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 A Moonlight Waltz - Spellbound(Capítulo 16 postado!)

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MensagemAssunto: Re: A Moonlight Waltz - Spellbound(Capítulo 16 postado!)   Seg Set 12, 2011 2:24 pm

Ahhhh que capitulo bafonicoo!!! Surprised
Sabe o que eu e os vampiros temos em comum?!
Odiamos o sol!!!=X Razz

Ai my diva não tem como não gostar das musicas que você coloca!!! Todas perfeitas!

Quando colocou Unsun eu quase morri do coração! É difícil de acreditar mais eu tava escutando essa banda quando eu abri a pagina!

Ai gente fiquei com vontade de matar o Vlad nesse capitulo...
Bater na Lirith não pode! Bater nas outras ainda vai mais mano a Lirith é muito doida, ta proibido Vlad!!!

Ai!
My Diva!!!
Capitulo muito lindo, perfeito!!!
So tenho mais uma coisas a dizer:



- Continua logo se não eu morro!!! (Já percebeu que eu amo morrer?!)
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MensagemAssunto: Re: A Moonlight Waltz - Spellbound(Capítulo 16 postado!)   Sex Set 23, 2011 3:36 pm

Danielle K escreveu:
O Bill ainda não foi transfomado?Como assim?



Você já leu algum livro da Anne Rice? A transformação de um humano para um vampiro só acontece se quando o vampiro que o mordeu der um pouco de seu sangue para o humano beber, se ele não fizer isso o humano não será nada, apenas vai ter duas marquinhas no pescoço e só.
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Danielle K
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MensagemAssunto: Re: A Moonlight Waltz - Spellbound(Capítulo 16 postado!)   Sex Set 23, 2011 5:09 pm

Ally Kaulitz escreveu:
Danielle K escreveu:
O Bill ainda não foi transfomado?Como assim?



Você já leu algum livro da Anne Rice? A transformação de um humano para um vampiro só acontece se quando o vampiro que o mordeu der um pouco de seu sangue para o humano beber, se ele não fizer isso o humano não será nada, apenas vai ter duas marquinhas no pescoço e só.

Eu começei ler anne rice anteontem,mas por avor continua.
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MensagemAssunto: Re: A Moonlight Waltz - Spellbound(Capítulo 16 postado!)   Qua Set 28, 2011 9:08 am

affraid
CARACAS!
Primeiro, desculpa pelo super atraso flor, mals :/
Meu deus!
Vlad não pode machucar o Bill bua
Lirith, mostrando as asinhas, to adorando isso u_u'
Meu deus, Corte Infernal, acho, que, pelo, nome, não é coisa boa, acho ¬¬'
HASUAHSUHSUHS'
Desculpa hein flor, meu sumiço, é! :/
Continuuuaaa *--*
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MensagemAssunto: Re: A Moonlight Waltz - Spellbound(Capítulo 16 postado!)   Qua Set 28, 2011 4:31 pm

Bia' escreveu:
affraid

Vlad não pode machucar o Bill bua
Lirith, mostrando as asinhas, to adorando isso u_u'
Meu deus, Corte Infernal, acho, que, pelo, nome, não é coisa boa, acho ¬¬'

Totalmente!!!
Me deu medo esse nome!!! Shocked
Brink's Razz
Deve ser um bando de doidos!!!

Continuaa My Diva
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MensagemAssunto: Re: A Moonlight Waltz - Spellbound(Capítulo 16 postado!)   Qua Set 28, 2011 4:33 pm

Gente,dá pra aguentar mais uma semana sem Spellbound

Bloody Kisses
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MensagemAssunto: Re: A Moonlight Waltz - Spellbound(Capítulo 16 postado!)   Qua Set 28, 2011 5:45 pm

Lady.Spooky escreveu:
Gente,dá pra aguentar mais uma semana sem Spellbound

Bloody Kisses

Uma semana?
É muito tempo...
Vamos veer... Acho que dá, tentarei trancar a curiosidade no armário!!! Very Happy
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MensagemAssunto: Re: A Moonlight Waltz - Spellbound(Capítulo 16 postado!)   Qua Set 28, 2011 8:32 pm

Danny Mellyarco escreveu:
Lady.Spooky escreveu:
Gente,dá pra aguentar mais uma semana sem Spellbound

Bloody Kisses

Uma semana?
É muito tempo...
Vamos veer... Acho que dá, tentarei trancar a curiosidade no armário!!! Very Happy

+1
é né =/
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MensagemAssunto: Re: A Moonlight Waltz - Spellbound(Capítulo 16 postado!)   Qua Set 28, 2011 10:56 pm

Lady.Spooky escreveu:
Gente,dá pra aguentar mais uma semana sem Spellbound
Bloody Kisses

Não vai ser mais uma semana nada, até sexta esse capitulo vai estar aqui!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
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MensagemAssunto: Re: A Moonlight Waltz - Spellbound(Capítulo 16 postado!)   Qui Set 29, 2011 10:27 am

Ally Kaulitz escreveu:
Lady.Spooky escreveu:
Gente,dá pra aguentar mais uma semana sem Spellbound
Bloody Kisses

Não vai ser mais uma semana nada, até sexta esse capitulo vai estar aqui!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


#Torcendoparaissoacontecer!!!

