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 Waiting For Death ~ Capítulo Seis Parte Dois - Postado

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MensagemAssunto: Waiting For Death ~ Capítulo Seis Parte Dois - Postado   Sex Ago 19, 2011 10:20 am

oooooooooi Very Happy
tudo bom liebes?
well, essa é minha primeira Fic, de verdade, se é que pode ser considerada isso e eu, vim dividir com vocês, alguém se habilita a ler? *-*
vamos à tabela:


Nome: Waiting For Death

Autor: eu, ué Very Happy

Classificação: PG+16 (+ 16 anos)

Gênero: Eu acredito que tenha De tudo um pouco, mas os mais presentes são: pitadinha de Drama, Suspense, um bocadinho de Dramédia, algumas pessoas consideram Terror e tem um pinguinho de Romance

Tipo: Cross Over, Fandoms, Darkfic, OC, POV, Citrus, Horror, Tragédia, Yuri e Incesto.
Yuri e Incesto não relacionado ao núcleo da trama (y)

Beta: Evelyn Kaulitz *-* (mein blume s2) e o querido e amado Word (:

Capítulos: Por volta de sete.

Terminada: Quase.

Prólogo:
Do you don’t believe in ghosts?
Bill e Tom viajaram para a Alemanha, a procura de um tempo para descansar dos shows e das turnês. Tom, como sempre, sai toda noite, mais Bill, prefere ficar em casa. Às vezes eles visitam Simone, a mãe deles, mas, a maior parte do tempo, Bill fica sozinho, lendo algum livro, fuçando na internet, falando com Georg ou Gustav sempre que pode. Mas ultimamente, ele prefere ficar quieto, apenas com seus pensamentos.
Mas, por trás de toda a viagem, por trás de toda a solidão de Bill, existe um propósito, algo que o levou de volta para a Alemanha.
Mas o que seria isso?


-

Continuo ou não?


Última edição por Bia' em Sab Mar 31, 2012 12:27 am, editado 12 vez(es)
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Andrea Baumann
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MensagemAssunto: Re: Waiting For Death ~ Capítulo Seis Parte Dois - Postado   Sex Ago 19, 2011 1:13 pm

Continua SIM Very Happy
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MensagemAssunto: Re: Waiting For Death ~ Capítulo Seis Parte Dois - Postado   Sex Ago 19, 2011 1:26 pm

Bia' escreveu:


Mas, por trás de toda a viagem, por trás de toda a solidão de Bill, existe um propósito, algo que o levou de volta para a Alemanha.
Mas o que seria isso?

Também quero saber porque Bill voltou para a Alemanha, continua sim!!! Me deixou curiosa.
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MensagemAssunto: Re: Waiting For Death ~ Capítulo Seis Parte Dois - Postado   Sex Ago 19, 2011 1:52 pm

Man,darkfic é comigo

Posta
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MensagemAssunto: Re: Waiting For Death ~ Capítulo Seis Parte Dois - Postado   Sex Ago 19, 2011 3:52 pm

continua sim ! alias porque você não postou? na minha opinião tu já deveria ter postado!
<esperando pelo primeiro capítulo> cha
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MensagemAssunto: Re: Waiting For Death ~ Capítulo Seis Parte Dois - Postado   Sex Ago 19, 2011 10:40 pm

Tá esperando oq ue pra postar? Rolling Eyes
UAHSUAHSUHAUSH'
Continue sim, liebe. Very Happy
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MensagemAssunto: Re: Waiting For Death ~ Capítulo Seis Parte Dois - Postado   Sex Ago 19, 2011 10:58 pm

Eai gente, como vão vocês?
Bom, agradeço muito a todos que comentaram *-*
Estão me motivando pakaas *-*
well, vamos logo ao que interessa, nénão? HUAHUA'
Aqui está:


Capitulo Um

Encantado com sua sombra

Por Bill

Eu dirigia em silêncio pela grande, espaçosa e vazia estrada. Estava sem rumo, não importava para onde eu iria, eu só queria ir pra algum lugar. O rádio estava desligado, o vidro fechado, uma névoa terrível, cobria toda a minha visão. Eu usava um casaco enorme e quente. Apertava cada vez mais o volante. Controlava-me para não acender um cigarro e piorar a situação da minha vista.

Acelerei, mesmo sem ver onde estava indo, eu só queria ir para longe, o mais rápido possível. A névoa foi indo embora vagarosamente e eu pude ver uma curva extremamente brusca. Freei rápido de olhos fechados. Ao abri-los percebi que tudo estava bem.

Desci do carro e olhei em volta. A minha direita havia uma trilha, em meio às árvores e lá, bem ao fundo, eu podia ver uma silhueta feminina, sentada em um banco. Comecei a caminhar, adentrando a mata, na trilha escura. A silhueta ia ficando mais visível. Quando me aproximei, a moça, linda, por sinal, nada expressou. Ela estava apenas com um casaco verde musgo, que lhe cobria até um pouco a cima dos joelhos e uma meia calça, cor de pêssego. Ela tinha um olhar vazio, olhava fixamente para o nada, eu fingi pigarrear, mais foi inútil. O que estava a acontecer com ela?

— Oi! – Eu disse a ela, que nada respondeu. — Se importa se eu me sentar aqui? – Perguntei apontando para o banco. Como era de se esperar, ela nada disse. — O que faz sozinha por aqui? – Perguntei tentando saber o que estava acontecendo, mais ela nem ao menos se movia. Aquela situação estava me deixando desconfortável, ela não estava bem, estava como uma pessoa morta.

— O que você faz aqui? – Ela perguntou, se virando em minha direção, me olhando séria. Seus cabelos longos e lisos, negros e penteados, eram a moldura perfeita para seu rosto delicado. Branca como a neve que havia nos arredores, tinha os traços marcantes, olhos bem desenhados e azuis, que ao me olharem, tornaram-se instantaneamente expressivos e questionadores. Sua boca era atrativa demais, naturalmente rosada. Dava para notar claramente que o frio não a deixava aparentar mais vida, era muito pelo contrário.

— Ah… Nada. – Respondi olhando em seus olhos, que não olhavam para os meus, de súbito parecia que sim, mais não, ela olhava dentro de mim, como se pudesse ver meu interior.

— Então vá embora! – Ela disse voltando o olhar para o nada. Respirei fundo e me levantei.

— Me desculpe se te incomodei! – Disse saindo de lá. Senti uma brisa forte passar por mim, o que pareceu gelar minha pele. Pensei no terrível frio que ela deveria estar sentindo. Virei rapidamente e dei de cara com ela, que estava atrás de mim, a me observar. Uma lágrima percorria sua face. Passei minha mão e limpei-a. Senti que ela estava extremamente gelada, então comecei a tirar meu casaco, mais ela segurou meus braços com força, me impedindo.

