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 A Moonlight Waltz - Spellbound(Capítulo 16 postado!)

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Lady.Spooky
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MensagemAssunto: A Moonlight Waltz - Spellbound(Capítulo 16 postado!)   Seg Jun 27, 2011 8:25 pm

Nome:A Moonlight Waltz - Spellbound
Autoras:Euzinha e a querida Ally Kaulitz(A Ally é quem dá vida aos capítulos)
Classificação:18
Genêro:Vampirismo(Imaginem só Twisted Evil )
Beta:Boa pergunta
Total de capítulos:Haverá no minímo 29
Terminada:Não
Teaser




-Eu desejo você... Para Sempre! – Disse ele enquanto juntava nossos lábios novamente. Seus beijos foram descendo, trilhando um caminho até meu pescoço. O ar gelado emitido por ele tocou meu pescoço e fez meu corpo retrair. Vlad abraçou firmemente minha cintura e cravou seus dentes naquela aérea sensível e frágil.

O destino lhe deu um convite que Lirith não poderia recusar.

-Você quer morrer... Ou viver para sempre? – Exigiu – Escolha!
-Viver. -Disse com dificuldade


Ele tinha razão. Sim... Eu aprendi com o tempo, muita coisa... da mesma forma em que o próprio se passou muito rápido e eu perambulei em seu decorrer sozinha na noite.

Passaram-se exatamente oitocentos enjoativos anos, até chegar a 2011. Eu vivi muito e estou cansada desse estilo de vida que me foi dado. Sinto-me enojada de tudo isto e por conseqüência nada me agrada... Vlad agora é meu amante e não o amor da minha vida como eu cheguei há algum dia pensar. Não me conformava com a situação a qual eu vivenciava há muito tempo: eu era apenas uma no meio de mais três, As noivas de Vlad era assim que ele nos tratava. Batendo de frente com minha nova perspectiva de “vida”, eu acabei por adquirir um novo ponto de vista... Agora eu realmente me arrependo de ter aceitado o convite de Vlad.


Será que tudo havia acabado para Lirith.O que poderia fazer ela se sentir viva mais uma vez?

-Não tenho muita coisa a falar, nada me vem a mente. – Idiota, pelo menos apresente-se. - Sou Bill. –É já é um começo, espero que ela não me ache desinteressante e me largue aqui.
-Sou Lirith. – Sua voz de veludo me fazia perder a fala, as palavras e principalmente o oxigênio.
-Lirith é um nome bonito e muito... Diferente. – Sorri ao perceber que havia conseguido me livrar de alguns por centos de timidez que me afetavam.




----------------------------------------------------------------------------------------
Gente...sei que o Teaser está fraco mas vamos tentar acompanhar né Wink


Última edição por Lady.Spooky em Dom Set 02, 2012 3:44 pm, editado 19 vez(es)
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Catarina Kretli
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MensagemAssunto: Re: A Moonlight Waltz - Spellbound(Capítulo 16 postado!)   Seg Jun 27, 2011 8:59 pm

Estou aqui (:
Lirith ? Sabe esse nome não me soa muito bem, na verdade tenho é medo KKKKKKKK'
Mais pode postando ok ? (:
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MensagemAssunto: Re: A Moonlight Waltz - Spellbound(Capítulo 16 postado!)   Seg Jun 27, 2011 9:00 pm

Claro que eu vou acompanhar!!
Pode continua Liebe!!
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MensagemAssunto: Re: A Moonlight Waltz - Spellbound(Capítulo 16 postado!)   Seg Jun 27, 2011 9:08 pm

Conceerteza eu vou acompanhar!
Postaa liebe, Very Happy
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MensagemAssunto: Re: A Moonlight Waltz - Spellbound(Capítulo 16 postado!)   Seg Jun 27, 2011 9:18 pm

Posta mais yaya
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MensagemAssunto: Re: A Moonlight Waltz - Spellbound(Capítulo 16 postado!)   Seg Jun 27, 2011 11:56 pm

Olha eu aquii...
Mais, mais, mais liebe!
Adorei o Teaser *-*
Continuua blume!
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Lady.Spooky
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MensagemAssunto: Re: A Moonlight Waltz - Spellbound(Capítulo 16 postado!)   Qui Jun 30, 2011 8:30 pm

Saudações leitoras(es),aqui está o primeiro capítulo!Não se esqueçam de agradeçer a Ally Kaulitz também Ô.Ô







Capítulo 1


Antiguidade

Vladimir Lenin

O sino da igreja na praça principal anunciava o início da noite. Mesmo a cidade sendo longe de minha humilde casa, eu podia ouvir o badalar das horas claramente. Através de minha janela a enorme lua cheia inflava sobre o céu e as estrelas a contemplavam com todo seu brilho. Hora de sair da toca e me aventurar por ai; realizar meus desejos insanos. Deixei meu caixão e segui até meu closet para trocar de roupa. Optei por uma roupa toda preta e meu sobretudo de mesma cor com o fundo vermelho. Abri a janela e dei os primeiros passos na sacada pulando da mesma sendo abraçado pela noite.

O vento gélido cortante deixava a cidade deserta, porém alguns mortais patéticos insistiam em andar debaixo de todo aquele frio; hora perfeita para eu atacar. Becos escuros e sem saída são minha adoração secreta.

Os humanos têm plena consciência da existência de criaturas noturnas, frias e violentas como eu, mas mesmo assim não deixam de dar sopa fora de suas casas nas caladas da noite. Por causa disso e para não chamar a atenção de algum imbecil da sociedade que nos caçam, eu sou obrigado a me transformar em morcego para vagar por ai, afinal quem vai dar atenção ao mero bicho mamífero sem graça voando no céu? Ninguém!

Toda a noite eu procuro alguma diversão que me satisfaça; hoje meu objetivo é ir à famosa taverna da cidade. Voando pelo céu negro eu avistei ao longe a entrada daquele sinistro local, porém havia muita gente na frente então não posso me expor. Se fizer isso jamais poderei andar livremente pela noite disfarçado. Direcionei-me ao fundo do lugar certificando-me que não havia ninguém por entre aquele caminho, após constatar que estava sozinho diante da porta dos fundos, deixei meu usual disfarce e assumi minha real aparência. Levei uma de minhas mãos a maçaneta e a girei tendo entrada direta ao interior da pequena taverna.