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MensagemAssunto: Re: A Moonlight Waltz - Spellbound(Capítulo 16 postado!)   Qui Set 29, 2011 1:08 pm

Ally Kaulitz escreveu:
Lady.Spooky escreveu:
Gente,dá pra aguentar mais uma semana sem Spellbound
Bloody Kisses

Não vai ser mais uma semana nada, até sexta esse capitulo vai estar aqui!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Tá bom né,cê que manda
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MensagemAssunto: Re: A Moonlight Waltz - Spellbound(Capítulo 16 postado!)   Sex Set 30, 2011 2:47 pm

Lady.Spooky escreveu:
Ally Kaulitz escreveu:
Lady.Spooky escreveu:
Gente,dá pra aguentar mais uma semana sem Spellbound
Bloody Kisses

Não vai ser mais uma semana nada, até sexta esse capitulo vai estar aqui!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Tá bom né,cê que manda

KKKKKKKKKKKKKKK, até parece que eu mando em alguma coisa Razz

CADÊ O CAPTIULO QUE ERA PARA ESTAR AQUI??????????????????????
EU EXIJO MAIS!!!!!! HUMPF!!!!!!!!!!!!!!!!
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MensagemAssunto: Re: A Moonlight Waltz - Spellbound(Capítulo 16 postado!)   Sex Set 30, 2011 9:23 pm

Olá queridas e amadas leitoras!Enfim,demoro esse Capítulo mas queiram me perdoar e perdoar a Ally(Sem a permissão dela kk).Enfim,façam um bom proveito com o capítulo!

__________________________________________________________


Bill Kaulitz

A luz entrava pela janela, porém não era uma luz de sol; mesmo estando no verão. O dia estava amanhecendo cinza e eu o havia acompanhado, perdi o sono no meio da noite e não consegui mais dormir. Somente conseguia pensar nela e como ia conseguir vê-la novamente, havia alguns dias em que não a via; cheguei ir a sua casa, mas tudo estava escuro e não havia ninguém. Fitei o teto. Lirith onde estará você agora? Virei meu pescoço e encarei os enormes números vermelhos pertencente ao relógio digital do criado mudo a minha frente, cinco e trinta e sete da manhã. Vagarosamente espreguicei-me e levantei da cama, caminhando em direção a enorme porta de vidro que dava acesso a minha varanda abrindo-a. A neblina caia aos poucos umedecendo minhas roupas e as flores que estavam a minha volta em pequenos vasos de barro, mais eu não me importava, precisava achar uma forma de trazê-la para perto de mim, caso contrario eu chegaria até ela. De alguma forma precisava conquistá-la. Mesmo que não soubesse ela tinha meu coração, porém eu não a tinha... Ainda.

Ouvi passos na escada e som da TV, com certeza era Tom. Sai da varanda apressadamente batendo forte a porta de vidro e correndo pelo quarto sai em disparada rumo à sala. Não me lembro de Tom ter dormido em casa na noite passada. Ao chegar à sala Tom estava jogado sobre o sofá comendo cookies e vendo true blood. Nem notou minha presença.

-Custava avisar onde você estava? – minha voz ecoou pela sala e ele levantou num sobressalto sentando-se desajeitadamente enquanto fitava-me assustado. – Ao contrario de você, eu me preocupo. – Tom se calou e por um misero momento fitou o chão, seus olhos estavam vítreos em algo, porem logo se recompôs e voltou a me olhar curioso. Fez menção para falar algo, sua boca se entreabriu e ele pareceu procurar algumas palavras, mas fechou-a transformando sua possível duvida num sorriso malicioso.

-Eu sei que você se importa, mas sabe como eu sou e sabe o que faço a noite. Não deveria se preocupar. Nem se surpreender por eu não ter dormido mais uma noite em casa. – Respondeu dando de ombros enquanto voltava sua atenção aos vampiros. – Bill, falando em sair, você também há alguns dias atrás andou ficando mais fora de casa do que eu! Conheceu alguém?

-Conheci uma deusa. – respondi sem pestanejar fazendo-o voltar a me encarar enquanto abria a boca como sinal de espanto. Mas logo sua surpresa virou uma estridente gargalhada fazendo-me ficar incomodado com seu jeito aparente prepotente e superior.

-Sei, uma deusa!- ironizou - Por um acaso você fez algum ritual de magia negra para conseguir ela? A maioria dos deuses que eu conheço são desse lado.

-E você constatou isso sozinho? – ironizei de volta- Não creio! – Aproximei-me dele e sentei ao seu lado logo disparando um tapa em sua nuca, vendo-o se contorcer um pouco de dor e gemer alto em protesto. - deixa de ser idiota. Eu jamais faria isso.

-Mais ainda assim duvido ser uma deusa, no máximo ela é mulher camarão. – Tom levou às mãos a nuca e ficou acariciando-a como se desta forma a dor sumiria.

-Como assim mulher camarão?

-Tirando a cabeça, o resto da pro gasto. - Eu não sei oque é pior se é a insensibilidade do meu irmão ou o tipo de garota que ele sai.

-Tom como você é insensível! A Lirith é deusa.

-Você só pode tá vendo pornô místico. - ele gargalhou, pegou o controle da TV de plasma e a desligou jogando-a em qualquer lugar enquanto se virava de frente para mim.

-Que pornô que nada! – protestei - Só não te apresentei a Lirith pra você porque você pode roubar ela de mim. – Não sei se suportaria ver essa cena, eu já roubei a namorada do Tom uma vez, mia simplesmente porque ela preferia caras românticos e não um homem das cavernas que a tratasse friamente.

-Então ela não te ama.

-Agora... ela não me ama agora,mas vai me amar.

-Já que você diz.

-Eu estou tão apaixonado que na minha mente, posso ouvir sua voz.

-Cara, ficar apaixonado deve ser muito ruim.

-Mas não é sempre que posso ouvir a voz dela, às vezes, somente às vezes.


Lirith Venuto

Não, não, não! Você não pode se apaixonar por mim. Que droga! Malditos pensamentos altos do Bill, porque eles têm que ressoar tão alto em minha mente? Porque ele me perturba tanto? Por que eu não o matei? Por que eu senti dó? Por que não ouvi o Vlad? Droga! Por que eu sofro por isso?

Maldição! Quantas perguntas sem resposta!

