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 Paparazzi [OS]

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MensagemAssunto: Re: Paparazzi [OS]    Ter Jul 19, 2011 11:43 pm

Continua Very Happy

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MensagemAssunto: Re: Paparazzi [OS]    Qua Jul 20, 2011 1:11 am

Adorei essa primeira parte.
Você descreve muito bem os lugares.
E..ah o Bill gostando da vida que o Tom levava Shocked por essa eu não esperava hehe Razz
Continue... quero ver como o Tom vai se sair com ela, ou ela com ele. Very Happy

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MensagemAssunto: Re: Paparazzi [OS]    Qua Jul 20, 2011 4:35 am

Continuaaaaaaaaaaa

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MensagemAssunto: Re: Paparazzi [OS]    Qua Jul 20, 2011 12:33 pm

aah Fer, eu amei essa coisinha minúscula ai.....
ficou tão... real, sei lá, curti bastante mesmo

agora quero mais
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MensagemAssunto: Re: Paparazzi [OS]    Qua Jul 20, 2011 10:21 pm

Só continua Fer, pelo amor de deus bounce
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MensagemAssunto: Re: Paparazzi [OS]    Qui Jul 21, 2011 3:19 pm

Ah scheisse, você deve gostar de ver meus chiliques quando tu parte seus capítulos, só pode y.y
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MensagemAssunto: Re: Paparazzi [OS]    Qui Jul 21, 2011 4:49 pm

