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 Certainty At The End

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D'Julia kaulitz
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MensagemAssunto: Re: Certainty At The End   Qua Fev 22, 2012 4:17 pm

aiai o que será que aconteceu ??? scratch

continua...
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Ilana
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MensagemAssunto: Re: Certainty At The End   Qua Fev 22, 2012 8:35 pm

Ai desculpe-me pela demora, tive vários imprevistos no mês passado. Odeio viagens --'

Bom, vamos ao que interessa...
Qual é a tua doença mental, que te impossibilita compreender que nenhum dos Kaulitz mentiu anteriormente, Serena?
Fala sério, você pode até não obedecer o Tom, mas desobedecer o seu coração, já é sacanagem. É óbvio que a Serena gosta do Bill, só não quer acreditar como as coisas chegaram nesse ponto.
Curti pra caramba o fato dos dois não terem falado: "desculpe-me maninho, eu não sabia que você gostavam mesmo dela" e/ou "Tom desculpe-me ter de machucado, não era minha intenção...", deveras não combinariam com aquela situação, não por hora.

Enfim, desculpe-me mesmo o atraso.

Prossiga Janaah.
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MensagemAssunto: Re: Certainty At The End   Sab Fev 25, 2012 3:04 pm

Citação :
Qual é a tua doença mental, que te impossibilita compreender que nenhum dos Kaulitz mentiu anteriormente, Serena?
E quanto a esse capítulo: Hum... scratch

Continue. Smile
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MensagemAssunto: Re: Certainty At The End   Qui Mar 01, 2012 12:31 am

Ilana escreveu:
Qual é a tua doença mental, que te impossibilita compreender que nenhum dos Kaulitz mentiu anteriormente, Serena?
Fala sério, você pode até não obedecer o Tom, mas desobedecer o seu coração, já é sacanagem. É óbvio que a Serena gosta do Bill, só não quer acreditar como as coisas chegaram nesse ponto.
Curti pra caramba o fato dos dois não terem falado: "desculpe-me maninho, eu não sabia que você gostavam mesmo dela" e/ou "Tom desculpe-me ter de machucado, não era minha intenção...", deveras não combinariam com aquela situação, não por hora.

Enfim, desculpe-me mesmo o atraso.

Prossiga Janaah.
pois é... apesar de que eu no lugar dela também ficaria meio arredia.... HAHAHHA po, sei lá, não dá pra confiar do nada assim.. tá que depois daquela declaração que o bill fez sem saber que ela podia ouvir já conta 100%, afinal, ELE NÃO SABIA QUE ELA TAVA OUVINDO E FALOU, TIPO, ELE FALOU PORQUE SENTIA MESMO!!! não é dificil entender isso --'
AEYAHEAEHIAEHIAEHIAHEIE MASOK, a Janet gosta desses personagens chatos e complicados, então continue do seu jeito! AUEHUEHUEH

por que ela não foi? que aconteceu? DD:
posta logo viu, não dá pra ficar esperando o mês todo por novos capítulos, é tortura :C

EDITADO:

Janaah. escreveu:
Patty Back escreveu:
AEYAHEAEHIAEHIAEHIAHEIE MASOK, a Janet gosta desses personagens chatos e complicados
nunca mais vou escrever nada então, pronto LAKSLAKLSKALKSLAKSLKALSK
NÃO SE ATREVA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


Última edição por Patty Back em Sex Mar 02, 2012 11:24 pm, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Certainty At The End   Sex Mar 02, 2012 10:58 pm

Patty Back escreveu:
AEYAHEAEHIAEHIAEHIAHEIE MASOK, a Janet gosta desses personagens chatos e complicados
nunca mais vou escrever nada então, pronto LAKSLAKLSKALKSLAKSLKALSK
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ingrid simioni claros



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MensagemAssunto: Re: Certainty At The End   Qui Maio 03, 2012 5:18 pm

Oi
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MensagemAssunto: Re: Certainty At The End   Sex Maio 11, 2012 7:58 pm