Aproximou-se devagar e nossos lábios se uniram, num toque suave. Suas mãos foram me soltando lentamente. Ela foi deslizando as mãos, dos meus braços até a ponta dos meus dedos, até que não a senti mais por perto, ela estava se afastando. Abri os olhos e para minha surpresa, ela não estava mais lá. Olhei por todo o lado e ela não estava em lugar algum. Aproximei-me do banco e em cima dele estava um colar de ouro. Peguei-o com cuidado e vi que ele trazia um grande pingente, que dentro tinha uma foto, da moça que me beijou e ao lado havia outra moça. Elas eram idênticas, só que uma delas tinha os cabelos mais curtos e repicados. Elas pareciam tão felizes.

— Eu te amo Julia! – Li. Estava escrito ao lado da foto delas. Fechei o colar e guardei no bolso. Olhei mais uma vez em volta e caminhei em direção ao carro. Fiquei calado por algum tempo ali dentro, até que meu celular tocou.

— Alô! – Atendi sem ânimo.

— Onde é que você se meteu? – Percebi que era a voz do Tom, ele estava nervoso.

— Só sai um pouco pra tomar um ar! Por quê? Aconteceu alguma coisa? – Perguntei preocupado.

— Não… Você está fora faz mais de cinco horas Bill! – Ele dizia alterado.

— Não sei por que, mais eu acho que eu deveria falar isso quando você some por ai… – Disse e liguei o
carro. Ao segurar o volante, notei que algo faltava, minha pulseira. — Isso é típico. – "Uma ladra de estrada!”, pensei.

— O que é típico? Eu me preocupo com você, sabia? – Tom retrucava do outro lado da linha.

— Não é isso Tom, não posso falar agora. Daqui a pouco chego a casa.

— Ta, tchau!

— Tchau! – Desliguei o celular e saí da li em disparada. Pra que ela levaria minha pulseira? Por quanto comprariam? Ah, fala sério, é só uma pulseira de couro com alguns detalhes de metal. Quem acreditaria que pertenceu a Bill Kaulitz? Qualquer um poderia comprar uma e dizer que pertenceu ao Slash… Quem acreditaria? Ou então, ela só levou como lembrança. Mas… Que bobagem!

×

Temendo teu ódio

Por Monica

Acordei assustada, olhei no relógio, como de costume, dormi mais do que esperava. Observei o quarto e em seguida a janela. O tempo estava na mesma, mas já estava quase escurecendo.

Fui para a cozinha, estava fervendo água para fazer chá, quando a cadeira se moveu. Parei e fiquei a encará-la.

— Monica… Monica… – Eu ouvia os sussurros que estavam a me apavorar.

— Q-q-quem é? Quem é? – Eu perguntava assustava, para o vento. A cadeira moveu-se novamente, fazendo meu coração acelerar.

— Sou eu Moni!- Não podia ser verdade.

— Julia? É você? – Perguntei me segurando na bancada atrás de mim, enquanto olhava fixamente para a porta.

— Sim! – O sussurro ecoou em meu ouvido, me fazendo cambalear. A porta que dava acesso a sala, se fechava a se abria, com força, batendo nas paredes.

— Para Julia! – Eu pedia, enquanto lágrimas escorriam pelo meu rosto. A porta começou a se bater com mais força, fazendo um barulho ensurdecedor. — Julia! Chega! – Gritei. A porta parou instantaneamente de se mover e então se fechou com brutalidade. Em seguida a cadeira voou e estraçalhou-se contra a parede.

Aproximei-me dos pedaços de madeira, que estavam espalhados pelo chão. Entre as lascas havia algo familiar. — Mas de quem é isso? – Perguntei segurando uma pulseira parecia de roqueiro. Eu já tinha visto aquela peça em algum lugar.

×

Eai, devo continuar?
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MensagemAssunto: Re: Waiting For Death ~ Capítulo Seis Parte Dois - Postado   Dom Ago 21, 2011 5:33 pm

uuuuu'
mistério
Adoro!
Continua sim liebe, to doida pra ver a continuação \õ/
postaaa liebe s2'
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MensagemAssunto: Re: Waiting For Death ~ Capítulo Seis Parte Dois - Postado   Dom Ago 21, 2011 6:34 pm

LIEBEEEEEEEEEE!
Posta, posta, posta, posta...
Sério... Tô com medo affraid
Tom preocupado com Bill.. Owwwwwnt!
Ta perfeita meu amor, posta logo q eu to ansiosaa!
Minha pequena J.K. Rowling kkkkk!
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MensagemAssunto: Re: Waiting For Death ~ Capítulo Seis Parte Dois - Postado   Dom Ago 21, 2011 6:45 pm

Minha Liebe *----*
POSTA POSTA! ou... não.. (talvez eu morra sabe... O.O)
TO NEM AIIII POSTAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!
Te amooooo, mas posta logo OK? cha
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MensagemAssunto: Re: Waiting For Death ~ Capítulo Seis Parte Dois - Postado   Dom Ago 21, 2011 8:07 pm

Eu gostei do primeiro cap,e deixou com gosto de quero-mais
Pois quero mais mesmo minina!
Pode continuar!!!!!!!!!!!! Twisted Evil
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Sara Kaulitz2
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MensagemAssunto: Re: Waiting For Death ~ Capítulo Seis Parte Dois - Postado   Dom Ago 21, 2011 9:35 pm

Uaal, que mistério!
Adoreii o primeiro capítulo!
Continue rapidiinho liebe... Very Happy
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Evelyn Kaulitz
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MensagemAssunto: Re: Waiting For Death ~ Capítulo Seis Parte Dois - Postado   Seg Ago 22, 2011 7:33 pm

Há, está perfeito! Very Happy
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Thay_thelonger!

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MensagemAssunto: Re: Waiting For Death ~ Capítulo Seis Parte Dois - Postado   Seg Ago 22, 2011 8:18 pm

amei, posta mais..
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Amy Kaulitz-

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MensagemAssunto: Re: Waiting For Death ~ Capítulo Seis Parte Dois - Postado   Seg Ago 22, 2011 8:47 pm

leitora nova
Que lindo, Bia...
Está ótimo, devo dizer que me encantei com sua fic,
CONTINUA!!!
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MensagemAssunto: Re: Waiting For Death ~ Capítulo Seis Parte Dois - Postado   Seg Ago 22, 2011 10:12 pm

Izinha: Obrigada por aparecer por aqui liebe, ID

Pah: BLUMEEE *-*
HUAHUAHUA' #medrosa
É, que fofuxo *-*
Ja ja, pódexá Very Happy
Minha pequena marida *-*

Low: MEIN MEIN LIEBE
também te amo e vou postar sim sim sim *-*

Lady: HUAHUA'
sou sua especial *-* ~ morram de inveja ~
ah, seu pedido é uma ordem, minha perfect *-*

Sah: Obrigada por ler mein liebe
e eu espero que você goste do próximo cap. *-*

Eve: mein beta, mein liebe, mein blume, mein tudo HAUAHUAHAU'

Thay: aaah, Danke por ler liebe!