Aos poucos minha face fora banhada por um liquido quente. Levei ambas as mãos ao rosto tocando-o lateralmente com as pontas dos dedos, deixei uma delas cair e a aparei com os dedos, logo olhando para a ponta deles; eram lagrimas de sangue. Há muito tempo atrás elas seriam quentes e translúcidas com o gosto salgado, hoje elas são amargas misturadas a fuligem. Mas, porque eu estou chorando? Não há motivos para isso! Um pesar assombra minha alma e arrebata minha mente, mas de onde ele vem? Não devo e nem posso estragar a vida de Bill... nem a dele nem a demais ninguém. Já basta eu ter estragado a minha por conta própria. Caminhei até a sala e me joguei na poltrona fofa de couro, afundando em sua maciez com a minha dor que me torturava a cada vez que pensava no Bill. O que eu sinto? Porque eu sinto? Nunca senti nada antes, porque agora? Levei uma das mãos até o peito e toquei onde deveria estar um coração que bate, se eu o tivesse estaria acelerado agora; ou talvez lento demais. Minha mente foi alvejada por uma enxurrada de duvidas e através de todas elas eu consegui chegar a uma conclusão: eu não sei como, nem porque; mas eu conheço algo parecido com o que eu estou sentindo, mas não sei ao certo a definição disso. Que nome é dado para um sentimento como este? Eu realmente queria entender tudo isso agora!

Cibele Millan

O enorme relógio localizado ao fundo da sala de pedra badalou sete da noite, eu não sabia que horas era suposto encontrar Evan, visto que não a combinamos, porém de uma coisa eu estava certa precisava sair que Vlad me visse. Dei uma ultima olhada no espelho me certificando de que estava perfeita para mais uma noite selvagem e coloquei minha capa enquanto caminhava rumo à porta. Sai de meu quarto logo descendo pelas escadas e passando pelo hall que nem um foguete, finalmente cheguei a porta dos fundos sem ser vista por ninguém, abri-a cautelosamente logo a fechando e caminhei pela estreita rua de terra logo avistando a pequena civilização a poucos metro de mim. A noite já se fazia presente e eu estava quase chegando. Espero que mesmo sem combinar a hora de alguma forma ele saiba e esteja lá quando eu chegar. Isso é uma teoria um tanto quanto improvável e impossível, mais é a única que eu tenho. Virei a esquina e logo o vi sentado na mureta de concreto em frente ao estacionamento velho, estava simples hoje; um camisete preto agarrado ao conjunto de músculos, seguido por uma calça jeans de lavagem escura e um all star, seu cabelo sedoso estava desarrumado. Assim que me viu abriu os braços e sorriu abertamente, um sorriso meigo e doce que nunca ninguém havia me dado. Na verdade aquela era uma situação um tanto nova para mim, jamais me deixei levar assim por ninguém ,nem como vampira e muito menos como humana. Corri até ele que me segurou nos braços e o beijei lascivamente enquanto ele me girava no ar. A sensação estranha preenchia meu estomago e se eu fosse humana provavelmente estaria agora com o coração na boca de tão acelerado e provavelmente sem fôlego. Existem lados bons de ser uma vampira, porém nem tão bons em relação a sentimentos, sinto falta de muita coisa que eu sentia e agora nem conheço mais.