Quero outro capítulo!!! yaya yaya
yaya yaya yaya
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Catarina Kretli
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MensagemAssunto: Re: Certainty At The End   Dom Jul 01, 2012 2:21 am

Eu sei que não venho aqui faz seculos mas estou aqui novamente de pretendo ficar SPOKASKPASK
Hum... Cadê o cap ? kkkkkkkkkkkkk (:
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MensagemAssunto: Re: Certainty At The End   Dom Ago 19, 2012 4:18 pm

ok, se eu disser que essa fic está bem dizer completa e eu tenho preguiça de postar, vocês me matam? KKKKK
Bom, vou postar o próximo capítulo porque me deu surto de boa vontade e etc, enfim.


XIII (Part I)
And I know they may seem real (these signals of love)
But our life's made up of choices (some without appeal)







Era difícil me lembrar do caminho com perfeição.
A cidade não era lá tão mínima, e eu a conhecia muito bem para alguém que não vive aqui desde sempre. Porém, a casa de Serena tinha de ficar exatamente na área mais distante da urbanização. Que empolgante.
Quase fui parar na chácara para refazer o caminho de sua casa através de lá. Durante todo o percurso, eu permanecia com o fone do celular em meu ouvido, tentando por repetidas e já inúmeras vezes fazer com que ela atendesse ao seu telefone. Todas as tentativas sem sucesso frustravam-me e tiravam-me a paciência cada vez mais.
Por uma ou duas vezes, parei no acostamento de ruas pouco movimentadas, a fim de perguntar a moradores que desfrutavam de uma conversa trivial na porta de suas casas se algum deles tinha conhecimento de onde seria a casa dos Milicevik. Nenhum deles sabia me dar a informação desejada.
- Ok, sem perder a paciência... – disse pra mim mesmo, apertando o volante com tal força que eu já sentia minhas próprias unhas arranhando-me a palma das mãos.
Eu sentia a pele em torno de meus braços sofrerem contínuos arrepios, o que estava me irritando ainda mais. Fechei o vidro da janela do carro quase que completamente, mas a questão ali não era o vento.
Segundos se passaram até meu celular reproduzir um pequenino som no banco do passageiro. Uma mensagem.

Partindo da chácara, é só seguir pela rodovia 43, lado direito. Vire para a esquerda assim que ver que a área de planaltos já acabou. A casa dela é na rua sem saída que se encontra logo ao lado da rua Priston.