Apesar de ser pequena, era muito aconchegante. A arquitetura medieval presente alio era assustadoramente encantadora. Os gárgulas postos entre um pequeno palco também eram graciosos. As paredes eram escuras e a iluminação feita à vela deixava o lugar misterioso. Caminhei em direção ao bar e sentei-me sendo logo atendido por um serviçal, pedi minha bebida e fiquei observando as mulheres que por ali andavam. A maioria delas eram prostitutas; usavam trajes burlescos e estavam cercadas por bebidas, indecências e principalmente homens. Suspirei em sinônimo de raiva e beberiquei meu uísque enquanto direcionava meu olhar ao palco, uma pequena apresentação iria começar.

Algumas pequenas luzes iluminaram os rostos dos membros de um grupo tendo uma única mulher que se posicionava atrás, esta porém tocava harpa com sua alma e teve logo de inicio minha total apreciação. Apesar da pouca iluminação sobre ela, sua pele branca a destacava deixando-me encantado, a música era divinamente bela e a jovem garota a tocava com prazer.

Fiquei fitando aquele belo rosto e nem me dei conta de que eles haviam acabado a apresentação e caminhavam rumo à saída. Aquela talvez fosse a minha única chance. Levantei-me de meu assento e caminhei sorrateiramente até ela.

-Hey. –Disse colocando a mão em seu ombro causando um involuntário arrepio. Ela havia se assustado. Com a mão sobre o peito e ligeiramente vermelha ela se virou, mantendo seus olhos baixos.

-o que o senhor deseja? – indagou ela dando um sorriso límpido enquanto me fitava profundamente com intensos olhos verdes.

-Sou Vlad. – Apresentei-me, ela por sua vez permaneceu com seu intenso olhar sobre mim – E eu gostaria muito que a senhorita tocasse apenas para mim... Em minha casa.
-Eu não sei. – Disse ela timidamente enquanto enrolava uma mecha de seu longo cabelo negro no dedo.
-Não é isso que está pensando. – Tentei convencê-la, como está difícil arrumar comida hoje em dia . - Este lugar está cheio de prostitutas sedentas por saciar seus desejos. O meu único desejo, se é que posso dizer assim, é que a senhorita toque apenas para mim em minha humilde residência.
-Bem. -Ela mordeu o lábio. -Acho que se é assim, eu posso aceitar. – Disse ela sorrindo sendo acompanhada por mim.
-Ótimo, vamos pegar um cavalo e assim chegaremos rapidamente lá. – Estendi o braço em direção a minha nova companheira que o agarrou com ternura e logo saímos da caverna com destino ao meu lar.

O vento forte se fazia presente e a jovem me abraçava apertado enquanto tremia de frio. Tirei meu casaco e o estendi em sua direção sendo pego de bom grado por ela. Não demorou muito e um homem de meia idade nos emprestou seu cavalo, rapidamente conduzi-o para fora da cidade a caminho da montanha. A jovem moça olhava tudo deslumbrada, sem dizer ou esboçar e nenhuma reação. Ao ultrapassarmos o portal de limite da cidade ela o avistou; meu lar.

-Chegamos. – disse descendo na frente e me virando para pega-la. Minhas mãos tocaram sua cintura, abraçando-a e girando-a, e a colocando de pé no chão. Por um momento pensei que a bela jovem não respirava. Sua atenção estava voltada ao meu velho castelo. Ou o castelo assombrado como era tido pela lenda que rondava a cidade.

-Obrigada e... O senhor falou que era humilde. – Ela disse brincando.

-É... Eu menti. -Toquei o sino e a porta se abriu. -Qual é o seu nome mesmo querida?

-Lirith Venuto.

-Lirith é um belo nome... tão belo quanto à portadora. –As bochechas de Lirith adquiriram um cor avermelhado, ela havia ficado tímida. Humanos como entender?

Entramos em meu castelo e cruzamos o hall de mármore, cada mero detalhe era absorvido por Lirith, sua mente estava fotografando tudo. Atravessamos a sala de visitas e finalmente a levei na sala de música onde deitei em meu sofá enquanto a via se colocar em minha frente com sua harpa em mãos. Lirith começou uma canção suave que me embalou por completo. Ela tocava de uma maneira divina. Suas músicas eram tristes e belíssimas, e aquilo era tocante até mesmo para um ser frio e sem coração como eu. Após o termino da ultima canção foi que eu me dei conta de que já passávamos das duas da manhã. Lirith ficou tocando para mim durante vinte minutos as músicas mais lindas que alguma vez já ouvira.

Ao término de meu show privado, a bela jovem guardou sua harpa e se levantou. Automaticamente me levantei junto dela.


-Senhorita Lirith, deseja algo? – perguntei enquanto apanhava uma taça de “vinho”, na verdade aquele vinho era sangue colocado em uma garrafa cujo rotulo acusava ser vinho.
-Não senhor Vlad. -Ela se levantou e caminhou até a mesa de carvalho que estava decorada com lindas flores. -Eu sempre gostei de amarantos. São lindos.
-São realmente lindas. –Larguei minha taça em cima da pequena mesinha de canto e me dirigi até Lirith posicionando-me atrás dela. A essência da vida que corria em suas veias era como uma droga para mim.

-Senhor Vlad... eu me sinto... tão fraca. - Lirith desmaiou em meus braços. Peguei-a no colo como minha noiva e subi as enormes escadas levando-a para um quarto e a colocando na cama.
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Danielle K
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MensagemAssunto: Re: A Moonlight Waltz - Spellbound(Capítulo 16 postado!)   Qui Jun 30, 2011 8:54 pm

Vampiros estou dentro!
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MensagemAssunto: Re: A Moonlight Waltz - Spellbound(Capítulo 16 postado!)   Qui Jun 30, 2011 9:48 pm

AMEI O CAP.
posta mais logo, fico doida aqui yaya
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MensagemAssunto: Re: A Moonlight Waltz - Spellbound(Capítulo 16 postado!)   Sex Jul 01, 2011 8:29 pm

Nossa, amo Vampiros *-*
adoreei o cap.
Contiinua Very Happy
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MensagemAssunto: Re: A Moonlight Waltz - Spellbound(Capítulo 16 postado!)   Sex Jul 01, 2011 9:15 pm

