar um mosquito que tinha pousado no meu nariz.


–Só por isso não vou dividir com você. – Abriu lentamente a embalagem, dando a primeira mordida no doce. Mentiroso! Ele não iria dividir de qualquer maneira mesmo!


–Seu ingrato! Então ao menos vai pedir pro Tom a minha parte no lanche!


–Por que não vai você? – Falou calmamente, devorando o pobre chocolatinho.


–Porque... Porque... Não interessa pra você. – Me compliquei toda.


Não estou falando com o Tom e nem vou falar. Prefiro morrer de fome!


–Pois bem, e só por causa disso não vou ir pedir lanche pra você. – A essas alturas ele já estava todo lambuzado de chocolate.


–Mentiroso! Você não iria de qualquer maneira mesmo. – Cruzei os braços e fiz beiço. – Não custa nada. Não custa nada fazer esse favor. – Murmurei e Gustav deu de ombros novamente.


Após alguns segundos em silêncio eu avaliei a situação. Avaliei a situação e pulei no pescoço do Gustav, tentando pegar o chocolate pra mim. Mas tudo que consegui foi uma embalagem suja e vazia sendo esfregada na minha cara enquanto Gustav tentava me tirar de cima dele.


Assim que me afastei dele, peguei a embalagem e fiquei olhando dela pra Gustav e vive-versa.


–Como você comeu tão rápido? – Arregalei os olhos.


–Vários anos de prática. – Ele respondeu, voltando a caminhar junto com os outros que já estavam mais na frente ainda. Ele simplesmente me deixou parada, segurando a embalagem.


É nessas horas que você espera ter uma bazuca e um pedaço de pão, porque-


–Você não vai vir, garota estúpida?


–AAAH! Que susto dos infernos! – Dei um pulo de uns cinqüenta metros. Ô, exagero!


Tom riu de canto e eu fiquei olhando seriamente pra ele. E ele ficou olhando pra mim. Até que veio outro mosquito e entrou dentro do meu olho.


–Ai! – Tentei desesperadamente fazer com que o mosquito saísse, mas tudo que consegui foi esfregar mais ainda a embalagem do chocolate na minha cara. Ah, também conseguir acertar meu outro olho com o gesso do meu braço “doente”; o outro olho que não tinha nada a ver com a história. Pobres olhinhos!


–Hey! Calma! – Tom tentou me ajudar, mas eu acertei acidentalmente um tapa na cara dele. Bem feito! Tirei o mosquito sozinha mesmo. Não preciso de ninguém! – Eu sei que está brava, só não imagina que tanto assim pra ficar me batendo. – Tom massageou o local atingido.


–Se você soubesse o quanto eu te odeio não ficaria aí fa- – Tapei minha boca rapidamente e arregalei meus olhinhos machucados, percebendo que eu estava falando com ele. Burra!


Passei rapidamente e furiosamente por ele.


–Ei, espera aí. Tem chocolate na sua cara. – Ele veio correndo atrás de mim, e eu apressei o passo sem olhar pra trás. – Você não está falando comigo? Você tem que falar comigo, estúpida! Ou como acha que eu vou continuar te ajudando com o Bill? Você tem que- – Me virei rapidamente para trás, o interrompendo. Só não esperava que ele estivesse tão perto assim. Ficamos praticamente colados um no outro. – Você tem que falar comigo. – Ele sussurrou bem na minha cara. Se fosse o Bill eu teria desmaiado e estaria tendo convulsões no chão.


Pousei minha mão esquerda, a engessada, lentamente no peito dele. Sem desviar nossos olhares. Minha outra mão escorregou lentamente pelo braço esquerdo dele.


Entreabri a boca pra falar alguma coisa, mas esqueci o que eu queria dizer.

De repente lembrei, e repeti o gesto de entreabrir a boca.


–Estúpida é a senhora sua avó. – Sussurrei lentamente. – E eu falo contigo só quando eu bem entender. – Botei moral! Botei moral e... Lembra da minha mãozinha no braço dele? Então. Não foi à toa. Só fiz isso pra poder... Pegar a sacola com o lanche da mão dele. Peguei e saí correndo! A-há!


Corri um pouco e de repente parei. Olhei para trás e Tom ainda continuava no mesmo lugar, estático, olhando para o chão. Então ele ergueu o olhar lentamente para mim, que segurava a sacola com a cara suja de chocolate. Ele me olhou tão sinistramente.


E nesse momento eu soube. Eu soube que teria que correr pra caralho!



* Essa história de mandar ir tomar no símbolo químico do Cobre foi um amigo meu que disse uma vez. HAUSDHAJSDH'
Se não sabe qual é o símbolo pode pesquisar no Google, eu deixo. /corre'
E... espero ver vocês muito em breve. Obrigada por lerem! Very Happy
Bjos&Qjos :*
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MensagemAssunto: Re: (Nem) Todo Mundo Odeia a Emily   Ter Dez 25, 2012 7:53 pm

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Só sei que dormi de tanto ódio! E só “quase acordei” um bom tempo depois - eu acho-, quando um mosquito dos infernos pousou quentinho na minha bochecha e depois deu uma picada fria na mesma.

[...]

Não sei se alguém entendeu a mensagem subliminar no final do capítulo, mas o que importa é que eu nunca vou contar o que é. MWWWAAHAHAHAHA-cof, cof.

EU SAQUEI ASSIM QUE LI! KKKKKKKKKKKKK
Foi um beijo, e eu desconfio que tenha sido do Tom kkkkkkkk

Hey, é claro que eu não abandonei sua fanfic, e nem pretendo abandoná-la, só que no final desse mês, viajo de férias para um lugar com a internet mais lenta que a produção do novo álbum do TH, e caso eu não passe a comentar, NÃO PENSE DE FORMA ALGUMA QUE EU ABANDONEI, assim que eu voltar em fevereiro, eu recompenso tudinho, prometo :33

Enfim, beijos!
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MensagemAssunto: Re: (Nem) Todo Mundo Odeia a Emily   Ter Jan 01, 2013 9:49 pm

EEEEEEEEEEEEEHHHHH AQUI ESTOU EU ^^ Razz
Ok. Primeiramente obrigada a Ilana porque a bocó aqui não tinha entendido a mensagem subliminar - sou lerda como podem comprovar-.
Cara eu adoro a Emily eu rio dela pra caramba kkkkkk mas eu adoro ela u.u
É impressão minha ou ela está com ciúmes do Tom sem saber que está? É o que parece. E essa aproximação ali face to face -q humm só uma coisa a dizer: estraaaaaaaaaaanho..
Ah e a do símbolo do cobre hehe essa eu saquei kkkkk Também se não sacasse essa né aiai só eu mesmo!
O Bill é tão adorável e ao mesmo tempo tão.. panaca. Hellooow a Emily é a fim de você - ou era né :p
Óbvio que não abandonarei a fic u.u É minha diversão de final de semana Very Happy
Continua moçaaaa - e rápido-
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MensagemAssunto: Re: (Nem) Todo Mundo Odeia a Emily   Ter Jan 15, 2013 6:48 pm

Má oê! Má oê! /SilvioSantosFAIL
Os capítulos são meus e eu coloco o nome escroto que eu quiser. HÀ! u_ú

E aí, gente? Como estão? O que me contam de novo? Como vai a vida? Very Happy
E muito obrigada, Pâmela e Ilana, por sempre estarem aqui! *-*
Espero que faça uma boa viagem, senhorita Ilana.
E Pâmela, ri tanto no seu comentário. Sei lá. HUASHDAJHD'

E lá vamos nós!







Capítulo 29
Todo mundo odeia brigar com o Tom.


Espera.

O QUÊ?!


















E aqui, crianças, podemos ver dois selvagens em seu habitat natural. Observemos esses dois animais, então:
O animal selvagem número 1 é perseguido pelo número 2. Tudo o que o número 1 queria era um pouco de comida, mas o número 2 não estava disposto a facilitar as coisas, e encarou o número 1 como uma ameaça, como uma presa.
E aqui estão eles, correndo feito loucos. Vale ressaltar que eles se odeiam, pois essa é a ordem natural das coisas.

Mas alguma coisa está errada! Observem. O animal número 1, com suas frágeis patinhas, está perdendo velocidade. Não pode ser! Ele será devorado!
O longo período sem comida deixa o número 1 frágil e abalado, não facilitando em nada a sua fuga. Então ele rapidamente avalia a situação.

-Não agüento ma-mais! - O pobre animal número 1- AH! CHEGA! O único animal aqui é o Tom! Palhaçada! E foi isso aí que eu declarei, me rendendo e me virando para trás.

Estávamos naquela corrida feito selvagens há um bom tempo. Parecíamos, além de animais, retardados mentais que acabaram de fugir do hospício.
E O PIOR É QUE EU AINDA TENHO CHOCOLATE NA CARA!

-Eu não agüento mais! – Declarei novamente, deixando a sacola com o lanche ao lado dos meus pés, enquanto apoiava minhas mãos nos joelhos. Eu mal conseguia respirar.

Tom veio todo ofegante e pegou a sacola raivosamente do chão. E ainda ficou me olhado com aquela cara de “vou te estrangular na esquina”, enquanto eu tinha um ataque de asfixia.

-Eu só estou com fome! Poxa! – Falei, assim que meus pulmões pararam de doer um pouco.

Ele simplesmente me ignorou, girou nos calcanhares e saiu andando.

-Agora é você quem não está falando comigo? Que idéia original!