-Sabia que eu senti saudades? –Ele nunca iria saber o que eu realmente sentia – até porque nem eu mesma sei – mas ainda assim falei isso pra fazer ele se sentir importante.
-Claro que eu sabia, eu também senti. – Nem um pouco convencido.
-Que mentira. - Brinquei. - Desculpa não te falar à hora.
-Que nada, percebi que seria de noite quando saiu correndo na hora que viu os primeiros raios de sol. Parece até uma vampira.
-Eu vampira? Que tolice! -Cibele, Cibele!Respeite sua raça. Se um dia o Vlad sonhar com a possibilidade dessa frase eu realmente vou estar no inferno, e isso não é literalmente.
-Aonde vamos hoje? Eu percebi que você gosta de arrumar encrenca. - E você ainda não viu nada meu bem.
-Bem... .-Mordi o lábio. -Tem uma casa mal-assombrada por aqui perto, mas não sei se quero ir por que vai que lá tem um fantasma pervertido, e eu estou com um sutiã fácil fácil de abrir. – Cerrei os olhos e fiz cara de inocente enquanto balançava o corpo levemente e me abraçava com o sobretudo. Evan tocou meu rosto e eu o fitei intensamente, seu sorriso meigo logo se transformou em um perverso, deixando-me excitada.
-Fica tranqüila... vou te proteger, mas me fala uma coisa; esse sutiã abre na frente? – Olhei para sua cara travessa e não controlei o riso baixo, apenas assenti vendo-o ficar extasiado.
-Gostei. -Evan deu um sorriso malicioso.
-Ah é? - Dei um beijo rápido nele e o conduzi. Em poucos minutos deixamos a estrada de cimento para a estrada de terra. A lua minguante proporcionava o mínimo de luz em nossa caminhada por entre o bosque. Felizmente minha visão era privilegiada em meio aquele breu.
-Como você consegue ver nessa escuridão Belle?-Perguntou Evan enlaçando sua mão na minha.
-Ahn... você não consegue ver? – Evan limitou-se a balançar a cabeça negando. Óbvio. Humanos as vezes são tão sem graça.
-Então você tem probleminhas. -Disse dando uma pequena risada.
-Tá, admito que eu sou cego. – Confessou.
-Chegamos, olha lá!-Apontei para casa.
-Olhar o que Belle?Só vejo um vão preto aí. – Droga, me esqueci que ele é desprovido de visão noturna. Peguei-o pela mão e praticamente o arrastei até a entrada da casa. Coloquei ambas as mãos na maçaneta tentando gira-la. Droga, estava trancada.
-E o tiro saiu pela culatra.- Evan resmungou rindo, enquanto eu me afastava dele procurando um outro meio de entrar. Caminhando mais a frente havia uma janela francesa trincada, não resisti e a quebrei.
-Então, o que dizia?- Disse enquanto forçava a tranca para abri-la.
-Nada não. -Evan muito cavalheiro se dispôs a entrar primeiro para garantir não ter nada que pudesse nos impedir. Tolo, não enxerga nem um palmo na frente do nariz, mesmo assim o deixei ir e entrei atrás dele fechando a o que restou da janela. -Sombrio aqui.
-Fique ao meu lado e tenta não se perder. –Disse enquanto enlaçava sua mão na minha para andarmos pela casarão. Apesar de tudo estar coberto com teias de aranhas e lençóis empoeirados a casa era bela, deveria pertencer ao século xviii; a decoração e a arquitetura denunciavam. As janelas de vitrais francesas, os moveis eram todos em madeira de carvalho e seus pés eram retorcidos, como detalhes eram incrustados de pedras e perolas; alguns eram talhados a mão. A sala de jantar tinha detalhes em azul escuro sendo as paredes tingidas em bege, a cortina em veludo azul estava empoeirada. Em meio aos moveis havia uma parede ‘nua’, ela sustentava a lareira em mármore branco, sendo totalmente marmorizada.
-Fica aqui parado, por favor. – Evan assentiu e eu caminhei rumo a lareira, havia algumas fotos de casamento em porta retratos rústicos. Abaixei-me e levei minha mão até as cinzas, o silencio absoluto ajudou minha concentração e logo a lareira se acendeu. Raramente uso meus poderes, eles queimam minha pele por serem tão fortes. Os únicos vampiros que eu conheço que usam seus poderes em seu dia-a-dia são: Vlad e os líderes dos treze clãs. Outro fator que impossibilita de usá-los são os efeitos que tem em mim, minha pele queima, minha visão fica turva, meu corpo rígido esmorece e eu oscilo entre consciente e inconsciente. Evan notou algo errado e caminhou ate mim, ajudando-me a restabelecer o equilíbrio.
-Você está bem?-Suas mãos frias tocaram minhas costas e ele me sentou numa cadeira. Apenas assenti vendo-o ficar preocupado. -Achei estranho porque você ficou uns três minutos parada aí.
-Eu estou bem . – o interrompi levantando e caminhando até a mesa coberta por um lençol. Tirei o pano e me sentei em cima da mesa. -O que você gostaria de comer Senhor?- Disse abrindo o sobretudo e jogando-o em um canto qualquer. Meu corpo fora exposto mostrando minha lingerie de couro.O sutiã de amarradura frontal deixou-o de queixo caído, olhando para mim como se eu fosse um suculento bife. Deliciei-me ao imaginar essa cena.
- Uau você está parecendo uma dominatrix. – Não pude deixar de sorrir. –Mas para comer eu quero um prato chamado Cibele. – Sorrateiramente se aproximou de mim e atacou meu pescoço lascivamente entre beijos e mordidas, fazendo-me delirar.
-Temos esse prato. -Ergui seu rosto e o beijei. Nossas línguas brincavam e travavam uma sedutora batalha enquanto exploravam a boca um do outro. Evan segurava minhas costas com uma mão enquanto a outra deslizava em meu corpo. Aos poucos a cinta liga de couro que eu usava fora aberta e puxada para baixo. Minha calcinha de renda fio dental fora rasgada e jogada longe. Evan continuou com sua tortura que oscilava entre beijos lascivos e mordiscadas. Sua mão desceu em direção ao meu sutiã e com seus lábios macios ele desfez os nós que o prendiam fazendo a peça cair ao lado de meu corpo. Seus lábios mordiam e sugavam meus mamilos levando-me a loucura. Suavemente o afastei, levantando da mesa e jogando-o sobre ela. Subi em cima dele colocando uma perna de cada lado de seu corpo, minhas mãos alisaram seus braços musculosos e seus pulsos foram prendidos por uma delas. A outra deslizava sobre seu corpo apalpando sem nenhum pudor todas as partes que nele havia, enquanto minha boca ocupava-se com sua pele tenra e macia do pescoço. Evan gemia alto enquanto eu me extasiava com tudo isso. Deixei de acariciá-lo e comecei a desabotoar um a um dos botões de seu justo camisete enquanto sugava a pele que ia se revelando pouco a pouco. A excitação de Evan já era evidente e eu não prolongaria mais nada, desci de seu colo e puxei sua calça e boxer juntas, fazendo-as ir parar no chão. Evan tomou-me em seus braços me colocando de volta a mesa e ficando por cima de mim. A penetração foi lenta e sentida.
Os movimentos lentos foram ganhando velocidade e os gemidos incontroláveis escapavam de nossas bocas fazendo ambos chegarmos ao ápice juntos e cairmos cansados um ao lado do outro. Lentamente ele foi fechando os olhos e acabou adormecendo aninhado sobre meu peito, aconcheguei-o um pouco mais e fiquei olhando ele dormir. Fiquei pensando no que aconteceu há alguns instantes atrás e me senti estranha. Não o mordi, estava descumprindo minha função e a pior parte nisso é que não estava nem ao menos sentindo falta.

Talvez meu coração morto não me deixa fazer isso.

Cansada de tanto pensar adormeci ao lado dele sobre algumas roupas nossas espalhadas.
-Evan...que horas são? –Acordei de sobressalto fazendo-o levantar rapidamente assustado. Ele pegou o celular bocejando ainda sonolento
-São cinco e quarenta e oito da manhã, você já vai?