Amei o cap *---*
Continua, ta bom demais!
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MensagemAssunto: Re: A Moonlight Waltz - Spellbound(Capítulo 16 postado!)   Sex Jul 01, 2011 9:37 pm

SahKaulitz escreveu:
Nossa, amo Vampiros *-*
adoreei o cap.
Contiinua Very Happy
+1
Continua!!
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MensagemAssunto: Re: A Moonlight Waltz - Spellbound(Capítulo 16 postado!)   Sab Jul 02, 2011 2:35 pm

uii eu amo vampiros
e esse capítulo nossa amei ele, uii ela desmaiou sera porque?
potas mais Liebe
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MensagemAssunto: Re: A Moonlight Waltz - Spellbound(Capítulo 16 postado!)   Sab Jul 02, 2011 6:24 pm






Capítulo 2



Lirith Venuto


Os fracos raios de sol penetraram a cortina vermelha do quarto em que eu estava e esquentaram minha face. Ainda sem abrir os olhos tateei o lugar sentindo minha cabeça girar. Era quente. Macio e confortável. Abri os olhos assustada e dei-me conta de que eu estava em uma grande cama de lençóis de seda negros com inúmeras almofadas rodeando-me. Virei-me da cama e fiquei de cara com o sol. Por meros instantes meus olhos arderam e eu fui obrigada a baixar meu olhar piscando várias vezes para adaptar-me a claridade enquanto sentia algumas lágrimas quentes descerem por meu rosto e molharem o lençol cor da noite que me cobria. Levantei a cabeça e novamente me senti tonta e vi tudo girar. Uma sensação estranha se apossou de mim. Não sei bem o que era. Sentei-me na cama e olhei ao meu redor. Era um quarto lindo. As paredes eram pintadas com inúmeras formas geométricas e em algumas partes algumas silhuetas que eu não consegui distinguir eram destacadas em cores claras e suaves que contrastavam com o negro do ambiente. A cama tinha um dorsal, este era de ouro incrustado com pedras e brilhantes, o véu que pendia sobre ela era negro como os lençóis. As cadeiras eram posicionadas estrategicamente ao seu lado. Todas eram Luis XV com espaldar estofado de vermelho sangue assim como o assento. As pernas tinham leves envergaduras e eram um pouco retorcidas. Havia também naquele aposento um lindo guarda-roupa de madeira escura ao fundo da parede no lado esquerdo. Aliás as partes em que estive nesse castelo eram dessa mesma cor de madeira. Creio eu que seja carvalho. Uma janela com vitrais coloridos chamava a atenção do outro lado, o vento balançava de forma ritmada suas cortinas; fazendo os raios solares parecerem luzes sobre mim. A minha frente estava uma linda penteadeira que também fazia par com as cadeiras. Os tons escuros predominavam o quarto. O Chão de mármore em tom cinza e um tapete felpudo em vermelho completavam a grotesca decoração. Porém era de extremo bom gosto. Eu sentia algo esquisito em relação aquele ambiente, não só no nele. Mas no castelo todo.

Ainda sentada tentando encontrar uma definição ou algo que me pudesse esclarecer o porquê de me sentir tão mal. Tão vulnerável e aflita por causa daquela sensação que ainda me era inexplicável, ouvi um click e notei a fechadura da porta ser cuidadosamente girada. Uma mulher morena de profundos olhos azuis e extremamente pálida surgiu em meu campo de visão. Ela por sua vez, fita-me curiosa ao mesmo tempo em que sua face mostrava que ela estava levemente arrependida.


-Por favor, queira me perdoar, pensei que a senhorita ainda estava dormindo. - Disse ela com a cabeça baixa e seu corpo levemente curvado. Por alguns instantes as palavras pareciam ter sumido da minha boca. Eu não sabia o que dizer.
-Eu ainda estou no castelo de Vlad? – Perguntei a ela que balançou ligeiramente a cabeça de forma positiva. –Ainda é madrugada? O dia ainda está amanhecendo?
-Não senhorita, o dia já amanheceu faz tempo e a tarde está indo embora. –Fiquei assustada ao ouvir a sua resposta. -A senhorita dormiu a madrugada, a manhã e a tarde quase que inteira. – Mas como? Eu não estava me sentindo mal e... Claro a noite anterior. Um súbito desmaio, mas por quê? Constatei desanimada. – O sino já badalou sete horas. Está na hora do jantar. – Disse ela despertando-me do insistente filme que passava em minha mente. Tudo acontecia de forma rápida e eu já não conseguia assimilar muita coisa. As diversas cenas que rodavam em minha mente não eram capazes de deixar tudo claro, algumas lembranças eram tão vagas. Tem algo muito errado aqui! - O Mestre deseja comer com a senhorita. -Ela se aproximou da porta. -Ele quer que vista aquele vestido carmesim. -Olhei para a direção que seu dedo apontava. Preso a porta do guarda roupa havia um vestido carmesim que ia de um ombro ao outro. Era acompanhado por um espartilho de amarrar na frente e tinha inúmeras saias. Vários detalhes em preto e pedrinhas estavam distribuídos pelo corpo chamando a atenção para o busto e pescoço. Era todo pomposo e acompanhado de um par de luvas. Um vestido digno de rainha. Ainda olhando vidrada para ele não conseguia entender como não o tinha visto ali. Ele não teria aparecido do nada, ou teria? Abanei minha cabeça tentando me livrar das dúvidas que se formavam novamente. Fiz menção e levantar-me para falar com a empregada, mas ela já tinha saído. Sozinha de novo neste imenso quarto. Com um lindo vestido. E um cara dos sonhos esperando-me lá embaixo. Por que ao mesmo tempo em que parece um sonho, parece tão errado? Dúvidas e dúvidas, tenho que acabar com vocês antes que acabem comigo.
Apoiei-me na cabeceira da cama e levantei-me devagar, pois minha tonteira ainda não havia passado. Dando algum passos tortos e cambaleando no piso gélido eu consegui chegar próximo ao guarda roupa. Retirei de forma calma e cuidadosa o vestido de seu cabide e voltei em direção à cama andando um pouco melhor e sem cambalear tanto. Mais ainda muito tonta.