Amy: [aaa] Obrigada liebe *-*
eu espero que você goste desse cap. liebe *-*

Well, sem mais delongas, cá está, capítulo dois:

P.S.: O capítulo é SUPER, HIPER, MEGA, ULTRA, GRANDE, mas eu espero que não fique chato ou cansativo pra vocês, mesmo este, sendo um capítulo nada bom... é... u.u



Capitulo Dois


Reinando em meus pensamentos

Por Bill

Fazia quase dez dias, que eu ia até a estrada para ver se a encontrava, mais nada. Ela não saia dos meus pensamentos. Desde o dia em que a conheci, sonhava com ela e era sempre o mesmo sonho…

Flash Back On

Estava de olhos fechados, havia uma luz me incomodando. Abri os olhos lentamente e vi que eu estava na trilha da estrada. Não havia neve em nada e o sol destacava o verde das árvores. Olhei em volta. Não havia ninguém por ali.

— Venha até mim… – Ouvi como um sussurro. A voz era familiar.

— Quem está aí? – Perguntei falando alto.

— Venha até mim… – A voz ia se dissipando para dentro da trilha.

Comecei a seguir a voz até que cheguei a uma enorme pedra, que tinha uma fenda no meio.

— Ouça-me… – O sussurro disse.

Encostei o ouvido na pedra e fiquei a esperar. Um grito feminino de agonia ecoou, da fenda para fora, me assustando. Saí de perto da pedra. E então ela apareceu de súbito, parada ao lado da fenda.

— Me ajude… Só você pode… Liberte-me…

— Como?

— Encontre-a… Ela está mais perto do que você imagina… – E sumiu. A névoa me envolveu, me cegando.

— Encontre-a… Por favor… Você é o único… Encontre-a…

Flash Back Off

E eu sempre acordava com o despertador tocando. Exatamente às 07h30min.
Eu não comia direito, não dormia direito… Tom estava começando a se preocupar comigo. Mas eu havia me prometido, que este da, seria o ultimo que eu iria até ali, apesar, que foi isso que eu prometi no dia anterior.

×

Lembranças Do Terror

Por Monica

Ali, submersa dentro da banheira com água, deixei que as lembranças daquele dia me atormentassem.

O que eu mais queria era morrer ali, naquele momento oportuno, mas eu não conseguia ao menos dar fim em meu próprio ser.

Ouvi algo arranhando a banheira. Levantei-me e enquanto a água escorria pelos meus olhos, pensei ter visto-a, frente à porta do banheiro, me observando.

Passei as mãos pelo rosto tentando tirar o excesso de água. Ao olhar novamente nada havia ali, apenas uma grande poça de água negra. Fiquei observando aquilo, que tanto me lembrava daquele dia maldito.

Com todas as roupas encharcadas, tive dificuldade para caminhar até a toalha. Quando passei a toalha pelo meu rosto e observei a entrada do banheiro, nada estava ali, a poça havia sumido.

Caminhei até a banheira e sentei-me na beirada. Respirei profundamente e em fração de segundos eu já estava lá dentro de novo. Algo havia me puxado. Eu me mexia incontrolavelmente, tentando sair de lá, enquanto algo me segurava. Parei de me mexer, pois senti alguém se mexendo ao meu lado.

Ao olhar para minha esquerda, lá estava ela, de olhos fechados, parecia repousar. De súbito ela abriu os olhos e segurou meu pescoço com força.

— Assassina! – era a única coisa que ela falava. Mesmo estando debaixo d’água, eu podia ouvir sua voz, julgando-me, do que realmente eu sou.

Eu me debatia, tentando sair daquele destino, mas no fim, era esse meu carma. Então, parei, fiquei quieta, esperando que o pouco ar que me restava, acabasse logo. Se eu não conseguia me matar, ela conseguiria, pois eu consegui matá-la.

De repente, ela sorriu de um jeito terrível e então eu acordei daquele pensamento. Ou não era pensamento? No final das contas, eu ainda estava mergulhada dentro da banheira. Mas aquilo foi tão real, não poderia ser apenas minha imaginação. E então me levantei com o tal propósito, eu tinha que vê-la, no único lugar onde ela estaria feliz. Eu tentaria encontrar meu perdão, mesmo sabendo que não sou digna dele, eu tentaria.

×

Agindo com o instinto

Por Bill

— Bill Kaulitz… Acho que você está enlouquecendo… – Disse para eu mesmo, enquanto olhava a trilha escura e vazia. Já passavam das 20h00min e eu tinha chegado por volta das 16h00min, ou por aí. O Tom já tinha me ligado umas três vezes. Desisti e antes de me levantar prometi a mim mesmo que nunca voltaria ali, para o meu próprio bem, mental e físico, porque se eu continuasse a fazer visitas noturnas para as árvores iria pegar um resfriado tremendo.

Respirei fundo, descansando a cabeça para trás, sobre os ombros e me levantei do banco. Ao olhar para o começo da trilha vi alguém se aproximando então fui para trás das árvores, que se concentravam atrás da trilha.

Conforme a pessoa foi chegando perto, pude ver seu rosto. Céus! Era uma das gêmeas do colar. Ao se sentar, percebi que ela era a outra, não a que me beijou.

— Julia… Julia você está aqui? Se estiver me escute, por favor… Eu não sei o que está acontecendo… Desde aquele dia, eu nunca mais voltei aqui, nunca tive coragem… – E balançou a cabeça em reprovação. — Mas hoje… Sei lá… Senti que era necessário vir aqui… Julia… Eu… Por favor, Julia… Eu sei que eu sou a pior irmã de todas e eu não mereço seu perdão, mas… – As lágrimas traçavam a face dela em descontrole. — Eu só peço que… Ao menos tente me entender… Eu mesma não consigo, mas talvez você seja a única que possa…
– Os soluços começaram a ficar evidentes e meu coração ia ficando apertado cada vez que ela demorava a respirar. — Por favor, Julia… Diz-me que está por aqui… – Ela respirou fundo, enxugou as lágrimas e se levantou. — Me desculpe… – Disse saindo de lá.

Percebi que uma lágrima percorreu meu rosto. Senti vontade de correr até ela, segura-la em meus braços e dizer que tudo ia ficar bem, mesmo sem saber por que ela estava desesperada daquele jeito, mas algo me prendia no chão e não deixava mover-me. Vi-a partir em seu carro e foi então que corri até o meu e a segui.

Muitas vezes ela acelerava demais, ignorava faróis vermelhos. Dava-se para notar que ela estava nervosa.