De repente ele parou de andar, e sem se virar começou a olhar para os lados, parecendo confuso.

-Muito maduro da sua parte, ficar me plagiando! Sou EU, EU quem não está falando contigo! – Cruzei os braços e fiz bico.

-Cala a boca, estúpida. – Ele estava falando baixo e ainda de costas para mim. Não estou entendendo nada além de chiados.

De repente senti algo na minha perna. JESUAS ACO- Ah, é só uma cobra.
...
Mentira! É um graveto. Tudo bem.

Tom ainda continuava a falar/chiar, enquanto eu olhava para as árvores ao meu redor. Foi aí que o mundo parou! Eu me dei conta de que...

-É melhor você calar a boca mesmo, porque...

- A GENTE TÁ PERDIDO! – Cortei o monólogo do Tom com um grito que fez eco pela floresta.

-E ERA JUSTO ISSO QUE EU ESTAVA DIZENDO, SUA BURRA! – Finalmente ele se voltou para mim, gritando. – E isso tudo é sua culpa! SUA!

-Minha culpa?! – Apontei para o meu próprio peito. – Foi você quem começou a me perseguir!

-Só porque você roubou o lanche!

-Mas agora não faz nenhuma diferença mesmo! Os outros nem vão comer lanche nenhum, já que você fez o favor de me perseguir e fez a gente se perder!

-NÃO VENHA JOGANDO A CULPA PRA CIMA DE MIM, NÃO, DONA EMILY!

-EU SÓ QUERIA A MINHA PARTE DESSA MERDA DE LANCHE! MUITO BONITO, DOUTOR TOM! Além de estar perdida eu ainda tenho chocolate na cara! – Acidentalmente taquei meu braço engessado no meu nariz, quando tentei passar a mão pelo meu rosto.

-Podia ter pedido a sua parte. Eu teria avaliado seu caso! E PROVAVELMENTE NÃO ESTARÍAMOS PERDIDOS!

-Haha. Faça-me rir! Como se você fosse mesmo dar a minha parte do lanche, e além do mais, como eu iria pedir se nem estava falando com você? Aliás, por que é que VOCÊ estava levando o lanche? – Comecei a dar passos lentos em direção a ele, apontando meu dedo indicador em sua direção.

-Não interessa! Só sei que tudo começou com VOCÊ não falando comigo! – Ele fez a mesma coisa, também apontando pra mim.

-Não! Tudo começou com VOCÊ pegando a Zooey!

-Peraí. – Ele pareceu pensar, parando de andar em minha direção, mas já estávamos bem próximos um do outro. – Então, basicamente, nós estamos perdidos por causa da Zooey? – Pus-me a refletir.

-É! – Respondi completamente incerta, mas tentando passar que estava com toda a certeza do mundo. – Do que é que a gente tava falando mesmo?

-Não sabia que eu “pegando” – ele riscou aspas no ar – a Zooey te faria ficar tão bravinha assim.

-Num tô bravinha. Não tô! – Cruzei os braços, fiz bico e ainda por cima comecei a bater o pé.

-Mentirosa. – Riu da minha cara. – Não sabia que você odiava a Zooey tanto assim.

-Pois odeio! Odeio do fundo do núcleo de todas as minhas células! E AGORA ODEIO VOCÊ AINDA MAIS, TAMBÉM!

-Não faz diferença. A gente vai morrer nessa floresta mesmo. – Ele deu de ombros. Muito motivador. Muito. – A propósito, eu também te odeio! – Me encarou.

Suspirei pesadamente e relaxei a expressão. Desativei o meu modo de ataque.

-Você não entende a gravidade da situação, não é? Você... Você e a Zooey... a Zooey e você... Você não merece nem o meu ódio!

-Sabe o que eu acho? Acho que isso não é ódio, é ciúmes! – Sorriu todo convencido, cruzando aqueles braços que sabem tocar guitarra.

O QUÊ?! O QUE ELE ESTÁ OUSANDO INSINUAR? EU, COM CIÚMES DELE?!

- VOU TE MOSTRAR OS CIÚMES! – Dei um soco no olho dele. E logo depois voei em cima dele!

Ele se desequilibrou e nós começamos a rolar no chão. Eu batendo com uma mão só e ele apanhando. É assim que se faz!

-Não está fazendo nem cócegas! – Ele desafiou o perigo.

-Ah, é? Ah, é? Pois então- O LANCHE! – Vi a sacola toda amassada e estribuchada ao nosso lado. Tinha esquecido que ela estava nas mãos desse animal!

Saí correndo de cima dele e rapidamente peguei a sacola. Sem nenhum de nós falarmos alguma coisa, andei um pouco, enquanto ele ainda tentava respirar lá no chão, e me sentei no meio das folhas e fezes de bichinhos mesmo.

Com uma cara de menina má abri a sacola. Ele viu o que eu estava fazendo, mas não disse nada. Pelo contrario, se levantou e logo depois se sentou ao meu lado.

-Pão? Sério? Pão e água? – Olhei indignada pro conteúdo da sacola e quase tive um ataque. Bufei irritada. – Mas já que vamos morrer mesmo, não posso reclamar.

Peguei uma garrafinha de água da sacola e bebi quase tudo de uma vez. Coé? Estava com sede pela corrida. Logo depois peguei um dos pães secos, bem a tempo de Tom tomar a sacola das minhas mãos e pegar um pão pra ele também.

-Então é isso? Você abandona a luta pra comer?

-Cala a boca. – Respondi de boca cheia. – E você sabe que eu gosto do Bill, não é ciúmes de você! Você está delirando? – Olhei pra ele, que começou a rir.

-Eu não estava falando de você sentir ciúmes de mim, estúpida. – Ele bebeu um gole de água de outra garrafinha. – Era sobre você sentir ciúmes da Zooey. – Quase cuspi o que tinha na boca.

-Eu? Ciúmes da Zooey? Só por que ela é popular? Volto a repetir: você está delirando?

-Ela é popular, bonita, loira... – Que isso agora? Ele está elogiando ela? Realmente, ele está delirando!

-Burra, siliconada e com amigos falsos. – Completei.

-Ok. Entendi. Você realmente a odeia.

-Demorou, hein, lerdeza? – É claro que eu odeio mesmo ela. Ninguém fala da minha família... Ou “quase” família, mas ninguém precisa saber que é esse o principal motivo que eu quero que ela morra.

-Tá. Agora cala a boca e come, Emy. – Alguém aí reparou que ele e me chamou de “Emy”? Mas deixei quieto. Estou com fome.

-Com tantas garotas no mundo tinha que ser justo a Zooey? – Sim, eu adoro acabar com os momentos de paz.

-Foi ela que-

-NAÕ QUERO SABER! Se você soubesse o quanto isso me magoou nunca mais teria coragem de olhar pra mim.

Ele murmurou alguma coisa indecifrável. Acho que era algo sobre eu puxar assunto e depois gritar “NÃO QUERO SABER!”.

-Eu disse que era pra ficar longe dela. – Falei.

-Não achei que fosse sério. E você está é fazendo muito drama, se quer saber! Foi só uma vez, pronto. Nunca mais nem chego perto dela.

-Agora que você já fez a cagada não adianta mais. E eu estou falando sério quando digo que não quero mais falar com você. Chame de drama ou do que quiser, mas eu não vou nem olhar na sua cara, exceto quando envolver o Bill, é claro.

-Mesmo, Emily? Você acha que já pode ser considerada uma adolescente com essa mentalidade? – Ignorei. – Ok. Ótimo! Não vai fazer a mínima diferença pra mim. Na verdade, prefiro assim. E eu pego a Zooey quantas vezes eu quiser!
Silêncio.
-Porque o que você pensa não faz nenhuma diferença! E com que direito você acha que pode me proibir de fazer alguma coisa?
Cri... Cri... Cri...
-E você deveria é se preocupar mais com a Sam e o Bill do que comigo e a Zooey!
Barulho do vento...
-E foi tudo culpa dela!

-Além de sem-vergonha ainda não tem coragem pra admitir que você é tão ou mais culpado do que ela. Covarde. – Falei sem olhar pra ele enquanto mordia mais um pedaço do pão. Ele ficou quieto.

-Pensei que não tivesse falando comigo. – Ele se pronunciou depois de um tempo.

-Não estou. Sou só a sua consciência pesada.

-E como assim sou “tão ou mais culpado”? Culpado? Não vou ficar me sentindo culpado por você! E se é um pedido de desculpas o que você quer, saiba que não vai ter. E também não vou me afastar da Zooey porque você quer! Não vejo nada de errado entre mim e ela!

-Então apenas espere. Espere e verá! Porque eu- – ALGUÉM ACODE QUE EU ENGASGUEI COM O PÃO SECO! Comecei a tossir, tossir, tossir... E Tom, vendo que eu estava morrendo, começou a rir. Eu vou bater tanto nele quando-

-Emily? Você está ficando roxa, estúpida! – Praticamente uma garrafa inteira de água foi enfiada minha goela. Foi um sacrifício, mas eu desengasguei. Estou viva ainda, pra infelicidade de muitos! – Sua mãe nunca te ensinou que se deve mastigar os alimentos e não falar de boca cheia? – Bebi mais um cinco litros de água. – Viu? Eu sempre te ajudo e o que eu ganho em troca? Você não falando comigo. – Revirei os olhos, levando em conta que tudo o que ele fez foi enfiar a garrafa na minha boca. – Você precisa de mim, Emily! Guarde essas palavras.

Silêncio.