Com cuidado retirei minhas simples roupas e senti o vento frio abraçar-me, dobrei minhas peças e as deixei posicionadas em cima do divã na frente da enorme cama. Aos poucos vesti aquele lindo vestido. Meu corpo parou de tremer e eu me senti mais segura e firme para andar. Minha tonteira havia ido embora completamente. Bati as mãos algumas vezes pelo vestido, ajeitando-o um pouco mais e fui em direção ao enorme espelho da penteadeira. O lindo vestido que agora adornava meu corpo havia ficado perfeito para mim. Como se tivesse sido exclusivamente feito para meu corpo. Sem dúvida alguma Vlad tinha um excelente gosto. Sentei-me no banco de madeira e enquanto encarava meu reflexo pálido, coloquei meus fios sedosos e macios sobre meus ombros e os escovei com as pontas de meus dedos. Eu tinha que ao menos estar apresentável, principalmente por agora trajar um vestido tão lindo. Peguei meus sapatos que estavam em baixo da penteadeira e os calcei. Dei uma última olhada no espelho e sai cautelosamente do quarto. O vestido era um pouco pesado e enroscava sua borda em meu sapato. Tentei arrumá-lo, mas não obtive êxito. Deve ser por causa do tamanho, ele se arrastava no chão; mesmo eu estando de salto parecia não ter sido suficiente. Ao sair ao corredor eu não sabia para onde ir. Eu me sentia como um labirinto, diversos corredores emendavam-se um no outro enquanto eram iluminados por poucos lampiões e algumas tochas espalhados ao decorrer de cada um deles. Eu não sei como, nem porque mais algo dentro de mim foi me guiando. Sem nem dar-me conta cheguei até as escadas que davam acesso a sala de visitas. Esta era a mesma sala em que tudo havia acontecido na noite anterior. Eu não sei por que, mas... Eu queria muito ver Vlad novamente. Existe algo em relação a ele que me fascina, me deixa boba e me tira tanto a fala quanto o fôlego. Ele me encanta.

Ao posicionar-me para descer vejo-o cruzar pelo pátio e vir até o fim da escada. Esperando-me ali. Vlad como sempre elegante e sorridente. Enquanto descia as escadas não conseguia deixar de fita-lo. Eu havia sido hipnotizada por seus lindos olhos. Ao me receber no último degrau, ajoelhou-se como um príncipe e pegou minha mão esquerda, deslizou suavemente a luva que ali se encontrava, e levou as costas de minha mão até seus lábios beijando-a. Eu senti meu sangue congelar ao sentir seus lábios gélido em contato co minha quente. Não tive dúvidas de que Vlad é um perfeito cavalheiro. Porém um humano de pele fria.

Ainda sorrindo para mim com seus olhos vidrados nos meus, ele se pôs de pé e estendeu o braço para que eu o agarrasse. Não pensei muito e o abracei, fazendo-o andar comigo. Porém era ele que estava comandando todos os passos dados. Tanto por mim quanto por ele.

Chegamos até a sala de jantar, onde um belo banquete estava servido na enorme mesa. Vlad desvencilhou meu braço do dele e deu alguns passos a frente puxando uma cadeira para que eu me sentasse. Caminhei em sua direção sentando-me e sendo empurrada por ele com certa leveza. Vi-o dar a volta na mesa e sentar-se a minha frente.

-Sweetheart, dormiu bem esta noite? – perguntou ele enquanto enchia sua taça de cristal de vinho.

-Sim, dormi bem. - Confirmei sua expectativa e em troca obtive um sorriso meigo e sincero. - A cama é agradavelmente confortante. Nunca dormi tão bem em toda a minha vida. – respondi a ele sorrindo enquanto retirava uma mecha de cabelo que havia caído em meus olhos.

Aquela sensação de algo ruim voltou e tomou-me por inteiro; foi impossível manter minha sanidade no lugar na presença de Vlad. Involuntariamente minhas pernas se mexeram fazendo-me ficar de pé, suspirei fundo ficando de costas enquanto apreciava mais um vaso de amaranto que havia numa outra mesa ali na sala de jantar. O que há de errado comigo? Por que estou sentindo isso? Não faz sentido. Vlad notou meu desconforto e veio até mim. Seu corpo ficou rente ao meu e sua mão foi direcionada para minha cabeça enquanto seus dedos passavam livremente por toda extensão de meus cabelos, fazendo com que meus fios se arrepiassem com seu toque frio.

-Algum problema minha querida? Esta tão distante. – Disse-me enquanto virava meu corpo para si e tomava meu queixo por entre suas mãos.
-Não é nada... Eu não quero comer. - Menti. - Não tenho fome. – Expliquei a ele esquivando-me de seus dedos frios.
-Então, existi algo que lhe perturba? – indagou ainda afagando meus cabelos com sutileza.
-Algo me incomoda desde que eu cheguei aqui. – Retomei minha postura, a qual eu sempre tive e o confrontei com minha sinceridade. - Por que eu desmaiei se nem estava com sono? – Perguntei-lhe e vi seu rosto ficar ainda mais pálido e seus olhos um pouco mais fundos do que o normal. - E dormir desde a madrugada até as sete horas da tarde, o senhor não acha estranho? – Indaguei novamente tendo como resposta o silêncio por parte dele. Porque não queria esclarecer minhas dúvidas? – Eu não sei o que acontece... Por favor, peço encarecidamente que não leve isso como um insulto senhor Vlad, mas sinto calafrios aqui. Esse lugar me afeta de uma forma não positiva. Não me sinto muito bem aqui.
-Um abraço ajuda?-Nem ao menos tive tempo de pensar para responder ou responder sem pensar, Vlad simplesmente abraçou minha cintura com ternura enquanto meu rosto encostava-se a seu peito. Não haviam batidas aceleradas. Nem estremecimento de sua carne. Simplesmente não havia coração ali. A única coisa que eu ouvia eram os ecos das próprias batidas do meu coração e o frio que vinha dele e embalava meu corpo fazendo-o sentir num dia de inverno sem agasalho. Minha mente gritava para sair dali, mas meu coração insistia e não levava em conta a razão. Queria que ficasse ali. E eu ia segui-lo, mesmo desejando que algo meu concordasse com o contrario.
-Senhor... Vlad... – Chamei-o mais ele não se importou em responder. Meu rosto deixou de se esconder sobre seu peito e eu o encarava vidrada. Nossos rostos iam se aproximando gradativamente. Vlad olhava em meus olhos de um jeito terno e suave até que nossos lábios se encontraram num calmo e singelo beijo. Esse momento poderia durar para sempre. O beijo foi quebrado e ele parecia ter prazer em ficar me observando.