Fui mais rápida do que imaginei xD



A melodia suave adentrava meus ouvidos, se entranhava em meu ser de maneira irreversível, como fosse uma droga e, depois, me acalmava, me levava à lugares inimagináveis para minha mente. Sem falar na voz levemente rouca de Lola que, com toda a certeza, era um show à parte.
Pena que não era tão bem aproveitado.
Olhei ao redor. Todos pareciam entretidos em seus assuntos particulares ou com alguma bebida, mas não com ela. É como a música fosse apenas o plano de fundo como um todo, sem maior importância. Mas eu dava toda a atenção. Lola era a minha válvula de escape da realidade para um mundo fantasioso. Ela era o meu principal e único motivo para freqüentar esta espelunca que muitos chamavam de pub.
Mas isso era de menor significado. Como bom apreciador de música, não pude conter o pequeno sorriso que insistiu em formar em meus lábios. Era mínimo, quase imperceptível, mas estava lá e se contentava em ficar oculto. E, para acompanhar toda esta divagação, meus dedos agiram sozinhos, chocando-se contra a rústica mesa de madeira, tentando acompanhar o ritmo tão envolvente.
De repente, tudo ficou muito silencioso. Não ouvia nada além do barulho de cadeiras se arrastando pelo piso e alguns copos de vidro sendo lavados e guardados. Foi aí que percebi que estava de olhos fechados e tinha ido muito longe à minha breve – longuíssima – divagação.
Senti uma mão pequena e quente tocar-me no ombro, a modo que me chamasse de volta à dura realidade. Rapidamente, numa busca desesperada, fixei meu olhar à dona daquele gesto tão receptivo e carinhoso. Quase expus todo o êxtase que me assolava naquele momento, mas tive que ter me conter para não haver desentendimento da minha atitude tão repentina.
Limitei-me a sorrir timidamente e logo levantar-me da cadeira.
- Me desculpe. Acabei adormecendo – disse prontamente e ela riu, abanando a cabeça num movimento que dizia que não se importava com a minha atitude.
- É normal isso acontecer, não se preocupe. Mas venha, vão fechar – avisou, apontando para o dono do bar que nos aguardava impacientemente na porta do estabelecimento.
- Sim, claro. Vamos – ofereci meu braço para que pudesse acompanhá-la até a porta, num ato automático de cavalheirismo. Sorri-lhe confiante e Lola prontamente aceitou meu convite.
Agora, eu não sabia o que fazer. Ela me deixava inexplicavelmente tolo, sem ações. Não sabia se puxava um assunto qualquer ou ficava em silêncio, esperando que ela se pronunciasse. Confesso que tinha medo de falar qualquer absurdo e ela se assustasse, inventando uma desculpa qualquer para ir embora o mais rápido possível.
- Você não freqüenta o bar há duas semanas – afirmou, pegando-me completamente desprevenido e despreparado para uma resposta convincente.
Abaixei minha cabeça num sinal claro de constrangimento e murmurei algo que se subentendia como um sim.
- Tenho trabalhado demais. Nem mesmo tenho tido tempo para visitar minha mãe – confessei, dando de ombros. Ergui meu olhar para encará-la e a encontrei dando um sorriso meigo e tão tímido quanto eu estava no momento.
- Eu te entendo Tom – sorriu e voltou a olhar para frente. Nem tinha percebido que nós já estávamos atravessando a rua. Mas não foi isso que me perturbou.
- Como você sabe? – perguntei de imediato, arrancando uma risada gostosa dela.
- Oras, você é famoso – deu de ombros. – E sou eu que deveria estar de perguntando o motivo de você estar tão interessado em mim – me olhou furtivamente. – Você namora e tem paparazzi na sua cola. Além do mais, tem a sua carreira para se preocupar... – a interrompi, fazendo-a virar-se de frente para mim.
- Eu, como qualquer outro ser humano, preciso me desligar do mundo que em vivo e me aventurar em coisas novas. É o que eu venho fazendo – suspirei alto e Lola apertou os olhos, não entendendo aonde eu queria chegar com este discurso todo. – Droga Lola, o que eu tô querendo dizer que você é o meu passaporte para um mundo novo, minha guia para descobrir novos caminhos, para descobrir um novo eu – apertei seus ombros levemente, como se isso a fizesse compreender o turbilhão de sentimentos confusos que me comandava.
- Eu... Eu não sei o que dizer, na verdade – começou gaguejando um pouco. – Aliás, isso é um pouco confuso e novo para mim.
Olhei para os lados, percebendo a rua quase deserta devido ao horário. Então, seria ali que eu abriria o meu coração. Este era o momento que eu ouvira meu irmão tantas vezes falar.
- Vamos seguir este caminho juntos. Sei que você quer isso tanto quanto eu.
- Você é maluco – falou antes de se afastar rudemente de mim, balançando a cabeça negativamente. – Maluco – repetiu mais algumas vezes.
Eu fiquei sem reação. Também, o que eu poderia fazer? Tinha posto tudo a perder falando toda esta babaquice e, talvez, a única chance que eu tinha com ela, morrera ali mesmo. Sentia-me derrotado, humilhado.
- Vou te seguir até você me amar, Lola! – gritei para que ela pudesse me ouvir. Nada mais me importava. Eu gritaria para quem pudesse ouvir, para quem quisesse publicar numa dessas revistas de fofoca.
Ela ainda seria minha. Ah, se seria.
- Penélope para você! – ela gritou de volta, ainda em seu caminho.
Sorri satisfeito. Ainda tinha uma esperança.
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MensagemAssunto: Re: Paparazzi [OS]    Qui Jul 21, 2011 7:14 pm

O QUEEEEEEEEEEEEEEEE
ELE TA XONADINHO MESMO ENTÃO? AAUEHUAEH QUE FOFO *O*

isso mesmo, a siga, faça com que ela te ame HUHU adoro isso, to animada
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MensagemAssunto: Re: Paparazzi [OS]    Qui Jul 21, 2011 7:39 pm

Patty Back escreveu:
O QUEEEEEEEEEEEEEEEE
ELE TA XONADINHO MESMO ENTÃO? AAUEHUAEH QUE FOFO *O*

isso mesmo, a siga, faça com que ela te ame HUHU adoro isso, to animada
AHEUAHUEAHUEAHUE yaya
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MensagemAssunto: Re: Paparazzi [OS]    Qui Jul 21, 2011 11:09 pm

Patty Back escreveu:
O QUEEEEEEEEEEEEEEEE
ELE TA XONADINHO MESMO ENTÃO? AAUEHUAEH QUE FOFO *O*

isso mesmo, a siga, faça com que ela te ame HUHU adoro isso, to animada

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MensagemAssunto: Re: Paparazzi [OS]    Sex Jul 22, 2011 9:43 pm


Amei, amei, amei, continue! Very Happy
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MensagemAssunto: Re: Paparazzi [OS]    Dom Jul 24, 2011 8:37 pm