Ao parar num sinal vermelho, num dos poucos em que ela parou, pude ver pelo retrovisor dela, suas lágrimas escorrendo sem parar. E meu coração estava prestes a saltar pela boca, ela estava a ponto de cometer uma loucura e a julgar pelo seu comportamento, não me surpreenderia se algo proposital ocorresse.

×

Fracasso

Por Monica

Eu só queria ouvi-la dizer que eu estava perdoada. Minha perda já era suficiente. Tudo o que eu sempre temi aconteceu, eu a perdi e a pior parte é que foi por culpa minha. Eu nunca ia me perdoar, nunca.

×

Persistente

Por Bill

De repente, ela estacionou frente a uma casa modesta, desceu do carro e entrou na casa. Dei a volta no quarteirão, para poder ficar um pouco mais longe. Eu iria ficar ali, até ter respostas para todas as minhas dúvidas.

×

Objeto

Por Monica

Entrei em casa e fui direto para o quarto. Olhei por toda a parte, mais não conseguia encontrar a pulseira. Voltei para a sala e comecei a passar com os olhos pelo cômodo. De súbito, passei e voltei em seguida, o olhar, para a janela. A pulseira estava ali, pendurada na fechadura. Aproximei-me e a segurei firme. Ao desviar minha atenção dela, olhei um pouco adiante, além da janela.

×

Surpresa

Por Bill

— Minha pulseira? – Perguntei ao vento, quando vi que ela estava na fechadura da janela. Subitamente a moça desviou os olhos da pulseira e posicionou-os em minha direção, me olhando questionadora.

×

Alguém familiar

Por Monica

Um carro grande mais discreto estava do outro lado da rua. Havia um homem, dentro do carro. Eu tinha certeza que já tinha o visto antes. Aquele olhar, aqueles lábios, pele, cabelo e até mesmo o jeito com que ele movia a sobrancelha, ao me encarar… Ele era sim, familiar… Muito familiar.

×

Para meu próprio bem

Por Bill

Ficamos nos encarando por um tempo, até que eu liguei o carro e fui embora, já que o Tom me ligaria mais cedo ou mais tarde.

×

À procura de respostas

Por Monica

Depois que ele se foi, corri para a mesinha de centro e comecei a revirar todas as revistas, jornais, folhetos, tudo. Eu sabia que não seria em vão.

Surpreendentemente eu não estava errada, numa das revistas, a matéria era sobre gêmeos talentosos. Logo na primeira fileira estava ele, Bill Trümper Kaulitz, 20 anos, signo de virgem e o mais surpreendente, seu gêmeo era idêntico, ele se chamava Tom Trümper Kaulitz.

Liguei meu computador e comecei a pesquisar sobre ele, até que encontrei algumas imagens e dentre elas havia uma que me chamou a atenção. Na foto ele usava a pulseira.

— Ai caramba… Como é que essa pulseira veio parar aqui? – Disse preocupada. Mas depois pensei, que de nada resolveria permanecer ali e então depois de jantar fui dormir, afinal o dia não foi um dos melhores.

×

Por que sinto que existe algo a mais?

Por Bill

Ao chegar a casa, encontrei um bilhete do Tom, em cima da mesinha da sala. Dizia:

Hallo maninho!
Saí mais já volto, qualquer coisa me liga…
Küss, Liebe Dich!

Sorri e deixei o bilhete em cima da mesa, onde o encontrei. Fui até a cozinha, peguei uma garrafa de vodka e subi para o meu quarto. Fechei a porta, deixei a garrafa no chão e caí pesadamente no sofá, que tinha no canto do quarto.

Eu estava tão confuso. Sobre tudo, mas principalmente sobre o que estava acontecendo. Estava tudo tão estranho… Sei lá… Acho que, diferente, é a palavra certa.

Peguei a garrafa e a olhei firme. Pelo jeito ela seria minha única companhia naquela noite.

×

Sonho?

Por Monica

Acordei assustada. A chuva caía sem parar. Sentei-me na cama. Sem razão, o sono tinha ido embora de repente. Olhei no relógio do criado-mudo. Já eram 03h00min da manhã. Os trovões que relampeavam eram altíssimos e assustadores. Fazia bastante frio, mas, sem me preocupar com isso, levantei e fui até a janela. Enquanto as gotas da chuva escorriam pelo lado de fora da janela eu, inevitavelmente, tentava esquecer o que era forçada a lembrar.

— Você ainda continua com isso? – Ouvi em meio ao barulho de um relâmpago. Era ela, minha Julia, que falou comigo. Estava com a mesma roupa daquele dia, casaco verde musgo e meia calça fina cor de pêssego. Ela olhava para longe, algo além da janela, acho que chegou até ser, algo além do que eu poderia ver. Ela estava encharcada.

— Não vou esquecer… Não consigo… – Disse olhando-a, naquele estado. Fiz menção de ir pegar alguma roupa para ela, mas ela fez sinal pra que eu ficasse.

— Não se preocupe… Roupas não vão resolver meu problema… Peço desculpas pelo meu mau jeito, outro dia. Eu não queria te assustar… – E sorriu debochando. — Só queria que você soubesse que eu estava ali…

— Poderia ter sido menos chamativa… – Disse com um sorriso de lado.

— Ah Moni… Você sabe como eu sou aparecida e também adoro ação… – E se encostou à madeira da janela. Fiquei olhando-a. Como ela estava diferente. Não de aparência, mas algo dentro dela, mas aparentemente, seu olhar, estava vazio.

— Qual é o seu propósito com isso, Julia? – Perguntei, me deixando levar pela curiosidade.

— Como assim? – Ela perguntou desdenhando.

— Com tudo isso… Aparições assombrosas, vozes assustadoras e a maldita pulseira… Você tem algo a ver com essa pulseira não é? Eu sei disso! Não me diz que é do tal de Bill Kaulitz?! Sabia que hoje ele estava aqui, do outro lado da rua… Céus! Isso ta tudo muito confuso pra mim…

Ela sorriu e abaixou a cabeça.

— Você só vai entender na hora certa…

— É mesmo? Acho que à hora certa é agora…

— As coisas não são assim Monica… Realmente, não são assim… Fica calma Moni, eu sei que tudo dará certo… E além do mais… – E sumiu de repente, me deixando cheia de dúvidas.

