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 Consegue Me Amar? [One-shot]

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Laari
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MensagemAssunto: Consegue Me Amar? [One-shot]   Ter Mar 17, 2009 9:25 pm

Aaaaah eu hoje a tarde me deu a louca e acabei fazendo uma one-shot!
meew, eu me emooocioneeei, espero poder emocionar vocês também! *.*



Anel --> http://3.bp.blogspot.com/_kJmDckBZcG8/R0nC2EDzirI/AAAAAAAAACo/BcaYwej-GfQ/s320/diamante+vermelho.jpg

e esse é o vestido, laranjinha *.* ---> http://2.bp.blogspot.com/_A6oGJeDu0R0/SXuOA6Z9l3I/AAAAAAAABpA/TCZrMuM5IW0/s400/293.travolta.preston.022408.jpg


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Consegue Me Amar?

Contos de Fadas realmente existem?

- Líla – disse ele se aproximando de mim.

- Sim? – respondi sem muito interesse, estava prestando atenção no livro em minhas mãos, mas ele continuou se aproximando de mim, ergueu meu queixo para encará-lo, olhou no fundo dos meus olhos e disse:

-Você aceita ser minha para sempre? Líla, você aceita se casar comigo? – nesse momento o livro que eu tinha em mãos se espatifou no chão, meu namorado Bill Kaulitz estava fazendo um pedido de casamento para mim.


- Ma, mas você não disse uma vez que casamento era idiotice, que as pessoas não precisam casar-se para estarem juntas, que casamento era a assinatura do fim de um relacionamento instável? – foi o que eu consegui dizer, atropelando as palavras, eu comecei a tremer, e a tentar a assimilar a idéia.

- É bem, eu sei que já disse isso, mas você mudou minha perspectiva de ver a vida, Líla, eu te amo tanto que eu quero mostrar para o mundo inteiro, eu quero uma marca concreta de você em mim, eu quero sim me casar com você, Bem – disse ele encabulado – não dá só para responder sim ou não? – eu estava perplexa com o pedido, Líla, a garota que sempre renegara o casamento, agora estava com uma profunda vontade de se casar com o seu amor, Bill Kaulitz.

- É, e eu – mas ele me interrompeu, pousou seu dedo sob meu lábio, colocou a mão em um bolso e de lá tirou uma caixinha preta, não sei ao certo o porquê, mas nesse instante senti meus olhos marejarem. Ele abriu a caixinha e lá tinha um maravilhoso anel com diamantes em formato de pétalas e no centro uma pedrinha de diamante vermelho a coisa mais linda que eu já havia visto.

- Aceita? – tornou a perguntar, não tinha mais o que pensar, eu o amava, como nunca amaria outra pessoa.

- Sim! – após dizer isso ele cordialmente colocou o incrível anel no meu dedo, e em um ato súbito eu me enganchei em seu pescoço – Eu aceito ser sua para sempre! – agora não tinha como evitar, meus olhos se enchiam de lagrimas e essas dançavam em sincronia no meu rosto, para depois se estatelarem no chão.

- Eu te amo, minha noiva! – disse ele me abraçando e depois me envolvendo no seu beijo pegajoso.

Eu e Bill Kaulitz havíamos nos conhecido á três anos atrás, eu era muito amiga da namorada de Georg e ela nos apresentou, mas só depois de um ano de amizade nós começamos a namorar. Bill era como um anjo para mim, sempre se preocupando comigo, me aninhando em seus braços, me confortando com suas mãos grandes, me enlouquecendo com seu beijo viciante, eu desde sempre fora perdidamente apaixonada por ele. Agora eu estava noiva dele, um sonho de fadas que se concretizava na realidade.

Eu sempre fora apaixona por conto de fadas, mas nunca realmente acreditei que eles podiam ser expressos na vida real, sempre pensei que eles eram a doce ilusão do sonhador solitário. Mas Bill, o exótico menino dos cabelos estranhos e maquiagens pesadas, mostrara-me que os contos de fadas existem, que os príncipes e princesas estão presentes em cada alma, que o castelo era a harmonia do amor, ele me mostrara a magnitude de viver.