-Quer saber? Agora sou eu que não estou falando com você! Agora você vai ver o quanto precisa de mim! Não adianta nem implorar, pra mim você não existe mais. Boa sorte com o Bill, e é pra valer! – E dizendo isso ela saiu andando todo fodão.

Espera.

O QUÊ?!





Capítulo 30
Todo mundo odeia precisar da ajuda já odiada anteriormente.


"Tenho medo de não conseguir e levar outro fora. Só que se eu levar o outro fora... Vou estar sozinha.”












Como?
Me diga como é possível que, de repente, o Tom esteja todo zangado comigo, sendo que deveria ser ao contrário? Como? Como, se ele é o único errado na história?

Não era ele que se disponibilizou por livre e espontânea vontade a me ajudar? Então... Como? Como ele não vai me ajudar mais? E como ele consegue exercer todo esse domínio sobre mim?

Como? Como a torrada sempre cai com a parte que tem geléia no chão?

E como? Como fui me esquecer que estou no meio de uma gincana estúpida no meio do nada e me deixei ser atingida por uma bexiga cheia d’água?!

-Você está eliminada, Evans! – Ezra berrou. Nem o banho de água fria e nem a pancada que levei quando a bexiga bateu bem no meio da minha fuça foi suficiente para me tirar do transe. Antes eu tivesse morrido na floresta! – Sai daí! – Ezra voltou a berrar com a minha pessoa.

Fui “traída”, fiquei perdida, fui resgatada, zoada, xingada (por ter feito o resto do grupo ficar sem lanche), não tenho mais a ajuda do Tom, estou encharcada e tudo está ferrado...

Juntei os cacos de dignidade que me restam e saí do campo de batalha, enquanto era vaiada por todos. Saí. Saí andando parecendo um zumbi, com os olhos meio abertos, meio fechados. Exatamente como estava antes da estúpida “guerra com bexigas” começar. Exatamente como estava antes de me jogar na cama ontem à noite com a cara suja de chocolate após ser resgatada do meio da floresta. Exatamente como estava depois que o Tom disse que não me ajudaria mais.

Retirei o plástico que protegia o gesso do meu braço um segundo antes de me lembrar que teria que recolocá-lo para ir tomar banho. Tá vendo como tudo é uma merda?

Fui andando sem olhar para o caminho, mas só sabia que estava indo em direção ao dormitório.

Então é isso. Acho que além do Tom me ignorar agora, aposto que ele também vai estragar meus planos em relação ao Bill, só de raiva. Ele é um moleque ruim, estou sabendo. E mesmo ele dizendo que agora eu não existo mais pra ele, aposto que ele vai se lembrar bem de mim quando estiver bolando um plano pra me matar, afinal, ele sempre me odiou. Se bem que se não fosse por ele eu teria morrido na floresta. Deixe-me contar: Era uma ve- Opa. História errada...

Estava eu lá chocada, perdida na floresta e sentada da mesma maneira que estava depois de ter me engasgado com o pão e o Tom ter me dito aquelas coisas, ter saído e me deixado. Fiquei lá pensando em como o céu é azul, até que percebi que já era noite. Foi aí que eu fui comida por lobos e quem lhes conta essa história é uma alma penada. Não, mentira. Foi aí que o Ezra chegou berrando com o megafone e dizendo algo como “só podia ser a Emily pra se perder”.

Tom estava lá com os outros que foram me procurar, e apontava a luz da sua lanterna bem nos meus olhos. Acho que de propósito mesmo. Com certeza foi graças ao Tom que eles me acharam, mas... Eu continuo odiando ele. Ainda mais agora.

E foi assim, de repente, com um clique que eu saí do meu estado zumbi! Eu odeio o Tom, e não, não preciso dele pra nada!

Mesmo que agora ele me ignore e provavelmente vá falar mal de mim pro Bill, eu não vou desistir! Vou conquistar o Bill e mostrar pro Tom que eu não preciso dele!

Bem... Talvez eu ainda tenha que utilizar o “cronograma de conquista”, mas... É. Ninguém mandou o Tom me falar todas as dicas de uma vez. Bem feito!

Ah, droga! DROGA! Vou precisar do “cronograma de conquista”, que não foi desenvolvido por mim, e isto prova que mesmo indiretamente eu preciso do Tom.

Mas que se dane! Ninguém precisará saber que eu utilizei as dicas do Tom pra conquistar o Bill!

Emily Evans não precisa de ninguém! NINGUÉM!
...
Bom, talvez eu precise um pouco do Bill, mas todo mundo entendeu o que eu quis dizer.

_X_

Cara de mau e minha baby look de caveira preferida. Essa sou eu me preparando para a batalha! Apertei o cadarço do meu coturno o mais forte que pude.

Só está faltando colocar uma faixa na minha testa e pintar minha bochecha de carvão pra me chamarem de Rambo.

Me aguarde, Bill Kaulitz!

Suspirei profundamente, olhando em direção a saída do dormitório. Aqui vou eu cumprir o “cronograma de conquista”!

-Ô, Emily, por que é que você está com essa cara, hein? – Gustav ajeitou os óculos e perguntou, quase tirando a minha pose de fodona.

-Estou pronta pro desafio, Gustav! – Estufei o peito e respondi.

-Estranha. – Murmurou, me olhando com um pouco de medo. Não esperava que ele entendesse o que é o “desafio”, de qualquer maneira. – Mas agora vamos que estamos atrasados.

Sim, estamos atrasados. Não somente atrasados para irmos pra “roda na fogueira”, mas também pra começarmos “a conquista”! Espera, não estamos atrasados. Eu estou atrasada. Eu sozinha, e mais ninguém!

Ajeitei meu lindo cabelo, começando a andar ao lado de Gustav. Caminhei ereta e quase marchando feito uma soldada. Chegamos bem a tempo de ver o Georg me esculachando, porque, como ele estava de costas pra gente, não tinha percebido que eu e Gustav chegamos:

-A gente só está perdendo todas as atividades porque a Emily está na nossa equipe! – Pelo menos falou alguma coisa com sentido.

-Não seja tão cruel! – Rebati, fazendo ele se virar pra mim e minha cara de mau.

-Só falando a verdade. – Ele deu de ombros. Lancei-lhe um olhar “morre-diabo” versão personalizada. Aí ele ficou quieto e se virou pra frente novamente. Foi nesse momento que percebi que Gustav já tinha se sentando ao lado de Georg, me deixando ali, parada.

Lancei um olhar imponente para Tom, que estava sentado também ao lado de Georg. Um olhar desperdiçado, porque ele tinha o rosto apoiados nas mãos e olhava fixamente para a fogueira; não tinha ousado olhar nem de relance pra minha direção. Bom mesmo!

Optei em sentar em um lugar estratégico. Sim, porque adivinha quem estava logo ao lado do Tom? Acertou quem respondeu Chapeuzinho Vermelho!

Bill sorriu graciosamente e de repente minha armadura caiu e se despedaçou no chão. Eu retribuí o sorriso e fui lá, toda idiota, me sentar ao lado dele.

-Oi, Emily. – Mais sorrisos. Alguém me acode!

-Oi, Bill. – Cruzei as pernas, sentando na “posição de índio” antes de respondê-lo.

Bill sorriu mais uns sem-números de vezes. Sorriu tanto que eu até esqueci qual o meu propósito de vida. Será que ele não se cansa de sorrir?

Ok. Agora ele cansou e ficou sério feito o Tom, fitando a fogueira. Quando ele parou de sorrir meu cérebro teve um tempinho e voltou a trabalhar. Ok. Tenho que cumprir o “cronograma de conquista”. FOCO! A primei-

-Hey, crianças! Venham pegar marshmallows para assar na fogueira! Menos a Evans, porque ela é realmente criança e se perde na floresta. – Valeu mesmo, Ezra. Além de não ajudar, atrapalha. – Brincadeirinha, Emily. – Quem te deu permissão pra me chamar pelo primeiro nome? E quem deu permissão pra brincar com a minha pessoa?

Tom soltou uma risadinha ainda sem desviar o foco de seu olhar, mas parou rapidamente, e eu fiz uma cara de peixe morto, olhando pra ele.

Depois de um tempo todos tinham armas mortíferas nas mãos – carinhosamente chamadas de gravetos -, e comiam aquela coisinha boa. Até que esse momento não seria chato se não fosse... Chato.

Eu me encontrava de pé em volta da fogueira, assando meu marshmallow enquanto olhava para Bill e Georg que conversavam a poucos metros de distância.

Sabe o que foi trágico? Deixar meu marshmallow queimar. Mentira. O que foi trágico mesmo foi ver Bill se sentando ao lado da Samantha assim que parou de conversar com Georg.

Eles engataram um papo super divertido, pelo jeito, pois os dois gargalhavam de vez em sempre. Senti inveja. Eu mal conseguia dizer “oi” pro Bill.

Samantha às vezes ficava olhando pros lados, parecendo preocupada com alguma coisa. Na verdade, quem está preocupada sou eu.

Senti medo. Não sei explicar bem o porquê.

-Emily, vou fazer você engolir esse marshmallow queimado pra não desperdiçar. – Gustav afirmou, ao meu lado. Por uma fração de segundo olhei pra ele, retirando meu marshmallow queimado do calor do fogo.

Quando voltei a olhar Bill e Samantha, meu olhar se encontrou de relance com o do Tom, que por acidente deve ter olhado pra mim, já que ele se levantava. Não me importei, pois logo fiquei vidrada novamente nos dois conversando animadamente.