De repente, uma onda de imagens invadiu minha mente, fazendo-se presente como se eu estivesse vivenciando todo o trajeto novamente. Sim, aquele era o endereço certo... Mas quem havia me mandado a mensagem era Tom.
- Scheisse, esse filho da mãe está sabendo de alguma coisa e não quer me dizer...
Arranquei o carro quase que imediatamente, derrapando por um momento na pista brevemente úmida.
Obedecendo às instruções e coordenadas presentes na SMS, consegui chegar até onde pretendia: a última casa da ruazinha que formava quase que uma vila paralela à rua Priston, guardando um raio de uns 400 metros de distância de alguns pinheiros que davam um ar peculiar ao entorno da residência com acabamento clássico e nobre. O Impala estava estacionado à direita da casa de uma maneira desajeitada, enquanto a porta da imensa mansão encontrava-se entreaberta. Estranhei.
Devagar, conduzi meu Audi até a traseira do carro de Serena, desligando-o sem conseguir tirar os olhos da porta da frente. Olhei ao redor, à procura de alguém que pudesse estar na espécie de campo que rodeava a casa, mas não vi sinal de ninguém. Será que ela tinha algum animal de estimação? Ele poderia ter fugido e alguém poderia ter ido procurá-lo...
- Isso, pensamentos positivos... – era o que eu repetia para mim mesmo inúmeras vezes dentro de minha própria cabeça, enquanto discava, pela última vez, o número de Serena. E só para variar, não obtive nenhum sucesso.
Assim que abri a porta do carro, o vento frio e forte veio ao meu encontro. O clima por ali era bem mais ameno, e eu não havia percebido isso com tanta clareza quando vim aqui da outra vez.
Empurrei devagar a porta de entrada, deixando com que um fraco ruído ecoasse pelo ambiente vasto.
- Serena? – lhe chamei, sem obter nenhuma resposta.
Fechei a porta logo após passar pela mesma, deparando-me com um enorme espaço de lazer, com a TV, DVDs, CDs, um aparelho de som com uma potência absurdamente evidente, sofás afastados, um tapete camuflado por pelos bem ao centro, uma estante com vários e vários objetos. A iluminação estava altamente opaca, mas não pude deixar de notar que o grande móvel à minha frente trazia em si alguns porta retratos.
Presunçoso, olhei para os lados à procura de alguém, ou mesmo tentando reconhecer algum ruído ao longe. Sem receber respostas, aproximei-me das fotografias, deixando com que um sorriso tímido despontasse de meus lábios na medida em que meu corpo movia-se, acompanhando a linha cronológica que as fotos formavam.
Serena bebê, Serena bebê com a mãe, Serena bebê com a mãe e o pai. Serena criança, Serena criança com a mãe, Serena criança com a mãe e o pai. Serena pré-adolescente, Serena pré-adolescente com a mãe, Serena pré-adolescente com a mãe e outro homem que não se parecia nada com aquele das outras fotos.
- Deve ser o padrasto... – sussurrei, lembrando-me vagarosamente da única conversa que havíamos tido onde ela o citava.
Sem querer, meus olhos voltaram-se para uma foto de Serena com a mãe, onde ela devia estar com uns cinco ou seis anos de idade, no máximo. Os cabelos loiros apresentavam um comprimento curto, formando algumas ondas tímidas nas pontas. Seus olhos verdes brilhavam e transbordavam uma alegria mal contida que puxava toda a atenção para eles. Seu sorriso, mesmo com a ausência de alguns pequenos dentinhos, era a coisa mais doce e adorável a se ver.
Toda minha atenção foi desviada quando ouvi o barulho de algo se quebrando partindo do segundo andar. Pelo eco produzido, o objeto não era grande e nem havia sido quebrado com violência. Mesmo assim, fui tentado a me dirigir até a ponta da escada em espiral que se encontrava na área oposta de onde eu estava, guardando uma distância não tão grande do aparelho televisivo e de uma extensa porta que parecia levar até a cozinha.
Ergui os olhos com um pesar claro, a insegurança tendo um ponto de partida em meu interior. E por algum motivo que não sei ao certo explicar, a única coisa que girava em minha cabeça agora era o fato de Tom ter pedido com tanta insistência que eu viesse até aqui. Minha curiosidade por saber a resposta para essa atitude repentina vinda de meu irmão era um dos principais fatores que havia me levado até aquele lugar. Não seria agora que eu sairia dali sem sanar essa minha dúvida.
