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 Waiting For Death ~ Capítulo Seis Parte Dois - Postado

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Amy Kaulitz-

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MensagemAssunto: Re: Waiting For Death ~ Capítulo Seis Parte Dois - Postado   Ter Ago 23, 2011 11:11 pm

UAL, não, não, eu apaixonada por "Waiting for Death"?'
não, não, na verdade, estou COMPLETAMENTE VÍCIADA!
Bia, sua maneira de escrever faz que eu senti vontade de ler e não parar mais,
e quando chega a hora do fim do perfeito capítulo eu sinto certa vontade
de matar alguém que está perto de mim *sabe como é, necessidade de descontar minha raiva em alguém...*
AMEI MUITO, CONTINUAA LIEBE,

(desespero ¬¬)
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MensagemAssunto: Re: Waiting For Death ~ Capítulo Seis Parte Dois - Postado   Ter Ago 23, 2011 11:40 pm

Eu sei da onde saiu a inspiração pra ela criar essa Fic!!! Smile

Mais prometo que não conto Bia.
Posta logo viu.Se não vai matar a Vitta aqui de ansiedade X.X
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MensagemAssunto: Re: Waiting For Death ~ Capítulo Seis Parte Dois - Postado   Sex Ago 26, 2011 11:14 am

Low: HUAHUAHUA' Tom seu bêbado ²
é Katja, que tal?
sim sim blume Very Happy Very Happy

Pah: HUAHUAHUAHUAHUA' eu rilitros com isso sua palhaça kkk
okay okay mein liebe
ID

Amy: *------------------------------*
aaaah, eu fico tãão feliz que você esteja viciada *-*
Só não exagera, se não, vai virar igual aqueles crackoninos (?) HUAHUA'
HUAHUAHUA' sua malvadaaa
ok liebe, continuo sim :}

Vitta: *----* é, voc~e sabe *--*
HUAHUA' tem problema não liebe *--*
HUAHUA' pode deixar mein Leben *-*

eai galerinha, bora pro próximo cap.?

P.S.: Esse é dividido em duas partes, so... Daqui uns dias posto a segunda, ok?



Capitulo Quatro


Acolhida

Por Monica

Acordei assustada, depois do sonho terrível que tive com a Julia. Eu já esperava ter um sonho ruim, mas não cruel. Levantei-me e ainda tonta fui até a sala. Estava tudo arrumado, para a minha surpresa. Pensei que eu encontraria minha casa de pernas para o ar, mas estava mais arrumado do que antes.

— Bom dia! – A Katja disse entrando em casa, cheia de sacolas.

— Bom dia! – Disse estranhando a presença dela.

— Eu sabia que você não queria dormir sozinha, então dormi aqui… Tudo bem, não é?

— Sim, claro… Obrigada por ficar…

— Ah, que isso… Eu não poderia deixar você sozinha…

— Deixa eu te ajudar… – E peguei algumas sacolas, deixando sobre o balcão.

— Obrigada… Eu disse para os Kaulitz ficarem, mas eles decidiram ir embora…

— Eu… Devo ter assustado o Bill…

— Eu não sei… Mas ele estava bastante preocupado com você…

— Sério?

— Sério.

— É…

— Acho que tenho novidades…

— Sobre o que?

— Você… Mas vamos tomar café e depois falamos nisso.

— Ta okay…

×

Um dia comum?!

Por Bill

Acordei e fui direto tomar banho, eu tinha que estar pronto se a Monica ou a Katja precisassem de nós. Em seguida, fui chamar o Tom, que, como era de se esperar, ficou enrolando mais um tempo na cama. Quando eu tomava café, ele apareceu, com a maior cara emburrada.

— Bom dia! – Eu disse animado.

— Bom dia! – Ele respondeu mal humorado. — Pergunta;

— Fala…

— Por que me acordou tão cedo?

— Tom já é quase uma da tarde…

— Exatamente…

— Ai, para de reclamar e toma logo seu café… – Eu disse me levantando da mesa e batendo nas costas dele.

— Para de reclamar e toma logo seu café… – Ouvi ele me imitar.

— Calado Tom… – Disse subindo as escadas, alegre.

×

Mais dúvidas!

Por Monica

A Katja passou à tarde comigo, fazendo sessões de autocontrole sobre as emoções, corpo, mente, e etc. Neste pouquíssimo tempo, ela se revelou uma ótima amiga. Engraçada, compreensiva e companheira.

— Agora pega o colar… – Ela pediu. Passei a mão pelo pescoço e não o senti.

— Não me lembro de ter o tirado… Ele deve estar no quarto… Espera um pouco, já venho… – E fui até lá, comecei a procurar na cama, no chão, mas nada de encontrá-lo. De súbito a Julia apareceu, próxima a porta do banheiro. Ela estava machucada, sangue escorria da boca e do nariz.

— Monica, não fui eu… No lago… Não fui eu… Você tem de acreditar em mim… Foram eles Moni… – E foi jogada contra a parede, olhei para trás e lá estava um homem de meia idade. Com olhar vazio, olheiras negras. Ele me olhou fixamente e disse com voz rouca:

— Não se meta onde não deve pequena Monica… – E me arremessou contra a outra parede, sem encostar-se a mim. Outro homem surgiu de repente, loiro, aparentando uns trinta e cinco anos, virou-se contra o outro e disse firme:

— Deixe-a em paz… Ela não tem culpa… Ela não tem nada a ver com isso… – Nesse momento a Katja entrou no quarto e ajoelhou-se ao meu lado.

— Ela tem tudo a ver isso… – O outro disse me encarando rancoroso e sumiu. Em seguida o loiro nos olhou fixamente e sumiu também. A Julia ainda estava caída no chão, tentei me aproximar dela, que apertava a barriga, se contorcendo de dor, mas antes que eu conseguisse, ela também sumiu.

— Katja… Preciso da sua ajuda… – Disse cansada.

— Pra que?

— Pra falar com a Julia.

×

Ajudar é envolver-me?

Por Bill

Já passava das 18h00min, Tom estava tocando no quarto e eu estava na sala, "assistindo" televisão, só tentando passar o tempo, quando o telefone tocou.

— Alô! – Atendi.

— Bill?

— Katja? Aconteceu alguma coisa?

— É, aconteceu… Não dá pra explicar por telefone…

— Ta bem… Já estamos a caminho. – E desliguei.

— Ta tudo bem? – Tom perguntou da escada.

— Precisamos ir Tom…

— O que aconteceu?

— Não sei, mas coisa boa é que não foi… – Disse pegando meu casaco atrás da porta. Tom me seguiu. Eu desejava que tudo estivesse bem, pelo menos, que tudo estivesse melhor do que eu imaginava.

×

Contato e Esclarecimento

Por Monica

— Ele está a caminho. – Katja disse, vindo até mim, sentando-se no sofá. — Quer me contar o que viu? – Ela perguntou cuidadosa.

— Foi rápido demais, mas eu me lembro bem… Eu estava procurando o colar, quando a Julia apareceu de repente, toda machucada. Ela disse que não foi ela…

— Que fez o que?

— Que me disse aquelas coisas terríveis…

— Ah, eu me lembro… Viu? Eu disse que não devia ser ela…

— Eu não sei… Eu to muito confusa… Eu só quero que ela me perdoe… É o que eu mais quero… – Eu dizia enquanto as lágrimas escorriam livremente pelo meu rosto.

— Fica calma… A culpa não foi sua…

— Claro que a culpa foi minha… – Eu disse tampando o rosto com uma almofada. Em seguida bateram na porta. A Katja foi atender e eram os Kaulitz. Bill, ao entrar, foi logo dizendo:

— O que aconteceu? – E se aproximou de mim, automaticamente tocou minha cabeça de leve, fazendo lembrar-me do machucado que se formou quando o velho me jogou contra a parede.

— Como se machucou? – Ele perguntou preocupado.

Depois de explicar o que aconteceu para eles, o Bill estava perplexo.

— Mas… Isso não é possível…

— Bill… Você já viu a Julia, já a beijou, já a tocou… É claro que é possível… Óbvio que a Julia não tem poder suficiente para ferir um humano, porque ela é de energia, só pode fazer coisas fáceis e sentimentalmente significativas… Por isso, acho que tem muitas coisas por trás de tudo isso… – A Katja disse séria.

— Acha que eu menti sobre alguma coisa? – Perguntei inconformada.

— Não… Claro que não… Mas pensa comigo… Não era pra um espírito poderoso como aquele, estar envolvido, no que aparentemente é apenas um simples caso de alma que não desencarnou.

— Você tem razão! – Bill disse a ela, que afirmou que sim com a cabeça. Em seguida, Tom começou a balançar a cabeça sucessivamente, como quem não entendeu algo.

— Ta… Até aí, dá pra entender, mas… Onde eu e o Bill entramos nessa história? – Ele perguntou a Katja, que o olhou, o desprezando e respondeu ríspida:

— Você não entra… Quem importa aqui é o Bill… – E ela olhou para o Bill, que estava de queixo caído.

— Eu? Por que eu? – Ele perguntou rápido, ainda não acreditando no que a Katja disse.

— Quando vocês se beijaram, criaram uma conexão entre vocês… Isso te torna importante… Você pode ter um significado sentimental para ela ou… Ela só está te usando.

— Usando? – Perguntei curiosa.

— Exatamente… Às vezes, os espíritos que não desencarnam, arranjam um jeito de, de certa forma, usar, controlar, algumas pessoas, por meio de escolhas, que estas pessoas pensam que estão tomando por si próprias, mas na verdade, estão sendo induzidas pelos espíritos.

— E por que eles fazem isso? – Tom perguntou, se interessando.

— Por vários motivos… Os mais banais possíveis… Falta do que fazer principalmente… Eles acham divertido, destruir nossas vidas, estando controlando pessoas inocentes e tomando decisões terríveis… – Senti certo ódio na voz dela. Ela então parou, respirou fundo e prosseguiu:

— Como a maioria deles não aceita ficar preso na terra, como uma energia e não como massa, assim, como nós, se acham no direito de se meterem em nossas vidas… Eles fazem isso só para se sentir no controle, mas eles não entendem que estão mexendo com algo extremamente poderoso e que isso pode trazer terríveis danos, tanto para eles quanto para nós…

— Você fala no plural… Isso pode afetar todos nós? – Bill perguntou sério.

— Assim como a mente humana, as emoções, sentimentos energias etc. Tudo isso, é um grande mistério para todos nós… E é como diz aquele velho ditado: "Quem procura acha!" Isso quer dizer que, nós acabamos achando coisas terríveis no desconhecido. Mas, agora, respondendo à sua pergunta; Sim, isso pode afetar a todos nós…

— Mas não somente a nós… Isso pode afetar a eles também, não é? – Tom disse concentrado.