×

So... Continua ou não?
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MensagemAssunto: Re: Waiting For Death ~ Capítulo Seis Parte Dois - Postado   Seg Ago 22, 2011 10:17 pm

óh Juju, tem como parar quieta em algum lugar, aparece e depois vai embora deixando as pessoas com curiosidades, vai a merda u.u ou... não... quer diz, eu te amo Julia. (vai que ela puxa meu pé de noite né)
POSTA MAISSSSSSSSSSSSSSSS!
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MensagemAssunto: Re: Waiting For Death ~ Capítulo Seis Parte Dois - Postado   Ter Ago 23, 2011 12:04 am

atrasada, desculpa :x
tenho andado muito distraída e não tenho visto que tinha já capítulos novos :C

só agora li os 2 capitulos, e estou amando Very Happy

continua Very Happy
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MensagemAssunto: Re: Waiting For Death ~ Capítulo Seis Parte Dois - Postado   Ter Ago 23, 2011 2:20 pm

Continua Liebe!
Nossa,a parte da banheira me lembrou uma fic que eu fiz com a Cherry,damas de preto D:
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Evelyn Kaulitz
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MensagemAssunto: Re: Waiting For Death ~ Capítulo Seis Parte Dois - Postado   Ter Ago 23, 2011 7:10 pm

Gente, me arrepiei (de novo) em algumas partes. haha'
Continue dona Bia. Very Happy
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MensagemAssunto: Re: Waiting For Death ~ Capítulo Seis Parte Dois - Postado   Ter Ago 23, 2011 8:05 pm

PARA TUDO!
Como assim? Ela siplesmente *PUF* vai embora e sem explicar nada?
Ok Moni, não é só vce q esta cheia de duvidas...
POSTA POSTA POSTA!!!!
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Amy Kaulitz-

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MensagemAssunto: Re: Waiting For Death ~ Capítulo Seis Parte Dois - Postado   Ter Ago 23, 2011 8:17 pm

Cada vez mais passo a amar sua fic,
eu nunca vi tanta graça em uma única fic, acho que estou apaixonada.... Smile
Amei muito, e a parte do Bill com a vodka, gostei muito querida,
ahh eu tenho que dizer que tenho um certo medo da Julia, tanto mistério...
e a parte da Monica na banheira está perfeita,
CONTINUA urgentemente!!!
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MensagemAssunto: Re: Waiting For Death ~ Capítulo Seis Parte Dois - Postado   Ter Ago 23, 2011 9:54 pm

Low: HUAHUAHUA' que revolts, mas é... A Julia causa exatamente esses sentimentos nas pessoas 'o'
POSTO SIIIIIIM *-*
ID *-*

Andrea: Ah que fofa você liebe *-*
Não precisa pedir desculpas não viu?
Só o fato de você estar lendo e gostando, já me deixa super happy *-*
Que maravilha liebe *-*
Pode deixar, eu continuo sim sim Very Happy

Lady: o.O
Gêmeas? I love you
Eu ainda não tive o prazer de ler mais esta obra tua *-*
Mas, eu espero que tenha agradado, mein especial HUAHUA'

Eve: HUAHUA' que medo hein?! Twisted Evil
Pode deixar minha beta perfaaa *-*

Pah: HUAHUAHUA' mein liebe, mein liebe, mein liebe!
ok ok Pah, uma única palavra para descrição do momento:
Liam!
HUAHUA'
Mas quem é Liam? WHATTARREL? ~ WTR ~ (não riam okay? HAUAHUAHAUHA')
POSTO POSTO POSTO *-*

Amy: aaaah liebe, eu fico hiper "realizada" de ouvir/ler isso *-*
aaaah, obrigada blume *-* Oh, sim, espero que esteja apaixonada mesmo *-*
HUAHUA' que maravilha, que você gostou, liebe *-*
HUAHUAHUA' ah gente... A Julia é uma fofinha... Ou não D:
Ah, danke, danke, danke mein liebe *-*
ja ja ja!

Well, já que as leitoras estão extremamente fieis e dedicadas *-*
por que não presenteá las, né não liebes?
Bom, sem mais lero lero, bora pra fic *-*

P.S.: Esse também é gigante, mas, espero que vocês gostem e espero que não o achem tão mirabolante quanto eu achei, mas, boraaaa lá *-*


Capitulo Três


Uma nova aliada?

Por Monica

Era cedo, por volta de umas 08h30min da manhã, quando eu saí pra comprar pão, mas quando passei frente ao parque não resisti, entrei e o pão acabou ficando para os peixes do grande lago. O mais impressionante é que em pleno inverno alemão, ele não congelou, acho que ele foi o único.

Quando o pão acabou, fiquei observando, com olhos cansados pela noite mal dormida, os peixes se aglomerarem na beira do lago, coberta de neve. Eu não conseguia desgrudar os olhos deles e foi então que vi. Um ramo cumprido de cabelos negros, rodeando os peixes. Pisquei sucessivamente, para ver se eu estava vendo realmente aquele ramo de cabelos, ou se era apenas uma alga. Mas o ramo foi ficando maior e mais cabelos dançantes apareciam debaixo d'água. Ajoelhei-me na beira do lago e comecei a procurar o que ou quem era, mas eles tinham sumido. Rapidamente vi o corpo da Julia, se levantar em meio às águas escuras do lago com seus cabelos negros sobre a face pálida e enrugada por conta da água. Ela segurou em minha nuca, me ensopando e cochichou:

— É tudo culpa sua… Seu egoísmo me matou Monica… Está feliz agora? – Ela disse com uma voz grave e assombrosa. — Você morreu, no momento em que me matou… – E fui puxada por ela, para dentro da escuridão e frieza do lago. Eu sentia a água, terrivelmente gelada, adentrar meus pulmões e bloquear minha garganta e narinas. Fechei os olhos e sem luta alguma, esperei que o pior acontecesse.

Em seguida senti uma mão tocar meu ombro e ao abrir os olhos novamente, vi que eu estava sentada no banco da beira do lago, com a cabeça curvada para frente, cuspindo litros d'água e tinha a ajuda de uma moça, que estava ao meu lado, batendo em minhas costas.

No final fiquei observando-a. Cabelos encaracolados, na altura dos seios, ruivos e muito bem cuidados, hidratados e brilhantes, sob a luz acinzentada do sol que passava pelas nuvens escuras. Ela tinha traços muito bonitos, olhos castanhos claros, boca pequena, delicada e rosada. Vestia uma roupa parecida com a minha; calça escura, colada no corpo, uma blusa sem muitos detalhes, preta básica, com um decote médio e uma jaqueta marrom por cima. Uma bota preta, que cobria até a batata da perna. Ela apertou minhas mãos com força, fazendo me olhar para a pulseira do Bill que eu não tirei desde o dia em que a encontrei, e disse:

— E então… Qual foi o seu erro? Sabe por que eles te querem morta? – Ela disse com um sorrisinho normal.

— Eles? Eles quem? Quem me quer morta?

— Ah, Monica… Sei que você sabe muito mais do que aparenta…

— Como sabe meu nome? – Perguntei alterada.

— Desculpe… Ainda não me apresentei… Katja Scruska… Sou sensitiva.

— Como assim, sensitiva?

— Eu sinto a presença dos espíritos.

— Ah… Era só o que me faltava… Olha, Katja, eu não quero ser grossa e nem rude com você, mas eu não acredito nessas coisas…

— Não acredita em espíritos?

— Eu acredito em espíritos… Eu não acredito em vigaristas que enganam as pessoas, dizendo que podem sentir, falar e sei lá mais o que, com os espíritos… – E me levantei, comecei a andar para longe dela e então parei.