Ok. Isso não vai me abalar! Eles estão só conversando! E eu tenho um “cronograma de conquista” a cumprir!

Só tem um problema: Quais eram as regras mesmo? Regra número um... Ser... Bonita? Ok. O Tom não ia dar uma regra tão impossível assim. Deixe-me lembrar... AH! Inferno! Eu deveria ter anotado as regras!

Calma. Só estou um pouquinho nervosa, é isso.

Espremi os olhos e me concentrei. Boas partes das coisas que esqueci em toda a minha vida estavam aparecendo em minha mente, até minha mãe me mandando colocar o lixo pra fora – o que sempre esqueço.

De repente, Tom me empurrando em um carrinho e ditando as regras apareceu como um flash. Pareceu até que um balãozinho – aqueles de desenhos – surgiu ao lado de mim e o filme começou a rodar.

... Finja que não se importa...

ISSO! Podem conversar à vontade, pois eu não-
...
O mundo parou.

-Emily! Eu pensei ter dito que faria você engolir esse-

Saí e deixei Gustav falando sozinho logo após eu ter tacado meu graveto com o marshmallow na fogueira, pra queimar de vez.

A regra número um estava indo muito bem. Muito bem até Samantha, antes de se levantar, dar um beijo na bochecha do Bill!

Aí eu não agüentei! Fui lá e quebrei um monte de dentes dela com um único soco. E estraçalhei o rosto dela...
E...E... E.... É mentira...

Eu simplesmente saí correndo para o dormitório, me sentindo uma fraca e inútil. Bobona, bobona, bobona... Idiota!

Nem sabia se estava xingando a mim mesma ou à Samantha. Só sei que me joguei na minha beliche e fiquei em posição fetal por um longo tempo.

Com que direito ela acha que pode beijar a bochecha do Bill? Vaquinha! Que ódio, que ódio, que ódio! Que ódio dela... E que ódio de mim!

Ciúmes dos infernos! Se continuar assim eu nunca vou conseguir cumprir as regras! Agora sei do que tenho medo. Tenho medo de não conseguir e levar outro fora. Só que se eu levar o outro fora... Vou estar sozinha.

Sem o Tom, dá medo.

Ok. Se eu admitir bem baixinho, talvez eu até pense que não fui eu quem disse:

-Eu preciso do Tom... – Sussurrei, e o silêncio do dormitório dominou outra vez.










Ilana! Pâmela! Cadê vocês?! D:
HUAHDJAHDJAHDJADH'
Tudo bem. Só vim adicionar os capítulos que estão faltando pra história se igualar a do Nyah!





Capítulo 31.
Todo mundo odeia o “Gustavinho”.


-Obrigada, “Gustavinho”, meu balofinho. – Apertei as bochechas dele, rindo. Parei, e só se ouviu o barulho do silêncio.

Sabe aquela vergonha, aquela vergonha tão profunda que corroí todo o ser? Aquela vergonha que chega a doer, e faz você querer bater sua cabeça em algo sólido e fazer seus neurônios chacoalharem tipo aquelas coisinhas brancas nos globos de neve?
Aquela vergonha que faz você querer preferir assistir Barbie a ter que passar por ela?
Não sabe?
Pois bem. Talvez quando você admitir – mesmo que pra si mesma – que precisa de um dos seus piores inimigos, aí você saiba do que é que eu estou falando.
Sim, sinto vergonha, porque eu não acredito que fui me render de tal forma! Onde é que estava todo aquele papo de que eu não preciso de ninguém?!

Ok. Eu só preciso respirar agora. Nem notei que estava tentando me matar sem ar de tanto relembrar o que eu declarei pra mim mesma há quase uma semana!

“Foi só um momento de fraqueza, e, aliás, ninguém ouviu...” É isso o que eu venho repetindo pra mim mesma há quase uma semana. Ninguém ouviu... NINGUÉM TIRANDO EU! Eu me ouvi muito bem, dizendo o nome do Tom e confessando que preciso dele.

COMO EU FUI NASCER TÃO IDIOTA, MEU PAI DO CÉU?!

Tudo bem. Acho que eu devo parar de pensar nisso antes que comece a sair fumaça dos neurônios queimados na minha cabeça.

Suspirei, fechando os olhos fortemente e me virando na MINHA cama. Sim, MINHA cama! A MINHA cama de verdade, que fica na MINHA casa...
E pensando bem, eu sou uma garota de sorte. Sério mesmo, sem ironia dessa vez... Afinal, eu sobrevivi! Sobrevivi a uma semana na floresta e agora estou de volta! Me pergunto como consegui.

Vou ali dançar Macarena e já volto!

Não, brincadeira. Vou é ficar aqui mesmo, me martirizando um pouco mais por ter sido fraca. Eu envergonho a minha raça!
Me virei de novo na cama, e dessa vez fiquei olhando pra porta da minha sacada.

Mas falando sério, estou me controlando pra não sair dançando qualquer coisa ou queimando alguns sutiãs pra comemorar a vida. A minha vida!
Ainda não caiu a ficha que eu sobrevivi a uma semana na selva, sendo ignorada por Tom – ok, até foi um alivio –, aguentando aquelas atividades que fazem garotas de cabelo tingido ficarem perdidas, quase me dando chibatadas por ter admitido que preciso do Tom, olhando pra cara de “maconheiro com sono" do Gustav e... O mais importante: Suportando o fato de que Bill conversou, riu e foi beijado pela Samantha.
...

AH! JÁ SEI!
Quando Samantha deu um beijo em Bill – mesmo que na bochecha – eu pirei. Sei lá, surtei. Deve ser isso! Sim, tem de ser isso! Foi o curto-circuito no meu cérebro que me fez parar de pensar e admitir uma coisa daquelas! Ufa! Agora está explicado.

-“Eu preciso do Tom”... – Repeti as minhas palavras com uma vozinha fina, debochando de mim mesma, e comecei a rir feito uma hiena drogada. – Até parece! Eu não preciso do Tom! – Falei, enquanto parava de rir lentamente. – Não preciso... – Repeti, olhando seriamente para o teto. NÃO, NÃO, NAÕ! ME RECUSO A PENSAR NO QUE EU ESTOU PRESTES A PENSAR! Esquecendo em três, dois, um...

Agora vou colocar tudo em ordem: admitir que supostamente precisava do Tom foi apenas um pequeno equivoco passageiro, tentar cumprir o “cronograma de conquista” foi um completo fracasso e eu tenho medo de levar outro fora.
E, ah, tem também o fato de que eu nunca vou conseguir conquistar o Bill sozinha. Um pequenino fato, já que eu sou fera. Tudo bem, isso eu admito, sou uma fraude. É difícil até de pensar, mas... Eu preciso sim de alguém, e se eu preciso de alguém... Já sei quem é. E definitivamente não é o Tom!

_X_

-Ah, é você... – O sorriso da mulher loira que acabara de abrir a porta sumiu assim que me viu parada ali.

-Olá, senhora Schäfer! – E lá estava o meu sorriso mais falso. Aquele que faz parecer que dormi com um cabide na boca, e que venho treinando especialmente para a Sr. Schäfer. – O Gustav está?

-É claro que está. Acha que ele poderia sair quando o sol já está se pondo? – Perguntou como se eu fosse a louca da história. Ok, talvez eu seja...

-Será que eu poderia vê-lo? – Juntei minhas duas mãos atrás das minhas costas e tentei alargar ainda mais o sorriso.

Ela me analisou de cima a baixo e deu uma leve repuxada com a boca. Depois chacoalhou a cabeça e declarou:

-Que seja... MAS TIRE OS SAPATOS!

Depois de, como sempre, ser toda desinfetada na varanda com um paninho porque “as bactérias estão em todos os lugares, principalmente em braços engessados e Gustav é muito frágil”, finalmente pude entrar na casa do meu amigo balofinho, e senti que eu não precisaria mais de banho por pelo menos um três anos. E eu achando que a minha mãe era neurótica quando ela me mandava pegar a mochila que eu deixava jogada no sofá. Pior foi o dia que o pobre Gustav esqueceu o livro de Matemática em casa... Nem conto... Na verdade, eu nem lembro mesmo. Só sei que a mãe dele surtou, e surtou na frente de todo mundo da escola.

-Gustavinho está jantando, por isso, evite conversas enquanto ele não mastigar trinta vezes cada colherada. Aliás, evite conversas até que ele termine o jantar.

A velha medonha, digo, a mãe do “Gustavinho” falou e me conduziu gentilmente até a sala de jantar, onde Gustav comia silenciosamente. Coitado, quase me da dó. Quase.

Gustav olhou de mim para a mãe dele, e da mãe dele para mim... Depois simplesmente ajeitou os óculos e voltou a comer.

-Não vai dizer “oi”? – Perguntei, ainda sorrindo aquele sorriso falso. Já estou ficando com cãibras de tanto mostrar os dentes.

-O que eu falei sobre conversas no jantar, Emily? – A senhora Schäfer me repreendeu. – E se o Gustavinho engasga? Ora! Sente-se aí e fique quieta. – Puxou uma cadeira o mais longe possível de Gustav pra que me sentasse. – Menina sem modos. – Sussurrou.

Ai, Deus. Quem foi que teve a maldita idéia de vir pedir a ajuda do maldito do Gustav sendo que amanhã nós nos veremos na maldita escola? Ah, é, fui eu.