Citação :
isso mesmo, a siga, faça com que ela te ame HUHU adoro isso, to animada

AHEUAHUHEUHUEA adorei isso
Cara, só tu mesmo pra me fazer vir sentar na frente do notebook, recém chegada em Brasília e ainda com as malas nas mãos, literalmente. Eu nem comi ainda, e já vim pra cá doida pra ler essa one KKK
Ficou linda *-* To concordando com a Patty.
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MensagemAssunto: Re: Paparazzi [OS]    Seg Jul 25, 2011 11:20 pm

Hallo leute Very Happy
Então, o capítulo anterior era o final da história. Eu queria deixar subtendido o que viria a seguir... Ou não. Mas, depois que eu recebi uma mp (a pessoa sabe o que é), resolvi fazer um capítulo extra, dando um desfecho certo.
Espero que gostem.



Fazia quase seis meses que eu não freqüentava o bar o qual Lola se apresentava. As gravações estavam na reta final e o sucesso do novo álbum dependia desta fase. Além das reuniões quase diárias com os produtores e algumas mudanças e projetos para o futuro, tínhamos algum ou outro evento para se apresentar ou apenas para darmos sinal de que estávamos firmes e fortes. E, o mais importante, vivos.
Mas, apesar de tantos compromissos e estar um pouco alheio para certos assuntos, eu dava meu jeito de manter-me informado sobre os shows de Penélope. Toda a vez que eu ia para o estúdio, saía alguns minutos antes de casa e passava lentamente em frente ao bar, olhando atentamente para o cartaz chamativo colado precariamente na fachada, anotava os horários mentalmente e o dias e voltava para o meu caminho, sorrindo satisfeito.
E, assim, seguiu durante duas semanas. A mesma rotina, nada fora de seu lugar. Até uma atípica segunda-feira.
O dia em si já começara estranho. O sol previsto resolveu tirar uma folga de última hora e deu lugar uma chuva inesperada, que tornou o céu estupidamente azul para um cinza depressivo em questão de minutos, dando a impressão de que a noite se prolongara e não mudaria. E a temperatura quase desértica caiu notavelmente, abrigando-nos a desenterrar os casacos mais pesados do armário.
Era o que eu iria fazer se David não tivesse ligado antes das galinhas acordarem, ou seja, antes do sol nascer, o que era uma ironia para a atual situação, e dizer para tirarmos o dia de folga, porque tinha um compromisso importantíssimo de última hora e não poderia adiar. Alguns resmungos por causa do horário e uma afirmação foi o que obteve de mim antes de desligar um pouco amuado pela minha reação.
Também, o que ele esperava? Tenho certeza que bom humor não era.
Contudo, eu não consegui mais pregar o olho. Tentei de todos os jeitos me aconchegar de volta, mas nada pareceu funcionar. Algo me deixou inquieto e me obrigou a praticamente rastejar para fora da cama antes das nove.
Às duas da tarde, depois de tentar frustradamente empurrar o almoço garganta abaixo e ainda ignorar as perguntas de Bill, finalmente o telefone voltou a tocar e eu corri atropelei tudo o que tinha à minha frente para atendê-lo, tamanho foi o meu desespero.
- Alô? – disse ofegante.
- Tom? – Jost perguntou e suspirou, já sabendo a resposta. – Vocês podem vir ao estúdio, por favor? Temos a solução para o show de abertura! – exclamou um tanto alto para quem está ao telefone, o que me fez afastar o aparelho do ouvido.
- Estamos indo para aí agora – respondi e desliguei, ignorando as regras de boa educação. Olhei para Bill e, na mesma hora, ele entendeu a minha súbita pressa, correndo para se arrumar e estar o mínimo apresentável.
Já eu, iria com o confortável conjunto de moletom que estava vestindo. Talvez uma touca para esquentar as orelhas e pronto.
Em dez minutos, tanto eu quanto Bill estávamos saindo de casa em meu carro. Eu dirigia feito alucinado, mas dentro da lei; claro que resmungando pelos semáforos vermelhos ou um ou outro carro mais lento que entrava na minha frente.
Por sorte, a chuva tinha diminuído um pouco, mas não facilitou em nada em nossa chegada. O caminho foi feito no mesmo tempo e o carro estacionado de qualquer jeito na garagem coberta do estúdio.
Saltei dele, quase trancando Bill dentro e abri a porta de vidro escurecido sem nenhuma delicadeza, atraindo a atenção de Natalie que passava por ali no mesmo instante.
- Vai com calma, furacão – ela exclamou, levantando os braços para o alto e encostou-se à parede, liberando o caminho para que eu passasse mais rapidamente.