— Você sabe que está mentindo pra si mesma Monica… Sabe que precisa da minha ajuda e é por isso que você ainda não foi embora. Nós duas sabemos que você precisa de ajuda Monica… Deixe-me ajudar. – Droga! Ela estava certa. Respirei fundo e disse:

— Ta bem, eu deixo, mas com uma condição; quero mais provas de que você é mesmo…

— Sensitiva.

— É… Isso aí mesmo…

— Ta… Eu te acompanho até a sua casa… Parece que teremos visitas…

×

Uma boa parte de mim

Por Bill

— Bill… Bill… Acorda Bill… Vai, levanta… Já são mais de duas da tarde… – A voz do Tom ecoava em minha mente e então fui acordando aos poucos. Ao acordar completamente ele ainda me sacudia.

— Parece que alguém teve uma noite ruim… – Ele disse se jogando no sofá, ao meu lado. Ele sorria igual bobo.

— É… E parece que outro alguém teve uma noite maravilhosa… – Eu disse apertando os olhos, por causa da dor de cabeça. As luzes, os sons, os odores, tudo fazia a dor piorar.

— Cara… Você tomou vodka, você nem tirou a maquiagem… Quer conversar sobre o que aconteceu? – Ele disse me olhando compreensivo.

— Não… Pode deixar! Eu to bem… – Eu disse indo até o banheiro. Comecei a tirar a maquiagem.

— Se não quer falar agora, tudo bem… Eu só não quero te ver triste… – Lágrimas negras, por conta da maquiagem mal tirada, começaram a traçar meu rosto. Por que eu estava chorando? Não havia motivos pra isso! Mas mesmo assim elas insistiam em cair. Corri até ele e o abracei forte. Por que tudo estava saindo do meu controle? Os acontecimentos e até mesmo meus sentimentos, os quais eu sempre soube controlar. Ele me abraçou forte e ainda me prendendo nos braços, disse:

— Eu sempre vou estar do seu lado… Sempre…

— Eu sei disso Tom e não tenho como agradecer…

— Quer me agradecer? Então me conta o que aconteceu… Sei que você não ta legal e isso não é de hoje, já faz alguns dias… – Ele disse sério. Eu não queria parecer um doido, paranóico, mas também não queria esconder nada dele, afinal de contas, sempre que falo com ele é como se tirasse um peso dos ombros.

— É Tom… Você me conhece muito bem…

— Parabéns Bill, você descobriu a América… – Ele disse com cara de deboche.

— Vai me deixar falar ou não? – Perguntei encarando-o. Ele fez que sim com a cabeça e então comecei a desabar tudo sobre ele.

Após muita conversa, principalmente sobre a garota da trilha, ele me olhava com cara de espanto.

— Não é tão complicado assim… Mas pra alguém como você não é?– E riu.

— Me ajuda Tom… Eu não sei o que fazer… – Pedi desesperado.

— Olha Bill… Eu não tenho a menor idéia do que fazer, mas eu não quero que pense que você está sozinho, porque você não está… Eu quero te ajudar nisso…

— Obrigado Tom, mas sinto que tenho que deixar você fora disso…

— E eu sinto que tenho que te ajudar, então chega de papo… Onde é que ela mora?

— Você não ta pensando em ir lá não, ta?

— Claro que sim, você tem idéia melhor?

— Não… Mas… Tom… O que agente vai falar pra ela? "Sua irmã não saí da minha cabeça, então você poderia me passar o número do celular dela?" Tom… Pra quê ir lá? Daqui a pouco eu esqueço tudo isso e além do mais, logo nós estaremos de volta para Los Angeles…

— Eu não acredito que vou dizer isso, mas vou… Não to querendo ser chato, mas você vive dizendo que quer amar, ser amado e blábláblá… Por que não tenta algo com essa garota? Quem sabe ela não é sua namorada perfeita… – Ele disse calmo e depois fez cara de nojo. — Droga! Olha só as coisas que eu digo quando converso com você… Credo… Fala sério…

— Deixa de ser bobo Tom… Vamos a casa dela ou não? – Perguntei arrumando coragem.

— Vamos, deixa só eu arrumar meu piercing… A irmã dela pode estar lá… – e sorriu malicioso.

— Tinha que ser o Tom… – Disse voltando para o banheiro, para tirar a maquiagem borrada, tomar um banho bem frio e fazer uma nova maquiagem.

— Você me conhece Bill… Não brinco em serviço…

— É Tom… Você quem descobriu a América dessa vez. – Disse, vingando-me daquele chato.

Sorri para meu reflexo no espelho, ao ver o colar pendurado em meu pescoço, que eu não tirei desde o dia em que o encontrei, e foi então que percebi que eu não sorria a um bom tempo e o quanto me faz falta sorrir. Algo me fazia sorrir, eu tinha ótimos pressentimentos para aquele dia.

×

Conhecendo o problema

Por Monica

Depois que saímos do parque, Katja e eu decidimos ir almoçar, afinal já passavam das dez da manhã e eu nem ao menos havia tomado café.

Ao chegarmos ao restaurante, fomos até uma mesa ao fundo, num espaço bem calminho. Sentamo-nos, depois de algum tempo fizemos os pedidos e então o assunto voltou.

— Olha Katja… Me desculpa pelo o que eu disse lá no parque… Eu não quis te ofender… É, que, até pouco tempo, eu achava que estava enlouquecendo e que não haveria outra explicação para tudo que eu tenho visto, ouvido ou presenciado…

— Não me surpreende que este fosse o motivo… Pode ficar tranqüila Monica… Eu te entendo, mais do que você imagina… – E ficou pensativa por um instante. Ao cair em si, me olhou confusa. — Você ainda não me disse qual seu problema…

— Disse sim… Problemas de família!

— É… De alguém extremamente próximo, presumo… Um… Irmão, talvez…

— Irmã.

— Ah… Sinto muito…

— Obrigada!

O silêncio tomou conta, até a hora que pagamos e fomos embora. Ficamos passeando pela cidade, cada uma descobrindo poucas coisas uma da outra, depois iríamos pra minha casa.

Durante este tempo, senti que ela também não estava tão bem quanto auto julgava-se e aparentava. Ela tinha algo muito importante incomodando-a, mas o que seria? Uma mulher tão séria, bem decida e bonita… O que poderia atrapalhar a vida dela?

×

O reencontro, ou encontro?

Por Bill

Estávamos dentro do carro, do outro lado da rua da casa dela. Os pontos bons eram: Além de ser um bairro super calmo, numa região sem muitos habitantes da Alemanha, a rua estava vazia e a vizinhança era quase toda composta por idosos.