-Eu desejo você... Para Sempre! – Disse ele enquanto juntava nossos lábios novamente. Seus beijos foram descendo, trilhando um caminho até meu pescoço. O ar gelado emitido por ele tocou meu pescoço e fez meu corpo retrair. Vlad abraçou firmemente minha cintura e cravou seus dentes naquela aérea sensível e frágil. Eu sentia meu corpo ferver e meus gritos de dor eram ouvidos na mansão toda. Rapidamente minha boca fora tampada por uma de suas mãos. A agonia havia se juntado a mim. Eu mal podia acreditar que eu estava nas mãos de um vampiro. Enquanto sentia cada gota de meu sangue ser drenada por ele, pensava em como tinha sido boba de aceitar um convite de um estranho. Eu achei que tivesse vindo apenas pela musica. Nada mais do que isso. Mas para ele eu era o prato perfeito. Lágrimas caiam incontrolavelmente de meu rosto. Eu iria morrer. Logo após os gritos de dor, meu corpo fora tomado por uma sensação desconhecida, porém boa, virando gemidos de um prazer incontrolável. Vlad retirou suas presas de meu pescoço e meu corpo esmoreceu, minhas pernas fraquejaram e eu perdi o chão. Ele pegou-me em seu colo como sua noiva e fitou-me intensamente.
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MensagemAssunto: Re: A Moonlight Waltz - Spellbound(Capítulo 16 postado!)   Sab Jul 02, 2011 7:03 pm

mein gott amei esse capítulo
nossa vc descreve tudo tão bem que me transporta completamente e fic
continua
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MensagemAssunto: Re: A Moonlight Waltz - Spellbound(Capítulo 16 postado!)   Sab Jul 02, 2011 8:04 pm

CÉUS, o que foi isso ? O.O -abafa-
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MensagemAssunto: Re: A Moonlight Waltz - Spellbound(Capítulo 16 postado!)   Sab Jul 02, 2011 9:15 pm

Noooossa que Cap. foi esse??
Amo sua escrita, voce descreve todos os detalhes muito bem

Ele à transformou em vampira? #tomara
To amando a fic.
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MensagemAssunto: Re: A Moonlight Waltz - Spellbound(Capítulo 16 postado!)   Sab Jul 02, 2011 10:12 pm

[center]




[center]Capítulo 3


Lirith Venuto

O silêncio predominou a sala. O olhar hipnotizador dele se encontrava sobre mim. Sua boca estava banhada em sangue. Meu sangue. Seus dentes estavam expostos e me davam uma leve noção da profundidade do furo em meu pescoço. Meu corpo estava mole e quase sem forças. Após inúmeros esforços consegui levar minha mão até seu rosto e toquei-o limpando delicadamente os vestígios de sangue que nele habitavam. Logo após levei-a em meu pescoço tocando aquela área sensível que latejava e constatando que os dois furos feitos por ele eram mais profundos que eu alguma vez fora capaz de imaginar. Seus olhos que antes me olhavam com ternura, agora me fitavam de forma fria.

-Você quer morrer... Ou viver para sempre? – Exigiu – Escolha!
-Viver. -Disse com dificuldade. Minha cabeça doía, meu pescoço latejava e uma sensação de medo habitava meu peito agora, revelando a escuridão que existe dentro de mim. Vlad abaixou seus olhos encarando meus lábios. Estava sedento. Facilmente ele retirou uma de suas mãos que me seguravam e levou-a ao meu pescoço. Apoiando-me. De forma urgente ele me envolveu e pressionou seus lábios nos meus. O singelo beijo foi aprofundado e eu pude sentir o gosto quente de sangue em minha boca. Vlad puxou uma cadeira e apoiou uma de suas pernas sobre ela colocando-me sentada enquanto sua mão esquerda abraçava minha cintura. Ele pegou seu próprio pulso e cravou seus dentes ali. Seu próprio sangue agora jorrava e fazia uma poça embaixo de nós. Ele sorriu enquanto levava sua mão tocava até minha cabeça fazendo leves afagos. Seus toques sobre meu couro cabeludo foram ficando mais intensos e ele forçava minha cabeça a ir de encontro com seu pulso banhando em sangue.

Beba. -Ele disse sorrindo enquanto via minha expressão confusa. Fiquei perplexa diante de tal atitude. Eu não quero fazer isso. Como fazê-lo entender meu descontentamento? –Beba. – Exigiu de forma impaciente. Mesmo desgostosa e contra a minha vontade levei meus lábios até seu pulso sugando o líquido vermelho que caia livremente. Vlad gemia enquanto esboçava um leve sorriso diante de tal gesto. O liquido viscoso que descia minha garganta, me enjoava e me dava nojo. Meu corpo parecia doer mais ainda, era como se eu estivesse sendo moída por algo. Como se algo me apertasse por inteiro. A dor estava ficando a cada segundo mais insuportável, cheguei até a pensar que eu devia ter feito a outra escolha. Talvez tivesse sido mais fácil morrer. Minha mente estava congelada em alguns instantes atrás, meu coração estava batendo em ritmo acelerado. Rápido demais para um humano. Eu já nem sabia como me sentir, somente ouvia meus próprios gritos ecoarem pela sala do castelo. Vlad levantou-me de sua perna e pegou-me no colo como uma criança com medo de trovoes em noite de forte tempestade na tentativa de me acalmar. Não teve êxito. Meu corpo tremia, minha visão estava turva e eu não conseguia conter os gritos. Não sabia mais o que era real. A dor maltratava-me ao máximo tirando toda minha essência e deixando-me vazia aos poucos.

O relógio da sala de estar começou a badalar, foram exatamente doze vezes. Seu ruído ecoava em todo o castelo. Vlad me sentou na cadeira e ajoelhou-se de frente a mim enquanto me ouvia gritar; meu corpo se contorcia de dor e eu estava cada vez mais instável. Sentia uma atmosfera diferente cair sobre mim. No fundo eu sabia que isso só estava começando.