— Certíssimo Tom! – Katja disse orgulhosa.

— Mas… Katja, você não acha que tem algo a mais nessa história? – Tom perguntou pomposo, vendo que estava a interagir com ela.

— Claro que sim… É o que eu venho dizendo o tempo todo Tom…

— Não… Não estou dizendo por trás da história toda… Tem que existir um motivo pra ela ter escolhido o Bill… Mas qual seria? Ele ser rico e famoso não deve contar pra esse tipo de coisa…

— Tem razão Tom… Tem algo que pode se lembrar, Bill? Um lugar em que foi e se sentiu mal, ou incrivelmente bem, no estado enérgico?

— Não… Não me lembro de nada importante, fora do normal… Eu me senti bem quando encontrei o colar, mas sempre me sentia muito angustiado e ansioso… Não vejo o que possa ser… E se talvez ela só escolhesse o primeiro que apareceu lá em exatamente um ano?

— Não… Não é isso… Eu sei por que ela te escolheu… Porque você é gêmeo… Você sabe como nos sentimos e você também sente… Você vive por você mesmo, mas daria tudo pelo Tom… Assim como o Tom daria tudo por você… Ela o escolheu porque se não fosse você, não poderia ser mais ninguém… – Eu disse, enquanto lágrimas escorriam pelo meu rosto e eu via dezenas outras, lágrimas negras, traçar o rosto dele.

— Me desculpem! – Me retirei, fui até meu quarto, como sempre, para chorar, pela saudade e principalmente pela minha culpa.

×

Inacreditável e Impossível

Por Bill

Ela saiu abalada da sala, seguiu para o quarto e permaneceu lá, chorando por horas.
Katja, Tom e eu ficamos na sala, quietos, até que a ruiva, disse, olhando para o nada:

— Não posso dizer que sei como é isso, perder um irmão… Mas sei como é perder alguém da família, que você ama mais que você mesmo, que ama mais que a sua própria vida… Mas o caso dela… É pior…

— Mas não tem nada que possamos fazer? – Perguntei preocupado.

— Eu sugeriria uma sessão.

— Uma sessão de que? – Tom perguntou desconfiado.

— De comunicação.

— Com quem? Com a Julia? – Perguntei surpreso.

— Sim… O que a Monica mais precisa é ouvir da irmã, que ela não é culpada pelo o que houve…

— Mas você só pode senti-los, não é? Como vamos falar com eles? – Perguntei.

— É, mas não custa tentar…

— Katja… O que houve com elas? – Tom perguntou. Ela não respondeu de imediato, esperou um pouco, respirou fundo e então, disse chorosa:

— Foi um terrível acidente, mas a Monica vê de um jeito diferente…

— Eu não consigo entender… – Eu disse.

— O que? O pensamento dela?

— Não exatamente…

— Bill… O que você faria se pensasse que matou o Tom? – Ela perguntou com uma voz embargada.

— Me mataria. – Respondi com a voz falhada.

— E o que impede a Monica de fazê-lo? – Ela disse deixando uma lágrima cair.
Não respondi, apenas corri até o quarto dela, entrei devagar, mas uma trovejada me denunciou e ela olhou direto para a porta. Eu a fechei e me aproximei dela, que estava sentada no chão, me ajoelhei frente a ela e fiquei observando-a.

— Você não imagina como é… Ela era tudo pra mim… Tudo… Ela sempre foi meu pai, minha mãe, ela sempre foi meu porto seguro… Até o dia que eu a matei… Meu egoísmo… — Monica… – Disse tentando repreende-la daquele péssimo pensamento.

— Não acredita que fui eu? Então eu conto como foi… Era um dia chuvoso… Nós duas íamos ter um fim de semana perfeito numa casa que alugamos por três dias, em Magdeburg. Ela disse que era melhor irmos no sábado de manhã, mas eu insisti para que fossemos na sexta de noite, porque tínhamos pagado três dias e logo na segunda ela iria voltar para o consultório… Ela era dentista, uma brilhante dentista… Ela acabou cedendo ao pedido da irmã mais nova, só um minuto mais nova, mas pra ela não fazia diferença, ela só queria ver a caçula feliz… Como sempre… Ah, Julia… Você me faz tanta falta… Maldita hora em que eu cismei em ir na sexta-feira… Por que não fomos no sábado de manhã? Talvez ela estivesse aqui, se tivéssemos feito o que ela disse… Não foi a minha melhor viagem… Pelo contrário… Foi à pior de toda a minha vida… – Ela chorava sem parar, enquanto eu tentava acalmá-la de todas as formas possíveis. Ela respirou profundamente, fechou os olhos e disse como um sussurro:

— Eu lembro cada segundo… Eu brigava com ela, porque ela pegou a estrada da ponte, que era muito perigosa. Ela disse que se fossemos na outra, o transito estaria terrível. Foi então que ela se virou pra mim, sorriu e disse: "Fica tranqüila Moni… Um dia agente chega…"… É Julia, nós nunca chegamos… Eu não tive coragem de ir até lá… Não poderia ir sem você…
Então, quando olhamos para a estrada, vinha um enorme caminhão, descendo a ponte, desgovernado, na nossa pista. Ela segurou minha mão forte e então o caminhão colidiu com o nosso carro… E, por causa da estrada molhada, deslizamos até que caímos da ponte e afundamos no lago que tinha em volta… O lado dela foi caindo primeiro… A água estava começando a entrar no carro e eu ficava cada vez mais apavorada e ela falava pra eu manter a calma, que eu ia ficar bem… Ela disse pra quebrar o vidro, pra que pudéssemos sair… A corrente de água nos jogou para o fundo do lago e a mão dela escorregou da minha. O lago era fundo, meu fôlego estava quase acabando e a água a puxava pra baixo… Eu tentei segura-la, mas… Eu não fui forte o bastante e acabei perdendo a consciência. Acordei na ambulância, depois que um dos enfermeiros fez a massagem e eu sobrevivi… Em partes… Foi então que me deram a notícia, de que eu havia perdido minha vida, minha Julia… Eles nem ao menos encontraram o corpo, porque o lago desaguava em vários outros… Eu nem pude dar um enterro digno para ela… Nem isso eu consegui…
Quando ela se foi… Perdi o chão sob os meus pés e foi quando decidi fugir de tudo e de todos… Sabe… Eu só queria ser perdoada, por ser tão fraca tão egoísta… Não sei mais quanto tempo vou conseguir… Todas as vezes que ela apareceu pra mim… Foram como uma bomba de esquecimento, que explodia no meu cérebro, me fazendo ficar assustada e esquecer tudo o que sei e começar a pensar e a acreditar em coisas absurdas… – Ela baixou a cabeça e dava-se apenas para ouvir o som dos nossos choros, juntos.

Ela me olhou, parecendo assustada e disse:

— Entende agora?

— Entendo… Mas… Vamos fazer diferente, ta?

— Como assim? – ela perguntou limpando suas lágrimas.

— Você vai ver…

×

Com você, mais alivio

Por Monica

Então ele se levantou e saiu do quarto, fechando a porta atrás de si. Eu sentia uma dor de cabeça tremenda, pois não tinha comido nada desde o almoço, mas incrivelmente, eu não sentia a mínima fome. De repente ele voltou, segurando uma grande bandeja de madeira. Sobre a bandeja, havia um copo de suco e alguns sanduíches. Droga! Ele ia realmente me forçar a comer. Ele se aproximou de mim, dizendo:

— Saí desse chão frio, Monica… Você pode ficar resfriada… – Me sentei na cama sem dizer uma palavra. — Você deve estar com fome… Eu trouxe pra você… – Ele disse atencioso, deixando a bandeja na minha frente, em cima da cama.

— Bill, eu não to com fome.

— Pode comer Monica… Não vou sair daqui até você não se alimentar direito. – Ele disse sério. Não teria outra saída, então acabei comendo.

— Muito bem… Você tem de estar forte.

— Obrigada!

— Bom… Agora temos algo a fazer… – Ele disse se levantando e pegando a bandeja.

— O que? – Perguntei curiosa.

×

é, vocês gostaram? Very Happy


Última edição por Bia' em Sex Ago 26, 2011 8:01 pm, editado 1 vez(es)
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lowkaulitz

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MensagemAssunto: Re: Waiting For Death ~ Capítulo Seis Parte Dois - Postado   Sex Ago 26, 2011 7:57 pm

Meu Deus como o Bill é um fofo, acho que vou trocar o Tom pelo Bill ---- Calma Palloma, é brincadeira KKKKK (será mesmo?)
Amor continua !!! yaya
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MensagemAssunto: Re: Waiting For Death ~ Capítulo Seis Parte Dois - Postado   Sex Ago 26, 2011 8:16 pm

*leitora nova*
Uau eu to manado essa história ^^
Que triste a história delas, Monica não devia se culpar, não havia como prever que saindo mais cedo e indo por outro caminho isso pudesse acontecer.
O que será que o bill tem em mente?
Continua Bia
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Pah Kaulitz

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MensagemAssunto: Re: Waiting For Death ~ Capítulo Seis Parte Dois - Postado   Sab Ago 27, 2011 12:44 am

Owwnt, meu Billzinho é um fofo *-*! MEU Billzinho ok Caroline? kkk
Ainnn amor, continuaa.
I♥D
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larissa kaulitz

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MensagemAssunto: Re: Waiting For Death ~ Capítulo Seis Parte Dois - Postado   Sab Ago 27, 2011 10:51 am

Leitora nova yaya
Continua logo, estou amando!!!!!!
Não demora!!!!
Küsse liebe
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MensagemAssunto: Re: Waiting For Death ~ Capítulo Seis Parte Dois - Postado   Sab Ago 27, 2011 2:01 pm

Ally Kaulitz escreveu:

Que triste a história delas, Monica não devia se culpar, não havia como prever que saindo mais cedo e indo por outro caminho isso pudesse acontecer.
O que será que o bill tem em mente?
Continua Bia

Cheguei atrasada, mas cheguei...
É, continue. Very Happy
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MensagemAssunto: Re: Waiting For Death ~ Capítulo Seis Parte Dois - Postado   Sab Ago 27, 2011 5:43 pm

Atrasadaa aqui :\
Ah o Bill é tão fofo *--*
nossa, quem era aquele velho e o loirinho?? *curiosidade matando*
Adorei, adorei...
Continue liebe! yaya
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MensagemAssunto: Re: Waiting For Death ~ Capítulo Seis Parte Dois - Postado   Dom Ago 28, 2011 12:03 am

Low: *----*
Bill é um amorzinho mesmo I love you
HUAHUAHUA'
pode deixar liebe!