A mãe dele ficou lá, sorrindo para o filho e me ignorando. Gustav só olhava concentrado pro prato e fingia que ninguém estava ali. Sério, eu tenho medo da mãe do Gustav. Depois que o marido morreu, ela idolatra o filho de um modo muito assustador.

Depois de umas três horas a mãe dele suspirou e olhou para mim:

-Vai querer jantar, Emily?

-Sim. – Eu? Recusar comida?

-Tudo bem, vou trazer o seu prato e aproveitar para buscar mais brócolis pro Gustavinho. – E dizendo isso ela finalmente saiu ruma à cozinha.

-Ai, me mata. – “Gustavinho” chiou lá da cadeira dele assim que a mãe saiu, dando um tapa na própria testa. – O que você quer, Emy?

Espera. A mãe dele disse brócolis antes de sair ou...

-Emily! – Gustav “gritou baixo”, chamando minha atenção.

-Sou eu. – Agora que reparei que o sorriso falso ainda estava na minha cara. Foi aí que ele morreu. –Ah, o que eu quero? Então, né? Não... – Pigarreei. – Não... Não dá pra falar com sua mãe por perto. – Sussurrei a última parte, olhando de esguelha pelo caminho percorrido pela mãe do balofinho há pouco.

-Eu sei. Não dá pra fazer nada com a minha mãe por perto. É um sacrifício esconder os chocolates e... E... O que é que você veio fazer aqui então, se não dá pra falar com a minha mãe por perto? – Gustav espalmou as mãos na mesa, me olhando meio incrédulo; acho que pela minha burrice de vir aqui.

-É algo importante. Você tem que dar um jeito de conversarmos a sós. – Espremi os olhos, fazendo certo mistério.

-Como se fo-

-Aqui está! – A Sr. Schäfer chegou interrompendo toda a conversa e meio desconfiada. – Coma tudo, Gustavinho. – Ela colocou uma vasilha com brócolis ao lado do prato do quatro-olhos.

-Mãe, eu já falei pra não me chamar assim na frente dos outros. – Gustav reclamou.

-Mas a Emily nem conta, Gustavinho. – A Sr. Schäfer riu para mim. Valeu aí, sua bipolar.

Depois ela veio com o meu prato e o colocou na minha frente. Aí sim eu tive dó de alguém. Tive dó de mim.

_X_

-Ah, eu sabia, eu sabia, eu sabia! Você realmente gosta de um deles, e é do Bill! – Gustav contava vitória e só faltava sapatear pelo quarto depois que eu lhe contei toda a história. Toda, absolutamente toda, até as dicas do Tom. O que foi difícil porque a mãe dele ficava abrindo a porta a cada palavra...
Mentira. Ela não abria a porta, até porque ela não podia – em hipótese alguma! - ficar fechada. Mas... Tá legal, foi difícil contar tudo porque eu sou orgulhosa!

-Fala baixo, balofo! Você sabe que sua mãe fica vindo aqui de cinco em cinco minutos! – Colocamos a velha pra assistir novela, mas ela é desconfiada mesmo assim. Santo Deus!

-Eu sabia! Eu sabia! – Gustav cantarolava e eu não sabia se corria, porque... Gustav nunca cantarolou nada antes!

Suspirei pesadamente, bem a tempo de levantar rapidamente da cama dele, onde estava jogada antes de quase ser pisoteada pelo mesmo, que começou a pular no colchão. Nem deu tempo de ficar assustada, já que depois de dois pulinhos ele desistiu e ficou lá, todo estirado no colchão.

-Ai, cansei. – Resfolegou.

-Percebi mesmo. Depois de tanto esforço... – Ironizei, indo em direção ao Zé, o peixinho rabudo e egocêntrico do Gustav.

-Mas... Então... Por que você me contou tudo isso?

-Aí é que tá! – Dei um grito tão de repente que até o Zé pulou no aquário. – Eu preciso... Da sua ajuda. – Falei tudo de uma vez, sem gaguejar, aproveitando que estava de costas para ele.

-Tudo bem por aqui, Gustavinho? Parece que ouvi alguém gritar. – A Sr. Schäfer perguntou e eu me virei bem a tempo de ver o olhar assassino dela lá do umbral da porta.

-Está tudo bem, mãe. – Gustav respondeu se sentando na cama. A mãe dele fez um som estranho com a boca antes de sair e quase foi andando de costas, só pra continuar com o olhar assassino sobre mim. – Minha ajuda? Pra quê, Emily? – Aí me lembrei de virar de costas novamente. Comecei a bater com o dedo indicador no aquário do Zé.

-Você sabe, seu idiota. Te falei que o Tom estava me ajudando a conquistar o Bill, até não estar mais! – Comecei a bater mais forte no vidro do aquário. Zé simplesmente olhou pra mim com um olhar entediado, me deu as costas e saiu rebolando a cauda.

-Ah, e agora você precisa que eu te ajude a conquistar o Bill. Só que... Não vai dar, não.

-CO- – Já ia gritando novamente, mas parei. – Como não vai dar, Gustav? – Perguntei exasperada, caminhando rapidamente até ele e parando à sua frente.

-Não vai dar... Não vai dar pra fazer de graça. As dicas do Tom podem até ser meio úteis, mas são contraditórias e uma droga; eu vou ter muito trabalho. – Explicou ajeitando os óculos, como se fosse o poderoso chefão.

-Ai, ai, ai. Será que nesse mundo só existe gente interesseira? Nós somos amigos desde o Big Bang e é assim que você retribui? Cobrando para ajudar uma amiga? – Fiz tanto teatro que uma lágrima já quase escorria pelo meu olho esquerdo.

Ficamos em silêncio por um longo tempo.

-É, é bem assim. – Deu de ombros e foi nesse momento que eu percebi... Eu percebi que tinha esquecido de trancar a porta quando saí. E também percebi que ninguém presta nesse mundo! Só o Bill, e ele já é meu, tá legal?

-Tudo bem. – Me sentei ao seu lado, na cama. – O que você quer em troca? E não venha me dizer que é a minha guit-

-Eu quero uma barra de chocolate. – Me cortou, e eu ri.

-Uma barra? Só isso?

-Sim, uma barra de chocolate... Todos os dias... – Tirei o sorriso da cara. – Até o último dia da sua vida. – Me abraçou sinistramente pelo ombro, dando uma risadinha mais sinistra ainda. Momento de silêncio.– Estou brincando. Eu te ajudo de graça. – Sorriu graciosamente.

Eu tive vontade de pular no pescoço dele e encher de beijos, mas só engoli meu orgulho e falei:

-Obrigada, Gustavinho, meu balofinho. – Apertei as bochechas dele, rindo. Parei, e só se ouviu o barulho do silêncio.

-Tudo bem, você provocou, agora você vai ter que me dar duas barras de chocolate todos os dias até o fim da sua vida. – E ele me deu um tapão nas costas, quase me fazendo voar pro meio do quarto.

É nisso que dá ficar dizendo “obrigada” por aí. Não traz lucro nenhum, muito pelo contrário!






P.S: Pois é. Esse capítulo tá um cocô de lhama, mas serve pra mostrar alguma coisa HAUSHDAJ’
Capítulo 32
Todo mundo odeia ser desnaturado.


-Animação, animação, animação! – E lá estava eu, cantarolando embaixo do chuveiro quando, de repente, enquanto tentava tirar o shampoo do olho, alguém abre a porta do box num baque só e me puxa com tudo pra fora da água quente.

-Emily, eu disse pra você não usar drogas, querida. O que está acontecendo? Você está grávida? Pode desabafar com a mamãe. – Demorou um pouco pra eu perceber onde é que eu estava e por que minha mãe me chacoalhava preocupadamente enquanto eu estava completamente desprovida de roupas e com o olho ardendo de shampoo.

-Mãe! – Finalmente voltei para a Terra, agarrando minha toalha dos Bananas de Pijamas e me cobrindo. – O que é isso agora?!

-Sou eu quem te pergunto isso! O que é isso agora, hein? – Minha mãe colocava a mão na minha testa, acho que pra medir a temperatura.

-O que há, mãe? Uma garota não pode mais cantarolar no chuveiro?

-Não quando se é seis da manhã de uma segunda e você se chama Emily Evans.

-Ah, mãe, menos, bem menos. Quase nada. Pra que todo esse drama? – Agora dá pra se ter uma noção de pra quem eu puxei um pouco de todo o meu drama.

-Ora, só fiquei assustada. Era pra você estar dormindo, como sempre, e chegar atrasada na esco- Ah, meu Deus! Você está apaixonada!

SIM!

-Não. Que idéia, mãe. – Joguei a toalha em qualquer canto e voltei pra debaixo do chuveiro. -Como é que você pode chegar a essa conclusão só por que acordei mais cedo e pareço feliz numa se – engoli um tanto de água – gunda?

-Porque eu sou sua mãe, bobinha! Então... Qual é o nome dele? – Aí já é demais. Bufei e bati com tudo a porta do box na cara dela. É, eu sou uma boa filha.

Ela continuou discursando sobre o amor e sobre como ele muda e torna as pessoas mais bonitas até depois de eu ter saído do banho e começar a secar meu cabelo. Acho que ela se irritou com o barulho do secador e percebeu que eu não estava prestando atenção, pois foi nesse comento que ela saiu “pisando duro”.