-Sério? -Me levantei. - Tenho que ir.
Evan fez biquinho enquanto procurava suas roupas.
-Vou sim e vou ter que te deixar sozinho.
-Tudo bem, quando a gente vai poder se encontrar?
-Dessa vez você decide. –Achei meus pertences jogados no canto da sala e rapidamente comecei a vesti-los. Ele pareceu pensar mas logo se decidiu.
-No parque de diversão a cidade.
-Vai ter algo de legal nesse fim de mundo?
-Sim. -Evan deu risada. -A gente se encontra na entrada ás sete meia, eu pago a entrada.
-Se você diz... eu tenho que ir.
-Tá bem.
Dei um beijo nele e andei até a porta destrancando-a. Quando sai fui direto para a casa de Lirith, mesmo que ela não gostasse de mim era a única pessoa em quem eu confiaria algumas coisas. Toquei a campainha impaciente e logo Lirith me atendeu.
-Você? -Ela arqueou a sobrancelha surpresa ao me ver.
-Posso entrar? – pedi envergonhada.
-Pode né.
-Obrigada. –Entrei e logo fomos para sala, pela primeira vez em toda a minha vida eu estava sem graça, e como medo de contar algumas coisas a ela. Lirith e eu nunca fomos amigas, mas talvez seja a hora disso mudar... ou não. Mas não custa tentar.
-Sente-se. – Ela apontou a poltrona a sua frente e eu me sentei encolhida
-Obrigada. –Lirith andou até a mesa de centro e pegou duas taças e uma garrafa, ela abriu e nos serviu com sangue. Ao me entregar a taça eu virei ela totalmente na boca fazendo o liquido descer queimando minha garganta. Estava faminta. Ela riu e se sentou a minha frente, fitando-me curiosa.
-O que você quer? – Lirith praticamente rosnou a pergunta.
-Eu sei que nós nunca fomos amigas, sei que nunca conversamos sem estar armadas de palavras mas dessa vez, eu realmente preciso de alguém. Assim como você, só que por razoes desconhecidas por mim eu também fui escolhida de Vlad e...
-Se é dele que você veio falar, pode dar meia volta e ir embor...
-Não, apenas me escute, por favor... – Lirith assentiu... – Quando eu o conheci e ele me deu a vida eterna e me levou ao castelo eu achei que fosse única, que ele seria só meu; mas foi ai que te vi e ele te apresentou como noiva dele também... meu mundo caiu. Eu era frustrada e iludida e isso me jogou no fundo do poço, assim como você sempre me senti mal por ter que dividi-lo, cheguei até a achar que eu o amava de verdade, talvez no começo... a questão é que agora parece que o feitiço quebrou... Eu acho que eu estou apaixonada por um humano. -Lirith abriu os olhos de supressa. -Começou ontem, sei que é muito cedo para se apaixonar, mas... – Ao olhar em direção a Lirith uma enorme lagrima caia de seu rosto, mais não era translúcida e salgada, era vermelha, uma lagrima de sangue. – Oh não, Lirith

-Eu...-Ela limpou a lagrima. -Eu acho que sei como você está se sentindo. – Lentamente caminhei até ela, ajoelhando-me na sua frente. -Eu sinto um sentimento diferente no meu coração, mas não é amor, é algo diferente que não sei o que é. –Lirith chorava copiosamente e incontrolavelmente, seus soluços eram altos e ela tentava os abafar com a manga de seu vestido de seda. Sem conseguir me controlar a abracei e chorei junto com ela. Permaneci ao seu lado até a outra noite chegar.

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MensagemAssunto: Re: A Moonlight Waltz - Spellbound(Capítulo 16 postado!)   Sab Out 01, 2011 8:44 pm

Caralhoooooooooooooooooooooooooooooooooooooo!!!!
Aii que liindo as duas virando amigas!!!
Eeehhh Vlad vai virar cornão!!! kkkkkk
Quem mandou ser assim! Tem que surpreender de vez em quando!
Aii que lindoooooooo Cibele e o Evan ai muito fofos!!!
Parque éeh? - To gostando da ideia não!



Ebaaa my diva postou o capitulo!!!
Aii eu amo essa musica!!!
To super curiosa pro próximo capitulo

Continuaa logo My diva!!!
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MensagemAssunto: Re: A Moonlight Waltz - Spellbound(Capítulo 16 postado!)   Sab Out 01, 2011 8:48 pm

o Vlad tá tomando chifre adoidado!kkkAmei!posta mais!
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MensagemAssunto: Re: A Moonlight Waltz - Spellbound(Capítulo 16 postado!)   Dom Out 02, 2011 3:50 pm

Eu espero que Vlad queime no inferno com os chifres dele isso sim (esses chifres são bem merecidos).
Enfim, só quero ver quando ele descobrir oque essas duas estão fazendo.
Continua logo Joy

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MensagemAssunto: Re: A Moonlight Waltz - Spellbound(Capítulo 16 postado!)   Ter Out 04, 2011 4:32 pm

Cadê as leitoras pô??
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MensagemAssunto: Re: A Moonlight Waltz - Spellbound(Capítulo 16 postado!)   Sab Out 15, 2011 7:09 pm

Genteeeeeeeeeeeeee cade vocês? Eu tenho que ler logo isso...
Cara essa fic é o que salva o meu mundo Crying or Very sad , ele sem Spellbound é uma droga, um lixo, irritante...

Eu preciso dessa fic!!!!
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MensagemAssunto: Re: A Moonlight Waltz - Spellbound(Capítulo 16 postado!)   Sab Out 15, 2011 7:29 pm

Danny Mellyarco escreveu:
Genteeeeeeeeeeeeee cade vocês? Eu tenho que ler logo isso...
Cara essa fic é o que salva o meu mundo Crying or Very sad , ele sem Spellbound é uma droga, um lixo, irritante...

Eu preciso dessa fic!!!!