Ally: affraid affraid affraid
Como é? *------------*
Gott, quando eu vi o seu comentário aqui, eu quase enfartei \õ
SEja muuuito bem vinda amoreco *-*
É... É triste mesmo ç.ç'
Eu não concordo com a Monica também, ela é mesmo uma besta.
Ao invés de dar logo um beijão no Bill, fica ai chorando HAUAHUAHAU'
Ah, Bill é um articulador, o que será que ele tem em mente, hein, hein, hein?
Pode deiixar blume!

Pah: HUAHUAHUA'
ja ja, continuo sim Very Happy
ID

Lari: 'o' 'o' 'o' 'o'
Seja Bem Vinda mein liebe *--*
Sim sim blume, pode deixar, eu continuuo *--*
Küsse mein liebe s2

Eve: É, o importante é chegaar liebe *--*

Sah: Não faz mal blume, eu senti sua falta por aqui mas, tudo bem ( eu = Sad ) hehe'
*--*
Ah, quem eram esses dois hein, hein, hein?
Danke Danke *-*
continuo sim blume!

Well, que tal mais um cap. hein mein liebes?

P.S.:Bom, como já é de praxe, esse capítulo ta mais pra uma enciclopédia u_u
Mas, como eu sempre digo:
Enjoy it Very Happy




Capitulo Quatro

Continuação


A primeira sessão

Por Bill


Eu não sabia qual seria a reação dela, quando eu falasse o que, a Katja, eu e até o Tom, estávamos planejando, então tentei ser o mais cuidadoso possível.

— É… Estávamos pensando… Se você não quer resolver isso da única forma que podemos… – Eu disse receoso.

— Acho que… É uma boa idéia… – Ela disse pensativa. Acho que ela me entendeu, para a minha sorte.

— Então… Vamos! – Eu disse puxando-a comigo para fora do quarto. Ao entrarmos na sala, Katja e Tom já estavam prontos. Coloquei meu casaco em seguida.

— Aonde vamos? – A Monica perguntou.

— Eu não sei… Katja que vai nos levar… – Eu disse, entregando a ela seu casaco, que estava no sofá. Katja se aproximou de nós e disse:

— Vamos?

— Vamos! – Respondemos, em coral.

Em seguida, já estávamos no meu carro. Eu dirigia e Katja ia dizendo por onde seguir, enquanto Tom e Monica estavam a trocar algumas poucas palavras, muitas vezes aleatórias. Fomos chegando devagar, quando a Katja desceu do carro, pedindo para que ficássemos ali, esperando por ela, porque ela teria de entrar primeiro. Então ficamos alguns minutinhos, até que ela voltou mais séria que o normal.

— Bom, podem vim! – Ela disse nos guiando para a grande casa, estilo americano. Entramos na casa e ela nos conduziu até uma sala, com baixa iluminação. Havia uma grande mesa redonda de madeira clara. Em volta da mesa, havia três cadeiras de uma cor clara, um tom pastel de grafite, mais para o branco. O papel de parede era num tom neutro, cinza bem claro.

— Podem sentar! – Ela pediu apontando para as cadeiras. Monica e eu nos sentamos e Tom ficou de pé. — Não vai sentar Tom? – Ela perguntou se sentando. Ele a olhou com um pouquinho de desprezo, mas quando ela o encarou, sua expressão mudou, passou a ser de medo.

— Eu não preciso participar disso… Eu não posso ficar só olhando?

— Está com medo Tom? Mas você quem me convenceu que também é importante, que está ligado isto… Vai senta aí, logo! – A Katja disse sem paciência. Ele suspirou, mostrando tédio e eu ri da cara dele. Em seguida, Katja nos pediu para darmos as mãos. Monica observava tudo, muito bem atenciosa.

×

Diálogos

Por Monica


Eu não imaginava que iríamos fazer algo parecido com isso, mas quando entrei na sala, eu não tinha mais do que duvidar. Estávamos a pouco de fazer algo de grande importância, mas eu não sabia quais seriam as conseqüências disso, boas ou ruins.

Após darmos as mãos, ela baixou a cabeça e então, de olhos fechados ficou. De repente, ergueu-se, ficando ereta na cadeira e então disse:

— Acho que eles estão aqui… Sim, estão sim… Aqui conosco… Apenas ela falava, nós outros, ficávamos calados, só a ouvi-la. Ela tornou a baixar a cabeça e ficou movimentando os olhos, sem rumo. De súbito, falou assustada:

— Monica… Monica… Deixe-me… Por favor, não mexa mais com isto… Moni faça o que peço… Eu não queria que tivessem lhe machucado… Você não tem nada com isto, mas mesmo assim, ele te machucou… Fica tranqüila Moni, eu vou ficar bem e você também… É só uma questão de tempo… Ele vai nos deixar em paz, vai sim… Eu… Eu… Vou dar um jeito… – E então parou de falar. Eu sabia que era a Julia, era sim ela. Para nossa surpresa, ela se ergueu novamente e com voz, grossa e rouca, disse:

— Vocês todos… Vão pagar por estarem se metendo no que não devem… Isso não liga vocês, então me deixem fazer meu trabalho…

— Quem é você? – Perguntei. Ela então se inclinou para frente, ficando mais perto de mim.

— Sou aquele que vai te prender aqui, pequena Monica… Sou aquele que você vai temer todos os dias depois de seu fim… Eu sou aquele, que depois de tanto sofrimento teu, te levarei para o inferno, assassina. – Senti um nó na garganta e meu coração parecia diminuir cada vez mais, até que pararia de bater, uma lágrima percorreu meu rosto, enquanto dava-se para ouvir as gargalhadas da coisa que possuía Katja. Bill apertou minha mão, fazendo que eu olhasse para ele, que ao fazê-lo, me disse para ter força. Então me inclinei para perto de Katja e disse firme:

— Veremos desgraçado! – E então, os olhos da Katja rodaram e então, fixaram-se em mim.

— Monica… Monica… Por favor, pare com isso… Ele não está brincando com você e também não está brincando com a Julia… Eu sei que você sente que precisa ajudá-la, mas está fazendo mal a ela… Está torturando-a sem saber…

— O que eu tenho feito?

— Cada vez que você tenta libertá-la, o nosso guardião, que é uma espécie de inspetor, leva-a para ser torturada e é terrível, Monica… – Uma lágrima percorreu o rosto dela. — Então pare… Ela não pode ser libertada por você… Não enquanto você estiver viva…

— Como sabe tudo isso? Quem é você? – Tom perguntou, tirando as palavras da minha boca.

— Sou um amigo da Julia e estou na mesma situação dela… Estamos todos presos aqui e nada ou ninguém poderá nos salvar… – E então o corpo da Katja caiu, livremente, ficando jogado sobre a mesa. Todos nós nos levantamos e fomos até ela:

— Katja! Katja acorda! Katja! – Tom dizia desesperado. Eu a sacudia sucessivamente, então, percebendo que não estava funcionando, saí e fui rápido até a cozinha e voltei trazendo consigo, um grande copo d'água. Bill disse que verificou o pulso dela e estava fraco.

×

Preocupado com você
Por Bill


Monica se esforçava para não perder o controle, mas dezenas de lágrimas já percorriam seu rosto. Tom estava com aquela cara de preocupação e eu, não sabia o que fazer. Então, uma voz mais velha chamou por ela da sala:

— Katja, está em casa? – Ouvimos passos se aproximando e então uma mulher ruiva, apareceu na porta e se ajoelhou ao lado do corpo desfalecido de Katja. — Quem são vocês? O que fizeram com a minha filha? – Ela gritou conosco. Monica tentou explicar, mas a mulher não nos ouvia de maneira nenhuma.

— Saíam da minha casa agora! – Ela gritava aos prantos, carregando Katja nos braços e Monica chorava preocupada com ela.

Fomos para o meu carro, estávamos chocados com tudo. Nenhum de nós pronunciou uma se quer palavra, por toda a viagem. Por diversas vezes eu olhava para Monica, pelo retrovisor-central e ela ficou com a mesma expressão vazia, como se estivesse em outro lugar, menos ali.

Ao chegarmos a casa dela, ela pediu para que entrássemos e assim se fez. Sem falar nada, ela foi até a geladeira e pegou uma garrafa de vinho, bebeu um gole ou dois e resmungou:

— Droga! Eu não consigo nem beber… – E deixou a garrafa em cima da bancada. Sem se importar com os olhares alheios, do Tom e meus, ela seguiu para a porta do quarto. Antes que ela pudesse entrar, parei atrás de si e ela virou automaticamente para mim e disse, sem emoção ou expressão:

— Eu vou dormir… Se quiserem ficar, podem… Tem mais dois quartos e também o sofá, aí vocês se decide.

— Nós vamos ficar sim… Não vamos te deixar sozinha… – Eu disse já próximo a ela, que me olhou e dando um indecifrável sorriso de lado, entrou no quarto, fechando a porta atrás de si vagarosamente, podendo encarar-me com uma expressão assustada por um tempo. Depois que fechou a porta, caminhei até o sofá, onde Tom estava desde que tínhamos chegado. Caí no confortável estofado, deixando-me afundar dentre as grandes e fofas almofadas.

— Como a Katja deve estar? Ela tem que estar bem… Tem que estar… – Tom disse, balançando a perna pra cima e pra baixo.

— É Tom… Ela tem que estar bem…

— A Monica também não ta legal… Ela parece meio desligada do mundo real… Meio…

— Traumatizada.

— Exatamente.

— Ah… Tudo isso tem que acabar… Tem que acabar o mais rápido possível…

— Tem razão… – Ele disse pegando a garrafa que a Monica tinha deixado na bancada e bebendo no gargalo.

— Olha Tom, eu vou pro quarto… Não que eu consiga dormir, mas, preciso deitar.

— E pensar… Eu também já vou… Tenha uma boa noite Bill e… Se algo estranho acontecer, me chama. – E entrou no quarto da direita.

— Ah, claro, seu medroso! To mais seguro sozinho… – Disse ao vento. Olhei por alguns instantes a porta do quarto da Monica, estranhando o silêncio absurdo que estava lá dentro. Deu-me uma vontade tremenda de entrar naquele quarto e constatar que eu estava errado, que tudo estava bem lá dentro e que eu estava apenas com uma simples paranóia por conta dos fatos ocorridos anteriormente. "Não é da sua conta Bill… Agora vá se deitar!", pensei e então obedeci meu pensamento e adentrei no outro quarto.