Então eu comecei a semear a idéia em minha mente, e nela se concretizava um lindo castelo, eu imaginava o dia do casamento, eu e Bill resolvemos marcar a data do casamento no dia em que nós nos conhecemos 14 de setembro. Faltaria apenas 2 meses, e eu tinha muitas coisas á fazer.

Eu criara uma grande expectativa, pensava em cada detalhe, estava radiante, nunca deixava de sorrir, de arquitetar um futuro perfeito, eu e ele, para sempre. Na minha cabeça os elementos da vida formavam um castelo, as gloriosas paredes eram a relação de amizade que existia entre eu e Bill; o teto resistente era o instinto protetor dele, sempre visando meu bem estar; o chão lustroso e brilhante era devido a nossa semelhança; as gigantes torres eram as nossas maravilhosas lembranças; o incrível jardim era o nosso espírito ambicioso; o acabamento do castelo e todas as suas luxurias eram o caminho que estavam sendo traçados, nosso futuro.

Alegremente fui à primeira prova de vestidos, Bill queria que meu vestido fosse preto, mas eu era a noiva e decidira que iria ser laranja, minha cor favorita, nosso casamento não seria tradicional, ocorreria em um sitio muito sofisticado, e reservado só para os íntimos. Na primeira loja me deparei com o vestido perfeito, para o dia perfeito, laranja, do jeito que eu tinha imaginado.

Saí da loja super contente, peguei meu celular e liguei para minha mãe a fim de contar que encontrara o vestido perfeito. Dando detalhes da peça de roupa, fui caminhando até meu carro que estava estacionado do outro lado da calçada. O sinal fechou, eu comecei a atravessar a rua, mas entretida com o telefone não percebi o carro que vinha em alta velocidade, quando dei por conta já era tarde demais, eu vi em câmera lenta meu castelo virar pó.

Realmente a vida quis provar para mim que contos de fadas não existem, otários são os que acreditam nos sonhos, fortes são aqueles que não tem esperanças e apenas aceitam o que lhes surge. Eu queria ter sido assim, realmente sofreria menos.Com o acidente tive um comprometimento da medula espinhal. Acordei então na cama de um hospital.

- Líla minha filha – disse minha mãe chorosa ao meu lado, me abraçando a cabeça, eu estava com um braço enfaixado, o pescoço mobilizado e sentia em minha boca seca o gosto de ferrugem.

- Mãe, o que aconteceu? – senti então uma pressão em minha mão tinha alguém apertando ela.

- Minha filha, você sofreu um acidente, por causa de um motorista bêbado que passou o sinal vermelho. – minha mãe então se afastou um pouco de mim, abrangendo minha visão periférica, e lá estava ele, meu noivo segurando minha mãe e me olhando de uma forma extremamente assustada.

- Meu amor – disse ele a meio fio, a voz dele soava mais fraca que a minha, não queria que ele me visse daquela forma. Mas do nada minha atenção se dirige as minhas pernas. Eu não as sentia, meu cérebro dava uma ordem sem retorno.

- Minhas pernas, eu, eu não estou sentindo, eu não sinto minhas pernas – comecei a dizer desesperada, as lágrimas começaram a invadir meu olhos e a me cegar – por que eu não sinto as minhas pernas? – comecei a gritar.

- Calma Líla – eu ouvi mais uma vez a doce voz de Bill, aquilo me desesperara mais, eu não queria de jeito nenhum que ele me visse nesse estado, isso me deixava mais insegura.

- Saí daqui Bill! Por favor, saía daqui! – disse desesperadamente, era terrível o olhar que ele me lançava.

- Bill, por favor, aguarde lá fora - pediu minha mãe, e mesmo não querendo ele foi.