Valeu por tentar me ajudar, mãe, mas eu não preciso de mais nada quando se tem o Gustav como conselheiro amoroso. Só com algumas poucas palavras dele eu já sei que o balofinho mais querido do mundo é fera nesse assunto – vai ver é porque ele não consegue uma namorada e fica pesquisando sobre como conseguir uma. O Bill já está no papo. Quer dizer... Está quase lá. Gustav só me passou pouquíssimas dicas, mas já me sinto bem mais confiante do que quanto era o Tom quem ditava as “regras”. Tsc. Tudo bem que em troca eu vou ter que dividir meu lanche com o Gustav até o fim da minha curta vida, mas vai valer à pena. E ainda bem que ele desistiu da idéia do chocolate!

O primeiro passo que Gustav sugeriu (passo, não regra) foi acordar cedo e chegar na hora certa na escola. Por quê? Eu também não sei, mas estou “dando esse passo”. Dessa vez vou fazer tudo certo!

O segundo passo é controlar o ódio pelo mundo. Tá aí uma coisa dificílima, mas vou me esforçar. Aliás, já estou me esforçando, ou você acha que eu estava cantarolando “animação” embaixo do chuveiro por quê? De besta? É, talvez um pouco...

No terceiro passo ele disse que era pra cuidar da minha aparência. Não mudar, só melhorar. E aqui estou eu com um delineador para olho em mãos; nem sabia que tinha isso, mas já que o achei dentro do meu all star vermelho que tinha escolhinho pra combinar com a gravatinha vermelha do uniforme (que eu tinha ajeitado de um jeito desleixado mas “elegante”), está valendo.

-Ah, não pode ser tão difícil passar essa coisa. – Falei sozinha e encarei o pobre tubinho, descochando a parte com o pequeno e comprido pincel dali. – Mamãe me ensinou uma vez, acho. O negócio é não tremer e ir devagar. – Olhei para o meu reflexo no espelho. – Vamos lá! – Minha mão estava tremendo mais que vara verde, aí eu taquei o pincel com tudo no olho e fiquei cega. Brincadeirinha. Eu até me saí bem, exceto ela borradela irrelevante no final do olho direito; e isso só aconteceu porque o gesso no outro braço me atrapalhou na hora de puxar o olho um pouco. Mas eu definitivamente me saí bem! Até sorri pra mim mesma no espelho.

-Ai, que orgulho! – Minha mãe bateu palminhas lá do umbral da porta, e eu me dei conta de que preciso urgentemente fazer um curso sobre como perceber que tem alguém te olhando. – Vem, me deixa arrumar direito isso aí! – Ela se aproximou de mim, me puxando elo braço.

-Mas já está bom! – Protestei.

-Quieta, Emily! Vou só dar uma arrumadinha e passar máscara. – Me puxou para mais perto depois de tirar umas quinhentas mil coisas da bolsa que ela tinha sobre o ombro e colocar tudo dentro da pia do banheiro.

Ficamos em silêncio, enquanto ela fazia o que bem entendia na minha cara. Foi aí que senti uma necessidade de dizer uma coisa do fundo do meu coração. Chamei-a baixinho:

-Mãe?

-Quié? – Ela resmungou muito concentrada.

-Me dá dinheiro?

-Pra quê? – Claro que é pra gastar. E por que eu tenho eu ficar dando satisfação?

-Pra eu ir no salão... Vou pintar o cabelo de novo e fazer umas coisas aí. – Talvez eu faça uma tatuagem! Ok, só talvez e num futuro distante.

-Tá. Vou deixar o dinheiro em cima da mesa da cozinha.

-Ok. – Muito estranho. Ela é fissurada por esse negócio de salões de beleza, então é mesmo estranho que ela não tenha se oferecido pra ir junto comigo.

E aí vem o silêncio novamente.

-Mãe?

-Hum?

-Por que você nunca está em casa? – E por falar em salões de beleza, eu sei que ela vive neles; é uma perua assumida. Mas essas coisas não podem durar o dia todo... Ou podem?

-Porque eu trabalho. – Meu Deus! Alguém trabalha nessa casa e eu nem sabia? – Ou achou que as coisas caiam do céu? – É, acho que já faz muito tempo que meu pai parou de mandar algum dinheiro pra gente, e é minha mãe quem trabalha muito pra nos sustentar. —Ou como você acha que eu mantenho toda essa beleza? – Sorriu, balançando as mãos e fazendo aquelas pulseiras irritantes tintilharem. Depois voltou ao que fazia.

-Mãe?

-Hum? – Parou novamente de me maquiar e ficou olhando pra minha cara. Acho que já estou irritando-a com todas essas perguntas.

-Você trabalha aos domingos também? E toda noite?

-Sim. E algumas vezes, à noite, quanto não estou trabalhando vou para os salões de beleza. – Voltou a pintar minha cara. Só espero que eu não saia parecendo uma palhaça, no sentido literal da coisa. Parando pra pensar estou com medo, a julgar pela maquiagem escandalosa que minha mãe faz nela mesma.

-Você trabalha com o quê, mãe?

-Terminei! Vou deixar minhas maquiagens com você pra que você leve pra escola e retoque, porque é assim que se faz! Ai, que linda. – E voltou a bater palminhas.

-Você não me respondeu.

-Respondi o quê, Emily?

-Onde você trabalha, oras.

-Ah, já te falei um milhão de vezes e até deixei o telefone de um dos lugares lá na sala, filha desnaturada. – Quê? Esse tempo todo e eu não fui abandonada como pensava? – Trabalho como recepcionista numa clínica odontológica, e aos finais de semana em uma loja do shopping. Ai, como eu sofro e batalho nessa vida. – Olha aí, mais drama. – É sério que você nunca escutou quando eu falava antes? – Fez cara de triste com um “bico” enorme e eu ri de leve. – E por que todas essas perguntas agora? – Porque é bom falar contigo, mãe, mesmo você sendo uma louca, pensei, mas só dei de ombros. – Eu disse que você estava estranha. Pode ir parando com as drogas, mocinha! – Ela gargalhou e eu ri um pouco. – Enfim, estou saindo. – Cantarolou como sempre.

Ok, definitivamente sou muito desnaturada. Mas quando eu arrumar um emprego talvez ela não tenha que trabalhar tanto assim...

-Mãe!- Chamei-a de novo e ela se voltou para mim novamente.

-Hum? – Alguém aí também acha que essas falas já estão muito repetidas?

Conte-me toda a verdade sobre meu pai!, era o que eu queria dizer...

-O nome dele é Bill.

-Nome bonito. – Ela sacou de primeira, sem eu precisar recordá-la que ela havia perguntando o nome do “garoto”. Pelo jeito a lerdeza eu puxei de outro alguém.

Sorrimos juntas novamente e ela finalmente me deixou. Eu funguei, antes de abrir o maior sorrisão, olhando para o meu reflexo no espelho. Meus olhos estavam bem marcados em um preto meio leve e esfumaçado, realçando a cor verde dos meus pobres olhinhos já tão sofridos.

Ajeitei a fina meia calça por debaixo da saia com pregas do uniforme, antes de tomar um susto, ao ver que minha mãe estava no umbral da porta novamente.

-Achou que eu iria antes de ver sua reação? Foi um trabalho perfeito. – E sorriu. – Ah, amanhã tenho uma pequena folga à tarde. Quer sair pra fazer compras?

-Claro! – Eu não resisti e sorri de novo.

-E passar vergonha com essa mãe... Hum... Essa mãe perua?

-Melhor passar com essa do que com outra. – Brinquei, e ela me surpreendeu com um abraço que não deu tempo de retribuir pelo susto. – Amo você! – Deu um beijo em minha bochecha e saiu, assim, como se fosse minha mãe de verdade. Ah, é, ela é minha mãe de verdade, só nunca havia visto ela assim, desse jeito.

Conclusão: Todos os passos do Gustav dados até agora funcionam. (Se servem pra me aproximar da minha mãe, também servirão pra me aproximar do Bill. E não venha me dizer que são coisas opostas! E o melhor mesmo é que você cale a boca, consciência!)




AEAEAE! Quero só ver alguém ler tudo isso, mas se lerem por favor deixem comentários!
Bjos&Qjos :*


Última edição por M. em Qua Fev 13, 2013 2:50 pm, editado 1 vez(es) (Razão : Adicionamento de capítulos. :))
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Pâmela.O.d.S
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MensagemAssunto: Re: (Nem) Todo Mundo Odeia a Emily   Sab Mar 16, 2013 11:16 pm

AI MEU DEUS M. DESCULPA. JÁ É 16 DE MARÇO O.O
COMO É QUE EU DEMOREI TANTO ASSIM PRA VIR AQUI LER? É QUE EU EU NAO TINHA MESMO VISTO QUE TU TINHA ATUALIZADO, -SEPUDER E QUISER- PODE ME AVISAR QUANDO POSTAR VIU MOÇA.
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH TOU COM PENA DO TOM, SERÁ QUE ELE GOSTA MESMO DA EMILY E TEM CIUMES DO BILL? ELE FICA MUITO ESTRANHO COM A EMILY :/ BILL BURRO. SEM MAIS COMENTARIOS SOBRE A BURRICE DO BILL SIM KKKK
GUSTAV MANDANDO BEM HEIN. O QUE ELE NAO FAZ POR UM CHOCOLATE E QUE MÃE MEDONHA CHEJUS -LE-SE JESUS- Razz
A EMILY ESTA MAIS AMOROSA AGORA É? ÔÔÔô GUSTAV VOU TER DAR O GRAMMY, MAS EU ADOREI A MUDANÇA. COM CERTEZA VAO ZUAR ELA KKKKKKKKKK - COMO EU SOU QUERIDA, VIU?- HMMM SURPRESAS E MAIS SURPRESA.
VIU SÓ AINDA BEM QUE EU VIM AQUI VER SE TU TINHA POSTADO O CAP; SENAO IA DEMORAR MAIS PRA COMENTAR, E AGORA COMEÇOU AULA E ESTAGIO E SOU ADM DE UM BLOG DO TH E AGORA ELES TÃO APARECENDO NE - GRAÇAS A DEUS- ENTAO TOU MEIO ESGOTADA MAS POH SEMPRE VENHO COMENTAR QUANDO VER QUE TU POSTOU OUTRO O/ VOLTAAAAAAAAAAAAAA
EU AMOOOO ESSA FIC *-* É LESADA IGUAL A MIM ME IDENTIFICO E RIO UM MONTE , PERDAO PELA DEMORAAA M. BUAAAA NUNCA VOU ABONDAR A FIC LI TUDO U.U -
CONTINUA
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MensagemAssunto: Re: (Nem) Todo Mundo Odeia a Emily   Qui Mar 21, 2013 8:48 pm