- Não me pergunte o que aconteceu com ele, porque eu também não sei – ainda pude ouvir Bill explicar-se antes de eu virar o corredor e encontrar a porta da sala de reuniões entreaberta.
Neste momento, eu desacelerei o ritmo e pude perceber o quão ofegante estava. Respirei fundo algumas vezes e bati à porta, anunciando a minha entrada.
- Já não era sem tempo, Tom – Jost levantou-se da cadeira de couro à esquerda da mesa quadrada e veio em minha direção, talvez para cumprimentar-me brevemente. Nem sequer tive tempo de ver direito quem o acompanhava.
- O que de tão importante te fez nos chamar para cá? – indaguei, vendo-o virar-se para a visita.
Posso falar, com toda a certeza do mundo, que meu queixo despencou alguns centímetros. Ela estava ali, sentada com as pernas cruzadas e coluna ereta, com o olhar tão chocado quanto o meu.
Então, era por isso que me senti tão afobado logo de manhã cedo. Ela estava por perto, mais uma vez. Do mesmo jeito que a última vez, as mesmas calças justas e as mesmas camisetas de bandas antigas.
O mesmo rosto delicado.
- Tom, esta é... – o interrompi com um aceno positivo, dispensando a apresentação desnecessária.
- Penélope – completei. – Já nos conhecemos – o viu arquear a sobrancelha. – Do pub aqui em frente.
- Cheguei – Bill anunciou adentrando o recinto com um sorriso singelo. – Então é ela que vai ser a nossa companheira de turnê? – perguntou ao nosso manager, sem desviar seu olhar de Lola um segundo.
- Sim – respondeu-lhe. – Vou deixá-los a sós enquanto eu tento ligar para os outros dois – avisou e saiu da sala, fechando a porta num baque suave.
- Sou Bill, muito prazer em conhecê-la pessoalmente – ele olhou furtivamente para mim. – Este traste mal-educado você já deve conhecer.
- Ei, eu ainda estou aqui – reclamei.
- Prazer em conhecê-lo pessoalmente, Bill – ela levantou e deu-lhe dois beijinhos na bochecha. – É bom revê-lo, Tom – e aproximou-se de mim, ficando nas pontas dos pés para dar o mesmo cumprimento.
- Digo o mesmo – retribui e dei-lhe um leve afago na bochecha. – Mas, quem diria... Você abrindo nossos shows.
- Quem diria que a oportunidade que eu tanto esperava estava ao meu lado o tempo todo – confessou em tom de brincadeira e voltou a sentar da mesma maneira.
- Mas você poderia vir aqui e deixar algum... Currículo – Bill opinou. Lola deu de ombros e suspirou pesarosamente.
- É, poderia. Mas eu não tinha tempo. Trabalhava em dois lugares e ainda estudo.
- Faculdade? – Bill perguntou entusiasmado e eu limitei a encostar-me à beirada da mesa, perto deles.
- Não. Último ano do colégio – falou timidamente e desviou seu olhar para qualquer outro canto daquele lugar que não fosse eu ou Bill.
Instintivamente, arregalei meus olhos e engoli em seco. Que tipo de homem que eu era?
- Uau, por esta não esperava – meu irmão confessou abobalhado.
Nem eu, irmãozinho. Nem eu.
Até pensei em dizer alguma coisa para acabar com aquele momento estranho que se instalou ali, mas meu pensamento foi interrompido por David que adentrou a sala e cochichou alguma coisa para Bill, indicando a porta.
- Com licença. O trabalho me chama – tentou fazer graça e sorriu abertamente para Lola, antes de sair. – Espero te ver mais vezes, Penélope – e fechou, novamente, aquela porta.
Agora estávamos, definitivamente, a sós.
Pela primeira vez, eu estava com receio de me aproximar de uma garota, ainda mais depois daquele episódio ridículo. Claro que tinha muita vontade de repetir tudo aquilo, porque nada havia mudado, mas se ela me rejeitasse mais uma vez? Eu experimentaria ser deixado de lado pela segunda vez e ficaria remoendo aquilo por um bom tempo, perguntando aonde eu poderia ter errado.
Olhei discretamente para ela, que se distraía lendo as folhas de uma pasta de plástico. Provavelmente, este seria seu contrato e termos ali redigidos. E, com certeza, este deveria ser levado a um advogado e ser assinado pelos seus pais ou algum parente responsável, já que, pelas minhas contas, Lola ainda era menor de idade.
- Se divertindo com estes termos? – perguntei-lhe, não sabendo se sorria ou ficava com uma expressão neutra.
- Um pouco – levantou seu olhar para me encarar diretamente. – Só uma coisa ou outra que não entendo, mas vou deixar isso para meu tio, já que ele é advogado e meu responsável – e voltou a ler de onde tinha parado.