Pois é Danny, cadê as leitoras e a inspiração da Joyce. Acho que tanto as leitoras como a inspiração da Joy foram tirar férias e esqueceram de voltar.
Sei que não conto muito como leitora, mas exijo mais dessa fic. E dona Joy pode voar atras dessa inspiração porque eu quero ler mais viu? HUMPF!
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MensagemAssunto: Re: A Moonlight Waltz - Spellbound(Capítulo 16 postado!)   Sab Out 15, 2011 8:17 pm

Ally Kaulitz escreveu:


Pois é Danny, cadê as leitoras e a inspiração da Joyce. Acho que tanto as leitoras como a inspiração da Joy foram tirar férias e esqueceram de voltar.
Sei que não conto muito como leitora, mas exijo mais dessa fic. E dona Joy pode voar atras dessa inspiração porque eu quero ler mais viu? HUMPF!

Pois é Ally!
Acho que eu vou atrás das duas coisas! Gente quanto tempo esse cap foi postado e nenhuma alma perdida veio comentar a não ser nós duas e a outra Danielle! Eu to sentindo falta da Lirith e do Bill... E de ver o Vlad levando chifres a rodo!!! Smile
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Sara Kaulitz2
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MensagemAssunto: Re: A Moonlight Waltz - Spellbound(Capítulo 16 postado!)   Sab Out 15, 2011 8:45 pm

Lady.Spooky escreveu:
Cadê as leitoras pô??
Sei que não conto muito aqui mas.....
Laaady, Descuuuulpa a demoora pra comenta Liebe!

ps: desculpa pras outras leitooras tbm. :}
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Lady.Spooky
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MensagemAssunto: Re: A Moonlight Waltz - Spellbound(Capítulo 16 postado!)   Dom Out 16, 2011 12:20 am

Danny Mellyarco escreveu:
Genteeeeeeeeeeeeee cade vocês? Eu tenho que ler logo isso...
Cara essa fic é o que salva o meu mundo Crying or Very sad , ele sem Spellbound é uma droga, um lixo, irritante...

Eu preciso dessa fic!!!!

affraid
Ai Danny minha criança linda!Não chora não,vem pro colo da Srta.Krueger,sim você é minha doce criança.
Calma,daqui a duas semanas o capítulo vai estar aqui e espero que HAJA LEITORAS!
Queria postar antes né....mas vou viajar amanha então sem chance.

Enfim....Bjos minhas lindas crianças e até semana que vem

*Danny não chora
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MensagemAssunto: Re: A Moonlight Waltz - Spellbound(Capítulo 16 postado!)   Dom Out 16, 2011 8:53 pm

Hello Pessoinhas meninas sei que estou super atrasada desculpinha por isso
nossa esses capilutos que eu perdi foram perfeitos nossa muito curiosa para saber como sera o próximo.
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MensagemAssunto: Re: A Moonlight Waltz - Spellbound(Capítulo 16 postado!)   Seg Out 17, 2011 4:10 pm

Lady.Spooky escreveu:

affraid
Ai Danny minha criança linda!Não chora não,vem pro colo da Srta.Krueger,sim você é minha doce criança.
Calma,daqui a duas semanas o capítulo vai estar aqui e espero que HAJA LEITORAS!
Queria postar antes né....mas vou viajar amanha então sem chance.

Enfim....Bjos minhas lindas crianças e até semana que vem

*Danny não
chora

Eeeh eu sou a criancinha dela!!! cheers cheers
HoHoHoHo!!!
É vamos tentar nos segurar aqui! (Eu e a minha curiosidade!) tongue
Ah se não tiver eu juro que mato elas...
(Curiosidade on: - Se você matar elas eu mato você! Ruum, por que se você matar elas como vai terminar de ler essa fic? Sua anta... Danny larga de ser mula! Aff guria lerda tu é Danny putz! "Curiosidade off")


Ahhhh!!! Eu estou esperando aqui!!!
xD
Espero que a sua viajem tenha sido boa e que volte cheia de inspiração My Diva!


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Lady.Spooky
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MensagemAssunto: Re: A Moonlight Waltz - Spellbound(Capítulo 16 postado!)   Qua Nov 30, 2011 10:32 am




Lirith Venuto

As lágrimas vermelhas haviam cessado, mas minha alma ainda chorava com toda a força, e eu não estava com paz. Cibele ainda estava comigo; sentada em um dos sofás da sala impaciente olhando as horas, e eu estava na janela vendo crianças brincando de assustar umas as outras. Olhando para seus rostos inocentes, perdi a noção do tempo e do espaço e comecei a pensar se elas não tinham sequer resquício de cuidado. Estar a essas horas na rua vazia de noite é muito perigoso, será que os pais dessas crianças não sabem disso? Será que eles não se preocupam com isso? Droga! Por que eu me importo com isso?