×

Segunda vida, segunda vez, segundo erro
Por Monica


Certifiquei se eu estava chorando baixo o bastante, para que o Bill não pudesse me ouvir. Fiquei chorando por um bom tempo no banheiro. Eu machuquei a Katja também. Onde tudo isso iria parar? Quantas pessoas mais se machucariam por minha causa?
Então levantei a cabeça e olhei em volta. Estava sozinha, até que a Julia apareceu de repente, ao meu lado, de cabeça baixa. Em seguida olhou para frente e estendeu a mão. Da mesma, um frasco de comprimidos apareceu.

— Faça… Faça… Faça… Por mim… Eu não posso ficar em paz enquanto parte de mim ainda estiver aqui… Não me obrigue a sofrer mais… Junte-se a mim, pequena Monica… – Ela disse olhando firme em meus olhos. — Eu amo você! – Finalizou. Sem pensar duas vezes, peguei o frasco e comecei a tomar alguns dos comprimidos, perdi a conta no terceiro.

— Me espera Julia… – Disse, já perdendo os sentidos. Minha visão foi escurecendo lentamente, mas ainda consegui ver a forma da Julia se transformar no velho.

— Isso mesmo pequena Monica… Venha se juntar ao sofrimento de sua irmã. – E sorriu vitorioso. Fui caindo lentamente, vendo tudo perder a cor e a nitidez.
Eu me sentia caindo numa terrível escuridão, que aos poucos ia me sufocando e agoniando. Comecei a ver dezenas de formas acinzentadas, movendo-se contra uma poeira brilhante. Todo o meu corpo formigava constantemente e eu comecei a ouvir um zumbido ensurdecedor.

×

Desespero seguido de companheirismo
Por Bill

Estava deitado na cama, já tinha tirado a maquiagem e estava pensativo, olhando para o teto. Eram tantas coisas pra pensar. Levantei-me de súbito e fui até a sala. Caminhei até a porta do quarto dela e coloquei o ouvido na porta. Mas que silêncio esquisito era aquele? Não consegui me conter e abri a porta devagar.

— Monica! Cadê você? – Perguntei observando o quarto vazio. Corri até o banheiro, que estava com a luz ligada e a porta aberta. Ao me aproximar, vi o corpo dela caído no chão. Ela estava inconsciente.

— Monica… Monica acorda… – Disse levantando a. Ao segurar sua mão, percebi o frasco de comprimidos para dormir, pela metade.

— Monica diz que você não fez isso… Tom… Tom vem aqui! – Várias lágrimas desciam por meu rosto e eu estava desesperado. Eu ainda tentava acordá-la, quando Tom chegou.

— E agora? O que faremos? – Ele perguntou nervoso.

— Ainda não deu tempo de todos os remédios fazerem efeito… Talvez consigamos fazer com que ela rejeite alguns deles… – Eu disse segurando-a. — Vamos! Não temos muito tempo… – Tom me ajudou a segura-la para que conseguisse ficar de pé. Ela então abriu os olhos rapidamente, assustados e nos olhou surpresa, ela ia falar algo, quando começou a tossir e sem parar. Em seguida, os comprimidos inteiros foram caindo da boca dela, entre uma tosse e outra. Dezenas deles caíram e então ela desmaiou. Segurei-a rápido. Ao olhar para o Tom, ele estava com a mesma cara de espanto que eu. Coloquei-a suavemente sobre a cama, com a ajuda do Tom e a cobri.

— Acho melhor que você fique aqui com ela… Vou dormir no sofá, qualquer coisa, me chama…

— Ta bem… Durma bem…

— Obrigado, pra você também. – E saiu.

Sentei-me na poltrona ao lado da cama. Fiquei a observando, ela ao menos estava dormindo, num sono não tão calmo quanto deveria ser, mas ela deveria estar tendo um sonho, apenas.

×

O que acharam, meus amores?
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MensagemAssunto: Re: Waiting For Death ~ Capítulo Seis Parte Dois - Postado   Dom Ago 28, 2011 12:14 am

Que capitulo tenso.
Eu realmente não sei o que pensar a respeito daquele guardião que quer arrastar a Monica para o inferno, é sério.
Enfim, sua fic é perfeita e muito bem escrita, estou amando ^^

Continua Bia


Última edição por Ally Kaulitz em Dom Ago 28, 2011 12:37 am, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Waiting For Death ~ Capítulo Seis Parte Dois - Postado   Dom Ago 28, 2011 12:35 am

Que tenso O_O
ò_ó Putz cara, velho filho de uma.... ok sah, se acalma! *respiira*
Nossa, tadinha da Katja.
To tentando entender os fatos aqui.... por que aquele guardião quer levar a Moni pro inferno? hein?
Ah Billzinho, *--* deita logo de uma vez do lado dela!
#ok.agoraeuparei
hehe, o Tom com medo e não querendo sentar... quem não ficaria?
To com dó da Mônica, :\
Adorei liebe, continue! Very Happy
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MensagemAssunto: Re: Waiting For Death ~ Capítulo Seis Parte Dois - Postado   Dom Ago 28, 2011 8:57 am

Esse velho é tipo um demônio, né? E aquele rapaz loiro do capítulo anterior, é um anjo?
Me interesso por essas coisas de espiritismo. Smile
Continue liebe, está muito bom.
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MensagemAssunto: Re: Waiting For Death ~ Capítulo Seis Parte Dois - Postado   Dom Ago 28, 2011 7:43 pm

Legal, não vou dormir hje!
Velho dos infernos! (literalmente dos infernos kkkk)
Aiii Liebe to amando, cointinuaa.
Ich Liebe Dich!
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MensagemAssunto: Re: Waiting For Death ~ Capítulo Seis Parte Dois - Postado   Dom Ago 28, 2011 8:22 pm

Estou triste por perder um capítulo... bua1
sabe, eu ando muito na brisa, ahh
Mas tenho que dizer que isto está incrivel! Amo muito você, Bia!!!
Ah, eu estou muito víciada... nossa, fiquei triste pela Monica, ela deve sofrer muito,
e ainda tem esse velho pra atormenta-la mais ainda, já naõ bastava a Julia?!
Ah, espero que a Monica fique melhor...
COONTINUA LIEBE!!!
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MensagemAssunto: Re: Waiting For Death ~ Capítulo Seis Parte Dois - Postado   Ter Ago 30, 2011 2:34 pm

Meu deus!
Ainda bem que os caps são grandes por que eu fico tao ...tensa?
Realmente,esse guardião querendo levar a MINHA Mônica!?!?!?
Sim,eu adotei a Mô como minha queridinha,eu amo elaaaa
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MensagemAssunto: Re: Waiting For Death ~ Capítulo Seis Parte Dois - Postado   Ter Ago 30, 2011 10:27 pm

Ally: HUEHUE' realmente, e ainda vai piorar DD:
aah, ele é um verdadeiro canalha @:
*o*
Obrigada liebee *--*
pode deixar, continuo sim! Very Happy

Sah: HUAHUA' eeee, todos estão amando o velho, neah? HUAHUA'
É, x_x'
ta complicado? Rolling Eyes UEHUE' é o suspense é fodz Rolling Eyes ²
HUEHUEHUE' Bill, faz o que a Sah ta falando vai (6'
HAUHAUAH' Tom, um medroso u_u'
éé, ela sofre pakaas =\
obrigada pelos comments e por ler liebe!

Eve: HUEHUE' ééh... Não! HUEHEU'
Ah, a mim também *--*
Mas não, não é uma guerra entre anjos e demônios, logo, vocês entederam!
Aguardem! -_-

Pah: MUAHAHAHAHA'
ooown liebe, danke!
Ich liebe dich (L)

Amy: HUAHUA' aah amoor, fica assim não, se não eu choro também Sad
HUAHAUHAU' normal, eu também, experimentar crack não foi uma boa idéia Rolling Eyes
oooooowwwnt' obrigada liebe *----* aaah, acho que eu amo você também, sua fofaa *-*
huehue' e eu comemoro g.g
Isso é verdade, coitada dela, mas eu me sentiria como ela, sei lá... Deve ser terrível!
HAUAHAUHAU' o velho ta fazendo sucesso!
Aaaaaah, vocês vão entender a Julia, um dia... Talvez!
Com o Bill do lado dela? Facin HEHEUEHUE'

Lady: HUAHUA' um dia eu entendo essa primeira frase! u_u'
HAUAHUAAUHAA' a Moni é mesmo muito fofa *--*
Okay, eu te concedo essa honra! --' HUEHEUHE'

Bom, lá vai, capítulo cinco *--*


Capitulo Cinco

Melhor ou pior?

Por Monica

Os raios de Sol iluminavam minha face e eu ia ouvindo cada vez mais alto alguns barulhos. Ao acordar por completo, olhei para o lado e vi o Bill, com a cabeça virada para a direita repousando lindamente e dormindo um sono leve. Sorri ao vê-lo ali, ao meu lado. Lembrei-me da noite anterior, fiquei assustada, mas não tive tempo para isso, porque logo em seguida os barulhos continuaram e percebi que estavam batendo à porta. Levantei-me, ainda sonolenta e caminhei lentamente até a porta do quarto. Ouvi a porta se abrindo e a voz do Tom ecoando pela sala.

Ouvindo a alteração dele, abri a porta do meu quarto devagar, pra não acordar o Bill. Tom abraçava alguém, que estava do lado de fora. Aproximei-me e quando Tom deu um passo para trás, revelou quem estava na porta. Era a Katja, ela estava um pouco estática, mas tentava esboçar um leve sorriso. Olhei para Tom, que se encontrava com os olhos marejados, assim como os meus. Corri até ela dizendo:

— Meu Deus, menina! Você nos deu um susto terrível… – Eu disse parando frente a ela, já deixando as lágrimas escaparem. Ela me olhou séria. — Ah, dá cá um abraço! – Eu disse puxando-a para perto de mim. Ao encostar-me nela, uma cena terrível me consumiu. Eu tinha uma visão terrível…
A Katja estava deitada, a luz da Lua acordou-a pelo o que pareceu. Sem nenhuma expressão, levantou-se e se dirigiu até a porta do quarto, que nela havia um grande espelho pendurado. Ela estava estática, parecia estar sendo controlada. Então abriu a porta lentamente e dirigiu se até a sala, donde saímos às presas, expulsos, pela mulher, que agora, lá se encontrava.