Os pontos negativos eram: parecia que não tinha ninguém na casa e o Tom já estava doidinho pra ir embora, pra procurar uma boa balada e o ultimo, era que por conta do tédio dele, fiquei o ouvindo reclamar por causa da demora ou dizer coisas sem noção.

— Cara, se ela te dispensar, vamos terminar a noite do meu estilo, okay? Agente acha uma gostosa pra você, é rapidinho…

— Ah Tom, cala a boca… – Disse sem paciência. Naquele momento eu supliquei para que ela aparecesse logo, mas nada.

— Cansei de esperar… – Eu disse e desci do carro.

— Onde é que você vai?

— Tentar descobrir alguma coisa sobre ela… – E fechei a porta. Tom me seguiu.

Atravessamos a rua e ao chegar do outro lado, a senhorinha que varria a calçada, nos olhou sorrindo amigavelmente. Sorri de volta e me aproximei.

— Senhora…

— Dietrich, meu jovem…

— Senhora Dietrich, será que a senhora não poderia me ajudar?

— O que precisa querido?

— É que eu conheci uma moça numa festa um dia desses e ela me passou esse endereço dizendo que era a casa dela… Eu queria que a Senhora me ajudasse, a saber, se ela realmente mora aqui… Sabe como é não é?! Não quero passar vergonha se não for aqui…

— Ih meu jovem, acho que a moça que você procura não é a Monica…

— Monica?

— É… Não deve ser ela… Ela nunca sai…

— E será que ela não tem um parente, uma prima… Alguém chamada Julia?

— É meu querido, você realmente está no endereço errado, porque nesse um ano que a Monica mora aqui, não recebeu nenhuma visita.

— Tem certeza? Nem uma irmã, nem nada… Uma gêmea dela… Nada? – Perguntei ainda esperançoso. A senhorinha me olhou, estranhando.

— Martha… – Alguém chamou de dentro da casa dela.

— Ah meu jovem, se ela tem uma irmã, esta nunca a visitou… Sinto muito, mas tenho certeza que não é ela… Agora tenho que ir, meu marido está me chamando… Espero ter ajudado… – E entrou para casa.

— E ajudou! – Eu disse contente. E então comecei a pensar em tudo que ela me disse. — Monica! – Disse apreciando a sonoridade do nome. Que nome forte, chamativo.

Tom, que estava encostado na parede o tempo todo, me olhou de soslaio.

— Parabéns pelo talento Sr. Melhoramigodevelhos…

— Mais respeito com os idosos, Tom…

Então ele me cutucou.

— Olha só isso! – ele disse olhando para duas moças no começo da rua. — Nossa, olha essa ruiva…

— Tom, é ela… – Eu disse surpreso.

— É ela o que?

— É a Monica

— Qual delas?

— A morena.

— Ufa…

— Para de brincar seu bocó… Isso é sério… – Comecei a arrumar meu cabelo. — Como ta minha maquiagem? – Perguntei inseguro.

— Exagerada, como sempre… Mas você não quer falar com a Julia?– E riu. Em seguida, ouvi alguém pigarrear, atrás de mim.

Ao me virar, dei de cara com ela, que me olhou fundo nos olhos, fazendo esquecer-me de tudo e de todos. Ainda me olhando, ela levou a mão até meu pescoço e puxou o colar para perto de si, abriu o pingente e voltou a me encarar, mas estava com os olhos marejados.

— Onde conseguiu isso? – Ela perguntou, deixando uma lágrima escapar. Abaixei a cabeça e vi que ela usava minha pulseira.

— E você, onde conseguiu isto? – Perguntei apontando para o pulso dela. Ela se surpreendeu e disse:

— Eu só a usei porque me fez sentir bem…

— Foi o mesmo comigo… – Ouvi o Tom suspirar, entediado. — Mas sem levar isso em conta, peço desculpas.

— Ah, eu também… – Começamos a tirar as peças. Devolvi o colar a ela e ela devolveu a pulseira.

— Acho que precisamos conversar não é mesmo? – Perguntei inquieto.

— Ah, diz que não vai me processar, por causa da pulseira…

— Não… Esquece isso… É que eu tenho umas perguntas…

— Você é policial? – Ela perguntou levantando uma das sobrancelhas.

— Não… – E não contive os risos.

— Ah… – Ela se inclinou e cochichou com a ruiva. Tom me puxou para trás e disse baixinho:

— Você vai ter de fazer o impossível pra passar a noite "tirando suas dúvidas" com ela, porque a ruiva tem que ter tempo livre pra mim…

— Por favor, Tom… Não estraga tudo… – Disse com os dentes cerrados. Voltei-me para elas e ela me olhava com um sorriso de lado. De repente deu um sorriso largo e disse esperançosa:

— Se quiser conversar agora, eu estou disponível.

— Ah, se não for muito incomodo, eu gostaria de conversar o quanto antes.

— Ok! – E sorriu novamente. — Entrem! – Disse abrindo a porta da casa.

— Com licença! – Eu disse receoso. Estava morrendo de vergonha. O que eu ia dizer a ela? Por que eu precisava realmente fazer isso? E por que eu sentia que estava sendo controlado?

Ela entrou depois, seguida pela ruiva e pelo Tom, que provavelmente estava de olho nas curvas da moça. Tom fechou a porta e se sentou ao lado da ruiva, numas cadeiras altas, que estavam do lado de fora do balcão.

Monica foi até a cozinha.

— Querem alguma coisa? Se me lembro bem, tenho vodka aqui… – Ela disse abrindo a porta da geladeira e pegando uma porção de coisas.
Só de ouvir a palavra vodka, meu estômago embrulhou.

— Eu aceito! – Tom disse.

— Eu não posso! – A ruiva disse triste.

— Por que não? – Tom perguntou chegando perto dela. É ele já estava caçando.

— Coisas estranhas acontecem quando eu bebo. – Ela disse ainda séria. Tom riu e eles ficaram conversando.

— Não aceita Bill? – Ela perguntou, pegando copos de drinks no armário inferior.

— Obrigado, mas acho que vou passar um bom tempo sem tomar vodka! – Eu disse. Espera, ela sabe meu nome! É… metade da Alemanha também. Isso não é nenhuma coincidência.

— Noite ruim? – Ela perguntou deixando as coisas em cima da bancada, ao lado da pia.

— Exatamente! – Eu disse rindo.

— Somos dois! – Ela disse sorrindo. Ela se virou e ficou na ponta dos pés, tentando pegar algo no armário de cima. Segurei firme em sua cintura, senti seu corpo estremecer e o meu estremeceu em seguida, mas sem perder o equilíbrio levantei-a sem fazer muito esforço e então ela pegou um grande pacote de salgadinhos. Ao se virar para mim, percebi sua respiração descompassada, assim como a minha.