-Lirith? –A voz de Cibele me tirou de meus devaneios, recuei e me virei em sua direção caminhando até onde ela estava sentada. .
-O que foi? – O desconforto de Cibele estava escrito em sua testa e seus olhos o denunciavam.
-Preciso de um favor seu.
-Que tipo de favor?
-Acho que faz dois dias que Vlad não me vê... e hoje tenho encontro com o Evan no parque da cidade e preciso que você chame o Vlad até aqui. – A olhei perplexa enquanto tentava processar o pedido incomum feito por ela.
-O...o Vlad? –Repeti sua pergunta automaticamente enquanto sentia uma sobrancelha minha arquear de forma intrometida. O que ela quer com isto?
-Lirith, por favor!-Ela correu até a mim e se ajoelhou aos meus pés, obrigando-me a me levantar naquele exato momento deixando-a para trás. -Estarei grata para sempre! – Cibele encarou chão coberto por um tapete de pelúcia azul marinho enquanto encolhia seus ombros. Eu sabia o quanto ela amava Evan, porém o que ela me pedira me custava demais. Era um preço alto a se pagar, mas analisando por outro lado talvez essa seja a prova de amizade que uma de nós precise – mesmo não sendo nem um pouco amigas- acho que aceitar não deve ser tão doloroso.
-Cibele!Se levante! –Caminhei até ela e a ergui fazendo-a me fitar. -Está bem! Eu faço o sacrifício, o que você quer que eu faça?
-Durma com o Vlad. – Cibele falou sem rodeios como se fosse a coisa mais fácil do mundo. Talvez até fosse... em outra época.
-Por Deus Cibele! –joguei-me no sofá sentindo náuseas só de pensar outro acontecimento como os antigos. Eu não teria coragem, ou teria? Que confusão!.-Não acredito que você está me pedindo isso. – Disse indignada com a situação, como ela poderia me pedir isso?
-Lirith... duvido que você não gostava das noite que o Vlad passava com você.- Cibele fez seu comentário de forma natural, porem aos meus ouvidos eram como lâminas que entravam em meu corpo e faziam o passado sangrar.
-Acontece que agora é diferente. – dei de ombros e ajeitei-me melhor sob a macia camurça abaixo de mim.
-Você tem certeza? -Ela se ajoelhou e me fitou com seu olhar malicioso. -Será que é tão diferente assim mesmo? – indagou consigo mesmo fazendo sua plantinha de duvidas crescer em minha mente aflorando sua curiosidade.
-Tá Cibele, não é tão diferente assim!- Confessei, ela gargalhou e eu fiquei corada. -Mas ele não vai aceitar.
-E porque ele não aceitaria? Você é aquela que ele mais buscou satisfazer. – As palavras dela ecoaram em meu ouvido, como eu nunca havia percebido isso? Ora essa Lirith, saber desse mero detalhe agora não faz a menor diferença. Levei um dos dedos aos lábios pensando no que eu iria responder para Cibele, aquela simples frase havia me deixado sem palavras. Surpresa.
-Eu disse pra ele que eu iria provocar uma rebelião. – Confessei arrancando um olhar malicioso seguido de uma gargalhada dela.
-Jura? -Ela se levantou e rodopiou no meio da sala. -Isso seria incrível!
-è pode até ser, mas vamos deixar isso para depois, vou chamar o Vlad.
-Isso... chama ele aí! -Ela se sentou.
Concentrei-me o máximo que pude afastando os pensamentos de duvidas de minha mente, eu não sabia se estava fazendo a coisa certa ou a errado ou indo mais afundo do inferno, porém algo dentro de mim bateu de forma diferente. Que droga! Que saudade dos tempos em que eu conseguia controlar meus sentimentos. Pensei em Vlad e o chamei por telepatia. No mesmo segundo sua presença fria e perceptível apareceu sentado como um rei em minha sala.
-Me chamou?- A voz rouca ecoou por todo ambiente apagando as poucas velas que ali jaziam acesas. Surpreso olhou para Cibele que imediatamente bloqueou seus pensamentos e o encarou como uma criança com medo do bicho papão.
-Chamei. –O tom de voz dele estava baixo sua expressão parecia abatida. Vlad aparentava estar chateado com algo. Ou alguém. Olhei para Cibele de soslaio e esta apenas limitou-se a levantar r caminhar rumo à porta.
-Eu vou indo sabe... vocês tem muito a conversar e não sou eu quem vai estragar isso.-Ela saiu e nós deixou a sós.Meu Deus! Como eu pude aceitar isso?
-Vlad, aceita uma taça de sangue?
-Claro. -Sua voz fria me arrepiou. Peguei a taça e o vinho,que já estava na mesa e enchi a taça. -Obrigado.
-De nada. -Me sentei em sua frente. Estávamos separados pela mesinha no meio.
-E você? Não vai tomar nada?
- Eu já estou satisfeita Vlad.
-Hum... –Vlad virou a taça em sua boca e bebeu tudo em um gole só. -Por que você faz isso Lirith?
-Isso o que? – Do que ela estava falando agora? -Ele colocou a taça sob a mesinha.
-Me engana, foge de mim, me ameaça e tem a ousadia de me chamar. –Vlad contava os fatos em seus dedos, esse simples gesto me arrancou um sorriso sem eu me dar conta. Mas para que raios estou sorrindo? Droga de emoções fora de hora.
-É que eu sou assim Vlad. -Dei um sorriso malicioso, ele percebeu meu interesse.
-Nem sempre você foi assim. Em algum lugar da caminhada, você perdeu quem você é, e se misturou ao mundo dos humanos.
-O que você quer que eu faça? -Me levantei e empurrei a mesinha para longe, logo a taça de cristal sobre ela, caiu e se fez em mil pedaços. -Quer que eu me ajoelhe? -Me ajoelhei em sua frente.-E peça seu perdão? -Peguei sua mão e a beijei delicadamente e o olhei. - È isso que você quer?
-Lirith... -Ele abriu um sorriso triste. -Levante querida. –Suas mãos frias abraçaram meus ombros fazendo-me recuperar o equilíbrio enquanto restaurava o chão abaixo de meus pés, Vlad enlaçou suas mãos em minha cintura enquanto encostava sua testa a minha. -Lirith... quanto tempo eu não sentia frieza da sua pele?-Ele fechou os olhos e eu fiz o mesmo. -Você foi a que eu mais corri atrás. Quando você fugiu, tudo ficou vazio.
-Então você sentiu minha falta...
-Como não poderia? -Ele subiu suas mãos até meu pescoço. -Como deixar de te amar Lirith?
Ele me beijou com fúria, como se eu fosse dele para sempre,é um beijo que se eu fosse humana me deixaria sem ar, mas como sou uma vampira isso apenas me deixa arrepiada.
-Vamos para a cama? –Ao mesmo tempo em que achei que fosse uma pergunta retórica me dei conta de que era algo mais parecido com uma ordem, pois ao abrir os olhos já estávamos deitamos em uma cama, na mansão dele. Adoro e odeio os poderes de Vlad.-Eu esperava te possuir a muito tempo.
-Eu esperava há muito tempo te sentir de novo Vlad.
O beijei com volúpia dando a brecha necessária para que uma serie de emoções e sentimentos desconhecidos por mim dessem as caras finalmente.