-Isso meu amor, grite mais. – Disse ele ficando em pé enquanto via-me com ambas as sobrancelhas arqueadas e eu estava assustada. Ele deu uma gargalhada insana e eu comecei a chorar. – Grite como se estivesse morrendo Lirith. – Porque estava dizendo isso a mim? Porque não consigo assimilar e distinguir nada. Ele estava insano. Seus olhos mergulhados no intenso vermelho e ele sentia prazer ao ver-me sofrer. Porque isso está acontecendo comigo? Seria isso para redimir e pagar meus pecados? -Pois então morra! – Disse ele gargalhando mais alto. Uma risada quase que maléfica. -Morra para viver para sempre!
Eu continuei a chorar de dor e a lamentar-me internamente. E então finalmente os gritos cessaram e tudo parou. Eu o olhei surpresa enquanto me levantava e encarava meu reflexo distorcido na tampa do caldeirão. Eu estava mais pálida do que antes.
-Eu... Virei... –Não havia palavras que fossem capazes de explicar o que eu estava sentindo.
-Sim, querida. – Ele sorriu. - Você abraçou a escuridão. Disse ele pegando-me no colo.

Vlad me rodopiava no ar enquanto me beijava e sorria. Ele rapidamente colocou-me de volta ao chão e seguiu até a mesa de jantar, onde sacudiu a toalha de forma violenta jogando tudo ao chão. Em um único movimento, porem rápido ele colocou-me sobre ela se pôs sobre mim. Rasgou o lindo corpete do vestido que adornava meu corpo revelando meus seios sem nenhuma dificuldade. Entre beijos e mordidas ele fez um pequeno corte e bebia meu sangue enquanto me oferecia um prazer insano. Enquanto bebia meu sangue e mordia meu pescoço suas mãos passeavam livremente pelo meu corpo inteiro de forma urgente e desesperada, como se ele estivesse esperando por isso há tempos. Senti seus dedos tocarem minha coxa e se aprofundarem um pouco mais, dei-me conta de que meu vestido fora levantado até a metade. Minhas pernas foram levemente abertas e minha roupa de baixo voou longe, Vlad entrou em mim suavemente, como se quisesse que isso durasse para sempre. Aos poucos a suavidade e o cuidado deram lugar a insanidade e a loucura. Seus movimentos eram rápidos e precisos, ele realmente sabia onde tocar e como tocar. Dominava-me por completo. Seus dedos foram de encontro ao meu pulso, onde ele tentou fazer um novo corte, mas minha mão foi mais rápida e eu segurei seu braço, virando seu pulso e cravando meus dentes pontudos ali. A expressão de Vlad era assustadoramente bela, ele gemia e seus olhos estavam semicerrados enquanto eu sugava seu sangue sem pressa alguma. Era tão... Tão bom. Como se fosse minha fonte da vida. Os movimentos feitos por ele ao mesmo tempo em que eu bebia seu sangue nos fez explodir em puro êxtase e cairmos exaustos um lado do outro sobre a mesa. Ainda trocando algumas caricias nos demos conta do quão cheios de sangue nós estávamos.

-Minha querida. -Disse ele afagando meus cabelos. -Vamos para a cama descansar.
Vlad me pegou no colo e me levou ao seu quarto. Durante o caminho sussurrava coisas doces para mim. Aquilo era muito melhor do que a música que eu sabia tocar. Suas palavras eram verdadeiramente musica para meus ouvidos. Subimos até a mais alta torre de seu sombrio castelo. A porta era negra e denunciava ser um ambiente nefasto. Ele abriu a porta e devolveu-me ao chão dando passagem para eu entrar. Fiquei surpresa com a visão que aquele lugar me proporcionava. Acho que eu nunca vi um quarto tão elegante e assustador ao mesmo tempo. O quarto era inteiramente negro, sua cama era escura como carvalho e o dorsal contido nela tinha algumas figuras cravadas, caveiras. O manto que caia sobre a cama formava uma espécie de tenda e era extremamente convidativa. Os lençóis esticados sobre ela eram roxos com detalhes de flores negras. A iluminação era toda de velas. Clima era pesado e romântico.

Sorrateiramente ele caminhou até mim retirando o vestido rasgado de meu corpo, enquanto tocava me tocava sem pudor. Minhas mãos envolveram-se em seu traje elegante e eu desabotoava os botões de sua roupa vagarosamente enquanto exibia um sorriso perverso. Sem conseguir agüentar minha provocação ele arrancou de seu próprio corpo o elegante traje, destroçando-o por inteiro. Vlad me tomou em seus braços novamente e deitou-me na cama, logo após deitou-se ao meu lado. Ele puxou outro lençol de cor púrpura e nos cobriu tampando nossa nudez. Diante do silêncio e embalados pela escuridão que ali começava a se estender Vlad retomou os beijos em meu pescoço, enquanto eu estava imersa em pensamentos. Eu não conseguia mais me arrepender de ter aceitado seu convite. Aliás, acho que nunca me arrependi, apenas meu medo falou mais alto e me deixou histérica e sem muitas opções. Meus pensamentos divagavam para a pior parte sem se importar que talvez não houvesse lados ruins. Ao pensar nisso lágrimas involuntárias se formaram em meu rosto e caiam molhando o braço de Vlad que estava agarrado ao meu pescoço, preenchendo-o de beijos e caricias. Não havia motivos para chorar. Minhas lagrimas pareciam congelar minha face.

-Eu perdi minha santidade. -Disse quase como um sussurro enquanto olhava para baixo. -Eu bebi seu... – As lágrimas insistiam em formar-se e escorrer por meu rosto. Eram muitas. E se congelavam em meus olhos. -Não consigo nem ao menos explicar-te. -Disse virando de costas para ele.
-Já estava infeliz?- Perguntou virando meu rosto para encará-lo.
-Claro que não. –Neguei, mas também não sabia explicar se antes eu estava feliz. -Deus me perdoe, tenha misericórdia de mim, mas eu não me arrependo de ter aceitado seu convite. – Esclareci e obtive em troca um lindo sorriso.
-Deus não tem piedade de quem aceita um convite desse gênero. – Eu me assustei com o teor de suas palavras e decidi que o melhor a fazer era ficar quieta. Pelos menos por enquanto. O assunto tinha morrido ali, não havia mais palavras para serem ditas.