- Mãe, por que minhas pernas, por, porque eu não as sinto? – disse me afogando nas minhas lágrimas. Nesse momento um medico adentrou a sala, o que me fez ficar mais apavorada, o jeito que ele me encarava, aquele insuportável olhar de pena.

- Lílany, você sofreu um acidente muito sério – começou ele – sinto lhe dizer, mas consta nos exames que não é possível uma recuperação, sinto muito, você está paralítica. – a facada final, eu nunca mais iria andar, a cadeira de rodas seria meu novo lar, eu estava paralítica.

A frustração me invadira, meus sonhos se afundaram no mar profundo, eu via o pó do castelo ser levado embora pelo vento, nada existiria, não para mim.

- Mãe, minha vida, mãe o que será de mim? – nós duas então começamos a cantar a música do desespero, e o nosso choro inundou o quarto. – Prometa-me uma coisa mãe? É a única coisa que eu lhe peço, não me negue isso.

- Qualquer coisa minha filha, pode dizer!

- Prometa-me nunca deixar Bill me ver em uma cadeira de rodas! – aquela decisão destroçava meu coração, separava minha alma de meu corpo, mas eu não poderia continuar com ele, não naquele estado, eu agora era um parasita, ele não poderia cuidar de mim, eu seria um incomodo, eu só atrapalharia a vida dele.

- Mas, filha, vocês...- eu não a deixei terminar.

- Prometa-me mãe? Eu lhe imploro! Eu só me sentiria pior se ele me visse nesse estado, eu nunca quero que ele me veja em uma cadeira de rodas.

- Se é isso que você quer – ela então saiu do meu quarto e eu só consegui ouvir os gritos que deram mais ênfase ao meu choro.

- O que? – gritava ele – como assim eu quero vê-la, ela não me impedirá de fazer isso! Espera, não o que vocês estão fazendo? Larguem-me, me deixem vê-la, vocês não podem fazer isso comigo – a cada palavra pronunciada uma parte de mim afundava no mar sem fim da obscuridade.

E assim eu tentei conviver comigo mesma, e desde esse incidente passara mais ou menos 2 meses. Eu nunca mais vira ele, ele também não me procurou, vivia com a minha mãe e estava tentando me acostumar com a cadeira de rodas, mesmo tendo perda total nas duas pernas eu ia 4 vezes por semana á fisioterapia, para que o sangue não deixasse de circular. Era 14 de setembro:


- Vamos filha? – apressou-me minha mãe.


- Sim! – disse já pronta. Entramos então em um táxi e tudo começou a rodar, minha cabeça girava e girava, até que eu apaguei completamente.


Acordei assustada, estava deitada em uma cama, e ao meu lado se encontrava minha mãe e mais duas amigas que á tempos eu não via.


- O que está acontecendo aqui? – perguntei assustada.


- Já acordou filha, vamos logo, a noiva está atrasada – nesse momento eu gelei, como assim a noiva está atrasada? Olhei para o meu corpo e percebi que estava vestida com aquele vestido perfeito, me colocaram na cadeira de rodas e me encaminharam para um lugar, um sitio lindo, me vi de frente para um tapete vermelho e quando olhei para trás, meu pai conduzia minha cadeira de rodas. As lágrimas começaram novamente a aparecer eu não podia acreditar que aquilo realmente estava acontecendo.

Olhei prontamente para frente, e ali estava ele, Bill Kaulitz todo de branco me esperando, uma lágrima também rolava de seu rosto, quando eu estava próxima o suficiente dele, ele começou a falar:

- Não me importa se você está em uma cadeira de rodas ou andando, se está seca ou molhada, se está maquiada ou sem nada, eu te amo, não importa como você esteja, eu quero você sempre ao meu lado, por que se não for você, não vai ser ninguém. – eu não me agüentava mais, eu estava chorando muito, na frente de todos os meus amigos e parentes, na frente dele.

- Mas, eu só vou te atrapalhar! Você consegue me amar assim? – disse em soluços.