— Katja, o que foi? – A mulher perguntou preocupada. Katja gargalhou e disse com voz rouca e cansada:

— Não sou a Katja… – E jogou a mulher contra a parede, apenas com um movimento no ar. A mulher colidiu contra a parede brutalmente e, mesmo fraca pelo impacto, ergueu o tronco sobre o chão.

— Deixa a minha filha em paz… – A mulher disse brava. A coisa que possuía Katja parou próximo ao corpo esquio da mulher, estirado no chão e disse-lhe bem perto do ouvido:

— Eu avisei a eles que tais pagariam por meterem-se no que não vos é convenientes e agora é a hora do acerto de contas… Nada mais doloroso para sua pequena Katja do que ficar sozinha… Mas veja pelo lado bom… Ao menos você não ficará sozinha no nosso purgatório, terá seu marido para fazer-lhe companhia… No amor e na dor, não foi isso que juraram? Agora cumpram. Por hora aproveitarei o sofrimento da doce Katja, mas quem sabe quanto mais ela irá durar? Talvez eu reúna a família… – E então a mulher segurou o rosto de Katja e interrompendo, disse:

— Katja, filha, me escuta… A culpa não é sua, querida… Eu sei que você está presa ai dentro e sei que você pode me ouvir… Não acredite nele, nós nunca vamos deixá-la… Nós amamos você filha… – E uma lágrima percorreu o rosto da mulher. Katja olhou-a com olhos arregalados, levantou a mão na altura de queixo, sobre o ar e a girou. A mulher então começou a pressionar a região do coração, enquanto parecia sentir uma dor terrível. Um rastro de sangue saiu pela boca dela, parando sobre o canto do lábio inferior e foi então que caiu morta no chão.

— Está vendo Katja? Viu o que você fez? Agora me diga, se a culpa não é sua… Você sabe que é… Quer continuar com isso? – E Então ela começou a tossir e em seguida a revirar os olhos. De repente, era mesmo a Katja que dominava o próprio corpo. Caiu em desespero, ao se deparar com o corpo da mãe, jogado ali, daquela maneira bruta e sórdida. Instantaneamente sua feição foi mudando de dor, perda e desespero e tornando-se raiva, revolta e vingança. Deu um grito agonizante e então voltei para o tempo real.
Podia sentir as lágrimas ferventes escorrerem por toda minha face. Katja me olhava com os olhos cheios de dor e demais sentimentos. Voltamos a nos abraçar e ela disse sussurrando:

— Agora eu entendo como se sente… – E caiu em prantos.

Quando nos viramos percebemos os olhares curiosos de Tom.

Ao olhar para a porta do meu quarto, lá estava Bill, assistindo a tudo com um olhar assustado, pela porta entreaberta.

Em seguida Katja entrou e depois de se acalmar explicou a nós o aconteceu e o que estava acontecendo.
— Minha mãe era igual a mim… Mas ela não sentia os espíritos, ela os via… Eles estando incorporado ou não…

— Incorporado? – Tom perguntou.

— Significa quando eles tomam conta de algo… – Bill disse, explicando.

— Certo Bill… Mais precisamente, chamamo-los assim quando tomam conta de um corpo humano. – Ela parou de falar por um segundo e depois continuou:

— Minha mãe ficava feliz porque eu só podia senti-los, não ouvi-los e muito menos vê-los. Ela queria ficar longe de tudo isso… Até que meu pai morreu… Eu nunca soube realmente do que, porque eu era uma criança quando aconteceu… Ela ficou diferente depois que ele morreu… Às vezes eu ouvia, ela tentando falar com ele… Era terrível, mas ela tinha parado com isso, fazia mais ou menos um ano… Ela pediu pra que eu não procurasse, mas… Algo me disse que eu tinha que ajudar vocês…

Naquele momento eu percebi. Isso tudo não ia parar até que algo fosse feito. Pessoas estavam sendo feridas… Mortas e não ia parar. Segurei sua mão e ela ainda deixava as lágrimas caírem livremente.

Bill não estava bem, ele parecia impaciente. De repente ele se levantou, dizendo que ia ir para casa, pra pegar algumas roupas. Ele pediu para que o Tom ficasse e mesmo sem concordar, ele ficou. Levei a Katja para o meu quarto, ela precisava descansar. Depois de um tempo com ela, me levantei da cama, onde estava ao lado dela, que estava deitada, e então andei em direção a porta. Estava prestes a sair, quando ela disse:

— Não pense que a culpa é sua Monica… Ela já estava marcada para isso… Era o destino dela.

— Desculpa Katja, mas eu não acredito em destino… – E saí do quarto, indo até a cozinha.

Do sofá, Tom me olhava, com ar estranho. Mas não disse nada e eu também não.

×

Tensão

Por Bill

Entrei no carro e fiquei um tempo lá, pensando. Então o liguei e comecei a dirigir devagar. Enquanto eu dirigia pelas estradas minha mente voava longe. Céus! O que estava acontecendo? Por que tudo estava fora do controle? E esse desgraçado que está machucando todo mundo… E a Katja… Meu Deus! Ela deve estar arrasada.

Apertei o volante e finalmente, depois de quase quatro dias fumei alguns cigarros. Eu estava extremamente nervoso.

Finalmente depois de um bom tempo dirigindo cheguei a casa.

Já estava em meu quarto pegando as roupas, quando ouvi um barulho que me assustou.

×

Ligação mental

Por Monica

Eu ainda estava na cozinha, Tom tinha saído, estava fumando na varanda quando voltou, passando pela cozinha e parando no sofá da sala.

— O que foi? – Perguntei sem tirar os olhos da faca que eu usava para cortar os tomates.

— Uh… Nada… É que… Eu não fico muito confortável longe do Bill… – Ele disse meio envergonhado, mas emendou em seguida:

— Mas acho meio difícil eu ficar confortável com toda essa situação.

— Tem razão Tom… Mas eu acho que… – E sem querer cortei o dedo, um corte profundo, pois o sangue estava a ponto de jorrar.

— O que aconteceu? – Ele perguntou preocupado.

— Eu, cortei meu dedo! – Eu disse enrolado meu dedo num pano de prato e em seguida olhei para ele.

Ele estava parado, sentado com o tronco erguido no sofá, olhando fixamente para frente ele parecia não estar ali.

— Tom, ta tudo bem? – perguntei a ele, que não respondeu. Ele nem ao menos olhou para mim.

Caminhei até ele e ajoelhei-me em sua frente.

— Tom… Tom… Você ta me ouvindo Tom? Tom… – Ele ainda não respondia, nem olhava pra mim. De repente ele olhou fundo nos meus olhos e sua mão tocou a minha. Rapidamente tive uma breve visão do rosto do Bill, refletido numa poça de sangue. Depois disso Tom fechou os olhos e tornou a abri-los, ele parecia confuso e extremamente preocupado. Levantou rápido e pegou as chaves do meu carro.

— Tom… Tom, aonde você vai? – perguntei seguindo-o até a porta.

— Vou atrás do meu irmão. – e saiu porta afora. Um aperto tomava conta do meu coração, fazendo-me pensar, o que estava acontecendo com o Bill? Eu não poderia deixar de me preocupar com Bill e querer ir atrás do Tom, mas eu também não poderia deixar a Katja sozinha, então me sentei no sofá e fiquei suplicando a Deus, que o Tom voltasse logo, acompanhado pelo Bill, e que todos estivessem bem.

×

Insulto

Por Bill

— Quem está ai? – Perguntei, olhando para a porta do quarto que estava aberta. Nenhuma resposta. — Ah, Bill, você está enlouquecendo… – Torci para que eu estivesse certo, porque eu sabia que tinha algo fazendo barulho. Depois de pouco tempo o mesmo barulho se repetiu. Parei de separar as roupas e então fiz silêncio. O barulho parecia ser de algo sendo arranhado. Ainda segurando uma roupa na mão (uma blusa vermelha do Tom), caminhei até a porta e fiquei olhando no corredor.

Todas as portas estavam abertas, então, uma por uma, foram se fechando lentamente, todas rangiam. Quando todas se fecharam e só restava a do quarto em que eu estava, o velho que a Monica descreveu apareceu de repente em minha frente, com um sorriso cínico.

— Como vai Bill? – ele perguntou e então a porta se fechou.

— O que você quer? – Gritei.

— Oh, não seja rude Kaulitz, afinal eu venho para o bem.

— Ah claro… – disse irônico. Ele me olhou nervoso, mas prosseguiu.

— Aposto que a bela Simone te ensinou a respeitar os mais velhos. – senti um ódio imenso quando ele falou sobre a minha mãe.

— Fala logo o que você quer… – gritei mais uma vez. Ele me olhou surpreso e desafiante. Suspirou pesadamente e sentou-se na poltrona branca, que estava ao lado da porta.

— Vejo que você está curioso, impaciente… Então, vamos ao que interessa… Sente-se Kaulitz, o assunto é sério. – disse pousando o queixo sobre a mão e com expressão de esperança.

— Não quero me sentar. Diga logo o que quer e vá embora!

— Pois bem… Gostaria de fazer-lhe uma proposta.

— Eu não quero fazer proposta nenhuma com você… – respondi nervoso, eu estava louco para pular no pescoço dele. Ele respirou fundo e ignorando meu modo de falar, prosseguiu com expressão calma.

— Bom você vai gostar… – levantou da poltrona e caminhou até mim. — Você tem visto os terríveis
acontecimentos que têm rondado a doce Katja e a pequena Monica, pois bem… Proponho a você, Bill, que deixe, temporariamente, a minha lista de… Problemas a resolver… Se é que me entende… O que acha? Você aceita? – e segurou meu queixo. Eu não respondi, não sabia do que ele estava falando. — Você ainda não entendeu? Ah… – e respirou fundo. Deu um sorriso maligno e disse furioso:

— Estou dizendo para deixá-las, para meter-se apenas em sua vida. Estou dizendo para ir embora, para
que eu possa terminar o que eu comecei. – finalizou gritando.

— O que pensa que eu sou? Pensa que vou deixá-las por medo? – eu disse, enquanto sentia meu sangue ferver em minhas veias. Ele me olhou surpreso e logo se apressou para dizer num tom calmo:

— Bill, pense bem… Se você continuar, coisas ruins vão acabar acontecendo com você e com quem você ama… Eu quero lhe dar opções… Sei que eu não sou esse monstro que pintam e eu sei que seria injusto da minha parte fazer com que pessoas que não estão ligadas ao problema, sejam… Reparadas. Veja bem Bill… Isto tudo nunca teve ligação a você, então pra que meter-se numa história em que você já sabe qual será seu destino final, se persistir? – ele disse da maneira mais cínica possível.