×

Trazendo problemas, trazendo lembranças

Por Monica

Esse dia estava me saindo um dos mais esquisitos. Eu tinha três estranhos na minha casa e o mais impressionante era que eu estava feliz por isso, estava feliz por não estar sozinha. E por quê? Era uma doida que sente os mortos e pelo o que eu li nas revistas; um tarado de trancinhas e um andrógeno gatíssimo, que sempre reclama porque "Nobody Wants Me!". O mais estranho, é que, eu me sinto muito bem com ele, parece que ele me devolveu uma paz enorme, a qual eu não sentia desde que a Julia se foi.

— Obrigada! – Disse quando ele me colocou no chão. Eu sentia minhas bochechas queimando. Ele me olhou sorrindo e encostou-se ao balcão da esquerda, perto do Tom e da Katja. — E então, o que trás Bill Kaulitz aqui? – Eu disse de costas para ele, preparando alguns drinks para o Tom.

— Acho que você sabe sobre o quem vim falar! – Ele cochichou atrás de mim, perto da minha nuca. Parei de cortar os morangos para o drink, por conta do arrepio que passou por todo meu corpo. Virei para ele e fiquei olhando-o por cima dos ombros. Ele me olhava sério. Deixei minha cabeça cair, para frente, em sinal de reprovação a mim mesma. Ele se encostou ao meu lado, me encarando. Sem dizer mais nenhuma palavra e sob os olhares dele, terminei o drink do Tom e coloquei os salgadinhos numa travessa grande. Passei pelo Tom e pela Katja e deixei a bebida e a travessa em cima do balcão, frente a eles. Sem ouvir mais nada e sem olhar para trás fui direto para meu quarto. Eu sentia as lágrimas ferventes escorrer pela minha face. Entrei no quarto e fui direto para o banheiro. Lá, deixei que elas me dominassem. As únicas coisas em minha mente eram as palavras da Julia, quando eu estava no parque. Ela finalmente percebeu a verdade, eu sempre fui à culpada pela morte dela, sempre.

×

Seus pensamentos, suas concepções

Por Bill

Depois que ela saiu, fui atrás dela.

Ao entrar no quarto, ouvi seu choro. Fiquei um tempo parado na porta, esperando que ela parasse de chorar, mas isso não aconteceu, pelo contrário, ela chorava cada vez mais e a respiração dela estava completamente desgovernada. Então fui até o banheiro e me ajoelhei perto dela.

— Monica… Monica o que foi? – Eu disse colocando os cabelos dela para trás. Quando ela levantou o rosto, me lembrei automaticamente de quando conheci a outra. Do modo como ela me olhou, fria e quente, arrogante e educada, misteriosa e tão fácil de decifrar, ao mesmo tempo. Uma terrível chuva teve início de repente, trovejando e relampeando.

— Eu preciso saber o que ela te falou… – Ela disse ainda aos prantos. Ajudei-a se levantar. Ela então se sentou numa poltrona, ao lado da cama e eu fiquei de pé.

— Foi estranho… Faz alguns dias…

— Quantos?

— É… Doze… – Quando eu a disse, ela apertou os olhos, fazendo várias lágrimas escorrerem. — Eu estava dirigindo numa estrada qualquer, quando parei e encontrei uma trilha. Sua irmã estava lá, Julia, não é mesmo? Então, desde aquele dia, eu não a vejo… Voltei lá por várias vezes, mas não a encontrei mais…

— E não poderia…

— Por quê?

— Porque ela está morta… – Naquele momento eu fiquei em choque. Não sabia o que fazer ou falar e sentia uma vontade tremenda de chorar. Ela também chorava, quando disse: — Faz exatamente um ano e doze dias…

— Não Monica… Não pode ser eu a vi, falei com ela, ela me beijou… – Eu disse desesperado, me ajoelhando frente a ela, que me olhava surpresa.

— Bill… Bill… Ela está morta… Eu a matei… – Ela disse segurando meu rosto, deixando aparente o arrependimento em sua voz. Não dei ouvidos ao que ela disse e tapei a boca dela rapidamente.

— Xii… Você deve estar cansada Monica… Precisa descansar… Vem! – Disse levando-a para a cama. A chuva lá fora ia ficando mais forte. Ela se encolheu em meus braços ainda deixando as lágrimas caírem. Depois de algumas horas ela acabou adormecendo, me levantei e a cobri. Abri a porta do quarto e vi a ruiva e Tom, ainda conversando. Saí do quarto e caminhei até eles.

— Cadê ela? – A ruiva perguntou, se virando para mim.

— Está dormindo… Eu acho melhor que não a deixe sozinha, ela não está muito bem…

— Eu prefiro que vocês fiquem também… Sabem, não faz muito tempo que conheço a Monica, sei que ela é uma ótima pessoa, mas não conheço a vizinhança…

— Está com medo desses velhos que moram por aqui? – Tom perguntou rindo.

— Claro Tom… Não dá pra saber quem realmente são as pessoas…

— Tem razão… – Eu disse.

— Então… Vocês vão ficar? – Ela perguntou.

— Bom… Eu acho melhor não… – Eu disse indo até a porta.

— Mas olha só essa chuva… Ta forte demais… É muito perigoso… – Ela rebateu

— Obrigado por se preocupar, mas ela já estará bem com você… Qualquer coisa pode nos ligar… – E marquei o número dos nossos celulares e o de casa num papel. Entreguei a ela, que o guardou na mesinha ao lado do sofá.

— Boa noite Katja! – Tom disse e deu-lhe um abraço apertado. Despedi-me dela também e saímos de lá.

No caminho para casa tive que aturar o Tom dizendo que a ruiva, Katja, era difícil demais, mas que ele não desistiria tão cedo.

Ao chegarmos a casa, na agenda eletrônica tinha algumas mensagens da nossa mãe, perguntando onde estávamos e se estávamos bem, pedindo para ligarmos de volta, porque já fazia alguns dias que não nos falávamos. Tom ligou pra ela, avisando que estávamos bem e tal e então fomos dormir. E, o que não me surpreendeu nem um pouco, demorei demais para adormecer.

×

E então, curtiram?
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lowkaulitz

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MensagemAssunto: Re: Waiting For Death ~ Capítulo Seis Parte Dois - Postado   Ter Ago 23, 2011 10:04 pm

Tom seu bebado, hey katja fica com o Tom *-----* (mais coloque ele na linha em !)
CONTINUA AMORE!
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Pah Kaulitz

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MensagemAssunto: Re: Waiting For Death ~ Capítulo Seis Parte Dois - Postado   Ter Ago 23, 2011 10:14 pm

*----* perfect!
Tom e Katja... serááááá? No próximo episódio de Dragon ball Z... kkkk ta, parey.
Aaaiii amor, ja to ansiosa.. posta logo hein! #RUM
I♥D
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MensagemAssunto: Re: Waiting For Death ~ Capítulo Seis Parte Dois - Postado   Hoje à(s) 9:09 am

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Waiting For Death ~ Capítulo Seis Parte Dois - Postado
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