Talvez todos não passassem de desejos reprimidos.

Beijávamos-nos com voracidade e ele abriu meu corpete com uma facilidade descomunal. Vlad estava sedento por meu corpo e eu pelo dele. Eu o odiava profundamente, mas o ansiava demais.
Ele subiu para meu pescoço e ficou por alguns segundos roçando seus dentes pontiagudos em minha carne tenra e macia. Era tão bom ter aquela sensação de eu ser uma vampira nova, a sensação da primeira vez com o Vlad. Acordei de meus devaneios quando Vlad mordeu meu pescoço fazendo um gemido rouco e alto escapar por minha garganta. Eu sentia o sangue escorrer e ele limpava com seus lábios. Olhei-o de canto, seus olhos estavam levemente avermelhados e sua boca lambuzada de liquido carmesim. Vlad levantou posicionando seu corpo sob meu. Os pingos existentes em suas presas levemente deixadas para fora, escorriam e caiam sobre meu rosto, como as lagrimas que eu havia chorado algumas horas antes. Não contendo minha ansiedade, revirei minhas pernas jogando-o debaixo delas e sentei-me em seu colo assumindo o controle. Segurei seus pulsos contra a cabeceira da cama e com meus lindos caninos fui abrindo um por um dos botões de sua camisa de cetim cor da noite. Meus lábios frios tocaram sua pele nua causando alguns arrepios.

-Lirith? –Vlad me interrompeu obrigando-me a olhar para ele, seus olhos apesar de estarem como um lago de sangue, não foram capazes de ocultar a duvida e a curiosidade do que eu faria.
-Os tempos mudaram Vlad. -Dei um sorriso malicioso.-Você não sabe o quanto eu posso ser.......

Cibele Milan

Após deixar a casa de Lirith segui velozmente para meu encontro com Evan, já estava atrasada. Ao chegar ao local, um enorme outdoor em neon indicava a lateral do parque como entrada. Desconfiada andei sorrateiramente até lá através de corredor estreito iluminado por luzes baixas azuladas, ao término do corredor Evan me esperava sentado sob uma pedra com uma rosa vermelha na mão. Corri até ele, sendo logo abraçada por seus músculos enquanto o mesmo me rodopiava pelo ar. Tirei à rosa de sua mão e coloquei em meu cabelo. Evan pagou nossas entradas e assim demos inicio a nossa noite divertida no parque de diversões do centro da cidade. Tudo está maravilhoso! Acho que nunca fui tão feliz na minha amarga eternidade. A noite estava passando rápido e eu me sentia como uma criança que estava descobrindo o mundo e suas coisas boas. Essa foi a primeira vez que eu fui a um lugar como este. Andando de mãos dadas pelas ruas mais afastadas, Evan avistou uma praça e ao longo dela vários casais e alguns bancos livres.
-Vem, vamos sentar um pouco aqui.-Evan pegou em minha mão e me levou com ele até o centro da praça para sentarmos em um banco.
-Obrigada Evan.- Agradeci sorrindo sendo levemente retribuída.
-Pelo que? – Evan arqueou a sobrancelha em sinal de dúvida ficando lindamente mais sexy – se é que isso fosse possível- Droga, era impossível não desejá-lo dessa forma.
-Por esse dia... Eu nunca vou esquecer.
-Eu também, foi especial pra mim. -Ele me beijou. -Toda vez que a gente se encontra só transamos, não que seja ruim, mas queria conhecer você.
-Gostei de conhecer melhor você Evan,gostei mesmo.
-A gente poderia até ...ahn...namorar?
-Namorar? –Fiquei surpresa com o pedido repentino.
- È, namorar.
-Eu aceito. -Ele sorriu e me beijou. -Evan tenho que ir.
-Deixa eu te acompanhar.- Não! Ele não pode me acompanhar se Vlad sonhar com isso eu sou uma garota morta.
-Não...o ..o meu pai é bravo. – menti... Mas quem é que não menti nessa vida ao menos uma vez. E se for pecado eu já estou no inferno de qualquer jeito mesmo.
-Sério que o sogrão é bravo? –Abanei a cabeça positivamente, se o Vlad sonhar em ser chamado de sogrão, você irá ser no mínimo decapitado; isso se ele estiver de bom humor -coisa que nunca acontece- Tadinho de você. - Tá bem, posso te ligar amanha? – Ai meu deus! me ligar como? Eu nem tenho celular. Eu sei que é aquele aparelhinho fininho que tem uns toques esquisitos e um monte de números e letras e... espera, já sei.
-Me dá o seu numero, prometo que te ligo amanha a tarde.
-Tá bem. -Ele tirou um papel do bolso escreveu seu numero e me deu. -Vai pela sombra.
-Eu irei.- Despedi-me dele com um beijo e seguimos nossos caminhos.Pelo menos foi assim que ele pensou. Com minha velocidade voltei ao centro, uma loja de eletrônicos estava prestes a fechar, rapidamente entrei nela e em questão de milésimos de segundos peguei uma caixinha sem ninguém perceber. Sai de lá da mesma forma que entrei e segui para casa.

-Por que todo mundo tem essa coisinha boba? –Questionei-me enquanto retirava da caixa um celular.
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MensagemAssunto: Re: A Moonlight Waltz - Spellbound(Capítulo 16 postado!)   Hoje à(s) 4:15 pm

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