Leitora nova!! Preciso de mais caps!!!!! *--* BEIJOOOS!!!
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MensagemAssunto: Re: (Nem) Todo Mundo Odeia a Emily   Qua Abr 03, 2013 8:50 pm

AI, MEU DEUS! COMENTÁRIOS! QUE COISA LINDS! *-*
*chora de lágrimas*
Bem, err... Oi. Estou de volta com mais capítulos! o/

E Pâmela, muito obrigada pelo apoio e pelo comentário, SUA COISA LINDA! HUAHSDHAD' Fiquei suuuper feliz em saber que você se lembrou de mim, veio aqui e deixou esse comentário gamanty, mesmo sendo tão atarefada. Você... é uma... anja. KKKKKK' E merece muito mais que um OBRIGADA, mas mesmo assim vou agradecer. E não pecisa pedir desculpas que eu fico com vergonha. HAHA'
Muitos Bjos&Qjos :*


Dudaah Kaulitz, seja muito mais que BEM-VINDA! E muito obrigada mesmo pelo comentário, viu? *-*





Nesse capítulo tem continuação dos passos do que o Gustav deu pra Emily, se lembram?



Capítulo 33.
Todo mundo odeia ter amigo fofoqueiro.








Quase que a minha meia fina preta foi pro escambau quando eu caí descendo as escadas da minha varanda, mas abafemos o caso, pois a única coisa que aconteceu foi um pequeno desfiado no joelho. Ajeitei minha mochila nas costas e me reergui feito um arranha-céu, alá Demi Lovato.

Fui andando lentamente pela calçada até parar ao lado de duas pessoinhas. Uma me olhou de cima a baixo com um olhar que eu não soube identificar e logo depois fitou os próprios pés, me ignorando completamente; a outra sorriu de leve, murmurando um “bom dia”, que foi prontamente respondido por mim.

Será que ele não notou a minha pequena... mudança? Tudo bem, talvez ele apenas não queira me dar “esperanças”, porque no fundo eu sei que ele sabe que eu ainda gosto dele.

Quarto passo: Não tenha medo de conversar, por mais estranho que o papo for ou por mais medo e falta de coragem que você tenha.

-Então... Esperando o ônibus? – Não, idiota, esperando uma espaçonave.

-É, meio que isso. – Adivinha quem me respondeu? Claro que foi o Bill. Aliás, nem me lembro mais da existência energúmena do Tom.

Depois que o Bill me respondeu, eu comecei a rir baixinho de mim mesma e da minha idiotice. Mas só que é mentira. Estava era rindo de nervosismo. Aí o Bill também começou a rir e Tom se afastou, dando um estalo de irritação com a língua.

Ok, o quarto passo é um dos mais difíceis entre os difíceis. Eu não tenho mais assunto, e isso prejudica o passo cinco, que seria não ficar travada ou não ter um chilique de ciúmes – esse passo o Gustav inventou depois que eu contei da fatídica noite na floresta e de como fiquei travada e depois possuída de tanto ciúme.

E graças aos céus – ou ao motorista drogado mesmo –, o ônibus chegou. Bill foi o primeiro a entrar, e Tom se sentou com ele. Ainda bem, porque eu não sei se me sentar com o Bill daria bandeira demais. Nota mental: Perguntar isso pro Gustav.

Pois bem, me sentei na fileira de bancos ao lado da deles, na mesma reta. Só que quando pensa que não, na outra parada do ônibus, o Tom mudou de lugar e foi se sentar lá pro fundão, dando chance para um certo alguém se sentar com o Bill sem pensar duas vezes. Até te dou um tempinho pra você adivinhar quem foi... É uma líder de torcida, o nome começa com “S” e vai ser uma das primeiras pessoas a morrer quando meu rifle que eu comprei pela internet chegar. Adivinhou agora que eu estou falando da Samantha?

E como assim o Tom muda de lugar e ela se senta ali? Começo a suspeitar que esses dois têm um complô. O Tom me odeia mesmo, devo estar preparada pra tudo que vier dele.

Bom, só fiquei sentadinha, quietinha, no meu melhor estilo Lady Gaga e sua cara de “poker face”. O quinto passo está sendo utilizado com força total nesse momento, e eu estou tentando não lembrar de quando o Bill disse que ela é especial.

Depois de um tempinho, Samantha deu uma olhada pro lado e nossos olhares se encontraram. E eu conheço aquela expressão que ela fez. Sim, é medo. Sei bem como é porque era justamente essa expressão que eu fazia toda vez que eu, Gustav e Georg reinávamos de descer a ladeira da casa do meu amigo de cabelo chapado com um skate sem uma das rodas.

Mas do que Samantha estaria com medo? Sempre parece preocupada quando está falando com o Bill, mas não foi assim quando ela apareceu lá na nossa mesa pela primeira vez. Será que meu olhar mortífero pra cima dela é muito... mortífero? Não sei, não. Só sei que ela se voltou pro Bill novamente e se levantou do banco, mudando de lugar e se sentando o mais longe o possível de nós. Cara, inveje o poder da minha mente. E cara, como eu preciso da ajuda do Tyler pra descobrir mais sobre essa garota.
_X_

-Mais cuidado da próxima vez, cabelo de fogo.

Dei um sorrisinho irônico como resposta ao motorista drogado, que fechou a porta do ônibus na minha cara de pau. Só por que eu não me dou bem com qualquer tipo de escada e tropecei um pouquinho na hora de descer? Vá debochar da mãe!

Suspirei e ajeitei minha mochila. Ah, não. Cadê o Bill? Será que já foi pra sala?E cadê o Gustav? Será que já morreu essa peste? Decidi acabar com parte das dúvidas e sabiamente rumei à sala. Nem deu tempo de colocar um pé dentro daquele inferno e algo aconteceu:

-EMILY DO CÉU, COMO É QUE VOCÊ NÃO ME CONTA QUE TÁ APAIXONADA? – E esse aí é o Georg gritando feito um vendedor de feira que estou apaixonada. – NÃO, PERAÍ, PERAÍ. VOCÊ ESTÁ MESMO APAIXONADA? VOCÊ? LOGO VOCÊ? EU NÃO-

-CALA A BOCA! – Falei lentamente e enfiei o dedo na cara dele, enquanto o segurava pelo colarinho da camisa. – O QUE VOCÊ PENSA QUE ESTÁ FAZENDO?COMO VOCÊ DESCOBRIU ISSO? EU VOU MATAR VOCÊ! – Rangi os dentes e comecei a soltar fogo pelas ventas. – SE BEM QUE ANTES DE MATAR VOCÊ, EU VOU MATAR QUEM TE CONTOU ISSO! – Dos meus olhos já quase saiam raios lasers quando eu direcionei meu olhar para o Gustav, que lá do fundo da sala parecia que iria se fundir a cadeira, de tanto que estava encolhido nela.

-Não, não, não. Espera. Escuta, Emily. Eu não disse nada, foi o Georg que chegou a essa conclusão sozinho. – Ele tentava se defender enquanto eu pisava duro em direção a ele.

-COMO É QUE O GEORG IA ADIVINHAR ALGO SOZINHO, SEU BALOFO? – Grudei ele pelo colarinho da camisa também.

-Olha o escândalo, olha o escândalo. – Ele ajeitou o óculos enquanto eu já o matava na minha mente, e foi aí que eu percebi que não estávamos só nós três na sala. Havia outros acéfalos olhando o meu acesso de loucura com os olhos arregalados, mas por sorte nem sinal do Bill. Quase que ajoelho no chão para dar graças.

-O que é que estão olhando, hein, capetas? – Dispersei os observadores enquanto soltava Gustav. Coloquei as mãos na cintura e encarei aquele traidor gordinho à minha frente. – Eu disse que não era pra contar pra ninguém, e você vem e conta justo pro Georg? Pro Georg, Gustav?

-O Georg é nosso amigo, Emily. Saiu sem querer, mas ele é de confiança. – Gustav se ajeitou na cadeira.

-É, sou de confiança. – Georg chegou pelo outro lado da carteira do Gustav e cruzou os braços. – Poxa, Emily, você ia esconder isso de mim até quando?

-Até o fim dos tempos, mas... Tá, que seja. Agora você já sabe mesmo, então... Só cala a boca, ok? – Revirei os olhos e dei uma olhadinha pro Gustav, que deu de ombros. – Mas... Vem cá... Você sabe por quem é que eu tô apaixonada também?