Pesaroso, dei um primeiro passo, erguendo meu pé direito e levantando todo meu corpo com o auxílio deste, já estando no primeiro degrau da escada. Devagar, repeti o gesto com o auxílio do pé esquerdo. E assim, fui repetindo o movimento até me encontrar no topo da escadaria.
O corredor estava escuro; as figuras decorativas presentes nas paredes chegavam até mim apenas pela silhueta ainda mais escura que se tinha de cada uma delas. O único feixe de luz presente em meu campo de visão partia da penúltima porta à esquerda do corredor.
Por alguns minutos, hesitei em andar. Gradativamente, meus batimentos cardíacos foram aumentando de intensidade, como se me avisassem algo de maneira prévia. Toda aquela situação estava me deixando desagradavelmente inquieto.
Juntando o fiapo de coragem que me guiara até agora, segui adiante.
Mesmo sem empurrar completamente a porta à minha frente, meus olhos já saltaram para o interior do cômodo, constatando ser de propriedade feminina devido à cor das paredes: lilás.
Adentrei o quarto, sem mesmo poder me prender a pequenos detalhes de decoração; meus olhos acabavam sendo puxados para outros pequenos dizeres em objetos ali presentes.
O que me gritou a atenção a princípio fora um vestido tomara-que-caia preto de comprimento mediano pairando sobre a beira da cama, tendo logo ao chão a presença de uma sandália preta trançada de forma peculiar, com um salto bastante generoso. Aquela provavelmente era a roupa que Serena deveria estar fazendo uso agora, estando na faculdade.
De súbito, meus olhos foram desviados até uma outra porta localizada próxima à uma escrivaninha obviamente destinada aos estudos, tendo-se em vista a quantidade considerável de papéis que se encontrava sobre si. Logo abaixo, pequenos pedaços de vidro faziam-se presentes pelo chão.
Ao me aproximar da porta e olhar para seu interior, todas minhas ações pareciam ter sido realizadas por uma outra pessoa. Era como se eu houvesse perdido o controle de minha própria mente por alguns segundos.
- Serena! – gritei sem necessidade. O ar não adentrava e nem se preocupava em esvair-se de meus pulmões. Essa ação foi bastante facilitada quando ergui seu corpo caído em meu colo e constatei que ela estava acordada. Porém, não houve tempo para que o alívio me tomasse por um todo: ela chorava. Chorava de maneira silenciosa, mas chorava muito.
- Pelo amor de Deus, o que aconteceu com você? – perguntei, afastando uma boa quantidade de cabelo de seu rosto. Por um bom tempo, ela não respondia a nenhum de meus atos: não falava nada, não se mexia. Apenas chorava. E então, um desespero crescente foi se apossando de mim.
- Quem te pediu pra vir aqui? – ela conseguiu dizer depois de muito tempo, e parecia ter juntado muito de suas forças para poder o fazer.
- Isso não é coisa que interesse agora, não é? Posso muito bem ter vindo aqui por conta própria – meu olhar permanecia em seu rosto vermelho, seus olhos sem mostrarem vida, seu corpo quase que inerte.
- Estúpido – Serena tentou se desvencilhar de mim. A força que usara não era capaz nem ao menos de acabar com a vida de uma formiga.
- Precisa de ajuda até mesmo pra se livrar de mim? – questionei, assistindo-a enquanto esta se levantava de maneira precária, apoiando-se em tudo de concreto ao seu redor, menos em mim. Pondo-se de pé, pude olhar para dentro do que seria o banheiro de seu quarto e verificar a grande quantidade de pequenos cacos de vidro de uma cor amarronzada que lá estava, provocando um claro contraste com o piso branco. Ainda ajoelhado, desviei minha atenção para a cama, local onde Serena havia acabado de se sentar. Chorando.
- Dá pra me dizer o que está acontecendo aqui? – levantei-me e sentei-me de frente a ela sem a mínima cerimônia, dando-lhe alguns poucos segundos para que pudesse se acalmar e pronunciar alguma resposta digna. Os segundos de demora para que ela se mostrasse superficialmente calma pareceram muito mais longos do que realmente foram.