- Certo... E por que você trabalhava em dois lugares já que, supostamente, seu tio pode te sustentar? – foi por puro impulso que me ouvi perguntando.
Lola me encarou novamente. Agora, havia certa mágoa em seus olhos, mesmo assim, determinação.
- Independência, liberdade. Conhece estas palavras? – respondeu azedamente, trincando levemente seu maxilar. Aproximei-me lentamente dela e me sentei ao seu lado.
- Mais do que deveria. Acredite – disse sincero. – E também conheço tantas outras e nem sei como usá-las na prática – dei de ombros. – Você saberá o que eu estou falando quando for famosa pelo mundo – pisquei marotamente, como compartilhasse um segredo.
- Por enquanto, eu só imagino – finalizou, dando um sorriso mínimo.
De novo, o silêncio reinou. Os únicos sons ali ouvidos eram o de nossas respirações e das folhas viradas por Lola.
- Você deve estar me achando um completo idiota, não é? – comecei, atraindo novamente a atenção dela. Aquela era a minha chance de extravasar todo o que refleti durante aquele tempo todo que não a vi. – Digo, foi realmente uma vitória para eu me declarar como eu fiz para você. Durante estes anos, eram elas que chegavam a mim e diziam o que sentiam, muitas vezes chorando. E eu apenas sorria e abraçava. Não poderia fazer mais do que aquilo – tomei fôlego antes de continuar. – Claro que tinha vezes que eu me aproveitava, afinal, eu também sou homem. Sou cafajeste, sim, não vou negar – aqui, Lola deu uma risadinha e revirou os olhos. – Você ri, mas, com o tempo, você percebe que one night stands não lhe satisfazem mais, não te deixam mais... Como posso dizer? – coloquei uma mão sobre meu queixo, pensando numa palavra para melhor definir.
- Completo – Lola falou e eu concordei. – Acho que te entendo. De uma forma um pouco distorcida, mas ainda sim.
- Até que você cai na real e finalmente, depois de ter tomado tanto na cara, de ter sido um ser sem escrúpulos e notoriamente sem sentimentos, percebe que precisa de uma mulher ao seu lado, aquela que vai ter orgulho de mostrar para seus familiares, pros amigos, não como um troféu, mas como uma conquista. Como mérito de que você lutou para tê-la. Que você, metaforicamente, suou a camisa – sorri abertamente.
- E não dar uma de maluco e assustá-la logo na primeira conversa – ela relembrou rindo e eu abaixei a cabeça, sentindo minhas bochechas corarem. – E o cara tem que ter a sorte de a garota não ser grossa e muito menos sentir a vontade de estapeá-lo no meio da rua. Mesmo ele sendo um guitarrista famoso.
- Você sentiu vontade de me bater? – rebati espantado.
- De te arrancar os miolos, se possível – ela riu de forma macabra e fez uma careta estranha. – Mas controlei meus instintos assassinos e me limitei a te chamar de maluco. Considere isso uma vitória – Lola deu um soquinho leve em meu ombro, me fazendo rir. – Eu pensei no que você disse naquele dia. E como eu pensei – ela ficou séria e se acomodou melhor para continuar. – Pensei em todos os prós e os contras de se relacionar com uma pessoa pública e também pensei nesta mesma pessoa como um anônimo – abaixou seu olhar e apertou suas mãos uma na outra. – No fim, deu no mesmo. Como você mesmo disse, você é um homem, que teve a chance de vir a ser famoso – voltou a me olhar. Lola me fitou intensamente, como tentasse em dizer tudo o que pensava por aquele gesto.
- Então...? – a incentivei a concluir, temendo por levar outro fora.
- Entenda que eu sou completamente inexperiente no quesito relacionamento, na verdade, só tive um único namorado na vida e ele foi o primeiro a me beijar e me tocar – a última palavra foi murmurada e eu tive que aproximar mais para ouvi-la, ainda com dificuldade. – Desde que ele morreu, eu, como uma forma inocente de me proteger, me fechei para outros homens e me dediquei à música e aos estudos. Claro que saio com as minhas amigas, vou às boates, mas só para curtir. No sentido literal da palavra...
Eu não a deixei continuar. Num segundo, eu encostei nossas bocas e deixei-a decidir entre continuar ou não. No outro, Lola levou suas mãos frias pelo nervosismo para meu rosto, trazendo-o ainda perto, evoluindo um simples roçar para um beijo de verdade.
Um beijo tão ansiado por mim. Pelo visto, por ela também.
Eu tinha dito que a seguiria até ela me amar, mas a vida faz muito mais do que isso. Deu um jeito de ela me seguir e me amar.