— Ah, faça-me o favor… Pensa que eu vou cair nessa sua ladainha? Eu não sou burro e também não sou covarde… Não vou fugir e não vou abandoná-las… Agora faça o quiser, porque eu não vou trair quem confia em mim…

— Bill, eu não disse isso, apenas disse para pensar em você, no Tom, na Simone… Todos, todos aqueles que você ama, podem pagar caro no futuro…

— Você não entendeu? Eu não vou mudar de idéia, estou disposto a correr este risco. Agora ou você vai embora ou faz logo o que veio para fazer.

— Como queira! – ele disse curvando-se, fazendo reverencia. Levantou bruscamente, com um sorriso terrivelmente cruel e com um golpe no ar, me atingiu na face. Enquanto estava caído no chão sentia o gosto forte e característico do meu sangue, diluir em minha boca. Fui me levantando, até ficar de pé. Ele me olhou, demonstrando pena e revolta.

— Tenho que admitir que tu agradavas-me um bocado, mas infelizmente fizeste a escolha errada. – ele disse segurando meu rosto. Cuspi nele com toda a minha raiva, ele limpou rapidamente usando a manga de seu paletó cor de Berinjela e me olhou com ódio nos olhos. Movimentou sua mão direita no ar e então senti meu corpo rodar, minha visão girou bruscamente, até que senti o assoalho frio, tocando o hematoma que se formou em meu rosto quando colidi com o chão pela segunda vez.

— Bill! – eu ouvia Tom gritando subindo as escadas.

— Ah, maravilha… Diversão em dobro! – o velho desgraçado disse comemorando.

— Não Tom… Vai embora! – eu dizia fraco, enquanto sentia o sangue escorrer dos meus lábios para o chão, formando ali, uma poça vermelha que refletia meu rosto. Os passos na escada iam ficando cada vez mais altos, até que a porta abriu de uma vez só.

— Bill! – ouvi o Tom dizer desesperado.

— Tom, vai embora! – eu disse enquanto me levantava do chão.

— Pra onde? Sou eu quem manda aqui e eu digo que ninguém vai embora. Eu estou apenas começando! – O velho disse e então acertou o Tom.

— Não! – Eu gritei e tentei correr até ele, mas ele era muito rápido. Com um piscar de olhos ele já não estava onde eu pensava.

O Tom se levantou e caminhou pra perto de mim.

— O que você quer aqui? – ele gritou para o velho, enquanto me segurava. O velho gargalhou e disse, debochando:

— E não é que você pensa que é mais do que realmente é… Ou apenas finge ser, hein Tom? – e gargalhou mais uma vez. Tom fuzilava o velho com os olhos. O velho sorriu e estendeu as duas mãos no ar e as separou. Em fração de segundos eu estava na parede, sem poder me mexer. Ao meu lado estava Tom, também preso sob a parede.

Eu sentia todos os meus músculos sendo esticados pouco a pouco, causando uma dor terrível. Eu me esforçava para não demonstrar dor, mas não consegui, era insuportável. Virei e vi o Tom olhando para mim com um olhar preocupado. Uma lágrima escorria por sua face. Nós esticamos as mãos tentando nos segurar. O velho começou a rir ironicamente.

— O amor familiar… Tem algo mais inútil? – disse se aproximando de nós dois.

— Pra você não… Um ser horrível, sem coração… Você não sabe nem o que é carinho, educação, respeito… Imagine amor… Você é incapaz de sentir isso, porque você é vazio! – Tom disse nervoso.

— Quem tu pensas que és? Tu és pior, rapaz… – e aproximou a mão do tórax de Tom. — Casca vazia. – disse e encostou a mão nele. O velho olhou com olhos arregalados para Tom e em seguida desviou-os bruscamente.

— Não tanto quanto você pensava não é? – Tom disse desafiando o velho.

De repente um homem alto, de cabelos loiros e traços grandes apareceu e derrubou o velho. Tom e eu caímos. Olhamos para o velho e ele estava sendo segurado, com muito esforço, pelo homem de cabelos loiros.

— Julia! – ele disse para o vento. De súbito ela apareceu próxima a porta. Estava com a cabeça baixa, os cabelos estavam caídos sobre uma parte do rosto e ela mantinha uma expressão séria. Ela vestia uma espécie de camisola branca, que tinha algumas manchas de sangue seco na região da barriga e nada mais. Ela caminhou até nós, mas não olhava em meus olhos.

— Julia! – eu disse tentando chamar a atenção dela.

— O que, Bill? – ela perguntou enquanto tocava levemente os machucados de Tom.

— Olha pra mim.

— Bill, agora não é hora pra isso… Agora feche os olhos e acalme-se. – ela disse pousando uma das mãos sobre meus olhos. Seu toque era tão suave, que era quase imperceptível. Rapidamente a dor sumiu. Meus lábios não latejavam mais e nem havia gosto de sangue em minha boca.

Abri os olhos lentamente quando Tom tocou meu tórax levemente. Ninguém estava lá, além de Tom e eu.

— Cadê ela? – perguntei me levantando, sentando-me no chão.

— Eles se foram… Desapareceram do nada! – Tom respondeu olhando para os lados.

— Bill! – Uma voz familiar me chamou da porta e ao me virar vi a Monica. Ela correu até mim e me abraçou. — Eu vi… Eu vi aquele velho maldito machucando você… Você ta bem? Ai Deus! Vamos pra casa. Eu vejo o que vocês têm quando chegarmos lá ou vocês preferem ir pra um hospital? – ela perguntou levantando-nos devagar.

— Não Monica… Não precisa se preocupar, nós estamos bem. – eu disse ficando de pé. Olhei para a porta e lá estava a Katja, nos olhando com preocupado.

— Eu senti que havia algo errado com vocês, senti a presença do velho e a Monica me contou que teve uma visão sua. – Katja disse se aproximando de nós.

— Visão? – perguntei surpreso.

— Foi quando eu saí, não é? – Tom perguntou.

— Foi. – ela disse.

— Isso é normal? – perguntei pra Katja.

— Você já devia ter notado Bill, que nada mais é normal! – ela disse com aquele tom misterioso que ela sempre usa.

×

Está bem?

Por Monica

E quando percebi, já estávamos em minha casa.

Estávamos todos na sala e não havia muito a dizer.

— O que faremos pra isso acabar? – Tom perguntou decidido.

— Não faço a mínima idéia… – respondi.

A Katja nos olhou receosa.

— Talvez tenha um jeito de acabar com tudo isso. – ela disse e então Bill começou a apertar os olhos.

— Ai! – ele disse e levou a mão até as pálpebras.

— Bill… Bill… Você ta bem, Bill? – perguntei, me sentando ao lado dele, que ainda apertava os olhos.

— Não… É só uma dor de cabeça forte. – ele disse e então sua cabeça caiu pra frente pesadamente.

×

Dezenas de visões

Por Bill

A dor foi tão forte que eu cheguei a desmaiar.
E então comecei a ver algumas imagens. Como flashes de máquina fotográfica as imagens iam aparecendo rapidamente.

Primeiro Julia apareceu com uma expressão vazia, ela estava frente à grande pedra da trilha.

Em seguida Monica gritava de dor, segurando alguém nos braços.

Em diante, Tom e Katja davam as mãos e assim, os dois caíam desmaiados, num chão de terra escura.

De repente vi uma poça de água negra que se mexia sem rumo e no final senti uma dor terrível em minha barriga. E assim, comecei a ouvir Julia me chamando.

×

Ataque

Por Monica

Depois que Bill caiu sobre o sofá, levantamos o e o colocamos sobre o chão. Seus olhos ficaram brancos e mexiam-se incontrolavelmente.

— Bill… Bill… – eu tentava acordá-lo. Katja segurou meu braço e disse:

— Não podemos interrompê-lo… Estão se comunicando com ele!

— O que não podemos é ficar parados! – Tom disse e colocou as mãos sobre o tórax de Bill. Katja virou-se bruscamente para ele. Então ele colidiu com a parede e caiu no chão.

Ela me encarou e disse:

— Ainda quer ajudar seu querido Bill? – ela disse com voz dupla e rouca. Sorriu, fazendo questão de delinear bem seus olhos, que estavam completamente negros. Quando eu estava prestes a responder ela começou a me encarar intensamente e perdi os sentidos e desmaiei.

×

Continua?
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MensagemAssunto: Re: Waiting For Death ~ Capítulo Seis Parte Dois - Postado   Ter Ago 30, 2011 10:35 pm

Mais é claro q continua!
Tom enfrentando o velho nojento *-* AAaaaa meu herói! kkkkk
Tadinho do meu Bill Sad
Continua logo liebe, to curiosa!!!
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lowkaulitz

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MensagemAssunto: Re: Waiting For Death ~ Capítulo Seis Parte Dois - Postado   Ter Ago 30, 2011 10:48 pm

Nossa, eu to quase morrendo pelo o Bill aqui, tomara que depois disse ele ganhei um presente da Julia e da Mônica (66'
Tom... monguinho, ta cheio de coragem agora *-*'
Blume, continua!
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MensagemAssunto: Re: Waiting For Death ~ Capítulo Seis Parte Dois - Postado   Ter Ago 30, 2011 10:51 pm

UAL,
Isso está muito bom, Bia!!!
AIAI comecei a ficar preocupada com a Katja,
e o Bill? AHH, meu liebe está muito estranho,
PLEASE, CONTINUA!!!
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Sara Kaulitz2
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MensagemAssunto: Re: Waiting For Death ~ Capítulo Seis Parte Dois - Postado   Ter Ago 30, 2011 11:05 pm

Aaai, que dó do Bill e do Tom *chora* Sad
Cara, é serio... fiquei com medo desse capítulo! kk'
Que ódio desse velho! puutz ¬¬'
Sacanagem ele fazer a Katja mata a mãe dela :"(
Há, que medo dessa visão do Bill o_o
é claro que continua liebe, to adorando! What a Face
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MensagemAssunto: Re: Waiting For Death ~ Capítulo Seis Parte Dois - Postado   Qui Set 01, 2011 2:43 am

Opa! Very Happy
Até que enfim chego aqui \o/
Bia' nossa tô sem palavras aqui.
Essa fic é perfeita, estou amando a forma como tudo acontece, os detalhes.
Nem sei o que dizer, por mim continuava lendo sem parar, mas fazer o que né hehe =D
Continua...please yaya
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MensagemAssunto: Re: Waiting For Death ~ Capítulo Seis Parte Dois - Postado   Qui Set 01, 2011 7:12 am

gostei Smile

continua liebe Very Happy
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MensagemAssunto: Re: Waiting For Death ~ Capítulo Seis Parte Dois - Postado   Sex Set 02, 2011 9:59 am

Bia, isso está muito bom, estou muito curiosa agora!
O que será qua vai acontecer com eles?
Já disse que amo essa história? haha' Cool
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MensagemAssunto: Re: Waiting For Death ~ Capítulo Seis Parte Dois - Postado   Qui Set 08, 2011 8:23 am

Minhas leitoras lindas, desculpem o super atraso, eu tava pensando se mudaria ou não algumas coisas no capítulo, porque este é um capítulo de grande importância, então, sabem como é né? Revisei-o umas 354654345646 vezes pra ver se está bom, mas como eu não posso demorar mas, não vou ser mais má com vocês, vamos aos recadinhos e a continuação do capítulo cinco *--*



Pah: *--*
É, o Tom virou mesmo um ser corajoso, ou não Oo
é, coitado dele Sad
sim sim minha marida, é pra já!