Seus olhos verdes perolados me encararam por uma pequena fenda; suas pálpebras estavam exageradamente inchadas, suas bochechas absurdamente vermelhas, e todas as características chorosas eram absurdamente ressaltadas devido ao tom de sua pele. Quando pensei que Serena fosse capaz de pronunciar alguma coisa, seus olhos tornaram-se marejados por mais uma vez, ao passo em que ela se levantava e rumava ao canto oposto do quarto.
Ela permaneceu lá por alguns instantes, fazendo-me perceber que não seria nada fácil arrancar-lhe alguma coisa. Logo, minha atenção foi novamente desviada para o banheiro. Eu não havia nem me preocupado em saber o que é que havia se quebrado.
Levantei-me sem provocar muito barulho, andando devagar até o outro cômodo, novamente sem prestar muita atenção em sua decoração. Meus olhos permaneciam fixos nos pequeninos cacos de vidro logo abaixo de mim, o que me fez encontrar uma caixinha abandonada bem abaixo da pia. Uma caixinha mínima que deveria conter um frasco de antidepressivos extremamente fortes. Movendo vagarosamente o olhar, era possível encontrar uma ou outra cápsula também perdidas pelo chão. Tentei manter-me calmo, mas quando me dei conta, já estava a poucos centímetros de Serena, com a voz levemente embargada, fazendo-lhe novamente a menção da palavra.
- Você... Serena, você não tomou só a dose diária dos seus antidepressivos, não é? – perguntei num tom de voz baixo. A resposta foi praticamente imediata: seu corpo fraquejou, e se não fosse por mim ali, ela teria ido de encontro ao chão sem pestanejar.
Virei seu corpo para mim, apoiando ambas as mãos em seus ombros.
- Por que você fez isso...? – sua expressão era cada vez mais deplorável, seu choro não cessava, seus olhos nunca vinham de encontro aos meus. – Olha pra mim – pedi, mas tudo que ela conseguiu fazer foi revirar os olhos e se virar para a porta. – OLHA PRA MIM, SERENA!
- OLHA SÓ, EU NÃO TE DEVO SATISFAÇÕES, OK? EU TENHO ABSOLUTA CERTEZA QUE FOI O TOM QUE TE MANDOU VIR AQUI! – ela se exaltou, erguendo violentamente os braços e se livrando de mim, dando uma volta pelo quarto e ficando perto da janela. – Eu disse... – ela começara a dizer, suas lágrimas desfazendo sua expressão novamente. – Eu disse a ele que não iria adiantar nada... Eu disse... – suas mãos foram até seus cabelos, erguendo-os e os jogando para trás. Seu corpo permanecia virado, olhando através do vidro opaco descoberto pelas cortinas. Sempre de costas para mim.
Só então eu percebi as marcas recentes que estavam em seus braços descobertos, devido ao uso de uma camiseta básica. Hematomas recentes. Recentes até demais, eu diria.
- Então eu estava certo. O Tom sabe mais do que eu nessa história – bufei. – Agora eu é que estou sobrando aqui? Sinceramente, eu estou a fim de entender muita coisa agora.
- Bill...
- Era pra você estar na faculdade agora. Era pra eu saber tudo sobre você. Era pra você detestar meu irmão, e era pra eu saber PORQUE VOCÊ TENTOU SE MATAR! – só percebi que estava gritando quando terminei a frase.
- EU ESTOU GRÁVIDA, TÁ OK? – ela se virou com violência, fraquejando por segundos, fazendo-me pensar que ela cairia, mas dessa vez ela conseguiu se sustentar. O choque de suas palavras havia me deixado completamente estático. – Eu estou, mas... Ah, como eu queria que todo o teatro que você e Tom realizaram houvesse dado certo... Como eu queria que esse filho fosse fruto de um descuido nosso...
Não sei de onde juntei forças para conseguir falar. Não sei mesmo.
- Desde quando você sabe dessa história? Eu não acredito que o Tom... Eu não acredito que... – o choro sonoro que se fez presente não deixou com que eu terminasse a frase.
Eu tinha receio de me aproximar de Serena. Meus olhos moviam-se apenas para acompanhá-la enquanto esta se sentava na cama, deixando com que o som de seu choro fosse o único som provindo do quarto.
Ela havia me traído.
Depois de dias incontáveis, na dúvida se eu deveria abandonar toda aquela brincadeira e me entregar ao real sentimento que havia surgido, eu decidi por me arriscar e tentar ter algo com alguém de verdade, alguém que me fizesse feliz. Tentar me relacionar com uma pessoa que fizera com que toda aquela máscara de aspereza e egocentrismo que eu carregava fosse ao chão. E a pessoa que eu achei que seria a certa havia, simplesmente, me apunhalado pelas costas. Brincado comigo o tempo todo.