Quando acordamos a madrugada tinha se passado e o dia também. Nos trocamos entre beijos e caricias e descemos para nosso jantar intimo. Vlad me ensinou que eu só podia sair após as sete badaladas da noite ou eu iria morrer queimada pela luz do sol. Eu não fazia mais parte do mundo dos humanos e das criaturas diurnas. Agora meu mundo é o das trevas, ao lado da escuridão. Vagando pelo escuro. A partir de agora sou uma criatura sombria. Eu tenho muito que aprender e ele havia me explicado que o tempo se encarregaria de ensinar-me.

Ele tinha razão. Sim... Eu aprendi com o tempo, muita coisa... da mesma forma em que o próprio se passou muito rápido e eu perambulei em seu decorrer sozinha na noite.

Passaram-se exatamente oitocentos enjoativos anos, até chegar a 2011. Eu vivi muito e estou cansada desse estilo de vida que me foi dado. Sinto-me enojada de tudo isto e por conseqüência nada me agrada... Vlad agora é meu amante e não o amor da minha vida como eu cheguei há algum dia pensar. Não me conformava com a situação a qual eu vivenciava há muito tempo: eu era apenas uma no meio de mais três, As noivas de Vlad era assim que ele nos tratava. Batendo de frente com minha nova perspectiva de “vida”, eu acabei por adquirir um novo ponto de vista... Agora eu realmente me arrependo de ter aceitado o convite de Vlad.
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MensagemAssunto: Re: A Moonlight Waltz - Spellbound(Capítulo 16 postado!)   Sab Jul 02, 2011 10:28 pm

Uaal..adorei o cap.
Deve ser agora que o Bill aparece na vida dela (pensoodemais) :}
Contiinua... Very Happy
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MensagemAssunto: Re: A Moonlight Waltz - Spellbound(Capítulo 16 postado!)   Dom Jul 03, 2011 6:26 pm

Amei o cap. (:
Posta o quanto antes. *o*
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MensagemAssunto: Re: A Moonlight Waltz - Spellbound(Capítulo 16 postado!)   Dom Jul 03, 2011 9:58 pm

Adorei, adorei, adorei *-*
Posta posta *-*
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MensagemAssunto: Re: A Moonlight Waltz - Spellbound(Capítulo 16 postado!)   Dom Jul 03, 2011 10:36 pm

agora que o Billzin vai aparecer?
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MensagemAssunto: Re: A Moonlight Waltz - Spellbound(Capítulo 16 postado!)   Qui Jul 07, 2011 1:57 pm

Bia' escreveu:
Adorei, adorei, adorei *-*
Posta posta *-*
+1
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MensagemAssunto: Re: A Moonlight Waltz - Spellbound(Capítulo 16 postado!)   Ter Jul 12, 2011 2:10 pm

Ameiiii....Postaaa yaya yaya yaya yaya
Ai meu deus *preparando o coração para ler a parte do Bill....*
danke
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MensagemAssunto: Re: A Moonlight Waltz - Spellbound(Capítulo 16 postado!)   Qua Jul 13, 2011 2:48 pm

[center]



[center]Capítulo 4


Atualidade

Lirith Venuto

Mais uma noite tediosa havia começado a me agraciar e eu fui invadida por lembranças, as quais se eu pudesse apagaria terminantemente de minha memória. Lembrar as vezes em que Vlad e eu íamos caçar agora me repugnava o estomago. A figura pálida e sombria que ele tinha habitava meus pensamentos e sonhos constantemente. Eu poderia passar o resto de minha existência fugindo dele, mas jamais conseguiria fugir do pedaço dele que havia em mim. Teoricamente ele havia me dado novamente a “vida”, embora esta não fosse a que eu tanto almejava. No começo superou minhas expectativas, eu cheguei a pensar que apesar de tudo, do que ele era, do que eu havia me tornado graças a ele, eu havia achado o que eu tanto procurei nos homens. Mas o encantamento acabou de forma mais rápida do que havia começado. Quando Vlad apareceu no castelo com suas outras vadias, eu percebi o quanto fui ingênua e idiota. Ser a outra ou fazer parte delas não era uma coisa que me agradava. Por mais que Vlad fosse perfeito na cama e até então me completasse em todos os sentidos, isto era algo que eu jamais permitiria ou me submeteria. Aos poucos os meus sonhos foram derrubados e as ruínas da minha vida vieram à tona para me afrontar.

Minhas noites desde então passaram a ser monótonas e rotineiras, após as sete horas eu vagava por entre as ruas acabando com os vilarejos e causando o caos por conta própria. Mesmo me “divertindo” eu já havia enjoado desta maneira de viver. Havia cansado de ser uma morta viva. Por fora eu era um monumento em forma humana, os homens dariam qualquer coisa por um único beijo meu ou uma única noite ao meu lado. Isso não era uma coisa da qual eu me orgulhasse ou me sentisse satisfeita ao ver como eu era desejada. Na verdade isso me causava ainda mais nojo. Por dentro eu estava oca e vazia. Havia algo faltando. Algo o qual eu nunca soube o que era.

A minha loucura e o resto existente de sensatez me fizeram tomar a única decisão certa: Ir embora definitivamente.

Tudo mudou e eu nunca mais o vi. Deixei-o, larguei-o. Cansei dele e de suas aventuras. Cansei de ser mais uma quando deveria ser a única. Com o único fio de esperança ao qual eu prendia meu corpo, lancei minha sorte e fui para um pequeno vilarejo localizado na Alemanha. Outros ares, caras novas e muitas caças e sangue, talvez me fizessem sentir melhor e revigorada.
Com o tempo, acabei sabendo que eu não sou a única vampira na cidade, junto com isso descobri que havia uma espécie de boate naquele lugar sem graça. A nossa existência lá podia ser revelada e a comida era facilmente arranjada.

Novamente o sino da igreja local me despertou com as sete badaladas de seu sino e eu amaldiçoei Vlad por ter feito isto comigo. Levantei-me vagarosamente da cama de aço com dois colchões reclináveis e lençóis de seda cor de sangue. Ao meu lado mais um corpo. Um homem alto, loiro, dos olhos verdes e de porte musculoso e viril encontrava-se em minha cama nu e ainda sangrando fresco. Foi o melhor sangue que eu provei em toda minha vida: parcialmente doce e viscoso. Um líquido quente e viciante. O drink da luxúria.