FIM!
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MensagemAssunto: Re: Paparazzi [OS]    Ter Jul 26, 2011 1:12 pm

É bom saber que as minhas MPs estão surtindo efeitos positivos AHEUAHEUAHUEAHUE
awn, agora sim eu achei tudo isso um final digno *-* Os dois felizes e fofinhos, e que seja pra sempre enquanto durar *-* Ah Fafa, você escreve tão estupidamente bem :33 Só continue com isso sempre e sempre, pff
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MensagemAssunto: Re: Paparazzi [OS]    Ter Jul 26, 2011 8:29 pm

o que? ah, sério que tinha acabado naquele? .____.
eu nem desconfiei.... UHAUHEAUHE sei lá, eu sentia que precisava de mais dessa one... inclusive, se você quiser transformá-la em uma fanfic eu te dou todo o apoio! Sei lá, curti tanta essa história, ficou na minha cabeça, e eu ficava imaginando um milhão de coisas que poderiam acontecer :3
por isso que eu amo suas coisas, elas me deixam inquieta, precisando de uma maneira absurda de mais *-*

Janaah. escreveu:
É bom saber que as minhas MPs estão surtindo efeitos positivos AHEUAHEUAHUEAHUE
awn, agora sim eu achei tudo isso um final digno *-* Os dois felizes e fofinhos, e que seja pra sempre enquanto durar *-* Ah Fafa, você escreve tão estupidamente bem :33 Só continue com isso sempre e sempre, pff
obrigada janah, por ter feito ameaças de morte a Fer escrever mais UAHEUAHEUH
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MensagemAssunto: Re: Paparazzi [OS]    Qua Jul 27, 2011 11:00 pm

Citação :
awn, agora sim eu achei tudo isso um final digno *-* Os dois felizes e fofinhos, e que seja pra sempre enquanto durar *-* Ah Fafa, você escreve tão estupidamente bem :33 Só continue com isso sempre e sempre, pff

Roubando minhas palavras KK *-* Apoiada zilhões de vezes Jana!
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MensagemAssunto: Re: Paparazzi [OS]    Qua Ago 03, 2011 8:43 pm

Citação :
inclusive, se você quiser transformá-la em uma fanfic eu te dou todo o
apoio! Sei lá, curti tanta essa história, ficou na minha cabeça, e eu
ficava imaginando um milhão de coisas que poderiam acontecer :3
+1

Nossa! Você escreve MUITO bem, é tudo tão... Real. haha'
Estou... Sem palavras agora.
Parabéns!
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MensagemAssunto: Re: Paparazzi [OS]    Hoje à(s) 11:40 am

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