- De quem? – perguntei num tom áspero, o que a fez parar de chorar ruidosamente em segundos. Após isso, ela riu.
- Deve ser do Shad – ela me encarou, e por meros segundos pude ver a mesma expressão irônica de sempre presente em seu rosto. – Ou talvez... Você já se perguntou por que o Tom me contou tudo isso? Já se perguntou por que ele sabe de tudo sobre mim agora, ou por que ele te mandou vir aqui? Talvez nós estejamos mais próximos do que você pensa, Bill.
Mais uma vez, aquela maldita sensação que parecia travar todos os músculos de meu corpo se apossava de mim. A mesma só foi desfeita quando meu rosto se virou automaticamente para a porta do quarto após ouvir o barulho de uma porta se batendo lá embaixo.
Meus olhos voltaram-se para Serena, mas a ira foi logo tomada pela dúvida: ela havia parado de chorar. Assim como eu, estava absolutamente travada em seu lugar, parecia nem respirar. Seus olhos vidrados fitavam a mesma porta que eu antes olhara, mas eles só demonstravam medo. Ou talvez, medo fosse uma palavra de sentido mínimo para caracterizar Serena nos segundos que se seguiram.
- Você precisa sair daqui – ela sussurrou. – Pra qualquer lugar, até mesmo ficar na varanda. Você precisa sair daqui.
- Quem foi que chegou? – eu perguntei absolutamente frio, deixando na cara o desprezo por ela e sua traição barata. Deus, quanta coisa se passava pela minha cabeça agora...
- Bill, eu não estou brincando – sua voz tremera. Ela estava realmente com medo.
- Eu não vou sair daqui! Não vou...
- Sisiiiiiii... – seu nome ecoou pela escada, seguido de uma risada prolongada e doentia. – Minha linda, eu já voltei... Sentiu saudades?
A início, tudo que eu queria era sentar e esperar até quem quer que fosse entrar por aquela porta e revelar seu rosto. Tudo que eu esperava era ver o filho da puta que agora era pai do filho que estava crescendo dentro da minha própria namorada, que há essas alturas eu já nem sei se é isso mais. Contudo, Serena não deixava.
Ela não estava me segurando ou me puxando rumo à varanda como ela mesma havia sugerido segundos antes. Ela só revezava seu olhar entre a porta e eu, absorta em um profundo estado de choque.
- Bill... Eu pelo menos te peço que você fique em algum lugar onde não seja visto de imediato... Não precisa ficar lá o tempo todo, só... Por favor – era a primeira vez desde então que ela me fazia um pedido. O que doeu foi ver a expressão que seu rosto carregava. Estava difícil olhar Serena por muito tempo.
Sustentei seu olhar no meu por poucos segundos, e logo, virei-me para entrar no banheiro. Empurrei a porta somente um pouco para que meu corpo pudesse ficar atrás da mesma, e também, para que eu pudesse ouvir a conversa que viria a seguir. Eu sinceramente não estava tão seguro quanto à minha segunda escolha. Algo me dizia que não seria nada agradável. Não do ponto de vista que eu tinha de toda aquela situação.
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MensagemAssunto: Re: Certainty At The End   Seg Ago 20, 2012 5:25 pm

:oO: to boba com esse capitulo...

continue
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Patty Back
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MensagemAssunto: Re: Certainty At The End   Seg Ago 20, 2012 7:59 pm

EU SABIIIIIIIIIIA
é o padrasto dela, não é?!! Oh shit, oh shit...................

Fiquei tão feliz que tu voltou Janet, tava morrendo de saudades dessa fic *------------*
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MensagemAssunto: Re: Certainty At The End   Qua Ago 22, 2012 8:59 pm

Patty Back escreveu:
EU SABIIIIIIIIIIA
é o padrasto dela, não é?!! Oh shit, oh shit...................

Fiquei tão feliz que tu voltou Janet, tava morrendo de saudades dessa fic *------------*

Tem que ser o padrasto dela!!
Quem mais seria senão esse suposto crápula?

Menina, preguiça não é desculpa para você nos abandonar! Felizmente você voltou!

Prossiga!
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MensagemAssunto: Re: Certainty At The End   Hoje à(s) 2:53 am

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