Rumei em direção ao meu guarda roupa e tirei de lá um corpete branco, seguido por uma longa saia de babados da cor da noite e sapatos de salto agulha. Vesti-me rapidamente e arrumei o cabelo e minha maquiagem. Antes de sair de minha casa abandonada afastada de tudo e todos, dei uma última olhada em meu recinto. Enormes janelas que iam do chão ao teto me davam plena vista do quão linda estava a noite. A cama havia sido minha mesa de jantar na madrugada anterior. O chão estava repleto de roupas espalhadas e o sangue derramado escorria por entre o lençol e caia feito cascata no chão, formando uma poça. Eu não havia bebido tudo. Apenas após uma noite de sexo selvagem eu o havia matado enforcado e provado apenas um gole de seu preciso sangue. Não tinha fome. A forma como cheguei e como continuaria sendo minha existência daqui por diante seria algo próprio. Eu seria algo que caminharia por si próprio. Eu não me importava se um dia ou outro alguém descobrisse meu segredo e me matasse por isso. Até porque eu já havia me cansado e tudo até aqui estava sendo em vão.

Fechei a porta de meu quarto e sai fazendo barulho no assoalho. A casa a qual eu vivia agora era bem diferente do luxuoso castelo em que eu um dia vivi. Era considerada mal assombrada, porém era linda e reconfortante. Não sabia entender porque as pessoas tinham medo. O trajeto até a boate não era demorado, eu poderia muito bem ir com minha velocidade, mas andar não mata ninguém, a não seja que eu pegue o azar de achar cristãos, católicos ou algo do tipo no meio do caminho.

O lugar ficava em uma rua deserta. Era negro e sua iluminação era fraca. Nenhum humano rondava por aquelas áreas. Elas eram famosas por ataques inexplicáveis. Claro que alguns consideravam lendas e perambulavam sossegados por ali. Para nós estes eram as presas perfeitas, embora muitas vezes eram deixados de lado para que acreditassem que a sorte existe.

Na porta de entrada tinha dois vampiros vigias que já me conheciam, então eu entrava direto.
Logo após entrar eu cumprimentava meus conhecidos e ia para o bar.

-Lirith!- Disse Richard o barman animado. - Realmente você sempre vem aqui primeiro.
-Claro. - Dei um sorriso malicioso. - O sangue vem primeiro.
-Sangue frio? - Richard deu risada. - Claro que não!Você só gosta de sangue quente.- Ele ergueu a portinha do bar e eu entrei. -Lembre-se... Sempre matamos a vitima de sangue quente.
-Eu sei querido. -Olhei a porta avermelhada e entrei nela. Lá dentro estava muito escuro e cheio de vitimas com medo. Algumas gritavam, outras pediam para morrer logo para sair desse pesadelo. Após andar por tudo e ver todas as vitimas existentes naquele lugar nefasto eu acabei por escolher uma mulher. Era loira, de estatura mediana, olhos castanhos. Tinha um corpo bonito. Enfim, era uma das mais belas pelo que eu vi.
-Por favor... –Ela implorava enquanto lágrimas jorravam por seus olhos tornando sua face úmida. Sua maquiagem estava borrada. -Não me mate.
Apenas a olhei com pena, ela era jovem e tinha uma vida pela frente. Mas humanos existem para nos saciar, e também existem para nos odiar. Cheguei próximo dela e preparei o seu pescoço, mordendo-o em seguida. Ela não gritou muito, agüentava a dor sozinha e também não demorou para que eu a sugasse totalmente e seu ultimo suspiro fosse dado.

Richard veio em minha direção e me abraçou pelos ombros andando comigo. Ao me deparar com a luminosidade de uma das salas notei que me corpete branco havia ficado vermelho. Totalmente ensangüentado. Como de praxe eu deixava uma capa com Richard, para que quando isso ocorresse eu pudesse vesti-la e disfarçar olhares dados pelos demais. Esta mesma encontrava-se embaixo do balcão do bar.

Assim que sai do antro de morte, me surpreendi com a visão que estava tendo. Todos os vampiros estavam ajoelhados com a cabeça baixa, enquanto quatro encapuzados adentravam o recinto. Richard que estava ao meu lado se posicionou da mesma forma que os outros, abaixei até ele resolvi perguntar-lhe.
-O que esta havendo?
-O rei está aqui. -Disse ele quase como um sussurro. Rei? Que rei? Não me lembro de rei algum. Principalmente no mundo dos vampiros.
Olhei para a multidão ajoelhada e pelo que deduzi o rei era o que vinha na frente sendo seguido por mais três. Usava uma capa preta com capuz. Enquanto os outros três trajavam uma capa arroxeada. Eram mulheres, a forma do corpo e o leve flutuar denunciavam isso.
A cada passo dado por ele, uma sensação estranha se apoderava de mim. Mas o que está acontecendo comigo? Seria isto medo? Há tanto tempo que eu não o sinto, precisamente oitocentos anos. Ele então vagarosamente se aproximou de mim e abaixou seu capuz. Eu não tinha coração, mas algo começou a pulsar dentro de mim. A pulsar de medo. Era realmente ele que havia me dominado.

-Isso é forma de reagir? - Esbravejou o homem que eu jurava que não mais veria. -Eu que te criei. - Vlad sorriu.
-O que faz aqui depois desses anos todos? -Fui mais direta. -E por que essas três prostitutas continuam vivas? -Elas abaixaram o capuz.
-Mais respeito mocinha. - Disse Vlad me acariciando. – Hum... Vejo está com medo.
-Você está vendo coisas demais – Disse afastando sua mão de meu rosto enquanto me distanciava dele.
-Minha cara Lirith, você pode fugir de mim... Mas não pode se esconder para sempre. – Dizia ele enquanto eu corria para a saída. – Não adianta correr, eu vou te achar aonde quer que você vá. – ele gritava e essa foi a última frase que eu ouvi após atravessar a saída e bater o portão de ferro.

Por mais que eu não quisesse admitir, Vlad estava certo. Ele me acharia aonde quer que eu fosse. Mais mesmo assim eu não desistiria de fugir para longe. Eu não desistiria de me ver livre dele.
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MensagemAssunto: Re: A Moonlight Waltz - Spellbound(Capítulo 16 postado!)   Hoje à(s) 4:14 pm

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