- Um amor nunca atrapalha uma pessoa, você só me atrapalha quando esta longe de mim, pois é quando eu estou incapacitado de fazer qualquer coisa, Líla, eu te amo e nada vai mudar isso.

Depois disso a única coisa que eu consegui ouvir foi o padre:

- Lílany Bleckester, aceita Bill Kaulitz como seu legitimo esposo? – eu estava tremendo, o anel ainda se encontrava em meu dedo.

-Sim.

- Eu os declaro marido e mulher. O noivo pode beijar a noiva.

E nesse dia eu percebi, não é por que as coisas fugiram do plano que elas deixaram de ser um conto de fadas.

_______________________________________________
Fiiim! ee aih o que achaaaaaram?
POR FAVOR me faaalem, fiicou meio grandinho néah O.O
e desculpa por não detalhar muitas coisas, one-shot é complicada por causa disso =P
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Louise *
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MensagemAssunto: Re: Consegue Me Amar? [One-shot]   Ter Mar 17, 2009 11:09 pm

Laariiiiiiiiii!!!!!!!!
meldelsss
chorei aqui!!! :triste2:
nossss
mto lindo mesmooooooooooo
lindaaaaa essa one!!!
ameiiii
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Tati
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MensagemAssunto: Re: Consegue Me Amar? [One-shot]   Ter Mar 17, 2009 11:53 pm

Ficou linda!!! Eu bem sei o que é estar para se casar e sofrer um acidente, já vi isso acontecer na minha família.

Mas assim como na sua fic, a história teve um final feliz e o casamento também se realizou.
Parabéns!!!
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thais TRASH!
Big Fã
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MensagemAssunto: Re: Consegue Me Amar? [One-shot]   Qua Mar 18, 2009 10:23 am

linda a fic quase chorei adorei perfeita, você escreve muito bem parabéns *--*
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Laari
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MensagemAssunto: Re: Consegue Me Amar? [One-shot]   Qua Mar 18, 2009 6:13 pm

Muiiiito obrigaaada gente *o*
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MensagemAssunto: Re: Consegue Me Amar? [One-shot]   Qua Mar 18, 2009 6:57 pm

PERFEITA
parabens, chorei litros
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Bela

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MensagemAssunto: Re: Consegue Me Amar? [One-shot]   Qua Mar 18, 2009 7:13 pm

Lariii..
ta mto lindo *chorei mto* bua
é isso msm nao importa o q aconteça
se o que sentimos for de verdade sempre da certo no fim...
Voce escreve mto bem...
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DSTV -

Fã


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MensagemAssunto: Re: Consegue Me Amar? [One-shot]   Qui Mar 19, 2009 9:21 am

Parabéns Lari !

A sua One-short ficou perfeita Very Happy
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Ao extremo
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MensagemAssunto: Re: Consegue Me Amar? [One-shot]   Sex Mar 20, 2009 2:05 pm

oooooooooooooooooooo como eu ameiiiiiii
ah, vo chorarrrrr
gente ficou muito lindo, nossa. ai, não tenho palvras, trabalho digno de uma profissional em fic´s!
parabéns Laari, devia ter lido essa one antes, pra chorar por mais tempo!
linda mesmo, faça mais dessas!!!
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Mel Kaulitz
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MensagemAssunto: Re: Consegue Me Amar? [One-shot]   Sex Mar 20, 2009 3:27 pm

Laaaari MTO perfeita esa One *-*

Sério, guria, eu so tua fã ;D

não me canso de dizer: VOCÊ TEM O DOM *-*
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MensagemAssunto: Re: Consegue Me Amar? [One-shot]   Sex Mar 20, 2009 8:55 pm

PERFEITA!!
muito linda mesmo Lari!!!
Me arrepiei aqui;
Muito, muito, muito perfeita! cheers
buadoce ♥ :triste2:
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MensagemAssunto: Re: Consegue Me Amar? [One-shot]   Hoje à(s) 8:53 pm

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Consegue Me Amar? [One-shot]
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