Low: HUAHUAHUA'
O Bill é mesmo um fofo *--*
HEUHEUHUE!
ok liebe!

Amy: Obrigada liebe *--*
hm' será que a Katja é mesmo quem sempre mostrou? G.G
O Bill é importante, vocês perceberão!
ok minha blume *--*

Sah: HUAHUAHAUHAU' esse cap. é mesmo tenso U.U
HUEHUEHUE todos amam o velho \õ/
é, ele é muuuuito ruim mesmo T.T
HUEHUEHEU' o Bill está ajudando na história todaa, que orgulho *-*
aaah, obrigada blume *o*

Adr: *----*
minha liebeeee *------------*
aaah flor, que isso ;$
aaah, obrigada sua fofaa *o*
HUEHUEHUE' obrigada mesmo liebe *--*
sim sim, continuo sim! Smile

Andrea: Que bom liebe *--*
continuo sim **)

Eve: Ah, danke liebe *--*
hm' o que será hein, hein?
Vamos veer?
hoho' obrigada mesmo amoor *--*

Sem mais delongas, aqui está, capítulo cinco-continuação:
P.s.: Como já devem esperar, o capítulo é enoooooorme, mas, é muito importante, pois é, pois é, pois é!


Capítulo Cinco

Continuação



Visita ao purgatório

Por Bill

Quando a dor em minha barriga cessou, um grande clarão se fez, me cegando por um breve instante.

A intensidade da luz foi baixando e quando me percebi estava num corredor assustador. Era estreito, tinha um tom de amarelo sujo e também manchas de sangue.

A única fonte de iluminação era uma lâmpada que estava pendurada no meio do caminho. Ela balançava de um lado para o outro e piscava constantemente.

Ouvi um grito feminino ecoar por todo o corredor até chegar aos meus ouvidos.

— Julia! – disse pra mim mesmo e comecei a correr sem saber pra onde ir.

— Bill… Socorro! – ela gritou me guiando por entre os corredores que ligavam ao que eu estava.

Corri como se a minha vida dependesse da vida dela. Ou era essa a minha verdadeira realidade?

Então encontrei uma porta de ferro, bem grossa e branca. Não pensei duas vezes e entrei.

Era uma espécie de sala de tortura e lá estava a Julia. No fundo da sala com a cabeça baixa.

— Julia… Você esta bem? – perguntei.

A porta atrás de mim fechou-se brutalmente e eu fui surpreendido com uma terrível falta de ar. Olhei para meu pescoço, que parecia estar sendo apertado e sobre ele, estava à sombra de Julia.

De repente o velho apareceu. Aproximou-se dela e tocou-lhe o ombro.

— Muito bem minha cara! – ele disse falsamente e me olhou.

— E agora Kaulitz, o que eu faço com você? – ele perguntou caminhando até mim. Duas sombras extremamente negras aglomeram-se no canto direito da sala. Em seguida transformaram-se em duas formas humanas. Duas gêmeas idênticas, uma ruiva e uma morena. Elas não eram exatamente idênticas, a morena possuía cabelos com grandes e soltos cachos. Já a ruiva tinha um cabelo curto e naturalmente volumoso. As duas vestiam-se normalmente, como duas roqueiras. Maquiagem forte e muito bem feita e as roupas básicas dum guarda-roupa de roqueira.

Antes que se aproximassem do velho, ele virou, encarando-as.

— O que querem? – ele questionou nervoso. A morena sorriu, parecia contente, mas a ruiva abaixou a cabeça e assim permaneceu, enquanto a outra dizia:

— Mestre, nós trazemos notícias sobre o desempenho de Blair! – ela disse orgulhosa e me encarou brevemente. Sua pupila era negra como eu nunca havia visto antes e sua íris era cinza e com contorno em preto como da pupila.

Ela desviou o olhar de mim e voltou-os para o velho.

— Prossiga! – ordenou ele.

— Ela conseguiu! Já esta dentro da K.Scruska! – dizia a morena a ponto de pular de alegria. Enquanto ela falava, eu encarava a Julia. Eu sabia que ela podia ouvir meus protestos em minha cabeça, porque eu ouvia os dela.

— Julia… Por quê? – perguntei mentalmente pra ela.

— Pelo mesmo motivo que descartamos um tênis velho e usado… Porque você não tem mais utilidade pra mim! – ela disse friamente, mas sua feição era de arrependimento.

— Ah, maravilhoso! Ouviu isso Bill? Tom também esta se divertindo! – disse o velho.

— Do que esta falando, seu velho maldito?

Ele encheu se de ódio e então a morena olhou-lhe e caminhou até mim.

— Minha irmãzinha querida, Blair, esta cuidando muito bem do seu irmão, fique tranqüilo. – ela disse cinicamente.

— Espero que ela não seja tão vaca quanto você é! – eu disse, mas não disse. Eu não havia pensado naquela resposta que saiu.

A morena virou-se para Julia e disse:

— Aprendeu truques novos, piranha? – ela disse para Julia, que sorriu forçadamente e respondeu:

— Ah, sempre inovando, pra deixar as herdeiras prostitutas se mordendo de inveja! – e piscou apenas com um olho.

A morena riu debochadamente e voltou a encarar-me.

— Ah, papai! Temos mesmo que matá-lo? Eu vejo tanto talento nele! – e passou a mão sobre o zíper da minha calça.

— Eu sei minha filha, mas esse não é o destino dele… E também, ele nunca aceitaria ser um de nós! – o velho disse decepcionado.

— Deixe-o sob meus cuidados, papai… – disse em alto e bom som. Aproximou seus grandes e avermelhados lábios da minha orelha e sussurrou:

— E ele vai mudar de idéia… Rapidinho! – disse e então roçou seus lábios pelo meu rosto, traçando uma linha até minha boca. Focalizou seus olhos nos meus e selou nossos lábios, num beijo suave.

Enquanto eles ainda continuavam unidos, o beijo julgava-se bom, mas isso mudou.

— Flair! Chega! – o velho disse e ela afastou-se de mim bruscamente. Foi então que o gosto intenso e amargo feito fel apoderou-se dos meus lábios e percorreram toda a minha boca em fração de segundos.

— Sua vadia, desgraçada! – ouvi a voz de Julia falar mal da morena e então tudo aconteceu muito rápido. Ela estava atrás do velho e eu já não estava mais sendo preso por sua sombra. Tentei correr para a saída, mas a porta ainda estava trancada.

— Aonde vai, sedução? – a voz de Blair fez-me congelar por segundos, mas então me virei para encará-la. Ela estava no máximo a dois centímetros de distância de mim. Em seguida ela me prensou contra a porta e gemeu em meu ouvido:

— Não me obrigue a te machucar, ok benzinho? – ela disse colando seu corpo no meu. Sorri maliciosamente pra ela, enquanto aproximava nossos rostos.

Quando ela estava prestes a me beijar novamente, chutei sua canela e corri pra perto da maca.

Nisso, vi a Julia ser atacada por várias e várias vezes, pelo velho.

×

Ajude-me e salve a todos

Por Julia

Então, olhei-o, pedindo ajuda. Eu me esforçava para controlar minha mente, não pensar em Bill me ajudando, ou não pedir ajuda mentalmente. Eu precisava que ele chamasse a atenção do Liam, para que eu pudesse pegar o objeto. Eu nem ao menos sabia o que era, mas sabia que muita coisa dependia do meu desempenho nesta “missão”. Então Bill me olhou com uma expressão confusa. Eu não podia me comunicar com ele mentalmente, o Liam ouviria, ele é o único que ouve meus pensamentos, sem que eu o contate.

Liam começou a fazer tortura mental em mim, me forçando a ver as coisas que mais temo e a sentir toda a dor que eu sentiria se fosse real. Em minha mente, era real, então, pra mim era real. Eu gritei de dor, quando ele me fez voltar ao dia em que morri. Foi então que abri os olhos e Bill jogou a maca de tortura pra cima dele. Liam virou-se para Bill, ficando de costas para mim e então eu vi o objeto. Estava quase caindo de seu bolso.

Era uma lanterna, de ouro. Só podia ser aquilo.

Liam atacou Bill, com um golpe no ar. Ah, ele nunca aprende nada de novo. Bill caiu no chão e tentou se levantar. Liam, que ainda estava perto o suficiente de mim, riu debochadamente.

— Esta vendo Kaulitz? Eu não disse que vocês pagariam? – ele disse e quando ia se aproximar de Bill, eu peguei a lanterna, sem deixar que as herdeiras vadias me percebessem, e liguei-a.

Olhei para Bill e vi que seu rosto estava cheio de ferimentos expostos.

— Bill! – chamei e ele me olhou, por trás de Liam.

— Não! – Flair gritou enquanto se aproximava de nós. — Clair faça alguma coisa! – ela gritou para a ruiva medrosa, que nem se mexeu.

Coloquei meus dois dedos na beirada da borda da lanterna, iluminando-os e o centro, iluminou Bill. Flair agarrou Bill pelas costas e então o clarão se fez.

×

Um tempo só nosso

Por Bill

Depois que a morena, Flair, grudou em mim, vi a luz daquilo que Julia segurava chegar até meus olhos e assim, ouvindo o velho gritar negativamente, a luz foi atingindo tudo e então, tudo virou luz.

Quando tudo estava branco e eu nada podia ver, tudo foi ficando visível e então, comecei a reconhecer algumas coisas e assim, a pessoa que estava ao meu lado.