-É claro que sei, e é pelo... pelo... – A fala do Georg foi morrendo à medida que ele foi sacando meu olhar mortífero.

-SE VOCÊ ABRIR ESSA MATRACA PRA ALGUÉM, EU JURO, JURO MESMO DESSA VEZ, QUE CORTO OS SEUS CABELOS E AINDA QUEBRO A SUA CHAPINHA!

-Tá legal, como eu não sou um ingrato como você que nem ia me contar, eu não vou dizer nada a ninguém. Minha boca é um túmulo. E saiba que eu deveria estar muito magoado! MAS EU QUERO MESMO É AJUDAR O GUSTAV A AJUDAR VOCÊ! – E lá estava o velho Georg de sempre, gritando.

-Ajudar com o quê, hein? –Nós três demos uma olhada com os olhos bem arregalados para o ser atrás de mim.

-B-Bill? – Pausa para ligar o cérebro. Ai, o processador travou.

-Ajudar a Emy fazer bolo de chocolate porque eu sou muito fã. – Gustav salvou a pátria, enquanto eu me sentava no meu lugar aliviada.

-É, quer ajudar também? – E em pensar que eu já odiei o Georg por ele convidar as pessoas sem perguntar nossas opiniões antes. Valeu aí, Georg.

-Claro que quero. Onde e quando? – Bill se sentou no seu lugar de sempre, que é bem atrás de mim.

-Hoje, depois da detenção lá na minha casa. – E sorri.

_x_

Eu batia minhas perninhas de grilo freneticamente, olhando para o relógio da sala de detenção que marcava exatamente três e vinte nove. Estou muito ansiosa pra ir fazer um certo bolo.

Quando finalmente deu três e meia, só se viu aquela manada de alunos correndo para sair dali. E por maldade do destino, eu fiquei presa naquele aglomerado de “detentos” e quase fui pisoteada. Fui uma das ultimas a sair, e quando saí, tomei um sustinho bom.

-E ae, “E.”? Sentiu minha falta? – E lá estava Tyler sorrindo encostado à parede em frente à porta que tinha acabado de sair. – Não vá me dizer que se esqueceu do que me pediu.





Capítulo 34.
Todo mundo déia mãe intrometida.








-E ae, “E.”? Sentiu minha falta nesses dias? – E lá estava Tyler sorrindo encostado à parede em frente à porta que tinha acabado de sair. – Não vá me dizer que se esqueceu do que me pediu.

-Não esqueci. E você me fez tanta falta quanto uma perna quebrada. – Olhei bem para os lados, avaliando a situação e percebendo que estávamos sozinhos e seguros. Ok, talvez estar sozinha com Tyler não seja nem um pouco seguro, mas estou dizendo em outro sentido.

-Ah, falando assim eu fico magoado. – Fingiu uma expressão triste balançando uma pasta em mãos. – Aqui está. O básico sobre a tal Samantha. – E me estendeu a pasta amarela. Analisei bem antes de pegar, pois sendo o Tyler, podia até mesmo ser uma bomba. – Até que foi fácil, o único problema foi descobrir a Samantha certa.

-E como você soube qual era?

-Tenho minhas fontes. Você me disse que era uma líder de torcida... Dei uma pesquisada. – E deu de ombros.

-E você conseguiu tudo em um único dia de aula? – Chegamos da Semana do Verde ontem ele já cumpriu o que pedi. É, esse menino não tem mesmo coisas pra fazer.

-Tudo pra ajudar uma amiga.

-Já deixei de ser sua amiga há muito tempo, Tyler. – Simplesmente girei nos calcanhares e saí andando.

-Emily! – Ele falou mesmo o meu nome ou... – Eu sinto muito. – Ele puxou meu braço de leve, me fazendo encará-lo.

-Você sente muito pelo quê? Olha, porque são muitas coisas...

-Por tudo. – Me interrompeu. Ai que vontade de dar uma voadora na testa. – Principalmente por ter deixado que a sua pior inimiga fizesse minha cabeça.

-Ah, tá. – Até dei uma risadinha de deboche. – E você sente muito, assim, do nada? Porque até semana passada você estava com a turminha da minha pior inimiga, sentado na mesa delas e coisa e tal.

-Só por isso? Você realmente leva a sério esse negócio de se estar em mesa de outras pessoas, não é? – É! – E eu só me sentei lá porque só haviam duas mesas e aposto que você não gostaria que eu me sentasse na sua. – Começo a suspeitar que ele também pode ler mentes. – E além do mais, não haviam só as líderes de torcida naquela mesa. – Mexeu nas sobrancelhas convencidamente.

Suspirei.

-Tá, que seja. Eu tenho que ir. – Comecei a andar apressadamente, mas a verdade é que eu queria correr, porque Tyler estava muito diferente e me botando medo.

-Ah, qual é, E.? Você não vai mesmo me desculpar? – Parei de tentar me afastar e pensei um pouquinho.

-Quando é que você vai embora de novo, hein, Tyler? – Nem me virei e comecei a andar novamente. Também nem agradeci pela ajuda. Acho que estou ficando muito má.

_X_

-E qual o seu nome, querido? – PUTEQUEPARIU! Como fui esquecer que hoje a tarde tinha marcado de sair com a minha mãe e de que ela estaria em casa e convidei todo mundo pra fazer bolo aqui?! Agora minha mãe está aí, perguntando pro Bill qual é o nome dele! Ela vai sacar tudo, descobri que o Bill é o... Bill e conseguir me envergonhar mais do que eu já me auto-envergonho.

-É Bill. – Bill deu de ombros, todo fofo.

Minha mãe ficou olhando atordoada de mim para ele e dele para mim, até que Gustav interrompeu a cena fingindo uma tosse.

-Então, galera, vamos fazer bolo? – O choque que minha mãe teve deve ter afetado até o Georg, já que ele até que falou calmamente.

-Bill? – Minha mãe voltou ao normal e começou a sorrir insinuadoramente. Ferrou tudo, ferrou tudo!

-É, Bill. Eu sou vizinho de vocês. Me mudei pra casa dos Montgomery, e é um prazer conhecê-la. – Heh. Aposto que a minha mãe nem sabia que ele era nosso vizinho. Ela nunca nem sabe de nada mesmo.

-Mas... Você não tem um irmão, querido? – Epa. Como é que ela sabe disso?

-Ai, mãe. Para de ficar importunando o Bill e vem nos ajudar a fazer o bolo.

-Tenho sim. – Fui ignorada, beleza.

-E... Ele não veio por quê?

-Eu chamei ele, na verdade, mas ele disse que ia sair com um novo amigo. Sei lá.

Gustav deu mais uma tossinha falsa e eu revirei os olhos.

-Galera, eu meio que... ‘Tô com fome. – Georg declarou.

-É claro que está, Georg, seu bonitão. Vamos pra cozinha agora! – Minha mãe bateu palminhas animadas e foi marchando em direção ao melhor lugar da casa, mas não sem antes olhar do Bill para mim de novo.

Fomos seguindo-a, eu com a maior animação do mundo.
...
Ai, que merda.

Mas tá bom, a minha mãe até que é legal...

-Mas então, Bill, você tem muitas namoradas? Deve ter deixado um monte na Alemanha. – Tudo bem, retiro o que pensei. E não acredito que ela está fazendo... isso.

-Ah, não, não. – Ele riu sem graça.

-Sua mãe me disse que você é um menino muito legal, e parece que é verdade mesmo. – Minha mãe começou a procurar um tanto de coisa lá. Acho que sem ela nem teria lanche e muito menos bolo hoje.

-Minha mãe? – Imagina a minha cara e a dos G’s enquanto só os dois conversavam.

-É, conversei com ela esses dias. – Tá explicado por que ela sabe sobre o Tom. Ah, é. O Tom... Pelo menos ele não está aqui. – Emily, vai pegando os ingredientes. – O que será que vai num bolo de chocolate? Acho que farinha, é... – Mas então, Bill, não estaria interessado em uma namorada?

NOSSASINHORA! Quase derrubei o armário quando minha mãe falou isso.
É, pelo visto vai ser uma loooonga tarde. Talvez até a última da minha curta vida.

_X_

-Hum. Ixo extá delixioxo. – Georg falava de boca cheia, comendo o seu monstruoso pedaço de bolo, enquanto nos encontrávamos os quatro sentadinhos na varanda, comendo e apreciando a paisagem. E eu delirando, né, porque depois que o Bill disse que está interessado em uma namorada que seja sua alma gêmea eu fiquei gamada. Tão gamada que até agora eu nem sei o gosto do bolo porque nem tive tempo de comer, estou pensando em nós dois juntinhos e... E... Suspirei.

Suspirei e Bill riu, acho que da minha expressão abobada. Espera, ele estava olhando para mim?

-Xenti, axele num é o Tchon xindo aí?

-Quem? – Gustav espremeu os olhinhos olhando para rua.

-O Tom! – Dessa vez o Georg engoliu pra depois falar.

-E o ... Tyler? – Bill completou.

-QUÊ?! – Dei um pulo, mesmo sentada, e até meu pires com bolo caiu.




Tá aí. E da próxima vez vou tentar não demorar tanto pr postar, é sério. HAHA'
Muito obrigada por ler e se der deixe seu comentário! *-*
Bjos&Qjos :*
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MensagemAssunto: Re: (Nem) Todo Mundo Odeia a Emily   Hoje à(s) 9:07 am

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(Nem) Todo Mundo Odeia a Emily
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