— Esperou muito tempo por isso não é mesmo? – Julia disse sorrindo pra mim. Observei-a discretamente, ela não estava mais como estava na sala. Ela estava com os cabelos muito bem arrumados, com algumas ondas, ela vestia um longo vestido branco, dum tecido que caía perfeitamente bem em seu corpo. Nada mais. Ela não parecia cansada e nem estava ferida. Analisei-me e eu estava de branco, uma camiseta branca, de tecido fino e uma calça um pouquinho folgada. Passei a mão pelo meu rosto e não sentia dor nem vi sangue em minhas mãos.

Olhei em volta e estávamos numa espécie de floresta branca, deitados sobre a grama, que tinha várias flores. Elas eram as únicas coisas que tinham cor por ali, elas eram azuis, dum tom bem claro.

— Onde estamos? – perguntei pra ela, que sorriu mais uma vez.

— Estamos seguros! – ela disse apenas isso e deitou-se novamente na grama.

— Eu tenho dúvidas! – eu disse apoiando meu cotovelo e erguendo-me para encará-la.

— Eu sei e vou respondê-las! – ela disse e sentou-se. Sentei-me ao lado dela e então ela sorriu novamente.

— Você está tão confuso meu amor! – ela disse e aproximou a mão de mim.

— Ah, então quer dizer que agora eu tenho utilidade pra você? – eu disse nervoso, afastando a mão dela. Ela me olhou compreensiva, segurando um sorriso e se aproximou de mim.

— Quer que eu explique o que aconteceu lá? – ela perguntou com tom doce na voz.

— Quero, por favor! – eu disse ainda nervoso. Ela sorriu e disse:

— Eu não podia mostrar sentimento por você, nenhum… Afeto, carinho, amor, nada, que não fosse desprezo.

— Por quê?

— Porque o Liam podia ouvir meus pensamentos… Se ele ouvisse tudo o que sinto por você, preveria o que eu faria e conseguintemente nós não estaríamos aqui… Com certeza não.

— Liam! Então esse é o nome dele! Desgraçado! – eu disse nervoso e então, lembrei-me do Tom. — Céus! Mande-me de volta para o mundo real… O Tom precisa de mim!

— Não se preocupa! Eu… – e fez cara de concentração. — Eu consigo ver que… A Blair não esta mais com eles. Eles estão seguros também!

— Por que estamos aqui?

— Este era o único lugar que eu poderia te trazer!

— E o que estamos fazendo aqui? Não podemos ir embora?

— Não Bill, eu não posso ir embora! Eu morri se esqueceu? – ela disse com simplicidade.

— Desculpe!

— Não tem problema!

— Mas… Não tem nenhum jeito de voltar? – perguntei esperançoso.

— Não… – ela disse olhando para baixo, triste. Segurei as mãos dela suavemente e ela me olhou.

— Eu sei que você tem mais dúvidas Bill… Pode perguntar!

— Eu não posso ficar? – perguntei no automático.

— Ficar? Você ta doido? Liam vai acabar comigo agora, eu posso estar morta, mas ele vai me matar mais! – e riu.

— O que ele vai fazer com você?

— Bom, enquanto ele estava no poder, ele poderia fazer o que quisesse, mas agora, eu sou a chefe, eu peguei a lanterna. Mas se ele me surpreender com algo novo, ai não sei o que pode ser de mim.

— O que? Lanterna? – perguntei curioso.

— É uma longa história, mas o resumo é que, as pessoas boas, vão para o céu, as más vão para o inferno, as que têm algo apegado na terra, ficam no purgatório mental. Deus e Lúcifer fizeram um acordo, as pessoas que sobreviverem ao purgatório, terão seu julgamento, como todos, mas é ai, que eles decidiram céu, ou inferno. Liam é o governante do purgatório mental.

— Purgatório mental? Então quer dizer que tudo não passa de ilusão?

— Não é porque é mental, que é ilusão Bill… Este lugar em que estamos é mental, é um lugar que eu criei, o único lugar bom, que eu tenho, é real, você sente, você vê. É real… O purgatório, é o pior lugar, chego a pensar que é pior que o inferno. Liam sempre foi um tirano terrível, sempre. Ele não tem piedade de ninguém, nem mesmo de suas filhas.

— Aquelas duas eram as filhas dele não é?

— Sim, e tem mais uma… Ele não escolheu nem nomes que prestam pra elas. Flair, Blair e Clair! Fala sério! A Flair é a mais vadia, a Blair é a mais burra de carga e a Clair é a medrosa, ou inteligente.

— Inteligente?

— Ela não quer seguir as regras do pai… Ela sempre foi contra tudo que ele fez e disse. Lembra daquela vez, em que eu visitei a Monica, que conversei com ela, contei que não tinha sido eu, quem disse tudo aquilo pra ela, no lago?

— Lembro!

— Foi a Clair que me soltou do purgatório, tanto que eu estava com sangue na roupa e tudo mais… A Clair só queria ser humana e para o azar dela, ela é a favorita do Liam.

— Como você sabe?

— Ele lê meus pensamentos e eu leio os dele… É a grande vantagem disso tudo.

— E agora? O que ele pensa?

— Não vejo nada além de ódio… Ele deve estar me bloqueando.

— Ele pode fazer isso?

— Ele é mais poderoso do que eu, isso sem dúvida, ele esteve por muitos anos no poder. Acabou adquirindo um poder para ele, mesmo sem a lanterna, ele é mais forte que eu.

— E você consegue ler as mentes das trigêmeas?

— Não… Elas têm essência humana, quando foram feitas, eram humanas e nasceram humanas, mas quando Liam se tornou o governante do purgatório, transformou-as no que ele é.

— E o que ele é? Fora governante.

— Ele é o mais poderoso do purgatório, e elas são as herdeiras.

— Então, ele não é imortal?

— Não… Por isso elas ainda estão vivas!

— Quer dizer que, agora temos uma pequena chance de matá-lo?

— Temos, mas não matá-las… Tenho um exercito preso no purgatório, antigos punidos, hoje, serão honrados.

— O que? Eles lutarão?

— Não só eles, todos nós… Não podemos fugir, temos que terminar, agora que começamos!

— E quando vai ser?

— Quando sairmos daqui, mas temos muito a resolver.

— Eu sei… então, não vamos demorar!

— Consigo ver em seus olhos… Quer saber, como eu consegui.

— É… Quero saber como conseguiu, me trazer pra Alemanha, me controlar em algumas situações. – ela sorriu tímida e disse:

— Bom… Não foi difícil… Eu sei lá como aconteceu! Eu só estava perdida na terra, o Liam não tinha me encontrado ainda, mas foi então que eu te encontrei, naquela tarde!

— E por que foi rude comigo?

— Porque eu sabia que aquele, era o único jeito de chamar sua atenção… Você nunca mais me esqueceria depois daquele contato.

— E você estava certa… E… Por que você está presa a terra? É só pela Monica?

— Não, não é só pela Monica… – ela disse e então, Monica saiu de trás de alguns arbustos, ela sorria pra mim. Julia virou-se para ela e sorriu.

— Diga oi para o Bill, Moni! – Julia disse, dando espaço para Monica sentar ao nosso lado. Eu estava boquiaberto.

— Oi! – ela disse e deu um sorriso simpático.

— Mas… O que ela ta fazendo aqui? – eu perguntei totalmente confuso. Julia tocou meus lábios e me olhando delicadamente disse:

— Você não está certo e também não está errado. Essa é a Monica, mas é parte dela.

— C-como assim? – gaguejei. Elas riram e então, Julia prosseguiu:

— Lembra quando o Ivor disse que eu estava presa a Monica?

— Ivor? Quem é Ivor?

— É o loiro, alto, que possuiu Katja naquele dia, na casa dela, ele foi o ultimo a incorporar nela… A propósito, Katja é realmente muito forte… Não pense que ela é só uma louca que fala conosco, ou nos incorpora, ok?

— Ah, ok… Mas… O que tem esse tal de Ivor?

— É… Continuando, ele disse que eu estava presa a Monica, lembra?

— Lembro!

— E eu realmente estou assim como ela está a mim. Todo o tempo que ela se sentiu mal foi por mim, pelo meu sofrimento… Quando eu morri, levei um pedaço da Monica comigo e quando ela sobreviveu, logo depois da massagem que o enfermeiro fez nela, ela levou um pedaço meu com ela e esse pedaço, sempre esteve dividido entre nós, a vida toda.

— Agora você entende? – Monica perguntou.

— Sim… Mas… Agora conte sobre a Katja…

— Ah, ela é muito importante Bill, não pode esquecer-se disso, ok? A história dela é tão terrível quanto a nossa… Quando ela era pequena, a mãe dela, Andrea, matou o marido, o pai de Katja… Katja não se lembra completamente, mas ela sentiu a presença de Liam naquele dia, não foi Andrea quem matou o marido e sim, Liam. Ele apoderou-se do corpo da Andrea e o fez, para que a Katja visse e não entendesse, assim, a Andrea foi obrigada a contar para a filha.

— Que horror! Mas, Katja tem poderes?

— Você ainda não notou? Ela está subindo de nível muito rápido Bill, ela era uma simples sensitiva, como muita gente por ai, mas agora, ela os sente, ela os vê, os entende e os incorpora… Logo, ela será uma das humanas mais poderosas.

— Mas isso não é meio comum?

— Não… É comum, que alguns humanos tenham apenas um desses poderes, mas a Katja está num nível avançado de cada um deles… Ela incorporou três de nós, seguidos e não morreu… Ela incorporou Liam, o mais poderoso, e hoje, ela está bem e evoluindo.

— Não imaginei que ela era tão forte…

— Mas ela é e vamos precisar muito dela… – ela disse levantando-se do chão.

— Nós já vamos embora? – perguntei levantando-me em seguida.

— Você vai pra terra e eu vou para o purgatório, reunir meu exercito! – Julia disse firme. Ela realmente parecia uma verdadeira líder.

— Está pronto? – ela perguntou aproximando-se de mim.

— Sim! – disse. Ela então tocou levemente minhas pálpebras, fechando-as. Senti-a aproximar-se de mim e disse baixo em meu ouvido:

— Quando você voltar vai saber pra onde levá-los... Agora você entende seu sentimento pela Moni? Você não nos ama... Não nós duas… Você ama minhas duas partes! – disse orgulhosa e olhou-me sorrindo. Senti-me corar e então ela beijou levemente a minha testa.

— Até breve, meu amor! – ela disse e então abri os olhos devagar.

×

Eai liebes? O que acharam?
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Waiting For Death ~ Capítulo Seis Parte Dois - Postado
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